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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS - UFAL

UNIDADE ACADÊMICA CENTRO DE TECNOLOGIA - CTEC


CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

PRÁTICAS DE LABORATÓRIO EM AGREGADOS PARA CONCRETO

Davi Ferreira Silva de Lima

Hermann Moura Voss

Marcus Antônio de Souza Nobre Neto

Paulo Henrique Laurindo Santo

Victor Emanoel Barros de Melo

Maceió
2019
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS - UFAL
UNIDADE ACADÊMICA CENTRO DE TECNOLOGIA - CTEC
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

PRÁTICAS DE LABORATÓRIO EM AGREGADOS PARA


CONCRETO

Davi Ferreira Silva de Lima

Hermann Moura Voss

Marcus Antônio de Souza Nobre Neto

Paulo Henrique Laurindo Santo

Victor Emanoel Barros de Melo

Relatório do ensaio experimental citada acima,


realizado sob a orientação da professora
Virgínia Queiroz Lira, como requisito para
avaliação da disciplina de Laboratório de
Materiais.

Maceió
2019
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
2. OBJETIVO
3. METODOLOGIA
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
5. CONCLUSÃO
6. REFERÊNCIAS
7. ANEXO
Introdução
Agregados para Construção Civil são materiais granulares, sem forma e volume
definidos, de dimensões e propriedades estabelecidas para uso em obras de engenharia civil,
tais como, a pedra britada, o cascalho e as areias naturais ou obtidas por moagem de rocha,
além das argilas e dos substitutivos como resíduos inertes reciclados, escórias de aciaria,
produtos industriais, entre outros.
Os agregados são abundantes no Brasil e no mundo. Os agregados podem ser naturais
ou artificiais. Os naturais são os que se encontram de forma particulada na natureza (areia,
cascalho ou pedregulho) e os artificiais são aqueles produzidos por algum processo industrial,
como as pedras britadas, areias artificiais, escórias de alto-forno e argilas expandidas, entre
outros.
A norma NBR 7211 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) fixa as
características exigíveis na recepção e produção de agregados, miúdos e graúdos, de origem
natural, encontrados fragmentados ou resultantes da britagem de rochas. Dessa forma, define
areia ou agregado miúdo como areia de origem natural ou resultante da britagem de rochas
estáveis, ou a mistura de ambas, cujos grãos passam pela peneira ABNT de 4,8 mm e ficam
retidos na peneira ABNT de 0,075 mm. Define ainda agregado graúdo como pedregulho ou brita
proveniente de rochas estáveis, ou a mistura de ambos, cujos grãos passam por uma peneira de
malha quadrada com abertura nominal de 152 mm e ficam retidos na peneira ABNT de 4,8 mm.
O rachão beneficiado define-se como o material obtido diretamente do britador primário e que é
retido na peneira de 76 mm. A areia de brita ou areia artificial, segundo CUCHIERATO (2000), é
o material passível de ser obtido em pedreiras a partir de instalações de beneficiamento a úmido,
apresentando uma granulometria entre 4,8 mm e 0,074 mm. A bica corrida é o conjunto de britas,
pedrisco e pó de pedra, sem graduação definida, obtido diretamente do britador, sem separação
granulométrica (ALBUQUERQUE, 1994).
A mineração de agregados para a construção civil gera grandes volumes de produção,
apresenta beneficiamento simples e, para melhor economicidade, necessita ser produzido no
entorno do local de consumo, geralmente áreas urbanas, devido ao baixo valor unitário. Este
setor é o segmento da indústria mineral que comporta o maior número de empresas e
trabalhadores e o único a existir em todos os estados brasileiros.

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Objetivo
Utilizando – se das normas técnicas e do roteiro para a disciplina realizar os ensaios em
laboratório com agregados para concreto à fim de analisar os resultados e fazer a devida
comparação com os dados padrões das propriedades de agregados para concreto.

Metodologia
Para a caracterização de Agregados para Concreto foram feitos os seguintes
ensaios: Composição Granulométrica, Massa Unitária para Agregado e Volume de Vazios,
Determinação da Massa Específica e da Massa Específica Aparente do Agregado Miúdo, Massa
Específica do Agregado Graúdo, Inchamento de Agregado Miúdo e Abrasão “Los Angeles”.

