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Revista Eletrônica de Educação Física A INFLUÊNCIA DO KARATÊ NO DESENVOLVIMENTO MOTRÍCIO EM CRIANÇAS Ruyter

Revista Eletrônica de Educação Física

A INFLUÊNCIA DO KARATÊ NO DESENVOLVIMENTO MOTRÍCIO EM CRIANÇAS

Ruyter da Costa Almeida Orientador: Joelma Montelares da Silva.

SUMÁRIO

1. Introdução

1. Referencial Teórico

1.1. Historia do Karatê

1.2. Características do Karatê

1.3. Karatê para crianças de 7 a 10 anos

1.4. Características do Desenvolvimento Motrício de crianças de 7 a 10 anos

2. Metodologia

2.1. Tipo de pesquisa

2.2 Amostra

2.3. Instrumento de medida

2.4. Procedimentos para coleta de dados

2.5. Tratamento Estatístico

3. Analise de resultados

4. Considerações Finais

5. Referencial Bibliográfico

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1 1. INTRODUÇÃO Revista Eletrônica de Educação Física O Karatê é uma arte marcial japonesa que

1. INTRODUÇÃO

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O Karatê é uma arte marcial japonesa que chegou ao Brasil na década de

50, com os imigrantes japoneses. Sua característica implica na formação do caráter,

disciplina, controle emocional e principalmente defesa pessoal, esse esporte desenvolve um grande acervo motrício.

A prática do karatê se expandiu em diferentes segmentos sociais, no

município de Campo Magro, sobre a supervisão do Departamento de Esportes, é realizado o Projeto Karatê, para crianças da rede municipal e estadual de ensino em contra turno escolar, que participam de aulas práticas de Karatê-Do Tradicional. Por estarmos inseridos nesse contexto, surgiu o interesse em compreender a influência do karatê no desenvolvimento motrício das crianças. Esta pesquisa é relevante devido à importância da prática esportiva como estimulação no desenvolvimento motrício de crianças, na fase do seu desenvolvimento. O Karatê é uma modalidade bastante procurada pelas famílias para iniciação no esporte de crianças. Consideramos que a realização desta pesquisa é de interrese de todos os profissionais da área do Karatê, por ser uma fonte científica sobre o tema: Desenvolvimento Motrício do Karatê. Neste sentido a pesquisa tem como problemática: a prática do Karatê como possibilidade de desenvolvimento motrício de praticantes. E o nosso questionamento é: Será que o Karatê-Do Tradicional é capaz de influenciar o desenvolvimento motrício da faixa etária de 7 a 10 anos? Tem-se como objetivo principal, verificar se há influência na prática do Karatê-Do Tradicional no Desenvolvimento Motrício em participantes de 7 a 10 anos

do Projeto Karatê de Campo Magro, e objetivo secundário, se estas influências são responsáveis pela evolução dos elementos básicos da motricidade. O referencial teórico inicialmente discute a evolução do karatê e sua introdução no Brasil, na seqüência as características do Karatê e sua influência no desenvolvimento motrício das crianças. Para finalizar abordamos as áreas motoras características das crianças de 7 a 10 anos.

A pesquisa é experimental que utiliza dados qualitativos para revelar dados

quantitativos. O grupo pesquisado envolve quinze crianças praticantes do Karatê-Do

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2 Revista Eletrônica de Educação Física Tradicional há um ano, grupo este que consideramos: o grupo

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Tradicional há um ano, grupo este que consideramos: o grupo experimental (G1). Enquanto que outras quinze crianças que compõem o grupo de controle (G2) que não praticam nenhum esporte fora do contexto escolar. Utilizei para mensurar o objetivo, a escala de desenvolvimento motor de Rosa Neto, que demonstra dados do perfil motor das crianças de acordo com sua faixa etária e apresentando dados das idades: motora geral e cronológica. Os resultados encontrados demonstram que as crianças do grupo experimental (G1) apresentam idade motora acima da média da idade cronológica nas áreas motricidade fina, global e equilíbrio. Já o grupo de controle apresenta uma idade superior à idade cronológica nas áreas de organização espacial e temporal. Outro fator analisado é quanto ao esquema corporal. Nesse item os dois grupos apresentaram idade cronológica abaixo da média: o grupo de controle (G2) apresentou 93,4% dos integrantes no estágio normal médio da escala de desenvolvimento motor, resultado melhor que o grupo experimental que apresentaram resultados de 46 % dos integrantes que estão na classificação normal médio.

