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Higienização e manutenção de materiais e equipamentos específicos (3295)

Objetivos

 Planificar e desenvolver autonomamente ações relacionadas com higiene,


manutenção, arrumação, preparação de materiais equipamentos e espaços.

Conteúdos

 Elaboração e preparação dos materiais necessários às atividades;


 Preparação dos espaços, equipamentos e materiais para a realização de
atividades pedagógicas;
 Higiene dos espaços, equipamentos e materiais.

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1. CUIDADOS DE HIGIENE EM EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS

Os cuidados de higiene correspondem a um conjunto de meios que permitem


defender o normal nascimento e desenvolvimento de um organismo, mantê-lo
saudável e robusto, evitando as doenças, retardando-lhe a decadência física e mental
e a data da morte. Higiene é uma palavra de origem grega que significa hygeinos, ou o
que é saudável. A palavra é derivada da deusa grega da saúde, limpeza e
sanitariedade, Hígia.
A organização de um serviço de higiene deve obedecer a algumas regras,
nomeadamente:
 Produtos de higiene e utensílios guardados em local fresco, seguro e arejado;
 Manter os produtos fora do alcance das crianças;
 Manter os produtos nos frascos originais e com rótulo;
 Caso não seja possível identificar o produto, informe o seu responsável;
 Verificar prazos de validade;
 Não fazer misturas dos produtos de limpeza, a não ser em situações
devidamente indicadas;
 Limpar as máquinas após a utilização;
 Usar panos adequados e limpos para cada função;
 Não manipule alimentos no decorrer destas tarefas;
 Não utilize as vassouras para varrer os pavimentos internos;
 Quando proceder à higienização das portas e janelas, dê especial atenção aos
manípulos;
 Comunicar as avarias das máquinas ao seu superior;
 Identificar a máquina como avariada;
 Organizar o carrinho de limpeza;
 Repor as falhas de material;
 Sinalização das zonas que estão a ser limpas para evitar acidentes;
 Utilizar as doses dos produtos recomendadas;
 Fechar os frascos após a sua utilização (para não perderem as suas
características, para evitar acidentes e derrame de produtos);
 Colocar os sprays longe das fontes de calor;
 Usar vestuário e calçado (antiderrapante) adequado;
 Cumprir as regras e normas universais de limpeza e higiene.

Relativamente ao funcionário que executa a higiene de espaços ou


equipamentos é importante que este cumpra com determinadas normas universais
que englobam cuidados diários relativos à higiene e fardamento pessoal do
funcionário, comportamentos a evitar e procedimentos gerais a ter em conta aquando
da higiene de espaços ou equipamentos nomeadamente:
 Mantenha uma higiene pessoal cuidada ao nível do corpo, da roupa, do
fardamento e do calçado;
 Guarde a roupa e outro material utilizado no vestiário;
 Utilize o uniforme exclusivamente nas instituições. Procure mantê-lo limpo e
substitui-lo sempre que necessário;
 Utilize calçado próprio, exclusivamente no local de laboração;

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 Mantenha as unhas curtas limpas e sem verniz;


 Não utilize adornos pessoais;
 Lave adequadamente as mãos com a frequência necessária;
 Não fumar, não comer, não mastigar pastilhas elásticas durante as atividades;
 Evitar falar alto e correr;
 Respeitar o trabalho e colegas de serviço;
 Mudar os sacos do lixo diariamente e sempre que necessário;
 Manter os baldes ou recipientes do lixo limpos;
 Arejar diariamente todos os espaços;
 Limpeza de vidros e janelas periodicamente e em SOS;
 Atender sempre que possível a decoração do espaço para que ele se torne
harmonioso, tranquilo e adequado;
 Escolher a hora mais adequada para a limpeza;
 Proteger qualquer lesão do corpo com penso;
 Não desperdiçar água;
 Limpar o pó diariamente e em SOS;
 Arrumar e limpar o material de limpeza após cada utilização.

