Você está na página 1de 11

Índice

Introdução ................................................................................................................................................. 2

Factores Determinantes para o sucesso dos empreendedores ................................................................... 3

Características de um empreendedor ........................................................................................................ 4

Processo Empreendedor ............................................................................................................................ 5

Identificação e avaliação da oportunidade ................................................................................................ 5

Desenvolvimento do plano de negócio ..................................................................................................... 6

Determinação dos Recursos Necessários .................................................................................................. 6

Administração da empresa ........................................................................................................................ 7

Intra-empreendedorismo ........................................................................................................................... 7

Plano de trabalho....................................................................................................................................... 8

Outros factores Determinantes para o sucesso dos empreendedores ........................................................ 8

Conclusão................................................................................................................................................ 10

Referências Bibliográficas ...................................................................................................................... 11


Introdução

A actuação dos governos de fomento ao empreendedorismo tem crescido nos últimos anos, em
nível internacional, devido ao reconhecimento de sua importante contribuição ao crescimento
económico. Isso fez com que houvesse urna evolução nos programas de políticas públicos,
alimentada pelo constante embate académico: de programas focados em aspectos apenas parciais
do fenómeno (por exemplo, capacitação), surgiram estratégias mais abrangentes, tornando es
programas capazes de actuar em varias frentes: cultura, educação, competências do
empreendedor, promoção de redes empresariais de apoio, fontes de financiamento etc. (Kantis et
alli, 2002). Isto sugere a necessidade de um enfoque abrangente e multidisciplinar do fenómeno
do empreendedorismo.
Factores Determinantes para o sucesso dos empreendedores

A vontade de enfrentar o desafio de abrir o próprio negócio é o estímulo que impulsiona o


empresário para o sucesso. No entanto, aliado a essa vontade, o empresário deverá desenvolver
habilidades vistas como fundamentais para a transposição das barreiras que levam as empresas a
fecharem suas portas cada vez mais precoces. De acordo Gartner (1990, p.15), o espírito
empreendedor está presente em todas as pessoas que – mesmo sem fundarem uma empresa ou
iniciarem seus próprios negócios – estão preocupadas e focalizadas em assumir riscos e inovar
continuamente.

Dentro dessa óptica, entendemos ser possível uma pessoa se tornar empreendedor, através de
práticas de treinamento e cursos para ajudá-la a desenvolver essa capacidade. Entretanto, na
visão de Longnecker (CHIAVENATO, 2004, P.3), o empreendedor é uma pessoa que inicia e/ou
opera um negócio para realizar uma ideia pessoal, assumindo riscos e responsabilidade e
inovando continuamente. O empreendedorismo tem sido alvo de estudo de diversos autores,
chegando-se as mais variadas definições. No entanto, talvez a que melhor caracteriza o espírito
empreendedor é a de Shumpeter (1914 apud DORNELAS, 2001, P.37): “O empreendedor é
aquele que destrói a ordem económica existente pela introdução de novos produtos e serviços,
pela criação de novas formas de organização ou pela exploração de novos recursos materiais”.
Em outras palavras, um empreendedor é um profissional que tem a capacidade de detectar uma
oportunidade, criar um negócio, correndo riscos previamente calculados.
Kirzner (1973 apud DORNELAS, 2001, p.37) aborda o tema de maneira um pouco diferente.
Segundo esse autor, “O empreendedor é aquele que cria um equilíbrio, encontrando uma posição
clara e positiva em um ambiente de caos e turbulência, ou seja, identifica oportunidades na
ordem presente”.
O conceito de inovação e novidade é uma parte integrante no empreendedorismo, pois, o ato de
lançar algo novo é uma das mais difíceis tarefas para o empreendedor. Exige não só a capacidade
de criar e Conceitualizar, mas também a capacidade de entender todas as forças em
funcionamento no ambiente. A novidade pode ser desde um novo produto e um novo sistema de
distribuição, até um método para desenvolver uma nova estrutura organizacional.
Hirisch e Peters (2004, p.29), definem o empreendedorismo como sendo um processo dinâmico
de criar algo novo com valor, dedicando o tempo e o esforço necessário, assumindo riscos
financeiros, psíquicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da
satisfação e independência económica e pessoal.

