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NORMAS PARA ELABORAÇÃO DE TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO IFPR/EaD Curitiba 2010

NORMAS PARA ELABORAÇÃO DE TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO

IFPR/EaD

Curitiba

2010

SUMÁRIO 1. ORIENTAÇÕES INCIAIS SOBRE O ARTIGO CIENTÍFICO 5 2. ARTIGO CIENTÍFICO 6 2.1 Quantas

SUMÁRIO

1. ORIENTAÇÕES INCIAIS SOBRE O ARTIGO

CIENTÍFICO

5

2.

ARTIGO CIENTÍFICO

6

2.1 Quantas páginas o artigo deve ter?

6

2.2 Quais são os tipos de artigo?

6

2.3 Estrutura do Artigo

7

2.3.1 Elementos Pré-Textuais

7

2.3.2 Elementos Textuais

9

2.3.3 Elementos Pós-Textuais

13

3.

ESTILO DE REDAÇÃO USADO NO ARTIGO

14

4.

PESQUISA CIENTÍFICA

15

5.

MÉTODO CIENTÍFICO

16

5.1

Método de Abordagem

16

5.2

Método Indutivo (Galileu e Bacon, sec. XVII)

16

5.3

Método dedutivo (Descartes, sec. XVII)

17

5.4

Método Hipotético-Dedutivo (Popper, sec. XX)

18

5.5

MÉTODO DIALÉTICO

18

6.

TÉCNICAS DE PESQUISA

19

6.1

DOCUMENTAÇÃO INDIRETA

19

6.1.1 Pesquisa Documental

19

6.1.2 Pesquisa Bibliográfica

20

6.2

DOCUMENTAÇÃO DIRETA

20

6.2.1 Pesquisa de Campo

21

6.2.2 Pesquisa de Laboratório

22

6.3

OBSERVAÇÃO DIRETA INTENSIVA

22

6.3.2 Entrevista 23 6.3.2.1 Preparação da entrevista 23 6.3.2.2 Diretrizes da entrevista 23 6.4

6.3.2

Entrevista

23

6.3.2.1 Preparação da entrevista

23

6.3.2.2 Diretrizes da entrevista

23

6.4

OBSERVAÇÃO DIRETA EXTENSIVA

24

6.4.1 Questionário

24

6.4.2 Formulário

25

7. TEMA, PROBLEMA E HIPÓTESE

26

8. APRESENTAÇÃO GRÁFICA DO TRABALHO

ACADÊMICO

27

8.1

Configurações das margens

28

8.2

Espaçamento

28

8.3

Parágrafo

28

8.4

Paginação

28

8.5

Numeração Progressiva

29

9.

NOTAS DE RODAPÉ

30

10. CITAÇÕES

31

10.1

TIPOS DE CITAÇÃO

31

10.1.1 Citação Direta

31

10.1.2 Citação Indireta

32

10.

2 Citação de Citação

33

10.3

Supressões, Acréscimos e Ênfase

34

10.4.

Tradução de Citação

35

11. SISTEMA DE CHAMADA AUTOR-DATA

35

12. REFERÊNCIAS

41

12.1

ELEMENTOS ESSENCIAS DA REFERÊNCIA

41

13. ANEXO MODELO DE UM TEXTO UTILIZANDO O

Prezado (a) estudante, Conversa Inicial As principais dúvidas estão relacionadas ao assunto que será abordado

Prezado (a) estudante,

Conversa Inicial

As principais dúvidas estão relacionadas ao assunto que será abordado em seu TCC, ao estilo de redação a ser adotado e às normas que devem ser seguidas para a apresentação do trabalho científico. Diante desta constatação, a elaboração do presente material tornou-se indispensável para aprofundar seus conhecimentos e prestar as orientações necessárias para que seu TCC seja elaborado de acordo com a normalização do Instituto Federal do Paraná. Um TCC pode ser uma monografia, um relatório, um artigo, ou outro tipo de trabalho acadêmico. Para obter mais detalhes sobre a elaboração do artigo, leia com atenção este material.

Bom trabalho!

Profª Carmen Ballão Watanabe

1 ORIENTAÇÕES INCIAIS SOBRE O ARTIGO CIENTÍFICO Este material foi elaborado em conformidade com a

1

ORIENTAÇÕES INCIAIS SOBRE O ARTIGO CIENTÍFICO

Este material foi elaborado em conformidade com a NBR 6022/03:

Informação e Documentação: artigo em publicação periódica científica impressa Apresentação e a NBR 14724/05: Informação e Documentação:

Trabalhos Acadêmicos Apresentação, para servir de orientação à elaboração do seu trabalho de conclusão de curso que será um artigo científico. Caso você pretenda encaminhar seu artigo para publicação, deverá adequá-lo às normas específicas do periódico.

Para elaborar seu artigo, primeiramente, deve ser definida a área na qual você considera estar apto a aprofundar seus conhecimentos. A partir daí, selecione a disciplina que mais lhe aproxima de sua experiência profissional, para, finalmente, definir o tema do seu artigo, lembrando que tema e título não são sinônimos, portanto deixe a escolha do título para depois. Mas como pesquisar? Quais são os tipos de pesquisa que se pode fazer? Como transformar minha pesquisa em artigo? Essas são dúvidas frequentes, quando temos o desafio de elaborar um trabalho final de curso. Para auxiliá-lo na resolução de tais questões, vamos analisar detalhadamente todas as etapas necessárias à elaboração e

apresentação

científico.

do

artigo

Antes de conhecermos os tipos de pesquisa e os passos para la, vamos buscar entendimento

Antes de conhecermos os tipos de pesquisa e os passos para la, vamos buscar entendimento sobre o artigo científico.

realizá-

2

ARTIGO CIENTÍFICO

O artigo científico é uma publicação de autoria reconhecida, na qual se pretende apresentar e discutir fatos, leis, ou teorias estudadas e testadas, assim como os métodos e técnicas utilizadas.

A NBR 6022 da ABNT (2003, p.2) destaca que “artigo científico é parte de uma publicação com autoria declarada, que apresenta e discute ideias, métodos e técnicas, processos e resultados nas diversas áreas do conhecimento”.

Para Lakatos e Marconi (2001), os artigos científicos podem ser definidos como estudos publicados em revistas ou periódicos especializados, passíveis de verificação, uma vez que permitem a repetição da experiência realizada pelo autor.

2.1

Quantas páginas o artigo deve ter?

Um artigo científico não deve ser extenso. Raramente ultrapassa dez páginas. Pode ter até vinte páginas, dependendo das normas do periódico, da área de conhecimento, do método de pesquisa, entre outros fatores. Contudo, este artigo que você irá elaborar deverá ter entre oito e doze páginas.

2.2

Quais são os tipos de artigo?

Quanto ao tipo, os artigos científicos podem ser classificados originais ou de revisão.

em

Os artigos originais são aqueles que apresentam temas ou abordagens novas, podendo ser um estudo

Os artigos originais são aqueles que apresentam temas ou abordagens novas, podendo ser um estudo de caso, por exemplo. Os artigos de revisão são os que enfatizam assuntos já discutidos em publicações distintas por diversos autores. Neste tipo, pretende-se reunir o máximo possível de informações a respeito de um determinado assunto, ou seja, faz-se uma revisão bibliográfica. Cada ramo científico se identifica mais com um ou outro tipo de artigo. O primeiro, geralmente, resulta de pesquisas realizadas nas ciências exatas, biológicas, da terra, enquanto o segundo tipo é característico das ciências humanas. Embora os artigos diferenciem-se pelo tipo, a estrutura deve ser mantida a mesma para ambos. Lembrando que os artigos devem ser inéditos, portanto, embora você já tenha publicado, não poderá apresentar o mesmo artigo como trabalho de conclusão de curso.

2.3

Estrutura do Artigo

A estrutura do artigo científico é a organização coerente dos elementos que o compõem. Todo artigo deve ser constituído de elementos pré- textuais, textuais e pós-textuais, os quais são classificados de forma diferente dos elementos de uma tese, dissertação ou monografia.

2.3.1

Elementos Pré-Textuais

Os elementos pré-textuais (Figura 1) são os que antecedem o corpo principal do artigo. São eles:

a)

título;

b)

subtítulo, quando houver;

c)

autoria;

d)

resumo, com palavras-chave.

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO ESTRATÉGIA DE GESTÃO NO INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ GONÇALVES, Ana Clara

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO ESTRATÉGIA DE GESTÃO NO INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ

GONÇALVES, Ana Clara de Araújo FAGUNDES, Antônio Marcos CASTRO, Márcia Helena

RESUMO

Os dias atuais, ironicamente, parecem apresentar respostas e soluções para todos os problemas que emergem, demonstrando praticidade e eficiência impar, como os sistemas eficientes de produção. Uma lógica mecanicista e produtiva em ação, reproduz essa concepção pragmática nos diversos contextos e setores da sociedade. A racionalidade moderna é a que vem justificar ações e finalidades do proceder humano como, por exemplo, o desperdício. Diante dessa constatação se faz necessária a aplicação de estratégias de gestão no serviço público que evitem desperdícios, por vezes onerosos à sociedade como um todo. O objetivo do presente artigo é apresentar a educação ambiental como estratégia de gestão capaz de produzir novos valores, hábitos e atitudes nos servidores que ainda sentem-se alheios à problemática ambiental enfrentada em nível planetário. As discussões apresentadas são o resultado de uma pesquisa bibliográfica realizada em obras publicadas a partir da década de 70 do século XX. Foi possível constatar que a Educação Ambiental sozinha não é suficiente para mudar o rumo do planeta, mas certamente é condição necessária para isso.

Palavras-chave: Educação Ambiental. Gestão Pública. Desperdício.

FIGURA1 Modelo de elementos pré-textuais

Embora o título seja o primeiro elemento pré-textual visualizado pelo leitor, nem sempre é definido anteriormente à elaboração do texto principal. É necessário que o autor defina um título provisório, para que esse sirva de linha condutora a ser seguida até o final do artigo, pois o assunto geral deve referir- se ao título. É possível que, ao finalizar o artigo, o autor depare-se com a necessidade de alterá-lo, podendo fazê-lo. É importante que o título seja atraente, para que o leitor seja motivado a seguir em frente, passando pela autoria e chegando ao resumo, parte em que a pesquisa deverá ser apresentada de maneira bastante sintetizada.

