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FACULDADE EDUCACIONAL DA LAPA

FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE DOCENTES – HABILITAÇÃO MATEMÁTICA

ESTÁGIO SUPERVISIONADO I - ANOS FINAIS DO ENSINO


FUNDAMENTAL

PAULO RODRIGO BARON LOGIN: 180135066

MANDIRITUBA
2019
FACULDADE EDUCACIONAL DA LAPA
FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE DOCENTES – HABILITAÇÃO MATEMÁTICA

ESTÁGIO SUPERVISIONADO I - ANOS FINAIS DO ENSINO


FUNDAMENTAL

Trabalho apresentado como requisito parcial


para a atribuição de nota na disciplina de
Estágio Supervisionado I, do curso de
Formação Pedagógica Docente – Habilitação
Matemática da Faculdade Educacional da Lapa
– FAEL.

Orientador: Prof. (a). Marcia Santos Lima

PAULO RODRIGO BARON LOGIN: 180135066

MANDIRITUBA
2019
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 17
2 ESTÁGIO SUPERVISIONADO I - ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
18
2.1 CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO .......................................................................... 21

2.1.1 DADOS INSTITUCIONAL – IDENTIFICAÇÃO E LOCALIZAÇÃO................................. 21

2.1.2 HISTÓRIA INSTITUCIONAL .................................................................................... 22

2.1.3 ORGANIZAÇÃO DA ENTIDADE ESCOLAR E ADMINISTRATIVA .............................. 22

2.1.4 ESTRUTURA FÍSICA ............................................................................................... 24

2.1.5 PROJETOS DE MAIOR IMPACTO DESENVOLVIDO PELA INSTITUIÇÃO .................. 25

2.1.6 RELAÇÃO DA ESCOLA COM AS FAMÍLIAS ............................................................. 27

2.1.7 LUDICIDADE .......................................................................................................... 27

2.1.8 AVALIAÇÃO ........................................................................................................... 28

2.1.9 CONSELHO DE CLASSE .......................................................................................... 29

2.1.10 CONSELHO ESCOLAR .......................................................................................... 30

2.1.11 ASSOCIAÇÃO DE PAIS, MESTRES E FUNCIONÁRIOS ........................................... 31

2.1.12 EDUCAÇÃO INCLUSIVA ....................................................................................... 31

2.2 INCLUSÃO NA ESCOLA ESTAGIADA ........................................................................... 32

2.2.1 ACESSIBILIDADE .................................................................................................... 33

2.2.2 OUTROS ASPECTOS DA INCLUSÃO ....................................................................... 34

2.3 OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE DA TURMA ................................................................. 35

2.3.1 ROTINA DA SALA DE AULA E OUTROS DETALHES ................................................ 35

2.4 PARTICIPAÇÃO EM CONSELHO DE CLASSE E/OU REUNIÃO DE PROFESSORES ......... 39

2.5 DESCRIÇÃO DA DOCÊNCIA ........................................................................................ 40

2.5.1 PLANO DE AULA 01............................................................................................... 40

2.5.2 PLANO DE AULA 02............................................................................................... 41

2.5.3 PLANO DE AULA 03............................................................................................... 42

2.5.4 PLANO DE AULA 04............................................................................................... 43

2.5.5 PLANO DE AULA 05............................................................................................... 45


3 CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................................................................................... 46
REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 48
ANEXO A – Ficha de Avaliação na Escola-campo ............................................................. 50
LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 - Total de Turmas e Matriculas – Ano 2019 ............................................................ 24


1 INTRODUÇÃO

O presente trabalho refere-se ao Relatório de Estágio Supervisionado I – Anos Finais


do Ensino Fundamental, realizado no Colégio Estadual João Afonso de Camargo (CEJAC),
distrito de Areia Branca dos Assis, município de Mandirituba, unidade federativa Paraná,
Brasil.
O objetivo principal do Estágio Supervisionado I – Ensino Médio, segundo a Lei nº
11.788, de 25/09/2008, “estagio é o aprendizado de competências próprias da atividade
profissional...”, em outras palavras, vivenciar a profissão no ambiente profissional sobre a
tutela de profissionais experientes, antes mesmo da obtenção do título ou licença para atuar na
profissão. Também oferece aos acadêmicos condições de evoluir suas competências e
habilidades dentro do contexto da profissão, e a desenvolver uma visão ampla e critica no
contexto educacional, podendo se tornar um potencial promovedor de mudanças no futuro das
instituições de ensino.
Este estágio deverá ser realizado em instituições que oferecem anos finais do Ensino
Fundamental (6° ao 9°Ano), especificamente na disciplina de Matemática. Ensino Fundamental
segundo a LDB 9394/96, “com duração mínima de oito anos, obrigatório e gratuito na escola
pública, terá por objetivo a formação básica do cidadão.” Incluindo, o desenvolvimento da
capacidade aprender, através do domínio da leitura, escrita e cálculo; e a compreensão do
ambiente o qual está inserido e seus valores. Também é visto como uma preparação básica para
o Ensino Médio e a cidadania do educando.
Para a realização deste trabalho, foram realizadas observações participantes no Colégio
Estadual João Afonso de Camargo, com as turmas de 6º, 7º e 9º anos dos anos finais do ensino
fundamental. Na companhia de professores de matemática que atuam a mais de 15 (quinze)
anos na área. Também foram desenvolvidos e aplicados 5 (cinco) planos de aulas nas turmas
do 6º e 7º anos dos anos finais do Ensino Fundamental, com conteúdo que seguem a ementa da
escola. Entre tanto, as aulas foram desenvolvidas com práticas inovadoras.
2 ESTÁGIO SUPERVISIONADO I - ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

Neste relatório será apresentado relatos de todas as etapas cumpridas no Estágio


Supervisionado I - anos finais do Ensino Fundamental (6° ao 9°Ano), iniciado pela escolha da
instituição, observação, planejamento, aplicação e por fim o relatório; articulando-se a
descrição das observações e das ações realizadas com o referencial teórico pertinente a cada
situação informada. A organização do mesmo, tende a levar em prática as normas da ABNT e
as recomendações do Manual de Estágio Supervisionado Curso Formação Pedagógica de
Docentes para Educação Básica – Habilitação Matemática da Faculdade Educacional da Lapa
(FAEL).
O Estágio Supervisionado segundo a Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008:

Visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam frequentando


o ensino regular em instituições de educação superior... O estágio visa ao aprendizado
de competências próprias da atividade profissional e à contextualização curricular,
objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o trabalho.
(BRASIL,2008, [s.p]).

Ensino Fundamental segundo a LDB 9394/96, tem o período mínimo de oito anos no
regular, obrigatório e gratuito na escola pública; com objetivo de formação básica do cidadão;
através do aumento da habilidade de aprender, com domínio da leitura, escrita e cálculo; e a
compreensão do ambiente o qual está inserido e seus valores. Agregando ao fortalecimento dos
laços de família, de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se apoiado a vida
social. Com atenção para crianças e adolescentes de sete a dezesseis anos de idade; é também
visto como uma preparação básica para o ensino médio. Porém vale ressaltar que os anos finais
é considerado apenas do 6° aos 9º anos.
A etapa inicial do Estágio Supervisionado I - Anos Finais do Ensino Fundamental parte
da escolha da instituição a estagiar, neste caso deve se optar por escola ou colégio que apresenta
os anos finais do ensino fundamental. A escolha deve ser feita por um ou mais acadêmico(s) a
estagiar, pois o estágio supervisionado I pode ser realizado de forma individual ou equipe,
composta por até três integrantes. Sendo assim, a escolha da equipe também é um fator
importante nesta etapa. Logo, efetua-se o cadastro do indivíduo ou equipe no portal da FAEL,
tendo já feito a escolha da instituição que se pretende estagiar, verifica-se a mesma é conveniada
ou se precisa conveniar. Em seguida, parte para a apresentação do(s) acadêmico(s) na
instituição a estagiar, acerta-se os tramites dos documentos junto da mesma e da Fael, podendo
assim dar continuidade as demais atividades como a caracterização da instituição.
Na etapa de observação é atendado para as práticas realizadas pelo professor, o cotidiano
da sala de aula, as ações dos alunos, a vivência da realidade escolar como recreios, número de
aulas semanais, dentre outras ações que envolvem a rotina escolar. Não menos importantes,
observa-se os procedimentos da escola frente aos processos de inclusão; ações de apoio ao
professor docente, da disciplina de Matemática que é o objeto do estágio. Há também, a
definição dos conteúdos das aulas que se aplicará (conforme ementa da escola), com o auxílio
do professor orientador do estágio para um melhor desenvolvimento do plano de aula; e a
participação em Conselho de Classe e/ou Reunião de Professores. Marconi e Lakatos (2007, p.
192), afirmam que a “observação é uma técnica de coleta de dados para conseguir informações
e utiliza os sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade”. O autor Bicudo dá
uma ideia de como é possível coletar informações por meio das observações ao meio ambiente
no qual se está inserido:

Uma informação pode, objetivamente, estar presente no meio ambiente (ela é exterior
à pessoa e pode ser estocada, isto é, gravada, registrada num computador, escrita em
livros, etc.), no entanto, se um indivíduo (o sujeito) não se der conta dela, para este
indivíduo, ela não se transformará em conhecimento. O conhecimento é uma
experiência interior – envolve a relação do sujeito com o objeto (de conhecimento);
envolve também interpretação pessoal –, um mesmo discurso ou os dados de uma
observação podem ser interpretados de modo diferente por diversas pessoas. Mas,
para serem admitidas como saber pela coletividade, estas interpretações são
submetidas, por outros, à análise rigorosa. (BICUDO, 1999, p. 155).

