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PROCESSO Nº TST-RR-20171-63.2013.5.04.

0752

A C Ó R D Ã O
(8ª Turma)
GMMEA/prf 

RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO SOB A


ÉGIDE DA LEI Nº 13.015/2014 -
CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL. IMPOSIÇÃO
A EMPRESAS NÃO ASSOCIADAS AO
SINDICATO PATRONAL. É inadmissível a
imposição de contribuição
assistencial a empresas não
associadas à entidade sindical
patronal, uma vez que tal medida
afronta diretamente a liberdade de
associação assegurada
constitucionalmente. Aplicação, por
analogia, do PN 119 e da OJ 17, ambos
da SDC do TST. Recurso de revista
conhecido e provido.
ENQUADRAMENTO SINDICAL. CONTRIBUIÇÃO
SINDICAL. Constatado que a atividade
principal da filial era a
comercialização de combustível para
veículos automotores, atividade
diversa daquela desenvolvida pela
matriz, aplica-se ao caso o art. 581,
§ 1º, da CLT, segundo o qual "Quando
a empresa realizar diversas
atividades econômicas, sem que
nenhuma delas seja preponderante,
cada uma dessas atividades será
incorporada à respectiva categoria
econômica, sendo a contribuição
sindical devida à entidade sindical
representativa da mesma categoria,
procedendo-se, em relação às
correspondentes sucursais, agências
ou filiais, na forma do presente
artigo". Recurso de revista não
conhecido.
MULTA PREVISTA NO ART. 600 DA CLT.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Não se
conhece do recurso quando a parte
recorrente não atende o pressuposto
do art. 896, § 1º-A, I, da CLT.
Recurso de revista não conhecido.
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PROCESSO Nº TST-RR-20171-63.2013.5.04.0752

Vistos, relatados e discutidos estes autos de


Recurso de Revista n° TST-RR-20171-63.2013.5.04.0752, tendo por
Recorrente COOPERATIVA AGROPECUÁRIA ALTO URUGUAI LTDA. e Recorrido
SINDICATO INTERMUNICIPAL DO COMÉRCIO VAREJISTA DE COMBUSTÍVEIS E
LUBRIFICANTES DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - SULPETRO.

O TRT da 4ª Região, pelo acórdão de fls. 444/454,


deu parcial provimento ao recurso ordinário do reclamante. Pelo
acórdão de fls. 488/491, deu provimento aos embargos de declaração
opostos pela reclamada.
Inconformada, a reclamada interpõe recurso de
revista às fls. 493/522.
O recurso foi recebido pelo despacho de fls.
535/539, por possível violação dos arts. 5º, XX, e 8º, V, da
Constituição da República.
Sem contrarrazões.
Não houve remessa dos autos ao Ministério Público
do Trabalho, nos termos do Regimento Interno do TST.
É o relatório.

V O T O

Preenchidos os pressupostos extrínsecos de


admissibilidade do recurso: tempestividade (fls. 493 e 541),
regularidade de representação (fls. 250) e preparo (fls. 522/523).

a) Conhecimento

1 – CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL. IMPOSIÇÃO A


EMPRESAS NÃO ASSOCIADAS AO SINDICATO PATRONAL

A recorrente sustenta não ser possível impor o


pagamento da contribuição assistencial a empresa não associada ao
sindicato patronal. Transcreve arestos para demonstração de
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divergência jurisprudencial. Indica contrariedade à Súmula 666 do


STF, ao PN 119 e à OJ 17 da SDC, ambas do TST, além de violação dos
arts. 5º, II e XX, 7º, XXVI, e 8º, caput, III, IV e V, da
Constituição da República, 122 e 884, do Código Civil e 513, "e",
548, "a", 578 e 580, III, da CLT.
Tem razão a recorrente.
O Regional consignou, no que interessa:

"O poder impositivo do sindicato de cobrar contribuições sindicais de


associados e não-associados, encontra fundamento legal no art. 513, letra
‘b’, da CLT, e decorre da possibilidade das entidades sindicais celebrarem
convenções coletivas de trabalho (art. 7º, XXVI e 8º, VI, da Constituição
Federal).
As convenções coletivas refletem a autonomia de vontade dos
sindicatos que se dispõem à negociação e visam a estabelecer as condições
de trabalho, aplicáveis às relações individuais de trabalho de todos os
integrantes das categorias profissional e econômica envolvidas,
independentemente de serem eles associados ou não, ao sindicato (art. 611,
CLT).
A contribuição assistencial destina-se a custear o passivo do sindicato
no desempenho de atividades próprias de representação e negociação
coletiva, constitucionalmente previsto.
Assim, o trabalho desenvolvido pelos sindicatos tem por objetivo as
conquistas normativas que alcançam a todos os membros da categoria,
associados ou não. A manutenção das atividades sindicais, por meio de
aporte financeiro das empresas próprias da categoria, encontra-se
estreitamente relacionado à finalidade de agente intermediador da produção
normativa entre empregados e empregadores.
Dessa forma, não parece residir justeza no fato de que somente
algumas empresas associadas suportem esse ônus econômico, pois os
benefícios revertem, no mais das vezes, em prol de toda a categoria. Ou
seja, é eticamente correto se exigir de associados e não-associados, que
contribuam para a manutenção do sindicato que tem por finalidade angariar
melhorias para a categoria patronal.

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PROCESSO Nº TST-RR-20171-63.2013.5.04.0752

Não existe qualquer atentado à liberdade de associação, pois não se


deseja obrigar à empresa a filiar-se a sindicato patronal, ou contribuir
regularmente para sua manutenção como se associado fosse. Pelo contrário,
busca-se respaldar o princípio da igualdade e reconhecer seu dever de
contribuir com as despesas realizadas pelo sindicato em desempenho de sua
função de negociador coletivo, prestando uma retribuição, simbólica que
seja, pelos benefícios proporcionados pela atuação sindical.
Diz a boa doutrina, consubstanciada nos ensinamentos de Alice
Monteiro de Barros que:
Outra prerrogativa sindical consiste na imposição de
contribuição a todos aqueles que participam das categorias
econômicas ou profissionais ou das profissões liberais.
Anteriormente à Constituição da República de 1988, a receita
do sindicato era constituída dessa contribuição de caráter
obrigatório, devida por todos os integrantes da categoria; da
contribuição assistencial prevista em norma coletiva e da
mensalidade, esta última devida apenas pelos sócios do
sindicato, como é reconhecido a qualquer associação. (in Curso
de Direito do Trabalho. 5ª ed. São Paulo: LTr. 2009, p. 1.242).
Portanto, inexiste inconstitucionalidade a ser pronunciada, quanto às
cobranças de contribuições assistenciais de todos os estabelecimentos
comerciais pertencentes à categoria de comércio e varejo de combustíveis e
lubrificantes, cujo enquadramento foi reconhecido nesta decisão.
Dá-se, pois provimento ao recurso para condenar a reclamada ao
pagamento das contribuições assistenciais patronais, previstas nas normas
coletivas 2011/2012 e 2012/2013 (referentes aos exercícios 2011 e 2012),
com acréscimo da multa de 50%, juros e correção monetária na forma da
lei." (fls. 451/452-g.n.).

É inadmissível a imposição de contribuição


assistencial a empresas não associadas à entidade sindical patronal,
uma vez que tal medida afronta diretamente a liberdade de associação
assegurada constitucionalmente.
As referidas contribuições somente podem ser
cobradas das empresas efetivamente filiadas ao sindicato. Aplica-se,
por analogia, o Precedente Normativo 119 e a OJ 17, ambos da SDC do
TST. Julgados nesse sentido: TST-ARR - 171-80.2010.5.04.0741,
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Relator Ministro: Walmir Oliveira da Costa, Data de Julgamento:


08/08/2018, 1ª Turma, Data de Publicação: DEJT 10/08/2018; TST-RR -
1501-82.2010.5.04.0751, Relator Ministro: Mauricio Godinho Delgado,
Data de Julgamento: 12/12/2012, 3ª Turma, Data de Publicação: DEJT
14/12/2012; TST-RR - 47000-04.2009.5.04.0241, Relator Ministro: Luiz
Philippe Vieira de Mello Filho, Data de Julgamento: 20/06/2012, 4ª
Turma, Data de Publicação: DEJT 29/06/2012; TST-RR - 20312-
81.2016.5.04.0007, Relator Ministro: Douglas Alencar Rodrigues, Data
de Julgamento: 30/05/2018, 5ª Turma, Data de Publicação: DEJT
08/06/2018; TST-RR - 82800-35.2008.5.04.0013, Relator Ministro:
Augusto César Leite de Carvalho, Data de Julgamento: 04/10/2017, 6ª
Turma, Data de Publicação: DEJT 06/10/2017; TST-RR - 66500-
16.2008.5.04.0007, Relator Ministro: Douglas Alencar Rodrigues, Data
de Julgamento: 17/02/2016, 7ª Turma, Data de Publicação: DEJT
26/02/2016 e TST-RR - 1177-55.2011.5.09.0513, Relatora Ministra:
Dora Maria da Costa, Data de Julgamento: 18/12/2012, 8ª Turma, Data
de Publicação: DEJT 07/01/2013.
A decisão regional, ao admitir a possibilidade do
sindicato instituir e cobrar das empresas não sindicalizadas
contribuições decorrentes do vínculo associativo viola os arts. 5º,
XX, e 8º, V, da Constituição da República.
Conheço.

2 – ENQUADRAMENTO SINDICAL. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL

A recorrente sustenta que o enquadramento sindical


tem por suporte a atividade preponderante da entidade. Diz que a sua
atividade preponderante não é a comercialização de combustível, mas
sim a atividade agropecuária. Afirma ter destinado corretamente a
contribuição sindical à OCERGS SINDICATO. Diz que a Lei nº 5.764/71
lhe autoriza a fornecer bens e serviços a não associados. Transcreve
arestos para demonstração de divergência jurisprudencial. Indica
violação dos arts. 511, § 1º, 516 e 581, §§ 1º e 2º, da CLT e 86 da
Lei nº 5.764/71.
Não tem razão a recorrente.
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O Regional consignou, no que interessa:

"A reclamada, denominada Cooperativa Agro-Pecuária Alto Uruguai


Ldta, com sigla COTRIMAIO tem os seguintes objetivos sociais: a) o
estímulo, o desenvolvimento progressivo e a defesa de suas atividades
econômicas de caráter comum; b) a venda em comum da produção agrícola,
pecuária ou extrativa de seus associados, nos mercados locais, nacionais e
internacionais; c) industrializar não só produtos de seus associados, como
também atuar em qualquer ramo da indústria extrativa, de transformação,
para o fornecimento de bens de consumo e de produção, visando minimizar
custos e maximizar resultados dos cooperados, mediante pagamento ou
cobrança de taxas(ID 263226, pg.04).
No caso em apreço, entendo que restou comprovado nos autos que a
demandada, além das atividades acima descritas, atua no comércio de
revenda de combustíveis, atividade essa desvinculada de sua atividade
preponderante. Verifica-se que a Cooperativa-ré mantém uma filial como
posto de combustível, inscrita na Receita Federal, sob o CNPJ
98.042.120/0069-44, cuja atividade econômica principal é o comércio
varejista de combustíveis para veículos automores (ID 263227).
O preposto da ré é claro ao afirmar (ID 263143, pg.01):
[...] que a reclamada é proprietária de postos revendedores
de combustíveis, em diversas cidades; que os postos oferecem
vendas de combustíveis e óleos e lubrificantes; que a reclamada
possui funcionários que trabalham especificamente nos postos
de combustíveis, como os frentistas; que a reclamada recolhe
para todos os seus funcionários a contribuição para o Sindicato
dos Empregados no Comércio de Santa Rosa; que os postos de
combustíveis da reclamada vendem combustível
preferencialmente aos associados, mas também a qualquer
cidadão que abastecer nos referidos postos.
Nesse passo, ao contrário do entendimento esposado na origem, tenho
por descaracterizada a unidade de produto, operação ou objetivo final. É
devido o enquadramento da filial, na categoria do sindicato-autor, na
medida em que admitida pela recorrida a venda de combustíveis a não
cooperados, diante do cadastro nacional de pessoa jurídica que consigna a
atividade de comércio varejista.

