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Mecânica dos Sólidos 1 1

1. INTRODUÇÃO: MECÂNICA DOS SÓLIDOS 1

1.1. INTRODUÇÃO

A Mecânica é a ciência que trata do estado de repouso ou movimento dos corpos


sujeitos à ação de forças. Em especial neste componente curricular Mecânica dos Sólidos 1
trabalharemos com a Estática dos Corpos Rígidos. Este assunto é de extrema importância
para o projeto e análise de diversos tipos de membros estruturais, componentes mecânicos
ou dispositivos elétricos usados na engenharia.
Este caderno de atividades tem por objetivo direcionar os estudos dos estudantes
através de indicações de leituras prévias na bibliografia, listas de exercícios e trabalhos que
irão estabelecer uma rotina de estudos extremamente importante para o sucesso no
aprendizado da disciplina.
A partir da leitura dos textos indicados, você irá se preparar para acompanhar os
conteúdos que serão abordados em sala de aula. Com esta leitura prévia você estará se
familiarizando com estes assuntos e poderá estruturar o seu aprendizado de maneira mais
sólida e fundamentada, pois terá a chance de acompanhar de maneira mais ativa os nossos
encontros em sala de aula.
Já os exercícios podem ser resolvidos imediatamente após cada aula estabelecida
neste caderno. Os trabalhos devem ser resolvidos assim que os exercícios propostos
estiverem entendidos. Isto facilitará o seu estudo e propiciará um melhor desempenho nas
atividades avaliativas.

1.2. SISTEMA DE AVALIAÇÃO

1.2.1. DISTRIBUIÇÃO DE PONTOS

Etapa 1 Etapa 2
TIPO PONTUAÇÃO TIPO PONTUAÇÃO
TRABALHO 1 10,0 TRABALHO 3 10,0
TRABALHO 2 10,0 TRABALHO 4 10,0
PROVA 1 30,0 PROVA 2 30,0
SUBTOTAL 50 SUBTOTAL 50
TOTAL 100 PONTOS

1.2.2. METODOLOGIA
O processo de avaliação da disciplina Mecânica dos Sólidos 1 é constituído de 4
trabalhos e 2 provas.

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Os trabalhos, no valor de 10 pontos cada um, poderão ser realizados em grupos de


até 3 alunos (no máximo) e são constituídos de um ou dois exercícios que procuram alcançar
a totalidade dos conteúdos apresentados em sala de aula. Dois destes trabalhos serão
realizados em sala de aula, nas semanas que antecedem as provas. Caso o aluno venha
faltar na data destes trabalhos, ele perderá o direito de realizá-lo em grupo de terá que marcar
com o professor uma nova data para a realização do mesmo. A realização do trabalho fora da
data estipulada só irá ocorrer mediante uma solicitação feita via protocolo ao gestor do curso,
na qual o aluno deve apresentar uma justificativa (atestado médico ou de trabalho) para a
falta, sendo que caberá ao gestor deferir ou não o pedido.
As provas são individuais e sem consulta, e irão ocorrer em dois momentos. As
questões são baseadas sempre em questões já trabalhadas em sala de aula, nos trabalhos e
nas listas de exercícios.
As listas de exercícios servem de apoio ao estudo, mas estas listas não serão
avaliadas valendo nota, no entanto, sua resolução é tão importante quanto a resolução dos
trabalhos propostos.

1.2.3. AREA – PROJETO DE RECUPERAÇÃO DE APRENDIZAGEM


A AREA é um programa de recuperação de aprendizagem no qual o aluno participante
tem a oportunidade de estudar novamente o conteúdo da disciplina que é abordado na
primeira avaliação e ao final do semestre, caso seja necessário, o aluno terá a chance de ser
reavaliado em uma prova na qual poderá recuperar até 70% da pontuação da primeira prova.
A princípio, o AREA é indicado para todos os alunos que não tenham atingido a média
na primeira prova, mas qualquer aluno que sinta esta necessidade pode participar das
atividades propostas.
Para poder ser reavaliado o aluno deverá estudar os conteúdos e realizar as atividades
indicadas pelo professor. Ao final deste processo, o aluno que pretende fazer a prova de
recuperação no final do semestre, terá que participar de uma aula de revisão extraclasse
(marcada fora do horário da aula) na qual ele deve apresentar resolvidas as atividades
propostas. Além disso, para poder participar do AREA, o discente deverá ter participado de
todas as atividades avaliativas, incluindo os trabalhos. Ou seja, caso o aluno perca uma das
provas ou deixe de entregar algum trabalho, ele perde automaticamente o direito de fazer a
prova de recuperação.
O objetivo principal deste processo é o aprendizado e não a recuperação de nota.
Entende-se que recuperar a nota é uma consequência de um processo no qual o aluno precisa
se envolver para de fato aprenda aquilo que não tenha conseguido aprender no tempo normal
das aulas. Por isso, caso o aluno decida fazer a prova do AREA, a nota obtida nesta segunda
chance substituirá a nota da primeira prova independente do resultado obtido, ou seja, a nota
do AREA será lançada mesmo que seja menor que a nota obtida anteriormente.

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1.2.4. EXAME SUPLEMENTAR


O aluno terá direito a realização de um exame suplementar, realizado ao final do
semestre caso sua média final esteja entre 40 e 69 pontos. O exame será de questões que
abordarão o conteúdo presencial e não presencial ministrado durante todo o semestre letivo.
O cálculo da média após a realização do exame levará em conta a média obtida na avaliação
continuada. O aluno será aprovado se atingir a média de 60 pontos, multiplicando a nota da
Avaliação Continuada por 3, somando com a nota da Avaliação Suplementar multiplicada por
2, dividindo o resultado por 5:
NOTA FINAL = (Avaliação Continuada X 3 + Avaliação Suplementar X 2) / 5
O aluno estará APROVADO, se a média for superior a 60 pontos;
O aluno estará REPROVADO, se a média for igual ou menor do que 59 pontos

1.3. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

Conforme já mencionado, a Mecânica dos Sólidos 1 irá tratar da Mecânica Estática.


Esta ciência estuda a influência de forças externas que agem em pontos materiais e em
corpos rígidos, em situações cuja a deformação e flexibilidade podem ser desprezadas.
A disciplina abordará os seguintes temas:

1. Fornecer aos alunos fundamentos básicos de estática de partículas e de corpos rígidos


dando ao mesmo uma visão geral da atuação de cargas sobre sistemas mecânicos e
estruturais.

2. Mostrar como adicionar forças e decompô-las em suas componentes utilizando a regra


do paralelogramo;

3. Introduzir o conceito de diagrama de corpo livre de uma partícula;

4. Mostrar como resolver problemas de equilíbrio de partículas utilizando as equações de


equilíbrio;

5. Discutir os conceitos de momento de uma força e mostrar com calculá-lo em problemas


de duas e três dimensões;

6. Desenvolver as equações de equilíbrio para um corpo rígido;

7. Mostrar como resolver um problema de corpo rígido utilizando as equações de equilíbrio;

8. Discutir os conceitos de centro de gravidade, centro de massa e centroide;

9. Desenvolver procedimentos para a determinação dos momentos de inércia de área

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1.4. PLANEJAMENTO DE AULAS

DATA CONTEÚDO

04/ago INTRODUÇÃO
11/ago FORÇAS COPLANARES
18/ago FORÇAS COPLANARES (continuação)
25/ago EQUILÍBRIO DE FORÇAS, DIAGRAMA DE CORPO LIVRE
01/set EQUILÍBRIO DE FORÇAS, DIAGRAMA DE CORPO LIVRE (continuação)
08/set ESTÁTICA DO CORPO RÍGIDO (MOMENTO DE UMA FORÇA)
15/set TEOREMA DE VARIGNON
22/set TIPOS DE ESTRUTURAS PLANAS, EQUAÇÕES DE EQUILÍBRIO
29/set TRABALHO 2 – REALIZADO EM SALA DE AULA
06/out PROVA 1
13/out FERIADO - DIA DOS PROFESSORES
20/out CARGAS DISTRIBUÍDAS
27/out CENTRÓIDES DE SUPERFÍCIES BIDIMENSIONAIS - PLACAS PLANAS
03/nov CENTRÓIDES DE FIGURAS COMPOSTAS
10/nov MOMENTO DE INÉRCIA DE FIGURAS PLANAS
TEOREMA DOS EIXOS PARAL.; MOMENTO DE INÉRCIA DE ÁREAS
17/nov
COMPOSTAS
24/nov TRABALHO 4 – REALIZADO EM SALA DE AULA
01/dez PROVA 2
08/dez SEGUNDA CHAMADA
15/dez VISTA DE PROVA
22/dez EXAME SUPLEMENTAR

1.5. BIBLIOGRAFIA:

Para a condução dos estudos, os seguintes livros serão adotados como bibliografia
básica:

1. HIBBELER, R. C., Estática: mecânica para engenharia. 12ª ed. São Paulo: Pearson,
2011. 512 p.

2. SILVA, L. S. Z. R. S.; ANJO, L. F. R. dos S.; ARANTES, D. M., Mecânica estática.


UNIUBE-EAD, São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011.

3. MELCONIAN, S., Mecânica Técnica e Resistência dos Materiais, 17ª ed. São Paulo: Érica

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2. FORÇA: UMA GRANDEZA VETORIAL

2.1. ORIENTAÇÕES DE LEITURA

Nestes próximos 15 dias, você deverá ler os seguintes textos contidos na bibliografia
básica do nosso componente.
1. Leia o capítulo 1 do livro ESTÁTICA: MECÂNICA PARA ENGENHARIA, intitulado
"Princípios Gerais", da página 1 até a página 9;
2. No capítulo 2 deste mesmo livro, intitulado "Vetores de Força", leia os tópicos 2.1, 2.2 e
2.3 (da página 11 até página 15), além do exemplo 2.1 na página 15 e 16.
Na leitura do capítulo 1 você encontrará conceitos básicos desta disciplina, os quais
estarão presentes ao longo de todo curso. Também irá recordar alguns conceitos já
aprendidos no ensino médio que são fundamentais para este curso. Ao final do capítulo, você
encontrará uma série de exercícios que poderão ser resolvidos por você baseados nesta
leitura. Tente fazer estes exercícios, pois eles te ajudarão a consolidar os conceitos abordados
neste capítulo, além de por "em check" o que você entendeu desta leitura. Você encontrará a
resposta de todos estes exercícios na página 476 deste mesmo livro.

2.2. FORÇA – LEIS DE NEWTON

O segundo capítulo trata do assunto mais importante desta disciplina que é a forças
representadas por vetores. Lei os tópicos indicados e o exemplo e na sequência tente resolver
os problemas 2.1, 2.2 e 2.3 na página 19. Você também encontrará as respostas destes
problemas no final do livro
A força é uma grandeza física que tem a capacidade de mudar o estado de movimento
de um ponto ou corpo, fazendo que uma determinada massa saia do seu estado de repouso
ou de movimento uniforme (sem aceleração). Esta grandeza foi melhor definida por Isaac
Newton através de três leis fundamentais, conhecidas como “Leis de Newton”.
Primeira Lei de Newton – Lei da Inércia
Todo corpo permanece em repouso ou em movimento linear uniforme se não sofrer a
ação de nenhuma força.

