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CURSO DIMENSIONAMENTO DE EDIFÍCIO DE

CONCRETO ARMADO
IMEC

Renato de Andrade Nahim Safadi


Sumário
1.0 Introdução ao dimensionamento de Edifícios. ..................................... 1
1.1 Concreto Armado – Teoria ................................................................... 2
1.6 Aço ......................................................................................................... 6
2.0 Projeto do Edifício ................................................................................ 10
2.4.1 Lançamento da Estrutura .................................................................. 17
2.6.2 –Parâmetro de Instabilidade 𝛼 ........................................................ 32
3.0 Ações. ..................................................................................................... 38
3.7 Ações Horizontais na subestrutura de Contraventamento ................... 45
4.0 Lajes maciças. ....................................................................................... 55
5.0 ELS- ESTADO LIMITE DE SERVIÇOS – DEF- deformações
excessivas- LAJES ....................................................................................... 95
5.1 LAJES - DETALHAMENTO – NBR6118:2014 .............................. 103
6.0 Dimensionamento da Escada ............................................................. 117
7.0 Vigas contraventadas ......................................................................... 123
7.9.6 Flechas ................................................................................................ 144
7.1 Detalhamento de vigas ....................................................................... 161
8.0 Ações Horizontais contraventamento ............................................... 193
9.0 Cargas concentradas Pilares ............................................................. 208
10.0 Fundações – Sapatas Rígidas .......................................................... 253
1.0 INTRODUÇÃO AO DIMENSIONAMENTO DE EDIFÍCIOS DE
CONCRETO ARMADO:

As normas brasileiras para projetos de estruturas especificam que um projeto é


composto por:
 Memorial justificativo.
 Desenhos.
 Por plano de execução quando há particularidades do projeto que interfiram na
construção.
 O memorial justificativo deve conter os seguintes elementos:
 Descrição do arranjo global tridimensional da estrutura.
 Esquemas adotados na análise dos elementos estruturais e identificação de suas
peças.
 Análise estrutural.
 Propriedades dos materiais.
 Dimensionamento e detalhamento esquemático das peças estruturais.
 Dimensionamento e detalhamento esquemático das emendas, uniões e ligações.
Os desenhos devem estar em acordo com as respectivas normas dos materiais
adotados. Deve ser mantida coerência de nomenclatura entre o memorial
justificativo, os desenhos e as relações entre os cálculos e detalhamentos.
O dimensionamento de estruturas de concreto armado de edifícios segue uma
metodologia que consiste, na concepção estrutural a ser adotada pelo engenheiro estrutural,
nas previsões de cargas verticais nas fundações, no lançamento das dimensões geométricas
preliminares mínimas das seções transversais e longitudinais das peças estruturais, na
previsão das ações atuantes na edificação, esta seria a etapa de entrada de dados, ou etapa
preliminar.
A segunda etapa é a verificação se a estrutura preliminar atende os Estados limites
últimos e de serviço, seria a etapa dos cálculos, dimensionamento de armaduras, verificações
de flechas, fissuras análise dos deslocamentos estrutura deformada.
A terceira etapa consiste na parte gráfica ou a etapa de saída de dados, que seria o
detalhamento das peças estruturais e os projetos prontos e verificados dentro dos padrões de
exigência e das normas.
No mercado de projetos existem inúmeros softwares que fazem a etapa 2 com grande
velocidade e qualidade, é de suma importância que o Engenheiro Estrutural tenha
conhecimento destas ferramentas para facilitar suas análises e adquirir força de
competitividade no mercado de trabalho que exige projetos refinados, seguros, com prazo
de produção mínimo e por preços competitivos.
O objetivo do curso é fornecer ao profissional de estruturas os conceitos da teoria de
concreto armado em edifícios de pequeno porte, análise de primeira ordem global e assim o
mesmo poderá dominar qualquer software do mercado alinhando a tecnologia com o
conhecimento.

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1.1 Concreto armado

Informação histórica

Material composto concreto armado surgiu há mais de 150 anos e se transformou


neste período o material de construção mais utilizado no mundo, devido principalmente ao
seu ótimo desempenho, economia e facilidade de produção.

1.2 Viabilidade do concreto armado

O concreto armado é um material de construção composto, constituído de concreto e


barras de aço nele imersas. O funcionamento conjunto dos dois materiais só é viabilizado
pelas três propriedades abaixo:
 Aderência aço-concreto:
Esta talvez seja a mais importante das propriedades uma vez que é a responsável pela
transferência das tensões de tração não absorvidas pelo concreto para as barras da armadura,
garantindo assim o perfeito funcionamento conjunto dos dois materiais;

Fig1.1 – a) Viga de concreto sem Aço;1. b) Viga de concreto Armado Armadura passiva

 Coeficientes de dilatação térmica do aço e do concreto praticamente iguais,


10−5 /ᵒ𝐶:
 Proteção da armadura contra a corrosão:

Esta proteção que está intimamente relacionada com a durabilidade do concreto


armado acontece de duas formas distintas: a proteção física e a proteção química.
A primeira é garantida quando se atende os requisitos de cobrimento mínimo preconizado
pela NBR 6118:2014 que protege de forma direta as armaduras das intempéries. A proteção
química ocorre devido à presença da cal no processo químico de produção do concreto, que
envolve a barra de aço dentro do concreto, criando uma camada apassivadora.

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1.3 Vantagens do concreto armado
 Economia:
 Adaptação a qualquer tipo de forma ou fôrma e facilidade de execução:
 Estrutura monolítica:
 Manutenção e conservação praticamente nulas:
 Resistência a efeitos térmico-atmosféricos e a desgaste mecânico:

1.4 Desvantagens do concreto armado


 Peso próprio: Massa específica dada pele NBR6118:2014 2500kg/m³.
 Dificuldade de reformas e de demolições:
 Baixo grau de proteção térmica:
 Fissuração:

1.5.1 Propriedades mecânicas do concreto


1.5.1.1 Resistência à compressão:

A resistência mecânica do concreto à compressão, devido a sua função estrutural


assumida no material composto concreto armado, é a principal propriedade mecânica desse
material a ser analisada e estudada. Essa propriedade é obtida através de ensaios de
compressão simples realizados em corpos de provas (CPs), com dimensões e procedimentos
previamente estabelecidos em normas nacionais e estrangeiras.

1.5.1.2 Resistência característica à compressão - 𝑓𝐶𝑘

Quando os resultados dos ensaios a compressão de um grande número de CPs são


colocados em um gráfico, onde nas abscissas são marcadas as resistências obtidas e nas
ordenadas a frequência com que as mesmas ocorrem, o gráfico final obedece a uma curva
normal de distribuição de frequência, ou curva de Gauss.

Fig1.2 – Distribuição de frequência – curva de Gauss

1.5.1.3 Módulo de elasticidade longitudinal


O módulo de elasticidade longitudinal para um ponto qualquer do diagrama 𝜎 x ε (tensão
x deformação) é obtido pela derivada (d𝜎/dε) no ponto considerado, que representa a

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inclinação da tangente à curva no ponto. De todos os módulos tangentes possíveis o seu valor
na origem tem grande interesse, uma vez que as tensões de serviço na estrutura são da ordem
de 40% da tensão de ruptura do concreto, e nesse trecho inicial o diagrama 𝜎 x ε é
praticamente linear.
De acordo com o item 8.2.8 da NBR-6118:2014 o módulo de elasticidade ou módulo
de deformação tangente inicial é dado por:

1.5.1.4 Diagrama tensão x deformação (𝜎xε)

Fig1.3- Gráfica tensão x deformação do concreto:

Tensão de cálculo do concreto fc:


𝑓𝑐𝐾 4
𝑓𝑐 = 0,85𝑓𝑐𝑑 = 0,85 𝛾𝑐 = 1,4 𝑐𝑜𝑛𝑐𝑟𝑒𝑡𝑜𝑠 𝑢𝑠𝑜 𝑔𝑒𝑟𝑎𝑙.
𝛾𝑐
1.5.1.4.1 Resistência à tração

Conforme o item 8.2.5 da NBR-6118:2014 os conceitos relativos à resistência a


tração direta do concreto fct são análogos aos do item anterior relativo à compressão. Assim
tem-se a resistência média do concreto à tração fctm e a resistência característica do
concreto à tração fctk, ou simplesmente ftk. Esse valor tem 95% de probabilidade de ser
superado pelos resultados do lote de concreto ensaiado. Na tração, o diagrama 𝜎x𝜀 é bilinear
conforme a figura (1.4) mostrada a seguir.

1.5.2 Características reológicas do concreto


1.5.2.1 Retração.
A retração no concreto é uma deformação independente do carregamento e, portanto,
de direção sendo, pois, uma deformação volumétrica que ocorre devido à perda de parte
da água dissociada quimicamente do processo de produção do concreto, quando esse
“seca” em contato com o ar. Segundo a NBR 6118:2014 depende da umidade relativa do
ambiente, da consistência do concreto no lançamento e da espessura fictícia da peça.

1.5.2.2 Fluência.
A fluência é uma deformação que depende do carregamento e é caracterizada pelo
aumento da deformação imediata ou inicial, mesmo quando se mantém constante a tensão
aplicada. Devido a essa deformação imediata ocorrerá uma redução de volume da peça,
provocando esse fato uma expulsão da água quimicamente inerte, de camadas mais internas
para regiões superficiais da peça, onde a mesma já tenha se evaporado. Isso desencadeia um
processo, ao longo do tempo, análogo ao da retração, verificando-se dessa forma um
crescimento da deformação inicial, até um valor máximo no tempo infinito.

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1.5.2.3 Variação de temperatura

A variação da temperatura ambiente não se transmite imediatamente ao concreto,


tendo uma ação retardada sobre a sua própria variação de temperatura, devido ao baixo grau
de condutibilidade térmica do concreto. Quanto mais interno estiver o ponto considerado
menor será sua variação de temperatura em função da temperatura ambiente.
1.5.3 Durabilidade e qualidade de cobrimento

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1.6 AÇO

O aço é uma liga metálica composta basicamente de ferro e de pequenas quantidades


de carbono, com percentuais variando de 0,03% a 2%, que lhe confere maior ductilidade
possibilitando que o mesmo não se quebre quando é dobrado para execução das armaduras.
Os teores de carbono para aços estruturais utilizados na construção civil variam de 0,18% a
0,25%. A armadura usada nas peças de concreto armado é chamada passiva e a usada
na protensão do concreto protendido é chamada ativa.

1.6.1 Categoria

Segundo a NBR 7480:1996 o aço a ser usado nos projetos de estruturas de


Concreto armado deve ser classificado nas categorias CA 25, CA 50 e CA 60, em que CA
significa Concreto Armado e o número representa o valor característico da resistência de
escoamento do aço, fyd, em kN/cm2 ou kgf/mm2.
Para se obter a massa por unidade de comprimento (kg/m) das barras basta
multiplicar a área da seção transversal por 1m de comprimento (que dá o volume da barra
por metro), vezes a massa específica do aço. Assim, por exemplo, para a barra com bitola
igual a 8 mm:
𝜋𝐷2 𝜋𝑥0,0082
𝐴8𝑚𝑚 = = = 0,0000503 𝑚2
4 4
Massa para 1,0 metro de comprimento de barra:
𝑘𝑔
𝑀8𝑚𝑚 = 0,0000503𝑚2 𝑥 7850 3 = 0,395𝑘𝑔/𝑚
𝑚

A massa específica do aço é dada no item 1.6.3 a seguir.

1.6.2 Tipo de superfície

Os fios e barras podem ser lisos, entalhados ou providos de saliências ou


Mossas. Para cada categoria de aço, o coeficiente de aderência deve atender ao indicado na
NBR-6118:2014. Para os efeitos dessa norma, a capacidade aderente entre o aço e o concreto
está relacionada ao coeficiente de aderência h1, listados na tabela 1.5. Valor do coeficiente
de aderência η1 (Tabela 8.3 da NBR 6118:2014).

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1.6.3 Massa específica e propriedades mecânicas

Para a massa específica do aço da armadura passiva pode ser adotado o valor γs =
7850 kg/m3. O valor do coeficiente de dilatação térmica, para intervalos de temperatura
entre -20 °C e 150 °C pode ser adotado como αs = 10-5/ °C. O módulo de elasticidade, na
falta de ensaios ou valores fornecidos pelo fabricante, pode ser admitido igual a:
𝒌𝑵
𝑬𝒔 = 𝟐𝟏𝟎 𝑮𝑷𝒂 = 𝟐𝟏𝟎𝟎𝟎 𝒄𝒎𝟐 = 𝟐𝟏𝟎𝟎𝟎𝟎𝟎𝒌𝒈𝒇/𝒄𝒎².

Fig1.4 – Tabela área das bitolas e fios de Aço.

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1.6.4 Diagrama tensão x deformação do aço

Fig1.5 – Gráfico tensão x deformação Aço.

1.7 Estádios do concreto armado

Fig.1.6– Viga bi apoiada carregamento uniforme – Estádios do concreto.

 Suponhamos uma viga simplesmente apoiada sujeita a uma carga


uniformemente distribuída crescente de zero até um valor que leve à ruptura do
concreto à compressão. Se a viga é subarmada só ocorrerá ruptura após grandes
deformações se for superarmada se romperá sem aviso.
 Situação 1 – A Carga (q) diminuta, Tensão de tração no concreto será inferior
a tensão de ruptura, o concreto resiste acima da LN à compressão e resiste a
tração junto com o aço abaixo da LN. Estádio I.
 Situação 2 – Carga cresce significativamente, o concreto na parte tracionada não
resiste mais e apresenta fissuras (pequenas trincas) sendo que quem agora resiste
é apenas a armadura, acima da LN o concreto resiste bem à compressão. É o
estádio II, a tensão de compressão limite (na borda da viga) no concreto é tal
que o concreto ainda está na fase elástica.
 Situação 3 – q cresce um pouco mais, o concreto abaixo da LN à muito se foi
(fissurou) na parte comprimida e na extremidade a tensão é tal que já não estamos
mais trabalhando na fase elástica do mesmo mas sim na fase plástica (grandes
deformações permanentes). Estamos no Estádio III. Sem dúvida que no
Estádio III são maiores as tensões de trabalho no concreto à compressão e
do aço à tração, resultando o emprego do Estádio III em economia de material
pois usa mais os materiais.
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CAPÍTULO 2 - PROJETO DO EDIFÍCIO:

 ENTRADAS.
 APRESENTAÇÃO DO PROJETO.
 ANÁLISE DO PROJETO.
 LANÇAMENTO DA ESTRUTURA.
 CONCEPÇÃO ESTRUTURAL.

2.1 Entradas de um projeto estrutural

 PROJETO ARQUITETÔNICO.
 PROJETO TOPOGRÁFICO.
 SONDAGEM DE PERCURSÃO RELATÓRIO SPT.

A primeira preocupação do Engenheiro é a escolha de uma solução estrutural


adequada, que consiga conciliar a resolução dos problemas arquitetônicos e funcionais com
a necessidade de garantir resistência à estrutura pactuada pelas ações atuantes.

2.2 Projeto arquitetônico

2.1.1 - Descrição do edifício modelo:

 Edifício Residencial de pequeno porte.


 Localização Belo Horizonte MG, situada entre edificações.
 Arquitetura exige as lajes das varandas em balanço sem estrutura aparente.
 1 Pavimento térreo com garagem para 8 veículos.
 Classe de CAA-II, urbana, risco deterioração da estrutura pequeno.
 NBR6118:2014.
 Concreto 𝑓𝑐𝐾 = 25 𝑀𝑃𝑎.
 4 Pavimentos tipo.
 Cada pavimento tipo com 2 apartamentos idênticos.
 Escada em concreto Armado.
 Pé direito 265cm ou 2,65m considerado na arquitetura, prevendo laje de 15cm.
 Brita utilizada no dimensionamento considerada αE = 0,9
 Concreto produzido com brita de calcário.

Segue abaixo as plantas do edifício a ser calculado, planta baixa do térreo, pavimento
tipo cobertura, cortes e fachada.

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Fig.2.1 – Planta baixa térreo com garagem.

11
Fig.2.2 – Planta baixa térreo – Edificação.

12
Fig.2.3 – Planta baixa Pavimento Tipo.

13
Fig.2.4 – Planta baixa Cobertura.

14
Fig.2.5 – Planta baixa Piso casa de máquinas e cobertura da casa de máquinas e reservatórios.

Nas figuras acima temos a representação da laje do elevador na cota de 70,8 metros, ou
seja, é a Laje onde está localizada a casa de máquinas do elevador, e na figura ao lado é a
laje de cobertura final da casa de máquinas e do reservatório de água, cota 72,0 metros.

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Fig.2.6 – Corte seção da escada e elevador.

16
Fig.2.7 – Fachada Frontal da Edificação.

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2.4 Análise do projeto arquitetônico

 Simetria da edificação.
 4 Pavimentos tipo.
 1 Laje cobertura.
 1 Laje da casa dos reservatórios.
 1 Laje casa de máquinas.
 A Arquitetura exige as lajes das varandas em balanço sem estrutura aparente.
 Atenção na descida dos pilares na garagem, ÁREA DE MANOBRA DE
VEÍCULOS.
 Altura de vigas na subida da escada.

2.4.1 Lançamento da estrutura

 2.4.1 - Primeira fase do projeto Estrutural definição da estrutura.


 2.4.1.1 – Posicionamento dos pilares, localização das vigas.
 2.4.1.2 – Dimensões preliminares dos elementos estruturais.
 2.4.1.3 – Verificar a interferência com outros projetos exemplo: hidráulico e elétrico.
 2.4.1.4 – Sempre que possível as medidas das estruturas deverão ser uniformes.

2.4.1.1 – Posicionamento dos pilares

Recomendações e limitações:
 Seções dos pilares não poderão afetar a arquitetura, sempre que possível.
 Os Pilares do pavimento térreo terão seção sempre maiores ou iguais as seções dos
pilares dos pavimentos superiores.
 Medida mínima para dimensão de pilares é de 19cm segundo a NBR6118:2014 item
13.2.2.
 Não se permite pilar com área de sua seção < 360cm².
 Sempre iniciar o lançamento dos pilares por pilares de canto (recomendação pessoal).
 Alinhar em cada eixo o centro dos pilares.
 Vão entre pilares entre 4,5m a 5,5m máximo (fator de economia).

Conforme tabela 13.1 abaixo retirada da NBR6118:2014, é permitido pilares com dimensão
menor que 19cm porém será necessário multiplicar os esforços solicitantes por um fator de
majoração adicional 𝜸𝒏 , devemos evitar pilares com dimensões menores que 20cm para
edificações devido a execução de formas, arranjo de armaduras e lançamento do concreto,
pois a seção reduzida dificulta a trabalhabilidade, logo a qualidade da estrutura.

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DICAS PARA O LANÇAMENTO DOS PILARES:

Tentar lançar os pilares nos cantos de preferência atrás de portas, evitando interferir no
projeto arquitetônico conforme exemplo abaixo:

2.4.1.2 Previsão das dimensões dos pilares.

 Dividir o pavimento tipo, em áreas de influência.


 Fazer a previsão de cargas para o piso pavimento tipo, e da cobertura.
 ATENÇÃO – Estas cargas não serão utilizadas para o dimensionamento, apenas
para pré-dimensionamento dos pilares.
 Pavimento tipo Carga total do piso do pavimento tipo a previsão máxima de12 kN/m², e
para o pavimento da cobertura com reservatório o valor de 10kN/m² estes valores são
usuais da prática de dimensionamento de edifícios residenciais em geral, sem cargas
especiais.

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Fig.2.8– Planta do Piso Pav. tipo com lançamento das posições dos pilares.

Área de influência de cada Pilar:


PILAR P1=P6
4,43 2,93
𝐴 = (1,45 + )𝑥( ) = 5,3692𝑚²
2 2
PILAR P2=P5
4,43 2,93 4,2
𝐴 = (1,45 + ) 𝑥 (( )+ ) = 13,066𝑚²
2 2 2

PILAR P3=P4

4,43 4,2 4,43 2,55


𝐴 = ( (1,45 + ) 𝑥 ( )) + ( 𝑥( )) = 10,3504𝑚²
2 2 2 2

PILAR P7=P12
4,43 3,91 2,93
𝐴 = (( )+( )) 𝑥 ( ) = 6,11𝑚²
2 2 2

PILAR P8=P11
4,43 3,91 2,93 4,2
𝐴 = (( )+( )) 𝑥 ( + ) = 14,87𝑚²
2 2 2 2
20
PILAR P9=P10
4,43 3,91 2,70 4,2
𝐴 = (( )+( )) 𝑥 ( + ) = 14,39𝑚²
2 2 2 2

PILAR P13=P18
3,91 2,93
𝐴 = ( (1,45) + ( )) 𝑥 ( ) = 4,988𝑚²
2 2

PILAR P14=P17
3,91 2,93 3,91 (4,2)
𝐴 = ( (1,45) + ( )) 𝑥 ( )) + ( 𝑥 ) = 9,094𝑚²
2 2 2 2

PILAR P15=P16

4,43 4,2 4,43 2,55


𝐴 = ( (1,45 + ) 𝑥 ( )) + ( 𝑥( )) = 10,3504𝑚²
2 2 2 2

Após encontrar as áreas de influência envolta de cada pilar devemos achar a área de concreto
da seção transversal de cada pilar de acordo com a tensão do concreto que iremos adotar no
projeto.
A tensão de compressão adotada no projeto será com 𝒇𝑪𝒌 = 𝟐𝟓 𝑴𝑷𝒂, em projetos de
edifícios em geral de pequeno à médio porte o 𝑓𝐶𝑘 adotado varia de 20Mpa a 30Mpa.

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Como visto no capítulo 1 – A tensão de cálculo utilizada segundo a NBR6118:2014 é dada
por:
𝑓𝐶𝑘 2,5
𝑓𝐶 = 0,85𝑓𝐶𝐷 = 0,85𝑥 = 0,85𝑥 ( ) = 1,518 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
𝛾𝑐 1,4

𝑓𝐶𝑘 = 25 𝑀𝑃𝑎 = 2,5 𝑘𝑁/𝑐𝑚²


Previsão de carregamento por piso do projeto:
Pavimento tipo Carga total do piso do pavimento tipo previsão máxima = 12 kN/m²,
e para o pavimento da cobertura com reservatório previsão =10kN/m².
Pilar P1:
Área de influência do pilar P1 =5,3692m² .
A carga da laje da cobertura que vai para o pilar P1 é 5,36925x10kN/m² =53,692 kN e a
carga da laje do Pavimento tipo que vai para o pilar P1 é 5,3692x12kN/m x 4
lajes=257,722kN Carga total em P1 =53,692+257,722 =311,413kN
𝐹 311,413
𝜎𝑐 = = 1,518 = = 205,147𝑐𝑚2 < Á𝑟𝑒𝑎 𝑚í𝑛𝑖𝑚𝑎 360𝑐𝑚2 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑟 400𝑐𝑚
𝐴 𝐴
1 laje 4Lajes

ÁREA DE
CARGA LAJE CARGA LAJE DIMENSÕES
INFLUÊNCIA NO CARGAS ÁREA ÁREA
COBERTURA PAV. TIPO PILARES
PILAR

PILAR (m²) (kN) (kN) (kN) (cm²) (cm²) (cm)


P1 5,3692 53,692 257,7216 311,4136 205,1662209 400 20x20
P2 13,066 130,66 627,168 757,828 499,2739778 500 25x20
P3 10,3504 103,504 496,8192 600,3232 395,5063049 400 25x20
P4 10,3504 103,504 496,8192 600,3232 395,5063049 400 25x20
P5 13,066 130,66 627,168 757,828 499,2739778 500 25x20
P6 5,3692 53,692 257,7216 311,4136 205,1662209 400 20x20
P7 6,11 61,1 293,28 354,38 233,4734429 400 20x20
P8 14,87 148,7 713,76 862,46 568,2078716 600 20x30
P9 14,39 143,9 690,72 834,62 549,8662591 600 20x30
P10 14,39 143,9 690,72 834,62 549,8662591 600 20x30
P11 14,87 148,7 713,76 862,46 568,2078716 600 20x30
P12 6,11 61,1 293,28 354,38 233,4734429 400 20x20
P13 4,988 49,88 239,424 289,304 190,5999236 400 20x20
P14 9,094 90,94 436,512 527,452 347,4971341 400 20x20
P15 10,3504 103,504 496,8192 600,3232 395,5063049 400 20x20
P16 10,3504 103,504 496,8192 600,3232 395,5063049 400 20x20
P17 9,094 90,94 436,512 527,452 347,4971341 400 20x20
P18 4,988 49,88 239,424 289,304 190,5999236 400 20x20
TOTAL DE CARGA ESTIMADA 10276,21
Tabela 1 – Previsão das cargas fundações, seção transversal dos pilares.

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Os pilares recebem uma numeração sequencial: P01, P02, P03,..., PN (onde N é o número
do último pilar).
Esta numeração deve permanecer a mesma em todos os pavimentos.
Começa-se a numerar no canto superior esquerdo do prédio.
Daí, continua-se da esquerda para a direita e de cima para baixo, até o PN.
Junto do nome do pilar se escreve a sua seção transversal, por exemplo: P01 (20x40) ou P01
20/40
É necessário adotar uma convenção para designar os pilares que nascem, os que passam e os
que morrem neste pavimento.
Esta convenção deve ser indicada de forma clara na planta de formas, devendo ser mantida
em todos os pavimentos.

Fig.2.10 – Pilares que “morrem” na cobertura e que passam até a laje da cobertura casa de máquinas.

2.4.1.2 Lançamento das vigas

Recomendações e limitações.
 Eixo central da viga com eixo central dos pilares, sempre que possível.
 Lançar as vigas aproveitando as paredes da edificação para embutir as mesmas
nas paredes.
 Tentar lançar a base da viga no máximo à espessura da parede.
Seções das vigas não devem apresentar largura menor que 12cm, pode ser menor apenas em
casos excepcionais Item13.2.2 NBR6118:2014, respeitando-se um mínimo absoluto de 10
cm em casos excepcionais, sendo obrigatoriamente respeitadas as seguintes condições:

a) alojamento das armaduras e suas interferências com as armaduras de outros elementos

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Estruturais, respeitando os espaçamentos e cobrimentos estabelecidos.
b) lançamento e vibração do concreto de acordo com a ABNT NBR 14931.
 Utilizaremos nas paredes do projeto com espessura de 15cm, vigas com base de
12cm e nas paredes com espessura de 20cm utilizaremos vigas com base de
17cm, inicialmente.
 Altura da viga será em relação ao seu vão, com 𝒉𝒎𝒊𝒏 = 𝟐𝟓𝒄𝒎, a relação da
𝒍
altura será 𝒉 = 𝟏𝟎 𝑜𝑛𝑑𝑒 𝑙 é 𝑜 𝑣ã𝑜 𝑑𝑜 𝑒𝑖𝑥𝑜 𝑑𝑜𝑠 𝑝𝑖𝑙𝑎𝑟𝑒𝑠.
 Adotaremos o vão teórico que são entre os eixos dos pilares.
Verificando o pré-lançamento dos pilares verificamos a formação das vigas que geralmente
são lançadas para suportar as paredes do pavimento superior conforme figura:

Fig.2.11– Viga suporta parede do pavimento superior-Esquema.

24
Fig.2.12 – Pré-lançamento das Vigas – V1 até V11.

Segundo o autor do Livro Concreto Armado EU TE AMO Volume 2, Manoel Henrique


Campos Botelho, para vigas contínuas podemos adotar para determinar a sua altura inicial a
relação de:
𝑙
ℎ= , 𝑜𝑛𝑑𝑒 𝑙 é 𝑜 𝑚𝑎𝑖𝑜𝑟 𝑣ã𝑜 𝑑𝑎 𝑣𝑖𝑔𝑎 𝑐𝑜𝑛𝑡í𝑛𝑢𝑎
12
Logo para as vigas contínuas do projeto seu maior vão é l=420cm logo teremos a altura da
viga igual:
𝑙 420
ℎ= = > 35 𝑐𝑚 𝑣𝑎𝑚𝑜𝑠 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑟 𝑎𝑙𝑡𝑢𝑟𝑎 ℎ = 40𝑐𝑚 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑎𝑠 𝑣𝑖𝑔𝑎𝑠 𝑐𝑜𝑛𝑡í𝑛𝑢𝑎𝑠
12 12
E adotaremos uma altura h=35cm para as vigas bi-apoiadas.
Para a caixa do elevador temos a situação de Vigas que se apoiam diretamente em outras
vigas para este caso devemos adotar a viga com maior altura como a viga portante e a outra
de menor altura de viga portada, logo a viga V2-12x35 é uma viga portada pelas vigas
portantes V7-12x40 e V8-12x40, e a viga V11-12x30 é uma viga portada pelas vigas
portantes V1-17x40 e V2-12x35.
As vigas devem, preferencialmente, ficar embutidas dentro das paredes.

25
Fig.2.13– Esquema da viga embutida na parede com revestimento.

Espessura da parede: Largura da viga (bw):

25 cm 20 ou 22 cm

20 cm 17 cm

15 cm 12 cm

A estrutura do prédio é formada por pilares e pavimentos (lajes e vigas).


Cada pavimento ou nível é designado por um número (centena)
Por exemplo no caso da edificação modelo temos:
Fundação – Nível 100
Entrepiso – Térreo – Nível 200
Pavimento tipo – Nível 300 até Nível 600
Cobertura – Nível 700
Casa de máquinas – Nível 800
Teto da casa de máquinas – Nível 900
As vigas recebem uma numeração associada ao pavimento em que se encontram:
Para o nível 100 – Fundação: V101, V102, V103, etc.
Para o nível 200 – Térreo: V201, V202, V203, etc.
Para o nível 300 – Pavimento tipo: V301, V302, V303, etc.

26
Começa-se a numerar no canto superior esquerdo do prédio. Daí, continua-se da esquerda
para a direita e de cima para baixo, até a última viga. Se a viga for contínua, os vãos
recebem letras: V301a, V301b, V301c, etc.
Junto do nome da viga se escreve a sua seção transversal, por exemplo: V101 (12x40) ou
V101 12/40.
Segue abaixo o pré-lançamento da planta com pilares e vigas lançadas, inicialmente
Pavimento Tipo – nível -300.

Fig.2.14a – Lançamento das vigas da edificação Pavimento Tipo e Cobertura G700.

Para o forro dos reservatórios iremos adotar uma altura para as vigas bi apoiadas de 35cm e
h=40cm para as vigas contínuas visto que estas vigas não estão sendo consideradas no
contraventamento da estrutura. A altura de 40cm se deve ao vão de 443cm/12 = 36,9cm.

Fig.2.14b – Vigas do forro dos reservatórios de água e casa de máquinas nível G900.

27
Fig.2.14c – Vigas laje da casa de máquinas nível G800.

2.4.1.3 – LANÇAMENTO DAS LAJES:

 Recomendações e limitações.
 Espessura mínima das lajes maciças
 Segundo o item 13.2.4.1 da NBR-6118:2014, “nas lajes maciças devem ser
respeitados os seguintes limites mínimos para a espessura h:
 7 cm para lajes de forro não em balanço;
 8 cm para lajes de piso não em balanço;
 10 cm para lajes em balanço;
 10 cm para lajes que suportem veículos de peso total menor ou igual a 30 KN;
 12 cm para lajes que suportem veículos de peso total maior que 30 KN;
 Recomendado para edificações a espessura mínima de 9 a 10cm devido a
fabricação e montagem de formas e ainda altura de cobrimento.
 Quando as lajes que têm de vencer vãos maiores que 6 m, pode-se pensar seria-
mente em não usar lajes maciças, mas sim lajes nervuradas. Quanto à limitação
de espessura de lajes maciças, dizem os especialistas que o máximo aceitável de
espessura é 15 cm. A partir daí, é aconselhável usar lajes nervuradas.
(Verificar o menor custo.)

Fig.2.15 – Vão teórico da laje eixos de vigas.

Deve-se frisar ainda que as lajes dos edifícios necessitam de espessuras adequadas para
garantir um isolamento acústico mínimo entre pavimentos e evitar deformações
indesejáveis. BATLOUNI NETO (2005) recomenda espessuras mínimas maiores que 10cm
para as lajes, na tentativa de minimizar efeitos negativos com a falta de isolamento acústico
e com as deformações excessivas

28
Fig.2.16-Lajes lançadas de acordo com os eixos das vigas- Pavimento tipo.

Fig.2.17-Lajes lançadas de acordo com os eixos das vigas- Cobertura.

29
Fig.2.18-Lajes lançadas de acordo com os eixos das vigas- piso casa de máquinas e forro dos reservatórios.

Fig.3D – Estrutura Espacial do edifício em Concreto Armado.

30
2.5.1- Instabilidade e Análise de Primeira e Segunda Ordem

Seção 15, item 15.2 – NBR6118:2014 - Campo de aplicação e conceitos fundamentais.

Nas estruturas de concreto armado, o estado limite último de instabilidade é atingido


sempre que, ao crescer a intensidade do carregamento e, portanto, das deformações, há
elementos submetidos a flexo-compressão em que o aumento da capacidade resistente passa
a ser inferior ao aumento da solicitação.

Efeitos de 2a ordem são aqueles que se somam aos obtidos numa análise de primeira
ordem (em que o equilíbrio da estrutura é estudado na configuração geométrica inicial),
quando a análise do equilíbrio passa a ser efetuada considerando a configuração deformada.
Os efeitos de 2a ordem, em cuja determinação deve ser considerado o
comportamento não-linear dos materiais, podem ser desprezados sempre que não
representem acréscimo superior a 10% nas reações e nas solicitações relevantes da estrutura.

ITEM NBR6114: 15.4.1 Efeitos globais, locais e localizados 2a ordem.


Sob a ação das cargas verticais e horizontais, os nós da estrutura deslocam-se
horizontalmente. Os esforços de 2a ordem decorrentes desses deslocamentos são chamados
efeitos globais de 2a ordem. Nas barras da estrutura, como um lance de pilar, os respectivos
eixos não se mantêm retilíneos, surgindo aí efeitos locais de 2ª ordem que, em princípio,
afetam principalmente os esforços solicitantes ao longo delas.

ITEM15.4.2 NBR6118:2014 -ESTRUTURA DE NÓS FIXOS E ESTRUTURA DE


NÓS MÓVEIS
As estruturas são consideradas, para efeito de cálculo, como de nós fixos, quando os
deslocamentos horizontais dos nós são pequenos e, por decorrência, os efeitos globais de
2 ordem são desprezíveis (inferiores a 10% dos respectivos esforços de 1a ordem).
Nessas estruturas, basta considerar os efeitos locais e localizados de 2a ordem.

Fig.2.19-Estrutura de nós móveis e nós fixos.

As estruturas de nós móveis são aquelas onde os deslocamentos horizontais não são
pequenos e, em decorrência dos efeitos de 2ª ordem são importantes (superiores a 10%
dos respectivos esforços de 1a ordem). Nessas estruturas devem ser considerados tanto os
esforços de 2a ordem globais como os locais e localizados.

31
2.6 – Verificação da indeslocabilidade da estrutura

Determinado o pré-dimensionamento da estrutura, devemos verificar se a


estrutura é capaz de suportar os esforços horizontais a que ela está submetida (no nosso
caso as forças introduzidas pela ação do vento), verificando se os efeitos de 2a ordem não
são muito pronunciados e se as deformações sob cargas de serviço são compatíveis.
Para isso, estabeleceremos um conjunto de pórticos planos em direções ortogonais (x
e y). Poderíamos utilizar também o modelo de pórtico espacial, mas como a estrutura é
bastante simétrica, não havendo efeitos de torção da estrutura pronunciados, a utilização do
modelo de pórticos planos é uma aproximação eficiente.
Adotaremos para simplificação a divisão da estrutura do edifício em duas
subestruturas com finalidades distintas. A primeira denominada subestrutura de
contraventamento é aquele formada por elementos de maior rigidez, cuja função principal
é resistir às ações horizontais. A subestrutura de contraventamento também irá resistir
parte do carregamento vertical a qual estará submetida.
A subestrutura de contraventamento deverá absorver as ações horizontais e deverá
ser suficiente para garantir a indeslocabilidade do edifício.
A outra subestrutura denominada de estrutura contraventada deverá resistir
apenas ao carregamento vertical.

2.6.1 – SUBESTRUTURA DE CONTRAVENTAMENTO E CONTRAVENTADA

Na necessidade de limitar os deslocamentos das estruturas, quer por restringir ou


inibir o aparecimento de efeitos de 2.ª ordem, quer por verificação de Estados Limites de
Utilização; na necessidade de absorver forças excepcionais (sismo e vento) para as quais a
estruturas principal não está habilitada, ou outras forças secundárias cuja a natureza é indireta
(como o travamento lateral de pescas comprimidas). Portanto, a função dos
contraventamentos tem pertinência quer em termos da mobilidade da estrutura como da sua
resistência. Formada pelos pórticos com maior rigidez, geralmente formado por pórticos
externos e internos que formam caixas de escada, elevadores, nas direções x,y cor verde, a
estrutura de contraventamento será formada pelos pórticos dos Pilares:

DIREÇÃO X - (P1-P2-P3-P4-P5-P6), (P13-P14-P15-P16-P17-P18), 2 pórticos em X.


DIREÇÃOY - (P1-P7-P13), (P3-P9-P15), (P4-P10-P16), (P6-P12-P18), 4 pórticos em Y.

Pórticos formados pelas estruturas com menor rigidez serão formados geralmente por
pórticos interno nas direções x,y cor laranja, a estrutura contraventada será formada pelos
pórticos:
DIREÇÃO X – (P7-P8-P9-P10-P11-P12).
DIREÇÃO Y – (P2-P8-P14), (P5-P11-P17).
Na próxima figura os pórticos marcados com um círculo serão os pórticos de
contraventamento, o restante serão porticos contraventados, nas direções x e y.
Geralmente escolhemos para contraventamento os pórticos externos e/ou centrais que
formam a estrutura do Edifício.

32
Fig.2.20 – Estruturas de contraventamento e contraventadas direções x e y.

2.6.2 – PARÂMETRO DE INSTABILIDADE 𝛼 NBR-6118-ITEM 15.5.2

Uma estrutura reticulada simétrica pode ser considerada como sendo de nós fixos se seu
parâmetro 𝛼 for menor que α1 , 𝑐𝑜𝑛𝑓𝑜𝑟𝑚𝑒 𝑒𝑥𝑝𝑟𝑒𝑠𝑠ã𝑜:

𝑁𝐾
𝛼 = 𝐻𝑡𝑜𝑡 √
𝐸𝐶𝑆 𝐼𝐶

onde α1 =0,2+0,1n se n≤ 3 ou α1 =0,6 se n≥ 4, quando só houver pórticos adotar


α𝟏 =0,5.
n – número de níveis de barras horizontais(andares).
𝐻𝑡𝑜𝑡 é a altura total da estrutura, medida a partir do topo da fundação.
𝑁𝐾 é o somatório de todas as cargas verticais atuantes na estrutura.
𝐸𝐶𝑆 𝐼𝐶 é o valor da rigidez de todos os pilares na direção considerada. No caso de estruturas
de pórticos, de treliças ou mistas, com pilares de rigidez variável ao longo da altura, pode
ser considerado o valor da expressão 𝐸𝐶𝑆 𝐼𝐶 de um pilar equivalente de seção constante.
O valor de 𝐼𝐶 deverá ser considerado como os valores da seção bruta dos pilares.
A Rigidez do pilar equivalente deverá ser determinada da seguinte forma:
Calcular o deslocamento no topo da estrutura de contraventamento, sob ação de um
carregamento horizontal na direção considerada.

33
Pilar engastado na base e livre no topo da altura 𝑯𝒕𝒐𝒕 , sob ação do mesmo carregamento
sofra o mesmo deslocamento.
2.6.2.1 – MÓDULO DE RIGIDEZ EQUIVALENTE

A rigidez do pilar equivalente deve ser determinada da seguinte forma:


Calcular o deslocamento no topo da estrutura de contraventamento sob ação de uma força
horizontal.
Calcular a rigidez de um pilar equivalente de seção constante, engastado na base e livre no
topo, de mesma altura Htotal, tal que sob ação do mesmo carregamento sofra o mesmo
deslocamento.

Fig.2.21- Pilar Equivalente

2.6.2.1 – ANÁLISE DA ESRTUTURA DE CONTRAVENTAMENTO LANÇADA


INICIALMENTE.

DIREÇÃO X -2 pórticos iguais (P1-P2-P3-P4-P5-P6), (P13-P14,P15-P16-P17-P18).


Seções transversais pilares:
 P1=P6=P13=P18= 20cmx20cm.
 P2= P3=P4=P5=P14=P15=P16=P17= 25x20cm
 Vigas V301a,b,c,d,e= V401,a,b,c,d,e=17cmx40cm.
 Concreto 𝑓𝐶𝑘 = 25 𝑀𝑃𝑎.

De acordo com a NBR6118:2014 o Módulo de Elasticidade do concreto de 25Mpa e brita


de calcário é dado por:
𝐸𝐶𝑖 = 𝛼𝐸 5600√𝑓𝐶𝑘 = 0,9𝑥5600𝑥√25 = 25200𝑀𝑃𝑎
𝑓𝐶𝐾 25
𝛼𝑖 = 0,8 + 0,2 = 0,8 + 0,2𝑥 (80) = 0,8625
80

𝛼𝐸 = 0,9 concreto produzido com brita de calcário

𝐸𝐶𝑆 = 𝛼𝑖 𝐸𝐶𝑖 = 0,8625𝑥25200 = 21735𝑀𝑃𝑎 = 𝟐𝟏𝟕𝟑, 𝟓 𝒌𝑵/𝒄𝒎²

34
Foi adotado uma brita com valor de 𝛼𝐸 = 0,9 por motivo de ser à favor da segurança para
não aumentar o valor do módulo de Elasticidade dado que o projetista não conhece qual a
brita que o empreiteiro irá utilizar na obra, poderia ser utilizada qualquer outro valor a
critério do projetista, principalmente se ele conhece a brita que será utilizada na obra.
2.6.2.1 – ANÁLISE DA ESRTUTURA DE CONTRAVENTAMENTO LANÇADA
INICIALMENTE

Fig.2.22- Pórtico Plano Direção X com deslocamento horizontal calculado no Software FTOOL.

𝑁𝐾
𝛼 = 𝐻𝑡𝑜𝑡 √𝐸 onde α1 =0,2+0,1n se n≤ 3 ou α1 =0,6 se n≥ 4, quando só houver
𝐶𝑆 𝐼𝐶

pórticos adotar α𝟏 =0,5.


𝐻𝑡𝑜𝑡 é a altura total da estrutura, medida a partir do topo da fundação.
𝑁𝐾 é o somatório de todas as cargas verticais atuantes na estrutura.
3
𝐹𝐻 𝑥𝐻𝑡𝑜𝑡 100𝑥143
𝐸𝐶𝑆 𝐼𝐶 = = = 15,963𝑥105
3𝑑 3𝑥0,0573
como temos 2 pórticos na direção X, 𝐸𝐶𝑆 𝐼𝐶 = 31,926x105
Temos uma estimativa de cargas verticais totais somando todas as cargas previstas nos
pilares de 10276,21 kN, valor retirado da tabela 1.

𝑁𝐾 10276,21
𝛼 = 𝐻𝑡𝑜𝑡 √ = 14√ = 0,7942 > 0,5 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑛ó𝑠 𝑚ó𝑣𝑒𝑖𝑠 𝑒𝑚 𝑥.
𝐸𝐶𝑆 𝐼𝐶 31,926𝑥105

Como a análise da edificação será uma análise onde os efeitos de 2ª ordem não serão
contabilizados, a estrutura deverá ser de nós fixos, para isto o parâmetro α deverá ser menor
que 0,5, logo é necessário aumentar a rigidez da estrutura que foi pré-lançada na direção X,
para considerar que a estrutura é suficientemente rígida e que seus deslocamentos não afetam
a segurança dos pilares contraventados, e quando temos isso a estrutura do contraventamento
é quase indeslocável, podemos dizer que ela garante a estabilidade da estrutura.

35
Para aumentar a rigidez da Estrutura é necessário aumentar a seção transversal dos pilares e
vigas que compõem os pórticos de contraventamento do edifício, conforme abaixo:
P1=P6=P13=P18 = 20cm x 30cm.
P2=P3=P4=P5=20cmx35cm.
E as vigas iremos passar a seção para 17x45cm logo temos:

Fig.2.23- Pórtico Plano Direção X com deslocamento horizontal, seção aumentada.

3
𝐹𝐻 𝑥𝐻𝑡𝑜𝑡 100𝑥143
𝐸𝐶𝑆 𝐼𝐶 = = = 47,15𝑥105
3𝑑 3𝑥0,0194
Como temos 2 pórticos 𝐸𝐶𝑆 𝐼𝐶 = 94,3x105

𝑁𝐾 10276,21
𝛼 = 𝐻𝑡𝑜𝑡 √ = 14√ = 0,462 < 0,5 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑒𝑠𝑡𝑟𝑢𝑡𝑢𝑟𝑎 𝑑𝑒 𝑛ó𝑠 𝑓𝑖𝑥𝑜𝑠 𝑒𝑚 𝑋.
𝐸𝐶𝑆 𝐼𝐶 94,3𝑥105

2.6.2.2 – ANÁLISE DA ESRTUTURA DE CONTRAVENTAMENTO LANÇADA


INICIALMENTE – DIREÇÃO Y.

DIREÇÃO Y - 4 pórticos, (P1-P7-P13) = (P6-P12-P18) e ,(P3-P9-P15)=(P4-P10-P16).


Seções transversais pilares:
 P1=P6=P13=P18= 20cmx30cm.
 P7=P12=20cmx20cm
 P9=P10=20cmx30cm
 P3=P4=P15=P16=20cmx35cm.
 Vigas V5= V10=17cmx40cm e as vigas V6=V9=12cmx40cm

36
(P1-P7-P13) = P6-P12-P18) (P3-P9-P15) = (P4-P10-P16)

Fig.2.24- Pórticos Planos Direção Y com deslocamento horizontal.


3
𝐹𝐻 𝑥𝐻𝑡𝑜𝑡 100𝑥143
𝐸𝐶𝑆 𝐼𝐶 = = = 9,73𝑥105 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 2 𝑝ó𝑟𝑡𝑖𝑐𝑜𝑠 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝐸𝐶𝑆 𝐼𝐶 = 19,46𝑥105
3𝑑 3𝑥0,094
3
𝐹𝐻 𝑥𝐻𝑡𝑜𝑡 100𝑥143
𝐸𝐶𝑆 𝐼𝐶 = = = 13,12𝑥105 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 2 𝑝ó𝑟𝑡𝑖𝑐𝑜𝑠 𝐸𝐶𝑆 𝐼𝐶 = 26,24𝑥105
3𝑑 3𝑥0,0697

𝑁𝐾 10276,21
𝛼 = 𝐻𝑡𝑜𝑡 √ = 14√ = 0,66 > 0,5 𝐸𝑠𝑡𝑟𝑢𝑡𝑢𝑟𝑎 𝑑𝑒 𝑛ó𝑠 𝑚ó𝑣𝑒𝑖𝑠 𝑑𝑖𝑟𝑒çã𝑜 𝑌.
𝐸𝐶𝑆 𝐼𝐶 45,7𝑥105

Para garantirmos a estabilidade lateral da Estrutura temos que garantir que a mesma seja de
nós fixos nas duas direções, logo teremos que aumentar a seção das peças que compõem os
pórticos na direção Y.Iremos aumentar a área da seção do Pilar P7 e P13 para 20x35cm, e
os Pilares P9 e P10 para20cmx40cm e a seção das vigas V305-V310a,b e V307-308a,b dos
Pórticos para seção de 17cmx45cm e 12cmx45cm respectivamente.