O planejamento é definido conforme Manual de Estagio – FAEL, (2019, p. 7) como


“processo de programar e sistematizar as ações pedagógicas com antecedência”. Luckesi, (2005
p. 162) esclarece que “o planejamento implica no estabelecimento de metas, ações e recursos
necessários à produção de resultados que sejam satisfatórios à vida pessoal e social, ou seja, a
consecução dos nossos desejos”. Durante o processo envolve-se o(s) estagiário(s), o colégio-
campo, o professor orientador do estágio, a Fael e o professor tutor, trabalha-se a construção
dos planos de aula, que por sua vez, utiliza-se dos temas que já foram definidos juntamente com
a instituição estagiada (que está na ementa). Por outro lado, os planos de aula devem conter
práticas pedagógicas inovadoras, pois conforme a autora Pienta, escreve no livro Temas
Contemporâneos da Educação que “fica evidenciado que para formar cidadãos criativos,
inovadores, capazes de enfrentar as novas situações do mundo contemporâneo, é necessária
uma educação inovadora, com profissionais preparados”. (PIENTA, 2014, p.212)
Aplicação é a etapa em que se utiliza o plano de aula, que por sua vez é considerado
uma ferramenta indispensável de trabalho do professor, o qual descreve com detalhes de como
e quando pretende-se aplicar a aula, levando em consideração os seguintes pontos, como a
previsão do tempo, os objetivos, os conteúdos, as estratégias e as atividades a serem
desenvolvidas de acordo com a realidade da série, da disciplina e da turma. Lima (2013, p.51),
explica que “o plano de aula é um documento que sistematiza o planejamento do trabalho
pedagógico, organizando-o por temática ou aula, descrevendo os objetivos, o tempo, os
procedimentos metodológicos, os recursos e o processo de avaliação”. Em outras palavras, por
meio desta ferramenta o professor busca melhorar a sua prática pedagógica e o aprendizado dos
alunos. No caso deste Estagio Supervisionado, foi desenvolvido e aplicado planos de aula com
práticas inovadoras na(s) turma(s) escolhida(s), com o acompanhamento do professor
orientador do estágio, e levando em consideração os planos orientados pelo tutor Fael com as
correções feitas.
Na etapa elaboração do relatório, leva-se em consideração todo o processo das etapas
anteriores, onde será registrada de forma metodológica, todas as observações e experiencias
adquiridas, respeitando as normas da ABNT, o roteiro pré-estabelecido pela FAEL em seu
manual de estágio e o referencial teórico apropriado a cada situação informada. Por outro lado,
pode ser compreendido como etapa de registro e reflexão; pois, após as etapas anteriores onde
ocorre de continuo anotações das observações, é o momento de juntar todas as informações,
fazer reflexão, organizar e registrar de forma metodológica. Entretanto, instrumentos
metodológicos se tornam efetivos em práticas pedagógicas, quando existe uma reflexão
contínua que, contribui para formar uma base teórica no individuo que exerce tal pratica. Porém
a reflexão só se torna possível quando há três atos, sendo descrição dos fatos, leitura
especializada, e por fim, quando o indivíduo, parte de sua própria pratica e conhecimentos
adquiridos através da literatura, consegue ensaiar-se em sua autoria para construir seu próprio
modo de pensar. Isso implica em compreender que o docente está em continua transformação
e que está participando da formação dos novos sujeitos. (LIMA, 2013) E por fim, o relatório de
ser postado no portal da FAEL para a avaliação final.
2.1 CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO

Nesta etapa do Estagio Supervisionado I, será destacada as características da escola em


que o Estágio foi realizado. Aquela em que se mapea a escola e verifica o Projeto Político
Pedagógico (PPP) da instituição.
Mas, antes veremos algumas referencias para compreender um pouco sobre o papel da
escola na sociedade. Para Lima (2013, p. 104), escola como lugar de aprendizagem, “deve ser
entendida como um espaço privilegiado para a construção da cidadania, onde um convívio
harmonioso deve ser capaz de garantir o respeito aos direitos humanos”. Como um lugar de
inclusão a:

Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) de 1996 refere-se sobre


estarem “preferencialmente” incluídas todas as crianças, mas também haverá, quando
necessário, serviços de apoio especializado na escola regular para atender as
particularidades, e o atendimento educacional será feito em classes, escolas ou
serviços especializados, sempre que, por causa das condições específicas do aluno,
não for possível a sua integração nas classes comuns do ensino regular. (LIMA, 2013,
p. 116, apud LDBEN, 1996).

Refletindo sobre a escola, pode ser entendida como um lugar de referência na formação
da sociedade e seus indivíduos; sobre a organização escolar Lima reforça:

A escola, como instituição moderna, teve por objetivo transmitir o conhecimento


sistematizado e, com isso, formar o sujeito racional e autônomo. Para fazer isso, a
organização da escola centrou-se em um projeto de disciplinarização, controle e
vigilância dos corpos. (LIMA, 2013, p. 125, apud FOUCAULT, 1989)

No subtópicos a seguir, será descrita as características do que foi observado no


documento PPP e na visita à escola.

2.1.1 DADOS INSTITUCIONAL – IDENTIFICAÇÃO E LOCALIZAÇÃO

O Colégio Estadual João Afonso de Camargo – EFM (CEJAC), está localizado na rua
José Ribeiro, nº 01, a 300 metros da BR 116 – km 153, Distrito de Areia Branca dos Assis,
município de Mandirituba, região metropolitana de Curitiba e aproximadamente 45 km da sede
do NRE/AM/Sul, a qual pertence. Com o código escolar 00153, telefone 41- 3633-1151, e-mail
cejac_efm@yahoo.com.br, código municipal 1440, código NRE. 03, código MEC. 41135270,
sob a dependência administrativa estadual em zona urbana, entidade mantenedora Governo do
Estado do Paraná, e parecer do NRE de aprovação do regimento escolar Nº 215/10 DE
25/05/2010.

2.1.2 HISTÓRIA INSTITUCIONAL

Iniciou suas atividades em 23 de março de 1952, com o nome de “Escola Isolada de


Areia Branca dos Assis”, contendo duas (02) salas de aula, atendendo setenta e dois (72) alunos
de 1ª e 2ª séries, ampliando até a 4ª série nos demais anos.
Em 1971, passou a se chamar “Casa Escolar João Afonso de Camargo”, conforme
Resolução nº 693/71.
Foi em 1980, autorizado o funcionamento de uma turma de 5ª série, com ampliação
subsequente de 6ª, 7ª e 8ª séries e pela Resolução 1591/82 passou a se denominar Escola
Estadual João Afonso de Camargo.
Em 1998 houve a inclusão do Ensino Médio, de acordo com a Resolução nº 384/1998,
iniciando o 1º ano, com implantação gradativa de 2º e 3º anos, sendo que o Estabelecimento
passou a se denominar Colégio Estadual João Afonso de Camargo.
Teve como diretores desde então:
• Dirceu Dissenha, de 1969 a 1989;
• Célia Genilza Machado Fagundes, de 1990 a 1991;
• Adi Maria Moro de Oliveira, de 1992 a 1995;
• Sandra Mara Zimmermann Rocha, de 1996 até 2008;
• Sérgio João Ames, assumiu em 2008 até 2016;
• Sheila Aparecida de Oliveira, assumiu 2016 e continua até os dias atuais.

2.1.3 ORGANIZAÇÃO DA ENTIDADE ESCOLAR E ADMINISTRATIVA

A organização da entidade escolar possui o seguinte formato, equipe de Direção; equipe


Pedagógica; Agente educacional I e II; corpo Docente. Também estende aos órgãos
complementares como o Conselho Escolar; a Associação de Pais, Mestres e Funcionários
(APMF) e o Grêmio Estudantil.
Em relação as informações sobre o corpo funcional, foi preciso recorrer a informações
da direção e do site da Secretaria de Educação do Paraná (SEED), pois as mesmas encontram-
se desatualizados no Projeto Político Pedagógico (PPP), pois a última atualização foi no ano de
2010. Porém, a equipe pedagógica está trabalhando à atualização do mesmo.
No dado momento o quadro de servidores está composto da seguinte maneira e
quantitativos, sendo 01 Diretora, 01 Vice-diretora, 01 Secretária, 04 Pedagogas, 05 Técnicos
Administrativos, 01 Professor de Apoio com alternativa, 01 Professor da Lei 15308/06, 11
Auxiliares de Serviços Gerais, e 53 professores somando todas as disciplinas. Existes outros
professores deslocados, porém não foi possível levantar o número exato nos documentos, mas
segundo informações da direção são 03 professores deslocados da função por motivos diversos,
entretanto o principal é saúde.
Já a Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF), é composta por 01 presidente
com mandato de 02 anos, sendo elegido por votos dos participantes, e podendo se candidatar
por varias vezes; e 01 tesoureiro também elegido por votos, os quais juntos com os demais
integrantes tem a responsabilidade de gerenciar recursos financeiros oriundos de verbas
destinadas à instituição, através dos planos de aplicação e prestação de contas.
Atualmente, o colégio funciona nos três períodos, sendo matutino das 7:30 às 11:50,
vespertino das 13:00 às 17:20 e noturno das 18:40 às 22:35. Em relação a saída de alunos fora
dos horários previstos, se dá somente com autorização dos pais e ou responsáveis. O uso do
uniforme é obrigatório nos períodos diurnos, o qual foi aprovado pelos pais em reunião e
registrado em ata.
De acordo com a matrícula efetiva do ano de 2019, o colégio tem aberto 31 turmas,
atendendo 760 alunos regularmente matriculados e frequentes. Sendo divididas em 08 turmas
com 244 matriculas no Ensino Médio; 17 turmas com 487 matriculas no Ensino Fundamental,
e 06 turmas com 29 matriculas no atendimento Educacional Especializado. Conforme o
esquema da foto 01 abaixo.
Figura 1 - Total de Turmas e Matriculas – Ano 2019