Segunda Lei de Newton – Força Resultante


A força resultante em uma partícula é dada pela taxa de variação temporal do seu
movimento e é calculada por F = m · a (força é igual à massa vezes a aceleração).

Terceira Lei de Newton – Princípio da Ação e Reação


A força representa a interação física entre dois corpos distintos ou partes distintas de
um corpo. Se um corpo A exerce uma força em um corpo B, o corpo B simultaneamente

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exerce uma força de mesma magnitude no corpo A – ambas as forças possuindo mesma
direção, contudo sentidos contrários.
Para entender melhor é necessário primeiramente entender o conceito da força como
uma grandeza vetorial. A força é considerada uma grandeza vetorial, por apresentar três
características:

- Módulo;
- Direção;
- Sentido.

O Módulo é a intensidade da força, ou seja, o valor dela. No vetor, o módulo pode ser
representado pelo “tamanho” do vetor. Exemplo: 20 N
A direção é o ângulo de ação desta força sobre as partículas ou corpos. Esta direção
pode ser horizontal, vertical ou em uma inclinação qualquer que deve ser indicada através do
ângulo de inclinação do vetor em relação à horizontal ou vertical. Exemplo: 40°
O sentido da força é orientação para a força está apontada. Indica para qual lado
determinada força poderá movimentar determinada partícula ou objeto. Por exemplo: em uma
força horizontal, o sentido da força pode ser para a direita ou esquerda; já em uma força
vertical, pode-se dizer que o sentido é para cima ou para baixo. No exemplo: seta apontada
para cima.
Por isso todas as forças podem ser representadas por um vetor e sendo assim, é
possível utilizar o cálculo vetorial na solução de problemas que envolvam força.

2.3. FORÇA RESULTANTE

Quando se tem duas ou mais forças aplicadas em um mesmo ponto, pode-se substituí-
la por uma força que cause o mesmo efeito das demais.
Exemplos:

2.3.1. DUAS FORÇAS HORIZONTAIS AGINDO SOBRE UMA PARTÍCULA

FR = F1 + F2 - F3

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Quando duas ou mais forças se encontram alinhadas, a força resultante é calculada


pela soma algébrica das intensidades das forças e o sentido da força resultante é dado pelo
sentido das forças de maior módulo.
Exemplo 2.2: Três forças horizontais estão alinhadas conforme pode ser visuslizado
na figura a seguir. Duas destas forças (uma de 30 N e uma de 15 N) estão apontadas para a
direita e uma delas (a outra força de 15N) está apontada para a esquerda. Determine a força
resultante deste sistema.

2.3.2. DUAS FORÇAS NÃO ALINHADAS AGINDO SOBRE UMA PARTÍCULA

Quando as forças não estão alinhadas (que possuem a mesma direção), a força
resultante deve ser calculada por uma soma vetorial;
Se o sistema tem duas forças concorrentes, sua resultante é determinada pela lei do
paralelogramo ou pelo triângulo das forças. Formar o paralelogramo ou o triângulo de forças
consiste em colocar os vetores que representam as forças alinhados um na sequência do
outro e a força resultante será o vetor que liga o início e o fim deste alinhamento de forças.

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Para calcular o valor da força resultante é necessário conhecer as Leis do Cosseno e


Seno.
Lei do Cosseno:
𝐴2 = 𝐵 2 + 𝐶 2 − 2 × 𝐵 × 𝐶 × cos 𝑎

Lei do Seno:
𝐴 𝐵 𝐶
= =
𝑠𝑒𝑛 𝑎 𝑠𝑒𝑛 𝑏 𝑠𝑒𝑛 𝑐

Exemplo 2.2: Duas forças estão agindo em uma partícula em A. A força F1 tem
módulo igual a 30 N e está inclinada à 30° em relação à horizontal. A força F2 tem módulo
igual a 50 N e está inclinada à 40° em relação à força F1, conforme pode ser visualizado na
figura a seguir. Calcule a força resultante que age no ponto A.

Resolução:
- Passo 1: Criar um paralelogramo. Para isso é necessário traçar linhas paralelas aos
vetores representativos das forças.
- Passo 2: Traçar a diagonal do paralelogramo. A diagonal do paralelogramo será o
vetor representa a Força resultante FR.
- Passo 3: Formar um triângulo para poder calcular o valor da Força resultante FR.
Passo 1 Passo 2

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Passo 3

Para calcular o valor da força FR deve-se observar que os três vetores estão formando
um triângulo, no qual são conhecidos dois lados (as forças F1 e F2) e um ângulo (o ângulo
oposto à força FR). Assim, pode-se determinar o valor de FR através da Lei do Cosseno.
𝐴2 = 𝐵 2 + 𝐶 2 − 2 × 𝐵 × 𝐶 × cos 𝑎
𝐹𝑅 2 = 𝐹12 + 𝐶22 − 2 × 𝐹1 × 𝐹2 × cos 140°
𝐹𝑅 2 = 302 + 502 − 2 × 30 × 50 × cos 140°
𝐹𝑅 = √5698,74 = 75,49 𝑁
Após ter calculado o módulo da força resultante FR, é necessário calcular também a
direção desta força, ou seja, o ângulo que a força resultante faz com a horizontal ou vertical
conforme for o caso.
Neste exemplo, os três lados do triângulo já estão conhecidos e para calcular o ângulo
β da força FR deve-se calcular primeiramente o ângulo α, usando a lei do seno. Perceba na
figura abaixo, que o ângulo β é a soma do ângulo que a força F1 faz com a horizontal, somado
com o ângulo α.

𝐴 𝐵 𝐶
= =
𝑠𝑒𝑛 𝑎 𝑠𝑒𝑛 𝑏 𝑠𝑒𝑛 𝑐
75,49 50 50 ∙ 𝑠𝑒𝑛 140°
= → 𝑠𝑒𝑛 𝛼 = = 0,4257 → 𝛼 = 25,20°
𝑠𝑒𝑛 140° 𝑠𝑒𝑛 𝛼 75,49
𝛽 = 𝛼 + 30° = 25,20° + 30° = 𝟓𝟓, 𝟐𝟎°

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EXERCÍCIOS:
2.1. Determine a força resultante FR dos sistemas de forças abaixo a unidade é N.
Resolva conforme o Exemplo 2.1.

Respostas:
a) 60 N horizontal p/ direita b) 80 N horizontal p/ direita c)75 N vertical p/baixo

2.2. Determine a força resultante F dos sistemas de forças abaixo. Calcule também o
valor do ângulo β.

Respostas:
a) F = 264,6N β =19,10° b) F = 54,1N β =33,69° c) F = 1481,2N β =20,40° d) F = 346,4N β =30°
e) F = 8,6kN β =35,5° d) F = 123,9N β =-23,8° g) F = 5,8kN β = 30,96° h) F = 11,6 β =9,9°
i) F = 6,9kN β =120°

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2.3.1. PROJEÇÃO DE FORÇA SOBRE UM EIXO


A projeção ortogonal de um vetor sobre um eixo, nada mais é do que determinar a
“sombra” que este vetor faz sobre um eixo de direção conhecida. Geralmente, utiliza-se eixos
perpendiculares para facilitar os cálculos, mas em alguns casos específicos a projeção pode
ser feita sobre eixos não perpendiculares.
Para calcular estas projeções, basta conhecer um pouco de trigonometria. Para isso,
vamos lembrar dos conceitos de seno, cosseno, hipotenusa, catetos e o teorema de
Pitágoras.

Trigonometria:

𝑐𝑎𝑡. 𝑎𝑑𝑗𝑎𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒
𝑐𝑜𝑠 𝜃 =
ℎ𝑖𝑝𝑜𝑡𝑒𝑛𝑢𝑠𝑎
𝑎2 = 𝑏 2 + 𝑐 2
𝑐𝑎𝑡. 𝑜𝑝𝑜𝑠𝑡𝑜
𝑠𝑒𝑛 𝜃 =
ℎ𝑖𝑝𝑜𝑡𝑒𝑛𝑢𝑠𝑎
𝑐𝑎𝑡. 𝑜𝑝𝑜𝑠𝑡𝑜
𝑡𝑎𝑛 𝜃 =
𝑐𝑎𝑡. 𝑎𝑑𝑗𝑎𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒

No exemplo a seguir, observa-se a projeção do vetor da força F sobre os eixos x e y.

A força Fx é a projeção da força F sobre o eixo x, enquanto que Fy é a projeção da


força F sobre o eixo y. Observe que o tamanho dos vetores que representam as forças Fx e
Fy correspondem aos catetos de um triângulo retângulo, cuja hipotenusa é a força F. O ângulo
α mostrado na figura é o ângulo que a força F faz com o eixo x.
Assim, aplicando a trigonometria teremos:

𝑐𝑎𝑡. 𝑎𝑑𝑗𝑎𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒 𝐹𝑋
𝑐𝑜𝑠 𝛼 = = → 𝑭𝑿 = 𝑭 ∙ 𝒄𝒐𝒔 𝜶
ℎ𝑖𝑝𝑜𝑡𝑒𝑛𝑢𝑠𝑎 𝐹

𝑐𝑎𝑡. 𝑜𝑝𝑜𝑠𝑡𝑜 𝐹𝑦
𝑠𝑒𝑛 𝛼 = = → 𝑭𝒚 = 𝑭 ∙ 𝒔𝒆𝒏 𝜶
ℎ𝑖𝑝𝑜𝑡𝑒𝑛𝑢𝑠𝑎 𝐹

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Exemplo 2.3: Agora vamos resolver o exemplo mostrado anteriormente utilizando a


técnica da projeção ortogonal da força sobre um eixo.

