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CGE

CEARÁ
PETRO

AUDITORIA GOVERNAMENTAL
AUDITOR DE CONTROLE INTERNO
PROF. TONYVAN CARVALHO
Aula 06
Auditoria Governamental para Auditor de Controle Interno

Introdução
Bem-vindo, Concursante! É com grande satisfação estar iniciando
nossa sétima aula do curso de Auditoria Governamental para Auditor de
Controle Interno da CGE CE. Daremos continuidade com o Planejamento,
Programas de auditoria e Papéis de trabalho.

Feita essa breve introdução, daremos início ao curso, seguindo roteiro


abaixo:

Au la Tem a In í ci o em Pr o gr es so Por cen ta gem


Governança e análise de risco. Governança
no setor público. O papel da auditoria na
estrutura de governança. Estrutu ra
Au la 0 conceitual de análise de risco (COSO). 12/12 0%
Elementos de risco e controle. Aplicação
da estrutura conceitual de análise de risco.
(PARTE 01)
Governança e análise de risco. Governança
no setor público. O papel da auditoria na
estrutura de governança. Estrutura
Au la 1 conceitual de análise de risco (COSO). 17/12 8%
Elementos de risco e controle. Aplicação
da estrutura conceitual de análise de risco.
(PARTE 02)
Nor mas da INTOSAI: Declaração de Li ma.
Códi go de ética e padrões de auditoria.
Au la 2 Auditoria no setor público estadual. 22/12 17%
Operacionalidade. Nor mas relativas à
execução dos trabalhos. (PARTE 01)
Nor mas da INTOSAI: Declaração de Li ma.
Códi go de ética e padrões de auditoria.
Au la 3 Auditoria no setor público estadual. 27/12 25%
Operacionalidade. Nor mas relativas à
execução dos trabalhos. (PARTE 02)
Nor mas do IIA: O papel das normas de
auditoria. Nor mas internacionais para o
exercício profissional da auditoria interna.
Definição de auditoria interna,
independência, prof iciência e zelo
profissional, desenvol vi mento profissional
Au la 4 02/01 33%
contínuo, programa de garantia de
qualidade, planej amento, execução do
trabalho de auditoria, comunicação de
resultados, monitoramento do progresso,
resolução da aceitação dos riscos pela
administração.
Nor mas vi gentes de auditoria independente
das demonstrações contábeis emanadas
Au la 5 07/01 42%
pelo Conselho Feder al de Contabilidade
(CFC): NBC TA 200( R1)

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Au la Tem a In í ci o em Pr o gr es so Por cen ta gem

Planej amento. Progr amas de auditoria.


Au la 6 09/01 50%
Papéis de trabalho.

Amostragem estatística em auditoria.


Au la 7 18/01 8% 58%
Eventos ou transações subsequentes.
Testes de auditoria. Revisão analítica.
Entrevista. Conferência de cálculo.
Au la 8 20/01 8% 67%
Confir mação. Interpretação das
infor mações. Obser vação.
Procedi mentos de auditoria em áreas
Au la 9 23/01 8% 75%
específicas das demonstrações contábeis.
Au la Nor mas relativas à opinião do auditor.
25/01 8% 83%
10 Relatórios e pareceres de auditoria
Au la Aspectos Gerais de Auditoria
31/01 8% 92%
11 Governamental
Au la
Si mulado e revisão em mapas. 02/02 8% 100%
12

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Planejamento. Programas de auditoria. Papéis de


trabalho.

1. CONTEXTUALIZAÇ ÃO ................................................................... 5

2. PLANEJ AMENTO DE AUDITORI A ................................................... 8

3. DOCUMENTAÇÃO DE AUDITORI A ................................................13

4. LISTA DE QUESTÕES ..................................................................25

5. QUESTÕES COMENTAD AS ...........................................................34

6. BIBLIOGRAFI A ............................................................................61

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1. Contextualização
Hoje iremos abordar a primeira fase da auditoria – o Planejamento.
Segundo o glossário de termos do controle externo do TCU, “auditoria é
processo sistemático, documentado e independente de se avaliar
objetivamente uma situação ou condição para determinar a extensão na
qual os critérios aplicáveis são atendidos, obter evid ências quanto a esse
atendimento e relatar os resultados dessa avaliação a um destinatário
predeterminado ”.
O processo de auditoria se desenvolve em três fases. Cada uma dessas
fases é integrada por atividades e se inicia com o planejamento, continua
com a fase de execução e termina com a fase de relatório. Ressalta -se,
todavia, que o planejamento não é uma fase estanque, deve ser atualizado
em todas as fases do processo, inclusive durante a execução do trabalho de
coleta de evidências que confirmem as af irmações. Além dessas etapas,
considera-se que alguns aspectos são transversais e perpassam por todas
as fases do processo de auditoria, tais como: controle de qualidade,
documentação e comunicação. Estes aspectos contribuem para garantir a
eficácia e a credibilidade da auditoria.

Fonte : Pr o gr am a de apr i m or a m e nt o pr of i s s i on a l e m A ud i tor i a do T CU – Au d it or i a


gov er n am e nt a l ( 2 01 1)

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O planejamento é fase do processo de auditoria em que se desenvolve e


se documenta o plano de um trabalho específico, estabelec endo o escopo,
o prazo e a alocação de recursos, bem como desenvolvendo os
procedimentos necessários para consecução do objetivo da auditoria, tais
como: obtenção da visão geral do objeto de auditoria; identificação e
avaliação de objetivos, riscos e contr oles; elaboração do programa ou
projeto de auditoria; elaboração preliminar de papéis de trabalho.
Já a execução do programa ou projeto de auditoria é fase da auditoria na
qual a equipe utiliza as fontes de informação e aplica os procedimentos
previstos na fase de planejamento em busca de evidências para
fundamentar as conclusões. O auditor realiza testes, coleta evidências,
desenvolve os achados ou constatações e documenta o trabalho realizado,
observando as normas, o método ou os padrões de auditoria.
Por fim, o relatório que consiste no instrumento formal e técnico por
intermédio do qual a equipe comunica aos leitores o objetivo e as questões
de auditoria, o escopo e as limitações de escopo, a metodologia utilizada,
os achados de auditoria, as conclusõe s e as propostas de encaminhamento.
Ressalte-se que há quatro fases ou etapas em um Processo de Auditoria do
Setor Público, segundo as Normas de Auditoria Governamental do United
States Government Accountability Office – GAO, quais sejam:
1. Planejamento da Auditoria, que significa determinar o escopo da
auditoria, o cronograma, os objetivos, os critérios, a metodologia a ser
usada e os recursos necessários para assegurar que a auditoria englobe as
funções mais importantes da organização, assim como, os pr ocessos e os
resultados;
2. Execução, que envolve a coleta, o exame e análise das evidências
adequadas em qualidade e quantidade, de acordo com os objetivos,
critérios e metodologia da auditoria, desenvolvidos na fase de
planejamento. Essa fase se processa mediante a aplicação de
procedimentos de auditoria, com a finalidade de:
• testar e avaliar os Controles Internos;
• identificar os efeitos das variações em relação aos critérios e às principais
causas;
• desenvolver Conclusões e Recomendações.

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3. Relatório, que compreende a comunicação dos resultados das auditorias


à administração superior da entidade em questão, ao ministro respectivo, ao
parlamento ou conselho de diretores, dependendo da natureza da auditoria;
4. O Acompanhamento ou monitoramento ( follow-up) que inclui:
a) uma revisão sistemática das ações desenvolvidas pela administração, a
partir das recomendações ou observações de auditoria efetuadas pelo
Escritório do Auditor Geral ou uma recomendação feita por uma comissão
parlamentar;
b) uma avaliação da eficácia das ações corretivas tomadas face aos
problemas que originaram as Recomendações ou as Observações da
Auditoria;
c) um relatório sobre os resultados das revisões de acompanhamento
apresentado à Câmara dos Comuns e/ou à administração, confor me o caso.

Fonte : Pr i nc í p ios F un da m en t a is de Au d it or i a O p erac i o na l – N orm a s d a I nt os a i : I S SA I 3 0 0

Fonte : Pr i nc í p i os Fu nd a me n ta is de A u di t or ia d o S et or P úb l ic o – Nor m as d a
In tos a i: I S S A I 10 0

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2. Planejamento de Auditoria
A NBC TA 300(R1) trata da responsa bilidade do auditor no planejamento da
auditoria das demonstrações contábeis.
O objetivo do auditor é planejar a auditoria de forma a realizá -la de maneira
eficaz. Um planejamento adequado é benéfico para a auditoria das
demonstrações contábeis de várias maneiras, inclusive para:
 Auxiliar o auditor a dedicar atenção apropriada às áreas importantes da
auditoria;
 Auxiliar o auditor a identificar e resolver tempestivamente problemas
potenciais;
 Auxiliar o auditor a organizar adequadamente o trabalho de audito ria
para que seja realizado de forma eficaz e eficiente;
 Auxiliar na seleção dos membros da equipe de trabalho com níveis
apropriados de capacidade e competência para responderem aos riscos
esperados e na alocação apropriada de tarefas;
 Facilitar a direção e a supervisão dos membros da equipe de trabalho e
a revisão do seu trabalho;
 Auxiliar, se for o caso, na coordenação do trabalho realizado por outros
auditores e especialistas.
O planejamento de auditoria está delimitado em duas dimensões – uma
ampla e outra restrita, conforme delineado abaixo.

2. O p l a ne j a me nt o d a au d it or i a e nv o lv e a de fi n iç ão de es tr at é g ia g lo b al pa ra o tr ab a lh o
e o d es e nv o lv i m e nt o d e p la n o d e au d it or i a. [ ... ]
[.. .]
7. O au d it or d ev e es t a be l ec er um a es tra t ég i a g lo b al d e a u di t ori a q ue d e fi n a o a lc a nc e, a
ép oc a e a d ir eç ã o d a au d it or i a, p ar a or i en ta r o d es env o lv i me nt o d o p la n o d e au d it or i a.
[gr i fo n os s o]

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Um dos itens mais cobrados pelas bancas desse assunto é quanto à


flexibilidade de alteração da estratégia global e do plano de auditoria, ou
seja, eles não são imutáveis. Reiteradamente encontramos itens ou
alternativas de questões de concursos afirmando que o planejamento não
pode ser alterado. Na realidade, sempre que necessário , o auditor dever
atualizar e alterar o planejamen to. Veja:

10 . O a udit or d e v e a t ua liz ar e a lt er a r a e st rat ég ia g lob a l de a udito r ia e o pl an o de


aud ito ri a s emp r e qu e ne c es s á rio no c ur so da aud ito ri a (v er it e m A 1 3). [ gr if o n os s o ]

Cabe ressaltar que, para otimizar os trabalhos, o auditor deve planejar a


natureza, a época e a extensão do direcionamento e supervisão da equipe
de trabalho e a revisão do seu trabalho.

12 . O au d it or dev e d oc u me n tar ( N BC T A 23 0 – Doc u m en taç ã o d e Au d it or i a,


it e ns 8 a 1 1 e A 6) :
( a ) a e st ra tég i a g lob a l d e au dit o r ia;
( b) o pl an o d e au dit o ri a; e

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( c ) ev en tua i s alt e ra ç õe s sig nif ic at iv a s o c or ri da s n a e st rat ég ia glob a l d e aud ito ri a


ou no pl ano d e au dit o ri a du ran t e o t r ab alh o d e aud ito ri a , e as r a zõ es d es s as
a lt eraç õ es (v er it ens A 16 a A 19) . [ gr i f o n os s o]

Basicamente, as bancas costum am cobrar o que o auditor deve documentar


quando estiver na fase de planejamento, segundo a NBC 300(R1). Segue o
mapa mental dessa informação.

Agora, iremos explorar a Sessão “Aplicação e outros materiais explicativos”.


São detalhamentos das informações contidas na introdução da norma.
Essas aplicações serão identificadas pela letra “A”.
Chamamos a sua atenção para o item abaixo. Planejamento é dinâmico,
continuo e iterativo que se inicia logo após (ou em conexão com) a
conclusão da auditoria anterior, co ntinuando até a conclusão do trabalho de
auditoria atual. Veja:

A 2. Pl an ej am ent o nã o é um a f a s e is ol ad a da aud ito r ia , m as u m pro c es so cont ínu o e


ite r ati vo , qu e mui t a s vez es com e ç a logo apó s (ou e m c one x ão com ) a con c lus ão d a
aud ito ri a ant er io r, c ont in uan do até a c onc lu sã o do t ra ba lh o de aud ito ri a atu al .
Ent r eta nto , o pl an ej a ment o inc lu i a con si de ra ç ão da é poc a de c er ta s at iv id ad es e
pro c edi me nto s d e a udit o r ia qu e d e ve m s e r con clu ído s ant es d a re a liz a ção d e
pro c edi me nto s a di ci ona is de aud ito ri a . P or ex e mp l o , o p l an e ja m e nt o inc l u i a
nec es s i da d e d e c o ns i der ar , a nt es da i de n ti f ic aç ã o e av a li aç ão p e l o a u di t or d os r is c os d e
d is t orç õ es re l ev an t es , as p ec t os c o mo :
( a) os pr oc ed i m en tos an a lí t ic os a s er em a p l ic ad os c o m o proc e d im en t os de av a l i aç ã o d e
r is c o;
( b) ob t enç ã o d e e nt e nd i m en t o g l o ba l d a e s tru tu ra j urí d ic a e o a mb i e nt e r eg u l at ór io
ap l ic áv e l à en t id a de e c om o a e n ti d a de c u m p re c o m os r e q uer i m en t os d es s a es tr ut ur a;
( c ) a de ter m i naç ã o d a ma t er ia l i da d e;
( d) o e nv olv i m en t o de es p ec i al is tas ;
( e) a a p l ic aç ã o de ou tr os p r oc e d i me nt os d e a v a li aç ão de r is c o . [ gri f o n os s o ]

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Fiquem atentos quando aparecer esta lâmpada ! Ela será nossa forma
de sinalizar a “questão da moda ” (tem sido bastante explorada e não
podemos dar moleza!), porque tem quatro ou cinco itens, conforme a norma
e o examinador troca ou retira um dos itens e pergunta qual delas não faz
parte desse rol. Esse tipo de questão tem grande probabilidade de aparecer
em sua prova! Ok?

