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A guerra fria é a designação dada ao conflito político-ideológico entre os Estados Unidos (EUA),

defensores do capitalismo, e a União Soviética (URSS), defensora de uma forma de socialismo,


compreendendo o período entre o final da Segunda Guerra Mundial e a extinção da União Soviética.

É chamada de "fria" porque não houve qualquer combate físico, embora o mundo todo temesse a vinda de
um novo combate mundial, por se tratarem de duas potências com grande arsenal de armas nucleares.
Norte-americanos e soviéticos travaram uma luta ideológica, política e econômica durante esse período.
Se um governo socialista era implantado em algum país do Terceiro Mundo, o governo norte-americano
logo via aí uma ameaça a seus interesses; se um movimento popular combatesse uma ditadura militar
apoiada pelos EUA, logo receberia apoio soviético.

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A Crise no Pós-Guerra

Com o término da Segunda Guerra Mundial, estabeleceu-se uma política global bipolar, ou seja, centrada
em dois grandes pólos (denominadas na época superpotências): EUA e URSS. Formadas por ideais
distintos, ambos os pólos de poder tinham como principal meta a difusão de seus sistemas políticos e
culturais no resto do mundo.

Os EUA defendiam a política capitalista, argumentando ser ela a representação da democracia, da


liberdade e da liberdade individual. Em contrapartida a URSS enfatizava o socialismo como resposta ao
domínio burguês e solução dos problemas sociais.

Sob a influencia das duas doutrinas, o mundo foi dividido em dois blocos liderados cada um por uma das
superpotências: A Europa Ocidental e a América Central e do Sul receberam forte influencia cultural e
1948 - Maio econômica americana; a maior parte da Ásia e o leste europeu, sob domínio soviético.

Bloqueio de Berlim (Junho/ /1949)

Após a derrota alemã na Segunda Guerra, os países vencedores impuseram pesadas indenizações. Entre
elas foi a divisão da Alemanha em 4 zonas de influência, cada uma chefiada pelos vencedores: Estados
Unidos, França, Reino Unido e União Soviética. Berlim, a capital da Alemanha nazista, também foi
dividida, mesmo estando totalmente em território de influência soviética. Então a comunicação entre o
trecho ocidental da cidade fragmentada e as outras zonas era feita por pontes aéreas e terrestres.

Em 1948, numa tentativa de controlar a inflação galopante da Alemanha, os Estados Unidos, a França e o
Reino Unido criaram uma "trizona" entre suas zonas de influência, para fazer valer nestes territórios o
Deutsche Mark (marco alemão). Josef Stalin, então líder da URSS, reprovou a idéia, e, como contra-
ataque, buscou reunificar Berlim sob sua influência. Desse modo, em 23 de Junho de 1948, todas as rotas
terrestres foram fechadas pelas tropas soviéticas, numa violação dos acordos da Conferência de Yalta.

Para não abandonar as zonas ocidentais de Berlim e dar vitória à União Soviética, os países ocidentais se
prontificaram a criar uma grande ponte aérea, em que bombardeiros americanos saíam da "trizona"
levando mantimentos aos mais de dois milhões de berlinenses que viviam no ocidente da cidade. Stalin
reconheceu a derrota dos seus planos em 12 de Maio de 1949. Pouco depois, as zonas americana, francesa
e inglesa se unificaram, fundando a Bundesrepublik Deutschland (República Federativa da Alemanha, ou
Alemanha Ocidental), cuja capital era Bonn. Da zona soviética, nasceu a Deutsche Demokratische
Republik (República Democrática Alemã, ou Alemanha Oriental), com capital Berlim, a porção oriental.

Plano Marshall e COMECON

Com as nações européias frágeis, após uma guerra violenta, os Estados Unidos estenderam uma série de
apoios econômicos à Europa aliada, para que estes países pudessem se reerguer e mostrar as vantagens do
capitalismo. Assim, o Secretário de Estado dos Estados Unidos, George Marshall, propõe a criação de um
amplo plano econômico, que veio a ser conhecido como Plano Marshall. Era uma série de empréstimos a
baixos juros e investimentos públicos, para facilitar o fim da crise na Europa Ocidental e repelir a ameaça
do socialismo entre a população descontente.
Em resposta ao plano econômico americano, a União Soviética se propôs a ajudar também seus países
aliados, com a criação do COMECON (Conselho para Assistência Econômica Mútua). Este conselho
tinha como meta a recuperação dos países orientais, também para mostrar como vitrine as benfeitorias
que o socialismo fazia ao povo.

