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Resumo de fisiologia do exercício

Fisiologia: Ciência que estuda as funções dos seres orgânicos – conhecimento da natureza;

Processos adaptativos: analisados pelos 5 sentidos. O organismo terá resposta adaptativa


após um estímulo

Adaptação: Capacidade do organismo/sistema/órgão/tecido/célula de se substituir diante


um estímulo ou sobrecarga – alteração, aumento ou diminuição de uma função.

Homeostasia: Estado de equilíbrio de processos degenerativos e de síntese entre sistemas


e/ou órgãos.

Estímulo: Qualquer alteração interna ou externa que provoque resposta fisiológica no


organismo. Um fator externo pode causar resposta interna, o contrário não se
verifica.

Estímulo interno: alteração por fator intrínseco ao organismo (ex. alterações hormonais)

Estímulo externo: alteração por fator externo ao organismo (ex. clima)

Estímulo em exercício FITTVP: Frequência (vezes que se realiza a atividade); Intensidade


(cadência e tempo de descanso); Tempo (duração do trino); Tipo (tipo do estímulo);
Volume (periodicidade); Progressão (aumento do estímulo).

Adaptação aguda: realizada no momento (sudação, aumento da frequência cardiáca)

Adaptação crónica: adapta-se gradualmente ao estímulo contínuo (aumento


cardiorrespiratória).

Síndrome de adaptação ao stress: o corpo ficará exausto se não tiver descanso –


overtraining

Fadiga: incapacidade do organismo de manter homeostasia. (física ou psicológica) Risco de


lesão, doenças e infeções aumenta.

Fadiga fisiológica: forma aguda, proveniente de trabalho cujo a pessoa não tem preparo.
Desaparece com descanso.

Fadiga patológica: o corpo não consegue responder ao esforço, sem conseguir se recuperar
com descanso.

Diagnóstico da fadiga: resposta cardíaca com cardiofrequencímetro; talk test (dificuldade


respiratória); escala subjetiva de esforço – de 0 a 10, de 8 para cima é fadiga

Prevenir a fadiga: Capacidade (Frequência cardíaca de reserva e VO2max), descanso,


alimentação, psicológico, histórico familiar
Sobretreino e lesão: passa o limite da fadiga – modificação anormal num tecido.

Distensão muscular: As fibras musculares são estiradas além da capacidade, origem e


inserção não regressam a forma original.

Estiramento: o ventre muscular não regressa a forma original.

Contratura: algumas fibras ficam contraídas e não descomprimem (pequeno nódulo); micro
cãibras em algumas fibras.

Rutura muscular/ligamentar: as fibras musculares ou ligamentos são estirados até ocorrer


rompimento.

Luxação: Deslocamento de osso ou articulação.

Fratura: fissura, quebra ou esmagamento de osso.

Ergometria: estudo do desempenho humano em equipamentos

Consumo máximo de oxigénio: cálculo do VO2max, por métodos diretos (laboratório) e


indiretos (terreno).

VO2max direto: ergoespirometria, passadeira com máscara.

VO2max indireto: fatores como distância, tempo, frequência cardíaca inicial e final, txa de
recuperação.

Teste Rockport: 1 aquecimento leve; caminha rápido, sem correr, por 1609m (1 milha) com
cardiofrequencímetro. Anota-se o tempo e a frequência cardíaca no final. Aplica-se
uma fórmula.

Bioenergética
Taxa metabólica: consumo de calorias para manter o metabolismo basal.
Calorimetria direta: medição do calor temporal.

Calorimetria indireta: estimativa com fórmula matemática (fórmula de Weir), medição de


VO2 e VCO2 na respiração.

Músculo-esquelético: constitui 45% do peso corporal, maior sistema orgânico. Conjunto de


células alongadas (fibras contráteis), com imensas mitocôndrias. Local principal de
produção e armazenamento de energia (ATP e compostos redutíveis). Movimento
controlado pelo sistema nervoso (primário e secundário), estímulos elétricos.

ATP: ácido adenosina trifosfórico. A energia do músculo provém da hidrólise de ATP.


Hidrólise de ATP: catalisada pela enzima Miosina ATPase – passagem de ATP para ADP (ácido
adenosina difosfórico). ATP -> ADP. A ATP sofre a remoção de um fosfato e libera
energia utilizável para contração muscular.

Ressíntese de ATP: quando existe energia disponível (nutrientes), volta a haver fosforilação
de ADP, resultando em ATP. Durante a contração muscular há necessidade de
ressintetizar continuamente o ATP.

Fosfocreatina: Creatina fosfato (FC) – composto energético no interior da célula muscular.


Função de regenerar ATP, permitindo continuidade da contração muscular.

Enzima Creatina quinase (CK): cataliza a reação de ressintese de ATP

A fosfocreatina permite 6 a 7 seg de esforço máximo. Somando a 1 , 2 seg de ATP pré


formado, duração de 7 a 8 seg de esforço.

Aeróbio: processo eficiente de produção de energia – ATP provêm da quebra da molécula


com ligações de carbono através de oxidação – subprodutos hidrogénio e dióxido
de carbono. Os substratos são gorduras, hidratos e proteínas.