A 8. O p roc es s o de de f in iç ã o da es tra t ég i a g l o ba l a ux i li a o a ud i tor a d e ter m i nar ,


de p en d en d o d a c o nc l u s ão dos pr oc e di m e nt o s d e av a li aç ão de r is c o, t e mas c o m o:
(a) os r ec ur s os a s er e m a l oc a d os e m á reas d e au d i tor i a es pec íf ic as , t a is c o m o
me m br os da e q u ip e c o m ex per i ê nc i a a de q ua d a p ara ár e as d e a lt o r is c o o u o
env o lv i me nt o d e es pe c i al is ta em t e mas c om p lex os ;
(b) os rec ur s os a a l oc ar a ár eas d e a u d it or i a es p ec í fic as , t a i s c om o o n ú m ero de
me m br os d a eq u i pe a loc a dos p ar a o bs e r v ar as c o nt a ge ns de es t o qu e em l oc ais
re lev a nt es , a ex t e ns ã o d a r ev is ã o d o tr ab a l ho de o u tros au d it or e s n o c as o d e au d it or i a
de gr u po d e e mpr es a s o u o or ç a m en to d e h oras d e au d it or i a a s er em a l oc a d as nas
áre as d e a l to r is c o ;
(c ) qu an d o es s es r ec u r s os d ev e m s er a loc a d os , p or ex e m pl o , s e e m et a p a i nt er me d i ári a
de au d it or i a ou em de t er mi n ad a d at a - b as e d e c ort e ; e
(d) c o m o es s es r ec ur s os s ã o g er enc i a d os , d irec i o na d os e s up erv is i on a dos , p or
ex e m p lo , pa r a q u an d o es t ã o pr ev is t as as r e un i õ es pre p ara t ór ias e d e at ua l i za ç ão , c om o
dev e m oc orr er as r ev i s ões d o s óc i o e d o g e ren t e d o tr a ba l h o (p or ex e m p lo , e m c am p o
ou f or a d e le) e s e dev em s er r e al i za d as r ev i s ões de c o n tro l e d e q ua l i da d e d o tra b a lh o.
A 10 . [. .. ] A de f i niç ã o da es tr at ég i a g l ob a l d e au d it or i a e o p la n o de a u d it or ia d e ta l ha d o
nã o s ão n ec es s ar i am en t e pr oc es s os is o la dos o u s e q ue nc ia is , es t a nd o in t im a m en te
re lac i o na d os , u m a v e z q u e as m ud a nç as em um po d em r es u l tar em m u da nç as n o ou tr o.
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A 12 . O p la n o d e au d it or ia é ma is d et a lh a do qu e a e s tr at é gi a g lo ba l d e a u d it or ia v is to
qu e inc l u i a na t ur e za , a é poc a e a ex t ens ã o d os pr oc e di m en t os de a ud i tor i a a s er em
rea l i za d os p el os m em br o s da e qu i p e de tr ab a l ho . O p la n ej a m en to d es s es
proc e d im e nt os d e au d it or i a oc or r e n o d ec ur s o d a a u di t or ia , à me d id a q u e o pl a n o d e
au d it or i a p ar a o t r a b al ho é des e nv o lv i d o.
A 13 . A d e ter m i naç ã o da n at ur e za , d a é p oc a e da ex t e ns ã o d os pr oc e d i me n tos d e
av a l i a ç ã o d e r is c o , e dos pr oc e d im e nt os d e au di t or ia ad ic i on a is , à m ed i d a q ue e l es s e
re lac i o na m c om as d i v u lg aç ões , é i m po rt a nt e, c o ns id er an d o t a n to a am p l a g a ma d e
i nf or maç õ es q u an to o nív e l d e d e ta l h es q ue pos s a m es t ar i nc l uí do s nes s as d iv u l gaç õ es .
A lé m d is s o , c er tas d iv u lg aç ões p od e m c on t e r i nf or maç õ es ob t id as for a do ra zã o ger a l e
dos r a zõ es a ux i li ar es , qu e ta m bé m p o de m af et ar os r is c os av a l i ad os e a na tu re za , a
ép oc a e a ex t e ns ão d os pr oc e d i me nt os d e au d it or i a pa ra tr at ar d es s es r is c os . ( I nc l u íd o
pe l a N BC T A 3 0 0 ( R1) )
A 14 . A c o ns i d er aç ã o das d iv u l g aç õ es n o i níc i o d a a u d it or ia a ju da o a u di t or a dar a
dev i d a at enç ã o e p la ne j ar o te m p o ad e qu ad o p ara tr a tar as d i v u lg aç ões d a m es m a
for m a q u e as c las s es de tr ans aç ões , de ev e nt os e d e s a ld os c o nt áb e is . C ons i d eraç õ e s
pre l i m in ar es ta m bé m po d em a j u dar o a u d it or a de t erm i n ar os ef e it os s obr e a a ud i tor i a
de :
• div ul g aç ões s i gn i fi c at iv as n ov as o u r e v is ad as n ec es s ári as em d ec orr ê nc ia d e
mu d anç as n o a m b ie nt e, n as c o n d iç õ es f in a nc e ir as o u n as a tiv i d a des da en t id a de ( por
ex e m p lo , m u da nç a n a id e nt i fic aç ão d e s e g me n tos e d e c o m u nic aç ã o de i nf or maç õ es
s obr e s e g me n tos d ec o r r e nt es d e c o mb i naç ã o d e n eg óc i os s i gn i f ic a t iv a);
• div u lg aç ões s i gn i f ic at iv as n ov as o u r ev is ad as dec orr e nt es d e mu d anç as na es tru t ur a
de r el a tór i o f in a nc eir o a p l ic áv e l;
• nec es s i d a de d e e n v o lv i m e nt o d e es pec i a lis t a p ar a aj u da r n os p roc e di m e nt os d e
au d it or i a re l ac io n ad o s c om d iv u l gaç õ es es p ec í f ic as ( p or ex e m p lo , d iv u lg aç õe s
re lac i o na d as c o m obr i gaç õ es c o m pr ev i d ê nc i a e o utr os b en e fíc i os de ap os en ta d or ia ); e
• as s untos r el ac i on a d os c o m d iv u l g aç õ es q ue o a ud i tor po d e q u ere r d is c u t ir c o m os
res p o ns áv e is p e la g o v er n a nç a ( v er it e m A 12 d a N BC T A 2 6 0). (Inc l uí d o pe l a NB C T A
30 0 (R 1))
A 16 . A n atu r ez a, a épo c a e a e xte ns ão do di r ec ion am ent o e d a su pe r vi s ão do s
me mb ros d a e qui pe e a re vi s ão d o se u tr ab al ho po de m v ar i ar de pe nd endo d e
div e r sos f at o r es , in cl uindo :
(a ) o p ort e e a com pl ex id ad e d a e ntid ad e;
(b) a á re a da a udi t o ri a;
(c ) o s r is co s d e di st o rç õe s re l ev ant e s (por ex em p l o, um au m en t o n o r is c o d e
d is t orç õ es r e l ev a n te s p ar a u m a da d a ár ea d e a ud i tor i a c os t u m a ex i g ir u m
c orr es p o nd e nt e au m e nt o na ex t ens ã o e no d irec i o na m en t o e s u p erv is ã o te m p es t iv a p o r
par t e dos me m br os da e q ui p e e u m a r ev is ã o m a is d et a lh a da do s e u tra b a lh o) ;
(d) a c a pac i d ad e e a c om p et ê nc i a dos m e mb ros i nd i v i du a is da eq u i pe q ue r e al i za o
tra b al h o d e a ud i tor i a. [gr i fo n os s o]

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3. Documentação de Auditoria
A NBC TA 230(R1) trata da responsabilidade do auditor na elaboração da
documentação de auditoria para a auditoria das demonstrações contábeis.
Documentação de auditoria é o registro dos procedimentos de auditoria
executados, da evidência de auditoria relevante obtida e conclusões
alcançadas pelo auditor (usualmente também é utilizada a expressão
“papéis de trabalho”). Já o arquivo de auditoria compreende uma ou mais
pastas ou outras formas de armazenamento, em forma física ou eletrônica
que contêm os registros que constituem a documentação de trabalho
específico.
A definição de documentação de auditoria (papéis de trabalho),
certamente, (que é, desta norma) o item que mais aparece em provas.
Segue mapa mental para ajudá -los na memorização.

Conforme mencionado anteriormente, extrairemos literalmente os


dispositivos mais cobrados dessa norma. Veja:

2. A d oc u me nt aç ão d e a ud i tor i a , qu e at e nd e às ex i gê nc ias d es ta Nor m a e às ex ig ê nc ia s


es p ec íf ic as de doc u m en t aç ã o d e o utr as n or mas de a u d it or ia r e lev an t es , fo rn ec e:
( a ) ev id ên ci a d a b a s e do au dit o r p a r a u ma con c lus ão qu ant o ao cu mp ri me nto d o
obj eti vo gl ob al do au dit o r ( NB C TA 2 0 0 ); e
( b) e vi dê nc ia de qu e a a udi t o ri a f o i p lan e j ad a e e x ec uta da em confo r mid ad e co m a s
nor ma s de aud it o ri a e e xig ên ci a s le ga is e r egu l am ent ar e s ap li cá v ei s.
3. A doc u m en taç ã o d e a u di t or i a s er v e p ar a v ár ias fi na li dad e s ad ic ion ai s , q u e i nc lu e m:
• as s is t ir a e q u ip e d e t r ab a l ho no p l a ne j a me n to e ex e c uç ão d a a u d it or ia ;
• as s is tir a os m e m br o s da e q ui p e d e tr ab a l h o res po ns áv e is pe l a d i reç ã o e s up erv is ão do
tra b al h o de a u di t or ia e no c u m pr im e nt o de s u as r es po ns ab i l i da d es de rev is ão e m
c on f orm i d ad e c o m a NB C TA 2 2 0 – Co ntr o l e d e Q u a li d a de da Au d it or i a d e
De m ons tr aç õ es C on t á be is ;
• perm i tir qu e a e q u ip e d e tr a b a lh o p os s a s er r es po ns ab i l i za d a p o r s e u tr ab a l ho ;
• man ter um r eg is tr o d e as s un tos de im p ort â nc ia rec orr e nt e p ar a a ud i tor i as f ut ur as ;
• perm it ir a c on d uç ão d e r ev is õ es e i ns p eç ões d e c on tr ol e d e q ua l i da d e em
c on f orm i d ad e c om a NB C P A 01 – Co n tro l e de Q u a li d ad e par a F ir m as ( P es s o a s
J urí d ic as e F ís ic as ) d e Au d it or es I n de p en d en t es q u e ex ec ut a m ex a m es d e a ud i tor i a e

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Auditoria Governamental para Auditor de Controle Interno

r ev is õ es d e i nf or maç ão f i na nc e ir a his t óric a, e o ut ros tr a ba l hos d e as s eg ur aç ã o e d e


s erv iç os c o rre l at os ( N BC T A 2 2 0, i t em 2);
• permi t ir a c o n d uç ã o de i ns p eç ões ex t er nas em c on for m i da d e c o m as ex ig ê nc ias le g a is ,
r eg u l am e nt ar es e o utr as ex ig ê nc ias a p l ic áv e is .
6. P ara fi ns d as nor mas d e a ud i tor i a, os s eg u in t es te rm os p o s s ue m os s i g ni f ic a d o s
atr i bu í dos ab a ix o :
( a ) D oc um ent aç ão de aud it o ri a é o r egi st ro d os pr oc ed i ment os de au dito r i a
ex e cut ado s, d a e vid ên ci a d e au dit or ia r el e van te obt id a e co ncl us õe s a lc an ç ada s
pel o aud ito r ( us ua lm ent e t am bé m é uti liz a da a e xp r es s ão “ pa p éi s de t ra ba lho” ).
( b) A rqu i vo d e aud i t or ia co mp r een de u ma ou m a is pa st a s ou out r as fo rm a s d e
ar m az en a me nt o, e m f o rm a f ís i ca ou e let rô ni ca qu e co ntê m o s r egi st ro s qu e
con sti tue m a do cum e nt a çã o d e t r ab al ho e sp ec ífi co .
( c ) Aud ito r e xp e ri ent e é um in di víd uo (int er no ou e xt er no à fi r ma d e aud ito ri a ) qu e
pos su i ex pe r iê nc ia p rá t i ca d e aud ito r ia e conh e ci me nto r az o á v el d e:
( i ) p ro c es so s de aud i t or ia;
( ii ) no rm a s d e a udit o ri a e e xi gê nc ia s l eg ai s e r egu la m ent ar e s a pli c áv ei s;
( ii i ) amb i ent e d e ne g óci os em qu e o pe r a a en tid ad e; e
( iv ) a ss unto s d e aud i t or ia e d e re l ató rio fi nan c ei ro r el ev ant e s ao set or de at iv id ad e
da ent id ad e . [ gr if o n o s s o]