Um plano de limpeza das superfícies é fundamental, visto que permite saber o


que há para limpar, quando se deve limpar, quais os produtos e materiais a utilizar e
como efetuar cada tarefa, quer na limpeza quer na desinfeção e quem é o responsável
pela mesma. Este plano tem várias vantagens, visto que evita que o trabalho seja mal
distribuído, que se perca tempo a discutir qual o trabalho, a organiza-lo e executa-lo;
Na higiene de equipamentos e espaços, utilizam-se detergentes e desinfetantes. Os
detergentes são agentes de limpeza à base de sabão cuja função principal é eliminar a
sujidade e os desinfetantes são substâncias químicas que se utilizam para eliminar as
bactérias. Na aplicação destes produtos é necessário obedecer aos cuidados de
preparação e aplicação dos mesmos, particularmente: respeitar as indicações dadas
pelo fabricante, verificar a quantidade que deve usar e o tempo que o produto deve
atuar, se é tóxico, irritante para a pele ou corrosivo para os materiais. Relativamente
aos desinfetantes, estes devem ser aplicados em superfícies limpas.
Todos os equipamentos e utensílios de limpeza que contactem com os
alimentos devem ser limpos após cada utilização, no final de cada período de trabalho
e sempre que se justifique. Os esfregões, panos, escovas, etc., utilizados na limpeza
das instalações, equipamentos e utensílios, podem contaminar ainda mais zonas por
onde passam se não estiverem limpos. Depois de utilizados os equipamentos e
utensílios de limpeza, devem ser lavados em água corrente, mergulhados numa
solução de detergente/ desinfetante, passados por água corrente, secos ao ar e
guardados em local destinado para o efeito.
Relativamente aos produtos de limpeza e desinfeção é necessário ter em
atenção que algumas substâncias ficam inativas quando se misturam, e outras dão
lugar a produtos tóxicos, nas diluições deve-se utilizar sempre água potável, estes
produtos devem ser armazenados sempre bem etiquetados e completamente

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separados dos alimentos, referencialmente em armário ou local específico para o


efeito.
A limpeza e desinfeção deve ser diária o que possa alojar microrganismos,
nomeadamente, superfícies de trabalho, utensílios de uso diário, pavimentos,
instalações sanitárias, maçanetas das portas e janela, em utensílios/equipamentos e
espaço da cozinha. Periodicamente deve ser executada a limpeza de janelas,
paredes, tetos e utensílios ou equipamentos de uso não diário.
Assim a higiene das instalações deve ser executada seguindo os seguintes
procedimentos:
1) Remover os resíduos sólidos, com ajuda de utensílios apropriados (aspirador,
vassoura, raspador, escova …);
2) Lavar com água e detergente adequado utilizando esponja, escova...;
3) Enxaguar com água corrente, para remover os resíduos de sujidade e do
detergente;
4) As superfícies ou utensílios lavados, isto é sem sujidade visível, podem estar
contaminados com bactérias, tornando-se por isso necessário a sua desinfeção;
5) Aplicar o desinfetante de acordo com as indicações do fabricante;
6) Enxaguar novamente com água corrente.

A lavagem das mãos/desinfeção alcoólica das mãos é fundamental para o


controlo da infeção, sendo este um gesto que pode salvar. As Técnicas de Ação
Educativa nunca devem descurar este cuidado, especialmente porque as crianças são
muito sensíveis a doenças as quais podem derivar da falta de higiene das mãos
funcionárias. É ainda fundamental incutir desde cedo nas crianças o hábito de
higienizar as mãos sempre que necessário.
Assim, deve-se lavar as mãos:
 Antes de começar a trabalhar;
 Antes e depois de utilizar a casa de banho;
 Depois de utilizar o lenço de assoar;
 Antes e depois de mexer em alimentos crus;
 Depois de tocar em objetos sujos;
 Antes e depois de fumar e comer;
 Antes e depois de prestar cuidados à criança.

2. A HIGIENE DOS MATERIAIS E ESPAÇOS E O PODER DAS SUBSTANCIAS


QUÍMICAS

As Técnicas de Ação Educativa aquando da higienização dos materiais e


espaços devem estar atentas aos rótulos dos produtos de limpeza, assim como as
dosagens que devem utilizar.
É fundamental a segurança no armazenamento destas substâncias assim como
na sua aplicação e manipulação, deve-se saber interpretar as rotulagens destes
produtos (símbolos de perigo, frases de risco e frases de segurança), pois está-se a
trabalhar com crianças as quais são muito curiosas e têm mais suscetibilidade a