1. REFERENCIAL TEÓRICO

1.1. História do Karatê

O Karatê tem suas origens mais remotas, oriundas de métodos de combate sem armas, vindas da China e da Índia, devido à cultura da prática de artes marcias no oriente e devido a proximidade destes paises, teve uma grande aceitação na Coréia e nas Ilhas Ryukyu, atualmente Okinawa, e foi em nesse país onde ocorreu a modernização destes métodos, resultando no surgimento do Karatê para o mundo. De acordo com RATTI & WESTBROOK, (2006, p.389), no final do século XIX, Gichin Funakoshi (1868 -1957) foi responsável pela criação de uma nova arte marcial: o Karatê. Com uma combinação de métodos, técnicas e características das escolas Surite e Nahate, famosas escolas de artes marciais de Okinawa.

O homem que, em tempos modernos, estudou a maioria dos métodos ensinados nessas escolas e que logo combinou as características que mais

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3 Revista Eletrônica de Educação Física lhe impressionaram do ponto de vista do estilo e da

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lhe impressionaram do ponto de vista do estilo e da eficácia em combate foi Funakoshi, fundador do método moderno de Karatê conhecido como Shotokan. (RATTI & WESTBROOK, 2006, p.389)

Funakoshi, modernizou os métodos destas escolas e durante 30 anos lutou para que o Karatê tivesse o reconhecimento e a aceitação dos japoneses, tradicionalmente amantes de artes marciais como Judô e o Aikidô. Segundo a FEDERAÇÃO PARANAENSE DE KARATÊ TRADICIONAL, quando Jigoro Kano, pai do Judô soube de uma nova arte de luta em Okinawa, convidou Funakoshi para que viesse para Tókio, mostrar sua arte na Kodokan, quartel general do Judô, para Kano e alguns de seus alunos. Kano ficou impressionado com a demonstração de inteligência e a sinceridade de Funakoshi e o convidou para que ficasse no Japão e os ensinassem alguns movimentos de sua arte, que seriam futuramente introduzidas em alguns katas do Judô por Kano. Funakoshi ficou e lecionou na Kodokan, onde teria seus primeiros alunos fora de Okinawa. No dia 20 de março de 1928, Funakoshi seria surpreendido por um convite inesperado. Era um convite feito pela família real japonesa para uma apresentação no Palácio Real, da arte Japonesa chamada Karatê. Para Funakoshi, um estrangeiro, apresentar sua arte para o rei, foi o salto que ele esperava. Depois desta apresentação, o Karatê e Funakoshi teriam o reconhecimento dos japoneses e a introdução em Universidades, escolas e grandes indústrias, foi o resultado de trinta anos de luta, de um grande mestre e sua arte marcial. Mas, ainda faltava uma escola de Karatê em Tókio, e em meados de 1938, quando Funakoshi tinha 71 anos, foi inaugurada a primeira escola de Karatê do Japão, onde seus alunos penduraram sobre a porta, uma placa com a inscrição:

Shoto-Kan, que significa “a sala de Shoto”. Shoto era o apelido de Funakoshi e Shoto-Kan foi o nome da primeira escola de Karatê do Japão. No Brasil, o Karatê desembarcou junto com os primeiros japoneses no estado de São Paulo, entre 1950 e 1957, a primeira escola de Karatê surgiu na Vila Prudente, onde os amigos da Universidade Takugi, os imigrantes Juichi Sagara, Yassutaka Tanaka, Sadamu Uriu e Tetsuma Higashino ministravam aulas de Karatê Shotokan.

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4 Revista Eletrônica de Educação Física Em 1957, no Estado da Bahia, quando o japonês Eisuki

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Em 1957, no Estado da Bahia, quando o japonês Eisuki Oishi, com apenas 19 anos e não sendo faixa preta foi considerado o precursor no estado. Sua atuação inicia no Karatê Denílson Caribe, o famoso: karateca baiano. Atualmente, o Karatê, se tornou um esporte praticado em todo o mundo, por homens e mulheres de todas as idades, que buscam na modalidade, uma melhor qualidade de vida ou resultados em competições da modalidade. Portanto a seguir será relatado características do Karatê.