Resolução:
- Passo 1: Determinar as componentes Fx e Fy para as duas forças;
- Passo 2: Somar algebricamente as componentes para determinar FRx e FRy.
- Passo 3: Formar um triângulo com as componentes FRx e FRy para poder calcular
o valor da Força resultante FR através do teorema de Pitágoras.
- Passo 4: Determinar o valor do ângulo da força através da trigonometria

Passo 1

𝐹1𝑥 = 𝐹1 ∙ 𝑐𝑜𝑠𝛼 = 50 ∙ 𝑐𝑜𝑠70° = 17,10𝑁


𝐹1𝑦 = 𝐹1 ∙ 𝑠𝑒𝑛𝛼 = 50 ∙ 𝑠𝑒𝑛70° = 46,98𝑁

𝐹2𝑥 = 𝐹2 ∙ 𝑐𝑜𝑠𝛼 = 30 ∙ 𝑐𝑜𝑠30° = 25,98𝑁


𝐹2𝑦 = 𝐹2 ∙ 𝑠𝑒𝑛𝛼 = 30 ∙ 𝑠𝑒𝑛30° = 15𝑁

Passo 2

𝐹𝑅𝑥 = 𝐹1𝑥 + 𝐹2𝑥 = 17,10 + 25,98 = 43,08𝑁


𝐹𝑅𝑦 = 𝐹1𝑦 + 𝐹2𝑦 = 46,98 + 15 = 61,98𝑁

Passo 3

𝐹𝑅 2 = 𝐹𝑅𝑥 2 + 𝐹𝑅𝑦 2 = 43,082 + 61,982


𝐹𝑅 = √5697,41 = 75,48 𝑁

Passo 4

𝑐𝑎𝑡. 𝑜𝑝𝑜𝑠𝑡𝑜 61,98


tan 𝜃 = = = 1,4387
𝑐𝑎𝑡. 𝑎𝑑𝑗𝑎𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒 43,08
𝜃 = 55,20°
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2.3.2. ADIÇÃO DE FORÇAS CONCORRENTES EM UM PLANO. POLÍGONO DAS


FORÇAS
Usando a regra do triângulo podemos somar forças concorrentes. Na figura abaixo
temos várias forças concorrentes em M. Para determinar sua resultante, somamos todas as
forças sucessivamente usando a regra do triângulo. De um ponto qualquer O colocamos a
força F1, preservando a escala e direção. Da extremidade de F1 colocamos a outra força F2.
Ligando O à extremidade de F2 obtemos R1 igual à soma de F1 e F2. Da extremidade de R1,
colocamos a terceira força F3. Ligando O com a extremidade de F3 obtemos R2 igual à soma
das forças F3 com R1. Mas: R1 = F1 + F2, logo:
R2 = F1 + F2 + F3
Procedendo do mesmo modo chegaremos a:
R = F1 + F2 + F3 + F4
Os vetores intermediários não precisam ser construídos. As flechas de todos os
vetores componentes devem ter um mesmo sentido e a flecha do vetor R, sentido oposto.
A
F1
F1 F2
M O R1 B
F4
R2 F3
R
F2
F3 C
F4
D

No entanto, fazer uma soma vetorial geometricamente pode ser muito trabalhosa,
principalmente quando se trata da adição de mais de duas forças. Exceto se você tiver a
possibilidade de utilizar um programa CAD para este fim. Para facilitar a soma vetorial de
várias forças não alinhadas pode-se utilizar a adição de vetores pode ser utilizada através da
Projeção Ortogonal de vetores sobre um eixo.
EXERCÍCIOS:
2.3. Determine a força resultante FR dos sistemas de forças abaixo a unidade é N.

j) F = 180,3N β =46,1° k) F = 9,5kN β = 42,7° l) F = 17,7N β =64.3°

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3. EQUILÍBRIO DE UMA PARTÍCULA

3.1. ORIENTAÇÕES DE LEITURA

Nesta quinzena você realizará um estudo sobre o equilíbrio de partículas. Leia o


capítulo 3 do livro ESTÁTICA: MECÂNICA PARA ENGENHARIA, (da bibliografia básica)
intitulado: Equilíbrio de uma Partícula. Leia os tópicos 3.1 (condições de equilíbrio de uma
partícula) e 3.2 (diagrama de corpo livre), além do exemplo 3.1. Em seguida leia o tópico 3.3
e os exemplos 3.2, 3.3 e 3.4. Na 12ª Edição do livro, você irá fazer a leitura a partir da página
61 até a página 67, já na 10ª Edição os mesmos capítulos vão da página 68 até a página 76.

3.2. EQUILÍBRIO DE UMA PARTÍCULA

Segundo Hibbeler (2011), uma partícula está em equilíbrio se estiver originalmente em


repouso ou em movimento com velocidade constante. O termo “equilíbrio estático” é usado
para descrever o estado de uma partícula em repouso. Em ambos os casos, o equilíbrio de
uma partícula só se dará se a soma de todas as forças que agem sobre a partícula for igual a
zero.

∑𝑭 = 0

Sendo a força uma grandeza vetorial, a somatória expressa acima é também vetorial.

3.3. DIAGRAMA DE CORPO LIVRE

Para resolver problemas que envolvam o equilíbrio de uma partícula, deve-se fazer o
Diagrama de Corpo Livre (DCL). Trata-se de um desenho esquemático onde os elementos
são isolados e as forças são representadas através de vetores.

3.3.1. PROCEDIMENTO PARA SE TRAÇAR O DCL (Hibbeler, 2011)


Para explicar a construção do diagrama de corpo livre, vamos tomar como base o
exemplo a seguir.
Um cilindro de massa igual a 60 kg é sustentado por cabos que estão fixados em
paredes, conforme pode ser visto na figura a seguir. Determine a tração nos cabos AB e BC.
Considere a aceleração da gravidade g = 9,81 m/s².

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 18

- Passo 1: Desenhe o contorno da partícula analisada isolada dos demais elementos


que compões o problema. Ou seja, desenhe separadamente os elementos que fazem parte
da análise. Nem sempre é necessário que todos os elementos sejam desenhados. O desenho
também não precisa ser a nível “artístico”, basta representar a forma adequadamente.

- Passo 2: Acrescente ao desenho todas as forças que estão agindo sobre esta
partícula. É importante que todas as forças sejam acrescentadas. Existem dois tipos de forças:
as forças ativas, causadas pela ação da gravidade, interações magnéticas, eletrostáticas ou
forças aplicadas; e as forças reativas, que ocorrem devido às reações impostas pelos
vínculos que por ventura impeçam o movimento desta partícula, tais como fixações e apoios.
- Passo 3: Indique as forças conhecidas, mostrando as respectivas intensidades e
direções. Use letras para indicar as intensidades e as direções das forças desconhecidas.

Observa-se que o cilindro D que possui massa está sujeito à ação da gravidade e isso
resulta no que chamamos de ‘força peso’. A força peso é calculada, multiplicando-se a massa
pela aceleração da gravidade (P = m·g). O cilindro também sofre a ação de uma força de
reação imposta pelo cabo BD que impede que o cilindro saia do estado de repouso. Neste
caso teremos duas forças agindo sobre este corpo, a força peso e a força de reação, que
possuem a mesma direção e sentidos opostos. Se o corpo está em repouso, a soma destas
duas forças deve ser igual a zero e assim, pode-se concluir que a força de reação deverá ter
o mesmo módulo da força peso para garantir o ‘Equilíbrio Estático’.
Vemos que o cabo BD sustenta o peso do cilindro D em sua base inferior. Sendo
assim, a argola deverá exercer sobre o cabo uma força de igual intensidade e direção, porém
com sentido oposto ao da força peso para poder manter o cabo BD em equilíbrio estático. Por
isso, a força de tração que está atuando no cabo BD terá o valor da força peso advinda do
cilindro.

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 19

Ao observar as forças que agem sobre o a argola de ligação do cabo BD aos cabos
AB e BC, vemos que a argola ‘sente’ a força peso transmitida pelo cabo BD. Por outro lado,
vemos que a argola é sustentada na parte superior por dois cabos. Neste caso, tem-se a força
‘ativa’ (força do cabo BD) e, para garantir o equilíbrio, a argola terá duas forças ‘reativas’, que
são impostas pelos outros dois cabos (AB e BC).

3.4. SISTEMA DE FORÇAS COPLANARES

Se um sistema de forças contidas em um plano estiver em repouso, significa, como já


foi dito, que a soma vetorial de todas as forças que agem sobre a partícula deve ser igual a
zero.

∑𝑭 = 0

Isto significa que a somatória de todos as componentes cartesianas (projeção


ortogonal de forças sobre os eixos x e y) também deve ser igual a zero.

∑ 𝐹𝑥 = 0 ; ∑ 𝐹𝑦 = 0

Desta maneira, estas duas equações podem ser usadas para resolver problemas de
um sistema de forças coplanares que estejam em equilíbrio.
Pode-se então aplicar este conceito ao exemplo anterior. Observa-se na argola a
existência de três forças distintas:

TBD – tração exercida pelo cabo BD;


TA – tração exercida pelo cabo A;
TC – tração exercida pelo cabo C.

A força TBD é uma força estritamente vertical e por isso possui a componente ‘x’ desta
força é zero e a componente ‘y’ desta força é o valor da TBC = 60 · 9,81 = 588,6 N.
Já as forças TA e TC são inclinadas e isto implica componentes x e y não nulas, que
são calculadas assim:
4
𝑇𝐴𝑋 = 𝑇𝐴 ∙ 5 ; (1)
3
𝑇𝐴𝑌 = 𝑇𝐴 ∙ ; (2)
5

𝑇𝐶𝑋 = 𝑇𝐶 ∙ cos 45 °; (3)


𝑇𝐶𝑦 = 𝑇𝐶 ∙ 𝑠𝑒𝑛 45°; (4)

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 20

Agora que as componentes cartesianas de TA e TC estão definidas, deve-se aplicar


as equações de equilíbrio, assim:
∑ 𝐹𝑋 = 0 → ∑ 𝐹𝑋 = 𝑇𝐶𝑋 − 𝑇𝐴𝑋 = 0 → 𝑇𝐶𝑋 = 𝑇𝐴𝑋 (5)

∑ 𝐹𝑌 = 0 → ∑ 𝐹𝑌 = 𝑇𝐴𝑌 + 𝑇𝐶𝑌 − 𝑇𝐵𝐷 = 0 (6)


Podemos escrever a equação (5) fazendo a substituindo os valores determinados nas
equações (1) e (3):
4 𝑇𝐴 ∙ 0,8
𝑇𝐶 ∙ cos 45 ° = 𝑇𝐴 ∙ 5 → 𝑇𝐶 = cos 45°
→ 𝑇𝐶 = 𝑇𝐴 ∙ 1,1314 (7)

Agora repetimos o processo na equação (6) com os valores determinados em (2) e (4):
3
𝑇𝐴 ∙ + 𝑇𝐶 ∙ 𝑠𝑒𝑛 45° − 𝑇𝐵𝐷 = 0 (8)
5

Então substitui-se na equação (8) a relação encontrada na equação (7) e o valor de


TBD, e assim se determina o valor de TA:
3
𝑇𝐴 ∙ + (𝑇𝐴 ∙ 1,1314) ∙ 𝑠𝑒𝑛 45° − 588,6 = 0
5
𝑇𝐴 ∙ 0,6 + 𝑇𝐴 ∙ 0,8 − 588,6 = 0
𝑇𝐴 (0,6 + 0,8) = 588,6
588,6
𝑇𝐴 = = 420,43 𝑁
1,4
Retornando o valor de TA na equação (7), determinaremos o valor de TC:
𝑇𝐶 = 𝑇𝐴 ∙ 1,1314
𝑇𝐶 = 420,43 ∙ 1,1314 = 475,67 𝑁
O mesmo problema pode ser resolvido de outra maneira. Ao invés de utilizarmos as
componentes cartesianas das forças, podemos resolver o problema, como é mostrado a
seguir.
Se o sistema de forças estiver em equilíbrio, significa que a soma de todas as forças
deve ser igual a zero. Observe os vetores que representam as forças no DCL abaixo. As
forças TA e TC somadas devem se equilibrar com a força TBD, assim, a força resultante das
forças TA e TC deve ser de igual módulo e possuir a mesma direção da força TBD, ou seja,
TA + TC = 588,6 N, porém com sentido contrário, para que a soma seja zero. Assim, podemos
construir um paralelogramo para encontrar a força resultante entre T A e TC.

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 21

Ao formar o paralelogramo, teremos novamente a solução de um triângulo retângulo.


