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Aula 07

Auditoria Governamental para Auditor de Controle Interno

CGE
CEARÁ
PETRO

AUDITORIA GOVERNAMENTAL
C o py r i g ht © 2 0 1 8 p o r P r ol u n o
T o d o s os di r e i t os r e s e r v a d os
AUDITOR DE CONTROLE INTERNO
PROF. TONYVAN
1 CARVALHO
Aula 07
Auditoria Governamental para Auditor de Controle Interno

Introdução
Bem-vindo, Concursante! É com grande satisfação estar iniciando
nossa oitava aula do curso de Auditoria Governamental para Auditor de
Controle Interno da CGE CE. Daremos continuidade com Amostragem
estatística em auditoria e eventos ou transações subseq uentes.

Feita essa breve introdução, daremos início ao curso, seguindo roteiro


abaixo:

Au la Tem a In í ci o em Pr o gr es so Por cen ta gem


Governança e análise de risco. Governança
no setor público. O papel da auditoria na
estrutura de governança. Estrutura
Au la 0 conceitual de análise de risco (COSO). 12/12 0%
Elementos de risco e controle. Aplicação
da estrutura conceitual de análise de risco.
(PARTE 01)
Governança e análise de risco. Governança
no setor público. O papel da auditoria na
estrutura de gove rnança. Estrutura
Au la 1 conceitual de análise de risco (COSO). 17/12 8%
Elementos de risco e controle. Aplicação
da estrutura conceitual de análise de risco.
(PARTE 02)
Nor mas da INTOSAI: Declaração de Li ma.
Códi go de ética e padrões de auditoria.
Au la 2 Auditoria no setor público estadual. 22/12 17%
Operacionalidade. Nor mas relativas à
execução dos trabalhos. (PARTE 01)
Nor mas da INTOSAI: Declaração de Li ma.
Códi go de ética e padrões de auditoria.
Au la 3 Auditoria no setor público estadual. 27/12 25%
Operacionalidade. Nor mas relativas à
execução dos trabalhos. (PARTE 02)
Nor mas do IIA: O papel das normas de
auditoria. Nor mas internacionais para o
exercício profissional da auditoria interna.
Definição de auditoria interna,
independência, prof ici ência e zelo
profissional, desenvol vi mento profissional
Au la 4 02/01 33%
contínuo, programa de garantia de
qualidade, planej amento, execução do
trabalho de auditoria, comunicação de
resultados, monitoramento do progresso,
resolução da aceitação dos riscos pela
administração.
Nor mas vi gentes de auditoria independente
das demonstrações contábeis emanadas
Au la 5 07/01 42%
pelo Conselho Feder al de Contabilidade
(CFC): NBC TA 200( R1)

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Au la Tem a In í ci o em Pr o gr es so Por cen ta gem

Planej amento. Progr amas de auditoria.


Au la 6 09/01 50%
Papéis de trabalho.

Amostragem estatística em auditoria.


Au la 7 18/01 58%
Eventos ou transações subsequentes.

Testes de auditoria. Revisão analítica.


Entrevista. Conferência de cálculo.
Au la 8 20/01 8% 67%
Confir mação. Interpretação das
infor mações. Obser vação.
Procedi mentos de auditoria em áreas
Au la 9 23/01 8% 75%
específicas das demonstrações contábeis.
Au la Nor mas relativas à opinião do auditor.
25/01 8% 83%
10 Relatórios e pareceres de auditoria
Au la Aspectos Gerais de Auditoria
31/01 8% 92%
11 Governamental
Au la
Si mulado e revisão em mapas. 02/02 8% 100%
12

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Amostragem estatística em auditoria. Eventos ou


transações subsequentes.

1. CONTEXTUALIZAÇ ÃO ................................................................... 5

2. AMOSTRAGEM EM AUD ITORI A ..................................................... 9

3. TRANS AÇÕES E EVENTOS SUBSEQUENTES ................................21

4. LISTA DE QUESTÕES ..................................................................32

5. QUESTÕES COMENTAD AS ...........................................................40

6. BIBLIOGRAFI A ............................................................................66

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1. Contextualização
Segundo a NBC TA 530, “ amostragem em auditoria é a aplica ção de
procedimentos de auditoria em menos de 100% dos itens de população
relevante para fins de auditoria, de maneira que todas as unidades de
amostragem tenham a mesma chance de serem selecionadas para
proporcionar uma base ra zoável que possibilite o aud itor concluir sobre
toda a população”.
O objetivo do auditor, ao usar a amostragem em auditoria, é o de
proporcionar uma base razoável para o auditor concluir quanto à população
da qual a amostra é selecionada.
Ressalta-se que a amostragem não é o único m étodo que os auditores
utilizam para obter evidências sobre afirmações.
Enfoques alternativos à coleta de evidências sobre afirmações em
demonstrações financeiras e exemplos de tipos específicos de evidência
que podem ser obtidas de acordo com cada tipo de afirmação são
apresentados no quadro a seguir.
ENFOQUES ALTERNATIVOS À OBTENÇÃO DE EVIDÊNCI A DE
AUDITORI A SOBRE AFIRMAÇÕES
AFIRMAÇ ÃO ENFOQUES P AR A OBTENÇÃO DE EVIDÊNCI A

• Amostragem: tomar uma amostra e examinar a


evidência subjacente ou enviar pedidos de confirmação.
• Procedimentos analíticos: comparação com
expectativas do auditor baseadas em dados do ano
anterior ou outros indicativos econômicos.
• Análise: revisão de 100% das transações ou de dados
Existência em um sistema computadorizado para determinar s e a
classificação é apropriada.
• Software de auditoria: ordenar o arquivo para identifica r
os itens maiores, os menores, os mais frequentes;
também é útil para identificar transações incomuns.
• Rever blocos de transações para verificar se a
classificação é a propriada, por exemplo, fazendo testes
de corte no final do ano.
• Amostragem: selecionar uma amostra em busca de
passivos contabilizados de forma incompleta.
• Procedimentos analíticos: comparação com
Integridade expectativas do auditor baseadas em dados do ano
anterior ou outros indicativos econômicos.
• Rever blocos de transações para verificar se a
classificação é apropriada, por exemplo, fazendo testes
de corte no final do ano.