1.2. Características do Karatê

Segundo NAKAYAMA (1978, p.11): ”O Karatê como uma arte de defesa

pessoal de mãos vazias, na qual os braços e pernas são treinados sistematicamente

e um inimigo atacado de surpresa, pode ser controlado por uma demonstração de

forca igual a que faz uso de armas reais”. O karateca deve dominar a técnica do Kime, o autor destaca que o kime como técnica, o praticante deve em menor tempo possível utilizar uma maior explosão, resultando em um único golpe potente, para derrubar o adversário. A filosofia do Karatê é focada na formação de um ser mais crítico e forte para enfrentar os desafios que todas as pessoas encontram em seu dia a dia. Como forma de manter e melhorar a saúde o Karatê também tem seus benefícios: a prática regular da modalidade que proporciona o desenvolvimento da saúde física e mental, como modalidade esportiva os eventos têm como propósito, determinar as habilidades dos atletas, sem valorizar somente as competições e resultados, esta prática contraria a filosofia da modalidade, onde o desenvolvimento do caráter através do treinamento é o objetivo principal. Segundo RATTI & WESTBROOK (2006, p.439): “A estabilidade mental para

o controle total e a extensão do poder coordenado”. Esta é a interpretação dos movimentos, golpes básicos e os katas do Karatê, que têm como características:

velocidade, força, flexibilidade, equilíbrio, coordenação, agilidade, noção espaço temporal. Essas são qualidades necessárias para os treinamentos do Karatê.

1.3. Karatê para crianças de 7 a 10 anos

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5 Revista Eletrônica de Educação Física Criança na faixa etária de 7 a 10 anos, praticante

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Criança na faixa etária de 7 a 10 anos, praticante do Karatê, desenvolve características como: velocidade, força, flexibilidade, equilíbrio, coordenação, agilidade, noção espaço temporal, e esta estimulação beneficia a coordenação viso- motriz em crianças de 7 e 8 anos ainda em desenvolvimento, e na faixa etária de 9 e 10 anos a coordenação viso-motriz. Na faixa etária pesquisada o Karatê participa do desenvolvimento de uma forma global, pelas suas características motoras e pelas características sociais, onde a disciplina, o respeito e o autocontrole são ensinados como plataforma no desenvolvimento do caráter do praticante. A metodologia do Karatê é direcionada para a formação de uma pessoa com valores morais e éticos, onde o relacionamento social é de extrema importância e seu comportamento seja sempre adequado e responsável. O praticante de Karatê também tem como características: concentração, atenção, disciplina, respeito e principalmente autocontrole sobre seus atos.

1.4. Características do Desenvolvimento Motrício de crianças de 7 a 10 anos

Autores como NEGRINE (1986, p.17), relatam a existe de uma relação entre a capacidade de aprendizagem escolar e o desenvolvimento motrício, pois este desenvolvimento é adquirido através das experiências em atividades físicas, assim apresentam uma relação tridimensional da educação psicomotora: aspectos biofísicos – aspectos sócio-afetivos – aspectos intelectivos. Segundo ROSA NETO (2002, P.12), “a motricidade é a interação de diversas funções motoras (perceptivomotora, neuromotora, psicomotora, neuropsicomotora, etc.)”, através da estimulação motora, a criança desenvolve uma consciência do seu corpo, de si mesma e do mundo a sua volta. Crianças a partir de sete anos, apresentam-se na fase dos movimentos especializados, segundo GALLAHUE citado por FERREIRA, (2005) “a fase dos movimentos especializados envolvem a interação de um ou mais movimentos fundamentais na execução de movimentos complexos”. Desta forma fases anteriores do desenvolvimento motrício, em crianças, são fundamentais para o desenvolvimento das habilidades e capacidades motoras especializadas e esportivas.

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6 Revista Eletrônica de Educação Física DASSEL e HAAG classificam como capacidades motoras: força, velocidade,

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DASSEL e HAAG classificam como capacidades motoras: força, velocidade, resistência e suas combinações; e qualidades motoras:

Habilidade, agilidade, mobilidade e elasticidade. (DASSEL e HAAG citado por DARTAGNAN, 1997, p.66).

A coordenação motora segundo estes autores, cumpria a função de unir os

dois grupos. De acordo com FONSECA (1998, p.386) “Qualquer movimento como conduta surge como uma resposta a uma situação a resolver, quer decorrente de situações exteriores”. Estas respostas são essenciais no dia a dia de todos, e como acreditamos que o Karatê como forma de estimulação motrícia, através das suas características prepara os praticantes, principalmente crianças em uma fase importante no seu desenvolvimento motrício. Como as características do Karatê são: velocidade, força, flexibilidade, equilíbrio, coordenação, agilidade, noção espaço temporal, acreditamos que crianças praticantes têm um nível superior de Desenvolvimento Motrìcio, segundo GO TANI (2005, p.37): ”Desenvolvimento é mudança; entretanto, a representação mais comum desse processo enfoca a estabilidade do comportamento”. Como citado no item 1.3, crianças na faixa etária de 7 e 8 anos e 9 e 10 anos apresentam fases distintas no desenvolvimento motrício, consequentemente a

prática do Karatê desenvolve nestes praticantes, suas características conforme a fase de desenvolvimento de cada criança. Para ROSA NETO (2002, p.37), elas podem apresentar idade cronológica e idade motora diferentes, devido as experiências vividas. A idade motora é o método utilizado para pontuar e avaliar os resultados de testes motores, e a pontuação obtida revelam em meses a idade motora. A idade cronológica é obtida através da data de nascimento da criança, e descrita em meses.

