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1550 Despacho n2 1519/13 ‘ones Prancsco Aatinie Cambolo do cago de Chefe da Sexso de ‘Ges « Desenvolviinenio de Recursos Humanos do Departamento de Formas ds Dire Naclonal de Recarsos Humans. Despacho n° 1820/13: xonera Filomena de Fitins de Coste Rodrigues do cargo de Chefe “ Sevio de Gest de Trabalhadores Estrangiose Estate do Departamento de Plneomento © Geséo de Carers da Direcsto Nacional de Recursos Humanos, - Despacho 152013 ‘ExonersFerindo Adctino do cargo de Chefe da SeosSo de Sabse, ‘Segurang ¢ Higien no Trabalho do Deparamento de Poliicas de Recursos Humanes Dire Nacional de Recursos Humans. Despacho n° 1522/3: Nomeia Maria Oulis Alves Cabrat para o extgo de Chefe de Departamento de Plancamento, InegragloeGestso de Carries 4 Diresgto Nacional de Fomento da Angoanizag3o, PRESIDENTE DA REPUBLICA Decreto Legislativo Presidencial n.° 2/13, 28 de Junho Considerando que actual contexto sociopolitco, ceconémico ¢ institucional, de consolidacao da paz, de aper- feigoamento da Administragdo Pablica ¢ de reconstruglo & desenvolvimento do Pais, impde a necessidade do ajusta- ‘mento da estrutura dos servigos piblicos com o intuito de clevar a sua capacidade executiva e adequi-ta aos imperati- vos da modernizagao administrativa; ‘Atendendo que o Executive decidiu implementar um conjunto de recomendagdes decorrentes do estudo sobre ‘a macroestrutura da Administragdo Publica, com 0 objec tivo de melhorar a eficacia e eficiéncia do servigo pubblico, ‘mediante a redusio dos niveis hierarquicos e consequente climinago de estruturas intemnas que se revelam inadapta- das a necessidade de simplificagao, celeridade e obtenca0 de resultados na actividade do sector pablico administrativo;, ‘Ao abrigo da autorizagao legislativa concedida pela ‘Assembleia Nacional através da Lei n 4/13, de 17 de Abril, ‘Presidente da Repiiblica decreta, nos termos da linea h) do artigo 120.°e don? 1 do artigo 125°, ambos da Constituigio dda Repiblica de Angola, o seguinte: CAPITULO L Disposigdes Gerais agrico is (Orject) © presente Diploma estabelece as regras de cragio, ‘sruturagloe funcionamento dos Institutes Piblicos. sanigo 2" ‘amit 1.0 presente Diploma apica-se a todas as espécies de Instituts Pablics. 2, Ficam ainda sujeitos ao regime fixado neste Diploma todos os servigas piblicos administrativos ndo integrados 1a administragdo directa do Estado, nem no sector pblico empresatal DIARIO DA REPUBLICA S ARTIGO 3" (Natures jrigion) 1. Os Institutos Pablicas so pessoas colectivas dots das de personalidade juridica de direito piblico, integram 1 administraglo indirecta do Estado e assumem a forma de servigos personalizadas, estabelecimentos piiblicos, a cias fundagbes pablicas. 2. Os insttutos pablicos no momento da sua criaga0 so lassificados em: a) lustitutos Pablicos do Sector Econémico ou Produ tivo, quando pela natureza da sua actividade sto susceptiveis de gerar receitais proprias corres- ppondentes no minimo a um tergo das despesas totais; b) Institutos Pablicas do Sector Administrative ou Social, quando em razao do seu objecto de act vidade dependem exclusivamente dos recursos financeiros provenientes do Orgamento Geral do Estado, 3. Os Institutos Publicos estio sujeitos ao principio da especialidade, apenas prosseguindo os fins especificos que justificaram a sua criagdo, ARTIGO $" (Avtonomia) 1. Os Institutos Publicos possuem autonomis administra- tiva, financeira e patrimonial, sem prejuizo dos poderes de tutela ede superintendéncia nos termos do presente Diploma, 2. Para efeitos do presente Diploma considera-se: 4) Autonomia administrativa, a faculdade de praticar actos administratives defintivos © executorios sujeitos 4 fiscalizaglo jurisdicional ¢ a tutela revogatérias 2) Autonomia financeira, a faculdade de dispor de receltas proprias provenientes de rendimentos do seu patriménio ou de contraprestagdes pazas pelos respectivos érgaos segundo um orgamento proprio; ©) Autonomia patrimonial, 0 poder de dispor de patriménio proprio que responde pelas dividas Iegalmente imputiveis aos servigos piblicos. 