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MANUAL PARA NOVOS CONVERTIDOS

Introdução:

Você que aceitou a Jesus Cristo por seu Senhor e Salvador pessoal, nasceu de
novo - nasceu de Deus. O fardo do pecado já não existe. A Paz de Deus reina
em seu coração. A alegria do perdão divino pertence a você, assim como a vida
eterna.

Ao aceitar a Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador você tomou a decisão
mais importante de sua vida. Agora é necessário entender o que Deus fez por
você e aprender, por meio desta leitura, como usufruir das bênçãos que Deus
tem reservado para sua vida.

Uma vez que, agora, o seu nome está registrado no Livro da Vida do Cordeiro,
que é o Senhor Jesus Cristo, você não mais se encontra sob a condenação, mas
está justificado pela fé em Cristo.

Este texto foi preparado especialmente para você que já tomou a decisão e
recebeu Jesus Cristo como Salvador e vai segui-Lo como Senhor.

Queremos preparar os novos convertidos, como você, para a vida cristã, tendo
como objetivo a transmissão de conhecimentos cristãos, através de assuntos
previamente selecionados, a fim de que os novos crentes, em curto espaço de
tempo, possam ser transformados em autênticos cristãos e,
consequentemente, sejam efetivamente participantes do reino dos céus.

É fundamental que cada participante, tão logo venha a adquirir capacidade


espiritual, compartilhe com outras pessoas desse conteúdo, que chamamos de
alimento, não retendo para si o que de graça vai receber.

Acreditamos, assim, estar contribuindo para a propagação do evangelho de


Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador!
TRINDADE

Na unidade da Divindade há três pessoas formadas de uma mesma substância,


com o mesmo poder e eternidade: Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito
Santo.

O Pai não é de ninguém: não é gerado, nem procedente; o Filho é eternamente


gerado do Pai; o Espírito Santo é eternamente procedente do Pai e do Filho.

Trindade: A união das três pessoas Pai, Filho e Espírito Santo, formando um só
Deus. Deus é ao mesmo tempo uno e trino.

A doutrina da Trindade revela-se progressivamente nas escrituras


É importante lembrar a doutrina da Trindade em relação ao estudo dos
atributos de Deus. Quando concebemos a Deus como ser Eterno, Onipresente,
Onipotente e assim por diante, podemos ter a tendência, em relação a esses
atributos, de concebê-Lo apenas como Deus Pai.

Mas o ensinamento bíblico sobre a Trindade nos diz que todos os atributos de
Deus valem para as três pessoas, pois cada Uma delas é plena.

Podemos definir a doutrina da Trindade do seguinte modo: Deus existe


eternamente como três pessoas — Pai, Filho e Espírito Santo — e cada pessoa
é plenamente Deus e existe só um Deus.

a. A revelação parcial no Antigo Testamento.


A palavra Trindade não se encontra na Bíblia, embora a idéia representada
pela palavra seja ensinada em muitos trechos. Trindade significa “tri-
unidade” ou “três-em-unidade”. Ela é usada para resumir o ensinamento
bíblico de que Deus é três pessoas, porém um só Deus.

Às vezes se pensa que a doutrina da Trindade se encontra somente no


Novo Testamento e não no Antigo. Se Deus existe eternamente como três
pessoas, seria surpreendente não encontrar indicações disso no Antigo
Testamento.

Embora a doutrina da Trindade não se ache explicitamente no Antigo


Testamento, várias passagens dão a entender ou até implicam que Deus
existe como mais de uma pessoa.
Então disse o SENHOR Deus: “Agora o homem se tornou como um de nós,
conhecendo o bem e o mal. Não se deve, pois, permitir que ele tome também
do fruto da árvore da vida e o coma, e viva para sempre” Gênesis 3.22
Então ouvi a voz do Senhor, conclamando: “Quem enviarei? Quem irá por nós?”
Isaías 6.8

b. A revelação mais completa da Trindade no Novo Testamento.


Quando começa o Novo Testamento, entramos na história da vinda do Filho
de Deus a terra. Era de se esperar que esse grande acontecimento se
fizesse acompanhar de ensinamentos mais explícitos sobre a natureza
trinitária de Deus e, de fato, é isso que encontramos. Antes de analisar a
questão com por menores, podemos simplesmente listar várias passagens
em que as três pessoas da Trindade são mencionadas juntas.

“Assim que Jesus foi batizado, saiu da água. Naquele momento o céu se
abriu, e ele viu o Espírito de Deus descendo como pomba e pousando sobre
ele. Então uma voz dos céus disse: “Este é o meu Filho amado, em quem
me agrado” Mateus 3.16-17

“A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito


Santo sejam com todos vocês”. II Coríntios 13.14

c. Três Declarações que Resumem o Ensino Bíblico


Em certo sentido a doutrina da Trindade é um mistério que jamais seremos
capazes de entender plenamente. Podemos, todavia, compreender parte da
sua verdade resumindo o ensinamento das Escrituras em três declarações:
a. Deus é três pessoas;
b. Cada pessoa é plenamente Deus;
c. Há só um Deus.

a. Deus é três pessoas


O fato de Deus ser três pessoas, ao mesmo tempo, significa que o Pai não é
o Filho. Eles são pessoas distintas. Significa também que o Pai não é o
Espírito Santo, mas são pessoas distintas. E significa que o Filho não é o
Espírito Santo. Essas distinções se mostram em várias das passagens
citadas na seção anterior, bem como em muitas outras passagens do Novo
Testamento.

b. Cada pessoa é plenamente Deus


Além do fato de serem as três pessoas distintas, as Escrituras também dão
farto testemunho de que cada pessoa é plenamente Deus.
Primeiro, Deus Pai é claramente Deus. Isso se evidencia desde o primeiro
versículo da Bíblia, no qual Deus cria o céu e a terra.
“No princípio Deus criou os céus e a terra.”
Gênesis 1.1
É evidente em todo o Antigo e no Novo Testamento, nos quais Deus Pai é
retratado nitidamente como Senhor soberano de tudo e onde Jesus ora ao
seu Pai celeste.

Também, o Filho é plenamente Deus. A comprovação bíblica da divindade


de Cristo é bem ampla no Novo Testamento. Vamos examiná-la sob várias
categorias. Podemos aqui mencionar de passagem vários trechos explícitos.

“No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era
Deus.
Ele estava com Deus no princípio. Todas as coisas foram feitas por
intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito. Nele
estava a vida, e esta era a luz dos homens.”
João 1.1-4

Alegações Bíblicas diretas


Examinemos declarações diretas da Bíblia de que Jesus é Deus ou de que é
divino:
A. A palavra Deus (theos) atribuída a Deus. Apesar de a palavra theos, “Deus”,
ser em geral reservada no Novo Testamento para Deus Pai, há algumas
passagens em que é também empregada em referência a Jesus Cristo. Em
todos esses trechos, a palavra “Deus” é empregada com um sentido denso
em referência àquele que é Criador do céu e da terra, o governante de tudo.

“No princípio era aquele que é a Palavra Ele estava com Deus, e era Deus”.
João 1.1

B. A palavra Senhor (kyrios) atribuída a Cristo. Às vezes a palavra Senhor (do


grego kyrios) é empregada simplesmente como tratamento respeitoso
dispensado a um superior:
"Os servos do dono do campo dirigiram-se a ele e disseram: 'O senhor não
semeou boa semente em seu campo? Então, de onde veio o joio?'
Mateus 13.27
“Disse a mulher: ‘O senhor não tem com que tirar água, e o poço é fundo.
Onde pode conseguir essa água viva’?”
João 4.11
Às vezes pode simplesmente significar “patrão” de um servo ou escravo:
“Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou
se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao
Dinheiro.”
Mateus 6.24
C. Outras fortes alegações de divindade. Além dos usos da palavra Deus e
Senhor em referência a Cristo, temos outras passagens que defendem com
vigor a divindade de Cristo. Quando Jesus disse a seus opositores judeus
que Abraão vira no Seu dia (o dia de Cristo), eles o contestaram:
“Disseram-lhe os judeus: ‘Você ainda não tem cinquenta anos, e viu
Abraão?’"
João 8.57
Aqui uma resposta suficiente para provar a eternidade de Jesus teria sido:
“Antes que Abraão fosse, eu era”. Mas não foi isso que Jesus disse. Antes,
ele fez uma declaração muito mais estarrecedora: Respondendo Jesus:
“Respondeu Jesus: "Eu lhes afirmo que antes de Abraão nascer, Eu Sou!”
João 8.58

Sinais de que Jesus possuía atributos de divindade


Além das afirmações específicas da divindade de Jesus lidas nas muitas
passagens citadas anteriormente, temos muitos exemplos de atos na vida de
Jesus que indicam seu caráter divino.

Jesus demonstrou sua Onipotência quando acalmou a tempestade no mar com


uma palavra:
“Ele perguntou: ‘Por que vocês estão com tanto medo, homens de pequena fé?’
Então ele se levantou e repreendeu os ventos e o mar, e fez-se completa
bonança. Os homens ficaram perplexos e perguntaram: ‘Quem é este que até
os ventos e o mar lhe obedecem?’"
Mateus 8.26-27
Multiplicou os pães e peixes:
“‘Tragam-nos aqui para mim’, disse ele. E ordenou que a multidão se
assentasse na grama. Tomando os cinco pães e os dois peixes e, olhando para
o céu, deu graças e partiu os pães. Em seguida, deu-os aos discípulos, e estes
à multidão. Todos comeram e ficaram satisfeitos, e os discípulos recolheram
doze cestos cheios de pedaços que sobraram.”
Mateus 14.18-20
E transformou a água em vinho:
“No terceiro dia houve um casamento em Caná da Galiléia. A mãe de Jesus
estava ali; Jesus e seus discípulos também haviam sido convidados para o
casamento. Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: ‘Eles não têm
mais vinho’. Respondeu Jesus: ‘Que temos nós em comum, mulher? A minha
hora ainda não chegou’. Sua mãe disse aos serviçais: ‘Façam tudo o que ele
lhes mandar’. Ali perto havia seis potes de pedra, do tipo usado pelos judeus
para as purificações cerimoniais; em cada pote cabiam entre oitenta e cento e
vinte litros
Disse Jesus aos serviçais: ‘Encham os potes com água’. E os encheram até a
borda. Então lhes disse: ‘Agora, levem um pouco ao encarregado da festa’. Eles
assim fizeram, e o encarregado da festa provou a água que fora transformada
em vinho, sem saber de onde este viera, embora o soubessem os serviçais que
haviam tirado a água. Então chamou o noivo e disse: ‘Todos servem primeiro o
melhor vinho e, depois que os convidados já beberam bastante, o vinho
inferior é servido; mas você guardou o melhor até agora’. Este sinal
miraculoso, em Caná da Galiléia, foi o primeiro que Jesus realizou. Revelou
assim a sua glória, e os seus discípulos creram nele.”
João 2.1-11
Cristo é plenamente divino. O Novo Testamento, em centenas de versículos
explícitos que chamam Jesus de “Deus” e “Senhor” e empregam alguns outros
títulos de divindade em referência a ele e, em muitas passagens, lhe atribuem
ações ou palavras aplicáveis somente ao próprio Deus, declaradas repetidas
vezes à divindade plena e absoluta de Jesus Cristo.
“Pois foi do agrado de Deus que nele habitasse toda a plenitude...”
Colossenses 1.19
“Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade...”
Colossenses 2.9
Além disso, o Espírito Santo é também plenamente Deus. Uma vez que
entendamos que Deus Pai e Deus Filho são plenamente Deus, então as
expressões trinitárias em versículos como:
“Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome
do Pai e do Filho e do Espírito Santo...”
Mateus 28.19
...se revestem de relevância para a doutrina do Espírito Santo, pois mostram
que o Espírito Santo está classificado no mesmo nível do Pai e do Filho.