O título deve ser escrito em letras maiúsculas, destacadas em negrito, centralizadas na primeira linha

O título deve ser escrito em letras maiúsculas, destacadas em negrito, centralizadas na primeira linha a 3 cm da borda superior da folha. Após o título deve ser indicada a autoria, ou seja, o nome dos autores do artigo, que devem começar pelo sobrenome em letras maiúsculas, seguidos dos prenomes. Para cada autor deve ser indicada uma nota de rodapé, numerada em algarismos arábicos, apresentando o currículo resumido dos autores e o endereço eletrônico dos mesmos.

Ao elaborar o resumo, o autor deverá ser capaz de apresentar os objetivos, a metodologia e os resultados com clareza e concisão em até 250 palavras (mínimo 150 palavras). Deve ser apresentado em espaçamento simples e sem recuo de parágrafo. Logo após, deverão ser destacadas entre três e cinco palavras-chave que orientem o leitor na identificação do assunto geral do artigo, normalmente estão atreladas ao título.

2.3.2

Elementos Textuais

Os elementos textuais compõem o texto principal, fazendo parte deles a introdução, o desenvolvimento e a conclusão.

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO ESTRATÉGIA DE GESTÃO NO INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ GONÇALVES, Ana Clara

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO ESTRATÉGIA DE GESTÃO NO INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ

GONÇALVES, Ana Clara de Araújo FAGUNDES, Antônio Marcos CASTRO, Márcia Helena

RESUMO

Os dias atuais, ironicamente, parecem apresentar respostas e soluções para todos os problemas que emergem, demonstrando praticidade e eficiência impar, como os sistemas eficientes de produção. Uma lógica mecanicista e produtiva em ação, reproduz essa concepção pragmática nos diversos contextos e setores da sociedade. A racionalidade moderna é a que vem justificar ações e finalidades do proceder humano como, por exemplo, o desperdício. Diante dessa constatação se faz necessária a aplicação de estratégias de gestão no serviço público que evitem desperdícios, por vezes onerosos à sociedade como um todo. O objetivo do presente artigo é apresentar a educação ambiental como estratégia de gestão capaz de produzir novos valores, hábitos e atitudes nos servidores que ainda sentem-se alheios à problemática ambiental enfrentada em nível planetário. As discussões apresentadas são o resultado de uma pesquisa bibliográfica realizada em obras publicadas a partir da década de 70 do século XX. Foi possível constatar que a Educação Ambiental sozinha não é suficiente para mudar o rumo do planeta, mas certamente é condição necessária para isso.

Palavras-chave: Educação Ambiental. Gestão Pública. Desperdício.

INTRODUÇÃO

Os novos paradigmas concebidos pela sociedade hodierna apresentam,

simultaneamente, ao homem novas concepções de mundo. Com isso,novos

comportamentos e valores entram na vida humana sem serem questionados

e refletidos, isto é, não ocorre uma auto-reflexão instaurada pela consciência

humana no decurso da experiência histórica, advindo da ausência de

reflexão.

FIGURA 2 Modelo de introdução

a) INTRODUÇÃO O primeiro elemento textual é a introdução, que deverá ser elaborada partindo-se da contextualização do assunto, apresentando-se os objetivos, a justificativa da escolha do tema, a metodologia, o problema e as hipóteses.

A introdução deve ser redigida com clareza e concisão, assim como todo o artigo. Deve possibilitar o claro entendimento do leitor sobre o que será apresentado no artigo como um todo. Deve atrair a atenção e curiosidade do leitor sobre o assunto que se retende expor. É nesta parte que devem aparecer as figuras de localização da área em estudo, caso seja necessário. É a parte

que introduz o leitor no assunto pesquisado. Portanto, a introdução deve: estabelecer o assunto, definindo-o

que introduz o leitor no assunto pesquisado. Portanto, a introdução deve:

estabelecer o assunto, definindo-o sucinta e claramente, sem deixar dúvidas quanto ao campo e períodos abrangidos. Incluir informações sobre a natureza e a importância do problema. Deve localizar a área de estudo, quando for o caso;leitor no assunto pesquisado. Portanto, a introdução deve: trabalho, esclarecendo sob que ponto de vista é

Deve localizar a área de estudo, quando for o caso; trabalho, esclarecendo sob que ponto de

trabalho,

esclarecendo sob que ponto de vista é tratado o assunto;

indicar

os

objetivos

e

a

finalidade

do

justificando

e

fornecer a idéia central do artigo, contudo, não deverão ser antecipados os resultados alcançados;indicar os objetivos e a finalidade do justificando e apresentar a metodologia, não sendo esta muito

apresentar a metodologia, não sendo esta muito extensa. Caso seja extensa, deve ser colocada à parte.não deverão ser antecipados os resultados alcançados; Apesar de aparecer no início do artigo, a introdução

Apesar de aparecer no início do artigo, a introdução é mais facilmente elaborada quando o trabalho já está finalizado, pois é nessa fase que se tem a visão geral do assunto.

b) DESENVOLVIMENTO

O desenvolvimento, segundo elemento textual, pode variar bastante de um artigo para outro, dependendo da abordagem que o autor pretende dar ao assunto, assim como do tipo de artigo que pretende elaborar. Trata-se da parte mais importante do artigo, na qual são apresentadas as idéias e defendidas as teorias que as sustentam, bem como é detalhada a metodologia utilizada e analisados e discutidos os resultados obtidos com a pesquisa bibliográfica, de campo ou de laboratório. Não deve ser utilizada a expressão “Desenvolvimento”.

As principais partes podem ser:

MATERIAL E MÉTODOS: caso a descrição dos procedimentos metodológicos seja muito extensa, estes podem estruturar uma parte do artigo. Nela, devem ser descritos os métodos, material, técnicas e equipamentos utilizados na pesquisa que resultou no artigo.“Desenvolvimento”. As principais partes podem ser: DISCUSSÃO DOS RESULTADOS: referencia trabalhos

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS: referencia trabalhos anteriormenteequipamentos utilizados na pesquisa que resultou no artigo. publicados, apresentando o estado da arte do assunto

publicados, apresentando o estado da arte do assunto estudado; relaciona

as

causas e os efeitos do problema estudado; indica as aplicações teóricas e práticas dos resultados

causas e os efeitos do problema estudado; indica as aplicações teóricas e

práticas dos resultados obtidos; ressalta os aspectos significativos da pesquisa;

e apresenta novas perspectivas para a continuidade da pesquisa.

Nessa parte podem ser utilizados gráficos, tabelas ou quadros para apresentar ou ilustrar os resultados.

Os gráficos devem aparecer o mais próximo possível do texto. Caso não possam ser incluídos na mesma página, deverão ficar no início da próxima. O tamanho deve ser coerente com a estética do trabalho e obedecer às margens. Após o gráfico, deverá vir o número, o título, a fonte e a legenda, separados por um espaço simples (1cm). Todos os gráficos devem ser comentados, analisados e vinculados ao contexto teórico. A ordem gráfico/texto ou texto/gráfico é indiferente, sendo que dependerá da disponibilidade de espaço na página.

As tabelas e quadros devem estar o mais próximo possível do texto em que são mencionados. Caso ocupem mais de uma página, deve ser repetido o cabeçalho na página seguinte, com a expressão “continuação” acima dele.

Quando houver a coluna TOTAL, esta deverá ser precedida de traço horizontal ou vertical. Entre as linhas da tabela e/ou quadro, o espaço utilizado deverá ser

o simples. O título e o número devem ser separados do texto por dois espaços 1,5 cm.

A tabela é uma figura construída a partir de dados obtidos pelo próprio

pesquisador, em números absolutos ou percentuais.

O quadro é elaborado a partir de dados obtidos em fontes secundárias

como, por exemplo, o IBGE.

c) CONSIDERAÇÕES FINAIS OU CONCLUSÃO

O terceiro e último elemento textual é a conclusão, também chamada de

considerações finais. É a recapitulação sintética da discussão e dos resultados obtidos com a pesquisa. Deve apresentar deduções lógicas, que correspondam

suas

aos objetivos propostos, ressaltando o alcance e as consequências de

contribuições à ciência e à sociedade. Deve ser breve e basear-se em dados comprovados. Pode

contribuições à ciência e à sociedade. Deve ser breve e basear-se em dados comprovados.

Pode ser iniciada pelos aspectos mais importantes da pesquisa e os objetivos alcançados e os não cumpridos.

2.3.3

Elementos Pós-Textuais

Os elementos pós-textuais são aqueles incluídos após o texto principal. Fazem parte deles:

a) notas explicativas;

b) referências;

c) glossário;

d) apêndices;

e) anexos;

f) agradecimentos.

As notas explicativas são as explanações, comentários que não foram incluídos no texto por interromper a sequência lógica da leitura. As notas explicativas são inseridas em algarismos arábicos com numeração única e consecutiva para todo o artigo. As referências consistem em um conjunto padronizado de elementos descritivos retirados do documento utilizado, que permite sua identificação. O glossário é uma lista, em ordem alfabética, de palavras técnicas utilizadas no trabalho com seus respectivos significados. Os apêndices são os documentos elaborados pelo próprio autor, que serviam de fundamentação, comprovação ou ilustração do trabalho. O termo apêndice deve ser escrito em letras maiúsculas, em negrito e centralizado, antecedendo o título do mesmo. Para classificar sua ordem são utilizadas as letras do alfabeto. Exemplo:

APÊNDICE A Demanda dos Cursos Técnicos do Instituto Federal do Paraná.

Os anexos são os documentos que serviram de fundamentação, comprovação ou ilustração, que não foram

Os anexos são os documentos que serviram de fundamentação, comprovação ou ilustração, que não foram elaborados pelo autor.

O termo anexo deve ser escrito em letras maiúsculas, em negrito e

centralizado, antecedendo o título do mesmo. Para classificar sua ordem são

utilizadas as letras do alfabeto.

Exemplo:

ANEXO A Lista dos Cursos Técnicos ofertados pelo Instituto Federal do Paraná.