Neste caso, será necessário calcular os ângulos α e β.
4
cos 𝛼 = = 0,8 → 𝛼 = 36,87°
5
3
cos 𝛽 = = 0,6 → 𝛼 = 53,13°
5
Assim podemos aplicar a lei do seno no triângulo formado por FR, TA e TC. Note que o
ângulo oposto ao lado FR vale 45° + α , ou seja, 45°+36,87° = 81,87°. O ângulo oposto ao lado
TA vale 45° e o ângulo oposto ao lado TC é o valor de β, que vale 53,13°. Assim teremos:
𝐹𝑅 𝑇𝐴 𝑇𝐶
= =
𝑠𝑒𝑛 81,87° 𝑠𝑒𝑛 45° 𝑠𝑒𝑛 53,13°
588,6
𝑇𝐴 = ∙ 𝑠𝑒𝑛 45° = 420,43 𝑁
𝑠𝑒𝑛 81,87°
588,6
𝑇𝐶 = ∙ 𝑠𝑒𝑛 53,13° = 475,66 𝑁
𝑠𝑒𝑛 81,87°
Ainda existe uma terceira maneira de se resolver este problema. Este método pode
ser usado para encontrar o valor das forças sempre que em uma partícula houverem três
forças coplanares que estejam em equilíbrio. Neste método, a lei do seno é aplicada com os
ângulos opostos às forças concorrentes em um ponto. Este método é equivalente a encontrar
os ângulos do paralelogramo, porém a visualização é mais simples
- Passo 1: encontrar o valor dos ângulos que são opostos aos vetores das forças:

θ: ângulo oposto à força TBD;


γ: ângulo oposto à força TA;
λ: ângulo oposto à força TC;
𝛾 = 45° + 90° = 135°
λ = 𝛼 + 90° = 36,87° + 90° = 126,87°
𝜃 = 360° − 𝛾 − λ = 360° − 135° − 126,87° = 98,13°

- Passo 2: Usar a lei do seno com os ângulos opostos


𝑇𝐵𝐷 𝑇𝐴 𝑇𝐶
= =
𝑠𝑒𝑛 98,13° 𝑠𝑒𝑛 135° 𝑠𝑒𝑛 126,87°
588,6
𝑇𝐴 = ∙ 𝑠𝑒𝑛 135° = 420,43 𝑁
𝑠𝑒𝑛 98,13°
588,6
𝑇𝐶 = ∙ 𝑠𝑒𝑛 126,87° = 475,66 𝑁
𝑠𝑒𝑛 98,13°
Este tipo de solução pode ser mais prático, pois pode ser resolvido com poucos
cálculos. Além disso, encontrar os ângulos para resolver o problema é mais simples do que
nos outros métodos, no entanto este caminho só pode ser usado quando houverem apenas
três forças.

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 22

EXERCÍCIOS EXTRAÍDOS DO HIBBELER, R. C., 2011


1. O cilindro A demonstrado na figura abaixo está sendo sustentado por cabos.
Considerando que a massa do cilindro C e 40 kg, determine a massa do cilindro A, de
modo a manter a montagem na posição mostrada na figura. Determine também a força
exercida pelo cabo D (considere g=9,8m/s2).

R: mA = 20kg ; FD = 339,47N

2. Se os cabos BD e BC podem suportar uma força de tração máxima de 20 kN, determine


a massa máxima da viga que pode ser suspensa pelo cabo AB, de modo que nenhum
cabo se rompa. O centro de massa da viga está localizado no ponto G. Considere
g=9,81m/s2.

R: 27,85 toneladas

3. O pendente de reboque AB está submetido à força de 50 kN exercida por um rebocador.


Determine a força em cada um dos cabos de amarração BC e BD, se o navio está se
movendo para frente em velocidade constante.

R: FD = 32,6kN e FC = 22,32kN

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 23

4. Se o bloco D pesa 1,5 kN e o bloco B pesa 1,375 kN, determine o peso do bloco C e do
ângulo θ para o equilíbrio.

R: peso de C = 1,201kN, θ = 40,9°

5. Determine o peso máximo do balde que o sistema de fios pode suportar, de modo que
nenhum fio desenvolva uma tração maior que 0,5 kN.

W = 0,289 kN

6. Determine as trações desenvolvidas nos fios CD, CB e BA e o ângulo θ necessário para


o equilíbrio do cilindro E de 15 kg e do cilindro F de 30 kg. Considere g=9,81m/s2.

Respostas
FBA = 395,8 N
FCD = 323,2 N
FBC = 280,2 N
θ = 2,95°

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 24

TRABALHO 1

INSTRUÇÕES
Os trabalhos poderão ser realizados em grupos de até 3 alunos no máximo. Devem ser todos
manuscritos (exceto capa) em folhas A4 sem pautas, com páginas numeradas, não utilizando o verso das folhas
e contendo capa impressa seguindo o modelo de capa que está no disco virtual (nada de capas da xerox). No
ato da entrega o professor irá assinar o recibo que está na capa e devolverá ao aluno. Por isto, o recibo deve ser
preenchido e impresso corretamente.
Trabalhos entregues fora do prazo perderão 50% do valor para atrasos de 1 semana e a partir deste limite
não serão mais aceitos, exceto por pedidos protocolados e deferidos pelo diretor de curso mediante justificativa
comprovada.
Este trabalho deverá ser entregue no dia 15/09/2015

1. Três correntes atuam sobre o suporte, de modo a criarem uma força resultante com
intensidade de 1000 N. Se duas das correntes estão submetidas a forças conhecidas,
como mostra a figura, determine o ângulo θ da terceira corrente, medida no sentido horário
a partir do eixo x positivo, de modo que a intensidade da força F nessa corrente seja
mínima. Todas as forças estão localizadas no plano x-y. Qual é a intensidade de F?
Dica: Determine primeiro a resultante das duas forças conhecidas. A força F atua nessa
direção.

θ = 10,9° F = 471 N

2. Determine a tração em cada um dos fios usados para sustentar o candelabro de 50 kg.
Considere g=9,81m/s2.

FCD = 359 N;
FBD = 439,77 N
FAB = 621.93 N
FBC = 228 N

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 25

4. ESTÁTICA DO CORPO RÍGIDO

4.1. ORIENTAÇÕES DE LEITURA

Nesta quinzena, o nosso estudo é sobre o momento de uma força, que é a


capacidade de uma força fazer um corpo girar.
Para entender este conceito assista primeiramente ao vídeo “Telecurso 2000 – Aula
07/50 – Física – Momento da força (torque)”. Este vídeo está disponível no youtube no link:
https://www.youtube.com/watch?v=rLaTx6xVjxg .
Em seguida leia atentamente o tópico 4.1 do capítulo 4 do livro ESTÁTICA: MECÂNICA
PARA ENGENHARIA, (da bibliografia básica) intitulado: Resultantes de um sistema de Força.
Leia também os exemplos 4.1 e 4.2. Sendo assim, você terá que fazer a leitura iniciando na
página 85 e finalizando na página 88 (na 12ª edição), ou na página 96 até a 99 (na 10ª edição).
Na segunda metade da quinzena, leia o tópico 4.6 (Momento de um Binário) deste
mesmo livro e capítulo, da página 108 até a página 110 (na 12ª edição), ou na página 125 até
a 128 (na 10ª edição).

4.2. CONCEITOS PRELIMINARES

4.2.1. PRINCÍPIO DO EQUILÍBRIO


Duas forças atuantes em um corpo só podem permanecer em equilíbrio quando forem
de intensidade iguais, de sentidos opostos e colineares. A figura abaixo mostra duas forças
agindo em um corpo que atendem esta situação.

4.2.2. PRINCÍPIO DA SUPERPOSIÇÃO


A ação de um sistema de forças não será alterada se forem adicionados ou subtraídos
a estas forças outro sistema em equilíbrio. No esquema mostrado na figura a seguir, temos
um corpo que sofre a ação de uma força P. Então, um sistema de duas forças F1 e F2 que
está em equilíbrio é adicionado ao corpo. O resultado sobre o corpo é idêntico à situação
inicial, onde não haviam as forças F1 e F2.

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 26

4.2.3. LINHA DE AÇÃO DE UMA FORÇA


A Linha de ação de uma força é um prolongamento de reta que passa pelo ponto de
aplicação da força e possui a mesma direção da força. É a linha que indica a direção da força.

4.3. MOMENTO DE UMA FORÇA

Quando uma força é aplicada em um corpo, ela tenderá a fazer o corpo girar em torno
de um ponto que não está sobre a linha de ação desta força (HIBBELER, 2011). Esta
tendência é chamada de torque, momento de uma força, ou simplesmente, momento.
Portanto, o momento de uma força mede a tendência que uma força pode fazer um corpo
girar em torno de um eixo fixo.
Podemos observar a existência do momento ao utilizar uma chave de roda, ao trocar
um pene de carro, por exemplo. Nota-se que para desatarraxar o parafuso, o usuário exerce
uma força na extremidade da chave de roda fazendo com que ela gire. Mas se o usuário tentar
fazer esta força diretamente no eixo da chave que está alinhada ao parafuso, certamente ele
não terá sucesso. Observa-se também que, para desatarraxar parafusos mais “apertados”,
deve-se utilizar uma chave de roda maior, ou um prolongador para que a distância da
aplicação da força seja maior.

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 27

Podemos então concluir que o sucesso na operação irá depender não só da força de
quem troca o pneu, mas também da distância em relação ao parafuso em que a pessoa aplicar
a força.
Portanto, o momento é determinado pelo produto da intensidade da força pela
distância perpendicular do eixo de rotação até a linha de ação da força.
𝑀=𝐹 × 𝑑
O sentido de giro do momento dependerá do sentido em que a força está aplicada ao
corpo, podendo estar no sentido horário ou anti-horário, conforme pode ser visto na figura a
seguir.

A direção da força pode alterar drasticamente a intensidade do momento da força, pois


para o momento, o que vale é a distância perpendicular da linha de ação da força e não do
ponto de aplicação da força propriamente dito. Veja no exemplo a seguir em que uma pessoa
faz força em uma chave de boca.
Nos quadros I e II, observa-se que o braço que aplica a força está inclinado e isto faz
com que a distância d seja menor. No quadro III, a mão se encontra próximo da “boca” da
chave e assim, a distância d está ainda mais reduzida. No quadro IV, a mão está próxima da
extremidade final da chave e o braço está em uma posição perpendicular à chave. Nesta
situação tem-se o maior momento.

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 28

4.3.1. UNIDADE
Sendo o momento o produto da força pela distância, a unidade que expressa essa
grandeza será o produto das unidades de força por distância. Por exemplo: N·m ou N·mm,
kgf·m, ou in·lbf. As unidades pode ser escritas com ou sem o ponto entre as unidades
primários.

4.3.2. SENTIDO
O sentido do momento pode ser definido como:
 ANTI - HORÁRIO: POSITIVO ( + )
 HORÁRIO: NEGATIVO ( ˗ )
Mas nada impede que esta convenção seja invertida, desde que mantida sempre a
mesma até o final dos cálculos. O sentido anti-horário positivo é adotado em função do produto
vetorial da força pela distância e obedece a regra da mão direita. Para saber mais a respeito,
leia a indicação de leitura feita no começo deste capítulo.

4.3.3. EXEMPLO 4.1


Calcule o momento em torno do ponto O causado pela ação da força demonstrada na
figura.