c. Há só um Deus
As Escrituras deixam bem claro que só existe um único Deus. As três
diferentes pessoas da Trindade são um não apenas em propósito e em
concordância no que pensam, mas um em essência, um na sua natureza
essencial.
Em outras palavras, Deus é um só ser. Não existem três Deuses. Só existe
um Deus. Deus existe eterna e necessariamente como Trindade.
Quando o universo foi criado, Deus Pai proferiu as potentes palavras
criadoras que o geraram. Deus Filho foi o agente divino que executou essas
palavras:
“Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que
existe teria sido feito.”
João 1.3
E, o Espírito de Deus:
“...e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.”
Gênesis 1.2b
Então é como seria de esperar: Se os três membros da Trindade são iguais e
plenamente divinos, então todos Eles existiram desde a eternidade e Deus
sempre existiu eternamente como Trindade:
“E agora, Pai, glorifica-me junto a ti, com a glória que eu tinha contigo
antes que o mundo existisse.” (...) "Pai, quero que os que me deste estejam
comigo onde eu estou e vejam a minha glória, a glória que me deste porque
me amaste antes da criação do mundo.”
João 17.5,24

A importância da doutrina da Trindade


Por que a igreja tanto se ocupou da doutrina da Trindade? Será realmente
essencial apegar-se à plena divindade do Filho e do Espírito Santo? Certamente
sim, pois esse ensinamento traz implicações para o próprio cerne da fé cristã.
Em primeiro lugar, está em jogo a expiação.
Em segundo lugar, a justificação somente pela fé fica ameaçada se negamos a
plena divindade do Filho.
Em terceiro lugar, se Jesus não é o Deus infinito, será que devemos nos dirigir
a Ele em oração ou adorá-Lo?
Na verdade, se Jesus fosse meramente uma criatura, por maior que fosse, seria
idolatria adorá-Lo — e, no entanto, o Novo Testamento nos ordena fazê-Lo:
“Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima
de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na
terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor,
para a glória de Deus Pai.”
Filipenses 2.9-11
Em quarto lugar, se alguém prega que Cristo foi um ser criado e, mesmo
assim, nos salvou, então esse ensinamento atribui erroneamente o mérito da
salvação a uma criatura e não ao próprio Deus.
Em quinto lugar, a independência e a natureza pessoal de Deus estão em jogo:
se a Trindade não existe, então não houve relacionamentos interpessoais
dentro do ser divino antes da criação, e, sem relacionamentos pessoais, é
difícil entender como Deus poderia ser genuinamente pessoal ou como não
teria a necessidade da criação para com ela relacionar-se.
Em sexto lugar, a unidade do universo está em jogo: se não há pluralidade
perfeita e unidade perfeita no próprio Deus, então também não temos
fundamento para pensar que possa existir alguma unidade última entre os
diversos elementos do universo.

O triteísmo nega que só existe um único Deus


Uma última forma possível de tentar uma harmonização fácil do ensino bíblico
sobre a Trindade seria negar que só existe um único Deus. O resultado é dizer
que Deus são três pessoas e, cada pessoa, plenamente Deus. Portanto, existem
três Deuses. Tecnicamente, essa concepção se denominaria “triteísmo”.

Quais as distinções entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo?


1. As pessoas da Trindade têm funções primordiais diferentes em relação ao
mundo.
Quando as Escrituras abordam o modo como Deus se relaciona com o
mundo, tanto na criação quanto na redenção, afirmam que as pessoas da
Trindade têm funções ou atividades primordiais diferentes. Isso já foi
chamado de “economia da Trindade”, sendo o termo economia usado no
sentido obsoleto de “ordenamento de atividades”.
2. As pessoas da Trindade existem eternamente como o Pai, o Filho e o
Espírito Santo.
Não, não parece possível que essas coisas pudessem ocorrer, pois o papel
de comandar, dirigir e enviar é apropriado à posição do Pai, segundo a qual
se molda toda paternidade humana:
“Por essa razão, ajoelho-me diante do Pai, do qual recebe o nome toda a
família nos céus e na terra.”
Efésios 3.14-15
E o papel de obedecer, partindo quando o Pai o envia e revelando Deus a
nós, é apropriado ao papel do Filho, que é chamado Verbo de Deus.
No princípio era aquele que é a Palavra Ele estava com Deus, e era Deus.
Ele estava com Deus no princípio. Todas as coisas foram feitas por
intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito. Nele
estava a vida, e esta era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas, e as
trevas não a derrotaram.
João 1.1-5
“Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua
glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de
verdade. João dá testemunho dele. Ele exclama: "Este é aquele de quem
eu falei: aquele que vem depois de mim é superior a mim, porque já
existia antes de mim". Todos recebemos da sua plenitude, graça sobre
graça. Pois a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade
vieram por intermédio de Jesus Cristo. Ninguém jamais viu a Deus, mas
o Deus Unigênito, que está junto do Pai, o tornou conhecido.”
João 1.14-18
“Eu te glorifiquei na terra, completando a obra que me deste para fazer.”
João 17.4
“Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo
Deus não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia
apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo tornando-se
semelhante aos homens. E, sendo “encontrado em forma humana,
humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz!
Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está
acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho,
nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus
Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai. Filipenses 2.5-11
Esses papéis não poderiam ter sido trocados, senão o Pai deixaria de ser o
Pai e o Filho deixaria de ser o Filho. E, por analogia com essa relação,
podemos concluir que o papel do Espírito Santo é igualmente apropriado à
relação que Ele já tinha com o Pai e o Filho antes que o mundo fosse criado.

Essas relações são eternas e não algo que ocorreu somente no tempo.

Podemos deduzir isso primeiramente da imutabilidade de Deus: Se Deus


existe hoje como Pai, Filho e Espírito Santo, então ele sempre existiu como
Pai, Filho e Espírito Santo.

3. Qual a relação entre as três pessoas e o ser de Deus?


Primeiro, é importante afirmar que cada Pessoa é completa e plenamente
Deus, ou seja, que cada Pessoa tem em si a absoluta plenitude do Ser
divino. Por outro lado, precisamos dizer que as Pessoas são reais, que não
são apenas modos diferentes de enxergar o Ser único de Deus.
4. Será que podemos compreender a doutrina da Trindade?
Os erros cometidos no passado devem-nos servir de alerta. Todos eles
surgiram de tentativas de simplificar a doutrina da Trindade para torná-la
completamente inteligível, removendo dela todo o mistério. Isso jamais
poderá ser feito. Porém, não é correto dizer que não podemos compreender
nada da doutrina da Trindade.
Certamente podemos compreender e saber que Deus é três Pessoas e que,
cada Pessoa, é plenamente Deus e que só há um Deus. Podemos saber
essas coisas porque a Bíblia nos ensina. Além disso, podemos saber
algumas coisas acerca do modo como as pessoas se relacionam umas com
as outras.

Mas o que não podemos compreender plenamente é como encaixar esses


diferentes ensinamentos bíblicos. Perguntamo-nos como pode haver três
Pessoas distintas, como cada Pessoa pode conter em si a totalidade do Ser
divino, e como, apesar disso, Deus é um ser Único e Indiviso. Isso, não
somos capazes de compreender. De fato, nos é espiritualmente saudável
reconhecer abertamente que o Ser divino em si é tão imenso que jamais
poderemos vir a compreendê-Lo. Isso nos humilha diante de Deus e leva-
nos a adorá-Lo sem reservas. Mas também é preciso dizer que as Escrituras
não nos pedem que creiamos numa contradição. Contradição seria dizer:
“só existe um Único Deus e não existe um único Deus” ou “Deus é três
Pessoas e Deus não é três pessoas” ou mesmo (semelhante à afirmação
precedente) “Deus é três Pessoas e Deus é uma pessoa”.

Como Deus em si mesmo contém tanto a unidade quanto a diversidade,


não é de admirar que unidade e diversidade também se reflitam nas
relações humanas que Ele firmou.
Percebemos isso inicialmente no casamento. Quando Deus criou o homem à
sua própria imagem, não criou meros indivíduos isolados, mas diz-nos a
Bíblia:
“Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e
mulher os criou.”
Gênesis 1.27
E na unidade do casamento:
“Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles
se tornarão uma só carne.”
Gênesis 2.24
Percebemos não uma triunidade como em Deus, mas pelo menos uma
notável unidade de duas pessoas, pessoas que permanecem indivíduos
distintos, porém se tornam um só em corpo, mente e espírito:
"Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os
dois se tornarão uma só carne."
Efésios 5.31

O ESPÍRITO SANTO
Quem é o Espírito Santo?
Com certeza, esta é uma pergunta que todo aquele que é convertido ao
cristianismo tem dentro de si. E você faz muito bem em procurar saber quem
Ele é!! Ele é Deus. Como já vimos, a trindade se compõe de três Pessoas,
distintas: O Pai, o Filho e o Espírito Santo. E agora, vamos tratar de conhecer
esta Pessoa maravilhosa, fantástica e que também tem muito interesse em
conhecê-lo: ”O Espírito Santo”.

O Espírito Santo é o real “substituto” do Senhor Jesus aqui na Terra.

“E eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Conselheiro para estar com vocês
para sempre...”
João 14.16
O Espírito Santo é o “Poder Executivo” da Divindade, que opera em todas as
esferas, tanto física quanto moral, convertendo os pecadores, santificando e
sustentando os crentes em Cristo Jesus.

Quais são os seus atributos?


Ele é Eterno, Onipresente, Onipotente e Onisciente.
Muitas vezes, descreve-se o Espírito Santo de uma maneira impessoal, como o
Sopro que preenche, a Unção que unge, o Fogo que ilumina e aquece, a Água
que purifica e o Dom do qual todos participam. Contudo, estes nomes são
meramente descrições simbólicas das Suas superações. A Palavra de Deus
descreve o Espírito de uma maneira que não deixa dúvidas quanto à Sua
personalidade. Ele tem mente, vontade e sentimento. Ele ensina:
“Mas o Conselheiro, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, lhes
ensinará todas as coisas e lhes fará lembrar tudo o que eu lhes disse.”
João 14.26
Ele clama:
“E, porque vocês são filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho ao coração de
vocês, e ele clama: ‘Aba Pai’.”
Gálatas 4.6
Ele intercede:
“Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos
como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos
inexprimíveis.”
Romanos 8.26
Você sabia que Ele fala?
"Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao vencedor
darei o direito de comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus.”
Apocalipse 2.7
Ele também ordena:
“Paulo e seus companheiros viajaram pela região da Frígia e da Galácia, tendo
sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na província da Ásia.”
Atos 16.6
Ele testifica...
"Quando vier o Conselheiro, que eu enviarei a vocês da parte do Pai, o Espírito
da verdade que provém do Pai, ele testemunhará a meu respeito.”
João 15.26
Ele pode ser entristecido!!!
“Não entristeçam o Espírito Santo de Deus, com o qual vocês foram selados
para o dia da redenção.”
Efésios 4.30
Contra Ele, não se pode mentir:
“Então perguntou Pedro: ‘Ananias, como você permitiu que Satanás enchesse o
seu coração, ao ponto de você mentir ao Espírito Santo e guardar para si uma
parte do dinheiro que recebeu pela propriedade?’”
Atos 5.3
E nem tão pouco blasfemar!!!
“Por esse motivo eu lhes digo: Todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos
homens, mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. Todo aquele
que disser uma palavra contra o Filho do homem será perdoado, mas quem
falar contra o Espírito Santo não será perdoado, nem nesta era nem na que há
de vir.”
Mateus 12.31,32
Em suma, Ele tem inteligência, emoções e vontade.
Muito bem!! Sendo o Espírito Santo, uma pessoa, e uma pessoa bem “criativa”,
a “Obra criativa do Espírito” sobre a alma, ilustra-se pela obra criadora do
Espírito de Deus no princípio sobre o corpo do homem.

Voltamos à cena apresentada em Gênesis. Deus tomou o pó da terra e formou


um corpo. Embora já estando no mundo e rodeado por suas belezas, esse
corpo não reagia, porque não tinha vida. Não via, não ouvia, não entendia.
Então Deus soprou, em suas narinas, o fôlego de vida e o homem foi feito alma
vivente. Imediatamente, tomou conhecimento, vendo as belezas e ouvindo os
sons do mundo ao redor.

Como sucedeu com o corpo, assim também sucede com a alma.