Fonte: Secretaria da Educação do Estado do Paraná, 2019

2.1.4 ESTRUTURA FÍSICA

Atualmente, o Colégio Estadual João Afonso de Camargo (CEJAC), conta com o espaço
físico constituído por: 01 (um) hall de entrada com 82,81 m²; 12 (doze) salas de aula, 01 (uma)
sala para atendimento - Recursos e Sala de Apoio; 01 (um) Laboratório de informática; 01
(uma) biblioteca; 01 (um) laboratório de (Química, Física, Biologia e Ciências); 01 (um)
banheiro – alunos (feminino); 01 (um) banheiro – alunos (masculino); 01 (um) banheiro –
(professores e funcionários); 01 banheiro (funcionários); 01 (uma) cozinha; 01 refeitório para
alunos; 01 (um) sala para armazenamento de alimentos; 01 (uma) área de serviço; 01 (um)
almoxarifado; 01 (um) arquivo morto; 01 (uma) cantina; 01 (uma) sala para secretaria; 01
(uma) sala de professores; 01 (uma) sala para a equipe pedagógica; 01 (uma) sala para direção;
01 (um) quadra de esportes com 642 m²;
O ginásio de esportes, com 02 banheiros, palco, vestiário, num total de 1.017m²,
utilizado pelo Colégio, não pertence a instituição, e sim a comunidade onde o mesmo está
inserido.
2.1.5 PROJETOS DE MAIOR IMPACTO DESENVOLVIDO PELA INSTITUIÇÃO

Projeto pode ser entendido como um processo que é organizado, com objetivos pré-
estabelecidos, prevendo alguma ação posterior à sua projeção, alguns veem como uma
antecipação de possibilidades. Portanto, um projeto tem início, meio, fim, recursos e duração
definidos e limitados, em sequência de atividades interligadas.
Na educação projeto tem sua singularidade, podemos ver a definição contextualizada:

Na palavra projeto está contida uma intencionalidade, que ainda é um vir a ser, algo
que, como a arte. Mas a palavra também designa o que será feito, entendido com maior
ou menor grau de rigidez nessa proposição. Assim, a palavra projeto designa tanto o
que é proposto para ser realizado quanto o que será feito para atingi-lo. Um projeto é
um vir a ser, uma intenção que precisa ser, continuamente, avaliada e replanejada.
(LIMA, 2013, p. 48).

Entretanto, objetivando a valorização da construção do conhecimento, não apenas


conjuntos de técnicas, estratégias e regras predeterminadas, os projetos devem ser processos
contínuos que demonstrem uma posição fundamentada e que seja coordenada por um indivíduo
apto para interpor, conduzir e sistematizar.
Atualmente, no Colégio existe formalizado no PPP (2010), 7 (sete) projetos
interdisciplinares, sendo projeto nº 01 Xadrez, projeto nº 02 Futsal, projeto nº 03 Momento
Cívico, projeto nº 04 Pintura em Madeira, projeto nº 05 Pintura em Tecido, projeto nº 06 aulas
de música, projeto nº 09 Leitura, mais o Projeto Político-Pedagógico (PPP) e o Atendimento
Educacional Especializado (este último faz parte do Programa Mais Educação). Lembrando que
em relação ao PPP, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN no 9394-96),
responsabiliza as escolas/colégios à elaboração e execução do PPP. A lei evidencia a relevância
do PPP nas instituições escolares, e que as mesmas precisam constituir o seu, de forma a
contemplar todas as demandas individuais e coletivas da instituição e da comunidade onde está
inserida.
Já o Atendimento Educacional Especializado (Programa Mais Educação), ou
necessidades educativas especiais conforme o PPP (2010) é empregado a pessoas que
necessitam de recursos diferenciados para que se desenvolvam, os quais apresentam dificuldade
de aprendizagem temporários ou não. E no caso desse atendimento específico, o CEJAC conta
com profissionais capacitados para desenvolverem esse trabalho em suas salas de recursos.
O atendimento ocorre em espaço físico exclusivo, dotado de equipamentos e recursos
adequados às necessidades de cada aluno, com trabalhos paralelos e pedagogicamente
diferenciados ao das classes regulares, onde o aluno regularmente matriculado de 6º a 9º ano,
recebem apoio individual ou em pequenos grupos, com cronograma, métodos, estratégias,
atividades diferenciadas e extracurriculares em contra turno.
Os alunos atendidos na sala de recursos, apresentam dificuldades como: falta de atenção,
dificuldades motoras na escrita, lentidão na realização de trabalhos, problemas de linguagem
(dislalia), dificuldades na leitura e escrita (dislexia e disgrafia), atraso motor, falhas de
percepção e discriminação espaço temporal e esquema corporal, dificuldade de formação de
conceitos, entre outras.
O projeto contempla também alunos do ensino médio, entretanto não está formalizado
no PPP. Outro ponto que vale destacar é que o mesmo faz parte da Educação Inclusiva do
colégio.
Por outro lado, nos períodos de observação não foi possível identificar os projetos,
entretendo foi confirmado pela direção a existência de alguns, porém a mesma destacou a
dificuldade no engajamento dos professores, e poucos que demonstram disposição para atuar
no trabalho do projeto. A equipe pedagógica menciona apenas o Atendimento Educacional
Especializado, mas, destacou a falta de projetos no colégio e que já se estende por alguns anos.
Outro professor relatou em uma conversa particular, que trabalhava com um projeto a mais 10
(dez) anos, por motivos diversos (que não cabe detalhar por motivos éticos), afirmou ainda que
foi substituído por outro profissional. Entretanto, o projeto está parado a mais de 2 (dois) anos,
sem motivos claros. O que fica claro de fato que projetos interdisciplinares não existem na
pratica.
Neste contexto fica evidente, que existe problemas internos na instituição e que os
mesmos podem está comprometendo a qualidade do ensino-aprendizagem. Porém, o diálogo é
o caminho para a solução, mas, para trilhar este caminho de forma pertinente, não pode falta a
responsabilidade de educador, segundo a Lima:

A educação é um processo de construção, e o professor, como mediador, também faz


parte desse processo. Cada aula e cada turma apresentam uma realidade distinta; não
há receitas prontas, mas uma construção coletiva. Diante dessa constatação, sentimos
a necessidade de que se estabeleça, no contexto escolar, um diálogo entre ensino e
aprendizagem, de modo a enfatizar o papel do professor, no sentido de procurar criar
competências e habilidades para a solução dos problemas, em uma perspectiva capaz
de olhar a escola de forma a contemplar seus diferentes lugares, tempos e espaços.
(LIMA, 2013, p. 23).
2.1.6 RELAÇÃO DA ESCOLA COM AS FAMÍLIAS

O PPP (2010) afirma que a participação dos pais é relativamente satisfatória (baixa), e
que isso se dá devido o baixo nível cultural das famílias:

o que resulta a não importância ao acompanhamento escolar de seus filhos, como o


difícil acesso à escola, pois grande parte das famílias reside em localidades distantes
e rurais, impossibilitando muitas vezes o comparecimento nas reuniões ou eventos
promovidos pelo colégio. (CEJAC, 2010, p. 18)

A comunicação para as reuniões é feita por meio aviso impressos entregues aos alunos,
para que os mesmos repassem para os pais. Mas, dependendo da informação o contato é feito
por meio de telefonemas ou mensagens de texto por meio de aplicativos como WhatsApp.

2.1.7 LUDICIDADE

Os materiais, recursos didáticos, escola e processos de aprendizagem, tem a função


capaz de provocar e/ou garantir a importante interatividade do processo ensino aprendizagem.
Pienta (2014) relembra que “o professor passa a exercer o papel de condutor de um conjunto de
atividades que procura levar a construção do conhecimento”. (apud ANDRADE 2003, p. 137 e
138),
Ainda segunda Pienta (2014) deve-se educar atento à inclui, acolher, dar segurança,
mas, ao mesmo tempo, alimentar a curiosidade, a ludicidade e a expressividade infantis.

Educar de modo indissociado do cuidar é dar condições para as crianças explorarem


o ambiente de diferentes maneiras (manipulando materiais da natureza ou objetos,
observando, nomeando objetos, pessoas ou situações, fazendo perguntas, etc.) e
construírem sentidos pessoais e significados coletivos, à medida que vão se
constituindo como sujeitos e se apropriando de um modo singular das formas culturais
de agir, sentir e pensar (BRASIL, 2009a, p. 10).

Entretanto no ambiente escolar como o pátio e áreas ao entorno, não é perceptível o


lúdico. Mas, nas práticas da professora assistida, a mesma se utilizou em alguns momentos da
ludicidade para enriquecer as aulas, e ficou notório na face dos alunos o interesse em participar
das aulas, quando as mesmas estão enriquecidas com conteúdo e matérias lúdicos. As atividades
como pintura de desenhos envolvendo cálculos matemáticos, jogo de xadrez com jogadas
enumeradas, e outras.
Já em relação ao PPP, o mesmo menciona apenas duas vezes o termo, referindo-se em
utilizar desta metodologia, mas, sem dar detalhes ou expor a mesma.

