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História A 12.

º ano

Portugal: o Estado Novo

1. Seleciona a opção correspondente aos instrumentos repressivos utilizados pelo Estado Novo
para impor o regime.

a) Censura prévia, PVDE e PIDE.


b) Censura prévia, PVDE, PIDE e SPN.
c) Censura prévia, PVDE, PIDE e Polícia internacional.

2. Seleciona as opções corretas.


As medidas enquadradas na "Campanha do Trigo" tiveram como principais objetivos:

a) a concessão de proteção aos proprietários.


b) o alargamento da área cultivada de cereal.
c) o estabelecimento do liberalismo alfandegário.
d) a promoção da dependência económica do país.

3. Considera as exigências de Salazar enquanto ministro das finanças e seleciona a opção


correta.

a) A criação de uma nova ordem política com as estruturas institucionais do parlamentarismo.


b) A subserviência de cada ministério às diretrizes do ministério das finanças, através do
cumprimento das verbas atribuídas e discussão prévia das medidas a adotar.
c) A imposição de todos os ministérios na manutenção das despesas e arrecadação das
receitas.

4. Analisa o documento e responde à seguinte questão.

“Desde 1926 que as Forças Armadas portuguesas sustentam no poder o regime que arrancou à Nação as
liberdades públicas fundamentais e os direitos cívicos reconhecidos ao povo pela República. […] Jamais
estes e outros factos – como as fraudes cometidas contra as votações em favor do General Humberto
Delgado – levaram as altas patentes das Forças armadas a um momento de reflexão e discordância. […]
Portugal, grande potência ultramarina, e podendo por esse facto, ao menos na metrópole, fazer os
portugueses desfrutarem de um nível de vida comparável aos padrões europeus, mantinha-se uma
vergonha nas estatísticas mundiais: os mais baixos índices de produção e consumo, as mais baixas médias
de rendimento e salários, de vida económica, social, sanitária e educativa. O mais pobre país da Europa,
como recentemente fomos classificados […].
Os protestos e as manifestações, que a imprensa e a televisão relataram, (até com imagens falsificadas)
como desagravo às declarações proferidas pela ONU, foram organizados, como todos sabem, pelos
departamentos oficiais ou conduzidos através de processos de coação […].”

Uma visão do Estado Novo, Manifesto clandestino da oposição, 1961

Identifica os fatores que favoreceram a afirmação do regime autoritário em Portugal.

5. Analisa o documento e responde à seguinte questão.

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Título IV
Do governo

Artigo 106.º
O Governo é constituído pelo Presidente do Conselho, que poderá gerir os negócios de um ou de mais
Ministérios, e pelos Ministros.

1.º - O presidente do Conselho é nomeado e demitido livremente pelo Presidente da República. Os


Ministros e os Subsecretários de Estado, quando os haja, são nomeados pelo Presidente do Conselho […].

Artigo 108.º
Compete ao Governo:
1.º Referendar os atos do Presidente da República.
2.º Elaborar decretos-leis no uso de autorizações legislativas ou nos casos de urgência e necessidade
pública
3.º Elaborar os decretos, regulamentos e instruções para a boa execução das leis.
4.º Superintender no conjunto da administração pública, fazendo executar as leis e resoluções da
Assembleia nacional […].
Constituição Política da República Portuguesa, 1933

Identifica as principais atribuições do governo, segundo a Constituição de 1933.

6. Considera a informação veiculada pelo documento e responde à


seguinte questão.

Caracteriza a figura de Salazar.

7. Seleciona a opção que completa corretamente a frase.

O Estado Novo é…

a) o regime instaurado em Portugal pela Constituição de 1933, cujas características remetem


para o antiliberalismo, antiparlamentarismo, autoritarismo, nacionalismo, colonialismo e
corporativismo e que se identifica com o pensamento político de Salazar.
b) o regime instaurado em Portugal pela Constituição de 1933, cujas características remetem
para o antiliberalismo, antiparlamentarismo, autoritarismo, modernismo, colonialismo e
corporativismo e que se identifica com o pensamento político de Salazar.
c) o regime instaurado em Portugal pela Constituição de 1933, cujas características remetem
para o antiliberalismo, antiparlamentarismo, autoritarismo, nacionalismo, colonialismo e
sindicalismo e que se identifica com o pensamento político de Salazar.
8. Analisa o documento e responde à seguinte questão.

