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UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA


DEPARTEMANTO DE QUÍMICA

QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA (QA251)

Professores Responsáveis
Mirla Cidade mirla.cidade@ufrr.br Bloco V, Sala 518
Francisco Panero francisco.panero@ufrr.br Bloco V, Sala 517
Luciana Chaves Holanda

Técnicos responsáveis pelo laboratório


Elenilda de Lima Rebouças elenilda.reboucas@ufrr.br Bloco III, Sala 344
Franklene C. Lima franklene.lima @ufrr.br Bloco III, Sala 344
Edineide C. A. de Souza edineide.souza@ufrr.br Bloco III, Sala 344
Luciana Araújo Xavier luciana.xavier@ufrr.br Bloco III, Sala 344

Monitores
-------------- -------------- --------------

2019
QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

SUMÁRIO

Instruções Gerais................................................................................................................ 4
Normas de Segurança e Conduta nos Laboratórios........................................................... 9
E1 – Materiais Básicos de Laboratório.............................................................................. 16
E2 – Medidas de Volume e massa..................................................................................... 19
E3 – Técnicas de Aquecimento......................................................................................... 21
E4 – Preparo de Soluções................................................................................................. 23
E5 – Fenômenos Físicos e Químicos................................................................................. 26
E6 – Separação de Misturas Heterogêneas........................................................................ 28
E7 – Separação de Misturas Homogêneas......................................................................... 30
E8 – Reações Químicas..................................................................................................... 32
E9 – Reatividade dos Metais............................................................................................. 34
E10 – Ligações iônicas e moleculares............................................................................... 37
E11 – Ácidos e bases: Padronização e pH......................................................................... 39

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QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

Instruções Gerais

1. OBSERVAÇÕES GERAIS
Pré-relatórios: o pré-relatório consiste da preparação do caderno de laboratório de
forma que o aluno esteja preparado para a execução do experimento.
Relatório de atividades - Os relatórios de atividades de laboratório serão entregues
individualmente. Os relatórios devem ser entregues até uma semana após a data de conclusão
da experiência. Técnicas - A habilidade do estudante no laboratório é avaliada pela qualidade
dos resultados das experiências. Comportamento - A nota de participação avalia a atitude do
estudante e comportamento relativo a conhecimento, cooperação, frequência, pontualidade, e
boa conduta no laboratório. Adicionalmente, a nota dependerá do uso formal do caderno de
laboratório; organização e confiança ao levar a cabo as experiências; observação dos
procedimentos de segurança; e aptidão mecânica. A quebra de aparelhos de vidro será
registrada, e o que for descuido será considerado na avaliação.

1.1 ORGANIZAÇÃO DO LABORATÓRIO

Material Individual: material obrigatório: avental, óculos de segurança, luvas,


caderno de laboratório, 1perfex ou toalha pequena.
É obrigação do aluno conhecer as normas de segurança do Departamento de Química que
serão apresentados em aula e estarão disponíveis para cópia.
Nas aulas em que for necessário usar material suplementar (por ex. analgésicos, especiarias,
etc.) o aluno deverá providenciar este material, que será solicitado na aula imediatamente
anterior à realização da experiência. Os seguintes itens devem ser observados:

Manutenção do material do laboratório: conservar o material limpo, seco e


arrumado. Conferência no início e no final da aula.
Conservar limpas as bancadas, capela e estufa.
Fazer o descarte dos reagentes nos frascos apropriados, sempre haverá no laboratório frascos
para este fim, nunca jogue resíduos químicos na pia ou lixo. Em caso de dúvida sempre
consulte o professor.

1.2 ANTES DE ENTRAR NO LABORATÓRIO: PRÉ - RELATÓRIO


As leituras indicadas para cada experiência serão efetuadas antes do laboratório. O
estudante deve entrar no laboratório a cada semana com uma compreensão clara do que vai
fazer e por que está fazendo, em lugar de seguir cegamente o companheiro (a) de bancada. O
estudante deve fazer um Pré-Relatório no seu caderno de laboratório, que deverá ser do tipo
ata, e apresentá-lo ao professor no início de cada aula para que este dê um visto. O estudante
que não fizer o Pré-Relatório da experiência não poderá realizá-la. O formato para o caderno
de laboratório consiste em duas partes: antes e depois do laboratório. Antes de uma sessão de
laboratório é pertinente registrar em seu caderno (pré-relatório).

1. Data;
2. Título do experimento;
3. Objetivos;
4. Materiais utilizados: descrição e desenho manual das vidrarias e equipamentos utilizados
para o experimento;
5. Normas de segurança: toxidez, inflamabilidade de solventes ou reagentes, o que fazer em
caso de acidente com os mesmos;

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6. Parte experimental: descrição do procedimento resumida, através de um fluxograma,


esquemas, etc.
OBS: Os itens 1 a 6 deverão estar prontos no dia do experimento, sem os quais o aluno
não poderá frequentar a aula prática.

1.3 DURANTE O LABORATÓRIO


Durante a sessão de laboratório deve ser registrado diretamente em seu caderno:
Parte experimental: descrição do procedimento de forma detalhada e da maneira como está
sendo executado. Esta anotação deve ser realizada de forma clara e organizada.
Resultados: resultados obtidos, cores observadas; peso bruto, tara, e pesos líquidos para
reagentes e produtos. Observações, por exemplo: "a temperatura subiu acima do indicado";
"forma precipitado alaranjado"; etc. Dados obtidos, por exemplo: pontos de fusão, pontos de
ebulição, etc.
Não registre dados ou observações em folhas de papel separadas. Você pode
argumentar que estes dados, reescritos mais tarde em seu caderno, conduzirão a um caderno
mais limpo, mas a integridade ou a precisão dos dados poderia ser questionada ao copiar
dados de rascunhos para o caderno de laboratório. Se os dados estão muito desorganizados ao
serem registrados, você pode reescrevê-los na próxima página do caderno. Você estará
montando um caderno de laboratório similar ao de profissionais de indústria e pesquisadores
acadêmicos.
Ao término da experiência faça o seguinte: Se for o caso, calcule o rendimento
percentual do processo. Esboce um resumo breve da experiência. Neste parágrafo você
deveria comparar as constantes físicas observadas com as registrados na literatura. Anote
qualquer modificação na aparelhagem utilizada que você fizer durante a experiência.
Armazene o seu produto, etiquetado usando dados do seu caderno: nome e a estrutura,
P.F. ou P.E. observado, massa, seu nome. Ocasionalmente, você terá que deixar seu produto
para secar até o próximo período de laboratório antes de você registrar o P.F. e/ou massa.

1.4 ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO

Noções Gerais
O relatório de atividades deve em primeiro lugar, retratar o que foi realmente realizado
no experimento, sendo de fundamental importância a apresentação de um documento bem
ordenado e de fácil manuseio. Além disso, deve ser o mais sucinto possível e descrever as
atividades Caderno de Aulas Práticas experimentais realizadas, a base teórica dessas
atividades, os resultados obtidos e sua discussão, além da citação da bibliografia consultada.
O relatório deve ser redigido de uma forma clara, precisa e lógica. Redija sempre de
forma impessoal, utilizando-se a voz passiva no tempo passado. Ex. a massa das amostras
sólidas foi determinada utilizando-se uma balança.
Devem ser evitados expressões informais ou termos que não sejam estritamente
técnicos (Não utilize em hipótese alguma adjetivo possesivo, como por exemplo, minha
reação, meu banho, meu qualquer coisa). É bastante recomendável, efetuar uma revisão do
relatório para retirar termos redundantes, clarificar pontos obscuros e retificar erros no
original.
Uma atenção especial deve ser dada aos termos técnicos, resultados, fórmulas e
expressões matemáticas. As ilustrações (tabelas, fórmulas, gráficos) deverão vir na sequência
mais adequada ao entendimento do texto e seus títulos e legendas devem constar
imediatamente abaixo.

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Tabela: é composto de título, um cabeçalho, uma coluna indicadora, se necessário, e


um corpo:

Título - deve conter breve descrição do que contém a tabela e as condições nas quais os dados
foram obtidos;
Cabeçalho - parte superior da tabela contendo as informações sobre o conteúdo da cada
coluna;
Colunaindicadora- à esquerda da tabela, especifica o conteúdo das linhas;
Corpo - abaixo do cabeçalho e a direita da coluna indicadora, contém os dados ou
informações que se pretende relatar;
Exemplo:

Tabela 1: Algumas características dos estados da matéria


Fluidez ou
Estado da matéria Compressibilidade Densidade relativa
rigidez
Gasoso Alta Fluído Baixa
Líquido Muito baixa Fluído Alta
Sólido Muito baixa Rígido alta

Gráfico: é a maneira de detectar visualmente como varia uma quantidade (y) a medida
que uma segunda quantidade (x) também varia; é imprescindível o uso de papel milimétrico
para construção de um gráfico.

Eixos: horizontal (abcissa) - representa a variável independente; é aquela cujo valor é


controlado pelo experimentador; vertical (ordenada)- representa a variável dependente; cujo
valor é medido experimentalmente.
Escolhadasescalas - suficientemente expandida de modo a ocupar a maior porção do papel
(não é necessário começar a escala no zero, sim num valor um pouco abaixo do valor mínimo
medido)
Símbolos das grandezas deve-se indicar junto aos eixos os símbolos das grandezas
correspondentes divididos por suas respectivas unidades;
Título ou legenda- indicam o que representa o gráfico;
Valores das escalas- deve-se marcar os valores da escala em cada eixo de forma clara;
Pontos- deve-se usar círculos, quadrados, etc. para indicar cada ponto de cada curva;
Traço- a curva deve ser traçada de modo a representar a tendência média dos pontos.

Uma vez terminada a experiência, esta será descrita pelo aluno na forma de relatório.
Em se tratando de um relatório de uma disciplina de caráter experimental, obrigatoriamente,
deverá conter a seguinte sequência de itens:

1. Capa: UFRR, Departamento de Química, Nome da disciplina, Nome Completo do


Professor, Título (frase breve e concisa que exprime o objetivo geral do experimento), Data,
Autor.