Fig.2.25- Pórticos Planos Direção Y com deslocamento horizontal, seção aumentada das Peças dos pórticos.

37
3
𝐹𝐻 𝑥𝐻𝑡𝑜𝑡 100𝑥143
𝐸𝐶𝑆 𝐼𝐶 = = = 19,46𝑥105 𝑝𝑎𝑟𝑎 2 𝑝ó𝑟𝑡𝑖𝑐𝑜𝑠 𝐸𝐶𝑆 𝐼𝐶 = 38,92𝑥105
3𝑑 3𝑥0,047
3
𝐹𝐻 𝑥𝐻𝑡𝑜𝑡 100𝑥143
𝐸𝐶𝑆 𝐼𝐶 = = = 19,88𝑥105 𝑝𝑎𝑟𝑎 2 𝑝ó𝑟𝑡𝑖𝑐𝑜𝑠 𝐸𝐶𝑆 𝐼𝐶 = 39,76𝑥105
3𝑑 3𝑥0,046

𝑁𝐾 10276,21
𝛼 = 𝐻𝑡𝑜𝑡 √ = 14√ = 0,50 𝛼1 = 0,5 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑒𝑠𝑡𝑟𝑢𝑡𝑢𝑟𝑎 𝑛ó𝑠 𝑓𝑖𝑥𝑜𝑠 𝑒𝑚 𝑌
𝐸𝐶𝑆 𝐼𝐶 78,7𝑥105

Logo a Estrutura de contraventamento inicialmente lançada é considerada de nós fixos nas


direções x e y logo os efeitos de 2ª ordem poderão ser desprezados, e a estrutura de
contraventamento formada por pórticos rígidos é suficiente para o contraventamento do
edifício, logo sua estabilidade lateral está garantida nas duas direções.
Com as alterações na rigidez da estrutura a geometria final da estrutura lançada
segue abaixo atualizada.

Fig.2.26- Seções Finais dos Pilares já considerando o contraventamento da Estrutura do Edifício.

38
Fig.2.27- Seções Finais das Vigas já considerando o contraventamento da Estrutura do Edifício.

CAPÍTULO 3 - AÇÕES.

3.1 – INTRODUÇÃO - AÇÕES

A NBR 6118:2014 indica que na análise estrutural deve ser considerada a influência
de todas as ações que possam produzir efeitos significativos para a segurança da estrutura
em exame, levando-se em conta os possíveis estados limites últimos e os de serviço.
 Estado limite último (ELU): Estado limite relacionado ao colapso, ou a
qualquer outra forma de ruína estrutural, que determine a paralisação do uso da
estrutura.
 Estado limite de formação de fissuras (ELS-F): Estado em que se inicia a
formação de fissuras. Admite-se que este estado limite é atingido quando a
tensão de tração máxima na seção transversal for igual a fct,f.
 Estado limite de abertura das fissuras (ELS-W): Estado em que as fissuras se
apresentam com aberturas iguais aos máximos especificados.
 Estado limite de deformações excessivas (ELS-DEF): Estado em que as
deformações atingem os limites estabelecidos para a utilização normal.

3.2 – AÇÕES PERMANENTES

As ações permanentes são aquelas que ocorrem nas estruturas com valores constantes
ou de pequena variação em torno de sua média, durante praticamente toda a vida da
construção. As ações permanentes podem ser diretas ou indiretas.

39
Ações permanentes diretas
São assim consideradas aquelas oriundas dos pesos próprios dos elementos da
construção, incluindo-se o peso próprio da estrutura e de todos os elementos
construtivos permanentes, os pesos dos equipamentos fixos e os empuxos relativos ao
peso próprio de terras não removíveis e de outras ações permanentes sobre a estrutura
aplicadas.
Entre as ações permanentes diretas, no caso de estruturas de edifícios, podem ser
incluídos os pesos próprios dos elementos de concreto armado, os pesos próprios dos pisos
e revestimentos e das paredes divisórias que podem ser em alvenaria de tijolos.

3.3 – AÇÕES VARIÁVEIS

São as que ocorrem nas estruturas com valores que apresentam variações
significativas em torno de sua média, durante a vida da construção. São as ações de uso
das construções (pessoas, móveis, materiais diversos, veículos), bem como seus efeitos
(forças de frenação, de impacto e centrífugas), efeitos do vento, das variações de
temperatura, do atrito nos aparelhos de apoio e das pressões hidrostáticas e hidrodinâmicas.
Em função de sua probabilidade de ocorrência durante a vida da construção, as ações
variáveis são classificadas em normais ou especiais.

Ações variáveis normais

São aquelas com probabilidade de ocorrência suficientemente grande para que sejam
obrigatoriamente consideradas no projeto estrutural. Neste caso se incluem as ações
variáveis normais, também chamadas cargas acidentais, que atuam nas estruturas dos
edifícios, mais precisamente sobre as lajes dos pavimentos que são relativas ao uso por
pessoas que a utilizam, mobiliário, veículos, bibliotecas, etc.

3.4 - VALORES DAS AÇÕES PERMANENTES

A NBR 6120:1980 prescreve que este tipo de ação é constituído pelo peso próprio
da estrutura e todos os elementos construtivos fixos e instalações permanentes.
No caso de edifícios as ações permanentes são constituídas pelos pesos próprios
dos elementos estruturais - lajes, vigas, pilares, blocos ou sapatas de Fundações, dos
elementos de vedação, das paredes de alvenaria - com os vários tipos de tijolos que
podem ser usados na edificação, caixilhos com vidros ou divisórias de vidros.
Os elementos de revestimento de paredes, argamassas, azulejos, pedras decorativas,
madeiras e etc., também devem ter seu peso próprio considerado na avaliação das ações dos
revestimentos verticais.
Para os revestimentos horizontais devem ser considerados os revestimentos na
face inferior das lajes e os contrapisos e os pisos que podem ser de madeira, cerâmico,
pedras, carpetes, etc. Os contrapisos são feitos em argamassa de cimento e areia e têm

40
a finalidade de corrigir as imperfeições, com relação ao nível superior das lajes,
oriundas da concretagem.
A NBR 6120:1980 especifica que na falta de determinação experimental, o projetista de
estruturas pode adotar os pesos específicos aparentes dos materiais de construção indicados
na Tabela 2.1.

41
Exemplo 1 - Estimativa de carga de piso por metro quadrado utilizando a tabela acima:
Contrapiso com 2cm de argamassa de cimento e areia – 0,02m x 21 kN/m³ =0,42 kN/m²
Acabamento com granito com 1cm de espessura – 0,01 m x 28 kN/m³ = 0,28 kN/m²
Peso total estimado do piso acabado = 0,70 kN/m²
Lembrar que ainda possui a argamassa de assentamento do piso.
Usualmente, quando não há um detalhamento do piso que será utilizado no projeto estrutural
é utilizado o valor de 1,0 kN/m² ou 100 kg/m².

42
Tabela com os valores mínimos de Sobrecarga a serem utilizados em um projeto estrutural

43
3.5 – AÇÕES DE UM PROJETO EDIFÍCIOS:

No esquema abaixo uma estimativa dos tipos mais comuns de ações em edifícios no
Brasil, onde a ação devido a abalos sísmicos não é considerada geralmente.

Ações de
Projeto edifício

Permanentes(g) Variáveis(q)

Peso próprio dos Peso próprio Carga permanente Sobrecarga de


elementos estruturais Força horizontal de
alvenarias de de pisos e utilização edifícios
vento
Lajes, Vigas, pilares. vedação acabamentos residenciais

3.6 COMBINAÇÕES DE AÇÕES E COEFICIENTES DE MAJORAÇÃO DE


ESFORÇOS

Coeficientes de ponderação das ações no ELU


Os valores base são os apresentados na tabela abaixo para (γ f1)x(γ f3) e na tabela 1.7 para
γf2 . Para pilares e pilares-paredes esbeltos com espessura inferior a 19 cm e lajes em balanço
com espessura menor que 19 cm, os esforços solicitantes de cálculo devem ser multiplicados
pelo coeficiente de ajustamento (ver 13.2.3 e 13.2.4.1 da NBR 6118:2014). Essa correção
se deve ao aumento da probabilidade de ocorrência de desvios relativos e falhas na
construção.

Tabela 3.1 – valores 𝜸𝒇 − 𝒈𝒆𝒓𝒂𝒊𝒔 valores da NBR6118.

44
Combinações de ações (NBR 6118:2014)
Um carregamento é definido pela combinação das ações que têm probabilidades não
desprezíveis de atuarem simultaneamente sobre a estrutura, durante um período
preestabelecido.
Item - 1.8.6.1 – Combinações
Combinações últimas normais – Em cada combinação devem estar incluídas as
ações permanentes e a ação variável principal, com seus valores característicos e as
demais ações variáveis, consideradas secundárias, com seus valores reduzidos de
combinação, conforme NBR- 8681:2003.1.8.6.2 – Combinações de serviço.
São classificadas de acordo com sua permanência na estrutura como:
 Quase permanente – podem atuar durante grande parte do período de vida da
estrutura e sua consideração pode ser necessária na verificação do estado limite de
deformações excessivas (ELS-DEF), flechas.
 Frequentes – se repetem muitas vezes durante o período de vida da estrutura e sua
consideração pode ser necessária na verificação dos estados limites de formação de

45
Exemplo de Combinações:

Edifício submetido às seguintes ações:


Ação permanente:
𝑔1 = 𝑃𝑖𝑠𝑜 𝑎𝑐𝑎𝑏𝑎𝑑𝑜
𝑔2 = 𝐴𝑙𝑣𝑒𝑛𝑎𝑟𝑖𝑎
Ações variáveis:
𝑞𝑠𝑐 = 𝑆𝑜𝑏𝑟𝑒𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎 𝑑𝑒 𝑢𝑡𝑖𝑙𝑖𝑧𝑎çã𝑜
𝑞𝑣𝑒𝑛𝑡𝑜 = 𝑉𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑒𝑚 𝑞𝑢𝑎𝑙𝑞𝑢𝑒𝑟 𝑑𝑖𝑟𝑒çã𝑜

ELU - Combinação última de ações, onde a Sobrecarga é a força variável principal:


𝐹𝑑 = 1,4𝑥(𝑔1 + 𝑔2 ) + 1,4𝑥(𝑞𝑠𝑐 ) + 1,4𝑥0,6𝑥𝑞𝑣𝑒𝑛𝑡𝑜
ELU onde o vento é a força variável principal:
𝐹𝑑 = 1,4𝑥(𝑔1 + 𝑔2 ) + 1,4𝑥(𝑞𝑣𝑒𝑛𝑡𝑜 ) + 1,4𝑥0,5𝑥𝑞𝑠𝑐
Sempre que tivermos mais de uma ação variável na combinação para ELU, uma ação será a
principal e as restantes serão secundárias e deverão ser reduzidas por um fator 𝜓0 , primeira
coluna da tabela 11.2.
ELS - Cálculo de flecha a combinação deverá ser Quase Permanente:
𝐹𝑑 = (𝑔1 + 𝑔2 ) + 0,3𝑥(𝑞𝑠𝑐 ) + 0𝑥𝑞𝑣𝑒𝑛𝑡𝑜
Na combinação quase permanente, os valores das ações permanentes entram com 100% do
seu valor e a ação variável de utilização entra com seu valor multiplicado pelo 𝜓2 , terceira
coluna da tabela 11.2.
ELS – Cálculo de fissuração, a combinação deverá ser a combinação frequente:
Sobrecarga como a variável principal:
𝐹𝑑 = (𝑔1 + 𝑔2 ) + 0,4𝑥(𝑞𝑠𝑐 ) + 0𝑥𝑞𝑣𝑒𝑛𝑡𝑜
Vento como a variável principal:
𝐹𝑑 = (𝑔1 + 𝑔2 ) + 0,3𝑥(𝑞𝑣𝑒𝑛𝑡𝑜 ) + 0,3𝑥𝑞𝑠𝑐
Na combinação frequente, o valor da ação variável principal entra reduzido do coeficiente
𝜓1 , e a ação variável secundária entra reduzida pelo coeficiente 𝜓2 da tabela 11.2.

46
3.7 - AÇÕES HORIZONTAIS NA SUBESTRUTURA DE CONTRAVENTAMENTO

A ação do vento é calculada de acordo com a NBR6123:1988.


Considerando os seguintes dados adicionais:

 Edifício localizado em subúrbio de Belo Horizonte 19°55”15’.


 As edificações vizinhas são do mesmo porte ou mais baixas que o edifício
considerado, havendo diversas casas inseridas entre os edifícios;

Primeiro passo 1- A velocidade básica do vento para o local da edificação, obtida do


gráfico de isopletas 𝑉0 = 32 𝑚/𝑠 aproximadamente uma velocidade 115,2 km/h.

Fig.3.1 – Gráfico de Isopletas – NBR6123.

Passo 2 – Velocidade característica do vento

A velocidade característica do vento 𝑉𝑘 ,pode ser entendida como a velocidade básica


modificada pela topografia da região onde se situará a construção (fator 𝑆1), pela relação
entre a rugosidade do terreno, as dimensões e a altura da edificação (fator 𝑆2 ) e por um fator
estatístico fator 𝑆3 .
𝑽𝒌 = 𝑺𝟏 𝑺𝟐 𝑺𝟑 𝑽𝟎 , m/s

Fator topográfico (𝑺𝟏 ) - leva em consideração as variações do relevo do terreno, conta:

• 𝑆1=1,0 planos ou fracamente acidentados;


• 𝑆1=0,9 Vales profundos protegidos por vento.
• Pontos A e C é 1,0
• No ponto B depende da altura medida a partir da superfície do terreno z.
47
𝜽 ≤ 𝟑ᵒ; 𝑺𝟏 =1,0
6ᵒ ≤ θ ≤17 ᵒ ; 𝑺𝟏 (z)=1+(2,5-z/d)tg(θ-3 ᵒ)≥ 𝟏, 𝟎𝟎
θ ≥ 45 ᵒ ; 𝑺𝟏 (z)=1+0,31(2,5-z/d) ≥ 𝟏, 𝟎𝟎

Adotaremos o fator 𝑆1 =1,00 veremos a seguir a topografia do terreno da edificação.

Fig.3.2-Projeto topográfico do lote da edificação.

Fig.3.3-Condicionantes para o fator (s1)-NBR6193.

48
Rugosidade do terreno, dimensões da edificação e altura sobre o terreno:
(Fator S2)

O fator S2 considera o efeito combinado da rugosidade do terreno, da variação da


velocidade do vento com a altura acima do terreno e das dimensões da edificação ou parte
da edificação em consideração.

Rugosidade do terreno
Para os fins desta Norma, a rugosidade do terreno é classificada em cinco categorias(2):
Escolhida a categoria 4 – pois o terreno está no subúrbio, cidade densa.

CAT DESCRIÇÃO EXEMPLOS

Superfícies lisas de grandes dimensões, com -Mar calmo(3);


I mais de 5 km de extensão, medida na direção e -lagos e rios;
sentido dovento incidente - pântanos sem vegetação

Zonas costeiras planas;


Terrenos abertos em nível ou aproximadamente -pântanos com vegetação rala;
II em nível, com poucos obstáculos isolados, tais -campos de aviação;
como árvores e edificações baixas -pradarias e charnecas;
- fazendas sem sebes ou muros

granjas e casas de campo, com exceção


das partes com matos;
Terrenos planos ou ondulados com obstáculos,
-fazendas com sebes e/ou muros;
III tais como sebes e muros, poucos quebra-ventos
- subúrbios a considerável distância do
de árvores, edificações baixas e esparsas
centro, com
casas baixas e esparsas.

zonas de parques e bosques com muitas


árvores;
Terrenos cobertos por obstáculos numerosos -cidades pequenas e seus arredores;
IV e pouco espaçados, em zona florestal, - subúrbios densamente construídos de
industrial ou urbanizada. grandes cidades;
- áreas industriais plena ou
parcialmente desenvolvidas.

florestas com árvores altas, de copas


isoladas;
-centros de grandes cidades;
Terrenos cobertos por obstáculos numerosos, - complexos industriais bem
V grandes, altos e pouco espaçados desenvolvidos
Tabela 3.4 – Tabela NBR6193 – categoria da rugosidade do terreno.

49
Dimensões da edificação

Classe A: Todas as unidades de vedação, seus elementos de fixação e peças individuais


de estruturas sem vedação. Toda edificação na qual a maior dimensão horizontal ou
vertical não exceda 20 m.

Classe B: Toda edificação ou parte de edificação para a qual a maior dimensão horizontal
ou vertical da superfície frontal esteja entre 20 m e 50 m.

Classe C: Toda edificação ou parte de edificação para a qual a maior dimensão horizontal
ou vertical da superfície frontal exceda 50 m.

 Categoria IV – Classe A:
 Pela tabela 2 – fator 𝑆2 :
 z ≤ 5𝑚 − 𝑆2 = 0,79
 5m ≤ z ≤ 10m - 𝑆2 =0,86
 10m ≤ z ≤ 15m - 𝑆2 =0,90
 Atenção a edificação possui 5 pavimentos cada um com 2,80m de altura
totalizando 14,00m.

Tabela 3.5 – Fator S2 por altura da edificação

Fator estatístico S3
O fator estatístico S3 é baseado em conceitos estatísticos, e considera o grau de
segurança requerido e a vida útil da edificação.
Segundo a definição, a velocidade básica (Vo) é a velocidade do vento que apresenta um
período de recorrência médio de 50 anos. A probabilidade de que a velocidade (Vo) seja
igualada ou excedida neste período é de 63%.

50
Verificando a tabela abaixo o fator S3=1,00 grupo II, edificações residências.

Tabela 3.6 – Fator (S3) – NBR6193:

VELOCIDADE CARACTERÍSTICA DO VENTO 𝑉𝑘

𝑽𝒌 = 𝑺𝟏 𝑺𝟐 𝑺𝟑 𝑽𝟎 , m/s; 𝑆1 = 1,0 ; 𝑆3 = 1,0 ; 𝑉0 = 32𝑚/𝑠


 z ≤ 5𝑚 − 𝑆2 = 0,79 - 𝑽𝒌 = 𝑺𝟏 𝑺𝟐 𝑺𝟑 𝑽𝟎 = 1x0,79x1x32 =25,28 m/s
 5m ≤ z ≤ 10m - 𝑆2 =0,86 -𝑽𝒌 = 𝑺𝟏 𝑺𝟐 𝑺𝟑 𝑽𝟎 = 1x0,86x1x32 =27,52 m/s
 10m ≤ z ≤ 15m - 𝑆2 =0,90 -𝑽𝒌 = 𝑺𝟏 𝑺𝟐 𝑺𝟑 𝑽𝟎 = 1x0,90x1x32 =28,8 m/s

PRESSÃO DINÂMICA DO VENTO (q):

A pressão dinâmica do vento (𝑞), Pressão dinâmica do vento, correspondente à velocidade


característica (Vk), em condições normais de pressão (1 atm = 1013,2 mbar =101320 Pa) e
de temperatura (15°C):

 z ≤ 5𝑚 − 𝑆2 = 0,79 - q= 𝟎, 𝟔𝟏𝟑𝑽𝟐𝒌 = 0,613x(25,28)² =391,76 N/m²


 5m ≤ z ≤ 10m - 𝑆2 =0,86 - q= 𝟎, 𝟔𝟏𝟑𝑽𝟐𝒌 = 0,613x(27,52)² =464,26 N/m²
 10m ≤ z ≤ 15m - 𝑆2 =0,90 - q= 𝟎, 𝟔𝟏𝟑𝑽𝟐𝒌 = 0,613x(28,8)² =508,45 N/m²

51
COEFICIENTE DE ARRASTO - 𝐶𝑎

O coeficiente de arrasto permite obter a pressão final externa resultante do vento


incidindo perpendicularmente a cada uma das fachadas de uma edificação.

Fig.3.4 – Situações de vento na fachada referente.

Caso 1 – Vento segundo a direção x.


𝒍𝟏 = 𝒔𝒆𝒎𝒑𝒓𝒆 𝒔𝒆𝒓á 𝒂 𝒇𝒂𝒄𝒉𝒂𝒅𝒂 𝒑𝒆𝒓𝒑𝒆𝒏𝒅𝒊𝒄𝒖𝒍𝒂𝒓 𝒂 𝒊𝒏𝒄𝒊𝒅𝒆𝒏𝒄𝒊𝒂 𝒅𝒂 𝒇𝒐𝒓ç𝒂 𝒅𝒐 𝒗𝒆𝒏𝒕𝒐.
𝑙1 17,16 ℎ 14,00
𝑙1 = 17,15𝑚; 𝑙2 = 11,23𝑚 ; 𝑟𝑒𝑙𝑎çã𝑜 = ≅ 1,53 𝑒 = ≅ 0,82
𝑙2 11,24 𝑙1 17,16
Se verificarmos o gráfico da figura 3.5 iremos obter um coeficiente de arrasto próximo de
1,22 para o caso 1.

Caso 2 – Vento segundo a direção y.


𝑙1 11,24 ℎ 14,00
𝑙1 = 11,23 𝑚; 𝑙2 = 17,15𝑚 ; 𝑟𝑒𝑙𝑎çã𝑜 = ≅ 0,65 𝑒 = ≅ 1,25
𝑙2 17,16 𝑙1 11,24
Se verificarmos o gráfico da figura 3.5 iremos obter um coeficiente de arrasto próximo de
0,98 para o caso 2.

52
Fig.3.5– Determinação do coeficiente de arrasto de acordo com o gráfico caso 1 e caso 2.

FORÇA DE ARRASTO

𝐹𝐴 = 𝐶𝑎 . 𝑞. 𝐴𝑒

𝐴𝑒 − Á𝑟𝑒𝑎 𝑒𝑓𝑒𝑡𝑖𝑣𝑎 𝑓𝑟𝑜𝑛𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑎 𝑒𝑑𝑖𝑓𝑖𝑐𝑎çã𝑜.


Na direção X – a área efetiva frontal é:
𝐴𝑒𝑥 = 2,80𝑥17,16 = 48,05𝑚²
Na direção Y – a área efetiva frontal é:
𝐴𝑒𝑦 = 2,80𝑥11,24 = 31,47𝑚²

CotaZ Fator S2 Vk Q 𝑨𝒆𝒙 𝑨𝒆𝒚 𝑪𝒂𝒙 𝑪𝒂𝒙 𝑭𝒂𝒙 𝑭𝒂𝒚


(m) (m/s) (N/m²) (m²) (m²) (kN) (kN)
1,4 0,79 25,28 391,76 48,05 31,47 1,22 0,98 22,97 12,08
4,2 0,79 25,28 391,76 48,05 31,47 1,22 0,98 22,97 12,08
7 0,86 27,52 464,26 48,05 31,47 1,22 0,98 27,22 14,32
9,8 0,86 27,52 464,26 48,05 31,47 1,22 0,98 27,22 14,32
12,6 0,9 28,8 508,45 48,05 31,47 1,22 0,98 29,81 15,68
Tabela 3.6 – Força de Arrasto nas direções X e Y.

A força de arrasto é concentrada no centro de cada pavimento conforme figura abaixo:

53
Fig.3.6– Representação da força de arrasto concentrada no centro de cada pavimento.

A força de arrasto deve ser aplicada no nível da laje de cada pavimento conforme esquema
abaixo:

Fig.3.7– Representação da força de arrasto concentrada no nível da Laje do edifício.

CotaZ Fator Vk Q 𝑨𝒆𝒙 𝑨𝒆𝒚 𝑪𝒂𝒙 𝑪𝒂𝒙 𝑭𝒂𝒙 𝑭𝒂𝒚


(m) S2 (m/s) (N/m²) (m²) (m²) (kN) (kN)
2,8 0,79 25,28 391,76 48,05 31,47 1,22 0,98 34,45 18,12
5,6 0,79 25,28 391,76 48,05 31,47 1,22 0,98 25,09 13,20
8,4 0,86 27,52 464,26 48,05 31,47 1,22 0,98 27,22 14,32
11,2 0,86 27,52 464,26 48,05 31,47 1,22 0,98 27,22 15,00
14 0,9 28,8 508,45 48,05 31,47 1,22 0,98 14,90 7,84
Tabela 3.7 – Força de Arrasto nas direções X e Y no nível da laje da edificação.

54
3.8 PARTICIONAR AS FORÇAS DE VENTO PARA OS PÓRTICOS DE
CONTRAVENTAMENTO

Fig.3.8 – Pórticos nas direções x e y.

NA DIREÇÃO X, temos a força (Fx) que será absorvida pelos pórticos 1 e 2, como os 2
pórticos possuem a mesma Rigidez e estão distantes igualmente do centro da estrutura 50%
das forças Horizontais serão aplicadas em cada pórtico.
NA DIREÇÃO Y, será particionado as ações horizontais de acordo com a rigidez de cada
pórtico e sua posição em relação ao centro de cisalhamento do edifício, Painéis de pórticos
de 3 a 6.
ESTUDO DE CASO – VENTO CENTRAL NA DIREÇÃO X
Como na direção X – os dois pórticos de números 1 e 2 possuem mesma rigidez e estão
equidistantes do centro de cisalhamento teremos 50% das forças concentradas de vento para
cada pórtico em X painéis 1, 2.

Fig.3.9– Forças concentradas no nível das lajes direção X, em cada pórtico.

55
NA DIREÇÃO Y:
Podemos calcular a porcentagem de força horizontal para cada pórtico, sem considerar a
excentricidade, logo a aplicação estará centrada na edificação e distribuída para cada pórtico
na direção Y.
Cálculo do centro de Cisalhamento do edifício:
Como se observa em Carvalho (2010) e Elliot (2002), tal porcentagem depende da rigidez
dos elementos de contraventamento presentes na estrutura (pórticos ou paredes de
cisalhamento) e o posicionamento de cada um deles em relação ao centro de
cisalhamento (X) da estrutura considerada. Este pode ser definido pela Equação:

∑𝐸𝑖 𝐼𝑖 𝑥𝑖
𝑋=
∑𝐸𝑖 𝐼𝑖
Cálculo do EI de cada pórtico na direção Y, já foi feito anteriormente no capítulo 2 item
2.6.2.2.

PORTICO DESLOCAMENTO 𝑬𝑰𝒆𝒒𝒖𝒊𝒗𝒂𝒍𝒆𝒏𝒕𝒆


(m)
3 0,047 1946000
4 0,046 1988000
5 0,046 1988000
6 0,047 1946000
Tabela 3.8 – Rigidez equivalente dos pórticos em Y.

Como a rigidez dos pórticos são equivalentes iremos distribuir 25% da força de vento para
cada pórtico.

A forma como foram calculados e distribuídos os esforços devidos ao vento na


edificação é uma simplificação para efeito de estudo devido a planta do edifício ser
retangular, simétrica em 2 direções, e edificação de pequeno porte com fechamento em
alvenaria. A hipótese considerada é de incidência de vento sem excentricidade as outras
hipóteses deveram ser consideradas para um dimensionamento final.

56
CAPÍTULO – 4 DIMENSIONAMENTO – Lajes Maciças

4.1-GENERALIDADES E CLASSIFICAÇÃO

4.1 - Introdução
As lajes são elementos estruturais laminares planos, solicitados predominantemente
por cargas normais ao seu plano médio. Elas constituem os pisos dos edifícios correntes de
concreto armado. Nas estruturas laminares planas, predominam duas dimensões,
comprimento e largura, sobre a terceira que é a espessura. De mesma forma, que as vigas
são representadas pelos seus eixos, as lajes são representadas pelo seu plano médio. As lajes
são diferenciadas pela sua forma, vinculação e relação entre os lados. Geralmente, nas
estruturas correntes, as lajes são retangulares, mas podem ter forma trapezoidal ou em L.
1.2 - Classificação das lajes quanto à relação entre os lados
As lajes retangulares são classificadas como:
• lajes armadas em uma só direção: são aquelas em que a relação entre o maior e o menor
vão é maior que 2, ou seja quando uma dimensão é no mínimo o dobro da outra.
• lajes armadas em duas direções ou armadas em cruz: em caso contrário.
Em função da vinculação das bordas da laje, a classificação acima apresenta exceções.
Se a laje for suportada continuamente somente ao longo de duas bordas paralelas (as outras
duas forem livres) ou quando tiver três bordas livres (laje em balanço), ela será também
armada em uma só direção, independentemente da relação entre os lados.

Fig.4.1 – Classificação das lajes maciças devido à relação de lados.

4.1.2 – CLASSIFICAÇÃO QUANTO À VINCULAÇÃO

Fig.4.2 – Classificação das lajes maciças devido à vinculação.

57
 Apoiada: quando a borda da laje é continuamente suportada por vigas, paredes
de alvenaria de tijolos cerâmicos, de blocos de concreto ou de pedras.
 Livre: quando a borda da laje não tiver nenhuma vinculação ao longo daquele
lado.
 Engastada: quando a borda da laje tem continuidade além do apoio
correspondente daquele lado (laje adjacente).

Fig.4.3 – Cortes na laje exemplo- Corte AA bi apoiada – Corte BB Engaste.

4.1.2 – LAJE ENGASTADA – QUANDO CONSIDERAR

Fig.4.4 – Exemplos de vinculação de Lajes – restrição a engastes de Lajes e lajes rebaixadas.

58
Quando em um lado da laje ocorrerem duas situações de vínculo (apoiado e
engastado), a favor da segurança considera-se todo o lado apoiado; se o engaste for superior
a 85% do comprimento do lado, pode-se considerar como engastado.
Toda a laje que tiver um lado adjacente a uma laje rebaixada tem este lado apoiado;
toda a laje rebaixada deve ser considerada apoiada (salvo se tiver outros três lados livres).

VÃO EFETIVO DA LAJE

Fig.4.5 – Vão considerado no projeto – eixos das vigas suporte.

4.2.1-ALTURA DA LAJE – NBR 6118:2014

Recomendações e limitações.
Espessura mínima das lajes maciças
Segundo o item 13.2.4.1 da NBR-6118:2014, “nas lajes maciças devem ser respeitados
os seguintes limites mínimos para a espessura h”:
a) 7 cm para lajes de forro não em balanço;
b) 8 cm para lajes de piso não em balanço;
c) 10 cm para lajes em balanço;
d) 10 cm para lajes que suportem veículos de peso total menor ou igual a 30 KN;
e) 12 cm para lajes que suportem veículos de peso total maior que 30 KN;
Recomendado para edificações a espessura mínima de 9 a 10cm devido a
fabricação e montagem de formas e ainda altura de cobrimento.

4.2.3 ALTURA ÚTIL – LAJES – NBR6118:2014

Fig.4.7– Espessura h da laje e altura útil (d).

59
Tabela 4.1 – Cobrimentos mínimos adaptada da NBR6118:2014.

4.2.4 -TIPOS DE LAJES RETANGULARES E REAÇÕES DE APOIO

Os tipos possíveis de lajes retangulares estão mostrados na figura 3.3, onde “a” é o
vão cuja direção tem o maior número de engastes. Caso nas duas direções o número de
engastes seja o mesmo, “a” será considerado o menor vão. A partir dos ângulos definidos
acima é produzida a tabela 3.8 para os 6 tipos de lajes retangulares da figura, com relações
b/a dentro da faixa de validade das lajes armadas em cruz. Nessas tabelas a reação em cada
lado “a” ou “b” é obtida multiplicando-se os coeficientes tabelados pelo produto Pa.

Fig.4.8– Tipos de Lajes devido a vinculação e o lado a cuja a direção possui o maior número de engastes.

4.2.5 MOMENTOS FLETORES EM LAJES ARMADAS EM 2 DIREÇÕES

Os momentos fletores em lajes retangulares são calculados também, por meio de


tabelas produzidas tanto para o regime elástico. No regime elástico, para a obtenção dos
valores dos momentos atuantes nas duas direções, basta dividir o produto (pxa²) pelos
valores tabelados para os momentos positivos ma, mb (armadura de flexão na parte inferior
da laje) e para os momentos negativos na, nb (idem na parte superior).

60
Fig.4.9– Reações de apoio – Momentos em uma laje maciça TIPO C.

61
4.2.6 TABELAS PARA CÁLCULO DAS REAÇÕES E MOMENTOS EM LAJES
MACIÇAS – Regime elástico

Tabela 4.2 – Coeficientes para o cálculo das Reações de apoios nas lajes.

62
Tabela 4.3.1 – Coeficientes para o cálculo dos Momentos fletores nas Lajes. Parte - 1

63
Tabela 4.3.2 – Coeficientes para o cálculo dos Momentos fletores nas Lajes. Parte - 2

4.2.6 Flecha imediata em lajes retangulares armadas em duas direções

Normalmente o valor da flecha imediata para essas lajes é obtido usando-se tabelas
para cálculo de flechas em lajes retangulares, baseadas em Bares (1972). Tepedino (1980),
por meio de regressão polinomial, ajustou para a flecha imediata fi,a seguinte expressão:
O cálculo da flecha em lajes retangulares deve naturalmente obedecer ao estado
Limite de serviço – ELS, nesse caso denominado ELS-DEF, ou seja, de deformações
excessivas, definido no item 3.2.4 da NBR-6118:2014.

64
As cargas para o cálculo em serviço devem ser afetadas pelo coeficiente de
ponderação, no caso minoração, das ações no ELS, correspondente às combinações

Quase permanentes, γf = γf2 =ψ2

4.2.7 Flecha imediata em lajes retangulares armadas em duas direções

Fig.4.10 – Flechas em lajes – imediata e diferida.

65
Tabela 4.4 – Coeficientes para o cálculo de flechas em lajes maciças retangulares.

66
4.2.8.1 DIMENSIONAMENTO À FLEXÃO E COMPESAÇÃO DE MOMENTOS
NEGATIVOS

O dimensionamento à flexão se dá em uma seção retangular 100/h, com a altura útil


dada no mínimo por d = h – 2,75 = para um cobrimento c = 2,5 cm + 5mm/2 é o mínimo
pela (tabela 4.1 para CAA II).
Logo calcula-se o parâmetro adimensional K e compara-se com 𝐾𝑙𝑖𝑚 =0,295
NBR6118:2014.

67
4.3 DIMENSIONAMENTO DAS LAJES DO PROJETO

4.3.1 – LAJE DA COBERTURA DA CASA DE MÁQUINAS E RESERVATÓRIO –


COTA 72m – Página 29 – Representação das lajes da cobertura.G900

Inicialmente iremos adotar uma espessura h=9cm para a laje da cobertura, que possui apenas
um telhado metálico embutido, é uma laje de forro.

L17-G8 – Dimensões 270cm x 443cm, 443⁄270= 1,638 < 2 logo a laje é armada em 2
direções. Iremos utilizar as tabelas para calcular a laje.

Condições de apoio da L17-G900 – LAJE TIPO B – onde a é o lado cuja direção possui
o maior número de engastes logo: 𝒂 = 𝟒𝟒𝟑𝒄𝒎

Fig.4.11 – Condições de apoio da Laje – Esquema das reações e momentos fletores.

CARREGAMENTO NA L17-G900
𝑘𝑁 𝑘𝑁
Peso próprio da Laje L17-G8 𝑔𝑝𝑝 = 25 𝑥 0,09 (𝑒𝑠𝑝𝑒𝑠𝑠𝑢𝑟𝑎) = 2,25
𝑚3 𝑚2
𝑘𝑁
Peso da estrutura metálica do telhado galvanizado + telhas = 𝑔𝑡𝑒𝑙ℎ𝑎𝑑𝑜 = 1,5 𝑚2
Peso do revestimento manta asfáltica estimado revestimento finalizado
𝑘𝑁
𝑔𝑚𝑎𝑛𝑡𝑎 = 0,75 𝑚²
Sobrecarga forro sem acesso à pessoas
𝑞𝑆𝐶 = 0,5 𝑘𝑁/𝑚²
Total de carregamento Superficial na Laje L17-G900
𝑝 = 𝑔 + 𝑞 = 4,5 + 0,5 = 5,0 𝑘𝑁/𝑚²

Cargas para uso da tabela:


𝑘𝑁
𝑝𝑎 = 5𝑥4,43 = 22,15 ; 𝑝𝑎2 = 5𝑥4,432 = 98,13 𝑘𝑁
𝑚

Pela tabela de Reações e momentos temos os coeficientes para a relação b/a = 270/443=0,6
Utilizarmos a linha para a relação b/a =0,60 para as reações de apoio e a linha b/a=0,60
para momentos fletores:

Reações de apoio: 𝒓𝒂 = 𝟎, 𝟏𝟕𝟕; 𝒓′𝒃 = 0,150; 𝒓"𝒃 = 0,260


Momentos fletores: 𝑴𝒂 = 𝟕𝟒, 𝟏 ; 𝑴𝒃 = 𝟑𝟕, 𝟐; 𝒏𝒂 = 𝟐𝟑, 𝟖

Reações de apoio e Momentos na Laje L17-G900

68
RA = 𝑟𝑎 xpa =0,177x 22,15 =3,92kN/m
R’B=r’b x pa = 0,150x22,15=3,32 kN/m
R”B=r’’b xpa = 0,260x22,15=5,76 kN/m
𝑝𝑎2 98,13 𝑝𝑎2 98,13
𝑀𝑎 = = = 1,32 𝑘𝑁𝑚 𝑀𝑏 = = = 2,64 𝑘𝑁𝑚
𝑚𝑎 74,1 𝑚𝑏 37,2
𝑝𝑎2 98,13
𝑁𝑎 = = = 4,12 𝑘𝑁𝑚
𝑛𝑎 23,8
Para o cálculo das flechas em vigas é necessário a separação das Reações de apoio devido
as cargas permanentes das reações devido às cargas acidentais logo para a Laje L17-G900
temos as Reações de apoio e momentos devido apenas à carga permanente de 𝑔 =
4,5 𝑘𝑁/𝑚²
𝑘𝑁
𝑝𝑎 = 4,5𝑥4,43 = 19,94 ; 𝑝𝑎2 = 4,5𝑥4,432 = 88,31 𝑘𝑁
𝑚
𝑅𝐴 = 𝑟𝑎 xpa =0,177x 19,94 =3,53 N/m R’B=r’b x pa = 0,150x19,94=2,99 kN/m
𝑅𝐵 = 𝑟"𝑏 xpa= 0,260x19,94=5,18 kN/m

Reações de apoio e Momentos na Laje L18-G900


L18-G900 – Dimensões 270cm x 391cm relação 391⁄270= 1,45 < 2 logo a laje é armada
em 2 direções. Iremos utilizar as tabelas para calcular a laje.
Condições de apoio da L18-G900 – LAJE TIPO B – onde a é o lado cuja direção possui
o maior número de engastes logo:𝒂 = 𝟑𝟗𝟏𝒄𝒎

Fig.4.12 – Condições de apoio da Laje – Esquema das reações e momentos fletores.

𝑘𝑁 𝑘𝑁
Peso próprio da Laje L18-G900 𝑔𝑝𝑝 = 25 𝑚3 𝑥 0,09 (𝑒𝑠𝑝𝑒𝑠𝑠𝑢𝑟𝑎) = 2,25 𝑚2
𝑘𝑁
Peso da estrutura metálica do telhado galvanizado + telhas = 𝑔𝑡𝑒𝑙ℎ𝑎𝑑𝑜 = 1,5 𝑚2
Peso do revestimento manta asfáltica estimado revestimento finalizado
𝑘𝑁
𝑔𝑚𝑎𝑛𝑡𝑎 = 0,75 𝑚²
Sobrecarga forro sem acesso à pessoas𝑞𝑆𝐶 = 0,5 𝑘𝑁/𝑚²

Total de carregamento Superficial na Laje L18-G900 𝑝 = 𝑔 + 𝑞 = 4,5 + 0,5 = 5 𝑘𝑁/𝑚²

69
Cargas para uso das tabelas:
𝑘𝑁
𝑝𝑎 = 5𝑥3,91 = 19,55 ; 𝑝𝑎2 = 5𝑥3,912 = 76,44 𝑘𝑁
𝑚
Pela tabela de Reações e momentos temos os coeficientes para a relação b/a =
270/391=0,69, utilizaremos a linha para a relação b/a =0,70 para as reações de apoio e a
linha b/a=0,70 para momentos fletores:
Reações de apoio: ra=0,183;𝑟′𝑏 = 0,175; 𝑟"𝑏 = 0,302
Momentos fletores: 𝑚𝑎 = 52,1 ; 𝑚𝑏 = 34,1; 𝑛𝑎 = 18,6

CÁLCULO REAÇÕES DE APOIO E MOMENTOS DA LAJE L18-G900


RA = 𝑟𝑎 xpa =0,183x19,55 =3,58kN/m
R’B=r’b x pa = 0,175x19,55=3,42 kN/m
R”B=r’’b xpa = 0,302x19,55=5,9 kN/m
𝑝𝑎2 76,44 𝑝𝑎2 76,44
𝑀𝑎 = = = 1,47 𝑘𝑁𝑚 𝑀𝑏 = = = 2,24 𝑘𝑁𝑚
𝑚𝑎 52,1 𝑚𝑏 34,1
𝑝𝑎2 76,44
𝑁𝑎 = = = 4,11 𝑘𝑁𝑚
𝑛𝑎 18,6
Reações devido a carga permanente 𝑔 = 4,5 𝑘𝑁/𝑚²

𝑘𝑁
𝑝𝑎 = 4,5𝑥3,91 = 13,69 ;
𝑚
RA = 𝑟𝑎 xpa =0,183x17,6 =3,22kN/m
R’B=r’b x pa = 0,175x17,6=3,08 kN/m R”B=r’’b xpa = 0,302x17,6=5,32 kN/m
Compensação dos momentos fletores

Fig.4.13 – Compensação dos momentos Negativos e positivos.

70
Fig.4.14 – Representação das Reações de apoio e Momentos das lajes L18-L17- G900– Cobertura reservatórios.

4.3.1.2 – DIMENSIONAMENTO LAJE CASA DE MÁQUINAS

Fig.4.15 – Representação das condições e Geometria Piso casa de máquinas.

CARREGAMENTO NA LAJE CASA DE MÁQUINAS – 195x195


𝑘𝑁 𝑘𝑁
Peso próprio da Laje L1-G800 – 𝑔𝑝𝑝 = 25 𝑚3 𝑥 0,1 = 2,50 𝑚2
𝑘𝑁
Peso próprio revestimento para regularização do piso=𝑔𝑟𝑒𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 1 𝑚2
Caixa do elevador com carga (fabricante) = 30 kN/m²
Sobrecarga para casa de máquinas NBR6120 𝑞𝑆𝐶 = 7,5 𝑘𝑁/𝑚²
Total de carregamento Superficial na Laje L1-G800 𝑝 = 𝑔 + 𝑞 = 33,5 + 7,5 =
41 𝑘𝑁/𝑚²
Cargas para uso das tabelas:
𝑘𝑁
𝑝𝑎 = 41𝑥1,95 = 79,95 ; 𝑝𝑎2 = 41𝑥1,952 = 155,903 𝑘𝑁
𝑚
Pela tabela de Reações e momentos temos os coeficientes para a relação b/a = 1, utilizaremos
a linha para a relação b/a =1,00 para as reações de apoio e a linha b/a=1,00 para momentos
fletores:

71
LAJE TIPO A:
Reações de apoio: 𝑟𝑎 =0,250;
Momentos fletores: 𝑀𝑎 = 23,6 ; 𝑀𝑏 = 23,6
CÁLCULO REAÇÕES DE APOIO E MOMENTOS DA LAJE L1-G800
𝑝𝑎2 155,903
𝑅𝑎 = 𝑟𝑎 xpa = 0,25x79,95 = 19,99 kN/m 𝑀𝑎 = 𝑀𝑏 = = = 6,61 𝑘𝑁𝑚
𝑚𝑎 23,6
Devido apenas a carga Permanente 𝑔 = 33,5𝑘𝑁/𝑚².
𝑘𝑁
𝑝𝑎 = 33,5𝑥1,95 = 65,33 ; 𝑝𝑎2 = 33,5𝑥1,952 = 127,38 𝑘𝑁
𝑚
𝑝𝑎2 127,38
𝑅𝑎 = 𝑟𝑎 xpa = 0,25x65,33 = 16,33 kN/m 𝑀𝑎 = 𝑀𝑏 = = = 5,40 𝑘𝑁𝑚
𝑚𝑎 23,6

Fig.4.16 – Reações de Apoio e Momento Fletores devido à carga Total atuante na Laje.

4.3.1.2 – DIMENSIONAMENTO LAJE RESERVATÓRIOS-G700


Laje TIPO E – L9-270x248 - onde a é o vão na direção do maior número de engastes logo
a=2,70 e a relação do maior lado pelo menor fica = 270/248=1,09 < 2,00 armada em 2
direções. Lado a= 270cm o lado cuja direção possui o maior número de engastes.

Fig.4.17 – Representação do vínculo da Laje do reservatório.

