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16/11/2017 Especificidade para Antígenos e Memória Imunológica – Ativação dos Linfócitos B (Imunidade Humoral) e Linfócitos T (Imunidade Celular…

Eventos Adversos Pós-Vacinação – EAPV


Eventos Adversos Pós-Vacinação – EAPV

Especificidade para Antígenos e


Memória Imunológica – Ativação dos
Linfócitos B (Imunidade Humoral) e
Linfócitos T (Imunidade Celular) na
produção de Anticorpos e Citocinas
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Ativadas após a interação de moléculas coestimulatórias e a identificação do antígeno apresentado
pelas APC – células apresentadoras de antígenos, via complexo principal de histocompatibilidade
(MHC) classe I (que apresenta antígenos de patógenos intracelulares) e II (que apresenta antígenos de
patógenos extracelulares), as células da imunidade adaptativa tornam-se aptas a reconhecer uma
multiplicidade de moléculas diversas e ao mesmo tempo, “lembrar-se” de um encontro anterior com
mesmo patógeno (MALAGUTT, 2011; PARHAM, 2011).

As células apresentadoras de antígenos são principalmente as células dendríticas, os macrófagos e os


linfócitos B, que atuam a partir das fases iniciais do processo inflamatório. Segundo Parham (2011, p.
72) “os receptores das células B e T são as proteínas que formam a base da imunidade adaptativa”.

Os linfócitos B têm
origem e amadurecem na
medula óssea e
apresentam em sua
superfície moléculas de
imunoglobulinas
(anticorpos) capazes de
fixar um único antígeno
específico. Os linfócitos B
são as únicas células
capazes de produzir
anticorpos. Eles
reconhecem antígenos
extracelulares (incluindo
os que se encontram na
superfície celular) e se
diferenciam em células
secretoras de anticorpos, funcionando, assim, como mediadores da imunidade humoral. Quando
uma célula B encontra pela primeira vez um antígeno para o qual está predeterminada, começa a
proliferar rapidamente, gerando células B de memória e células B efetoras ou plasmócitos (BRASIL,
2006; ABBAS, LICHTMAN & PILLAI, 2008).

Os anticorpos ou imunoglobulinas (Ig), moléculas produzidas em resposta à presença de um


antígeno, são capazes de sinalizar o patógeno ao sistema imunológico (processo chamado de
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opsonização),
inativar/neutralizar os sítios
de infecção do patógeno
(processo chamado de
neutralização), bem como
ativar o sistema
complemento responsáveis
pela destruição celular
(MALAGUTTI, 2011).  Brunner
e Suddarth (2009) destacam
que o corpo produz cinco
tipos distintos de
imunoglobulinas (Ig): IgA,
IgD, IgE, IgG, e IgM.

A classificação baseia-se na
estrutura química e no papel
biológico de cada imunoglobulina, onde sua produção está vinculada a idade, ao tipo de antígeno, a
sua via de introdução e a experiência prévia ou não com o mesmo antígeno, funcionado como
anticorpos destinados a bloquear os antígenos que atingem o corpo, como os existentes em
bactérias, vírus, toxinas, alérginos e vacinas. (BRASIL, 2006; BRUNNER E SUDDARTH, 2009).

As principais características estão resumidas no quadro abaixo.

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Fonte: Brunner e Suddarth, 2009, p.1515.

Já os linfócitos T, as células de imunidade celular, reconhecem os antígenos de micro-organismos


intracelulares, destruindo-os ou destruindo as células infectadas. Elas não produzem anticorpos,
apresentando apenas especificidade restrita para antígenos, ou seja, atacam diretamente os
invasores estranhos. Apesar de também se originarem na medula óssea, amadurecem no timo, onde
passam a apresentar em sua membrana celular, receptores denominados receptores de células T,
também específicos para um único antígeno. (MANUAL CRIE, 2006; ABBAS, LICHTMAN & PILLAI, 2011).

As células T incluem as células T Efetoras, que se dividem em células T auxiliares/helper (Th) e células
T citotóxicas/citolíticas (Tc), as células T Supressoras e as células T de Memória. As células Th
(auxiliares) quando ativadas liberam citocinas, que atraem a ativam outras células do sistema imune.
Já as células Tc (citotóxicas), atacam diretamente os antígenos, modificando a estrutura celular e
provocando a lise. (BRUNNER E SUDDARTH, 2009).

Os linfócitos CD4 e os linfócitos CD8 respectivamente são dotados de glicoproteínas que surgem na
membrana celular das células Th e Tc.

Os linfócitos T e B, conforme descrito no Manual do CRIE (2006, p. 25) “reconhecem sítios dos
antígenos denominados determinantes antigênicos ou epítopos”. Sendo esses, os sítios
imunologicamente ativos do antígeno, ou seja, aqueles que se fixam aos receptores das células B ou
T. Desta forma, os receptores dos linfócitos T, encarregados da defesa primária do organismo, só
podem reconhecer aqueles que sejam apresentados na membrana celular junto com as proteínas do

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complexo maior de histocompatibilidade (MHC), diferentemente dos linfócitos B que podem


identificar os determinantes antigênicos diretamente.

O sistema imune variavelmente ataca os antígenos de origem intracelular (endógenos) e extracelular


(exógenos). Os antígenos extracelulares são internalizados e processados somente pelas células
apresentadoras de antígenos e eliminados com a participação de anticorpos e dos mecanismos
inespecíficos, enquanto os antígenos intracelulares são processados por quase todas as células do
corpo, inclusive as células apresentadoras de antígenos e eliminados pelos linfócitos T citotóxicos,
além dos anticorpos e dos mecanismos inespecíficos (BRASIL, 2006).

Mesmo diante das conceituações explicitadas de forma simplória, deve-se considerar que há
colaboração entre os distintos ramos da imunidade – celular e humoral. No entanto, evidencia-se que
as condições que provocam respostas de linfóticos T citotóxicos também provocam respostas de tipo
humoral. Já, os estímulos antigênicos que induzem resposta humoral não provocam
obrigatoriamente resposta de tipo citotóxica.

Referências: 

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância


Epidemiológica. Manual dos centros de referência para imunobiológicos especiais –
Brasília: Ministério da Saúde, 2006.
PEAKMAN, M. & VERGANI D. Imunologia: básica e clínica – Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.
FORTE, W. C. N. Imunologia: do básico ao aplicado. 2.ed. Porto Alegre: Artmed, 2007. 364 p.
GUYTON, A.C.; HALL, J.E. Tratado de fisiologia médica. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2006.
MALAGUTTI, W. (Organizador). Imunização, imunologia e vacinas. Rio de Janeiro: Rubio,
2011.
MURPHY, K.; TRAVERS, P.; WALPORT, M. Imunobiologia de Janeway. 7. ed. Porto Alegre:
Artmed, 2010. 885p
ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A.H. & PILLAI, S. Imunologia Celular e molecular. 6 ed. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2008.

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