3.1. Ensaio de Composição Granulométrica

Método para a determinação da composição granulométrica de agregados miúdos e


graúdos para concreto.
O Ensaio de Composição Granulométrica ocorreu de acordo com a NBR NM 248/2003.
Esse ensaio foi feito observando os procedimentos a seguir:
3.1.1. Amostra
a) Coletar a amostra do agregado conforme a NM 26;
b) Após o umedecimento e mistura da amostra, formar duas amostras para o
ensaio, de acordo com a norma NM 27.

3.1.2. Ensaio
A. Secar as amostras de ensaio em estufa, esfriando-as à temperatura ambiente e
determinando as suas massas (m1 e m2). Tomou-se a amostra de massa m1 e
reservou-se a da massa m2;
B. Encaixar todas as peneiras com ordem de abertura crescente da base para o
topo. Prover um fundo de peneiras;
C. Colocar a amostra (m1) sobre a peneira superior do conjunto; para agregado
miúdo, começou-se na peneira de 9,5 mm e sucessivamente. A quantidade de
areia ou de brita a utilizar dependia da granulometria;
D. Para areia foram usados 0,5 kg e para a brita 5 kg;
E. Promover a agitação mecânica do conjunto, se não fosse possível, pular os
quatros passos seguintes;
F. Destacar e agitar manualmente a peneira superior do conjunto até a massa do
material passante pela peneira não seja inferior a 1% da massa do material
retido;
G. Remover o material retido em cada peneira para uma bandeja identificada.
Escovamos a tela em ambos os lados da peneira;
H. Procedeu-se à verificação das demais peneiras, depois de acrescentar o
material passante na peneira superior;
I. Determinar a massa total de material retido em cada peneira e no fundo do
conjunto. O somatório de todas as massas não deve diferir de 0,3% de m1;
J. Agitação manual: classificar manualmente toda a amostra em uma peneira para
depois passar à seguinte;
K. Agitar cada peneira com amostra (diferença de material passante: < 1% do
material retido).

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3.1.3. Cálculo de resultados
A. Calcular a porcentagem retida em massa, em cada peneira;
B. Os valores de porcentagem retida não devem diferir mais de 4% entre as
amostras. Caso contrário, deve-se repetir o ensaio;
C. Calcular as porcentagens médias, retida e acumulada em cada peneira, com
aproximação de 1%;
D. Calcular a dimensão máxima característica (grandeza correspondente à abertura
nominal, em milímetro, da malha da peneira da série normal ou intermediária, na
qual o agregado apresenta uma percentagem retida acumulada, em massa,
igual ou imediatamente inferior a 5%) de todas as amostras. Devem apresentar o
mesmo valor;
E. Determinar o módulo de finura (soma das percentagens retidas acumuladas em
massa de agregado, em todas as peneiras da série normal, dividida por 100),
com aproximação de 0,01.

3.2. Ensaio de Massa Unitária para Agregado e Volume de Vazios


Massa unitária de um agregado é a relação entre sua massa e seu volume sem
compactar, considerando-se também os vazios entre os grãos. É utilizada para transformar
massa em volume e vice-versa. Massa unitária compactada é a relação entre sua massa e seu
volume compactado segundo um determinado processo, considerando-se também os vazios
entre os grãos. Pode ser feita com um único agregado ou com uma composição destes.
O Ensaio de Massa Unitária para Agregado e Volume de Vazios ocorreu de acordo com
a NBR NM 45/2006. Esse ensaio foi feito observando os procedimentos a seguir:

3.2.1. Seleção do procedimento a empregar


A. O “método A” deve ser empregado para determinar a massa unitária de material
compactado, quando os agregados tivessem dimensão máxima característica de
37,5 mm ou menor;
B. O “método B” deve ser empregado para determinar a massa unitária de material
compactado, quando os agregados tivessem dimensão máxima característica
superior a 37,5 mm e inferior a 75 mm;
C. O “método C” deve ser empregado para determinar a massa unitária de matéria
no estado solto.