Neste exemplo, observa-se que o ângulo de atuação da força é de 90° em relação à


estrutura e em relação à linha que vai do ponto de aplicação da força até o referido ponto O
(mostrado na figura abaixo). Por isso, podemos calcular o momento da força de 50 N
diretamente, como é feito a seguir.

𝑀=𝐹 × 𝑑
𝑀 = 50 𝑁 × 100 𝑚𝑚 = 5 000 𝑁 ∙ 𝑚𝑚

Também podemos observar que se o cálculo for realizado com a unidade “metro”,
teremos o resultado de 5 N.m.

𝑀 = 50 𝑁 × 0,1 𝑚 = 5 𝑁 ∙ 𝑚

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 29

4.3.4. EXEMPLO 4.2


Calcule o momento em torno do ponto O causado pela ação da força demonstrada na
figura.

Neste caso, observa-se que a linha de ação da força F não é perpendicular ao ponto
analisado. Sendo assim, existem dois caminhos para encontrar o valor do torque causado por
esta força no ponto O.
O primeiro é calculando a distância perpendicular dF da linha de ação da força até o
ponto O.
Cálculo do ângulo do triângulo da estrutura:
0,2
tan 𝛼 = = 0,5 → 𝛼 = 26,57°
0,4

Cálculo do ângulo oposto à distância “dF”:


𝛽 = 90° − 30° − 26,57° = 33,43°

Cálculo da hipotenusa do triângulo da estrutura:


𝐴2 = 0,22 + 0,42 → 𝐴 = 0,447 𝑚

Cálculo de “dF” usando a hipotenusa do


triângulo e o ângulo oposto a “dF" que foi
calculado:
𝑑𝐹 𝑑𝐹
𝑠𝑒𝑛𝛼 = → 𝑠𝑒𝑛 (33,43°) = → 𝑑𝐹 = 0,246 𝑚
𝐴 0,447

Agora, com o valor de dF, é possível calcular o


momento da força F em torno de O;
𝑀 = 𝐹 × 𝑑 = 400 × 0,246 = 98,56 𝑁 ∙ 𝑚

4.3.5. TEOREMA DE VARIGNON


Existe um segundo método de solução que pode ser mais fácil do que o apresentado
na solução do exemplo 4.2, mas para usar este outro método, é necessário conhecer o
Teorema de Varignon, que diz que:

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 30

O Momento da resultante de um sistema de forças concorrentes em relação a


um ponto qualquer é igual à soma algébrica dos momentos de cada uma das forças
separadamente em relação ao mesmo ponto.
Ou seja, se tivermos um sistema com várias forças, podemos calcular o momento de
cada uma destas forças e depois fazer a soma algébrica de cada momento calculado, ou
calcula-se a força resultante deste sistema e depois calcula-se um único momento desta força
resultante calculada.
Observe a figura abaixo. Nela temos duas forças (F1 e F2). Para calcular o momento
resultante, deve-se calcular o momento de F1 e F2 e em seguida deve-se somar estes
momentos

𝑀𝐹1 = 𝐹1 × 𝑑1
𝑀𝐹2 = 𝐹2 × 𝑑2
𝑀 = 𝑀𝐹1 + 𝑀𝐹2

Agora, podemos calcular a força resultante FR de F1 e F2. Observe que a distância


da força FR ao ponto O é dada por dR. Assim, calcula-se o momento da força resultante FR.

𝑀 = 𝐹𝑅 × 𝑑𝑅

Com este teorema, podemos concluir que se uma força F qualquer for substituída
pelas suas componentes Fx e Fy, o cálculo do momento causado por esta força F pode ser
feito somando os momentos Fx e Fy.

4.3.6. EXEMPLO 4.3


Calcule o momento em torno do ponto O causado pela ação da força demonstrada na
figura usando as componentes x e y da força F.

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 31

Neste caso deve-se primeiramente substituir a força F pelas suas projeções sobre os
eixos x e y. Depois, calculam-se os momentos causados por Fx e Fy e em seguida o valor
dos dois momentos é somado.
Perceba que as distâncias das forças Fx e Fy já são perpendiculares em relação ao
ponto O. Isto facilita o cálculo, pois não há a necessidade de ficar calculando distâncias como
foi feito com este exemplo anteriormente.

𝐹𝑥 = 400 ∙ 𝑠𝑒𝑛 30° = 200𝑁


𝐹𝑦 = 400 ∙ 𝑐𝑜𝑠 30° = 346,41𝑁
𝑀 = −200 ∙ 0,2 + 346,41 ∙ 0,4
𝑀 = −40 + 138,56 = 98,56 𝑁

4.3.7. EXEMPLO 4.4


Determine o momento que a força provoca na estrutura em relação ao ponto O.

O primeiro passo é decompor a força inclinada nas direções x e y.

𝐹𝑥 = 𝐹 × 𝑐𝑜𝑠 30° = 300 × 𝑐𝑜𝑠 30° = 259,81 𝑁


𝐹𝑦 = 𝐹 × 𝑠𝑒𝑛 30° = 300 × 𝑠𝑒𝑛 30° = 150 𝑁

Agora vamos calcular as distâncias vertical e horizontal que a força tem em relação ao
ponto O. Sendo assim, é necessário determinar as distâncias vertical e horizontal que o trecho
de cano inclinado de 3 m tem, como está mostrado na figura abaixo, já com as forças Fx e Fy
substituindo a força de 30°.
𝑑ℎ𝑜𝑟𝑖𝑧𝑜𝑛𝑡𝑎𝑙 = 𝑑 × cos 45 °
𝑑ℎ𝑜𝑟𝑖𝑧𝑜𝑛𝑡𝑎𝑙 = 0,3 × 𝑐𝑜𝑠 45° = 0,212𝑚

𝑑𝑣𝑒𝑟𝑡𝑖𝑐𝑎𝑙 = 𝑑 × 𝑠𝑒𝑛 45°


𝑑𝑣𝑒𝑟𝑡𝑖𝑐𝑎𝑙 = 0,3 × 𝑠𝑒𝑛 45° = 0,212𝑚

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 32

Assim, a distância total que a força Fx tem até o ponto O é de 0,212 m e a distância
que força Fy tem até o ponto O é de 0,4 + 0,212 m, totalizando 0,612 m.
Agora podemos calcular o momento em torno do ponto O, mas sem deixar de observar
o sentido de giro que os momentos provocam em torno de do ponto O. Ao analisar a Fy,
percebemos que o momento é anti-horário, portanto positivo, e a Fx faz um momento no
sentido horário, ou seja, de valor negativo.
𝑀 = 𝐹𝑥 × 𝑑𝑥 + 𝐹𝑦 × 𝑑𝑦
𝑀 = – 259,81 × 0,212 + 150 × 0,612
𝑀 = – 55,08 + 91,8 = 36,72 𝑁 · 𝑚 (𝑛𝑜 𝑠𝑒𝑛𝑡𝑖𝑑𝑜 𝑎𝑛𝑡𝑖 − ℎ𝑜𝑟á𝑟𝑖𝑜 𝑝𝑜𝑠𝑖𝑡𝑖𝑣𝑜)

EXERCÍCIOS EXTRAÍDOS DO HIBBELER, R. C., 2011

1. Determine o momento que a força aplicada faz em relação ao ponto O.

Resposta: M = -460 N.m

2. Determine o momento que a força aplicada faz em relação ao ponto O.

Resposta: M = - 11 248,5 N.mm

3. Determine o momento resultante das forças em relação ao ponto O.

Resposta: M = 1 253,55 N.m

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 33

4. Determine o momento que a força aplicada faz em relação ao ponto O.

Resposta: M = 1 360,65 N.m

5. Determine o momento resultante das forças em relação ao ponto O.

Resposta: M = - 268,36 N.m

6. Determine o momento resultante das forças em relação ao ponto A.

Resposta: M = - 960 N.m

7. Se FB = 150 N e FC = 225 N, determine o momento resultante sobre o parafuso que está


localizado no ponto A.

Resposta: M = 291,9 N.m

8. Determine o momento resultante das forças em relação ao ponto A.

Resposta: M = 441,02 N.m

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 34

4.4. BINÁRIO, OU PAR CONJUGADO

Chama-se BINÁRIO, CONJUGADO ou TORQUE, um par de forças paralelas de igual


intensidade e sentidos opostos e não colineares interligadas por uma estrutura.

O momento provocado por um binário é dado por:


𝑀 =𝑃×𝑑
Onde F é o valor individual de cada força e d a distância perpendicular entre as duas
forças.
No exemplo abaixo observamos as duas mãos que fazem força no volante. Para poder
girar o volante, as duas mãos precisam aplicar ao volante um torque de 12 N.m. Na primeira
figura, temos as mãos aplicando a força na posição mais extrema do volante, cujo diâmetro é
de 0,4 m. Neste caso, para se chegar ao torque de 120 N.m as mão tiveram que aplicar uma
força de 30 N cada.
Já na segunda figura, as mãos estão posicionadas num local mais próximo do centro,
à uma distância de 0,3 m uma da outra. Isto faz com que a força necessária para fazer o
volante girar seja de 40 N em cada mão.

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 35

5. CÁLCULO DE REAÇÕES DE APOIO EM ESTRUTURAS PLANAS

Denomina-se estrutura um conjunto de elementos de construção, composto com a


finalidade de receber e transmitir esforços.

Quando se tem a estrutura de um galpão, por exemplo, ela tem o papel de receber as
cargas advindas do telhado e paredes e transmiti-las ao solo.
As estruturas planas são estruturas simplificadas que podem, ou não, fazer parte de
uma estrutura tridimensional maior.

As estruturas são compostas basicamente por vigas e colunas. As vigas são os


elementos esbeltos, geralmente horizontais, que recebem cargas transversais como mostrado
na figura acima. Já as colunas são os elementos verticais que recebem as cargas na direção
normal à sua área de seção transversal.

5.1. VÍNCULOS

Vínculos são os elementos de ligação que fixam os corpos rígidos. São apoios,
mancais e fixações diversas que restringem os movimentos de uma estrutura. Toda a ação
sobre um vínculo produz uma reação igual e oposta do vínculo, de modo que a ação e a
reação são duas forças iguais e contrárias.

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 36

5.1.1. TIPOS DE VÍNCULOS;


Vínculo Simples ou Móvel: impede o movimento de translação na direção normal ao
plano de apoio. Oferece uma única reação (normal). Observe que a viga mostrada na foto
está apenas apoiada sobre as colunas.

Os símbolos usados para representar este tipo de apoio são mostrados abaixo.

Vínculos Duplo ou Fixo: impede o movimento em duas direções (normal e paralela


ao plano de apoio), mas não impede o giro da estrutura. Oferece duas forças de reação, desde
que solicitado. A montagem mostrada na foto abaixo mostra um vínculo duplo clássico, no
entanto, algumas uniões parafusadas, apesar de terem uma aparente resistência ao giro, são,
em muitos casos, considerados vínculos duplos, porque podem não garantir a resistência ao
giro da estrutura.

Simbologia de vínculo duplo:

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 37

Engastamento: impede a translação em qualquer direção, bem como qualquer


movimento de rotação. Neste vínculo, além das forças de reação vertical e horizontal, têm-se
uma reação de momento.