2.1.8 AVALIAÇÃO

O processo de avaliação na Educação, conforme a Lei n. 9.394 (BRASIL, 1996), tem a


finalidade de acompanhar e reforçar o conteúdo aplicado, ajudando assim a aprendizagem e o
desenvolvimento do aluno. A sistematização do processo pode ser da seguinte forma:

A observação sistemática, crítica e criativa do comportamento de cada criança, de


grupos de crianças, das brincadeiras e interações entre as crianças no cotidiano, e a
utilização de múltiplos registros realizados por adultos e crianças (relatórios,
fotografias, desenhos, álbuns, etc.), feita ao longo do período em diversificados
momentos, são condições necessárias para compreender como a criança se apropria
de modos de agir, sentir e pensar culturalmente constituídos. Conhecer as preferências
das crianças, a forma delas participarem nas atividades, seus parceiros prediletos para
a realização de diferentes tipos de tarefas, suas narrativas, pode ajudar o professor a
reorganizar as atividades de modo mais adequado ao alcance dos propósitos infantis
e das aprendizagens coletivamente trabalhadas (PIENTA, 2014, p. 62, apud BRASIL,
2009b, p. 17).

Conforme o PPP (2010), os critérios para a avaliação devem ser de acordo com o
comprometimento e envolvimento dos alunos no processo pedagógico:

Comprometimento e envolvimento quando os alunos entregam as atividades


propostas pelo professor; se houve assimilação dos conteúdos propostas por meio da
recriação de jogos e regras; se o aluno consegue resolver, de maneira criativa,
situações problemas sem desconsiderar a opinião do outro, respeitando o
posicionamento do grupo e propondo soluções para as divergências; se o aluno se
mostra envolvido nas atividades, seja através de participação nas atividades práticas
ou realizando relatórios.
Partindo-se desses critérios, a avaliação deve se caracterizar como um processo
contínuo, permanente e cumulativo, tal qual preconiza a LDB no 9394/96, em que o
professor organizará e reorganizará o seu trabalho, sustentado nas diversas práticas
corporais, como a ginástica, o esporte, os jogos e brincadeiras, a dança e a luta.
A avaliação deve, ainda, estar relacionada aos encaminhamentos metodológicos,
constituindo-se na forma de resgatar as experiências e sistematizações realizadas
durante o processo de aprendizagem. Isto é, tanto o professor quanto os alunos
poderão revisitar o trabalho realizado, identificando avanços e dificuldades no
processo pedagógico, com o objetivo de (re)planejar e propor encaminhamentos que
reconheçam os acertos e ainda superem as dificuldades constatadas.
No primeiro momento da aula, ou do conjunto de aulas, o professor deve buscar
conhecer as experiências individuais e coletivas advindas das diferentes realidades
dos alunos, problematizando-as. É quando surge uma primeira fonte de avaliação que
possibilita ao professor reconhecer as experiências corporais e o entendimento prévio
por parte dos alunos sobre o conteúdo que será desenvolvido. Isso pode ser feito de
várias maneiras, como: diálogo em grupos, dinâmicas, jogos, dentre outras.
No segundo momento da aula, o professor propõe atividades correspondentes à
apreensão do conhecimento. A avaliação deve valer-se de um apanhado de
indicadores que evidenciem, através de registros de atitudes e técnicas de observação,
o que os alunos expressam em relação a sua capacidade de criação, de socialização,
os (pré)conceitos sobre determinadas temáticas, a capacidade de resolução de
situações problemas e a apreensão dos objetivos inicialmente traçados pelo professor
( PALLAFOX E TERRA, 1998).
Na parte final da aula, é o momento em que o professor realiza, com seus alunos, uma
reflexão crítica sobre aquilo que foi trabalhado. Isso pode ocorrer de diferentes
formas, dentre elas: a escrita, o desenho, o debate e a expressão corporal. Nesse
momento, é fundamental desenvolver estratégias que possibilitem aos alunos
expressarem sobre aquilo que apreenderam, ou mesmo o que mais lhes chamou a
atenção. Ainda, é imprescindível utilizar instrumentos que permitam aos alunos se
auto avaliarem, reconhecendo seus limites e possibilidades, para que possam ser
agentes do seu próprio processo de aprendizagem.
Durante estes momentos de intervenção pedagógica, o professor pode utilizar- se de
outros instrumentos avaliativos, como: dinâmicas em grupo, seminários, debates, júri-
simulado, (re)criação de jogos, pesquisa em grupos, inventário do processo
pedagógico, entre outros, em que os estudantes possam expressar suas opiniões aos
demais colegas.
Será realizada a organização e a realização de festivais e jogos escolares, cuja
finalidade é demonstrar a apreensão dos conhecimentos e como estes se aplicam numa
situação real de atividade que demonstre a capacidade de liberdade e autonomia dos
alunos.
As provas e os trabalhos escritos serão utilizados para avaliação das aulas de Educação
Física, desde que a nota não sirva exclusivamente para hierarquizar e classificar os
alunos em melhores ou piores; aprovados e reprovados; mas que sirva, também, como
referência para redimensionar sua ação pedagógica.
Por fim, os professores precisam ter clareza de que a avaliação não deve ser pensada
à parte do processo de ensino/aprendizado da escola. Deve, sim, avançar dialogando
com as discussões sobre as estratégias didático-metodológicas, compreendendo esse
processo como algo contínuo, permanente e cumulativo. (CEJAC, 2010, p. 28)

2.1.9 CONSELHO DE CLASSE

No CEJAC, segundo o PPP (2010) o Conselho de Classe é a etapa de avaliação e de


reflexão sobre a metodologia de ensino-aprendizagem, focado no desenvolvimento escolar do
educando, na prática do professor em sala e na atuação pedagógica. São analisados: a
frequência, participação, compromisso e desenvolvimento dos alunos.
O Conselho de Classe deve sustentar a prática avaliativa, sendo um momento de
reflexão e retomada do processo educativo, que resulte numa proposta concreta capaz de
fortalecer o compromisso educacional dos alunos, professores, equipe pedagógica e direção.
São objetivos do Conselho de Classe é diagnosticar o desempenho de todos os
envolvidos no processo; mobilizar o sistema escolar; fortalecer a proposta de avaliação; gerar
conselhos paralelos; fortalecer a gestão participativa; proceder à análise diagnóstica da turma;
possibilitar a autoanálise; tomar decisões para continuidade do processo educacional.
Na pratica, o Conselho de Classe é um colegiado, no qual o diretor, pedagogo,
professores, pais e alunos representantes de turma se encontram para discutir o desempenho
escolar dos alunos, refletindo sobre as práticas pedagógicas. É um momento de análise das
dificuldades de ensino e aprendizagem, da adequação dos conteúdos curriculares, das
metodologias empregadas, e da proposta pedagógica da escola, não se restringindo apenas ao
registro de notas e a indicação de aprovação ou reprovação. Fundamentado na gestão
democrática, serão realizados pré-conselhos com a participação dos alunos e dos professores.
No conselho de classe, a direção, pedagogo e professores analisarão os resultados
obtidos, apontando os pontos positivos e negativos, sugerindo melhorias. Após o Conselho de
Classe, serão apresentados os resultados e propostas da instituição aos alunos. O mesmo
acontece em intervalos bimestral, e no último bimestre (4º) tomar as decisões com relação aos
resultados de aprovação, recuperação e reprovação dos mesmos.

2.1.10 CONSELHO ESCOLAR

No CEJAC tem o Conselho Escolar que segundo o PPP (2010) é um órgão colegiado de
natureza deliberativa, consultiva, avaliativa, de mobilização e fiscalizadora sobre a organização
e realização do trabalho pedagógico e administrativo do estabelecimento de ensino, em
conformidade com a legislação educacional vigente e o mais importante no processo de gestão
democrática da escola.
Sua tarefa primordial é acompanhar o desenvolvimento da prática educativa e do
processo de ensino-aprendizagem. Sua função é fundamentalmente política pedagógica. É
político na medida em que estabelece as transformações desejadas na prática educativa e
pedagógica, quando indica os mecanismos necessários para que as transformações ocorram.
Esse processo é analisado e revelado nas condições estruturais e educacionais da escola.
Na ação do professor durante o processo de avaliação, o Conselho Escolar deve considerar os
resultados almejados; as avaliações propostas pelo sistema educacional e no desenvolvimento
de um plano educacional coerente com a realidade e eficaz no atendimento às necessidades dos
educandos.
Portanto, o Conselho Escolar zela pela dimensão do trabalho desenvolvido na escola,
busca a colaboração e harmonia no ambiente, objetivando um tratamento adequado a todos os
segmentos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem.

2.1.11 ASSOCIAÇÃO DE PAIS, MESTRES E FUNCIONÁRIOS

A Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF) conforme PPP (2010), é um


órgão de representação dos pais e profissionais do estabelecimento de ensino, sem caráter
político partidário, religioso, racial e sem fins lucrativos. Não há renumeração para os seus
dirigentes e conselheiros, é constituída por prazo indeterminado e os membros dirigentes são
renovados a cada dois anos. Todas as ações são regidas de acordo com o estatuto vigente.
Quanto a organização da APMF ver página 10, no tópico 2.1.3. mais detalhes.

2.1.12 EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Ao discutir o tema educação contemporânea, é impossível não pensar em abordagens


que contemple a inclusão. Inclusão nos faz pensar em um processo social em que:

a sociedade começa a perceber a existência de pessoas portadoras de deficiência e a


se organizar, para acolhê-las e, de outro, as próprias pessoas com deficiência começam
a se mostrar, a reivindicar seus espaços, a exercer seu papel de cidadãs (PIENTA,
2014, p.12, apud GIL, 2002).