O homem está rodeado pelo mundo espiritual e rodeado por Deus que não
está longe de nenhum de nós. No entanto, o homem vive e opera como se esse
mundo de Deus não existisse, em razão de estar morto espiritualmente, não
pode reagir como devia. Mas é o mesmo Senhor que vivifica o corpo e a alma.
A pessoa que tem presenciado as reações de um verdadeiro convertido,
conforme a experiência radical conhecida como o novo nascimento, sabe que a
regeneração não é simplesmente uma doutrina, mas sim uma realidade
prática, não é mesmo, meu amado novo convertido?

Deus está sempre presente em toda a parte. Mas a habitação interior significa
que Deus está presente de uma maneira nova, mantendo uma relação pessoal
com cada indivíduo. Esta união de Deus, que é chamada habitação interior, é
produzida realmente pela presença da trindade completa (Pai, Filho e Espírito
Santo).

Considerando que o ministério especial do Espírito Santo é o de habitar dentro


do coração dos homens, a experiência é geralmente conhecida como a
habitação interior do Espírito Santo. Pela fé e o arrependimento, o homem
volta-se para Deus e é regenerado. A regeneração pelo Espírito envolve uma
união com Deus e com Cristo. Como resultado,o interior do novo convertido é
a habitação interior do Espírito Santo. Verifique o que está escrito na carta do
Apóstolo Paulo aos romanos:

“Entretanto, vocês não estão sob o domínio da carne, mas do Espírito, se de


fato o Espírito de Deus habita em vocês. E, se alguém não tem o Espírito de
Cristo, não pertence a Cristo.”
Romanos 8.9

Então, entendemos que na regeneração, o Espírito Santo efetua uma mudança


radical na alma, concedendo ao homem um novo princípio de vida. Mas isso
não significa que os filhos de Deus sejam imediatamente perfeitos. Sendo que
o Espírito não opera magicamente, mas progressivamente, a alma é renovada
passo a passo, em etapas, gradualmente. A fé precisa ser fortalecida, o amor
deve criar raízes e sobreviver às oposições e às tentações. As seduções do
pecado precisam ser vencidas e as tendências e os hábitos do “velho homem”
devem ser corrigidos.

Se o Espírito Santo operasse de uma só vez, e depois se retirasse, sem dúvida


nenhuma o novo convertido voltaria aos seus antigos caminhos. Mas o Espírito
continua a boa obra que começou. O Evangelho foi o meio usado por Deus
para o novo nascimento e continua sendo para o nosso crescimento na vida
cristã. Aqueles que nasceram pela semente incorruptível da Palavra de Deus
devem:

“Como crianças recém-nascidas, desejem de coração o leite espiritual puro,


para que por meio dele cresçam para a salvação...”
1 Pedro 2.2
Também o Espírito Santo age diretamente sobre a alma, produzindo virtudes
especiais do caráter cristão, virtudes tais conhecidas como “Fruto do Espírito”.

A operação do Espírito é progressiva, indo do coração para fora, do interior, da


sede da vida, para as manifestações da mesma, ate alcançar às ações e às
palavras. Essa operação tolera no princípio algumas coisas que são
incompatíveis com sua natureza divina, mas logo, pouco a pouco, o Espírito
Santo ataca essas falhas, uma após outra, ora estas, ora aquelas, entrando em
todos os mínimos detalhes de modo tão cabal, de forma que o cristão não
pode escapar à influência do Espírito e um dia esse homem será perfeito,
glorificado pelo Espírito e resplandecente com a vida de Deus.

O FRUTO DO ESPÍRITO SANTO


FRUTO é o sinal certo da vida saudável da árvore, e o FRUTO DO ESPÍRITO, é a
linda, calma e sempre progressiva manifestação, por meio da conduta, até à
idade avançada:
“Mesmo na velhice darão fruto, permanecerão viçosos e verdejantes, para
proclamar que o Senhor é justo. Ele é a minha Rocha; nele não há injustiça.”
Salmos 92.14,15
Daquela nova vida que foi comunicada por Deus.
Lembre-se, amado irmão, que não podemos falar “frutos do Espírito”. A
palavra “frutos”, no plural, é incorreta, posto que, existe somente um único
fruto do Espírito que se chama AMOR, manifesto em 11 (onze) aspectos. É
como uma laranja, que possui vários gomos.Veja a seguir:
1. CARIDADE = Amor doador (amor ao próximo)
2. GOZO = Amor em alegria completa (ápice do amor)
3. PAZ = Amor descansado (tranquilidade da alma)
4. LONGANIMIDADE = Amor sendo longo (paciência para suportar ofensas)
5. BENIGNIDADE = Amor mostrando compaixão
6. BONDADE = Amor agindo (benevolente)
7. FÉ = Amor fiel (fidelidade)
8. MANSIDÃO = Amor brando (índole controlada)
9. TEMPERANÇA = Amor equilibrado (domínio próprio)
10. VERDADE = Amor esclarecido (revelado)
11. JUSTIÇA = Amor que exorta e repreende
Você entendeu? Muito bem!!
Vamos então estudar os dons do Espírito Santo.

OS DONS DO ESPÍRITO SANTO


É importante estudarmos os “dons”, as dádivas concedidas por Deus ao
homem que Ele chama, sejam os dons “ministeriais, espirituais ou
vocacionais”, entretanto, sem jamais esquecer da apreciação do FRUTO DO
ESPÍRITO. Vale dizer que: quem for agraciado por Deus com os dons
ministeriais, espirituais e quem sabe vocacionais, torna-se indispensável que
permita o crescimento do fruto do Espírito em sua vida.
Qual é o propósito principal dos dons do Espírito Santo? São capacidades
espirituais concedidas com o propósito de edificar a Igreja de Deus, por meio
da instrução dos crentes e para ganhar novos convertidos.

“E a cada um de nós foi concedida a graça, conforme a medida repartida por


Cristo. Por isso é que foi dito: "Quando ele subiu em triunfo às alturas, levou
cativos muitos prisioneiros, e deu dons aos homens" (...) E ele designou alguns
para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para
pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério,
para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade
da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade,
atingindo a medida da plenitude de Cristo.”
Efésios 4.7,8,11-13
A bíblia declara:
“Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a outro, pelo mesmo
Espírito, a palavra de conhecimento; a outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro,
dons de curar, pelo único Espírito; a outro, poder para operar milagres; a
outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a outro, variedade de
línguas; e ainda a outro, interpretação de línguas.”
1 Coríntios 12.8-10
O Apóstolo Paulo declara e enumera nove desses dons, que podem ser
classificados da seguinte maneira.
a) Aqueles que concedem poder para saber sobrenaturalmente - palavra de
sabedoria, a palavra da ciência, e de discernimento;
b) Aqueles que concedem poder para agir sobrenaturalmente - fé, milagre,
curas;
c) Aqueles que concedem poder para falar sobrenaturalmente - profecia,
línguas, interpretação.

Então, amado irmão, vamos à definição:


Palavra de Sabedoria: Habilidade ou capacidade sobrenatural para expressar
conhecimento em assuntos específicos;

Palavra da Ciência: Pronunciamento ou declaração de fatos inspirados de um


modo sobrenatural. A Palavra denota o conhecimento de Deus, tal como é
oferecido nos Evangelhos, especialmente na exposição que o Apóstolo Paulo
fez; o conhecimento das coisas que pertencem a Deus, inteligência e
entendimento; o conhecimento da fé cristã, o conhecimento mais elevado das
coisas divinas; sabedoria moral como se demonstra em uma vida reta e na
relação com as demais pessoas;

Discernimento de Espíritos: Este dom, capacita a pessoa a discernir o caráter


espiritual de um individuo. Se alguém estiver trazendo uma inspiração falsa ou
apresentar uma obra de espíritos enganadores, este dom capacita seu
possuidor para perceber ou “enxergar” toda a falsa operação e todo o engano
de Satanás.

Fé: Este dom, deve distinguir-se da fé salvadora e da confiança em Deus.


Quando falamos em dom de fé, trata-se de uma fé sobrenatural, uma fé capaz
de alcançar os milagres. Este dom, vem sobre alguns dos servos de Deus, em
tempos em que sua fé natural é colocada à prova, então esta certeza
sobrenatural, é colocada em seu interior e o faz triunfar sobre toda e qualquer
situação de adversidade. É uma fé desta qualidade, que o Senhor Jesus
descreve no evangelho:
“Ele respondeu: ‘Porque a fé que vocês têm é pequena. Eu lhes asseguro que
se vocês tiverem fé do tamanho de um grão de mostarda, poderão dizer a este
monte: 'Vá daqui para lá', e ele irá. Nada lhes será impossível.’”
Mateus 17.20
Operação de Milagres: Significa literalmente “obras de poder” e “operação de
maravilhas” que só Deus pode operar, porém, debaixo da atuação deste dom,
os servos do Senhor, são capacitados a realizar.
O Salmo declara:

“Ao único que faz grandes maravilhas. O seu amor dura para sempre!”
Salmos 136.4
Milagres de cura instantâneos, ressurreição de mortos, e outros “sinais”
especiais eram observados na era da igreja primitiva e ainda continuam
ocorrendo como manifestação hoje na igreja apostólica. Dentes e restaurações
de ouro, prata, pedras preciosas, pó de ouro nas mãos, azeite, crescimento de
membros do corpo como pernas e braços, aparição de dinheiro em contas
bancárias, são operações dos dons de operação de milagres e maravilhas.
Estes são apenas alguns exemplos, não podemos limitar a atuação de Espírito
Santo dentro do Corpo, ou seja, a Igreja.

Dons de Curar: Dizer que uma pessoa tenha os dons (note o plural, referindo-
se a uma variedade de curas), significa que são usados por Deus de uma
maneira sobrenatural para dar saúde aos enfermos por meio da oração. Não se
deve entender que quem possui esse dom tenha o poder de curar a todos,
deve se dar lugar à soberania de Deus e a atitude e condição espiritual do
enfermo. O próprio Senhor Jesus foi limitado em Sua capacidade de operar
milagres por causa da incredulidade do povo:
“E não realizou muitos milagres ali, por causa da incredulidade deles.”
Mateus 13.58
Profecia: A Profecia geralmente, é a expressão vocal inspirada pelo Espírito de
Deus. A Profecia bíblica pode ser por revelação, na qual o profeta proclama
uma mensagem previamente recebida por meio de um sonho, uma visão ou
pela Palavra do Senhor. O propósito do dom da profecia no Novo Testamento é
edificar, exortar e consolar os crentes.
Línguas - “Variedade de línguas”: O dom de línguas é o poder de falar
sobrenaturalmente em uma língua nunca aprendida por quem fala, sendo essa
feita de maneira inteligível aos ouvintes por meio do dom igualmente
sobrenatural de interpretação. Há duas classes de mensagens em línguas:
Oração dirigida a Deus e mensagem definida para a Igreja.
Na oração em línguas dirigida a Deus, o crente fala em mistérios e há
edificação da própria pessoa, através do Espírito Santo. Na Mensagem dirigida
à Igreja, o Corpo todo é edificado, mediante a interpretação feita pelo próprio
indivíduo que ora ou por um outro servo de Deus, que o Espírito Santo
capacitar para tal. Deus é tremendo, não é, amado irmão?

A Interpretação também é um dom do Espírito Santo.

Distinção entre Fruto e Dons


Dons
1. São dados a nós completos;
2. Estão ligados com o que fazemos;
3. Mostram autoridade e poder;
4. São divididos;
5. Podem ser imitados;
6. São conferidos por Graça divina;
7. São importantes para vitória espiritual - nossa batalha diária.

Fruto
1. É gerado em nós com a conversão;
2. Está ligado com o que somos (caráter);
3. Revela a verdadeira espiritualidade;
4. Não se divide “O Fruto” é único;
5. Não pode ser limitado;
6. É obra da habitação do Espírito;
7. É indispensável para a salvação.

DONS MINISTERIAIS PARA A IGREJA


“E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para
evangelistas, e outros para pastores e mestres...”
Efésios 4.11

Este versículo alista os dons de ministério que Cristo deu à Igreja. O apóstolo
Paulo declara que Ele deu esses dons para preparar o povo de Deus ao
trabalho cristão. Para o crescimento e desenvolvimento espiritual do Corpo de
Cristo, segundo o plano de Deus.

