Você está na página 1de 17

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE JOÃO PESSOA – UNIPÊ

PRÓ-REITORIA ACADÊMICA – PROAC


CURSO DE PSICOLOGIA

WALTER TRAVASSOS SARINHO

RELATÓRIO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO BÁSICO INTEGRADO –


IDENTIFICAÇÃO DE DEMANDAS: ÊNFASE EM SAÚDE

JOÃO PESSOA
2017
WALTER TRAVASSOS SARINHO

RELATÓRIO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO BÁSICO INTEGRADO –


IDENTIFICAÇÃO DE DEMANDAS: ÊNFASE EM SAÚDE

Trabalho apresentado aos professores


Alexmara de Barros Medeiros, Fernando
Guimarães e Maria Jozina Ferreira da disciplina
Estágio Supervisionado Básico Integrado –
Identificação de Demandas do 1º período do
Curso de Psicologia do Centro Universitário de
João Pessoa (Unipê), como requisito parcial a
obtenção da nota da 1ª unidade.

JOÃO PESSOA
2017
RESUMO

O presente Relatório de Estágio tem por objetivo realizar um estudo teórico e prático acerca da
técnica de observação com ênfase na área da Saúde. A primeira parte apresenta um estudo
teórico acerca da técnica de observação, destacando suas características, vantagens, limitações
e suas possíveis modalidades. A partir da descrição teórica, são enquadrados os aspectos
metodológicos acerca da observação prática realizada neste relatório. A observação executada
enquadra-se nas categorias: (i) sistemática, (ii) em campo, (iii) não participativa e (iv)
individual. O local escolhido para realização da observação foi o Centro Universitário de João
Pessoa (Unipê), mais especificamente na clínica do curso superior de Fisioterapia. O autor deste
relatório de estágio foi o observador e, durante o período de trinta minutos, escolheu um sujeito
na recepção da clínica para documentar suas ações. Ao observar um sujeito que se encontra
dentro de uma clínica, é possível ter uma ideia pré-concebida da ansiedade do sujeito associada
a espera pelo atendimento. O autor tentou ao máximo ater-se apenas aos fatos observados.

Palavras-chave: Coleta de Dados. Técnica de Observação. Relato de Observação.


LISTA DE QUADROS

Quadro 1 – Vantagens e limitações da observação ............................................................ 8


Quadro 2 – Classificação das modalidades da observação .................................................9
SUMÁRIO

1 INTRODUÇAO .............................................................................................................5
1.1 OBJETIVO GERAL .....................................................................................................5
1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .......................................................................................5
1.3 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO ...........................................................................5
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ................................................................................7
2.1 A TÉCNICA DE OBSERVAÇÃO .............................................................................7
2.2 AS VANTAGENS E LIMITAÇÕES DA OBSERVAÇÃO ........................................8
2.3 AS MODALIDADES DA OBSERVAÇÃO ................................................................ 9
3 ASPECTOS METODOLÓGICOS .............................................................................11
4 DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES PRÁTICAS ........................................................ 13
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ....................................................................................... 14
REFERÊNCIAS ..............................................................................................................16
5

1 INTRODUÇÃO

O presente Relatório de Estágio visa aplicar o conhecimento teórico obtido nas aulas de
Estágio Supervisionado numa situação prática para o desenvolvimento da técnica de análise de
comportamento chamado observação.
Ferreira e Mousquer (2015) consideram que a observação é uma técnica importante para
a coleta de dados. Afirmam que é utilizada tanto nas ciências naturais quanto sociais. A
observação também foi defendida por Galileu. Ele considerava esta técnica como um dos
elementos que proporciona um conhecimento fidedigno do mundo.
Ao passo que a Psicologia foi se desenvolvendo, a observação foi se mostrando um
instrumento satisfatório para a coleta dos dados com objetivo de responder duas questões
importantes acerca do sujeito que está sendo observado: (i) o que o ele está fazendo; e (ii) sob
qual circunstância ambiental.
Rudio (1998) sugere que não é possível observar tudo ao mesmo tempo, nem mesmo
muitas coisas ao mesmo tempo. Uma das condições fundamentais de se observar bem é limitar
e definir com precisão o que se deseja observar. Esta ação é uma condição imprescindível para
garantir a validade da observação.
A seguir são apresentados os objetivos deste relatório e como ele está organizado.