O Karatê é uma modalidade esportiva, que envolve aspectos físicos, sociais

e morais, a formação global do praticante é um fenômeno natural na evolução do aluno, esta pesquisa quer demonstrar que além desta formação global o Karatê é fundamental no Desenvolvimento Motrício de crianças de 7 a 10 anos, e que sua prática beneficia este desenvolvimento.

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7 Revista Eletrônica de Educação Física Os elementos básicos da motricidade são responsáveis pelo desenvolvimento

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Os elementos básicos da motricidade são responsáveis pelo desenvolvimento do ser humano. Estes elementos são a motricidades fina e global, equilíbrio, esquema corporal, organização espacial e temporal e lateralidade.

A coordenação visuomanual representa a atividade mais frequentemente e mais comum no homem, a qual atua para pegar um objetivo e lançá-lo, para escrever, desenhar, pintar, recortar, etc. Ela inclui uma fase de transporte da mão, seguida de uma fase de agarre e manipulação, resultando em um conjunto com seus três componentes: objeto/olho/mão. ROSA NETO (2002, p.14)

Estas manipulações normais, no dia a dia de crianças e adultos, são conseqüências do desenvolvimento de um dos elementos básicos da motricidade humana, a motricidade fina, que como citado acima é essencial um bom desenvolvimento deste elemento por sua importância na vida de qualquer pessoa. O controle de músculos e articulações de um membro superior representa uma atividade intencional e controlada, responsabilidade da motricidade fina. Desse modo, ROSA NETO (2002, p.15) menciona que “A coordenação visuomotora é um processo em que existe coincidência entre o ato motor e uma estimulação visual percebida”. A motricidade global é responsável pelo movimento através do envolvimento de grandes grupos musculares. O movimento motor global envolve movimentos sinestésicos, táteis, labirínticos, visuais, espaciais, temporal. A importância da brincadeira e dos esportes em atividades regulares de crianças é de extrema importância no desenvolvimento motrício, alcançando assim um controle de si mesma e uma maior qualidade, nas execuções de movimentos mais elaborados, por envolverem grandes grupos musculares ou a combinações deles. O equilíbrio ”É o estado de um corpo quando forças distintas que atuam sobre ele se compensam e anulam-se mutuamente”. (ROSA NETO 2002, p.17) Este elemento é de grande importância na qualidade do movimento, a falta de equilíbrio estático e dinâmico resulta em um maior gasto energético, aumenta o nível de estresse e esta ligado diretamente a outros elementos do desenvolvimento motrício humano. Sendo assim, o autor destaca que “O equilíbrio é a base primordial de toda ação diferenciada dos segmentos corporais”.

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8 Revista Eletrônica de Educação Física O esquema corporal é denominado: uma organização das sensações relativas

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O esquema corporal é denominado: uma organização das sensações relativas ao próprio corpo faz conexão com vários dados do mundo exterior. É a construção, de um modelo de postura, de nós mesmos, a relação entre a imagem do corpo e da personalidade de uma pessoa com o meio.

A imagem corporal como resultado complexo de toda a atividade cinética, sendo a imagem do corpo a síntese de todas as mensagens, de todos os estímulos e de todas as ações que permitam à criança se diferenciar do mundo exterior e de fazer do “eu” o sujeito de sua própria existência. ROSA NETO (2002, p.21)

O espaço físico, o espaço psicológico, dados sensoriais e perceptivos relativos ao espaço, que nos rodeiam, nos informam, sobre as relações entre os objetos que ocupam o espaço. O autor relata que organização espacial, ao mesmo tempo, exige, tanto da estrutura de nosso próprio corpo, como da natureza do meio que nos rodeia e de suas características. A visão, a audição, o tato, a propriocepção e o olfato, participam em certa medida na percepção espacial, ROSA NETO (2002, p.21) ”A orientação espacial designa nossa habilidade para avaliar com precisão a relação física entre nosso corpo e o ambiente, e para efetuar as modificações no curso de deslocamentos”. O conhecimento da ordem e da duração, o sistema cultural de referências gerais como: horas, dias, semanas, meses e anos, a percepção e memória da sucessão e da duração dos acontecimentos, estas noções são de responsabilidade do elemento organização temporal.