CARREGAMENTO NA LAJE – L9- G700 – RESERVATÓRIOS


𝑘𝑁 𝑘𝑁
Peso próprio da Laje L9-G700 – 𝑔𝑝𝑝 = 25 𝑚3 𝑥 0,1 = 2,50 𝑚2
𝑘𝑁
Peso próprio revestimento para regularização do piso= 𝑔𝑟𝑒𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 1 𝑚2
Sobrecarga para Edifícios residenciais 𝑞𝑆𝐶 = 2,0 𝑘𝑁/𝑚²

Carga de 4 reservatórios de água cada um com 1500L


60
𝑞𝑅𝑒𝑠𝑒 = 4𝑥1500𝑘𝑔 = 6000𝑘𝑔 = 60𝑘𝑁 = = 8,96 ≈ 9,0 𝑘𝑁/𝑚²
6,696

Se dividirmos pela área da laje =2,48x2,7=6,696m²

72
Total de carregamento Superficial na Laje L9-G700
𝑝 = 𝑔 + 𝑞 = (3,5 + 9,0) + 2 = 14,5 𝑘𝑁/𝑚²

Cargas para uso das tabelas:


𝑘𝑁
𝑝𝑎 = 14,5𝑥2,70 = 39,15 ; 𝑝𝑎2 = 14,5𝑥2,70² = 105,71 𝑘𝑁
𝑚
Pela tabela de Reações e momentos temos os coeficientes para a relação b/a = 248/270=0,92
utilizaremos a linha para a relação b/a =0,9 para as reações de apoio e a linha b/a=0,9 para
momentos fletores:
Reações de apoio: 𝑟′𝑎 =0,144; 𝑟𝑏 = 0,281; 𝑟′′𝑎 = 0,250
Momentos fletores: 𝑀𝑎 = 47,4 ; 𝑀𝑏 = 48; 𝑛𝑎 = 18,1; 𝑛𝑏 = 18,7

CÁLCULO REAÇÕES DE APOIO E MOMENTOS DA LAJE Carga total g+q


𝑅 ′ 𝐴 = 𝑟′𝑎 xpa = 0,144x39,15 = 5,64 kN/m
𝑅"𝐴 = 𝑟"𝑎 xpa = 0,25x39,15 = 9,79 kN/m
𝑅𝐵 = 𝑟𝑏 xpa = 0,281x39,15 = 11,0 kN/m
𝑝𝑎2 105,71
𝑀𝑎 = = = 2,23 𝑘𝑁𝑚
𝑚𝑎 47,4
𝑝𝑎2 105,71
𝑀𝑏 = = = 2,20 𝑘𝑁𝑚
𝑚𝑏 48
𝑝𝑎2 105,71 𝑝𝑎2 105,71
𝑁𝑎 = = = 5,84 𝑘𝑁𝑚 𝑁𝑏 = = = 5,87 𝑘𝑁𝑚
𝑛𝑎 18,1 𝑛𝑎 18
CÁLCULO REAÇÕES DE APOIO – devido à carga Permanente 𝑔 = 12,5 𝑘𝑁/𝑚²
𝑘𝑁
𝑝𝑎 = 12,5𝑥2,70 = 33,75 ; 𝑝𝑎2 = 12,5𝑥2,70² = 91,13 𝑘𝑁
𝑚
𝑅 ′ 𝐴 = 𝑟′𝑎 xpa = 0,144x33,75 = 4,86kN/m
𝑅"𝐴 = 𝑟"𝑎 xpa = 0,25x33,75 = 8,44 kN/m
𝑅𝐵 = 𝑟𝑏 xpa = 0,281x33,75 = 9,48 kN/m

CARREGAMENTO NA LAJE – L12- 270x391 –G700 – RESERVATÓRIOS


𝑘𝑁 𝑘𝑁
Peso próprio da Laje L12-G700 – 𝑔𝑝𝑝 = 25 𝑚3 𝑥 0,1 = 2,50 𝑚2
𝑘𝑁
Peso próprio revestimento para regularização do piso= 𝑔𝑟𝑒𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 1 𝑚2
Sobrecarga para casa Edifícios residenciais 𝑞𝑆𝐶 = 2,0 𝑘𝑁/𝑚²

Carga de 4 reservatórios de água cada um com 1500L


60
𝑞𝑅𝑒𝑠𝑒 = 4𝑥1500𝑘𝑔 = 6000𝑘𝑔 = 60𝑘𝑁 = = 5,7𝑘𝑁/𝑚²
10,56
Se dividirmos pela área da laje 3,91x2,7=10,56m²
Total de carregamento Superficial na Laje L12-G700
𝑝 = 𝑔 + 𝑞 = (3,5 + 5,7) + 2,0 = 11,2 𝑘𝑁/𝑚²
LAJE TIPO E, com 𝒂 = 𝟐, 𝟕𝟎𝒎 𝒍𝒂𝒅𝒐 𝒄𝒖𝒋𝒂 𝒂 𝒅𝒊𝒓𝒆çã𝒐 𝒎𝒂𝒊𝒐𝒓 𝒏𝟎 𝒅𝒆 𝒆𝒏𝒈𝒂𝒔𝒕𝒆𝒔.
𝑘𝑁
𝑝𝑎 = 11,2𝑥2,70 = 30,24 ; 𝑝𝑎2 = 11,2𝑥2,702 = 81,65 𝑘𝑁
𝑚

73
Pela tabela de Reações e momentos temos os coeficientes para a relação b/a = 1,44
utilizaremos a linha para a relação b/a =1,40 para as reações de apoio e a linha b/a=1,40 para
momentos fletores:
Reações de apoio: 𝑟′𝑎 =0,144; 𝑟′′𝑎 = 0,250; 𝑟𝑏 = 0,359
Momentos fletores: 𝑀𝑎 = 27,9 ; 𝑀𝑏 =68; 𝑛𝑎 = 12,8; 𝑛𝑏 =17,4
CÁLCULO REAÇÕES DE APOIO E MOMENTOSDA LAJE L12-G700( g+q)
R’A = 𝑟′𝑎 xp = 0,144x30,24 = 4,36 kN/m
R"A = 𝑟"𝑎 x p = 0,25x30,24 = 7,56 kN/m
R"B = 𝑟𝑏 x p = 0,359x30,24 = 10,86 kN/m
𝑝𝑎2 81,65
𝑀𝑎 = = = 2,93 𝑘𝑁𝑚
𝑚𝑎 27,9
𝑝𝑎2 81,65
𝑀𝑏 = = = 1,20 𝑘𝑁𝑚
𝑚𝑏 68
𝑝𝑎2 81,65
𝑁𝑎 = = = 6,38𝑘𝑁𝑚
𝑛𝑎 12,8
𝑝𝑎2 81,65
𝑁𝑏 = = = 4,69𝑘𝑁𝑚
𝑛𝑎 17,4

CÁLCULO REAÇÕES DE APOIO – g = 9,20kN/m²


𝑘𝑁
𝑝𝑎 = 9,2𝑥2,70 = 24,84 ;
𝑚
R’A = 𝑟′𝑎 xp = 0,144x24,84 = 3,58kN/m
R"A = 𝑟"𝑎 x p = 0,25x24,84 = 6,21 kN/m
R"B = 𝑟"𝑏 x p = 0,359x24,84 = 8,92 kN/m
Compensação dos momentos negativos L9-L12 – G700

74
Fig.4.18 –Compensação dos momentos Negativos entre as Lajes L9-L12 dos reservatórios.

Fig.4.19– Reações de apoio e Momentos Fletores nas Lajes L9 e L12 reservatórios.

LAJES PAVIMENTO TIPO – Utiliza o mesmo processo das demais logo iremos
utilizar a planilha para o cálculo do restante das Lajes da Cobertura – Grupo G700.
LAJES DO PAVIMENTO TIPO – LAJE L5-G300

75
Altura h=10cm da Laje adotado para L5-G300
Dimensões 293cm x 443cm relação 443⁄293= 1,51 < 2 logo a laje é armada em 2
direções. Iremos utilizar as tabelas para calcular a laje.
Condições de apoio da L5-G300. LAJE TIPO C – Logo o Lado “a” é o lado de menor
dimensão 𝑎 = 293𝑐𝑚.
Carregamento da Laje:
Verificar se na Laje L5 possui alguma Parede apoiada diretamente nela, verificar o projeto
arquitetônico.
𝑘𝑁 𝑘𝑁
Peso próprio da Laje L5-G300 – 𝑔𝑝𝑝 = 25 𝑚3 𝑥 0,1 = 2,50 𝑚2
𝑘𝑁
Peso próprio revestimento para regularização do piso =𝑔𝑟𝑒𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 1 𝑚2
Sobrecarga para casa Edifícios residenciais 𝑞𝑆𝐶 = 2,0 𝑘𝑁/𝑚²
Parede de alvenaria de 15cm de espessura e comprimento de 1,16m e altura 2,80m.
𝑔𝑎𝑙𝑣𝑒𝑛𝑎𝑟𝑖𝑎 = 1,16𝑥0,15𝑥2,8𝑥13 = 6,33 𝑘𝑁
Distribuindo a carga de alvenaria por m² de Laje temos:
6,33
𝑔𝑎𝑙𝑣𝑒𝑛𝑎𝑟𝑖𝑎 = = 0,49𝑘𝑁/𝑚²
2,93𝑥4,43
𝑘𝑁
Carga total na Laje: 𝑝 = 𝑔 + 𝑞 = (3,5 + 0,49) + 2 = 5,99 𝑚2 = 6 𝑘𝑁/𝑚²

Cargas para uso das tabelas:


𝑘𝑁
𝑝𝑎 = 6,00𝑥2,93 = 17,58 ; 𝑝𝑎2 = 6,00𝑥2,932 = 51,51 𝑘𝑁
𝑚
Pela tabela de Reações e momentos temos os coeficientes para a relação b/a = 1,51
utilizaremos a linha para a relação b/a =1,50 para as reações de apoio e a linha b/a=1,50 para
momentos fletores:

Pela Planilha de Dimensionamento das Lajes Temos:

Fig.4.20– Reações de apoio e Momentos Fletores na Laje L5- Pavimento Tipo- Resultado Planilha.

Fig.4.21– Representação esforços na Laje L5-G300.

76
Cálculo das Reações de Apoio devido apenas à carga Permanente (g), utilizando a
planilha:
𝑘𝑁 𝑘𝑁
Peso próprio da Laje L5-G300 – 𝑔𝑝𝑝 = 25 𝑚3 𝑥 0,1 = 2,50 𝑚2
𝑘𝑁
Peso próprio revestimento para regularização do piso =𝑔𝑟𝑒𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 1 𝑚2
Parede de alvenaria de 15cm de espessura e comprimento de 1,16m e altura 2,80m.
𝑔𝑎𝑙𝑣𝑒𝑛𝑎𝑟𝑖𝑎 = 1,16𝑥0,15𝑥2,8𝑥13 = 6,33 𝑘𝑁
Distribuindo a carga de alvenaria por m² de Laje temos:
6,33
𝑔𝑎𝑙𝑣𝑒𝑛𝑎𝑟𝑖𝑎 = = 0,49𝑘𝑁/𝑚²
2,93𝑥4,43
𝑝 = 𝑔 = 3,5 + 0,49 = 3,99𝑘𝑁/𝑚²

L6-G300-420x443 – Laje tipo C – b/a = 443/420=1,055 < 2 laje armada em 2 direções.


Os dois lados da Laje possuem o mesmo número de engastes logo 𝒂 = 𝟒𝟐𝟎𝒄𝒎
L6 não possui parede apoiada diretamente na Laje.
𝑘𝑁 𝑘𝑁
Peso próprio da Laje L6-G300 – 𝑔𝑝𝑝 = 25 𝑚3 𝑥 0,1 = 2,50 𝑚2
𝑘𝑁
Peso próprio revestimento para regularização do piso =𝑔𝑟𝑒𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 1 𝑚2
Sobrecarga para casa Edifícios residenciais 𝑞𝑆𝐶 = 2,0 𝑘𝑁/𝑚²
𝑝 = 𝑔 + 𝑞 = 3,5 + 2 = 5,50 𝑘𝑁/𝑚²
Pela Planilha temos os esforços totais abaixo:

Fig.4.22– Reações de apoio e Momentos Fletores na Laje L6- Pavimento Tipo- Resultado Planilha.

77
Fig.4.23– Representação esforços na Laje L6-G300.

Atenção: Será utilizado o mesmo processo da L5 para determinar às reações devido


apenas à carga permanente estará representada na figura 4.36.

LAJE PAVIMENTO TIPO –L10- 293x391 – G300


Laje tipo C – 391⁄293 = 1,34 – Não possui parede de alvenaria apoiada na Laje L10-
G300. 𝑝 = 𝑔 + 𝑞 = 3,5 + 2 = 5,50 𝑘𝑁/𝑚²

Fig.4.24– Reações de apoio e Momentos Fletores na Laje L10- Pavimento Tipo- Resultado Planilha.

Fig.4.25– Representação esforços na Laje L10-G300.

Atenção: Será utilizado o mesmo processo da L5 para determinar às reações devido


apenas à carga permanente estará representada na figura 4.36.

L11-420x391-G300 Relação maior lado pelo menor lado 𝟒𝟐𝟎⁄𝟑𝟗𝟏 =1,07


Laje armada em duas direções, Laje tipo C, cujo a=391cm:
Carregamento da Laje possui uma parede diretamente apoiada na Laje L11.
𝑘𝑁 𝑘𝑁
Peso próprio da Laje L11-G300 – 𝑔𝑝𝑝 = 25 𝑚3 𝑥 0,1 = 2,50 𝑚2
𝑘𝑁
Peso próprio revestimento para regularização do piso =𝑔𝑟𝑒𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 1 𝑚2
Sobrecarga para casa Edifícios residenciais 𝑞𝑆𝐶 = 2,0 𝑘𝑁/𝑚²
Parede de alvenaria de 15cm de espessura e comprimento de 3,89m e altura 2,80m.
𝑔𝑎𝑙𝑣𝑒𝑛𝑎𝑟𝑖𝑎 = 3,89𝑥0,15𝑥2,8𝑥13 = 21,24 𝑘𝑁
Distribuindo a carga de alvenaria por m² de Laje temos:
21,24
𝑔𝑎𝑙𝑣𝑒𝑛𝑎𝑟𝑖𝑎 = = 1,29𝑘𝑁/𝑚²
3,91𝑥4,20
𝑘𝑁
Carga total na Laje: 𝑝 = 𝑔 + 𝑞 = (3,5 + 1,29) + 2 = 6,79 𝑚2 = 6,8 𝑘𝑁/𝑚²

78
Fig.4.26– Reações de apoio e Momentos Fletores na Laje L11- Pavimento Tipo- Resultado Planilha.

Atenção:Será utilizado o mesmo processo da L5 para determinar às reações devido


apenas à carga permanente estará representada na figura 4.36.

Fig.4.27– Representação esforços na Laje L11-G300.

L9-270x245-G300 Relação maior lado pelo menor lado 𝟐𝟕𝟎⁄𝟐𝟒𝟓=1,10


Laje armada em duas direções, Laje tipo D, cujo a=270cm, o vão cuja direção possui
o maior número de engastes no caso são dois engastes.
Carregamento da Laje possui uma parede diretamente apoiada na Laje L9.
𝑘𝑁 𝑘𝑁
Peso próprio da Laje L9-G300 – 𝑔𝑝𝑝 = 25 𝑥 0,1 = 2,50
𝑚3 𝑚2
𝑘𝑁
Peso próprio revestimento para regularização do piso =𝑔𝑟𝑒𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 1 𝑚2
Sobrecarga para casa Edifícios residenciais 𝑞𝑆𝐶 = 2,0 𝑘𝑁/𝑚²
Parede de alvenaria de 15cm de espessura e comprimento de 1,50m e altura 2,80m.
𝑔𝑎𝑙𝑣𝑒𝑛𝑎𝑟𝑖𝑎 = 1,50𝑥0,15𝑥2,8𝑥13 = 8,19 𝑘𝑁
Distribuindo a carga de alvenaria por m² de Laje temos:
8,19
𝑔𝑎𝑙𝑣𝑒𝑛𝑎𝑟𝑖𝑎 = = 1,24𝑘𝑁/𝑚²
2,7𝑥2,45
𝑘𝑁
Carga total na Laje: 𝑝 = 𝑔 + 𝑞 = (3,5 + 1,24) + 2 = 6,74 𝑚2

Fig.4.28– Reações de apoio e Momentos Fletores na Laje L9- Pavimento Tipo- Resultado Planilha.

79
Fig.4.29– Representação esforços na Laje L9-G300.

Compensação dos negativos das Lajes do Pavimento TIPO.

Fig.4.30– Compensação dos Momentos de engastes nas Lajes Pavimento Tipo.

LAJES ARMADAS EM UMA DIREÇÃO

80
As lajes retangulares cuja relação entre os lados for maior que 2, ou menor que 0,5,
serão calculadas como laje armada em uma direção, no caso, a direção menor. Essas lajes
são calculadas supondo vigas de largura unitária, com o vão correspondente ao lado menor
da laje e com as condições de contorno iguais às do lado maior. Dessa forma as
configurações possíveis para lajes retangulares armadas em uma direção estão indicadas na
figura.
As reações RA (apoio), RE (engaste) e os momentos M (positivo), X (negativo) para
os três tipos de lajes da figura estão apresentados na tabela adiante, para o cálculo no regime
elástico, com a carga total p atuando na faixa unitária.

Fig.4.31– Tipos de Lajes armadas em uma direção e tabela de Reações e Momentos.

LAJES EM BALANÇO – NBR 6120:1980


Em função da vinculação das bordas da laje, a classificação acima apresenta
exceções. Se a laje for suportada continuamente somente ao longo de duas bordas paralelas
(as outras duas forem livres) ou quando tiver três bordas livres (laje em balanço), ela será
também armada em uma só direção, independentemente da relação entre os lados.
Item 2.2.1.5 Ao longo dos parapeitos e balcões devem ser uma carga horizontal de 0,8
kN/m na altura do corrimão e uma carga vertical mínima de2 kN/m.
Estas cargas são consideradas cargas acidentais pois não atuam da forma permanente.

Fig.4.32– Representação dos esforços obrigatórios de Norma em parapeitos.

81
Para dimensionamento de uma laje em balanço, pode-se considerar uma viga em balanço
engastada com largura de 1,0metro, logo as reações e momentos fletores serão em unidade
Linear.
ESFORÇOS LAJE L1 – PAVIMENTO TIPO – G300
A laje L1 é uma Laje em balanço conforme o projeto arquitetônico e suporta um
parapeito de 1,20 metros de altura.
Para as lajes armada em uma direção com parede paralela a essa direção, basta considerar na
largura unitária onde a parede se apoia, o peso por metro linear dessa parede somado às
demais cargas da laje. Se a parede é normal à direção principal da laje deve-se considerá-la
no cálculo como uma carga concentrada igual ao seu peso por metro.

𝑘𝑁 𝑘𝑁
Peso próprio da Laje L1 – 𝑔𝑝𝑝 = 25 𝑚3 𝑥 0,1 = 2,50 𝑚2
𝑘𝑁
Peso próprio revestimento para regularização do piso= 𝑔𝑟𝑒𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 1 𝑚2
Sobrecarga para casa Edifícios residenciais𝑞𝑆𝐶 = 2,0 𝑘𝑁/𝑚²
𝑘𝑁
𝑝 = 𝑔 + 𝑞 = 5,50 𝑚2 𝑝𝑎𝑟𝑎 1𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜𝑑𝑒 𝑙𝑎𝑟𝑔𝑢𝑟𝑎 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑝 = 5,5 𝑘𝑁/𝑚

Carga alvenaria na laje L1-G300 – Temos 2 muretas laterais paralelas à direção da armadura,
em alvenaria de tijolos furados com 1,20 de altura 15 cm de espessura, iremos considerar o
peso por metro linear logo temos:

𝑔𝑎𝑙𝑣𝑒𝑛𝑎𝑟𝑖𝑎 𝑙𝑎𝑡𝑒𝑟𝑎𝑙 = 0,15(𝑒𝑠𝑝𝑒𝑠𝑠𝑢𝑟𝑎)𝑥1,2(𝑎𝑙𝑡𝑢𝑟𝑎)𝑥13(𝑝𝑒𝑠𝑜 𝑝𝑟ó𝑝𝑟𝑖𝑜 𝑎𝑙𝑣𝑒𝑛𝑎𝑟𝑖𝑎)


= 2,34𝑘𝑁/𝑚
A carga total na direção paralela à armação será:
𝑃𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 5,5 + 2,34 = 7,84𝑘𝑁/𝑚
A carga obrigatória de Norma mais o peso próprio da mureta normal à direção principal da
armadura da laje será:

Carregamentos obrigatório de Norma:

𝑘𝑁
2 𝑝𝑎𝑟𝑎 1,0 𝑚 𝑑𝑒 𝑙𝑎𝑟𝑔𝑢𝑟𝑎 = 2𝑘𝑁
𝑚
Peso próprio da alvenaria perpendicular à direção principal é
𝑘𝑁
2,34 𝑝𝑎𝑟𝑎 1,0 𝑚 𝑑𝑒 𝑙𝑎𝑟𝑔𝑢𝑟𝑎 = 2,34𝑘𝑁
𝑚
Carga concentrada Total = 2+2,34 = 4,34 kN
Temos uma carga de 0,8 kN no parapeito obrigatória de norma logo teremos um momento
concentrado de 0,8x1,20(altura do parapeito) =0,96kNm
CONCEPÇÃO ESTRUTURAL DA LAJE L1 – G300

82
Fig.4.33– Concepção estrutural Laje em Balanço.

REAÇÃO DE APOIO E MOMENTOS FLETORES NA LAJE L1-G300

∑ 𝐹𝑉 = 0; 𝑅 − (7,84𝑥1,45) − 4,34 = 0 ; 𝑅 = 15,71 𝑘𝑁

1,45
∑ 𝑀𝐴 = 0; − (7,84𝑥1,45)𝑥 ( ) − 4,34𝑥1,375 − 0,96 + 𝑋 = 0
2

; 𝑋 = 15,17 𝑘𝑁𝑚

Carregamento de Serviço para cálculo das Flechas.

Carregamento devido apenas às cargas permanentes – p =3,5 + 2,34 =5,84kN/m

∑ 𝐹𝑉 = 0; 𝑅 − (5,84𝑥1,45) − 4,34 = 0 ; 𝑅 = 12,81 𝑘𝑁

1,45
∑ 𝑀𝐴 = 0; − (5,84𝑥1,45)𝑥 ( ) − 4,34𝑥1,375 − 0,96 + 𝑋 = 0
2
𝑋 = 13,07𝑘𝑁𝑚

Para todas as outras lajes em balanço a concepção e os resultados são os mesmos, pois
todas possuem um balanço de 145cm e possuem as mesmas cargas de alvenaria e piso, do
nível G300 ao nível G600.
Para o nível G700 a concepção é diferente pois neste nível a Laje não possuem Parapeito
lateral nem o parapeito frontal logo a concepção estrutural será:

83
Fig.4.34– Concepção estrutural Laje em Balanço nível G700.

REAÇÃO DE APOIO E MOMENTOS FLETORES NA LAJE L1-G700

∑ 𝐹𝑉 = 0; 𝑅 − (5,50𝑥1,45) = 0 ; 𝑅 = 7,98𝑘𝑁

1,45
∑ 𝑀𝐴 = 0; − (5,50𝑥1,45)𝑥 ( )+𝑋 =0
2

; 𝑋 = 5,78𝑘𝑁𝑚

Carregamento de Serviço para cálculo das Flechas.

Carregamento devido apenas às cargas permanentes – p =3,5 kN/m²

∑ 𝐹𝑉 = 0; 𝑅 − (3,5𝑥1,45) = 0 ; 𝑅 = 5,08 𝑘𝑁

1,45
∑ 𝑀𝐴 = 0; − (3,5𝑥1,45)𝑥 ( )+𝑋 =0
2
𝑋 = 3,68𝑘𝑁𝑚

Logo Abaixo estão representados os esforços nas Lajes dos Pavimentos tipo nível 300-600
devido à carga total g+q (carga acidental + carga permanente) e devido apenas a carga
permanente g.

E representado também no nível G700 devido à carga total e devido à carga g (permanente)

84
Fig.4.35– Reações de apoio devido às lajes do Pavimento Tipo G300-600 carga total.

Fig.4.36a– Reações de apoio devido às lajes do Pavimento Tipo G300-600 carga permanente.

85
Fig.4.36b– Reações de apoio devido às lajes do Pavimento Tipo G300-600 carga acidental – Sobrecarga.

Fig.4.37– Momentos Positivos e negativos Laje Pavimento Tipo G300-G600.

LAJE DA COBERTURA – G700


𝑘𝑁 𝑘𝑁
Peso próprio da Laje L17-G700 𝑔𝑝𝑝 = 25 𝑚3 𝑥 0,10 (𝑒𝑠𝑝𝑒𝑠𝑠𝑢𝑟𝑎) = 2,50 𝑚2

86
𝑘𝑁
Peso da estrutura metálica do telhado galvanizado + telhas = 𝑔𝑡𝑒𝑙ℎ𝑎𝑑𝑜 = 1,5
𝑚2
Peso do revestimento manta asfáltica estimado revestimento finalizado
𝑘𝑁
𝑔𝑚𝑎𝑛𝑡𝑎 = 0,75 𝑚²
Sobrecarga forro sem acesso à pessoas𝑞𝑆𝐶 = 0,5 𝑘𝑁/𝑚²

𝑃𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 4,75 + 0,5 = 5,25𝑘𝑁/𝑚

Fig.4.38– Reações de apoio devido às lajes do nível G700 carga total.

87
Fig.4.39– Momentos Positivos e negativos nas Lajes da cobertura nível G700.

Fig.4.40- a– Reações de apoio nas lajes da cobertura G700 devido apenas à carga permanente g.

Fig.4.40- b– Reações de apoio nas lajes da cobertura G700 devido apenas à carga acidental – Sobrecarga.

88
DIMENSIONAMENTO DAS ARMADURAS DAS LAJES – G900
Armadura mínima de Lajes Maciças Retangulares – Armada em duas direções.
Para melhorar o desempenho e a ductilidade à flexão, assim como controlar a fissuração, são
necessários valores mínimos de armadura passiva, dados na tabela 4.5. Essa armadura deve
ser constituída preferencialmente por barras com alta aderência ou por telas soldadas.

Tabela 4.5 – Taxa de armadura mínima por fck e a relação d/h, seções retangulares.

Dimensionamento à Flexão - LAJE L17-G900:

𝑘limite < 0,295 𝑐𝑟𝑖𝑡é𝑟𝑖𝑜 𝑵𝑩𝑹𝟔𝟏𝟏𝟖: 𝟐𝟎𝟏𝟒 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝑪𝒍𝒂𝒔𝒔𝒆 𝒂𝒕é 𝑪𝟓𝟎
2,5 𝑘𝑁
𝑓𝑐 = 0,85𝑓𝑐𝑑 = 0,85 = 1,518 𝑙𝑎𝑟𝑔𝑢𝑟𝑎 𝑑𝑎 𝑙𝑎𝑗𝑒 𝑏 = 100𝑐𝑚
1,4 𝑐𝑚2
Classe de agressividade II – NBR6118:2014: cobrimento c=2,5cm e uma armação de
diâmetro de 5mm temos a altura útil d aproximada, para uma laje de 9cm de altura:
0,5
𝑑 = 9 − 2,5 + ( ) = 6,25 𝑐𝑚;
2
89
𝑓𝑦𝑑 60
𝐀ç𝐨 𝐂𝐀𝟔𝟎 – Tensão de cálculo no Aço = = 52,17 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
1,15 1,15
𝑓𝑦𝑑 50
𝐀ç𝐨 𝐂𝐀𝟓𝟎 – Tensão de cálculo no Aço = = 43,48 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
1,15 1,15
𝑑 6,25
Armadura mínima CA60 𝑓𝐶𝑘 = 25𝑀𝑃𝑎, = = 0,69 pela tabela 4.5, é 𝟎, 𝟏𝟓𝟎%𝑨𝒄.
ℎ 9
As armaduras positivas em lajes armadas em duas direções podem ser reduzidas para 0,67
=0,10%Ac.
Para a armadura negativa a armadura mínima é igual 0,150%Ac.
Adotar a altura útil (d) igual a 6,00cm favor da segurança.
Momento Positivo na Laje – Ma=1,32kNm = 132kNcm
𝑀𝑑 1,32𝑥100𝑥1,4
𝐾= = = 0,034 < 𝐾lim = 0,295 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝐾` = 𝐾
𝑓𝑐 𝑏𝑑² 1,518𝑥100𝑥62

𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 + 𝐴𝑠2 ; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 + 0; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1


𝑓𝑐 𝑏𝑑 1,518𝑥100𝑥6
𝐴𝑠1 = (1 − √1 − 2𝐾) = (1 − (√1 − 2(0,034) = 0,60𝑐𝑚2 /𝑚
𝑓𝑦𝑑 52,17

< 𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = (0,10%𝑥9𝑥100) = 0,90𝑐𝑚2 /𝑚 Adotar a armadura mínima de 0,90cm²


Mb=2,64kNm:
𝑀𝑑 2,64𝑥100𝑥1,4
𝐾= = = 0,068 < 𝐾lim = 0,295 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝐾` = 𝐾
𝑓𝑐 𝑏𝑑² 1,518𝑥100𝑥62

𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 + 𝐴𝑠2 ; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 + 0; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1


𝑓𝑐 𝑏𝑑 1,518𝑥100𝑥6
𝐴𝑠1 = (1 − √1 − 2𝐾) = (1 − (√1 − 2(0,068)
𝑓𝑦𝑑 52,17
= 1,23𝑐𝑚2 /𝑚 > 𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 0,90𝑐𝑚2 /𝑚
Momento de Engaste Negativo compensado, X=Na=4,12kNm
Laje L18-G8:
𝑀𝑑 4,12𝑥100𝑥1,4
𝐾= = = 0,106 < 𝐾lim = 0,295 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝐾` = 𝐾
𝑓𝑐 𝑏𝑑² 1,518𝑥100𝑥62

𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 + 𝐴𝑠2 ; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 + 0; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1


𝑓𝑐 𝑏𝑑 1,518𝑥100𝑥6
𝐴𝑠1 = (1 − √1 − 2𝐾) = (1 − (√1 − 2(0,106) = 2,35 𝑐𝑚2 /𝑚
𝑓𝑦𝑑 43,48

𝐴𝑠1 > 𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 0,15%(100𝑥9) = 1,35 𝑐𝑚2 /𝑚

90
Laje L18-G900:
Momentos positivos Ma=2,24kNm.
𝑀𝑑 2,24𝑥100𝑥1,4
𝐾= = = 0,057 < 𝐾lim = 0,295 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝐾` = 𝐾
𝑓𝑐 𝑏𝑑² 1,518𝑥100𝑥62

𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 + 𝐴𝑠2 ; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 + 0; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1


𝑓𝑐 𝑏𝑑 1,518𝑥100𝑥6
𝐴𝑠1 = (1 − √1 − 2𝐾) = (1 − (√1 − 2(0,057)
𝑓𝑦𝑑 52,17
= 1,03𝑐𝑚2 /𝑚 > 𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 0,90𝑐𝑚2 /𝑚
Mb=1,47kNm
𝑀𝑑 1,47𝑥100𝑥1,4
𝐾= = = 0,038 < 𝐾lim = 0,295 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝐾` = 𝐾
𝑓𝑐 𝑏𝑑² 1,518𝑥100𝑥6,02

𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 + 𝐴𝑠2 ; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 + 0; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1


𝑓𝑐 𝑏𝑑 1,518𝑥100𝑥6
𝐴𝑠1 = (1 − √1 − 2𝐾) = (1 − (√1 − 2(0,038)
𝑓𝑦𝑑 52,17
= 0,68𝑐𝑚2 /𝑚 < 𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 0,90 𝑐𝑚2 /𝑚
Adotar a armadura mínima.
Laje do Piso do Elevador:
A laje é toda apoiada em vigas com Momento positivo =6,61kNm.
A laje do piso do elevador possui espessura h=10cm logo
a altura útil d=10-2,5+(0,5/2) =7,25cm adotar 7,00cm.
𝑀𝑑 6,61𝑥100𝑥1,4
𝐾= = = 0,124 < 𝐾lim = 0,295 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝐾` = 𝐾
𝑓𝑐 𝑏𝑑² 1,518𝑥100𝑥72

𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 + 𝐴𝑠2 ; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 + 0; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1


𝑓𝑐 𝑏𝑑 1,518𝑥100𝑥7
𝐴𝑠1 = (1 − √1 − 2𝐾) = (1 − (√1 − 2(0,124)
𝑓𝑦𝑑 52,17
= 2,71 𝑐𝑚2 /𝑚 > 𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 0,1%(10𝑥100) = 1,00 𝑐𝑚2 /𝑚
Lajes do reservatório de água L9 -270x248.
Momentos Positivos.
Ma=2,23kNm
𝑀𝑑 2,23𝑥100𝑥1,4
𝐾= = = 0,042 < 𝐾lim = 0,295 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝐾` = 𝐾
𝑓𝑐 𝑏𝑑² 1,518𝑥100𝑥72

𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 + 𝐴𝑠2 ; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 + 0; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1

91
𝑓𝑐 𝑏𝑑 1,518𝑥100𝑥7
𝐴𝑠1 = (1 − √1 − 2𝐾) = (1 − (√1 − 2(0,033)
𝑓𝑦𝑑 52,17
= 0,81𝑐𝑚2 /𝑚 < 𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 1,00 𝑐𝑚2 /𝑚
Mb=2,38kNm
𝑀𝑑 2,38𝑥100𝑥1,4
= = = 0,045 < 𝐾lim = 0,295 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝐾` = 𝐾
𝑓𝑐 𝑏𝑑² 1,518𝑥100𝑥72

𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 + 𝐴𝑠2 ; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 + 0; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1


𝑓𝑐 𝑏𝑑 1,518𝑥100𝑥7
𝐴𝑠1 = (1 − √1 − 2𝐾) = (1 − (√1 − 2(0,045)
𝑓𝑦𝑑 52,17
= 0,87𝑐𝑚2 /𝑚 < 𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 1,00 𝑐𝑚2 /𝑚
Momento Negativo:
X=5,84kNm
𝑀𝑑 5,84𝑥100𝑥1,4
𝐾= = = 0,110 < 𝐾lim = 0,295 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝐾` = 𝐾
𝑓𝑐 𝑏𝑑² 1,518𝑥100𝑥72

𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 + 𝐴𝑠2 ; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 + 0; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1


𝑓𝑐 𝑏𝑑 1,518𝑥100𝑥7
𝐴𝑠1 = (1 − √1 − 2𝐾) = (1 − (√1 − 2(0,110) = 2,65 𝑐𝑚2 /𝑚
𝑓𝑦𝑑 43,48

𝐴𝑠1 > 𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 0,15%(100𝑥10) = 1,50 𝑐𝑚2 /𝑚


X=5,28kNm
𝑀𝑑 5,28𝑥100𝑥1,4
𝐾= = = 0,10 < 𝐾lim = 0,295 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝐾` = 𝐾
𝑓𝑐 𝑏𝑑² 1,518𝑥100𝑥72

𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 + 𝐴𝑠2 ; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 + 0; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1


𝑓𝑐 𝑏𝑑 1,518𝑥100𝑥7
𝐴𝑠1 = (1 − √1 − 2𝐾) = (1 − (√1 − 2(0,10) = 2,40 𝑐𝑚2 /𝑚
𝑓𝑦𝑑 43,48

𝐴𝑠1 > 𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 0,15%(100𝑥10) = 1,50 𝑐𝑚2 /𝑚


Laje Reservatórios – L12-270x391cm.
Momentos Positivos:
Ma=2,93kNm
𝑀𝑑 2,93𝑥100𝑥1,4
𝐾= = = 0,055 < 𝐾lim = 0,295 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝐾` = 𝐾
𝑓𝑐 𝑏𝑑² 1,518𝑥100𝑥72

𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 + 𝐴𝑠2 ; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 + 0; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1

92
𝑓𝑐 𝑏𝑑 1,518𝑥100𝑥7
𝐴𝑠1 = (1 − √1 − 2𝐾) = (1 − (√1 − 2(0,055)
𝑓𝑦𝑑 52,17
= 1,07𝑐𝑚2 /𝑚 > 𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 1,00 𝑐𝑚2 /𝑚
Mb=1,20kNm já calculado valores superiore anteriormente < Asmin =1,00cm²/m
Momento negativo:
X=10,86kNm
𝑀𝑑 10,86𝑥100𝑥1,4
𝐾= = = 0,204 < 𝐾lim = 0,295 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝐾` = 𝐾
𝑓𝑐 𝑏𝑑² 1,518𝑥100𝑥72

𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 + 𝐴𝑠2 ; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 + 0; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1


𝑓𝑐 𝑏𝑑 1,518𝑥100𝑥7
𝐴𝑠1 = (1 − √1 − 2𝐾) = (1 − (√1 − 2(0,204) = 4,36 𝑐𝑚2 /𝑚
𝑓𝑦𝑑 43,48

Maior que Asmin=1,00 cm²/m


Lajes em Balanço na cobertura:
As lajes em balanço da Cobertura os momentos negativos estão representados na figura
4.39 deste capítulo.
No dimensionamento das armaduras das lajes em balanço, os esforços solicitantes de cálculo
a serem considerados devem ser multiplicados por um coeficiente adicional 𝛾𝑛 de acordo
com o indicado na tabela 4.7;

Tabela 4.7 – Coeficiente para multiplicação adicional para os esforços em lajes balanço.

Para X=5,78kNm
𝑀𝑑 5,78𝑥100𝑥𝟏, 𝟒𝒙𝟏, 𝟒𝟓
𝐾= = = 0,158 < 𝐾lim = 0,295 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝐾` = 𝐾
𝑓𝑐 𝑏𝑑² 1,518𝑥100𝑥7, 02
𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 + 𝐴𝑠2 ; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 + 0; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1
𝑓𝑐 𝑏𝑑 1,518𝑥100𝑥7
𝐴𝑠1 = (1 − √1 − 2𝐾) = (1 − (√1 − 2(0,158) = 4,23 𝑐𝑚2 /𝑚
𝑓𝑦𝑑 43,48
𝐴𝑠1 >𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 1,50 𝑐𝑚2 /𝑚

Lajes Balanço Pav.tipo G300:

93
No dimensionamento das armaduras das lajes em balanço, os esforços solicitantes de cálculo
a serem considerados devem ser multiplicados por um coeficiente adicional 𝛾𝑛 de acordo
com o indicado na tabela 4.7;
X=15,17kNm valor da figura 4.37 deste capítulo.

𝑀𝑑 15,17 𝑥100𝑥1,4𝑥1,45
𝐾= = = 0,414 > 𝐾lim = 0,295 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝐾` = 𝐾𝑙𝑖𝑚
𝑓𝑐 𝑏𝑑² 1,518𝑥100𝑥7, 02
Armadura dupla na laje maciça, E agora? Não é recomendável o uso de armadura dupla na
laje maciça, principalmente em balanço logo iremos aumentar a espessura para 12cm.
Como houve aumento da espessura ocorre um aumento no peso próprio e aumento na carga
permanente:
𝒌𝑵
𝒈𝒑𝒑 = 𝟎, 𝟏𝟐𝒙𝟐𝟓 = 𝟑, 𝟎 𝒎𝟐,
𝑘𝑁
Peso próprio revestimento para regularização do piso 𝑔𝑟𝑒𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 1 𝑚2
Sobrecarga para casa Edifícios residenciais 𝑞𝑆𝐶 = 2,0 𝑘𝑁/𝑚²

Carga alvenaria na laje L1-G300 – Temos 2 muretas laterais paralelas à direção da armadura,
em alvenaria de tijolos furados com 1,20 de altura 15 cm de espessura, iremos considerar o
peso por metro linear logo temos:

𝑔𝑎𝑙𝑣𝑒𝑛𝑎𝑟𝑖𝑎 𝑙𝑎𝑡𝑒𝑟𝑎𝑙 = 0,15(𝑒𝑠𝑝𝑒𝑠𝑠𝑢𝑟𝑎)𝑥1,2(𝑎𝑙𝑡𝑢𝑟𝑎)𝑥13(𝑝𝑒𝑠𝑜 𝑝𝑟ó𝑝𝑟𝑖𝑜 𝑎𝑙𝑣𝑒𝑛𝑎𝑟𝑖𝑎)


= 2,34𝑘𝑁/𝑚
A carga total na direção paralela à armação será:

𝑃𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝑔 + 𝑞 = 6,34 + 2,00 = 8,34𝑘𝑁/𝑚

A carga obrigatória de Norma mais o peso próprio da mureta normal à direção principal da
armadura da laje será:
Carregamento Obrigatório de Norma para lajes balanço com parapeito:
𝑘𝑁
2 𝑝𝑎𝑟𝑎 1,0 𝑚 𝑑𝑒 𝑙𝑎𝑟𝑔𝑢𝑟𝑎 = 2𝑘𝑁
𝑚
Peso próprio da alvenaria perpendicular à direção principal é
𝑘𝑁
2,34 𝑝𝑎𝑟𝑎 1,0 𝑚 𝑑𝑒 𝑙𝑎𝑟𝑔𝑢𝑟𝑎 = 2,34𝑘𝑁
𝑚
Carga concentrada Total = 2+2,34 = 4,34 kN
Temos uma carga de 0,8 kN horizontal no topo do parapeito obrigatória de norma logo
teremos um momento concentrado de 0,8x1,20(altura do parapeito) =0,96kNm

94
𝑴𝒅 𝟏𝟓, 𝟔𝟗 𝒙𝟏𝟎𝟎𝒙𝟏, 𝟒𝒙𝟏, 𝟑𝟓
𝑲= = = 𝟎, 𝟐𝟒𝟏 < 𝑲𝐥𝐢𝐦 = 𝟎, 𝟐𝟗𝟓 𝒍𝒐𝒈𝒐 𝑲` = 𝑲 𝒐𝒌
𝒇𝒄 𝒃𝒅² 𝟏, 𝟓𝟏𝟖𝒙𝟏𝟎𝟎𝒙𝟗𝟐

𝑓𝑐 𝑏𝑑 1,518𝑥100𝑥9
𝐴𝑠1 = (1 − √1 − 2𝐾) = (1 − (√1 − 2(0,241) = 8,81 𝑐𝑚2 /𝑚
𝑓𝑦𝑑 43,48
𝐴𝑠1 >𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 1,50 𝑐𝑚2 /𝑚.
Para o restante das lajes do edifício o processo é análogo, temos os esforços do
Pavimento tipo e cobertura.

95
CAPÍTULO - 5 - ELS- ESTADO LIMITE DE SERVIÇOS – DEF- deformações
excessivas- LAJES

5.1 FLECHAS – LAJES RETANGULARES MACIÇAS

Fig. 5.1 – Flecha em lajes.

𝒇𝒇𝒊𝒏𝒂𝒍 = 𝒇𝒊𝒎𝒆𝒅𝒊𝒂𝒕𝒂 + 𝒇𝒅𝒊𝒇𝒆𝒓𝒊𝒅𝒂 𝒏𝒐 𝒕𝒆𝒎𝒑𝒐

5.1.1- Flecha imediata - 𝒇𝒊

A flecha imediata pode ser calculada admitindo-se comportamento elástico e pode


ser obtida por meio de tabelas, em função das condições de apoio e do tipo de carregamento.
Na verificação das deformações de uma estrutura, deve-se considerar: combinação
quase-permanente de ações e rigidez efetiva das seções e a combinação quase-permanente
é dada pela tabela 3.3 desta apostila e tabela 11.4 NBR6118:2014.
𝐹𝑑,𝑠𝑒𝑟 = ΣF𝑔𝑖𝑘 + Σψ2𝑗 F𝑞𝑗𝑘

Fd,ser é o valor de cálculo das ações para combinações de serviço.


Fqjk é o valor característico das ações variáveis principais diretas Ψ2 é o fator de redução
de combinações quase permanente para ELS (Tabela 3.2), para edifícios RESIDENCIAIS,
em geral, em que a única ação variável é a carga de uso, tem-se pela
Tabela 11.2 NBR6118:2014 e tabela 3.2 da apostila 𝛙𝟐 = 𝟎, 𝟑.
5.1.1.2 -Flecha imediata - 𝒇𝒊 - Lajes armadas em 2 direções – Passo a Passo

1- Fazer a combinação de carregamento da Laje no ELS-DEF – Combinação quase


permanente.
2 - Pela relação 𝑏/𝑎, e o tipo de vínculo da laje encontrar na tabela 4.4 do capítulo de flechas
o parâmetro 𝑓1 .

3 – Calcular o Momento de fissuração da Laje 𝑴𝒓 = 𝟎, 𝟕𝟓 𝒉𝟐 (𝒇𝒄𝑲 )𝟐/𝟑.

4 – Comparar o momento de Fissuração 𝑴𝒓 = 𝟎, 𝟕𝟓 𝒉𝟐 (𝒇𝒄𝑲 )𝟐/𝟑 com o Momento


𝑀𝑠𝑒𝑟𝑣𝑖ç𝑜 devido a carga da combinação quase permanente – 𝒑𝒊 = 𝒈 + 𝝍 𝟐 𝒒.

• Se o Momento de fissuração 𝑴𝒓 > 𝑴𝒔𝒆𝒓𝒗𝒊ç𝒐 – ESTÁDIO I – podemos entrar


com a rigidez da seção bruta EcsIc.

96
• Se Momento de fissuração 𝑴𝒓 < 𝑴𝒔𝒆𝒓𝒗𝒊ç𝒐 – ESTÁDIO II – calcular a rigidez
equivalente da seção fissurada.
5 – No ESTÁDIO I – Consideramos a altura h da laje retangular conforme adotado.
No ESTÁDIO II – Calculamos a altura equivalente.

𝟑 𝟏𝟐𝑰
𝒆𝒒
𝒉𝒆𝒒 = √
𝟏𝟎𝟎

1- Combinação quase permanente do carregamento - 𝒑𝒊 = 𝒈 + 𝝍 𝟐 𝒒.

2- Calcula o momento M solicitante devido o carregamento pi.

3-Calcula o Momento de Fissuração - 𝑴𝒓 = 𝟎, 𝟕𝟓 𝒉𝟐 (𝒇𝒄𝑲 )𝟐/𝟑 .

4- Compara 𝑴𝒔𝒆𝒓𝒗𝒊ç𝒐 𝐜𝐨𝐦 𝑴𝒓 e verifica se é ESTÁDIO I ou ESTÁDIO II.

𝒑𝒊 𝒙 𝒂𝟒
5 − 𝒇𝒊 = 𝒇𝟏 𝒙
𝟑𝟖𝟒 (𝑬𝑰)𝒆𝒒

5.2.1 –Flecha DIFERIDA NO TEMPO – 𝒇𝒅𝒊𝒇

Segundo o item 17.3.2.1.2 da NBR-6118:2014, a flecha adicional diferida,


decorrente das cargas de longa duração em função da fluência do concreto, pode ser
calculada de maneira aproximada pelo produto da flecha imediata fi pelo fator 𝛼f, dado pela
expressão:
𝒇𝒅𝒊𝒇 = α𝒇 𝒇𝒊

Com
𝜟𝝃 ′
𝑨′ 𝒔
α𝒇 = 𝑬 𝝆 = 𝝆′ =0 lajes s/ armadura dupla
𝟏 + 𝟓𝟎𝝆′ 𝒃𝒅
𝜟𝝃 = 𝝃(t)-𝝃(𝒕𝟎 )
𝝃 é um coeficiente função do tempo, que pode ser obtido diretamente na tabela:

Tabela 5.1 – Coeficiente de em função do tempo (meses).

5.3 –FLECHA TOTAL

𝒇𝒇𝒊𝒏𝒂𝒍 = 𝒇𝒊𝒎𝒆𝒅𝒊𝒂𝒕𝒂 + 𝒇𝒅𝒊𝒇𝒆𝒓𝒊𝒅𝒂 𝒏𝒐 𝒕𝒆𝒎𝒑𝒐

𝒇𝒕𝒐𝒕 = 𝒇𝒊 + 𝜶𝒇 𝒇𝒊 = (𝟏 + 𝜶𝒇 )𝒇𝒊

97
Para cargas aplicadas após 14 dias, 0,5mês, com 𝝆′ =0 (sem armadura dupla) obtêm-se para
𝜶𝒇 :

𝜟𝝃 = 𝝃(t)-𝝃(𝒕𝟎 ) = 𝟐 − 𝟎, 𝟓𝟒 = 𝟏, 𝟒𝟔

𝒇𝒕𝒐𝒕 = 𝒇𝒊 + 𝜶𝒇 𝒇𝒊 = (𝟏 + 𝜶𝒇 )𝒇𝒊 = (𝟏 + 𝟏, 𝟒𝟔)𝒇𝒊 = 𝟐, 𝟒𝟔𝒇𝒊

5.4 - DESLOCAMENTOS LIMITES:

Segundo o item 13.3 da NBR-6118:2014, deslocamentos limites são valores práticos


para verificação em serviço do estado limite de deformações excessivas da estrutura. Esses
valores devem obedecer aos limites estabelecidos na tabela 13.3da NBR-6118:2014. Para o
caso das lajes, a flecha máxima em serviço quando atuar a totalidade das cargas deve ser
𝒍
(𝟐𝟓𝟎), onde é o menor vão da laje retangular. Quando atuar apenas a carga acidental esse
𝒍
limite deve ser considerado igual a (𝟑𝟓𝟎). Para lajes em balanço o vão equivalente a ser
considerado deve ser o dobro do comprimento do balanço, portanto a flecha na extremidade
𝒍
de um balanço com vão 𝒍, deve ser menor que (𝟏𝟐𝟓), quando atuar a carga total.