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AFIRMAÇ ÃO ENFOQUES P AR A OBTENÇÃO DE EVIDÊNCI A

• Amostragem: geralmente em conjunto com testes de


Direitos existência, mediante o exame de documentos originais.
• Procedimentos analíticos: buscar relações incomuns
(saldo de caixa superior ou inferior ao esperado ou
anomalias semelhantes nos dados básicos).
• Amostragem: selecionar itens e associá -los a
documentos originais ( por ex., contratos de compra ou
faturas).
• Procedimentos analíticos: exame de modelos utilizados
Avaliação para predizer valores estimados, tais como provisões para
devedores duvidosos e comparação de estimativas de
modelos às expectativas do auditor.
• Software de aud itoria: totalizar o arquivo e testar
cálculos.
• Procedimentos analíticos: identificar anomalias nos
dados básicos.
Apresentação • Amostragem: verificar estimativas ou outros itens para
e determinar se a divulgação é apropriada.
Divulgação • Revisão de 100%, ta l como a leitura das notas
explicativas de demonstrações financeiras.

Fonte: Gramling, Rittenberg e Johnstone (2012).

A escolha do método de obtenção de evidência depende da natureza das


transações e das afirmações específicas que estão sendo testadas. Em bora
seja importante entender as técnicas de amostragem, é igualmente
importante saber que há poucas contas para as quais a conclusão do
auditor sobre seus saldos será baseada exclusivamente em dados de
amostragem (Gramling, Rittenberg e Johnstone, 2012).
Há três métodos principais de selecionar itens para testes:
i) seleção de todos os itens (exame de 100%);
ii) seleção de itens específicos; e
iii) amostragem.

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A escolha do método de seleção é uma questão de julgamento profissional
do auditor, com base n a avaliação de risco, materialidade, eficiência e
custo da auditoria. No entanto, o método escolhido deve ser eficaz no
cumprimento do objetivo do procedimento de auditoria. O quadro a seguir
sintetiza as circunstâncias em que cada método é apropriado, pod endo
haver aplicação combinada deles.

MÉTODOS DE SELEÇÃO E CIRCUNSTÂNCI AS APROPRI ADAS P AR A


SUA UTILIZAÇ ÃO
MÉTODO APROPRI ADO QUANDO/P AR A:

• A população constituída por uma pequena


quantidade de itens de valor alto.
• Existe um risco significativo e outros meios não
Seleção de todos fornecem evidência de auditoria suficiente e
os itens apropriada.
• Podem ser usadas TAAC (técnicas de auditoria
assistidas por computador) em uma população maior
para testar eletronicamente um cálculo repetitivo ou
outro processo.
• Itens-chave ou de valor alto que individualmente
Seleção de itens poderiam resultar em distorção relevante.
• Todos os itens acima de um valor especificado.
específicos • Quaisquer itens ou divulgações de demonstrações
financeiras não usuais ou sensíveis.
(Amostragem não • Quaisquer itens altamente suscetíveis à distorção.
• Itens que fornecerão informações sobre
assuntos/áreas, tais como a natureza da entidade, a
estatística)
natureza das transações e o controle interno.
• Itens para testar a operação de certas ativ idades
de controle.
Amostragem • Chegar a uma conclusão sobre todo um conjunto
de dados (população) por meio da seleção e do
estatística exame de uma amostra representativa de itens da
população.
Fonte: adaptado de IFAC (2010).

Ao definir uma amostra de au ditoria, o auditor deve considerar a finalidade


do procedimento de auditoria e as características da população da qual
será retirada a amostra. Como os objetivos dos testes de controles e dos
procedimentos substantivos são distintos, diferentes abordagens serão
utilizadas.
A amostragem pode ser estatística (o que pressupõe seleção aleatória e
uso da teoria das probabilidades para a avaliação dos resultados) e não
estatística. Pela amostragem estatística, os itens da amostra são
selecionados de modo que cada unidade de amostragem tenha uma

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probabilidade conhecida e diferente de zero de ser selecionada. Pela
amostragem não estatística, o julgamento é usado para selecionar os itens
da amostra.
Tanto a amostragem estatística quanto a não estatística, quando
adequadamente utilizadas, podem fornecer evidência suficiente para as
conclusões do auditor. (Gramling, Rittenberg e Johnstone, 2012).
Entretanto, somente os resultados de amostras estatísticas podem ser
extrapolados para toda a população.
Os resultados obtid os em amostragens não estatísticas são válidos apenas
para os elementos observados. Essa situação deve ser registrada de forma
clara para evitar interpretações enviesadas acerca da população.
Além disso, o tamanho da amostra não é um critério válido para d istinguir
entre as abordagens estatísticas e não estatísticas, pois uma amostra
estatística não necessariamente implicará numa amostra de tamanho maior
do que uma não estatística.
Em qualquer amostra inferior a 100% da população sempre há o risco de
uma distorção não ser identificada e de ela poder exceder o nível tolerável
de distorção ou desvio. Isso é denominado risco de amostragem. Em outras
palavras, o risco de amostragem é o risco de que a conclusão do auditor,
com base em uma amostra, seja diferente daquela que seria obtida se toda
a população tivesse sido testada.
O auditor deve determinar o tamanho de amostra suficiente para reduzir o
risco de amostragem a um nível mínimo aceitável. A amostragem estatística
permite controlar precisamente o risco de fazer uma inferência incorreta a
respeito da população da qual a amostra é extraída, enquanto a não
estatística não possibilita tal tipo de controle (Gramling, Rittenberg e
Johnstone, 2012).