2. Introdução: Neste item é dado um embasamento teórico do experimento descrito, para


situar o leitor naquilo que se pretendeu estudar no experimento. A literatura é consultada,
apresentando-se uma revisão do assunto. Normalmente, as citações bibliográficas são feitas
por números sobrescritos1 e listadas no final do relatório. Não deve ser uma cópia da teoria
dos experimentos fornecida pelo professor ou de trechos de livro ou da internet. SE

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DETECTADO QUALQUER UM DOS ÍTENS ANTERIORES O ALUNO TERÁ SEU


RELATÓRIO DESCONSIDERADO E RECEBERÁ NOTA ZERO.
3. Objetivos: texto com no máximo cinco linhas, que exprime de modo conciso o que será
feito no experimento.

4. Materiais utilizados: descrição e desenho das vidrarias e equipamentos utilizados para o


experimento;

5. Normas de segurança: toxidez, inflamabilidade de solventes ou reagentes, o que fazer em


caso de acidente com os mesmos.

6. Parte Experimental: Descrição detalhada do experimento realizado, dos métodos


analíticos e técnicas empregadas, bem como descrição dos instrumentos utilizados. Não é um
receituário. Este item precisa conter elementos suficientes para que qualquer pessoa possa ler
e reproduzir o experimento no laboratório. Utilizam-se desenhos e diagramas para
esclarecer sobre a montagem de aparelhagem. Não deve incluir discussão de resultados.
Não deve ser uma cópia do texto fornecido. Usar o pretérito perfeito dos verbos. Por
exemplo: pesou-se, colocou-se, etc..

7. Resultados e Discussão: Esta é a parte principal do relatório, onde serão mostrados todos
os resultados obtidos, que podem ser numéricos ou não. Inicialmente deve-se fazer a
apresentação de todas as observações colhidas em laboratório ou resultantes de cálculos de
dados obtidos a partir destas. Apresentar rendimentos; pontos de fusão, ebulição. Mostrar
como foram efetuados os cálculos. Sempre que possível, os resultados devem ser
apresentados na forma de gráficos, tabelas, etc, de forma a facilitar a sua visualização.
Após a apresentação dos resultados deve ser feita a discussão, que é uma argumentação sobre
os dados obtidos levando-se em conta a teoria pertinente ao assunto; sempre se comparando
com os dados disponíveis na literatura. Discutir como os problemas encontrados no
laboratório afetaram os resultados obtidos. A discussão é a parte mais importante do relatório
e exige maior reflexão do estudante. Em um relatório o aluno discute os resultados em termos
dos fundamentos estabelecidos na introdução, mas também que os resultados inesperados,
procurando uma justificativa plausível para o fato. Em textos científicos utilizam-se tabelas,
gráficos e figuras como suporte para melhor esclarecer o leitor do que se pretende dizer.

8. Conclusão: Neste item deverá ser feita uma avaliação global do experimento realizado, são
apresentados os fatos extraídos do experimento, comentando-se sobre as adaptações ou não,
apontando-se possíveis explicações e fontes de erro experimental. Não é uma síntese do que
foi feito e também não é a repetição da discussão. Relatar se os objetivos da experiência
foram atingidos de modo satisfatório ou não, se o método empregado foi ou não adequado ao
experimento em questão, dizer o motivo.

9. Bibliografia: É a relação dos livros e artigos consultados para escrever o relatório. Para
elaboração do relatório de Química Geral Experimental o aluno deve indicar no texto cada
referência colocando um número sobrescrito no local. A lista das referências deve ser
numerada de acordo com a numeração colocada no texto. Os elementos que uma
referência deve conter são: autores, título, subtítulo (se houver), edição, local, editora e ano da
publicação, nesta ordem. No caso de não ter sido utilizada toda a obra deve-se citar as páginas
consultadas. Em caso de artigos científicos, citar também o volume.

UTILIZE A SEQÜÊNCIA ABAIXO PARA ESCREVER SUA BIBLIOGRAFIA:

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número da referência
Sobrenome do autor, iniciais do nome completo, Título do livro: subtítulo,
Tradutor, volume, nº da edição, local de publicação, editora, ano de publicação, páginas
consultadas.

Exemplo:
Russel, J.B., Química Geral, Trad. de Vicentini G. etall., vol.1, 2a. ed., São Paulo, Ed. Mc
Graw-Hill, 1982, p.40-50.
Em caso de dúvida consulte:
- Furasté. P.A., Normas Técnicas para o Trabalho Científico: explicitação das normas da
ABNT, 13ª Edição, Porto Alegre, 2005, 185 p.
- http://www.admbrasil.com.br/abnt.htm

Tome muito cuidado ao utilizar a internet como material de consulta, existem sites
confiáveis, mas muitas informações duvidosas, tenha espírito crítico e sempre referencie as
páginas consultadas da forma como é mostrado abaixo.

1.5 SITES CONFIÁVEIS PARA BUSCA DE ARTIGOS OU INFORMAÇÕES:


http://www.scholar.google.com
www.ufsc.com.br
www.sbq.org.br
www.bc.ufrr.br

1.6 SITES CONFIÁVEIS PARA BUSCA DE INFORMAÇÕES SOBRE COMPOSTOS


www.sigma_aldrich.com.br

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Normas de Segurança e Conduta nos Laboratórios de Química

1 NORMAS DE SEGURANÇA________________________________________________

O Departamento de Química possuiu normas de segurança que foram elaboradas por


uma comissão de professores, alunos e técnicos em química e que deve ser seguida por todos
que tem acesso a qualquer laboratório de Química. A seguir são apresentadas as normas
aprovadas pelo Colegiado de Química (Ata 009/2005):
Estas normas devem ser lidas, discuta as mesmas com seus colegas e tire suas dúvidas
com o professor.

NORMAS DE SEGURANÇA E CONDUTA NOS LABORATÓRIOS DE QUÍMICA___

Estas normas determinam os requisitos básicos para a segurança e conduta dos


trabalhos nos Laboratórios do Departamento de Química da UFRR. Foram feitas para a
proteção da vida e da propriedade nas dependências deste Departamento, onde são
manuseados produtos químicos e equipamentos.
São aplicadas a todas as pessoas alocadas no Departamento de Química da UFRR
(docentes, funcionários, alunos de graduação, alunos de pós-graduação, bolsistas e
pesquisadores) e também aquelas que não estejam ligadas ao mesmo, mas que tenham
acesso ou permanência previamente autorizada.

1. Só será permitido o trabalho ou permanência nos laboratórios quando, previamente,


autorizado.
2. É obrigatório e de responsabilidade do usuário dos laboratórios os Equipamentos de
Proteção individual - EPI (jaleco, óculos de segurança, mascara, espátula, pêras de sucção,
luvas), ao quais deverão ser compatíveis com a atividade experimental a ser desenvolvida.
3. É obrigatório o uso de jaleco nas atividades de laboratório.
4. É obrigatório o jaleco de mangas longas 100 % algodão, sapatos fechados de couro. 5. É
proibido o uso de roupas de trabalho que deixem a pele exposta ou que dificultem os
movimentos, tais como shorts, vestidos, saias, etc.
6. É recomendado o planejamento prévio dos procedimentos experimentais a serem
executados.
7. É recomendado o conhecimento ou pesquisa sobre os procedimentos experimentais a serem
executadas, substâncias a serem manuseadas, suas possíveis transformações e os seus
respectivos riscos.
8. É recomendado conhecer os números dos telefones de emergência (bombeiros, polícia,
pessoal de segurança interna).
9. É recomendado conhecer e saber utilizar os equipamentos de emergência (extintores), bem
como medidas de emergência em laboratório.
10. É obrigatório que o professor ou instrutor faça as devidas recomendações quanto aos
riscos ou perigos para o desenvolvimento das tarefas experimentais.
11. É recomendado que os trabalhos experimentais fossem executados dentro do horário
administrativo.
12. É proibido o trabalho solitário fora do horário administrativo e em finais de semana, onde
serão desenvolvidas atividades que envolvam riscos elevados.
13. São obrigatórios os demais membros do laboratório e vizinhos sejam notificados sobre as
atividades a serem executadas que envolvem riscos elevados.
14. É proibido fumar ou se alimentar dentro das dependências dos laboratórios.

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15. É proibido o uso de equipamentos sonoros que utilizam pequenos alto-falantes que se
adaptam aos ouvidos.
16. É obrigatória a rotulagem adequada dos recipientes contendo os produtos químicos, os
quais deverão conter as informações dadas a seguir, bem como outras informações relevantes.

Nome do produto
Concentração
Data Responsável

17. É obrigatório que assim que terminada a atividade experimental, a área de trabalho seja
ser desimpedida, onde todos os materiais, devidamente limpos, e reagentes sejam alocados
nos seus lugares apropriados.
18. É obrigatório que assim que terminada a atividade experimental, a área de trabalho seja
submetida à limpeza. “Cada um é responsável por aquilo que suja, bem como pelos resíduos
ou dejetos produzidos”.
19. É proibido que resíduos de substâncias químicas retornassem aos frascos de origem, ou
seja, descartados no lixo comum ou diretamente na pia sem antes serem tratados
convenientemente. Substâncias inflamáveis ou resíduos tóxicos devem ser administrados com
cuidado. Em caso de dúvida, pergunte ao professor ou instrutor como proceder.
20. Quanto á higiene e segurança pessoal:
a) É recomendado manter o jaleco limpo e não mistura-lo nunca a outras roupas de uso
comum.
b) Não utilizar nunca lentes de contato durante as atividades de laboratório.
c) Não usar joias no laboratório.
d) Não cheirar ou tocar deliberadamente reagentes ou produtos químicos.
e) Não operar equipamentos sem autorização ou conhecimento prévio.
f) Não pipetar nunca soluções com a boca.
g) Lavar cuidadosamente as mãos após o contato com reagentes.
h) Seguir sempre as instruções do professor ou instrutor. Em caso de dúvidas, perguntar ou
pesquisar, nunca executar sem pensar.
21. Quanto à conduta em laboratório:
a) Trabalhar de modo limpo, sistemático e organizado.
b) Considerar os sinais de perigo que se encontram na etiqueta dos reagentes.
c) Os frascos de reagentes devem ser bem guardados, nos lugares apropriados, imediatamente
após o uso.
d) Não desperdiçar gases ou produtos químicos. Isto é, utilizar apenas as quantidades mínimas
necessárias.
e) Todas as observações, ou resultados quer positivos ou não conclusivos, devem ser
anotados. Os resultados devem ser repetíveis e reprodutíveis.
f) Verificar previamente se todos os equipamentos e instrumentos, necessários ao seu trabalho
estão em perfeitas condições de uso.
g) Não executar experimentos exotérmicos ou explosivos próximos de equipamentos elétricos
ou que sejam geradores de calor.
h) Não colocar livros ou objetos que não fazem parte da tarefa experimental na bancada.
Cálculos e avaliações deverão ser executados em local apropriado.
i) Se substâncias químicas forem derramadas na bancada ou mesmo no chão, é necessário que
se haja imediatamente e que seja avisado aos demais ocupantes do laboratório sobre o
acidente. Recomenda-se que se utilize substância absorvente apropriada. Tecidos ou papel
podem ser incompatíveis com as substâncias derramadas.