Esquematizando as finalidades – principais e adicionais – da documentação


de auditoria:

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Auditoria Governamental para Auditor de Controle Interno

O auditor deve preparar tempestivamente a documentação de aud itoria,


para que um auditor experiente, sem nenhum envolvimento anterior com a
auditoria, entenda:
(a) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria
executados para cumprir com as normas de auditoria e exigências legais e
regulamentares aplicáveis;
(b) os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência
de auditoria obtida; e
(c) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões
obtidas a respeito deles e os julgamentos profissionais significativos
exercidos para chegar a essas conclusões.
Além disso, ao documentar a natureza, a época e a extensão dos
procedimentos de auditoria executados, ele deve registrar:
(a) as características que identificam os itens ou assuntos específicos
testados;
(b) quem executou o trabalho de auditoria e a data em que foi concluído; e
(c) quem revisou o trabalho de auditoria executado e a data e extensão de
tal revisão.
Cabe ressaltar que, durante a execução da auditoria, o auditor deve
documentar, também, as discussões de as suntos significativos com a
administração, os responsáveis pela governança e outros, incluindo a
natureza dos assuntos significativos discutidos quando e com quem as
discussões ocorreram. Se forem identificadas informações referentes a um
assunto significa tivo que sejam inconsistentes com a sua conclusão final,
ele deve documentar como tratou essa inconsistência.
Além disso, o auditor deve montar a documentação em arquivo de auditoria
e completar o processo administrativo de montagem do arquivo final de
auditoria tempestivamente após a data do relatório do auditor. Após a
montagem desse arquivo, ele não apaga nem descarta documentação de
auditoria de qualquer natureza antes do fim do seu período de guarda (5
anos) dessa documentação (ver item A23 ).
Segundo item mais cobrado em provas dessa norma é o período de
retenção da documentação de auditoria. Fiquem atentos porque as bancas
costumam modificar, ou o período de retenção, ou o termo inicial da
contagem desse prazo. Veja:

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Aula 06
Auditoria Governamental para Auditor de Controle Interno

Para f inalizar, irem os explo rar itens q ue já f oram objeto de cobranças por
diversas bancas e, em seguida, apresentaremos esquemas com as pr incipais
inf ormações. Veja:

A 2. A f or m a, o c o nt e úd o e a ex t ens ã o da d oc u m e nt aç ã o d e a ud i tor i a d ep e n de m d e
fa tor es c o m o:
( a) t am a nh o e c o m p le x i da d e da en t id a de ;
( b) n at ur e za dos pr oc e d im e nt os d e a ud i tor i a a s er em ex ec ut a dos ;
( c ) r is c os id e nt i fic a do s d e d is t or ç ã o r e lev a n te ;
( d) i m por t ânc i a d a ev i dê nc i a de au d it or i a ob ti d a;
( e) n at ur e za e ex t e ns ã o d as ex c eç õ es i de n t if ic ad as ;
( f) n ec es s id a de d e do c um e n t ar a c onc l us ão o u a b as e d a c o nc l u s ão n ã o pr o nt a me n te
de t erm i n áv e l a p ar t ir d a doc u me n taç ã o d o t ra b al h o ex ec u ta d o o u da ev i d ênc i a de
au d it or i a o bt i da ;
( g) m et o do l o gi a e as f er r am e nt as d e a ud i tor i a us ad as .
A 3. A d oc u m e nt aç ã o d e au d it or i a p o d e s er r eg is tra d a em p a pe l , e m f or m at os e le tr ôn ic o s
ou ou tros . Ex e m pl os d e d oc u m en t aç ã o d e a u d it or ia inc l u em :
( a) pr og ra m as d e au d i tor i a;
( b) a ná l is es ;
( c ) m e m ora n dos de as s un t os do tr a b al h o;
( d) r es u mos d e as s u nt os s i gn i f ic a t iv os ;
( e) c ar tas d e c o nf ir m a ç ão e r ep r es e nt aç ã o ;
( f) l is t as d e v er if ic aç ã o;
( g) c orr es po n dê nc i as ( i nc l us iv e c or r ei o e l etr ôn ic o) re fe re nt es a as s un t os s i gn i fic a tiv os .
O a ud i to r p o d e inc l u ir r es um os o u c óp i a s d e r eg is tros d a e nt i da d e ( po r ex e m pl o ,
c on tr at os e ac or d os s ig n if ic at iv os e es p ec í f ic os ) c om o p ar te da d oc um e nt aç ão d e
au d it or i a. A d oc u me nt aç ã o de au d it or i a, po r ém , n ã o s u bs ti t ui os r eg is tros c o nt á be is da
en t id a de .
A 5. Ex p l ic aç ões v er b a is d o a u d it or , p or s i s ó, nã o r epr es en t am do c um e nt aç ão ad e q ua d a
par a o tr ab a l ho ex ec u ta d o pe l o au d it or o u par a a s c o nc lus õ es o bt i das , m as po d em s e r
us a d as p ara ex p l ic ar o u es c lar ec er i nf or m aç ões c on t id as n a d oc u me n taç ã o d e au d it or i a .
A 7. A doc u me n taç ã o de a ud i tor i a for n ec e ev i d ênc i as d e qu e a a u d it or ia es tá e m
c on f orm i d ad e c o m as nor mas de au d it or i a. Con t ud o, nã o é nec es s ár i o n e m pr at ic áv e l
par a o au d it or d oc um en t ar to d os os as s u n tos c o ns i der a dos ou to d os os j u lg a me n tos
pro f is s io n a is ex er c i d o s n a a ud i tor i a . A lé m d is s o, é d es nec es s ár io o a u d it or d oc u m en t ar
s ep ar a da m en te ( c om o e m l is t a d e v e ri f ic aç ã o, p or ex em p l o) a c o n f or mi d ad e e m as s u n tos
j á de m o ns tr ad a p or d o c um e nt os i nc l uí dos no ar q uiv o d e a u di t or ia . P or ex em p l o:
• a ex is t ê nc i a d e p l a no d e a u d it or ia a de q ua d am e nt e doc u m en t ad o de m o ns tr a q u e o
au d it or p l a ne j ou a au d it or i a;
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• a ex is tê nc ia d e c ar t a d e c o n tr a ta ç ã o as s in ad a n o a rq u iv o d e au d it or i a d e m ons tr a q u e o
au d it or e a a dm i n is tr aç ã o c o nc or d ar a m c o m os t er mos do tr a b a lh o d e a ud i t ori a , o u ,
qu a nd o a pr opr i a do , j u nt o a os r es po ns áv e is pe l a g ov e rn a nç a ;
• o relat ór i o d o a u d i tor qu e c on té m op i n i ão c o m res s a lv a de mo ns tra q ue o a ud i t or
c um pr i u o r e q u is i t o de ex pr es s a r o p i n i ão c o m r es s a lv a s ob as c irc u ns t ânc i a s
es p ec if ic a das n as n or mas ;
• em r el aç ão às ex i g ênc i as q ue s e a p l ic a m g era l m en te ao l o ng o de t o da a au d it or i a ,
po d em h av er v ár i as m an e ir as p e l as q u ais a c on f orm i d ad e a e l as p o d e s er d e mo ns t ra d a
no arq u iv o de au d it or i a:
A 21 . A N BC P A 01 , i t em 45 , r e qu er q ue as f ir mas d e a ud i to ri a e s ta b el eç a m po l ít ic as e
proc e d im e nt os p ar a a c onc l us ão t em p es t iv a da m o nt a ge m d os arq u iv os d e a ud i tor i a. U m
l im i te d e te m p o a pr o pr ia d o par a c o nc l u ir a mo nt a g em d o ar qu iv o f i na l d e au d it or i a
ger a l me n te nã o u l tr a p as s a 60 d ias ap ós a d at a d o re l at ór i o d o a u d it or (N BC P A 0 1, it e m
A 54) .
A 23 . A N B C P A 0 1, it e m 4 7, r e q ue r qu e as f i rm as es t a be l eç a m p o lí tic as e pr oc e di m e nt os
par a a re te nç ão d a d o c um e nt aç ão d e tr ab a l hos . O p er ío d o d e re t e nç ã o par a tr a ba l h os d e
au d it or i a ger a l me nt e n ão é i nf er i or a c i nc o a nos a c o nt ar da d at a do re l at ór i o d o a ud i tor
ou , s e p os t er io r , da d at a d o r e la tó r i o do a u d it or d o gru p o (N B C P A 0 1 , i t em A 61 ). [ gr i fo
nos s o ]

Pessoal, atenção! Lembrem-se! As informações mais


recorrentes estão esquematizadas nos mapas a seguir.
Como são muitos dispositivos que devem ser memorizados,
mapeamos os mais importantes, mas não deixem de observar
atentamente os outros dispositivos, ok?

Ressaltamos que questões sobre documentação de auditoria são bastante


tranquilas. Você deve ficar atento aos dispositivos com quarto ou cincos
itens, apelidadas por nós de “questão da moda” cujo símbolo
representado, neste capítulo, é uma lâmpada .

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CAIU NA PROVA

(FCC - AUDITOR FISCAL/SEFAZ GO - 2018) A estratégia global de


auditoria
(A) orienta os esforços da equipe do trabalho, considerando fatores não
significativos.

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(B) não deve levar em conta resultados de atividades preliminares nem o


conhecimento obtido em outros trabalhos realizados pelo sócio do trabalho.
(C) deve identificar características do trabalho, desde que não defina o seu
alcance.
(D) define o alcance, época e direção de auditoria, para orientar o
desenvolvimento do plano de au ditoria.
(E) não pode, desde logo, definir objetivos do relatório do trabalho.
Comentário:

Questão aborda aspectos da parte geral (ampla) do planejamento – estratégia global,


segundo a NBC TA 300(R1). Só com o mapa mental a seguir dava para matar a questão!
Veja:

Analisando cada alternativa:

Letra A) ERRADO. Os fatores considerados são significativos.

Letra B) ERRADO. Tanto os resultados de atividades preliminares quanto o


conhecimento obtido em outros trabalhos realizados pelo sócio do trabalho são fatores
que são levados em consideração no planejamento para otimização da auditoria.

Letra C) ERRADO. Ver mapa mental.

Letra D) CORRETA. Ela está em conformidade com a NBC TA 300(R1). Veja:

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Atividades de planejamento

7. O auditor deve estabelecer uma estratégia global de auditoria que defina o


alcance, a época e a direção da auditoria, para orientar o desenvolvimento do plano
de auditoria.[grifo nosso]

Letra E) ERRADO. Ver mapa mental.

Portanto, alternativa correta é D.


Gabarito: D

(FCC - AUDITOR FISCAL/SEFAZ GO - 2018) A documentação de auditoria:


I. Também é conhecida como “papéis de trabalho”.
II. Deve ser preparada de modo que um leigo possa entender a natureza,
época e extensão dos procedimentos de auditoria executados.
III. Deve ser sigilosa, ocultando, p or exemplo, o nome do profissional que
executou o trabalho de auditoria.
IV. Trata-se de coleção de papéis para a elaboração do relatório final que
pode, excepcionalmente, conter documentos emitidos após a data desse
relatório.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I e IV.
(B) I e III.
(C) I e II.
(D) III e IV.
(E) II e IV.
Comentários:
Questão aborda aspectos gerais de documentação de auditoria, segundo a
NBC TA 230(R1).
Analisando cada item:
I. Item correto.
Segundo a NBC TA 230(R1):
Definições
6. Para fins das normas de auditoria, os seguintes termos possuem os
significados atribuídos abaixo:

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(a) Documentação de auditoria é o registro dos procedimentos de auditoria


executados, da evidência de auditoria relevante obtida e conclusões
alcançadas pelo auditor (usualmente também é utilizada a expressão
“papéis de trabalho”).

II. Item erado. Não é um leigo, mas um auditor experiente.


Segundo a NBC TA 230(R1):
Forma, conteúdo e extensão da documentação de auditoria
8. O auditor deve preparar documen tação de auditoria que seja
suficiente para permitir que um auditor experiente , sem nenhum
envolvimento anterior com a auditoria, entenda (ver itens A2 a A5 e A16 e
A17):
(a) a nature za, época e extensão dos procedimentos de auditoria
executados para cumpr ir com as normas de auditoria e exigências legais e
regulamentares aplicáveis (ver itens A6 e A7);
(b) os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência
de auditoria obtida; e
(c) assuntos significativos identificados durante a auditori a, as conclusões
obtidas a respeito deles e os julgamentos profissionais significativos
exercidos para chegar a essas conclusões (ver itens A8 a A11).[grifo nosso]
III. Item erado. É necessário está explícito o nome do profissional que
executou a auditoria .
IV. Item correto. Dar pra extrair essa conclusão da definição de
documentação de auditoria, segundo a NBC TA 230(R1) c/c um exemplo:
documentos que caracterizem eventos subsequentes.

Portanto, alternativa correta é A.


Gabarito: A.