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2. Amostragem em Auditoria
A NBC TA 530 se aplica quando o audi tor independente decide usar
amostragem na execução de procedimentos de auditoria. Ela trata do uso
de amostragem estatística e não estatística na definição e seleção da
amostra de auditoria, na execução de testes de controles e de detalhes e
na avaliação dos resultados da amostra.
O objetivo do auditor, ao usar a amostragem em auditoria, é o de
proporcionar uma base razoável para o auditor concluir quanto à população
da qual a amostra é selecionada.
O método de amostragem é aplicado como forma de viabiliza r a realização
de ações de controle em situações onde o objeto alvo da ação se apresenta
em grandes quantidades e/ou se distribui de maneira bastante pulverizada.
A amostragem é também aplicada em função da necessidade de obtenção
de informações em tempo h ábil, em casos em que a ação na sua totalidade
se torna impraticável.
A amostragem tem como objetivo conhecer as características de interesse
de uma determinada população a partir de uma parcela representativa. É
um método utilizado quando se necessita obt er informações sobre um ou
mais aspectos de um grupo de elementos (população) considerado grande
ou numeroso, observando apenas uma parte do mesmo (amostra). As
informações obtidas dessa parte somente poderão ser utilizadas de forma a
concluir algo a respe ito do grupo, como um todo caso esta seja
representativa.
A representatividade é uma característica fundamental para a amostra, que
depende da forma de seleção e do tamanho da amostra. Potencialmente, a
amostra obtém essa característica quando ela é tomada ao acaso. Para
uma amostra ser considerada representativa de uma população, ela deve
possuir as características de todos os elementos da mesma, bem como ter,
conhecida a probabilidade de ocorrência de cada elemento na sua seleção.
Todas as definições deli neadas abaixo já foram objeto de provas nos mais
diversos concursos. Segundo a NBC TA 530:
5. P ar a f i ns d as no r m as d e au d i tor i a, os ter mos a s e gu ir tê m os s i gn i fic a dos a
e les a tr i bu íd os :
Amo st ra ge m em aud i t or ia é a ap li ca ç ão d e p ro c ed im ento s de aud ito ri a e m
men os de 1 0 0% do s it e ns de pop ul aç ão r el e van te pa r a f in s d e aud ito ri a,
de m an ei r a qu e t o d as a s un id ad es d e amo st r age m t enh a m a me sm a
ch an ce de s er e m s el ec ion ad a s p ar a p ro p or cio na r u m a b as e r az o áv el qu e
pos si bi lit e o aud it o r con cl ui r sob r e tod a a popu l aç ã o .
P op u l aç ã o é o c o n j un t o c o mp l et o d e d ad os s o br e o qu a l a a mos tr a é
s e lec i on a da e s o br e o qu a l o a u di t or d es e j a c onc l u ir.

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Ri sc o de a mo st rag e m é o ri s co de qu e a conc lu sã o do aud ito r, c om b as e
em a mo st ra , pud e ss e s er d if er ent e s e to da a po pul a çã o fos s e su je it a ao
me smo p ro c edi m ent o de aud ito ri a. O r is c o de a m os tr a ge m p o de l ev ar a do is
ti p os d e c onc l us ões er r ôn e as :
(a) n o c as o d e t es t e d e c on tr o les , em qu e o s c o ntr o l es s ão c o ns id era d os m ais
ef ic a zes d o q ue r e a l m en t e s ão o u no c as o de t es t e d e de ta l h es , em q u e nã o
s e ja i d en t if ic ad a d is t or ç ã o r e l ev a nt e , qu a nd o , n a v er da d e, e l a ex is t e. O
au d it or es tá pr e oc up a do c o m es s e t ip o d e c onc l us ão er rô n ea p or q ue e l a a fe ta
a e f ic ác i a d a a u d it or i a e é pr ov áv e l qu e le v e a um a op i n iã o de au d it or i a n ã o
apr o pr ia d a.

(b) n o c as o d e tes t e de c o ntr o l es , e m q u e os c o ntr o l es s ã o c ons i d era d os


me n os ef ic a zes d o qu e r ea l m en te s ã o ou n o c as o d e t es t e de d et a lh es , e m
qu e s e ja i de n ti f ic a d a d is t orç ã o r e lev a nt e, q ua n do , na v er da d e, e l a n ã o ex is te .
Es s e t ip o d e c o nc lus ão err ôn e a af e ta a e fic i ê nc i a d a a u d it or ia por qu e e l a
nor m a l me nt e l ev ar i a a u m tr ab a lh o a di c i on a l p ar a es t a be l e c er qu e as
c onc l us ões in ic i a is es t av a m i nc orr et as .

Ris c o nã o r es u lt an t e d a a m os tr a ge m é o r is c o d e q ue o au d it or c h eg u e a u m a
c onc l us ão er r ô ne a p or q ua l q uer o utr a r a zã o qu e n ão s e j a r e lac i o n ad a a o r is c o
de am os t r a g em ( v er i t em A 1).
Anom a li a é a d i st or çã o ou o de s vio qu e é com pr ov ad am ent e n ão
re pr e s ent at i vo de d is t or çã o o u d e sv io e m uma po pul a çã o.

Un i da d e d e am os tr a g em é c ad a u m d os it e ns i nd iv i du a is q ue c o ns t i tu e m um a
po p u laç ã o ( v er i te m A 2) .

Amo st ra ge m est at íst ic a é a ab or dag e m à amo st r ag em com a s se gui nte s


ca r a ct e r íst ic a s:
(a ) s el e ção al e at ó ri a dos it en s da a mo st ra ; e
(b) o u so d a t eo ri a das p ro ba bi lid ad e s par a av al i ar o s re s ult ado s da s
amo st r as , in clu ind o a me nsu r a ç ã o do ri s co de amo st ra ge m.

A ab or d ag e m de a m os tr a ge m q ue n ã o t e m as c a rac ter ís t ic as (i) e ( i i) é


c ons i d er a d a u ma am o s tr a g em nã o es ta tís t ic a.