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queimaduras, intoxicação ou problemas graves de saúde que podem ocorrer com a


exposição direta a estes produtos (através da pele, mucosas ou da inalação de
vapores).
As substâncias perigosas são aquelas que, pelas suas características,
apresentam nocividade para o homem e/ou meio ambiente. Podem encontrar-se no
estado sólido, líquido ou gasoso e costumam classificar-se por categorias de perigo,
às quais se associa um determinado símbolo de perigo. Algumas das substâncias são
tão comuns, que muitas vezes nem nos consciencializamos da respetiva perigosidade.
A classificação de perigosidade de uma substância é feita de acordo com
determinados ensaios. Quanto menor for a dose necessária para que uma substância
produza danos no organismo, maior é a sua toxicidade.
Os cuidados no desempenho das tarefas devem ser redobrados, quando se
utilizam substâncias perigosas. Os acidentes com origem no manuseamento de
substâncias químicas perigosas, são frequentes, e ocorrem, não só nas indústrias
químicas, mas também em variados locais trabalho, como oficinas, lavandarias e
empresas de limpezas. Mas, não é apenas o trabalhador que está sujeito ao risco.
Todos nós nas nossas próprias casas ao usarmos inadequadamente um produto, ou
como resultado de um acidente, podemos ser contaminado por produtos comuns.
Para além disso, também o meio ambiente, designadamente o ar, a água e os
alimentos que sustentam podem ser contaminados. Cada composto exige um
determinado tipo de precaução e o conhecimento dos respetivos riscos para a saúde
constitui uma matéria em permanente atualização.

2.1. Rótulos e fichas de dados de segurança

Uma vez que as consequências associadas a acidentes com substâncias


químicas dependem das propriedades da substância, é necessário ter informação dos
respetivos riscos. Existem vários diplomas legais sobre substâncias e preparações
químicas, que visam a proteção do trabalhador que as manipula ou a elas está
exposto:
 Uns determinam o grau de perigosidade das substâncias e das suas misturas,
obrigando à sua classificação e etiquetagem e à elaboração de fichas de dados
de segurança para os utilizadores das substâncias e preparações, em função
da sua perigosidade;
 Outros referem quais as substâncias nocivas à saúde humana por exposição e
os respetivos valores limite no ambiente de trabalho.
Todas as substâncias ou preparações, classificadas de perigosas, têm de ser
devidamente rotuladas e acompanhadas de uma ficha de dados de segurança que
explique detalhadamente como devem ser manuseadas, transportadas e
armazenadas.

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O rótulo compreende:
 a denominação da substância;
 o(s) símbolo(s) de perigo e sua designação;
 a indicação dos riscos específicos (frases R);
 as recomendações de segurança (frases S);
 o nome, endereço e telefone do responsável pela colocação no mercado.
Seguem-se alguns exemplos de frases de risco (frases R) e de frases de
segurança (frases S), sendo de realçar que podem ser usadas de modo combinado.

As fichas de dados de segurança, que devem estar em local acessível (na


zona de armazenamento e de manipulação) e ser do conhecimento de todos os
colaboradores, apresentam a seguinte informação:
 Identificação da substância/preparação e identificação do responsável pela
colocação no mercado;
 Composição/informação sobre os componentes;
 Identificação de perigos;
 Primeiros socorros;

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 Medidas de combate a incêndios;


 Medidas a tomar em caso de fugas acidentais;
 Manuseamento e armazenagem;
 Controlo de exposição/proteção individual;
 Propriedades físicas e químicas;
 Estabilidade e reatividade;
 Informação toxilógica;
 Informação ecológica;
 Informações relativas à eliminação;
 Informações referentes ao transporte;
 Informações sobre regulamentação;
 Outras informações.

2.2. Símbolos de perigo

Os símbolos de risco são pictogramas


representadas em forma quadrada, impressos em
preto e fundo laranja amarelado, utilizados em
rótulos ou informações de produtos químicos. Eles
servem para lembrar o risco do manuseio do
produto e o contacto com a substância.

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Consideram-se agentes de risco químico as substâncias, compostos ou produtos que


possam penetrar no organismo do utilizador.
 Pela via cutânea;
 Pela via respiratória, em forma de poeiras, fumos gases, vapores;
 Pela natureza da atividade, por exposição, através do contacto ou absorvido
pelo organismo da pele ou ingestão

Substâncias Corrosivas

O que são:
 São substâncias que em contacto com materiais, causam
desgaste ou modificação química ou estrutural, devido à
ação química dos agentes do meio ambiente;
 Estes produtos químicos causam destruição de tecidos
vivos e/ou materiais existentes.

Exemplos
 Ácido clorídrico;
 Soda cáustica;
 Instrumet;
 DR9.