Deslocamentos excessivos podem ser parcialmente compensados por contra flechas,


entretanto a sua atuação isolada não pode ocasionar um desvio do plano da laje maior que
𝒍
(𝟑𝟓𝟎).

5.5 – Aplicação do cálculo de flechas ao edifício em estudo


LAJES – GRUPO 900 – COBERTURA DA LAJE DO RESERVATÓRIO E CASA
MÁQUINAS
LAJE L17-G900.

5.5.1 -Flecha imediata – 𝒇𝒊 :


Combinação quase permanente para a L17-G900:
𝒌𝑵
Peso próprio da Laje L17-G900 – 𝒈𝒑𝒑 = 25x0,09 = 𝟐, 𝟐𝟓 𝒎𝟐
𝒌𝑵
Peso da estrutura metálica do telhado galvanizado + telhas = 𝒈𝒕𝒆𝒍𝒉𝒂𝒅𝒐 = 𝟏, 𝟓 𝒎𝟐

Manta de impermeabilização 𝒈𝒎𝒂𝒏𝒕𝒂 = 0,75 kN/m2

Sobrecarga para coberturas NBR6120 𝒒𝑺𝑪 = 𝟎, 𝟓 𝒌𝑵/𝒎²


Total de carregamento Superficial na Laje L17-G900

𝒑 = 𝒈 + 𝒒 = 𝟒, 𝟓 + 𝟎, 𝟓 = 𝟓 𝒌𝑵/𝒎²
1. Combinação quase permanente para a L17-G900

𝑝 = 𝑔 + 0,3𝑞 = 4,5 + (0,3)x0,5 = 4,65 𝑘𝑁/𝑚²


2. b/a = 270/443=0,60 Utilizarmos a linha para a relação b/a =0,60 da tabela 4.4
capítulo 4, LAJE TIPO B - 𝒇𝟏 = 𝟎, 𝟎𝟏𝟏
3. Momento de fissuração:

98
2
𝑀𝑟 = 0,75 ℎ2 (𝑓𝑐𝐾 )2/3 = 0,75𝑥(92 )(25)3 = 519,41 𝑘𝑁𝑐𝑚
4. Comparar o Momento de Serviço com o Momento de Fissuração:
𝑘𝑁
𝑝𝑎 = 4,65𝑥4,43 = 20,6 ; 𝑝𝑎2 = 4,65𝑥4,432 = 91,26𝑘𝑁𝑚
𝑚
𝑝𝑎2 91,26
𝑀𝑎 = = = 1,23 𝑘𝑁𝑚 = 123 𝑘𝑁𝑐𝑚 < 𝑀𝑟 = 519,41 𝑘𝑁𝑐𝑚 − 𝐸𝑆𝑇Á𝐷𝐼𝑂 𝐼
𝑚𝑎 74,1
𝑝𝑎2 91,26
𝑀𝑏 = = = 2,45 𝑘𝑁𝑚 < 𝑀𝑟 = 519,41 𝑘𝑁𝑐𝑚 − 𝐸𝑆𝑇Á𝐷𝐼𝑂 𝐼
𝑚𝑏 37,2
𝑝𝑖 𝑎4 0,000465𝑥4434
𝑓𝑖 = 𝑓1 = 0,011 = 0,124𝑐𝑚
𝐸𝐶𝑆 ℎ3 2173,5𝑥93
𝑓𝑑𝑖𝑓 = α𝑓 𝑓𝑖 = 1, 𝟒𝟔𝒇𝒊 = 𝟏, 𝟒𝟔𝒙𝟎, 𝟏𝟐𝟒 = 𝟎, 𝟏𝟖𝟐𝒄𝒎

Flecha diferida no tempo de para cargas aplicadas após 14 dias, 0,5mês, com 𝝆′ =0 (sem
armadura dupla) obtêm-se para 𝜶𝒇 :

𝛥𝜉 = 𝜉(t)-𝜉(𝑡0 ) = 2 − 0,54 = 1,46


𝒇𝒕𝒐𝒕 = 𝒇𝒊 + 𝜶𝒇 𝒇𝒊 = 𝟎, 𝟏𝟐𝟒 + 𝟎, 𝟏𝟖𝟐 = 𝟎, 𝟑𝟎𝟔𝐜𝐦
𝑙 270
𝐹𝑙𝑒𝑐ℎ𝑎 𝑎𝑑𝑖𝑚𝑖𝑠𝑠í𝑣𝑒𝑙: ( )=( ) = 1,08𝑐𝑚 > 0,306 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑂𝑘.
250 250
Laje da Casa de máquinas – L1 G800
Laje TIPO A - b/a =1,00
1. Combinação quase permanente, L1-G800.

𝑝 = 𝑔 + 0,3𝑞 = 33,5 + (0,3)x7,5 = 35,75 𝑘𝑁/𝑚²


1. b/a = 195/195=1,00 Utilizarmos a linha para a relação b/a =1,00 da tabela 4.4
capítulo 4, LAJE TIPO A – 𝒇𝟏 = 𝟎, 𝟎𝟒𝟖

2. Momento de fissuração:
2
𝑀𝑟 = 0,75 ℎ2 (𝑓𝑐𝐾 )2/3 = 0,75𝑥(102 )(25)3 = 641,24 𝑘𝑁𝑐𝑚
𝑘𝑁
3. 𝑝𝑎 = 35,75𝑥1,95 = 69,71 ; 𝑝𝑎2 = 35,75𝑥1,952 = 135,94𝑘𝑁𝑚
𝑚
𝑝𝑎2 135,94
𝑀𝑎 = 𝑀𝑏 = = = 5,76 𝑘𝑁𝑚 < 𝑀𝑟 = 641,24 𝑘𝑁𝑐𝑚 − 𝑬𝑺𝑻Á𝑫𝑰𝑶 𝑰
𝑚𝑎 23,6
𝑝𝑖 𝑎4 0,003575𝑥1954
𝑓𝑖 = 𝑓1 = 0,048 = 0,1142𝑐𝑚
𝐸𝐶𝑆 ℎ3 2173,5𝑥103
𝑓𝑑𝑖𝑓 = α𝑓 𝑓𝑖 = 1,46𝑓𝑖 = 1,46𝑥0,1142 = 0,1667𝑐𝑚

𝒇𝒕𝒐𝒕 = 𝒇𝒊 + 𝜶𝒇 𝒇𝒊 = 𝟎, 𝟏𝟏𝟒𝟐 + 𝟎, 𝟏𝟔𝟔𝟕 = 𝟎, 𝟐𝟖𝟏 𝒄𝒎

99
195
𝐹𝑙𝑒𝑐ℎ𝑎 𝑎𝑑𝑚𝑖𝑠𝑠í𝑣𝑒𝑙: = 0,78𝑐𝑚 > 0,281𝑐𝑚 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑜𝑘.
250

5.5.4 – FLECHA NO BALANÇO – PAVIMENTO TIPO G2 – L1-G2

Tabela 5.2 – Valores de flechas na ponta do balanço.

Fig. 5.2 – Concepção estrutural Laje em balanço com parapeito.

A Laje em balanço do Pavimento tipo teve sua espessura aumentada para 12cm como
𝒌𝑵
consequência temos um aumento do seu peso próprio 𝒈𝒑𝒑 = 𝟎, 𝟏𝟐𝒙𝟐𝟓 = 𝟑, 𝟎 𝒎𝟐 , logo os
esforços de cálculo serão:
Novo Carregamento na laje balanço devido à espessura de 12cm da laje.
𝒌𝑵
𝒈𝒑𝒑 = 𝟎, 𝟏𝟐𝒙𝟐𝟓 = 𝟑, 𝟎 𝒎𝟐,
𝑘𝑁
Peso próprio revestimento para regularização do piso 𝑔𝑟𝑒𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 1 𝑚2
Sobrecarga para casa Edifícios residenciais 𝑞𝑆𝐶 = 2,0 𝑘𝑁/𝑚²

Carga alvenaria na laje L1-G300 – Temos 2 muretas laterais paralelas à direção da armadura,
em alvenaria de tijolos furados com 1,20 de altura 15 cm de espessura, iremos considerar o
peso por metro linear logo temos:

𝑔𝑎𝑙𝑣𝑒𝑛𝑎𝑟𝑖𝑎 𝑙𝑎𝑡𝑒𝑟𝑎𝑙 = 0,15(𝑒𝑠𝑝𝑒𝑠𝑠𝑢𝑟𝑎)𝑥1,2(𝑎𝑙𝑡𝑢𝑟𝑎)𝑥13(𝑝𝑒𝑠𝑜 𝑝𝑟ó𝑝𝑟𝑖𝑜 𝑎𝑙𝑣𝑒𝑛𝑎𝑟𝑖𝑎)


= 2,34𝑘𝑁/𝑚
A carga total na direção paralela à armação será:

𝑃𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝑔 + 𝑞 = 6,34 + 2,00 = 8,34𝑘𝑁/𝑚

100
A carga obrigatória de Norma mais o peso próprio da mureta normal à direção principal da
armadura da laje será:

Carregamento Obrigatório de Norma para lajes balanço com parapeito:

𝑘𝑁
2 𝑝𝑎𝑟𝑎 1,0 𝑚 𝑑𝑒 𝑙𝑎𝑟𝑔𝑢𝑟𝑎 = 2𝑘𝑁
𝑚
Peso próprio da alvenaria perpendicular à direção principal é
𝑘𝑁
2,34 𝑝𝑎𝑟𝑎 1,0 𝑚 𝑑𝑒 𝑙𝑎𝑟𝑔𝑢𝑟𝑎 = 2,34𝑘𝑁
𝑚
Carga concentrada Total = 2+2,34 = 4,34 kN

Temos uma carga de 0,8 kN horizontal no topo do parapeito obrigatória de norma logo
teremos um momento concentrado de 0,8x1,20(altura do parapeito) =0,96kNm
pi= g+0,3q=6,34+0,3(2,00)=6,94kN/m² para 1,0m de largura pi=6,94kN/m

Fig. 5.3 – Concepção estrutural Laje em balanço com parapeito com 12cm de espessura e DMF.

O Momento Mr será:
2 2
𝑀𝑟 = 0,75𝑥(ℎ2 )𝑥 (𝑓𝑐𝑘 3 ) = 0,75𝑥(122 )𝑥 (253 ) = 923,4 𝑘𝑁𝑐𝑚

O momento de serviço da Laje em balanço será:


O Momento de serviço 𝑀𝑠𝑒𝑟𝑣 = 14,22𝑥100 = 1422 𝑘𝑁𝑐𝑚

𝑀𝑟 = 923,4𝑘𝑁𝑐𝑚 < 𝑀𝑎 = 1455 𝑘𝑁𝑐𝑚 𝑙𝑜𝑔𝑜 – 𝑬𝑺𝑻Á𝑫𝑰𝑶 𝑰𝑰 – 𝑺𝒆çã𝒐 𝒇𝒊𝒔𝒔𝒖𝒓𝒂𝒅𝒂

CÁLCULO DA RIGIDEZ EQUIVALENTE – SEÇÃO FISSURADA


Cálculo da profundidade da linha neutra no ESTÁDIO II:

𝑋𝐼𝐼 = −𝐴 + √𝐴2 + 𝐵 = −0,85 + √0,852 + 15,32 = 3,155𝑐𝑚

101
Onde n= Es/Ecs = 21000/2173,5=9,66
Es é o módulo de Elasticidade do Aço.
1 1
𝐴= (𝑛𝐴𝑠) = 𝑥(9,66𝑥8,81) = 0,85
𝑏 100
2 2
𝐵= (𝑑𝑛𝐴𝑠) = (9𝑥9,66𝑥8,81) = 15,32
𝑏 100
𝑏𝑓 𝑋𝐼𝐼3 100𝑥3,1553
𝐼𝑛 = 𝐼𝐼𝐼 = + 𝑛𝐴𝑠 (𝑑 − 𝑋𝐼𝐼 )2 = + 9,66𝑥8,81𝑥(9 − 3,16)2
3 3
𝐼𝑛 = 𝐼𝐼𝐼 = 3954,36 𝑐𝑚4
100𝑥123 3954,36
𝐼𝐶 = = 14400𝑐𝑚4 𝑥100 = 27%
12 14400

𝑀𝑟 3 𝑀𝑟 3
𝐸𝐼𝑒𝑞,𝑡0 = 𝐸𝐶𝑆 {( ) 𝐼𝐶 + [1 − ( ) ] 𝐼𝐼𝐼 }
𝑀𝑎 𝑀𝑎

923,4 3 923,4 3
𝐸𝐼𝑒𝑞,𝑡0 = 2143,5[( ) 14400 + ((1 − ( ) )𝑥 3954,36)]
1422 1422

𝐸𝐼𝑒𝑞,𝑡0 = 2173,5𝑥(6814,91) = 14812206,89 𝑘𝑁𝑐𝑚²

Observação: A flecha é calculada considerando a aplicação de carga após 15 dias da


concretagem da laje.
𝑘𝑁
𝑪𝒂𝒓𝒈𝒂 𝒕𝒆𝒎𝒑𝒐 𝒊𝒏𝒇𝒊𝒏𝒊𝒕𝒐 − 𝒑𝒊𝒏𝒇𝒊𝒏𝒊𝒕𝒐 = 2,46𝑥((6,34) + 0,3𝑥2) = 17,07
𝑚
= 0,1707𝑘𝑁/𝑐𝑚
Flecha devido a carga distribuída:
1𝑝𝑙 4 1 0,1707𝑥137,54
𝑓𝑖𝑛𝑓𝑖𝑛𝑖𝑡𝑜 =( )=( ) = 0,515𝑐𝑚
8𝐸𝐼 8 14812206,89

Flecha devido a carga concentrada:


A flecha devido a carga concentrada na extremidade do balanço é devido à carga
permanente (g) da parede de 1,20 metros de altura de valor de 2,34 kN/m e uma
carga acidental de norma de 2,00 kN/m (q), logo a combinação no infinito destas
cargas será para 1,00 metro de largura de laje:
𝑝𝑖𝑛𝑓𝑖𝑛𝑖𝑡𝑜 = 2,46𝑥2,34 + 0,3𝑥2,46𝑥2,00 = 5,98 + 0,738𝑥2 = 7,23 𝑘𝑁

1 7,23𝑥137,53
𝑓𝑖𝑛𝑓𝑖𝑛𝑖𝑡𝑜 = ( ) = 0,423𝑐𝑚
3 14812206,89
Flecha devido ao momento concentrado:
M infinito = 2,46x0,3x0,96 =0,708kNm
102
1 70,8𝑥137, 52
𝑓𝑖𝑛𝑓𝑖𝑛𝑖𝑡𝑜 = ( ) = 0,045𝑐𝑚
2 14812206,89
FLECHA TOTAL NO INFINITO:
𝒇𝒊𝒏𝒇𝒊𝒏𝒊𝒕𝒐 = 𝟎, 𝟓𝟐 + 𝟎, 𝟒𝟑 + 𝟎, 𝟎𝟒𝟓 = 𝟎, 𝟗𝟗𝟓𝒄𝒎

A flecha admissível,
𝒍 𝟏𝟑𝟕, 𝟓
= = 𝟏, 𝟏𝟎 𝒄𝒎 > 𝟎, 𝟗𝟗𝟓 𝒄𝒎 𝒍𝒐𝒈𝒐 𝒐𝑲
𝟏𝟐𝟓 𝟏𝟐𝟓

103
CAPÍTULO -5.1 –LAJES - DETALHAMENTO – NBR6118:2014

5.1.1 – PRESCRIÇÕES GERAIS SOBRE O DETALHAMENTO DE LAJES

As prescrições gerais sobre o detalhamento de lajes encontram-se no item 20.1 da NBR


6118:2014:
▪ “As armaduras devem ser detalhadas no projeto de forma que, durante a execução,
seja garantido o seu posicionamento durante a concretagem. Qualquer barra da
armadura de flexão deve ter diâmetro no máximo igual a h/8.
▪ As barras da armadura principal de flexão devem apresentar espaçamento no
máximo igual a 2h ou 20 cm, prevalecendo o menor desses dois valores na região
dos maiores momentos fletores.
▪ Nas lajes maciças armadas em uma ou duas direções, em que seja dispensada
armadura transversal de acordo com 19.4.1 (cisalhamento), e quando não houver
avaliação explícita dos acréscimos das armaduras decorrentes da presença dos
momentos volventes nas lajes, toda a armadura positiva deve ser levada até os
apoios, não se permitindo escalonamento desta armadura. A armadura deve ser
prolongada no mínimo 4 cm além do eixo teórico do apoio.
▪ A armadura secundária de flexão deve ser igual ou superior a 20% da armadura
principal, mantendo-se, ainda, um espaçamento entre barras de, no máximo, 33 cm.
A emenda dessas barras deve respeitar os mesmos critérios de emenda das barras
da armadura principal”.
5.1.2 – ARMADURAS – comprimento mínimo –lmin

▪ Armaduras Positivas – As barras deverão ser prolongadas no mínimo 4cm além


dos eixos teóricos logo:
▪ 𝒍𝒎𝒊𝒏 = 𝒍𝒕𝒆ó𝒓𝒊𝒄𝒐 + 𝟒 + 𝟒
▪ Armaduras negativas – As barras negativas deverão ser prolongadas para cada
lado dos eixos dos apoios de no mínimo ¼ ou 0,25 do maior dos menores lados
(vão) das lajes contíguas que se engastam. Nas extremidades, para garantir a
perfeita ancoragem, as barras deverão ser dobradas com um comprimento igual
(h-2c).
▪ Quando a laje for em balanço a armadura negativa deve ter o comprimento no
mínimo igual 2 vezes o vão do balanço.

104
Fig.5.1.1 – esquema de armaduras e vista de corte no engaste.

5.1.3 – DETALHAMENTO PARA 1 E 2 DIREÇÕES

▪ Para as lajes armadas em duas direções (curvatura em duas direções ortogonais),


todas as armaduras de flexão (armaduras longitudinais) são consideradas como
principal.
▪ Para as lajes armadas em uma só direção (uma só curvatura na direção do menor
vão), a armadura principal é posicionada na direção do menor vão, deve-se
obrigatoriamente colocar uma armadura de distribuição denominada armadura
secundária.
▪ Nos cantos das lajes de extremidade, onde não há armadura negativa, (se não for
calculada uma armadura especial para resistir aos momentos volventes).
A prática do IBRACON sugere a armadura de canto de área 75% da armadura
principal positiva disposta em malha. Se as armaduras de canto não forem
empregadas, surgirão fissuras nos cantos, o que também provocará um aumento da
flecha da laje (e dos momentos fletores positivos). A armadura de canto deve ser
composta por barras superiores paralelas à bissetriz do ângulo do canto e barras
inferiores a ela perpendiculares. Tanto a armadura superior quanto a inferior devem
ter área de seção transversal, pelo menos, igual à metade da área da armadura no
centro da laje, na direção mais armada. As barras deverão se estender até a distância

105
igual a 1/5 do menor vão da laje, medida a partir das faces dos apoios. A armadura
inferior Pode ser substituída por uma malha composta por duas armaduras
perpendiculares como em geral as barras da armadura inferior são adotadas
constantes em toda a laje, não é necessária armadura adicional inferior de canto. Já a
armadura superior se faz necessária e, para facilitar a execução, recomenda-se adotar
malha ortogonal superior com seção transversal, em cada direção, não inferior a
As/2.

Fig.5.1.2 – Esquemas armaduras em lajes com curvatura em 1 ou 2 direções.

Fig.5.1.3 – Armaduras de canto limites.

106
5.1.4 – DETALHANDO AS LAJES DO PROJETO

Iniciando pela laje da Cobertura do Reservatório e casa de máquinas L17-G900:


1 - Diâmetro máximo a usar na armadura = h/8 = 9/8 =1,125cm ou 10mm.

Fig.5.1.4 – Armaduras de canto limites

2- Maior dos menores lados: 443 >391>270 logo o comprimento mínimo da armadura
negativa para cada lado dos eixos será de 0,25x391 =97,75cm adotado C=100cm para cada
lado.
L17 – 4,43x2,70 - p = 4,5 + 0,5 = 5 kN/m onde a=4,43m e b=2,70m, pela Planilha temos:
Armaduras Positivas e Negativas:

Fig.5.1.5 – Dimensionamento Armaduras Laje L17-G900 – Planilha lajes 2 direções.

Para as armaduras positivas adotaremos a barra de diâmetro φ =


𝜋𝑥𝑑² 𝜋𝑥0,5²
5,0mm logo a área da seção transversal será de 𝐴5𝑚𝑚 = = = 0,196𝑐𝑚².
4 4

𝐴𝑠𝑐𝑎𝑙 0,90 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠


= = 4,92 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑑𝑜 5 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑑𝑒 5,0𝑚𝑚 𝑝𝑜𝑟 𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑙𝑎𝑗𝑒.
𝐴5𝑚𝑚 0,196 𝑚
𝐴𝑠𝑐𝑎𝑙 1,22 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠
= = 6,22 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑑𝑜 7 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑑𝑒 5,0𝑚𝑚 𝑝𝑜𝑟 𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑙𝑎𝑗𝑒.
𝐴5𝑚𝑚 0,196 𝑚
Para armadura negativa iremos adotar barra de CA50 de 8,00 mm de diâmetro e área de
𝜋𝑥𝑑² 𝜋𝑥0,8²
seção transversal de 𝐴8𝑚𝑚 = = = 0,503𝑐𝑚²
4 4

𝐴𝑠𝑐𝑎𝑙 2,34 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠


= = 4,65 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑑𝑜 5 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑑𝑒 8,0𝑚𝑚 𝑝𝑜𝑟 𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑙𝑎𝑗𝑒.
𝐴8𝑚𝑚 0,503 𝑚
Comprimentos e espaçamentos entre barras nas direções a e b:
𝑃𝑎𝑟𝑎 𝑎𝑠 𝑎𝑟𝑚𝑎𝑑𝑢𝑟𝑎𝑠 𝑛𝑎 𝑑𝑖𝑟𝑒çã𝑜 𝑎 = 443𝑐𝑚, 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑜 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜:

107
𝑙𝑚𝑖𝑛 = 443 + 4 + 4 = 451𝑐𝑚
1,00
𝐸𝑠𝑝𝑎ç𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑒 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑛𝑎 𝑑𝑖𝑟𝑒çã𝑜 − = 0,20𝑚 = 20𝑐𝑚
5
𝑃𝑎𝑟𝑎 𝑎𝑠 𝑎𝑟𝑚𝑎𝑑𝑢𝑟𝑎𝑠 𝑛𝑎 𝑑𝑖𝑟𝑒çã𝑜 𝑏 = 270𝑐𝑚, 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑜 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜
𝑙𝑚𝑖𝑛 = 270 + 4 + 4 = 278𝑐𝑚
1,00
𝐸𝑠𝑝𝑎ç𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑒 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑛𝑎 𝑑𝑖𝑟𝑒çã𝑜 − = 0,14𝑚 = 14𝑐𝑚
7
Comprimento e espaçamento armadura negativa:
Comprimento armadura negativa 0,25x391 =97,75cm adotado C=100cm.
1,00
𝐸𝑠𝑝𝑎ç𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑒 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑛𝑎 𝑑𝑖𝑟𝑒çã𝑜 − = 0,2𝑚 = 20𝑐𝑚
5
Comprimento da dobra:

Fig.5.1.6 – Representação de um ferro negativo de perfil com ganchos de comprimento ld.

𝑙𝑑 = ℎ − 2𝑐 = 9 − (2𝑥2,5) = 4𝑐𝑚.
Detalhar a laje L18 –G900:
2- Maior dos menores lados: 443 >391>270 logo o comprimento mínimo da armadura
negativa para cada lado dos eixos será de 0,25x391 =97,75cm adotado C=100cm.
L18 – 4,91x2,70 - p = 4,5 + 0,5 = 5 kN/m onde a=3,91m e b=2,70m, pela Planilha temos:

Fig.5.1.7 – Dimensionamento Armaduras Laje L18-G900 – Planilha lajes 2 direções.

𝐴𝑠𝑐𝑎𝑙 0,90 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠


= = 4,92 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑑𝑜 5 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑑𝑒 5,0𝑚𝑚 𝑝𝑜𝑟 𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑙𝑎𝑗𝑒.
𝐴5𝑚𝑚 0,196 𝑚
𝐴𝑠𝑐𝑎𝑙 1,03 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠
= = 5,26 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑑𝑜 6 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑑𝑒 5,0𝑚𝑚 𝑝𝑜𝑟 𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑙𝑎𝑗𝑒.
𝐴5𝑚𝑚 0,196 𝑚
Comprimentos e espaçamentos entre barras nas direções a e b:
𝑃𝑎𝑟𝑎 𝑎𝑠 𝑎𝑟𝑚𝑎𝑑𝑢𝑟𝑎𝑠 𝑛𝑎 𝑑𝑖𝑟𝑒çã𝑜 𝑎 = 391𝑐𝑚, 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑜 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑙𝑚𝑖𝑛
= 391 + 4 + 4 = 399𝑐𝑚
1,00
𝐸𝑠𝑝𝑎ç𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑒 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑛𝑎 𝑑𝑖𝑟𝑒çã𝑜 − = 0,20𝑚 = 20𝑐𝑚
5
𝑃𝑎𝑟𝑎 𝑎𝑠 𝑎𝑟𝑚𝑎𝑑𝑢𝑟𝑎𝑠 𝑛𝑎 𝑑𝑖𝑟𝑒çã𝑜 𝑏 = 270𝑐𝑚, 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑜 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑙𝑚𝑖𝑛
= 270 + 4 + 4 = 278𝑐𝑚

108
1,00
𝐸𝑠𝑝𝑎ç𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑒 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑛𝑎 𝑑𝑖𝑟𝑒çã𝑜 − = 0,167𝑚 = 16𝑐𝑚
6
▪ Armadura de Canto:
Como na prática já se estende a armadura positiva até os cantos das lajes devemos apenas
acrescentar armadura de canto suspensa, logo a armadura suspensa nos cantos não contínuos
das lajes:
0,92
75% 𝑑𝑎 𝑚𝑎𝑖𝑜𝑟 𝑎𝑟𝑚𝑎𝑑𝑢𝑟𝑎 0,75𝑥1,22 = 0,92𝑐𝑚2 ; = 1,82𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠/𝑚 = 2,0
0,503
0,2𝑥443 = 88,6𝑐𝑚 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑟 90𝑐𝑚 𝑒 0,2𝑥2,70 = 0,54𝑐𝑚 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑟 55𝑐𝑚
Adotar o menor espaçamento no caso 14cm.
7 barras no espaçamento de 90cm e 4 barras no espaçamento de 55cm.

Fig.5.1.8 – Detalhamento das armaduras da Laje do forro da casa de máquinas.

109
5.1.4.2 – LAJE CASA DE MÁQUINAS

Fig.5.1.9 – Área de Aço na laje do piso casa de máquinas- Elevador.

Adotando barra de CA60-5mm para as armaduras positivas nas duas direções temos as
quantidades:
𝐴𝑠𝑐𝑎𝑙 2,71𝑐𝑚2 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠
= 2
= 13,82 𝑑𝑒 𝐿𝑎𝑗𝑒 , 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑟𝑒𝑚𝑜𝑠 14 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 1 𝑎 𝑐𝑎𝑑𝑎 7𝑐𝑚.
𝐴5𝑚𝑚 0,196𝑐𝑚 𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜
𝑙𝑚𝑖𝑛 = 195 + 4 + 4 = 203𝑐𝑚
Armadura de canto:
2,03 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠
𝑙𝑚𝑖𝑛 = 0,75𝑥2,71 = 2,03𝑐𝑚2 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑡𝑒𝑟𝑒𝑚𝑜𝑠 = 4,04 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑟𝑒𝑚𝑜𝑠
0,503 𝑚
5 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑒𝑠𝑝𝑎ç𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑒 7𝑐𝑚

Fig.5.1.10 – Detalhamento das armaduras da Laje da casa de máquinas.

110
5.1.4.2 – LAJE COBERTURA –G700- RESERVATÓRIOS DE ÁGUA.

Fig.5.1.11 – Lembrete dos esforços nas Lajes da cobertura dimensionados no capítulo 4.

Lajes do reservatório de água L9 -270x248.


Momentos Positivos.
Ma=2,23kNm -1,00cm²/m - 6φ=5mm 1c/16cm C=278cm
Mb=2,38kNm -1,00cm²/m - 6φ=5mm 1c/16cm C=248+4+4=256cm
Momento Negativo:
X=5,84kNm -2,65cm²/m
𝐴𝑠𝑐𝑎𝑙 2,65 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠
= = 5,27𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑟 6 𝑑𝑒 𝑙𝑎𝑗𝑒.
𝐴8𝑚𝑚 0,503 𝑚
Engasta na Laje L6 -420x443 – logo a relação será 443>420>270
0,25x420 = 105cm para cada lado da laje.
X=5,28kNm -2,40cm²/m
𝐴𝑠𝑐𝑎𝑙 2,40 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠
= = 4,77𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑟 5 𝑑𝑒 𝑙𝑎𝑗𝑒.
𝐴8𝑚𝑚 0,503 𝑚
Engasta na Laje L12 -420x443 – logo a relação será 391>270>248
0,25x270=67,5cm adotar 70cm para cada lado da laje.
Laje Reservatórios – L12- G700
Momentos Positivos:
Ma=2,93kNm -1,07cm² - 6φ=5mm 1c/16cm C=278cm
Mb=1,20kNm – 1,00cm² - 6φ=5mm 1c/16cm C=399cm
X=10,86 – 4,36cm²/m

111
𝐴𝑠𝑐𝑎𝑙 4,36 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠
= = 8,67𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑟 9 𝑑𝑒 𝑙𝑎𝑗𝑒.
𝐴8𝑚𝑚 0,503 𝑚
Comprimento 4,20>3,91>2,70
9φ8mm 1c/11cm C=0,25x3,91=0,97m adotar 100cm
Utilizando a planilha de cálculo de laje em duas direções podemos calcular automaticamente
as armaduras das lajes da cobertura, necessitando apenas de entrar com as medidas
geométricas das lajes e o carregamento fazendo isto temos as armaduras da laje da cobertura
conforme as figuras abaixo:
LAJES DA COBERTURA – G700 – Carregamento.
𝑘𝑁 𝑘𝑁
Peso próprio da Laje L9-G700 𝑔𝑝𝑝 = 25 𝑚3 𝑥 0,10 (𝑒𝑠𝑝𝑒𝑠𝑠𝑢𝑟𝑎) = 2,50 𝑚2
𝑘𝑁
Peso da estrutura metálica do telhado galvanizado + telhas = 𝑔𝑡𝑒𝑙ℎ𝑎𝑑𝑜 = 1,5 𝑚2
Peso do revestimento manta asfáltica estimado revestimento finalizado
𝑘𝑁
𝑔𝑚𝑎𝑛𝑡𝑎 = 0,75 𝑚²
Sobrecarga forro sem acesso à pessoas 𝑞𝑆𝐶 = 0,5 𝑘𝑁/𝑚²

𝑃𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 4,75 + 0,5 = 5,25𝑘𝑁/𝑚

Para a Laje L9 – G700 – Laje Tipo C – 2,93m x 4,43m

Para a Laje L6 – G700 – Laje Tipo C – 4,20m x 4,43m

Para a Laje L10 – G700 – Laje Tipo C – 2,93m x 3,91m

Para a Laje L11 – G700 – Laje Tipo E – 4,20m x 3,91m

112
Se compararmos as armaduras de todas as Lajes acima nas direções a e b, notamos os
valores da armadura mínima 1,00cm²/m com exceção do valor de 1,17cm²/m da Laje L6
logo temos:
𝐴𝑠𝑐𝑎𝑙 1,17𝑐𝑚2 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠
= = 5,97 𝑑𝑒 𝐿𝑎𝑗𝑒 , 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑟𝑒𝑚𝑜𝑠 6 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 1 𝑎 𝑐𝑎𝑑𝑎 16𝑐𝑚.
𝐴5𝑚𝑚 0,196𝑐𝑚2 𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜

Fig.5.1.12 – Projeto das armaduras Positivas na Laje da Cobertura – G700.

113
Fig.5.1.13 – Projeto das armaduras Negativas na Laje da Cobertura – G700

5.1.4.3 – LAJE COBERTURA - Balanços

As lajes em balanço da cobertura possuem mesmo carregamento e o Momento Negativo de


Engaste:
𝑀𝑑 5,78𝑥100𝑥𝟏, 𝟒𝒙𝟏, 𝟒𝟓
𝐾= = = 0,158 < 𝐾lim = 0,295 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝐾` = 𝐾
𝑓𝑐 𝑏𝑑² 1,518𝑥100𝑥7, 02
𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 + 𝐴𝑠2 ; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 + 0; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1
𝑓𝑐 𝑏𝑑 1,518𝑥100𝑥7
𝐴𝑠1 = (1 − √1 − 2𝐾) = (1 − (√1 − 2(0,158) = 4,23 𝑐𝑚2 /𝑚
𝑓𝑦𝑑 43,48
𝐴𝑠1 >𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 1,50 𝑐𝑚2 /𝑚.

Laje armada em uma direção teremos uma armadura de distribuição no sentido do


maior vão. A armadura secundária de flexão deve ser igual ou superior a 20% da
armadura principal, mantendo-se, ainda, um espaçamento entre barras de, no máximo, 33
cm. Vamos adotar 30% =0,3x4,23cm² =1,27cm²/m
 Armadura principal As=4,23cm²/m iremos adotar φ10mm com A=0,785cm² logo
4,23/0,785 =5,38φ10mm = adotaremos 6φ10mm se em 1,00m/6 barras =1c/16cm
ATENÇÃO QUANDO É LAJE EM BALANÇO O COMPRIMENTO DA
ARMADURA NEGATIVA DEVE SER NO MÍNIMO DUAS VEZES O VÃO DO
BALANÇO !!!! Logo C= 2x145 =290cm +145 = 435cm

114
Armadura secundária negativa:
A armadura secundária de flexão deve ser igual ou superior a 20% da armadura principal,
mantendo-se, ainda, um espaçamento entre barras de, no máximo, 33 cm. Vamos adotar
30% =0,3x4,23cm²/m =1,27cm²/m
Para As=1,27cm²/m iremos adotar φ10mm com A=0,785cm² logo 1,27/0,785 =1,62 barras
de φ10mm = adotaremos 2φ10mm por metro, porém espaçamento ficaria maior que 33cm
que é o máximo admissível logo iremos adotar 4φ10mm 1c/25cm C=303cm.
Armadura de distribuição
As=1,27cm²/m adotaremos CA60-5.0mm c/ A=0,196cm² =7φ5mm c/14 C=303cm.
E comprimento de C=150cm na direção do vão do balanço.

Fig.5.1.14 –Detalhamento Lajes em balanço cobertura.

Para as lajes do Pavimento Tipo G300 a G600 – Utilizando os esforços calculados no


capítulo 4 temos os projetos abaixo:

115
Fig.5.1.15 –Projeto armaduras positiva das Lajes do Pav. Tipo G300 até G600.

Fig.5.1.15 –Projeto armaduras Negativas das Lajes do Pav. Tipo G300 até G600.

5.1.5.2 – BALANÇO PAV.TIPO – L1

As lajes em balanço da cobertura possuem mesmo carregamento e o Momento Negativo de


Engaste:

𝑴𝒅 𝟏𝟓, 𝟏𝟕 𝒙𝟏𝟎𝟎𝒙𝟏, 𝟒𝒙𝟏, 𝟑𝟓


𝑲= = = 𝟎, 𝟐𝟑𝟑 < 𝑲𝐥𝐢𝐦 = 𝟎, 𝟐𝟗𝟓 𝒍𝒐𝒈𝒐 𝑲` = 𝑲 𝒐𝒌
𝒇𝒄 𝒃𝒅² 𝟏, 𝟓𝟏𝟖𝒙𝟏𝟎𝟎𝒙𝟗𝟐

116
𝑓𝑐 𝑏𝑑 1,518𝑥100𝑥9
𝐴𝑠1 = (1 − √1 − 2𝐾) = (1 − (√1 − 2(0,158) = 8,46 𝑐𝑚2 /𝑚
𝑓𝑦𝑑 43,48
𝐴𝑠1 >𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 1,50 𝑐𝑚2 /𝑚.

Laje armada em uma direção teremos uma armadura de distribuição no sentido do maior
vão. A armadura secundária de flexão deve ser igual ou superior a 20% da armadura
principal, mantendo-se, ainda, um espaçamento entre barras de, no máximo, 33 cm. Vamos
utilizar 30% =0,3x8,46 =2,53cm²/m
- Para As=8,46cm²/m iremos adotar φ12,5mm com A=1,227cm² logo 8,46/1,227 =6,89φ12,5
=7φ12,5mmc/12cm C=148cm –
ATENÇÃO QUANDO A LAJE EM BALANÇO O COMPRIMENTO DA
ARMADURA NEGATIVA DEVE SER NO MÍNIMO DUAS VEZES O VÃO DO
BALANÇO !!!! Logo C= 2x145 =290cm >148cm!
Armadura Secundária Negativa:
Armadura As=2,53cm²/m adotaremos CA50-10mm c/ A=0,785cm²
Quantidade de barras para 1,0metro de largura de laje igual 2,53/0,785=3,23 barras de
10mm por metro adotaremos 4 barras de 10mm por metro 4φ10mm c/25cm C=303cm
Armadura de distribuição positiva
As=2,53cm²/m adotaremos CA60-5.0mm c/ A=0,196cm² =13φ5mm c/8 C=303cm e
C=150cm na outra direção.

117
Fig.5.1.16 – detalhamento Laje balanço Pavimento tipo G300 a G600.

RESUMO TOTAL QUANTIDADE DE AÇO NAS LAJES


Nos projetos de Lajes de concreto armado, é necessário o acompanhamento do quadro
resumo das Lajes que é composto pelas informações abaixo, este quadro fica localizado na
parte de Legendas do projeto.

Fig.5.1.17 – Exemplo de quadro resumo de projetos de Lajes – Armaduras.

É importante o Engenheiro Estrutural ter números básicos para comparar com os seus
resultados por isso temos sempre em mente a cubagem aproximada para lajes maciças de
edifícios residenciais sem cargas especiais.

Logo para o nosso projeto temos as quantidades abaixo para o pavimento tipo:

Armaduras Positivas Armaduras NEGATIVAS


Posição bitola Qtd Comp Kg/m total kg Volume Concreto bitola Comp QTD kg/m total kg Volume Concreto Laje
N1 5 13 3,03 0,154 6,06606 0,52722 1,25 2,9 22 0,963 61,4394 0,52722 L1
N2 5 13 4,28 0,154 8,56856 0,74472 1,25 2,9 30 0,963 83,781 0,74472 l2
N3 5 13 4,28 0,154 8,56856 0,74472 1,25 2,9 30 0,963 83,781 0,74472 L3
N4 5 13 3,03 0,154 6,06606 0,52722 1,25 2,9 22 0,963 61,4394 0,52722 L4
N1 5 27 3,01 0,154 12,51558 1,29799 8 2,1 31 0,395 25,7145 1,29799 L5
N2 5 18 4,51 0,154 12,50172 1,8606 8 2 15 0,395 11,85 1,8606 L6
N3 5 27 4,28 0,154 17,79624 0,6696 8 2,1 34 0,395 28,203 0,6696 L7
N4 5 26 4,51 0,154 18,05804 1,8606 8 2 28 0,395 22,12 1,8606 L8
N5 5 24 3,01 0,154 11,12496 1,29799 8 2,1 13 0,395 10,7835 1,29799 L9
N6 5 18 3,99 0,154 11,06028 1,14563 8 2,1 31 0,395 25,7145 1,14563 L10
N7 5 24 4,28 0,154 15,81888 1,6422 8 2 15 0,395 11,85 1,6422 L11
N8 5 30 3,99 0,154 18,4338 1,6422 8 2,1 34 0,395 28,203 1,6422 L12
N9 5 16 2,56 0,154 6,30784 1,6422 8 2 28 0,395 22,12 1,6422 L13
N10 5 15 2,78 0,154 6,4218 0,48372 8 2,1 13 0,395 10,7835 0,48372 L14
N11 5 27 2,8 0,154 11,6424 0,4872 1,25 2,9 22 0,963 61,4394 0,4872 L15
N12 5 13 2,8 0,154 5,6056 0,4872 1,25 2,9 20 0,963 55,854 0,4872 L16
N13 5 13 2,8 0,154 5,6056 0,4872 1,25 2,9 20 0,963 55,854 0,4872 L17
N14 5 27 2,8 0,154 11,6424 1,25 2,9 22 0,963 61,4394
total 193,8044 17,54821 722,3696 17,54821 m³
totalx2 simetria 387,6088
total de Kg de Aço soma positivo + negativo 1109,97836 kg

Pela tabela acima que soma a quantidade total de quilos de Aço de todo o pavimento tipo de
armaduras positivas e negativas calcula o volume total de concreto, temos a relação abaixo
entre a massa de aço (kg) pelo volume de concreto do pavimento tipo (m³):
𝑀𝑎𝑠𝑠𝑎𝑎ç𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 1109,98
= = 63,28 𝑘𝑔/𝑚³
𝑉𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 𝑐𝑜𝑛𝑐 17,54
Um valor bem próximo do índice mínimo 65kg/m³ logo OK.

118
CAPÍTULO – 6 - Dimensionamento escada concreto armado

6.1 – Projeto da escada:

Fig.6.1 – Escada – planta.

CORTES PROJETO ESCADA

Fig.6.2 –Cortes escada.

119
6.2 CONCEPÇÃO ESTRUTURAL
CARGAS NO PATAMAR:
PERMANENTES:
𝑘𝑁
• 𝑔𝑝𝑝 = 2,50 𝑚2
𝑘𝑁
• Revestimento da escada = 𝑔𝑟𝑒𝑣𝑒𝑠𝑡 = 1 𝑚2
• Estrutura metálica de corrimão e proteção = 0,50 kN/m²
ACIDENTAL:
• Sobrecarga para escadas sem acesso ao público NBR6120 𝑞𝑆𝐶 = 2,5 𝑘𝑁/𝑚²
TOTAL:
• P= 4,0+2,5 = 6,50 kN/m²

CARGAS NO TRECHO INCLINADO:


CALCULAR ALTURA MÉDIA DA ESCADA hm:

Fig.6.3 –altura média trecho inclinado.

CARGAS NO TRECHO INCLINADO:


PERMANENTES:
𝑘𝑁
𝑔𝑝𝑝 = 0,2278𝑚 𝑥 25 = 5,7 2
𝑚
𝑘𝑁
Revestimento da escada = 𝑔𝑟𝑒𝑣𝑒𝑠𝑡 = 1 𝑚2
Estrutura metálica de corrimão e proteção = 0,50 kN/m²
• ACIDENTAL:
Sobrecarga para escadas sem acesso ao público NBR6120 𝑞𝑆𝐶 = 2,5 𝑘𝑁/𝑚²
• TOTAL: P=6,608+2,5 = 9,7 kN/m²

120
Fig.6.4 – Concepção estrutural (a) ; DMF(b) –trecho1

Fig.6.4 – Concepção estrutural (a) ; DMF (b) –trecho2

6.3 – ARMADURA LONGITUDINAL


Como a escada é armada longitudinalmente, a armadura principal de flexão é obtida
através do dimensionamento de uma seção transversal retangular com largura b=100cm e
altura h=12cm. Para altura útil d=h-3 = 9cm com a classe CII, Aço CA50. Como os

121
momentos máximos dos tramos 1 2 são respectivamente, 21,23 kNm e 20,7kNm iremos
adotar para os 2 tramos M=21,23 kNm.
21,23𝑥100𝑥1,4
𝐾= = 0,242
1,518𝑥100𝑥9²
1,518𝑥100𝑥9
𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 = 𝑥(1 − (√1 − 2𝑥(0,242) = 8,85 𝑐𝑚2 /𝑚
43,48
𝐴𝑠 𝑚𝑖𝑛 = 0,12𝑥0,15% = 1,8𝑐𝑚²
Logo 𝐴𝑠 > 𝐴𝑠 𝑚𝑖𝑛
6.4 - Armadura de distribuição
Na direção transversal ao eixo da escada deve-se dispor uma armadura de
distribuição com área dada pelo maior dos valores:
0,9𝑐𝑚2
𝐴𝑠 /5 = 8,85/5 =1,77 cm² 0,9 cm²/m 0,5𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 0,5𝑥1,8 = 𝑚

Logo a armadura de distribuição adotada será 𝐴𝑠 /5 = 8,85/5 =1,77 cm².


Ancoragem nos apoios
Nos apoios de extremidade deverá ocorrer a ancoragem das armaduras longitudinais para a
força Rsd, abaixo o DFV, iremos considerar o maior esforço cortante;

Fig.6.5 –DFV

𝑎𝑙
𝑅𝑠𝑑 = ( ) 𝑉𝑑 = 1,5𝑉𝑑
𝑑
Onde al=1,5d para lajes sem armadura de cisalhamento.
1,5𝑉𝑑 1,5𝑥1,4𝑥20,26
𝐴𝑠𝑐𝑎𝑙 = = = 0,98 𝑐𝑚2 /𝑚
𝑓𝑦𝑑 43,48

122
6.5 DETALHAMENTO DA ESCADA

Fig.6.6 – Esquema de armaduras.

O espaçamento máximo das barras da armadura principal não deve ser


superior a 20 cm. Já o espaçamento da armadura de distribuição não deve superar
33 cm. Este tipo de escada é comumente encontrado em residências, sendo
construída entre duas paredes que lhe servem de apoio. Neste caso, não se deve
esquecer de considerar, no cálculo da viga-baldrame, a reação da escada na
alvenaria.

Considerando-se o cálculo mencionado (escada simplesmente apoiada),


devesse tomar muito cuidado no detalhamento da armadura positiva. A armadura
mostrada na figura tenderá a se retificar, saltando para fora da massa de concreto
que, nessa região, tem apenas a espessura do cobrimento. Para que isso não
aconteça, tem-se o detalhamento correto ilustrado na Figura.

123
ARMADURA LONGITUDINAL
1,518𝑥100𝑥9
𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 = 𝑥(1 − (√1 − 2𝑥(0,242) = 8,85 𝑐𝑚2 /𝑚
43,48
Adotaremos 𝞍12.5 – A =1,227cm² - 7,213 𝞍 – adotar 8 𝞍12,5mm.
A largura do trecho inclinado é de1,20m, logo 10x1,20m o espaçamento será para
10𝞍12,5mm, espaçamento 12cm – Logo:

10𝞍12,5mm 1c/12cm trecho inclinado.