E st r at if i c aç ão é o pr oc es so d e di v idi r um a popu l aç ão em s ub popul a çõ es ,


ca da um a sen do um g rup o d e unid ad e s d e a mo s tr age m com
ca r a ct e r íst ic a s s em el hant e s (g e r alm en te v alo r mo net á ri o ).
Di st o rç ão t o le r á ve l é um va lo r mon et ár io def inid o pe lo au dit or par a obt e r
um n ív el ap ro p ri ado de se gu ra nç a d e q ue e ss e va lo r m on etá r i o nã o s e ja
ex c edi do pe l a d is t o r çã o r ea l n a pop ul aç ã o ( ve r it em A 3 ).

Ta xa t o le r á ve l de d es v io é a t a xa d e de sv io do s p roc ed i ment os d e
cont ro le s i nt e rn os p re v ist os , de fin id a pe lo au dito r p a ra o bte r um n ív e l

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ap rop ri ad o de s egu r an ça d e qu e es s a ta xa d e d e sv io n ão s e ja ex c edi da
pel a t a x a r ea l de d es vio n a popu l a ç ão . [gr if o n os s o]

Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar a finalidade


do procedimento de auditoria e as características da população da qual
será retirada a amostra. Além disso, ele deve determinar o tamanho dessa
amostra suficiente para reduzir o risco de amostragem a um nível mínimo
aceitável e selecionar itens de forma que cada unidade de amostragem da
população tenha a mesma chance de ser selecionada.
Se não for possível aplicar os procedimentos de auditoria definidos ou
procedimentos alternativos adequados em um item selecionado, o auditor
deve tratar esse item como um desvio do controle previsto, no caso de
testes de controles ou uma distorção, no caso de testes de detalhes. As
distorções encontradas na amostra devem ser pro jetadas para a população
obter uma visão mais ampla da escala de distorção, mas essa projeção
pode não ser suficiente para determinar o valor a ser registrado.
Quando a distorção tiver sido estabelecida como uma anomalia, ela pode
ser excluída da projeção das distorções para a população. Entretanto, o
efeito de tal distorção, se não for corrigido, ainda precisa ser considerado,
além da projeção das distorções não anômalas.
Já para os testes de controles, não é necessária qualquer projeção explícita
dos desvios, uma vez que a taxa de desvio da amostra também é a taxa de
desvio projetada para a população como um todo.
Item a seguir frequentemente aparece em provas. Veja:

O nível de risco de amostragem que o auditor


está disposto a aceitar afeta a tamanha da
amostra exigida. Quanto menor o risco que o
auditor está disposto a aceitar, maior deve ser
o tamanho da amostra.

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ESQUEMATIZANDO

O auditor pode usar dois processos para extração de amostras: o


estatístico e não estatístico . Pela amostragem estatística, os ite ns da
amostra são selecionados de modo que cada unidade de amostragem
tenha uma probabilidade conhecida de ser selecionada. Pela
amostragem não estatística, o julgamento é usado para selecionar os
itens da amostra. É importante que o auditor selecione uma amostra

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representativa, para evitar tendenciosidade mediante a escolha de itens da
amostra que tenham características típicas da população.
Você deve memorizar os quatro apêndices dessa norma. As questões
mais complexas sobre amostragem envolvem especific amente os apêndices
2 e 3, que tratam dos fatores que influenciam o tamanho da amostra.
Quando são cobradas informações desses apêndices, quase sempre são as
questões mais difíceis da prova.
Em relação aos apêndices 1 e 4 são bem mais tranquilo porque env olvem,
respectivamente, detalhes da estratificação e métodos de seleção da
amostra. As bancas costumam comparar o tamanho da amostra a um dos
fatores que influenciam o seu tamanho. A essência das perguntas é se essa
relação é direta ou inversa. Por exemplo : se for aumentada a taxa tolerável
de desvio, o tamanho da amostra deverá reduzir, uma vez que essas duas
grandezas têm relação inversa, conforme tabela abaixo.

ESQUEMATIZANDO

APÊNDICE 1 - ESTRATIFICAÇÃO E SELEÇÃO COM BASE EM V ALOR

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APÊNDICES 2 E 3 – FATORES QUE I NFLUENCI AM O TAM ANHO DA


AMOSTRA P AR A OS TESTES DE CONTROLES E P ARA OS TESTES
DE DETALHES
FATORES QUE INFLUENCI AM NO TAM ANHO DA AMOSTRA
Testes de Controle Testes de Detalhes

Fator Relação Fator Relação

Extensão da
avaliação de Avaliação das
riscos dos Direta distorções Direta
controles relevante
relevantes
Uso de outros
Taxa tolerável
Inversa procedimentos Inversa
de desvio
substantivos
Taxa esperado Nível de
Direta Direta
de desvios segurança
Nível de
Distorção
segurança Direta Inversa
tolerável
desejado
Quantidade de
unidades de Efeito Valor da
Direta
amostragem na negligenciável Distorção
população
Estratificação
Inversa
da população
Quantidade de
unidades de Efeito
amostragem na negligenciável
população

Portanto, memorize as tabelas acima par a acertar a questão com


convicção e não ser surpreendido!
Para finalizar essa norma, abordaremos métodos de seleção de amostra.
Reiteramos o que havíamos mencionado durante o curso, você deve ficar
atento aos dispositivos com quarto ou cincos itens, apelid adas por nós de
“questão da moda” cujo símbolo representado é uma lâmpada . São
dispositivos com grande probabilidade de aparecer na sua prova!

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APÊNDICES 4 – MÉTODOS DE SELEÇÃO DE AMOSTRA

PROJEÇÃO DE DISTORÇÕES

A18. O auditor deve projetar as dist orções para a


população para obter uma visão mais ampla da
escala de distorção, mas essa projeção pode não
ser suficiente para determinar o valor a ser
registrado.

A19. Quando a distorção tiver sido estabelecida como uma


anomalia, ela pode ser excluída da projeção das distorções para a
população. Entretanto, o efeito de tal distorção, se não for
corrigido, ainda precisa ser considerado, além da projeção das
distorções não anômalas.

