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RITO FRANCÊS OU MODERNO.

RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Neste momento tão especial para todos nós aqui presentes,


cumpre-me agradecer a acolhida extremamente fraterna de
vocês e, em especial, agradeço ao nosso querido irmão
Marcello Borinato, Cavaleiro da Sapiência, que foi o mentor e
o responsável pela organização deste evento.

Registro a minha gratidão e espero que o nosso trabalho


possa contribuir com engrandecimento da nossa Gloriosa
Ordem Maçônica.
Cleber Tomás Vianna, MI.
Membro da Academia Maçônica de Letras e Artes da Bahia. Defensor
Perpétuo do Rito Moderno.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Meus queridos irmãos,

recentemente foi lançado um


dos meus trabalhos, o livro:

Rito Francês ou Moderno,


Fundação, Usos e Costumes no
Brasil, que é o tema da nossa
conversa de hoje.

Espero que o mesmo possa


contribuir para o
engrandecimento da nossa
Gloriosa Ordem Maçônica.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Breve currículo do palestrante:

Cleber Tomás Vianna.

Professor de viola caipira, cantor, compositor, pesquisador e escritor.

65 anos de idade e 40 de Maçonaria.

Iniciado em 24/06/1979 na GLESP, migrou para o GOB em 1996.

Mestre Instalado, tendo presidido Lojas Maçônicas por 8 mandatos.

Ex-Deputado Estadual da PAEL/BA, mandato de 2011/2015.

Ex -Delegado do SCRM - BA/SE/RN.

Grau 33 do REAA (São Cristovão), 33 do Rito Adonhiramita (ECMA) e Grau 9 e último do Rito Moderno (SCRM).

Emérito, Benemérito, Grande Benemérito do GOB e do GOEB, portador da Comenda Ruy Barbosa do GOEB e da
Estrela da Distinção Maçônica/GOB e Mérito de Reconhecimento e Grande Reconhecimento do Supremo Conselho
do Brasil do Grau 33 para o REAA (São Cristovão);

Defensor Perpétuo do Rito Moderno – SCRM.

Membro da Academia Maçônica de Artes e Letras da Bahia - AMALBA, cadeira 15 , Patrono Egydio Vieira Filho,
Past Grão Mestre da GLEB.

Ex-Grande Secretário de Orientação Ritualística do GOEB.


RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Liberdade - Igualdade – Fraternidade


Fruto de pesquisas em dezenas de artigos e livros sobre o assunto, o presente
trabalho visa elucidar alguns pontos que convergem a situações distintas, sendo
algumas equívocas, quanto à interpretação de alguns autores sobre o início da
MAÇONARIA NO BRASIL, além de tratar de pequenos nuances sobre o Rito
Francês ou Moderno quanto a sua Fundação, Usos e Costumes no país.

Denomina-se como Rito Moderno tudo o que parte da primeira Grande Loja da
Inglaterra, que se diz fundada a partir de 1717 e, que segue a ritualística nos
moldes da publicação feita por Samuel Prichard em 1730, no famoso livro “A
Maçonaria Dissecada”.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Alguns maçons simpatizantes do tradicionalismo antigo fundam em


1751 uma segunda Grande Loja, tida, então, como a dos Antigos. Em
1813 as duas se fundem criando a Grande Loja Unida da Inglaterra.

A obra de Prichard, traduzida para o Francês, passou a ser praticada


pelas primeiras Lojas fundadas na França e, por conveniência de
interpretação, passou a se chamar de Rito Francês ou Rito Moderno
e, ainda, como soe ser mais coerente, Rito Francês ou Moderno.

Em determinadas práticas ritualísticas do Rito Francês ou Moderno


no Brasil não há liturgia.

O Rito Francês ou Moderno é um Rito sem as práticas religiosas de


um culto. Seus Rituais contêm as regras ou preceitos, com os quais
se realizam as cerimônias e se comunicam os SS∴, TT∴, PP∴ e
demais instruções secretas dos graus.

Colocado este pequeno preâmbulo, vamos à história do Rito em


Portugal e em nosso país.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

RITO MODERNO NO BRASIL

Em 1815 o regente Dom João VI, decretou que o Brasil deixasse de ser colônia
para merecer a condição de igualdade com a antiga Metrópole do Reino, e
passou a ser “Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves”.

Em busca de seus ideais, maçons brasileiros e portugueses objetivavam uma


melhor condição social aos seus povos baseada na trilogia:

Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Nesta senda, fundaram em 1822 o Grande Oriente do Brasil sob a égide do


Rito Moderno e, sendo este como todo Grande Oriente praticante do Rito
Francês, ao constituí-lo como sua Célula Mater lhe foi possível conduzir e
irradiar sua chama iluminista, emancipadora e libertária até os dias atuais.

Para uma melhor compreensão sobre a Maçonaria Brasileira é de suma


importância se falar da Maçonaria em Portugal.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

CRONOLOGIA (BRASIL X PORTUGAL)

Conforme Clavel, em sua obra de 1843, remonta até cerca de 1730 a fundação,
em Portugal, das primeiras Lojas sob a influência da França e Inglaterra.

Fazendo uma cronologia com a situação maçônica no Brasil neste período,


principalmente pela ideia de que a primeira Loja foi a Cavaleiros da Luz, vemos o
seguinte:

Historiadores de renome no mundo maçônico – José Castellani, Frederico


Guilherme Costa, Ricardo Mário Gonçalves, entre outros – escreveram que a
primeira Loja fundada no Brasil foi a 'Cavaleiros da Luz'. Para tanto, eles se
baseavam em escritos de F. Borges de Barros, publicado no Volume XV dos Anais
do Arquivo Público da Bahia, intitulado Primórdios das Sociedades Secretas da
Bahia, onde se afirma que tendo aportado a Salvador a fragata francesa La
Preneuse, comandada pelo Capitão Larcher, logo se tornou alvo de visitas dos
homens mais esclarecidos da terra e que dessas visitas, que se converteram em
reuniões, surgiu a 14 de julho de 1797 a Loja Maçônica 'Cavaleiros da Luz'.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Revista RETALES DE MASONERIA

Na Revista “RETALES DE MASONERIA” nº 4 de 15 de dezembro de 2011, na página 9 vemos


o seguinte comentário:

Durante esta época surgiram vários personagens que com suas ideias influenciaram de
grande maneira as ideias libertárias. (...continua..)
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Podemos citar o Almirante Aristides Aubert Dupetit Thouahrs que chega no Brasil
em 1791 e funda o Grupo “Cavaleiros da Luz”.

Quando Dupetit regressa à França, continua o seu trabalho, Larcher.

Estamos no ano de 1796 e se diz que este homem fundou uma Loja Maçônica com
o nome de Cavaleiros da Luz e que é considerada por muitos como a primeira Loja
Maçônica no Brasil (Fig. 1).

Com o mesmo contexto da matéria anterior, na Encyclopedia de La Masoneria,


encontramos:

…“Ostensivamente para empreender alguma pesquisa científica, Dupetit-Thouars


chegou ao Brasil em 1791. Na Bahia ele fundou uma ordem secreta chamada
"Cavaleiros da Luz"...

...“Ele logo teve que voltar para a França, e seu trabalho foi continuado por Larcher,
que chegou em 1797 e influenciou diretamente a conspiração de 1798 contra a
coroa portuguesa"...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

No site da Multi Rio, em Crise do Sistema Colonial, lemos que em 1796, a estadia do
francês Larcher na Bahia contribuiu para a difusão das ideias revolucionárias.
Encarregado de vigiá-lo, o tenente Hermógenes de Aguilar Pantoja, além de aderir a
seus ideais, apresentou-o a baianos ilustres e no ano seguinte, em julho, na mesma
casa em que ocorreram as reuniões com Larcher, foi fundada a Loja Maçônica
Cavaleiros da Luz, onde eram lidos os livros de Rousseau e outras obras de iluministas
franceses.