3

ESTILO DE REDAÇÃO USADO NO ARTIGO

O estilo de redação adotado em artigo científico é o técnico-científico,

diferente do estilo literário ou jornalístico, portanto deve ser adequado ao público alvo do periódico que se pretende publicar. Possui como principais

características a concisão e a clareza. (UFPR, 2007c). Conciso é o texto que consegue transmitir um máximo de informações com um mínimo de palavras. Para redigir um texto conciso, Medeiros (1998) afirma que o autor deve evitar repetições supérfluas, circunlóquios inexpressivos, digressões impertinentes, redundâncias e pleonasmos viciosos. Texto claro é aquele que possibilita a imediata compreensão pelo leitor. De acordo com Medeiros (1999), para obter clareza, o autor deve evitar:

ambiguidade (duplo sentido), anacoluto (interrupção de pensamento), barbarismo (uso de palavras estrangeiras, palavras ou frases erradas), circunlóquios (rodeio de palavras), frases longas (cheias de explicações, e parênteses, de orações subordinadas), mau emprego da pontuação (pode alterar a mensagem), obscuridade (sentido duvidoso). Além da concisão e da clareza, o autor deve zelar por sua integridade ética, evitando o plágio e não submetendo um artigo que já tenha sido aceito para publicação ou editado por uma revista à avaliação do Conselho Editorial

de uma outra revista. Quando não se consegue elaborar uma paráfrase consistente, é preferível fazer

de uma outra revista. Quando não se consegue elaborar uma paráfrase consistente, é preferível fazer uma citação direta, ou seja, a repetição das palavras do autor. Outro fator a ser considerado é a correção gramatical e ortográfica. O professor orientador, ao deparar-se com inúmeros erros gramaticais e/ou ortográficos é desestimulado a prosseguir a leitura, podendo reencaminhar o trabalho ao autor para as devidas correções, prejudicando o objetivo da orientação, que é auxiliar no desenvolvimento do tema. Portanto, aquele que possui dificuldades na redação escrita deve saná-las antes de redigir seu texto final do artigo.

4

PESQUISA CIENTÍFICA

Pesquisa científica é a atividade sistemática realizada com a finalidade de descobrir novos conhecimentos, que auxiliem na resolução de um problema.

Quanto à natureza, a pesquisa científica pode ser básica ou aplicada.

A pesquisa básica gera conhecimento sem finalidade imediata. O conhecimento produzido será utilizado nas pesquisas aplicadas. Seu objetivo é a divulgação do conhecimento por meio da produção de artigos científicos. Exemplo: produção de conhecimento na área de Química Orgânica.

A pesquisa aplicada gera produtos ou processos com finalidade imediata. Utiliza-se do conhecimento produzido na pesquisa básica. Seu objetivo é aplicar o conhecimento, podendo gerar patentes. Exemplo: produção de medicamentos.

Quanto aos objetivos, a pesquisa científica pode ser exploratória, descritiva, explicativa.

Quanto

aos

procedimentos,

a

pesquisa

pode

ser:

bibliográfica,

documental, experimental, operacional, estudo de caso, e outros.

5 MÉTODO CIENTÍFICO Ao definir o tema de seu estudo, o pesquisador, necessariamente, deve decidir

5

MÉTODO CIENTÍFICO

Ao definir o tema de seu estudo, o pesquisador, necessariamente, deve decidir como o realizará, ou seja, deve selecionar um ou mais métodos que conduzirão o desenvolvimento da pesquisa.

De acordo com Costa (2001, p.7), “método etimologicamente é o caminho que conduz a determinado fim.”

Para Lakatos e Marconi (2001, p. 83):

método é o conjunto das atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar o objetivo conhecimentos válidos e verdadeiros -, traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando as decisões do cientista.

Os métodos científicos devem apresentar a abordagem do tema e os procedimentos seguidos para o alcance dos objetivos previamente definidos. Desta maneira, são dois os utilizados na pesquisa cientifica: o método de abordagem e os métodos de procedimento.

5.1

MÉTODO DE ABORDAGEM

O método de abordagem se caracteriza pela forma ampla e abstrata como se trata o fenômeno estudado.

São quatro os métodos de abordagem: Indutivo, Dedutivo, Hipotético- Dedutivo e Dialético.

5.2

MÉTODO INDUTIVO (Galileu e Bacon, sec. XVII)

O Método Indutivo, proposto por Galileu, conduz o estudo de casos particulares à formulação de uma lei geral. A aplicação deste método induz a uma conclusão geral sobre todos os casos, embora apenas um ou alguns

tenham sido analisados. O método que Bacon propôs baseia-se na observação sistemática e na experiência

tenham sido analisados.

O método que Bacon propôs baseia-se na observação sistemática e na

experiência dos fenômenos e fatos naturais.

Para utilizar este método é necessário seguir as seguintes etapas:

observação dos fenômenos; descoberta da relação entre esses e generalização da relação.

Exemplo: O cão 1 late.

O

cão 2 late.

O

cão 3 late.

Logo, todos os cães latem.

É possível justificar as inferências indutivas, partindo-se do princípio

que existe regularidade nos fenômenos, ou seja, o que ocorreu no passado

ocorrerá no futuro.

O risco de utilizar o método indutivo está na insuficiência da amostra

apresentada para legitimar a conclusão geral, pois, seguindo o exemplo dos cães, pode existir algum cão que não lata. Desta maneira, diz-se que a amostra

é insuficiente e tendenciosa.

De qualquer maneira, quando utilizado o método indutivo concorda-se com a ideia que, mesmo sendo verdadeiras todas as premissas, a conclusão não será necessariamente verdadeira, ou seja, a conclusão pode ser verdadeira, pois as informações concluídas não estavam implícitas nas premissas.

5.3

MÉTODO DEDUTIVO (Descartes, sec. XVII)

O Método Dedutivo, ao contrário do Indutivo, parte da verdade universal para os casos particulares. Exemplo: Todas as aves têm penas. Todos os tucanos são aves. Logo, todos os tucanos têm penas.

No método dedutivo considera-se que todas as premissas sendo são verdadeiras, logo a conclusão deve

No método dedutivo considera-se que todas as premissas sendo são verdadeiras, logo a conclusão deve ser verdadeira. Todas as informações da conclusão já estavam implícitas nas premissas.

5.4

MÉTODO HIPOTÉTICO-DEDUTIVO (Popper, sec. XX)

O método hipotético-dedutivo parte de um problema (P¹), ao qual é oferecida uma solução provisória (teoria-tentativa TT). A solução é criticada, com vistas à eliminação do erro (EE). Desta maneira, o processo pode ser renovado a partir do surgimento de novos problemas (P²). A partir das hipóteses levantadas deduz-se a solução para o problema.

Enquanto o método dedutivo busca a confirmação da hipótese, o hipotético-dedutivo procura evidências para derrubá-la. (GIL, 1999).

O esquema a seguir apresenta o método proposto por Karl R. Popper:

TT

EE

Segundo Bunge, as etapas do método hipotético-dedutivo são:

Identificação dos problemas;Bunge, as etapas do método hipotético-dedutivo são: Construção de um modelo teórico; Dedução de

Construção de um modelo teórico;hipotético-dedutivo são: Identificação dos problemas; Dedução de consequências particulares; Teste de

Dedução de consequências particulares;dos problemas; Construção de um modelo teórico; Teste de hipóteses; Adição ou introdução das

Teste de hipóteses;modelo teórico; Dedução de consequências particulares; Adição ou introdução das conclusões na teoria. 5.5

Adição ou introdução das conclusões na teoria.de consequências particulares; Teste de hipóteses; 5.5 MÉTODO DIALÉTICO Pode-se dizer que as quatro leis

5.5

MÉTODO DIALÉTICO

Pode-se dizer que as quatro leis fundamentais da Dialética são:

Ação recíproca, unidade polar ou “tudo se relaciona”;dizer que as quatro leis fundamentais da Dialética são: Mudança dialética, negação da negação ou “tudo

Mudança dialética, negação da negação ou “tudo se transforma”.dizer que as quatro leis fundamentais da Dialética são: Ação recíproca, unidade polar ou “tudo se

Passagem da quantidade à qualidade ou mudança qualitativa; Interpenetração dos contrários, contradição ou luta dos

Passagem da quantidade à qualidade ou mudança qualitativa;

Passagem da quantidade à qualidade ou mudança qualitativa; Interpenetração dos contrários, contradição ou luta dos

Interpenetração dos contrários, contradição ou luta dos contrários.

6

TÉCNICAS DE PESQUISA

“Técnica é um conjunto de preceitos ou processos de que se serve uma ciência.” (MARCONI; LAKATOS, 1999, p.64).

O êxito da pesquisa dependerá da adequação das técnicas aos métodos utilizados.

As técnicas de pesquisa são divididas em quatro: documentação indireta, documentação direta, observação direta intensiva e observação direta extensiva.

6.1

DOCUMENTAÇÃO INDIRETA

Para desenvolver a pesquisa é necessário coletar variados dados, independente da escolha das técnicas ou dos métodos. O levantamento dos dados é feito através da pesquisa documental (ou de fontes primárias) e da pesquisa bibliográfica (ou de fontes secundárias).

6.1.1

Pesquisa Documental

A principal característica da pesquisa documental é a utilização de documentos (ou fontes primárias) para a coleta de dados. Os documentos (escritos ou não) podem ser obtidos de arquivos particulares, arquivos públicos, órgãos estatísticos como, por exemplo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

6.1.2 Pesquisa Bibliográfica A pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de material já elaborado, obtido

6.1.2

Pesquisa Bibliográfica

A pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de material já elaborado, obtido na imprensa escrita (jornais e revistas), nos meios audiovisuais (rádio e televisão), em materiais cartográficos (mapas e gráficos) e, principalmente, em publicações (livros, teses, artigos, revistas científicas e outros).

A pesquisa em publicações compreende quatro fases distintas:

Identificação: reconhecimento do assunto referente ao tema em estudo. : reconhecimento do assunto referente ao tema em estudo.

Localização: localização das referências bibliográficas nas bibliotecas públicas, nas faculdades e em outras instituições. : localização das referências bibliográficas nas bibliotecas públicas, nas faculdades e em outras instituições.

Compilação: fotocópia do material contido em livros, revistas científicas e outros. Esse procedimento deve ser : fotocópia do material contido em livros, revistas científicas e outros. Esse procedimento deve ser adotado quando a aquisição do material se torna impossível.

Fichamento: transcrição dos dados mais importantes para fichas. As fichas devem ser ordenadas para facilitar : transcrição dos dados mais importantes para fichas. As fichas devem ser ordenadas para facilitar sua manipulação. As fichas devem conter os seguintes elementos de referência: autor; título e subtítulo; número de edição (se não for a primeira); local de publicação; editora; ano da publicação. Os fichamentos podem ser de comentário, informação geral, glosa, resumo e citações.

6.2

DOCUMENTAÇÃO DIRETA

A documentação direta constitui-se, geralmente, da coleta de dados no local onde os fenômenos ocorrem. Esses dados podem ser obtidos por meio da pesquisa de campo ou da pesquisa de laboratório.