As características da inclusão são: a não discriminação das deficiências, da cultura e do


gênero. (BALLARD, 1997). O autor fala, todos os alunos têm a faculdade de acesso a um
currículo culturalmente, serem e se sentirem parte de uma turma. Ainda segundo Pienta:

Na escola inclusiva os alunos aprendem participando. Não é apenas a presença física


que conta, mas se sentir pertencente à instituição e ao grupo de tal maneira que o
sentimento de pertencimento por parte do aluno e de reponsabilidade por parte da
escola sejam mútuos. O educando não é uma parte do todo, mas compõe o todo.
(PIENTA, 2014, p. 119)

Na sequência está inserido uma breve citação do PPP (2010), pois, mais a frente será
retomada o assunto e fazer um paralelo entre o que está escrito no mesmo e o que realmente
acontece. O atendimento ocorre em espaço físico exclusivo, dotado de equipamentos e recursos
adequados às necessidades de cada aluno, com trabalhos paralelos e pedagogicamente
diferenciados ao das classes regulares, onde o aluno regularmente matriculado de 6º a 9° anos
do fundamental, e 1º a 3º do ensino médio, recebem apoio individual ou em pequenos grupos,
com cronograma, métodos, estratégias, atividades diferenciadas e extracurriculares em contra
turno.
A programação atenderá as necessidades dos educandos efetuando trabalhos
sistematizados nas áreas cognitivas, psicomotora e afetivo emocional, promovendo a
aprendizagem.
Diante do contexto, a avaliação se dará através de relatórios descritivos bimestrais
considerando as evoluções de cada aluno, bem como salientar as dificuldades que necessitam
de maior atenção. Para receber os atendimentos, o educando passará por uma triagem de
conhecimentos e por uma avaliação realizada pela equipe pedagógica.
Percebe-se, que no CEJAC há uma atenção para a inclusão dos alunos, ainda segundo
relatos da equipe pedagógica, concentra-se esforços nos trabalhos, principalmente para
compensar a falta de estrutura para acolhimento, e o baixo investimento do estado. No próximo
tópico será abordado novamente o tema.

2.2 INCLUSÃO NA ESCOLA ESTAGIADA

As observações frente aos processos de inclusão do colégio. Neste momento será


descrito os aspectos que foram observados no que diz respeito à inclusão e a como ela acontece
na escola. Há uma interpretação da realidade segundo a óptica do autor, e observações do que
está escrito no PPP realmente acontece.
Atualmente, a CEJAC tem 29 (vinte e nove) alunos devidamente matriculados no
Atendimento Educacional Especializado (AEE); e 2 (dois) alunos matriculados portadores de
deficiência com laudo médico.
Segundo o PPP (2010), os alunos atendidos nas salas de recursos AEE, apresentam
dificuldades como: déficit de atenção, dificuldades motoras na escrita, lentidão na realização
de trabalhos, problemas de linguagem (dislalia), dificuldades na leitura e escrita (dislexia e
disgrafia), atraso motor, falhas de percepção e discriminação espaço temporal e esquema
corporal, dificuldade de formação de conceitos, entre outras.
A programação atende as necessidades destes alunos efetuando trabalhos sistematizados
nas áreas cognitivas, psicomotora e afetivo emocional, promovendo a aprendizagem, sendo:
• Cognitiva: cognição, percepção, atenção, memória, raciocínio, conceituação e
linguagem.
• Psicomotora: psicomotricidade, esquema corporal, lateralidade, estruturação
espacial, orientação temporal, postura, equilíbrio e coordenação dinâmica manual.
Para receber os atendimentos, o educando passará por uma triagem de conhecimentos e
por uma avaliação realizada pela equipe pedagógica.
A avaliação nesse contexto se dará através de relatórios descritivos bimestrais
considerando as evoluções de cada aluno, bem como salientar as dificuldades que necessitam
de maior atenção.
Em relação as aulas assistidas, foi possível perceber a pratica de inclusão em duas
turmas, onde 02 (dois) alunos portadores de deficiência, sendo 01 (um) autista, e outro portador
de paralisia infantil (acompanhado de outras complicações); recebem atenção maior, pois além
da atenção da equipe pedagógica, do professor da matéria, há também o direito de um professor
acompanhante em tempo integral. Mas, escola inclusiva muitas vezes precisa personalizar o
atendimento; como o caso do aluno autista, que tem o direito de professor para acompanha-lo
de forma integral nas aulas, porém o mesmo dispensou. Segundo a equipe pedagógica o mesmo
ameaçou até mesmo abandonar a escola caso houvesse o acompanhamento.

2.2.1 ACESSIBILIDADE

Na atualidade, segundo Pienta (2014) as políticas inclusivas proclamam que: toda


pessoa tem a faculdade de ser ouvida, expor suas necessidades, escolhas, desejos de conseguir,
tomando decisões e participando dos projetos que afetem direta ou indiretamente suas vidas.
Mas, para que isso aconteça é necessário que: toda indivíduo tenha a faculdade de usufruir do
acesso aos ambientes, às ações, às práticas culturais, econômicas e políticas que pertencem seu
contexto social.

Cabe à escola e às outras instituições sociais promover as condições de acessibilidade


multidimensional, multicultural e politécnica, isto é, um estado de plena oportunidade
para quem se encontra em situação de desvantagem ou de desigualdade. (PIENTA,
2014, p. 104)
No caso do CEJAC, foram feitas adequações de acessibilidade em relação aos
ambientes, embora, tenha muito que melhorar quanto a sinalização da mesma. O Colégio possui
rampa para cadeirantes nos seguintes a ambientes: entrada principal, entrada do ginásio, hall de
entrada, refeitório, uma sala de aula com rampa moveu, um banheiro para cadeirantes, acesso a
quadra poliesportiva, e um ônibus personalizado para cadeirantes que atende a instituição
(fornecido pela prefeitura). Quanto a outros tipos de recursos como para deficientes visuais e
outros não existem adequações.

2.2.2 OUTROS ASPECTOS DA INCLUSÃO

Em relação a professores interpretes, não há demanda no momento no CEJAC, já


professores auxiliares há um efetivo para acompanhar o aluno portador de deficiência
(paralisia), e para as 06 (seis) turmas AEE, existe um revezamento dos professores que
compõem o quadro atual, pois são abordados temas de diferentes matérias.
Quando ao suporte da equipe pedagógica é continuo para com estes professores e
demais, por meio de atendimento integral (demandas imprevistas) e reuniões periódicas, para
discutir assuntos pertinentes aos alunos ou turma.
Para os pais e/ou responsáveis dos alunos inclusos, existem um canal aberto por meio
de aplicativo, agenda do aluno e atendimento presencial. Para que os mesmos estejam
atualizados em relação aos alunos, escola e calendário escolar.
A interação dos alunos inclusos com os demais, é dado principalmente por ocupar os
mesmos espaços que os demais: mesmas salas de aulas, professores, refeitórios, atividades
extracurriculares, e o atendimento personalizado do professor.
Referindo-se aos materiais didáticos para os alunos inclusos das turmas AEE, são os
mesmos ofertados nas aulas tradicionais, porém, utilizados em contexto que merece atenção
especial. Em relação aos outros 2 (dois) alunos portadores de deficiência, os mesmos estão
inseridos com os demais alunos, utilizando-se dos mesmos materiais.
Para garantir a aprendizagem dos alunos inclusos, já referido anteriormente, há um
acompanhamento personalizado tanto por parte da equipe pedagógica, como um professor
auxiliar para os alunos com laudos, e outros professores atuando no reforço dos demais.
Conforme PPP (2010), e quando necessário, a avaliação poderá ser dada através de
relatórios descritivos bimestrais considerando as evoluções de cada aluno, bem como salientar
as dificuldades que necessitam de maior atenção.

2.3 OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE DA TURMA

No seu livro Pesquisa da Pratica Pedagógica a autora Pienta (2014), descreve a


Observação no contexto da docência da seguinte maneira; observação como ato corriqueiro que
pode ser praticado por todo docente, e continuamente utilizada na realização de pesquisas.
Também é técnica de pesquisa que possibilita a aproximação e o conhecimento da prática
pedagógica.

A observação sistemática, crítica e criativa do comportamento de cada criança, de


grupos de crianças, das brincadeiras e interações entre as crianças no cotidiano, e a
utilização de múltiplos registros realizados por adultos e crianças (relatórios,
fotografias, desenhos, álbuns, etc.), feita ao longo do período em diversificados
momentos, são condições necessárias para compreender como a criança se apropria
de modos de agir, sentir e pensar culturalmente constituídos. Conhecer as preferências
das crianças, a forma delas participarem nas atividades, seus parceiros prediletos para
a realização de diferentes tipos de tarefas, suas narrativas, pode ajudar o professor a
reorganizar as atividades de modo mais adequado ao alcance dos propósitos infantis
e das aprendizagens coletivamente trabalhadas (PIENTA, 2014,p. 62; apud, BRASIL,
2009b, p. 17).

Quanto ao conceito de observação, segundo Marconi e Lakatos, “é uma técnica de


coleta de dados para conseguir informações e utiliza os sentidos na obtenção de determinados
aspectos da realidade” (2007, p. 192). Em outras palavras, os autores destacam que a pratica
da observação na pesquisa não consiste apenas em ver e ouvir, mas, junta-se a examinar fatos
ou fenômenos que se deseja estudar.