Apóstolos - O termo Apóstolo, significa, “enviado”.


Os Apóstolos são homens de reconhecida e destacada liderança espiritual,
ungidos com poder para defrontar-se com os poderes das trevas e confirmar o
evangelho com milagres. Cuidam do estabelecimento de igrejas, segundo a
verdade e pureza apostólicas. São homens de fé e de oração, cheios do Espírito
Santo. São essenciais para o propósito de Deus na igreja, pois, propagam o
evangelho por todo o mundo, sendo fiéis à grande comissão do Senhor:
“Então, Jesus aproximou-se deles e disse: ‘Foi-me dada toda a autoridade nos
céus e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações,
batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a
obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o
fim dos tempos’.”
Mateus 28.18-20

Profetas - São homens e mulheres que falam sob o impulso direto do Espírito
Santo e cuja motivação e interesse principais são a vida espiritual e pureza da
igreja. São imprescindíveis ao propósito de Deus para a igreja, pois através
deles o mundanismo, o liberalismo e o pecado são denunciados. O profeta
também denuncia a injustiça, repreende e adverte a igreja contra as práticas
do mal, do legalismo e da apostasia. A igreja, onde o profeta não tem lugar
para atuar através do Espírito Santo, para exortar e confirmar os servos de
Deus no caminho da obediência e do abandono do pecado, é uma igreja
fadada ao fracasso e à falência espiritual.
Evangelistas - Homens e mulheres de Deus, capacitados e comissionados pelo
Senhor, para anunciar o evangelho, as boas novas da salvação aos perdidos e
ajudar a estabelecer uma nova obra em uma localidade. O evangelista é
essencial no propósito de Deus para a Igreja, a qual deve apoiar e promover
seu ministério, para ganhar almas, segundo o desejo de Deus. A igreja
evangelística cresce e está à frente da obra missionária.

Pastores - Homens e mulheres que são designados por Deus para dirigirem ou
auxiliarem a congregação local e cuidarem das necessidades espirituais do
povo de Deus. A tarefa do pastor é cuidar da sã doutrina, refutar a heresia,
ensinar a Palavra de Deus, ser um exemplo de pureza e padrão moral, ser
salva-guarda da verdade apostólica e do rebanho de Deus contra as falsas
doutrinas e os falsos mestres. Podem ser chamados também de presbíteros,
bispos ou supervisores.

Doutores ou Mestres - São aqueles que têm de Deus um dom especial para
esclarecer, expor e proclamar a Palavra de Deus, a fim de edificar o Corpo de
Cristo. Os mestres são essenciais para o propósito de Deus nas igrejas, pois os
mesmos foram separados para zelarem pelo ensino, revelação bíblica,
autenticidade e qualidade das mensagens trazidas pelo Espírito Santo. A
pureza da mensagem original de Cristo será conhecida pelo rebanho e a igreja
que apoiar os mestres no ensino da Palavra terá grande progresso espiritual.

REVESTIMENTO DE PODER

BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO


“Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão
minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os
confins da terra.”
Atos 1.8
Amado novo convertido! O versículo acima nos leva à conclusão de que você
pode experimentar um revestimento de poder, que é o próximo passo depois
de sua conversão. Obviamente, se você ainda não é batizado nas águas depois
de adulto, podemos afirmar que é necessário que você o faça imediatamente,
pois é uma ordenança do Senhor que está registrada no evangelho de Marcos.
Leia:
“Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.”
Marcos 16.16
O primeiro passo é crer, depois, se batizar nas águas. O batismo nas águas,
como já vimos, mortifica o velho homem através do arrependimento, para
ocorrer então, o novo nascimento. Ótimo, você sairá da condição de criatura
para a condição de filho de Deus.
“Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o
direito de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por
descendência natural nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum
homem, mas nasceram de Deus.”
João 1.12 e 13
E depois do batismo nas águas? O quê fazer? Agora você é filho, filho de
Deus!!! Bem vindo à nossa família!!!

Agora, como receber a virtude, o Poder do Espírito Santo? Busque ao Senhor


incessantemente, frequente as nossas reuniões, esteja aberto, não se sinta
mais acusado, porque a Palavra de Deus diz:
“Quem fará alguma acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os
justifica.”
Romanos 8.33
Este revestimento poderá acontecer a qualquer momento, durante um culto,
por imposição de mãos, em sua casa, quem sabe?

A MANEIRA DA RECEPÇÃO DO BATISMO COM O ESPÍRITO


Sabemos que os primeiros crentes que receberam o Espírito Santo
perseveraram unânimes, em oração e súplica.
“Todos eles se reuniam sempre em oração, com as mulheres, inclusive Maria, a
mãe de Jesus, e com os irmãos dele.”
Atos 1.14
O recebimento do poder espiritual está relacionado com as orações em comum
da Igreja. Depois que os cristãos da Igreja em Jerusalém haviam orado para
receber coragem para pregar a Palavra:
“Depois de orarem, tremeu o lugar em que estavam reunidos; todos ficaram
cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a palavra de Deus.”
Atos 4.31
Amado irmão, um derramamento espontâneo pode acontecer em alguns casos,
mas também podem às vezes surpreender, como foi o caso das pessoas que
estavam na casa de Cornélio, cujos corações, já haviam sido purificados pela
fé.
“Enquanto Pedro ainda estava falando estas palavras, o Espírito Santo desceu
sobre todos os que ouviam a mensagem.”
Atos 10.44
“Ele não fez distinção alguma entre nós e eles, visto que purificou os seus
corações pela fé.”
Atos 15.9
Sendo que o batismo de poder é descrito como um dom, o crente pode
requerer diante do trono da Graça o cumprimento da promessa de Jesus:
“Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos,
quanto mais o Pai que está nos céus dará o Espírito Santo a quem o pedir!”
Lucas 11.13
Peça o Espírito Santo, deseje-O!!
É verdade que o Espírito Santo habita na Igreja, mas isso não deve impedir que
você O peça e O busque. O dom de Deus requer apropriação. Tome posse!!!
Deus deu e nós devemos receber. Como pecadores, aceitamos a Cristo. Como
crentes, aceitamos o Espírito Santo. Como há uma fé para com Cristo para
salvação, assim há uma fé para com o Espírito Santo para alcançar poder e
consagração!

SUA EVIDÊNCIA INICIAL


Como sabemos se a pessoa recebeu revestimento de poder do Espírito Santo?
Depois de receber, existem sinais? Existem resultados?

O livro de Atos dos Apóstolos registra muitos sinais e resultados que seguiram
o batismo com o Espírito Santo sobre a vida de algumas pessoas, e sempre
houve uma expressão imediata para quem o recebeu. Exterior e convincente,
não somente para quem recebeu, mas também para quem estava perto e
ouviu, de que um poder divino dominava essa pessoa. E em todos os casos
houve um falar extático numa língua que essa pessoa nunca havia aprendido.

O falar em línguas estranhas não é um mito. É real, por isso afirmamos que o
falar em línguas é, sem sombra de dúvidas, um sinal patente do batismo com
o Espírito Santo. Seja selado com a promessa e faça parte de nossa família:

AUTORIDADE E COBERTURA ESPIRITUAL

Tenha sobre você, sempre, uma autoridade espiritual. Ela é a sua cobertura.
A maioria dos irmãos, já passou por vários ministérios, comunidades ou
denominações.

Geralmente essas igrejas ocasionaram para estas pessoas insatisfações e


frustrações. Pior, alguns foram até mesmo magoados. Se não fosse assim eles
não precisariam estar procurando outra igreja.

O “ministério de cobertura” é questão pura de revelação. Você tem que ter


“revelação” daquele que irá cobrir, proteger, ensinar, exortar, corrigir,
alimentar, delegar tarefas, incluir no Corpo de Cristo, abençoar e repartir a
unção.

Não seja como aqueles irmãos que precisam passar pelas “sete igrejas da
Ásia”, sem assumir compromisso, escolhendo a pregação que lhe agrada e
rejeitando correções que não acalentam a sua alma.
“João às sete igrejas da província da Ásia: A vocês, graça e paz da parte
daquele que é, que era e que há de vir, dos sete espíritos que estão diante do
seu trono...”
Apocalipse 1.4

Muitos crentes fazem exigências, são melindrosos, fogem dos desafios, não
assumem nenhum compromisso e ainda querem tudo “soft” e “light”.
O Senhor Jesus Cristo ama os radicais que se enquadram na profecia de Joel 2.
Diante deles o fogo devora, atrás deles arde uma chama. Diante deles a terra é
como o jardim do Éden, atrás deles, um deserto arrasado; nada lhes escapa.
(...)Diante deles povos se contorcem angustiados; todos os rostos ficam
pálidos de medo. Eles atacam como guerreiros; escalam muralhas como
soldados. Todos marcham em linha, sem desviar-se do curso. (...) Diante deles
a terra treme, os céus estremecem, o sol e a lua escurecem e as estrelas param
de brilhar. O Senhor levanta a sua voz à frente do seu exército. Como é grande
o seu exército! Como são poderosos os que obedecem à sua ordem! Como é
grande o dia do Senhor! Como será terrível! Quem poderá suportá-lo?”
Joel 3.3, 6 e 7, 10 e 11
Ministério de cobertura é segurança:
“Lembrem-se dos seus líderes, que lhes falaram a palavra de Deus. Observem
bem o resultado da vida que tiveram e imitem a sua fé.”
Hebreus 13.7
“Pois não temos aqui nenhuma cidade permanente, mas buscamos a que há de
vir.”
Hebreus13.14
“Obedeçam aos seus líderes e submetam-se à autoridade deles. Eles cuidam
de vocês como quem deve prestar contas. Obedeçam-lhes, para que o trabalho
deles seja uma alegria e não um peso, pois isso não seria proveitoso para
vocês.”
Hebreus 13.17
São nossos GUIAS. É o nosso Pastor, que maneja a vara para corrigir e o
“cajado” para trazer a ovelha próxima dele.
Até mesmo Jesus, nos dias de sua encarnação nada fazia sem ser em
“obediência ao Pai celestial”. Tenha convicção que Deus vai protegê-lo e
também falará através dos ministérios de cobertura.

Existem situações muito grandes que exigirão a direção dos ministérios dos
escalões superiores e eles existem para serem consultados e usados.
“E disse: ‘Senhor, meu servo está em casa, paralítico, em terrível sofrimento’.
Jesus lhe disse: ‘Eu irei curá-lo’. Respondeu o centurião: ‘Senhor, não mereço
receber-te debaixo do meu teto. Mas dize apenas uma palavra, e o meu servo
será curado. Pois eu também sou homem sujeito à autoridade e com soldados
sob o meu comando. Digo a um: Vá, e ele vai; e a outro: Venha, e ele vem.
Digo a meu servo: Faça isto, e ele faz’.”
Mateus 8.6-9

Um evangelista... Um pastor... Todos podem ser usados pelo Senhor para


comunicar algo importante, mas há assuntos que somente pastores ou
presbíteros poderão ajudá-lo. Ouça a voz de Deus através dos ministérios. Um
“profeta” não vai indicar algo novo e muito especial.