6.2.1 Pesquisa de Campo Segundo Lakatos e Marconi (1999), a pesquisa de campo consiste na

6.2.1

Pesquisa de Campo

Segundo Lakatos e Marconi (1999), a pesquisa de campo consiste na observação de fatos e fenômenos tal como ocorrem. Antes de realizar a coleta dos dados é necessário que sejam realizadas as seguintes etapas:

Pesquisa bibliográfica para a construção de um modelo teórico de referência;é necessário que sejam realizadas as seguintes etapas: Definição das técnicas a serem utilizadas na coleta

Definição das técnicas a serem utilizadas na coleta de dados;para a construção de um modelo teórico de referência; Estabelecimento das técnicas de registro dos dados;

Estabelecimento das técnicas de registro dos dados;das técnicas a serem utilizadas na coleta de dados; Definição das técnicas que serão utilizadas em

Definição das técnicas que serão utilizadas em sua análise posterior.dados; Estabelecimento das técnicas de registro dos dados; Após estas etapas, o pesquisador deve: a) selecionar

Após estas etapas, o pesquisador deve:

a) selecionar e enunciar um problema, levando em consideração a

metodologia apropriada;

b) apresentar os objetivos da pesquisa, sem perder de vista as metas

práticas;

c) estabelecer a amostra correlacionada coma área de pesquisa e o

universo de seus componentes;

d) estabelecer os grupos expe rimentais e de controle;

e) introduzir os estímulos; controlar e medir os efeitos.

As pesquisas de campo dividem-se em três grupos:

a) Quantitativo-Descritivas;

b) Exploratórias;

c) Experimentais.

6.2.2 Pesquisa de Laboratório A pesquisa de laboratório é um procedimento de investigação mais difícil,

6.2.2

Pesquisa de Laboratório

A pesquisa de laboratório é um procedimento de investigação mais difícil, porém mais exato. Ela descreve e analisa o que será ou ocorrerá em situações controladas. Exige instrumental específico e preciso, além de ambiente adequado.

6.3

OBSERVAÇÃO DIRETA INTENSIVA

A observação direta intensiva é realizada através de duas técnicas:

observação e entrevista.

6.3.1

Observação

A observação é uma técnica de pesquisa que utiliza os sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade. Os fatos não devem apenas ser vistos ou ouvidos, é indispensável o exame detalhado dos mesmos.

A observação pode ser:

a) assistemática;

b) sistemática;

c) não participante;

d) participante;

e) individual;

f) em equipe;

g) na vida real;

h) em laboratório.

6.3.2 Entrevista A entrevista é o encontro de duas pessoas, a fim de que uma

6.3.2

Entrevista

A entrevista é o encontro de duas pessoas, a fim de que uma delas

obtenha informações a respeito de determinado assunto, mediante uma

conversação de natureza profissional.

Os tipos de entrevistas variam de acordo como o propósito do entrevistador. Podem ser:

a)

estruturada;

b)

semi - estruturada ou desestruturada;

c)

painel.

6.3.2.1

Preparação da entrevista

 

A

entrevista deve ser preparada de acordo com os seguintes passos:

 

1. Planejamento da entrevista;

2. Conhecimento prévio do entrevistado;

3. Oportunidade da entrevista;

4. Condições favoráveis;

5. Contato com líderes;

6. Conhecimento prévio do campo;

7. Preparação específica.

6.3.2.2

Diretrizes da entrevista

 

As diretrizes a serem seguidas em uma entrevista são os seguintes:

a)

contato inicial;

b)

formulação de perguntas;

c)

registro de respostas;

d) término da entrevista. 6.4 OBSERVAÇÃO DIRETA EXTENSIVA A observação direta extensiva realiza-se por meio

d) término da entrevista.

6.4

OBSERVAÇÃO DIRETA EXTENSIVA

A observação direta extensiva realiza-se por meio de questionários, formulários, medidas de opinião e atitudes e outras.

6.4.1

Questionário

O questionário é um instrumento de coleta de dados, constituído por uma série ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do entrevistador.

Em geral, o pesquisador envia o questionário ao informante e esse o devolve respondido.

O questionário deve ser limitado em extensão e em finalidade. Deve conter de 20 a 30 perguntas e demorar cerca de 30 minutos para ser respondido. Deve estar acompanhado por instruções definidas e notas explicativas, para que o informante tome ciência do que se deseja dele. O aspecto material e a estética devem ser observados.

Depois de redigido, precisa ser testado. O pré-teste pode ser aplicado mais de uma vez tendo em vista seu aprimoramento.

Quanto à forma, as perguntas são classificadas em três categorias:

abertas, fechadas e de múltipla escolha.

Perguntas abertascategorias: abertas , fechadas e de múltipla escolha . Ex.: Qual é sua opinião sobre os

Ex.: Qual é sua opinião sobre os fatores que deve abranger a legalização do aborto?

Perguntas fechadasos fatores que deve abranger a legalização do aborto? Ex.: O abordo deve ser legalizado no

Ex.: O abordo deve ser legalizado no Brasil?

(

) Sim

(

) Não

Perguntas de múltipla escolha Ex.: Qual é, para você, a principal vantagem do trabalho temporário?

Perguntas de múltipla escolha

Ex.: Qual é, para você, a principal vantagem do trabalho temporário?

(ESCOLHER APENAS UMA RESPOSTA)

Maior liberdade no trabalho.( )

(

)

Maior liberdade em relação ao chefe.( )

(

)

Variação no serviço.( )

(

)

Poder escolher um bom emprego para se fixar( )

(

)

Maiores salários.( )

(

)

Quanto ao objetivo, podem ser: de fato, de ação, de opinião e outras.

Deve-se iniciar o questionário com perguntas gerais, chegando aos poucos às específicas, e colocar as questões de fato no final. Deve conter perguntas pessoais e impessoais alternadas.

6.4.2

Formulário

O formulário é um dos instrumentos essenciais para a investigação social, cujo sistema de coleta de dados consiste em obter informações diretamente do entrevistado. Portanto, o que caracteriza o formulário é o contato face a face entre pesquisador e informante e o roteiro de perguntas ser preenchido pelo entrevistador, no momento da entrevista.

TÉCNICAS DE COLETA DE DADOS

Modos de coleta

 

Vantagens

 

Limites

Entrevista

1.

Pode ser utilizada em todos

7. Dificuldade de expressão;

os segmentos da população;

8. Incompreensão do significado

2.

Fornece uma amostragem

das perguntas;

geral da população;

9.

Possibilidade de o

  3. Oferece maior oportunidade entrevistado ser influenciado; para avaliar atitudes; 10.
 

3.

Oferece maior oportunidade

entrevistado ser influenciado;

para avaliar atitudes;

10.

Disposição do entrevistado

4.

Dá oportunidade para a

em dar as informações necessárias;

obtenção de dados que não se

encontram em fontes documentais;

11.

Retenção de dados

importantes;

5.

Há possibilidade de conseguir

12.

Pequeno grau de controle

informações mais precisas;

sobre uma situação de coleta de

6.

Permite que os dados sejam

dados;

quantificados.

13.

Ocupa muito tempo e é

difícil de ser realizada.

Questionário

1. Economiza tempo;

11.

Percentagem pequena de

2. Atinge maior número de

questionários que voltam;

pessoas simultaneamente;

12.

Grande número de

3.

Abrange uma área geográfica

perguntas sem respostas;

ampla;

13.

Impossibilidade de ajudar o

4. Economiza pessoal;

informante em questões mal

5. Obtém respostas rápidas;

6. Maior liberdade de respostas;

7. Maior segurança;

8. Menor influência do

pesquisador;

compreendidas;

14. Devolução tardia;

15. Difícil controle e verificação;

16. Exige um universo mais

homogêneo.

9.

Maior tempo para responder;

10. Mais uniformidade na avaliação.

Formulário

Utilizado em todo segmento da população;Formulário Menos liberdade nas respostas;

Menos liberdade nas respostas;Formulário Utilizado em todo segmento da população;

Possibilidade de orientação no preenchimento;Reajuste do formulário à

Reajuste do formulário àPossibilidade de orientação no preenchimento;

Risco de distorção;Possibilidade de orientação no preenchimento; Reajuste do formulário à

Menos prazo para responder;Reajuste do formulário à Risco de distorção;   Mais demorado; compreensão de cada informante;

 

Mais demorado; 

compreensão de cada informante;

Facilidade na aquisição de um número representativo de informantes.compreensão de cada informante;

Insegurança das respostas;Aplicação difícil, demorada e dispendiosa.

Aplicação difícil, demorada e dispendiosa.Insegurança das respostas;

FONTE: LAKATOS E MARCONI, 2000.

7

TEMA, PROBLEMA E HIPÓTESE

A hipótese é uma suposta, provável e provisória resposta a um problema, cuja adequação será verificada através da pesquisa. Apresenta caráter ou explicativo ou preditivo e é passível de verificação empírica em suas conseqüências. Pode ser testada e julgada como provavelmente verdadeira ou falsa.

Tema – é o assunto que se deseja provar ou desenvolver. Problema – indica exatamente

Tema é o assunto que se deseja provar ou desenvolver.

Problema indica exatamente qual a dificuldade que se pretende

resolver.

Ex. Tema O perfil da mãe que deixa o filho recém-nascido para

adoção.

Problema Quais condições exercem mais influência na decisão das mães em dar o filho recém-nascido para adoção?

Hipótese As condições que representam fatores formadores de atitudes exercem maior influência na decisão das mães em dar o filho recém- nascido para adoção do que as condições que representam fatores biológicos e sócio-econômicos.

Várias são as fontes que podem originar hipóteses: conhecimento familiar, observação, comparação com outros estudos, dedução lógica de uma teoria,cultura geral na qual a ciência se desenvolve, analogias, experiência pessoal, casos discrepantes na própria teoria.

8.

APRESENTAÇÃO GRÁFICA DO TRABALHO ACADÊMICO

O tipo de papel utilizado deve ser o formato A4 (21 cm x 29,7), na cor branca. Deve ser utilizada apenas a parte da frente da folha (anverso). O trabalho deve ser digitado em fonte Arial ou Times New Roman, tamanho 12 para o corpo do texto e tamanho 10 para citações longas, tabelas, quadros e ficha catalográfica.

8.1 CONFIGURAÇÃO DAS MARGENS As margens esquerda e superior devem ter 3 cm, enquanto as

8.1

CONFIGURAÇÃO DAS MARGENS

As margens esquerda e superior devem ter 3 cm, enquanto as margens direita e inferior devem ter 2 cm.

8.2

ESPAÇAMENTO

 

O

espaçamento entre linhas pode ser :

a) espaço de 1,5 cm para o texto;

b) espaço de 1 cm (simples) para resumo, referências, citações longas, notas de rodapé, tabelas, gráficos e quadros.