A consciência do tempo se estrutura sobre as mudanças percebidas independentemente de ser sucessão ou duração, sua retenção esta vinculada à memória e à codificação da informação cotidiana nos acontecimentos. ROSA NETO (2002, p.21)

Quando menciona-se a lateralidade, pode-se indicar que a maioria dos autores determina que é a preferência da utilização de uma das partes simétricas do corpo: mão, olho, ouvido, perna. Estas especialidades são de responsabilidades de um dos hemisférios cerebrais, quanto ao tratamento da informação sensorial ou quanto ao controle de certas funções.

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9 Revista Eletrônica de Educação Física A lateralidade como predominância de um dos dois hemisférios auxilia

Revista Eletrônica de Educação Física

A lateralidade como predominância de um dos dois hemisférios auxilia na

iniciativa da organização do ato motor, que acarretará a aprendizagem e a

consolidação das praxias. (ROSA NETO, 2002)

Os vastos campos do estudo do movimento, na evolução da pessoa humana, estão ligados a todas as multiplicidades do seu comportamento, não só no desenvolvimento das suas potencialidades, mas também nos processos cognitivos da sua maturação integrativa superior. FONSECA (1998, p.164)

Percebe-se também que as crianças que recebem estímulos motrícios, apresentam também uma resposta cognitiva mais eficiente, e será no futuro uma pessoa crítica e com relações sociais mais sólidas.

2. METODOLOGIA

2.1. Tipo de pesquisa

A pesquisa apresentada é experimental, segundo pesquisas da UNIBERO,

há um alto nível de controle da situação, podendo isolar todas as estruturas de qualquer interferência do meio exterior, gerando maior confiabilidade em seus resultados. Mesmo assim ela é flexível, podendo dar inúmeras respostas diferentes a problemas diferentes com um experimento apenas. São de caráter qualitativo, por compreender que analisa-se a qualidade do movimento apresentado pelos grupos pesquisados e quantitativo por demostrar em dados numéricos os resultados da escala de desenvolvimento de Rosa Neto.

2.2. Amostra

A amostra constitui-se de dois grupos de 15 crianças na faixa etária de 7 a

10 anos para melhor mensuração dos dados e comparação entre eles. Um grupo experimental (G1) são de praticantes do Projeto Karatê de Campo Magro, e o grupo de controle (G2) de alunos da rede municipal de ensino que não praticam nenhuma atividade esportiva orientada, totalizando 30 criançcas de 7 a 10 anos pesquisadas.

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10 2.3. Instrumento de medida Revista Eletrônica de Educação Física O instrumento de medida consta da

2.3. Instrumento de medida

Revista Eletrônica de Educação Física

O instrumento de medida consta da Escala de Desenvolvimento Motor – E.D.M de Rosa Neto que encontra-se anexo. A Escala de Desenvolvimento Motor segundo ROSA NETO (2002, p.31), “Compreende um conjunto de provas muito diversificadas e de dificuldade graduada, conduzindo a uma exploração minuciosa de diferentes setores do desenvolvimento”, aplicando testes motores nas áreas:

motricidade fina, motricidade global, equilíbrio, esquema corporal, organização espacial e organização temporal com o objetivo de classificar dentro da escala de desenvolvimento os resultados de cada aluno, e determinar o seu perfil motor através de reprodução gráfica, colocando em evidência os pontos fortes e fracos de cada individuo, facilitando a comparação dos resultados dos grupos pesquisados.

2.4 Procedimentos para coleta de dados

Foi aplicada a Escala de Desenvolvimento Motor de Rosa Neto para o grupo experimental (G1) praticantes de Karatê, e para o grupo de controle (G2) estudantes da rede municipal de ensino de Campo Magro. Antecipadamente, foi preparado o lugar e os materiais para a realização dos testes, durante os testes e procedimento de avaliação os dados foram coletados em folha resposta (modelo em anexos), o protocolo da E.D.M. foi aplicado conforme determinado pelo autor e os resultados foram classificados conforme as tabelas da E.D.M. (em anexos). Foram consideradas as variáveis das idades motoras - IM (positivas e negativas) e Escala de desenvolvimento. Foram aplicados os testes da Escala de Desenvolvimento Motor - EDM no grupo experimental (G1) no dia17/05 e o grupo de controle (G2) no dia 24/05.