1.1 OBJETIVO GERAL


Realizar um estudo teórico e aplicado da técnica de observação com ênfase em saúde.

1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS


Elencam-se os seguintes objetivos específicos:
 Realizar estudo teórico do método de observação para identificar as principais
características deste método com ênfase na saúde;
 Levantar os aspectos metodológicos necessários para aplicação da observação;
 Escolher um sujeito numa das clínicas do Centro Universitário de João Pessoa e
documentar o que foi observado pelo período de 30 minutos.

1.3 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO


Além do presente capítulo, este relatório está dividido como segue:
 No Capítulo 2 é descrito o referencial teórico da observação com ênfase em saúde;
6

 No Capítulo 3 são apresentados os aspectos metodológicos que nortearam a aplicação


da observação prática e a descrição dos locais onde aconteceu a observação;
 No Capítulo 4 é mostrado o relato da descrição do sujeito que foi observado;
 Finalmente, no Capítulo 5, são discutidas as considerações finais deste relatório.
7

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Este capítulo apresenta a fundamentação teórica acerca da técnica de observação com


ênfase na saúde. Inicialmente é apresentado o conceito da técnica de observação, em seguida
são apresentadas vantagens e limitações da técnica. O capítulo finaliza destacando as
possibilidades de modalidades de observação.

2.1 A TÉCNICA DE OBSERVAÇÃO


Na vida cotidiana a observação é um meio frequentemente utilizado pelo ser humano
para conhecer e compreender pessoas, coisas, acontecimentos e situações. Nas pessoas é
possível observar diretamente suas palavras, gestos e ações. Indiretamente também é possível
observar os seus pensamentos e sentimentos, desde que se manifestem na forma de palavras,
gestos e ações. Existe ainda a possibilidade, de forma indireta, observar as atitudes de alguém,
isto é, o seu ponto de vista e predisposição para (com) determinadas coisas, pessoas,
acontecimentos, etc. (RUDIO, 1998).
Acerca ainda da observação cotidiana, é possível descrevê-la como apenas uma
aplicação dos sentidos para obter um determinado aspecto da realidade.
No sentido mais simples, observar é aplicar os sentidos a fim de obter uma
determinada informação sobre algum aspecto da realidade. Existe uma
observação vulgar que é fonte constante de conhecimento para o homem e a
respeito de si mesmo e do mundo que o circunda. Assim, pela observação ele
conhece e aprende o que é útil e necessário para sua vida, desde coisas muito
simples como, por exemplo, qual o ônibus que o leva ao trabalho, qual o ponto
em que deve tomar o ônibus e deve saltar, qual o estado de humor do chefe,
pela fisionomia que apresenta, etc. Estes conhecimentos nos ajudam a
discernir as reações que devemos ter diante de cada situação. (RUDIO, 1998,
p. 33)
A observação não está restrita apenas ao sentido da visão, ela serve-se igualmente dos
demais sentidos para a obtenção dos dados da pesquisa. Como método, possibilita um “retrato”
fiel do que observa, tanto por meio dos sentidos do corpo humano, quanto ao utilizar
instrumentos de coleta de imagens e sons (filmagens e fotos).
Ferreira e Mousquer (2015) consideram que a observação idealmente permite a
observação direta do fenômeno, sem intermediação, objetivando minimizar a subjetividade. Os
autores afirmam também que a observação desperta sentimentos no observador que não podem
ser ignorados.
A próxima seção apresenta uma gama de vantagens e limitações associadas a técnica de
observação.
8