3.2.2. Amostra
A. Volume: ≥ o dobro do volume do recipiente;
B. Secou-se a amostra de agregado até a massa constante.

3.2.3. Ensaios

3.2.3.1. Método A (feito apenas para agregado graúdo)


A. Determinr e registrar a massa do recipiente vazio. A seguir, encher o
recipiente com o material até um terço de sua capacidade e nivelar a
superfície com os dedos;
B. Efetuar o adensamento da camada de agregado mediante 25 golpes da
haste de adensamento, distribuídos uniformemente em toda a superfície
do material;
C. Continuar o enchimento do recipiente até completar dois terços de sua
capacidade e procedeu-se como indicado acima;

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D. Finalmente, terminar de encher totalmente o recipiente e ao
adensamento mediante 25 golpes da haste de adensamento;
E. Ao compactar a primeira camada do agregado, a haste de adensamento
não deve tocar o fundo do recipiente. Ao compactar as segunda e
terceira camadas, evitar que a haste penetre na camada anterior;
F. Nivelar a camada superficial do agregado com as mãos ou utilizando uma
espátula, de forma a rasá-la com a borda superior do recipiente.
Determinar e registrar a massa do recipiente mais seu conteúdo.

3.2.3.2. Método B - não foi realizado

3.2.3.3. Método C: aplicado aos agregados miúdo e graúdo


A. Determinar e registrar a massa do recipiente vazio. A seguir, encheu-se o
recipiente até que o mesmo transborde, utilizando uma pá ou uma
concha, despejar o agregado de uma altura que não supere 50 mm
acima da borda superior do recipiente. Evitar ao máximo a segregação
dos agregados que compõem a amostra;
B. Nivelar a camada superficial do agregado conforme indicado
anteriormente;
C. Determinar e registrar a massa do recipiente mais seu conteúdo.

3.2.4. Resultados
A. A massa unitária é a divisão da massa do agregado pelo volume do
recipiente;
B. Fazer a média dos resultados individuais obtidos em pelo menos três
determinações;
C. Os resultados individuais: desvios inferiores a 1% em relação à media;
D. Massa unitária dada em kg/dm3 com aproximação de 0,01kg/dm3;
E. Calculou-se o índice do volume de vazios nos agregados utilizando a
massa unitária (calculada conforme anterior) e empregando a fórmula
seguinte:
[(𝑑1 ∗ 𝑝𝑤) − 𝜌𝑎𝑝]
𝐸𝑣 = 100 ∗
𝑑1 ∗ 𝑝𝑤
Onde:
Ev: é o índice de volume de vazios nos agregados, em porcentagem;
d1: é a massa específica relativa do agregado seco, determinada conforme as NM 52 e
NM 53;
ρw: é a massa específica de água, em quilogramas por metro cúbico;
ρap: é a massa unitária média do agregado, em quilogramas por metro cúbico.

3.3. Ensaio de Determinação da Massa Específica e da Massa Específica Aparente do Agregado


Miúdo
Massa especifica é a relação entre as massas do agregado seco e seu volume, sem
considerar os poros permeáveis à agua. Massa específica aparente é a relação entre a massa
do agregado seco e seu volume incluindo os poros permeáveis de água
O Ensaio de Determinação da Massa Específica e da Massa Específica Aparente do
Agregado Miúdo ocorreu de acordo com a NBR NM 52/2002. Esse ensaio foi feito observando
os procedimentos a seguir:
A. Coletar a amostra de acordo com o procedimento descrito na NM 26 e reduzida para
ensaio de acordo com a NM 27, chegando ao agregado no ponto de saturado com
superfície seca (ms);

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B. Pesar (500 ± 1) g de amostra (ms), colocar no frasco e registrar a massa do conjunto
(m1). Encher o frasco com água até próxima da marca de 500 ml. Mover de forma a
eliminar as bolhas de ar e depois colocar em um banho;
C. Após 1 h, aproximadamente, completar com água até a marca de 500 cm 3 e determinar
a massa total com precisão de 0,1 g (m2).
D. Retirar o agregado miúdo do frasco e secar a (105 ± 5) °C até massa constante (± 0,1 g).
E. Esfriar à temperatura ambiente em dessecado e pesar com precisão de 0,1 g (m).
F. Massa específica aparente do agregado seco (d1):
𝑚
𝑑1 =
𝑉 − 𝑉𝑎

G. Massa específica do agregado com superfície seca (d2):


𝑚𝑠
𝑑2 =
𝑉 − 𝑉𝑎

H. Massa específica (d3):


𝑚
𝑑3 = 𝑚 − 𝑚𝑠
(𝑉 − 𝑉𝑎) −
𝑝𝑎
Onde, V: volume do frasco (cm3);
Va: volume de água adicionado ao frasco (cm3)
pa: massa específica da água (g/cm3).