Para finalizar, iremos expor informações relevantes sobre Amostragem,


segundo a IN nº01/2001/CGU.
Existem várias razões que justificam a utilização de amostragem em
levantamentos de grandes populações. Uma dessas razões é a
economicidade dos meios. Onde os recursos humanos e materiais são
escassos a amostragem se torna impresc indível, tornando o trabalho do
servidor bem mais fácil e adequado. Outro fator de grande importância é o
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tempo, pois onde as informações das quais se necessitam são valiosas e
tempestivas, o uso de amostra também se justifica. Outra razão, é o fato de
que com a utilização da amostragem, a confiabilidade dos dados é maior
devido ao número reduzido de elementos, pode -se dar mais atenção aos
casos individuais, evitando erros nas respostas. Além disso, a
operacionalidade em pequena escala torna mais f ácil o co ntrole do
processo como um todo.
Porém, existem casos onde não se recomenda a utilização de amostragem,
tais como:
a) quando a população é considerada muito pequena e a sua amostra fica
relativamente grande;
b) quando as características da população são de fácil mensuração, mesmo
que a população não seja pequena; e
c) quando há necessidade de alta precisão recomenda -se fazer censo, que
nada mais é do que o exame da totalidade da população.

ESQUEMATIZANDO

O método de amostragem se subdivide em dois tipos: o probabi lístico e o


não-probabilístico.
A principal característica do método de amostragem não -probabilístico é
que este se baseia, principalmente, na experiência do servidor, sendo
assim, a aplicação de tratamento estatístico a seus resultados se torna
inviável, bem como a generalização dos resultados obtidos através da
amostra para a população. Essa limitação faz com que o método não sirva
de suporte para uma argumentação, visto que a extrapolação dos
resultados não são passíveis de demonstração segundo às normas de

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Aula 07
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cálculo existentes hoje. Contudo, é inegável a sua utilidade dentro de
determinados contextos, tal como, na busca exploratória de informações ou
sondagem, quando se deseja obter informações detalhadas sobre questões
particulares, durante um espaço de t empo específico.
Já o método de amostragem probabilístico tem como característica
fundamental o fato de poder ser submetido a tratamento estatístico, sendo,
portando, os resultados obtidos na amostra generalizáveis para a
população. Para tanto, a amostrage m estatística conta com uma série de
formas diferentes de obtenção do tamanho da amostra.
Uma dessas formas é a Amostra Aleatória Simples que tem como
característica que cada elemento da população tem a mesma chance de
pertencer à amostra. Considera -se para isso que os elementos da
população em questão estão distribuídos de maneira uniforme. Nas demais
formas ou métodos de amostragem, pelo fato dos elementos não se
processarem de maneira homogênea na população, se faz necessário
dispor de técnicas mais sofi sticadas na obtenção do tamanho e seleção da
amostra.
Para se obter uma amostra se faz necessário obter alguns elementos
fundamentais, sem os quais fica impraticável o uso da técnica. O elemento
primordial para se elaborar um plano amostral é saber exatame nte qual o
objetivo da ação de controle, ou seja, o que se deseja obter com os
resultados e de posse deles a quais conclusões deseja -se chegar. Pois
quando os objetivos da ação estão bem definidos fica claro o
estabelecimento de qual é a população alvo a s er considerada para a
elaboração da amostra, bem como a definição das unidades de amostragem
(elementos). A partir do conhecimento da população objeto de estudo e
seus elementos é que se torna possível conhecer como essa população se
distribuí entre os seu s elementos, para a partir daí ser definido o método de
amostragem a ser adotado, bem como todas as suas considerações “a
priori”.
Outro fator importante a ser definido anteriormente é a precisão que se
deseja, ou seja, o máximo que se admitirá de erro par a os resultados
obtidos na amostra. Além disso, é importante que a seleção dos elementos
da amostra seja rigorosamente aleatória, essa exigência é necessária pois,
se na seleção da amostra não for garantida a aleatoriedade significa que o
servidor está inf luenciando com seu juízo pessoal na escolha dos elementos
da amostra e colocando assim em risco todo o trabalho realizado, pois as
informações obtidas a partir daquela amostra enviesada irá trazer
resultados equivocados a respeito do universo em questão. O u seja, uma
amostra mal dimensionada, e sem aleatoriedade é tendenciosa, levando o
servidor a conclusões errôneas.

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Existem situações onde não é possível a obtenção de informações a
respeito da população e sua distribuição, seja pelo fato de a obtenção
dessas informações ser muito dispendiosa, ou seja pelo fato de se levar
muito tempo para essas serem concluídas. Ou mesmo, pelo fato do acesso
às mesmas somente ser possível no ato da ação de controle.
Sendo assim, é usual a utilização de tabelas aplicadas ao Controle
Estatístico de Qualidade, com a definição prévia do risco que se deseja
assumir, ou seja, qual o limite máximo de itens ou elementos irregulares
aceitáveis para se considerar uma situação regular, através do qual o
tamanho da amostra é dimensionad a. A utilização dessas tabelas deve ser
feita com muito critério, pois os resultados obtidos das amostras
provenientes delas são bastante específicos. Tais situações específicas
devem ser devidamente estudadas, pois essas tabelas não são de aplicação
generalizada, sendo portanto necessário o estudo de cada caso em
separado, mensurando as vantagens e desvantagens da sua utilização.