2.3.1 ROTINA DA SALA DE AULA E OUTROS DETALHES

Neste momento, será descrito os aspectos observados em sala de aula: rotina,


organização da sala, relação professor versos aluno, metodologia, materiais didáticos,
planejamento, correção e avaliação. Está sendo levando em consideração as aulas assistidas em
turmas do 6º, 7º e 9º ano do ensino fundamental.
Quanto a rotina nas turmas do 7º ano, pode ser observado os seguintes comportamentos:
os alunos são mais agitados em relação as turmas de 6º e 9º anos; é rotineira as circulações e as
conversas dos mesmos em sala de aula; alguns tenta chamar a atenção do professor e dos outros
alunos para si inúmeras vezes, é comum que o professor tenha que interromper as aulas para
chamar a atenção dos mesmos. Outro ponto observado é o grande numero de alunos nestas
turmas, todas acima de 30 (trinta) alunos.
Nas turmas de 6º ano pode ser observado os seguintes comportamentos: é notória a
timidez e até mesmo o medo do professor, isso se dá devido ser o primeiro ano em que estão
no colégio; há circulação e conversas dos alunos de mais idade em sala de aula em ritmo
moderado comparando com as turmas dos 7º; mas, em contra partida, atendem prontamente
quando a professor chama a atenção. Em relação ao quantitativo de alunos as turmas tem
números acima de 30 (trinta) alunos.
As turmas de 9º, pode ser observado os seguintes comportamentos: pouca
movimentação em sala de aula, conversas em tom moderado, porém, tentam chamam a atenção
com brincadeiras e piadas descontextualizadas. Por outro lado, são mais participativos nas
atividades que envolvem o diálogo com a professora, tornado a aula mais produtivas em relação
as outras turmas. O número é moderado em comparação com as outras turmas, fica e torno 30
(trinta) alunos por turma.
Retomando o assunto dialogo em sala de aula, segundo Pienta:

A educação, como prática dialógica, possibilita o diálogo entre o universo do


professor e do aluno por meio da troca, da interação. A pura transmissão ou extensão
do conhecimento do professor transforma o aluno em “coisa”, objeto, receptor passivo
de informações, que o negam como ser da transformação do mundo. Faz do aluno um
depósito que recebe mecanicamente aquilo que o professor define como importante.
(PIENTA, 2014, p. 53)

Descrevendo a organização das salas de aula, podemos apontar alguns praticas


pedagógicas, e, também, praticas dos alunos.
Iniciando pelas praticas pedagógicas, as turmas 7º e 9º anos do ensino fundamental,
tinham fixo na parede um mapa da turma, chamado de “enssalamento”, o mesmo tem o objetivo
de separar alunos que estando próximo uns dos outros, conversam muito, atrapalhando as aulas.
Com carteiras enfileiradas, percebe-se a ausência de cartazes com conteúdo didáticos nas
turmas de 7º e 9º ano, apenas folders de avisos ou comunicativos (como reuniões, eventos, datas
de provas, etc.). Os cartazes lúdicos estavam presentes nas turmas de 6º ano, materiais
confeccionados pelos mesmos. Outros destaques são: as portas que ficam todas na lateral da
frente das salas de aulas (próxima do losa), uma parede lateral composta por janelas em toda a
sua extensão com vidros fuscos, todas as salas possuíam uma televisão (em nenhum momento
foi usada), e a iluminação relativamente baixa em todas as salas, assunto esse que foi discutido
com a professor, e a mesmo já sugeriu a discussão de projetos de melhoria junto da direção.
Já as práticas dos alunos em ambas as turmas, foi notório as carteiras desorganizadas,
materiais de descarte espalhados pelo chão, riscos nas carteiras. Porém, os mesmos eram
orientados pelo professor a organizarem o ambiente na chegada em sala, e na última aula a
novamente as carteiras, sob o argumento de que o numero de colaboradores é pequeno, e
estariam ajudando a zelar do ambiente.
Quanto a postura do professor, metodologia, materiais didáticos, planejamentos,
correções e avaliações, foram observados na maioria métodos tradicionais, como aulas
expositivas na losa seguidas de explicações, breves diálogos, e por fim exercícios de fixação.
O mesmo mostrou-se rígido para com as turmas, porém ao chamar a atenção era feito em um
tom moderado e conscientizador; em dados momentos com visita do mesmo nas carteiras dos
alunos com dúvidas, onde procurava sana-las. Utilizando-se de livros didáticos como
ferramenta principal e roteiro de conteúdo; mas, em dadas aulas foram utilizados outros
materiais didáticos, como o jogo de xadrez, e pintura de figuras geométricas com cálculos;
quando anunciado estas atividades os alunos ficavam muito empolgados. Sobre as correções
eram feitas em duas etapas; primeiro, após resolverem os exercícios, aluno por aluno deslocam-
se até a mesa do professor, para receber um visto (avaliativo) quando tudo feito corretamente,
ao contrário teriam que refazer; após um tempo estipulado, os mesmos exercícios eram
corrigidos na losa, com esclarecimentos das dúvidas. A avaliação é ocorre em várias etapas,
sendo levando em consideração os vistos nos cadernos, participação, presença, entrega de
trabalhos impressos e por fim uma prova composta por questões descritivas e múltiplas
escolhas, com resoluções de problemas; e quando necessário uma prova de recuperação.
No contexto de Pesquisas e Praticas Pedagógicas, a autora Pienta salienta que:

Há que se admitir que o paradigma tradicional permanece vivo no cenário escolar


brasileiro, caracterizado por uma postura pedagógica que valoriza demasiadamente
um ensino humanístico e da cultura geral, em que o conhecimento advém dos grandes
feitos realizados pela humanidade. A educação por esse enfoque desloca-se da
realidade de mundo do educando, que passa a visualizá-la de forma idealizada, sem,
contudo, entendê-la como aplicável ao seu cotidiano. (PIENTA, 2014, p. 14)

Sobre o planejamento, o mesmo é feito uma semana antes das atividades letivas no inicio
do ano. O plano de aulas utilizado na escola tem um formato que aborda os conteúdos do ano
todo por tópicos, de forma geral, similar a uma ementa. O mesmo não dispõe de detalhes das
práticas utilizadas em sala de aula, como tempo de aula por conteúdo, abordagens, dinâmicas e
outros detalhes. Levando em consideração Pienta (2014, p. 46) “o planejamento tem a função
de pensar o passado e o futuro, para a construção e efetivação do presente”.
Segundo relatos do professor, os docentes tem disponível um tempo muito pequeno,
para trabalharem o planejamento, o que resulta em inúmeras vezes, recorrer à improvisação. E
segundo o mesmo, o que ajudar a contornar este tipo de situação é sua experiência, que o
minimiza os impactos que poderiam ser negativos nas aulas. Mas, ainda segundo Pienta até a
improvisação tem que estar no planejamento:

Para que o planejamento aconteça de fato, é preciso que o educador tenha suas ações
pedagógicas organizadas, preveja e considere o replanejamento e a improvisação
como ações pedagógicas presentes no cotidiano. Contudo, para que aconteça de
maneira produtiva, a improvisação precisa estar assegurada no planejamento, de
maneira que o educador não perca a consciência de suas ações e de seus objetivos.
(PIENTA, 2014, p. 47)

Em relação as horas atividades as quais os professores tem direito de 1 (uma) hora/aula


fora de sala de aula, a cada 03 horas/aula em sala; este tempo é disponível para trabalhar planos
de aulas, correção de atividades aplicadas em sala de aulas, organização do livro de registro de
chamadas, preparar materiais didáticos e outros trabalhos. Geralmente o espaço utilizado para
estas atividades é a sala dos professores. Sobre as horas atividades, a professora acompanhante
do estágio e outros professores que estavam em hora atividades, todos eram unânimes ao
afirmar que a proporção de hora atividades por aula dada é pouco, principalmente porque o
ambiente para este trabalho é compartilhado, o que resulta em muitas vezes em perda de foco
no trabalho. Outro ponto a se discutir, é que, professores que pegam de uma a duas aulas por
turno, não tem o direito da hora atividades; o que segundo relatos de professores, acabam tendo
que levar atividades para serem feitas em casa, sem remuneração por isso. Neste assunto Caldas
(2005, p. 10) alerta:

o professor, a escola e a educação já não gozam da valorização social de antes, seu


papel e função se encontram em mutação. Os professores não querem ser rotulados de
reacionários, ensaiam se adequar aos novos “parâmetros”, mas percebem que seus
esforços esbarram nas precárias condições materiais de sua vida e formação.

Esse contexto induz para que caminhe para uma precarização do trabalho docente e,
refletindo, na qualidade de seu trabalho. Diante disso, percebe-se a urgência de discussão sobre
as políticas públicas, a valorização, e outros movimentos sociais relacionados à formação
docente (SANTOS, 2010).
2.4 PARTICIPAÇÃO EM CONSELHO DE CLASSE E/OU REUNIÃO DE
PROFESSORES

Antes de falar em conselho de classe ou reunião, podemos nos perguntar o que faz com
que um profissional seja considerado competente? A resposta pode ser “competente é aquele
que julga, avalia e pondera; acha a solução e decide, depois de examinar e discutir determinada
situação, de forma conveniente e adequada”. (Perrenoud 2000, p. 13).
Para Santos agir com competência é:

ser capaz de argumentar, integrar, utilizar, mobilizar, interpretar e transformar


positivamente os vários recursos disponíveis no enfrentamento das diferentes
situações, sabendo, fundamentalmente, como e por que determinada ação foi
realizada. E como saber se um professor, no exercício de sua função, está sendo
competente? ...a efetiva aprendizagem dos alunos – a escola e seus profissionais
possuem o compromisso social de ensinar bem a todos os seus alunos, independente
de classe social, sexo, cor, religião, etc. Portanto, o trabalho pedagógico do professor
deve proporcionar a efetiva apropriação dos conteúdos que integram o currículo
escolar e que são de direito do educando. Essa é uma ação que caracteriza o ensino de
qualidade. (SANTOS, 2010, p. 25)