2.2 AS VANTAGENS E LIMITAÇÕES DA OBSERVAÇÃO


A técnica de observação é especialmente útil quando se procura identificar e obter
evidências a respeito do objeto de investigação quando os indivíduos não possuem consciência
de elementos que, de alguma forma orientam seu comportamento. O Quadro 2 apresenta um
conjunto de vantagens e limitações da observação levantados por Ferreira e Mousquer (2015).
Quadro 1 – Vantagens e limitações da observação.
Vantagens Limitações
Possibilita meios diretos e satisfatórios
para se estudar uma ampla variedade de
fenômenos, tais como comportamentos O observado tende a criar impressões favoráveis
não-intencionais ou inconsistentes e ou desfavoráveis no observador;
explorar temas que os participantes não
se sentem à vontade para responder
Exige menos do observado do que A presença do observador pode alterar o
outras técnicas; comportamento / situação observada;
Permite a coleta de dados sobre um
conjunto de atitudes comportamentais Abrange somente os limites temporais
típicas, e que dificilmente poderiam ser registrados;
estudados de outra forma;
Permite checar as respostas verbais
A ocorrência espontânea não pode ser prevista, o
dadas ao entrevistador (quando for o
que impede, geralmente, o observador de
caso), confrontando estas com as
presenciar o fato;
constatadas pela observação;
Dependeria menos da introspecção ou Há grande risco de interferência de fatores
da reflexão na coleta de dados; imprevistos sobre o observador;
Permite a evidência de dados que não A duração dos acontecimentos varia, e muitos
constam no roteiro da entrevista ou de dos fatos podem ocorrer simultaneamente, o que
questionários; torna difícil a coleta das informações;
Obtêm a informação no momento e no Existem aspectos da vida cotidiana que podem
espaço onde ocorre; não ser acessíveis ao observador;
Não depende do grau de instrução do Existe muitas horas de análise e transcrição das
observado; informações, tornando-se onerosa;
Apresenta elevada validade ecológica,
Pode despertar interpretações subjetivas na
auxiliando na definição de programas
análise das informações
de tratamento mais eficazes.
Fonte: Ferreira e Mousquer (2015).
A próxima seção discute as possíveis modalidades e características da técnica de
observação.

2.3 AS MODALIDADES DA OBSERVAÇÃO


É possível categorizar a técnica de observação em várias modalidades. O Quadro 1
apresenta estas categorias que variam considerando a estruturação da atividade, o local, a ação
do fenômeno observado e com relação ao número de observadores.
9

Quadro 2 – Classificação das modalidades da observação.


Quanto à Quanto à ação do
Quanto ao local da Quanto ao número
estruturação da observador no
observação de observadores
observação fenômeno
Vida real, campo ou
Sistemática Não participante Individual
naturalística
Assistemática Laboratório Participante Em equipe
Fonte: Ferreira e Mousquer (2015).
A estrutura da observação assistemática (ou ocasional, simples, não estruturada) é a que
se realiza sem planejamento e sem controle previamente elaborado. Os fenômenos surgem do
imprevisto. Já a observação sistemática (planejada, estruturada, controlada), é a que se realiza
em condições controladas para se responder a propósitos que foram anteriormente definidos.
Ela requer planejamento e necessita de operações específicas para seu desenvolvimento
(RUDIO, 1998, p. 34-36).
Quanto ao local de observação, quando é na vida real (campo ou naturalística), ela é
registrada à medida que os acontecimentos ocorrem. A observação em laboratório visa
descoberta das ações e condutas numa situação estruturada e controlada. Este tipo de
observação está vinculado a um ambiente artificialmente criado pelo observador, e certos
fenômenos podem ser distorcidos devido esta artificialidade. A vantagem é que ela permite fácil
acesso aos recursos instrumentais disponíveis que em outras situações não seria possível
(FERREIRA E MOUSQUER, 2015).
A observação não participante acontece quando o observador permanece fora do
fenômeno, não participando dele. Executa apenas o papel de observador (expectador). Na
observação participante o observador participa ativamente com o fenômeno observado, que
pode ser uma comunidade ou grupo. O observador e observado ficam no mesmo nível e
vivenciam as mesmas situações. Um dos objetivos deste tipo de observação é ganhar a
confiança de quem se observa. Isto, no entanto, pode trazer a desvantagem da perda de
objetividade a depender do tipo de relação construída com o grupo (FERREIRA E
MOUSQUER, 2015).
Com relação ao número de observadores, a observação pode ser individual, realizada
apenas por um pesquisador, onde a maior vantagem destacada por Ferreira e Mousquer (2015)
é a praticidade. No entanto, existe uma desvantagem, a possibilidade de distorção devido a
impossibilidade de confrontação do fato observado com outros observadores. Além da
10

confrontação dos fatos observados, a observação em equipe traz como vantagem a possibilidade
de que vários observadores podem observar diferentes aspectos do fenômeno observado.
O próximo capítulo destaca detalhes dos aspectos metodológicos da observação prática
realizada pelo autor.
11