8.3

PARÁGRAFO

A primeira linha de cada parágrafo de texto deve estar a 1,5 cm da

margem esquerda. Os parágrafos das citações longas devem ter recuo de 4 cm da margem esquerda. Devem ser evitadas linhas soltas do parágrafo no início ou final da página, as chamadas linhas órfãs.

8.4

PAGINAÇÃO

O número da página deve ser inserido a 2 cm da borda superior e 2cm

da borda direita da folha. A contagem das páginas começa pela folha de rosto, porém a numeração somente deve ser inserida a partir da primeira folha textual. Desta maneira, a folha que dá início à introdução pode receber o número 9, por exemplo.

8.5 NUMERAÇÃO PROGRESSIVA A numeração progressiva indica a sequência da divisão do trabalho, que pode

8.5

NUMERAÇÃO PROGRESSIVA

A numeração progressiva indica a sequência da divisão do trabalho, que

pode ser em seção primária, secundária, terciária, quaternária e quinária,

conforme os exemplos a seguir:

1 INTRODUÇÃO

primária)

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

primária)

2.1 A PESQUISANOS CURSOS INTEGRADOS 2.1.1 A adoção dos trabalhos de conclusão de curso

2.1.1.1 Tipos de trabalhos

2.1.1.1.1 Monografia

de curso 2.1.1.1 Tipos de trabalhos 2.1.1.1.1 Monografia (seção (seção (seção secundária) (seção terciária)
de curso 2.1.1.1 Tipos de trabalhos 2.1.1.1.1 Monografia (seção (seção (seção secundária) (seção terciária)
de curso 2.1.1.1 Tipos de trabalhos 2.1.1.1.1 Monografia (seção (seção (seção secundária) (seção terciária)
de curso 2.1.1.1 Tipos de trabalhos 2.1.1.1.1 Monografia (seção (seção (seção secundária) (seção terciária)
de curso 2.1.1.1 Tipos de trabalhos 2.1.1.1.1 Monografia (seção (seção (seção secundária) (seção terciária)

(seção

(seção

(seção secundária) (seção terciária)

(seção quaternária)

(seção quinária)

Quando for necessário enumerar os diversos assuntos de uma seção que

não possua título, esta deve ser subdivida em alíneas. As alíneas são indicadas por

letras minúsculas, seguidas de parênteses.

Havendo necessidade de dividir as alíneas, devem ser utilizados o hífen para

destacar as subalíneas.

9 NOTAS DE RODAPÉ As notas de rodapé são usadas como complementações ou esclarecimentos que

9 NOTAS DE RODAPÉ

As notas de rodapé são usadas como complementações ou esclarecimentos que não podem ser incluídos no texto, por interromper a sequência lógica da leitura.

No artigo as notas de rodapé podem ser utilizadas para explicar algo, por isso são denominadas notas explicativas.

As notas explicativas são explanações ou comentários que não são incluídos no texto por interromper a sequência lógica da leitura. As notas explicativas são indicadas em algarismos arábicos com numeração única e consecutiva para todo o artigo, aparecendo no final deste.

Exemplos:

No texto:

“Os outros dois pontos a destacar são o agudo desequilíbrio externo e a insuficiência acumulação.” 25

No final do artigo:

25 Aqui privilegiamos os problemas do capital, conformando-nos com uma reprodução dinâmica.

10 CITAÇÕES Citação é a menção, no texto, de informação extraída de outra fonte (revistas,

10

CITAÇÕES

Citação é a menção, no texto, de informação extraída de outra fonte (revistas, livros, internet, cd-room, disquete, fita de vídeo) para esclarecer, ilustrar ou sustentar o assunto apresentado.

10.1

TIPOS DE CITAÇÃO

As informações coletadas de diferentes fontes podem ser citadas no texto de forma direta ou indireta.

10.1.1

Citação Direta

É a transcrição literal de um texto ou parte dele. Na citação direta é

obrigatória a apresentação da página consultada.

A citação com ATÉ TRÊS LINHAS deve ser inserida no parágrafo

entre aspas duplas, com o mesmo tamanho da fonte.

Exemplo:

“O acesso à literatura da área e algumas seções se supervisão em análise institucional serviram de base a esse propósito.” (HADDAD, 1993, p.

96).

A citação com MAIS DE TRÊS LINHAS deve ser destacada com recuo de 4cm da margem esquerda, com fonte tamanho 10, espaçamento entre linhas simples e sem aspas. Exemplo:

Dentro deste contexto, Robbins (2003, p. 39) afirma:

Alguns gerentes estão encontrando dificuldades em abrir mão do controle da informação. Sentem-se ameaçados por terem de dividir o poder. A maioria, porém está descobrindo que o desempenho pelo compartilhamento da informação. E quando, de fato, sua unidade melhora, são tidos como gerentes mais eficazes.

Utilizando o texto em anexo, faça uma citação direta com até três linhas. 10.1.2 Citação

Utilizando o texto em anexo, faça uma citação direta com até três linhas.

10.1.2

Citação Indireta

É a reprodução das ideias do autor, sem que haja transcrição literal das palavras deste. Para reproduzir as ideias do autor pode ser utilizada:

a) Paráfrase - é mantida a ideia do autor e o número aproximado de palavras utilizadas por ele;

b) Condensação - é mantida a ideia do autor com um número de palavras bastante reduzido.

É necessário ter cuidado ao fazer uma citação direta, para não caracterizar plágio. O plágio é a cópia do texto do autor sem a menção da fonte, ou seja, é a apropriação indevida dos direitos autorais.

Exemplos:

Na sentença:

Segundo Weaver (1973), muito tempo antes de o Brasil realizar suas primeiras pesquisas de viabilidade econômica da exploração e processamento do folhelho pirobetuminoso, os franceses e os escoceses já comercializavam o óleo extraído dessa rocha sedimentar.

No final da sentença : Apesar dos avanços, ainda não se observou o empenho das

No final da sentença:

Apesar dos avanços, ainda não se observou o empenho das autoridades competentes na busca pelas soluções dos problemas sociais, como a ineficiência da educação, a má distribuição de renda, a insegurança e as desigualdades sociais e culturais, entre outros problemas que interferem na qualidade de vida da população no Brasil. (JORDÃO, 2008).

Utilizando o texto em anexo, faça uma citação indireta por condensação.

10. 2 CITAÇÃO DE CITAÇÃO

Pode-se fazer ainda citação de citação, ou seja, quando não se teve acesso ao documento original, pode ser citada a idéia de um autor que foi citada na obra de outro. Neste caso, deve ser usada a expressão latina apud, que significa citado por.

Exemplo:

Na sentença:

Para Gonçalves (2000, apud FERREIRA, 2009) os países desenvolvidos podem comprar créditos de carbono, com o objetivo de reduzir a emissão de gases.

No final da sentença:

Os países desenvolvidos podem comprar créditos de carbono, com o objetivo de reduzir a emissão de gases. (GONÇALVES 2000 apud FERREIRA,

2009).

Neste caso, o autor FERREIRA deve aparecer na lista de referências e GONÇALVES no rodapé.

Neste caso, o autor FERREIRA deve aparecer na lista de referências e

GONÇALVES no rodapé.

Utilizando o texto em anexo, faça uma citação de citação.

10.3

SUPRESSÕES, ACRÉSCIMOS e ÊNFASE

Em qualquer tipo de citação, as supressões (omissões), interpolações,

acréscimos, comentários, ênfase ou destaques devem ser utilizadas a fim de

proporcionar clareza ao texto:

a) supressão: é indicada pelo sinal [

quer omitir parte do texto;

Exemplo:

]

e utilizada nos casos em que se

Conforme Alfonsin (2004, p.68), “apesar dos programas de regularização fundiária terem se disseminado nas cidades brasileiras nos últimos anos, é

flagrante a inexpressividade dos resultados [

],

especialmente nas capitais.”

b) acréscimo ou comentário: são indicados entre colchetes e

utilizados quando há necessidade de explicar o texto;

Exemplo:

“A variação dos significados pretendidos pelo autor, e atribuídos pelos

diferentes leitores [polissemia].” (XAVIER, 2008, p. 18).

c) ênfase ou destaque: deve ser destacado com negrito, itálico ou grifo

e utilizada nos casos em que se quer enfatizar trecho da citação.

Deve ser utilizada a expressão grifo nosso entre parênteses, após a

chamada da citação.

Exemplos: “[ material adequado ao trabalho do dia”. (RODRIGUES, 2008, p. 43, grifo nosso). não

Exemplos:

“[

material adequado ao trabalho do dia”. (RODRIGUES, 2008, p. 43, grifo

nosso).

não basta ir às aulas e chegar antes do seu início. É preciso levar consigo,

]

10.4

TRADUÇÃO DE CITAÇÃO

No caso de citação com texto traduzido pelo autor, deve ser indicada a expressão “tradução nossa”, entre parênteses, após a chamada da citação.

Exemplo:

“É um software de armazenamento e recuperação da informação textual e estruturada, com foco em fontes de informação bibliográfica e serviços

associados [

].”

(BRITO, 2009, p. 18, tradução nossa).

11

SISTEMA DE CHAMADA AUTOR-DATA

Segundo a NBR 10520/2002, as citações podem ser apresentadas de acordo com o sistema autor-data ou o sistema numérico. Porém, os trabalhos acadêmicos produzidos no âmbito do IFPR devem seguir o sistema autor-data.

Um autor

No sistema autor-data, a indicação do sobrenome pode ser na sentença, no final da sentença ou após a ideia do autor. As fontes utilizadas na produção textual devem ser indicadas:



pelo sobrenome do autor ou nome da entidade responsável;

 pela data de publicação;  pelo número da página, separado por vírgula entre parênteses



pela data de publicação;



pelo número da página, separado por vírgula entre parênteses

(no caso de citação direta). Quando o autor é citado na sentença seu sobrenome deve ser escrito, com as letras iniciais maiúsculas e, quando estiverem entre parênteses, todas as letras devem ser maiúsculas.

Exemplos:

Na sentença:

Segundo Matus (1996, p.14), “negar o planejamento é negar a possibilidade de escolher o futuro, é aceitá-lo seja ele qual for.”

No final da sentença:

“Negar o planejamento é negar a possibilidade de escolher o futuro, é aceitá-lo seja ele qual for.” (MATUS, 1996, p.14).

Até três autores

Quando consultada uma obra com até três autores, todos devem ser referenciados.

Exemplos:

Na sentença:

De acordo com Fonseca, Martins e Toledo (1995, p. 208), “o Índice Geral de Preços é considerado como medida-padrão (ou oficial) do país. Trata-

se de um índice híbrido [

]”.