(CESGRANRIO - Profissional (LIQUIG ÁS) / 2018 / Auditoria / Júnior -


2018) Um auditor necessita examinar uma pop ulação de registros com
muitas diferenças nos valores individuais das transações registradas.
Como ele definiu que fará uma amostragem estatística, para garantir maior
rigor nos procedimentos, recomenda -se, nesse caso, uma amostragem por
a) acessibilidade
b) estratificação
c) elementos representativos
d) elementos subjetivos
e) números sistemáticos
Comentário:
Questão aborda um dos métodos de seleção de amostra utilizados pelo
auditor durante a execução da auditoria, segundo a NBC TA 530.
A eficiência da a uditoria pode ser melhorada se o auditor estratificar a
população dividindo -a em subpopulações distintas que tenham
características similares. O objetivo da estratificação é o de reduzir a
variabilidade dos itens de cada estrato e, portanto, permitir que o tamanho
da amostra seja reduzido sem aumentar o risco de amostragem. Para se
atingir esses objetivo é necessário que cada unidade de amostragem
deverá pertencer, exclusivamente, a um estrato.

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Ao analisar o enunciado da questão e as alternativas, concluímo s que se
trata da estratificação.

Portanto, alternativa correta é B .


Gabarito: B

(ESPP - Empresa de Seleção Pública e Privada - Auditor (MPE PR) -


2013) De acordo com Resolução CFC (Conselho Federal de Contabilidade)
ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou método de seleção de
itens a testar, o auditor pode empregar técnicas de amostragem. Ao
planejar e determinar a amostra de auditoria, o auditor deve levar em
consideração os seguintes aspectos:
I. Objetivos específicos de auditoria.
II. População da qual deseja extrair a amostra.
III. Estratificação da população.
IV. Tamanho da amostra.
V. Risco de amostragem.
VI. Erro tolerável.
VII. Erro esperado.
Assinale a alternativa correta :
a) Apenas um aspecto está incorreto.
b) Todos os aspectos e stão corretos.
c) Dois aspectos estão corretos.
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d) Todos os aspectos estão incorretos.
e) Apenas um aspecto está correto.
Comentário:
Tipo de questão que as bancas adoram ! Ela aborda os fatores que devem
ser considerados no planejamento e determinação da a mostra, segundo a
NBC T 11.11. Veja:
11.11.2. PLANEJAMENTO DA AMOSTRA
11.11.2.1. ASPECTOS GERAIS
11.11.2.1.1. A amostra selecionada pelo auditor deve ter relação direta com
o volume de transações realizadas pela entidade na área ou na transação
objeto de exame, como também com os efeitos nas posições patrimonial e
financeira da entidade e o resultado por ela obtido no período.
11.11.2.1.2. Ao planejar e determinar a amostra de auditoria, o auditor
deve levar em consideração os seguintes aspectos :
a) os obje tivos específicos da auditoria;
b) a população da qual o auditor deseja extrair a amostra;
c) a estratificação da população;
d) o tamanho da amostra;
e) o risco da amostragem;
f) o erro tolerável; e
g) o erro esperado.[grifo nosso]
Ressalte-se que a NBC T 11.11 foi revogada pela NBC TA 200. É comum,
em auditoria, cobrar dispositivos de normas revogadas. Por isso, nada de
querer “brigar” com a banca quanto a essa prática. Além disso, muitos
dispositivos de normas revogadas encontram -se reproduzidos literalme nte
nos livros dos melhores doutrinadores da área de auditoria, dependendo da
edição da obra.
Questão extraída literalmente da norma supracitada. Portanto, alternativa
correta é B.
Gabarito: B.

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3. Transações e Eventos Subsequentes


Esta norma trata da re sponsabilidade do auditor independente em relação a
eventos subsequentes na auditoria de demonstrações contábeis. Ressalte -
se que Esta norma não trata de assuntos relacionados com as
responsabilidades do auditor por outras informações obtidas após a data d o
seu relatório, que são tratadas pela NBC TA 720 – Responsabilidade do
Auditor em Relação a Outras Informações.
Definição de Eventos Subsequentes:
Eventos subsequentes são eventos ocorridos entre a data das
demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente
e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a
data do seu relatório.
Nesse contexto, devemos ficar atentos a esta definição porque,
reiteradamente, esse item aparece em provas. Veja:

Para não misturar as dive rsas datas citadas nesta norma, segue a
definição de cada uma delas.

Data das demonstrações contábeis é a data de encerramento do último


período coberto pelas demonstrações contábeis.

Data de aprovação das demonstrações contábeis é a data em que


todos os quadros que compõem as demonstrações contábeis foram
elaborados e que aqueles com autoridade reconhecida afirmam que
assumem a responsabilidade por essas demonstrações contábeis.

Data do relatório do auditor independente é a data do relatório do

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auditor independente sobre as demonstrações contábeis de acordo
com a NBC TA 700.

Data de divulgação das demonstrações contábeis é a data em que o


relatório do auditor independente e as demonstrações contábeis
auditadas são disponibilizados para terceiros.

Outro ponto importante a ser observado é a postura adotada pelo auditor


em cada situação que caracteriza evento subsequente, conforme delineados
abaixo. As questões que tratam desse tema são as mais complexas porque
as bancas perguntam qual a atitude tomada pel o auditor diante do caso
concreto. Veja:
E ve nt o s oc o rr ido s e nt r e a da ta d a s d emo nst ra çõ e s c ont áb ei s e a dat a d o
re l at ó rio do aud it o r i ndep en den te
6. O au d it or i n de p en d en t e dev e ex ec u tar pr oc ed i m en t os d e au d it or i a
des e nh a dos p ar a o bt e r ev i d ênc i a d e au d it or i a a pro pr i ad a e s u fic i en t e d e q u e
to d os os ev e nt os oc o r r i dos e n tre a d a ta d as de m o ns tr aç õ es c o nt á be is e a
da t a do r el a tór i o d o a ud i to r i nd e pe n de nt e qu e pr ec is am s e r a jus ta d os o u
d iv u l ga d os n as d em o n s tr aç õ es c on t áb e is f or am id e nt i fic a d os . N ão s e es p era ,
c on t ud o, q u e o au d i t or ex ec u te pr oc ed i m e nt os a dic i o na is d e a u d it or ia p ar a
as s u n tos par a os q u a i s os proc e d im e nt os d e au di t or ia an ter i or m en te a p l ic ad os
for n ec er a m c o nc lus õ e s s a t is f at ór ias (v er i te m A 6).