Ancoragem básica – lb = 37,67 𝞍 = 47,09cm


𝐴𝑠𝑐𝑎𝑙 8,85
𝑙𝑏𝑛𝑒𝑐 = 0,7 = 0,7 ( ) 47,09 = 23,78𝑐𝑚 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑟𝑒𝑚𝑜𝑠 30𝑐𝑚
𝐴𝑠𝑒 12,27
Lbmin nos apoios 6cm ou 5 𝞍 +5,5 𝞍 = 13cm – adotaremos 15cm
ARMADURA TRANSVERSAL DE DISTRIBUIÇÃO
0,9𝑐𝑚2
𝐴𝑠 /5 = 8,85/5 =1,77 cm² 0,9 cm²/m 0,5𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 0,5𝑥1,8 = 𝑚
Logo a armadura de distribuição adotada será 𝐴𝑠 /5 = 8,85/5 =1,77 cm².
Adotando 𝞍8mm - A=0,5026cm² – adotar 4 𝞍8mm por metro
Comprimento do trecho inclinado – 274,4cm logo:
11 𝞍8mm espaçamento 25 cm > 20cm
Logo adotaremos 15𝞍8mm c/18cm < 20cm ok
Ancoragem nos apoios
Nos apoios de extremidade deverá ocorrer a ancoragem das armaduras longitudinais para a
força Rsd, abaixo o DFV, iremos considerar o maior esforço cortante;
Verificação cortante – adotando o maior valor do cortante Vk=20,62 kN.
1,4𝑉𝑑
𝐴𝑠𝑐𝑎𝑙 = = 0,66𝑐𝑚2 /𝑚
𝑓𝑦𝑑

Iremos levar até o apoio as armaduras longitudinais

124
125
CAPÍTUL7- PROJETO DAS VIGAS SUBESTRUTURA CONTRAVENTADA

7.1 - VIGAS DE CONCRETO ARMADO – Subarmadas ou Superarmadas.

Fig.7.1 –Representação de Viga bi-apoiada.

Na viga da figura 7.1, acima da linha Neutra LN o concreto resiste à compressão e


abaixo da LN o aço resiste à tração. Se por qualquer razão a carga atuante for maior que a
de projeto essa viga poderá entrar em colapso, ou por esmagamento do concreto comprimido
ou por excessiva deformação do aço e as trincas (fissuras) ficam enormes.
 Situação 1 – Dimensionamento da viga com folga no Concreto e seção de aço
sem folga no dimensionamento. Se a carga for crescente progressivamente o aço
se deformará e no concreto se formará trincas crescentes avisos dessa situação.
 Situação 2 – A seção de aço está folgada e a seção de concreto é justa, se ocorrer
uma carga além do previsto haverá um inesperado esmagamento do concreto e
a estrutura sem aviso prévio entrará em colapso.
O Uso de seções onde o aço é abundante em relação ao concreto é chamada de
superarmada e seções onde o concreto é abundante em relação ao aço é chamada de
subarmada se as cargas acidentais fossem bem definidas não haveria problema em definir
nenhuma das duas seções. CONCLUSÃO – devemos ter sempre vigas subarmadas e não
superarmadas.

Fig.7.2 – Vigas subarmadas e superarmadas efeito de carregamentos.

126
Fig.7.3 – Figura de ruptura real de uma viga de concreto armado.

7.2 - Vigas de Edifícios:


Viga contínua:
Denomina-se viga contínua aquela que se apoia em três ou mais apoios.
Temos as duas situações de viga hiperestática e isostática o esquema estrutural da
viga hipostática leva para esforços de momentos fletores maiores no vão da viga enquanto
que a hiperestática leva em consideração os engastamentos da viga o que provoca
momentos menores nos vão das vigas, o esquema estrutural deverá ser considerado para
cada situação, exemplo para em um edifício o projetista tem estruturas para engastar a viga
poderá considerar o engastamento, na verdade no cálculo é um misto de hiperestática e
isostática.

Fig.7.4 – Vigas contínuas apoiadas / engastadas.

127
7.3 - Dimensionamento de Vigas de Seção retangular.
Dimensionar uma viga é fixar sua forma geométrica, calcular as armaduras positivas
e as armaduras negativas, eventualmente armadura dupla. Além disso prevemos os estribos
para dar resistência ao cisalhamento e dar condição construtiva à viga.
Assim Como nas lajes iremos utilizar o parâmetro adimensional K que mede a
intensidade do momento fletor externo solicitante de cálculo, comparar com o fator
adimensional que mede a intensidade do momento fletor interno K’.
Como iremos trabalhar com seções de concreto subarmadas ou normalmente armadas
o valor de K, será delimitado por um limite Klimite que irá definir a máxima profundidade
da linha neutra para que a seção sub ou normalmente armada, os valores limites para k e 𝝰
estão relacionados ao máximo comportamento dúctil do Aço e a categoria do concreto.
Como iremos trabalhar com concretos da classe até C50:

𝑲𝒍𝒊𝒎 = 𝟎, 𝟐𝟗𝟓 𝒆 𝞪𝒍𝒊𝒎 = 𝟎, 𝟑𝟔𝟎 limites NORMA NBR6118:2014


7.4 – CARREGAMENTO VERTICAL DAS VIGAS DO PAV.TIPO
As cargas verticais atuantes nas vigas do pavimento tipo, são obtidas pela superposição
das reações das lajes com o peso das alvenarias e o peso próprio das vigas. As reações
das lajes do pavimento tipo são dadas nas figuras do capítulo 4, para o carregamento total (g
+ q). Para o cálculo das alvenarias considera-se as alturas da parede e da viga, conforme
figura indicada. No cálculo da parede deve-se descontar a parte da viga que fica embutida
na mesma. Para as paredes é adotado alvenaria de tijolos furados de peso específico 13
kN/m³.

Fig.7.5 –Exemplo de viga com altura h=40cm, 30cm abaixo do piso da laje de 10cm (embutida na parede).

7.5 – PAVIMENTO TIPO – G300 até G600 - PAREDES


Planta do pavimento tipo já considerando as cargas de parede sobre as vigas
descontando os vãos de portas janelas.
As portas possuem altura de 2,10 metros e as janelas área de 1,50x1,50 metros para as janelas
dos quartos e 1,00x0,80m para as janelas dos banheiros, a janela da área de serviço
1,00x1,00.

128
Exemplo de cálculo de carga de parede em cima de vigas de edifícios.
Ao verificarmos o projeto arquitetônico do pavimento tipo dos apartamentos verificamos as
paredes em cima das vigas que foram lançadas para ficarem embutidas nas mesmas
conforme os projetos abaixo:

Fig.7.6 – Projeto Arquitetônico do Pavimento Tipo nível G300 a G600.

Fig.7.7 – Lançamento das Vigas do Edifício final – considerando o contraventamento.

Verificando as figuras 7.6 e 7.7 fazendo sobreposição das duas iremos calcular a carga de
parede como exemplo na Viga V305-a,b.

129
Temos uma parede de alvenaria com duas janelas de 1,50x1,50m logo devemos descontar
estas áreas.
Vão V305-a – Dados geométricos do Projeto:
Altura da parede 2,70 metros.
Viga embutida de h=0,45m, com 0,35m abaixo da laje.
Espessura da parede e=0,20m.
Comprimento da Parede de 3,91m.
𝐴𝑙𝑡𝑢𝑟𝑎 𝑓𝑖𝑛𝑎𝑙 𝑑𝑎 𝑝𝑎𝑟𝑒𝑑𝑒 (𝑑𝑒𝑠𝑐𝑜𝑛𝑡𝑎𝑛𝑑𝑜 𝑎𝑙𝑡𝑢𝑟𝑎 𝑑𝑎 𝑣𝑖𝑔𝑎) = 2,70 − 0,35 = 2,35 𝑚
Peso específico da alvenaria de tijolos furados = 13 kN/m.
Carga total sem considerar o desconto da janela na Parede:
0,20𝑥2,35𝑥13 = 6,11𝑘𝑁/𝑚
(1,5𝑥1,5)𝑥0,20𝑥13
𝐶𝑎𝑟𝑔𝑎 𝑎 𝑠𝑒𝑟 𝑑𝑒𝑠𝑐𝑜𝑛𝑡𝑎𝑑𝑎 𝑑𝑒𝑣𝑖𝑑𝑜 𝑎 𝑗𝑎𝑛𝑒𝑙𝑎: = 1,5𝑘𝑁/𝑚
3,91
Logo a carga total a ser considerada com o desconto da janela deverá ser de:
6,11 − 1,50 = 4,61 𝑘𝑁/𝑚
Alguns projetistas não efetuam o desconto dos vãos de janelas e portas o que pode ser
considerado uma prática também aceitável se considerarmos que nestes vãos ainda existam
as estruturas de concreto armado de verga, contraverga marcos de madeira, aço, pedras de
pingadeiras e outros materiais.
Descontar ou não os vãos é uma escolha do projetista.
Na figura 7.8 apresentaremos as cargas totais nas vigas devido as paredes por metro linear
do edifício.
Exemplo 2 – Viga V306-b – 12x40cm – vão 4,43m.
Possui abertura de porta de 1,00x2,10 e espessura de parede 0,15metros.
Carga total sem considerar o desconto da Parede:
0,15𝑥2,40𝑥13 = 4,68𝑘𝑁/𝑚
(1,0𝑥2,1)𝑥0,15𝑥13
𝐶𝑎𝑟𝑔𝑎 𝑎 𝑠𝑒𝑟 𝑑𝑒𝑠𝑐𝑜𝑛𝑡𝑎𝑑𝑎 𝑑𝑒𝑣𝑖𝑑𝑜 𝑎 𝑝𝑜𝑟𝑡𝑎: = 0,92𝑘𝑁/𝑚
4,43
Logo a carga total a ser considerada com o desconto da janela deverá ser de:
4,68 − 0,92 = 3,76 𝑘𝑁/𝑚
Exemplo 3- Para a Viga V306a – 12x40cm – vão 3,91m:
A carga será de: 0,15𝑥2,40𝑥13 = 4,68𝑘𝑁/𝑚.

130
Fig.7.8 – Carregamentos nas vigas devido à alvenaria descontando os vãos de portas e janelas- Pav.Tipo.

Na laje da cobertura G700 temos alvenaria de platibanda de 90cm de altura e 20 cm de


espessura, apoiada nas vigas externas de 17x45cm.
Logo a carga da parede de platibanda:
0,2𝑥0,9𝑥13 = 2,34 𝑘𝑁/𝑚
7.5.1 PESO PRÓPRIO DAS VIGAS
𝜸𝒄𝒐𝒏𝒄𝒓𝒆𝒕𝒐 = 𝟐𝟓 𝒌𝑵/𝒎³
VIGAS 301=304=305=310 = 0,17x0,45x25 = 1,913kN/m.
VIGAS 303=306=309= 0,12x0,40x25= 1,20 kN/m.
VIGAS 307=308 = 0,12x0,45x25=1,05 kN/m.
VIGAS V311 = 0,12x0,3x25 =0,90kN/m
VIGAS V12= 0,12x0,35x25=1,05 kN/m.
Além destas cargas a viga V3 onde parte do tramo está na caixa da escada deverá receber
conforme a concepção estrutural do capítulo anterior as seguintes cargas devido à escada:
As reações de apoio nas vigas ou apoios 20,26 kN/m, devido a escada.
7.6 PESO PRÓPRIO DAS VIGAS ADICIONADO AO PESO PRÓRIO DAS
PAREDES ADICIONADO AS REAÇÕES DAS LAJES DO PAV. TIPO G300.
Na figura 7.9 estão os carregamentos totais atuantes em cada viga do Pavimento tipo
somando as cargas provenientes das lajes, do peso próprio de cada viga e também da carga
de alvenaria que está atuando em cada viga:
Exemplo de cálculo de carregamentos Viga V301-a:

131
𝑝𝑝𝑣𝑖𝑔𝑎 + 𝑃𝑝𝑎𝑟𝑒𝑑𝑒 + 𝑅𝑒𝑎çã𝑜 𝑙𝑎𝑗𝑒𝑠(𝑐𝑎𝑝. 4) = 1,913 + 3,13 + 15,71 + 3,21
= 23,96𝑘𝑁/𝑚
Viga V303-c:
𝑝𝑝𝑣𝑖𝑔𝑎 + 𝑅𝑒𝑎çã𝑜 𝑙𝑎𝑗𝑒𝑠(𝑐𝑎𝑝. 4) + 𝑅𝑒𝑎çã𝑜 𝑑𝑎 𝑒𝑠𝑐𝑎𝑑𝑎

= 1,2 + 2,62 + 20,26 = 24,08𝑘𝑁/𝑚


Viga V304-c:
𝑝𝑝𝑣𝑖𝑔𝑎 + 𝑃𝑝𝑎𝑟𝑒𝑑𝑒 = 1,913 + 5,34 = 7,25𝑘𝑁/𝑚

Fig.7.9 – Carregamento Total Pavimento TIPO G300 até G600.

7.7 – CARREGAMENTO VERTICAL VIGAS Forro da casa de máquinas.


Neste nível que é o G900 o que provoca carregamento nas vigas são as reações das lajes
onde o telhado está apoiado e temos uma platibanda de 90cm de altura e 15cm de largura e
ainda o peso próprio das vigas.
Peso da platibanda - 0,15𝑥0,90𝑥13 = 1,76 𝑘𝑁/𝑚
Exemplo de cálculo das cargas nas vigas do nível G900:
Carga total na Viga 901a – 15x35:
𝑝𝑝𝑣𝑖𝑔𝑎12𝑥35 = 0,15𝑥0,35𝑥25 = 1,313𝑘𝑁/𝑚

𝑝𝑝𝑣𝑖𝑔𝑎 + 𝑃𝑝𝑙𝑎𝑡𝑖𝑏𝑎𝑛𝑑𝑎 + 𝑅𝑒𝑎çõ𝑒𝑠 𝑑𝑎𝑠 𝑙𝑎𝑗𝑒𝑠 = 1,313 + 1,76 + 3,32 = 6,39𝑘𝑁/𝑚

Carga total na Viga 902a – 15x35


𝑝𝑝𝑣𝑖𝑔𝑎 + 𝑅𝑒𝑎çõ𝑒𝑠 𝑑𝑎𝑠 𝑙𝑎𝑗𝑒𝑠 = 1,313 + (5,76 + 5,09) = 12,16 𝑘𝑁/𝑚

132
Abaixo representado as cargas no nível G900.

Fig.7.10 – Carregamento Total vigas no nível G900.

7.8 – CARREGAMENTO VERTICAL VIGAS CASA DE MÁQUINAS – MESA DE


MOTORES.
Na mesa dos motores G800 temos o somatório da reação da laje capítulo 4, peso próprio
das vigas e carga de parede.
A altura do fechamento de parede é a diferença dos níveis G900-G800 = 72-70,8 = 1,20
metros.
𝑝𝑎𝑙𝑣𝑒𝑛𝑎𝑟𝑖𝑎 = 1,2𝑥0,15𝑥13 = 2,34 𝑘𝑁/𝑚
Exemplo cálculo da Viga V801c – 15x35:
𝑝𝑝𝑣𝑖𝑔𝑎 + 𝑃𝑝𝑎𝑟𝑒𝑑𝑒 + 𝑅𝑒𝑎çõ𝑒𝑠 𝑑𝑎𝑠 𝑙𝑎𝑗𝑒𝑠 = 1,313 + 2,34 + 19,99 = 23,643𝑘𝑁/𝑚

Fig.7.11 – Carregamento Total vigas no nível G800.

7.9 – LAJE COBERTURA E RESERVATÓRIOS.


Sobre as vigas externas da laje de cobertura temos uma platibanda de altura 90cm e
paredes envolta das vigas do reservatório de altura 3,00m. P=0,15x3,00x13=5,85 kN/m.
90CM DE PLATIBANDA NAS VIGAS EXTERNAS -0,9x0,20x13=2,34kN/m

133
Fig.7.12– Carregamento Total vigas no nível G700.

7.10– CÁLCULO DOS ESFORÇOS NAS VIGAS DA SUBESTRUTURA


CONTRAVENTADA
7.10.1 CÁLCULO DA VIGA V303- G300 – PAV. TIPO – DIREÇÃO X
VIGA – V303 –G300: Dimensão 12cm x 40cm;
 Fck =25 Mpa;
 Aço CA50;
 Módulo de Elasticidade do concreto:
 𝑬𝑪𝑺 = 𝜶𝒊 𝑬𝑪𝒊 = 𝟎, 𝟖𝟔𝟐𝟓𝒙𝟐𝟓𝟐𝟎𝟎 = 𝟐𝟏𝟕𝟑𝟓𝑴𝑷𝒂 = 𝟐𝟏𝟕𝟑, 𝟓 𝒌𝑵/𝒄𝒎²;

Vamos utilizar o programa de análise de esforços de licença gratuita FTOOL para


calcularmos os esforços solicitantes na Viga.
Lembrete: No capítulo 2 definimos que a Estrutura do edifício seria dividida em duas
subestruturas de conjuntos de pórticos, pórticos de contraventamento e pórticos
contraventados, a viga V303 faz parte da subestrutura contraventada, ou seja, não recebe
ação do vento apenas cargas verticais.
Considerando- se a solidariedade dos pilares com a viga, mediante a introdução da rigidez
à flexão dos pilares extremos e intermediários (pórtico plano)

134
Fig.7.13– Concepção estrutural Pórtico Plano Subestrutura Contraventada.

Fig.7.14– Diagrama de Momento fletor – Viga V303.

Verificando o Pórtico sabemos que a Viga V303=V403=V503=V603, Logo iremos utilizar


os esforços da Fig7.14 para dimensionar a Viga V303.

135
Momentos Positivos por vãos, lembrando que a viga simétrica.
V303a – Momento Positivo M=4,23kNm
V303b – Momento Positivo M=17,11kNm
V303c – Momento Positivo M=5,47kNm
Momentos Negativos:
Apoios Externos:
X=8,27kNm
Apoios Internos:
X1=24,74kNm
X2=30,76kNm
7.11 DIMENSIONAMENTO DA V303-G300 (12x40cm) à Flexão.
DIMENSIONAMENTO. À FLEXÃO:
ESFORÇOS SOLICITANTES DE CÁLCULO:
Cobrimento c=3,0 cm devido à classe de agressividade II. Norma NBR6118:2014.
𝐴𝑙𝑡𝑢𝑟𝑎 ú𝑡𝑖𝑙 𝑑 = 40 − 3 − 0,5 − 0,5 = 36 𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑎𝑑𝑜
Vão 1 - 293cm - M=4,23 kNm;
423𝑥1,4
𝑘= = 0,025 < 𝑘𝑙𝑖𝑚 = 0,295 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑘 ′ = 𝑘 ; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1
1,518𝑥12𝑥36²
1,518𝑥12𝑥36
𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 = 𝑥(1 − √1 − 2(0,025) = 0,382𝑐𝑚²
43,48
𝑑 36
Armadura mínima de vigas fazer a relação = = 0,90 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑓𝑐𝑘 = 25𝑀𝑃𝑎
ℎ 40
Tabela 4.6 páginas 87.
𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 0,150%𝑥𝐴𝑐 = 0,15%(40𝑥12) = 0,72𝑐𝑚2 > 𝐴𝑠1 = 0,382𝑐𝑚2
Adotar a armadura mínima.
Vão 2 -420cm – M=17,11 kNm:
1711𝑥1,4
𝑘= = 0,1015 < 𝑘𝑙𝑖𝑚 = 0,295 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑘 ′ = 𝑘 ; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1
1,518𝑥12𝑥36²
1,518𝑥12𝑥36
𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 = 𝑥(1 − √1 − 2(0,1015) = 1,62𝑐𝑚2 > 𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 0,72𝑐𝑚²
43,48
Vão 3 -270cm – M=5,47 kNm:
547𝑥1,4
= = 0,032 < 𝑘𝑙𝑖𝑚 = 0,295 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑘 ′ = 𝑘 ; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1
1,518𝑥12𝑥36²
136
1,518𝑥12𝑥36
𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 = 𝑥(1 − √1 − 2(0,032) = 0,49𝑐𝑚2 < 𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 0,72𝑐𝑚²
43,48
Adotar armadura mínima.
Momento negativo no Apoio Extremo à esquerda: X=8,27 kNm;
827𝑥1,4
𝑘= = 0,049 < 𝑘𝑙𝑖𝑚 = 0,295 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑘 ′ = 𝑘 ; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1
1,518𝑥12𝑥36²
1,518𝑥12𝑥36
𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 = 𝑥(1 − √1 − 2(0,049) = 0,76𝑐𝑚2 > 𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 0,72𝑐𝑚²
43,48
Adotando o maior momento negativo para determinar uma armadura simétrica temos:
X=30,76 kNm
3076𝑥1,4
𝑘= = 0,182 < 𝑘𝑙𝑖𝑚 = 0,295 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑘 ′ = 𝑘 ; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1
1,518𝑥12𝑥36²
1,518𝑥12𝑥36
𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 = 𝑥(1 − √1 − 2(0,182) = 3,06𝑐𝑚2 > 𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 0,72𝑐𝑚²
43,48
7.12 - DIMENSIONAMENTO DA V303-G300 – CISALHAMENTO
O cálculo da armadura transversal (armadura de cisalhamento) das vigas de concreto armado
é feito assimilando-se a viga de concreto fissurada a uma treliça plana de banzos paralelos
(analogia de treliça). A alma desta treliça é constituída por diagonais comprimidas de
concreto (bielas) e diagonais ou montantes tracionados de aço. As bielas são inclinadas de θ
graus em relação ao eixo da viga e as diagonais tracionadas inclinadas de α graus em relação
ao mesmo eixo. A armadura longitudinal da viga e a sua região comprimida formam os
banzos paralelos da treliça. Figura abaixo.

Fig.7.15– Esquema de treliça para cálculo da armadura de Cisalhamento.

137
O estudo da treliça com vistas ao cálculo da armadura transversal das vigas é dividido
em três partes. Na primeira parte verifica-se a biela comprimida com relação à sua ruptura.
Em seguida, na segunda parte, determinam-se a força cortante gerada pela armadura
transversal mínima e pelos mecanismos resistentes que se manifestam no interior do
concreto. Na terceira parte, calcula-se armadura transversal.
𝑉𝑆𝑑 ≤ 𝑉𝑅𝑑2
𝑉𝑆𝑑 ≤ 𝑉𝑅𝑑3 = 𝑉𝑐 + 𝑉𝑆𝑤

𝑉𝑆𝑑 − 𝐹𝑜𝑟ç𝑎 𝑐𝑜𝑟𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒 𝑠𝑜𝑙𝑖𝑐𝑖𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑒 𝑐á𝑙𝑐𝑢𝑙𝑜 𝑛𝑎 𝑠𝑒çã𝑜.


𝑉𝑅𝑑2 − 𝐹𝑜𝑟ç𝑎 𝑐𝑜𝑟𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒 𝑟𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑒 𝑐á𝑙𝑐𝑢𝑙𝑜 𝑟𝑒𝑙𝑎𝑡𝑖𝑣𝑎 à𝑠 𝑑𝑖𝑎𝑔𝑜𝑛𝑎𝑖𝑠 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑟𝑖𝑚𝑖𝑑𝑎𝑠
𝑉𝑅𝑑3 − É 𝑎 𝑓𝑜𝑟ç𝑎 𝑟𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑒 𝑐á𝑙𝑐𝑢𝑙𝑜 𝑟𝑒𝑙𝑎𝑡𝑖𝑣𝑎 à 𝑟𝑢í𝑛𝑎 𝑑𝑎 𝑡𝑟𝑎çã𝑜 𝑑𝑎 𝑑𝑖𝑎𝑔𝑜𝑛𝑎𝑙
𝑉𝑐 é 𝑎 𝑝𝑎𝑟𝑐𝑒𝑙𝑎 𝑎𝑏𝑠𝑜𝑟𝑣𝑖𝑑𝑎 𝑝𝑒𝑙𝑜𝑠 𝑚𝑒𝑐𝑎𝑛𝑖𝑠𝑚𝑜𝑠 𝑑𝑎 𝑡𝑟𝑒𝑙𝑖ç𝑎.
𝑉𝑆𝑤 é 𝑎 𝑝𝑎𝑟𝑐𝑒𝑙𝑎 𝑎𝑏𝑠𝑜𝑟𝑣𝑖𝑑𝑎 𝑝𝑒𝑙𝑎 𝑎𝑟𝑚𝑎𝑑𝑢𝑟𝑎 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑠𝑣𝑒𝑟𝑠𝑎𝑙.

7.12.1 VERIFICAÇÃO DA BIELA COMPRIMIDA:


Primeiro – A força resistente 𝑉𝑅𝑑2 = 𝜏𝑤𝑑2 𝑏𝑑
Calcular a tensão máxima convencional de cisalhamento 𝜏𝑤𝑑2 é a tensão resistente que
depende apenas do 𝑓𝑐𝑘 logo pode ser tabelado:

Tabela 7.1 – Tensão resistente da biela comprimida do concreto.

Segundo – calcular 𝑉𝑆𝑑 = 𝜏𝑤𝑑 𝑏𝑑


Comparar as Forças solicitantes e resistentes temos:
𝑉𝑆𝑑 ≤ 𝑉𝑅𝑑2
𝜏𝑤𝑑 𝑏𝑑 ≤ 𝜏𝑤𝑑2 𝑏𝑑
Logo
𝜏𝑤𝑑 ≤ 𝜏𝑤𝑑2

138
𝑉𝑑
𝜏𝑤𝑑2 é 𝑡𝑎𝑏𝑒𝑙𝑎𝑑𝑜 𝑒 𝜏𝑤𝑑 =
𝑏𝑑
Se
𝜏𝑤𝑑 ≤ 𝜏𝑤𝑑2 𝐴 𝑏𝑖𝑒𝑙𝑎 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑟𝑖𝑚𝑖𝑑𝑎 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑐𝑟𝑒𝑡𝑜 𝑟𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡𝑒.
7.12.2 Cálculo da Armadura de Cisalhamento:
Calcular as parcelas:

𝑉𝑐 é 𝑎 𝑝𝑎𝑟𝑐𝑒𝑙𝑎 𝑎𝑏𝑠𝑜𝑟𝑣𝑖𝑑𝑎 𝑝𝑒𝑙𝑜𝑠 𝑚𝑒𝑐𝑎𝑛𝑖𝑠𝑚𝑜𝑠 𝑑𝑎 𝑡𝑟𝑒𝑙𝑖ç𝑎.


𝑉𝑆𝑤 é 𝑎 𝑝𝑎𝑟𝑐𝑒𝑙𝑎 𝑎𝑏𝑠𝑜𝑟𝑣𝑖𝑑𝑎 𝑝𝑒𝑙𝑎 𝑎𝑟𝑚𝑎𝑑𝑢𝑟𝑎 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑠𝑣𝑒𝑟𝑠𝑎𝑙.

𝑉𝑐 = 𝜏𝑐0 𝑏𝑑
A tensão convencional de cisalhamento devido aos mecanismos da treliça 𝜏𝑐0 depende de
fck pode ser tabelada:

Tabela 7.2– Tensão convencional devido à mecanismos da treliça.

𝑉𝑆𝑤 é 𝑎 𝑝𝑎𝑟𝑐𝑒𝑙𝑎 𝑎𝑏𝑠𝑜𝑟𝑣𝑖𝑑𝑎 𝑝𝑒𝑙𝑎 𝑎𝑟𝑚𝑎𝑑𝑢𝑟𝑎 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑠𝑣𝑒𝑟𝑠𝑎𝑙.

𝑉𝑆𝑤
= 𝜏𝑆𝑤
𝑏𝑑
𝑉𝑆𝑑 𝑉𝑐 𝑉𝑆𝑤
≤ + ; 𝜏 ≤ 𝜏𝑐0 + 𝜏𝑆𝑤
𝑏𝑑 𝑏𝑑 𝑏𝑑 𝑤𝑑

Logo a taxa de armadura de cisalhamento para 1,00metro será dada pela equação
abaixo:

𝜏𝑤𝑑 − 𝜏𝑐0 𝑉𝑑
𝜌𝑊 = 100 𝜏𝑐0 𝑣𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑑𝑎 𝑡𝑎𝑏𝑒𝑙𝑎 7.2 𝑑𝑒𝑝𝑒𝑛𝑑𝑒 𝑑𝑜 𝑓𝑐𝑘 𝑒 𝜏𝑤𝑑 =
39,15 𝑏𝑑

139
E a armadura é dada por 𝐴𝑠 = 𝜌𝑤 𝑏

E deverá ser comparada com a tensão mínima dado na tabela abaixo, na armadura para se
obter taxa mínima 𝜌𝑊𝑚𝑖𝑛𝑖𝑚𝑜 .

Tabela 7.3– Tensão mínima na armadura de cisalhamento.

Calculando a armadura de cisalhamento da viga V303 temos:

Fig.7.16 – Diagrama de Esforço cortante Viga V303 – G300, valores em kN.

Como uma forma de homogeneizar as armaduras para diminuir a probabilidade de erro na


obra, iremos dimensionar para o maior cortante do diagrama para todos os vãos à armadura
transversal.
Pelo Diagrama acima notamos que o maior cortante é o valor de 44,02 kN em módulo.

140
Primeiro calcular a tensão solicitante na biela comprimida:
𝑉𝑑 44,02𝑥1,4
𝜏𝑤𝑑 = = = 0,143 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
𝑏𝑑 12𝑥36
Comparando com a tensão resistente da tabela 7.1 - 𝜏𝑤𝑑2 = 0,434 𝑘𝑁/𝑐𝑚2
𝜏𝑤𝑑 = 0,143 < 𝜏𝑤𝑑2 = 0,434
𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑂𝑘 𝑛ã𝑜 𝑜𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑟á 𝑒𝑠𝑚𝑎𝑔𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑎 𝑏𝑖𝑒𝑙𝑎 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑐𝑟𝑒𝑡𝑜
Cálculo da Armadura de Cisalhamento:
Pela tabela 7.2 𝜏𝑐0 = 0,0769𝑘𝑁/𝑐𝑚²
𝑘𝑁
𝜏𝑤𝑑 = 0,143 > 𝜏𝑤𝑑𝑚𝑖𝑛 = 0,117 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
𝑐𝑚2
A taxa da armadura será:
𝜏𝑤𝑑 − 𝜏𝑐0 0,143 − 0,0769
𝜌𝑊 = 100 = 100 = 0,168𝑐𝑚2 /𝑚
39,15 39,15

E a armadura é dada por 𝐴𝑠 = 𝜌𝑤 𝑏 = 0,168𝑥12 = 2,03𝑐𝑚²

7.13- Dimensionamento da Viga V703-Cobertura.

Fig.7.17 – Diagrama de Momento Fletor V703 – kNm.

DIMENSIONAMENTO À FLEXÃO:
ESFORÇOS SOLICITANTES DE CÁLCULO:
Cobrimento c=3,0 cm devido à classe de agressividade II. Norma NBR6118:2014.
𝐴𝑙𝑡𝑢𝑟𝑎 ú𝑡𝑖𝑙 𝑑 = 40 − 3 − 0,5 − 0,5 = 36 𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑎𝑑𝑜
Momento Positivo V703a - M=5,675 kNm;

141
567,5𝑥1,4
𝑘= = 0,034 < 𝑘𝑙𝑖𝑚 = 0,295 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑘 ′ = 𝑘 ; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1
1,518𝑥12𝑥36²
1,518𝑥12𝑥36
𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 = 𝑥(1 − √1 − 2(0,034) = 0,522𝑐𝑚2 < 0,72𝑐𝑚2
43,48
V307 b -M=12,065 kNm:
1206,5𝑥1,4
𝑘= = 0,072 < 𝑘𝑙𝑖𝑚 = 0,295 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑘 ′ = 𝑘 ; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1
1,518𝑥12𝑥36²
1,518𝑥12𝑥36
𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 = 𝑥(1 − √1 − 2(0,072) = 1,13𝑐𝑚2 > 𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 0,72𝑐𝑚²
43,48
Dimensionamento à flexão dos Momentos Positivos – M=3,57 kNm:
357 < 567,5 𝑗á 𝑐𝑎𝑙𝑐𝑢𝑙𝑎𝑑𝑜 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 0,72𝑐𝑚²
Para o momento negativo iremos adotar para simplificar a armação na obra e
economizar em cortes e mão de obra o maior momento negativo e adotar para todos os
vãos:
X=21,48 kNm
2148𝑥1,4
𝑘= = 0,127 < 𝑘𝑙𝑖𝑚 = 0,295 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑘 ′ = 𝑘 ; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1
1,518𝑥12𝑥36²
1,518𝑥12𝑥36
𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 = 𝑥(1 − √1 − 2(0,127) = 2,06𝑐𝑚2 > 𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 0,72𝑐𝑚²
43,48
Dimensionamento ao Cisalhamento da Viga V703:

Fig.7.18 – Diagrama de Esforço cortante V703-G700 cobertura – kN.

𝑉𝑑 30,54𝑥1,4
𝜏𝑤𝑑 = = = 0,099𝑘𝑁/𝑐𝑚²
𝑏𝑑 12𝑥36
Comparando com a tensão resistente da tabela 7.1 - 𝜏𝑤𝑑2 = 0,434 𝑘𝑁/𝑐𝑚2

142
𝜏𝑤𝑑 = 0,099𝑘𝑁/𝑐𝑚² < 𝜏𝑤𝑑2 = 0,434𝑘𝑁/𝑐𝑚²
𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑂𝑘 𝑛ã𝑜 𝑜𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑟á 𝑒𝑠𝑚𝑎𝑔𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑎 𝑏𝑖𝑒𝑙𝑎 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑐𝑟𝑒𝑡𝑜
Cálculo da Armadura de Cisalhamento:
Pela tabela 7.2 𝜏𝑐0 = 0,0769𝑘𝑁/𝑐𝑚²
𝑘𝑁
𝜏𝑤𝑑 = 0,099 𝑐𝑚2 < 𝜏𝑤𝑑𝑚𝑖𝑛 = 0,117 𝑘𝑁/𝑐𝑚² adotar o valor mínimo.

A taxa da armadura será:


𝜏𝑤𝑑 − 𝜏𝑐0 0,117 − 0,0769
𝜌𝑊 = 100 = 100 = 0,1024𝑐𝑚2 /𝑚
39,15 39,15

E a armadura é dada por 𝐴𝑠 = 𝜌𝑤 𝑏 = 0,1024𝑥12 = 1,23𝑐𝑚²

7.13.2-DIMENSIONAMENTO VIGAS CASA DE MÁQUINAS.


Viga V801a,b – 15x35 - Viga bi-apoiada da figura 7.11 tiramos o carregamento.

A viga V801a,b recebe o apoio da Viga 804a – 12x30 logo é necessário resolver a viga
V804a e encontrar as reações de apoio.

Fig.7.19 – Concepção Estrutural da Viga V804a e DMF DFV.

Dimensionamento à flexão viga V804a-G800:


M=11,24 kNm
1124𝑥1,4
𝐾= = 0,102 < 𝑘𝑙𝑖𝑚 = 0,295 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑘 ′ = 𝑘 ; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1
1,518𝑥15𝑥26²
1,518𝑥15𝑥26
𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 = 𝑥(1 − √1 − 2(0,102) = 1,47𝑐𝑚²
43,48
𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 0,150%𝑥𝐴𝑐 = 0,15%(30𝑥15) = 0,788𝑐𝑚2 < 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 =1,47cm²
Cisalhamento:
𝑉𝑑 23,05𝑥1,4
𝜏𝑤𝑑 = = = 0,0827𝑘𝑁/𝑐𝑚²
𝑏𝑑 15𝑥26
Comparando com a tensão resistente da tabela 7.1 - 𝜏𝑤𝑑2 = 0,434 𝑘𝑁/𝑐𝑚2
𝜏𝑤𝑑 = 0,0827 < 𝜏𝑤𝑑2 = 0,434
𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑂𝑘 𝑛ã𝑜 𝑜𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑟á 𝑒𝑠𝑚𝑎𝑔𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑎 𝑏𝑖𝑒𝑙𝑎 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑐𝑟𝑒𝑡𝑜

143
Cálculo da Armadura de Cisalhamento:
Pela tabela 7.2 𝜏𝑐0 = 0,0769𝑘𝑁/𝑐𝑚²
𝑘𝑁
𝜏𝑤𝑑 = 0,0827 < 𝜏𝑤𝑑𝑚𝑖𝑛 = 0,117 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
𝑐𝑚2
A taxa da armadura será:
𝜏𝑤𝑑 − 𝜏𝑐0 0,117 − 0,0769
𝜌𝑊 = 100 = 100 = 0,1024𝑐𝑚2 /𝑚
39,15 39,15

E a armadura é dada por 𝐴𝑠 = 𝜌𝑤 𝑏 = 0,1024𝑥12 = 1,23𝑐𝑚²

Cálculo da Viga V801a,b:

Fig.7.20 – Concepção Estrutural da Viga V801c e DMF DFV.

Dimensionamento à flexão viga V801a,b-G800:


M=27,865 kNm
2786,5𝑥1,4
𝐾= = 0,178 < 𝑘𝑙𝑖𝑚 = 0,295 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑘 ′ = 𝑘 ; 𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1
1,518𝑥15𝑥31²
1,518𝑥15𝑥31
𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 = 𝑥(1 − √1 − 2(0,178) = 3,21𝑐𝑚²
43,48
𝐴𝑠 > 𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 0,15%𝑥15𝑥35 = 0,788𝑐𝑚²

144
Cisalhamento:
𝑉𝑑 36,3𝑥1,4
𝜏𝑤𝑑 = = = 0,109𝑘𝑁/𝑐𝑚²
𝑏𝑑 15𝑥31
Comparando com a tensão resistente da tabela 7.1 - 𝜏𝑤𝑑2 = 0,434 𝑘𝑁/𝑐𝑚2
𝜏𝑤𝑑 = 0,109𝑘𝑁/𝑐𝑚² < 𝜏𝑤𝑑2 = 0,434𝑘𝑁/𝑐𝑚²
𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑂𝑘 𝑛ã𝑜 𝑜𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑟á 𝑒𝑠𝑚𝑎𝑔𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑎 𝑏𝑖𝑒𝑙𝑎 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑐𝑟𝑒𝑡𝑜
Cálculo da Armadura de Cisalhamento:
Pela tabela 7.2 𝜏𝑐0 = 0,0769𝑘𝑁/𝑐𝑚²
𝑘𝑁
𝜏𝑤𝑑 = 0,109 < 𝜏𝑤𝑑𝑚𝑖𝑛 = 0,117 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
𝑐𝑚2
A taxa da armadura será:
𝜏𝑤𝑑 − 𝜏𝑐0 0,117 − 0,0769
𝜌𝑊 = 100 = 100 = 0,1024𝑐𝑚2 /𝑚
39,15 39,15

E a armadura é dada por 𝐴𝑠 = 𝜌𝑤 𝑏 = 0,1024𝑥12 = 1,23𝑐𝑚²

7.14 VERIFICAÇÃO FLECHAS


As flechas de vigas devem ser calculadas para as combinações quase permanentes do
carregamento. No caso dos edifícios residenciais quando se consideram apenas cargas
permanentes e acidentais, a carga de serviço na combinação quase permanente
𝑝0 , é 𝑑𝑎𝑑𝑎 𝑝𝑜𝑟:

𝑝0 = 𝑔 + 0,3𝑞 ; se 𝑝 = 𝑔 + 𝑞 𝑒𝑛𝑡ã𝑜 𝑞 = 𝑝 − 𝑔 ; 𝑠𝑢𝑏𝑠𝑡. 𝑒𝑚

𝑝0 = 𝑔 + 0,3(𝑝 − 𝑔) 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝒑𝟎 = 𝟎, 𝟕𝒈 + 𝟎, 𝟑𝒑
No cálculo das flechas das vigas, devem-se levar em conta a fissuração e a fluência
do concreto. Para essa intensidade do carregamento, a colaboração do concreto tracionado
entre fissuras pode ser muito importante, devendo ser incluída na análise.
No Cálculo da flecha é necessário separar as cargas permanentes das cargas acidentais
no caso da subestrutura contraventada as cargas acidentais são as sobrecargas de
utilização nas lajes, no capítulo 4 separamos as reações das lajes nas vigas
separadamente.
REAÇÕES DE APOIO COBERTURA Reações das lajes(g) + pp viga + platibanda
nas vigas exteriores – APENAS CARGA PERMANENTE

145
Fig.7.21 – Cargas na laje da cobertura G700 devido apenas as cargas permanentes (g) da laje.

Fig.7.22– Cargas totais nas vigas do Pav. Tipo G300a G600 devido às reações das lajes somente a carga
permanente g.

146
Para calcularmos as flechas devemos calcular as cargas da combinação quase
permanente para cada vão das vigas dos pórticos, depois encontrar o Momento fletor de
serviço para cada vão comparar com o Momento de Fissuração, e verificar se a seção está
fissurada ESTÁDIO II ou não ESTÁDIO I.

7.14.1 – Cálculo das cargas de serviços das Vigas do Pórtico Contraventado.

VIGA V703-G700 COM A CARGA COMB.QUASE PERMANENTE

VÃO 1 –carga na Combinação quase permanente para edifícios.


𝑝0 = 0,7𝑔 + 0,3𝑝 = 0,7(10,02) + 0,3(10,96) = 10,302 𝑘𝑁/𝑚
Verificar o Vão 2 de 4,20 metros.
𝑝0 = 0,7𝑔 + 0,3𝑝 = 0,7(12,51) + 0,3(13,7) = 12,87𝑘𝑁/𝑚
Verificar o Vão 3 de 2,70 metros.

𝑝0 = 0,7𝑔 + 0,3𝑝 = 0,7(15,85) + 0,3(17,35) = 16,3 𝑘𝑁/𝑚


VIGA V303-G300 COM A CARGA COMB.QUASE PERMANENTE

VÃO 1 –carga na Combinação quase permanente para edifícios.


𝑝0 = 0,7𝑔 + 0,3𝑝 = 0,7(11,71) + 0,3(15,43) = 12,83 𝑘𝑁/𝑚
VÃO 2- de 4,20 metros.

𝑝0 = 0,7𝑔 + 0,3𝑝 = 0,7(14,88) + 0,3(20,25) = 16,5 𝑘𝑁/𝑚


VÃO 3 - de 2,70 metros.

𝑝0 = 0,7𝑔 + 0,3𝑝 = 0,7(23,3) + 0,3(24,08) = 23,53 𝑘𝑁/𝑚


Logo temos as cargas de serviço para calcularmos os momentos de serviços e comparar com
o momento de fissuração.

147
Fig.7.23 –Pórtico com as cargas de serviço – COMB. QUASE PERMANENTE.

Fig.7.24 – Diagrama de Momento Fletor do Pórtico com as cargas de Serviço – Combinação Quase permanente.

Verificar a flecha do Vão 1 da Viga V703a – o Momento de serviço é de 𝑀𝑎 = 2,69𝑘𝑁𝑚

148
Momento de Fissuração:
2
𝑀𝑟 = 0,0075𝑏ℎ2 (𝑓𝐶𝐾 )3 = 0,0075(12)𝑥(402 )𝑥(25)2/3 = 1231,18𝑘𝑁𝑐𝑚
𝑀𝑟 = 1231,18>𝑀𝑝0 = 269𝑘𝑁𝑐𝑚 logo ESTÁDIO I

Fig.7.25– Representação do vão V703a – com Armadura calculada e efetiva colocada.

ESTÁDIO I considerar a seção bruta do concreto Ic:


12𝑥403
𝑀𝑜𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝐼𝑛é𝑟𝑐𝑖𝑎 𝑆𝑒çã𝑜 𝑏𝑟𝑢𝑡𝑎 𝐼𝑐 = = 64000 𝑐𝑚4
12
𝐸𝐶𝑆 = 𝛼𝑖 𝐸𝐶𝑖 = 0,8625𝑥25200 = 21735𝑀𝑃𝑎 = 2173,5 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
𝐴′𝑠 2,36
𝜌’ = = = 0,0054
𝑏𝑑 12𝑥36
1,46
𝛼𝑓 = = 1,15
(1 + 50𝑥0,0054)
𝑝𝑖𝑛𝑓 = (1 + 𝛼𝑓 )𝑝𝑖 = (1 + 1,15)𝑥(10,30) = 22,15𝑘𝑁/𝑚
5𝑝𝑙 4 0,2215𝑥2934
𝑓𝑖𝑛𝑓 = = (5) ∗ ( ) = 0,1528𝑐𝑚
384 𝐸𝐼 384𝑥2173,5𝑥64000)
293
𝑓𝑎𝑑𝑚𝑖𝑠𝑠í𝑣𝑒𝑙 = = 1,17𝑐𝑚 > 0,1528𝑐𝑚 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑜𝐾
250
Verificar o Vão 2 de 4,20 metros:
𝑝0 = 0,7𝑔 + 0,3𝑝 = 0,7(12,51) + 0,3(13,7) = 12,87𝑘𝑁/𝑚
𝑀𝑝0 = 11,75𝑘𝑁𝑚 = 1175𝑘𝑁𝑐𝑚

Verificação da fissuração:
Momento de fissuração:
2
𝑀𝑟 = 0,0075𝑏ℎ2 (𝑓𝐶𝐾 )3 = 0,0075(12)𝑥(402 )𝑥(25)2/3 = 1231,18𝑘𝑁𝑐𝑚
𝑴𝒓 > 𝑴𝒑𝟎 logo ESTÁDIO I

149
Fig.7.26– Representação do vão V703b – com Armadura calculada e efetiva colocada

12𝑥403
𝐼𝑐 = = 64000 𝑐𝑚4
12
𝐸𝐶𝑆 = 𝛼𝑖 𝐸𝐶𝑖 = 0,8625𝑥25200 = 21735𝑀𝑃𝑎 = 2173,5 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
𝐴′𝑠 2,36
𝜌’ = = = 0,0054
𝑏𝑑 12𝑥36
1,46
𝛼𝑓 = = 1,15
(1 + 50𝑥0,0054)
𝑝𝑖𝑛𝑓 = (1 + 𝛼𝑓 )𝑝𝑖 = (1 + 1,15)𝑥(12,87) = 27,67𝑘𝑁/𝑚
5𝑝𝑙 4 0,2767𝑥4204
𝑓𝑖𝑛𝑓 = = (5) ∗ ( ) = 0,80𝑐𝑚
384 𝐸𝐼 384𝑥2173,5𝑥64000)
420
𝑓𝑖𝑛𝑓 = = 1,68𝑐𝑚 > 0,80𝑐𝑚 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑜𝐾
250
Vão 3 – 270cm – Utilizando a planilha de cálculo a flecha foi de 0,174cm < 1,08cm.
M=357kNcm e X=2128kNcm página 139 cargas totais, g=15,85kNm e p=17,35kNm
ANALISANDO OS RESULTADOS DA VIGA V703-G700
A flecha do Vão de 4,20 metros da Viga V703b está abaixo da admissível em 48% e
a viga está no ESTÁDIO I, podemos diminuir a altura da Viga V703a,b,c e verificar a flecha
se a mesma irá se aproximar da admissível, é importante o Engenheiro aproveitar bem a
seção de concreto e aço ou seja dimensionar uma peça estrutural mais econômica.
Em relação ao dimensionamento à flexão os valores do parâmetro adimensional que mede a
intensidade do momento fletor de cálculo k estão muito abaixo do limite.
Logo iremos diminuir a seção da Viga V703 para 12x35cm²
Com esta alteração diminui o valor do peso próprio da viga para 1,05 kN/m, fazendo uma
nova concepção estrutural temos o modelo abaixo:

150
Fig.7.27– Pórtico com o novo carregamento na Viga V703a,b,c,d,e diminuiu o peso próprio.

Fig.7.27– DMF da viga V703a,b,c,d,e seção 12x35cm

Vamos analisar o vão de 4,20 metros com as novas cargas e esforços, se a verificação deste
vão for dentro do admissível os restantes dos vãos da viga estarão aprovados pois este é o
vão que apresentou maiores esforços e maior flecha.
M=11,84kNm e o Momento Negativo X=21,25 kNm
VÃO 1 –carga na Combinação quase permanente para edifícios.
𝑝0 = 0,7𝑔 + 0,3𝑝 = 0,7(9,87) + 0,3(10,81) = 10,15 𝑘𝑁/𝑚
Verificar o Vão 2 de 4,20 metros.