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j) Todas as atividades, comprovadamente perigosas, deverão ser realizadas dentro das normas
de segurança.
22. Procedimentos básicos em caso de socorro (Primeiros socorros):
a) Inalação Não entrar na área (laboratório) afetada, sem equipamentos adequados, em caso
onde existam: deficiência de oxigênio; vapores explosivos, gases tóxicos, etc. Tire a vitima do
local o mais rápido possível. Leve a vítima para um lugar aberto e ventilado. Em caso de
maior gravidade, procure ajuda adequada (pessoal de emergência).
b) Ingestão Telefone ao pessoal de emergência. Indique o material ingerido e apresente-o ao
professor/orientador.
c) Absorção através da pele Se uma pequena área do corpo foi exposta a uma substancia
química, lave-a cuidadosamente com água, pelo menos uns cinco minutos. Se uma grande
área do corpo foi exposta a uma substância química, lave-a cuidadosamente com água, pelo
menos quinze minutos. Retire a roupa da área afetada, a menos que tenha ficado aderida à
parte afetada. Tenha cuidado de não contaminar os olhos nesse momento. Não aplique creme
(unguento, pomada) na área afetada. Chame o professor/orientador o mais rápido possível.
d) Absorção através dos olhos Mantenha o olho afetado aberto e lave-o com água, pelo
menos, uns quinze minutos. Não esfregar olho afetado. Se somente um olho foi afetado, tenha
cuidado de não contaminar o outro. Chame o pessoal de segurança o mais rápido possível.
Aprovado pelo Colegiado de Química - Ata 009/2005 DQ

2 RISCOS E SEGURANÇA DOS REAGENTES E SOLVENTES___________________

Existem catálogos disponíveis que possuem toda descrição do produto, sendo assim
sempre devem ser consultados para que se tenha conhecimento dos riscos e os cuidados que
se deve ter ao manuseá-los e que são indicados muitas vezes também nos frascos.
Nos catálogos você encontra os riscos específicos de cada reagente. Outras
informações importantes constam nestes catálogos, como o ponto de ebulição, fusão e
densidade das substâncias, assim como a sua fórmula molecular e sua massa molecular.
Outro fator que deve ser observado é a presença dos equipamentos de segurança de
laboratório como: chuveiro e lava-olhos (Figura 1), saídas de emergência, extintores de
incêndios, cujos tipos e suas respectivas utilizações estão descritos na Tabela 2 e na Tabela 3.
O lava-olhos deve ser utilizado toda vez que uma substância entrar em contato com os olhos e
esta substância tiver indicação de que deve ser lavado com água.

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QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

Chuveiro
 Sistema de acionamento do
chuveiro

 Sistema de acionamento do
Lava olhos  Lava olhos

Figura 1. Chuveiro e lava-olhos.

Existem pictogramas indicativos dos riscos que os reagentes possuem e que estão
indicados na Tabela 1.

Tabela 1: Pictogramas de risco e segurança.


PICTOGRAMA RISCO SEGURANÇA

Explosivo Evitar choques, fricção, faíscas, fogo e calor.

Evitar todo contato com substâncias combustíveis.


Oxidante Perigo de inflamação: podem favorecer incêndios e
dificultar sua extinção.

Evitar todo contato com substâncias combustíveis.


Inflamável Perigo de inflamação: podem favorecer incêndios e
dificultar sua extinção.

Evitar qualquer contato com o corpo humano. Em caso


de mal estar procurar imediatamente um médico. No
Tóxico
caso de substâncias cancerígenas, mutagênicas ou
tóxicas, ver indicações especiais.

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QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

Evitar qualquer contato com o corpo humano. Em caso


Corrosivo
de mal estar procurar imediatamente um médico.

Evitar contato com os olhos, pele e roupa mediante


medidas protetoras especiais. Não inalar os vapores!
Nocivo
Em caso de acidente ou mal estar, procurar
Irritante
imediatamente um médico. Evitar o contato com os
olhos e a pele. Não inalar os vapores.

Perigoso ao Segundo o potencial de perigo, evitar que alcancem a


meio canalização, o solo ou o meio ambiente. Observar as
ambiente regras de gestão de resíduos especiais.

3 USO DE ESTINTORES
Em caso de incêndio no laboratório deve-se avaliar a necessidade da utilização de
extintores de incêndio. Para tanto, deve-se conhecer o correto manuseio do mesmo e a
indicação de utilização de cada tipo. Estas instruções estão na Tabela 2, 3 e 4.

Tabela 2:Tipos de Extintores de Incêndio.


I- EXTINTOR DE PÓ QUÍMICO SECO)
O agente extintor pode ser o BICARBONATO DE SÓDIO ou de
POTÁSSIO que recebem um tratamento para torná-los em absorvente de
umidade. O agente propulsor pode ser o GÁS CARBÔNICO ou
NITROGÊNIO. O agente extintor forma uma nuvem de pó sobre a chama
que visa a exclusão do OXIGÊNIO; posteriormente são acrescidos à nuvem,
GÁS CARBÔNICO e o VAPOR DE ÁGUA devido a queima do PÓ.
II- EXTINTOR DE GÁS CARBÔNICO (CO2)
O GÁS CARBONICO é material não condutor de ENERGIA ELÉTRICA.
O mesmo atua sobre o FOGO onde este elemento (eletricidade) esta
presente. Ao ser acionado o extintor , o gás é liberado formando uma nuvem
que ABAFA E RESFRIA. É empregado para extinguir PEQUENOS focos
de fogo em líquidos inflamáveis (classe B) e em pequenos equipamentos
energizados (classe C).

III- EXTINTOR DE ÁGUA PRESSURIZA – PRESSÃO PERMANENTE

Não é provido de cilindro de gás propelente, visto que a água permanece sob
pressão dentro do aparelho. Para funcionar, necessita apenas da abertura do
registro de passagem do líquido extintor.

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QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

IV- EXTINTOR DE ÁGUA – PRESSÃO INJETADA


Fixado na parte externa do aparelho está um pequeno cilindro contendo o
gás propelente, cuja válvula deve ser aberta no ato da utilização do extintor,
a fim de pressurizar o ambiente interno do cilindro permitindo o seu
funcionamento. O elemento extintor é a água, que atua através do
resfriamento da área do material em combustão. O agente propulsor
(propelente) é o GÁS CARBÔNICO (CO2).

Tabela 3: Maneira de se utilizar os extintores de incêndio.


EXTINTOR (TIPO) PROCEDIMENTOS DE USO
ÁGUA PRESSURIZADA
- Retirar o pino de segurança. - Empunhar a mangueira e apertar o
gatilho, dirigindo o jato para a base do fogo. - Só usar em
madeira, papel, fibras, plásticos e similares. - Não usar em
equipamentos elétricos.
ÁGUA PRESSURIZÁVEL (ÁGUA/GÁS)

- Abrir a válvula do cilindro de gás. - Atacar o fogo, dirigindo o


jato para a base das chamas.- Só usar em madeira, papel, fibras,
plásticos e similares. - Não usar em equipamentos elétricos.

ESPUMA

- Inverter o aparelho o jato disparará automaticamente, e só


cessará quando a carga estiver esgotada. - Não usar em
equipamentos elétricos.

GÁS CARBÔNICO (CO2)

- Retirar o pino de segurança quebrando o lacre. - Acionar a


válvula dirigindo o jato para a base do fogo. - Pode ser usado em
qualquer tipo de incêndio.

PÓ QUIMICO SECO (PQS)


- Retirar o pino de segurança. - Empunhar a pistola difusora. -
Atacar o fogo acionando o gatilho. - Pode ser usado em qualquer
tipo de incêndio. *Utilizar o pó químico em materiais eletrônicos,
somente em último caso.
PÓ QUÍMICO SECO COM CILINDRO DE GÁS
- Abrir a ampola de gás. - Apertar o gatilho e dirigir a nuvem de
pó à base do fogo. - Pode ser usado em qualquer tipo de incêndio.
*Utilizar o pó químico em materiais eletrônicos, somente em
último caso.

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QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

Agente extintor é todo material que, aplicado ao fogo, interfere na sua química,
provocando uma descontinuidade em um ou mais lados do tetraedro do fogo, alterando as
condições para que haja fogo. Os agentes extintores podem ser encontrados nos estados
sólidos, líquidos ou gasosos. Existe uma variedade muito grande de agentes extintores.
Citaremos apenas os mais comuns, que são os que possivelmente teremos que utilizar em caso
de incêndios. Exemplos: água, espuma (química e mecânica), gás carbônico, pó químico seco,
agentes halogenados (HALON), agentes improvisados como areia, cobertor, tampa de
vasilhame, etc, que normalmente extinguem o incêndio por abafamento, ou seja, retiram todo
o oxigênio a ser consumido pelo fogo.

Tabela 4: Emprego correto de extintores de incêndio.


Agentes Extintores
Classes de Incêndio Gás Carbônico
Água Espuma Pó Químico (CO2)
A
SIM SIM SIM* SIM*
Madeira, papel, tecidos etc.
B
NÃO SIM SIM SIM
Gasolina, álcool, ceras, tintas etc.
C
Equipamentos e Instalações NÃO NÃO SIM SIM
elétricas energizadas.
* Com restrição, pois há risco de reignição. (se possível utilizar outro agente)

4 BIBLIOGRAFIA___________________________________________________________

Carvalho, P.R. Boas Práticas Químicas em Biossegurança. Ed. Interciência: Rio de Janeiro,
1999.

Feitosa, A.C.; Ferraz, F.C. Segurança em Laboratório, Ed. UNESP: Bauru, 2000.