3 ASPECTOS METODOLÓGICOS

A visita aconteceu na segunda-feira, no dia 6 de Março de 2017 das 14:00 as 14:30 na


recepção da clínica-escola do curso superior de Fisioterapia do Centro Universitário de João
Pessoa (Unipê). O Unipê localiza-se na BR 230 na altura do Km-22 no bairro de Água Fria na
cidade de João Pessoa, capital do estado da Paraíba.
O campus do Unipê ocupa uma área de trinta hectares, privilegiando o verde e a
construção de prédios e espaços ecologicamente corretos. Está localizado próximo à Mata do
Buraquinho – reserva urbana de Mata Atlântica. Dentro do campus, existem mais de mil árvores
de várias espécies, como ipês e pau-brasil (UNIPÊ, 2017).
A clínica-escola de Fisioterapia do Unipê foi fundada em julho de 2000 e oferece
atendimentos a crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos. Realiza, por ano, mais de 5 mil
atendimentos a pacientes de todo o Estado. A clínica-escola também realiza palestras educativas
para a população, ministradas pelos próprios estudantes do curso de Fisioterapia, nas áreas de:
Saúde da criança e do Adolescente, Saúde do Idoso, Saúde da Mulher e do Homem, Ortopedia
e Traumatologia, Reumatologia, Neurofuncional, Pneumofuncional e Cardiovascular
(FISIOTERAPIA, 2017)
A recepção da clínica-escola possui uma porta de vidro em sua entrada. Logo após
adentrar nesta área é possível observar uma TV a frente, no canto superior direito da sala. A
TV é de tela plana, no modelo CRT e possuí aproximadamente 21 polegadas. Estava passando
na TV no momento da observação um telejornal local. A clínica-escola possui na sua área de
espera, logo à frente da TV, três fileiras de cadeiras amarelas acolchoadas. Cada fileira possui
acomodação para 4 lugares. A parede mais à esquerda, colada na porta de vidro da entrada é na
cor de cimento e vasada com pequenos quadrados distribuídos uniformemente por toda parede.
As paredes do restante do ambiente são azuis claras. O local onde ocorre o atendimento dos
funcionários da recepção se localiza numa área a frente das fileiras de cadeiras de espera. Existe
um balcão que separa as fileiras de espera da área de atendimento na recepção.
Na data da visita encontravam-se dois sujeitos na área de atendimento dos funcionários
e cerca de oito sujeitos nas cadeiras de espera, estando um deles conversando com os sujeitos
da área de atendimento da recepção.
Com relação a estrutura da observação, ela foi sistemática, visto que foi devidamente
planejada para um fim específico. O objetivo é escolher um dos sujeitos da clínica-escola e
observá-lo no intervalo de tempo de meia hora. O material utilizado foi um caderno de
anotações e uma caneta. Quanto ao local, foi realizada em campo, sem manipulação de
12

nenhuma variável do ambiente. A ação do observador foi não participativa, tentando ser o
mais discreto possível para evitar a desconfiança da observação pelo sujeito observado. Mesmo
sabendo da impossibilidade de confrontamento com outras pessoas, a observação foi realizada
de forma individual devido a praticidade na descrição da observação.
13

4 DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES PRÁTICAS

O observador, chegou na clínica-escola de Fisioterapia as 14:00 do dia 06 de março de