Danos
 Irritações na pele, olhos e queimaduras leves;
 Os danos podem ter uma maior severidade para os utilizadores e até mesmo
para as instalações;
 São os casos de acidentes/incidentes provocados por incêndios ou explosões;
 Os danos à saúde podem advir de exposições de curta e/ou longa duração;
 O contacto de produtos químicos corrosivos com a pele e olhos, bem como a
inalação dos seus vapores;
 Resultando em doenças respiratórias crónicas, doenças do sistema nervoso,
doenças nos rins e fígado, e até mesmo alguns tipos de cancro.

Precauções
 Utilizar os equipamentos de proteção individual (EPI)
adequados;
 Evitar contacto com olhos, pele e roupas de trabalho.
Manipular respeitando as regras gerais de segurança
e higiene pessoal;
 Evitar o contacto direto com o produto, bem como
inalar vapores do mesmo;
 Não coma, não beba e não fume durante o manuseio
do produto;
 Não utilize equipamentos danificados;
 Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca;
 Siga as orientações do rótulo do produto;
 Cuidados na preparação e aplicação do produto.

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Substância Explosiva

O que é
Um explosivo é uma substância ou conjunto de substâncias
que podem sofrer o processo de explosão, liberando grandes
quantidades de gases e calor em curto espaço de tempo. Com o
calor, os gases se expandem e, se estiverem num espaço
pequeno, a pressão exercida é enorme até chegar ao ponto de
rutura, com grande onda de choque.

Precauções
 Evitar aquecimento excessivo e choques;
 Proteger do sol;
 Não colocar perto de fontes de calor, como aquecedores ou lâmpadas.

Exemplos
 Recipientes de aerossóis, ou seja, os “sprays” de qualquer género:
desodorizantes, lacas, etc.

Comburente

O que é
Na maioria das reações que geram a combustão, o
comburente encontrado normalmente é o oxigénio. A percentagem
de oxigénio existente no ar atmosférico é de aproximadamente
21%. Sempre que a percentagem de oxigénio cair abaixo de 16%,
o mesmo já não alimentará mais a combustão.

Precauções
 Armazenar os produtos num local arejado;
 Nunca usar perto de uma fonte de calor ou chamas;
 Não fumar perto dos produtos;
 Guardar os produtos inflamáveis longe dos produtos comburentes.

Exemplos
 Petróleo;
 Gasolina;
 Álcool;
 Acetona;
 Solventes;
 Colas de contacto.

Substâncias Nocivas

O que são:

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 São substâncias e preparações que por inalação, ingestão ou penetração


cutânea, podem implicar riscos à saúde de forma temporária ou alérgica.

Exemplos
 Herbicidas;
 Pesticidas;
 Éter etílico;
 Vernizes;
 Decapantes;
 Soda cáustica;
 Diluentes;
 Polidores de móveis.

Precauções
 Ler sempre os rótulos dos produtos antes da sua utilização;
 Evitar o contacto com o corpo humano e a inalação de vapores, usando
equipamentos de proteção individual;
 Lavar a cara e as mãos após a sua utilização;
 Fechar corretamente as embalagens;
 Guardar os produtos em local seguro;
 Manter os produtos nas embalagens originais.

Substâncias Irritantes

O que são
São substâncias e preparações não corrosivas que, por
contacto imediato, prolongado ou repetido com a pele ou as
mucosas, podem provocar uma reação inflamatória.

Exemplos
 Lixívia;
 Amoníaco;
 Tira gorduras;
 Tintas para o cabelo;
 Removedores de mofo;
 Limpadores de fornos;
 Produtos de limpeza de vasos sanitários.

Precauções
 Ler sempre os rótulos dos produtos antes da sua utilização;
 Evitar o contacto com o corpo humano e a inalação de vapores, usando
equipamentos de proteção individual;
 Lavar a cara e as mãos após a sua utilização;
 Fechar corretamente as embalagens;
 Guardar os produtos em local seguro;
 Manter os produtos nas embalagens originais.

Substância Inflamável

O que são

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 Classificam-se por líquidos com pontos de inflamação inferior a 21ºC;


 Os produtos com este símbolo inflamam-se facilmente na presença de uma
chama;
 São substâncias sólidas fáceis de inflamar;
 Libertam substâncias facilmente inflamáveis por ação de humidade.

Precauções
 Devemos evitar estes produtos em contacto com o ar;
 Manter estes produtos afastados de fontes de ignição;
 Evitar colocar estes produtos, perto de chamas ou de fontes de calor;
 Todos estes produtos devem estar fora do alcance das crianças.