Como evidenciado pelas várias definições, o termo empreendedorismo significa coisa diferente
para pessoas diferentes e pode ser vistos sob perspectivas conceituais diferentes. Contudo, apesar
das diferenças, existem alguns aspectos comuns: riscos, criatividade, independência e
recompensa. Esses aspectos continuarão a ser a força impulsionadora subjacente a noção de
empreendedorismo no futuro.

DORNELAS (2001, p.22), afirma que são os empreendedores que estão eliminando barreiras
comerciais e culturais, encurtando distâncias, globalizando e renovando os conceitos
económicos, criando novas relações de trabalho e novos empregos, quebrando paradigmas e
gerando riqueza para a sociedade.

Características de um empreendedor

Embora encontremos alguma disparidade entre os autores citados neste trabalho, notamos haver
consenso quando fala das habilidades encontradas nos profissionais com espírito empreendedor.
Capacidade de detectar oportunidades, delinear plano de negócios, avaliar riscos, escolher
colaboradores, são habilidades fundamentais para o empreendedor, mas a característica básica
desse profissional é a criatividade e capacidade de pesquisa, de modo a manter viva a busca por
inovações e soluções.
Dessa forma, uma empresa em situação não muito confortável na mão de um bom empreendedor
pode até melhora a sua situação, mas na mão de um mau empreendedor, nem mesmo um óptimo
negócio sobrevive. É por isso que o estudo, a pesquisa, o planejamento do negócio são
fundamentais no empreendedorismo.
Processo Empreendedor

Empreender é um processo que se faz através de actividades bem delineadas, e o encadeamento


entre elas, seus prazos de execução e hierarquia podem ser levantados, de maneira que exista
uma sequência de fases para cada processo: identificar a oportunidade; desenvolver o plano de
negócios; determinar e captar os recursos necessários; gerenciar a empresa criada.

De acordo com Dornelas (2002, p.42), o processo empreendedor envolve todas as funções,
actividades e acções relacionadas às inovações e a criação de empresas.
Muitos indivíduos têm dificuldades de leva suas ideias ao mercado e criar um novo negócio.
Ainda assim, o empreendedorismo e as decisões de empreender resultam em vários milhões de
novas empresas iniciadas em todo o mundo. Embora ninguém saiba o número exacto, nos
Estados Unidos (líder mundial em formação de empresas), as estatísticas indicam que de 1,1 a
1,9 milhões de novas empresas foram constituídas anualmente nos últimos anos.

De fato, milhões de novos empreendimentos são formados apesar da recessão, inflação, alta taxa
de juros, falta de infra-estrutura, incerteza económica e grande possibilidade de fracasso. Cada
um desses empreendimentos é formado através de um processo humano muito pessoal que,
embora único, tem algumas características comuns a todos. Como todos os processos. Como
todos os processos, o processo de decisão de empreender implica movimento, de algo para algo,
um movimento quem parte de um estilo actual de vida para formar uma nova empresa.
O processo de empreender tem quatro fases distintas: (1) identificação da oportunidade, (2)
desenvolvimento do plano de negócio, (3) determinação dos recursos necessários e (4)
administração da empresa resultante.

Embora essas fases ocorram progressivamente, nenhuma é tratada de forma isolada ou está
totalmente completa antes de considerar os factores de uma fase posterior.

Identificação e avaliação da oportunidade

A maioria das boas oportunidades de negócio não aparece de repente, e sim resulta da atenção de
um empreendedor as possibilidades ou, em alguns casos, do estabelecimento de mecanismos que
identifiquem oportunidades em potencial. Por exemplo, o empreendedor pergunta, em todos os
coquetéis a que comparece, se alguém está usando um produto que não se mostra plenamente
adequado ao propósito definido. Esse empreendedor está constantemente em busca de uma
necessidade e de uma oportunidade para criar um produto melhor. Outro empreendedor sempre
monitora os hábitos e brinquedos dos seus sobrinhos e sobrinhas. Esse é seu modo de procurar
por um nincho de produção de brinquedos para um novo empreendimento.