No final da sentença:

“A narração deficiente ou omissa que impeça ou dificulte o exercício da defesa é causa de nulidade absoluta, não podendo ser sanada porque infringe

os princípios institucionais.” (GRINOVER; FERNANDES; GOMES FILHO, 2001, p. 97). Mais de três autores Nas

os princípios institucionais.” (GRINOVER; FERNANDES; GOMES FILHO, 2001, p. 97).

Mais de três autores

Nas citações de obras publicadas por mais três autores deve ser citado o primeiro seguido da expressão latina et al. (abreviatura de et alii) e o ano. Exemplos:

No final da sentença:

A escola tem por obrigação proporcionar aos seus alunos condições e acesso ao conhecimento. (FONTES et al., 1996).

Autor coletivo (entidade)

Quando o autor for uma entidade, seu nome deve ser escrito por extenso, e, se possível, sua subordinação, seguido da data de publicação do documento.

Exemplos:

No final da sentença:

“Como diferentes programas podem adotar enfoques diversos, as decisões a serem tomadas são específicas de cada um.” (BRASIL, 1976, p.

12).

No caso de entidade coletiva conhecida pela sigla, a entrada deve ser por extenso, na primeira citação, seguida da sigla entre parênteses. No restante do texto pode ser usada apenas a sigla.

Documentos de órgãos públicos Quando se tratar de documentos de órgãos públicos, deve ser indicada

Documentos de órgãos públicos

Quando se tratar de documentos de órgãos públicos, deve ser indicada sua jurisdição.

Exemplo:

Na sentença:

De acordo com Curitiba, Prefeitura Municipal (2008, p. 178), “a Linha

Verde trará resultados positivos no tocante à [

].”

Citação de dados informais

Para citação de dados informais obtidos através de palestras, debates, comunicações, entre outros, indica-se entre parênteses a expressão informação verbal e mencionam-se os dados completos da informação em nota de rodapé.

Exemplo:

Na sentença:

“Essa ação demonstra a postura do IFPR, que tem buscado ampliar a oferta de unidades no Paraná.” (Informação verbal) 1

.

No rodapé:

1 Notícia fornecida por Alípio Santos Leal Neto na solenidade de autorização para uma unidade do IFPR em Assis Chateaubriand, em outubro de 2009.

Citação de informação extraída da internet

É necessário analisar e avaliar a fidedignidade e o caráter científico das informações extraídas da internet. As entradas seguem as mesmas regras para documentos impressos, o que muda é a forma de apresentação da referência.

Exemplo: Na sentença: De acordo com Machado (2009), os professores do ensino fundamental e médio

Exemplo:

Na sentença:

De acordo com Machado (2009), os professores do ensino fundamental e médio podem diversificar as aulas, torná-las mais atrativas e conhecer o trabalho de outros colegas espalhados pelo país ao acessar o Portal do Professor.

Documentos de vários autores com mesmo sobrenome

Quando houver coincidências de autores com mesmo sobrenome, devem ser indicadas também as iniciais de seus nomes. Se mesmo assim existir coincidência, devem ser colocados os nomes por extenso.

Exemplo:

No final da sentença:

O turismo é visto como o mercado que mais cresce e o ecoturismo é uma das modalidades mais procuradas pela necessidade do homem de integrar-se à natureza. (SILVA, Alice, 2001).

Nas relações internacionais destaca-se a importância da comunicação dentro das empresas, para a qual as mensagens, a política de comunicação, as siglas e os símbolos são processos para a tentativa de comunicar-se. (SILVA, Álvaro, 2001).

Quando houver necessidade de utilizar o nome do autor por extenso na citação, como no exemplo acima, todos os autores referenciados no trabalho deverão ser apresentados também desta forma, como forma de padronização, na lista de referências.

Documentos de um mesmo autor com a mesma data de publicação Quando houver diversos documentos

Documentos de um mesmo autor com a mesma data de publicação

Quando houver diversos documentos de um mesmo autor, com a mesma data de publicação, devem ser acrescentadas letras minúsculas após a data, sem espaços.

Exemplo:

Na sentença:

Para Roberts (1998a, p. 57), “os grupos que detêm a força de trabalho, precisam de constante capacitação profissional”.

No final da sentença:

“A competitividade faz com que as empresas invistam em tecnologia e qualidade na prestação dos seus serviços.” (ROBERTS, 1998b, p. 161).

Diversos documentos do mesmo autor com datas diferentes

Nas citações indiretas de diversos documentos de um mesmo autor com datas diferentes, devem ser indicadas as datas separadas por vírgula.

Exemplo:

Na sentença:

Oliveira (1985, 1990, 1997) afirma que um dos propósitos do marketing é alcançar os objetivos organizacionais.

No final da sentença:

A utilização do marketing permite criar, desenvolver, promover e distribuir produtos e serviços de informação a serem consumidos e utilizados

pelos usuários. (SILVEIRA, 1986, 1989, 1992). 12 REFERÊNCIAS A referência é o conjunto de elementos

pelos usuários. (SILVEIRA, 1986, 1989, 1992).

12

REFERÊNCIAS

A referência é o conjunto de elementos que permitem a identificação

dos documentos, nos diversos tipos e formatos, que foram utilizados na

elaboração da monografia.

Os elementos que compõem uma referência são:

a) essenciais (autor, título, edição, local, editora, e data de

publicação);

b) complementares (ISBN, série, número de páginas, e outras).

Sua localização depende do sistema de chamada adotado. No sistema

numérico, as referências serão localizadas em nota de rodapé e no final do

texto. No sistema de autor-data, sua localização será no final do trabalho.

As referências são alinhadas somente à margem esquerda. O

espaçamento usado deve ser simples entre as linhas e duplo entre as

referências.

12.1

ELEMENTOS ESSENCIAS DA REFERÊNCIA

Os elementos essenciais da referência podem ser divididos em quatro:

a) autor;

b) título;

c) edição;

d) imprenta ( local, editora, e data de publicação).

Exemplo: SANTOS, M. ou SANTOS, Milton. Regras a serem seguidas nos diferentes casos: Autor individual

Exemplo: SANTOS, M. ou SANTOS, Milton.

Regras a serem seguidas nos diferentes casos:

Autor individual: Indica-se o autor com a entrada pelo último sobrenome, seguido do nome. Separa-se o sobrenome do nome com vírgula ( , ). Exemplo: SILVEIRA, H. L.

Como ficaria a indicação de seu nome?

Sobrenomes em espanhol: Indica-se primeiro o penúltimo sobrenome. Exemplo: APARICIO SÁNCHES, C. A. (Cesar Antônio Aparício Sánches)

Memorize: Marcelino Menéndez Pelayo:

Sobrenomes com complemento: Indica-se o sobrenome seguido dos complementos JUNIOR, FILHO, NETO e SOBRINHO. Exemplo: FREITAS FILHO, A. (Armando Freitas Filho)

Obs.: No caso da denominação NETO convencionou-se que o NETTO (com a

grafia com dois T) é considerado sobrenome, portanto ficaria NETTO, P. (Paiva

Netto).

Memorize: Osmar Antunes Júnior:

Sobrenomes unidos por hífen: Indica-se como um único sobrenome. Exemplo: ARTEAGA-FERNANDEZ, E. Memorize: Carlos Octavio Ocke-Reis

Sobrenomes estrangeiros com prefixo: São indicados pelo prefixo se este

for identificado como parte do nome. Exemplo: VAN DER MOLEN, Y. F.

Obs.: Considera-se o prefixo como parte do nome se for escrito em maiúsculo. Exemplos Del,

Obs.: Considera-se o prefixo como parte do nome se for escrito em maiúsculo.

Exemplos Del, El, La. Caso estejam em minúsculo não se considera como

parte do sobrenome. Exemplo: da Silva

Memorize: Alexander Von Humboldt

Indique a entrada correta para os nomes abaixo:

a)

Marcia Datz Adadi

b)

Ernann Tenorio de Albuquerque Filho

c)

Heitor Villa-Lobos

d)

Pablo Pádua Fernandez

e)

Magali Rosa de Sant’Anna

f)

Camilo Castelo Branco

g)

Jorge Amado

i)

Júlio de Mello e Souza

k)

Aldemir São Paulo

Dois autores: Indicam-se os autores segundo a ordem em que aparecem na publicação, separando-os pelo sinal de ponto e vírgula ( ; ). Exemplo: MONTEIRO, C. BRANDÃO, A.

Como ficaria o seu sobrenome e o do seu colega ao lado?

Três autores : Indicam-se os autores segundo a ordem em que aparecem na publicação, separando-os

Três autores: Indicam-se os autores segundo a ordem em que aparecem na publicação, separando-os pelo sinal de ponto e vírgula ( ; ).

Exemplo: MONTEIRO, C.; BRANDÃO, A.; AMARAL, L.

Mais de três autores: Indica-se o primeiro autor, seguido da expressão latina et al. (et alli = e outros).

Exemplo: ZAEYEN, A. et. al.

Documento com vários autores: Indica-se o responsável intelectual (organizador ou coordenador), seguido da abreviatura da palavra que caracteriza o tipo de responsabilidade entre parênteses.

Exemplo: BASTOS, A. M. (Coord.)

Autor coletivo: Indica-se a entidade responsável pela autoria, obedecendo à hierarquia desta.

Exemplo: BRASIL. Ministério da previdência Social. Secretaria da Saúde.

Como ficaria uma publicação da Secretaria Municipal de Educação de Curitiba?

Obs.: Quando for possível identificar a instituição, mesmo estando vinculada a um órgão maior, indica-se seu nome em maiúscula como as siglas consagradas.

Exemplo: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. IBGE

Como ficaria um artigo publicado pelo Instituto Nacional de Seguridade Social

Indique a entrada correta para os nomes abaixo : Documento de autoria de Carlos Roberto

Indique a entrada correta para os nomes abaixo:

Documento de autoria de Carlos Roberto Baccila e Ana Maria JaraIndique a entrada correta para os nomes abaixo : Boton. Documento com autoria de Ademar Heemann

Boton.

Documento com autoria de Ademar Heemann , Aloísio Leoni Schmid, Ademar Heemann, Aloísio Leoni Schmid,

Cristina Araújo Lima e Claude Raynaut.

Documento com autoria de Myrian Regina Del Vechio e Naina Pierri Myrian Regina Del Vechio e Naina Pierri

Estades.

Documento com autoria de João Antonio Ferraz Junior e Beatriz L.autoria de Myrian Regina Del Vechio e Naina Pierri Estades. Carvalho e) Documento organizado por Ana

Carvalho

e) Documento organizado por Ana Clara Mendes, Paulo Peres, Humberto Dias.

a) Documento

publicado

pela

Secretaria

de

Educação

Continuada,

Alfabetização e Diversidade (Secad) do Ministério da Educação.