Exemplos
 Álcool Etílico;
 Gasolina;
 Acetona.

Substâncias Tóxicas

O que são
 Os produtos com este símbolo são venenosos;
 Podem provocar náuseas e vertigens, e até a morte.

Precauções
 Manter todos os produtos tóxicos em local seguro e trancado, fora
do alcance das mãos e dos olhos das crianças, de modo a não
despertar sua curiosidade e manipulação;
 Ler atentamente os rótulos antes de usar qualquer produto doméstico e seguir
as instruções cuidadosamente;
 Guardar os detergentes, sabões em pó, inseticidas e outros produtos de uso
doméstico longe dos alimentos e dos medicamentos;
 Manter os produtos nas suas embalagens originais;
 Nunca colocar produtos tóxicos em embalagens de refrigerantes, sucos;
 Não comprar produtos de origem desconhecida;
 As vias respiratórias são igualmente vítimas dos produtos tóxicos, por
aspiração de vapores ou gases.

Exemplos
 Tintas;
 Combustíveis;
 Herbicidas;
 Venenos;
 Algumas plantas, nomeadamente os cogumelos, provocam intoxicação, a qual
pode ocorrer por ingestão ou através do toque.

2.3. Danos para a saúde humana

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As substâncias químicas que são manipuladas ou estão presentes no nosso


local de trabalho podem ser absorvidas pelo organismo por uma das seguintes vias:
 Via respiratória: a inalação está na origem de 90% dos problemas causados
por substâncias perigosas. De facto, estamos continuamente a respirar e, sem
estarmos protegidos, tudo o que está no ar acaba por atingir os pulmões;
 Via cutânea: há substâncias que podem penetrar no organismo através da
pele, por absorção ou através de feridas. Apesar desta ser a via de penetração
mais difícil, basta o trabalhador estar desprotegido para que as substâncias
químicas que se depositem no seu corpo sejam absorvidas pela pele;
 Via digestiva: se o trabalhador comer ou fumar com as mãos sujas, ou que
ficaram muito tempo expostas a substâncias químicas, estas serão ingeridas
com o alimento, atingindo o estômago podendo provocar sérios riscos na
saúde;
 Via ocular: alguns produtos químicos que permanecem no ar causam irritação
nos olhos (conjuntivite).

Uma vez dentro do organismo, as substâncias perigosas podem produzir danos


para a saúde em pouco tempo, ou ao fim de alguns anos. O tempo de reação está
dependente das características substâncias, mas também dos seguintes fatores
relativos à exposição de um trabalhador:
 Quantidade da substância;
 Concentração, ou seja, a percentagem existente em relação ao ar atmosférico;
 Tempo de exposição;
 Frequência da exposição;
 Zona do corpo exposta.

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Quanto maior for a concentração ambiental ou o tempo de exposição, maior


será a dose, O limite máximo de concentração permitida, para cada um dos produtos,
no meio ambiente, difere de acordo com o seu grau de perigo para a saúde.
Face ao exposto, é fundamental efetuar a determinação da concentração de
substâncias perigosas, no ar do ambiente de trabalho, o que é feito por meio de
aparelhos especiais. Se a concentração estiver acima dos níveis estipulados na
legislação terão que se aplicar medidas de prevenção.

3. BIBLIOGRAFIA

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Higienização e manutenção de materiais e equipamentos específicos (3295)

Associação Empresarial de Portugal, (2004), “Manual de formação: Higiene e


Segurança no Trabalho”, AEP.
Cabral, F., Veiga, R., 2006, Higiene, segurança, saúde e prevenção de acidentes de
trabalho, Verlag Dashofer, Lisboa.
Decretos - Lei, Decretos - Regulamentares, Portarias, Normas Portuguesas e
Internacionais, aplicáveis em matéria de segurança, higiene e saúde no trabalho.
Guia para a avaliação de riscos no local de trabalho - Comissão Europeia Concepção
de locais de trabalho - Guia de apoio – IDICT
Higiene, Saúde e Segurança no Trabalho - Módulos 3,4 - Cursos de Educação e
Formação Tipos 2, 3 e 4 - Gina Pereira Correia, Manuela Nunes Pereira; revisão de
Alberto Sérgio S. R. Miguel – 2010 Porto Editora

Manual de Higiene e Segurança do Trabalho - Alberto Sérgio S. R. Miguel – 2010


Porto Editora

Pinto, A.; Manual de Segurança; Edições Sílabo; Lisboa; 2005.

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