Simbologia de engastamento:

5.2. TIPOS DE ESTRUTURA

As estruturas planas são classificadas através de sua estaticidade, em 3 tipos:

Estruturas Hipoestáticas: Quando o número de reações de apoio é suficiente para


manter a estrutura parada apenas se não houver nenhuma perturbação do sistema.
Na estrutura mostrada a seguir, a viga está apoiada sobre dois vínculos simples e as
reações de apoio nos pontos A e B impedem o movimento da estrutura somente na direção
vertical. Se houver qualquer força na direção horizontal, ou mesmo uma força inclinada, a
estrutura perderá a sua estaticidade. Esta estrutura tem um comportamento semelhante à de
um skate

Estruturas Isoestáticas: Quando a estrutura possui vínculos que garantem um


número suficiente de reações de apoio para mantê-la parada. A estrutura a seguir apresenta
um vínculo simples na direita, que a impede de transladar na direção vertical, e um vínculo

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 38

duplo na esquerda, que a impede de transladar nas direções vertical e horizontal. Com isso,
a estrutura também é impedida de girar em um sentido.

Estruturas Hiperestáticas: é quando os vínculos proporcionam um número de


reações de apoio maior do que o necessário para manter a estrutura parada.

5.3. EQUAÇÕES DE EQUILÍBRIO (PLANO)

Nos problemas que envolvem estruturas estáticas planas, existem três equações
fundamentais da estática que podem ser usadas em sua solução. São as chamadas equações
de equilíbrio, pois levam em consideração o equilíbrio da estrutura.
Se uma estrutura está em equilíbrio, significa dizer que a soma de todas as forças (de
ação e reação), bem como a soma de suas componentes x e y, são iguais a zero. Além disso,
a soma de todos os momentos provocados pelas forças em relação a qualquer ponto da
estrutura também é igual a zero. Sendo assim temos:

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 39

5.3.1. EXEMPLO 5.1


Uma viga de 5 m de comprimento deve sustentar uma carga de 10 kN aplicada no
centro da viga. Determine quais devem ser as forças de reação que os apoios nos pontos A
e B devem fazer para manter a estrutura em equilíbrio.

Observe na figura acima que a viga está apoiada em dois vínculos simples, que
oferecem apenas uma força de reação na direção vertical. Naturalmente, podemos perceber
que como a carga está aplicada no centro da viga, cada apoio receberá metade da carga
aplicada e por isso, a força de reação nos apoios A e B será de 5 kN cada.
Mas vamos aproveitar este exemplo simples para aprender o procedimento de cálculo
das reações de apoio.
Primeiro, deve-se indicar no desenho, ou em um diagrama de corpo livre, quais são as
forças envolvidas. Neste problema, teremos as forças de reações verticais nos pontos A e B,
que são respectivamente RA e RB conforme indicado na figura.

Para aplicar a equação do equilíbrio de momentos, deve-se escolher para analisar, um


ponto da estrutura onde exista alguma força desconhecida. Então, escolhendo o ponto A, será
possível determinar qual é o valor da reação de apoio no ponto B:

∑ 𝑀𝐴 = 0
∑ 𝑀𝐴 = − 10 × 2,5 + 𝑅𝐵 × 5 = 0
𝑅𝐵 × 5 = 25
25
𝑅𝐵 = 5
= 5 𝑘𝑁

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 40

Usando a equação de equilíbrio de momentos em relação ao ponto B, pode-se


determinar o valor da reação do apoio no ponto A.
∑ 𝑀𝐵 = 0
∑ 𝑀𝐵 = 10 × 2,5 − 𝑅𝐴 × 5 = 0
𝑅𝐴 × 5 = 25
25
𝑅𝐴 = 5
= 5 𝑘𝑁

Outra maneira usada para encontrar o valor de RA, é usando o valor calculado de RB
na equação de equilíbrio das forças verticais (direção y).
∑ 𝐹𝑦 = 𝑅𝐴 − 10 + 𝑅𝐵 = 0
𝑅𝐴 − 10 + 5 = 0
𝑅𝐴 = 10 − 5 = 5 𝑘𝑁

5.3.2. EXEMPLO 5.2


Uma viga de 5 m de comprimento deve sustentar uma carga de 10 kN aplicada a 1 m
de distância do ponto A. Determine quais devem ser as forças reação que os apoios nos
pontos A e B devem fazer para manter a estrutura em equilíbrio.

Desta vez, a carga está aplicada em uma posição mais próxima do ponto A, por isso
a força de reação neste ponto será maior do que a força de reação do ponto B.
As forças de reação na direção vertical nos pontos A e B, que são respectivamente RA
e RB, estão indicadas na figura a seguir.

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 41

Aplicando a equação do equilíbrio de momentos, em relação ao ponto A, teremos:


∑ 𝑀𝐴 = 0
∑ 𝑀𝐴 = − 10 × 1,0 + 𝑅𝐵 × 5 = 0
𝑅𝐵 × 5 = 10
10
𝑅𝐵 = 5
= 2 𝑘𝑁

Usando a equação de equilíbrio de momentos em relação ao ponto B, pode-se


determinar o valor da reação do apoio em A.
∑ 𝑀𝐵 = 0
∑ 𝑀𝐵 = 10 × 4,0 − 𝑅𝐴 × 5 = 0
𝑅𝐴 × 5 = 40
40
𝑅𝐴 = 5
= 8 𝑘𝑁

Ainda podemos encontrar o valor de RA usando o valor calculado de RB na equação


de equilíbrio de forças em y.
∑ 𝐹𝑦 = 𝑅𝐴 − 10 + 𝑅𝐵 = 0
𝑅𝐴 − 10 + 2 = 0
𝑅𝐴 = 10 − 2 = 8 𝑘𝑁

5.3.3. EXEMPLO 5.3


Uma barra encontra-se apoiada estaticamente sobre os vínculos A e B e é submetida
a duas forças nos pontos C e D, conforme é demonstrado na figura a seguir. Determine as
forças de reação que os vínculos A e B impõe sobre a barra, de maneira que a mesma
permaneça em equilíbrio estático. Determine ainda, qual deve ser o nível máximo de força
sobre o ponto D para que o vínculo no ponto A exerça uma força de reação direcionada para
baixo.

Situação 1: Calcular as reações em função das forças dadas.


Podemos primeiramente simplificar o desenho acima, substituindo os elementos reais
por símbolos representativos. Neste desenho estão indicadas as forças de reação RA e RB. e
as forças conhecidas que estão aplicadas nos pontos C e D.

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 42

Aplicando a equação de equilíbrio de momentos em relação ao ponto A, teremos:


∑ 𝑀𝐴 = 0
∑ 𝑀𝐴 = − 50 × 1,0 + 𝑅𝐵 × 2 − 20 × 4 = 0
−130 + 2𝑅𝐵 = 0
130
𝑅𝐵 = 2
= 65 𝑁

Com o valor de RB, aplica-se a equação de equilíbrio das forças verticais:


∑ 𝐹𝑦 = 𝑅𝐴 − 50 + 𝑅𝐵 − 20 = 0
𝑅𝐴 − 50 + 65 − 20 = 0
𝑅𝐴 = 5 𝑘𝑁

Situação 2: Determinar qual é a situação limite da força aplicada ao ponto D, na qual


a força de reação no ponto A seria direcionada para cima.
O que o problema quer determinar agora, é o valor da força máxima que se pode
aplicar no ponto D sem que o vínculo que está localizado no ponto A exerça qualquer força
de assegurar que o sistema não levante. Ou seja, qual é o valor da força de reação em A em
que a força deixa de ser positiva (para cima) e passa a ser negativa (para baixo)? – A resposta
é “zero”, pois uma força deixa de ser positiva quando passa por zero e começa a ser negativa.
Neste caso, o valor da força de reação em A é conhecido e vale “zero”.
Então, vamos fazer o cálculo da somatória de momentos em torno do ponto B.

∑ 𝑀𝐵 = 0
∑ 𝑀𝐵 = 𝑅𝐴 × 2 + 50 × 1 – 𝐹𝐷 × 2 = 0
𝟎 × 2 + 50 × 1 – 𝐹𝐷 × 2 = 0
– 𝐹𝐷 × 2 = −50
50
𝐹𝐷 = 2
= 25 𝑁

Portanto, se aplicarmos uma força maior do que 25 N no ponto D, o vínculo no ponto


A terá que fazer uma força apontada para baixo, para segurar a estrutura.

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 43

5.4. EXERCÍCIOS

1. Determine quais devem ser as reações que os apoios que sustentam a barra demonstrada
na figura abaixo devem exercer para que a barra permaneça em equilíbrio estático.

Resposta: R1 = R2 = 3,125 kN

2. Determine quais devem ser as reações que os apoios A e B, que sustentam a barra
demonstrada na figura abaixo, devem exercer para que a barra permaneça em equilíbrio
estático.
Respostas:
RAx = 12kN
RAy = 8,5kN
RA = 14,71kN (35,31°)
RB = 2,5 kN

3. Determine quais devem ser as reações que os apoios A e B, que sustentam a barra
demonstrada na figura abaixo, devem exercer para que a barra permaneça em equilíbrio
estático.

Resposta: RA =14 kN RB = 18 kN

4. Determine quais devem ser as reações que os apoios A e B, que sustentam a barra
demonstrada na figura abaixo, devem exercer para que a barra permaneça em equilíbrio
estático.

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 44

5. Determine quais devem ser as reações que os apoios A e B, que sustentam a barra
demonstrada na figura abaixo, devem exercer para que a barra permaneça em equilíbrio
estático.

6. Se o homem em B exerce uma força P = 150 N sobre sua corda, determine a intensidade
da força F que o homem em C precisa exercer para impedir que o poste gire; ou seja, para
que o momento resultante em relação a A devido às duas forças seja igual a zero.

Resposta: F = 198,88N

7. Determine quais devem ser as reações que os apoios A e B, que sustentam a barra
demonstrada na figura abaixo, devem exercer para que a barra permaneça em equilíbrio
estático.

Resposta: RA =5900 N RB = 2100 N

8. Determine quais devem ser as reações que os apoios A e B, que sustentam a barra
demonstrada na figura abaixo, devem exercer para que a barra permaneça em equilíbrio
estático.

Respostas:
RAx = 9,0 kN
RAy = 12,9 kN
RA = 15,72 kN (55,09°)
RB = 7,1 kN

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 45

6. CARGAS DISTRIBUÍDAS

São cargas que, ao invés de atuarem em um único ponto, atuam de maneira distribuída
ao longo de uma estrutura, sendo que esta distribuição de carga pode ser uniforme ou não.
Quando a carga é uniformemente distribuída, ela é dada pela razão entre o peso total da
estrutura e o comprimento da viga que a sustenta:
𝑄
𝑞=
𝑙
Onde:
q = razão da carga distribuída, dada em N/m
Q = carga total, dada em N
l = comprimento total da estrutura, dado em m

6.1. EXEMPLOS DE CARGAS DISTRIBUÍDAS

 O peso próprio de uma estrutura.