𝑝0 = 0,7𝑔 + 0,3𝑝 = 0,7(12,36) + 0,3(13,55) = 12,72 𝑘𝑁/𝑚


Verificar o Vão 3 de 2,70 metros.

𝑝0 = 0,7𝑔 + 0,3𝑝 = 0,7(15,7) + 0,3(17,20) = 16,15 𝑘𝑁/𝑚

151
Fazendo a concepção estrutural do pórtico com as cargas de serviço temos o momento de
serviço para abaixo:

Fig.7.28– DMF da viga V703a,b,c,d,e seção 12x35cm – devido apenas as cargas de serviço – COMB. QUASE
PERMANENTE.
𝑀𝑝0 = 11,69𝑘𝑁𝑚 Momento de Serviço – Comb. Quase Permanente.
2
𝑀𝑟 = 0,0075𝑏ℎ2 (𝑓𝐶𝐾 )3 = 0,0075(12)𝑥(352 )𝑥(25)2/3 = 942,62𝑘𝑁𝑐𝑚
𝑴𝒓 = 𝟗𝟒𝟐, 𝟔𝟐 < 𝑴𝒑𝟎 = 𝟏𝟏𝟔𝟗 logo ESTÁDIO II

Pela Planilha de cálculo temos as armaduras abaixo:

𝐸𝑠 21000
𝑛= = = 9,66 𝑛′ = 𝑛 − 1 = 8,66
𝐸𝑐𝑠 2173,5
1
𝐴= (9,66𝑥1,507 + 8,66𝑥2,5132) = 3,027
12
2
𝐵= (31𝑥9,66𝑥1,507 + 4𝑥8,66𝑥2,5132) = 89,72
12

𝑋𝐼𝐼 = −𝐴 + √𝐴2 + 𝐵 = −3,027 + √3,0272 + 89,72 = 6,917𝑐𝑚


12𝑥6,9173
𝐼𝑛 = 𝐼𝐼𝐼 = + 9,66𝑥1,507𝑥(31 − 6,917)2 + 8,66𝑥2,5132𝑥(6,917 − 4)2
3
= 9952,25cm4
12𝑥353
𝐼𝐶 = = 42875𝑐𝑚4 𝐼𝐼𝐼 = 23%𝐼𝐶
12
942,62 3 942,62 3
𝐸𝐼𝑒𝑞 = 𝐸𝐼𝐼𝐼 = 𝐸𝐶𝑆 (( ) 𝑥42875 + [(1 − ( ) ) 𝑥9952,25])
1169 1169
= 2173,5𝑥27213 = 59147702,45𝑥107 𝑘𝑁𝑐𝑚2
𝐴′𝑠 2,5132
𝜌’ = = = 0,006756
𝑏𝑑 12𝑥31

152
1,46
𝛼𝑓 = = 1,091
(1 + 50𝑥0,006756)
𝑝𝑖𝑛𝑓 = (1 + 𝛼𝑓 )𝑝𝑖 = (1 + 1,091)𝑥(12,72) = 26,59𝑘𝑁/𝑚
5𝑝𝑙 4 0,2659𝑥4204
𝑓𝑖𝑛𝑓 = = (5)𝑥 ( ) = 1,82𝑐𝑚
384 𝐸𝐼 (384𝑥7,083𝑥107 )

420
𝑓𝑖𝑛𝑓 = = 1,68𝑐𝑚 < 1,82 𝑐𝑚 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑛ã𝑜 𝑜𝑘 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑎 𝑓𝑙𝑒𝑐ℎ𝑎 𝑎𝑑𝑚𝑖𝑠𝑠í𝑣𝑒𝑙.
250
ANALISANDO OS RESULTADOS DA VIGA V703-G700
A flecha do Vão de 4,20 metros está acima da permitida em Norma, este método de
cálculo da flecha é um método mais conservador, É uma avaliação aproximada pelo método
da rigidez equivalente.se aumentarmos a seção para 12x36cm² a flecha fica dentro do padrão
admissível.

7.14.2 - VIGA V303-G300 – PAV. TIPO – Verificação Flecha.


VIGA V303-G300 COM A CARGA COMB.QUASE PERMANENTE

VÃO 1 –carga na Combinação quase permanente para edifícios.


𝒑𝟎 = 𝟎, 𝟕𝒈 + 𝟎, 𝟑𝒑 = 𝟎, 𝟕(𝟏𝟏, 𝟕𝟏) + 𝟎, 𝟑(𝟏𝟓, 𝟒𝟑) = 𝟏𝟐, 𝟖𝟑 𝒌𝑵/𝒎
VÃO 2 - Verificar o Vão de 4,20 metros.

𝒑𝟎 = 𝟎, 𝟕𝒈 + 𝟎, 𝟑𝒑 = 𝟎, 𝟕(𝟏𝟒, 𝟖𝟖) + 𝟎, 𝟑(𝟐𝟎, 𝟐𝟓) = 𝟏𝟔, 𝟒𝟗 𝒌𝑵/𝒎


VÃO 3 - Verificar o Vão de 2,70 metros.

𝒑𝟎 = 𝟎, 𝟕𝒈 + 𝟎, 𝟑𝒑 = 𝟎, 𝟕(𝟐𝟑, 𝟑) + 𝟎, 𝟑(𝟐𝟒, 𝟎𝟖) = 𝟐𝟑, 𝟓𝟑 𝒌𝑵/𝒎

153
Fig.7.28– DMF da viga V303a,b,c,d,e seção 12x40cm – devido apenas as cargas de serviço – COMB. QUASE
PERMANENTE.
Analisando a viga V303 do Pavimento tipo temos os resultados abaixo e vamos
aplicar na planilha.
Momento Positivo da carga total – página 133 M= 1710kNcm e Momento
Negativo=3076kNcm página 133 – devido à carga total, carga total p=20,25kNm.
Carga devido apenas a carga permanente g=14,88 kNm
Momento de Serviço de acordo com a figura 7.28 – Mpo=1384kNcm

Fig.7.30 – Resultado da Flecha Vão 420 metros Viga V303-G300 – Seção 12x40cm².

154
A flecha calculada foi de 1,25 cm Estádio II, verificamos que está próxima da flecha
admissível 1,68cm, foi considerado a situação crítica de carga máxima aplicada à 14 dias ou
0,5 mês, este processo de cálculo e avaliação aproximada é um processo conservador, porém
podemos ter em mente que para uma viga de pavimento tipo de edifício a altura de 40cm é
uma altura aceitável.
As ações abaixo poderam ser tomadas para diminuir a flecha:
 Diminuir a flecha diferida – Ação – Carregar a estrutura num prazo após meses
inviável prever em projeto.
 Aumentar a área de aço na Viga – Se percebermos a Viga 12x40 possui uma base
muito estreita para armar a viga se aumentarmos a área de aço teríamos que aumentar
a quantidade de barras no projeto de armação da viga não seria atendido os
espaçamentos mínimos e dificultaria o lançamento do concreto na Viga.
 A melhor solução para combater flechas é aumentar as seções das vigas, neste caso
para aumentar o espaçamento para lançar o concreto e diminuir a flecha a melhor
solução seria aumentar a base para 15cm.

155
7.14.2 Viga V306 – Direção Y – Contraventada.

Fig.7.35 – Pórtico Contraventado direção Y.

Fig.7.36 – DMF e DFV do pórtico contraventado direção Y.

156
Analisando a viga V603a,b- 12x40cm²
Temos no Vão 1 – Momento Positivo - 𝑀 = 13,673𝑘𝑁𝑚
Temos no Vão 2 – Momento Positivo - 𝑀 = 19,232𝑘𝑁𝑚
Temos no Vão X=32,84Nm
Cortante máximo V=46,06kN
Cargas para cálculo das flechas:
Carga devido apenas à carga permanente (g) - Vão 1 -15,82kNm Vão2-14,99kNm
Iremos utilizar a planilha de cálculo para resolver esta viga.
Analisando a viga V607a,b:
Temos no Vão 1 – Momento Positivo - 𝑀 = 8,838𝑘𝑁𝑚
Temos no Vão 2 – Momento Positivo - 𝑀 = 16,498𝑘𝑁𝑚
Temos no Vão X=21,372kNm
Cortante máximo V=34,09kN
Carga devido apenas à carga permanente (g) - Vão 1 -12,24kNm Vão2-13,99kNm

157
7.15. –ABERTURA DE FISSURAS – ELS-W
Segundo o item 13.4.1 da NBR 6118:2014 a fissuração é um fenômeno inevitável no
concreto armado (não protendido), devido à sua baixa resistência à tração, normalmente
desprezada no projeto. Durante muito tempo a fissuração foi considerada uma desvantagem
do concreto armado, responsável por uma parcela importante na corrosão das armaduras. Os
estudos mais recentes atribuem à espessura e à qualidade do concreto de cobrimento, as
parcelas mais importantes contra a corrosão das armaduras, ficando a fissuração responsável
por uma corrosão localizada.
A baixa resistência à tração faz com que as estruturas de concreto funcionem fissuradas
já para baixos níveis de carregamento (ELS), reduzindo consideravelmente a rigidez da
estrutura (Estádio II). A partir do início da fissuração, a distribuição interna das tensões é
bastante modificada e o concreto começa a apresentar comportamento não-linear.
Visando um melhor desempenho na proteção das armaduras contra a corrosão e
uma aceitabilidade sensorial dos usuários a abertura das fissuras deve ser controlada
adequadamente.
De uma maneira geral, a presença de fissuras com aberturas que respeitem os limites
dados em 13.4.2,” ( “em estruturas bem projetadas, construídas e submetidas às cargas
previstas na normalização, não implicam em perda de durabilidade ou perda de segurança
quanto aos estados limites últimos.” “As fissuras podem ainda ocorrer por outras causas,
como retração plástica térmica ou devido a reações químicas internas do concreto nas
primeiras idades, devendo ser evitadas ou limitadas por cuidados tecnológicos,
especialmente na definição do traço e na cura do concreto”

Tabela 7.4 – Com os limites de abertura de fissuras em relação a classe de agressividade.

CLASSE II - 𝑾𝑲,𝒍𝒊𝒎 = 𝟎, 𝟑𝒎𝒎 − 𝑠𝑜𝑏 𝑐𝑜𝑚𝑏𝑖𝑛𝑎çõ𝑒𝑠 𝑓𝑟𝑒𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒𝑠


Embora as estimativas de abertura de fissuras, feitas a seguir, devam respeitar os
limites da tabela 7.4, não se deve esperar que as aberturas reais correspondessem aos valores
estimados, ou seja, fissuras reais podem ultrapassar eventualmente esses limites (item 13.4.2

158
da NBR 6118:2014). De uma maneira geral costumam-se aceitar valores estimados até 20%
superiores aos limites normatizados.
 Fissuras produzidas por cargas:

Fig.7.27 – Tipos de fissuras devido às solicitações.


7.15.1 –ABERTURA DE FISSURAS – ELS-W – Área crítica
Para cada elemento isolado ou grupo de elementos da armadura passiva que controlam a
fissuração do elemento estrutural, deve ser considerada uma área Acr do concreto de
envolvimento, formada por um retângulo cujos lados não distam mais que 7,5𝞍 do eixo do
elemento da armadura, conforme mostrado na figura O valor da abertura estimada
característica da fissura wk, determinada para cada parte da área de envolvimento, é a menor
entre as obtidas pelas expressões abaixo:

159
Calcular a tensão 𝝈𝒔𝒊 de forma aproximada no ESTÁDIO II.
𝒇𝒚𝒅 𝑨𝒔,𝒄𝒂𝒍
𝝈𝒔𝒊 = ,
𝜸𝒇 𝑨𝒔𝒆

𝒐𝒏𝒅𝒆 𝒕𝒆𝒏𝒔ã𝒐 𝒅𝒆 𝒄á𝒍𝒄𝒖𝒍𝒐 𝒏𝒐 𝒆𝒔𝒄𝒐𝒂𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐 𝒅𝒂 𝒂𝒓𝒎𝒂𝒅𝒖𝒓𝒂, 𝒆 𝑨𝒔𝒄𝒂𝒍 𝒆 𝑨𝒔𝒆


𝒂𝒔 𝒂𝒓𝒎𝒂𝒅𝒖𝒓𝒂𝒔 𝒅𝒆 𝒕𝒓𝒂çã𝒐 𝐜𝐚𝐥𝐜𝐮𝐥𝐚𝐝𝐚 𝐞 𝐞𝐟𝐞𝐭𝐢𝐯𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐜𝐨𝐥𝐨𝐜𝐚𝐝𝐚.

7.15 .2 – Controle da fissuração sem a verificação da abertura de fissuras


De acordo o item 17.3.3.3 da NBR 6118:2014, “Para dispensar a avaliação da
grandeza da abertura de fissuras e atender ao estado limite de fissuração (para aberturas
máximas esperadas da ordem de 0,3 mm para o concreto armado e 0,2mm para o concreto
com armaduras ativas), um elemento estrutural deve ser dimensionado respeitando as
restrições da tabela 17.2”, (4.4) abaixo, “quanto ao diâmetro máximo (fmax) e ao
espaçamento máximo (smax) das armaduras passivas, bem como as exigências de
cobrimento (Seção 7) e de armadura mínima (ver 17.3.5.2). A tensão ss deve ser
determinada no estádio II.”

Tabela 7.5 –Tabela de tensão se respeitada não é necessário verificar a fissuração.

160
7.15.3- Formulário para verificar a Fissuração:
Primeiro: Calcular a Resistência à tração do Concreto NBR6118:2014 CLASSE I:
2 2
𝑓𝑐𝑡𝑚 = 0,3(𝑓𝑐𝐾 )3 = 0,3(25)3 = 0,256 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
Segundo Calcular o nível de Tensão na armadura de tração:
𝑓𝑦𝑑 𝐴𝑠,𝑐𝑎𝑙
𝜎𝑠𝑖 =
𝛾𝑓 𝐴𝑠𝑒

Terceiro Estimar a abertura de Fissura:


𝜙 𝜎𝑠𝑖 3𝜎𝑠𝑖
𝑊𝑘 =
12,5𝜂1 𝐸𝑠𝑖 𝑓𝑐𝑡𝑚

161
Capitulo 7.1 – DETALHAMENTO DE VIGAS DE CONCRETO ARMADO

O detalhamento de vigas de concreto armado será dividido em 2 partes a primeira trata


apenas dos aspectos geométricos da seção transversal, e a segunda parte irá tratar da
aderência e comprimentos básicos de ancoragem para as armaduras do vão e apoios as
prescrições da NBR6118:2014.
7.1.1 - Prescrições construtivas – Seção transversal retangular:
De acordo o item 18.3.2.2 da NBR 6118:2014 “O espaçamento mínimo livre entre as faces
das barras longitudinais, medido no plano da seção transversal, deve ser igual ou superior
ao maior dos seguintes valores:

O número de barras que poderão ocupar uma camada da seção transversal ou longitudinal
deverá atender ao requisito abaixo:

162
Figura 7.1.1– Seção transversal com a as legendas para detalhamento.

Recomendações para escolha das armaduras a utilizar:


𝑏𝑊
 A seção transversal da bitola da armadura deverá estar entre 6,3 ≤ 𝜙 ≤ 10
 𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑛𝑎 𝑠𝑒çã𝑜 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑠𝑣𝑒𝑟𝑠𝑎𝑙 𝑛𝑜 𝑚í𝑛𝑖𝑚𝑜 2 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠.

Armadura de Pele:

A função desta armadura é principalmente minimizar os problemas decorrentes da


fissuração, retração e variação de temperatura. Serve também para diminuir a abertura de
flexão na Alma das Vigas.
Na ABNT NBR 6118:2014, as recomendações encontram-se no item 17.3.5.2.3. A
Armadura de pele (armadura lateral) deve ser colocada em cada face da alma da viga, com
área, em cada face, não menor que a dada pela equação 4.2, em que 𝐴𝑐,𝑎𝑙𝑚𝑎 é a área de
concreto da alma da viga.
0,10
𝐴𝑠,𝑝𝑒𝑙𝑒 = 0,10% 𝑑𝑒 𝐴𝑐,𝑎𝑙𝑚𝑎 = .𝐴
100 𝑐,𝑎𝑙𝑚𝑎
A armadura de pele deve ser composta de barras de CA50 ou CA60, não sendo
necessária uma armadura superior a 5cm²/m por face.
No item 18.3.5, indica-se que a armadura de pele, calculada de acordo com 17.3.5.2.3,
deve ser disposta de modo que o afastamento entre as barras não ultrapasse, além de 20cm,
também a d/3.Ainda de acordo com o item 17.3.3.2, é conveniente que o espaçamento, na
zona tracionada da viga seja menor ou igual a 15φ.
Em vigas que tenham altura igual ou inferior a 60cm, não é necessária a colocação
dessa armadura. Essas indicações estão resumidas na figura abaixo:

163
7.1.2 Cobrimento mínimo de acordo com agressividade ambiental:

Tabela 7.1.1– cobrimentos mínimos – classe agressividade.

164
7.1.2. Ancoragem e emendas por aderência:

165
Tabela 7.1.2 – Raios de curvatura ganchos.

Fig.7.1.2 – Tipos de ganchos Armadura longitudinal – Mais usual é o Tipo1

166
Ancoragem de Estribos:

A NBR6118:2014 prescreve “ A ancoragem dos estribos deve necessariamente ser garantida


por meio de ganchos ou barras longitudinais soldadas.
Os ganchos dos estribos podem ser:
Semicirculares ou em ângulo de 45° (interno), com ponta reta de comprimento igual a 5ϕ,
porém não inferior a 5cm;
Em ângulo reto, com ponta reta de comprimento maior ou igual a 10 ϕ, porém não inferior
a 7cm (este tipo de gancho não pode ser utilizado para barras e fios lisos).

Fig.7.1.3 – Tipos de ganchos Estribos – Mais usual é o gancho reto.

7.1.3 Armadura longitudinal de Vigas de Concreto Armado – Região de Boa e Má


Aderência:
Todas as barras das armaduras devem ser ancoradas de forma que os esforços a que
estejam submetidas sejam integralmente transmitidos ao concreto, seja por meio de
aderência ou de dispositivos mecânicos ou combinação de ambos. As condições de aderência
são influenciadas por dois aspectos:
Altura da camada de concreto sobre a barra, cujo peso favorece o adensamento,
melhorando as condições de aderência;
Nível da barra em relação ao fundo da forma; a exsudação produz porosidade no
concreto, que é mais intensa nas camadas mais altas, prejudicando a aderência.

167
Fig.7.1.4 – Regiões de Boa e Má aderência Vigas de Concreto Armado.

7.1.4 – Comprimento de Ancoragem Básico:

Fig.7.1.5 – Tensão de aderência no comprimento.

A resistência de aderência de cálculo entre armadura e o concreto na ancoragem de


armaduras passivas deve ser obtida pela seguinte expressão:
A determinação da resistência de aderência (fbd) entre o concreto e a armadura é importante
e necessária ao cálculo do “comprimento de ancoragem” e do “comprimento de emenda”
das barras da armadura. A resistência de aderência depende da resistência do concreto, da
rugosidade da superfície da barra de aço, da posição da barra na massa de concreto (situação
de aderência) e do diâmetro da barra. As nervuras (saliências) na superfície da barra
aumentam significativamente a resistência de aderência.
Logo não é necessário calcular Fbd podemos tabelar para todos os fck.

168
Tabela 7.1.3 – Tabela da força resistente de aderência por fck.

Com a força resistente de aderência podemos calcular o comprimento de ancoragem básico


𝑙𝑏 que depende de 𝐹𝑏𝑑 e da bitola da armadura logo podemos tabelar também por fck e
diâmetro da armadura longitudinal.
𝜑𝑓𝑦𝑑
𝑙𝑏 = ≥ 25𝜑
4𝐹𝑏𝑑

169
Tabela 7.1.4 – Comprimentos de ancoragem básicos 𝒍𝒃 𝒑𝒐𝒓 𝒃𝒊𝒕𝒐𝒍𝒂 𝒆 𝒇𝒄𝒌 .

7.1.5 – Comprimento de Ancoragem necessário:


Nos casos em que a área efetiva da armadura As,efetiva é maior que a área calculada
As,calculada. , a tensão nas barras diminui e, portanto, o comprimento de ancoragem pode
ser reduzido na mesma proporção. A presença de gancho na extremidade da barra também
permite a redução do comprimento de ancoragem, que pode ser calculado pela expressão
(item 9.4.2.5 da NBR 6118/2014):

170
Fig.7.1.6 – Comprimento de Ancoragem necessário – Fenômeno físico.

171
Fig.7.1.7 – Diagrama decalado de Momento Fletor.

7.1.6 – Armadura de Tração nas seções de apoio:

172
Fig.7.1.8 – Ancoragem no apoio.

𝑉𝑐 = 𝜏𝑐0 𝑏𝑑 é 𝑎 𝑓𝑜𝑟ç𝑎 𝑐𝑜𝑛𝑣𝑒𝑛𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑙 𝑐𝑖𝑠𝑎𝑙ℎ𝑎𝑛𝑡𝑒

173
174
RESUMO – FORMULÁRIO PARA DETALHAMENTO DAS VIGAS:
PRIMEIRO – DETALHAR A SEÇÃO TRANSVERSAL DA VIGA.
1.1- Calcular a armadura necessária de Tração 𝐴𝑠 e definir qual a bitola de aço
será utilizada e a quantidade.
1.2- Calcular a largura útil da viga, ou seja o espaço de largura possível para
alojara as barras da seção transversal:

1.3- Calcular a quantidade de barras por camada:

Em vigas de edifícios residenciais sem cargas excepcionais no detalhamento das vigas


dificilmente usa-se uma barra de bitola maior que 20mm, como é difícil saber o diâmetro
do agregado graúdo usa-se para 𝑎ℎ 𝑒 𝑎𝑣 𝑜 𝑣𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑑𝑒 2𝑐𝑚.

1.4- Detalhar a seção transversal, de acordo com o esquema abaixo:

175
SEGUNDO – DETALHAR A SEÇÃO LONGITUDINAL DA VIGA.
Ancoragem no vão:
2.1 – Calcular o comprimento de ancoragem básico 𝑙𝑏 valores tabelados.
2.2 – Calcular o comprimento de ancoragem necessário 𝑙𝑏𝑛𝑒𝑐 e comparar com o mínimo:

2.3 – Se for região de boa ancoragem adotar o valor de 𝑙𝑏𝑛𝑒𝑐 calculado, se for região de
má aderência dividir por 0,7.
Ancoragem nos apoios:
Calcular a armadura necessária no apoio:

𝑉𝑐 = 𝜏𝑐0 𝑏𝑑 é 𝑎 𝑓𝑜𝑟ç𝑎 𝑐𝑜𝑛𝑣𝑒𝑛𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑙 𝑐𝑖𝑠𝑎𝑙ℎ𝑎𝑛𝑡𝑒


𝑎𝑙 𝑉𝑠𝑑,𝑎𝑝𝑜𝑖𝑜
𝐴𝑎𝑝𝑜𝑖𝑜
𝑠,𝑐𝑎𝑙 =
𝑑 𝑓𝑦𝑑

2.4 – Os comprimentos das barras:


Pode ser feito de acordo com a decalagem e obter os comprimentos de cada barra, esta prática
pode levar ao corte e perda de aço, esta forma também é menos produtiva na obra pois o
armador deverá fazer várias emendas e cortes.
Uma segunda alternativa é homogeneizar as armaduras e passar em todo o vão da viga o que
pode diminuir os cortes e aumentar a produção na obra

176
7.1.7 - DETALHAMENTO DAS VIGAS – CONTRAVENTADAS.
7.1.7.1– Viga da cobertura V703 – G700 – 12x35cm²
A viga já foi Verificada e dimensionada à Flexão, cisalhamento e verificado à flecha.
A fissuração verificada em planilha.
Detalhamento:
Vamos detalhar para os esforços abaixo:

Fig.7.1.9 – DMF Viga V703a,b,c,d,e – 12x35cm².

Vão 1 – 2,93 m – V703a


Momento Positivo M=2,83kNm armadura calculada foi a mínima 𝑨𝒔 =
𝟎, 𝟏𝟓%𝒙𝟏𝟐𝒙𝟑𝟓 = 𝟎, 𝟔𝟑𝒄𝒎𝟐
Adotaremos 2φ8mm 𝐴𝑠𝑒 = 1,005𝑐𝑚2
𝑏ú𝑡𝑖𝑙 = 𝑏 − 2(𝑐 + 𝜑𝑒𝑠𝑡𝑟𝑖𝑏𝑜) = 12 − 2(3 + 0,5) = 5𝑐𝑚
Cálculo de número de barras por camada:
𝑏ú𝑡𝑖𝑙 + 𝑎ℎ 5+2
𝑛 𝜑 = = = 2,5 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑝𝑜𝑟 𝑐𝑎𝑚𝑎𝑑𝑎
𝑐𝑎𝑚 𝑎ℎ + 𝜑𝐿 2 + 0,8
Logo as 2 barras de 8mm ficaram na primeira camada da seção transversal da viga.
Momento negativo na Viga:

X=21,25kNm 𝑨𝒔𝒄𝒂𝒍 = 𝟐, 𝟎𝟔𝒄𝒎𝟐


Adotaremos 2φ12,5mm 𝐴𝑠𝑒 = 2,356𝑐𝑚2
𝑏ú𝑡𝑖𝑙 = 𝑏 − 2(𝑐 + 𝜑𝑒𝑠𝑡𝑟𝑖𝑏𝑜) = 12 − 2(3 + 0,5) = 5𝑐𝑚
Cálculo de número de barras por camada:
𝑏ú𝑡𝑖𝑙 + 𝑎ℎ 5+2
𝑛 𝜑 = = = 2,15 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑝𝑜𝑟 𝑐𝑎𝑚𝑎𝑑𝑎
𝑐𝑎𝑚 𝑎ℎ + 𝜑𝐿 2 + 1,25
Logo as 2 barras de 12,5mm ficaram na primeira camada da seção transversal da viga.

177
Fig.7.1.10– Detalhamento da seção transversal da Viga V703a.

Detalhamento seção longitudinal:


Armadura positiva região de boa aderência o comprimento básico lb:
Não temos para 8mm na tabela porém a fórmula para um fck de 25 Mpa é:
𝑙𝑏 = 37,67𝜑 = 37,67𝑥0,8 = 30,14𝑐𝑚
O comprimento necessário com gancho:
𝐴𝑠𝑐𝑎𝑙 0,72
𝑙𝑏𝑛𝑒𝑐 = 0,7𝑙𝑏 = 0,7𝑥30,14𝑥 ( ) = 15,11𝑐𝑚
𝐴𝑠𝑒 1,005
Comparando com o lbmin:
0,3𝑙𝑏 = 0,3𝑥30,14 = 9𝑐𝑚
{ 10𝜑 = 10𝑥0,8 = 8𝑐𝑚
10𝑐𝑚
𝑙𝑏𝑛𝑒𝑐 > 𝑙𝑏𝑚𝑖𝑛
Ancoragem apoio extremo à esquerda:
𝜏𝑐0 = 0,0769 𝑡𝑎𝑏𝑒𝑙𝑎 7.2 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑓𝑐𝑘 𝑑𝑒 25𝑀𝑃𝑎
𝑉𝑐 = 𝜏𝑐0 𝑏𝑑 = 0,0769𝑥12𝑥31 = 28,61𝑘𝑁

𝑉𝑠𝑑 22,56𝑥1,4
𝑎𝑙 = 𝑑 ( ) = 31 ( ) = 0,91𝑥31 = 28,33 > 0,5𝑑;
2(𝑉𝑠𝑑 − 𝑉𝑐 )
2( )
(22,56𝑥1,4) − 28,61
Logo adotar 𝑎𝑙 = 28𝑐𝑚
𝑎𝑙 𝑉𝑠𝑑,𝑎𝑝𝑜𝑖𝑜 28 22,56𝑥1,4
𝐴𝑎𝑝𝑜𝑖𝑜
𝑠,𝑐𝑎𝑙 = = 𝑥( ) = 0,66𝑐𝑚2
𝑑 𝑓𝑦𝑑 31 43,48

178
Ancoragem apoio interno à direita:
𝜏𝑐0 = 0,0769 𝑡𝑎𝑏𝑒𝑙𝑎 7.2 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑓𝑐𝑘 𝑑𝑒 25𝑀𝑃𝑎
𝑉𝑐 = 𝜏𝑐0 𝑏𝑑 = 0,0769𝑥12𝑥31 = 28,61𝑘𝑁
𝑉𝑠𝑑 27,31𝑥1,4
𝑎𝑙 = 𝑑 ( ) = 31 ( ) = 61,25𝑐𝑚 > 𝑑
2(𝑉𝑠𝑑 − 𝑉𝑐 ) 2((27,31𝑥1,4) − 28,61)

Logo adotar 𝑎𝑙 = 𝑑
𝑎𝑙 𝑉𝑠𝑑,𝑎𝑝𝑜𝑖𝑜 31 27,31𝑥1,4
𝐴𝑎𝑝𝑜𝑖𝑜
𝑠,𝑐𝑎𝑙 = = 𝑥( ) = 0,76𝑐𝑚2
𝑑 𝑓𝑦𝑑 36 43,48

Iremos levar 2 barras de 8mm e 2 barras de 12,5mm nos apoios obrigatoriamente logo
atenderemos a necessidade da área de aço nos apoios.
Detalhamento Estribo:
Calculado para o valor máximo do cortante a armadura calculada foi:
E a armadura é dada por 𝐴𝑠 = 𝜌𝑤 𝑏 = 0,1024𝑥12 = 1,23𝑐𝑚² calculado na página 143.

Adotando estribo de 5mm temos área de 0,196cm² teremos 7 estribos de 5mm por metro
logo um espaçamento de 14cm.
Comprimento dos ganchos:
𝐶𝑔𝑎𝑛𝑐ℎ𝑜𝑠 = 8𝜑 + 5𝜑 = 8(0,8) + 5(0,8) = 10,4𝑐𝑚 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑟 10𝑐𝑚

𝐶𝑔𝑎𝑛𝑐ℎ𝑜𝑠 = 8𝜑 + 5𝜑 = 8(1,25) + 5(1,25) = 16,25𝑐𝑚 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑟 20𝑐𝑚

O comprimento total das barras ultrapassará o vão de 293cm.


Vamos continuar o detalhamento para os seguintes vão aproveitando o máximo as barras
adotadas no detalhamento do vão1, conforme figura abaixo.

179
Fig.7.1.11– Detalhamento da longitudinal da Viga V703a.

7.1.7.2– Viga da cobertura V703b - Vão2 de 420cm.


A viga já foi Verificada e dimensionada à Flexão, cisalhamento e verificado à flecha.
A fissuração verificada em planilha.
Detalhamento:
Momento Positivo M=11,84 kNm armadura calculada foi a mínima 𝐴𝑠 = 1,12𝑐𝑚2
Adotaremos 3φ8mm 𝐴𝑠𝑒 = 1,508𝑐𝑚2
𝑏ú𝑡𝑖𝑙 = 𝑏 − 2(𝑐 + 𝜑𝑒𝑠𝑡𝑟𝑖𝑏𝑜) = 12 − 2(3 + 0,5) = 5𝑐𝑚
Cálculo de número de barras por camada:
𝑏ú𝑡𝑖𝑙 + 𝑎ℎ 5+2
𝑛 𝜑 = = = 2,5 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑝𝑜𝑟 𝑐𝑎𝑚𝑎𝑑𝑎
𝑐𝑎𝑚 𝑎ℎ + 𝜑𝐿 2 + 0,8
Logo as 2 barras de 8mm ficaram na primeira camada da seção transversal da viga e uma
barra de 8mm na segunda camada.
Momento negativo na Viga:
X=21,25kNm 𝐴𝑠𝑐𝑎𝑙 = 2,06𝑐𝑚2

180
Adotaremos 2φ12,5mm 𝐴𝑠𝑒 = 2,356𝑐𝑚2
𝑏ú𝑡𝑖𝑙 = 𝑏 − 2(𝑐 + 𝜑𝑒𝑠𝑡𝑟𝑖𝑏𝑜) = 12 − 2(3 + 0,5) = 5𝑐𝑚
Cálculo de número de barras por camada:
𝑏ú𝑡𝑖𝑙 + 𝑎ℎ 5+2
𝑛 𝜑 = = = 2,15 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑝𝑜𝑟 𝑐𝑎𝑚𝑎𝑑𝑎
𝑐𝑎𝑚 𝑎ℎ + 𝜑𝐿 2 + 1,25
Logo as 2 barras de 12,5mm ficaram na primeira camada da seção transversal da viga.

Fig.7.1.12– Detalhamento seção transversal da Viga V703b.

Detalhamento seção longitudinal:


Não será necessário verificar à armadura necessária nos apoios pois iremos ultrapassar com
2 barras para armadura positiva e 2 barras na negativa o que atende a necessidade dos apoios
e de Norma, Vamos trazer as barras no vão 1 evitando o corte das mesmas.
A terceira barra de 8mm positiva será apenas neste vão logo a mesma deverá ter o
comprimento de 440cm.
Calculado para o valor máximo do cortante a armadura calculada foi:
E a armadura é dada por 𝐴𝑠 = 𝜌𝑤 𝑏 = 0,1024𝑥12 = 1,23𝑐𝑚²
Adotando estribo de 5mm temos área de 0,196cm² teremos 7 estribos de 5mm por metro
logo um espaçamento de 14cm., teremos 7 estribos por metro no vão de 4,20, 29,4 estribos
adotar 29 estribos.

181
Fig.7.1.13– Detalhamento longitudinal da Viga V703b.

Vão3 – V703c.
Momento Positivo M=4,022kNm armadura mínima de 0,72cm² adotado 2 barras de 8mm –
1,005cm².
Momento negativo nos apoios X=21,48kNm – 2,06cm² ultrapassando 2 barras de 12,5mm
temos 2,356cm².
O detalhamento da seção transversal idêntico do vão1 V703a.

182
Fig.7.1.14– Detalhamento longitudinal da Viga V703c.

Par os vãos V703d e V703e são simétricos aos vãos V703b e V703a respectivamente.
Logo para o detalhamento homogêneo foram gastos
3barras de 12,5mm de C=1200cm
3barras de 8mm de C=1200cm
Vamos agora trabalhar com a decalagem do diagrama de Momento Fletor e detalhar a viga
conforme este procedimento:
Primeiro passo calcular al=0,75d=27cm
Depois aplicar a 𝑙𝑏𝑛𝑒𝑐𝑒𝑠𝑠á𝑟𝑖𝑜 dividir o diagrama do vão pelo número de barras dimensionadas
na flexão depois medir seus comprimentos.

183
Fig.7.1.15– Decalagem do diagrama de Momento Fletor.

De acordo com a decalagem do diagrama de momentos fletores acima temos a seguinte


distribuição de barras:
Acima do apoio extremo à esquerda temos 2 barras de 12,5mm com 85,8cm adotar 110cm
com gancho adicionar mais 20cm de emenda por transpasse 130cm.
No vão de 293cm temos 2 barras de 8mm temos que levar no mínimo 2 barras em cada apoio
logo as 2 barras terão comprimento de 293cm mais o gancho de 15cm e comprimento de
ancoragem igual ao detalhamento homogêneo.
No apoio interno Pilar P8 temos 2 barras de 12,5mm de 158cm adotar 160cm mais 20 cm de
transpasse para emenda e cerca de 80 cm para cada vão.
Se adicionarmos 80cm mais 110cm das barras do apoio à esquerda temos 190cm, logo será
necessário uma armadura de 5mm porta estribo.
No Pilar P9 temos 2barras de 12,5mm com 242,9 cm adotar 245cm mais 20cm de transpasse,
e no vão 2barras de 8mm passando o vão e 1 barra de 8mm na segunda camada com
comprimento de 350cm.

184
Podemos notar que com o diagrama decalado ocorre uma diminuição nos comprimentos das
barras nos apoios devido o momento negativo, porém temos a adição de barras de 5mm no
vão da viga, no final este detalhamento leva a uma armadura com a área de aço muito

185
próxima ao detalhamento homogêneo, porém este detalhamento tem muitos cortes e
emendas de barras o que acarreta em perdas de barras por corte e aumento das horas de
produção dos armadores, e ainda aumenta o risco de ocorrer erros nas armações devido as
diferenças de comprimentos e tipos de barras.
Logo para projetos de pequeno porte o recomendável é trabalhar com o detalhamento mais
homogêneo possível para economizar em produção, diminuir erros e perdas de barras.
Detalhamento da Viga V303 – 12x35cm².

Fig.7.1.16– DMF V303a,b,c,d,e seção12x35cm².

Fig.7.1.17– DFV V303a,b,c,d,e seção12x35cm².

7.1.2 – VERIFICAR A FISSURAÇÃO – Vão 1


Ascal = 0,63cm² armadura mínima a armadura colocada será de2𝞍8mm logo
Ase=0,5026cm²x2=1,005cm² >0,81cm² ok
2 2
𝑓𝑐𝑡𝑚 = 0,3(𝑓𝑐𝐾 )3 = 0,3(25)3 = 0,256 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
𝑓𝑦𝑑 𝐴𝑠,𝑐𝑎𝑙 43,48 0,63
𝜎𝑠𝑖 = = = 19,46 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
𝛾𝑓 𝐴𝑠𝑒 1,4 1,005
𝜙 𝜎𝑠𝑖 3𝜎𝑠𝑖 0,8 19,46 3𝑥19,46
𝑊𝑘 = = 𝑥 𝑥 = 0,006𝑐𝑚 = 0,06𝑚𝑚
12,5𝜂1 𝐸𝑠𝑖 𝑓𝑐𝑡𝑚 12,5(2,25) 21000 0,256
< 0,3𝑚𝑚 𝑜𝑘

186
Vão1 – 2,93m -Ase=0,5026cm²x2=1,005cm² - 2𝞍8mm >0,63cm²
ARMADURA DE TRAÇÃO- boa aderência
Para o vão 1 – 293cm (eixos pilares) iremos simplificar o detalhamento visando a
praticidade da obra e ainda a economia de corte e dobra de aço.

𝑏ú𝑡𝑖𝑙 = 𝑏 − 2(𝑐 + 𝟇𝑒𝑠𝑡𝑟 ) = 12 − 2(3 + 0,5) = 5𝑐𝑚


𝑏𝑢𝑡𝑖𝑙 + 𝑎ℎ 6+2
𝑛𝑐𝑎𝑚 = = = 2,857𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 = 2 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑝𝑜𝑟 𝑐𝑎𝑚𝑎𝑑𝑎
𝑎ℎ + 𝟇𝐿 2 + 0,8
Efetuar o cálculo do comprimento de ancoragem por aderência - BÁSICO:
Para o apoio extremo à esquerda.
Para 𝑓𝑐𝑘 = 25 𝑀𝑃𝑎- valor pela tabela - 37,67𝟇 =37,67(0,8) =30,136cm
𝐴𝑠𝑐𝑎𝑙 0,63
𝑙𝑏𝑛𝑒𝑐 = 𝞪𝑙𝑏 ( ) = 0,7𝑥(30,136) = 𝟏𝟑, 𝟐𝟐𝒄𝒎 > 𝟎, 𝟑𝒍𝒃 = 𝟗, 𝟎𝟒𝒄𝒎
𝐴𝑆𝑒 1,005
Para o apoio extremo à esquerda armadura positiva:
𝑎𝑙 = 0,75𝑑 = 0,75𝑥(31) = 23,25𝑐𝑚
𝑎𝑙 𝑉𝑆𝑑 23,25 19,73𝑥1,4
𝐴𝑠𝑑,𝑐𝑎𝑙 = =( )𝑥 = 0,64𝑐𝑚²
𝑑 𝑓𝑦𝑑 21 43,48

Levando as 2 barras 2𝞍8mm 1,005cm² > 0,64cm² logo ok


𝐴𝑠𝑐𝑎𝑙 0,67
𝑙𝑏𝑛𝑒𝑐 = 𝞪𝑙𝑏 ( ) = 0,7𝑥(30,136) = 𝟏𝟒𝒄𝒎
𝐴𝑆𝑒 1,005
Gancho a 90° - Raio =5 𝞍 +8 𝞍 = 10,4cm =15cm >
03𝑙𝑏 = 9,04𝑐𝑚 > 10𝑥0,8 = 8𝑐𝑚
(r+5,5 𝞍) = 5 𝞍 +5,5 𝞍 = 8,4cm > 60mm logo OK
Temos apenas 2 𝞍8mm na armadura de tração do vão e iremos levar as 2 barras nos apoios
conforme o mínimo exigido na Norma NBR6118:2014, logo no mínimo as barras terão o
comprimento do vão 293cm, armadura positiva no vão 1 de 293cm.
Para o apoio intermediário:
𝑎𝑙 𝑉𝑆𝑑 31,13 40,92𝑥1,4
𝐴𝑠𝑑,𝑐𝑎𝑙 = =( )𝑥 = 1,32𝑐𝑚²
𝑑 𝑓𝑦𝑑 41,5 43,48
𝐴𝑠𝑐𝑎𝑙 0,67
𝑙𝑏𝑛𝑒𝑐 = 𝞪𝑙𝑏 ( ) = (30,136) = 𝟐𝟎, 𝟎𝟗𝒄𝒎 = 𝟐𝟏𝒄𝒎
𝐴𝑆𝑒 1,005
ARMADURAS NEGATIVAS –Região de má aderência.
Apoio extremo à esquerda:
X=8,392kNm

187
Armadura calculada As=0,903cm² - armadura colocada de Ase=1,57075cm²
Região de má aderência:
37,67𝜙
𝑙𝑏 = = 53,81𝑐𝑚
0,7
𝐴𝑠𝑐𝑎𝑙 0,903
𝑙𝑏𝑛𝑒𝑐 = 𝛼𝑙𝑏 ( ) = 0,7𝑥(53,81) = 21,65𝑐𝑚
𝐴𝑆𝑒 1,57075
𝑎𝑙 = 0,75𝑑 = 0,75𝑥(31) = 23,25𝑐𝑚
O comprimento mínimo de ancoragem 𝑙 = 2𝑥(21,65) + 2𝑥(23,25) + 53 =
142,8𝑐𝑚 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑟
Iremos levar 2 barras até o apoio conforme mínimo de Norma.
Gancho de ancoragem no apoio extremo
Gancho a 90° - Raio =5 𝞍 +8 𝞍 = 13cm adotar 15cm <
03𝑙𝑏 = 16𝑐𝑚 > 10𝑥1,00 = 10𝑐𝑚
Comprimento final com gancho - 𝑙𝑏 = 142,8 + 16 = 158,8𝑐𝑚 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑟 160𝑐𝑚

188
Momento Negativo no apoio interno do Pilar P8.
X=25,143knm = 2514,3kNcm – Ascal=2,946cm² Asefetivo=3,1415cm²

2φ10mm por camada – teremos 2 camadas cada uma com 2φ10mm.


Região de má aderência:
37,67𝜙
𝑙𝑏 = = 53,81𝑐𝑚
0,7
𝐴𝑠𝑐𝑎𝑙 2,946
𝑙𝑏𝑛𝑒𝑐 = 𝛼𝑙𝑏 ( ) = (53,81) = 50,46𝑐𝑚
𝐴𝑆𝑒 3,1415
𝑎𝑙 = 0,75𝑑 = 0,75𝑥(31) = 23,25𝑐𝑚
O comprimento mínimo de ancoragem 𝑙 = 2𝑥(50,46) + 2𝑥(23,25) + 163 = 310𝑐𝑚
Vão 2 – M=1650,4kNcm

Ase=(4x0,5026)=2,011cm² >1,8454cm² ok
7.1.2 – VERIFICAR A FISSURAÇÃO – Vão 2
2 2
𝑓𝑐𝑡𝑚 = 0,3(𝑓𝑐𝐾 )3 = 0,3(25)3 = 0,256 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
𝑓𝑦𝑑 𝐴𝑠,𝑐𝑎𝑙 43,48 1,8454 25,33𝑘𝑁
𝜎𝑠𝑖 = = =
𝛾𝑓 𝐴𝑠𝑒 1,4 2,011 𝑐𝑚2

189
𝜙 𝜎𝑠𝑖 3𝜎𝑠𝑖 0,8 25,33 3𝑥25,33
𝑊𝑘 = = 𝑥 𝑥 = 0,01𝑐𝑚 = 0,1𝑚𝑚
12,5𝜂1 𝐸𝑠𝑖 𝑓𝑐𝑡𝑚 12,5(2,25) 21000 0,256
< 0,3𝑚𝑚 𝑜𝑘
Para o vão 2 – 4,20 cm

𝑏ú𝑡𝑖𝑙 = 𝑏 − 2(𝑐 + 𝟇𝑒𝑠𝑡𝑟 ) = 12 − 2(2,5 + 0,5) = 6𝑐𝑚


𝑏𝑢𝑡𝑖𝑙 + 𝑎ℎ 6+2
𝑛𝑐𝑎𝑚 = = = 2,46𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑝𝑜𝑟 𝑐𝑎𝑚𝑎𝑑𝑎 − 2𝟇𝟖𝒎𝒎 𝒑𝒐𝒓 𝒄𝒂𝒎𝒂𝒅𝒂
𝑎ℎ + 𝟇𝐿 2 + 1,25
ARMADURA DE TRAÇÃO- boa aderência
Para o vão 2 – 420cm (eixos pilares) iremos simplificar o detalhamento visando a
praticidade da obra e ainda a economia de corte e dobra de aço.
Efetuar o cálculo do comprimento de ancoragem por aderência - BÁSICO:
Para o vão.
Para fck=25MPa - valor pela tabela - 37,67𝟇 =37,67(0,8) =30,136cm
𝐴𝑠𝑐𝑎𝑙 1,64
𝑙𝑏𝑛𝑒𝑐 = 𝞪𝑙𝑏 ( ) = (30,136) = 𝟐𝟒, 𝟓𝟖𝒄𝒎 > 𝟎, 𝟑𝒍𝒃 = 𝟗, 𝟎𝟒𝒄𝒎
𝐴𝑆𝑒 2,011
Para o apoio intermediário à esquerda:
𝑎𝑙 = 0,75𝑑 = 0,75𝑥(31) = 23,25𝑐𝑚
𝑎𝑙 𝑉𝑆𝑑 31,13 42,508𝑥1,4
𝐴𝑠𝑑,𝑐𝑎𝑙 = =( )𝑥 = 1,02𝑐𝑚²
𝑑 𝑓𝑦𝑑 41,5 43,48

Levando as 2 barras 2 𝞍8mm 1,005cm² > 0,67cm² logo ok


𝐴𝑠𝑐𝑎𝑙 1,84
𝑙𝑏𝑛𝑒𝑐 = 𝞪𝑙𝑏 ( ) = (30,136) = 𝟐𝟕, 𝟓𝟕
𝐴𝑆𝑒 2,011
Temos apenas 2 𝞍8mm na armadura de tração do vão e iremos levar as 2 barras nos apoios
conforme o mínimo exigido na Norma NBR6118:2014.
Então iremos passar direto os 2𝞍8mm que estão vindo do vão 1 e adicionarmos na camada
2, 2𝞍8mm com comprimento igual à:
𝒍𝒇 = 𝟐𝒙(𝟐𝟕, 𝟓𝟕) + 𝟐𝒙(𝟐𝟑, 𝟐𝟓) + 𝟐𝟓𝟕 = 𝟑𝟓𝟎𝒄𝒎

190
Para o apoio intermediário à direita.
Temos um Momento negativo atuante > em módulo que Asvão logo ¼ Asvão deverá
ser levado ao apoio ¼ 1,005 cm² =0,251cm², temos apenas 2 𝞍8mm na armadura de tração
do vão e iremos levar as 2 barras nos apoios conforme o mínimo exigido na Norma
NBR6118:2014.
𝑎𝑙 𝑉𝑆𝑑 31,13 41,714𝑥1,4
𝐴𝑠𝑑,𝑐𝑎𝑙 = =( )𝑥 = 1,055𝑐𝑚²
𝑑 𝑓𝑦𝑑 41,5 43,48
𝐴𝑠𝑐𝑎𝑙 1,84
𝑙𝑏𝑛𝑒𝑐 = 𝞪𝑙𝑏 ( ) = (30,136) = 𝟐𝟕, 𝟓𝟕 = 𝟐𝟓 𝒄𝒎
𝐴𝑆𝑒 2,011
Para o momento negativo no Pilar P9 – X=3057kNcm

2φ12,5mm por camada – teremos 2 camadas cada uma com 2φ12,5mm.