3.4. Ensaio de Massa Específica do Agregado Graúdo

A razão da massa de uma unidade de volume de material para a massa de mesmo


volume de água a uma determinada temperatura. Os valores são adimensionais
O Ensaio de Massa Específica do Agregado Graúdo ocorreu de acordo com a NBR NM
53/2009. Esse ensaio foi feito observando os procedimentos a seguir:

A. Obter a amostra de agregado conforme estabelece a norma NM 26 e 27;

B. Lavar o material na peneira 4,75mm, rejeitando o que passou;

C. Secá-lo em estufa.

D. Submergir o agregado em água à temperatura ambiente num período de 20 a 28 horas.

E. Retirar a amostra da água e envolve-la em pano absorvente até que o brilho da água seja
eliminado da superfície, mas evitando que a água dos poros também evapore.

F. Determinar, imediatamente, a massa da amostra saturada superfície seca (ms);

G. Colocar a amostra no cesto de arame, submergir em água e pesar em água utilizando a


balança hidrostática.

H. Determinar a massa específica do agregado seco (ρs);

I. ρs = m / (m - ma), onde ma é a massa da amostra submersa em água.

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J. Determinar a massa específica do agregado na condição saturado superfície seca (ρs);
ρs = ms/(ms-ma).

K. Determinar a massa específica aparente do agregado (ρa); ρa = m / (ms - ma)

L. Calcular a absorção de água do agregado (a): a = (ms-m) / m x 100%

3.5. Ensaio de Inchamento de Agregado Miúdo

O inchamento varia com a umidade e, conhecendo-se a curva de inchamento


(inchamento em função da umidade), basta que se determine a umidade para que se obtenha
essa característica
O Ensaio de Inchamento de Agregado Miúdo ocorreu de acordo com a NBR NM
6467:2006. Esse ensaio foi feito observando os procedimentos a seguir:

A. Utilizar o agregado seco em estufa – 3 kg.

B. Determinar sua massa unitária;

C. Adicionar água sucessivamente para as umidades de 0,5%, 1%, 2%, 3%, 4%, 5%, 7%,
9% e 12%.

D. Para cada adição de água deve-se homogeneizar a amostra e determinar sua “massa
unitária úmida”;

E. Para a obtenção dos resultados, para cada massa unitária, deve-se determinar o teor de
umidade do agregado.

F. Para cada teor de umidade, calcular o Inchamento da seguinte forma:

𝑉ℎ 𝑑𝑠 100 + ℎ
𝑖= = ( )∗
𝑉𝑠 𝑑ℎ 100

Onde: i = coeficiente de inchamento,

Vh = volume de agregado úmido

Vs = volume de agregado seco;

dh = massa unitária de agregado úmido;

ds = massa unitária de agregado seco;

h = coeficiente de umidade.

3.6. Ensaio de Abrasão “Los Angeles”


É o desgaste sofrido pelo agregado quando colocado na máquina “Los Angeles”
juntamente com uma carga abrasiva, submetido a um determinado número de revoluções
desta maquina à velocidade de 30 rpm à 33 rpm. O desgaste é convencionalmente expresso

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pela porcentagem, em peso, do material que passa, após o ensaio, pela peneira de malhas
quadradas de 1,7mm
O Ensaio de Abrasão “Los Angeles” se ocorreu acordo com a NBR NM 51:2001. Esse
ensaio foi feito observando os procedimentos a seguir:

A. Obter a amostra separando, por peneiramento, as diferentes frações do agregado;

B. Lavar essa amostra e secou-a separadamente cada fração do agregado em estufa;

C. Colocar a amostra, juntamente com a carga abrasiva, dentro do tambor;

D. Fazer o tambor girar a uma velocidade entre 30 rpm e 33 rpm, até completar 500
rotações;

E. Retirar o material do tambor e peneirou-o na peneira de 1,7mm;

F. Lavar e secar em estufa a fração retida na peneira e pesou-a;

G. Para obter o resultado, calcular a porcentagem de perda por abrasão através da fórmula
seguinte:
𝑚 − 𝑚1
𝑃= ∗ 100
𝑚1

Onde: P = perda por abrasão, em porcentagem; m = massa da amostra seca; m1 = massa do


material retido na peneira 1,7mm.