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(FCC - Analista (DPE RS)/Contabilidade - 2017) Considere os itens


abaixo.
I. Assistir à equipe de trabalho no planejamento e execução da auditoria.
II. Assistir aos membros da equipe de trabalho responsáveis pela direção e
supervisão do trabalho de auditoria e no cumprimen to de suas
responsabilidades de revisão.
III. Permitir que a equipe de trabalho possa ser responsabilizada por seu
trabalho.
IV. Manter um registro de assuntos de importância recorrente para
auditorias futuras.
V. Permitir a condução de inspeções exter nas em conformidade com as
exigências legais, regulamentares e outras exigências aplicáveis.
Nos termos da NBC TA 230, esses itens representam as denominadas
finalidades adicionais
a) dos papéis de trabalho.
b) da documentação de auditoria.
c) do planejamento da auditoria.
d) dos registros contábeis fidedignos.
e) do relatório de auditoria.
Comentário:
Questão aborda as finalidades adicionais da documentação da auditoria,
segundo a NBC TA 230(R1). Veja:
3. A documentação de auditoria serve para várias fin alidades
adicionais , que incluem:
• assistir a equipe de trabalho no planejamento e execução da
auditoria;
• assistir aos membros da equipe de trabalho responsáveis pela direção
e supervisão do trabalho de auditoria e no cumprimento de suas
responsabilidades de revisão em conformidade com a NBC TA 220 –
Controle de Qualidade da Auditoria de Demonstrações Contábeis;
• permitir que a equipe de trabalho possa ser responsabilizada por seu
trabalho;
• manter um registro de assuntos de importância recorrente para
auditorias futuras;
• permitir a condução de revisões e inspeções de controle de qualidade
em conformidade com a NBC PA 01 – Controle de Qualidade para Firmas

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(Pessoas Jurídicas e Físicas) de Auditores Independentes que executam


exames de auditoria e revisões de informação financeira histórica, e outros
trabalhos de asseguração e de serviços correlatos (NBC TA 220, item 2);
• permitir a condução de inspeções externas em conformidade com as
exigências legais, regulamentares e outras exigências aplicávei s.[grifo
nosso]
Assim, todos os itens enumerados na questão são finalidades adicionais da
documentação de auditoria.
Portanto, alternativa correta é B.
Essa questão poderia ser anulada, pois a própria NBC TA 230 (R1)
esclarece que a documentação de audito ria é usualmente utilizada com a
expressão “papéis de trabalho”, o que levaria a questão apresentar duas
alternativas corretas. Veja:
“Documentação de auditoria é o registro dos procedimentos de auditoria
executados, da evidência de auditoria relevante obt ida e conclusões
alcançadas pelo auditor ( usualmente também é utilizada a expressão
“papéis de trabalho ”).
Em regra, questões desse tipo não são anuladas porque a Banca “blindou”
o enunciado nos termos na NBC TA 230 e se prendeu a literalidade da
norma.

Gabarito: B.

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4. LISTA DE QUESTÕES
1. (CESPE – Analista Portuário II (EMAP) / Financeira e Auditoria Interna – 2018)
Considerando as etapas e as atividades envolvidas no planejamento e na execução
dos trabalhos do auditor, julgue o item que se segue.
Ao planejar e executar testes de controle, o auditor deve verificar o
modo como os controles foram aplicados ao longo do período, a
consistência dos controles e quem os aplicou ou por quais meios eles foram
aplicados.

2. (CESPE – Analista Portuário II (EMAP)/Financeira e Auditoria Interna - 2018)


Considerando as etapas e as atividades envolvidas no planejamento e na execução
dos trabalhos do auditor, julgue o item que se segue.
Na organização dos papéis de trabalho do tipo corrente, o auditor deve assentar
informações de natureza perene, que possam ser utilizadas em mais de um trabalho de
auditoria.

3. (CESPE – Auditor Estadual (TCM-BA) / Controle Externo – 2018) No início do


planejamento de uma auditoria, a questão crítica é a definição do volume de informações
necessário à obtenção de uma segurança razoável. Essa decisão depende
a) do conhecimento específico sobre a atividade da entidade.
b) do tipo de opinião expressada no relatório final.
c) da quantidade de pessoas envolvidas no trabalho de auditoria.
d) da existência de recursos eletrônicos de informação.
e) do conhecimento da legislação aplicável.

4. (CESPE – Auditor do Estado (CAGE RS) – 2018) A documentação de auditoria deve


ser preparada de maneira lógica e organizada de modo que um auditor experiente, que
não tenha se envolvido com a auditoria, entenda
I a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria executados.
II os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria
obtida.
III os assuntos significativos identificados durante a auditoria.
IV as conclusões que ficarão sob sigilo absoluto e indisponíveis inclusive à diretoria da
entidade auditada.
Estão certos apenas os itens

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a) I e IV.
b) II e III.
c) II e IV.
d) I, II e III.
e) I, III e IV.

5. (CESPE – Auditor do Estado (CAGE RS) – 2018) As finalidades da documentação de


auditoria incluem
I permitir que a equipe de trabalho seja responsabilizada por seu trabalho.
II manter o registro de assuntos de importância recorrente para auditorias futuras.
III permitir a condução de inspeções externas em conformidade com as exigências legais.
Assinale a opção correta.
a) Apenas um item está certo.
b) Apenas os itens I e II estão certos.
c) Apenas os itens I e III estão certos.
d) Apenas os itens II e III estão certos.
e) Todos os itens estão certos.

6. (CESPE – Auditor do Estado (CAGE RS) – 2018) A estratégia global e o plano de


auditoria são processos
a) estanques.
b) dependentes.
c) sucessivos.
d) autônomos.
e) relacionados.

7. (CESPE – Analista Judiciário (TRE TO) / 2017 / Contabilidade / Administrativa -


2017) De acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas à auditoria
interna, no planejamento de uma auditoria, os fatos relevantes que devem ser
considerados pelo auditor na execução dos trabalhos incluem
I o conhecimento detalhado da política e dos instrumentos de gestão de riscos da
entidade.
II o conhecimento detalhado das atividades operacionais e dos sistemas contábil e de
controles internos e seu grau de confiabilidade da entidade.
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III a natureza, oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria interna a serem


aplicados, alinhados com a política de gestão de riscos da entidade.
IV o uso do trabalho de especialistas.
V os riscos de auditoria, quer pelo volume quer pela complexidade das transações e
operações.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item I está certo.
b) Apenas os itens II e V estão certos.
c) Apenas os itens II, III e IV estão certos.
d) Apenas os itens I, III, IV e V estão certos.
e) Todos os itens estão certos.

8. (CESPE – Analista Judiciário (TRE TO) / Contabilidade / Administrativa - 2017) Em


conformidade com as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas à auditoria, em
especial à documentação dos papéis de trabalho, um auditor, ao planejar a natureza,
época e extensão dos procedimentos de auditoria, deverá registrar
a) as informações pormenorizadas dos auditores que tiverem executado os trabalhos
anteriores.
b) os dados dos informantes que tiverem sido descartados em uma possível seleção para
entrevista investigativa.
c) as características que identifiquem os itens ou assuntos específicos testados.
d) as notas que reflitam entendimento incompleto ou preliminar.
e) a data e hora precisas em que tiverem sido realizados os
levantamentos da estatística amostral.

9. (CESPE – Analista Judiciário (TRE TO) / Contabilidade / Administrativa – 2017) De


acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade, a forma, o conteúdo e a extensão da
documentação de auditoria dependem de fatores como
a) atributos não relevantes da evidência obtida.
b) especificação do auditor que tenha encontrado as exceções significativas.
c) riscos não identificados provenientes de auditoria anterior.
d) redução da amostra em auditoria anterior e em programas de auditoria.
e) tamanho e complexidade da entidade.

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10. (CESPE – Técnico Municipal de Controle Interno (CGM João Pessoa) – 2018)
Julgue o item a seguir, relativo ao planejamento de auditoria.
O planejamento dos trabalhos da auditoria interna deve envolve r a análise
dos riscos, que, por sua vez, estão relacionados à possibilidade de não se
atingir, de forma satisfatória, o objetivo dos trabalhos.

11. (CESPE – Técnico Municipal de Controle Interno (CGM João Pessoa) – 2018)
Julgue o item a seguir, relativo ao planejamento de auditoria.
O planejamento para a realização de auditorias deve ser documentado e os programas de
trabalho formalmente preparados, sendo necessário constar nesse planejamento
informações suficientes para a compreensão dos procedimentos que deverão ser
executados pelos auditores.

12. (CESPE – Técnico Municipal de Controle Interno (CGM João Pessoa) – 2018)
Julgue o item a seguir, relativo ao planejamento de auditoria.
Na fase de planejamento, um dos aspectos a serem considerados na
análise de risco é a extensão da responsabilidade do auditor interno no uso
dos trabalhos de especialistas.

13. (CESPE – Técnico Municipal de Controle Interno (CGM João Pessoa) – 2018)
Julgue o item a seguir, relativo ao planejamento de auditoria.
Os principais aspectos não atrelados aos riscos, mas que deverão ser observados na fase
de planejamento incluem a verificação e a comunicação de eventuais limitações
relacionadas aos procedimentos da auditoria interna, tendo em vista o volume ou a
complexidade das transações e das operações.

14. (CESPE Analista Judiciário (STM)/Contabilidade/Apoio Especializado – 2011)


Com base nas normas brasileiras para o exercício da auditoria interna, julgue o item a
seguir.
O trabalho realizado pelos auditores internos pode ser relevante para os auditores
independentes, visto que, embora os meios utilizados por ambos, para alcançar seus
objetivos, sejam, necessariamente, diferentes, os objetivos de suas respectivas funções
são semelhantes.

15. (CESPE – Auditor (FUB) – 2013) De acordo com as Normas Brasileiras para o
Exercício da Auditoria Interna e com a Resolução CFC n.º 986/2003, julgue o item
que se segue.

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No planejamento dos trabalhos da auditoria interna, cabe ao próprio setor


definir a extensão e profundidade dos exames, mas é a administração que
determina a época da realização de cada trabalho.

16. (CESPE – Auditor (FUB) – 2013) Julgue o item, a respeito dos papéis de trabalho.
Os papéis de trabalho usualmente são arquivados em duas categorias de arquivos:
corrente e permanente. No arquivo permanente, são, em geral, arquivados documentos
do tipo contratos de descontos de duplicatas e demonstrações contábeis do último
exercício.

17. (CESPE – Auditor (FUB) – 2013) Julgue o item, a respeito dos papéis de trabalho.
Uma das recomendações que os auditores devem observar no
preenchimento dos papéis de trabalho é não revelar o critério adotado para
determinar o valor a partir do qual as operações foram consideradas
relevantes.

18. (CESPE – Auditor (FUB) – 2013) Julgue o item, a respeito dos papéis de
trabalho.
As folhas de registro de verificações são utilizadas para registrar impactos
ou normalidades identificados e evidenciados durante os exames da
auditoria. Quanto maior a proporção dessas folhas sem registro de
impactos, mais fort e será a indicação da ineficiência do programa e da
inadequação no processo de pré -auditoria.

19. (CESPE – Auditor (FUB) – 2013) Julgue o item, a respeito dos papéis de trabalho.
Os papéis de trabalho podem referir-se à fase de planejamento ou de execução da
auditoria. Entre os primeiros, destacam-se os da avaliação dos controles internos e de
revisão contábil.

20. (CESPE – Auditor de Controle Externo (TCE-PA) / 2016 / Direito / Fiscalização -


2016) Com relação aos instrumentos de fiscalização da auditoria bem como ao seu
planejamento e à sua execução, julgue o item seguinte.
No planejamento da auditoria, os pisos de valores adotados para determinar
a materialidade para as demonstrações contábeis como um todo podem ser
superiores aos utilizados para transa ções específicas; dependem de como
distorções de valores menores possam influenciar as decisões dos usuários
dessas informações.

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21. (CESPE – Auditor de Controle Externo (TCE-PA) / Ciências Contábeis /


Fiscalização - 2016) De acordo com as Normas Técnicas de Auditoria (NBC TA)
estabelecidas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), julgue o item a seguir.
No planejamento da auditoria de demonstrações contábeis, o auditor deve definir uma
estratégia global para o trabalho e preparar documentação que permita que qualquer
usuário entenda os procedimentos a serem executados para o cumprimento das normas
de auditoria.

22. (CESPE – Perito Criminal (PC PE)/Ciências Contábeis / Área 8 - 2016) A respeito
das atividades preliminares ao trabalho de auditoria das demonstrações contábeis,
assinale a opção correta.
a) É vedada a realização de auditoria com apenas um profissional, ainda que ele seja o
responsável pela entidade de auditoria.
b) Havendo incompatibilidade ou imprevisto, o plano de auditoria deve ser alterado, uma
vez que a estratégia global de auditoria é inalterável.
c) A supervisão dos membros da equipe deve ser realizada ao final dos trabalhos de
levantamento.
d) No caso de auditorias recorrentes, os procedimentos iniciais devem ser aplicados logo
após — ou em conexão com — a conclusão da auditoria anterior.
e) O plano de auditoria deve ser definido antes das discussões a respeito da estratégia
global de auditoria.

23. (CESPE – Contador (DPU) - 2015) A respeito do planejamento dos trabalhos de


auditoria governamental, da fraude e do erro, dos testes, das técnicas e da amostragem
estatística em auditoria, julgue o próximo item.
No planejamento dos trabalhos de auditoria a ser realizada na DPU, além
da observância das normas de auditoria, o auditor deve considerar as
normas específicas relativas ao objeto da auditoria, ainda que tais normas
não sejam consideradas na avaliação da materialidade de distorções
encontradas.

24. (CESPE – Contador (DPU) - 2016) Em relação aos papéis de trabalho, tipos de
auditoria no setor público e eventos subsequentes, julgue o item que se segue.
Os papéis de trabalho obtidos nas auditorias internas são semelhantes em suas
finalidades e importância aos papéis elaborados diretamente pelos auditores internos.

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25. (CESPE – Analista Portuário II (EMAP) / Financeira e Auditoria Interna - 2018)


Julgue o item a seguir, relativo à documentação de auditoria.
O término da montagem do arquivo final de auditoria, após a data do
relatório do auditor, é um processo administrativo que não e nvolve a
realização de novos procedimentos de auditoria nem novas conclusões.