2.5 Tratamento estatístico

Realizado no Excel 2003, Windows XP foi utilizado para a verificação de diferenças existentes entre os grupos de amostra nas variáveis qualitativas e

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11 Revista Eletrônica de Educação Física quantitativas. A utilização da estatística descritiva, mediante as

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quantitativas. A utilização da estatística descritiva, mediante as análises das freqüências simples e percentuais, representados em gráficos com barras e pizza.

3. ANÁLISES DOS RESULTADOS

Os resultados apresentados pelo grupo experimental (G1) demonstraram-se positivos nas áreas de motricidade fina – IM1, motricidade global – IM2 e equilíbrio – IM3 em relação ao grupo de controle (G2). Em 73% das crianças do G1 apresentaram idade motora positiva nas três áreas. Em 66% das crianças pesquisadas no G1, apresentaram idades negativas nas áreas de esquema corporal - Im4, organização espacial – IM5 e organização temporal – IM6. A média de idade dos componentes do G1 é de 9 anos ou 108 meses. O grupo de controle (G2), apresentou resultados melhores do que o grupo experimental (G1) nas áreas de organização espacial – IM5 e organização temporal – IM6, mas 66% das crianças do G2 apresentaram idades negativas, mas superiores do que o grupo G1, pela sua média de idade 8.4 anos ou 100 meses. As variáveis desta pesquisa serão representadas no gráfico 01 pelas seguintes siglas: motricidade fina – IM1, motricidade global – IM2, equilíbrio – IM3, esquema corporal - Im4, organização espacial – IM5 e organização temporal – IM6. E os resultados obtidos serão e apresentados em meses como demonstrado no gráfico abaixo.

GRÁFICO 01 – VALORES DAS VARIÁVEIS DAS IDADES MOTORAS, COMPARATIVO ENTRE GRUPO EXPERIMENTAL (G1) E GRUPO DE CONTROLE (G2) EM MESES.

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12 Revista Eletrônica de Educação Física 140 120 100 80 G1 G2 60 40 20 0

Revista Eletrônica de Educação Física

140 120 100 80 G1 G2 60 40 20 0 IM1 IM2 IM3 IM4 IM5
140
120
100
80
G1
G2
60
40
20
0
IM1
IM2
IM3
IM4
IM5
IM6

Áreas motoras

siglas

Motricidade fina

IM1

Motricidade global

IM2

Equilíbrio

IM3

Esquema corporal

Im4

Organização espacial

IM5

Organização temporal

IM6

Os bons resultados obtidos nas áreas de motricidade fina – IM1, motricidade

global – IM2 e equilíbrio – IM3 pelo grupo experimental não são nenhuma surpresa, já que são características do Karatê, como citado no item 1.2., fica então comprovada nesta pesquisa a influência do karatê no desenvolvimento destas áreas motoras no grupo experimental (G1).

A motricidade fina na rotina das pessoas é de extrema importância nas

atividades diárias de todas. ROSA NETO (2002, p.14), “A coordenação visuomanual representa a atividade mais freqüente e mais comum no homem, a qual atua para pegar um objeto e lança-lo, para escrever, desenhar, pintar, recortar, etc“.

A motricidade global, é uma área motora que esta relacionada com outras

áreas no desenvolvimento das crianças e em sua maturação dos centros nervosos. A influência do karatê nesta área motora é muito importante no processo de desenvolvimento motrício dos praticantes, citado por ROSA NETO (2002, p.16), “O

movimento motor global, seja ele mais simples, é um movimento sinestésico, tátil, labiríntico, visual, espacial, temporal e assim por diante“.

A importância do equilíbrio no Karatê fica evidente nos resultados obtidos

pelo grupo experimental (G1) nos testes motores da área motora de equilíbrio, como

é uma das características da prática do Karatê, não foi nenhuma surpresa um melhor resultado do que o grupo de controle (G2). O relato de NAKAYAMA (1978, p. 96), “Sem equilíbrio, nenhuma técnica consegue ser eficaz e tampouco se pode

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13 Revista Eletrônica de Educação Física assumir uma posição para a técnica seguinte. E a defesa