István Jancsó e Marco Morel, no trabalho acadêmico “Novas perspectivas sobre a


presença francesa na Bahia em torno de 1798”, reportam que o capitão e Chefe de
Divisão das Armadas Navais Francesas, Antoine-René Larcher, em dezembro de 1795
chefiou o bem-sucedido ataque ao navio luso-brasileiro Santo Antônio de Polifemo,
comandado por Manoel do Nascimento da Costa, que fazia o comércio com a Índia.

Informam, ainda, que a viagem do capitão Larcher durou quase dois anos desde sua
partida da França em setembro de 1795 ao retorno em junho ou julho de 1797.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Conforme eles, (István Jancsó e Marco Morel) durante estada de cerca de um


mês em Salvador, foi que ocorreram os contatos do capitão Larcher com as
mais altas autoridades, como o próprio capitão general D. Fernando José de
Portugal, e também com os conspiradores locais, até retornar no navio
português Bom Jesus à Europa em janeiro de 1797, ficando retido, a
contragosto, na capital portuguesa, sem recursos para retornar a seu país natal.

No livro publicado pelo historiador Luiz Henrique Dias Tavares, “Da Sedição de
1798 à Revolta de 1824 na Bahia” lemos que, em pesquisa feita pela
historiadora Kátia de Queirós Mattoso nos arquivos Nacional e da Marinha, em
Paris (pesquisa ainda não superada), foi identificado o Comandante Antoine-
René LARCHER como Capitão da Marinha de Guerra Francesa.

Em uma viagem iniciada no Porto de Rochefort, em 25/09/1795, combateu os


navios de guerra portugueses Santo Antônio Polifemo, Belizário e Arrabida, e
chegou às Ilhas Maurícias levando o decreto da Convenção Francesa que abolia
o trabalho escravo nas colônias da França.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Mal recebido pelos colonos franceses, embarcaram-no de volta no navio


Boa Viagem. Foi este que o trouxe ao porto da cidade de Salvador sob a
alegação de avaria, em 30/11/1796.

O Capitão Larcher, mulher e filhas, tiveram permissão para ficar um mês


na cidade do Salvador. Em fins de dezembro, ele próprio solicitou licença
(logo concedida) para embarcar no navio Bom Jesus D’Além com destino
a Lisboa. No oficio em que fez essas comunicações ao ministro dom
Rodrigo de Souza Coutinho, o governador datou a partida do Capitão
Larcher em 31/12/1796, mas, em verdade, ela só ocorreu no dia
02/01/1797.

No próximo slide, veremos as principais concordâncias entre as matérias


até aqui expostas, como segue:
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Loja Maçônica Cavaleiros da Luz

Fundador(es)
a) Aristides Aubert Dupetit Thouahrs
1) Retales de Masoneria diz que Dupetit fundou a loja em 1791;
2) Encyclopedia de La Masoneria diz que Dupetit chega ao Brasil em 1791;
3) Encyclopedia de La Masoneria diz que Larcher continua o trabalho de Dupetit em
1797.

b) Antoine-René Larcher
1) Retales de Masoneria diz que Larcher continua o trabalho de Dupetit em 1796;
2) Encyclopedia de La Masoneria diz que Larcher continua o trabalho de Dupetit em
1797;
3) Crise do Sistema Colonial (site da Multi Rio) diz que a estadia de Larcher em 1796
no Brasil contribuiu para que em JULHO de 1797 fosse fundada a Loja Cavaleiros da Luz;

4) No trabalho acadêmico “Novas perspectivas sobre a presença francesa na Bahia em


torno de 1798” lemos que Larcher aportou em Salvador, em novembro de 1796 como
passageiro do navio luso-brasileiro Boa Viagem, onde permaneceu por cerca de um mês,
até retornar no navio português Bom Jesus à Europa em janeiro de 1797;
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

5) No livro “Da Sedição de 1798 à Revolta de 1824 na Bahia” lemos que, em


pesquisa feita pela historiadora Kátia de Queirós Mattoso, Larcher, expulso
pelos Colonos Franceses foi colocado a bordo do navio Boa Viagem e foi este
que o trouxe ao porto da cidade de Salvador sob a alegação de avaria em 30 de
novembro de 1796, retornando em 02 de janeiro de 1797.

Desta forma, Larcher não estava na Barra, Salvador/Bahia, em 14 de


julho de 1797, conforme citaram em suas obras, os eméritos escritores José
Castellani, Frederico Guilherme Costa, Ricardo Mário Gonçalves, entre outros,
que se basearam em escritos de Borges de Barros, publicado no Volume
XV dos Anais do Arquivo Público da Bahia, intitulado Primórdios das
Sociedades Secretas da Bahia.

Dado a estas informações, cremos, sem possibilidade de prova cabal, que a Loja
“Cavaleiros, ou Cavalheiros da Luz” pode ter sido sim, a primeira Loja Maçônica
do Brasil, porém, não dentro da Fragata Preneuse em julho de 1797.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Voltando a Portugal, sabemos que o Grande Oriente Lusitano teve as suas bases
instituídas por volta de 1800, tendo como 1º. Grão-Mestre em 1803, o
desembargador Sebastião de São Paio, nome simbólico Epicteto, mudado depois
para Egas Moniz.

O Rito Oficial do G∴O∴L∴ adotado em seu início é o Rito Francês ou Moderno,


logo codificado através da Constituição de 1806, a qual incluía toda a organização
do Rito no seio do G∴O∴L∴, seguindo o formato francês.

Conforme historiadores maçônicos, em 1802, o irmão Hipólito José da Costa


Pereira Furtado de Mendonça (nome simbólico: Aristides) foi enviado à Londres e
França, no intuito de obter regularização através de Tratados e Cartas Patentes
com as potências regulares desses países, fato confirmado nas referências feitas
na respeitabilíssima obra de William Preston, Illustration of Masonry de 1804, na
pág. 371, que veremos a seguir.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Ilustrações da Maçonaria de William PRESTON, 1804


RITO FRANCÊS OU MODERNO.

PRESTON, 1804

...“À Grande Loja foi feito, em


maio seguinte, outro apelo,
através do mesmo canal (o
duque de Sussex) da parte de
quatro lojas de Portugal, as
quais credenciaram M. Peter
Hypolite Joseph de Costa [sic]
para em seu nome solicitar
autorização regular, a fim de
praticar os ritos da Ordem sob
a bandeira e a proteção
inglesa. Após madura
deliberação, determinou-se
que todo estímulo fosse dado
aos irmãos em Portugal; mas
que uma lista de tais nomes
deveria ser remetida à
Inglaterra.”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

“ACTA LATOMORUM” – 1815 – CRONOLOGIA DA HISTÓRIA DA MAÇONARIA


RITO FRANCÊS OU MODERNO.

NA “ACTA LATOMORUM” DE CLAUDE ANTOINE THORY, EDIÇÃO DE


1815, PÁG. 211, TOMO I, LEMOS:

...“Quatro Lojas de
Portugal fazem um
pedido similar, e
solicitam à Grande
Loja a autorização
para professarem
os ritos da
Inglaterra sob sua
“Quatro Lojas de Portugal fazem um pedido
similar, e solicitam à Grande Loja a autorização
proteção. Os
para professarem os ritos da Inglaterra sob sua
proteção. Os irmãos aceitam esse pedido e o
irmãos aceitam
acordo é regulamentado imediatamente.” esse pedido e o
acordo é
regulamentado
imediatamente.”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

TRATADO PORTUGAL E FRANÇA - Ratificado em 25/04/1804.