26. (CESPE – Analista Portuário II (EMAP) / Financeira e Auditoria Interna - 2018)


Julgue o item a seguir, relativo à documentação de auditoria.
A forma, o conteúdo e a extensão da documentação de auditoria
independem de fatores como tamanho e complexidade da organização.

27. (CESPE – Analista Portuário II (EMAP) / Financeira e Auditoria Interna - 2018)


Julgue o item a seguir, relativo à documentação de auditoria.
A documentação preparada pelo auditor deve ser suficiente para permitir
que outro auditor, sem envolvimento anterior com a auditoria, compreenda a
natureza, a época e a extensão dos procedimentos executados.

28. (CESPE – Analista Portuário II (EMAP) / Financeira e Auditoria Interna - 2018)


Julgue o item a seguir, relativo à documentação de auditoria.
Na organização dos papéis de trabalho do tipo corrente, o auditor deve
assentar informações de natureza perene, que possam ser utilizadas em
mais de um trabalho de auditori a.

29. (CESPE – Auditor Estadual (TCM-BA) /Controle Externo - 2018) Na documentação


de auditoria, deve-se excluir
a) discussões da equipe de auditoria com a administração e com os responsáveis pela
governança.
b) informação que possa ser considerada inconsistente com a conclusão final da
auditoria.
c) registro de procedimentos de auditoria diferentes dos requeridos pelas normas
técnicas.
d) cópias anteriores de documentos corrigidos em decorrência de erros tipográficos.
e) razões específicas para modificações na documentação de auditoria ocorridas após a
emissão do relatório.

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30. (CESPE – Analista Judiciário (STM) /Contabilidade/Apoio Especializado - 2018) À


luz das Normas Brasileiras de Contabilidade do Conselho Federal de Contabilidade que
tratam do auditor independente e da auditoria independente de informação contábil
histórica, julgue o item subsequente.
A documentação de auditoria e a evidência de auditoria remetem ao mesmo
conceito, ou seja, ambas são constituídas por registros, documentos e
outras informações que permitem a obtenção de conclusões pelo auditor.

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GABARITO

1 CERTO
2 ERRAD A
3 A
4 D
5 E
6 ANULAD A
7 E
8 C
9 E
10 CERTO
11 CERTO
12 CERTO
13 ERRADO
14 ERRADO
15 ERRRADO
16 ERRADO
17 ERRADO
18 CERTO
19 ERRADO
20 CERTO
21 ERRADO
22 D
23 ERRADO
24 CERTO
25 CERTO
26 ERRADO
27 CERTO
28 ERRADO
29 D
30 ERRADO

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5. QUESTÕES COMENTADAS
1. (CESPE – Analista Portuário II (EMAP) / Financeira e Auditoria Interna – 2018)
Considerando as etapas e as atividades envolvidas no planejamento e na execução
dos trabalhos do auditor, julgue o item que se segue.
Ao planejar e executar testes de controle, o auditor deve verificar o modo como os
controles foram aplicados ao longo do período, a consistência dos controles e quem os
aplicou ou por quais meios eles foram aplicados.
Comentários:
Item certo. Planejamento é a fase mais importante do processo de auditoria, pois é o
momento de otimização dos trabalhos do auditor. Nesse contexto, o auditor analisa a
natureza e extensão dos testes de controle (testes relacionados aos controles internos da
entidade auditada). Segundo a NBC 330(R1):
Natureza e extensão dos testes de controle
10. Ao planejar e executar os testes de controle, o auditor deve:
(a) executar outros procedimentos de auditoria juntamente com indagação para obter
evidência de auditoria sobre a efetividade operacional dos controles, incluindo:
(i) o modo como os controles foram aplicados ao longo do período.
(ii) a consistência como eles foram aplicados;
(iii) por quem ou por quais meios eles foram aplicados (ver itens A26 a 29);
(b) determinar se os controles a serem testados dependem de outros controles (controles
indiretos) e, caso afirmativo, se é necessário obter evidência de auditoria que suporte a
operação efetiva desses controles indiretos (ver itens A30 e 31).[grifo nosso]
Portanto, Item certo.

2. (CESPE – Analista Portuário II (EMAP)/Financeira e Auditoria Interna - 2018)


Considerando as etapas e as atividades envolvidas no planejamento e na execução
dos trabalhos do auditor, julgue o item que se segue.
Na organização dos papéis de trabalho do tipo corrente, o auditor deve assentar
informações de natureza perene, que possam ser utilizadas em mais de um trabalho de
auditoria.
Comentários:
Item errado. Segundo a NBC TA 230(R1), “documentação de auditoria é o registro dos
procedimentos de auditoria executados, da evidência de auditoria relevante obtida e
conclusões alcançadas pelo auditor” (usualmente é também utilizada a expressão “papéis
de trabalho”)”. Quanto à sua natureza, Crepaldi, em sua obra, na versão digital,
“Auditoria Contábil: teoria e prática. 10ª ed. São Paulo: Atlas, 2016,p.17” explicita

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que os papéis de trabalho devem ser organizados conforme sua finalidade, separando-os
em dois grupos:
I- Pasta permanente: inclui todos os papéis que são de importância de importância
diária e contínua, ano após ano para consulta, por conterem dados sobre o sistema,
área ou objeto da auditoria. Exemplos: histórico da empresa, estatuto, composição do
capital social, informações contábeis, dos sistemas contábeis e operacionais e ainda
informações relativas a participação da empresa no mercado.
II- Pasta corrente: é composta de todos os papéis do exercício em curso. Exemplos:
planejamento do trabalho, balancetes, demonstrações contábeis e análise de contas
etc.[grifo nosso]
Ante o exposto, o item inverteu o tipo de papéis de trabalho. O tipo permanente é que tem
natureza perene e pode ser utilizado em mais de um trabalho de auditoria.
Portanto, item errado.

3. (CESPE – Auditor Estadual (TCM-BA) / Controle Externo – 2018) No início do


planejamento de uma auditoria, a questão crítica é a definição do volume de informações
necessário à obtenção de uma segurança razoável. Essa decisão depende
a) do conhecimento específico sobre a atividade da entidade.
b) do tipo de opinião expressada no relatório final.
c) da quantidade de pessoas envolvidas no trabalho de auditoria.
d) da existência de recursos eletrônicos de informação.
e) do conhecimento da legislação aplicável.
Comentários:
Segundo a doutrina, para atingir o nível de segurança de que as demonstrações
contábeis da empresa auditada estejam realmente de acordo com a veracidade dos
fatos e os princípios contábeis, existem diversas etapas do extenso trabalho realizado
por parte do auditor independente, e entre elas a do planejamento, na qual os controles
internos da entidade têm um papel importante para o auditor.
A NBC TA 300(R1) cita, no parágrafo “Fatores significativos, atividades preliminares do
trabalho e conhecimento obtido em outros trabalhos” o seguinte:
• determinação da materialidade de acordo com a NBC TA 320 – Materialidade no
Planejamento;
• identificação preliminar de áreas em que pode haver maior risco de distorções
relevantes.
• a forma como o auditor enfatiza aos membros da equipe de trabalho a necessidade de
manter postura questionadora e exercer ceticismo profissional na obtenção e avaliação de
evidências de auditoria;

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• resultados de auditorias anteriores envolvendo a avaliação da efetividade dos controles


internos, inclusive a natureza das fragilidades identificadas e as medidas tomadas em
resposta a essas deficiências;
• a discussão de temas que possam afetar a auditoria com os responsáveis da firma pela
realização de outros serviços à entidade;
• evidência do compromisso da administração no desenho, implementação e manutenção
de controles internos sólidos, inclusive evidência de documentação apropriada desses
controles internos;
• volume de operações, que pode determinar se é mais eficiente para o auditor confiar
nos controles internos;
• importância dada aos controles internos na entidade para o êxito na condução dos
negócios;
• desenvolvimento de negócios significativos que afetem a entidade, inclusive
mudanças na tecnologia da informação e nos processos de negócio, troca de diretores-
chave e aquisições, fusões e alienações;
• desenvolvimentos setoriais significativos, tais como mudanças na regulamentação
setorial e exigência de novos requisitos;
• mudanças significativas na estrutura de relatórios financeiros, tais como mudanças
nas normas contábeis;
• outras mudanças significativas relevantes, tais como mudanças no ambiente jurídico
que afetam a entidade. [grifo nosso]
Ou seja, a própria norma exige que o auditor tenha conhecimento amplo da entidade,
fazendo com que sejam adotados mais ou menos procedimentos de auditoria devido ao
volume de informações necessário à obtenção de uma segurança razoável de que as
demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante,
independentemente se causadas por fraude ou erro.
Portanto, alternativa correta é A.
Em relação às demais alternativas:
Letra B) ERRADA. Dessa forma, não tem correlação entre a opinião do auditor e o
volume de informações necessário à obtenção de uma segurança razoável.
Letra C) ERRADA. Isso influenciará nos custos e nos prazos de conclusão do trabalhos
do auditor.
Letra D) ERRADA. Está mais relacionada à otimização na condução dos trabalhos.
Exemplo: se tiver recursos eletrônicos disponíveis, o tempo necessário para aplicar
procedimentos de auditoria é menor do que quando não há recursos eletrônicos de
informação.
Letra E) ERRADA. Isso está correlacionado a um das características inerentes a

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qualquer auditor – julgamento profissional. O julgamento profissional é essencial para a


condução apropriada da auditoria. Isso porque a interpretação das exigências éticas e
profissionais relevantes, das normas de auditoria e as decisões informadas requeridas ao
longo de toda a auditoria não podem ser feitas sem a aplicação do conhecimento e
experiência relevantes para os fatos e circunstâncias.

4. (CESPE – Auditor do Estado (CAGE RS) – 2018) A documentação de auditoria deve


ser preparada de maneira lógica e organizada de modo que um auditor experiente, que
não tenha se envolvido com a auditoria, entenda
I a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria executados.
II os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria
obtida.
III os assuntos significativos identificados durante a auditoria.
IV as conclusões que ficarão sob sigilo absoluto e indisponíveis inclusive à diretoria da
entidade auditada.
Estão certos apenas os itens
a) I e IV.
b) II e III.
c) II e IV.
d) I, II e III.
e) I, III e IV.
Comentários:
Questão aborda aspecto especifico da documentação de audit oria quanto ao
seu conteúdo, no momento do planejamento, especificamente a definição
da natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria.
Segundo a NBC TA 230(R1):
O auditor deve preparar documentação de auditoria que seja suficiente para
permitir que um auditor experiente, sem nenhum envolvimento anterior com
a auditoria, entenda:
a) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria
executados para cumprir com as normas de auditoria e exigências
legais e regulamentares aplicáveis ;
(b) os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a
evidência de auditoria obtida; e

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(c) assuntos significativos identificados durante a auditoria , as


conclusões obtidas a respeito deles e os julgamentos profissionais
significativos exercidos par a chegar a essas conclusões .[grifo nosso]
Verifica -se que apenas o item IV está errado, pois se as conclusões
fossem sigilosas (de forma absoluta), nem o auditor experiente (indivíduo -
interno ou externo à firma de auditoria - que possui experiência prá tica de
auditoria), nem a administração da entidade teriam acesso a elas. As
normas de auditoria impõem que sejam documentadas as conclusões do
auditor que realizou os trabalhos.
Portanto, alternativa correta é D.

5. (CESPE – Auditor do Estado (CAGE RS) – 2018) As finalidades da documentação de


auditoria incluem
I permitir que a equipe de trabalho seja responsabilizada por seu trabalho.
II manter o registro de assuntos de importância recorrente para auditorias futuras.
III permitir a condução de inspeções externas em conformidade com as exigências legais.
Assinale a opção correta.
a) Apenas um item está certo.
b) Apenas os itens I e II estão certos.
c) Apenas os itens I e III estão certos.
d) Apenas os itens II e III estão certos.
e) Todos os itens estão certos.
Comentários:
Questão aborda as finalidades adicionais da documentação da auditoria, segundo a NBC
TA 230(R1). Veja:
3. A documentação de auditoria serve para várias finalidades adicionais, que
incluem:
• assistir a equipe de trabalho no planejamento e execução da auditoria;
• assistir aos membros da equipe de trabalho responsáveis pela direção e supervisão do
trabalho de auditoria e no cumprimento de suas responsabilidades de revisão em
conformidade com a NBC TA 220 – Controle de Qualidade da Auditoria de
Demonstrações Contábeis;
• permitir que a equipe de trabalho possa ser responsabilizada por seu trabalho;
• manter um registro de assuntos de importância recorrente para auditorias futuras;

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• permitir a condução de revisões e inspeções de controle de qualidade em conformidade


com a NBC PA 01 – Controle de Qualidade para Firmas (Pessoas Jurídicas e Físicas) de
Auditores Independentes que executam exames de auditoria e revisões de informação
financeira histórica, e outros trabalhos de asseguração e de serviços correlatos (NBC TA
220, item 2);
• permitir a condução de inspeções externas em conformidade com as exigências
legais, regulamentares e outras exigências aplicáveis.[grifo nosso]

Assim, todos os itens enumerados na questão são finalidades adicionais da


documentação de auditoria.
Portanto, alternativa correta é E.