Deus usa o profeta para confirmar o que o Espírito Santo já falou no seu
íntimo, porque o seu espírito, cheio do Espírito Santo “saberá” perfeitamente
se vem de Deus:
“Não apaguem o Espírito. Não tratem com desprezo as profecias, mas ponham
à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom.”
I Tessalonicenses 5.19-21

Há profetas nas igrejas, homens consagrados que pregam, avisam, exortam e


falam a verdade. Ouça-os e fique com o que é bom!
A participação ativa no culto começa na palavra e na oração daquele que faz a
“abertura do culto” e passa pelo louvor, já que os levitas são usados para falar
da parte de Deus. Ouça-os também!
Discirna a voz de Deus que é falada através dos profetas e da Palavra. Fique
atento! Aprenda a maneira do Senhor comunicar a Sua vontade.
“Levantarei do meio dos seus irmãos um profeta como você; porei minhas
palavras na sua boca, e ele lhes dirá tudo o que eu lhe ordenar.”
Deuteronômio 18.18

Deus coloca na sua cidade um “homem de Deus”. Em muitas Igrejas nós temos
o Apostolado.
E, quais são os requisitos de um Apóstolo?
1º O chamado;
2º Estar sempre na presença de Jesus e do Espírito Santo;
3º Receber a missão – Ser enviado. A esse, o Senhor dá autoridade.
O apóstolo começa ser movido no dom profético até receber autoridade de
profeta. Os dons do Espírito Santo têm livre trânsito no seu espírito. Seu
caráter é formado, amadurecido na comunhão íntima com Deus.
Sabe operar nos dons com prudência, sabedoria e santo temor de Deus. Ele é
piedoso! Tem senso da presença de Deus, senso de temor a Deus e senso de
responsabilidade.
Jesus dá autoridade ao Apóstolo e seus seguidores reconhecem essa
autoridade e o respeita.
Sendo separado para o apostolado, sua vida colocada no altar não lhe permite
envolvimento com as atividades seculares. Não há outra opção nem plano B.
Jesus passa a usá-lo e enviá-lo para cumprimento do seu propósito. Vive de
acordo com o seu ministério Apostólico.
Sua autoridade não é técnica ou sistemática. É graça ministerial divina,
inegável, linda.
Sua vida, toda ela, é de conformidade com a sua revelação ao ministério. Está
quebrantado e crucificado para o mundo. É isso que lhe permite exercer a
autoridade de Cristo.
Apóstolo não é diploma, título ou cargo de alta patente. É um chamado
sagrado.
Apóstolo é criativo, não repetitivo. Atua com variedade de línguas, variedade
de dons e variedade de operações.
O Apóstolo é apaixonado por Jesus, submisso ao Espírito Santo. Sempre coloca
os interesses do Reino de Deus acima dos interesses e caprichos pessoais.
O Apóstolo recebeu visão para a Igreja. Todos os seus seguidores precisam
estar alinhados nessa visão porque o Apóstolo é a cobertura espiritual, o pai
espiritual e o mentor da Igreja.

PLANO DA SALVAÇÃO E BATISMO NAS ÁGUAS

Teria Deus criado o homem para depois deixar o homem morrer? Qual é plano
de Deus para o ser humano?

Para o homem entender que ele necessita de salvação, primeiramente é preciso


que ele reconheça que está perdido, pois não há necessidade de salvação onde
não há perdição.

A necessidade de salvação nos mostra que o homem é incapaz de ser salvo


pelos seus métodos e pelos seus próprios esforços. O homem foi incapaz de
seguir toda a Lei, eis o porquê da necessidade da vinda de um Salvador para
cumprir essa Lei em seu lugar.

A obra salvadora de Cristo é o alicerce e a base que sustenta o templo do


resgate divino.

Salvação, assumindo uma conotação espiritual, significa: perdão dos pecados.


Salvação é livrar alguém da condenação.

Condenação é o resultado do julgamento do pecador. Esse julgamento consiste


em Deus condenar o pecador à punição eterna do inferno, destino daqueles
que rejeitam a provisão de Deus para o perdão de pecados. Ela é um dom
gratuito, portanto a única coisa que o homem precisa fazer para ser salvo é
crer e permanecer em Jesus.

A Salvação do homem
Como parte do programa de Deus, havia, mesmo antes da criação, um arranjo
para a redenção da humanidade caída. Em outras palavras: a morte de Cristo,
para resgatar-nos de nossos pecados, não era um plano alternativo nem um
remendo, mas uma solução definitiva.

O Conceito de Sacrifício
Este conceito é essencial para se compreender a conexão entre a morte de
Cristo, na cruz do Calvário, e a nossa salvação.

O sacrifício é uma prática universal que se acha presente em quase todas as


culturas. A prática do sacrifício jamais deixou de estar presente na história
humana. Até mesmo na sociedade moderna as pessoas sentem necessidade de
se fazer expiação pelos pecados.

Sob a lei de Moisés, Deus providenciou uma maneira de os israelitas obterem o


perdão de seus pecados: os sacrifícios cruentos. O sacerdócio levítico é rico
em tipos e símbolos que apontam para Cristo. Ao mesmo tempo, proveu uma
maneira de se lidar com o pecado e a culpa. Pela fé, Abraão, Moisés e seus
descendentes espirituais, aceitaram o que Deus havia provido através de Sua
graça. Eles ofereceram sacrifícios a Deus e foram plenamente perdoados.

O derramamento de sangue era a parte essencial dos sacrifícios do Antigo


Testamento, pois:
“Pois o salário do pecado é a morte...”
Romanos 6.23a
Além do mais:
“... é o sangue que faz propiciação pela vida.”
Levítico 17.11c
Por conseguinte, a Lei de Moisés deixava bem claro que:
“De fato, segundo a Lei, quase todas as coisas são purificadas com sangue, e
sem derramamento de sangue não há perdão.”
Hebreus 9.22

A Expiação
O conceito de sacrifício acha-se alicerçado sobre a necessidade da expiação.
Expiação é a tradução da palavra hebraica kippur, uma forma intensiva que
significa “cobrir com um preço”.

O pecado aliena o homem do Deus Santo, que não pode tolerar o pecado. A
expiação é o ato divino mediante o qual o pecado é coberto pelo preço do
sangue derramado, mostrando que o salário da transgressão já está pago. E,
assim, Deus pode olhar-nos, mais uma vez, com favor.

Como ocorreu a expiação?


Deus não é somente santo, Ele também é amor. Em seu infinito amor, dispôs-
Se a sofrer a pena pelos nossos pecados. É por isto que a santidade e o amor
de Deus convergem sobre a cruz de Cristo. Aí, a santidade divina é plenamente
satisfeita e o Seu amor, exibido aos olhos do Universo. Deus-Filho, com o
sacrifício perfeito, suportou, em Sua própria pessoa, a ira de um Deus
ofendido, para que os transgressores não sofressem a punição eterna – o lago
de fogo.

Na expiação, há diversos termos que precisam ser explorados. Temos, em


primeiro lugar, o termo vicário que significa “no lugar de outrem”. Jesus não
morreu pelos próprios pecados, pois, era, e é, o Imaculado Cordeiro de Deus.
"Ele não cometeu pecado algum, e nenhum engano foi encontrado em sua
boca."
I Pedro 2.22

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo


justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo
Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no Seu sangue. Ele não
leva em conta o tempo da ignorância. Torna-Se Ele, assim, justificador
daqueles que têm fé em Jesus.
Em outras palavras: os sacrifícios do Antigo Testamento demonstravam a
profunda paciência de Deus, mas não lhe satisfaziam plenamente a justiça,
pois a morte de um animal não pode substituir adequadamente o ser humano.

Foi preciso o sangue de Jesus para que fosse provido um sacrifício suficiente,
tanto para os santos do Antigo Testamento, quanto para os que, agora,
confiam em Jesus, mostrando que Deus é verdadeiramente justo.

Embora possamos vir a pecar depois de havermos recebido a Cristo como


nosso Salvador e Senhor, pois ainda somos criaturas limitadas e falíveis,
podemos contar com a ajuda do Espírito Santo para não mais vivermos na
prática do pecado.

A Conversão
Tudo o que a pessoa precisa fazer para ser salva da ira divina é olhar para
Cristo e viver. A salvação não consiste numa série complicada de ritos, ou
numa série de passos místicos. Ela ocorre instantaneamente na vida do que, de
maneira sincera, busca a Deus.

Entretanto, mesmo que não haja ordem cronológica nos eventos que cercam a
salvação, há uma sequência lógica, conforme nos mostra claramente a Bíblia.

Vários termos cruciais estão vitalmente relacionados à admirável experiência


da salvação. Comecemos, pois, com o ministério da convicção. Disse Jesus:
“Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu o
ressuscitarei no último dia.”
João 6.44
Esse gracioso ato de Deus, embora atribuído ao Pai, é realizado através do
Espírito Santo. Como o Executor da divindade, Ele aplica os métodos da
redenção aos que se entregam a Cristo.
“Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Do
pecado, porque os homens não crêem em mim; da justiça, porque vou para o
Pai, e vocês não me verão mais; e do juízo, porque o príncipe deste mundo já
está condenado.”
João 16.8-11

O principal instrumento usado pelo Espírito Santo nessa obra é a Palavra de


Deus.
“Consequentemente, a fé vem por se ouvir a mensagem, e a mensagem é
ouvida mediante a palavra de Cristo.”
Romanos 10.17
Embora o Espírito Santo não restrinja a liberdade do indivíduo, chama os
pecadores a virem a Cristo Jesus. Esse trabalho do Espírito Santo é chamado de
“a doutrina da vocação” ou “do chamamento”.

A conversão é a resposta do pecador à convicção conferida pelo Espírito Santo.


O voltar-se a Deus é composto por dois elementos: arrependimento e fé.

O Arrependimento
Arrependimento significa mudar de opinião, de atitude, fazer uma reviravolta e
transmite a idéia tanto de tristeza quanto de mudança de propósitos e ações.
Ao entender que toda dor e mágoa, tristeza e fracasso, doença, depressão e
pobreza e a própria morte, são causados pelo pecado, você mudará de
opinião.

Em vez de tomar por certo que seu modo de vida não tem causado danos a
ninguém, você será impelido a mudar e reconhecer que não apenas está
fazendo bem a si mesmo, como também ao seu lar, aos seus familiares, seus
amigos e a sua comunidade.

Você descobrirá no pecado a causa de toda tristeza. Perceberá que ele nos leva
à morte física e espiritual e que Jesus derramou o Seu sangue na cruz a fim de
livrá-lo dessa condenação!

O arrependimento pode ser encarado como o lado negativo da “meia-volta”


para Deus. Mostra para “o que” o pecador arrependido está voltando às costas.
Consiste, enfim, no abandono do pecado. Há um elemento intelectual no
arrependimento.

Não podemos aceitar a Jesus como nosso Salvador se não o tomarmos também
como nosso Senhor. Exige-se uma completa rendição da vontade ao senhorio
de Cristo. Tanto no hebraico quanto no grego, a expressão “crer” transmite a
idéia de total submissão, de completa rendição da vontade e de uma
obediência fiel e contínua a Deus.

No antigo Testamento, a fé poderia ser traduzida por “fidelidade”. No Novo, é


traduzida por “fé-obediência”, porquanto não há fé sem obediência.

A Justificação
Um dos vocábulos mais gloriosos da Bíblia é a justificação. Trata-se de um
termo judicial que significa declarar alguém justo. Essa doutrina descreve a
condição do pecador culpado que se põe diante do grande tribunal do Deus
Santo e Reto Juiz.

A justificação é o anúncio extraordinário de que o pecador já está plenamente


justificado. Aos olhos de Deus, seus pecados já não existem mais.
“...e como o Oriente está longe do Ocidente, assim ele afasta para longe de nós
as nossas transgressões.”
Salmos 103.12
A conversão consiste em voltar-se do pecado para Deus. A justificação é a
declaração de que o pecador arrependido, agora, é reto aos olhos de Deus. E a
regeneração é a real concessão da vida de Cristo ao novo convertido.

A Adoção
Adoção é outro termo judicial similar à justificação. Ambos faziam parte do
vocabulário dos tribunais. Assim como a regeneração é a concessão real da
vida divina ao convertido, a adoção é a maravilhosa declaração de que a
“criança”, que já faz parte da família divina, foi plenamente aceita como
membro adulto, elegível para todos os privilégios provenientes dessa posição.

Naqueles dias, as crianças eram adotadas conforme o são hoje, todavia,


mesmo as pertencentes às famílias ricas e importantes, eram obrigadas a ficar
sob a tutela de aios até a maioridade. Era-lhes, então, concedida a adoção,
facultando-lhes o pleno acesso aos privilégios e direitos oriundos dessa
posição legalmente reconhecida.