O original trazido pelo irmão Hipólito José da Costa quando preso pela Inquisição em
1802, em seu retorno a Portugal, foi apreendido junto com os seus documentos (Fig. 4).
Tratado entre Portugal e França.
.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

TRATADO PORTUGAL E FRANÇA.


O referido Tratado é assinado, por parte do Grande Oriente
Lusitano, pelo irmão Egas Moniz, Cavaleiro Rosa-Cruz, o que
denota que as Ordens de Sabedoria do Rito Francês já existiam
anteriormente em Portugal, corroborada pela Constituição do
Grande Oriente Lusitano de 1806, onde se refere às diferentes
Ordens e Capítulos do Rito Francês, nos seus Capítulos IIIº e XIIIº.
Vejam o detalhe na figura 5 indicando “Egaz Monis, Cavaleiro
Rosa Cruz”:
TRATADO PORTUGAL E FRANÇA
RITO FRANCÊS OU MODERNO.
TRATADO PORTUGAL E FRANÇA – Ratificação feita em 19/06/2004

...“Declaramos confirmada a
patente outorgada em 1804 ao
Grande Oriente Lusitano, pela
Constituição de um Grande
Capítulo Geral do Rito dito
Francês – Rito de Fundação da
Maçonaria do Século das Luzes e
reconhecemos, hoje, o Soberano
Grande Capítulo de Cavaleiros
Rosa-Cruz como herdeiro legítimo
de sua jurisdição. Esta
confirmação reconhece os Títulos,
Direitos e Prerrogativas para a
Constituição de Capítulos
praticantes das Ordens de
Sabedoria do Rito Francês”...

19 junho de 2004, Era Vulgar


Patente para a Vª. Ordem concedida em 30/11/2007
RITO FRANCÊS OU MODERNO.
Patente para a Vª. Ordem concedida em 30/11/2007

...“Dado a solicitação
feita pelo Soberano
Grande Capítulo de
Cavaleiros Rosa-Cruz –
Grande Capítulo Geral
do Rito Francês de
Portugal, declaramos
pela presente a
concessão da Patente
da Vª. Ordem de
Sabedoria do Rito
Francês’...

30/11/2007
Tratado Portugal e Espanha
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Tratado Portugal e Espanha


Evidenciamos aqui os dois primeiros tópicos
do Tratado Portugal e Espanha celebrado no
8º. dia do 3º. mês de 6010:

1) O Grande Capítulo Geral do Grande


Oriente de França entrega Carta
Patente ao irmão Hypólito José da
Costa Pereira Furtado de Mendonça em
1802;
2) O Tratado de Amizade entre o
G∴O∴d∴F∴ e o G∴O∴L∴ do 25º. dia do
2º. mês de 5804 confirma a existência
das Ordens de Sabedoria do Rito
Francês ou Moderno em Portugal;
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

MAÇONARIA NO BRASIL

Voltando ao Brasil, conforme relatado pelo irmão


José Bonifácio em seu famoso Manifesto, em 1800
funcionava uma Loja por nome de “União”, sendo
substituída por outra com o nome de Reunião em
1801, filiada à I’sle de France ou Ilhas Maurice.

O Grande Oriente Lusitano desejando propagar no


Brasil a verdadeira doutrina maçônica, nomeou
para esse fim três delegados com plenos poderes
para criar loja regulares no Rio de Janeiro, filiadas
aquele Grande Oriente.

No Almanak Maçônico de 1847 (Fig. 9),


encontramos uma preciosa informação que nos
parece ser plausível.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Almanak Astréa páginas 79 e 80


RITO FRANCÊS OU MODERNO.
Almanak Astréa páginas 79 e 80

...“Posto que no principio d’este século já se tinhão juntado no Rio de Janeiro


alguns Mac. em huma Loja, a que derão o titulo de Reunião, todavia, como não
trabalharão regularmente, não poderemos datar o estabelecimento da
Maçonaria senão do anno de 1803, quando o Gr. Or. Lusitano, querendo propagar
as verdadeiras doutrinas maçônicas no Brasil, nomeou para esse fim três
Delegados com plenos poderes de crear Lojas regulares no Rio de Janeiro, filiadas
ao Gr. Or. Lusitano.

...“Consta por documentos authenticos, que no dia 5 de Julho 1802, fora creada
ao Oriente da Bahia a L. Virtude e Rasão, do rito moderno, de cujo seio sahirão
outras officinas. Forão ellas a L. Virtude e Rasão Restaurada, installada com doze
obreiros, que da primeira passarão a funda-la em 30 de março de 1807, e que em
10 de agosto de 1808 tomou o titulo de L. Humanidade, e a L. União, creada em
12 de Setembro de 1813 por 18 Irs. da mesma L. mãe Virtude e Rasão.

Completo assim o numero de tres officinas, decidirão os Irs., que as compunhão,


crear alli, como com effeito crearão, um Gr. Or. Brasileiro, cujos trabalhos activos,
bem como os das LL., cessarão comtudo, em rasão das commoções políticas, e,
com especialidade, por causa da desastrosa revolução de Pernambuco, em
1817.”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

MAÇONARIA EM PORTUGAL

Em 1807, Junot conquista Portugal obrigando a Corte portuguesa procurar


abrigo no Brasil. “Assim a Maçonaria do Brasil desde o século XVIII esteve
ligada a Portugal”.

Enquanto a sede da Monarquia Portuguesa foi em Lisboa, a Maçonaria


sentia ser mais fácil os movimentos revolucionários no Brasil, daí as
Inconfidências Mineira (1789) e baiana (1799).

Com a transferência da sede da Monarquia Portuguesa para o Rio de


Janeiro, já surgiu em 1817 uma revolução simultaneamente no Brasil, em
Pernambuco e, em Portugal (chefiada por Gomes Freire de Andrade). (Lívio
e Ferreira, 1968).
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

A Revolução Pernambucana,
também conhecida como
Revolução dos Padres, foi um
movimento emancipacionista
que eclodiu em 6 de março de
1817, na então Província de
Pernambuco, no Brasil, e é um
marco da luta a opressão da
Corte portuguesa.

Fonte: bndigital.bn.gov.br
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Este movimento histórico foi liderado por Domingos José Martins, com o
apoio de Antônio Carlos de Almeida e Silva e de Frei Caneca, e diversos
Maçons comprovados, Padre João Ribeiro de Pessoa de Melo Montenegro,
Theotônio Jorge Martins Pessoa, Padre Miguel Joaquim de Almeida Castro
(padre Miguelinho), eleito Secretário de Estado do governo provisório, os
capitão José de Barros Lima (Leão Coroado), Pedro da Silva
Cardoso, o tenente José Mariano de Albuquerque Cavalcanti, o comerciante
Antônio Gonçalves da Cruz (Cabugá), embaixador do governo provisório nos
Estados Unidos e o Padre Maçom Francisco Muniz Tavares.

No dia 06 de março de 1817, o povo do Recife se levantou contra o domínio


Colonial Português. Algumas semanas depois, as províncias da Paraíba e do
Rio Grande do Norte, lideradas por Pernambuco (estado do qual Alagoas
fazia parte), também se rebelaram. Pela primeira vez, o Brasil foi
independente, o que aconteceu com a Proclamação da República.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Por mais de dois meses os brasileiros tiveram governo próprio, constituição,


exército, esquadra e até embaixadas no exterior. A Revolução de 1817
antecipou a Independência do Brasil em cinco anos (antes do “sete de
setembro”) e fez valer aqui, pela primeira vez, os princípios da Declaração dos
Direitos do Homem e do Cidadão.