Gonçalves, D.; Wal, E.; Alameida, R.R.. Química Orgânica Experimental, Ed. MacGraw-
Hill: São Paulo, 1988. 269p.
a
Savariz, M., Manual de Produtos Perigosos: Emergência e Transporte, 2 ed. , Ed. Sagra -
DC Luzzatto: Porto Alegre, 1994. 264p.

Schartsman, S., Produtos Químicos de Uso Domiciliar: Segurança e Riscos Toxicológicos,


a
2 .ed. , Ed. ALMED, São Paulo, 1988. 182p.

Stellman, J.M.; Daum, S.M., Trabalho e Saúde na Industria II : Riscos Físicos e Químicos
e Prevenção de Acidentes, Ed. E.P.U. e EDUSP, São Paulo, 1975. 148p.

www.quimica.ufpr.br/~ssta/extintores.html, acessado em 15/03/2004.

www.puc-rio.br/parcerias/cipa/saud_extintor.html, acessado em 15/03/2004.

14
QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

E1 – Materiais Básicos de Laboratório

1 OBJETIVO_______________________________________________________________

Identificar e reconhecer o manuseio dos materiais básicos utilizados durante experimentos.


Distinguir as semelhanças e as diferenças que permitem o agrupamento dos materiais básicos.
Compreender as normas de conduta adotada, ressaltando a importância da notificação escrita
de todo o procedimento e seus entraves, que possibilitará uma possível análise posterior.

2 MATERIAIS BÁSICOS UTILIZADOS NO LABORATÓRIO____________________

A execução de qualquer experimento na Química envolve geralmente a utilização de


uma variedade de equipamentos de laboratório, a maioria muito simples, porém com
finalidades específicas. O emprego de um dado equipamento ou material depende dos
objetivos e das condições em que a experiência será executada.
Diversos instrumentos e equipamentos estão distribuídos, por estações, nas bancadas do
laboratório para apreciação o aluno. Em cada estação, o aluno deve observar atentamente, fazer
um esboço (desenho) e anotar o nome.

2.1 Material de vidro

Tubos de ensaio – Béquer ou Becher – Erlenmeyer – Kitassato – Balão de fundo chato –


Balão volumétrico – Proveta – Cilindro graduado – Bureta – Pipeta – Funil – Vidro de relógio
– Dessecador – Pesa-filtro – Bastão de vidro – Funil ou ampola de separação – Condensador –
Balão de destilação – Balão de fundo redondo – Cuba de vidro ou cristalizador.

2.2 Material de porcelana

Funil de Büchner – Cápsula – Cadinho – Almofariz (ou gral) e pistilo.

2.3 Material metálico

Suporte universal, mufla e garra – Pinças –Tela de amianto – Triângulo de ferro com
porcelana – Tripé – Argola – Espátula – Furador de rolhas.

2.4 Equipamentos

Bico de Bunsen – Banho de água ou banho–maria – Mufla ou forno – Manta elétrica –


Centrífuga – Balança – Estufa.

2.5 Materiais diversos

Suporte para tubos de ensaio – Pinça de madeira – Pisseta – frasco, geralmente plástico,
contendo água destilada, álcool ou outros solventes, usado para efetuar a lavagem de
recipientes ou materiais com jatos de líquido nele contido.

2.6 Limpeza de material de vidro

Recomenda-se limpar o material com solução de detergente, enxaguá-lo várias vezes


com água de torneira e depois com jatos de água destilada (utilizar o pisseta).
15
QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

Verifica-se a limpeza, deixando escoar a água, isto é, se a película líquida inicialmente


formada nas paredes escorre uniformemente, sem deixar gotículas presas, a superfície está
limpa.
Caso seja necessária uma limpeza mais rigorosa, existem soluções especiais para esse
objetivo. No caso da Química Geral, a lavagem com detergente é suficiente.
Os materiais volumétricos devem estar perfeitamente limpos, para que os resultados
das medidas possam ser os mais confiáveis.

2.7 Secagem de material de vidro

Para secagem do material, pode-se utilizar:


Secagem comum – por evaporação à temperatura ambiente.
Secagem rápida – pode ser obtida, após enxaguar o material, com álcool ou acetona.
Secagem em corrente de ar – ar aspirado por meio de uma bomba de vácuo ou trompa d’água.
Estufa – aquecimento em estufa em temperatura um pouco superior a 100ºC. No caso da
estufa, não se pode secar material volumétrico (buretas e pipetas), pois o mesmo nunca deve
ser aquecido, o que comprometerá a calibração feita em sua confecção. Caso não se disponha
de tempo para secar buretas ou pipetas, deve-se enxaguá-las repetidas vezes com pequenas
porções da solução ou líquido que será usado para a determinação (este processo recebe o
nome de rinsagem).

2.8 Leitura de rótulos

Um hábito que deve ser adquirido em trabalhos de laboratório é a leitura do rótulo do


reagente que se irá manusear. Este hábito evitará acidentes e o uso indevido dos mesmos,
como por exemplo, a troca de reagentes em um experimento.
No caso dos reagentes vindos de fábrica, os rótulos contêm informações a respeito da
fórmula da substância, sua pureza, densidade, massa molecular, além de símbolos que
indicam se o reagente é inflamável, irritante, venenoso, etc. Estes reagentes são normalmente
chamados de P.A. (pró-análise) quando possuem um alto grau de pureza.
No caso de soluções preparadas a partir de reagentes P.A., os frascos deverão conter o
nome e a fórmula do reagente, assim como a concentração da solução (relação soluto
/solvente).

3 PARA RESULTADOS E DISCUSSÕES______________________________________

Após o procedimento prático, o aluno deve correlacionar a utilização desses materiais, de


forma individual ou como parte de um sistema relacionado ás diferentes técnicas de laboratório,
como por exemplo, filtração, aquecimento, volumetria, destilação, cristalização, pesagem,
resfriamento, entre outras.

4. REFERENCIAS___________________________________________________________

CEFET/RJ. Caderno de laboratório de química geral I experimental. Elaborado pela


Profª. Ana Paula Fontan.

PIMENTEL, G.C. & SPRATLEY, R.D. Química: um Tratamento Moderno. São Paulo:
Edgard Blücher, 1974. p. 69-79.

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QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

QUÍMICA GERAL EXPERIMENTAL: UMA NOVA ABORDAGEM DIDÁTICA.


Geraldo Eduardo da Luz Júnior*, Samuel Anderson Alves de Sousa, Graziella Ciaramella
Moita e José Machado Moita Neto. Quim. Nova, Vol. 27, No. 1, 164-168, 2004.

Fiorotto, N. R. Técnicas experimentais em química. 1. ed. São Paulo : Érica, 2014.

CONSTANTINO, M. G.; SILVA, G. V. J.; DONAT, P. M. Fundamentos de Química


Experimental. Vol 53, São Paulo: EdUSP, 2004

TRINDADE, D.F.; OLIVEIRA, F.P.; BANUTH, G.S.L.; BISPO, J.G. Química básica
experimental. 2ª Ed. São Paulo: Ícone, 1998.

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QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

E2 – Medidas de Volume e Massa

1 OBJETIVO_______________________________________________________________

Determinar massa e volume da água em diferentes vidrarias;


Verificar a precisão de diferentes vidrarias;
Determinar a densidade de um líquido.

2 MATERIAIS E REAGENTES_______________________________________________

Proveta de 50 mL Pipeta volumétrica de 10 e 20 mL Balança


Béquer de 50 mL Pipeta de Pasteur Chapa de aquecimento
Pêra de sucção Bastão de vidro Água destilada

3 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL________________________________________

3.1 Efeito da temperatura na pesagem


1. Adicione 20,0mL de água destilada em um béquer e aqueça (até aproximadamente 60°C)
2. utilizando uma chapa de aquecimento;
3. Pese o béquer com a água aquecida, anotar o valor e observar o que acontece.
Deixar o béquer com a água aquecida esfriar até a temperatura ambiente e tornar a pesá-lo
novamente e observar o que acontece.

3.2 Precisão de vidrarias


a). PROVETA
1. Pese um béquer seco, em uma balança com duas casas decimais.
2. Adicione 20,0mL de água com uma proveta, coloque-a no béquer e pese-o novamente.

b). PIPETA VOLUMÉTRICA


1. Pese um béquer seco em uma balança.
2. Adicione 20,0mL de água com uma pipeta volumétrica.
3. Pese o béquer com água e anote a massa.

c). BURETA
1. Pese um béquer seco em uma balança.
2. Adicione 20,0mL de água com uma bureta.
3. Determine a massa do volume transferido, utilizando uma balança.

3.2 Determinação de densidade


a). DETERMINAÇÃO DE DENSIDADE DE SÓLIDOS
1. Pesar um objeto sólido, disponibilizado na aula, anotando a massa encontrada.
2. Em uma proveta adicionar de 50,0 mL água suficiente para que o objeto sólido testado
possa ficar imerso, anotando o volume exato da água no menisco da proveta.
3. Colocar o objeto sólido testado pesado na água e anotar o volume deslocado
(correspondente à massa do objeto). Para diminuir o erro, retire o volume deslocado com uma
pipeta graduada e faça nela a leitura.

b). DETERMINAÇÃO DA DENSIDADE DE LÍQUIDOS


1. Determinar a massa de um béquer de 50 mL limpo e seco.
2. Pipetar 10,0 mL (com pipeta volumétrica) de água e transferir para o béquer.
18
QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

3. Pesar o conjunto béquer + água.


4. Com os valores da massa e do volume da água, determine sua densidade.

4 PARA DISCUTIR NOS RESULTADOS E DISCUSSÕES________________________

a). PROCEDIMENTO 3.1


1. Discuta sobre a importância da leitura correta do menisco.

b). PROCEDIMENTO 3.2


2. Qual foi o número de casas decimais observadas nabalança durante as pesagens?
3. Discuta sobre a importância da correta utilização da balança e sua relação com os o grau de
confiança nos resultados experimentais obtidos.
4.Quais foram as principais fontes de erros observadas durante a operação de pesagem das
amostras?

c). PROCEDIMENTO 3.3


5. Qual das vidrarias possui maior precisão? Por quê?
6. Discorra sobre o conceito de precisão e exatidão e sua relação com as práticas de um
analista no laboratório.

d). PROCEDIMENTO 3.4


7. Qual a densidade dos sólidos e dos líquidos determinado neste experimento?
8. A densidade que você determinou é condizente com a da literatura? Justifique.