Adotar significa literalmente “por como filho”. A grande passagem que nos
desvenda essa verdade esta em Gálatas:
“Digo porém que, enquanto o herdeiro é menor de idade, em nada difere de
um escravo, embora seja dono de tudo. No entanto, ele está sujeito a
guardiães e administradores até o tempo determinado por seu pai. Assim
também nós, quando éramos menores, estávamos escravizados aos princípios
elementares do mundo. Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus
enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da Lei, a fim de redimir
os que estavam sob a Lei, para que recebêssemos a adoção de filhos.”
Gálatas 4.1-5

A adoção também é obra do Espírito Santo, porquanto Ele trabalha em nós


como o Espírito da adoção, ou seja, nós o possuímos na condição de filhos de
Deus, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, em contraste com o espírito
da escravidão.
“Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente
temerem, mas receberam o Espírito que os adota como filhos, por meio do
qual clamamos: ‘Aba Pai’.”
Romanos 8.15
Finalizando, devemos, pessoalmente e com fé, clamar a Jesus para nos salvar e
o primeiro passo é assumir que o pecado é inerente à natureza humana e, em
seguida, confessá-lo diante de Deus.

Nossa salvação se baseia inteiramente na graça de Deus, isto é, em um favor


alcançado, mas não merecido. Logo, o perdão e a justificação da humanidade
são decorrentes exclusivamente da morte sacrifical de Cristo na cruz do
Calvário.

Concluindo, o cristão é salvo através de Jesus. Uma parte desse processo é o


ser humano que tem de executar, a outra parte é divina, por isso, é
fundamental na vida cristã que tenhamos a certeza de que o nosso lugar na
nova Jerusalém está garantido, através de graça divina.

Após recebermos a nossa salvação, devemos procurar o Batismo nas Águas.

BATISMO NAS ÁGUAS


Ser “batizado” significa ser totalmente imerso e assim ter o velho homem
sepultado. Batizar significa mergulhar.
Batismo é uma palavra grega que quer dizer afundar, emergir.
Imersão = afundar
Afusão = derramamento (católicos)
Aspersão = respingar
Quando uma pessoa se arrepende do seu pecado e crê que Jesus morreu por
ela, diante de muitas testemunhas, esta pessoa deve ser levada à água, ser
submersa e ser retirada da água.
Jesus ordenou que todos os que cressem nele fossem batizados na água.
“Então, Jesus aproximou-se deles e disse: “Foi-me dada toda a autoridade nos
céus e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações,
batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo...”
Mateus 28.18 e 19

Compreendendo o Batismo nas águas:


A compreensão do que é de fato o batismo na água, é a chave para uma vida
cristã vitoriosa e livre. O ato de sermos submersos e sermos levantados da
água novamente é um quadro que demonstra o que aconteceu ao crente
cristão.
Quatro estágios da obra de Cristo:

Ele morreu... Eu morri Com Ele


“Se dessa forma fomos unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente o
seremos também na semelhança da sua ressurreição. (...) ...pois quem morreu,
foi justificado do pecado”.
Romanos 6.5,7

Ele foi sepultado... Eu fui sepultado com Ele


“Ou vocês não sabem que todos nós, que fomos batizados em Cristo Jesus,
fomos batizados em sua morte? Portanto, fomos sepultados com ele na morte
por meio do batismo, a fim de que, assim como Cristo foi ressuscitado dos
mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova.”
Romanos 6.3,4

Ele Ressuscitou... Tenho uma nova vida n’Ele.


“Portanto, fomos sepultados com ele na morte por meio do batismo, a fim de
que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai,
também nós vivamos uma vida nova. Se dessa forma fomos unidos a ele na
semelhança da sua morte, certamente o seremos também na semelhança da
sua ressurreição.”
Romanos 6.4,5

Ele Subiu ao céu... Também subi ao céu n´Ele


“Deus nos ressuscitou com Cristo e com ele nos fez assentar nos lugares
celestiais em Cristo Jesus...”
Efésios 2.6

O Batismo na água é: Sepultamento do seu velho homem


Um culto de sepultamento não é para matar alguém. Ele é somente realizado
quando a pessoa já esta morta. E assim, pelo fato de você já ter “morrido” em
Cristo, você enterra sua antiga vida no batismo na água.

O Batismo na água é: A sua ressurreição a uma nova vida


Você se levantará da água demonstrando e declarando que você e uma nova
criatura, em Cristo.
PANORAMA BÍBLICO

OS LIVROS DA BÍBLIA
A Bíblia toda tem 66 livros, escritos por pessoas que viveram nas épocas mais
diversas, com os costumes mais diferentes, desconhecendo, muitas vezes,
umas às outras, mas, todas inspiradas por Deus, seguindo a sua orientação,
apresentando a revelação gradativa de Deus aos homens.

Deus não anulou as características pessoais de cada escritor, não aniquilou o


coeficiente pessoal de cada um deles. Usou cada escritor, com sua própria
personalidade, para, por meio deles, transmitir o seu recado aos homens. Os
livros da Bíblia se dividem em livros do Velho Testamento e do Novo
Testamento.

Velho Testamento
Dos 66 livros da Bíblia, 39 compõe o Velho Testamento. Mais de 1.000 anos se
passaram até que o Velho Testamento fosse todo escrito. É chamado Velho
Testamento por incluir o primeiro concerto ou pacto que Deus fez com os
homens.

Os livros do Velho Testamento são divididos em:


1. Livros da Lei
2. Livros Históricos
3. Livros Poéticos
4. Livros Proféticos
Os Livros da Lei também formam o Pentateuco: Gênesis, Êxodo, Levítico,
Números e Deuteronômio, narrando a criação, o começo de tudo, a escolha de
um povo, sua escravidão e libertação, peregrinação no deserto, a Lei dada por
Deus, a organização do culto, o censo do povo, a repetição da Lei, até a morte
do grande líder Moisés.

Os Livros Históricos narram a história do povo de Israel. Em Josué estão os


acontecimentos no período da liderança dele, que foi o sucessor de Moisés. A
seguir, vêm os Juízes, cuja história está no livro do mesmo nome. O livro de
Rute é uma história linda, mostrando um aspecto da vida e da situação da
época. Os feitos do grande juiz, profeta e sacerdote Samuel, estão nos dois
livros com o seu nome.

A seguir o povo decide ser governado por um rei, quer uma monarquia e vem
a história do período dos Reis nos dois livros com o mesmo nome. Os livros
das Crônicas narram os acontecimentos cronologicamente, repetindo algo da
narrativa dos livros dos Reis. Esdras e Neemias são dois líderes que se
interessam pelo povo e contribuem para a sua volta do cativeiro. O livro de
Ester mostra um aspecto do cativeiro do povo.

Os Livros Poéticos apresentam a poesia hebraica. O de Jó aborda o problema


do sofrimento. No livro dos Salmos temos o hinário do povo, sendo que muitos
são da autoria de Davi, um dos grandes reis daquele tempo. O livro dos
Provérbios agrupa os provérbios de Salomão, filho de Davi, afamado pela sua
sabedoria. O livro de Eclesiastes ou da Sabedoria é também atribuído a
Salomão. Os Cantares ou Cânticos, em linguagem simples e sem qualquer
malícia para a época, narram o idílio de dois noivos, como alegoria da
felicidade conjugal, da fidelidade que Deus espera do seu povo e,
profeticamente, da relação de Cristo com a Sua igreja.

Os Livros dos Profetas são divididos em maiores e menores. São as profecias


de homens escolhidos por Deus, para em Seu Nome falarem ao povo,
anunciando a Sua vontade e contendo o elemento da predição do futuro. Os
profetas maiores são 4: Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel. Após o livro de
Jeremias, temos o das Lamentações de Jeremias. Os profetas menores são 12:
Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu,
Zacarias e Malaquias. Os ensinos dos profetas e a mensagem de Deus que
apresentam, ainda que dados principalmente para a época contemporânea dos
mesmos, contêm lições profundas para todos os tempos.

Novo Testamento
O Novo Testamento é a parte da Bíblia que tem um significado muito grande
para os cristãos. É nele que encontramos o início, o desenvolvimento e a
orientação do cristianismo. Acredita-se que 20 ou 25 anos depois da morte de
Jesus ainda não havia nenhum dos livros do Novo Testamento, mas, após
quatrocentos anos, a sua estrutura já estava completa. É composto de 27
livros, escritos por vários autores, entre os quais se destaca o Apóstolo Paulo
que escreveu 13 livros.

Os quatro Evangelhos compõem a primeira parte do Novo Testamento. Narram


a vida de Jesus, cada qual tendo um objetivo em mente e ressaltando aspectos
diversos dos eventos. Mateus, antes de se encontrar com Jesus, era publicano;
Marcos teria sido cidadão romano; Lucas é o "amado médico" de Paulo e João é
um dos apóstolos de Jesus. Se encaixarmos os evangelhos uns nos outros,
teremos uma sequência agradável e harmoniosa.

A segunda parte importante do Novo Testamento é o livro de Atos dos


Apóstolos. Também escrito por Lucas, é a narrativa dos atos dos apóstolos,
conforme o próprio título sugere, após a ascensão de Jesus. Narra o
desenvolvimento do cristianismo, bem como as primeiras perseguições.
Surgem, entre outras, as figuras de Pedro e Paulo, inclusive a conversão deste
e a obra por ele realizada.

A seguir, vêm as cartas Paulinas, escritas a várias igrejas, de diversos lugares e


a algumas pessoas. Podem ser tomadas como a interpretação dos ensinos de
Jesus e a sua aplicação prática à vida dos cristãos. Nelas, o Apóstolo Paulo
combate heresias, defende a sã doutrina e afirma a posição cristã no meio do
mundo. Não devemos colocar o apóstolo Paulo no pedestal de um deus, pois
ele não o é. Mas é com profunda admiração que lemos as suas cartas e
recebemos as orientações que Deus envia por sua instrumentalidade. São as
cartas aos Romanos, duas aos Coríntios, aos Gálatas, aos Efésios, aos
Filipenses, aos Colossenses, duas aos Tessalonicenses, duas a Timóteo, a Tito
e a Filemom.

As cartas gerais são de grande importância. Tiago, irmão de Jesus, aponta o


lugar das obras cristãs como evidência da fé cristã. As duas cartas de Pedro
foram escritas pelo apóstolo de Jesus. As três cartas de João transbordam de
amor. O seu autor é o mesmo do Evangelho Segundo João. A carta de Judas
não é do Judas traidor, e sim, do Judas irmão de Tiago e de Jesus.
A carta aos Hebreus aponta o cristianismo como superior ao judaísmo.
Poderíamos resumir o seu conteúdo em "Cristo é Melhor". Até hoje não se
sabe quem foi o autor dessa carta, uma das mais importantes para a vida do
cristão. O livro de Apocalipse, o último na sequência do Novo Testamento, é
interessante, difícil e muito incompreendido. A palavra Apocalipse deriva da
palavra "descobrir" e significa "tirar o véu", "revelar".

Daí também o nome de "Livro da Revelação". Escrito pelo Apóstolo João (o


mesmo do Evangelho e das três cartas) numa época de dura perseguição aos
cristãos, apresenta, muitas vezes, linguagem cifrada e de difícil compreensão
para nós.

A sua mensagem, para os crentes primitivos, era clara e apontava a vitória final
do Cordeiro de Deus (Cristo Jesus). Sua leitura é de inspiração e confiança em
Deus.

COMO ESTUDAR A BÍBLIA


Estudar significa aplicar a inteligência para aprender, entender, compreender,
examinar, analisar, observar.
Ler é ver o que está escrito, proferindo ou não as palavras. Conhecer,
interpretar por meio da leitura. Ler e estudar - ver e interpretar o que está
escrito.

Como começar a estudar a Bíblia?


Se possível, estude através de uma Bíblia com a versão NVI – Nova Versão
Internacional. Procure comprar uma Bíblia com índices e com concordância. Se
possível, uma Bíblia de Estudos.

Sugestão por onde começar:


Evangelho de João: Neste evangelho, você descobrirá que Jesus é o Cristo, o
filho de Deus e se assim você crer, terá vida eterna através do nome de Jesus.
“Mas estes foram escritos para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho
de Deus e, crendo, tenham vida em seu nome”.
João 20.31
Provérbios: Neste livro você aprenderá muito sobre comportamento ético-
moral e se obedecer, você terá tudo para ter uma boa passagem aqui na terra.
Depois dos livros acima, leia de Mateus a Apocalipse, Salmos, e Gênesis a
Malaquias.

