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Tudo sobre a NOVA e antiga pirâmide

da automação industrial!

O que é a pirâmide da automação industrial?

Provavelmente você já ouviu falar sobre a pirâmide da automação


industrial. Este tópico é de certa forma um assunto mais básico quando
falamos de automação, mas existem discussões atuais sobre o tema.

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Caso você já tenha experiência com automação industrial, garanto que vai
encontrar pontos interessantes sobre a “nova pirâmide da automação
industrial”.

Já existem algumas discussões sobre uma possível mudança, por conta


dos novos conceitos envolvendo soluções IIoT (Industrial internet of
things) e a indústria 4.0.

No entanto, antes de entrarmos nesses assuntos mais atuais, gostaria de


falar sobre o conceito base e assim, manter todos na mesma página.

Tópicos discutidos neste artigo:

 Falando sobre automação industrial


 A pirâmide da automação industrial
 Níveis na pirâmide da automação industrial
 Nível 01 – Sensores, instrumentos de medição e atuadores
 Nível 02 – Controle de processo
 Nível 03 – Supervisão
 Nível 04 – Gerenciamento da planta industrial
 Nível 05 – Gerenciamento corporativo
 ANSI/ISA-95
 Pirâmide da automação industrial e o IIoT

Falando sobre automação industrial

Quando falamos sobre automação industrial, sua definição contempla


diferentes soluções, conceitos e níveis de informação.
Quando alguém diz que trabalha com automação, normalmente
perguntamos – “Mas que tipo de automação?” Pois é, temos automação
residencial, automação de processos, automação de manufatura e a
instrumentação que é parte da automação.

Uma forma simples para definir automação industrial é:

“Automação industrial é quando o controle de processos industriais e


máquinas é realizado de forma automática em sensores, redes de
comunicação e controladores, sem o envolvimento direto do ser humano!
Desta forma é possível manter um padrão uniforme, alta qualidade e
segurança na produção industrial”.

Dentro da automação industrial, nós temos diversos tipos de sensores de


campo para fazer a medição e detecção de determinado variável de
processo. Esses sensores de campo enviam as informações de processo
utilizando protocolos industriais ou padrões de comunicação.

Tudo isso é concentrado em um sistema responsável por controlar e atuar


nos elementos finais de controle. Todo controle tem como intuito manter a
produção dentro do que é determinado, ou seja, manter a qualidade e
segurança do processo.

A pirâmide da automação industrial

Pirâmide da automação industrial

Para uma fácil compreensão de toda essa estrutura de comunicação e


instrumentos de medição, nós temos a pirâmide da automação industrial.

Basicamente, esta pirâmide nos dá um entendimento mais simplificado de


de todos os níveis de comunicação em uma solução completa de
automação industrial. Além disso, temos todos os equipamentos,
instrumentos de medição e controladores que fazem parte da pirâmide da
automação industrial.

Vamos entrar no detalhe de cada nível da pirâmide e exemplificar os


dispositivos utilizados em cada nível. Desta forma, temos uma visão clara
de todos os níveis da pirâmide.

Níveis na pirâmide da automação industrial:

Primeiramente, a pirâmide da automação industrial é dividida em 5 níveis,


que conectados, utilizam diferentes tipos de protocolos de comunicação.

Nível 01 – Dispositivos de campo, instrumentos de medição e


atuadores

Este nível é a base na pirâmide da automação industrial, antes de fazer o


controle do processo é necessário fazer as medições de processo.

Dispositivos e instrumentos de medição

Os instrumentos de campo ou dispositivos de campo podem ser simples


não exigindo muita configuração e ainda, fornecendo uma saída de
comunicação sem diagnósticos ou configurações sofisticadas.

Hoje em dia, temos os instrumentos inteligentes ou “SMART Devices“.


Tais instrumentos de medição tem uma configuração sofisticada e uma
maior flexibilidade de aplicação.

Além disso, você tem diagnósticos e a possibilidade de integração


utilizando protocolos digitais.

Atuadores ou elementos finais de controle

Outro item importante no nível 01 são os atuadores ou elementos finais de


controle. Assim que a informação de processo é enviada para os
controladores, eles devem atuar nos elementos finais de controle
mantendo o setpoint da malha de controle.

Os elementos finais de controle podem ser válvulas de controle com


posicionadores digitais ou analógicos, inversores de frequência para
atuação em um motor ou bomba, etc.
Protocolos de comunicação

Toda informação no campo é enviada utilizando protocolos de


comunicação digitais ou analógicos. A comunicação 4-20mA é mais
comum mesmo nos dias atuais, pois é simples e bem robusta.