“Portugal é um velho país livre, homogéneo na sua formação, de fronteiras imutáveis quase desde que se
constituiu em Estado independente, pacífico na história acidentada da Europa, mas afadigado no mar, para

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onde se desenvolveu a sua força de expansão, descobrindo novos territórios, que povoou, colonizou,
civilizou, incorporou no seu próprio ser nacional. Somos filhos desse passado, e não por mera deferência
pela vontade inequívoca de nossos pais, mas pela clara consciência do serviço que prestamos à paz da
Europa e à civilização no mundo, nós afirmamos serenamente a vontade de sermos no presente e no
futuro o que sempre fomos no passado – livres, independentes, colonizadores.
Temos por nós, aqui e ao longe, o direito – da ocupação, da conquista, da descoberta, da ação
colonizadora, da fazenda e sangue dos Portugueses regando a terra por todas as partes do mundo,
cultivando solo, desbravando floresta, comerciando, pacificando, instruindo. É a vontade do povo; é o
imperativo da consciência nacional.”
Salazar, Discurso de 17 de maio de 1931

Identifica as bases ideológicas do Estado Novo presentes no documento.

9. Associa o número do item da coluna I à letra identificativa do elemento da coluna II.


Estabelece a correspondência correta entre os itens do Decálogo e os princípios ideológicos
subjacentes.

Coluna I Coluna II
1 – Antiparlamentarismo A – O Estado Novo repudia as velhas fórmulas “Autoridade sem
liberdade, Liberdade sem Autoridade” e substitui-as por
“Autoridade e liberdades”.
2 – Autoritarismo B – Não há Estado forte onde o Poder Executivo o não é. O
parlamentarismo subordinava o Governo à tirania da assembleia
política, através da ditadura irresponsável e tumultuária dos
partidos. O Estado Novo garante a existência do Estado Forte pela
segurança, independência e continuidade da chefia do Estado e do
Governo.
3 - Antidemocrático C - Todos os portugueses têm direito a uma vida livre e digna,
mas deve ser atendida, antes de mais nada, em conjunto, o
direito de Portugal à mesma vida livre e digna. O bem geral
suplanta – e contém – o bem individual. Salazar disse: “Temos
obrigação de sacrificar tudo por todos. Não devemos sacrificar-nos
todos por alguns. […]”

10. Associa o número do item da coluna I à letra identificativa do elemento da coluna II.
Estabelece a correspondência correta entre as instituições do Estado Novo e os seus objetivos.

Coluna I Coluna II
1 – Mocidade Portuguesa A – Destinada à formação das futuras mulheres e mães.

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2 – Legião Portuguesa B – Instituição de inscrição obrigatória, destinada a


enquadrar ideologicamente a juventude nos valores
nacionais e patrióticos do Estado Novo.
3 - FNAT - Fundação C - Controle dos tempos livres através de atividades
Nacional para a Alegria no recreativas, devidamente enquadradas pela moral oficial.
Trabalho
4 - Obra das Mães para a D - Destinada a defender o património espiritual da Nação, o
Educação Nacional Estado corporativo e a conter a ameaça bolchevista.

11. Responde às seguintes questões.

a) Identifica as áreas de intervenção do Secretariado da Propaganda Nacional, mais tarde


designado por Secretariado Nacional da Informação, Cultura Popular e Turismo.
b) Enuncia a sua importância na edificação/manutenção do Estado Novo.

12. Responde à seguinte questão.

Define Carbonária.