O erro percentual (E) é dado por:

E = |diferença entre os valores teórico e experimental| X 100


valor teórico

5 REFERENCIAS___________________________________________________________

FIOROTTO, N. R. Técnicas experimentais em química. Cap6. 1. ed. São Paulo : Érica,


2014.

CONSTANTINO, M. G.; SILVA, G. V. J.; DONAT, P. M. Fundamentos de Química


Experimental. Vol 53, São Paulo: EdUSP, 2004

VAZ, E. L. S.; ACCIARI, H. A.; ASSIS, A.; CODARO, E. N. Uma Experiência Didática
sobre Viscosidade e Densidade. Química Nova Na Escola, Vol. 34, N° 3, p. 155-158, 2012.

MAIA, D. Iniciação no Laboratório de Química. Campinas: Átomo, 2015.

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QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

E3 – Técnicas de Aquecimento

1 OBJETIVO_______________________________________________________________

Aprender a utilizar o bico de Bunsen.


Aprender sobre os diferentes tipos de aquecimento.

2 MATERIAIS E REAGENTES_______________________________________________

Materiais Reagentes
Cápsula de porcelana Pipeta de Pasteur Cloreto de amônio (NH4Cl)
Bico de Bunsen Proveta de 10 mL Solução de cloreto de sódio 5 mol/L (NaCl)
Tripé Béquer de 50 mL Sulfato de cobre II pentahidratado
(CuSO4.5H2O)
Triangulo de porcelana Tela de amianto
Pinça de madeira Tubo de ensaio
Dessecador Espátula
Balança analítica

3 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL________________________________________

3.1 Aquecimento direto em cápsula


1. Montar um sistema para aquecimento direto de cadinhos (apoiado em triangulo de
porcelana).
2. Pesar um cadinho limpo e seco e anotar o valor de sua massa.
3. Pesar, por adição, cerca de 1 gramas de sulfato de cobre II pentahidratado (CuSO4.5H2O),
anotando a massa correta e o aspecto do CuSO4.5H2O.
4. Transferir o cadinho para o suporte, segurando-o com a pinça e aquecê-lo fortemente até
que toda a coloração azul do sal tenha desaparecido.
5. Transferir o cadinho para um dessecador e deixá-lo esfriar até atingir a temperatura
ambiente.
6. Pesar novamente o cadinho e anotar o valor da massa e o aspecto do sulfato de cobre II
(CuSO4) após o aquecimento.
7. Com o auxílio de uma pipeta de Pasteur, gotejar água sobre o sólido contido no cadinho,
tocando a base do mesmo com a ponta da pipeta e anotar suas observações.
Descartar o sólido no frasco indicado pelo professor ou técnico.

3.2 Aquecimento indireto em béquer (cristalização)


1. Adicionar 5,0 mL de solução de cloreto de sódio a 5 mol/L em um béquer, com o auxílio de
uma pipeta volumétrica.
2. Aquecê-lo sobre uma tela de amianto, reduzindo o aquecimento quando começarem a se
formar os primeiros cristais.
3. Aquecer em chama branda até quase a secura.
4. Observar o aspecto dos cristais formados.

3.3 Aquecimento direto em tubo de ensaio


1. Colocar em um tubo de ensaio uma pequena quantidade de cloreto de amônio sólido.
2. Aquecer o tubo, com o auxílio de uma pinça de madeira e a técnica adequada (chama
oxidante), por alguns minutos.

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QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

3. Descarte dos resíduos gerados (descartar cada resíduo em recipiente disponibilizado e


disposto na bancada de trabalho).

4 PARA DISCUTIR NOS RESULTADOS_______________________________________

1.Por que não se deve acender a chama do bico de Bunsen com a entrada de ar primária
aberta?

a). PROCEDIMENTO 3.1


2. Por que a coloração do CuSO4.5H2O mudou com o aquecimento?
3. Porque houve um aquecimento do cadinho quando se adicionou água sobre sólido branco?
4. Houve alguma reação envolvida no experimento? Se sim, monte a equação balanceada.
5. Na calcinação do CuSO4.5H2O qual o produto obtido?

b). PROCEDIMENTO 3.2


6. Qual a função da tela de amianto?
7. Por que houve a formação de cristais? Qual a composição dos cristais formados?
8. Houve alguma reação envolvida no experimento? Monte a equação balanceada.

c). PROCEDIMENTO 3.3.


9. Porque o aquecimento em tubos de ensaio deve ser feito com o tubo de ensaio inclinado?
10. Houve alguma reação envolvida no experimento? Monte a equação balanceada.

5 REFERÊNCIAS___________________________________________________________

CONSTANTINO, M. G.; SILVA, G. V. J.; DONAT, P. M. Fundamentos de Química


Experimental. Vol 53, São Paulo: EdUSP, 2004.

MAIA, D. Iniciação no Laboratório de Química. Campinas: Átomo, 2015.

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QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

E4 – Preparo de Soluções

1 OBJETIVO_______________________________________________________________

Preparar uma solução aquosa a partir de um soluto sólido.


Preparar uma solução aquosa diluída pelo método de diluição de soluções concentradas em
estoque.

2 MATERIAIS E REAGENTES______________________________________________

Materiais Reagentes
Balão volumétrico de 25, 50, 250, 500 e 1000 mL NaCl
Béquer de 10 e 100 mL Ba(OH)2
Pipeta graduada CaCl2
Bastão de vidro Na2CO3
Espátula Ca(OH)2
Vidro relógio Lactose
Pipeta de Pasteur NaOH
Balança analítica HCl concentrado

3 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL________________________________________

3.1. Preparo das soluções com solutos sólidos

a). PREPARAR 50 mL de solução NaCl 5,0 mol/L

1. Calcule a massa necessária para preparar 50 mL de uma solução 5,0 mol/L.


2. Pese a massa, usando uma espátula e um béquer, e anote sua massa.
3. Coloque cerca de 10 mL de água destilada e dissolva com auxílio de um bastão de vidro.
4. Transfira a solução para um balão volumétrico de 50 mL e complete com água destilada até
o menisco do balão.

b). PREPARAR 50 mL de Solução de Ba(OH)2 0,1 mol/L

1. Calcule a massa necessária para preparar 50 mL de uma solução 0,1 mol/L.


2. Pese a massa, usando uma espátula e um béquer, e anote sua massa.
3. Coloque cerca de 10 mL de água destilada e dissolva com auxílio de um bastão de vidro.
4. Transfira a solução para um balão volumétrico de 50 mL e complete com água destilada até
o menisco do balão.

c). PREPARAR 500 mL de Solução de CaCl2 0,4 mol/L

1. Calcule a massa necessária para preparar 500 mL de uma solução 0,1 mol/L.
2. Pese a massa, usando uma espátula e um béquer, e anote sua massa.
3. Coloque cerca de 20 mL de água destilada e dissolva com auxílio de um bastão de vidro.
4. Transfira a solução para um balão volumétrico de 500 mL e complete com água destilada
até o menisco do balão.

22
QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

d). PREPARAR 500 mL de Solução de Na2CO3 0,4 mol/L

1. Calcule a massa necessária para preparar 500 mL de uma solução 0,4 mol/L.
2. Pese a massa, usando uma espátula e um béquer, e anote sua massa.
3. Coloque cerca de 20 mL de água destilada e dissolva com auxílio de um bastão de vidro.
4. Transfira a solução para um balão volumétrico de 500 mL e complete com água destilada
até o menisco do balão.

e). PREPARAR 25 mL de Solução de Ca (OH)2 0,2 mol/L

1. Calcule a massa necessária para preparar 25 mL de uma solução 0,2 mol/L.


2. Pese a massa, usando uma espátula e um béquer, e anote sua massa.
3. Coloque cerca de 5,0 mL de água destilada e dissolva com auxílio de um bastão de vidro.
4. Transfira a solução para um balão volumétrico de 25 mL e complete com água destilada até
o menisco do balão.

f). PREPARAR 500 mL de Solução de lactose 0,1 mol/L

1. Calcule a massa necessária para preparar 500 mL de uma solução 0,1 mol/L.
2. Pese a massa, usando uma espátula e um béquer, e anote sua massa.
3. Coloque cerca de 20 mL de água destilada e dissolva com auxílio de um bastão de vidro.
4. Transfira a solução para um balão volumétrico de 500 mL e complete com água destilada
até o menisco do balão.

g). PREPARAR 1000 mL de Solução de NaOH 0,1 mol/L

1. Calcule a massa necessária para preparar 1000 mL de uma solução 0,1 mol/L.
2. Pese a massa, usando uma espátula e um béquer, e anote sua massa.
3. Coloque cerca de 20 mL de água destilada e dissolva com auxílio de um bastão de vidro.
4. Transfira a solução para um balão volumétrico de 1000 mL e complete com água destilada
até o menisco do balão.

h). PREPARAR 250 mL de Solução de NaOH 0,1 mol/L

1. Calcule a massa necessária para preparar 250 mL de uma solução 0,1 mol/L.
2. Pese a massa, usando uma espátula e um béquer, e anote sua massa.
3. Coloque cerca de 20 mL de água destilada e dissolva com auxílio de um bastão de vidro.
4. Transfira a solução para um balão volumétrico de 250 mL e complete com água destilada
até o menisco do balão.

3.2. Preparo das soluções com solutos líquidos

i). PREPARAR 1000 mL de Solução de HCl 0,1 mol/L

1. Calcule o volume necessário para preparar 1000 mL da solução de HCl 0,1 mol/L.
2. Coloque cerca de 50 mL de água destilada no balão volumétrico de 1000 mL.
3. Transfira o volume de HCl concentrado para um balão volumétrico de 1000 mL e complete
com água destilada até o menisco do balão.

23
QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

j). PREPARAR 250 mL de Solução de HCl 0,1 mol/L

1. Calcule o volume necessário para preparar 250 mL da solução de HCl 0,1 mol/L.
2. Coloque cerca de 20 mL de água destilada no balão volumétrico de 250 mL.
3. Transfira o volume de HCl concentrado para um balão volumétrico de 250 mL e complete
com água destilada até o menisco do balão.