Corrida Armamentista

OTAN e Pacto de Varsóvia

Em 1949 os EUA e o Canadá, juntamente com a maioria da Europa capitalista, criaram a OTAN
(Organização do Tratado do Atlântico Norte), uma aliança militar, com o objetivo de proteção
internacional em caso de um suposto ataque dos paises do leste Europeu.

Em resposta à OTAN, a URSS firmou entre ela e seus aliados o pacto de Varsóvia (1955) para unir forças
militares da Europa Oriental. Logo as alianças militares estavam em pleno funcionamento, e qualquer
conflito entre dois países integrantes podeia acender uma guerra nunca vista antes.

A tensão sentida pelas pessoas com relação às duas superpotências acentuou-se com o início da corrida
armamentista, cujo “vencedor” seria a potência que produzisse mais armas e mais tecnologia bélica. Em
contraponto, a corrida espacial trouxe grandes inovações tecnológicas e proporcionou um elevado avanço
nas telecomunicações e na informática.

Com a vitória aparente dos americanos, a política Macartista, foi implantada e divulgada no mundo
através de filmes e propagandas políticas. O Macartismo, criado pelo senador americano Joseph Macarthy
nos anos 50, culminou na criação de um comitê de investigação de atividades anticomunistas. Em outras
palavras, toda e qualquer atividade pró-comunismo estava terminantemente proibida e qualquer um que
as estimulasse estaria sujeito à prisão ou extradição.

Guerra da Coréia (Junho/1950 - Julho/1953)

O primeiro grande confronto militar entre ideologias ocidentais capitalistas e orientais socialistas veio no
sudoeste asiático, na década de 1950. A península da Coreia (Coréia no Brasil) foi dividia, em 1945, pelo
paralelo 38º, em duas zonas de influência: uma ao norte, comunista e apoiada pela União Soviética e
China - a República Popular Democrática da Coréia; e uma ao sul, capitalista e de apoio das na ções
ocidentais - a República da Coréia. Porém, em 1950, a Coréia do Norte, após severas tentativas de
derrubar o governo do sul, a invadiu e ocupou Seul, desencadeando um conflito armado. Forças das
Nações Unidas, apoiadas principalmente pelos Estados Unidos, fizeram a resistência no sul,
reconquistando a capital coreana e partindo em uma investida contra o norte. A China, sentindo-se
ameaçada pela aproximação das forças ocidentais, enviou reforços à frente de batalha, fazendo da Coréia
um grande campo de batalha.

Após muitas brigas, um acordo de paz é negociado, mas demora dois anos. Um armistício é assinado em
Pamunjon, em 27 de Julho de 1953, mantendo a Coréia dividida em norte e sul. A divisão se mantém até
hoje.

Corrida Espacial

Um dos campos que mais se beneficiou com a Guerra Fria foi o de tecnologia. Na urgência de se
mostrarem superiores aos rivais, Estados Unidos e União Soviética buscaram incrementar seus arsenais
militares. Como consequência, algumas tecnologias conhecidas hoje (como alguns tecidos sintéticos)
foram frutos dessa corrida.

A corrida espacial está neste contexto. Tecnologias de lançamento de mísseis e de foguetes são muito
próximas, e portanto os dois países investiram pesadamente na tecnologia espacial. No ano de 1957, os
russos lançaram Sputnik, o primeiro artefato humano a ir ao espaço e orbitar o planeta. Em novembro do
mesmo ano, os russos lançaram Sputnik II e, dentro da nave foi a bordo o primeiro ser vivo a sair do
planeta: uma cadela laika, de nome Kudriavka. Ela morreu na reentrada da atmosfera, devido ao calor.
Após as missões Sputnik, os Estados Unidos entraram na corrida, lançando o Explorer I, em 1958. Mas a
União Soviética tinha um passo na frente, e em 1961 os soviéticos conseguiram lançar Vostok I, que era
tripulada por Yuri Gagarin, o primeiro ser humano a ir ao espaço e voltar são e salvo.

A partir daí, a rivalidade aumentou a ponto de o presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy,
prometeu enviar americanos à Lua e trazê-los de volta até o fim da década. Os soviéticos se apressaram
para vencer os americanos na chegada ao satélite. As missões Zond deveriam levar os primeiros humanos
a orbitarem a Lua, mas devido a falhas, só foi possivel aos soviéticos o envio de missões tripuladas, Zond
5 e Zond 6, em 1968. Os Estados Unidos, por outro lado, conseguiram enviar a missão Apollo 8 no Natal
de 1968, que era tripulada, a uma órbita lunar.