Você já parou para pensar em o quanto pesa uma viga de concreto? Pode chegar a
algumas toneladas. Isto implica que em muitos casos, o peso próprio de um elemento
estrutural também deve ser levado em conta nos cálculos de projeto. Se uma viga tem peso
próprio total de 2,4kN (em torno de 240 kgf) e 6 m de comprimento, a carga distribuída ao
longo da viga qviga será de:
2400
𝑞𝑣𝑖𝑔𝑎 = = 400 𝑁/𝑚
6

 Uma caixa d’água:

Neste caso teremos o peso total da caixa d’água distribuídos ao longo das duas
estruturas de apoio.

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 46

 Construções.

No exemplo acima, observa-se duas situações: uma de carga uniformemente


distribuída (esquerda), e outra que apresenta um decaimento de carga uniforme ao longo do
comprimento da viga de sustentação (direita).

 Half pipe.

A distribuição de carga de uma construção do tipo “half pipe”, descreve uma


distribuição de carga que varia de maneira não linear e pode ser descrita por uma equação
do 2º grau, por exemplo, se a geometria da estrutura for parabólica.

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 47

6.2. LINHA DE AÇÃO DE FORÇA RESULTANTE

Obviamente, que em se tratando do que uma estrutura pode suportar, uma carga
distribuída pode ser menos severa para estrutura do que uma carga pontual de igual valor.
No entanto, para serem calculadas as reações de apoio de uma estrutura, as cargas
distribuídas podem ser simplificadas para forças pontuais que atuam no centro geométrico da
carga distribuída.

A força resultante “Q” da carga distribuída, também chamada de carga total, é dada
por q x l e atuará no ponto l /2 em relação a A ou B, quando a distribuição de carga for

uniforme.
Se a distribuição de carga sofrer uma variação linear, a carga resultante é dada por
q x l /2, o que corresponde a área do triângulo formado pelo comprimento da carga e o valor

da carga distribuída, assim:

A força resultante “Q” neste caso, passa pelo centro geométrico do triângulo, que é
dado por l /3, em relação a base do triângulo (lado esquerdo no exemplo acima).

6.2.1. EXEMPLO 6.1:


Seja uma viga engastada a uma parede, conforme a figura a seguir. Determine a força
resultante da carga distribuída.

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 48

Cálculo da força resultante: Q = q × l /2 → Q = 1440 × 9 / 2 = 6 480 N

Já a posição da força resultante é dada por 1/3 da base do triângulo em relação ao


cateto vertical, portanto se a distribuição acontece ao longo de 9 m de comprimento, a posição
da força resultante será a de 3 m do engastamento da viga, como está demonstrado na figura
abaixo.

6.2.2. EXEMPLO 6.2:


Calcule as reações de apoio da estrutura esquematizada na figura abaixo.

Como a distribuição tem variação linear no início (triangular) e depois se apresenta de


maneira constante (retangular), pode-se dividir nestas duas regiões, calculando as forças
resultantes e as posições separadamente. Assim, a estrutura com cargas distribuídas
demostrada acima, pode ser simplificada para uma estrutura com cargas pontuais, conforme
é demonstrado a seguir.

Q1 = (300×3)/2 = 450N
Q2 = 300×4 = 1200N
Assim, com os valores de Q1 e Q2 conhecidos, é possível calcular as reações de apoio
da estrutura em A e em B.

∑ 𝑀𝐴 = − 450 × 2 + 𝑅𝐵 × 3 − 1200 × 5 = 0
6900
∑ 𝑀𝐴 = − 900 + 𝑅𝐵 × 3 − 6000 = 0 → 𝑅𝐵 = = 𝟐𝟑𝟎𝟎𝑵 (para cima)
3

∑ 𝑀𝐵 = − 𝑅𝐴 × 3 + 450 × 1 − 1200 × 2 = 0
−1950
∑ 𝑀𝐵 = − 𝑅𝐴 × 3 + 450 − 2400 = 0 → 𝑅𝐴 = = −𝟔𝟓𝟎𝑵 (para baixo)
3

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 49

6.3. EXERCÍCIOS

1. Determine as reações de apoio das estruturas abaixo:


a)

Resposta: RA = 28,375 kN; RB = 12,375 kN


b)

Resposta: RA = 3,98 kN; RB = 5,92 kN

c)

Resposta: RA = 5,8 kN; RB = 3,7 kN


d)

Resposta: RA = 10,5 kN; RB = 14,25 kN

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 50

e)

Resposta: RA = 6,67 kN; RB = 3,33 kN

f)

Respostas:
RA = 45kN
RB = 30kN

g)

Resposta: RA =8 kN e RB = 4 kN

h)

Resposta: RA =3 kN e RB = 6 kN

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 51

i)

Resposta: RA =7,5 kN e RC = 2,5 kN


j)

Respostas:
RAx = 4,0 kN
RAy = 5,98 kN
RA = 7,19kN (56,22°)
RB = 9,36 kN

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 52

7. CENTRO DE GRAVIDADE E CENTROIDES

Centroide é o centro geométrico de uma área.


O centro de gravidade é o ponto pelo qual a resultante de todas as forças “peso” passa
(forças provocadas pela ação da gravidade).
Em objetos compostos de material homogêneo, o centro de gravidade coincide com o
centroide da área.

7.1. CÁLCULO DO CENTRO DE GRAVIDADE

Se fizermos a somatória de todos os momentos provocados pela massa distribuída de


um corpo, ela será igual a zero em relação ao centro de gravidade deste corpo.

Em áreas simétricas, como quadrados, retângulos ou polígonos regulares, o centro de


gravidade está na reta que divide as áreas em duas partes iguais, ou seja, na linha de simetria
destas áreas.

7.2. CENTROIDE DE ÁREAS SIMPLES

Em figuras simples, o centro de gravidade será calculado através de fórmulas que


encontram o centro geométrico destas áreas. Como é mostrado a seguir.

4𝑟 4𝑟
𝑥̅ = 𝑦̅ =
3𝜋 3𝜋

7.3. CENTROIDES DE ÁREAS COMPOSTAS

Já em áreas compostas por um conjunto de áreas simples como as mostradas acima,


o centroide é calculado seguindo o seguinte procedimento:

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 53

1º PASSO:
Determine na figura um sistema cartesiano (eixos x e y). Para facilitar os cálculos,
coloque a origem deste sistema na extremidade mais baixa e mais esquerda da figura.

2º PASSO:
Divida a área composta em áreas simples e menores, de geometria conhecida.
Determine as dimensões destas áreas.
A divisão de áreas deve ser feita em retângulos, triângulos, circunferências inteiras ou
parciais, cujas fórmulas para o cálculo do centroide sejam conhecidas. Esta divisão
dificilmente será a única divisão possível, mas a escolha certa nas divisões poderá facilitar os
cálculos. Abaixo é apresentada uma divisão que é mais trabalhosa de ser calculada, mas será
usada com o objetivo de ser didática e mostrar mais exemplos.

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 54

3º PASSO:
Encontre o centro de gravidade de cada uma das figuras e estabeleça as coordenadas
destes pontos em relação à origem do sistema cartesiano (eixos x e y).

4º PASSO:

Monte uma tabela com os seguintes dados:


 COLUNA 1 – Escreva a letra ou número de cada divisão de área;
 COLUNA 2 – Coordenadas “X” dos centroides (se a origem dos eixos não
estiver na extremidade esquerda da figura, podem haver coordenadas
negativas);
 COLUNA 3 – Coordenadas “Y” dos centroides (se a origem dos eixos não
estiver na extremidade inferior da figura, podem haver coordenadas negativas);
 COLUNA 4 – Calcule a área de cada divisão da figura;
 COLUNA 5 – Multiplique a área pela coordenada “X”;
 COLUNA 6 – Multiplique a área pela coordenada “Y”;
 A última linha da tabela é destinada às somatórias.

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 55

Veja o modelo a seguir:

DIVISÃO X Y Área X·A Y·A


A 8,33 33,33 312,50 2.603,13 10.415,63
B 12,50 12,50 625,00 7.812,50 7.812,50
C 8,49 8,49 -314,16 -2.667,22 -2.667,22
D 37,50 12,50 625,00 23.437,50 7.812,50
E 62,50 37,50 625,00 39.062,50 23.437,50
F 83,33 33,33 312,50 26.040,63 10.415,63
G 75,00 12,50 1.250,00 93.750,00 15.625,00
H 75,00 12,50 -78,54 -5.890,50 -981,75
∑ 3.357,30 184.148,53 71.869,78

Nesta tabela, as áreas vazias (não sombreadas) entrarão com valores negativos na
tabela. E a multiplicação da área pelas coordenadas x e y levará em conta o sinal da área.
Caso haja coordenadas negativas, a multiplicação de uma coordenada negativa por uma área
negativa implicará em valores positivos nas colunas 4 e 5.
5º PASSO:
Aplique a fórmula para calular as coordenadas x e y do centro de gravidade geral da
figura:
∑𝑛
𝑖=1(𝑋 ∙𝐴) ∑𝑛
𝑖=1(𝑌 ∙𝐴)
𝑋̅ = ∑𝑛
𝑌̅ = ∑𝑛
𝑖=1 𝐴 𝑖=1 𝐴

No exemplo acima termos:


184148,53 71869,78
𝑋̅ = = 54,85 𝑌̅ = = 21,41
3357,30 3357,30
Isto significa que o centroide da figura esta localizada na posição x = 54,85 e y = 21,41.
Marque esta posição sobre a figura:

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 56

As divisões podem ser as maiores possíveis. Isto diminui a quantidade de linhas na


tabela e consequentemente facilita os cálculos, além de diminuir a possibilidade de erros. Veja
alguns exemplos de divisões com áreas maiores.

ou

7.4. EXERCÍCIOS

1. Determine o centroide das áreas abaixo.


a) c)

b)

Respostas:
a) d = 1,75
b) x = 6,08; y = 3,03
c) x = 2,27; y = 4,40

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 57

8. MOMENTO DE INÉRCIA

O momento de inércia é uma característica geométrica que exprime a capacidade de


determinado elemento resistir a um esforço de flexão. Por exemplo: ao fletirmos uma régua
com as mãos posicionando sua área de seção transversal na horizontal, percebemos que a
deformação causada à régua é bem maior do que se tentarmos fleti-la com esta área na
posição vertical, conforme pode ser observado nas figuras a seguir.

Conforme você já deve ter observado na prática, fletir a régua com ela posicionada
verticalmente a deformação é quase nula. Além disso, você percebe que se continuar a régua
irá quebrar antes que você consiga alguma deformação expressiva. No entanto a área da
seção transversal permanece a mesma. O que muda é que o fato de que o momento de
inércia de uma área posicionada verticalmente é bem maior do que o de uma área posicionada
horizontalmente.

8.1. MOMENTO DE INÉRCIA DE ÁREAS SIMPLES

8.1.1. RETANGULO
A fórmula determinada para calcular o momento de inércia de uma área retangular é
dada por:
𝑏 ∙ ℎ3
𝐼=
12
Onde:
I – Momento de inércia;
b – Base da área;
h – Altura da área.

Exemplo de cálculo:

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 58

Determine o momento de inércia das áreas a seguir. As dimensões foram cotadas em


milímetros:

Note que as áreas são idênticas. O que muda são os posicionamentos.