6. (CESPE – Auditor do Estado (CAGE RS) – 2018) A estratégia global e o plano de


auditoria são processos
a) estanques.
b) dependentes.
c) sucessivos.
d) autônomos.
e) relacionados.
Comentários:
O planejamento de auditoria se divide em duas partes: estratégia global (amplo) e plano
de auditoria (restrito). O auditor deve estabelecer uma estratégia global de auditoria que

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defina o alcance, a época e a direção da auditoria, para orientar o desenvolvimento do


plano de auditoria.

Segundo a inteligência do item A40, da NBC TA 300(R1):


A10. Uma vez definida a estratégia global de auditoria, pode ser desenvolvido plano de
auditoria para tratar dos diversos temas identificados na estratégia global de auditoria,
levando-se em conta a necessidade de atingir os objetivos da auditoria por meio do uso
eficiente dos recursos do auditor. A definição da estratégia global de auditoria e o
plano de auditoria detalhado não são necessariamente processos isolados ou
sequenciais, estando intimamente relacionados, uma vez que as mudanças em um
podem resultar em mudanças no outro.[grifo nosso]
Conclusão: estratégia global e plano de auditoria são sucessivos e dependentes
(pois a estratégia global orienta a elaboração do plano de auditoria) e estão intimamente
relacionados.
Portanto, questão anulada por apresentar três alternativas corretas.

7. (CESPE – Analista Judiciário (TRE TO) / 2017 / Contabilidade / Administrativa -


2017) De acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas à auditoria
interna, no planejamento de uma auditoria, os fatos relevantes que devem ser
considerados pelo auditor na execução dos trabalhos incluem
I o conhecimento detalhado da política e dos instrumentos de gestão de riscos da
entidade.

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II o conhecimento detalhado das atividades operacionais e dos sistemas contábil e de


controles internos e seu grau de confiabilidade da entidade.
III a natureza, oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria interna a serem
aplicados, alinhados com a política de gestão de riscos da entidade.
IV o uso do trabalho de especialistas.
V os riscos de auditoria, quer pelo volume quer pela complexidade das transações e
operações.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item I está certo.
b) Apenas os itens II e V estão certos.
c) Apenas os itens II, III e IV estão certos.
d) Apenas os itens I, III, IV e V estão certos.
e) Todos os itens estão certos.
Comentários:
Planejamento é a fase mais importante do processo de auditoria, pois é o momento de
otimização dos trabalhos do auditor. Segundo a NBC TI 01, o auditor deve considerar
diversos fatores nessa fase. Além disso, o planejamento deve está alinhado às diretrizes
estabelecidas pela administração da entidade. Veja:
12.2.1 – Planejamento da Auditoria Interna
12.2.1.1 – O planejamento do trabalho da Auditoria Interna compreende os exames
preliminares das áreas, atividades, produtos e processos, para definir a amplitude e a
época do trabalho a ser realizado, de acordo com as diretrizes estabelecidas pela
administração da entidade.
12.2.1.2 – O planejamento deve considerar os fatores relevantes na execução dos
trabalhos, especialmente os seguintes:
a) o conhecimento detalhado da política e dos instrumentos de gestão de riscos da
entidade;
b) o conhecimento detalhado das atividades operacionais e dos sistemas contábil e
de controles internos e seu grau de confiabilidade da entidade;
c) a natureza, a oportunidade e a extensão dos procedimentos de auditoria interna a
serem aplicados, alinhados com a política de gestão de riscos da entidade;
d) a existência de entidades associadas, filiais e partes relacionadas que estejam no
âmbito dos trabalhos da Auditoria Interna;
e) o uso do trabalho de especialistas;
f) os riscos de auditoria, quer pelo volume ou pela complexidade das transações e
operações;
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g) o conhecimento do resultado e das providências tomadas em relação a trabalhos


anteriores, semelhantes ou relacionados;
h) as orientações e as expectativas externadas pela administração aos auditores internos;
e
i) o conhecimento da missão e objetivos estratégicos da entidade.[grifo nosso]
Verificando-se os fatores enumerados nos itens da questão e norma acima, concluímos
que todos eles são relevantes no planejamento, segundo a NBC TI 01 (aqui, você deve
ficar em alerta, pois a banca faz referência direta à norma supracitada).
Portanto, alternativa correta é E.

8. (CESPE – Analista Judiciário (TRE TO) / Contabilidade / Administrativa - 2017) Em


conformidade com as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas à auditoria, em
especial à documentação dos papéis de trabalho, um auditor, ao planejar a natureza,
época e extensão dos procedimentos de auditoria, deverá registrar
a) as informações pormenorizadas dos auditores que tiverem executado os trabalhos
anteriores.
b) os dados dos informantes que tiverem sido descartados em uma possível seleção para
entrevista investigativa.
c) as características que identifiquem os itens ou assuntos específicos testados.
d) as notas que reflitam entendimento incompleto ou preliminar.
e) a data e hora precisas em que tiverem sido realizados os levantamentos da estatística
amostral.
Comentários:
Questão aborda aspecto especifico da documentação de auditoria quanto ao seu
conteúdo, no momento do planejamento, especificamente a definição da natureza, época
e extensão dos procedimentos de auditoria. Segundo a NBC TA 230(R1), “o auditor deve
preparar documentação de auditoria que seja suficiente para permitir que um auditor
experiente, sem nenhum envolvimento anterior com a auditoria, entenda: a) a natureza,
época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir com as
normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis; (b) os resultados
dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida; e (c)
assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito
deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas
conclusões”. Nessa documentação devem ser registrados assuntos específicos que
permitam, por exemplo, que a equipe de trabalho seja responsabilizada por seu trabalho e
facilite a investigação de exceções ou inconsistências. O item 9 da norma supracitada
enumeras tais assuntos. Veja:
9. Ao documentar a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria

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executados, o auditor deve registrar:


(a) as características que identificam os itens ou assuntos específicos testados (ver
item A12);
(b) quem executou o trabalho de auditoria e a data em que foi concluído; e
(c) quem revisou o trabalho de auditoria executado e a data e extensão de tal revisão (ver
item A13). [grifo nosso]
Portanto, alternativa correta é C.
Veja que as demais alternativas contêm informações irrelevantes (informações
pormenorizadas, dados descartados, notas que reflitam entendimento incompleto e data e
hora precisas) para o processo de auditoria, não tendo, portanto, a necessidade de
documentá-las por não contemplarem assuntos significativos que possam, de alguma
forma, influenciar na opinião do auditor.

9. (CESPE – Analista Judiciário (TRE TO) / Contabilidade / Administrativa – 2017) De


acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade, a forma, o conteúdo e a extensão da
documentação de auditoria dependem de fatores como
a) atributos não relevantes da evidência obtida.
b) especificação do auditor que tenha encontrado as exceções significativas.
c) riscos não identificados provenientes de auditoria anterior.
d) redução da amostra em auditoria anterior e em programas de auditoria.
e) tamanho e complexidade da entidade.
Comentários:
Questão trata dos fatores que devem ser levados em consideração na preparação da
documentação de auditoria quanto à forma, ao conteúdo e à extensão dessa
documentação, segundo a NBC TA 230(R1). Veja:
Forma, conteúdo e extensão da documentação de auditoria
A2. A forma, o conteúdo e a extensão da documentação de auditoria dependem de
fatores como:
(a) tamanho e complexidade da entidade;
(b) natureza dos procedimentos de auditoria a serem executados;
(c) riscos identificados de distorção relevante;
(d) importância da evidência de auditoria obtida;
(e) natureza e extensão das exceções identificadas;

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(f) necessidade de documentar a conclusão ou a base da conclusão não prontamente


determinável a partir da documentação do trabalho executado ou da evidência de
auditoria obtida;
(g) metodologia e as ferramentas de auditoria usadas. [grifo nosso]

Nesse tipo de questão devemos nos preocupar com a literalidade da norma, embora os
outros itens estejam aparentemente corretos. Ao realizar o cotejo entre a norma e os
itens, concluímos que somente o fator tamanho e complexidade da entidade está em
conformidade com a norma supracitada.
Portanto, alternativa correta é E.
Comentário das demais alternativas:
Letra A) ERRADA. Em auditoria, apenas os atributos ou fatos relevantes da evidência de
auditoria devem ser considerados pelo auditor na execução dos trabalhos.
Letra B) ERRADA. O correto seria a natureza e extensão das exceções identificadas.
Letra C) ERRADA. O correto seria riscos identificados de distorção relevante.
Letra D) ERRADA. Quanto menores são as amostras, menor é a quantidade de testes a
serem aplicados, pois melhores são os controles da entidade auditada. Por analogia,
Quanto maiores são as amostras, maior é a quantidades de testes a serem aplicados,
pois os controles são mais frágeis. Assim, só seria um fator relevante na forma, conteúdo
e extensão da documentação de auditoria se houvesse um aumento da amostra.

10. (CESPE – Técnico Municipal de Controle Interno (CGM João Pessoa) – 2018)
Julgue o item a seguir, relativo ao planejamento de auditoria.

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O planejamento dos trabalhos da auditoria interna deve envolver a análise dos riscos,
que, por sua vez, estão relacionados à possibilidade de não se atingir, de forma
satisfatória, o objetivo dos trabalhos.
Comentários:
Item certo. Planejamento é a fase mais importante do processo de auditoria, pois é o
momento de otimização dos trabalhos do auditor. Segundo a NBC TI 01, nessa fase há a
avaliação do risco de não se atingir o objetivo dos trabalhos, mesmo seguindo todo o
planejamento e aplicando corretamente os procedimentos de auditoria. Veja:
12.2.2 – Riscos da Auditoria Interna
12.2.2.1 – A análise dos riscos da Auditoria Interna deve ser feita na fase de
planejamento dos trabalhos; estão relacionados à possibilidade de não se atingir,
de forma satisfatória, o objetivo dos trabalhos. Nesse sentido, devem ser
considerados, principalmente, os seguintes aspectos:
a) a verificação e a comunicação de eventuais limitações ao alcance dos procedimentos
da Auditoria Interna, a serem aplicados, considerando o volume ou a complexidade das
transações e das operações;
b) a extensão da responsabilidade do auditor interno no uso dos trabalhos de
especialistas. [grifo nosso]
Portanto, item certo.

11. (CESPE – Técnico Municipal de Controle Interno (CGM João Pessoa) – 2018)
Julgue o item a seguir, relativo ao planejamento de auditoria.
O planejamento para a realização de auditorias deve ser documentado e os programas de
trabalho formalmente preparados, sendo necessário constar nesse planejamento
informações suficientes para a compreensão dos procedimentos que deverão ser
executados pelos auditores.
Comentários:
Item certo. Planejamento é a fase mais importante do processo de auditoria, pois é o
momento de otimização dos trabalhos do auditor. Segundo a NBC TI 01, o auditor deve
documentar o planejamento com informações suficientes para execução dos
procedimentos de auditoria. Veja:
12.2.1.3 – O planejamento deve ser documentado e os programas de trabalho
formalmente preparados, detalhando-se o que for necessário à compreensão dos
procedimentos que serão aplicados, em termos de natureza, oportunidade, extensão,
equipe técnica e uso de especialistas.
12.2.1.4 – Os programas de trabalho devem ser estruturados de forma a servir como
guia e meio de controle de execução do trabalho, devendo ser revisados e atualizados
sempre que as circunstâncias o exigirem. [grifo nosso]

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Portanto, item certo.

12. (CESPE – Técnico Municipal de Controle Interno (CGM João Pessoa) – 2018)
Julgue o item a seguir, relativo ao planejamento de auditoria.
Na fase de planejamento, um dos aspectos a serem considerados na análise de risco é a
extensão da responsabilidade do auditor interno no uso dos trabalhos de especialistas.
Comentários:
Item certo. Planejamento é a fase mais importante do processo de auditoria, pois é o
momento de otimização dos trabalhos do auditor. Segundo a NBC TI 01, o auditor deve
considerar diversos fatores nessa fase, em especial, a extensão da responsabilidade do
auditor interno no uso dos trabalhos de especialistas atrelada ao risco de auditoria interna.
Veja:
12.2.2 – Riscos da Auditoria Interna
12.2.2.1 – A análise dos riscos da Auditoria Interna deve ser feita na fase de
planejamento dos trabalhos; estão relacionados à possibilidade de não se atingir, de
forma satisfatória, o objetivo dos trabalhos. Nesse sentido, devem ser considerados,
principalmente, os seguintes aspectos:
a) a verificação e a comunicação de eventuais limitações ao alcance dos procedimentos
da Auditoria Interna, a serem aplicados, considerando o volume ou a complexidade das
transações e das operações;
b) a extensão da responsabilidade do auditor interno no uso dos trabalhos de
especialistas. [grifo nosso]
Portanto, item certo.

13. (CESPE – Técnico Municipal de Controle Interno (CGM João Pessoa) – 2018)
Julgue o item a seguir, relativo ao planejamento de auditoria.
Os principais aspectos não atrelados aos riscos, mas que deverão ser observados na fase
de planejamento incluem a verificação e a comunicação de eventuais limitações
relacionadas aos procedimentos da auditoria interna, tendo em vista o volume ou a
complexidade das transações e das operações.
Comentários:
Item errado. Planejamento é a fase mais importante do processo de auditoria, pois é o
momento de otimização dos trabalhos do auditor. Segundo a NBC TI 01, o auditor deve
considerar diversos fatores nessa fase, em especial, a verificação e a comunicação de
eventuais limitações relacionadas aos procedimentos atrelados ao risco de auditoria
interna. Veja:

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12.2.2 – Riscos da Auditoria Interna


12.2.2.1 – A análise dos riscos da Auditoria Interna deve ser feita na fase de
planejamento dos trabalhos; estão relacionados à possibilidade de não se atingir, de
forma satisfatória, o objetivo dos trabalhos. Nesse sentido, devem ser considerados,
principalmente, os seguintes aspectos:
a) a verificação e a comunicação de eventuais limitações ao alcance dos
procedimentos da Auditoria Interna, a serem aplicados, considerando o volume ou
a complexidade das transações e das operações;
b) a extensão da responsabilidade do auditor interno no uso dos trabalhos de
especialistas. [grifo nosso]
Portanto, item errado.