Ore, antes do estudo da Bíblia


A Bíblia não é um livro como outro qualquer. A Bíblia é a soberana e infalível
Palavra de Deus.

Estude a Bíblia todos os dias


“Os bereanos (povos da Beréia) eram mais nobres do que os tessalonicenses,
pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias
as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo”.
Atos 17.11
O exemplo dos crentes bereanos serve de modelo para todos quantos ouvem
os pregadores e ensinadores expondo as Escrituras. Nenhuma interpretação ou
doutrina deve ser aceita sem exame, pelo contrário, tudo deve ser examinado
cuidadosamente mediante o estudo pessoal das Escrituras.

A pregação bíblica deve levar os ouvintes a se tornarem estudantes da Bíblia. A


veracidade de toda doutrina deve ser averiguada de conformidade com a
Palavra de Deus.

Persista em ler a Bíblia


Persistir em ler a Palavra de Deus é indispensável para um crescimento
espiritual, bem estruturado e saudável.

Examinar a Bíblia e seguir a Jesus


“Vocês estudam cuidadosamente as Escrituras, porque pensam que nelas vocês
têm a vida eterna. E são as Escrituras que testemunham a meu respeito;
contudo, vocês não querem vir a mim para terem vida”.
João 5.39 e 40
Examinar conscientemente as Escrituras é um meio excelente de conhecer
cada vez mais o Senhor Jesus Cristo.

É um grande erro não conhecer a Bíblia


“Jesus respondeu: Vocês estão enganados porque não conhecem as Escrituras
nem o poder de Deus!”
Mateus 22.29

ENTENDENDO AS CITAÇÕES DA BÍBLIA


Para facilitar a localização dos textos bíblicos, a Bíblia está dividida em
capítulos e versículos. Ao citar esses textos utilizamos a vírgula, o ponto e
vírgula, o e hífen. O ponto separa capítulo do versículo.
Ex. Gn 3.1 (Livro do Gênesis, capítulo 3, versículo 1).
O ponto e vírgula separa capítulos e livros.
Ex. Gn 5.1-7; 6,8 (Livro do Gênesis, capítulo 5, v. de 1 a 7; cap. 6, v. 8).
A vírgula separa versículo de versículo, quando não seguidos.
Ex. 2 Sm 3. 2,5 (Segundo Livro de Samuel, capítulo. 3, v. 2 e 5).
O hífen indica a sequência de capítulos ou de versículos.
Ex. Jo 10. 3-5 (Evangelho segundo João, capítulo 3, v. de 3 a 5.

ORAÇÃO:

Oração é algo sério, específico, objetivo e segue regras e princípios


estabelecidos na Palavra de Deus.

O QUE É ORAÇÃO
De uma maneira mais simples, a oração pode ser definida como uma
comunicação com Deus. A oração é uma ferramenta importante na vida de
todos os crentes em Jesus Cristo.
A Bíblia tem muito a nos ensinar sobre a importância da oração, métodos de
oração, as atitudes e os resultados da oração.

Deus é quem deseja que oremos. Ele criou a humanidade com a capacidade de
falar com Ele. No íntimo de cada pessoa encontra-se uma necessidade de
buscarmos a alcançarmos a Deus, para recebermos ajuda, direção e consolo.

Muitas vezes buscamos pessoas ou coisas erradas, para recebermos um


direcionamento. Erroneamente honramos ou adoramos a falsos deuses,
sistemas mundanos, ou outras pessoas e até as nossas próprias realizações.

Precisamos aprender a direcionar as nossas orações ao Único que é digno da


nossa devoção, Aquele que nos criou: Deus somente! É Deus que está disposto
e que também é capaz de responder nossas orações com total sabedoria,
soberania e amor.

Deus nos convida a chegarmos a Ele em oração. A Bíblia contém muitos e


muitos versículos em que Deus nos convida a conversarmos com Ele, a
pedirmos, a olharmos para Ele e a invocá-Lo, esta é a forma básica de oração,
conversar com Deus.
“Clame a mim e eu responderei e lhe direi coisas grandiosas e insondáveis que
você não conhece.”
Jeremias 33.3

Mas como conhecemos a vontade de Deus?


A maneira principal é através da Bíblia. Podemos ter a certeza de que não
estamos pedindo mal quando oramos de acordo com as promessas da Santa
Palavra de Deus.

Podemos passar tempo em oração, estudar a Bíblia e passar tempo na


presença de Deus através da oração que nos ensinam o que lhe agrada. À
medida que lançarmos as nossas preocupações sobre Ele, conhecemos a Sua
paz. A Bíblia nos ensina que a paz de Deus pode ser um guia para nós.

Deus pode revelar a Sua vontade de muitas maneiras. Ele pode nos mostrar
através de conselheiros consagrados pelo Senhor. Algumas vezes Deus usa
circunstâncias, a voz interna do Espírito Santo, ou até mesmo visões e sonhos
para nos revelar a Sua vontade. Mas lembre-se: Qualquer direcionamento
verdadeiro de Deus concorda com os princípios das escrituras!
É importante nos lembrar de permanecer submissos a Deus, obedecer-Lhe em
todas as coisas e colocarmos diariamente a nossa confiança n’Ele, através da
oração. Ai então Ele nos direcionará.

QUANTO TEMPO EU DEVO ORAR?


Muitas pessoas se perguntam quanto tempo elas devem passar em oração. É
melhor não estabelecermos um limite de tempo especifico. Caso contrário, a
oração pode tornar-se uma tarefa ou um fardo pesado, em vez de ser uma
oportunidade de compartilharmos de um relacionamento de amor com o nosso
Pai Celestial.

Você provavelmente conversa com seu cônjuge ou com amigos com sua
família todos os dias, mas será que faz um plano rígido de passar exatamente
30 minutos, todos os dias, conversando com eles? Provavelmente não!! Alguns
dias há assuntos importantes para se discutir e, talvez, sejam necessárias
várias horas de conversação para vocês chegarem a um acordo; em outros dias
talvez não haja tantos assuntos a serem tratados. O tempo da oração com
Deus é semelhante.

É a nossa oportunidade de conversarmos com Ele a respeito de qualquer


assunto sobre o qual precisamos conversar, seja qual for o tempo necessário
para aquele dia.
Às vezes conversamos a maior parte do tempo; em outras ocasiões, talvez
ouçamos muito mais! Mas, qualquer que seja o caso, estamos em comunhão
com o Senhor, conversando com Ele e ouvindo-O.

Se quisermos ter mais tempo disponível para a oração significa que precisamos
gastar menos tempo fazendo outras coisas. Portanto, devemos decidir o que
pode ser eliminado, a fim de que a oração possa tomar o lugar.

Muito embora nosso tempo de oração pessoal seja uma benção para nós, ele
também agrada muito ao Senhor. Ele realmente quer estar conosco e se
importa muito com a nossa vida.

É uma grande honra e um privilégio podermos cumprimentar o Senhor a cada


dia, sabendo que Ele deseja estar envolvido conosco e que possamos honrar
diariamente a Sua presença através de nossas conversações com Ele em
oração.
O importante é começar uma jornada diária com Deus, através da oração.

CLASSIFICAÇÃO
Poderíamos classificar as orações em três níveis diferentes: Deus, nós e os
outros. Dentro de cada um desses níveis há tipos de oração.

1. DEUS COMO CENTRO DAS NOSSAS ORAÇÕES


Há orações que são dirigidas a Deus, visando Deus mesmo, o que Ele é, o
que Ele faz e o que Ele nos tem feito. Em outras orações não buscamos,
senão apresentar-lhe nossa gratidão, louvor e adoração. Dentro deste nível
temos três tipos de oração:

 Ações de Graça: A expressão do nosso reconhecimento e gratidão a


Deus pelo que Ele nos tem feito. Basicamente é a oração que expressa
gratidão a Deus pelas bênçãos que Ele tem derramado sobre nós;
 Louvor: A oração de louvor é um passo além das ações de graça. São
expressões de louvor a Deus pelo que Ele faz. Louvar é reunir todos os
feitos de Deus e expressá-los em palavras, numa atitude de exaltação e
glorificação ao Seu Nome, que é digno de ser louvado;
 Adoração: O tipo de oração que exalta a Deus pelo que Ele é. É a
entrada no Santo dos Santos para responder ao amor de Deus. Ali nada
fala do homem, mas de Deus. É o reconhecimento do que Deus é. É a
resposta do nosso amor ao amor divino.

2. NÓS MESMOS COMO O CENTRO DAS NOSSAS ORAÇÕES


Aqui vamos a Deus para apresentar necessidades pessoais. Embora falando
com Deus, o foco da atenção é a satisfação de nossas necessidades. Vamos
a Deus em busca de uma resposta para a alteração de alguma circunstância
em nossa vida. Nesse nível temos também três tipos de oração:
 Petição: É um pedido formal a um poder maior. É a apresentação a Deus
de um pedido, visando satisfazer uma necessidade pessoal tendo como
base uma promessa de Deus. Nesse tipo de Oração já temos
conhecimento de qual é a vontade de Deus, pelo que o pedido será feito
em fé, com a certeza da resposta, antes mesmo da sua manifestação, de
acordo com:
“Portanto, eu lhes digo: Tudo o que vocês pedirem em oração, creiam
que já o receberam, e assim lhes sucederá”.
Marcos 11.24
 Consagração ou Dedicação: É uma atitude de submissão à vontade de
Deus. Essa oração é para as ocasiões em que a vontade de Deus é
desconhecida. Exige espera, consagração e inteira disposição de
conhecer e seguir a vontade do Pai.
 Entrega: É a transferência de um cuidado ou inquietação para Deus. É
lançar o cuidado sobre o Senhor, com um consequente descanso. Essa
oração é feita quando um cuidado, um problema ou inquietação nos
bate à porta.

3. OS OUTROS COMO CENTRO DAS NOSSAS ORAÇÕES


Aqui vamos a Deus como sacerdotes, como intercessores, levando a
necessidade de outra pessoa. Nosso motivo primeiro é ver circunstâncias
alteradas na vida de outrem. Esta é a oração de intercessão, ou seja,
interceder é colocar-se no lugar de outro e pleitear a sua causa.

FORMAS DE ORAÇÃO
Todos os tipos de oração podem ser levados a Deus de três formas: Através da
oração privada, da oração de concordância ou oração coletiva.
1. Oração Privada
“Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai,
que está em secreto. Então seu Pai, que vê em secreto, o recompensará.“
Mateus 6.6
Cada filho de Deus tem direito de entrar em Sua presença com confiança e
apresentar-Lhe a oração da fé.
“Assim, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de
recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento
da necessidade.“
Hebreus 4.16
Nessa forma de oração só o Espírito de Deus é testemunha. Ela pode ser
feita apenas no coração ou em palavras audíveis.
2. Oração de Concordância
“Digo-lhes a verdade: Tudo o que vocês ligarem na terra terá sido ligado no
céu, e tudo o que vocês desligarem na terra terá sido desligado no céu.
Também lhes digo que se dois de vocês concordarem na terra em qualquer
assunto sobre o qual pedirem, isso lhes será feito por meu Pai que está nos
céus. Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no
meio deles”.
Mateus 18.18-20
Aqui, dois ou três se reúnem em comum acordo sobre o que pedem a Deus.
Há um poder liberado através da concordância.
“Como poderia um só homem perseguir mil, ou dois, porém, em fuga dez
mil, a não ser que a sua Rocha os tivesse vendido, a não ser que o Senhor
os tivesse abandonado?“
Deuteronômio 32.30
3. Oração Coletiva
“Quando foram soltos, Pedro e João voltaram para os seus companheiros e
contaram tudo o que os chefes dos sacerdotes e os líderes religiosos lhes
tinham dito. Ouvindo isso, levantaram juntos a voz a Deus, dizendo: ‘Ó
Soberano, tu fizeste os céus, a terra, o mar e tudo o que neles há! Tu
falaste pelo Espírito Santo por boca do teu servo, nosso pai Davi: ‘Por que
se enfurecem as nações, e os povos conspiram em vão? Os reis da terra se
levantam, e os governantes se reúnem contra o Senhor e contra o seu
Ungido.’ De fato, Herodes e Pôncio Pilatos reuniram-se com os gentios e
com o povo de Israel nesta cidade, para conspirar contra o teu santo servo
Jesus, e a quem ungiste. Fizeram o que o teu poder e a tua vontade haviam
decidido de antemão que acontecesse. Agora, Senhor, considera as
ameaças deles e capacita os teus servos para anunciarem a tua palavra
corajosamente. Estende a tua mão para curar e realizar sinais e maravilhas
por meio do nome do teu santo servo Jesus.’ Depois de orarem, tremeu o
lugar em que estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e
anunciavam corajosamente a palavra de Deus.”
Atos 4.23-31

Aqui o corpo se une em oração. É uma oração de concordância com um


número maior. Quando um corpo de cristãos levanta sua voz a Deus,
unânimes não só na Palavra ou expressão, mas no mesmo espírito, como
na Igreja de Jerusalém, há uma grande liberação do pode de Deus.