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assumir uma posição para a técnica seguinte. E a defesa contra o ataque fica impossível”. Na área de esquema corporal – IM4, os maus resultados obtidos pelo grupo experimenta (G1) demonstram uma deficiência na metodologia utilizada pelo Karatê nesta área motora, as crianças com uma média de idade de 108 meses, obtiveram uma idade motora na área de esquema corporal de 96.8 meses. Comprovando

assim que o Karatê, utilizando esta metodologia tradicional, não influência no desenvolvimento desta área motora, demonstrando desta forma a necessidade de enfatizar uma maior importância para essa área motora na metodologia de crianças na faixa etária pesquisada. Os melhores resultados do grupo de controle (G2) nas áreas de organização espacial – IM5 e organização temporal – IM6, demonstram a deficiência do grupo experimental (G1) por serem alunos iniciantes, com apenas um ano de treinamento, onde a repetição de movimentos e a falta de combates são características desta fase de aprendizagem do Karatê. Estas conclusões, influenciaram nos resultados das idades positivas e negativas, como também na classificação da E.D.M., como pode ser visto nos gráficos a seguir.

A média de idade dos componentes do G1 é de 9 anos ou 108 meses. Onde

46.6% apresentaram idade positiva e 53.3% apresentaram idade negativa.

O gráfico 02 e 03 apresentarão os resultados das idades motoras positivas e

negativas do grupo experimental (G1) e do grupo de controle (G2). A idade motora é procedimento aritmético para pontuar e avaliar os resultados dos testes. A

pontuação assim obtida expressa em meses é a idade motora.

O resultado entre a diferença da idade motora geral (IMG), obtido nas provas

motoras durante a aplicação da Escala de Desenvolvimento Motor e a idade cronológica (IC) irá demonstrar segundo o autor a idade positiva caso o número for

positivo e a idade negativa caso o número for negativo.

GRÁFICO 02 - PERCENTUAL DAS IDADES POSITIVAS E NEGATIVAS DO G1.

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14 Revista Eletrônica de Educação Física G1 idade positiva 46.6% idade negativa 53.3% O grupo de

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G1

G1 idade positiva 46.6% idade negativa 53.3%

idade positiva46.6% idade negativa 53.3%

46.6%

idade negativaidade positiva 46.6% 53.3%

53.3%

O grupo de controle (G2) exibiu uma idade motora em média de 8.4 anos ou 100 meses, onde 73.3% aparecem com idade positiva na E.D.M. e 26.7% apresentaram idade negativa. O gráfico 03 apresenta os resultados das idades motoras positivas e negativas do grupo de controle (G2).

GRÁFICO 03 – PERCENTUAL DAS IDADES POSITIVAS E NEGATIVAS DO G2.

G2

G2 idade positiva 73.3% idade negativa 26.7%
idade positiva 73.3% idade negativa 26.7%
idade positiva
73.3%
idade negativa
26.7%

A diferença entre a média de idade dos dois grupos, é pequena para um resultado expressivo, em relação à idade positiva e negativa exibida pelos resultados, detectando assim um resultado inferior do grupo experimental (G1) em relação ao grupo de controle (G2).

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15 Revista Eletrônica de Educação Física Em 53.4% dos casos do G1, encontram-se dentro da classificação

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Em 53.4% dos casos do G1, encontram-se dentro da classificação da Escala do Desenvolvimento Motor – E.D.M. no estágio normal médio, 6.6% no

estágio normal alto e 6.6% no estágio superior, apresentando resultados semelhantes ou superiores relacionados à média de idade do grupo. E 33.4% dos pesquisados apresentam resultados dentro da média de idade, mas abaixo do satisfatório.

O resultado melhor do grupo de controle (G2) nas idades motoras positivas e

negativas, é devido à proximidade da idade cronológica das crianças com os resultados dos testes motores em todas as áreas motoras. O grupo experimental não foi tão bem nas áreas de esquema corporal - Im4, organização espacial – IM5 e

organização temporal – IM6, resultando desta maneira em piores resultados nas idades positivas e negativas na Escala de Desenvolvimento Motor.

A seguir, apresentarei nos gráficos 04 e 05 a classificação dos resultados da

E.D.M. dos grupos experimental (G1) e grupo de controle (G2) segundo os resultados da subtração entre a idade motora geral (IMG) e a idade cronológica (IC).

O grupo experimental (G1), apresentou 53.4% dos pesquisados classificados na fase do desenvolvimento normal médio, 6.6% classificados na fase de desenvolvimento normal alto, 6.6% classificados na fase de desenvolvimento superior. O mau resultado do grupo experimental (G1) fica evidente em 33.4% dos pesquisados que se apresentam na classificação normal baixo.

GRÁFICO 04 – RESULTADO DA CLASSIFICAÇÃO ESCALA MOTORA DA E.D.M. DO G1.