Os Pernambucanos foram muito além de decretar a autonomia política


no País, também proclamaram a igualdade social e a liberdade
religiosa, de pensamento e de imprensa. Não só tentaram acabar com
a escravidão, mas, ainda, com a discriminação contra negros e mulatos,
entre outras propostas extremamente avançadas para a época como,
por exemplo, uma segurança pública eficiente e a prestação de contas
aberta dos gastos governamentais, que não foram alcançadas ainda
hoje.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Com essas propostas, a Revolução conseguiu reunir representantes dos mais variados
segmentos da sociedade, inclusive populares que também desejavam a emancipação
política e a implantação de um Governo Republicano.

O sonho durou apenas 74 dias e acabou debaixo de uma repressão violenta e muito
cruel, que fez 2.500 vítimas. Seu significado e consequências, porém, foram imensos.

A data Magna do Estado de Pernambuco, 6 de março, dia da Revolução Pernambucana


de 1817, foi estabelecida por iniciativa da Assembleia Legislativa de Pernambuco, por
intermédio da Lei, nº 13.386, no dia 24 de dezembro de 2007.

O projeto de Lei, de autoria da deputada Terezinha Nunes, tem como objetivo,


proporcionar aos Pernambucanos um maior conhecimento da sua história e reafirmar o
amor pelo seu Estado.
Parabéns aos heróis de 1817, que lutaram e defenderam seus ideais e deram suas vidas
por amor a Pernambuco e a deputada Terezinha Nunes, pela brilhante e importante
indicação do projeto de Lei, de sua autoria, em homenagem a Revolução Pernambucana
de 1817, “ Data Magna do Estado de Pernambuco”.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

José de Barros Lima, o Leão Coroado (Recife, 1764 — Recife, 10 de


julho de 1817), foi um militar e revolucionário brasileiro.

Sua reação à voz de prisão do comandante português Barbosa de Castro,


matando-o com golpes de espada, foi o estopim da Revolução Pernambucana.

Condenado à morte pelo crime de lesa-majestade, o capitão José de Barros


Lima foi enforcado, teve a cabeça decepada, as mãos cortadas e o corpo
amarrado a dois cavalos e arrastado pelas ruas do Recife.

José de Barros Lima nasceu na Capitania de Pernambuco, em área do atual


município de São Lourenço da Mata, então pertencente ao Recife, no ano
de 1764. Quando jovem, adentrou na carreira militar, mas pediu baixa e foi
nomeado diretor da aldeia de índios de Limoeiro entre 1794 e 1796.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Voltou ao Exército, lotado no Regimento de Artilharia, após cursar matemática em Lisboa.


Foi promovido a capitão por patente de 12 de abril de 1813. A denominação "Leão
Coroado" lhe foi dada devido a sua intrepidez e bravura e à calvície em forma de coroa
com longos cabelos nos lados que ostentava.

Em 1817, o Leão Coroado aderiu à Revolução Pernambucana. Os revolucionários


planejavam revoltar-se no período da Páscoa, mas o governador Caetano Pinto de
Miranda Montenegro, conhecendo os nomes que encabeçavam a revolução, resolveu
convocar uma reunião com os comandantes da tropa para decidir sobre o destino dos
conspiradores. No dia 6 de março, por volta das 11 horas da manhã, o governador tendo
sido avisado que um motim estava para acontecer, ordenou a prisão imediata
de Domingos José Martins, do Padre João Ribeiro e de Cruz Cabugá.

No Forte das Cinco Pontas, após as prisões, ocorreu um levante dos próprios militares
envolvidos com a revolução dentro do quartel. Os oficiais revolucionários não se
subordinaram às ordens do governador, e o capitão José de Barros Lima reagiu à
voz de prisão do comandante do regimento Barbosa de Castro matando-o com
golpes de espada. Estava iniciada a insurreição.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

José de
Com o fim do movimento,
Barros Lima (Leão Coroado) foi
condenado à morte por crime de lesa-
majestade, subindo ao patíbulo no
Recife em 10 de julho de 1817.
Enforcado, teve o seu corpo morto
esquartejado: o tronco foi arrastado a
cauda de cavalos pelas ruas recifenses
até o cemitério; suas mãos foram
expostas no quartel do regimento; e
sua cabeça foi exposta em Olinda.

FOTO DA Praça Leão Coroado


Fonte: REVISTA FRAGMENTO
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

INÍCIO DO GOB
O Grande Oriente do Brasil foi fundado em 17 de junho de 1822 tendo como base
a Loja Commércio e Artes fundada em novembro de 1815 e fechada em 1817 na
época da desastrosa Revolução.

Por iniciativa do irmão capitão João Mendes Viana, a Commércio e Artes foi
reinstalada em 24 de junho de 1821 sob os Auspícios do Grande Oriente de
Portugal, Brasil e Algarves, quando aumentou o seu título para “Commércio e
Artes na Idade do Ouro”.

Subdividida em mais duas lojas: “União e Tranquilidade” e “Esperança de


Nictheroy”, formaram a base legal da referida fundação.

O seu primeiro Grão-Mestre Geral foi José Bonifácio de Andrada e Silva e Joaquim
Gonçalves Ledo o seu Primeiro Grande Vigilante.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Boletim do GOB de Janeiro e Fevereiro de 1902.


RITO FRANCÊS OU MODERNO.

ATA DE REINSTALAÇÃO - LOJA COMMÉRCIO E ARTES

Loja Commércio e Artes – Ata de Reinstalação.

Fundação: Novembro de 1815


Fechamento: Revolução de 1817
Reinstalação: 24 de junho de 1821
Novo Nome: Commércio e Artes da idade do
Ouro
Auspícios: Grande Oriente de Portugal, Brasil e
Algarves
Rito: Francês ou Moderno (Grifo nosso)
RITO FRANCÊS OU MODERNO.
ENTENDENDO OS EQUÍVOCOS
O irmão Manoel Joaquim de Menezes em seu
trabalho “Exposição Histórica da Maçonaria no
Brasil” publicado no Boletim do GOB nºs. 3 e 4 de
1875 (Fig. 11), além de datas, se equivoca quanto
ao primeiro Rito:
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

A respeito do que comenta o irmão Manuel


Joaquim de Menezes, vejamos;

1) No Almanaque Maçônico de 1847, pág. 80:

...Consta por documentos authenticos, que no dia


5 de julho 1802, fora creada ao Oriente da Bahia a
L. Virtude e Rasão, do RITO MODERNO, de cujo
seio sahirão outras officinas...

Portanto, aqui já fica claro que existiam Lojas do


Rito Moderno na oportunidade e, estas também
foram bases do primeiro Grande Oriente do Brasil,
na Bahia, cujo Grão-Mestre foi Antônio Carlos de
Andrada.
Revista Astréa
Órgão Official do
Supremo
Conselho do
Brasil, Anno II,
números 9 e 10,
Setembro e
Outubro de
1928.
2) Na Revista Astréa Órgão Official do
Supremo Conselho do Brasil (slide
anterior), Anno II, números 9 e 10,
Setembro e Outubro de 1928, nas
páginas 332 e 333 comenta o Soberano
Grande Comendador, irmão Mário
Behring:

...“Todas essas Lojas, porém,


trabalhavam no Rit∴ Moderno embora
Manoel Joaquim de Menezes affirme
que funcionavam no Adonhiramita.
... O Gr∴ Or∴ do Brasil trabalhou
sempre no Rit∴ Mod∴ e a prova disso
está em suas próprias actas em que há
sempre referencias exclusivas aos gráos
desse Rito, jamais dos outros”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

...E AINDA disse o irmão Mário


Behring:

É confusão natural em escriptor que


de Ritos nada percebia em suas
publicações históricas sobre
Maçonaria. Menezes, equivoca-se
muito, deixa-se trahir por sua
memória e articula factos sem o
menor senso critico, na analyse que
delles faz.”...