Resultados e discussões
4.1 – Determinação da Composição Granulométrica:
Para o agregado miúdo:
Aferimos uma massa 𝑚1 (referente à primeira amostra) de 500g e 𝑚2 de 500,33g
(referente à segunda amostra). Seguimos os procedimentos supracitados e determinamos a
massa total de material retido em cada amostra de cada peneira e no fundo e verificamos se
diferia de 0,3% de 𝑚1 e 𝑚2 . Os cálculos da porcentagem retida, porcentagem média retida e
porcentagem média retida acumulada em cada peneira de cada amostra seguem a seguir:

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Figura 1: Granulometria agregado miúdo

Fonte: Autores (2019)


Para 𝑚1 , temos: 500 − 497,79 = 2,21 e 0,3% ∗ 500 = 1,5. Verificamos que para 𝑚1
diferia de 0,3%, no entanto não havia tempo para a repetição e a propósito de aprendizado
seguimos com os cálculos.
Para 𝑚2 , temos: 500,33 − 499,09 = 1,24 e 0,3% ∗ 500,33 = 1,5. Verificamos que para
𝑚2 não diferia de 0,3%.
Traçamos a distribuição granulométrica para esses valores encontrados e comparamos
com os limites granulométricos estabelecidos pela norma:
Figura 2: Distribuição granulométrica do agregado miúdo

Fonte: Autores (2019)


Verificamos que nossa areia se enquadra dentro da zona utilizável. A partir da tabela
feita verificamos que dimensão máxima característica é tal que 𝐷𝑚á𝑥 = 2,4𝑚𝑚 e a dimensão
mínima característica é tal que 𝐷𝑚í𝑛 > 0,15𝑚𝑚.

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O Módulo de finura é calculado da seguinte maneira:
0,040 + 1,975 + 8,555 + 31,941 + 72,267 + 93,999
𝑀𝐹 = = 2,09
100
A partir do módulo de finura verificamos que se trata de uma areia média, no
entanto chega a ser quase uma areia fina.

Para o agregado graúdo:


Aferimos uma massa 𝑚1 (referente à primeira amostra) de 2000,51g e 𝑚2 de 2000,37g
(referente à segunda amostra). Seguimos os procedimentos supracitados e determinamos a
massa total de material retido em cada amostra de cada peneira e no fundo e verificamos se
diferia de 0,3% de 𝑚1 e 𝑚2 . Os cálculos da porcentagem retida, porcentagem média retida e
porcentagem média retida acumulada em cada peneira de cada amostra seguem a seguir:

Figura 3: Granulometria agregado graúdo

Fonte: Autores
(2019)
Para 𝑚1 , temos: 2000,51 − 1999,39 = 1,12 e 0,3% ∗ 2000,51 = 6. Verificamos que
para 𝑚1 não diferia de 0,3%.
Para 𝑚2 , temos: 2000,37 − 1998,02 = 2,35 e 0,3% ∗ 500,33 = 6. Verificamos que para
𝑚2 não diferia de 0,3%.
Traçamos a distribuição granulométrica para esses valores encontrados e comparamos
com os limites granulométricos estabelecidos pela norma:

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Figura 4: Distribuição granulométrica do agregado graúdo

Fonte: Autores (2019)

Verificamos que nossa brita se assemelha mais com as britas 9,5/25. A partir da
tabela feita verificamos que dimensão máxima característica é tal que 𝐷𝑚á𝑥 = 19𝑚𝑚 e a
dimensão mínima característica é tal que 𝐷𝑚í𝑛 = 6,3𝑚𝑚.
O Módulo de finura é calculado da seguinte maneira, incluído no cálculo as peneiras
da série normal abaixo das que usamos:
0,000 + 42,376 + 78,145 + 95,959 + 99,357 + 99,909 + 100 + 100 + 100 + 100
𝑀𝐹 = = 8,16
100