Ciclo de Kerbs: ciclo metabólico realizado nas mitocôndrias

Anaeróbio lático: Fermentação. Processo pouco eficiente de produção de ATP. Glicólise de


hidratos, parcialmente reduzido e tem como subproduto o lactato. O lactato causa
dores musculares pós-treino.

Anaeróbio alático: Primeiro processo a entrar em funcionamento no esforço – explosivo.


Hidrolisar moléculas de fosfocreatina do músculo diretamente. Processo rápido,
mas com duração de 10 seg, pois se esgotam as reservas de fosfocreatina.

Adaptações metabólicas:
Aeróbio: Aumento da quantidade de mitocôndrias e enzimas para o ciclo de Krebs.
Anaeróbio lático: Aumento de enzimas para fermentação.
Anaeróbio alático: Aumento de reservas de fosfocreatina.

Consumo energético: calorias – consumo médio 2500 Kcal.


Fatores que variam o consumo: idade, sexo, genética, constituição, atividade física diária

Metabolismo basal: quantidade de energia básica do organismo. Medido por calorimetria.

Dispêndio em atividade física: soma-se ao metabolismo basal.

EPOC – Excessive Post-Training Oxygen Consumption


Volta ao estado pré-treino pela ressíntese de ATP e Pcr, Metabolização de lactato,
Reconstituição de reservas de O2 (mio e hemoglobina), remoção de CO2
acumulado.
EPOC = consumo acrescido, quantidade de oxigénio para que tal aconteça; O consumo
energético durante o pós-treino.

EPOC rápida: 2 a 3 min – remoção e reconversão de lactato


EPOC lenta: 24 horas ou mais – reparação de tecidos. Permite elevar o metabolismo basal e
metabolização das gorduras.

Função ventilatória: fornecimento de oxigénio para células.


Hemácias: carregam CO2 e recebem O2 nos pulmões

Capacidade pulmonar: 6 litros de ar por respiração em repouso. 0,5 litros por ciclo é
aproveitada. 70% CHEGA AOS ALVÉOLOS. Volume corrente: 5 litros. Volume
residual: o que sobra da respiração

VO2 máx: Capacidade máxima de uptake de oxigénio pelo organismo numa unidade de
tempo.

VO2 peak: Capacidade máxima de consumo de oxigénio com esforço.

Limiar anaeróbio ventilatório: mudança de via metabólica, a quantidade de O2 é


equivalente à produção de CO2, e a via anaeróbia entra em compensação.

Limiar anaeróbio por lactatémia: “dor de burro” – níveis de lactato no sangue são
superiores à filtração do fígado, elevando o PH corporal – dor aguda no abdome.

Quociente respiratório: Maneira de quantificar utilização de substratos (proteínas, hidratos


e lípidos). Calorimetria indireta supondo que o O2 consumido é totalmente
utilizado na oxidação de substratos e que todo o CO2 provém da oxidação. Faz-se o
rácio dos 2.

Equivalente respiratório: Litros de ar por minuto necessários para o organismo captar 100
mL de O2 – 2,3 a 2,8 L/min (normal)

Adaptação cardiovascular ao exercício


Músculo cardíaco: tipo estriado, controlo involuntário. Aumenta o estímulo conforme as
necessidades adaptativas.
Débito cardíaco: volume de sangue bombeado pelo ventrículo durante um minuto.
Multiplica-se a fC pelo volume sistólico.
Frequência cardíaca (FC): batimentos ao longo do tempo (BPM)
Volume sistólico: volume de sangue bombeado pelo ventrículo por batimento.
Volume diastólico: volume de sangue retido no coração durante uma diástole.
Volume sistólico e diastólico final: volume que se encontra em cada ventrículo após uma
sístole e diástole respetivamente.

Fração de ejeção: percentagem de volume sistólico final que foi ejetado


Pressão arterial: força exercida pelo sangue arterial por unidade de área da prede arterial
(mmHg)
Pressão sistólica: a mais baixa detetada durante sístole
Pressão diastólica: a mais alta detetada durante diástole

Resistência vascular periférica: oposição dos vasos sanguíneos, mais ou menos contraídos
ou dilatados, à circulação do sangue.

Adaptações musculares
Força: grandeza que vence uma inércia, modificando a sua velocidade (Newtons N).
Capacidade dos músculos.
Força máxima: força potente. Maior quantidade e velocidade possíveis.
Força de resistência: consegue manter a resistência por médio e longos períodos.

Ciclo muscular – alongamento, encurtamento


Fase excêntrica: trabalho negativo – energia potencial elástica
Fase concêntrica: contração, utiliza a energia potencial da fase excêntrica

Composto contrátil: complexo attina-miosina

Princípio da sobrecarga: aplicando stress no sistema, este aumentará sua força ou função.