O próximo passo, naturalmente, seria o pouso na superfície da Lua. A missão Apollo 11 conseguiu
realizar com sucesso a missão, e Neil Armstrong e Edwin Aldrin se tornaram os primeiros humanos a
caminhar em outro corpo celeste.

A Coexistência Pacífica (1953 - 1962)

Após a morte de Stalin, em 1953, Nikita Khrushchev subiu ao posto de Secretário-Geral do Partido
Comunista da União Soviética e, portanto, governante dos soviéticos. Condenou os crimes de seu
antecessor e pregou a política da coexistência pacífica entre os soviéticos e americanos, o que significaria
os esforços de ambos os lados em evitar o conflito militar, havendo apenas confronto ideológico e
tecnológico (corrida espacial). Houve apenas tentativas de espionagem. Esta política também possibilitou
uma aproximação entre os líderes. Khrushchev se reuniu diversas vezes com os presidentes americanos:
com Dwight D. Eisenhower se encontrou em 1956, no Reino Unido, em 1959 nos Estados Unidos e em
1960 na França; e com Kennedy se encontrou uma vez, no ano de 1961, em Viena, Áustria.

Crises da Guerra Fria (1956 - 1962)


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Revolução Húngara (1956)

Em 1956, húngaros tentaram se sublevar contra Moscou, numa rebelião que durou 12 dias (23 de Outubro
a 4 de Novembro). Buscavam a independência política da Hungria, mas foram reprimidos violentamente
pelos soviéticos e pela própria polícia de estado húngara. O resultado, ao contrário, foi a instauração de
um governo pró-soviético ainda mais opressor e ditatorial.

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Guerra de Suez (1956)

O rei do Egito, pró-europeu, foi derrubado por Gamal Abdel Nasser em 1953, e procurou instalar uma
política nacionalista e panarabista. Sua primeira manobra política de efeito foi a guerra que declarou
contra o recém-criado estado de Israel, porque eles teriam humilhados os árabes na Guerra de
Independência Israelita. Com os clamores de outros países árabes para uma nova investida contra os
judeus, Nasser se aliou à Jordânia e à Síria.

Na mesma época, Nasser teria declarado as intenções de nacionalizar o Canal de Suez, que era controlado
majoritariamente por franceses e ingleses. Isso preocupou as duas potências, que necessitavam do canal
para seus interesses colonialistas na África e Ásia. Assim, a França, o Reino Unido e Israel decidiram
formar uma aliança, declararam guerra ao Egito de Nasser e cuidaram da ocupação do Egito. Os europeus
cuidaram de bombardear e lançar paraquedistas em locais estratégicos, enquanto os israelitas cuidaram da
invasão terrestre, invadindo a península do Sinai em poucos dias.

A guerra no Egito perturbou a paz que vinha sendo mantida entre Washington e Moscou. Eisenhower
criticava a repressão em Budapeste, na Hungria, e teve que provar que era contra a invasão a Israel. Os
Estados Unidos tentaram várias vezes fazer os eurpeus mudarem de idéia, e retirar os ocupantes do Egito,
ao mesmo tempo que Khrushchev demandava respostas. Os Estados Unidos, inclusive, tentaram, a 30 de
Outubro de 1956, levar ao Conselho de Segurança das Nações Unidas a petição de retirada das tropas do
Egito, mas França e Reino Unido vetaram a petição.Por outro lado, a União Soviética era favorável a
retirada porque queria estreitar laços com os árabes, e se aliou rapidamente à Síria e Egito.

A crescente pressão econômica americana, e a ameaça de Khrushchev de que "modernas armas de


destruição" seriam usadas em Londres e Paris fizeram os dois países recuarem, e os aliados se retiraram
do Sinai em 1957. Após a retirada, o Reino Unido e a França foram forçadas a perceber que não eram
mais líderes políticas do mundo, enquanto o Egito manteve sua política nacionalista e, mais tarde, pró-
soviética.

Crise dos Mísseis (1962)

Cuba, a maior das ilhas caribenhas, sofreu uma revolução em 1959, que retirou o pró-americano
Fulgêncio Batista do poder, e instaurou a ditadura de Fidel Castro, socialista. A instauração de um regime
socialista preocupou a Casa Branca, e em 1961 os Estados Unidos chegaram a ordenar uma invasão à
ilha, mas a operação foi um fracasso.