4.2 – Ensaio de massa unitária e volume de vazios:


Estes ensaios foram feitos por dois grupos, portanto calculamos os valores
pedidos para duas determinações. Tais valores são a massa do recipiente vazio, e a
massa do recipiente mais seu conteúdo, seguindo sempre os procedimentos
estabelecidos pela norma.
Após isso, calculamos a massa do agregado e determinamos a massa unitária
para cada caso. Segue abaixo as medições feitas pelos dois grupos bem como os
cálculos da massa unitária para cada caso, sendo a massa unitária do agregado miúdo
calculada com uma determinação:

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Figura 5: Massa unitária do agregado graúdo pelo método A

Fonte: Autores (2019)


23,305 𝐾𝑔
𝑀𝑢1 = = 1,496
15,577 𝑑𝑚³
23,315 𝐾𝑔
𝑀𝑢2 = = 1,440
16,189 𝑑𝑚³
1,496 + 1,440 𝐾𝑔
𝑀𝑢 = = 1,468
2 𝑑𝑚³

Figura 6: Massa unitária do agregado graúdo pelo método C

Fonte: Autores (2019)


22,29 𝐾𝑔
𝑀𝑢1 = = 1,431
15,577 𝑑𝑚³
22,405 𝐾𝑔
𝑀𝑢2 = = 1,384
16,189 𝑑𝑚³
1,431 + 1,384 𝐾𝑔
𝑀𝑢 = = 1,407
2 𝑑𝑚³

Figura 7: Massa unitária do agregado miúdo pelo método C

Fonte: Autores (2019)

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7,401 𝐾𝑔
𝑀𝑢 = = 1,476
5,013 𝑑𝑚³
O índice de volume de vazios será calculado posteriormente porque precisamos
fazer os ensaios de massa específica dos agregados miúdo e graúdo.

4.2 – Ensaio de Determinação da Massa Específica e da Massa Específica Aparente do


Agregado Miúdo:
Seguindo os procedimentos descritos pela norma, aferimos a quantidade de
massa de amostragem de agregado saturado com superfície seca 𝑚𝑠 = 500,21𝑔.
Registramos a massa do conjunto sem água 𝑚1 = 1017,92𝑔 e após enchermos com
água a massa do conjunto 𝑚2 = 1317,61𝑔. A massa seca aferida foi 𝑚 = 490𝑔, onde o
volume do recipiente é 𝑉 = 500𝑐𝑚³. Os cálculos seguem a seguir:
𝑚2 − 𝑚1 1317,61 − 1017,92
𝑉𝑎 = = = 299,69𝑐𝑚³
𝜌𝑎 1
490 𝑔
𝑑1 = = 2,446
500 − 299,69 𝑐𝑚³
500,21 𝑔
𝑑2 = = 2,497
500 − 299,69 𝑐𝑚³
490 𝑔
𝑑3 = = 2,578
500,21 − 490 𝑐𝑚³
(500 − 299,69) −
1
Determinamos também a absorção de água do agregado miúdo que é dada por:
𝑚𝑠 − 𝑚 500,21 − 490
ℎ= ∗ 100 = ∗ 100 = 2,08%
𝑚 490

4.7 – Ensaio de Massa Específica de Agregado Miúdo por meio de Frasco Chapman:
Aferimos uma massa de areia de 500g a leitura inicial do frasco de 𝐿 =

4.4 – Ensaio de Massa Específica do Agregado Graúdo:


Inicialmente tínhamos um agregado graúdo satura tal que 𝑚𝑠𝑎𝑡𝑢𝑟𝑎𝑑𝑜 = 1000,01𝑔
e após a realização do procedimento descrito aferimos a massa do agregado graúdo
saturado com superfície seca 𝑚𝑠𝑠𝑠 = 975,7𝑔. Em seguida aferimos a massa submersa
𝑚𝑎 = 648𝑔. Conferimos também a massa seca, onde 𝑚 = 969,18𝑔. Os cálculos seguem
a seguir:
969,18
𝜌𝑠 = = 3,02 𝑔/𝑐𝑚³
969,18 − 648