Corroborando com o que disse o


irmão Mário Behring, encontramos
no Livro “A Maçonaria na
Independência”, do irmão Teixeira
Pinto, informações importantes, tais
como:
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Equívoco de datas a partir do Irmão Barão do Rio Branco, em notas à “História


da Independência do Brasil”, de Varnhagen, copiando o erro difundido pelo
maçom Manoel Joaquim de Menezes, que publicou depois de 36 anos dos
fatos, um trabalho Intitulado “Exposição Histórica da Maçonaria no Brazil’, no
qual fixou a data de 28 de maio de 1822 para a fundação do “Grande Oriente do
Brasil”.

Embora emérito historiador, José Maria da Silva Paranhos, Barão do Rio Branco,
confiou numa informação totalmente equivocada.

...“Equivocou-se o ir∴ Menezes, porque o Grande Oriente do Brasil foi fundado a 17


de junho de 1822, conforme comentário que vemos no trecho da ata de fundação
no Boletim de janeiro e fevereiro de 1902”...

...“é verdade que Varnhagem se baseou na EXPOSIÇÃO HISTÓRICA DA MAÇONARIA DO BRASIL, do Dr.
Manoel Joaquim de Menezes. Mas esse ir∴ interpretou mal a data de 28 do 3º mês do anno da V∴ L∴
5822, da Acta de Fundação do Gr∴ Or∴, a qual, de acordo com o calendário Gregroriano-Maçônico,
estampado no Boletim, em janeiro do corrente ano, corresponde a 17 de junho de 1822, E∴ V∴”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Prossegue Teixeira:

...“Tivesse Varnhagem estudado as atas originais — as que constam no “Livro de


Ouro” do “Grande Oriente do Brasil” — e não as que figuram no trabalho do Ir∴
Menezes...()... estamos certos de que o seu relato seria um espelho da verdade.

Tivesse o Barão do Rio Branco conhecimento do calendário utilizado desde 1815 pela
Loj∴ Comércio e Artes, e não duvidamos que ele também afirmaria que o “Grande
Oriente do Brasil” foi fundado a 17 de junho de 1822 E∴ V∴.”...

— O Ir∴ Menezes não apresenta uma cópia exata das 19 atas que se encontram no
“Livro de Ouro” do “Grande Oriente do Brasil”. Ele divaga sobre o que está escrito e
acrescenta o que não viu:

E não viu, porque não podia ver.

É fácil chegar a esta conclusão, considerando que o Ir∴ Menezes havia sido eleito e
empossado no cargo de Cobr∴ da Loj∴ n°. 2 (União e Tranquilidade), e como tal,
estava obrigado a ficar no vestíbulo... (continua)
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

(continuação)...

juntamente com os lir∴ CCobr∴ das LLoj∴ n°. 1 (Commércio e Artes) e n°. 3
(Esperança de Niterói), respectivamente, os Iir∴ Pedro (ilegível) Grimaldi e Padre
João José de Carvalho Colleta, com o fim de identificarem os Iir∴ pertencentes a
cada um dos citados QQuadr∴ que compareciam às Assembleias Gerais.

Ora, ficando longe e fora do recinto, é certo que o Ir∴ Menezes não podia ter
conhecimento do que se passava nessas assembleias, ressalvando-se apenas o que,
ocasionalmente, algum ir∴ lhe contasse depois.

Sobre o assunto, vejam a seguir o que se encontra escrito em ata.

Trecho da “Acta N°. 19”, da Ses∴ realizada aos 21 dias do 7°. mez do anno da V∴ L∴
5822:

O Ir∴ Gr∴ Secr∴, dando conta do expediente, apresentou um oficio:


RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Os lir∴ Cobridores do 2°. e 3°. quadros metropolitanos representavam à Gr∴ Loj∴ que
tornasse amovível o lugar de cobridor, para ser exercido mensalmente pelos
Operários das LLoj∴ não ficando, assim, qualquer ir∴ privado de assistir aos trabalhos
por espaço de um anno.

Foi recusado o pedido e mandou a Gr∴ Loj∴ fazer sentir àquelles Iir∴, de quanta
ponderação e confiança era o lugar que ocupavam, e que este único motivo deveria
lhes ter sido sobejo, para, não desgostando-se do seu cargo, procurar desempenhal-o
com todo o zêlo e actividade.

Ora, sendo ele (Menezes), naquela época, um dos poucos sobreviventes do


movimento maçônico de 1822, era natural que o cercassem do carinhoso respeito de
que se tornara merecedor.

Mas acontece que esse carinho, aliado à facilidade com que certos argumentadores o
apresentavam como personagem principal ou participante de todos os
acontecimentos da época, foram criando na sua Imaginação uma quase certeza de
que isso era real.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Assim, ao atender (também) um pedido do Ir∴ Melo Moraes para fornecer


algumas informações que seriam publicadas no “Brasil Histórico”, ele escreveu o
que a sua já fraca memória ia ditando, truncando datas, nomes e locais.

E, para verificar que estamos mais ou menos certos em nosso raciocínio, comenta
Teixeira Pinto, basta atentar na declaração que ele faz ao encerrar o seu trabalho.

Entre outras razões que apresenta, termina deste modo:

“Sinto não poder indicar outros nomes ilustres, não só por não me recordar
depois de 36 anos, como por ignorar, o que praticarão outros com quem não
estive em contacto, de cuja omissão involuntária espero ser desculpado.”

Haviam decorrido 36 anos!

Era difícil, quase impossível, ser rigorosamente exato.


RITO FRANCÊS OU MODERNO.

O Ir∴ Manoel Joaquim de Menezes esperava ser desculpado por aqueles que
involuntariamente tivesse omitido. Longe estava ele de imaginar que também
necessitava ser desculpado pela confusão que iria criar com alguns equívocos
que se encontram na sua “Exposição Histórica da Maçonaria no Brazil”.

Na página 7 do seu livro, o irmão Teixeira Pinto transcreve a ata que consta na
“Exposição Histórica” do irmão Manoel Menezes, e evidencia os nomes dos
maçons fundadores da Loja Commércio e Artes com os seus nomes simbólicos,
como por exemplo:

J. M. V. ou Gracco (Capitão João Mendes Viana) — Vahia ou Apolonio Moilon (Dr.


João José Vahia) Telies ou Orestes (Padre Manoel Telies Ferreira Pita), entre
outros.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Por conta dos nomes simbólicos, RACIOCINA o irmão Teixeira Pinto:

...“assim não há que duvidar que a reinstalação (da Commércio e Artes) foi feita sob os
auspícios do Gr∴ Or∴ de Portugal, Brazil e Algarves, e também que a Loj∴ funcionava
no Rito ADONHIRAMITA, uma vez que esse Rito era e continua sendo o único que torna
obrigatório o uso de um nome histórico aos que o praticam”...

Encerrando a narrativa do irmão Teixeira Pinto nesse ponto, comentamos que o seu
livro é muito analítico, super bem detalhado, há muita segurança nos comentários
apresentados, mas, CONTÉM, ao menos, um erro de interpretação, como veremos a
seguir:

Teixeira Pinto se vale dos nomes simbólicos dos irmãos da Commércio e Artes para
afirmar serem os MESMOS prática exclusiva do Rito Adonhiramita, ou seja, emitiu a
sua conclusão por analogia.

Sobre esse detalhe dos nomes simbólicos, seguem informações importantíssimas:


RITO FRANCÊS OU MODERNO.

NOMES SIMBÓLICOS

O nome simbólico, codinome ou nome de guerra, era costume da época. O


primeiro Grão-Mestre de Portugal, desembargador Sebastião de Sampaio
de Melo e Castro, nome simbólico Epicteto, mudado depois para Egas
Moniz, era Cavaleiro Rosa-Cruz do Rito Moderno.