13. Analisa o texto e responde às seguintes questões.

“A nossa ditadura aproxima-se, evidentemente, da ditadura fascista (italiana) no reforço da autoridade, na


guerra declarada a certos princípios da democracia, no seu caráter acentuadamente nacionalista, nas suas
preocupações de ordem social. Afasta-se, porém, nos seus processos de renovação. A ditadura fascista
tende para um cesarismo pagão, para um estado novo que não conhece limitações de ordem jurídica ou
moral, que marcha para o seu fim, sem encontrar embaraços nem obstáculos. Mussolini, como sabe, é um
admirável oportunista da ação (…) O Estado Novo português, ao contrário, não pode fugir, nem pensa
fugir, a certas limitações de ordem moral que julga indispensável manter, como balizas, à sua ação
reformadora (…). As nossas leis são menos severas, os nossos costumes menos policiados, mas o Estado,
esse, é menos absoluto e não o proclamamos omnipotente (…). Concordo com Mussolini… em Itália (…)
mas não posso concordar em Portugal! A violência pode ter vantagens, mas não é na nossa raça, nem nos
nossos hábitos.”

Oliveira Salazar, cit. Por António Ferro, em Salazar, o Homem e a sua Obra, Lisboa, ENP, 1933

a) Identifica o contexto histórico em que se processou a aproximação do Estado Novo aos


modelos fascistas.
b) Que limitações, no entender de Salazar, deveriam nortear o Estado Novo português.
c) Identifica as eventuais contradições no discurso salazarista.

14. Analisa o documento e responde à questão.

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Cartaz de propaganda ao Império Colonial


Português

Enquadra o cartaz nos fundamentos da política colonial do Estado Novo.

15. Responde à seguinte questão.

Enuncia as medidas de fomento da lavoura nacional.

16. Associa o número do item da coluna I à letra identificativa do elemento da coluna II.
Estabelece a ligação entre as bases fundamentais do modelo económico do Estado Novo e o seu
significado.

Coluna I Coluna II
1 – Autarcia A – Política interventora na economia, de apoio externo e
enquadrador do Estado às atividades económicas – conter e
disciplinar.
2 – Nacionalismo B – Proteção do mercado nacional e colonial para a produção
económico nacional, substitutiva das importações sem ferir os interesses
fundamentais do comércio internacional de forma excessiva.
3 – Intervencionismo C – Procura da autossuficiência possível, sem originar drásticas
económico ruturas externas ou internas (mantendo as trocas externas
indispensáveis à defesa das exportações e fornecimentos básicos à
economia).

17. Responde à seguinte questão.

Caracteriza a forma de organização corporativista do Estado Novo.

18. Seleciona as opções corretas.

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a) O desenvolvimento industrial era devidamente coordenado e dirigido pelo Estado, que


impunha autorizações prévias para a instalação, abertura, remodelação de qualquer
indústria.
b) Em 1937, o condicionamento remeteu-se às indústrias que exigissem grandes despesas de
produção ou que produzissem bens de exportação.
c) O dirigismo económico revestia-se de um caráter anticrise, portanto foi transitório.
d) O condicionamento industrial não constituiu obstáculo ao fomento de significativos
monopólios e concentrações como o da CUF.

19. Analisa o documento e seleciona as opções corretas.

a) O Estatuto do Trabalho Nacional estipulava a reunião dos


trabalhadores (com exceção da função pública) em
sindicatos nacionais e os patrões em grémios.
b) Ao Estado competiria a arbitragem suprema nas
negociações entre patrões e trabalhadores, a permissão
do lockout e da greve e assegurar o direito ao trabalho.
c) Os grandes objetivos destas organizações seriam: a
negociação dos contratos coletivos de trabalho, o
estabelecimento de normas e cotas de produção e a
fixação de preços e salários.

20. Responde à seguinte questão.

Identifica a importância da Exposição do Mundo Português, realizada em 1940.

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Portugal: o Estado Novo Soluções

1. a)

2. a); b)

3. b)

4. A simpatia pelos ideais antidemocráticos e antiparlamentares; a ação dos militares no


derrube da 1.ª República; a adoção de instituições e mecanismos de enquadramento das
massas, a instabilidade da 1.ª República e o apoio dos grupos sociais que lhe eram hostis, como
os grandes proprietários; a afirmação das soluções autoritárias de direita em alguns países
europeus.