2017. Ao aproximar-se da recepção da clínica foi possível observar um total de 9 pessoas na
recepção. Seis estavam sentadas nas cadeiras de espera, três homens e quatro mulheres (uma
delas com um bebê nos braços). Uma pessoa estava em pé, junto ao balcão da recepção e
conversava com duas outras mulheres.
Os sujeitos escolhidos para observação foram a mulher (S1) e o bebê (S2) que carregava
nos braços. S1 é uma mulher com olhos aparentemente castanhos, cor de pele moreno claro,
cabelos lisos, escuros e compridos que estavam presos com uma liga preta. S1 aparenta ter idade
entre 25 e 35 anos.
S1 vestia uma camisa branca com gola um pouco decotada, uma bermuda jeans com
algumas pedras brilhantes contornando a costura do bolso e um chinelo branco sem divisão
para encaixar os dedos. Usava também pequenos brincos em formato de esferas brancas um
pouco brilhante que se assemelhavam a pequenas pérolas.
S1 segurava em seus braços durante todo período de observação um bebê, aqui chamado
de S2. S2 usava apenas uma fralda descartável, sem camisa, sem sandália, sem brincos, ligas
para o cabelo ou pulseiras. Não foi possível observar nenhum detalhe que identifica-se o sexo
de S2. Considerando esta falta de detalhes, existe a possibilidade de ser um menino, no entanto,
não foi confirmado.
No início da observação, o observador encontrou S1 sentada na última fileira de cadeiras
com ambas as pernas apoiadas na fileira de cadeiras a frente. S1 estava fazendo algumas
brincadeiras, cócegas e afagos com S2 que eventualmente sorria para S1. Passados
aproximadamente 5 minutos, S1 levantou-se e dirigiu-se, com S2 nos braços, para o lado de
fora da clínica-escola.
Do lado de fora, S1 passeou um pouco pela área da frente da clínica, próximo ao
observador que se encontrava sentado na cadeira ao lado de fora. S1 encontrou um bebedouro
de água ao lado das cadeiras de espera. S1 apertou o botão para sair água em torno de seis vezes.
A cada jato de água que saia, S2 sorria e tentava segurar com as mãos a água que surgia. Em
seguida S1 caminhou com S2 por alguns minutos pela área mais à frente da entrada da clínica.
S1 andava lentamente e interagia com algumas frases com S1 que não puderam ser ouvidas
pelo observador.
Aproximadamente as 14:15 S1 dirigiu-se até um carro estacionado próximo as vagas na
frente da clínica-escola. O carro era um Tiida da fabricante Nissan na cor preta. A placa do
14

carro era da cidade de Moreno em Pernambuco. S1 abriu a porta do motorista e sentou no banco.
Acomodou S2 em cima de suas coxas de modo que S2 segurou a direção do carro.
S1 abre todos os vidros do carro, mas não o liga o motor. Durante o restante do período
de tempo da observação, S1 permaneceu dentro do carro com S2. S2 segurava a direção do
carro e tinha semblante sorridente na maior parte do tempo. S2 oscilava sua atenção entre a
direção do carro e um enfeite pendurado no retrovisor. O enfeite aparentava ter o formato de
uma folha de árvore na cor verde.
15

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ferreira e Mousquer (2015) afirmam que na psicologia clínica, uma grande contribuição
da observação é a possibilidade de fornecer elementos que sejam também indicativos de
psicopatologia (posturas, comportamentos estereotipados, etc.), como também, disponibilizar
elementos normativos de comportamentos
No estudo teórico acerca da técnica de observação foi possível identificar também que
este é um método muito utilizado na psicologia, especialmente no estudo das interações
humanas. Por ser a primeira atividade de observação do autor deste trabalho, existia uma ideia
pré-concebida de, ao se deparar com os pacientes no ambiente de espera, seria possível
identificar facilmente algum elemento que demonstrasse algum tipo de ansiedade. No entanto,
não foi possível visualizar ações deste tipo nos sujeitos observados.
A observação visa documentar aquilo que pode ser visto, catalogado ou até mesmo,
mensurado. E, apesar da observação ser uma técnica excelente para descoberta de dados acerca
do comportamento, a análise da variável humana é bem mais complexa do que aquilo que pode
ser visto. Este fato não invalida a técnica, muito pelo contrário. Ele corrobora com a utilização
da observação juntamente com outras técnicas nas atividades profissionais do psicólogo.
16

REFERÊNCIAS

CHAUI, M. Convite à Filosofia. Ed. Ática, São Paulo, 2000.

FERREIRA, V.; MOUSQUER, D. Observação em psicologia clínica. Revista de Psicologia


da UnC, 2(1), 54-61, 2015.

Fisioterapia – Clínicas-Escola. Disponível em <http://unipe.br/clinicas-escola/fisioterapia>.


Acesso em 19 de mar. 2017.

RUDIO, F. V. Introdução ao projeto de pesquisa científica. 11. Ed. Petrópolis: Vozes, 1998.

Silvares, E. F. M. O papel do registro de observação de comportamentos e da quantificação


no diagnóstico clínico comportamental. Psicologia – USP. v.2, n.1, p. 105-9, 1991.

Unipê - Conheça o Campus. Disponível em <http://unipe.br/conheca-o-campus/>. Acesso em


19 de mar. 2017.