15
975,7
𝜌𝑠𝑠𝑠 = = 2,98 𝑔/𝑐𝑚³
975,7 − 648
969,18
𝜌𝑎 = = 2,96 𝑔/𝑐𝑚³
975,7 − 648
Determinamos também a absorção de água do agregado graúdo que é dada por:
𝑚𝑠𝑠𝑠 − 𝑚 975,7 − 969,18
𝑎= ∗ 100 = ∗ 100 = 0,67%
𝑚 969,18

Índice de Volume de vazios:


Podemos calcular agora o índice de volume de vazios para os dois agregados que
é da seguinte forma:
100 ∗ [(2,446 ∗ 1000) − 1,476 ∗ 10³]
𝐸𝑣 𝑚𝑖ú𝑑𝑜 = = 39,66
2,446 ∗ 1000
100 ∗ [(3,02 ∗ 1000) − 1,468 ∗ 10³]
𝐸𝑣 𝑔𝑟𝑎ú𝑑𝑜 = = 51,39
3,02 ∗ 1000

4.5 – Ensaio de Inchamento de Agregado Miúdo:


Seguindo o procedimento estabelecido, determinamos a massa unitária para o
agregado miúdo seco e para cada nova composição com a adição de água de
terminamos a “massa unitária úmida”. Para cada massa unitária determinamos o
coeficiente de inchamento e por fim foi calculado o coeficiente de inchamento médio. Os
cálculos seguem a seguir:

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Figura 8: Massa do agregado para cada umidade

Fonte: Autores (2019)

Figura 9: Massa unitária e coeficiente de inchamento para cada umidade

Fonte: Autores (2019)

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Figura 10: Curva de Inchamento obtida

Fonte: Autores (2019)

4.6 – Ensaio de Abrasão “Los Angeles”:


Para a realização do ensaio aferimos uma massa 𝑚 = 5𝑔 e obtemos a massa do
material retido na peneira de 1,7mm 𝑚1 = 4,01𝑔. O cálculo da porcentagem de perda
de abrasão é feito da seguinte maneira:
5 − 4,01
𝑃= ∗ 100 = 19,8%
5

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Conclusão
Com estes experimentos e ao analisar os resultados podemos concluir que estes ensaios
são suficientemente satisfatórios para a determinação das propriedades mais importantes dos
agregados, assim verificamos que os resultados obtidos estados de acordo com os especificados
nas normas da ABNT referentes aos agregados de concreto, logo, os objetivos determinados
foram alcançados.

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Referências
ALBUQUERQUE, A. S. “Agregados”. In: BAUER, L.A.F. Materiais de construção. 4ª ed. Rio de
Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1994. v.1. p.63- 120
CUCHIERATO, G. Caracterização tecnológica de resíduos da mineração de agregados da
Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), visando seu aproveitamento econômico. São
Paulo, 2000. 201 p. Dissertação (Mestrado) – Instituto de Geociências, Universidade de São
Paulo.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7211/2009: Agregados para
concreto – Especificação. Rio de Janeiro, 2009.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9935/2011: Agregados –
Terminologia. Rio de Janeiro, 2011.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR NM 248/2003: Agregados -
Determinação da composição granulométrica. Rio de Janeiro, 2003.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR NM 45/2006: Agregados –
Determinação da massa unitária e do volume de vazios. Rio de Janeiro, 2006.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR NM 52/2002: Agregado miúdo –
Determinação da massa específica e massa específica aparente. Rio de Janeiro, 2002.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR NM 53/2009: Agregado graúdo –
Determinação da massa específica, massa específica aparente e absorção de água. Rio de
Janeiro, 2009.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR NM 6467:2006: Agregados —
Determinação do inchamento de agregado miúdo — Método de ensaio. Rio de Janeiro, 2006.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR NM 51:2001: Agregado graúdo -
Ensaio de abrasão “Los Angeles”. Rio de Janeiro, 2001.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR NM 52:2003: Agregado miúdo –
Determinação da massa específica e massa específica aparente. Rio de Janeiro, 2003.
MT- Departamento Nacional de Estradas de Rodagem. DNER-EM 035/95. Agregados –
determinação da abrasão Los Angeles. Rio de Janeiro, 1995
MT- Departamento Nacional de Estradas de Rodagem. DNER-EM 035/95. Peneiras quadradas
para análise granulométricas de solos. Rio de Janeiro, 1995

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Anexos

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