A oportunidade deve adequar-se as habilidades e aos Objectivos pessoais do empreendedor. É


particularmente importante que o empreendedor possa dispensar o tempo e esforço necessário
para fazer o empreendimento avançar com sucesso. Embora muitos empreendedores achem que
o desejo pode ser desenvolvido ao longo do empreendimento, comummente não se materializa,
destinando, assim, o empreendimento ao fracasso.

Desenvolvimento do plano de negócio

Deve-se desenvolver um bom plano de negócio para explorar a oportunidade definida. Esta
talvez seja a fase mais difícil do processo empreendedor. Um bom plano de negócio não só é
importante no desenvolvimento da oportunidade, como também é essencial na determinação dos
recursos necessários, na obtenção dos recursos e na administração bem sucedida da empresa.

Determinação dos Recursos Necessários

Administrar os recursos necessários de modo oportuno, evitando ceder parte do controle da


empresa, é o próximo passo no processo de empreender. O empreendedor deve lutar para manter
a posição de proprietário o máximo que puder, especialmente no estágio inicial. A medida que o
negócio se desenvolve, provavelmente será necessários mais recursos para financiar o
crescimento da empresa, exigindo que o empreendedor ceda parte do controle. Todo
empreendedor só deve ceder em sua posição de proprietário no empreendimento depois que
todas as outras opções já foram exploradas. Compreendendo as necessidades do fornecedor de
recursos, o empreendedor pode estruturar um acordo que possibilite que os recursos sejam
adquiridos ao mais baixo custo possível e com menor perda de controlo.
Administração da empresa

Depois que os recursos são adquiridos, o empreendedor deve empregá-los na implementação do


plano de negócio. Os problemas operacionais da empresa em crescimento também devem ser
examinados. Isso implica implementar um estilo de uma estrutura administrativa, bem como
determinar as principais variáveis para o sucesso.

Intra-empreendedorismo

O próprio termo Intra-empreendedor já dá uma ideia do vem a ser. O empregado não precisa
abandonar a empresa para se tornar empresário. Ele não é o proprietário das máquinas e dos
equipamentos, o que não significa que ele não possa, dentro daquela organização, desenvolver
um projecto ou um produto. Para tanto precisa ter as mesmas qualidades atribuídas ao
empreendedor. De acordo com Hisrish e Peters (2004, p.58), “o intra-empreendedorismo é um
meio de estimular e, com isso, capitalizar os indivíduos em uma organização em que acham que
algo pode ser feito de um modo diferente e melhor”.

Hisrish e Peters (2004, p.58) afirmam ainda que: O intra-empreendedorismo se reflecte mais
intensamente nas actividades empreendedoras, bem como nas orientações da alta administração
nas organizações. Esse empenho empreendedor consiste em quatro elementos chave: novo
empreendimento, espírito de inovação, auto-renovação e pro-actividade.

Empreendedores capazes de obter sucesso em negócios relacionados às empresas industriais, de


oferecimento de serviços de base tecnológicos ou relacionados à estrutura industriais, são
recursos humanos estratégicos para o desenvolvimento de uma região. Segundo Kantis et alli
(2002a), "as novas empresas dinâmicas contribuem para o desenvolvimento económico de três
formas: como um canal de conversão de ideias inovadoras em oportunidades econ6micas, como a
base da competitividade através do rejuvenescimento do tecido produtivo, e como fonte de novos
postos de trabalho e aumento da produtividade". Assim, o incentivo a novas pequenas empresas
dinâmicas é um investimento económico e social de longo prazo. Identificar os factores que
levam à decisão do empreendimento e, principalmente, aqueles que determinam seu sucesso,
pode ser uma ferramenta chave na elaboraç8o e análise de programas de incentivo à criação de
pequenas empresas.
Plano de trabalho

Partindo do princípio proposto por Souza (1995), de que o reduzido porte das pequenas empresas
não as isenta das normas inerentes ao sistema capitalista (Ibidem, p. 215), estaremos delineando
abordagens teóricas de diversos autores sobre "empresarialidade" ou "empreendedorismo" e seu
papel para a economia, a fim de entender quais são as características determinantes ao sucesso do
empreendimento.
A principal dificuldade dos empreendedores parece ser ganhar legitimidade no mercado. A
obtenção de recursos humanos é também um dos principais problemas apontados, o que pode
referir-se ao fato de o emprego em grandes corporações ser mais atraente ao trabalhador
qualificado. Por outro lado, a dificuldade em ter acesso a máquinas, equipamentos e fornecedores
pode ser devido a sua pequena escala produtiva.