O Grão Mestre José Mendes da Silva Leal tinha o codinome de Ariosto, vide
Boletim do GOL de 1869 e o irmão Fortunato Augusto da Silva, Mestre
Eleito dos Nove do REAA, levava o nome simbólico Barroso, entre outros
exemplos que mostraremos as imagens mais adiante.

Vemos, também, no livro A Maçonaria em Portugal, do irmão Oliveira


Marques, conceituado escritor português, à página 32, que desde pelo
menos 1800, se usava o nome simbólico por compreensiva medida de
segurança (Fig. 23).

Assim, com as próximas imagens, cremos que a tese sobre a utilização do


nome simbólico estará devidamente aclarada.
Nome Simbólico adotado também no Rito Francês ou Moderno.
Grão-Mestre José da Silva Mendes Leal

Nome simbólico “Ariosto”. Boletim GOL 1869.


RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Diploma de Mestre Eleito dos Nove

Fortunato Augusto da Silva

Nome simbólico “Barroso”.

05.04.1910.
Diploma de

Cavaleiro

Escocês

José Antônio

Simões Raposo

Nome simbólico

“Castilho”.

05.11.1900.
Diploma de Mestre - Manoel da Costa Pinto Nome simbólico “Dreyfuz”. 18.10.1910.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Diploma de Mestre Eleito dos

Nove Manoel da Costa Pinto

Nome simbólico “Dreyfuz”.

09.09.1911.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.
Diploma de Simões Raposo – Nome de Guerra: Castilho
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Livro A Maçonaria em Portugal


O Boletim do GOB nº. 6, de agosto de 1896,
indica que as primeiras lojas do GOB eram do
Rito Moderno.
O Boletim do GOB nºs 2 e 3, de Agosto de
1896, indica que as suas três primeiras lojas
são do Rito Francês ou Moderno.

Com a existência das três Lojas, todas do


RITO FRANCÊS ou Moderno, surgiu a
necessidade da creação de um corpo
superior autônomo e independente,
sendo por isso installado o Grande Oriente
do Brazil.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

MENÇÕES SOBRE O RITO MODERNO


O irmão Joaquim da Silva Pires (Fig. 21), em sua obra
“Rituais Maçônicos Brasileiros”, nos afirma que o GOB
foi fundado sob a égide do Rito Moderno e, ainda
mais, que o nome simbólico não era exclusividade do
Rito Adonhiramita, rito que só iniciou no GOB em 16
de agosto 1837, na Loja Sabedoria e Beneficência.

...“Não nos iludamos com o uso de


nomes heróicos, como fizeram
alguns estudiosos já falecidos”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

MENÇÕES AO RITO MODERNO EM 1822.


RITO FRANCÊS OU MODERNO.
GRANDE ORIENTE BRAZILEIRO (DO PASSEIO)

Revista Astréa, anno 2, nº. 4, de 1928


...“O Gr∴ Or∴ Brasileiro era do Rit∴
Mod∴ como o Gr∴ Or∴ do
Brasil”...(Pág. 162).

Na pág. 163...“preferiu a Educação


e Moral desligar-se do Gr∴ Or∴ -
Acompanhou-a pouco depois a
Commércio e Artes, presidida pelo
Cônego Januário, o amigo
inseparável de Ledo, que deixando
o Rit∴ Mod∴ transferiu os seus
trabalhos para o Escocez”... (Pág.
163).

...“Para se conseguir a maior


perfeição e desarmar a intriga”...
”determinou com prudência o Gr∴
Or∴ Braz∴ transitar do Rito Moderno
ou Francês em que trabalhara até
janeiro de 1833, para o Ant∴ e Acc∴
de Hered∴, ficando contudo livre às
Oofic∴ seguir qualquer d’elles”...
(Pág. 169).
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Annaes Maçônicos Fluminenses – 1832 – Págs. 53 a 70:

...“Logo depois de reinstallado o


primeiro reconhecido Oriente do Brasil,
que as perseguições do anno de
1822”...

...“Huma participação e fraternal


convite se fez logo para huma gloriosa
reunião, à esse Corpo, que no anno
de 1839, se erigira em Oriente”...

Por Del. da Gr∴ L∴, 13 de outubro de


1832.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Annaes Maçônicos Fluminenses – 1832 – Págs. 54 e 55

...“(pág. 54) Em 15 de
setembro de 1832, o
irmão D. de Ponte Rivera,
Cavaleiro do Real
Segredo (REAA), do
Grande Oriente Peruano,
visitando o Grande
Oriente Brasileiro, é
recebido com as
solenidades de praxe e
em seu discurso comenta,
entre outras coisas, que:

...“(pág. 55) Elle vos


participa igualmente que
segue o Rito Escossez, e já
sabe que haveis
adoptado o moderno
Francês.”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Annaes Maçônicos Fluminenses – 1832 – Págs. 56 e 58

...“(pág. 56) Responde


ao irmão D. de Ponte
Rivera, o irmão Kant
(Cônego Januário da
Cunha Barbosa,
Cavaleiro Rosa Cruz)
então, Orador da
Grande Loja (Grande
Oriente):

...“(pág. 58) que apezar


de seguir o Rito Escosses,
que não difere em
princípios do Rito Francês
que temos adoptado.”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Annaes Maçônicos Fluminenses – 1832 – Pág. 64


Na página 64, podemos ler o
Discurso proferido na
Respeitável Loja Commércio e
Artes ao Oriente do Brasil pelo
Cavaleiro Rosa Cruz, Januário
da Cunha Barbosa, no acto
de tomar posse de Venerável
em março de 1832:

...A Officina Commércio e


Artes na Idade d’Ouro, à que
hoje prezido por vossa
eleição, e que n’outros
tempos tanto se distinguira
pelo zelo dos seus obreiros,
renasce gloriosa como a
Phenix dentre as cinzas, em
que parecia have-la
sepultado huma indigna
perfídia...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

CONSTITUIÇÃO DO GR∴ OR∴ BRAZILEIRO – 1834

...“(pág. 3) que o Subl∴ Gr∴


Or∴ Braz∴ competentemente
authorizado pelo Artigo 74,
Capítulo Único, Título 5º. da
Const. para fazer as
alterações indispensáveis à
mudança de Rito, Decretou
em Sess∴ Magna de 24 do 6º.
mez do corrente anno da V∴
L∴ 5834 (13 de septembro de
1834) era vulgar, as reformas
adaptadas ao Rito Esc∴ Ant∴ e
Acc∴, hoje adoptado pelo Gr∴
Or∴ Braz∴.” ... aos (ilegível) do
7º. mez do an∴ da V∴ L∴ 5834...
.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

JORNAL DO GR.’. OR.’. BRAZILEIRO – Nº. 2 – NOVEMBRO DE 1870


... “(pág. 22) Estes dous corpos
maçon∴ fizerão parte do Or∴
Brasileiro, quando este
deixando o Rit∴ Franc∴ que
seguia.” ...

... “(pág. 23) Não podia o


grupo do Lavradio formar um
Or∴ do Rit∴ Franc∴ porque este
já existia no Gr∴ Or∴ Brasileiro,
que funccionava neste Rit∴, e
que não estava adorm∴.”

.... <<>>... “Não podia o grupo


do Lavradio, crear um Or∴ do
Rit∴ Esc∴, não só porque a
máxima parte de seus membros
pertencia ao Rit∴ Franc∴ e não
tinha poderes para funcionar
no Rit∴ Esc∴ como porque
existia um Gr∴ O∴ do Rit∴ Esc∴
(o de Montezuma).” ...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

FUNDAÇÃO DO GR∴ OR∴ BRAZ∴ (DO PASSEIO)

Ver próximo slide


RITO FRANCÊS OU MODERNO.