OBSERVAÇÕES: CUIDADO ao manusear HCl concentrado! (1L = 1,19 g/cm3 e 37% p/p)

4 PARA RESULTADOS E DISCUSSÕES

1. Discuta sobre a importância da leitura correta do mesnico ao se preparar uma solução.


2. Mostre os cálculos para a obtenção das massas obtida para o preparo das soluções om
soluto sólido.
3. Mostre os cálculos para a obtenção do volume obtido para o preparo das soluções om
soluto líquido.
4. A dissolução de ácidos e bases sejam líquidos ou sólidas com água sempre há a liberação
de calor.
a). Como se chama a reação que liberação de calor? quais soluções que você preparou
liberou calor?
b). Qual a ordem adequada para o preparo dessas soluções com água?

5 REFERÊNCIAS___________________________________________________________

BACCAN, N.; DE ANDRADE, J. C.; GODINHO, O. E.S.; BARONE, J.S.; Química


Analítica Quantitativa e Elementar, 3a ed. ver. e aum., Ed. Edgard Blücher LTDA, São
Paulo, 2001.

VOGEL, A. I. Química Analítica Qualitativa, Ed. Mestre Jou, São Paulo, 1981, 665 p.

BROWN, T. L.; LEMAY, H. E.; BURSTEN, B. E.; BURDGE, J. R. Química: A Ciência


central. Cap. 16, Ed. 9º, São Paulo, Person, 2005.

TERRA, J.; ROSSI, A. V.. Sobre O Desenvolvimento Da Análise Volumétrica E Algumas


Aplicações Atuais. Química Nova, Vol. 28, No. 1, 166-171, 2005.

CONSTANTINO, M. G.; SILVA, G. V. J.; DONAT, P. M. Fundamentos de Química


Experimental. Vol 53, São Paulo: EdUSP, 2004.

24
QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

E5 – Fenômenos Físicos e Químicos

1 OBJETIVO_______________________________________________________________

Verificar as diferenças entre os fenômenos físicos e químicos através de métodos


experimentais.
Identificar os tipos de reações químicas envolvidas em cada experimento.

2 MATERIAIS E REAGENTES______________________________________________

Materiais Reagentes
Béquer de 50 mL Iodo (I2) Ácido clorídrico concentrado
Vidro de relógio Carbonato de cálcio Solução de sulfato de sódio 0,1M
sólido
Tela de amianto Magnésio metálico Solução de cloreto de bário 0,1M
Tripé Cobre metálico Solução de cloreto férrico 0,1M
Bico de Busen Ferro metálico Solução de tiocianato de amônio
0,1M
Pipeta de Pasteur Hidróxido de Bário Solução de sulfato cúprico 0,1M
Tubos de ensaio Solução de hidróxido de sódio 0,1M
Estante para tubos de
ensaio
Pinça metálica

3 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL________________________________________

3.1 Fenômenos físicos e químicos


a). PARTE I
1. Colocar alguns cristais de iodo (I2) em um béquer limpo e seco.
2. Cobrir o béquer com um vidro de relógio contendo água. Quanto de água deve ser
adicionado?
3. Colocar este conjunto sobre uma tela de amianto. Com o auxílio de um tripé aquecê-lo com
chama baixa até que os vapores de iodo cheguem ao vidro de relógio.
4. Desligar o gás e deixar esfriar o sistema (colocar o béquer para esfriar sobre outra tela de
amianto, na bancada).
5. Anotar todas as observações (antes e depois do experimento).

b). PARTE II
6. Colocar uma pequena porção de carbonato de cálcio (CaCO3) em um béquer.
7. Adicionar aproximadamente 3,0 mL de solução de ácido clorídrico (HCl) e observar.
8. Esperar até que não mais se note a presença de CaCO3 (se for necessário, acrescentar mais
ácido). Anotar todas as observações (antes e depois do experimento).

c). PARTE III


9. Colocar 1,0 mL de solução de sulfato de sódio (Na2SO4) em um tubo de ensaio e adicionar
1,0 mL de solução de cloreto de bário (BaCl2).
10. Agitar, observar e colocar o tubo na estante.
11. Após algum tempo de repouso, observar novamente o tubo. Anotar todas as observações
(antes e depois do experimento).

25
QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

d). PARTE IV
12. Colocar 1,0 mL de solução de cloreto férrico (FeCl3) e adicionar 1,0 mL de solução de
tiocianato de amônio (NH4SCN).
13. Agitar, observar e colocar o tubo na estante. Anotar todas as observações (antes e depois
do experimento).

e). PARTE V
14. Em um tubo de ensaio adicionar 1,0 mL da solução de sulfato cúprico (CuSO4) e 1,0 mL
da solução de cloreto férrico (FeCl3).
15. Agitar e observar. Anotar todas as observações (antes e depois do experimento).

f). PARTE VI
16. Segurar um pequeno pedaço de magnésio metálico (Mg°) com uma pinça metálica.
Introduzir a ponta do metal na chama (zona oxidante) do bico de Bunsen.
17. Observar com cuidado a combustão do magnésio e o aspecto da substância que resta na
pinça (a luz produzida é muito viva e pode prejudicar a vista).
18. Anotar todas as observações (antes e depois do experimento).

g). PARTE VII


19. Em um tubo de ensaio adicionar 1,0 mL da solução de ácido clorídrico (HCl) e 1,0 mL da
solução de hidróxido de sódio (NaOH).
20. Agitar e observar. Anotar todas as observações (antes e depois do experimento).

h). PARTE VIII


21. Em um tubo de ensaio adicionar 5,0 mL de Ba(OH)2 (água de barita), introduzir a ponta
de uma pipeta na solução e soprar.
22. Observar. Anotar todas as observações (antes e depois do experimento).

4 PARA DISCUTIR NOS RESULTADOS E DISCUSSÕES________________________

1. Discuta as similaridades ou discrepâncias de seus dados comparados com os descritos em


livros texto.
2. Explique os fenômenos observados em cada experimento.
3. Monte a equação balanceada para as reações envolvidas e diga qual o tipo de reação.

5 DESCARTE DOS RESÍDUOS GERADOS_____________________________________

Descartar cada resíduo em recipientes disponibilizados e disposto na bancada de


trabalho.

6 REFERÊNCIAS___________________________________________________________

BROWN, T. L.; LEMAY, H. E.; BURSTEN, B. E.; BURDGE, J. R. Química: A Ciência


central. Cap. 1, Ed. 9º, São Paulo, Person, 2005.

MAIA, D. Iniciação no Laboratório de Química. Campinas: Átomo, 2015.

RUSSEL, J. B., Química geral, vol.1, 2ª ed., Ed. Makron Books, São Paulo, 1994.

26
QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

E6 – Método de Separação de Mistura Heterogêneas

1 OBJETIVO_______________________________________________________________

Separar substâncias de uma mistura heterogênea sólida empregando conceitos de solubilidade


e separação de mistura heterogênea sólido em suspensão/líquido por centrifugação.

2 MATERIAIS E REAGENTES_______________________________________________

Materiais Reagentes
02 béqueres de 50 mL 02 Espátulas; Cloreto de bário (BaCl2);
01 kitassato de 125 mL 01Funil de Büchner pequeno; Carbonato de bário (BaCO3)
01 proveta de 50 mL 01mufla; Água destilada
01bastão de vidro 01 Garra de dois dedos Solução de ácido sulfúrico
0,1M
01 vidro de relógio 01 Papel de filtro
05 tubos de ensaio1 01 Centrífuga
04 pipetas de Pasteur 01 Bomba a vácuo
01 Estufa

3 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL________________________________________

3.1 Separação mistura sólida


1. Pese em béqueres separados 0,5 g de BaCl2 e 0,2 g de BaCO3.
2. Adicione o BaCl2 ao béquer contendo o BaCO3, misture bem os dois sólidos.
3. Adicione 20 mL de água ao béquer contendo a mistura sólida. Misture bem com o auxílio
de um bastão de vidro e filtre a solução a vácuo, lavando as paredes do béquer com 30 mL de
água, aplicando pequenas porções de água, até o béquer não apresentar nenhum composto.
4. Filtre até que o papel de filtro não apresente a fase aquosa. Colete em tubos de ensaio 3 mL
do filtrado. O RESTANTE DO PRIMEIRO FILTRADO ARMAZENE EM FRASCO
APROPRIADO.
5. Lave o filtrado com mais 50 mL de água, filtrando-o a vácuo. Colete 3 mL desta segunda
porção em um segundo tubo de ensaio. o restante do segundo filtrado adicione ao frasco
contendo o primeiro filtrado.
6. Repita a operação com mais 50 mL de água, reservando 3,0 mL do filtrado em um terceiro
tubo de ensaio e desprezando o restante.
7. Retire o papel filtro com o filtrante, coloque em um vidro de relógio e leve a estufa a 60 ºC
por 10 minutos.
8. Aos tubos de ensaio 1, 2 e 3 adicione 0,5 mL de solução de ácido sulfúrico a 0,1 mol/L e
observe.

3.2 Separação de mistura heterogênea sólido em suspensão/líquido


1. Aos tubos de ensaio 1, 2 e 3 da etapa anterior, deverá ser adicionado mais 0,5 mL de
solução de ácido sulfúrico 0,1 mol/L.
2. Leve os tubos de ensaio a centrífuga e deixe centrifugar por aproximadamente 5 minutos.
observe o que acontece.
3. Ao(s) tubo(s) de ensaio que formarem material decantado, retire a fase líquida com o
auxílio de uma pipeta de Pasteur, tomando cuidado para não agitar a solução. Transfira a fase
líquida para um novo tubo de ensaio e adicione 0,5 mL de solução de ácido sulfúrico a 0,1
mol/L. Observe o que acontece.
27
QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

4. Despreze o sólido em frasco de resíduo apropriado.

4 PARA DISCUTIR NOS RESULTADOS E DISCUSSÕES________________________

1. Qual a finalidade de se efetuar uma filtração e como ela poder ser efetuada/
2. Porque o processo de filtração deve ser efetuado com o máximo de cuidado?
3. Que fatores influem na escolha do papel de filtro, quando se realiza as operações de
filtração no laboratório?
4. Porque foi necessário o uso do processo de filtração a pressão reduzida neste experimento?
Indique em que tipo de situação torna-se necessário usar a filtração a vácuo.
5. Descreva as características das substâncias obtidas no processo de filtração e do meio
filtrante utilizado nesta prática.

5 REFERENCIAS___________________________________________________________

FIOROTTO, N. R. Técnicas experimentais em química. Cap6. 1. ed. São Paulo : Érica,


2014.