A observação no Conselho de Classe, foi marca por muitas discussões; professores com
pedagogos, professores com professores, e professores responsáveis de turma. Todas os
assuntos foram discutidos de forma saudável, porém, é perceptível a existência de dois lados
ou dois grupos, um formado por pedagogos e outros professores; não da para esquecer da
participação da secretária da escola para registro dos dados e informações, mas, à mesma é
neutro nas conversas.
Caracterizado as discussões, percebe-se que os professores colocam todos os aspectos
apresentados pelas turmas, e pelo aluno individualmente; para justificar os resultados obtidos,
quer sejam bons ou ruins. Em contra partida, os pedagogos argumentam e questionam os
professores, os resultados, o que pode ser feito para mudar ou melhorar os aspectos
apresentados; e esta forma abordagem muitas vezes os professores não gostam, e até se sentem
ofendidos. Mas, como o objetivo do conselho/reunião é de buscar soluções para melhorar o
desempenho das turmas e alunos (individualmente) no decorrer do ano, e não acarretar prejuízos
ao educando, como repetências e outros; chega-se a soluções das mais diversas, como
agendamento de reuniões com pais, com turmas, com alunos; recomendações aos professores
sobre práticas e abordagens em sala de aulas e outros.
Os conselhos de classe são feitos nos seus devidos turnos, exemplificando: no turno do
amanhã trata apenas das turmas do turno, e assim sucede com os demais turnos. Ao decorrer do
conselho/reunião, a abordagem é da seguinte forma, inicia-se por turmas mais antigas, neste
caso, os 3º anos do ensino médio até chegar a vez das turmas de 6º ano do ensino fundamental,
seguido da discussão aluno a aluno, em ordem alfabética; com o grupo de professores que
ministram aulas na mesma, junto dos pedagogos e secretaria.
A secretaria e um(a) pedagogo(a) registram todos os fatos e relatos em ata e nos livros
de registro ou direto no sistema via computador (como é o caso deste colégio), para futuramente
gerar os boletins dos alunos.

2.5 DESCRIÇÃO DA DOCÊNCIA

A seguir será descrito a aplicação de todos os planos de aula desenvolvidos para turmas
de 6º e 7º do ensino fundamental, observado a ementa do CJAC e roteiro Fael, e orientação da
professora acompanhante do estágio supervisionado e correção pelo tutor(a) Fael.

2.5.1 PLANO DE AULA 01

No dia 29 de maio de 2019, na turma de 7º ano, aplicou-se o plano de aula abordando o


conteúdo Potenciação que diz respeito a disciplina de Matemática, cujo o objetivo foi
desenvolver as noções do tema com os alunos, tornando-os aptos a trabalhar com a mesma.
Para motiva-los conforme o planejado, teve-se uma conversa de maneira descontraída
sobre o conteúdo, fazendo-se perguntas referente ao mesmo - como já ter ouvido falar sobre o
assunto, e o que imaginam ser Potenciação. Discutiu-se sua importância na matemática e na
aplicação no cotidiano, como também em outras áreas de estudo, e redescobrir a mesma. No
início os alunos demonstraram tímidos ao diálogo, mais aos poucos foram se soltando e como
consequência, houve o aumento da participação, considerado positivo. Pois, Pienta (2014)
salienta que as aulas precisam ser desafiadoras e exploratórias, que provoquem o envolvimento
e participação dos alunos.
Através da escrita na losa, foi exposto o conceito e termos usuais da Potenciação,
conscientizando-os a importância de conhecer a história e entender cada ponto do conteúdo.
Após os alunos terem anotado em seus cadernos o conteúdo apresentado, objetivo este para
melhor assimilação; passou-se a resolução de exercícios de fixação, com exemplos expostos na
losa, em esquema de passo a passo, para que os mesmos acompanhassem o raciocínio lógico
da questão e depois a cópia no caderno. Fazendo perguntas continuas em relação ao assunto,
para verificar a assimilação do mesmo.
Então, foi entregue uma apostila para cada aluno, com exercícios variados de fixação
do conteúdo, compondo figuras para pintura (para cativa-los) e outros exemplos. Deu-se um
tempo para eles praticarem os exercícios em duplas, com total liberdade para troca de
informações entre os indivíduos da dupla, e, também, com consulta ao professor para sanar
possíveis dúvidas sem restrições; onde os mesmos recorreram várias vezes.
As correções dos exercícios aplicados foram feitas com a participação dos alunos,
chamando uma por vez para que os mesmos fizessem na losa, somados de recomendações.
Quanto a avaliação, com o auxílio do professor acompanhante, foi por meio de
observações da participação dos alunos, e desenvolvimento das atividades.

2.5.2 PLANO DE AULA 02

No dia 29 com continuação no dia 30 de maio de 2019, na turma de 6º ano, aplicou-se


o plano de aula “Descobrindo as Faces do Cubo” no contexto do conteúdo primas e pirâmides,
que diz respeito a disciplina de Matemática, cujo o objetivo era trabalhar a noções de como
descobrindo as faces dos geométricos com os alunos.
Para motiva-los conforme o planejado, teve-se uma conversa sobre o tema “descobrindo
as faces do cubo” e sobre as atividades em forma de dinâmica; apresentando uma situação
problema com o objetivo de fazer os mesmos pensarem sobre a importância e aplicação
matemática no cotidiano. Discute-se também, a possibilidade de os conteúdos serem retomados
nos próximos anos de estudos, e a possível aplicação dos mesmos no cotidiano. Foram
questionados referente ao tema - como ter ouvido falar sobre o assunto; o que imaginam ser;
onde podemos ver. No início, os eles se mostraram muito tímidos ao diálogo, mas, empolgados
para a atividade. Foi utilizado o método de trabalho em grupo. Neste contexto Couceiro afirma
que:
.
Em um ambiente de trabalho que estimule o aluno a criar, comparar, discutir, rever,
perguntar e ampliar ideias, todas essas aprendizagens serão possíveis e cabe ao
professor proporcionar esse ambiente. (COUCEIRO, 2015, p. 47)
Através da escrita na losa, foi exposto o objetivo de “descobrindo as faces do cubo”
conscientizando-os da sua importância, porém de maneira resumida, levando em consideração
os conteúdos da aula anteriores aplicados pelo professor orientador. Após os alunos anotarem
em seus cadernos os conteúdos, objetivo este de melhorar a assimilação; passou-se um breve
vídeo sobre “Descobrindo as Faces do Cubo”, com o intuito de cativa-los ainda mais e reforçar
o conteúdo.
Nesta altura da aula todos já estavam muito ansiosos, perguntando a todo momento
sobre as atividades dinâmicas. Utilizando-se do material e metodologia do roteiro importado
do site “Escola Nova” de nome “Descobrindo as Faces do Cubo” para desenvolver as atividades
de forma inovadora. Foram orientados sobre as atividades a serem desenvolvidas. Apresentou-
se e discutiu-se o processo utilizado na dinâmica, como é feito para descobrir as faces do cubo.
Usando os materiais previsto no plano de aula; foi dado um tempo de 50 minutos para
eles desenvolverem as atividades em grupos; com total liberdade para troca de informações
entre os indivíduos da equipe. Com consulta ao professor para sanar possíveis dúvidas.
Em todo o tempo, foram abordados os grupos, com o intuito de verificar o andamento
das atividades.
As correções dos exercícios aplicados foram feitas com a participação dos alunos,
chamando as equipes por vez, para que os mesmos apresentassem, somados de recomendações
do professor.
Quanto a avaliação, foi por meio de observações da participação dos alunos, e
desenvolvimento das atividades.

2.5.3 PLANO DE AULA 03

No dia 30 de maio de 2019, na turma de 7º ano, aplicou-se o plano de aula abordando o


conteúdo Potenciação – “quadrado de um número” que diz respeito a disciplina de Matemática,
cujo o objetivo era trabalhar a noções do quadrado de um número com os alunos, tornando-os
aptos a trabalhar com os mesmos.
Para motivação da aula conforme o planejado, teve-se uma conversa com os alunos
sobre o conteúdo, fazendo-se perguntas referente ao tema, e esclarecimentos sobre sua
importância na matemática e da aplicação no cotidiano, como também em outras áreas de
estudo. Nesta aula os alunos estavam mais soltos e abertos ao diálogo, como consequência
houve o aumento da participação, considerado muito positivo.
Através da escrita na losa, foi exposto o conteúdo sobre o “quadrado de um número”.
Após os alunos terem anotados em seus cadernos, passou-se a resolução de exercícios de
fixação, com exemplos na losa, pelo método passo a passo, para que os alunos acompanhassem
o raciocínio lógico das questões e depois copiarem no caderno. Fazendo perguntas continuas
em relação ao assunto, para verificar a assimilação do mesmo.
Então, foi entregue uma apostila a cada aluno, com exercícios variados de fixação do
conteúdo, compondo figuras para pintarem (para cativa-los) e outros exemplos. Deu-se um
tempo para eles resolverem os exercícios em duplas, para troca de informações entre os
indivíduos da dupla, somado de consulta ao professor para sanar possíveis dúvidas, onde as
mesmas recorreram várias vezes.
Com abordagens e diálogos contínuos com a turma, com o intuito de verificar o
andamento das atividades, retomando as diferenças entre os “quadrados de um número” e outras
potenciações. Pois segundo Luiz, Luca e Fonseca:

Piaget utilizou como técnica de produção de conhecimento diálogos entre ele e as


crianças e investigou o raciocínio delas por meio da linguagem que elas apresentavam.
Tais diálogos eram constituídos por perguntas orientadas pelos objetivos que Piaget
queria alcançar. (LUIZ, LUCA E FONSECA, 2013, p. 51. Apud PALANGANA,
2001).

As correções dos exercícios aplicados foram feitas com a participação dos alunos, e
verificação dos propósitos das atividades.
Quanto a avaliação, com o auxílio do professor acompanhante, foi por meio de
observações da participação dos alunos, e desenvolvimento das atividades.