14. (CESPE Analista Judiciário (STM)/Contabilidade/Apoio Especializado – 2011)


Com base nas normas brasileiras para o exercício da auditoria interna, julgue o item a
seguir.
O trabalho realizado pelos auditores internos pode ser relevante para os auditores
independentes, visto que, embora os meios utilizados por ambos, para alcançar seus
objetivos, sejam, necessariamente, diferentes, os objetivos de suas respectivas funções
são semelhantes.
Comentários:
Item errado. A primeira parte da questão correta. Segundo a NBC TI 01, “o auditor
interno, quando previamente estabelecido com a administração da entidade em que atua,
e no âmbito de planejamento conjunto do trabalho a realizar, deve apresentar os seus
papéis de trabalho ao auditor independente e entregar-lhe cópias, quando este
entender necessário”. Por outro lado, os meios utilizados (normalmente os
procedimentos de auditoria) por eles – interno e externos – não são necessariamente
diferentes. Dessa forma, essa parte encontra-se errada. Por fim, os objetivos deles são
diferentes. Veja a seguir essa diferença.
O objetivo precípuo da auditoria interna. Crepaldi, em sua obra, na versão digital,
“Auditoria Contábil: teoria e prática. 10ª ed. São Paulo: Atlas, 2016,p. 9/98” explicita
que:
Um dos principais objetivos do auditor interno é examinar a integridade, a
adequação e a eficácia dos controles internos. Para o fornecimento de evidências às
conclusões e recomendações da auditoria interna, as informações devem ser suficientes,
adequadas, relevantes e úteis.
A principal finalidade do trabalho da auditoria interna é avalizar a qualidade e
aderência às normas da empresa no que se refere aos procedimentos operacionais
e controles internos exercidos pela empresa. A auditoria interna, como um controle
gerencial, funciona medindo e avaliando a eficiência dos outros controles internos
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existentes, e permite fornecer assistência e aconselhamento a todos os níveis da


empresa, o que é praticado por intermédio de programas de treinamento.[grifo nosso]
Já o objetivo precípuo da auditoria externa, segundo a NBC TA 200(R1):
3. O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações
contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma
opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em
todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório
financeiro aplicável. No caso da maioria das estruturas conceituais para fins gerais, essa
opinião expressa se as demonstrações contábeis estão apresentadas adequadamente,
em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de relatório
financeiro. [...] [grifo nosso]
Esse, certamente, é um dos dispositivos que mais aparece em provas. Segue mapa
mental para ajudá-los na memorização.

Portanto, item errado.

15. (CESPE – Auditor (FUB) – 2013) De acordo com as Normas Brasileiras para o
Exercício da Auditoria Interna e com a Resolução CFC n.º 986/2003, julgue o item
que se segue.
No planejamento dos trabalhos da auditoria interna, cabe ao próprio setor definir a
extensão e profundidade dos exames, mas é a administração que determina a época da
realização de cada trabalho.
Comentários:
Item errado. A responsabilidade pelo planejamento é do próprio auditor. É
no planejamento que são definidos a natureza, a oportunidade e a extensão
dos procedimentos de auditoria interna a serem apli cados, alinhados com a
política de gestão de riscos da entidade. A administração da entidade, por
sua vez, traça as diretrizes. Veja:
12.2.1 – Planejamento da Auditoria Interna
12.2.1.1 – O planejamento do trabalho da Auditoria Interna compreende
os exames preliminares das áreas, atividades, produtos e processos, para
definir a amplitude e a época do trabalho a ser realizado, de acordo
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com as diretrizes estabelecidas pela administração da entidade .[NBC TI


01][grifo nosso]
Portanto, item errado.
16. (CESPE – Auditor (FUB) – 2013) Julgue o item, a respeito dos papéis de trabalho.
Os papéis de trabalho usualmente são arquivados em duas categorias de arquivos:
corrente e permanente. No arquivo permanente, são, em geral, arquivados documentos
do tipo contratos de descontos de duplicatas e demonstrações contábeis do último
exercício.
Comentários:
Item errado. A primeira parte da questão está correta quanto às categorias de arquivos.
Os papéis de trabalho deverão estar acondicionados em arquivos do tipo permanente e
corrente (transitório). O erro está em afirmar que documentos do tipo contratos de
descontos de duplicatas e demonstrações contábeis do último exercício sejam arquivados
no arquivo permanente. Ambos devem ser arquivos no arquivo corrente. O arquivo
permanente deve conter assuntos que forem de interesse para consulta sempre que se
quiser dados sobre o sistema, área ou unidade objeto de controle. Já os arquivos
correntes de papéis de trabalho devem conter o programa de auditoria e fiscalização, o
registro dos exames feitos e as conclusões resultantes desses trabalhos.
Crepaldi, em sua obra, na versão digital, “Auditoria Contábil: teoria e prática. 10ª ed.
São Paulo: Atlas, 2016,p.17” explicita que os papéis de trabalho devem ser organizados
conforme sua finalidade, separando-os em dois grupos:
I- Pasta permanente: inclui todos os papéis que são de importância de importância diária
e contínua, ano após ano para consulta, por conterem dados sobre o sistema, área ou
objeto da auditoria. Exemplos: histórico da empresa, estatuto, composição do capital
social, informações contábeis, dos sistemas contábeis e operacionais e ainda informações
relativas a participação da empresa no mercado.
II- Pasta corrente: é composta de todos os papéis do exercício em curso. Exemplos:
planejamento do trabalho, balancetes, demonstrações contábeis e análise de contas
etc.
Portanto, item errado.

17. (CESPE – Auditor (FUB) – 2013) Julgue o item, a respeito dos papéis de trabalho.
Uma das recomendações que os auditores devem observar no preenchimento dos papéis
de trabalho é não revelar o critério adotado para determinar o valor a partir do qual as
operações foram consideradas relevantes.
Comentários:
Item errado. Contrariando o enunciado da questão, o auditor deve preparar
documentação de auditoria que seja suficiente para permitir que um auditor experiente (é

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um indivíduo - interno ou externo à firma de auditoria - que possui experiência prática de


auditoria e conhecimento razoável), sem nenhum envolvimento anterior com a auditoria,
entenda a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para
cumprir com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis; os
resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida e
assuntos significativos identificados durante a auditoria (critérios que definem o que é
relevante), as conclusões obtidas a respeito deles e os julgamentos profissionais
significativos exercidos para chegar a essas conclusões. a documentação não se limita
aos registros elaborados pelo auditor, mas podem incluir outros registros apropriados,
como minutas de reuniões elaboradas pelo pessoal da entidade e acordadas com o
auditor.
Portanto, item errado.

18. (CESPE – Auditor (FUB) – 2013) Julgue o item, a respeito dos papéis de
trabalho.
As folhas de registro de verificações são utilizadas para registrar impactos
ou normalidades identificados e evidenciados durante os exames da
auditoria. Quanto maior a proporção dessas folhas sem registro de
impactos, mais forte será a indicação da ineficiência do programa e da
inadequação no processo de pré -auditoria.
Comentários:
Item certo. A lista de verificação é mais conhecida pelo seu termo em inglês, Checklist. A
lista ou folha de verificação é uma planilha ou formulário para o registro de dados, sendo
este um formulário de papel no qual os itens a serem verificados já estão impressos ou
definidos, de modo que os dados possam ser coletados de forma fácil e concisa, tendo
como finalidade facilitar a coleta de dados e organizá-los, para que possam ser facilmente
usados posteriormente. Permite uma rápida percepção da realidade e uma imediata
interpretação da situação, ajudando a diminuir erros e confusões. As listas de verificação
são ferramentas que questionam o processo e são relevantes para alcançar a qualidade,
atendendo a diversos propósitos como:
Tornar os dados fáceis de se obter e de se utilizar;
Dispor os dados de uma forma mais organizada;
Verificar o tipo de defeito e sua porcentagem;
Verificar a localização do defeito: mostrar o local e a forma de ocorrência dos defeitos;
Verificar as causas dos defeitos.
Caso não haja registros de informações relevantes nessas folhas, demonstrando seus
impactos, pode-se inferir que houve ineficiência do programa ou inadequação do
planejamento, pois antes de iniciar qualquer trabalho de auditoria, convém ter preparado
um programa de auditoria, que é um rol de medidas de verificação a serem aplicados,
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expostas de tal forma que as inter-relações de um procedimento com outro estejam


claramente demonstradas.
Portanto, item certo.
Fonte:http://www.datalyzer.com.br/site/suporte/administrador/info/arquivos/info46/46.html. Acesso em 09 de
OUTUBRO de 2018.

19. (CESPE – Auditor (FUB) – 2013) Julgue o item, a respeito dos papéis de trabalho.
Os papéis de trabalho podem referir-se à fase de planejamento ou de execução da
auditoria. Entre os primeiros, destacam-se os da avaliação dos controles internos e de
revisão contábil.
Comentários:
Item errado. A primeira parte da questão está correta, já que os papéis de trabalho
(documentação de auditoria) podem referir-se tanto a fase de planejamento, quando de
execução da auditoria. O erro está na segunda parte, pois a avaliação dos controles
internos e revisão contábil são fases da execução da auditoria, e não do planejamento.
Ressalte-se que o processo de auditoria é composto pelas seguintes fases ou etapas:
planejamento-execução-relatório, portanto, o planejamento é uma fase preliminar.
Portanto, item errado.

20. (CESPE – Auditor de Controle Externo (TCE-PA) / 2016 / Direito / Fiscalização -


2016) Com relação aos instrumentos de fiscalização da auditoria bem como ao seu
planejamento e à sua execução, julgue o item seguinte.
No planejamento da auditoria, os pisos de valores adotados para determinar a
materialidade para as demonstrações contábeis como um todo podem ser superiores aos
utilizados para transações específicas; dependem de como distorções de valores
menores possam influenciar as decisões dos usuários dessas informações.
Comentários:
Item certo. Essa informação está em conformidade com a NBC TA 320. A materialidade
é aplicada pelo auditor no planejamento e na execução da auditoria, e na avaliação do
efeito de distorções identificadas na auditoria e de distorções não corrigidas, se houver,
sobre as demonstrações contábeis e na formação da opinião no relatório do auditor
independente. Em outros termos, a magnitude das distorções é influenciada pelo
julgamento profissional do auditor. Veja:
6. Ao planejar a auditoria, o auditor exerce julgamento sobre a magnitude das
distorções que são consideradas relevantes. Esses julgamentos fornecem a base
para:
(a) determinar a natureza, a época e a extensão de procedimentos de avaliação de risco;

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(b) identificar e avaliar os riscos de distorção relevante; e


(c) determinar a natureza, a época e a extensão de procedimentos adicionais de auditoria.
A materialidade determinada no planejamento da auditoria não estabelece
necessariamente um valor abaixo do qual as distorções não corrigidas, individualmente ou
em conjunto, serão sempre avaliadas como não relevantes. As circunstâncias
relacionadas a algumas distorções podem levar o auditor a avaliá-las como
relevantes mesmo que estejam abaixo do limite de materialidade. Apesar de não ser
praticável definir procedimentos de auditoria para detectar distorções que poderiam ser
relevantes somente por sua natureza, ao avaliar seu efeito sobre as demonstrações
contábeis o auditor considera não apenas a magnitude, mas, também, a natureza de
distorções não corrigidas, e as circunstâncias específicas de sua ocorrência (NBC
TA 450, item A16). [grifo nosso]
Portanto, item certo.

21. (CESPE – Auditor de Controle Externo (TCE-PA) / Ciências Contábeis /


Fiscalização - 2016) De acordo com as Normas Técnicas de Auditoria (NBC TA)
estabelecidas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), julgue o item a seguir.
No planejamento da auditoria de demonstrações contábeis, o auditor deve definir uma
estratégia global para o trabalho e preparar documentação que permita que qualquer
usuário entenda os procedimentos a serem executados para o cumprimento das normas
de auditoria.
Comentários:
Item errado. Na realidade, a documentação é preparada para qualquer auditor experiente
entenda os procedimentos a serem executados, e não os usuários como está expresso na
questão.
A NBC TA 230(R1) explicita que:
8. O auditor deve preparar documentação de auditoria que seja suficiente para
permitir que um auditor experiente, sem nenhum envolvimento anterior com a
auditoria, entenda (ver itens A2 a A5 e A16 e A17):
(a) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para
cumprir com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares
aplicáveis (ver itens A6 e A7);
(b) os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria
obtida; e
(c) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a
respeito deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas
conclusões (ver itens A8 a A11).
Portanto, item errado.