Em 1962, a União Soviética foi flagrada construindo 40 silos nucleares em Cuba. Segundo Khrushchev, a
medida era puramente defensiva, par a evitar que os Estados Unidos tentassem nova investida contra os
cubanos. Por outro lado, era sabido que os soviéticos queriam realmente responder a instalação de mísseis
Júpiter II na cidade de Esmirna, Turquia, que poderiam ser usadas para bombardear o sudoeste soviético.

Rapidamente, o presidente Kennedy tomou medidas contrárias, como a ordenação de quarentena à ilha de
Cuba, posicionando navios militares no mar do Caribe, fechando os contatos marítimos entre a União
Soviética e Cuba. Vários pontos foram levantados a respeito deste bloqueio naval: os soviéticos disseram
que não entendiam o porque Kennedy tomou esta medida, se vários mísseis americanos estavam
instalados em territórios dos países da OTAN contra os soviéticos, em distâncias iguais; Fidel Castro
relevou que não havia nada ilegal em instalar mísseis soviéticos em seu território; e o primeiro-ministro
britânico Harold Macmillan disse não ter entendido porque não foi sequer levantada a hipótese de acordo
diplomático.

Em 23 e 24 de Outubro, Khrushchev teria enviado uma carta à Kennedy, informando suas intenções
pacíficas. Em 26 de Outubro disse que retiraria seus mísseis de Cuba se Washington se comprometesse a
não invadir Cuba. No dia seguinte, pediu também a retirada dos balísticos Júpiter da Turquia. Mesmo
assim, dois aviões espiões americanos U-2 foram abatidos em Cuba e na Sibéria em 27 de Outubro, o
ápice da crise. Neste mesmo dia, os navios mercantes soviéticos haviam chegado ao Caribe e tentariam
passar pelo bloqueio. Em 28 de Outubro, Kennedy foi obrigado a ceder os pedidos, e concordou em
retirar os mísseis da Turquia e não atacar Cuba. Assim, Nikita Khrushchev retirou seus mísseis nucleares
da ilha cubana.

Apesar do acordo ter sido negativo para os dois lados, o grande derrotado foi o líder soviético, que foi
visto como fraco, e não soube manter sua posição frente os americanos. Sobre isso, disse o Secretário de
Estado Dean Rusk: "Nós estivemos cara a cara, mas eles piscaram". Dois anos depois, Khrushchev não
aguentou a pressão e saiu do governo. Kennedy também foi malvisto pelos comandantes militares dos
Estados Unidos. O general LeMay disse à Kennedy que este episódio foi "a maior derrota da história
americana", e pediu para que os Estados Unidos invadissem imediatamente Cuba.

A Distensão (1962 - 1979)

O período da distensão seguiu-se à Crise dos Mísseis, por ela quase ter levado as duas
superpotências a um embate nuclear. Os EUA e a URSS decidiram, então, realizar
acordos para evitar uma catástrofe mundial. Nesta época, vários tratados foram
assinados entre os dois lados.

• Tratado de Moscou (1963) - Os dois países regularam a pesquisa de novas


tecnologias nucleares e concordaram em não ocupar a Antártida.
• TPN (Tratado de Não-Proliferação Nuclear) (1968) - Os países signatários (EUA, URSS, China,
França e Reino Unido) se comprometiam a não transmitir tecnologia nuclear a outros e a se
disarmarem de arsenais nucleares.
• SALT I (Strategic Arms Limitation Talks - Acordo de Limitação de Armamentos Estratégicos)
(1972) - Previa o congelamento de arsenais nucleares dos Estados Unidos e da União Soviética.
• SALT II (1979) - Prorrogação das negociações do SALT I.

Os dois países tinham seus motivos particulares para buscar acordos militares e políticos. A URSS estava
com problemas nos relacionamentos com a China, e viu este pais se desalinhar do socialismo monopolista
de Moscou. Isso criou a prática da diplomacia triangular, entre Washington, Moscou e Pequim. Também
estavam com dificuldades agrícolas e econômicas. E os Estados Unidos haviam entrado numa guerra
contra o Vietnã, e na década de 1970 entraria em uma grave crise econômica.

A Distensão, apesar de garantir o não-confronto militar, acirrou a rivalidade política e ideológica,


culminando em algumas revoltas sociais e apoios a revoltas e revoluções na Europa e no Terceiro Mundo.