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A Cooperativa, no caso concreto, diversificou as suas atividades, e, ao


exercê-las em ramos independentes, atrai a incidência do disposto no artigo
581, §1º, da CLT, devendo o enquadramento sindical ocorrer
individualmente para cada atividade.
Assim tem sido o entendimento desta Turma Julgadora, conforme o
precedente abaixo:
(...)
Nos termos do artigo 579 da CLT, a contribuição sindical é devida por
todos aqueles que participarem de uma determinada categoria econômica
ou profissional, ou de uma profissão liberal, em favor do Sindicato
representativo da mesma categoria ou profissão, ou, inexistindo este, na
conformidade do disposto no art. 591.
Por outro lado, registra-se que, conforme contestação, a demandada
está organizada na forma de cooperativa, contribuiu para a OCERGS e tem
como atividade principal o ‘estímulo, o desenvolvimento progressivo e a
defesa de suas atividades econômicas de caráter comum e a venda em
comum da produção agrícola, pecuária ou extrativa de seus associados, nos
mercados locais, nacionais e internacionais’, sendo secundária a sua
atuação no comércio varejista de combustível para veículos automotores
(ID 263191). A fim de evitar repetição de pagamento, e porque a pretensão
da exordial concerne a esta última atividade, o pagamento das contribuições
sindicais deve corresponder a 40% sobre o movimento econômico do posto
de combustível, consoante disposto no artigo 580, III, § 5º, da CLT:
As entidades ou instituições que não estejam obrigadas ao
registro de capital social, consideração, como capital, para
efeito do cálculo de que trata a tabela progressiva constante do
item III deste artigo, o valor resultante da aplicação do
percentual de 40% (quarenta por cento) sobre o movimento
econômico registrado no exercício imediatamente anterior, do
que darão conhecimento à respectiva entidade sindical ou à
Delegacia Regional do Trabalho, observados os limites
estabelecidos no § 3º deste artigo.
Apenas para que não se tenha a presente decisão por omissa, cumpre
salientar que não merece prosperar a alegação da reclamada, expressa na
manifestação dos documentos (ID 263171, pgs.06/07), renovadas em
contrarrazões (ID 263165, pgs.04/05), quanto à decisão transitada em
julgado envolvendo as mesmas partes e o mesmo objeto. Isso porque, a ré
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não demonstra que o objeto das ações referiam-se às mesmas contribuições


sindicais e assistenciais. Consigna-se que o indeferimento do pleito em ação
anterior, não obsta nova ação de cobrança, relativa a contribuições de
exercícios diversos.
Nesses termos, dou parcial provimento ao recurso do sindicato-autor
para condenar a reclamada ao pagamento da contribuição sindical
relativamente aos exercícios de 2009, 2010, 2011, 2012 e 2013, com
observância da regra do artigo 580 da CLT, com correção monetária na
forma da lei, além de juros e multa previstos no art. 600 da CLT." (fls.
448/450, seq. 3-g.n.).

Nos termos das premissas consignadas no acórdão


regional, insuscetíveis de revisão nesta instância extraordinária,
consoante dispõe a Súmula 126 do TST, a recorrente mantém uma filial
como posto de combustível, cuja atividade econômica principal é o
comércio varejista de combustível para veículos automotores. O
Regional destacou que, descaracterizada a unidade de produto,
operação ou objetivo final, é devido o enquadramento da filial na
categoria do sindicato-autor.
Dadas as referidas premissas, aplica-se ao o art.
581, § 1º, da CLT, segundo o qual "Quando a empresa realizar
diversas atividades econômicas, sem que nenhuma delas seja
preponderante, cada uma dessas atividades será incorporada à
respectiva categoria econômica, sendo a contribuição sindical devida
à entidade sindical representativa da mesma categoria, procedendo-
se, em relação às correspondentes sucursais, agências ou filiais, na
forma do presente artigo". Julgado:

"I - AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA


REGIDO PELA LEI 13.015/2014. (…) II - RECURSO DE REVISTA
REGIDO PELA LEI 13.015/2014 (…) 2 - CONTRIBUIÇÃO SINDICAL.
ENQUADRAMENTO SINDICAL. 2.1. O acórdão do Tribunal Regional
registrou que a sede da cooperativa é um típico estabelecimento voltado ao
comércio de combustível, não direcionado apenas à consecução das
atividades-fim, inclusive opondo concorrência a outros estabelecimentos do
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mesmo gênero. Incide à Súmula 126 do TST. 2.2. Verificando-se que a


venda de combustível não se relaciona apenas de forma acessória à
atividade principal da cooperativa, tornando-se atividade independente, não
se aplica o art. 581, §2.º, da Consolidação das Leis Trabalhistas, mas sim o
disposto no §1.º do mesmo art. 581 da CLT. Recurso de revista não
conhecido. (…)" (TST-RR-20285-02.2013.5.04.0752, Relatora Ministra:
Delaíde Miranda Arantes, 2ª Turma, DEJT 11/04/2017).

Ileso, portanto, o art. 581, §§ 1º e 2º, da CLT.


Os arts. 511, § 1º, e 516 da CLT e 86 da Lei nº
5.764/71 não tratam da controvérsia específica ora examinada.
Inviável a aferição da sua violação, dada a impertinência temática.
Os arestos indicados não se prestam à demonstração
de dissenso de teses. Os paradigmas de fls. 509/510 (seq. 3) são
oriundos do mesmo Regional (OJ 111 da SbDI-1 do TST). O aresto de
fls. 510/512 (seq. 3) é inespecífico, na medida em que não revela as
mesmas peculiaridade do caso sob exame.
Diante do exposto, não conheço.

3 – MULTA PREVISTA NO ART. 600 DA CLT. HONORÁRIOS


ADVOCATÍCIOS. NÃO ATENDIMENTO DO PRESSUPOSTO DO ART. 896, § 1º-A, I,
DA CLT

A recorrente manifesta inconformismo no que diz


respeito à aplicação da multa prevista no art. 600 da CLT e aos
honorários advocatícios.
Não tem razão a recorrente.
Interposto o recurso de revista sob a égide da Lei
nº 13.015/2014, a parte recorrente deve transcrever precisamente o
trecho da decisão recorrida que consubstancia o prequestionamento da
controvérsia, conforme determina o § 1º-A, I, do art. 896, da CLT,
sob pena de não conhecimento do apelo.
No caso, a recorrente não transcreveu os trechos
do acórdão regional que consubstanciam o prequestionamento da

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controvérsia, não bastando ao cumprimento da exigência legal o mero


resumo da decisão recorrida.
Esclareça-se que a transcrição da ementa do
julgado (fls. 513-seq. 3) não se presta ao cumprimento do art. 896,
§ 1º-A, I, da CLT, na medida em que não delimita o objeto da
insurgência inserida no apelo. Julgado da SbDI-1 do TST no sentido
do exposto: TST-RR-593-29.2013.5.15.0067, Relator Ministro: José
Roberto Freire Pimenta, SbDI-1, DEJT 17/08/2018.
Desse modo, inviável o processamento do recurso de
revista, tendo em vista a não observância do requisito legal.
Não conheço.

b) Mérito

CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL. IMPOSIÇÃO A EMPRESAS


NÃO ASSOCIADAS AO SINDICATO PATRONAL

Conhecido o recurso de revista por violação dos


arts. 5º, XX, e 8º, V, da Constituição da República, a consequência
lógica é o seu provimento para excluir da condenação as
contribuições assistenciais patronais.

ISTO POSTO

ACORDAM  os   Ministros   da   Oitava   Turma   do   Tribunal


Superior   do   Trabalho,  por unanimidade, conhecer do recurso de
revista apenas quanto ao tema "CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL. IMPOSIÇÃO
A EMPRESAS NÃO ASSOCIADAS AO SINDICATO PATRONAL", por violação dos
arts. 5º, XX, e 8º, V, da Constituição da República e, no mérito,
dar-lhe provimento para excluir da condenação as contribuições
assistenciais patronais.
Brasília, 24 de abril de 2019.

Firmado por assinatura digital (MP 2.200-2/2001)


MÁRCIO EURICO VITRAL AMARO
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