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22. (CESPE – Perito Criminal (PC PE)/Ciências Contábeis / Área 8 - 2016) A respeito
das atividades preliminares ao trabalho de auditoria das demonstrações contábeis,
assinale a opção correta.
a) É vedada a realização de auditoria com apenas um profissional, ainda que ele seja o
responsável pela entidade de auditoria.
b) Havendo incompatibilidade ou imprevisto, o plano de auditoria deve ser alterado, uma
vez que a estratégia global de auditoria é inalterável.
c) A supervisão dos membros da equipe deve ser realizada ao final dos trabalhos de
levantamento.
d) No caso de auditorias recorrentes, os procedimentos iniciais devem ser aplicados logo
após — ou em conexão com — a conclusão da auditoria anterior.
e) O plano de auditoria deve ser definido antes das discussões a respeito da estratégia
global de auditoria.
Comentários:
Questão aborda aspectos das atividades preliminares ao trabalho de auditoria das
demonstrações contábeis na fase de planejamento, segundo a NBC TA 300 (R1).
Analisando cada alternativa:
Letra A)ERRADA. Não EXISTE previsão normativa dessa vedação.
Letra B)ERRADA. Tanto o plano quanto à estratégia global devem ser alterados, quando
necessário, segundo inteligência do item 10, da NBC TA 300 (R1). Veja:
10. O auditor deve atualizar e alterar a estratégia global de auditoria e o plano de
auditoria sempre que necessário no curso da auditoria (ver item A15).[grifo nosso]
Letra C) ERRADA. Essa supervisão deve ser realizada no início do planejamento,
facilitando a direção dos membros da equipe de trabalho e a revisão do seu trabalho.
Letra D) CORRETA. Ela está conformidade com a inteligência do item A7, da NBC TA
300 (R1). Veja:
A7. A avaliação pelo auditor da continuidade do relacionamento com o cliente e de
requisitos éticos, incluindo independência, ocorre ao longo do trabalho de auditoria à
medida que mudam as circunstâncias e as condições. A aplicação de procedimentos
iniciais sobre a continuidade do cliente e a avaliação de requisitos éticos (inclusive
independência) no início do trabalho de auditoria corrente significa que estes devem estar
concluídos antes da realização de outras atividades importantes para esse trabalho. No
caso de trabalhos de auditoria recorrentes, esses procedimentos iniciais devem ser
aplicados logo após (ou em conexão com) a conclusão da auditoria anterior. [grifo
nosso]

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Letra E) ERRADA. Como a estratégia global é mais abrangente, o plano de auditoria


deve ser definido após àquela, ou seja, define-se a estratégia global e em seguida o
plano, segundo inteligência do item A10, da NBC TA 300 (R1). Veja:
A10. Uma vez definida a estratégia global de auditoria, pode ser desenvolvido plano
de auditoria para tratar dos diversos temas identificados na estratégia global de
auditoria, levando-se em conta a necessidade de atingir os objetivos da auditoria por
meio do uso eficiente dos recursos do auditor. A definição da estratégia global de
auditoria e o plano de auditoria detalhado não são necessariamente processos isolados
ou sequenciais, estando intimamente relacionados, uma vez que as mudanças em um
podem resultar em mudanças no outro. [grifo nosso]
Portanto, alternativa correta é D.

23. (CESPE – Contador (DPU) - 2015) A respeito do planejamento dos trabalhos de


auditoria governamental, da fraude e do erro, dos testes, das técnicas e da amostragem
estatística em auditoria, julgue o próximo item.
No planejamento dos trabalhos de auditoria a ser realizada na DPU, além da observância
das normas de auditoria, o auditor deve considerar as normas específicas relativas ao
objeto da auditoria, ainda que tais normas não sejam consideradas na avaliação da
materialidade de distorções encontradas.
Comentários:
Item errado. A primeira parte da questão está correta. O problema está na segunda
parte. Consoante a NBC TA 320, materialidade para execução da auditoria significa o
valor ou valores fixados pelo auditor, inferiores ao considerado relevante para as
demonstrações contábeis como um todo, para adequadamente reduzir a um nível baixo a
probabilidade de que as distorções não corrigidas e não detectadas em conjunto,
excedam a materialidade para as demonstrações contábeis como um todo. Como um dos
objetivos do auditor é aplicar o conceito de materialidade adequadamente no
planejamento e na execução da auditoria, ele só deve considerar normas específicas,
relativas ao objeto da auditoria, na avaliação da materialidade das distorções
encontradas, quando elas forem consideradas nessa avaliação.
Portanto, item errado.

24. (CESPE – Contador (DPU) - 2016) Em relação aos papéis de trabalho, tipos de
auditoria no setor público e eventos subsequentes, julgue o item que se segue.
Os papéis de trabalho obtidos nas auditorias internas são semelhantes em suas
finalidades e importância aos papéis elaborados diretamente pelos auditores internos.
Comentários:

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Item certo. Documentação de auditoria é o registro dos procedimentos de


auditoria executados, da evidência de auditoria relevante obtida e
conclusões alcançadas pelo auditor (usualmente também é utilizada a
expressão “papéis de trabalho”) . Segue mapa com as finalidades dos papéis
de trabalhos, seja ele obtido nas auditorias, ou elaborados diretamente
pelos auditores. Veja:

Ressalte-se que não há norma de auditoria - interna ou externa - que faz


distinção das finalidades e importância entre os papéis de trabalho obtidos
nas auditorias dos elaborados diretamente pelos auditores.
Portanto, item certo.

25. (CESPE – Analista Portuário II (EMAP) / Financeira e Auditoria Interna - 2018)


Julgue o item a seguir, relativo à documentação de auditoria.
O término da montagem do arquivo final de auditoria, após a data do relatório do auditor,
é um processo administrativo que não envolve a realização de novos procedimentos de
auditoria nem novas conclusões.
Comentários:
Item certo. Arquivo de auditoria compreende uma ou mais pastas ou outras
formas de armazenamento, em forma física ou eletrônica que contêm os
registros que constituem a documentação de trab alho específico. Dessa

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forma, os documentos, de qualquer natureza, que compõem esse arquivo


não devem ser descartados por um prazo de cinco a contar da data de
emissão do relatório. Veja:
Montagem do arquivo final de auditoria
14. O auditor deve montar a d ocumentação em arquivo de auditoria e
completar o processo administrativo de montagem do arquivo final de
auditoria tempestivamente após a data do relatório do auditor (ver itens A21
e A22).
15. Após a montagem do arquivo final de auditoria ter sido complet ada,
o auditor não apaga nem descarta documentação de auditoria de
qualquer natureza antes do fim do seu período de guarda dessa
documentação (ver item A23). [grifo nosso]
Portanto, item certo.

26. (CESPE – Analista Portuário II (EMAP) / Financeira e Auditoria Interna - 2018)


Julgue o item a seguir, relativo à documentação de auditoria.
A forma, o conteúdo e a extensão da documentação de auditoria independem de fatores
como tamanho e complexidade da organização.
Comentários:
Item errado. O item trata dos f atores que devem ser levados em
consideração na preparação da documentação de auditoria quanto à forma,
ao conteúdo e à extensão dessa documentação, segundo a NBC TA
230(R1). Veja:
Forma, conteúdo e extensão da documentação de auditoria
A2.A forma, o conteúdo e a extensão da documentação de auditoria
dependem de fatores como :
(a) tamanho e complexidade da entidade;
(b) nature za dos procedimentos de auditoria a serem executados;
(c) riscos identificados de distorção relevante;
(d) importância da evidênci a de auditoria obtida;
(e) nature za e extensão das exceções identificadas;
(f) necessidade de documentar a conclusão ou a base da conclusão não
prontamente determinável a partir da documentação do trabalho executado
ou da evidência de auditoria obtida;
(g) metodologia e as ferramentas de auditoria usadas. [grifo nosso]

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Nesse tipo de questão devemos nos preocupar com a literalidade da norma.


Dessa forma, concluímos que a forma, o conteúdo e a extensão da
documentação de auditoria dependem do tamanho e da complexidade da
entidade.

Portanto, item errado .

27. (CESPE – Analista Portuário II (EMAP) / Financeira e Auditoria Interna - 2018)


Julgue o item a seguir, relativo à documentação de auditoria.
A documentação preparada pelo auditor deve ser suficiente para permitir que outro
auditor, sem envolvimento anterior com a auditoria, compreenda a natureza, a época e a
extensão dos procedimentos executados.
Comentários:
Item certo. Auditor experiente “é um indivíduo (interno ou externo à firma
de auditoria) que poss ui experiência prática de auditoria e conhecimento
ra zoável de:
(i) processos de auditoria;
(ii) normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis;
(iii) ambiente de negócios em que opera a entidade; e
(iv) assuntos de auditoria e de re latório financeiro relevantes ao setor de
atividade da entidade”.
A questão aborda os assuntos que devem ser documentados pelo auditor
que estar conduzindo a auditoria de modo que o auditor experiente entenda
aspectos específicos da auditoria, segundo a NB C TA 230(R1). Veja:

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8.O auditor deve preparar documentação de auditoria que seja


suficiente para permitir que um auditor experiente, sem nenhum
envolvimento anterior com a auditoria , entenda (ver itens A2 a A5 e A16
e A17):
(a) a natureza, época e extensã o dos procedimentos de auditoria
executados para cumprir com as normas de auditoria e exigências
legais e regulamentares aplicáveis (ver itens A6 e A7);
(b) os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência
de auditoria obtida; e
(c) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões
obtidas a respeito deles e os julgamentos profissionais significativos
exercidos para chegar a essas conclusões (ver itens A8 a A11).[grifo nosso]
Portanto, item certo.

28. (CESPE – Analista Portuário II (EMAP) / Financeira e Auditoria Interna - 2018)


Julgue o item a seguir, relativo à documentação de auditoria.
Na organização dos papéis de trabalho do tipo corrente, o auditor deve assentar
informações de natureza perene, que possam ser utilizadas em mais de um trabalho de
auditoria.
Comentários:
Item errado . Segundo a NBC TA 230(R1), “documentação de auditoria é o
registro dos procedimentos de auditoria executados, da evidência de
auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor”
(usualmente é também utilizada a expressão “papéis de trabalho”)” . Quanto
à sua natureza, Crepaldi, em sua obra, na versão digital, “Auditoria
Contábil: teoria e prática. 10ª ed. São Paulo: Atlas, 2016,p.17” explicita
que os papéis de trabalho de vem ser organizados conforme sua finalidade,
separando-os em dois grupos:
I- Pasta permanente: inclui todos os papéis que são de importância de
importância diária e contínua, ano após ano para consulta, por
conterem dados sobre o sistema, área ou objeto d a auditoria.
Exemplos: histórico da empresa, estatuto, composição do capital social,
informações contábeis, dos sistemas contábeis e operacionais e ainda
informações relativas a participação da empresa no mercado.
II- Pasta corrente: é composta de todos o s papéis do exercício em curso.
Exemplos: planejamento do trabalho, balancetes, demonstrações contábeis
e análise de contas etc.[grifo nosso]

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Ante o exposto, o item inverteu o tipo de papéis de trabalho. O tipo


permanente é que tem natureza perene e pode s er utilizado em mais de um
trabalho de auditoria.
Portanto, item errado.

29. (CESPE – Auditor Estadual (TCM-BA) /Controle Externo - 2018) Na documentação


de auditoria, deve-se excluir
a) discussões da equipe de auditoria com a administração e com os responsáveis pela
governança.
b) informação que possa ser considerada inconsistente com a conclusão final da
auditoria.
c) registro de procedimentos de auditoria diferentes dos requeridos pelas normas
técnicas.
d) cópias anteriores de documentos corrigidos em decorrência de erros tipográficos.
e) razões específicas para modificações na documentação de auditoria ocorridas após a
emissão do relatório.
Comentários:
Segundo a NBC TA 230(R1), “Documentação de auditoria é o registro dos
procedimentos de auditoria executados, da evidência de auditoria relevante
obtida e conclusões alcançadas pelo auditor (usualmente também é
utilizada a expressão “papéis de trabalho”)” .
A questão aborda exemplos de documentos que podem ser excluídos da
documentação de auditoria. V eja:
A4.O auditor não precisa incluir na documentação de auditoria versões
superadas de papéis de trabalho e demonstrações contábeis, notas que
reflitam entendimento incompleto ou preliminar, cópias anteriores de
documentos corrigidos em decorrência de er ros tipográficos ou de
outro tipo de documentos em duplicata . [NBC TA 230] [grifo nosso]
Portanto, alternativa correta é D .
As demais alternativas constam informações relevantes que devem ser
documentadas, pois fornecem evidência de auditoria que ajudarão a
sustentar a opinião do auditor, além de demonstrar que a auditoria foi
planejada e executada conforme as normas de auditoria e servirão para
assistir a equipe de trabalho no planejamento e execução da mesma.

30. (CESPE – Analista Judiciário (STM) /Contabilidade/Apoio Especializado - 2018) À


luz das Normas Brasileiras de Contabilidade do Conselho Federal de Contabilidade que

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tratam do auditor independente e da auditoria independente de informação contábil


histórica, julgue o item subsequente.
A documentação de auditoria e a evidência de auditoria remetem ao mesmo conceito, ou
seja, ambas são constituídas por registros, documentos e outras informações que
permitem a obtenção de conclusões pelo auditor.
Comentários:
Item errado. Evidência de auditoria é part e integrante da documentação de
auditoria, ou seja, documentação é mais ampla do que evidência. Dessa
forma, documentação e evidência são conceitos diferentes. Nesse sentido,
veja como as NBC TAs definem cada uma:
Documentação de auditoria é o registro dos procedimentos de auditoria
executados, da evidência de auditoria relevante obtida e conclusões
alcançadas pelo auditor (usualmente também é utilizada a expressão
“papéis de trabalho”). [NBC TA 230(R1)][grifo nosso]
Evidências de auditoria são as informações utilizadas pelo auditor para
fundamentar suas conclusões em que se baseia a sua opinião. As
evidências de auditoria incluem informações contidas nos registros
contábeis subjacentes às demonstrações contábeis e outras informações.
[NBC TA 200(R1)] [grif o nosso]
Portanto, item errado.

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