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Guerra do Vietnã (1957 - 1973)

A Guerra do Vietnã foi um dos maiores confrontos militares envolvendo capitalistas e socialistas no
período da Guerra Fria. Opôs o Vietnã do Norte e guerrilheiros pró-comunistas do Vietnã do Sul contra o
governo pró-capitalista do Vietnã do Sul e os Estados Unidos.

Após a Convenção de Genebra (1954), o Vietnã, recém-independente da França, seria dividido em duas
zonas de influência, como a Coréia, e estas zonas seriam desmilitarizadas e mantidas cada uma sob um
dos regimes (capitalismo e socialismo). Foi estipulada uma data (1957) para a realização de um
plebiscito, decidindo entre a reunificação do país ou não e, se sim, qual o regime seria adotado.

Infelizmente para o Vietnã do Sul, o líder do Norte, Ho Chi Minh, era muito popular entre a população,
por ser defensor popular e herói de guerra. O governo do Vietnã do Sul decidiu proibir o plebiscito de
ocorrer em seu território, pois queriam manter o alinhamento aos americanos. Como o Vietnã do Norte
queria a reunificação do Vietnã, se lançaram para uma guerra contra o Sul.

O Vietnã do Norte contou com o apoio da Frente de Liberação Nacional, ou os Vietcongs, um grupo de
rebeldes no Vietnã do Sul. E o Vietnã do Sul contou, em 1965, com a valiosa ajuda dos Estados Unidos.
Eles entraram na guerra para manter o governo capitalista no Vietnã, e temendo a idéia do "efeito
dominó", em que, ao ver que um país se libertou sozinho do capitalismo e preferiu o socialismo, outros
países poderiam seguir este caminho (como foi o caso de Cuba).

Até 1965, a guerra estava farorável ao Vietnã do Norte, mas quando os Estados Unidos se lançaram ao
ataque contra o Vietnã, tudo parecia indicar que seria um grande massacre dos vietnamitas, e uma fácil
vitória ocidental. Mas os vietnamitas viram nessa guerra uma extensão da guerra de independência que
haviam acabado de vencer, e lutaram incessantemente. Contando com o conhecimento do território, os
vietnamitas conseguiram vencer os Estados Unidos, no que é vista como uma das mais vergonhosas
derrotas militares dos Estados Unidos. Em 1973, os Estados Unidos e o Vietnã assinaram os Acordos de
Paz de Paris, onde os EUA reconheceram a unificação do Vietnã sob o regime comunista de Ho Chi
Minh.

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A Distensão na Europa

A Europa, continente que mais sofreu com a divisão mundial, também sofreu os efeitos da distensão
política. Os países começaram a questionar as ideologias a que foram impostos, e optaram cada vez mais
pelo abrandamento, no lado ocidental, e pela revolta popular seguida de forte repressão, no lado oriental.
• Em 1968, a Tchecoslováquia viu uma grande manifestação popular apoiar idéias de abertura
política em direção à social-democracia, e a um "socialismo com uma face humana". Este
movimento ficou conhecido como Primavera de Praga, em alusão à capital da Tchecoslováquia,
Praga, local onde as movimentos populares tomavam corpo. Temendo a liberdade política da
Tchecoslováquia, Brezhnev, líder da URSS, ordenou a invasão de Praga e a repressão do
movimento popular.
• Em 1966, Charles de Gaulle, presidente da França, manteve os seus ideais de nacionalismo
francês e anti-americanismo, e desalinhou-se com as práticas americanas, saindo da OTAN.
• Em 1969, o chanceler da Alemanha Ocidental anuncia a "Ostpolitik", uma política de
aproximação dos vizinhos, os alemães orientais. Em 1972 os Estados passam a reconhecerem-se
mutuamente podendo, assim, voltar a integrar a ONU.

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O Reconhecimento Chinês

Desde os anos 1950 a República Popular da China tinha problemas com a União Soviética, por cusa de
hierarquia de poderes. Moscou queria que o socialismo no mundo fosse unificado, sob a tutela do
Kremlin russo, enquanto Pequim achava que a China não deveria se submeter aos soviéticos. A briga foi
um grande problema para os soviéticos, que perdiam um aliado forte.