Princípio da especificidade: o treino deve ser específico

Adaptações neuromusculares: processos coordenativos, remodelação muscular e


hipertrofia

Treino aeróbio: desenvolvimento de fibras tipo I (fibras lentas) – mais mitocôndrias –


sustenta grandes períodos de esforço

Treino anaeróbio: Desenvolvimento de fibras tipo II (rápidas) – mais fosfocreatina –


aumenta o citoplasma e o seu tamanho (hipertrofia) e capacidade elástica.
Aumento de resposta neurológica, recrutamento de mais fibras mais rapidamente.

Treino integrado (funcional): funcionade geral, sem objetivo concreto. Melhorias


neuromusculares, resposta de estímulo e resposta.

Reserva de energia no músculo

Fonte glucídica: hidrogénio, oxigénio e carbono. (1g = 4Kcal) Composto que circula na linfa e
interior das células. Primeiro a ser consumido no trabalho muscular – fácil
metabolização e toxicidade.
Fonte Lipídica: Hidrogénio, azoto e carbono (1g. = 9 Kcal). São fonte de reserva. A utilização
inicia-se com a depleção dos glúcidos.
Fonte proteína: desenvolvimento do músculo. Função energética – quando não há reservas
de lípidos e foram esgotados os hidratos.
Catabolismo: o músculo usa seu constituinte como substrato.
Função estrutural da proteína: constituinte dos músculos. Consumir prtína após exercício
ativa insulina e hipertrofia.
FunçÃo reparadora: Tomar proteína antes do sono – BCAA (leucina, valina, isoleucina)
aminoácidos q atenuam a perda de massa magra.

Adaptações endócrinas: sistema endócrino produz hormonas (sinalizadores químicos).


Adapta-se ao exercício e regula a produção hormonal conforme as necessidades.

Tipos de controlo endócrino durante o exercício:


Neural: SN central e periférico, sistema simpático e parassimpático do sistema nervoso
autónomo.
Humoral: Segregação de substâncias por glândulas no organismo.
Neurohumoral: envolve ambos os processos simultaneamente.

Termorregulação na atividade física:


Hipotálamo – parte térmica aference, regulação central e resposta eferente.

Vasodilatação: liberação de calor para o meio externo.


Sudação: liberação de sais e ureia, para manter homeostasia e volume de água no sangue.
Desmaio: exaustão térmica, o sistema desliga-se. A atividade cessa para evitar produção de
mais calor. Se o calor aumentasse sem controle, proteínas desnaturalizariam e
ocorreria morte.

Hidratação: corpo humano 40 a 70% de água.


Desidratação: perda de 3% do peso corporal durante atividade física em água.

Recomendação ACSM: dieta equilibrada, beber ao início da desidratação, ingerir líquidos


com sabor, repor hidratos (30 a 60g p hora), adição de cloreto de sódio (0,5g por
litro) repor eletrólitos.

Diferenças fisiológicas – criança e adulto:


FC de repouso mais elevada (coração reduzido); menor capacidade respiratória; capacidade
reduzida de anaerobiose, níveis baixos de lactato no sangue durante esforço
anaeróbio; menor glicogénio muscular; fibras musculares indiferenciadas; menor
recrut. Unidades motoras; baixa testosterona; menor densidade óssea; maior
mobilidade articular; menos sudorese, menos glândulas sudoríporas.

Adaptações respiratórias da criança: aumento de consumo de oxigénio (10 – 30%) p


compensar menor pulmão;

Adaptações cardiovasculares: aumenta a extração de oxigénio pelos tecidos (aumento da


temperatura corporal).

Adaptação neuromuscular: Maior vascularização e baixa capacidadede anaerobiose por não


produzirem enzimas específicas. Possuem maior quantidade de mitocôndrias e
enzimas oxidativas.
Idoso

Alterações respiratórias: perda da capacidade contrátil do pulmão; menor eficiência


enzimática; menor transporte e captação de oxigénio; perda de mobilidade
toráxica.

Alterações cardiorrespiratórias: Menor capacidade contrátil do coração; acumulação


gordura miocárdio; vasos sanguíneos com menor capacidade contrátil; aumento da
pressão arterial; aterosclerose; menor volume dos ventrículos.

ALTERAÇÕES NEUROMUSCULARES: Perda de massa muscular (fibras tipo II); Menos


fosfocreatina; menor densidade óssea; resposta neuromotora lenta; compressão
óssea e alterações posturais (coordenação e equilíbrio menores); menos líquido
sinovial nas articulações; degeneração articular.

Alterações neurológicas:
Menor capacidade de aprendizagem; menor memória; menor reação; menor raciocínio
analítico e intuitivo; tremores; alteração no discurso.

Gravidez
Alterações respiratórias: maior necessidade de captar oxigénio; compressão do diafragma;
volume de reserva diminui; tendência a hiperventilar.

Alterações cardiovasculares: Aumento da frequência cardíaca; aumento do volume de


sangue; aumento do volume sistólico.

Alterações fisiológicas: Maior massa gorda; retenção de líquidos; menor glicémia em jejum;
aumento da flexibilidade (hormona relaxina); centro de gravidade avança; parede
abdominal afina e surge lordose lombar; cifose dorsal; separação do reto
abdominal.

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