CONSTANTINO, M. G.; SILVA, G. V. J.; DONAT, P. M. Fundamentos de Química


Experimental. Vol 53, São Paulo: EdUSP, 2004

VAZ, E. L. S.; ACCIARI, H. A.; ASSIS, A.; CODARO, E. N. Uma Experiência Didática
sobre Viscosidade e Densidade. Química Nova Na Escola, Vol. 34, N° 3, p. 155-158, 2012.

MAIA, D. Iniciação no Laboratório de Química. Campinas: Átomo, 2015.

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QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

E7 – Método de Separação de Misturas Homogêneas

1 OBJETIVO_______________________________________________________________

Aprender a realizar uma destilação simples, assim como todos os conceitos nela envolvidos.

2 MATERIAIS E REAGENTES_______________________________________________

Materiais Reagentes
Bico de Bunsen Proveta de 100 mL Solução de H2SO4a 0,01 mol/L
Tripé Funil de vidro Solução de BaCl2 a 1,0 mol/L
Tela de amianto Cabeça de destilação
Suporte universal Adaptadora para termômetro
Garra com mufla Condensador de Leibig
Balão de destilação Unha para destilação
Pedra de ebulição Balão de fundo redondo
Tubos de ensaio Pipeta de Pasteur

3 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL________________________________________

3.1 Etapa I
1. Adicione ao balão de destilação pedras de ebulição (quantidade suficiente para cobrir todo
o fundo do balão);
2. Coloque 50 mL do filtrado obtido no experimento anterior dentro do balão com o auxílio
de uma proveta (para medir o volume);
3. Com o auxílio de um funil de vidro, transfira os 50 mL do filtrado para o balão de fundo
chato;
4. Monte um sistema de destilação simples, conforme a Figura 1, e inicie o aquecimento do
sistema.

Figura 1. Sistema de destilação simples.

5. Observe atentamente o sistema enquanto ocorre o aquecimento, verifique sempre a


temperatura registrada no termômetro;
6. Observe o início da destilação;
7. Descarte o primeiro destilado (2,5 mL) obtido que na maioria das vezes pode conter
impurezas. A destilação prosseguirá até que se obtenha de 15 a 20 mL do destilado.

29
QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

3.2 Etapa II
Após a destilação se faz necessário um teste se há ou não presença de BaCl2 no destilado
1. Adicione algumas gotas de solução de ácido sulfúrico 0,01 mol/L a dois tubos de ensaios.
2. Numere-os como tubo 1 e tubo 2, respectivamente:
3. Ao tubo 1 adicione 2 mL de solução BaCl2. Observe o que ocorre e interprete.
4. Ao tubo 2 adicione 2mL do destilado. Observe o que ocorre e interprete.

4 PARA DISCUTIR NOS RESULTADOS E DISCUSSÕES________________________

1. Explique o uso das pedras de ebulição na ebulição de um líquido.


2. Porque não se deve encher um balão de destilação além da metade de sua capacidade.
3. Explique as diferenças entre uma destilação simples e uma fracionada.
4. Porque é mais eficiente à separação de dois líquidos quando a destilação é conduzida de
maneira lenta?
5. Quais substâncias foram separadas ao final do processo de destilação?
6. Qual a finalidade de adicionar H2SO4 ao destilado?

5REFERÊNCIAS___________________________________________________________

CONSTANTINO, M. G.; SILVA, G. V. J.; DONAT, P. M. Fundamentos de Química


Experimental. Vol 53, São Paulo: EdUSP, 2004.

MAIA, D. Iniciação no Laboratório de Química. Campinas: Átomo, 2015.

30
QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

E8 – Reações Químicas

1 OBJETIVO_______________________________________________________________

Aplicação da Lei da Conservação da Massa com cálculo do rendimento, reagente limitante e


regente em excesso.

2 MATERIAIS E REAGENTES_______________________________________________

Materiais Reagentes
Béquer a 50 e 200 mL Suporte universal CaCl2
Bastão de vidro Garra para funil Na2CO3
Espátula Balança analítica KMnO4
Balão volumétrico de 50 mL Estufa Solução NaOH a 0,1 mol/L
Papel de filtro Dessecador Solução de lactose a 0,1 mol/L
Vidro relógio
Funil simples

3 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL________________________________________

3.1 Reação de precipitação


1. Adicione 50 mL da solução de CaCl2 a 0,4 mol L-1 para o béquer de 250 mL.
2. Adicione 50 mL da solução de Na2CO3 a 0,4 mol L-1 para o béquer que contem a solução
de CaCl2.
3. Homogeneíze a mistura do béquer com auxílio do bastão de vidro.
4. Pese o papel de filtro seco em um vidro-relógio e anote suas massas.
5. Dobre o papel de filtro duas vezes, abra-o e o adapte ao funil com pequenas gotas de água
destilada.
6. Coloque o funil com papel de filtro no suporte.
7. Filtre cuidadosamente a mistura contida no béquer para separar o precipitado no
erlenmeyer.
8. Reserve o filtrado.
9. Lave com pequenos jatos de água as paredes do béquer e filtre para garantir que todo o
precipitado foi levado ao papel de filtro.
10. Coloque o papel de filtro com o precipitado no vidro-relógio e leve a estufa até a secagem
completa.
11. Retire o papel de filtro com o vidro relógio da estufa e aguarde no dessecador até alcançar
a temperatura ambiente e pese.

3.2 Reação de Oxirredução


1. Com uma pipeta graduada transfira 20,0 mL da solução de permanganato de potássio para
uma proveta de 100 mL. Complete om água destilada até o volume de 100 mL.
2. Transfira o volume da proveta para um erlenmeyer de 250 mL, adicione com a pipeta
graduada 10,0 mL da solução de NaOH 0,1 mol/L. Homogeneíze com o auxílio de uma
agitador magnético e observe.
3. Com o auxílio de uma pipeta de Pasteur, adicione 4,0 mL da solução de lactose. Continue
com a homogeneização e observe.
4. Após a mudança de cor, adicione 10 mL de solução de lactose mantendo agitação. Observe
e anote.
5. Verificar o pH da solução final e anote.
31
QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

7. Adicione com o auxílio de uma pipeta de Pasteur 6 mL de solução de ácido clorídrico 0,1
mol/L. Observe e anote.

3.3 Descarte dos resíduos gerados


1. Descartar cada resíduo em recipiente disponibilizado e disposto na bancada de trabalho.

4 PARA DISCUTIR NOS RESULTADOS E DISCUSSÕES________________________

1. Calcule o rendimento teórico da reação. Compare o resultado experimental com o calculado


teoricamente.
2. Qual a concentração da solução de cloreto de bário descartada? Qual a concentração dos
íons Ba2+ no início e no final do processo da reação?
3. Monte as equações balanceadas para a reação envolvidas no procedimento 3.1e 3.2.
4. Por que a reação iônica é escrita suprimindo os íons Ba2+ e Cl-?
5. Descreva as características das reações de precipitação.
6. Descreva as características das reações de oxirredução.

5 REFERÊNCIAS___________________________________________________________

BROWN, T. L.; LEMAY, H. E.; BURSTEN, B. E.; BURDGE, J. R. Química: A Ciência


central. Cap. 3 e 4, Ed. 9º, São Paulo, Person, 2005.

RUSSEL, J. B., Química geral, vol.1, 2ª ed., Ed. Makron Books, São Paulo, 1994.

32
QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

E9 – Reatividade dos Metais

1 OBJETIVO_______________________________________________________________

Observar propriedades físicas e químicas dos metais alcalinos, identificá-los e observar as


propriedades de alguns de seus sais.
Determinar a solubilidade dos metais alcalinos terrosos e identificar os metais no espectro
visível.

2 MATERIAIS E REAGENTES_______________________________________________

Materiais

Béquer de 50 Ml
Pinça metálica
Cápsula de porcelana
Vidro relógio
Tubos de ensaios
Pipeta de Pasteur
Pipeta graduada de 5mL
Papel indicador universal
Alça metálica com fios de niquelcrômio

Reagentes

Hidróxido de cálcio (Ca(OH)2) Cloreto de potássio (KCl)


Cloreto de magnésio (MgCl2) Carbonato de potássio (K2CO3)
Cloreto de cálcio (CaCl2) Ácido clorídrico concentrado (HCl)
Nitrato de estrôncio (Sr(NO3)2) Cloreto de lítio (LiCl)
Cloreto de bário (BaCl2) Cloreto de sódio (NaCl)
Na+ metálico Cloreto de potássio (KCl)
Nitrato de sódio (NaNO3) Solução de ácido sulfúrico (H2SO4) a 1 mol L-1
Sulfito de sódio (Na2SO3), Solução de cromato de potássio (K2CrO4) a 0,1 mol L-1
Indicador vermelho de fenol Solução de ácido acético(CH3COOH) a 6 mol L-1
Indicador fenolftaleína

3 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL________________________________________

3.1Metais alcalinos
1. Colocar em 4 tubos de ensaio alguns pequenos cristais dos seguintes sais: NaNO3, Na2SO3,
KCl e K2CO3, respectivamente.
2. Adicionar 3 mL de água destilada em cada tubo. Meça o pH da solução, usando papel
indicador universal.
3. Adicionar 5 gotas de vermelho de fenol e observar.
4. Em uma capela com exaustão limpar bem uma alça metálica. Mergulhando a extremidade
do fio de niquelcrômio em um frasco com HCl concentrado e, então, aquecer na zona mais
quente da chama do bico de Bunsem. O fio está limpo quando não transmite cor à chama.
5. Observar a coloração da chama para os seguintes sais de LiCl, NaCl e KCl. A análise do sal
é desenvolvida, mergulhando-se o fio de niquelcrômiono HCl e, depois no sal, de modo que
33
QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

um pouco do sal fique aderido ao fio. Levar na zona oxidante inferior da chama e observar a
coloração da chama. Realizar os experimentos usando um sal de cada vez.
6. Identificar o metal através da análise da chama de uma amostra desconhecida fornecida
pelo professor.