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16 Revista Eletrônica de Educação Física G1 normal baixo 33.4% normal médio 53.4% normal alto 6.6%

Revista Eletrônica de Educação Física

G1

G1 normal baixo 33.4% normal médio 53.4% normal alto 6.6% superior 6.6%

normal baixo33.4% normal médio 53.4% normal alto 6.6% superior 6.6%

33.4%

normal médionormal baixo 33.4% 53.4% normal alto 6.6% superior 6.6%

53.4%

normal alto 6.6%normal baixo 33.4% normal médio 53.4% superior 6.6%

superior 6.6%normal baixo 33.4% normal médio 53.4% normal alto 6.6%

O grupo de controle (G2) apresentou 93.4% dos pesquisados classificados na fase do desenvolvimento normal médio e 6.6% na fase de desenvolvimento superior segundo a Escala de Desenvolvimento Motor – E.D.M., como representado no gráfico 05.

GRÁFICO 05 – RESULTADO DA CLASSIFICAÇÃO ESCALA MOTORA DA E.D.M. DO G2.

G2

G2 normal médio 93.4% superior 6.6%
normal médio 93.4% superior 6.6%
normal médio
93.4%
superior 6.6%

Novamente o grupo de controle (G2) teve resultados melhores do que o grupo experimental (G1), onde o grupo de controle (G2) não teve nenhum pesquisado que se encaixe dentro da fase de desenvolvimento normal baixo, já o

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17 Revista Eletrônica de Educação Física grupo experimental desenvolvimento. (G1) apresentou 33.4 % dos pesquisados

Revista Eletrônica de Educação Física

grupo experimental desenvolvimento.

(G1) apresentou 33.4 % dos pesquisados nesta fase de

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O objetivo principal desta pesquisa foi concluído, o Karatê exerce influência no desenvolvimento motor dos praticantes pesquisados nas áreas motoras de motricidade fina, motricidade global e equilíbrio, obtidos pelo grupo experimental (G1). Já nas áreas de esquema corporal, organização espacial e organização temporal, os resultados ficaram abaixo do esperado que o grupo de controle e da idade cronológica dos integrantes do grupo experimental (G1), segundo a metodologia utilizada para a aplicação dos testes. Rosa Neto, autor da E.D.M., afirma que os testes motores devem ser realizados com sucessos pelos pesquisados a partir de sua idade cronológica, os maus resultados obtidos pelo grupo experimental nos testes de esquema corporal, organização espacial e organização temporal, resultaram na conclusão de uma influência deficiente do Karatê nestas áreas motoras durante a realização da bateria de testes. Desta forma, a utilização de uma metodologia mais adequada nesta faixa etária, pode ser uma maneira de correção desta deficiência do Karatê e uma sugestão para a realização de futuras pesquisas que visam solucionar as deficiências apontadas pela pesquisa nestes seguimentos. Sugiro a realização de novas pesquisas que possam minimizar as deficiências apresentadas pelo Karatê nas áreas de esquema corporal, organização espacial e organização temporal. A conscientização, informação e instrução dos profissionais de Karatê poderá ser uma solução para a falta de estimulação motrícia para crianças em suas aulas, a partir de melhor planejamento e de novas metodologias a serem utilizadas. Esta pesquisa foi importante para o Karatê, no apontamento de deficiências em sua metodologia e planejamentos de aulas. O desenvolvimento motrício nesta fase de desenvolvimento do ser humano e de extrema importância, onde qualquer modalidade esportiva deve apresentar influências positivas para formação de uma criança mais preparada para o desenvolvimento físico e cognitivo.

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18 Revista Eletrônica de Educação Física 5. REFERENCIAL BIBLOGRÁFICO A PRIMEIRA exibição atlética KARATÊ chega ao

Revista Eletrônica de Educação Física

5. REFERENCIAL BIBLOGRÁFICO

A PRIMEIRA exibição atlética KARATÊ chega ao Japão

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NAKAYAMA, Masatoshi. O melhor do Karatê: Fundamentos. Editora: Cultrix. São Paulo, 1977.

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19 Revista Eletrônica de Educação Física NAKAYAMA, Masatoshi. O melhor do Karatê: Visão abrangente – praticas

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NAKAYAMA, Masatoshi. O melhor do Karatê: Visão abrangente – praticas. Editora: Cultrix. São Paulo, 1977. NUCLEOSUNI. Centro universitário Ibero – Americano, São Paulo, 11 de fevereiro de 2006. Disponível em: < http://www.uniberu.ed.br. > Acesso em

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