JORNAL DO GR.’. OR.’. BRAZILEIRO – Nº. 3 – DEZEMBRO DE 1870

Fundação do Gr∴ Or∴ Braz∴


... “No anno de 1825, alguns maçons
(do Passeio) - Junho 1831.
intrépidos reunirão-se em quadro
Página 37:
errante que denominarão Vigilância da
Pátria”...

()...“repartindo-se por dous novos


quadros, União e Sete de Abril, que
derão a primeira base para o Gr∴
Or∴Braz∴”...

()... “Depois que em Junho de 1831”...

()...“em que se admitira o representante


da Resp∴ Razão ao Or∴ de Cuiabá, se
formou o Gr∴ Or∴Braz∴”...
Instrucções Maçonicas1833 – Loja Commércio e Artes

Datam de 1833
os Rituais da Loja
Commércio e
Artes
(eram do Rito
Moderno,
conforme afirma
o ir∴ Sebastião
da Silva Pires em
seu livro “Rituais
Maçônicos
Brasileiros”)
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Rituais maçônicos
...“Na capa lemos:

Segundo o Original Francez, a traducção e


annotações de Hypolito (Londres) [que fora
designado como Delegado do Grande Oriente do
Brasil], adoptados aos trabalhos da Loja Brazileira
Commércio e Artes [que trabalhava no Rito
Moderno em 1822], pelo seu Venerável J. da C. B.
[Januário da Cunha Barbosa] - Cavaleiro Rosa
Cruz [Grau 7 do Rito Moderno] [que migrou a sua
Loja (Commércio e Artes) para o Grande Oriente
do Passeio em 1833].

Carimbado: Biblioteca Maçônica Mesquita e


Passeio, Livro 01 [possivelmente seja a Biblioteca
do Grande Oriente do Passeio].”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

(Ritual da Loja
Commércio e Artes)

Instrucções Maçonicas1833

...“Na abertura dos trabalhos de


aprendiz, se lê na pág. 22:
“debaixo dos Auspícios do
Grande Oriente Brazileiro (que
também é conhecido como
Grande Oriente do Passeio)”...
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Revista luzes (do GOSP), publicada na


edição nº. 8, Set./Out./2016 – Joaquim
da Silva Pires:

...“O primeiro de todos aqueles Rituais era do Rito Moderno e do


Grande Oriente Lusitano, impresso em Lisboa, em data e
tipografia desconhecidas. Elucidou, porém, que isso foi antes de
1822, porque, já naquela data, o citado Ritual era usado pela
Loja Comércio & Artes, do Rio de Janeiro, a nº. 1 do Grande
Oriente do Brasil”...

...“Todavia, dos Rituais que foram impressos em nosso País, todos


em empresas gráficas localizadas no Rio de Janeiro, os mais
antigos são: o do Rito Moderno, ano de 1833, impresso na
Typographia Seignot & Plancher, na Rua do Ouvidor, nº. 95;
outro do Rito Moderno, ano de 1834, impresso na referida
tipografia”...(ver imagem no próximo slide).
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

D. Pedro I, maçom.

Em 02 de agosto de 1822 foi iniciado na Loja Commércio e


Artes da Idade do Ouro, o Príncipe Regente D. Pedro I,
adotando o nome histórico de Guatimozin.

Num breve intervalo de tempo foi exaltado ao grau de mestre,


elevado ao 7º. e último grau (na época) do Rito Moderno –
Cavaleiro Rosa-Cruz e, eleito Grão-Mestre em 04 de outubro,
fechando-o no dia 25 do mesmo mês.

Vejamos o que se diz a respeito de D. Pedro no texto sobre a


análise dos seus objetos maçônicos no recorte da Revista
Ciências e Maçonaria (Figs. 24 a 28), edição de 10/07/2017.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.
ATA DA INICIAÇÃO DE D. PEDRO I
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

ANÁLISE DOS PERTENCES DE D. PEDRO

AVENTAL
RITO FRANCÊS OU MODERNO.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.
Parecer da Revista Ciência e Maçonaria:
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

ENCERRANDO AS ATIVIDADES DO GOB


D. Pedro, temeroso em conseqüência de denúncias feitas a ele
que elementos do Grande Oriente, contando com o apoio de
alguns oficiais de Tropa tentariam depor os ministros, envia um
bilhete a Ledo, pedindo que suspenda os trabalhos maçônicos
até segunda ordem, revogando tal ordem 04 dias depois.

..."Meu Ledo. Convido fazer certas averiguações tanto pública


como particulares na Maçonaria, mando primeiro como
Imperador, segundo como Grão-Mestre: que os trabalhos
maçônicos se suspendam até segunda ordem minha. É o que
tenho a participar-vos; resta-me reiterar os meus protestos
como Irmão:

I∴P∴M∴R∴+, São Cristóvão, 21 de outubro, 1822."...


RITO FRANCÊS OU MODERNO.

REENCETANDO AS ATIVIDADES DO GOB

No entanto, o Grande Oriente só foi restaurado em 1832 por José


Bonifácio de Andrada e Silva, continuando os seus trabalhos no Rito
Moderno , antecedido pelo Grande Oriente Brazileiro, também
conhecido por Grande Oriente do Passeio, que foi fundado em Junho
de 1831, também trabalhando no Rito Moderno.

Cleber Tomás Vianna


RITO FRANCÊS OU MODERNO.

RITO MODERNO - SCRM


Meus queridos irmãos, finalmente, em tempos atuais,
acrescentamos que o Supremo Conselho do Rito Moderno que
administra os Altos Graus, trabalha no Grau 9 - Cavaleiro da
Sapiência e tem o âmbito de atuação Nacional e Internacional.

Nos Estados há os Grandes Conselhos Estaduais, que funcionam


com o grau 8 - Cavaleiro da Águia Branca e Preta e dentro de
cada um deles há os Sublimes Capítulos Regionais que trabalham
nos graus 4, 5, 6 e 7 - Eleito, Escocês, Cavaleiro do Oriente e da
Espada e Cavaleiro Rosa-Cruz.

O Supremo Conselho do Rito Moderno, gestão 2016/2019, funciona


sob a presidência do Eminente Soberano Grande Inspetor Geral,
irmão Pasquale Mignela Filho, que têm como seu Delegado nos
Vales da Bahia e Sergipe, o Eminente irmão Carlos Edno Silva
Santana.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

RITO MODERNO – BA/SE

Em Salvador/BA temos o Sublime Capítulo Regional do Rito Moderno


Os Amigos da Liberdade nº. 12, hoje sob a presidência do
Sapientíssimo irmão Clóvis Andrade de Almeida, que funciona nos
1ºs. e 3ºs. sábados de cada mês, às 17h00m, abrigando do 4º. ao 7º.
grau das Ordens de Sabedoria.

Temos funcionando em Vitoria da Conquista/BA, no Complexo


Maçônico, a Loja e o Capítulo Pensadores Livres, nº 4448, do Rito
Moderno, ora sob a presidência do Venerável Mestre e Sapientíssimo
Williem Barreto da Silva Júnior, Federada ao Grande Oriente do Brasil
e Jurisdicionada ao Grande Oriente Estadual da Bahia e ao SCRM.