7. O a ud i tor i n de p en d en t e d ev e ex ec ut ar os proc e d im e nt o s ex i g i d os p e l o i t em
6 d e f or m a a c o br i r o per ío d o e ntr e a da t a das de m o ns tr aç õ es c o nt á be is e a
da t a d o s e u r el a tór i o , o u o ma is pr óx i m o pos s ív e l des s a da ta . O a ud i tor
i nd e pe n de nt e d ev e l e v ar em c o ns id er aç ã o a av a l i aç ã o de ris c o pe l o au d it or
par a d et er m in a r a n a tur e za e ex t ens ã o de s s es proc e d im e nt os d e au d it or i a,
qu e d ev em inc l u ir o s e gu i nt e (v er it e ns A 7 e A 8):
(a) o bt e nç ã o d e e nt e nd i m en to dos pr oc e d i me n tos es t ab e l ec id os p e la
ad m i n is tr aç ã o p ar a as s eg ur ar q ue os ev e n to s s u bs eq u en tes s ão id en t if ic ad os ;
(b) i nd a gaç ã o à a d m i n is tr aç ã o e, q u an d o a pro pr i ad o , a os r es po n s áv e is p e la
gov er n anç a s o br e a o c or r ênc i a d e ev e nt os s ubs e qu e nt es q ue po d er ia m a fe ta r
as d em o ns tr aç ões c o n tá b eis (v er i te m A 9) ;
(c ) l e it ur a das a tas , s e ho uv er, d as r eu n i õe s d os p ro pr i et ár ios (d os ac i o n is t a s
em s oc i e da d e an ô n i ma) , da a d m in is tr a ç ão e d os r es po ns áv e is p e la
gov er n anç a d a e nt i da d e, r ea l i za d as a p ós a d at a d as d e mo ns traç õ es
c on t áb e is , e i nd a gaç ã o s o br e as s u nt os d is c ut i dos n as r eu n iõ es p ara as q ua is
as at as a i nd a n ã o es t ã o d is p o nív e is (v er i t e m A 1 0);
(d) l e it ur a d as ú lt i m a s de mo ns traç õ es c o nt áb e is i nt er m ed i ár i as da en t id a de ,
s e h ouv er .

8. Se , e m d ec or r ênc i a d os pr oc ed i me n tos ap l ic ad os c o n for m e e x i gi d o p e los


it e ns 6 e 7, o a u d it or id e nt if ic ar ev e nt os q ue r e qu er em a jus t e o u d iv ul g aç ão
nas de m o ns tr aç õ es c on t áb e is , o a ud i tor i nd e pe n de n te dev e d e ter m i nar s e

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c ad a u m d es s es ev e n tos es t á r e fl e ti d o de ma n e ira a pr opr i a da n as r ef er id as
de m ons tr aç õ es c o nt á b e is de ac or d o c o m a e s tru tu ra c o nc e it ua l a p l ic áv e l .

Rep r e se nt a ç ão f or m a l
9. O audi t o r ind ep end ent e d ev e s ol ic i ta r à a dm ini st r aç ão e, qu and o
ap rop ri ad o, ao s r e sp ons á ve is pe la gov e rn an ça , um a re pr e se nt aç ão f or ma l
de ac or d o c o m a N B C TA 5 8 0 – R epr es en taç õ es For m ais , de q ue todo s os
ev ent os s ubs eq ue nt es à d ata da s de mon str a çõ es c ont áb ei s e q ue ,
se gund o a e st rut u r a de r el ató r io fin an c ei r o apl ic á ve l, re qu er e m aju st e ou
div ulg a çã o, f o ra m a j ust ado s ou di vul ga d os .

Fat o s qu e c heg a r am ao co nh ec im ento d o aud ito r ind ep en de nte a pó s a


dat a do s eu r el at óri o, ma s ant e s da d at a d e d ivu l ga çã o d as
dem on st r a çõ es cont á bei s
10 . O aud it o r in de pend ent e n ão t em obr ig aç ão de e xe cu ta r ne nhu m
pro c edi me nt o d e aud it o ri a em re l aç ão à s dem on str a çõ es cont á bei s a pó s a
dat a d o se u r el at ó ri o. Ent r et anto , s e, ap ós a da ta do s eu r e l ató ri o, m as
ant es d a dat a de d ivu lg a ção d a s dem o nst ra çõ e s co n táb e is , o audit or
toma r con he ci m ent o de f ato qu e , s e fo s s e do se u c onh ec im e nto na dat a
do r el at ó ri o, pod e ri a t er l e va do o au dito r a alt e ra r s eu re l ató r io, el e de v e
(ve r it em A 1 1 ):
(a ) di sc ut i r o a ssu nt o c om a a dm ini st ra ç ão e , q uan do ap ro pr i ado , com o s
re sp on sá v ei s p e la go ve rn an ç a;
(b) d et e r min a r s e as de mon st ra çõ e s cont áb ei s p r ec i sa m se r a lte r ad as e ,
ca so a f i rm at ivo ;
(c ) ind ag a r com o a adm in ist r a ção p r ete nd e t r ata r o as sunto n as
dem on st r a çõ es cont á bei s .

11 . C as o a a dm i n is t r aç ã o a lt er e as d em ons tr aç õ es c on t áb e is , o a u d it o r
i nd e pe n de nt e d ev e:
(a) a pl ic ar os pr oc ed i me n tos d e a ud i to ri a n ec es s ár i os nas c irc u n s tâ nc ias d a
a lt er aç ã o;
(b) ex c et o s e as c ir c u ns t â nc i as n o i te m 1 2 fo re m ap l ic áv e is :
(i) es t en d er os pr oc e d i me nt os de a ud i tor i a me nc i on a dos n os i te n s 6 e 7 a té a
da t a do nov o r e l at ór i o do au d it or i n de p en d e n te ; e
(i i) f or n ec er n ov o r e l at ór io d e au d it or i a s obr e as de m ons tr aç õ es c o n tá b eis
a lt er a d as . O n ov o r e l a tór i o d o a ud i tor i nd e p en d en t e n ão d ev e t er da t a an t er ior
à d at a d e ap r ov aç ão d as d em o ns tr aç ões c o n tá b eis al t era d as .