Cálculo na Área 1:

𝑏 ∙ ℎ3 50 ∙ 3003
𝐼1 = = = 112,5 × 106 𝑚𝑚4
12 12

Cálculo na Área 2:

𝑏 ∙ ℎ3 300 ∙ 503
𝐼2 = = = 3,125 × 106 𝑚𝑚4
12 12
O momento de inércia da área 1 é 36 vezes maior do que o momento de inércia da
área 2.
Observe também que na fórmula temos uma medida linear (dada em mm) sendo
multiplicada por outra medida linear elevada ao cubo (mm³). Ao multiplicar “mm” por “mm³”,
teremos a unidade do momento de inércia: mm4.
Na verdade, o cálculo do momento de inércia de determinada área deve ser feito
analisando o eixo em torno do qual o momento fletor está sendo aplicado. Observamos no
exemplo acima que as duas áreas eram idênticas, no entanto a área 2 estava “deitada”.
Vamos observar a aplicação de eixos de referência e entender como que o esforço de flexão
foi imposto em cada caso. Mas antes vamos fixar os eixos “x” e “y” no centro de gravidade da
figura:

Observe que a figura foi girada e os eixos x e y giraram juntamente com a ela.
Agora observe como que a flexão se deu na posição 1.

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 59

Observe que a flexão se deu em torno do eixo x e neste caso já sabíamos que era
mais difícil obter alguma deformação na régua.
Agora observe que ao deitar a régua (para a posição 2) a flexão se deu em torno do
eixo y. Nesta posição a deformação ocorreu bem mais facilmente.

Portanto, na posição 1 foi calculado o momento de inércia para resistir flexões em


torno do eixo x, e chamamos este momento de Ix. Na posição 2, calculamos o momento de
inércia para resistir flexões em torno do eixo y e chamamos este momento de Iy.

8.1.2. TRIÂNGULO
Para calcular o momento de inércia de um triângulo temos a seguinte equação:

𝑏 ∙ ℎ3 ℎ ∙ 𝑏3
𝐼𝑥 = ; 𝐼𝑦 =
36 36
Onde:
Ix – Momento de inércia em torno de x;
Iy – Momento de inércia em torno de y;
b – Base da área;
h – Altura da área.

Exemplo de cálculo:

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 60

Determine o momento de inércia das áreas a seguir. As dimensões foram cotadas em


milímetros:

Cálculo na Área 1:

𝑏 ∙ ℎ3 120 ∙ 3603
𝐼𝑥 = = = 155 520 000 𝑚𝑚4
36 36

Cálculo na Área 2:

𝑏 ∙ ℎ3 360 ∙ 1203
𝐼𝑦 = = = 17 280 000 𝑚𝑚4
36 36

8.1.3. ÁREAS DE CIRCUNFERÊNCIA


No caso de circunferências completas, o momento de inércia é calculado por:
𝜋 ∙ 𝑟4
𝐼𝑥 = 𝐼𝑦 =
4

Para semi-circunferências temos:

𝜋 ∙ 𝑟4
𝐼𝑥 = 𝐼𝑦 =
8
Em ¼ de circunferência temos:

𝜋 ∙ 𝑟4
𝐼𝑥 = 𝐼𝑦 =
16

8.2. MOMENTO DE INÉRCIA DE ÁREAS COMPOSTAS

Vimos até agora o momento de inércia de áreas simples, mas em diversas situações,
os elementos estruturais possuem áreas de seção transversal mais complexas. Existem áreas
que são definidas apenas por equações e o cálculo do centro de gravidade e momento de
inércia destas áreas devem ser feitos através de integrações, no entanto estas situações não
serão abordadas neste material. Contudo, na maioria dos casos, as áreas de seção
transversal de elementos estruturais são figuras um pouco mais complexas formadas pela

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 61

união de diversas figuras simples. Nós já aprendemos a calcular o centro de gravidade deste
tipo de figura e agora aprenderemos a calcular o momento de inércia.
Antes, é importante saber que para realizar o dimensionamento de vigas, o momento
de inércia deve ser calculado em relação aos eixos que passam pelo centro de gravidade da
área da seção transversal. Isto porque ao impor uma curvatura em uma viga, ou régua, através
de um esforço de flexão, as fibras do material do elemento fletido estarão “esticadas” em uma
extremidade e “encolhidas” na outra. Na região do centro de gravidade temos o que
chamamos de “linha neutra”, que divide a parte da viga que está esticada, da parte da viga
que está encolhida, conforme é mostrado na figura a seguir.

Então vamos analisar o exemplo de uma viga “I”. Neste tipo de viga, temos uma parte
central esbelta e alta chamada de “alma”, e nas extremidades inferior e superior existem abas
que aumentam a resistência do elemento.

O momento de inércia total da viga é a soma dos momentos de inércia de cada área
separadamente, contudo estes momentos de inércia devem ser calculados em relação ao eixo
que passa pelo centroide geral da figura.

8.2.1. TEOREMA DOS EIXOS PARALELOS


Segundo Hibbeler (2011), o teorema dos eixos paralelos permite calcular o momento
de inércia de uma área em relação à qualquer eixo que seja paralelo a um eixo passando pelo
centroide da área cujo o momento de inércia seja conhecido. Ou seja, com este teorema
podemos, por exemplo, calcular o momento de inércia das abas de uma viga “i” em relação
ao eixo horizontal que passa pelo centroide de toda a área da viga, que não coincide com o
eixo horizontal que passa no centroide da aba.
𝐼𝑥 = 𝐼𝑥̅ + 𝐴 𝑑𝑦2 e 𝐼𝑦 = 𝐼𝑦̅ + 𝐴 𝑑𝑥2
Onde
𝐼𝑥 𝑒 𝐼𝑦 : são os momentos de inércia das áreas afastadas em relação ao eixo afastado;

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 62

𝐼𝑥̅ 𝑒 𝐼𝑦̅ : são os momentos de inércia em relação ao eixos que passam pelo centroide
destas áreas:
A : é o valor da área afastada;
dx e d y : é a distância entre os eixos paralelos.

8.2.2. EXEMPLO:
Determine o momento de inércia total da viga i mostrada na figura em relação aos
eixos x e y que passam pelo centroide da viga. As dimensões foram dadas em milímetros.

Primeiro vamos dividir a área da viga em áreas menores para realização dos cálculos
determinando a distância entre os eixos x’s (𝑥̅2 𝑒 𝑥̅3 ) que passam no centroide de cada área
até o eixo x que passa pelo centro de gravidade de toda a viga. Notem que o centroide da
alma da viga (área 1) coincide com o centroide de toda a viga.

Sendo assim teremos os momentos de inércia individuais:


15 ∙ 1503
̅ =
𝐼𝑥1 = 4 218 750 𝑚𝑚4
12
90 ∙ 253
̅ = 𝐼𝑥3
𝐼𝑥2 ̅ = = 117 187,5 𝑚𝑚4
12
Cálculo das áreas afastadas do centroide geral:
𝐴1 = 15 ∙ 150 = 2 250 𝑚𝑚2
𝐴2 = 𝐴3 = 90 ∙ 25 = 2 250 𝑚𝑚2

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 63

Distâncias entre os eixos paralelos:


𝑑𝑦1 = 0
𝑑𝑦2 = 𝑑𝑦3 = 87,5 𝑚𝑚
Agora vamos aplicar o teorema dos eixos paralelos:
̅ + 𝐴1 𝑑𝑦1 2 = 4 218 750 + 2 250 ∙ 02 = 4 218 750 𝑚𝑚4
𝐼𝑥1 = 𝐼𝑥1
̅ + 𝐴2 𝑑𝑦2 2 = 117 187,5 + 2 250 ∙ 87,52 = 17 343 750 𝑚𝑚4
𝐼𝑥2 = 𝐼𝑥2
𝐼𝑥3 = 𝐼𝑥2 = 17 343 750 𝑚𝑚4
Portanto, o momento de inércia total da viga será a soma de 𝐼𝑥1 , 𝐼𝑥2 𝑒 𝐼𝑥3 :
𝐼𝑥 = 𝐼𝑥1 + 𝐼𝑥2 + 𝐼𝑥3
𝐼𝑥 = 4 218 750 + 2 × 17 343 750 = 38 906 250 𝑚𝑚4

Para calcular o momento de inércia em relação ao eixo y, basta somar os momentos


de inércia em relação aos eixos y de cada área, pois todos coincidem com o eixo y que passa
pelo centroide geral da viga. Assim:
150 ∙ 153
̅ =
𝐼𝑦1 = 𝐼𝑦1 = 42 187,5 𝑚𝑚4
12
25 ∙ 903
̅ = 𝐼𝑦3
𝐼𝑦1 = 𝐼𝑦2 = 𝐼𝑦2 ̅ = = 1 518 750 𝑚𝑚4
12

𝐼𝑦 = 𝐼𝑦1 + 𝐼𝑦2 + 𝐼𝑦3

𝐼𝑦 = 42 187,5 + 2 × 1 518 750 = 3 079 687,5 𝑚𝑚4

O teorema dos eixos paralelos pode ser usado para calcular o momento de inércia de
geometrias compostas em relação a qualquer eixo e não somente em relação aos eixos que
passam no centro de gravidade geral da área composta. Sendo assim, quando algum
exercício solicitar que se calcule a um eixo que não está no centroide, basta adotar o mesmo
procedimento em relação ao eixo citado.

8.2.3. EXERCÍCIOS

1. Determine o centroide da área composta. Em seguida determine o momento de inércia


desta área em relação ao eixo y indicado na figura.

Respostas: 𝑥̅ = 346,31; 𝑦̅ = 86.17;

Iy = 798 · 106 mm4

Prof. Freddy Johnatan Schulz


Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 64

2. Para a viga representada na figura abaixo, determine:


̅ do centroide da área da seção transversal a viga;
a) A distância 𝒚
b) O momento de inércia em torno do eixo x’.
c) O momento de inércia em torno do eixo y.

Respostas:
𝑦̅: = 22,0 mm; Ix’ = 57,9 ·104 mm4;
Iy = 54,7 · 104 mm4

̅ da área composta, depois determine o momento de inércia


3. Determine o centroide 𝒚
dessa área em relação ao eixo x’.

Respostas:
𝑦̅ = 333,71 mm
Ix’ = 3,83 ·109 mm4

4. Para a viga representada na figura abaixo, determine:


̅ do centroide da área da seção transversal a viga;
a) A distância 𝒚
b) O momento de inércia em torno do eixo x’.
c) O momento de inércia em torno do eixo y.

Respostas:
𝑦̅: = 47,5 mm;
Ix’ = 52,3 ·104 mm4;
Iy = 388 · 104 mm4

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Mecânica dos Sólidos 1 - Estática 65

5. Para a viga representada na figura abaixo, determine:


̅e𝒙
a) A distância 𝒚 ̅ do centroide da área da seção transversal a viga;
b) O momento de inércia em torno do eixo x’.
c) O momento de inércia em torno do eixo y’.

Respostas: 𝑦̅: = 20,0 mm; Ix’ = 64,0 ·104 mm4;

𝑥̅ : = 30,0 mm; Iy’ = 136,0 ·104 mm4;

6. Determine o momento de inércia em relação aos eixos x e y que passam pelo centroide
das áreas sombreadas abaixo.
a) c)

b)

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