Região de má aderência:
37,67𝜙
𝑙𝑏 = = 67,27𝑐𝑚
0,7
𝐴𝑠𝑐𝑎𝑙 3,703
𝑙𝑏𝑛𝑒𝑐 = 𝛼𝑙𝑏 ( ) = (67,27) = 50,75𝑐𝑚
𝐴𝑆𝑒 4,908
𝑎𝑙 = 0,75𝑑 = 0,75𝑥(31) = 23,25𝑐𝑚

191
O comprimento mínimo de ancoragem 𝑙 = 2𝑥(50,75) + 2𝑥(23,25) + 152 = 300𝑐𝑚
Vão 3 – 270cm
Ascal = 0,81cm² a armadura colocada será de 8mm logo Ase=0,5026cm²x2=1,005cm²
>0,81cm²
As solicitações do Vão 3 são menores que de todos os vãos iremos passar as barras positivas
e negativas do vão 1 até ultrapassar o vão 3 conforme detalhamento abaixo:
Armadura Cisalhamento:
Armadura de cisalhamento – 𝐴𝑑𝑜𝑡𝑎𝑛𝑑𝑜 𝑜 𝑐𝑜𝑟𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒 𝑚á𝑥𝑖𝑚𝑜 𝑑𝑒 43,5 𝑘𝑁
Temos:
Armadura de 2,66cm²/m para os vãos teremos as seguintes quantidades de barras de 5mm:
1φ5mm a cada 7cm

192
CAPÍTULO 8 - AÇÕES HORIZONTAIS - CONTRAVENTAMENTO

8.1 – Ação do Vento:


No Capítulo 2 desta apostila definimos que alguns pórticos seriam responsáveis de
receberem as ações horizontais de vento nas direções X e Y, e no capítulo 3 calculamos a
força horizontal e distribuímos para os pórticos de acordo com a sua rigidez.
No capítulo 8 será efetuado as combinações de ações que os pórticos estão submetidos e a
verificação das geometrias das vigas submetidas as ações horizontais de vento.

Fig8.1 – Representação das forças horizontais nos pórticos direções x e y – Capítulo 3.

8.1 - Análise dos pórticos de contraventamento sob ação combinada das cargas
verticais e cargas horizontais de forças de vento
Os pórticos de contraventamento deverão ser analisados, considerando as condições
últimas das ações conforme capítulo 3.
Ações Permanentes:
𝑔𝑘 = 𝐶𝑎𝑟𝑔𝑎𝑠 𝑣𝑒𝑟𝑡𝑖𝑐𝑎𝑖𝑠 𝑝𝑒𝑟𝑚𝑎𝑛𝑒𝑛𝑡𝑒𝑠 𝑛𝑎𝑠 𝑣𝑖𝑔𝑎𝑠, 𝑎𝑙é𝑚 𝑑𝑜 𝑝𝑒𝑠𝑜 𝑝𝑟ó𝑝𝑟𝑖𝑜 𝑑𝑜𝑠 𝑝𝑖𝑙𝑎𝑟𝑒𝑠.

Ações Variáveis:

𝑞𝑘 = 𝐶𝑎𝑟𝑔𝑎𝑠 𝑣𝑒𝑟𝑡𝑖𝑐𝑎𝑖𝑠 𝑎𝑐𝑖𝑑𝑒𝑛𝑡𝑎𝑖𝑠, 𝑠𝑜𝑏𝑟𝑒𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎𝑠.

𝑊𝑘 = 𝐹𝑜𝑟ç𝑎𝑠 ℎ𝑜𝑟𝑖𝑧𝑜𝑛𝑡𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑜 𝑣𝑒𝑛𝑡𝑜.


Atuando nos pórticos de contraventamento temos duas ações acidentais, e
conforme a NBR6118:2014 no capítulo 3 é necessário e obrigatório combinar as ações
acidentais com as ações permanentes e verificar qual a combinação de ações mais
desfavorável para a estrutura.
8.2 Combinações das ações
Combinação 1: Considerando as ações devido à sobrecarga como ação variável
principal.

193
𝐹𝑑 = 1,4𝑔𝑘 + 1,4𝑞𝑘 + 1,4𝑥0,6𝑥𝑊𝑘 Sabemos que P= 𝒈𝒌 + 𝒒𝒌
𝑃 é 𝑎 𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎 𝑣𝑒𝑟𝑡𝑖𝑐𝑎𝑙 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑙𝑜𝑔𝑜:
𝑭𝒅 = 𝟏, 𝟒(𝑷 + 𝟎, 𝟔𝒙𝑾𝒌 )
Combinação 2 – Considerando as ações devido ao vento como ação principal.
𝐹𝑑 = 1,4𝑔𝑘 + 1,4𝑊𝑘 + 1,4𝑥0,5𝑥𝑞𝑘
8.2.1 – Combinação 1 – Esforços solicitantes nos Pórticos – cargas PAV. TIPO e
cobertura – Pórtico 1 – DIREÇÃO X
𝑭𝒅 = 𝟏, 𝟒(𝑃 + 𝟎, 𝟔𝒙𝑾𝒌 )
Para a combinação de ações pegamos os resultados de carregamentos totais somados carga
permanente somada à carga acidental que estão no capítulo 7, figuras 7.9 e 7.12 e
multiplicamos por 1,4 e as forças horizontais multiplicamos por 1,4x0,6 e temos a concepção
estrutural abaixo:

Fig. 8.2 Pórtico 1 – Direção x, submetido as ações da combinação 1.

194
Fig. 8.3 –Esforços de Momento Fletor devido ao carregamento vertical e força horizontal.

Fig. 8.4 – Esforços de Momento Fletor devido apenas as ações do vento na estrutura.

195
8.2.2 – Combinação 2 – Esforços solicitantes nos Pórticos – cargas PAV. TIPO e
cobertura – Pórtico 1 𝑭𝒅 = 𝟏, 𝟒𝒈𝒌 + 𝟏, 𝟒𝑊𝒌 + 𝟏, 𝟒𝒙𝟎, 𝟓𝒙𝒒𝒌
Para a Combinação 2 de ações é necessário separar os carregamentos de vido à carga
permanente e devido à carga acidental.
No capítulo 7 é apresentado os carregamentos devido às cargas totais (permanente mais
acidental) nos pavimentos, e os carregamentos devido apenas à carga permanente e à carga
acidental na laje no capítulo 4.

Fig. 8.5 – Carregamentos no pórtico 1 – direção x – Combinação 2.

196
Fig. 8.6 – Esforços solicitantes no pórtico devido combinação 2- DMF.

197
Fig. 8.7 – Esforços solicitantes no pórtico devido combinação 2 -DFV.

8.2.3 – ESCOLHA DA COMBINAÇÃO MAIS DESFAVORÁVEL PARA A


ESTRUTURA
As duas hipóteses de combinação acima numa análise de projeto final devem ser
verificadas obrigatoriamente escolhendo a combinação que produz os maiores esforços na
estrutura.
Numa análise podemos verificar que a combinação 1 possui os valores de momentos
fletores maiores que a combinação 2, logo iremos escolher a combinação 1 para
continuarmos o nosso exemplo.
Verificando o deslocamento da Estrutura de pórtico pelo programa FTOOL temos o
deslocamento de 0,52cm sendo que o deslocamento admissível é da altura do pórtico
dividido por 500 que seria o valor de 2,8cm, logo o deslocamento é aceitável.

198
8.3.1 -CÁLCULO DA VIGA DO PAVIMENTO TIPO - CONTRAVENTAMENTO
DIREÇÃO X – COMBINAÇÃO 1.
Cálculo da Viga V301 –G300 – Grupo 3.
Vamos verificar o vão 2 crítico de 420cm, Pelo diagrama de Momento fletor temos:
Lembrete:
Como os esforços já foram multiplicados por 1,4 no cálculo do parâmetro admensional K
que mede a intensidade do Momento Fletor solicitante não multiplica novamente por 1,4.
M=32,478 kNm
X= 39,107 kNm
𝑀𝑑 3247,8
𝑘= = = 0,075 < 𝑘𝑙𝑖𝑚 = 0,295 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑘 = 𝑘 ′
𝑓𝑐 𝑏𝑑² 1,518𝑥17𝑥41²

𝑓𝑐 𝑏𝑑 1,518𝑥17𝑥41
𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 = 𝑥(1 − √1 − 2𝑘 ′ = (1 − √1 − 2(0,075) = 1,90 𝑐𝑚2
𝑓𝑦𝑑 43,48
> 𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛
X= 39,107kNcm.
𝑀𝑑 3910,7
𝑘= = = 0,090 < 𝑘𝑙𝑖𝑚 = 0,295 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑘 = 𝑘 ′
𝑓𝑐 𝑏𝑑² 1,518𝑥17𝑥41²

𝑓𝑐 𝑏𝑑 1,518𝑥17𝑥41
𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 = 𝑥(1 − √1 − 2𝑘 ′ = (1 − √1 − 2(0,090) = 2,299𝑐𝑚2
𝑓𝑦𝑑 43,48
> 𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛
Verificação da Flecha na viga:
Comb. Quase permanente:
Vão 1 - 0,7(23,96) +0,3(5,97)=18,56
Vão2-0,7(25,88)+0,3(6,44)=20,04kN/m
Vão 3 – 0,7(8,02)=5,61kNm
Fazendo novamente o pórtico com as cargas de serviço acima obtemos os momentos
máximos no Vão 2 – 18,43kNm
Vamos utilizar a planilha VIGAS com os dados acima.
Resultado na planilha abaixo indica que a flecha está dentro do limite aceitável.
Logo podemos manter a geometria da seção 17x45cm² adotado no capítulo 2 devido à
instabilidade lateral.
2
Notamos que a viga ESTÁDIO I– pois 𝑀𝑟 = 0,0075(17)(452 )(25)3 = 2207,47𝑘𝑁𝑚 >
1843𝑘𝑁𝑚. Não iremos diminuir a seção da viga pois a mesma faz parte do
contraventamento e foi determinado no capítulo 2 a geometria para estabilidade.

199
Detalhamento da Viga – V301 – G300.
Para o Vão 1
M=16,606kNm
𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 0,15%(17)(45) = 1,15𝑐𝑚²
𝐴𝑠 = 1,3411𝑐𝑚2 − 2𝟇𝟏𝟎𝒎𝒎 = 𝟏, 𝟓𝟕𝒄𝒎𝟐 > 𝟏, 𝟏𝟓 𝒄𝒎𝟐 𝒍𝒐𝒈𝒐 𝒐𝒌.

𝑏ú𝑡𝑖𝑙 = 𝑏 − 2(𝑐 + 𝟇𝑒𝑠𝑡𝑟 ) = 17 − 2(3 + 0,5) = 10𝑐𝑚


𝑏𝑢𝑡𝑖𝑙 + 𝑎ℎ 10 + 2
𝑛𝑐𝑎𝑚 = = = 4,0 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑝𝑜𝑟 𝑐𝑎𝑚𝑎𝑑𝑎 − 2𝟇𝟏𝟎𝒎𝒎 𝒄𝒂𝒎𝒂𝒅𝒂 𝟏
𝑎ℎ + 𝟇𝐿 2+1
ARMADURA DE TRAÇÃO- boa aderência
Simplificando o detalhamento visando a praticidade da obra e ainda a economia de corte e
dobra de aço, temos:
Efetuar o cálculo do comprimento de ancoragem por aderência - BÁSICO:
Para o apoio extremo à esquerda:
Para fck=25MPa - valor pela tabela - 37,67𝟇 =37,67(1) =37,67cm
𝐴𝑠𝑐𝑎𝑙 1,3411
𝑙𝑏𝑛𝑒𝑐 = 𝞪𝑙𝑏 ( ) = 0,7𝑥(30,136) = 18,02𝑐𝑚 > 0,3𝑙𝑏 = 9,04𝑐𝑚
𝐴𝑆𝑒 1,57
Para o apoio extremo à esquerda:
𝑎𝑙 = 0,75𝑑 = 0,75𝑥(41) = 30,75𝑐𝑚
𝑎𝑙 𝑉𝑆𝑑 30,75 33,79
𝐴𝑠𝑑,𝑐𝑎𝑙 = =( )𝑥 = 0,583𝑐𝑚²
𝑑 𝑓𝑦𝑑 41 43,48

Levando 2 barras 𝞍10mm 1,57cm² > 0,583cm² logo ok

200
Adotar gancho de 15cm.
Para o apoio intermediário à direita.
Iremos ultrapassar com 2𝞍10mm em toda a seção da viga visto que o momento
máximo positivo adotado em todos os vãos.
Armadura adotada para o momento negativo:
X=39,10kNm As=2,29cm² adotado 2𝞍12,5mm –Ase=2,454cm²
Verificando o número de barras na camada da armadura negativa.

𝑏ú𝑡𝑖𝑙 = 𝑏 − 2(𝑐 + 𝟇𝑒𝑠𝑡𝑟 ) = 17 − 2(3 + 0,5) = 10𝑐𝑚


𝑏𝑢𝑡𝑖𝑙 + 𝑎ℎ 10 + 2
𝑛𝑐𝑎𝑚 = = = 3,69 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑝𝑜𝑟 𝑐𝑎𝑚𝑎𝑑𝑎 −
𝑎ℎ + 𝟇𝐿 2 + 1,25
2𝜙12,5𝑚𝑚 𝑐𝑎𝑚𝑎𝑑𝑎 1
Iremos levar as barras em toda a extensão da viga logo o comprimento >𝑙𝑏𝑛𝑒 𝑐 para
ancoragem. Gancho no apoio extremo esquerdo 5𝜙 + 8𝜙 = 5𝑥(1,6) + 8𝑥(1,6) =
20,8𝑐𝑚 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑟 25𝑐𝑚

Cisalhamento:𝑉𝑑 = 81,6 𝑘𝑁
Tensão convencional de cisalhamento de cálculo, dada por
𝑉𝑑 81,6 𝑘𝑁
𝜏𝑤𝑑 = = = 0,117
𝑏𝑊 𝑑 17𝑥41 𝑐𝑚2
Pela tabela capítulo 7 comparando com a 𝜏wd2=0,434 kN/cm² > 0,117 kN/cm² ok diagonal
comprimida do concreto
𝑘𝑁
𝜌𝑤𝑑𝑚𝑖𝑛 = 0,103 𝑐𝑚2 pela tabela ao lado
(𝜏𝑤𝑑 -𝜏𝑐0 ) 100(0,117−0,0769)
𝐴𝑠𝑊 = 𝑏𝑊 𝜌𝑊 = 17𝑥0,103=1,75 cm²/m 𝜌𝑊 = 100 = =
39,15 39,15
0,102 < 𝜌𝑤𝑑𝑚𝑖𝑛 = 0,103
9𝜙5𝑚𝑚 𝑝𝑜𝑟 𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 1𝑒5𝑚𝑚 𝑐/9𝑐𝑚.– Detalhamento seção transversal Vão 1 .

201
Vão 2 – Como a armadura do vão 2 foi de Ascal=1,90cm² adotar 3𝜙10𝑚𝑚 na camada 1.
Vão 3 – adotar armadura mínima 2𝜙10𝑚𝑚.

Detalhamento final da Viga V301-G300.

202
8.4.1 – Combinação 1 – Esforços solicitantes nos Pórticos – cargas PAV. TIPO e
cobertura – Pórtico 3 – DIREÇÃO Y
𝑭𝒅 = 𝟏, 𝟒(𝑃 + 𝟎, 𝟔𝒙𝑾𝒌 )

Pórticos Formados pelos Pilares P1-P7-P13 e P6-P12-P18.


Aplicando a combinação 1 no pórtico temos a concepção estrutural abaixo:

203
Fig. 8.7 – Esforços solicitantes no pórtico 3 devido apenas ao vento.

8.4.2 – CARGAS PERMANENTES E ACIDENTAIS NOS PÓRTICOS FORMADOS


PELOS PILARES P3-P9-P15 E P4-P10-P16 COMBINAÇÃO 1

204
Fig. 8.8– Pórtico com carregamento devido a combinação 1 os esforços de momento fletor devido ao carregamento
vertical.

8.4.3 – VERIFICAÇÃO DAS VIGAS DOS PÓRTICOS EM Y.


Ao analisar os esforços na direção Y nos pórticos chama a atenção os esforços na cobertura
dos Pórticos formados pelos Pilares P3-P9-P15, os valores são maiores que os valores dos
esforços formados pelos Pórticos P1-P7-P13, podemos notar que este fato é devido a posição
dos pórticos centrais a estrutura onde estão localizados os reservatórios de água e possuem
maior área de influência.
Iremos verificar estes Pórticos formados pelos Pilares P3-P9-P15 ou P4-P10-P16 na direção
Y.
Verificar as vigas da Cobertura G700 – 12x45cm – Dimensionamento à flexão.
Vão 2 – 443cm – M=36,86kNm
𝑀𝑑 3686
𝑘= = = 0,120 < 𝑘𝑙𝑖𝑚 = 0,295 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑘 = 𝑘 ′
𝑓𝑐 𝑏𝑑² 1,518𝑥12𝑥41²

𝑓𝑐 𝑏𝑑 1,518𝑥12𝑥41
𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 = 𝑥(1 − √1 − 2𝑘 ′ = (1 − √1 − 2(0,120) = 2,20 𝑐𝑚2
𝑓𝑦𝑑 43,48
> 𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛
X= 54,71kNcm.
𝑀𝑑 5471
𝑘= = = 0,179 < 𝑘𝑙𝑖𝑚 = 0,295 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑘 = 𝑘 ′
𝑓𝑐 𝑏𝑑² 1,518𝑥12𝑥41²

205
𝑓𝑐 𝑏𝑑 1,518𝑥12𝑥41
𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 = 𝑥(1 − √1 − 2𝑘 ′ = (1 − √1 − 2(0,179) = 3,41𝑐𝑚2
𝑓𝑦𝑑 43,48
> 𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛
Dimensionamento ao Cisalhamento:
Vsd=75,63kN
O esforço cortante no apoio do Pilar P9 apresenta valor elevado, com uso da Planilha temos
uma área de 3,87cm²/m se adotarmos uma armadura de 5mm teremos uma densa área de aço
pois com área de 0,196 teríamos 3,87/(2x0,196) = 9,87 barras de 5mm por metro logo com
10cm de espaçamento.
Verificação da flecha:
Cargas de serviço na cobertura:
Vão 1 - 0,7(23,96) +0,3(2,29)=17,46kN/m
Vão2-0,7(22,31)+0,3(1,94)=16,20kN/m
Cargas de serviço no pavimento tipo:
Vão 1 - 0,7(10,49) +0,3(1,43)=7,77kN/m
Vão2-0,7(15,62)+0,3(3,52)=11,99kN/m
O Momento de serviço no vão de 4,43m na viga da cobertura foi de 19,119 kNm conforme
diagrama abaixo:

206
Cálculo da flecha no vão:

No dimensionamento das vigas considerando a combinação foram verificados as situações


de vãos solicitados com os maiores momentos fletores e as dimensões inicialmente atribuída
foi satisfatória.
Um índice para o Engenheiro estrutural ter como referência para a cubagem de vigas de
pavimentos tipo:

207
CAP.9-CARGAS CONCENTRADAS NOS PILARES

9.1-PILARES CONTRAVENTADOS
Os esforços normais nos pilares contraventados são decorrentes do carregamento
vertical atuante nas vigas. Para determinar os esforços normais nos pilares correspondente
ao carregamento vertical basta resolver as vigas e obter suas reações de apoio. Somando as
reações das vigas que concorrem em um determinado pilar obtém-se a carga transmitida ao
pilar pelo pavimento em análise. Essas cargas devem ser acumuladas desde o topo do edifício
até o nível das fundações.
Iremos iniciar a descida de cargas das estruturas contraventadas, nos Pórticos
contraventados iremos adicionar o Peso Próprio dos pilares.
9.2 – CARGAS DAS VIGAS DA COBERTURA –COTA 71m
Pelo Capítulo 7 – figura 7.10, Temos os carregamentos totais nos Pavimentos do
edifício.
9.2.1 – Nível – G900 – Laje de cobertura dos reservatórios.

Fig.9.1- figura 7.10 – Capítulo 7.

Fig.9.2- Vigas nomenclatura – fig.2.14b capítulo 2.

208
Fig9.3 – Reações de apoio vigas V901a,902a,903a.

Fig9.4 – Reações de apoio vigas V904, V905.

Fig9.5 – Forças concentradas nos Pilares devido as reações das vigas.

209
9.2 – CARGAS DAS VIGAS DA CASA MÁQUINAS – NÍVEL G800.

Fig9.6 – Carregamentos na laje do piso casa de máquinas.

Fig9.7 – Reações de apoio vigas V804a.

Fig9.8 – Reações de apoio vigas V801a,b.

Fig9.9 – Reações de apoio vigas V802a,b.

210
Fig9.10 – Reações de apoio vigas V803a,b.

Fig9.11 – Reações de apoio vigas V805a,b.

Fig9.12 – Forças concentradas nos Pilares devido as reações das vigas.

9.3 – CARGAS DAS VIGAS DA COBERTURA – G700


9.3.1 – CARGAS DAS VIGAS DA COBERTURA –G700- ESTRUTURA
CONTRAVENTADA
Direção Y:
Os carregamentos das vigas estão no capítulo 7 figura 7.12.

211
Fig9.13– Reações de apoio na Viga V706a,b por simetria V709a,b.

Direção X:

Fig9.14– Reações de apoio na Viga V703a,b,c,d,e.

Vigas de Contraventamento No nível G700.


Direção X:
Iremos entrar com os valores dos carregamentos apenas das cargas verticais e depois
entraremos com as forças normais devido ao vento nos pilares.

Fig9.15– Reações de apoio na Viga V701a,b,c,d,e.

Fig9.16– Reações de apoio na Viga V704a,b,c,d,e.

Direção Y:

212
Fig9.17– Reações de apoio na Viga V705a,b e por simetria V710ab.

Fig9.18– Reações de apoio na Viga V707a,b e por simetria V708ab.

Fig9.19– Esforços concentrados nos pilares nível G700 – carregamentos verticais.

213
9.4 – CARGAS DAS VIGAS DA PAVIMENTO TIPO ESTRUTURA
CONTRAVENTADA –G300 à G600.
Direção x:

Fig9.20– Reações de apoio nos Pilares devido a Viga V303a,b,c,d,e – G300 à G600.

Direção Y:

Fig9.21– Reações de apoio nos Pilares devido a Viga V306a,b, e V309a,b – G300 à G600.

Contraventamento:
Direção X:

Fig9.22– Reações de apoio nos Pilares devido a Viga V301a,b,c,d,e – G300 à G600.

Fig9.23– Reações de apoio nos Pilares devido a Viga V304a,b,c,d,e – G300 à G600.

Direção Y:

214
Fig9.23– Reações de apoio nos Pilares devido a Viga V305a,b – G300 à G600.

Fig9.24– Reações de apoio nos Pilares devido a Viga V307a,b – G300 à G600.

Fig9.25– Esforços concentrados nos pilares nível G300 à G600 – carregamentos verticais.

215
9.6 – Cargas nos Pilares adicionando as cargas devido o peso Próprio e separado por
Pavimento:
P1=P6=P13=P18 – 20x30 - 𝑝𝑝20𝑥30 = 0,20𝑥0,30𝑥2,8𝑥25 = 4,2 𝑘𝑁
P2=P3=P4=P5=P14=P15=P16=P17 – 20x35 - 𝑝𝑝20𝑥35 = 0,20𝑥0,35𝑥2,8𝑥25 = 4,9 𝑘𝑁
P8=P11 – 30x20 - 𝑝𝑝30𝑥20 = 0,20𝑥0,30𝑥2,8𝑥25 = 4,2 𝑘𝑁
P9=P10=20x40-𝑝𝑝20𝑥40 = 0,20𝑥0,40𝑥2,8𝑥25 = 5,6𝑘𝑁

Tabela 9.1 – Cargas por pavimento.

216
9.6 – CARGAS NOS PILARES DEVIDO AO VENTO:
Pórticos em X:
Pórtico formado por P1-P2-P3-P4-P5-P6
Cargas de Vento Capítulo 3.
Verificando apenas o Vento da esquerda para direita, em uma situação completa de projeto
o vento deverá ser verificado também da direita para à esquerda.

Fig9.26– Forças Horizontais nos Pórticos de contraventamento.

Fig9.27– Esforços de compressão e Tração nos Pilares devido à ação do vento na estrutura.

217
Fig9.28– DEV nos pilares devido à ação do vento.

Hipótese 1 – Vento na direção X da esquerda para direita cargas:

Se domarmos as cargas dos Pilares temos o valor de 9540,65kN,No capítulo 2 foi estimado
um valor de 10276,21kN, ou seja um valor 8,9% maior que o real logo é aceitável os valores
das cargas estimadas e calculdas.
Direção Y:

Fig9.29– Pórtico em Y com as cargas devido ao vento DFN e DEV, respectivamente, Pórtico formado pelos Pilares
P13-P7-P1 iguais ao formado pelos Pilares P18-P12-P6

Na direção são 4 pórticos de contraventamentos

218
Fig9.29–DFN e DEV, respectivamente, Pórtico formado pelos Pilares P15-P9-P3 iguais ao formado pelos Pilares
P16-P10-P4.

Hipótese 2 – Vento na direção Y – da esquerda para a direita

Comparando as 2 hipóteses iremos adotar os maiores valores para cada Pilar na


fundação e dimensionar.
9.7 – FORÇAS NORMAIS DEVIDO AO VENTO – E ESFORÇOS NAS
FUNDAÇÕES DEVIDO AO VENTO
Nas fundações teremos Força Horizontal atuando e Momento Fletor, fazendo a concepção
estrutural de pórticos temos nas fundações os esforços abaixo atuando.
Nesta etapa é necessário verificar se nas fundações iram surgir forças horizontais e Momento
Fletor, pois no momento de dimensionar o elemento estrutural de fundação estes esforços
serão importantes.
Nas figuras abaixo apenas o detalhe das fundações dos pórticos serão demonstrados pois é a
parte que interessa neste item, Reações horizontais e momentos fletores nas fundações.
Pórticos contraventados:
Direção Y:

219
Fig9.30–Reações Nas fundações devido aos carregamentos verticais atuantes – Pórticos formados pelos Pilares
P14-P8-P2 e P17-P11-P5

Fig9.31–Reações Nas fundações devido aos carregamentos verticais atuantes – Pórticos formados pelos Pilares P7-
P8-P9-P10-P11-P12.

Lembrete a convenção de sinal é a representada abaixo:

Esforços nas fundações devido as açoes nos pórticos de contraventamento:


Direçãox:

Fig9.32–Reações Nas fundações devido aos carregamentos verticais e horizontais atuantes – Pórticos formados
pelos Pilares P1-P2-P3-P4-P5-P6 e P13-P14-P15-P16-P17-P18.

Direção Y:

220
Fig9.33–Reações nas fundações devido aos carregamentos verticais e horizontais atuantes – Pórticos formados
pelos Pilares P15-P9-P3 e P16-P10-P4.

Fig9.34–Reações nas fundações devido aos carregamentos verticais e horizontais atuantes – Pórticos formados
pelos Pilares P13-P7-P1 e P18-P12-P6

9.8 - DIMENSIONAMENTO PILARES –DEFINIÇÕES


Segundo o item 14.4.1.2 da NBR 6118 pilares são elementos lineares de eixo reto,
usualmente dispostos na vertical, em que as forças normais de compressão são
preponderantes. A sua função principal é transmitir as ações atuantes (verticais e horizontais)
da estrutura até o nível das fundações.
De acordo o item 18.4 da NBR 6118 as prescrições que se seguem referem-se aos pilares
cuja maior dimensão da seção transversal não exceda cinco vezes a menor dimensão (h ≤
5b). Quando essa condição não for satisfeita, o pilar deve ser tratado como pilar-parede,
aplicando-se o disposto no item em 18.5 da NBR 6118.

221
9.8.1 Dimensões-limites
Em qualquer caso, não se permite pilar com seção transversal de área inferior a 360 cm².
Dessa forma, considerando-se pilar de seção transversal retangular, a seção mínima é dada
por b = 14 cm e h = (360 / 14) ≈ 26 cm, resultando (14 / 26) cm².
Na análise de elementos comprimidos é imprescindível determinar o comprimento de
flambagem do pilar. Segundo a NBR 6118 no item 15.6, esse valor é obtido com o
comprimento equivalente

Fig.9.35 –Comprimento de flambagem.

9.8.3 Propriedades da flambagem


Onde I e A são respectivamente o momento de inércia e a área da seção transversal do pilar.
Conforme se verá mais adiante, o valor do índice de esbeltez do pilar definirá se o mesmo
deve ser calculado em teoria de primeira ordem (equilíbrio na posição indeformada) ou
em teoria de segunda ordem (equilíbrio na posição deformada).
Quanto maior a esbeltez, maior a possibilidade do elemento comprimido “flambar”.

222
Fig.9.36 – Comprimentos de flambagem situação real e de projeto.

9.8.4 Índice de esbeltez:


Estando um pilar submetido à compressão, ele também está sujeito à flambagem, ou
seja, está sujeito a esforços de segunda ordem local.
Estes esforços de segunda ordem locais são maiores quanto maior for o índice de
esbeltez do pilar. O índice de esbeltez do pilar depende do seu comprimento de esbeltez (le),
que nada mais é do que o comprimento “livre” do pilar, ou seja, o comprimento entre
elementos que possam travar o pilar (como vigas, por exemplo) e depende também das
características da seção transversal do pilar (inércia e área).

223
9.8.4.1 Classificação dos pilares quanto ao seu índice de esbeltez 𝞴
Não se admite índice de esbeltez maior que 200, ou seja, (𝞴 ≤ 200). Apenas em situações
especiais, descritas em 12.3.4, pode-se admitir (𝞴 > 200), (exceção para postes pouco
carregados).
De acordo com o índice de esbeltez (𝞴), os pilares podem ser classificados em:

9.8.4.2 índice limite de esbeltez 𝞴𝟏 :

Calcular o índice 𝜆 :

Comparar com o índice limite de esbeltez 𝞴𝟏 e verificar qual a classificação do pilar em


relação ao índice de esbeltez, onde 𝞴𝟏 :

224
9.8.5 Coeficiente 𝞪𝒃

9.8.6 Imperfeições geométricas (item 11.3.3.4 da NBR 6118):2014


Nas estruturas reticuladas (formadas por barras) uma das ações permanentes a ser
considerada se deve às imperfeições geométricas do eixo dos elementos estruturais da
estrutura descarregada. Essas imperfeições geram esforços adicionais e podem ser
classificadas em dois grupos, globais e locais.
Imperfeições globais Na análise global das estruturas reticuladas, sejam elas contraventadas
(com grande rigidez a ações horizontais) ou não, deve ser considerado um desaprumo dos
elementos verticais, conforme mostra a Figura:

225
9.8.7 Imperfeições locais:
Em uma análise estrutural os elementos que ligam pilares contraventados a pilares de
contraventamento, usualmente vigas e lajes, devem ser verificados à tração decorrente do
desaprumo do pilar contraventado.
No caso do dimensionamento ou verificação de um lance de pilar, deve ser considerado o
efeito do desaprumo ou da falta de retilineidade do eixo do pilar.
Admite-se que, nos casos usuais de estruturas reticuladas, a consideração apenas da falta de
retilineidade ao longo do lance de pilar seja suficiente

226
9.8.8 Momento mínimo – NBR6118:2014
O efeito das imperfeições locais nos pilares e pilares-parede pode ser substituído, em
estruturas reticuladas, pela consideração do momento mínimo de primeira ordem dado a
seguir:

9.8.9 Determinação dos efeitos LOCAIS de 2a ordem


O cálculo para barras submetidas à flexo-compressão normal pode ser feito pelo método
geral ou por métodos aproximados. O momento total máximo no pilar deve ser calculado
pela expressão:

227
9.10 – DIMENSIONAMENTO DOS PILARES CONTRAVENTADOS

228
CLASSIFICAÇÃO DOS PILARES QUANTO À POSIÇÃO
Pilar interno - Como o momento inicial pode ser desprezado, os momentos nas
extremidades do pilar serão então os valores mínimos, que normalmente são maiores que os
valores transmitidos ao pilar pelas vigas, caso não fossem desprezados. Quando os vãos das
vigas adjacentes a este pilar, forem muito diferentes entre si ou diferença significativa no
carregamento, pode ser necessário verificar os momentos iniciais transmitidos pelas vigas.
Nos pilares internos os momentos transmitidos pelas vigas, devido às cargas verticais,
podem ser desprezados. Com isso a situação de projeto seria equivalente à de uma
compressão centrada, no entanto, não mais permitida pela NBR 6118.
• Caso haja vãos ou carregamentos muito diferentes, adjacentes ao pilar, é
recomendável considerar os momentos transmitidos pelas vigas. Também
recomenda-se essa verificação, quando por motivos construtivos, há uma
excentricidade (de fôrma) entre os eixos do pilar e da viga, como a situação ilustrada
pela viga V2 na figura.
• Como o momento inicial pode ser desprezado, os momentos nas extremidades
do pilar serão então os valores mínimos, dados pela equação
• que normalmente são maiores que os valores transmitidos ao pilar pelas vigas, caso
não fossem desprezados.
• Portanto, a pior situação de cálculo se dará na seção intermediária do pilar onde o
momento total (final) é a soma do momento mínimo (1a ordem) com o momento
devido aos efeitos locais (2a ordem), se (𝞴 > 𝞴1). Conforme a NBR 6118 a
consideração do momento mínimo é suficiente para atender às imperfeições
locais.
• As situações possíveis de cálculo estão mostradas na figura abaixo, que representa
dois dimensionamentos isolados à flexão normal composta nas direções principais x
e y.

229
PILAR DE BORDA.

• Para efeito de dimensionamento pilar de borda é considerado aquele que serve de


apoio intermediário para uma viga contínua de fachada (externa ou de borda),
viga V2 na figura, e de apoio extremo para outra viga, que nele cruza (viga V1).
• No pilar de borda apenas o momento transmitido pela viga de borda, devido às
cargas verticais, pode ser desprezado. O momento transmitido pela outra viga deve
ser obrigatoriamente considerado. Com isso a situação de projeto é uma flexão
normal composta com momento no plano normal à borda livre, caso o pilar seja
retangular.
• O momento que a viga V1 da figura transmite ao pilar de borda deve ser obtido de
uma análise estrutural que leve em conta o cálculo exato da influência da
solidariedade dos pilares com a viga.
• Caso isso não ocorra, pode ser utilizado o modelo clássico de viga contínua,
simplesmente apoiada nos pilares, para o estudo das cargas verticais, considerando-
se no apoio extremo, os momentos parciais de engaste, conforme estabelecido no
item 14.6.6.1 da NBR 6118.

230
231
Para efeito de dimensionamento pilar de canto é considerado aquele que serve de apoio
extremo para duas vigas de fachada (externa ou de borda), vigas V1 e V2 na figura No pilar
de canto os momentos transmitidos pelas vigas devem ser obrigatoriamente considerados.
Com isso a situação de projeto é uma flexão oblíqua composta com momentos nos planos
normais às bordas livres, caso o pilar seja retangular.São válidas as mesmas considerações
para os momentos transmitidos pelas vigas ao pilar, vistas para os pilares de borda. As
situações possíveis de cálculo estão mostradas na figura 12.11. Os momentos iniciais
aplicados nas extremidades do pilar provocam excentricidades eix e eiy, simultaneamente.
Resulta dessa forma, dimensionamento à flexão oblíqua composta em três seções do pilar,
nas duas extremidades A e B, com (Mid,(A) > Mid,(B)), e na seção intermediária.

232
DETALHAMENTO
Armaduras longitudinais (item 18.4.2 da NBR 6118)
𝞍 Diâmetro mínimo e taxa de armadura
“O diâmetro das barras longitudinais não pode ser inferior a 10 mm nem superior a 1/8
da menor dimensão transversal. ”
𝒃
 𝝓𝒍 ≥ 𝟏𝟎𝒎𝒎 e 𝝓𝒍 ≤ 𝟖 𝒑𝒊𝒍𝒂𝒓𝒆𝒔 𝒓𝒆𝒕𝒂𝒏𝒈𝒖𝒍𝒂𝒓𝒆𝒔

Distribuição transversal

“As armaduras longitudinais devem ser dispostas na seção transversal, de


forma a garantir a resistência adequada do elemento estrutural. Em seções poligonais,
deve existir pelo menos uma barra em cada vértice; em seções circulares, no mínimo
seis barras distribuídas ao longo do perímetro. ”
“O espaçamento mínimo livre entre as faces das barras longitudinais, medido no
plano da seção transversal, fora da região de emendas, deve ser igual ou superior ao
maior dos seguintes valores:

233
O espaçamento máximo entre eixos das barras, ou de centros de feixes de barras,
deve ser menor ou igual a duas vezes a menor dimensão da seção no trecho
considerado, sem exceder 400 mm.”
“A armadura transversal de pilares, constituída por estribos e, quando for o caso,
por grampos suplementares, deve ser colocada em toda a altura do pilar, sendo
obrigatória sua colocação na região de cruzamento com vigas e lajes.”
“O diâmetro dos estribos em pilares não pode ser inferior a 5 mm nem a 1/4 do
diâmetro da barra isolada ou do diâmetro equivalente do feixe que constitui a
armadura longitudinal.

“O espaçamento longitudinal entre estribos, medido na direção do eixo do pilar, para


garantir o posicionamento, impedir a flambagem das barras longitudinais e garantir a
costura das emendas de barras longitudinais nos pilares usuais, deve ser igual ou
inferior ao menor dos seguintes valores: ”

Segundo o item 18.2.4 da NBR 6118 devem ser tomadas medidas que protejam as barras
longitudinais contra a flambagem:

234
“Sempre que houver possibilidade de flambagem das barras da armadura, situadas junto à
superfície do elemento estrutural, devem ser tomadas precauções para evitá-la. ”
“Os estribos poligonais garantem contra a flambagem as barras longitudinais situadas em
seus cantos e as por eles abrangidas, situadas no máximo à distância de 20𝞍t do canto, se
nesse trecho de comprimento 20𝞍t não houver mais de duas barras, não contando a de
canto. Quando houver mais de duas barras nesse trecho ou barra fora dele, deve haver
estribos suplementares. ”
“Se o estribo suplementar for constituído por uma barra reta, terminada em ganchos (90o a
180o), ele deve atravessar a seção do elemento estrutural, e os seus ganchos devem envolver
a barra longitudinal”

Fig. Estribos suplementares.

O detalhamento com armaduras distintas deve ser evitado, devido ao grande risco de
inversão das posições das armaduras na execução do pilar, sendo mais recomendado detalhar
com armaduras simétricas, colocando nos dois lados a maior dê-las

235
9.8.1 – DIMENSIONAMENTO DO PILAR P9

Fig.9.8.1- Localização da posição do Pilar P9.

O Pilar P9 é um pilar interno também conhecido como intermediário, classificado


pela sua localização.
Dimensionar as armaduras para o esforço no Pilar localizado no térreo com a máxima carga
de compressão:
As dimensões do Pilar P9 são 20x40cm, como pilar é interno iremos desprezar os
momentos transmitidos pelas vigas, adotando uma excentricidade de primeira ordem
mínima, portanto a situação de projeto é de compressão centrada. Segue a situação de
projeto, inicialmente iremos verificar a foça no eixo y por ser o de maior inércia.

Primeiro Passo - Aplicando um momento mínimo de primeira ordem exigido referente a


excentricidade em y, substitui os momentos aplicados pelas vigas nos pilares.

236
Dados conhecidos comprimento do pilar 2,80m pé direito,
𝑁𝑑 =818,41 x 1,4 =1145,77kN = 1146kN
𝑘𝑁
ℎ𝑦 = 40𝑐𝑚 ; 𝑑 ′ = 3 + 0,5 + 1 = 5𝑐𝑚 ; ℎ𝑥 = 20𝑐𝑚 ; Aço CA50 𝑓𝑦𝑑 = 43,48 𝑐𝑚2 ;

𝑓𝑐𝐾 = 25 𝑀𝑃𝑎
Direção Y:

𝑀1𝑑,𝑦𝑚𝑖𝑛 = 𝑁𝑑 (0,015 + 0,03ℎ𝑦 ) = 1146(0,015 + 0,03(0,4) = 30,94 𝑘𝑁𝑚


= 3094𝑘𝑁𝑐𝑚
Segundo Passo: Verificação da Flambagem no eixo considerado no caso eixo y:
𝑙𝑒 280
𝜆 = 3,46 ( ) = 3,46 ( ) = 24,22
ℎ𝑦 40

O Pilar P9 é um Pilar interno logo não possui excentricidade de primeira ordem, 𝑒1 = 0


𝑒 0
25 + 12,5 ( 1 ) 25 + 12,5 (20)
𝜆1𝑦 = ℎ = = 25 < 35 valor mínimo de 𝜆1𝑦
𝛼𝑏 1,0

𝜆1𝑦 > 𝜆 𝑛ã𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑖𝑑𝑒𝑟𝑎𝑟 𝑒𝑓𝑒𝑖𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝑠𝑒𝑔𝑢𝑛𝑑𝑎 𝑜𝑟𝑑𝑒𝑚 𝑒2𝑦 = 0.

Terceiro passo – Calcular o momento total que é a soma do momento mínimo de


primeira ordem + o momento de segunda ordem devido às imperfeições.

𝑀𝑑𝑦,𝑡𝑜𝑡 = 𝑀1𝑑𝑦,𝑚𝑖𝑛 + 𝑒2𝑦 𝑁𝑑 = 3094 + 0 = 3094𝑘𝑁𝑐𝑚


𝑀𝑑𝑦,𝑡𝑜𝑡 3094
𝑒𝑦 = = = 2,70𝑐𝑚
𝑁𝑑 1146
𝒌𝑵
Direção x - 𝒉𝒙 = 𝟐𝟎𝒄𝒎 ; Aço CA50 𝒇𝒚𝒅 = 𝟒𝟑, 𝟒𝟖 𝒄𝒎𝟐 ; 𝒇𝒄𝑲 = 𝟐𝟓 𝑴𝑷𝒂 ;

𝑀1𝑑,𝑥𝑚𝑖𝑛 = 𝑁𝑑 (0,015 + 0,03ℎ𝑥 ) = 1146(0,015 + 0,03(0,20) = 24,066𝑘𝑁𝑚


= 2410𝑘𝑁𝑐𝑚
𝑀𝑑𝑥,𝑚𝑖𝑛 2410
𝑒2𝑥𝑚𝑖𝑛 = = = 2,10𝑐𝑚
𝑁𝑑 1146
𝑙𝑒 280
𝜆 = 3,46 ( ) = 3,46 ( ) = 48,44
ℎ𝑥 20
𝑒 0
25 + 12,5 ( 1 ) 25 + 12,5 (30)
𝜆1𝑥 = ℎ = = 25 < 35
𝛼𝑏 1,0

𝜆1𝑥 = 35 < 48,44 𝜆 ≤ 90 𝑠𝑒𝑟á 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑖𝑑𝑒𝑟𝑎𝑑𝑜 𝑒𝑓𝑒𝑖𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝑠𝑒𝑔𝑢𝑛𝑑𝑎 𝑜𝑟𝑑𝑒𝑚 𝑒2𝑥 ≠ 0.


Cálculo da excentricidade de segunda ordem:
Força normal adimensional reduzida

237
𝑁𝑑 1146
𝜈= = = 0,8022 > 0,5 𝑣𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑚í𝑛𝑖𝑚𝑜
𝐴𝑐 𝑓𝑐𝑑 (20𝑥40)𝑥 2,5
1,4
1 0,005 0,005 0,005 0,005
( )= ≤ = = 0,000192 ≤
𝑟 ℎ𝑥 (𝜈 + 0,5) ℎ𝑥 20(0,8022 + 0,5) ℎ𝑥
= 0,00025 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑜𝑘
𝑙𝑒2 1 2802
𝑒2𝑥 = ( ) 𝑥 ( ) = 𝑥0,000192 = 1,52𝑐𝑚
10 𝑟 10

𝑀𝑑𝑥,𝑡𝑜𝑡 = 𝑀1𝑑𝑥,𝑚𝑖𝑛 + 𝑒2𝑥 𝑁𝑑 = 2410 + 1146(1,52) = 4152𝑘𝑁𝑐𝑚


𝑀𝑑𝑥,𝑡𝑜𝑡 4152
𝑒𝑥 = = = 3,62𝑐𝑚
𝑁𝑑 1146
Analisando os momentos Fletores no Pilar P9:

Podemos verificar que a situação crítica é a situação dois pois possui o maior momento fletor
na direção x, onde hx=20cm.

238
Dimensionamento das armaduras ábacos:
𝑑 ′ = 𝑐 + 𝑒𝑠𝑡𝑟𝑖𝑏𝑜 + 0,5 = 3 + 0,5 + 0,5 = 4,0𝑐𝑚
𝑑´ 4 𝑑´ 4
= = 0,10; = = 0,20
ℎ𝑦 40 ℎ𝑥 20

𝑁𝑑 1146
𝜈= = = 0,8
𝐴𝑐 𝑓𝑐𝑑 800𝑥1,786

𝑀𝑑 3094 𝑀𝑑 4152
𝜇𝑦 = = = 0,0541; 𝜇𝑥 = = = 0,145
𝐴𝑐 ℎ𝑦 𝑓𝑐𝑑 800𝑥1,786𝑥40 𝐴𝑐 ℎ𝑥 𝑓𝑐𝑑 800𝑥1,786𝑥20

𝐴𝑐 = 𝑏𝑥ℎ = 20𝑥40 = 800𝑐𝑚²

𝑁𝑑
0,15( ) 1146
𝐴𝑚𝑖𝑛 ≥ { 𝑓𝑦𝑑 = 0,15𝑥 ( ) = 3,95 𝑐𝑚²
43,478
0,4%𝐴𝑐 = 0,4%(20𝑥40) = 3,2 𝑐𝑚²

239
𝐴𝑠 𝑓𝑦𝑑 𝜔𝐴𝑐 𝑓𝑐𝑑 0,49𝑥800𝑥1,786
𝜔 = 0,49; 𝜔 = ; 𝐴𝑠 = = = 16,10 𝑐𝑚²
𝐴𝑐 𝑓𝑐𝑑 𝑓𝑦𝑑 43,47

240
DETALHAMENTO DO PILAR P9.
𝐴𝑠 = 16,10𝑐𝑚²
Adotar
𝝓𝒍 ≥ 𝟏𝟐, 𝟓 𝒎𝒎 - 8𝞍16mm a área de 1𝞍16mm é 2,01cm² para 8 𝞍16mm16,10cm².
Espaçamento de cada barra:

Espaço interno = 40 − 2𝑥4 − 4𝑥1,6 = 25,6𝑐𝑚


25,6𝑐𝑚
= 8,53𝑐𝑚
3 𝑒𝑠𝑝𝑎ç𝑜𝑠
1𝞍16mm c/8cm

Dimensionamento a força cortante, Valores em kN no DFV:


Pelo DFV do Pórtico da figura 8.8 capítulo 8.
Valores muito pequenos adotar armadura mínima.
𝐴𝑠𝑊 = 𝑏𝑊 𝜌𝑊 = 20𝑥0,103= 2,06 cm²/m adotando estribo de 5,0 mm, - 10 estribos por área
por metro, 1 estribo a cada 10cm
Estribo suplementar 20𝜙𝑡 = 20𝑥0,5 = 10𝑐𝑚

Não iremos utilizar o estribo suplementar pois numa distância 10cm não temos mais de 2
barras sem contar com as barras dos cantos.