Em grande parte dos casos, as redes de relações são um suporte para a resolução dos primeiros
problemas enfrentados pelos empreendedores. Apenas urna minoria resolve os problemas nesta
fase apenas com recursos e estratégias internas. Da mesma forma, apenas urna pequena parcela
utiliza universidades, instituições públicas, instituições de pesquisa, associações de comércio,
firmas de consultoria ou programas de incubação.

Outros factores Determinantes para o sucesso dos empreendedores

A oportunidade
Se você tem as condições e o tempo para abrir um negócio/fazer melhoramentos em seu negócio,
não deixe essa oportunidade passar. Saber que deve ir atrás do que você realmente quer é
fundamental.
A sabedoria
É um dos factores mais importantes. O empreendedor precisa ter o conhecimento necessário
sobre o ramo, o seu mercado, sua concorrência e quais são as necessidades de seus clientes que
não são atendidas por eles e, para assim, suprir essas necessidades em seu negócio. Se você não
faz um bom estudo sobre isso, o seu produto ou serviço pode se tornar apenas mais um no
mercado.
A especialidade
Também é importante que o empreendedor tenha paixão pelo que faz ou que já tenha algum
conhecimento prévio, para que possa ao menos gostar do que faz para ter cada vez mais vontade
de melhorar e trazer mais satisfação para sua clientela.
O network
É essencial já ter uma rede de contactos, e não só online, mas pessoas que estão envolvidas desde
o início com o seu negócio.
A habilidade
Para ter um negócio próprio, é preciso saber como lidar com vários assuntos ao mesmo tempo,
você já não é mais um funcionário, mas sim o seu próprio gerente.

Comunicação
É redundante falar que o cliente deve ser estudado, compreendido e tratado com atenção e
respeito. Mas para isso acontecer, o cliente deve ser informado sobre os seus produtos para
despertar o interesse de comprá-los.
As estratégias de comunicação envolvem publicidade, marketing, assessoria de imprensa,
eventos, e outras formas de divulgação. Todas essas alternativas são formas de tornar a empresa
mais atractiva aos olhos dos clientes e investidores. Existem empresas com produtos modernos,
serviços funcionais, modelos de negócio inovadores, mas nada disso vai adiantar se essas
vantagens não forem comunicadas ao público-alvo. Muitas variáveis estão envolvidas quando
analisamos o sucesso de um negócio, não existem quatro, cinco ou dez itens em um checklist do
sucesso empresarial.
Conclusão

Embora nos últimos anos tenha crescido o reconhecimento da contribuição das pequenas
empresas para o crescimento económico, apenas empresas competitivas são capazes de encadear
efeitos económicos e sociais de longo prazo - criação de emprego e renda e modernização do
tecido produtividade. Assim, os programas de política pública devem focar em empreendedores
capazes de abrir empresas dinâmicas, potencializando um processo que ocorre naturalmente.
Reconhecer quem são esses empreendedores é, portanto, necessário. Esse trabalho visa a
entender quais são as características pessoais desses empreendedores e os factores determinantes
do seu sucesso. Neste sentido, a literatura económica nos fornece parâmetros para entender a
importância da figura do empreendedor e do processo de criação da empresa, possíveis de serem
comparados com os resultados de pesquisa de campo. Já a comparação de duas regi6es "em
desenvolvimento" - América Latina e Leste Asiático fornece ferramentas para entender onde
estão as diferenças que tornam o processo empreendedor mais bem-sucedido em urna região do
que em outra.
Referências Bibliográficas

KANTIS, Hugo /ISHIOA, Masahiro /ISHIOA, Komori (Coord.) (2002a) Empresarialidad en


economias emergentes: Creaciòn y desatrollo de nuevas empresas en América Latina y el Easte
de Ásia. Washington: Banco interamericano de Desenvolvimento (BIO).
Kirzner (1973 apud DORNELAS, 2001, p.37).
CHIAVENATO, Idalberto. Empreendedorismo: dando asas ao espírito empreendedor. São
Paulo: Saraiva, 2005.