Funcionando extemporaneamente, temos o Grande Conselho


Kadosh Filosófico do Rito Moderno para os estados da Bahia, Sergipe
e Rio Grande do Norte, o qual terá a sua fundação promulgada em
breve espaço de tempo.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

RITO MODERNO – Pernambuco

Em 28/09/2019, em Recife/PE, fundação do Sublime Capítulo


Regional do Rito Moderno LEÃO COROADO, também Jurisdicionado
ao SCRM, motivo de muito orgulho para todos nós.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Fontes:

Site do SCRM: www.scrm.org.br/scrm;

O Aprendiz no Rito Moderno: Editora A Gazeta Maçônica – Autor: Alexandre Magno Camargo
(Melkisedek);

História do Grande Oriente do Brasil: Editora Madras – Autores: José Castellani/William Almeida de
Carvalho;

Da Sedição de 1798 à Revolta de 1824 na Bahia - Luiz Henrique Dias Tavares;

A Maçonaria na Independência do Brasil (1812-1823): João Luiz Teixeira Pinto;

Apostila Curso: História da Maçonaria no Brasil, EAD - Kennyo Ismail, Novembro de 2017;

Revista Annaes Maçônicos Fluminenses – 1832;

Casa Comum (Fundação Mário Soares): http://casacomum.net;

Walter Celso de Lima: JB_NewsInformativo_nr_2245/224;

Victor Guerra, M∴ M∴ y Vª Orden - y 9º de las Ordenes de Sabiduría del Rito Francés y Moderno,
Venerable Logia Investigación Los Modernos, Presidente del Círculo de Estudios de Rito Moderno y
Frances Roëttiers de Montaleau; Site: www.ritofrances.net;
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Fontes:
Joaquim Villalta, Vª Orden, Gr.·. 9, 33º, Director de la Academia Internacional de la Vª Orden -
UMURM, Gran Orador del Sublime Consejo del Rito Moderno para el Ecuador, Miembro de Honor
del Grande Oriente Lusitano, Miembro de Honor del Gran Oriente Nacional Colombiano,
Soberano Gran Inspector General y miembro del "Supremo Consejo del Grado 33º y Último del
Rito Escocés Antiguo y Aceptado para el Principado de Andorra", Miembro Honorario
del Supremo Consiglio del 33º ed Ultimo Grado del R.S.A.A. per l’Italia e sue Dipendenze, Miembro
de Honor de la Gran Logia Tradicional del Paraguay, Muy Poderoso Soberano Gran Comendador
del Supremo Consejo del Grado 33º para España del Rito Antiguo y Aceptado (Rite de Cerneau /
Thompson-Folger Supreme Council for The United States of America, their Territories and
Dependencies); Blog: (https://racodelallum.blogspot.com.br/);

Acta Latomorum de Claude Antoine Thory; Illustration of Masonry de William Preston, Tratado
Portugal e Grande Oriente da França e Tratado Portugal e Espanha (obras cedidas por Joaquim
Villalta);

Boletins do GOB (diversas edições conforme mencionados no corpo do trabalho);

Ritual Aprendiz Rito Moderno/GOB-2009;

Museu Maçônico Paranaense (Boletim do GOB - Jan/Fev-1902):


www.museumaconicoparanaense.com;

Paulo César Gaglianone – Graus Filosóficos do Rito Moderno;

http://www.acervodocastanha.com.br/06-de-marco-hoje-e-o-dia-de-pernambuco-2/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_de_Barros_Lima
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Fontes:
José Coelho da Silva;

A Trolha;

Loja Universitária Professor José de Souza Herdy;

Pedra Oculta;

Diego Denardi;

José Ronaldo Viega Alves;

Constituição do Grande Oriente do Brasil, 1975. Rio de Janeiro, 22-05-1975;

Constituição do Grande Oriente do Brasil, 2001. Distrito Federal, 30-11-1990;

Constituição do Grande Oriente do Brasil, 2007 – última revisão em 10-09-2012;

PIRES, Joaquim da silva - O Roteiro da Iniciação de Acordo com o Rito Escocês Antigo e
Aceito, 1ª. ed.
Londrina: Ed. Maçônica “A Trolha”, 2011;

Revista luzes (do GOSP), publicada na edição nº. 8, Set./out./2016;

ANTUNES, Álcio de Alencar. O Rito Moderno no Contexto da Maçonaria Universal. In: Supremo
Conselho do Rito Moderno.
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Fontes:
O Rito Francês ou Moderno: A Maçonaria do Terceiro Milênio. Londrina, PR, Ed. Maçônica A
Trolha, Álcio de Alencar Antunes – Edição 1994;

Manual do Rito Moderno, Editora A Gazeta Maçônica, 1991;

Neto, Antônio Onias, O Rito Moderno ou Francês, no site Mason Kit.Net (acesso em
26/02/2013):

mason.kit.net/ritos/modernooufrances.htm;

Wikipédia, Rito Moderno (acesso ao site em 26/02/2012);

Revista Astréa, Órgão Official do Supremo Conselho do Brasil, Anno II, números 9 e 10,
Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro de 1928;

Cérberus Magazine; Multi Rio (Crise do Sistema Colonial);

Paramentos - Site Triângulo Atelier: www.trianguloatelier.com.br;

István Jancsó e Marcos Morel, Novas perspectivas sobre a presença francesa na Bahia em
torno de 1798:
http://www.scielo.br/pdf/topoi/v8n14/2237-101X-topoi-8-14-00206.pdf;

Revista Retales de Masoneria, ano 1, nº. 4;


RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Fontes:

Primeiros Rituais Maçônicos Brasileiros, Joaquim da Silva Pires;

Encyclopedia de La Masoneria: (http://freimaurerwiki.de/index.php/En:Brazilian_Freemasonr);

O GOB nasceu no Rito Moderno: blog.msmacom.com.br/o-gob-nasceu-rito-moderno;

Paramentos - Site: masonic.com.br/avental/mod00.htm;

A concepção do Grande Arquiteto no Universo no Rito Moderno – palestra ministrada pelo irmão
Dr. Álvaro
Palmeira, extraído do Boletim do GOB 3, 4 e 5 de 1986 [06/02/1961], publicado no site do irmão
José Filardo:
bibliot3ca.com/a-concepcao-do-grande-arquiteto-do-universo-no-rito-frances-ou-moderno/;

A Independência do Brasil à sombra da Acácia: Imagens obtidas em


http://slideplayer.com.br/slide/2904085/

Ilustrações:
https://pinterest.com;

Jotassil Artes;

REHMLAC ISSN 1659-4223: “Hipólito José da Costa e o Correio Braziliense: a idealização de um tipo
de sociabilidade maçônica”. Bruna Melo dos Santos;
RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Fontes:
Racó de La Llum (as ordens de sabiduria do Rito francês):
https://racodelallum.blogspot.com.br/2018/05/las-ordenes-de-sabiduria-del-rito.html?m=1;

https://noticias.r7.com/domingo-espetacular/conheca-o-verdadeiro-rosto-do-imperador-
dom-pedro-i-11052018;

BAPTISTA, Antônio Samuel. Rito Moderno: Uma interpretação. In: Supremo Conselho do Rito
Moderno;

Alexandre Mansur Barata: Trabalho acadêmico - Sociabilidade Ilustrada e Independência


(Brasil, 1790 - 1822);

Revista Ciência e Maçonaria - C&M | Brasília, Vol. 4, n.1, p. 19-24, jan/jun, 2017;

O Rito Moderno Belga e o Rito Francês: https://bibliot3ca.com/rito-frances-comparacao-


entre-o-rito-moderno-belga-e-o-rito-moderno-frances/

Colaboração especial dos queridos irmãos Lázaro Sadrack Meira Araújo, Cavaleiro do
Oriente, III Ordem, Grau 6 do Rito Francês ou Moderno, Gustavo Patuto, Cavaleiro Rosa Cruz ,
Grau 7 do Rito Moderno - Sublime Capítulo Paranaense do Rito Moderno –
Curitiba/Paraná/Brasil; e,

José Maria Bonachi Batalla, SGIG de Honra do SCRM-


hedgemason.blogspot.com.br/2013/09/a-brief-history-of-modern-rite-in-brazil.html.

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