Nos anos 1970, a situação ficou ainda pior para a URSS, pois Mao Tse-Tung, presidente da China
socialista, estava realizando manobras para se aproximar de Washington. A amizade com a superpotência
ocidental rendeu à China uma regalia que não haviam conseguido enquanto eram aliados da União
Soviética: o reconhecimento. Desde a Revolução Chinesa de 1949, o mundo viu o governo de Mato Tse-
tung como ilegal, e consideravam como verdadeira China o governo refugiado em Taiwan. Com a
aproximação entre Pequim e Washington, os Estados Unidos passaram a ver Mao Tse-tung como o
legítimo regente chinês, e a República Popular da China como a China, de facto. Assim, outros países
ocidentais tomaram a mesma decisão, e a China pôde entrar para ONU, como participante e como
membro permanten do Conselho de Segurança da ONU.

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A "Segunda" Guerra Fria (1979-1985)

Após o ano de 1979, seguiu-se uma leve crise nas relações amistosas entre os Estados Unidos e a União
Soviética. Isso deveu-se a alguns acontecimentos importantes, os quais:

• Em 1979, a União Soviética invade o Afeganistão, assassinando Hafizullah Amin, e colocando


em seu posto Brabak Karmal, que era a favor das políticas de Moscou. A este evento seguiu-se
uma grande resistência, principalmente da parte dos mujahideen das montanhas afegãs. Eles
eram abastecidos por outros países, como China, Arábia Saudita, Paquistão e o próprio Estado
Unidos. Dez anos depois, os soviéticos tiveram que abandonar o país. Esta vitória dos
mujahideen possibilitou depois a formação do grupo Taleban, que aproveitou a desordem no país
para instaurar seu governo autoritário.
• No mesmo ano de 1979 Margaret Tatcher foi eleita primeira-ministra do Reino Unido pelo
Partido Conservador, e deu à política externa do país uma face mais agressiva contra o regime
soviético.
• Em 1981, Ronald Reagan foi eleito presidente dos Estados Unidos e, ao contrário de seus
antecessores, que pregavam a Distensão, Reagan mostrou-se feroz na política externa,
confrontando a União Soviética, fornecendo armamentos a Saddam Hussein, ditador iraquiano,
na guerra IrãXIraque e realizando diversas outras manobras no cenário internacional.

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Fim da Guerra Fria

No decorrer da década de 80 o socialismo do bloco soviético dava sinais de desgastes políticos e


econômicos. Em 1985, com a ascensão de Mikhail Gorbachev ao poder, a União Soviética passava aos
seus anos finais, com a proposição de reformas, principalmente no plano político e econômico. A grande
vitrine, nos anos 1980, da derrocada da URSS foi o acidente nuclear de Chernobil em 1986, que mostrou
uma fragilidade soviética no instante em que Gorbachev pregava a transparência.

A guerra fria e todas as suas implicações – espionagem, golpes de estado, sabotagens, corrida
armamentista alianças militares – durou até o início da década de 1980. Nesse momento, a situação
econômica da União Soviética e da maioria dos países comunistas começou a se agravar. Tiveram início
então profundas mudanças políticas, com a queda de regimes socialistas tanto na URSS como nos outros
países socialistas. A guerra fria, ou seja, o clima de hostilidade e de ameaça entre os EUA e a URSS,
arrefeceu. A queda do Muro de Berlim, em 1989, simbolizou o fim da Guerra Fria e o início do
reentendimento entre ocidentais e orientais. A partir de 1992, a União das Repúblicas Socialistas
Soviéticas fragmentou-se. Com o fim da União Soviética e da Guerra Fria, os países outrora socialistas
foram sendo absorvidos na economia global capitalista, acentuando a globalização dos
anos 1990.

Tabela de conteúdo
[esconder]

• 1 Desenrolar
o 1.1 A Crise no Pós-Guerra
 1.1.1 Bloqueio de Berlim (Junho/1948 - Maio/1949)
o 1.2 Plano Marshall e COMECON
o 1.3 Corrida Armamentista
 1.3.1 OTAN e Pacto de Varsóvia
 1.3.2 Guerra da Coréia (Junho/1950 - Julho/1953)
 1.3.3 Corrida Espacial
o 1.4 A Coexistência Pacífica (1953 - 1962)
o 1.5 Crises da Guerra Fria (1956 - 1962)
 1.5.1 Revolução Húngara (1956)
 1.5.2 Guerra de Suez (1956)
 1.5.3 Crise dos Mísseis (1962)
o 1.6 A Distensão (1962 - 1979)
 1.6.1 Guerra do Vietnã (1957 - 1973)
 1.6.2 A Distensão na Europa
 1.6.3 O Reconhecimento Chinês
o 1.7 A "Segunda" Guerra Fria (1979-1985)
o 1.8 Fim da Guerra Fria
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