Todavia, temos outros protocolos que reduzem custos de implementação,


além de dar acesso a diagnóstico e acesso remoto dos equipamentos. Por
exemplo, posso utilizar protocolos como, PROFIBUS DP/PA,
FOUNDATION Fieldbus, HART, WirelessHART, Ethernet-IP, PROFINET,
entre outros.

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Nível 02 – Controle de processo

Aqui encontramos o que gosto de definir como o “cérebro da planta”.

Todo os controles de processos são feitos neste nível utilizando


equipamentos sofisticados para realizar as estratégias de controle.

O CLP (Controlador lógico programável) está localizado neste nível, além


do SDCD (Sistema Digital de Controle Distribuído), entre outros.

Uma caraterística neste nível é que o volume de informação trocada entre


outros sistemas de controle é muito maior do que no campo. Por conta
disso, temos alguns protocolos diferenciados para aplicação neste nível,
como PROFIBUS DP, FOUNDATION Fieldbus HSE, EtherNet-IP,
PROFINET, etc.

Como o crescimento de protocolos baseados em ethernet, uma das


principais vantagens é que o campo utiliza do mesmo padrão de
comunicação utilizado no nível de controle.
Nível 03 – Supervisão

Como o nome já diz, neste nível nos temos soluções para realizar a
supervisão do processo industrial.

Existem diversas formas de supervisionar o que está acontecendo no


campo, como também fazer o controle remoto. Uma outra função
realizada nesta camada é de bancos de dados, onde é feito o
armazenamento das informações de processo, para uma análise futura do
comportamento da malha de controle.

Além disso, você tem todos histórico da planta, caso algo aconteça é
possível realizar uma análise para identificar o problema.

Soluções como SCADA, IHM e Workstation estão localizadas na camada


nível 03. Toda conexão entre o sistema de controle e o sistema de
supervisão é feita utilizando conversores ou protocolos aberta na grande
maioria, como OPC, OPC UA, Modbus, etc.

Nível 04 – Gerenciamento da planta industrial

Antes do quarto nível, temos que ter em mente que todo controle de
processos está sendo feito nos níveis anteriores, certo? Como já
comentado, você vai encontrar os instrumentos de medição, controladores
e sistema de supervisão nos primeiros níveis.

Na produção, é necessário ter um controle e gestão das matéria prima,


quantidade que deve ser produzida e demais recursos. O nível 4 é
responsável pelo planejamento, controle e logística dos suprimentos.

Para realizar a gestão dos suprimentos, ferramentas como MES e PIMS


utilizam como base o banco de dados e relatórios gerados no nível 03,
utilizando os sistemas de supervisão.

A troca de informação neste nível é feita baseada em Ethernet. Além de


utilizar banco de dados para armazenamento das informações e gerar
relatórios.

Nível 05 – Gerenciamento corporativo

Finalmente estamos no último nível da pirâmide da automação industrial.


Aqui saímos da visão de produção, controle de processos, etc.
O nível da informação neste nível é corporativo, focado na área de vendas
e gestão do recursos. Essas informações tem como intuito gerar melhores
resultados financeiros para a empresa.

No nível 05, toda troca de informações é baseada também em Ethernet,


onde podemos encontrar soluções ERP no geral.

Dependendo da arquitetura, é possível encontrar relatórios de níveis


anteriores, mas isso não é muito comum.

ANSI/ISA-95 – Integração do sistema corporativo com controle

Você já ouviu falar sobre a ISA? Dando uma breve explicação sobre esta
organização, ISA quer dizer “Sociedade Internacional da Automação”. A
ISA possui diversas normas e materiais técnicos sobre o mundo da
Automação.

A ANSI/ISA-95 é uma norma técnica que visa criar modelos abstratos e


terminologias padrões para fazer a conexão e troca de informação entre
sistemas empresariais e sistemas de operação da planta.

Para isso, foi criado um comitê em 1995 (após a copa do mundo)


chamado de “SP95” com diversos especialistas.

Essa necessidade surgiu quando os computadores começaram a ter mais


espaço no ambiente industrial. Sério, não tinha computador antigamente!
Mas isso você já deve saber!

ANSI/ISA-95
O comitê trabalhou para criar padrões na troca de informações de forma
transparente e eficiente entre ERP e MES (Falamos sobre eles
anteriormente, lembra?)