3.2 Matais alcalinos terrosos


1. Observar a coloração da chama para os seguintes sais de MgCl2, CaCl2, Sr(NO3), BaCl2.
2. A análise do sal é desenvolvida, mergulhando-se o fio de niquelcrômiono HCl e, depois no
sal, de modo que um pouco do sal fique aderido ao fio. Levar na zona oxidante inferior da
chama e observar a coloração da chama.
3. Limpar o fio sempre na solução de HCl, antes de trocar de soluções.
4. Verificar se o fio de niquelcrômio está limpo.
5. Realizar os experimentos usando um sal de cada vez.
6. Adicionar em um tubo de ensaio 3mL de hidróxido de cálcio a 7 mL de água destilada e 2
gotas de fenolftaleína. Em seguida, adicionar CO2 com o auxilio de uma pipeta soprando a
solução. Observar.

3.3 Descarte dos resíduos gerados


1. Descartar cada resíduo em recipiente disponibilizado e disposto na bancada de trabalho.

4 PARA DISCUTIR NOS RESULTADOS E DISCUSSÕES________________________

a). SOBRE O ÍTEM 3.1


1. Qual a concentração das soluções preparadas? Mostre as contas.
2. Qual a finalidade da adição das gotas de fenolftaleína?
3.Justifique o valor do pH dos sais de ácidos fracos de metais alcalinos. Qual a solução é mais
fortemente básica?
4. Qual a função do indicador neste experimento?
5. Identificar a coloração característica da chama dos seguintes elementos: Li, Na e K. Que
tipo de energia é fornecido ao composto? O que acontece com o elétron ao receber esta
energia? Que tipo de energia é liberado? Por quê?
6. Em experimentos de teste de chama em que o cátion sódio esta envolvido, por que se deve
visualizar a chama através de vidro de cobalto ou de uma sobreposição de papeis de celofane
azul e vermelho?
7. Qual a função do ácido clorídrico no experimento?
8. A cor é característica do cátion, do ânion ou do composto? Explique.
9. Comente a identificação dos metais alcalinos usando no teste da chama.

b). SOBRE O ÍTEM 3.2


1. Identificar a coloração característica da chama dos seguintes elementos: Mg, Ca, Sr e Ba. 2.
Que tipo de energia é fornecido ao composto? O que acontece com o elétron ao receber esta
energia? Que tipo de energia é liberado? Por quê?
3. A cor é característica do cátion, do ânion ou do composto? Explique.
4. Comente a identificação dos metais alcalinos terrosos usando no teste da chama
5. Qual a solubilidade dos hidróxidos dos metais alcalinos terrosos?
6. Quê precipitado se formou após a adição de CO2 à solução de água de hidróxido de cálcio
na presença de fenolftaleína? O que foi observado quando deu-se continuidade a adição de
CO2 na solução contendo o precipitado formado? Escreva as reações.

34
QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

5 REFERÊNCIAS___________________________________________________________

BROWN, T. L.; LEMAY, H. E.; BURSTEN, B. E.; BURDGE, J. R. Química: A Ciência


central. Cap. 6 e 7, Ed. 9º, São Paulo, Person, 2005.

RUSSEL, J. B., Química geral, vol.2, 2ª ed., Ed. Makron Books, São Paulo, 1994.

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QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

E10 – Ligações Iônicas e Moleculares

1 OBJETIVO_______________________________________________________________

Constatar diferenças entre o comportamento de substâncias iônicas e moleculares.


Verificar a solubilidade de alguns compostos, já que a natureza iônica de uma substância
influi na solubilidade em determinados solventes.

2 MATERIAIS E REAGENTES_______________________________________________

Materiais Reagentes

Espátula Enxofre em pó (S8) Sacarose (C12H22O11)


Bico de Bunsen Cloreto de cálcio (CaCl2) Álcool etílico (C2H5OH)
Pipeta de Pasteur Sulfato de zinco (ZnSO4) Óleo comestível
Cápsula de porcelana Naftaleno sólido (C10H8) Querosene
Tripé e tela de amianto Iodo sólido (I2)

3 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL________________________________________

3.1 Substâncias iônicas e moleculares frente ao aquecimento


1. Em seis cápsulas, adicionar separadamente (uma ponta de espátula pequena)
respectivamente: enxofre em pó, naftaleno, sacarose, sulfato de zinco, cloreto de cálcio (todos
no estado sólido).
2. Aquecer até observar mudanças em seu estado físico.
3. Compare o tempo necessário para que sejam observadas mudanças nas substâncias usadas.
Anote todas as suas observações.

3.2 Polaridade e solubilidade


1. Em três tubos de ensaio adicionar, respectivamente, 2,0 mL de água, 2,0 mL de álcool
etílico e 2,0 mL de querosene. A cada um dos tubos adicionar 1,0 mL de óleo comestível,
agitar intensamente e observar os resultados.
2. Repetir o procedimento anterior, substituindo o óleo comestível por quantidades pequenas e
equivalentes de: cloreto de sódio; naftaleno (todos no estado sólido).

4 PARA DISCUTIR NOS RESULTADOS E DISCUSSÕES________________________

a). SOBRE O ITEM 3.1


1. Considerando o aquecimento das substâncias explique, levando em conta o tipo de ligação
química, o tipo de força intermolecular, etc., a diferença de comportamento observada.
2. Sabe-se que o iodo é uma substância que sublima. Todas as substâncias moleculares
sublimam? Justifique a sua resposta.
3. Por que não foi possível observar a fusão do cloreto de sódio mesmo com o aquecimento.
4. Todas as substâncias iônicas têm ponto de fusão tão elevado quanto o NaCl? Justifique.

b). SOBRE O ITEM 3.2


1. Explicar o comportamento observado levando em conta o tipo de ligação química, a
polaridade ou não das substâncias usadas e, consequentemente, suas forças intermoleculares.

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QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

2. Se utilizássemos como solventes: água, álcool metílico (CH3OH), Hexano (C6H14) e sulfeto
de carbono (CS2) e como solutos: gasolina, amônia (NH3), enxofre (S) e cloreto de amônio
(NH4Cl), quais seriam os resultados encontrados? Por quê?

5 REFERÊNCIAS___________________________________________________________

BROWN, T. L.; LEMAY, H. E.; BURSTEN, B. E.; BURDGE, J. R. Química: A Ciência


central. Cap. 8, Ed. 9º, São Paulo, Person, 2005.

RUSSEL, J. B., Química geral, vol.1 e 2, 2ª ed., Ed. Makron Books, São Paulo, 1994.

37
QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

E11 – Titulação Ácido e Base

1 OBJETIVO_______________________________________________________________

Nesta experiência, o aluno fará a preparação de soluções e a determinação do pH.

2 MATERIAIS E REAGENTES_______________________________________________

Materiais Reagentes
Erlenmeyer de 250 mL Solução de hidróxido de sódio (NaOH)
Bureta de 25 mL Solução de ácido clorídrico (HCl)
Suporte universal Solução de carbonato de sódio
Garra para bureta Solução indicadora vermelho de metila
Piseta

3 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL________________________________________

3.1 Titular as soluções preparadas


1. Retire uma alíquota de 10,00 mL da solução de HCl 0,1 mol L-1 usando pipeta volumétrica
e transfira para o erlenmeyer.
2. Monte o sistema de titulação conforme a Figura 2.
.

Figura 2: Sistema de titulação

3. Certifique-se que a bureta esteja limpa e lavada com solução de NaOH antes de preenchê-la
com a solução que será usada na titulação. VERIFIQUE SE NÃO HÁ VAZAMENTO na
bureta. Preencha com a solução, verifique se não há bolhas e acerte o volume no zero.
4. Coloque um fundo branco sob o erlenmeyer para facilitar a visualização da viragem do
indicador.
5. Comece a adição da solução de NaOH ao erlenmeyer, sob agitação. Se ficar solução de
NaOH nas paredes do erlenmeyer, lave com ÁGUA DESTILADA e continue a adição de
NaOH.
6. O aparecimento de uma LEVE coloração rosada na solução do erlenmeyer, que persista por
mais de 30 segundos, indica o final da titulação. Anote o volume da solução de NaOH
consumido.
7. O procedimento deve ser feito pelo menos em triplicata.

REPETIR O PROCEDIMENTO ACIMA UTILIANDO A SOLUÇÃO DE NaOH

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QA251 QUÍMICA EXPERIMENTAL BÁSICA

4 PARA DISCUTIR NOS RESULTADOS E DISCUSSÕES________________________

1. Qual a reação obtida quando se adicionou NaOH e HCl em água, porque há mudança na
temperatura das soluções?
2. Porque não se deve completar o volume da solução, em um balão volumétrico, antes de ser
resfriada?
3. O que indica o teste de fenolftaleína e o que ocorre, em termos da cor da solução, em meios
ácidos e básicos?
4. Monte a equação balanceada para cada reação e mostre os pares ácido-base conjugados.
5. As sustâncias utilizadas neste experimento são ácido de Arrhenius ou de Bronsted-Lowry?
Qual a diferença entre as definições?
6. Se uma substância for um ácido ou base de Arrhenius, ela é necessariamente um ácido ou
base de Lewis? Se uma substância for um ácido ou base de Bronsted-Lowry, ela é
necessariamente um ácido ou base de Lewis?
7. Ao se adicionar NaOH na água, como o [H+] varia? Como o pH varia?
8. Ao se adicionar HCl na água, como o [H+] varia? Como o pH varia?
9. Calcule o valor do pH para cada solução preparada e compare com o valor obtido no
experimento.

5 REFERÊNCIAS___________________________________________________________

BACCAN, N.; DE ANDRADE, J. C.; GODINHO, O. E.S.; BARONE, J.S.; Química


Analítica Quantitativa e Elementar, 3a ed. ver. e aum., Ed. Edgard Blücher LTDA, São
Paulo, 2001.

VOGEL, A. I. Química Analítica Qualitativa, Ed. Mestre Jou, São Paulo, 1981, 665 p.

BROWN, T. L.; LEMAY, H. E.; BURSTEN, B. E.; BURDGE, J. R. Química: A Ciência


central. Cap. 16, Ed. 9º, São Paulo, Person, 2005.

TERRA, J.; ROSSI, A. V.. Sobre O Desenvolvimento Da Análise Volumétrica E Algumas


Aplicações Atuais. Química Nova, Vol. 28, No. 1, 166-171, 2005.

CONSTANTINO, M. G.; SILVA, G. V. J.; DONAT, P. M. Fundamentos de Química


Experimental. Vol 53, São Paulo: EdUSP, 2004.

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