2.5.4 PLANO DE AULA 04

No dia 31 de maio de 2019, na turma de 7º ano, aplicou-se o plano de aula abordando o


conteúdo Potenciação – Cubo de um Número que diz respeito a disciplina de Matemática, cujo
o objetivo era trabalhar a noções de Cubo de um Número com os alunos, tornando-os aptos a
trabalhar com os mesmos.
Para motivação da aula conforme o planejado, teve-se uma conversa com os alunos
sobre o conteúdo, fazendo-se perguntas referente ao tema, e esclarecimentos sobre sua
importância na matemática e da aplicação no cotidiano (exemplificando com o cubo mágico),
como também em outras áreas de estudo. Nesta aula, foi procurado ampliar o diálogo para ter
uma maior participação dos educandos.
Utilizando-se da escrita na losa, foi exposto os conteúdos de Cubo de um Número
destacando a sua importância, e levando em consideração os conteúdos da aula anterior. Após
os alunos anotarem em seus cadernos os conteúdos apresentados. Na sequência, de maneira
sucinta, passou-se a resolução de exercícios de fixação, com exemplos na losa, de maneira passo
a passo, para que eles acompanhassem o raciocínio lógico da questão e depois a cópia no
caderno.
Neste momento destacamos as atividades com o “Cubo Mágico”. O que gerou
momentaneamente uma certa preocupação entre os alunos. Mas, para descontrair, reforçou-se
a ideia de que ambos os docentes estariam orientando-os. Conforme o contexto didático, Lima
(2013) salienta que como educador, deve-se considerar o conhecimento cotidiano, local e
pessoal, para impulsionar as aprendizagens. E mais:

o professor tem um papel fundamental na organização do que vai mobilizar o aluno


para que este se sinta atraído para as possíveis aprendizagens. Por isso, enfatizamos
que sua função é considerar e relacionar os contextos socioculturais presentes nos
cotidianos dos alunos, ajudando-os a construir uma relação significativa com o saber.
(LIMA, 2013, p.15)

Então, foi entregue uma apostila a cada aluno, com exercícios variados de fixação do
conteúdo, compondo figuras para pintarem. Deu-se um tempo para os alunos praticarem os
exercícios em duplas e trocarem informações entre eles; utilizando-se de consulta ao professor
para sanar possíveis dúvidas, onde as mesmas recorreram inúmeras vezes.
Com continuas abordagens e diálogos com a turma, com o intuito de verificar o
andamento das atividades, retomando as diferenças entre os “Cubo de um Número” e outras
potenciações.
As correções dos exercícios aplicados foram feitas com a participação dos alunos, e
verificação dos propósitos das atividades.
Quanto a avaliação, com o auxílio do professor acompanhante, foi por meio de
observações da participação dos alunos, e desenvolvimento das atividades.
2.5.5 PLANO DE AULA 05

No dia 05 de junho de 2019, na turma de 7º ano, aplicou-se o plano de aula abordando


o conteúdo “Potenciação” no contexto de “Potências de expoente Zero, de expoente 1 e de base
10”, que diz respeito a disciplina de Matemática, cujo o objetivo era trabalhar a noções de
Potenciação com os alunos.
Com exposição por escrito na losa dos conteúdos de “Potências de expoente Zero, de
expoente 1 e de base 10”, destacou-se a sua importância levando em consideração os conteúdos
das aulas anteriores. Após os alunos anotarem em seus cadernos, passou-se a resolução de
exercícios de fixação, com exemplos na losa, pelo método passo a passo, para que os alunos
acompanhem o raciocínio lógico da questão e depois anotar no caderno.
Então, foi entregue uma apostila a cada discente, com exercícios variados de fixação do
conteúdo. Deu-se um tempo para eles praticarem os exercícios em duplas com troca de
informações entre os indivíduos da dupla, com consulta ao professor para sanar possíveis
dúvidas, onde as mesmas recorreram várias vezes. Com abordagens e diálogos com as duplas,
verificando o andamento das atividades, questionando as diferenças com as potenciações
trabalhadas anteriormente.
As correções dos exercícios aplicados foram feitas com a participação dos alunos na
losa, e verificação dos propósitos das atividades.
A avaliação se deu no decorrer e final das atividades, medindo os resultados alcançados.
Conforme os autores Santos, Stival e Withers:

Hoffmann destaca que muitas instituições de ensino e seus profissionais não


possuem clareza sob essa questão e acabam atribuindo “notas a aspectos atitudinais
dos educandos (comprometimento, interesse, participação) ou tarefas deles que não
admitem escores precisos (redações, desenhos, monografias)”. Avaliação é,
obrigatoriamente, ação e reflexão. Daí a importância de o professor e a instituição
possibilitarem que os educandos reflitam e discutam sobre sua aprendizagem com
seus pais e colegas e, fundamentalmente, saibam justificar suas opções. São ações que
vão além da simples realização das atividades. (SANTOS, STIVAL E WITHERS,
2015, p. 32; apud HOFFMANN, 2003, p. 45)
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após a conclusão das etapas anteriores do Estágio Supervisionado I, pode-se fazer as


seguintes considerações. Tendo como foco o objetivo principal, o aprendizado de competências
próprias da atividade profissional e a contextualização curricular, o mesmo foi relevante para
alcançar este objetivo. Pois, após adquirir um nível considerado de conceitos, concepções
embasadas em um significativo referencial teórico, foi possível assistir, ouvir, sentir,
presenciar, interpretar, praticar, refletir e viver a profissão mesmo antes do efetivo. Contando
com o apoio de profissionais e instituições sérias, e que passaram a sensação de segurança na
hora de tentar, fazer, errar e acertar as práticas pedagógicas observadas, aprendidas na teoria,
pesquisadas e recomendas. Algo que contribuiu para enriquecer o currículo do docente.
No contexto das facilidades encontradas, destaca-se o acolhimento da instituição; a
flexibilização dos horários de acesso, para a caracterização e observação; livre acesso as
dependências para as atividades; disponibilização de documentos e informações; e o apoio e
disposição dos profissionais envolvidos em todas as etapas do estágio. E do outro lado, temos
a FAEL, que proporcionou conteúdos e suporte em nível consideráveis, como vídeos aulas,
tutor, materiais teóricos, manual e outras ferramentas; todas importantes e facilitadores das
atividades e etapas que foram compridas. Em contra partida, observou-se algumas dificuldades
institucionais e pessoais, como o Projeto Político Pedagógico desatualizado; funcionários sem
tempo disponível, o dificultou a obtenção de informações especificas; turmas com número de
alunos relativamente grande; estrutura precária ou faltando; materiais didáticos em condições
precários ou faltando, falta de identificação e mapa dos ambientes; falta de adaptação ao
ambiente, subjetivamente considerado insalubre; preocupação com o planejamento,
desenvolvimento, qualidade e pratica das aulas; não percepção de algumas práticas
pedagógicas, como também projetos e ações informações contidas no PPP.
Quanto a rotina de um educador, observou-se que exige grande responsabilidade,
dedicação, esforço e tempo, na escola e fora dela. No contexto dos anos finais Ensino
Fundamental, as exigências e responsabilidades são maiores quando comparado com a
Educação Infantil e os anos iniciais do Ensino Fundamental; em relação domínio do conteúdo;
pois os alunos tem mais idade, estão começando se abrir a discussões, questionar, exigir entre
outros. Na questão social o educador é professor, mediador no processo de aprendizagem,
amigo, conselheiro, motivador e mais; funções essas que o sobrecarregam. Porém, nas aulas
práticas presenciou-se alguns dos aspectos citados, como uma maior exigência do domínio do
conteúdo, a responsabilidade, fator presente em todos os níveis; percebeu-se também, que tudo
deve ser devidamente planejado, até os improvisos; e que mediar o processo de aprendizagem
é uma tarefa árdua, pois relacionar na pratica didática o contexto sociocultural dos alunos exige
domínio do conteúdo, conhecimento da realidade social e cultural, flexibilidade, saber
contornar as dificuldades encontradas no ambiente educacional entre outras. Pontos estes, que
foram vivenciados nas aulas; onde obter-se experiencias marcantes com as aplicações dos
planos de aulas, com didáticas que incluiu-se dinâmicas que exigiu mais do que os
conhecimentos teóricos, mas, também conhecimentos práticos, contextualização sociocultural
ao cotidiano, contorno as dificuldades com a falta de recursos didáticos e verbas para financiar
materiais das aulas, e até superar a cultura já dominante na instituição, vista na maioria das
práticas observadas como tradicionais, alunos em situação econômica desfavorecida, na qual
não se pode exigir muito, no que se refere a compra de materiais para uso em aulas pratica-
dinâmicas. Porém, estes aspectos mesmos sendo obstáculos, precisaram ser encarados e
superados, e só assim, foi desenvolvido praticas didáticas pertinente e inovadoras.
Quanto a importância do trabalho, para a vida pessoal e profissional é singular. No
contexto pessoal, é um contato com um cenário real da sociedade onde filhos e familiares estão
inseridos, e que há a oportunidade de se tornar um agente transformador, e que se pode
contribuir para melhorar a realidade atual no cenário da educação local. Já pensando
profissionalmente, mais do que um crescimento do currículo, uma experiência que amplia a
noção da realidade no ambiente de trabalho, e que faz pensar, refletir, o que pode ser feito para
estar preparado para a função de educador, conhecimentos específicos que são adquiridos
somente em campo. Etapa essa indispensável para a formação de uma docente que esteja se
preparando para o exercício da profissão.
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ANEXO A – Ficha de Avaliação na Escola-campo