Essa norma é responsável por definir uma melhor interface entre funções
de controle e funções corporativas. O ISA-95 utiliza como base o Purdue
Reference Model, focando na troca de informação entre os níveis 3 e 4.
A norma ISA-95 é composta por 6 partes, citadas abaixo:

 Parte 01 da ISA-95 – Modelos e terminologias


 Parte 02 da ISA-95 – Atributos do modelo de objeto
 Parte 03 da ISA-95 – Modelos de atividade de gerenciamento da
operações de fabricação
 Parte 04 da ISA-95 – Modelos e atributos do objeto MOM
 Parte 05 da ISA-95 – Transações de negócios para fabricação
 Parte 06 da ISA-95 – Modelo de serviço de mensagens

Este assunto é bem complexo, não vou entrar nos detalhes neste artigo.
Podemos falar mais sobre ele em outra oportunidade, mas é importante
pelo menos saber sobre sua existência.

A ISA-95 é um norma de grande relevância pois pode ser aplicada em


diferentes tipos de industria. A norma cria uma base consistente para
troca de informação entre fornecedores e fabricantes.

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Pirâmide da Automação industrial e o IIoT (Internet industrial das


coisas)

Estamos na era digital e as soluções IIoT estão em destaque em diversos


fabricantes. Cada um deles tem apresentado diferentes formas de
implementação da solução, pois ainda não existe um padrão utilizado.

Por exemplo, existem soluções onde toda inteligência é feita utilizando


gateways para coleta dos dados e depois envio para soluções na
nuvem.Outras soluções estão rodando dentro da arquitetura convencional,
utilizando DCS, instrumentos e redes convencionais.

Baseado nisso, algumas arquiteturas de como é feita a coleta das


informação e a conexão entre a rede da instrumentação e a rede TI são
simplificadas, criando novas denominações baseado na necessidade.

Antes de dar uma exemplo de arquitetura promovida hoje no mercado,


precisamos entender que o conceito IIoT é interpretado diferentemente
também.

Para alguns fabricantes, IIoT é coleta da inteligência dos


instrumentos no campo para tomadas de decisão antecipadas.

Por exemplo, temos soluções onde medidores de vazão enviam


diagnósticos e com base nele você consegue analisar se é necessário
uma intervenção, calibração ou troca. (Na muito diferente da solução PAM
(Plant Asset Management), certo?)

Algumas empresas trazem soluções pontuais, que rodam


independente do sistema de controle, um exemplo seria o
monitoramento de energia. Tal solução adiciona instrumentos para
medição de consumo de vapor, ar comprimido, água, etc.

Depois utiliza softwares ou os atuais Apps para análise de dados e criação


dos relatórios.

Abaixo, faço uma descrição resumida de uma solução IIoT disponível no mercado.

Cortesia do site automation.com

 Rede digital de sensores – Neste nível encontramos os


instrumentos de campo inteligentes utilizando protocolos digitais de
comunicação. Neste nível é essencial utilizar apenas um tipo de
padrão de comunicação para coleta dos dados, tais como uma rede
WirelessHART ou PROFIBUS PA.
 Gateway/ Link devices – Todos os instrumentos de campo
inteligentes são conectados aos Gateways ou algum outro tipo de
link. Basicamente, aqui temos a conversão dos sinais vindo quando
em um diferente padrão de comunicação baseado em Ethernet.
 Rede Backbone – Nada mais é do que o protocolo baseado em
Ethernet, responsável por fazer a comunicação entre as gateways
com softwares ou sistema de controle.
 Cyber Security – Este nível é relevante para manter a segurança
dos dados no campo. Muita vezes rodando soluções independentes
para evitar qualquer ação nos instrumentos de campo, podemos citar
como alternativas a conexão na nuvem com historiador, rede
fisicamente privada (PPN), zona desmilitarizada (DMZ) entre outros.
 Rede Backhaul – Neste nível temos a conexão das informações da
planta com uma solução na nuvem. Pode ser utilizado uma conexão
via internet ou conexões do tipo de celular. Aqui, um IP é utilizado
para fazer essa conexão externa com os dados.
 Solução na nuvem – Solução remota que é responsável por salvar
os dados em uma máquina virtual ou sistema de armazenamento.
Um exemplo para solução cloud seria o Microsoft Azure.
 Plataforma – Podemos também chamar de historiador, onde pode
ser também utilizado na planta, mas com soluções recentes isto
pode ser feito na nuvem.
 Aplicativos de análise – Soluções dedicadas para analisar
performance de algum equipamento ou processo. Uma solução
neste nível seria análise dos dados dos equipamentos
implementados para monitoramento de energia da planta. Aqui
temos todos cálculos, gráficos e insights necessários com uma
interface simple para interpretação dos dados.

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Esse é um exemplo de como os dados são coletados e conectados em


soluções na nuvem para IIoT.

Podem existir diferentes formas para este tipo de conexão, utilizei como
base um grande fornecedor de automação no mercado e a sua solução
para descrever seus níveis e o que tem em cada um deles.

https://automacaoecartoons.com/2018/01/11/piramide-da-automacao-industrial/

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