DÍZIMOS E OFERTAS
“’Tragam o dízimo todo ao depósito do templo, para que haja alimento em
minha casa. Ponham-me à prova’, diz o Senhor dos Exércitos, ‘e vejam se não
vou abrir as comportas dos céus e derramar sobre vocês tantas bênçãos que
nem terão onde guardá-las’.”
Malaquias 3.10
“Lembrem-se: aquele que semeia pouco, também colherá pouco, e aquele que
semeia com fartura, também colherá fartamente”.
2 Coríntios 9.6

DEFINIÇÃO DE DÍZIMOS E OFERTAS.


A palavra hebraica para “dízimo” e ma’aser, e significa, literalmente, a décima
parte.
Na Lei de Deus, os israelitas tinham a obrigação de entregar a décima parte
(10%) das crias dos animais domésticos, dos produtos da terra, dos despojos
das guerras e de outras rendas, como reconhecimento e gratidão pelas
bênçãos divinas.

Os dízimos eram sagrados aos olhos de Deus e eram usados primariamente


para cobrir as despesas do culto e o sustento dos sacerdotes. Além dos
dízimos, os israelitas eram instruídos a trazer numerosas oferendas ao Senhor,
principalmente na forma de sacrifícios.

Deus considerava o seu povo responsável pelo manejo dos recursos que Ele
lhes dera na terra prometida. No âmago do dízimo, achava-se a idéia de que
Deus é o dono de tudo. Os seres humanos foram criados por Ele e a Ele devem
o fôlego de vida. Sendo assim, ninguém possui nada que não haja recebido
originalmente do Senhor.

Nas leis sobre o dízimo, Deus estava simplesmente ordenando que os seus lhe
devolvessem parte daquilo que Ele já lhes tinha dado.

O dízimo era parte do relacionamento entre os filhos de Israel e Deus. Ao


entregá-los, estavam reconhecendo Deus como a sua Fonte de provisão e de
bênção. Eles O honravam e O adoravam pela Sua bondade e se regozijavam
diante d’Ele pela provisão abundante. Enquanto eram fiéis no dízimo e nos
demais preceitos da Lei, as bênçãos de Deus eram derramadas sobre eles.

As janelas do céu eram abertas e eles prosperavam.

Houve ocasiões, na história do Antigo Testamento, em que o povo de Deus


reteve egoisticamente o dinheiro, não repassando os dízimos e ofertas
regulares ao Senhor. Em todas essas ocasiões, o povo de Israel não prosperou
e empobreceu. O dízimo e a oferta eram tão importantes para Deus e ainda o
são, pois é o meio que Ele escolheu para firmar Sua aliança com Seu povo.

Ele não exige o dízimo por ser um ditador, mas para que O reconheçamos
como a nossa Fonte de provisão e admitamos nossa total dependência d’Ele.
Ao dizimar, nós reconhecemos que Ele é o Nosso Supridor. Deus é muito bom!
Ele permite que fiquemos com 90%, dos 100% que recebemos, e nos pede
apenas 10%!

O Senhor tem vida plena para nós em todas as áreas.


Isso é o que nos disse Jesus:
“O ladrão vem apenas para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham
vida, e a tenham plenamente (em abundância).”
João 10.10

Algumas traduções da Bíblia dizem: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham
em abundância”. O Senhor tem vida plena para você e isso inclui mais do que o
básico.
É desejo de Deus usar o nosso dízimo como meio de suprir nossas
necessidades e a oferta como meio de nos fazer prosperar. O dízimo garante o
básico, a provisão para a sua subsistência, ou seja, alimento, abrigo,
vestimenta e transporte. Porém, a oferta é a que prospera e enriquece.

Quando você traz a sua oferta na Casa do Senhor, ela é santificada e se


transforma numa semente. Essa semente será multiplicada a 30, a 60 e a 100
por um, conforme Jesus nos diz.
“E, finalmente, o que foi semeado em boa terra: este é aquele que ouve a
palavra e a entende, e dá uma colheita de cem, sessenta e trinta por um”.
Mateus 13.23
O retorno é sempre infinitamente maior do que aquilo que nós damos. Aquilo
que damos, volta, mas volta infinitamente maior. O retorno sempre é maior
que o investimento. Essa matemática do Reino é uma lei espiritual que nos
abre as portas para uma vida próspera e feliz, longe do jugo da miséria, da
pobreza.

Quero que você tenha sempre em mente o seguinte: miséria é maldição! E o


Senhor não tem isso para você.
O Senhor não quer apenas suprir suas necessidades, Ele quer prosperá-lo
como você nunca sequer sonhou! Ele quer que você tenha vida plena também
na área econômica / financeira. Ele tem uma vida nova para você e sua família.
Faça uma aliança hoje com Deus: seja um dizimista e um ofertante fiel e prove
o melhor desta terra!

ESTILO DE VIDA – VIDA NOVA


Para nos é motivo de muita alegria que você seja salvo! Seus pecados foram
perdoados e você agora passa a viver uma nova jornada rumo ao céu.

Você está cheio de alegria e grato ao Senhor Jesus, que morreu por na cruz,
tudo isso para salvar você.

Você já deve ter comunicado esta novidade a todos os amigos e familiares. Isto
é normal! Uma pessoa salva deseja que muitos outros também conheçam a
Jesus Cristo como Senhor e Salvador.

No entanto não se surpreenda se começar a surgir pensamentos como este:


"Agora que alcancei a salvação, o que fazer”?

Eis aqui algumas sugestões que ajudarão na nova jornada.


Emoções conflitantes
Cuidado! Dentro das 24 horas seguintes à sua experiência, qualquer novo
convertido pode ter dúvida sobre a realidade da sua experiência. Aquela
emoção inicial pode diminuir e fazer com que o novo convertido pense que sua
experiência com Cristo foi um tipo de alucinação ou uma experiência irreal.

Crise de transformação
Vícios e hábitos nem sempre desaparecem imediatamente e isto pode ser
motivo de muita ansiedade.
O novo convertido deseja corresponder à expectativa de mudança instantânea.
“Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já
passaram; eis que surgiram coisas novas!”
II Coríntios 5.17
Ele espera vencer imediatamente o cigarro, a droga e o álcool, talvez por causa
do testemunho de outros que tiveram sucesso. A verdade é que algumas
pessoas precisam de um acompanhamento pessoal e outras precisam até
mesmo de clínicas de reabilitação.

Pressão dos amigos


As pessoas do seu ambiente social vão pressioná-lo para que retorne aos
padrões de sua vida antiga. Isto é especialmente difícil para os jovens, mas
acontece com todos. Velhos amigos possuem um grande poder de influência e
podem levar o novo convertido a desistir da fé. É vital, portanto, que os
irmãos da Igreja o envolvam até que ele seja capaz de responder
apropriadamente aos antigos amigos.

Siga o novo caminho


A Bíblia Sagrada descreve o que ocorre quando alguém crê no Senhor Jesus
Cristo e é salvo: uma delas é o novo nascimento, de Deus.
“Assim saberemos que somos da verdade; e tranquilizaremos o nosso coração
diante dele...”
I João 3.19
Isto é nascer de novo. E todo que nasce de novo passa a viver hábitos novos,
porque agora apreciamos melhor o que devemos fazer.
“Como filhos obedientes, não se deixem amoldar pelos maus desejos de
outrora, quando viviam na ignorância.”
I Pedro 1.14
Agora como criança recém-nascida você deve desejar o genuíno leite
espiritual, para que por ele seja dado o crescimento para salvação que agora
você alcançou, conforme:
“Portanto, livrem-se de toda maldade e de todo engano, hipocrisia, inveja e
toda espécie de maledicência. Como crianças recém-nascidas, desejem de
coração o leite espiritual puro, para que por meio dele cresçam para a
salvação...”
I Pedro 2.1 e 2
Leia a Bíblia:
Você deve se alimentar e nutrir a nova vida espiritual.
O alimento indicado é a Palavra de Deus. A Sagrada Escritura é indispensável
para a sua capacitação e crescimento espiritual, conforme Paulo ensinou a seu
filho na fé Timóteo:
“Porque desde criança você conhece as Sagradas Letras, que são capazes de
torná-lo sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura
é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e
para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente
preparado para toda boa obra.”
II Timóteo 3.15-17
Obedeça aos ensinamentos:
Para que possamos dar um bom testemunho público de nossa fé em Cristo,
precisamos obedecer aos ensinamentos, porque a obediência é o primeiro
distintivo dos cristãos e todo cristão deve estar atento em vigiar e orar pedindo
sempre a graça de Deus para obedecer ao senhorio de Cristo. Saiba que o
diabo, nosso adversário, vai fazer tudo para você recuar, mais saiba que ele
também tentou Jesus Cristo:
“Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao
deserto, onde, durante quarenta dias, foi tentado pelo Diabo. Não comeu nada
durante esses dias e, ao fim deles, teve fome. O Diabo lhe disse: ‘Se és o Filho
de Deus, manda esta pedra transformar-se em pão’. Jesus respondeu: ‘Está
escrito: ‘Nem só de pão viverá o homem’. O Diabo o levou a um lugar alto e
mostrou-lhe num relance todos os reinos do mundo. E lhe disse: ‘Eu te darei
toda a autoridade sobre eles e todo o seu esplendor, porque me foram dados e
posso dá-los a quem eu quiser. Então, se me adorares, tudo será teu’. Jesus
respondeu: ‘Está escrito: ‘Adore o Senhor, o seu Deus, e só a ele preste culto’.
O Diabo o levou a Jerusalém, colocou-o na parte mais alta do templo e lhe
disse: ‘Se és o Filho de Deus, joga-te daqui para baixo. Pois está escrito: ‘Ele
dará ordens a seus anjos a seu respeito, para o guardarem; com as mãos eles
o segurarão, para que você não tropece em alguma pedra.’ Jesus respondeu:
‘Dito está: ‘Não ponha à prova o Senhor, o seu Deus’.”
Lucas 4.1-12
A obediência a Palavra de Deus faz com que nós vençamos as lutas pela
Palavra.
“Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos”
João 14.15
Somente os que obedecem a Palavra de Deus demonstram seu amor a Ele.
Afinal de contas, a vida cristã é uma peregrinação contínua de obediência.

Comece a viver o amor mútuo


Jesus assim ensinou:
“Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem
uns aos outros.”
João 13.35
O amor de uns pelos outros é a marca dos discípulos de Cristo. Os discípulos
não são identificados por sinais, insígnias, uniformes e sim por amor uns aos
outros.

Foi esta prática da igreja primitiva que começou a cair na graça do povo, e dia-
dia o Senhor acrescentava o número dos salvos, porque viviam em amor.

Sinceramente, novo irmão em Cristo, desejamos gozo, paz e satisfação em sua


vida como filho de Deus.

Deixamos a palavra do Apóstolo Paulo:


“Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai
completá-la até o dia de Cristo Jesus.”
Filipenses 1.6

João Placoná – Presbítero, Bacharel em Teologia, Pregador da Palavra,


Palestrante e Articulista.

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