3. Nos Institutes Publicos do Sector Administrative ou Social a autonomia financeira é limitada & gestio dos recur: ‘06 aprovados pelo Orgamento Geral do Estado. ARTIGO Ss? (uel esuperintendncia) 1. Os Institutos Pablicos esto sujetos & tutela © supe rintendéncia do Executivo, exercidas pelo titular do drgto que tem a seu cargo o sector de actividade dos instiutos respectivos. 2. O exercicio do poder de tutela integra a faculdade de: 4a) Aprovar o plano e o orgamento anual proposto pelo Instituto; }) Acompanhar e avaliar os resultados da actividade do instituto; €) Conhecer e fiscalizar a actividade financeira do Instituto; ) Suspender, revogar ¢ anular, nos termos da lei, 05 actos dos ratios proprios de gestio que violem I SERIE — N° 119 — DE 25 DE JUNHO DE 2013 4 lei ou sejam considerados inoportunos e incon- ‘venientes para o interesse pblico. 3. faculdade a que se refere 0 nimero anterior deve ser aplicada no respeito estrito as aribuigdes ¢ competéncias legais do éngao de tutela e do insttuto piblico. 4. A superintendéncia exercida sobre o instituto traduz= -se na faculdade que assiste ao Executive de: 4) Definir as linhas fundamentais © 0s objectivos principais da actividade dos institutos piblico ») Designar os dirigentes dos institutos piblicos; ¢) Indicar os objectivos, estratépias, metas e critérios de oportunidad politico-administrativa, com enquadramento sectorial e global na adminis ttagdo piiblica © no conjunto das actividades econdmicas, sociais e culturais do Pais; 4d) Aprovar oestatuto de pessoal e o plano de carreiras| do pessoal do quadro, bem como a tabelasalarial dos que nio estejam sujcitos ao regime da fun- «80 piblicas ©) Autorizar a criaglo de representagbes locais. (Regine jriico) A criagdo, estruturagdo e funcionamento dos Insitutos Piblicos rege-se pelo presente Diploma, pelo estatuto orga- nico aprovado pelo Titular do Poder Executivo ¢ pelas normas do procedimento e da actividade administrativa CAPITULO TL Gestdo Financeira e Patrimonial ARTIGO 7" (Autonomia nance) 1. Os Institutos Pablicos do Sector Econémico ou Produtivo devem possuir autonomia financeira traduzida na capacidade de arrecadaco de receitas proprias para comple- _mentar, em um tergo, no minimo a satisfagto das despesas 6a sua acividade 2. Os Institutos Publicos do Sector Administrative ou Social que pela natureza das suas fungdes ¢ tarefas no redinem as condigdes susceptiveis de gerar receitas na act vidade que desenvolvem, possuem autonomia financeita limitada & gestdo dos recursos aprovados pelo Oreamento Geral do Estado. 3. Os Institutos Piiblicos so inseritos no Orgamento Geral do Estado como unidades orgamentais ¢ beneficiam de verbas adequadas & prossecugio das suas actividades, 4, A gestio financeira e contabilistiea da dotagio org ‘mental referida no nimero anterior fica sujeita is regras de cexecugo do Orgamento Geral do Estado e ao Plano Geral de Contabilidade Publica, ARGO 8? (Astonomia de gestio) AA gestdo dos Institutos Pablicos é da responsabilidad dos drgios proprios, estando apenas sujeita ds obrigagdes « limites dos poderes de tutela © superintendéncia a que se referem o presente Diploma, 1581 1. A gestio dos Institutos Piblicos € orientada pelos seguintes instrumentos: 4a) Plano de actividade anual ¢ plurianual; +) Orgamento préprio anual; ) Relatatio de actividades; 4d) Balango e demonstragao da origem e aplicagao de fundos. 2. Os instrumentos de gestdo previsional a que sereferem as alireas a) ¢b) do ntimero anterior devem, apos apreciacao € discussdo pelo Conselho Directivo, ser submetidos & enti- dade tutelar para aprovario. ARTIGO 10° ‘Aauisigdo de bea eservgos) Para a realizago das suas fungies, os Insttutos Péblicos fazem aquisigao de bens e servigos mediante concurso Piblico, nos termos da lezislago em vigor. . ARTIGO 11S (Meegioenanciro) 1. No dominio da gestio financeira, os Institutos Pablicas ficam sujeitos as seguintes regras 4a) Elaborar orgamentos que projectem todas as reeei tase despesas da instituigao; ) Sujeitaras transferéncias de rceitas a programagio financeita do tesouro nacional ¢ do orgamento do Estado; ©) Solicitar ao servigo competente do Ministério das Finangas, as dotagdes inscritas no orgamento; 4) Repor na Conta Unica do Tesouro os saldos financeiros transferidos do Orcamento Geral do Estado e nao aplicados: ©) Fazer auditoria financeira interna ou externa, tr