DETALHAMENTO NA FUNDAÇÃO.
O comprimento de ancoragem básico 𝑙𝑏 = (37,67𝟇) = 𝟑𝟕, 𝟔𝟕(𝟏, 𝟔) = 𝟔𝟎, 𝟐𝟕𝒄𝒎
A barra deverá penetrar 0,6lb=36,16cm na sapata e gancho mínimo de ancoragem
(5,5𝟇+8 𝟇)= 5,5(1,6)+8(1,6) = 21,6cm – adotar 30cm
Como a profundidade da fundação está entre 100cm adotaremos 115 cm de comprimento e
de arranque com gancho de 30cm.

241
9.8.3 – DIMENSIONAMENTO DO PILAR P7
O Pilar P7 é um pilar de borda, será considerado apenas o momento transmitido pela
viga de borda, o momento transmitido pelas cargas verticais pode ser desprezado. O
momento transmitido pela outra viga deve ser obrigatoriamente considerado, com isto a
situação de projeto é uma flexão normal composta com o momento no plano normal à borda
livre, caso do pilar retangular.

242
9.8.3 – DIMENSIONAMENTO DO PILAR P7
No dimensionamento do Pilar P7, temos os momentos devido a viga V300 que não
tem continuidade e provoca momento na direção y devido a carga vertical e temos os
momentos na direção x devido as ações do vento.

Podemos notar que os valores do momento fletor transmitido pela Viga V300 ao Pilar é um
valor pequeno comparado com o momento mínimo.
As seções extremas do Pilar estão sujeitas aos momentos inicias Midx(A) e Midx(B),
esses valores devem ser comparados aos momentos mínimos.

243
DMF – Direção x no Pilar P7 – devido a viga do Pórtico.
Dados:
𝑓𝑐𝑘 = 25 𝑀𝑃𝑎; 𝑙𝑒 = 2,80𝑚; 𝑁𝑘 = 359,5𝑘𝑁; 𝑀𝑥𝑎 = −353𝑘𝑁𝑚; 𝑀𝑥𝐵 = 189,7𝑘𝑁𝑚
Seção do Pilar 20x35cm;
𝑁𝑑 = 359,5𝑥1,4 = 503,3 ≈ 504 𝑘𝑁
Direção X – Excentricidade inicial – Seção de extremidade A:
𝑀1𝑑𝑥,𝑚𝑖𝑛 = 𝑁𝑑(0,015 + 0,03(0,20) = 10,58𝑘𝑁𝑚 ≈ 1058kNcm
> 𝑀1𝑑,𝐴 = 353𝑥1,4 = 494,20𝑘𝑁𝑐𝑚

1058
𝑒1𝑥,𝑚𝑖𝑛 = = 2,099𝑐𝑚 = 2,10𝑐𝑚
504
494
𝑒1𝑥,𝐴 = = 0,98𝑐𝑚 < 𝑒1𝑥,𝑚𝑖𝑛 = 2,10𝑐𝑚
504

Iremos adotar o momento mínimo, 𝑀1𝑑𝑥,𝑚𝑖𝑛 = 1058𝑘𝑁𝑐𝑚


Seção intermediária do Pilar:
Segundo a NBR6118 na seção intermediária do pilar de borda:
Segundo Passo: Calcular a excentricidade de primeira ordem 𝑒1𝑥 = 𝑒 ∗ + 𝑒𝑖𝑚𝑝 > 𝑒1𝑥𝑚𝑖𝑛

𝒆∗ - É a excentricidade que deve ser considerada ao momento de primeira ordem no


caso referente à viga.
𝒆𝒊𝒎𝒑 - É a excentricidade que deve ser considerada referente imperfeições locais.
𝑀𝐴 𝑀𝐵 𝑀𝐴 −494 265,58
𝑒 ∗ = 0,6 ( ) + 0,4 ( ) ≥ 0,4 = 0,6 ( ) + 0,4 ( ) = −0,377𝑐𝑚
𝑁 𝑁 𝑁 504 504
𝑀𝐴
< 0,4 = −0,39 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑟 𝑒 ∗ = −0,39𝑐𝑚
𝑁
𝐻𝑖 (280)
𝑒𝑖𝑚𝑝 = 𝜃1 = 0,005 = 0,70𝑐𝑚
2 2

244
1 1 1
𝜃1 = = = 0,00598 ≤ = 0,005
100√𝐻𝑖 100√2,8 200
𝑒1𝑥 = 𝑒 ∗ + 𝑒𝑖𝑚𝑝 > 𝑒1𝑥𝑚𝑖𝑛 = −0,377 + 2,10 = 1,72𝑐𝑚

1058
𝑒1𝑥,𝑚𝑖𝑛 = = 2,10𝑐𝑚 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑟𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑜 𝑚í𝑛𝑖𝑚𝑜
504

𝐿𝑜𝑔𝑜 𝑜 𝑀𝑜𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑛𝑎 𝑠𝑒çã𝑜 𝑖𝑛𝑡𝑒𝑟𝑚𝑒𝑑𝑖á𝑟𝑖𝑎 𝑑𝑒𝑣𝑖𝑑𝑜 𝑎 𝑒𝑥𝑐𝑒𝑛𝑡𝑟𝑖𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑖𝑟𝑎 𝑜𝑟𝑑𝑒𝑚


𝑁𝑆𝑑 (𝑒 ∗ + 𝑒𝑖𝑚𝑝 ) =𝑀1𝑑𝑥,𝑚𝑖𝑛 = 1058 kNcm

Seção intermediária do Pilar – Direção X:


Terceiro Passo: Calcular a excentricidade de segunda ordem:
𝑙𝑒 280
𝜆𝑥 = 3,46 ( ) = 3,46 ( ) = 48,44
ℎ𝑥 20
𝛼𝑏 = 1,0 𝑀𝑜𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑚𝑒𝑛𝑜𝑟𝑒𝑠 𝑞𝑢𝑒 𝑜 𝑚í𝑛𝑖𝑚𝑜.
𝑒 2,10
25 + 12,5 ( 1 ) 25 + 12,5 ( 20 )
𝜆1𝑥 = ℎ = = 26,31 < 35
𝛼𝑏 1,00

𝜆1𝑥 < 𝜆𝑥 𝑒𝑥𝑖𝑠𝑡𝑒 𝑒𝑥𝑐𝑒𝑛𝑡𝑟𝑖𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑠𝑒𝑔𝑢𝑛𝑑𝑎 𝑜𝑟𝑑𝑒𝑚 𝑝𝑖𝑙𝑎𝑟 𝑑𝑒 𝑚é𝑑𝑖𝑎 𝑒𝑠𝑏𝑒𝑙𝑡𝑒𝑧.


𝑁𝑑 504
𝜈= = = 0,403 < 0,5 𝑣𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑚í𝑛𝑖𝑚𝑜
𝐴𝑐 𝑓𝑐𝑑 (35𝑥20)𝑥 2,5
1,4
𝑙𝑒2 1 2802
𝑒2𝑥 = ( )𝑥( ) = 𝑥0,00025 = 1,96𝑐𝑚
10 𝑟 10
1 0,005 0,005 0,005 0,005
( )= ≤ = = 0,00025 < = 0,00025
𝑟 ℎ𝑥 (𝜈 + 0,5) ℎ𝑥 20(0,5 + 0,5) ℎ𝑥

𝑀𝑑𝑥,𝑡𝑜𝑡 = 𝑀1𝑑𝑥,𝑚𝑖𝑛 + 𝑒2𝑥 𝑁𝑑 = 1058 + 1,96𝑥(504) = 2045,84𝑘𝑁𝑐𝑚

𝑀𝑑𝑥,𝑡𝑜𝑡 2045,84
𝑒𝑥 = = = 4,06𝑐𝑚
𝑁𝑑 504
Seção intermediária do Pilar – Direção Y:
Quarto Passo – Verificando a dimensão Y para o momento mínimo.
𝑀1𝑑𝑦,𝑚𝑖𝑛 = 𝑁𝑑(0,015 + 0,03(0,35) = 12,85𝑘𝑁𝑚 = 1285kNcm
1285
𝑒1𝑦,𝑚𝑖𝑛 = = 2,55𝑐𝑚
504
𝑙𝑒 280
𝜆𝑦 = 3,46 ( ) = 3,46 ( ) = 27,68
ℎ𝑥 35

245
𝑒 0
25 + 12,5 ( 1 ) 25 + 12,5 ( )
𝜆1𝑦 = ℎ = 20 = 25 < 35
𝛼𝑏 1
𝜆𝑦 <𝜆1𝑦 𝑒𝑓𝑒𝑖𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝑠𝑒𝑔𝑢𝑛𝑑𝑎 𝑜𝑟𝑑𝑒𝑚 𝑒2𝑦 = 0

Dimensionamento das Armaduras ábacos:


𝑑 ′ = 𝑐 + 𝑒𝑠𝑡𝑟𝑖𝑏𝑜 + 0,5 = 3 + 0,5 + 0,5 = 4,0𝑐𝑚
𝑑´ 4 𝑑´ 4
= = 0,11 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑟 0,10; = = 0,20
ℎ𝑦 35 ℎ𝑥 20

𝑁𝑑 504
𝜈= = = 0,4
𝐴𝑐 𝑓𝑐𝑑 700𝑥1,786

𝑀𝑑 1285 𝑀𝑑 2045,84
𝜇𝑦 = = = 0,03; 𝜇𝑥 = = = 0,081
𝐴𝑐 ℎ𝑦 𝑓𝑐𝑑 700𝑥1,786𝑥35 𝐴𝑐 ℎ𝑥 𝑓𝑐𝑑 700𝑥1,786𝑥20

𝐴𝑐 = 𝑏𝑥ℎ = 20𝑥35 = 700𝑐𝑚²

𝑁𝑑
0,15( ) 504
𝐴𝑚𝑖𝑛 ≥ { 𝑓𝑦𝑑 = 0,15𝑥 ( ) = 1,74 𝑐𝑚²
43,478
0,4%𝐴𝑐 = 0,4%(20𝑥35) = 2,8 𝑐𝑚²

246
𝐴𝑠 𝑓𝑦𝑑 𝜔𝐴𝑐 𝑓𝑐𝑑
𝜔 = 0 ;𝜔 = ; 𝐴𝑠 = = 0,0 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑟 𝑎𝑟𝑚𝑎𝑑𝑢𝑟𝑎 𝑚í𝑛𝑖𝑚𝑎
𝐴𝑐 𝑓𝑐𝑑 𝑓𝑦𝑑
𝑁𝑑
0,15( ) 504
𝐴𝑚𝑖𝑛 ≥ { 𝑓𝑦𝑑 = 0,15𝑥 ( ) = 1,74 𝑐𝑚²
43,478
0,4%𝐴𝑐 = 0,4%(20𝑥35) = 𝟐, 𝟖 𝒄𝒎²

247
O detalhamento do Pilar P7
𝐴𝑠 = 2,8𝑐𝑚2
Direção y:
𝜙𝑙 ≥ 10 mm - Adotar a armadura mínima 4 barras de 10mm, 1ϕ10mm = 0,785cm²
4ϕ10mm = 3,14cm² > 2,8cm².
Dimensionamento a força cortante, Valores em kN no DFV:
Pelo DFV do Pórtico da figura 8.8 capítulo 8.
Valores muito pequenos adotar armadura mínima.
𝐴𝑠𝑊 = 𝑏𝑊 𝜌𝑊 = 20𝑥0,103= 2,06 cm²/m adotando estribo de 5,0 mm, - 10 estribos por área
por metro, 1 estribo a cada 10cm
Estribo suplementar 20𝜙𝑡 = 20𝑥0,5 = 10𝑐𝑚

Não iremos utilizar o estribo suplementar pois numa distância 10cm não temos mais de 2
barras sem contar com as barras dos cantos.

DETALHAMENTO NA FUNDAÇÃO.
O comprimento de ancoragem básico 𝑙𝑏 = (37,67𝟇) = 𝟑𝟕, 𝟔𝟕(𝟏, 𝟎) = 𝟑𝟕, 𝟔𝟕𝒄𝒎
A barra deverá penetrar 0,6lb=22,602cm na sapata e gancho mínimo de ancoragem
(5,5𝟇+8 𝟇)= 5,5(1)+8(1) = 13,5cm – adotar 30cm
Como a profundidade da fundação está entre 100cm adotaremos 115 cm de comprimento e
de arranque com gancho de 30cm.

248
9.8.4 – DIMENSIONAMENTO DO PILAR P1

249
O Pilar P1 é um pilar de canto, para efeito de dimensionamento pilar de canto é aquele
que serve de apoio extremo para duas vigas de fachada. No pilar de canto os momentos
transmitidos pelas duas vigas devem ser obrigatoriamente considerados. Com isto a situação
de projeto é uma flexão obliqua composta. Com momentos nos planos normais às bordas
livres.
O Pilar P1 pertence a subestrutura de contraventamento.

Observando os diagramas de momentos fletores do pilar P1, nas direções x e y os


valores dos momentos devido a força de vento é muito maior que os momentos devido as
forças verticais, e de sentidos opostos logo iremos considerar para cálculo os momentos
devido ao vento desprezando os momentos devido as cargas verticais das vigas nos pilares.
O O Pilar P1, tem dimensão 20x30cm é um pilar retangular, a carga máxima no pilar
no térreo é de N=241,6 kN e os momentos a serem considerados no cálculo nas direções:
Momentos solicitantes

Direção x:𝑴𝒊𝒅𝒙(𝑨) = 𝟖, 𝟖𝟖𝒌𝑵𝒎 𝒆𝑴𝒊𝒅𝒙(𝑩) = −𝟏𝟒, 𝟐𝟓𝒌𝑵𝒎


Direção y:𝑴𝒊𝒅𝒚(𝑨) = 𝟎, 𝟖𝟖𝒌𝑵𝒎 𝒆𝑴𝒊𝒅𝒚(𝑩) = −𝟒, 𝟐𝟑𝟕𝒌𝑵𝒎

250
Ao lançarmos na planilha de cálculo de Pilares temos as seguintes situações de cálculo para
P1.
Se verificarmos os valores dos momentos em Y são muito pequenos, iremos desprezar os
momentos nesta direção pois são menores que o mínimo, calcular o Pilar como se fosse de
Borda em x.
Utilizando a planilha de cálculo:

Armadura mínima:
𝑁𝑑
0,15() 241,6𝑥1,4
𝐴𝑚𝑖𝑛 ≥ { 𝑓𝑦𝑑 = 0,15𝑥 ( ) = 1,17𝑐𝑚²
43,48
0,4%𝐴𝑐 = 0,4%(20𝑥30) = 2,4𝑐𝑚²

Dimensionamento das Armaduras ábacos:


𝑑 ′ = 𝑐 + 𝑒𝑠𝑡𝑟𝑖𝑏𝑜 + 0,5 = 3 + 0,5 + 0,5 = 4,0𝑐𝑚
𝑑´ 4 𝑑´ 4
= = 0,13 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑟 0,15; = = 0,20
ℎ𝑦 30 ℎ𝑥 20

𝑁𝑑 241,6𝑥1,4
𝜈= = = 0,315 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑟 0,4
𝐴𝑐 𝑓𝑐𝑑 600𝑥1,786

𝑀𝑑 812 𝑀𝑑 1397
𝜇𝑦 = = = 0,025; 𝜇𝑥 = = = 0,065
𝐴𝑐 ℎ𝑦 𝑓𝑐𝑑 600𝑥1,786𝑥30 𝐴𝑐 ℎ𝑥 𝑓𝑐𝑑 600𝑥1,786𝑥20

𝐴𝑐 = 𝑏𝑥ℎ = 20𝑥30 = 600𝑐𝑚²

251
𝐴𝑠 𝑓𝑦𝑑 𝜔𝐴𝑐 𝑓𝑐𝑑
𝜔 = 0 ;𝜔 = ; 𝐴𝑠 = = 0,0 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑟 𝑎𝑟𝑚𝑎𝑑𝑢𝑟𝑎 𝑚í𝑛𝑖𝑚𝑎
𝐴𝑐 𝑓𝑐𝑑 𝑓𝑦𝑑

𝑁𝑑
0,15(
) 241,6𝑥1,4
𝐴𝑚𝑖𝑛 ≥ { 𝑓𝑦𝑑 = 0,15𝑥 ( ) = 1,17𝑐𝑚²
43,48
0,4%𝐴𝑐 = 0,4%(20𝑥30) = 𝟐, 𝟒𝒄𝒎²

O detalhamento do Pilar P1
𝐴𝑠 = 2,4𝑐𝑚2
𝜙𝑙 ≥ 10 mm - Adotar a armadura mínima 4 barras de 10mm, 1ϕ10mm = 0,785cm²
4ϕ10mm = 3,14cm² > 2,4cm².

252
Dimensionamento a força cortante, Valores em kN no DFV:
Pelo DFV do Pórtico da figura 8.8 capítulo 8.
Valores muito pequenos adotar armadura mínima.
𝐴𝑠𝑊 = 𝑏𝑊 𝜌𝑊 = 20𝑥0,103= 2,06 cm²/m adotando estribo de 5,0 mm, - 10 estribos por área
por metro, 1 estribo a cada 10cm
Estribo suplementar 20𝜙𝑡 = 20𝑥0,5 = 10𝑐𝑚

Não iremos utilizar o estribo suplementar pois numa distância 10cm não temos mais de 2
barras sem contar com as barras dos cantos.

DETALHAMENTO NA FUNDAÇÃO.
O comprimento de ancoragem básico 𝑙𝑏 = (37,67𝟇) = 𝟑𝟕, 𝟔𝟕(𝟏, 𝟎) = 𝟑𝟕, 𝟔𝟕𝒄𝒎
A barra deverá penetrar 0,6lb=22,602cm na sapata e gancho mínimo de ancoragem
(5,5𝟇+8 𝟇)= 5,5(1)+8(1) = 13,5cm – adotar 30cm
Como a profundidade da fundação está entre 100cm adotaremos 115 cm de comprimento e
de arranque com gancho de 30cm.

253
254
Capítulo 10 – FUNDAÇÕES
FUNDAÇÕES – SUPERFICIAIS, RASA OU DIRETA
Elemento de fundação em que a carga é transmitida ao terreno pelas tensões distribuídas
pela base da fundação (tensões de contato), e a profundidade de assentamento ao terreno
adjacente à fundação é inferior a duas vezes a menor dimensão da fundação.

FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS – TIPOS NORMA NBR6122/2010


• SAPATA – Elemento de fundação superficial de concreto Armado, dimensionado
para que as tensões de tração sejam resistidas pelo emprego de armadura.
• Bloco – Dimensionado que as tensões de tração nele sejam resistidas pelo concreto
sem a necessidade de armadura.
• Radier – Elemento de fundação superficial que abrange parte ou todos os pilares de
uma estrutura, distribuindo os carregamentos.
• Sapata associada – Sapata comum a mais de um pilar.
• Sapata Corrida – Sapata Sujeita à ação de uma carga distribuída linearmente ou de
pilares ao longo de um mesmo alinhamento

255
• Blocos - Os blocos são indicados para cargas de valor significativo em terrenos
com resistência igual ou superior a 0,1 MPa.
• Vantagens – Não utiliza armadura.
• Desvantagem – blocos com alturas grandes maiores de 1,00 metro alto consumo de
concreto quando não escalonado.
Radier
• O Radier é executado em obras de fundação quando a área das sapatas ocuparem
cerca de 70 % da área coberta pela construção ou quando se deseja reduzir ao
máximo os recalques diferenciais. Para pequenas cargas, edifícios de no máximo
4 pavimentos.
Vantagens da fundação em Radier:
• Baixo custo em relação a sapatas corridas;
• Tempo de execução reduzido;
• Redução na mão de obra;
• Indicado para terrenos argilosos.
Desvantagens da fundação em Radier
Se for necessário aumentar a resistência do radier devido as cargas atuantes na laje, é preciso
aumentar o volume de concreto, o que acaba tornando esse tipo de fundação mais cara,
ocasionando maior dificuldade na execução. Ainda podem ocorrer várias fissuras já que se
trata de uma estrutura de concreto armado
• Sapata corrida

256
10.1– ENTRADAS PARA DIMENSIONAR UMA FUNDAÇÃO
• Mapa de Cargas.
• Relatório de Sondagem ou relatórios.
• Mapa de Cargas.
• Topografia.
• Locação dos pilares.
10.1.1 – Mapa de Cargas da Edificação.
Após o cálculo da Edificação é gerado o mapa de cargas na fundação, analisando os
esforços de compressão na direção x e y o mapa de cargas irá trazer o maior valor do
esforço na fundação entre x e y.

1.1.2 –ESFORÇOS DIMENSIONAMENTO FUNDAÇÕES.


Além das forças normais nas fundações temos que considerar as forças e os
momentos provocados pelas forças de vento, iremos considerar a combinação 1 com os
maiores esforços laterais.
10.1.3.1 – SONDAGEM – SPT
Número de furos:
O número mínimo para conhecimento adequado do terreno, levando em consideração o
porte e importância da obra e a heterogeneidade do solo no local.
• A norma NBR8036(1983) indica o número mínimo de furos a ser adotado, resumo
a seguir:
• Um furo para cada 200m².
• Um furo adicional para cada 400 m².
• A NBR8036 indica que 2 é o número mínimo de furos para áreas de edificação em
projeção até 200m² e 3 para áreas entre 200m² e 400m².
257
• A máxima distância entre furos deve se situar entre aproximadamente 25 a 30m,
tolerando-se até 100m para estudos preliminares.
• A locação dos furos deve sempre envolver a área construída com furos centrais
somente locados quando a distância entre 2 furos periféricos, diametralmente opostos
exceder à máxima recomendada 25 a 30m. Neste caso estes furos poderão ser
previstos em locais estratégicos como pilares mais carregados.
• A área da projeção da edificação no terreno é de 183,82m² < 200m², logo
solicitaremos 2 furos de Sondagem para investigação do solo de acordo com indicado
na planta com furos diametralmente opostos <25m

258
10.1.4 – RELÁTÓRIO DE SONDAGEM

259
1.1.4.1 – CARACTERÍSTICAS DO SOLO ANALISADO
Ao analisarmos os relatórios de SPT realizados no local da construção do edifício podemos
tirar as seguintes conclusões:
Não foi detectado NA abaixo ou no nível do solo.
Iremos assentar a fundação na cota de 1,0 m segundo o menor SPT dos 2 relatórios temos
N=14.
Módulo de deformabilidade ou elasticidade do Solo E=210N – 210x15=3150t/m²
Ysolo = peso específico do solo =1,90t/m³ para argilas Rija – com N variando 11 a 19
TENSÃO ADMISSÍVEL AVALIADA ATRAVES DO SPT:
Para qualquer solo natural no intervalo 5<N<20, sendo N o valor do SPT da camada de
apoio da fundação pode-se estimar:
𝑁 𝑘𝑔 14
𝑞𝑎𝑑𝑚𝑖𝑠𝑠 = 2
= = 2,8 𝑘𝑔/𝑐𝑚2 = 0,28 Mpa
5 𝑐𝑚 5
Pela NORMA NBR6122 para argila rígida 0,3 Mpa é igual 3 kg/cm², logo adotaremos o
valor de 2,8 kg/cm² a favor da segurança.

10.1.4.3 – ESCOLHA DA FUNDAÇÃO


Quando o terreno é formado por uma espessa camada superficial, suficientemente
compacta ou consistente, adota-se previamente uma fundação do tipo sapata, que é o
primeiro tipo de fundação a ser pesquisada.

260
Existe uma certa incompatibilidade entre alguns tipos de solos e o emprego de
sapatas isoladas, pela incapacidade desses solos de suportar as ações comuns das estruturas.
ALONSO [1983] indica que, em princípio, o emprego de sapatas só é viável técnica e
economicamente quando a área ocupada pela fundação abranger, no máximo, de 50% a
70% da área disponível.
De uma maneira geral, esse tipo de fundação não deve ser usado nos seguintes casos:
• Aterro não compactado;
• Argila mole;
• Areia fofa e muito fofa;
• Solos colapsíveis;
• Existência de água onde o rebaixamento do lençol freático não se justifica
economicamente.
Inicialmente é analisado a possibilidade do emprego de fundações diretas. No caso
da não ocorrência de recalques devidos a camadas compressíveis profundas, o problema
passa a ser a determinação da cota de apoio das sapatas e da tensão admissível do terreno,
nessa cota.
No caso de haver ocorrência de recalques profundos, deverá ainda ser examinada a
viabilidade da fundação direta em função dos recalques totais, diferenciais e diferenciais de
desaprumo (isto é, quando a resultante das ações dos pilares não coincide com o centro
geométrico da área de projeção do prédio, ou quando há heterogeneidade do solo).
Sendo viável a fundação direta poder-se-á então compará-la com qualquer tipo de
fundação profunda para determinação do tipo mais econômico.
Não sendo viável o emprego das fundações diretas passa-se então para fundações
profundas (estacas ou tubulões).
10.2.1 – Dimensionamento Geométrico Sapatas
As dimensões em planta necessárias para uma sapata isolada são obtidas a partir da
divisão da ação característica total do pilar pela tensão admissível do terreno. Para levar em
conta o peso próprio da fundação, deve-se considerar um acréscimo nominal na ação do
pilar. Esse acréscimo pode ser de 5% para sapatas flexíveis e 10% no caso das sapatas
rígidas. Segundo ALONSO [1983], conhecida a área da superfície de contato, a escolha do
par de valores a e b, para o caso de sapatas isoladas, deve ser feita de modo que:
a) O centro de gravidade da sapata deve coincidir com o centro de aplicação da ação
do pilar;
b) A sapata não deverá ter nenhuma dimensão menor que 60 cm;
c) Sempre que possível, a relação entre os lados a e b deverá ser menor ou, no
máximo, igual a 2,5;
d) Regularmente, os valores a e b devem ser escolhidos de modo que os balanços l da
sapata, em relação às faces do pilar, sejam iguais nas duas direções.

261
Pilar de seção transversal retangular.
Neste caso, com base na figura, quando não existe limitação de espaço, pode-se escrever:
Para um dimensionamento econômico, consideram-se os balanços iguais nas duas direções,
portanto: 𝒂 − 𝒂𝟎 = 𝒃 − 𝒃𝟎
Com esta condição, as seções de armaduras resultam aproximadamente iguais nas duas
direções.
Quando a fundação é solicitada além da carga normal, por momentos fletores as dimensões
da base são obtidas por tentativa.
1 – Definição preliminar das dimensões da fundação (a x b) de forma a atender as
limitações dadas pela figura abaixo.
2- Cálculo das tensões de contato.
3- Comparação entre a tensão de contato com a tensão máxima admissível no solo.
4- Novo ciclo de cálculo, caso a tensão máxima supere a admissível.

𝐚
𝒂 ≥ 𝒃 ≥ 𝟔𝟎𝒄𝒎 ; ≤ 𝟐, 𝟓
𝐛
262
10.2.2 – FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS RÍGIDAS E FLEXÍVEIS

Critério da NBR6118:2014 item 22.4.1 – Uma sapata será rígida se atender às 2 equações
a seguir. Caso contrário ela deverá ser considerada flexível.
𝑎 − 𝑎0 𝑏 − 𝑏0
ℎ≥ ;ℎ ≥
3 3
Se atender esta fórmula a verificação à punção pode ser dispensada.
10.3.1 – Tensões de contato – Fundações rígidas
No cálculo das tensões de contato (tensões no solo imediatamente sob a fundação), o
fator de maior relevância é a rigidez da fundação. Será utilizada as equações da resistência
dos materiais referentes as tensões normais e tensões normais de flexão. Condição para
aplicação da equação é que a superfície de contato se mantenha plana na condição de
solicitação de cargas.
𝑵 |𝑴|𝒙 |𝑴|𝒚
𝝈(𝒙,𝒚) = ± |𝒚| ± |𝒙|
𝑨 |𝑰|𝒙 |𝑰|𝒚

263
𝑙𝑦𝑥𝑙𝑥 3 𝑙𝑥 . 𝑙𝑦 3
|𝐼|𝑦 = |𝐼|𝑥 = ;
12 12

A equação só poderá ser aplicada se atender a restrição abaixo:


𝑁 |𝑀|𝑥 |𝑀|𝑦 |𝑒|𝑥 |𝑒|𝑦 1
𝜎(𝑥,𝑦) = ± |𝑦| ± |𝑥|, só poderá ser enmpregada se: + ≤
𝐴 |𝑙|𝑥 |𝑙|𝑦 |𝐼|𝑥 |𝐼|𝑦 6

Esta restrição imposta garante que, ao se calcular as tensões no solo, só sejam encontradas
tensões de compressão, visto que é impossível existir tensões de tração entre a fundação e o
solo. Em termos geométricos a equação limita a excentricidade de carga normal ao
paralelogramo, denominado núcleo central.

264
10.4.1 - DIMENSIONAMENTO ESTRUTURAL SAPATAS RÍGIDAS

Definidas as dimensões da superfície de contato, pelo dimensionamento geométrico, o


dimensionamento estrutural de uma sapata, independentemente do método de cálculo
utilizado consiste na definição. De sua altura e das seções transversais de suas armaduras
(flexão, cisalhamento ou punção).

10.4.1.1 - MÉTODO DAS BIELAS COMPRIMIDAS.

A diferença básica entre as duas vigas é ausência de estribos na segunda viga, que
ocorre na existência de uma única biela comprimida. A viga B funciona como uma mão
francesa, sendo dimensionada como uma treliça, método das bielas comprimidas ao
contrário da viga A dimensionada à flexão e ao cisalhamento.
Balanços como o da viga B são consolos curtos, e se diferenciam dos outros balanços pela
relação
𝑳 ≤ 𝒅 ≤ 𝟐𝑳

Uma sapata cuja dimensões satisfaçam à equação podem ser calculadas pelo método das
bielas.

Atender simultaneamente:
𝑎−𝑎0 𝑎−𝑎0 𝑏−𝑏0 𝑏−𝑏0
≤𝑑≥ 𝑒 ≤ 𝑑≤
4 2 4 2

265
Por não se tratar exatamente de um consolo curto, a altura útil d da sapata deverá atender
também ao dimensionamento de punção.
Entretanto pelo critério definido pela NBR6118/2014 para uma sapata ser rígida o cálculo
da punção é desnecessário.

𝑎 − 𝑎0 𝑏 − 𝑏0
ℎ≥ ;ℎ ≥
3 3

𝑎 𝑎0
𝑇𝑎 4 − 4
tan 𝛼 = = ;
𝑃 𝑑
2
𝑷(𝒂 − 𝒂𝟎 )
𝑻𝒂 = 𝒐𝒏𝒅𝒆 𝑻𝒂 − 𝑓𝑜𝑟ç𝑎 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑡𝑟𝑎çã𝑜 𝑒𝑚 𝑎
𝟖𝒅
1,4𝑇𝑎
𝐴𝑠𝑎 = ≥ 𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 0,001𝑏ℎ
𝑓𝑦𝑑
1,4𝑇𝑏
𝐴𝑠𝑏 = ≥ 𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 0,001𝑎ℎ
𝑓𝑦𝑑

É importante salientar que o cálculo pelo método das bielas considera que a tensão
no solo seja uniforme, ou seja que a fundação seja solicitada apenas por carga normal. No
caso de carga excêntrica é necessário uniformizar o diagrama de tensões no solo.

266
10.4.2 DISPOSIÇÃO DA ARMADURA INFERIOR

Se o balanço (L) da sapata for menor que a altura h, a armadura inferior deve ser
totalmente ancorada na vizinhança das bordas da sapata, devendo o comprimento de
ancoragem ser medido a partir da extremidade da parte retilínea das barras, conforme figura.

Se o balanço L da sapata exceder sua altura h, a armadura inferior deve ser totalmente
ancorada à partir da seção situada à distância “h” da face do pilar figura:
10.5.1- DIMENSIONAMENTO DAS FUNDAÇÕES DO PROJETO-Estudo de
viabilidade econômica da SAPATA Isolada
Temos as cargas concentradas estimadas para cada fundação, pelos relatórios de
sondagem temos a estimativa da tensão admissível no solo, logo podemos estimar a área de
cada sapata isoladamente e depois somar as áreas de todas sapatas e verificar a taxa de
ocupação no terreno.
Iremos utilizar a expressão, para calcular a área de estimada de cada sapata.
𝐹 𝐹
𝜎𝑎𝑑𝑚.𝑠𝑜𝑙𝑜 = ; 𝐴=
𝐴 𝜎𝑎𝑑𝑚.𝑠𝑜𝑙𝑜
Fazendo um estudo da área que toda a fundação do edifício do projeto irá ocupar e
dividindo pela área da construção aproximada de 183m² temos uma área de ocupação para a
fundação de 24,73% logo de acordo com o critério de Alonso, está abaixo de 50% o que
torna a fundação do tipo sapata viável economicamente em relação a outras soluções.

267
P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8 P9 P10 P11 P12 P13 P14 P15 P16 P17 P18 TOTAL
14 21 28 28 21 14 14 21 24 24 21 14 14 21 28 28 14 14
TOTAL
FUNDAÇÕES 242 702,3 569 536 687 273 359 879 818 809 879 359 157,9 686 420 466 665 242 9749,2
(kN)
tf 24,2 70,23 56,9 53,6 68,7 27,3 35,9 87,9 81,8 80,9 87,9 35,9 15,79 68,6 42 46,6 66,5 24,2 974,92
tf/m² do solo 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28
tf +30% 31 91 74 70 89 35 47 114 106 105 114 47 21 89 55 61 86 31 1267
ÁREA (m²) 1,12 3,3 2,6 2,5 3,2 1,3 1,7 4,1 3,8 3,8 4,1 1,7 0,7 3,2 2,0 2,2 3,1 1,1 45,3
24,73%

10.5.2- DIMENSIONAMENTO DAS FUNDAÇÕES DO PROJETO – P1


Sapata isolada referente ao Pilar P1.
O Pilar P1 faz parte de 2 pórticos de contraventamento nas direções X e Y, logo pela análise
estrutura temos nas fundações forças horizontais e momentos fletores nas duas direções.
A carga no Pilar P1 devido os carregamentos e o mapa de cargas é:
N=24,2tf informação do Mapa de cargas.
As informações abaixo estão no capítulo 9 figuras 9.32 e 9.34.
Direção X:
𝐹ℎ𝑥 = 3,43 𝑘𝑁; 𝑀𝑥 = 7,145 𝑘𝑁𝑚
Direção Y:
𝐹ℎ𝑦 = 9,136 𝑘𝑁; 𝑀𝑦 = 11,23 𝑘𝑁𝑚

268
𝑀𝑥𝑡𝑜𝑡 = 𝑀𝑥 + 𝐻𝑦 𝑥1,00 = 7,145 + 9,136 = 16,28𝑘𝑁𝑚 = 1,628𝑡𝑓𝑚

𝑀𝑦 = 𝑀𝑦 + 𝐻𝑥 𝑥1,00 = 11,23 + 3,43 = 14,66𝑘𝑁𝑚 = 1,466𝑡𝑓𝑚


269
𝑀𝑦 1,466
𝑒𝑥 = = = 0,0606𝑚 = 6,06𝑐𝑚
𝑁 24,2

𝑀𝑥 1,628
𝑒𝑦 = = = 0,067𝑚 = 6,7𝑐𝑚
𝑁 24,2

A área estimada para a fundação do Pilar P1 foi de 1,12m² iremos adotar a sapata retangular
sabendo que a menor medida para sapata é de 60cm logo:

Temos que adicionar o peso próprio da Sapata e peso do solo sobre a mesma, para isto iremos
adotar um valor adicional de 15% do peso da sapata.
Logo iremos adotar uma sapata de área de 1,00x1,20 pois no pilar P1 as medidas são
20x30cm, logo a maior medida da sapata quando possível corresponde a maior medida do
Pilar, esta medida inicial considera apenas as forças concentradas, vamos adicionar os
momentos.
Critério de rigidez para altura h da Sapata de acordo com a NBR6118:2014:
𝑎 − 𝑎0 𝑏 − 𝑏0 100−20 120−30
ℎ≥ ;ℎ ≥ ℎ≥ = 26,66𝑐𝑚 ; ℎ ≥ =30cm
3 3 3 3

Calculando a tensão de contato para cada ponto da sapata


Adotar a altura da sapata h=30 cm para que a sapata seja considerada rígida.
𝑁 |𝑀|𝑥 |𝑀|𝑦 |𝑒|𝑥 |𝑒|𝑦 1
𝜎(𝑥,𝑦) = ± |𝑦| ± |𝑥|, só poderá ser enmpregada se: + ≤
𝐴 |𝐼|𝑥 |𝐼|𝑦 |𝑙|𝑥 |𝑙|𝑦 6

|𝑒|𝑥 |𝑒|𝑦 1 0,0606 0,067 1


+ ≤ ; + = 0,116 < = 0,167, 𝑛ã𝑜 ℎ𝑎𝑣𝑒𝑟á 𝑡𝑟𝑎çã𝑜, 𝑜𝑘.
|𝑙|𝑥 |𝑙|𝑦 6 1,00 1,20 6

Vamos manter as dimensões da sapata, em 1,00x1,20:


𝑁 |𝑀|𝑥 |𝑀|𝑦
𝜎(𝑥,𝑦) = ± |𝑦| ± |𝑥|
𝐴 |𝐼|𝑥 |𝐼|𝑦

24,2 + (15%24,2) 1,628 1,47


= ± 3 𝑦± 𝑥=
(1,0𝑥1,2) 1,0𝑥1,2 1,2𝑥1,00³
12 12
23,19 ± 11,30y ± 14,70𝑥
Estudaremos agora os pontos de tensão na sapata conforme figura abaixo:

270
𝜎𝑎 = 23,19 ± 11,30y ± 14,70𝑥 =23,19 − 11,30(0,6) − 14,7(0,5) = 9,06𝑡𝑓/𝑚²

𝜎b = 23,19 ± 11,30y ± 14,70𝑥 = 23,19 − 11,30(0,6) + 14,7(0,5) = 23,76𝑡𝑓/𝑚²

𝜎c = 23,19 ± 11,30y ± 14,70𝑥 =23,19 + 11,30(0,6) − 14,7(0,5) = 22,62𝑡𝑓/𝑚²

𝜎d = 23,19 ± 11,30y ± 14,70𝑥 =23,19 + 11,30(0,6) + 14,7(0,5) = 37,3𝑡𝑓/𝑚²

𝑡𝑓 𝑡𝑓
𝜎𝑎𝑑𝑚𝑠𝑜𝑙𝑜 = 28 2
< 37,3 2 𝒏𝒐 𝒑𝒐𝒏𝒕𝒐 𝒅, 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑡𝑒𝑟𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑞𝑢𝑒 𝑎𝑢𝑚𝑒𝑛𝑡𝑎𝑟 𝑎𝑠 𝑑𝑖𝑚𝑒𝑛𝑠õ𝑒𝑠 𝑑𝑎 𝑠𝑎𝑝𝑎𝑡𝑎.
𝑚 𝑚

A sapata deverá ser aumentada em sua base para 1,20mx1,30m:

𝑁 |𝑀|𝑥 |𝑀|𝑦
𝜎(𝑥,𝑦) = ± |𝑦| ± |𝑥|
𝐴 |𝐼|𝑥 |𝐼|𝑦

24,2 + (15%24,2) 1,628 1,47


= ± 3 𝑦± 𝑥=
(1,2𝑥1,3) 1,2𝑥1,3 1,3𝑥1,2³
12 12
17,83 ± 7,41y ± 7,85𝑥

271
Estudando o ponto crítico D máximo:
𝑡𝑓 𝑡𝑓
17,83 + 7,41(0,65) + 7,85(0,6) = 27,35 < 28 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑜𝑘.
𝑚2 𝑚2
Verificando o critério da altura da sapata novamente pois aumentamos a base.
𝑎 − 𝑎0 130 − 30 𝑏 − 𝑏0 120 − 20
ℎ≥ = = 33,33𝑐𝑚 ; ℎ ≥ = = 30𝑐𝑚
3 3 3 3
Adotar h=35cm.
𝜎′𝑒𝑞𝑢𝑖𝑣𝑎𝑙𝑒𝑛𝑡𝑒 = 27,36𝑡𝑓/𝑚²

Carga equivalente às tensões na área da base da sapata:


𝑃′ 𝑒𝑞𝑢𝑖𝑣 = 𝜎𝑒𝑞𝑢𝑖𝑣 . 𝑎. 𝑏 = 27,36𝑥1,2𝑥1,3 = 42,68 𝑡𝑓

Cálculo das armaduras:


𝑃(𝑎 − 𝑎0 ) 42680(120 − 20)
𝑇𝑎 = = = 17783𝑘𝑔𝑓
8(𝑑) 8(30)
1,4𝑇𝑎 1,4(17783)
𝐴𝑠𝑎 = = = 5,72 𝑐𝑚2 − 5ϕ12,5cm c/25cm
𝑓𝑦𝑑 5000
1,15
𝑨𝒔𝒎𝒊𝒏 = 𝟎, 𝟎𝟎𝟏𝒃𝒉 = 𝟎, 𝟎𝟎𝟏𝒙𝟏𝟐𝟎𝒙𝟑𝟓 = 𝟒, 𝟐𝟎𝒄𝒎²
Na direção b.
𝑃(𝑏 − 𝑏0 ) 42680(130 − 30)
𝑇𝑏 = = = 17783𝑘𝑔𝑓
8𝑑 8(30)
1,4𝑇𝑏 1,4(17783)
𝐴𝑠𝑏 = = = 5,72𝑐𝑚² adotar 5ϕ12,5cm c/25cm
𝑓𝑦𝑑 5000
1,15
1,4𝑇𝑏
𝐴𝑠𝑏 = ≥ 𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 𝟎, 𝟎𝟎𝟏𝒙𝟏𝟑𝟎𝒙𝟑𝟓 = 𝟒, 𝟓𝟓𝒄𝒎𝟐
𝑓𝑦𝑑

272
273
10.5.3- DIMENSIONAMENTO DAS FUNDAÇÕES DO PROJETO – P11

𝑁 𝑘𝑔 14
𝑞𝑎𝑑𝑚𝑖𝑠𝑠 = = = 2,8𝑘𝑔𝑓/𝑐𝑚2
5 𝑐𝑚2 5
𝐻𝑦 = 0,98𝑘𝑁 𝑒 𝐻𝑥 = −3,29𝑘𝑁

𝑀𝑦 = 1,08 𝑘𝑁𝑚 = 0,108𝑡𝑓𝑚 -0,329=-0,221tfm


𝑀𝑥 = −3,06𝑘𝑁𝑚 = −0,306𝑡𝑓𝑚+0,98= +0,674tfm

𝑀𝑦 −0,221
𝑒𝑥 = = = −0,0025𝑚 = 0,25𝑐𝑚
𝑁 87,9

𝑀𝑥 0,674
𝑒𝑦 = = = 0,0076𝑚 = 0,76𝑐𝑚
𝑁 87,9
Verificando as excentricidades acima notamos que os valores são menores que 1,00 cm logo
podemos considerar compressão centrada onde o maior esforço é o axial.
A área estimada para a fundação foi de 4,1m² iremos adotar a sapata retangular vamos fixar
uma medida e variar a outra sabendo que a menor medida para sapata é de 60cm logo,
adotando inicialmente 2,10x2,00 =4,20m²
𝑎 − 𝑎0 𝑏 − 𝑏0
ℎ≥ ;ℎ ≥
3 3
210 − 30 200 − 20
ℎ≥ = 60 ; ℎ ≥ = 60
3 3
H adotado = 60cm;
Conhecendo as dimensões da sapata temos que adicionar o peso próprio da mesma
Peso próprio sapata = 2,00x0,8x2x2,75 =11 tf

𝑁 87,9 + 15%87,9
𝜎(𝑥,𝑦) = = = 24,07𝑡𝑓/𝑚²
𝐴 (2,1𝑥2)

A tensão está abaixo da tensão admissível do solo, reduzir ao máximo as dimensões da


sapata para economia de material.

Fixando um lado a=2,00m temos:

274
𝑁 101,09
𝜎𝑎𝑑𝑚 = = 28𝑡𝑓/𝑚² = ; 𝑏 = 1,82𝑚
𝐴 2,0𝑏
Logo as dimensões da base da sapata serão 2,00x1,90m

𝑎 − 𝑎0 𝑏 − 𝑏0 200 − 30 190 − 20
ℎ≥ ;ℎ ≥ = = 56,6𝑐𝑚 ; = 56,6𝑐𝑚
3 3 3 3
adotar h=60cm.

Detalhamento da fundação do Pilar P11.

Cálculo das armaduras:


𝑃′ 𝑒𝑞𝑢𝑖𝑣 = 𝜎𝑒𝑞𝑢𝑖𝑣 . 𝑎. 𝑏 = 28𝑥2𝑥1,90 = 106,4 𝑡𝑓

𝑃(𝑎 − 𝑎0 ) 106400(200 − 30)


𝑇𝑎 = = = 41109𝑘𝑔𝑓
8(55) 8(55)
1,4𝑇𝑎 1,4(41109)
𝐴𝑠𝑎 = = = 13,23𝑐𝑚2 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑟 10𝜑12,5𝑚𝑚 1𝑐/20
𝑓𝑦𝑑 5000
1,15
𝑨𝒔𝒎𝒊𝒏 = 𝟎, 𝟎𝟎𝟏𝒃𝒉 = 𝟎, 𝟎𝟎𝟏𝒙𝟐𝟎𝟎𝒙𝟔𝟎 = 𝟏𝟐𝒄𝒎²
Na direção b.
𝑃(𝑏 − 𝑏0 ) 106400(190 − 20)
𝑇𝑏 = = = 41109𝑘𝑔𝑓
8𝑑 8(55)
1,4𝑇𝑏 1,4(41109)
𝐴𝑠𝑏 = = = 13,23𝑐𝑚2
𝑓𝑦𝑑 5000
1,15
1,4𝑇𝑏
𝐴𝑠𝑏 = ≥ 𝐴𝑠𝑚𝑖𝑛 = 𝟎, 𝟎𝟎𝟏𝒂𝒉 = 𝟎, 𝟎𝟎𝟏𝒙𝟏𝟗𝟎𝒙𝟓𝟓 = 𝟏𝟎, 𝟒𝟓𝒄𝒎²
𝑓𝑦𝑑

𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑟 10𝜑12,5𝑚𝑚 1 𝑐/20𝑐𝑚

275
276