O segundo elemento de uma referência é a INDICAÇÃO DO TÍTULO O título é reproduzido

O

segundo elemento de uma referência é a INDICAÇÃO DO TÍTULO

O

título é reproduzido tal como aparece na obra, devendo aparecer em negrito,

itálico ou grifado.

Obs.: O subtítulo não grifado.

Exemplo: O ensino de primeiro grau: uma análise de desempenho.

Obs.: Quando houver tradutor, este deve ser indicado logo após o titulo. Ex.:

Tradução Carlos Pereira.

O terceiro elemento de uma referência é a EDIÇÃO

A edição deve ser apresentada pelo número cardinal desta, seguido da

abreviação ed.

Exemplo: 5. ed.

Obs.: A primeira edição não é indicada.

O quarto elemento de uma referência é a IMPRENTA

A imprenta compreende as notas tipográficas da publicação, ou seja, local de

publicação, nome da editora e ano de publicação.

Indica-se o local: (dois pontos) Editora, (vírgula) ano de publicação. (ponto)

Exemplo: São Paulo: Atlas, 1998.

O local de publicação é indicado da forma que aparece na publicação.

é indicado da forma que aparece na publicação. Quando houver mais de um local de publicação,

Quando houver mais de um local de publicação, deve ser indicado o primeiro ou o que estiver em destaque.

Exemplo: RIO DE JANEIRO e São Paulo Rio de Janeiro Para homônimos deve-se acrescentar o

Exemplo: RIO DE JANEIRO e São Paulo

Rio de Janeiro

Para homônimos deve-se acrescentar o nome do país, estado ou cidade.Exemplo: RIO DE JANEIRO e São Paulo Rio de Janeiro Exemplos: San Juan, Chile San Juan,

Exemplos: San Juan, Chile

San Juan, Porto Rico

Quando o local não aparece na publicação, mas pode ser identificado, este deve ser inserido entre os sinais de colchetes.ou cidade. Exemplos: San Juan, Chile San Juan, Porto Rico Exemplo : [Curitiba] Quando for impossível

Exemplo: [Curitiba]

Quando for impossível determinar o local, indicar [S.l.] = (expressão latina abreviada sine loco = sem local) entre colchetes. sine loco = sem local) entre colchetes.

Indique o local de publicação a ser identificado na referência nos seguintes casos:

a) Aparecem na publicação as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.

b) A publicação não indica local de publicação, porém sabe-se que a editora é

da cidade de Campinas.

c) A publicação apresenta três nomes de cidades com uma em destaque: São

Paulo Rio Claro RIO DE JANEIRO.

d) A publicação indica a cidade de São Carlos em Santa Catarina. e) A publicação

d) A publicação indica a cidade de São Carlos em Santa Catarina.

e) A publicação não indica local de publicação.

Na apresentação da editora, omite-se a palavra Editora e as denominações de natureza jurídica (S/A, Ltda).

Exemplo: Bertrand do Brasil (e não Editora Bertrand do Brasil)

Considerações gerais:

a) Quando há mais de um editor, indica-se o mais destacado.

b) Quando o editor não aparecer na publicação, mas pode ser identificado, indicá-lo entre colchetes.

Exemplo: [Papirus]

a) Sendo impossível determinar o editor, indica-se entre colchetes [s.n.] (expressão latina sine nomine = sem nome).

b) Quando o local e o editor não aparecerem na publicação, indica-se entre colchetes [S.l.: s.n.].

c) Indique a denominação Ed. para os nomes de editoras que possam ser confundidas com local. Exemplo: Ed. Santos

Indique como deve ser identificada a editora na referência a) Editora Atlas S/A: b) Editora

Indique como deve ser identificada a editora na referência

a) Editora Atlas S/A:

b) Editora do Brasil:

c) Editora Vozes Ltda:

d) Sem editora:

e) Sem local e sem editora:

Para indicar a data deve ser colocado o ano da publicação. Exemplo: 2009

Obs.: Se nenhuma data puder ser encontrada na publicação, registre uma data aproximada entre colchetes:

Exemplos: [1981?] para data provável

[ca. 1960] para data aproximada

[197-] para década certa

[19--] para século certo

[19-?] para século provável

Indique as datas para os seguintes casos:

a) Documento publicado na década de 70:

b) Documento provavelmente publicado no século XVIII:

c) Documento publicado aproximadamente no ano de 1956:

d) Documento provavelmente publicado no ano de 1970: e) Documento publicado no século XVII: Para

d) Documento provavelmente publicado no ano de 1970:

e) Documento publicado no século XVII:

Para finalizar, descreve-se o número de páginas. Quando se tratar de uma

referência da obra completa, a indicação do número de páginas é opcional. Em

referência de capítulos é obrigatória a inclusão das páginas inicial e final, que

são transcritas separadas por hífen.

Exemplo: 260p. (obra completa)

p. 7-14 (capítulo)

PONTUAÇÃO UTILIZADA

a) Autor. Título. Edição. Imprenta. Paginação.

b) Para autor - SOBRENOME, Nome.

c) Para título - Título principal: subtítulo.

d) Para imprenta - Local: Editora, ano.

REFERÊNCIA COMPLETA

SOBRENOME, Prenome. Título. Edição. Local: Editora, ano de publicação. Número de páginas.

O título deve ser destacado em negrito.

Exemplo:

LOPES, I. V. Gestão ambiental no Brasil: experiência e sucesso. 5. ed. Rio de Janeiro: FGV, 1996. 377p.

Faça a referência completa a partir das informações a seguir:

Autor: Ermínia Maricato Título: Metrópole na periferia do capitalismo: ilegalidade, desigualdade e violência. Edição

Autor: Ermínia Maricato Título: Metrópole na periferia do capitalismo: ilegalidade, desigualdade e violência. Edição do livro: 1ª. Local de publicação: São Paulo Editora: Editora Hucitec Ano de publicação: 1996 Número de páginas: 124

PARTES DE MONOGRAFIAS SEM AUTORIA ESPECIAL

SOBRENOME, Prenome. Título do capítulo. In:

Edição. Local: editora, ano de publicação. Página inicial-página final.

. Título do livro.

Exemplo:

JUCHEM, P. A. Balanço ambiental para empresas. In:

gestão, auditoria. 3. ed. Curitiba: FAE/CDE, 1995. p. 75 -87.

. Introdução à

Faça a referência completa a partir das informações a seguir:

Autor: Cândido Malta Campos Filho Título: Cidades brasileiras: seu controle ou o caos Local de publicação: São Paulo Editora: Nobel Ano de publicação: a provável data de publicação é o ano 1989. Capítulo do livro utilizado: Capítulo 3 Título do capítulo: As visões conflitantes do que é o planejamento urbano Páginas do capítulo: 19-30

PARTES DE MONOGRAFIAS COM AUTORIA PRÓPRIA SOBRENOME, Prenome (autor da parte referenciada). Título da parte

PARTES DE MONOGRAFIAS COM AUTORIA PRÓPRIA

SOBRENOME, Prenome (autor da parte referenciada). Título da parte referenciada. In: SOBRENOME, Prenome. Título. Edição. Local: Editora, ano de publicação. Localização da parte referenciada. Número de páginas.

ARTIGOS DE LIVROS

Exemplo:

STORPER, M. Desenvolvimento Territorial na economia global do aprendizado:

o desafio dos países em desenvolvimento. In: RIBEIRO, L. C. Q.; SANTOS JÚNIOR, O. A. (Org.) Globalização, Fragmentação e Reforma Urbana: o futuro das cidades brasileiras na crise. São Paulo: Civilização Brasileira, 1994.Cap.2. p. 45-59.

Faça a referência completa a partir das informações a seguir:

Autor do capítulo: Carlos José Caetano Bacha Título do capítulo: Gestão florestal do Paraná Autor do livro: Ignes Vidigal Lopes Título do livro: Gestão florestal Local de publicação: Rio de Janeiro Editora: Editora Santos

Ano de publicação: 1996

Páginas do capítulo: 639-666

Volume do livro: 2

Artigos de Eventos

Exemplo: NICOLETTO, U. A evolução dos modelos de gestão de resíduos sólidos e seus instrumentos.

Exemplo:

NICOLETTO, U. A evolução dos modelos de gestão de resíduos sólidos e seus instrumentos. In: CONFERÊNCIA SOBRE MERCOSUL, MEIO AMBIENTE E ASPECTOS TRANSFRONTEIRIÇOS, 2, 1997, Campo Grande. Anais Campo Grande: SEMADES, 1997. p. 89-105.

Faça a referência completa a partir das informações a seguir:

Autores: Fábio Silveira Brandão, Renato Castro, José Gutierrez Lopez Título do artigo: Meio Ambiente e Gestão Participativa: uma convergência Apresentado no 3º. Congresso Brasileiro de Meio Ambiente Data de realização do evento: 1990 Realizado em: São Paulo Local da publicação: São Paulo Publicado pela: Associação Brasileira de Proteção Ambiental Data de publicação dos Anais do Evento: 1991 Páginas do artigo: 123-131

Artigos de revistas.

A pontuação utilizada e as informações destacadas são diferentes. Observe com atenção:

SOBRENOME, Prenome. Título do artigo. Titulo da revista, local da publicação, número do volume, fascículo, páginas inicial e final do artigo, mês e ano da publicação.

Exemplo:

BENJAMIN, A. H. V. Responsabilidade Civil pelo Dano Ambiental. Revista de Direito Ambiental, São Paulo, v.2, n.9, p. 43-57, jan./jul.1998.

Obs.: O volume é indicado por v. O número é indicado por n. As páginas são indicadas por p. inicial-final.

Os meses são indicados abreviados, excetuando-se o mês de maio. Faça a referência completa a

Os meses são indicados abreviados, excetuando-se o mês de maio.

Faça a referência completa a partir das informações a seguir:

Autores: SHRIVASTAVA, Paul e HART, Stuart Título do artigo: Por uma gestão ambiental total Revista em que foi publicado: HSM Management Local de publicação: São Paulo Dados da revista: volume 1, número 6 Data da publicação: janeiro 1998 Páginas do artigo: 92-96

Artigos em jornais

SOBRENOME, Prenome. Título do artigo. Título do jornal, local de publicação, dia, mês e ano. Páginas do artigo.

Exemplo:

MORAIN, C. Gerenciamento ambiental em pequenas e médias empresas de mineração. Gazeta do Povo, Curitiba, 10 out. 1993. p. 1-5.

Dissertações, teses, etc.