5. As atribuições eram: a Assembleia Nacional, órgão máximo do poder legislativo, limitava-se


à discussão das propostas de lei que o governo lhe enviava; a autoridade do Presidente da
República era independente do Parlamento; o Presidente do Conselho detinha vastas
competências como legislar através de decretos-lei, propor a nomeação e exoneração dos
membros do Governo e referendar os atos do Presidente da República. Existia uma verdadeira
partilha de poderes entre as Presidências da República e do Conselho.

6. Salazar era visto como Salvador da pátria, de acordo com o mito alicerçado no grande feito
conseguido após 15 anos de efetivação orçamental positiva. O slogan: “Tudo pela Nação, nada
contra a Nação” foi pronunciado por Salazar, em 1299. Era visto também como o chefe
providencial, austero, promotor da moralidade, figura discreta e carismática

7. a)

8. As bases ideológicas evidenciadas no documento relacionam-se com o nacionalismo


exacerbado, segundo o próprio Salazar, “o inestimável fator de progresso e elevação social”,
que dotava os portugueses de grande heroicidade e grandeza e de qualidades civilizacionais
sem igual; o colonialismo está também presente na vontade e no dever de soberanamente
dirigir a vida das colónias.

9. 1 – B; 2 – A; 3 – C

10. 1 – B; 2 – D; 3 – C; 4 - A

11.
a) Áreas de ação: imprensa, música, arquitetura, artes plásticas, folclore, rádio, cinema,
organização de exposições, concursos e prémios públicos de promoção da arquitetura regional
portuguesa, como o caso das “aldeias portuguesas”, do folclore, do fado ou qualquer outra área
de promoção e valorização do “sentir português”.
b) Desempenhou um papel crucial na divulgação do ideário e dos valores do regime,
padronizando a cultura a as artes.

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12. A Carbonária portuguesa era considerada uma sociedade secreta, essencialmente política,
adversa do clericalismo e das congregações religiosas, tendo por objetivo as conquistas da
liberdade e a perfeição humana. A sua influência exerceu-se de maneira intensiva em quase
todos os acontecimentos de caráter político e social do País.

13.
a) Contexto de instabilidade política e económica e falta de autoridade dos estados de vários
países europeus. Portugal era, nos inícios dos anos 30, uma sociedade periférica, dependente, a
braços com limitações económicas marcantes.
b) Limitações do foro moral.
c) As contradições são patentes na afirmação do não uso da violência em Portugal que, como
sabemos, foi utilizada para calar e amedrontar os adversários políticos.

14. A informação do cartaz pretendia revelar não só a tutela metropolitana sobre as colónias,
como também o caráter inalienável das possessões além-mar e a solidariedade política e
económica subjacente; meio de fomento do orgulho nacionalista.

15. A construção de barragens para melhor irrigação dos solos; a criação da Junta de
Colonização Interna, destinada a promover a fixação das populações nas zonas do interior; a
política de arborização, de cultura da vinha; alargamento das produções de azeite, vinho,
cortiça, batata; instituição da Campanha do Trigo – crescimento da produção cerealífera –
promoção da autossuficiência do país.

16. 1 – C; 2 – B; 3 – A

17. A organização corporativa aparece através de organismos de coordenação económica ou


dos grémios obrigatórios e surge estruturada em quatro tipos de situações concretas:
 para defender os setores industriais e agrícolas ligados às principais exportações
portuguesas – fonte vital de divisas e de emprego;
 para proteger a grande agricultura tradicional, que se via impossibilitada de exportar a
preços concorrenciais (trigo, arroz, azeite, lãs), tendo-lhe sido reservado o mercado
nacional a preços compensadores;
 para defender os interesses da grande exploração colonial, impondo restrições à
indústria e consumo da metrópole;
 por pressão de grupos familiares influentes, ligados a indústrias dispersas, como a
cerâmica.

18. a); b) e d)

19. a); c)

20. A exposição, realizada no âmbito das comemorações do duplo centenário da nacionalidade,


constituiu o símbolo emblemático do período áureo do regime e da sua propaganda.

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