SOBRENOME, Prenome. Título. Número de folhas. Palavra “Tese ou Dissertação” (tipo de curso) – Setor, nome da Instituição onde foi apresentada. Local da instituição, ano da defesa.

Exemplo:

WATANABE, C. B. Antecipando a Agenda 21 Local: uma visão geográfica do meio ambiente de São Mateus do Sul, Paraná. 119f. Dissertação (Mestrado em Geografia) Setor de Ciências da Terra, Universidade Federal do Paraná. Curitiba, 2002.

Faça a referência completa a partir das informações a seguir:

Autor: Antônio Abreu Sobrinho Título da tese: Perspectivas da educação ambiental em escolas públicas de primeiro e segundo graus

Local de defesa: Curitiba Ano de defesa: 1999 Número de páginas: 157 Nível de defesa:

Local de defesa: Curitiba Ano de defesa: 1999 Número de páginas: 157 Nível de defesa: Doutorado em Sistemas Educacionais Instituição: Faculdade de Educação da Universidade Federal do Paraná

REFERÊNCIAS DE DOCUMENTOS CONSULTADOS ON LINE

SOBRENOME, Nome. Título. Disponível na Internet. Endereço. Data de acesso.

Exemplo:

ROLNIK, R. Estatuto da Cidade: instrumentos para as cidades que sonham crescer com justiça e beleza. Instituo Polis. Disponível em:<http://www.polis.org.br> Acesso em: 23 mar. 2008.

REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e documentação: referências –

REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023:

informação e documentação: referências elaboração. Rio de Janeiro,

2002.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6024:

Informação e documentação: numeração progressiva das seções de um documento escrito apresentação. Rio de Janeiro, 2002.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6027: Sumário. Rio de Janeiro, 2003.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520:

Informação e documentação: apresentação de citações em documentos. Rio de Janeiro, 2002.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724:

Informação e documentação trabalhos acadêmicos apresentação. Rio de Janeiro, 2005.

ECO, U. Como se faz uma tese. 15. ed. São Paulo: Perspectiva, 2000.

LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. de A. Fundamentos de metodologia científica. 3. ed. rev. e ampl. São Paulo: Atlas, 1991.

. Metodologia do trabalho científico: procedimentos básicos,

pesquisa bibliográfica, projeto e relatório, publicações e trabalhos científicos. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2001.

. Técnicas de pesquisa: planejamento e execução de pesquisas,

amostragens e técnicas de pesquisa, elaboração, análise e interpretação de dados. São Paulo: Atlas, 1986.

MEDEIROS, J. B. Redação científica: estratégias de leitura, como redigir monografias, como elaborar papers. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1996.

SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. 20. ed. rev. e ampl. São Paulo: Cortez, 1996.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ (UFPR). Normas para apresentação de documentos científicos: teses, dissertações, monografias e

trabalhos acadêmicos. Curitiba: UFPR, 2007a. v.2. . Normas para apresentação de documentos científicos : periódicos

trabalhos acadêmicos. Curitiba: UFPR, 2007a. v.2.

. Normas para apresentação de documentos científicos: periódicos

e artigos de periódicos. Curitiba: UFPR, 2007b. v.4.

. Normas para apresentação de documentos científicos: redação e

editoração. Curitiba: UFPR, 2007c.

13. ANEXO - MODELO DE UM TEXTO UTILIZANDO O SISTEMA AUTOR- DATA A EVOLUÇÃO DOS

13. ANEXO - MODELO DE UM TEXTO UTILIZANDO O SISTEMA AUTOR- DATA

A EVOLUÇÃO DOS SUPORTES DA INFORMAÇÃO

Desde os primórdios da história, o homem buscou comunicar-se registrando seus conhecimentos e utilizando as linguagens disponíveis em sua época. O homem das cavernas talhou a pedra para descrever seus hábitos e sua cultura, simbolizando a linguagem de comunicação por desenhos, sons, danças, mímicas, códigos, sinais e gestos. Da transformação da linguagem auditiva em linguagem visual surgiram os primeiros sistemas de escrita, os quais foram inventados e aperfeiçoados ao longo dos séculos, passando por diversas evoluções: escrita pictográfica, mnemônica, cuneiforme, fonética, ideográfica, hieroglífica, até chegar ao alfabeto. Do reino mineral, vegetal ou animal, utilizou-se pedra, mármore, argila, metais, ossos, marfim, pano, seda, madeira, papiro e o pergaminho, estando a divulgação do conhecimento sempre representada em suportes de informação, ou seja, disseminada através de um material palpável. Martins (1957) destaca três grandes períodos: técnica da gravura, técnica da fundição manual e técnica da fundição mecânica. Nesses períodos, o livro impresso deparou-se com muitos colecionadores hostis que não o queriam em suas coleções, entretanto com o aperfeiçoamento técnico melhorou sua qualidade e constituiu-se um objeto de beleza. Nesses tipos de materiais, várias técnicas “tipográficas” (xilografia, litografia) e instrumentos (cinzel, estilete, caniço, penas de aves, penas metálicas) foram utilizados para reproduzir a escrita pelos copistas, pergaminhistas, iluminadores e outros, até a “imprensa de Gutenberg” que aperfeiçoou os processos da tipografia, surgindo o documento impresso comum até os dias atuais. Martins (1957) relata a história do livro, da imprensa e da biblioteca através de um retrospecto da História de acordo com as eras e movimentos literários que dividem a história da humanidade: antiguidade, idade média, renascença até a modernidade, descrevendo ricos detalhes pormenorizados com nomes, títulos e acontecimentos que envolveram e tiveram influências culturais no decorrer da história. O surgimento da técnica de impressão foi um grande marco na história da escrita e divulgação do conhecimento. Da mesma forma, a informática e as telecomunicações apresentam, também, suas contribuições para a história da humanidade.

O advento das novas tecnologias de informação, segundo Cunha (1994), mudou o peso relativo das

O advento das novas tecnologias de informação, segundo Cunha (1994), mudou o peso relativo das publicações impressas em relação aos outros suportes de informação, no que diz respeito ao processo global de difusão de conhecimentos.

a microeletrônica, a informática, as

telecomunicações, a automação e a inteligência artificial, integrantes do quadro tecnológico que configura a nova revolução, se apresenta como os principais

protagonistas das mudanças.” Essa revolução é comentada por Oashi (1992), Paula (1991) e Pontes (1990) que apresentam argumentações e explicações para a realidade atual com colocações semelhantes, lembrando que a nova realidade vem proporcionando a interação da sociedade, indivíduo, informação e conhecimento. Levy (1996) enfatiza que, no futuro, os livros, jornais e outros documentos serão apenas projeções temporais e parciais de hipertextos e ainda questiona a possibilidade do surgimento de novos sistemas de escrita que explorariam as potencialidades dos suportes dinâmicos de armazenagem da informação. Segundo Chartier (1994, p. 97-98):

Mata (1995, p. 8) argumenta que “[

]

A revolução de nosso presente é mais importante de que a de Gutenberg. Ela não somente modifica a técnica de reprodução do texto, mas também as estruturas e as próprias formas do suporte que o comunica aos seus leitores. O livro impresso foi, até hoje, o herdeiro do manuscrito por sua organização em cadernos, pela hierarquia dos formatos, pelos auxílios de leitura, correspondências, index, sumários, etc.

Do livro definido como um conjunto de folhas de papel ou pergaminho, impressas ou manuscritas e presas numa capa formando um volume que traz informações literárias ou científicas, depara-se para o livro digital. O livro digital ou e-book (livro eletrônico) muda a forma de como o texto impresso é vendido e lido, apresentando uma interatividade mais funcional que o livro em papel. O modelo que mais se aproxima do livro é o Dedicated Reader, apresentando-se como um livro aberto semelhante ao livro comum, com a visualização de duas páginas simultaneamente, com coloração da página branca parecida com a folha de papel com conteúdos coloridos. (GODOY, 1998). Portanto, da mesma forma que os manuscritos coexistiam com os livros impressos, os impressos coexistirão com os eletrônicos. Do códex à tela, o livro não é mais o mesmo, porque nos novos dispositivos formais em que se apresentam, modificam as condições de recepção de textos sofridas pelas mutações das formas do livro e reprodução do texto. Toda essa evolução caracteriza a “era da informação”, “era quaternária” ou ainda “era da tecnologia da informação”, o “acervo digital”, “acervo virtual” e várias denominações como: arquivos digitalizados, acesso eletrônico, acesso

remoto, memória magnética, memória ótica, mundo eletrônico, informática documentaria, entre outras. REFERÊNCIAS

remoto, memória magnética, memória ótica, mundo eletrônico, informática documentaria, entre outras.

REFERÊNCIAS

CHARTIER, Roger. A ordem dos livros: leitores, autores e bibliotecas na Europa entre os séculos XIV e XVIII; tradução de Mary Del Priore. Brasília: Ed. UnB, 1994. 111p.

CUNHA, Murilo Bastos da. As tecnologias de informação e a integração das bibliotecas brasileiras. Ci. Inf., Brasília, v. 23, n. 2, p. 182-189, maio/ago. 1994.

CUNHA, Murilo Bastos da. Biblioteca digital: biblioteca internacional anotada. Ci. Inf., Brasília, v. 26, n. 2, p. 195-213, maio/ago. 1997.

GODOY, Norton. O livro de todos os livros. Disponível em:

LEVY, Pierre. O que é virtualização. In:

34, 1996. (Coleção TRANS). Cap. 1, p. 15-25.

. O que é virtual? São Paulo: Ed.

MARTINS, Wilson. O livro impresso. In:

Anhembi, 1957. Pt. 2., cap. 6, p. 159-165.

. A palavra escrita. São Paulo:

MATA, Maria Lutgarda. Educação á distância e novas tecnologias: um olhar crítico. Tecnologia educacional. Rio de Janeiro, v. 22, n. 123/124, p. 8-12, mar./jun. 1995.

OASHI, Cristina Dan. A tecnologia do CD-ROM e suas aplicações em bibliotecas: revisão de literatura: R. Bras. Bibliotecon. e Doc., São Paulo, v. 25, n. 1/2, p. 80-112, jan./jun. 1992.

PAULA, Lícia Pupo de. Tecnologia CD-ROM e suas aplicações em unidades de informação: revisão inicial. R. Bras. Bibliotecon. e Doc., São Paulo: v. 24, n. 1/4, p. 86-97, jan./dez. 1991.

PONTES, Cecília Carmem Cunha. Base de dados em ciência e tecnologia. Trans-in-formação. Campinas, v. 2, n. 2/3, p. 33-42, maio/dez. 1990.