12 . S e a le g is laç ã o n ão pr o íb e a ad m i n is tr aç ã o d e r es tr i ng ir a a lt er aç ã o d as
de m ons tr aç õ es c o nt á b e is aos e fe i t os do ev e nt o o u ev e nt os s u bs e qu e nt es q ue
c aus ar a m es s a a lt er aç ã o e e m qu e os r es p o ns áv e is p el a a pr ov aç ã o das
de m ons tr aç õ es c on t á be is nã o es t ão pr o ib i dos d e res tr in g ir a a prov aç ã o a
es s a al t er aç ã o, o a u d it or p od e l i m it ar os pr oc ed i m en tos de a ud i tor i a a o s
ev e n tos s u bs eq u en t e s ex i gi d os n o it e m 1 1(b )(i ) a es s a a l te ra ç ão . Nes s es
c as os , o a ud i tor i n d ep e nd e nt e dev e a l te r ar o r e la t ór io p ara i nc lu ir da t a
ad ic i on a l r es t r i t a a e s s a al t eraç ã o qu e i n d iq u e q u e os proc e d i me nt os d o

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au d it or in d e pe n de nt e s obr e os ev e n tos s ubs e qu e nt es es tã o res tr it o s
un ic a me n te às a lt er aç õ es d as d e m ons t raç õ es c on tá b e is d es c r it as n a
res p ec tiv a n o ta ex p l ic at iv a (v er i t em A1 2 ) .

13 . P o de s er q u e n ão ha j a ex ig ê nc ia da l e g is l aç ão ou , re g u la m e nt aç ão par a
qu e a a d mi n is tr aç ã o r e ap res e nt e de m o ns traç õ es c on tá b e is e, p ort a nt o, o
au d it or nã o pr ec is a fo r nec er n ov o r e l at ór io de a ud i tor i a ou a lt er ar o re l at ór i o.
E ntr et a nt o, s e a a d mi n is tr aç ã o n ão a l ter ar as de m ons tr aç õ es c o nt á be is n a s
c irc uns tâ nc i as e m qu e o a u d it or c o ns id er ar n ec es s ár i o (v er i t ens A 13 e A 14) :
(a) s e o r el a tór i o d o au d it or i nd e pe n de nt e a in d a n ão t iv er s i do f orn ec i do à
en t id a de , o a u d it or i n de p en d en t e d ev e mo d i fic á - l o c o n fo r m e ex i g i do p e la N BC
TA 7 05 – Mo d i f ic aç õ e s n a O pi n i ão d o A ud i t or I n de p e nd e nt e, e d e po is f orn ec ê -
l o; o u
(b) s e o r e la t ór io d o a ud i tor i n de p en d en t e j á tiv er s i do for n ec id o à en t id a de , o
au d it or in d e pe n de nt e dev e no t if ic ar a ad m i n is tr aç ão e, a m e no s q ue to d os os
res p o ns áv e is p e l a go v er n a nç a faç a m p art e da a d mi n is t raç ã o d a en t id a de , os
res p o ns áv e is p e l a g o v er n a nç a, p ar a q u e nã o d iv u lg u e m as d e mo ns traç õ es
c on t áb e is par a ter c e ir os a n tes d e s ere m fe i tas as a lt er aç õ es nec es s ár i as . S e
mes m o as s i m , as de mo ns traç õ es c o n tá b ei s for e m d iv u lg a das p os t er io rm e nt e
s em as mo d if ic aç ões nec es s ár ias , o a ud i to r in d ep e n de nt e dev e t o ma r m e di d as
par a pr oc ur ar ev i tar o us o p or t erc eir os d aq u e le r e la tó ri o d e a ud i tor i a (v e r
it e ns A 15 e A 16 ) .

Fat o s qu e c heg a r am ao co nh ec im ento d o aud ito r ind ep en de nte a pó s a


div ulg a çã o d a s de mo nst ra çõ e s cont áb e is
14 . Ap ós a div u l gaç ã o d as de m o ns tr aç ões c on t áb e is , o au d it or i nd e pe n de n te
nã o t em obr i g aç ã o d e ex ec u tar n e n hu m pr oc ed i m en t o de a u d it or ia em r e laç ã o
às d e m ons tr aç õ es c on t áb e is . E ntr e ta nt o , s e, a pó s a div u l gaç ã o d as
de m ons tr aç õ es c o nt á b e is , o a ud i tor i n de p e n de n te t om ar c o nh ec i m en t o d e f at o
qu e , s e fos s e do s eu c o nh ec i me n to n a d a ta d o re l at ór i o do a ud i to r
i nd e pe n de nt e , po d er i a tê - l o l ev ad o a a lt er ar s e u r e la t ór io , o a u d it or
i nd e pe n de nt e d ev e:
(a) d is c ut ir o as s un t o c o m a ad m i n is tr aç ão e, qu a nd o apr o pr i ad o , c o m os
res p o ns áv e is p e la gov er n a nç a;
(b) d et er m in ar s e as d em o ns tr aç ões c o nt áb e is pr ec is am s er a lt er a das e, c as o
af ir m at iv o;
(c ) in d a gar c o mo a a d mi n is t raç ã o pr et e nd e tr at ar do a s s un t o n as
de m ons tr a ç õ es c o nt á b e is .

15 . C as o a a dm i n is t r aç ã o a lt er e as d em ons tr aç õ es c on t áb e is , o a u d it o r
i nd e pe n de nt e d ev e ( v e r i t em A1 7) :
(a) a p l ic a r os pr oc e d i me n tos de a ud i tor i a n ec es s ár i os n as c irc u n s tâ nc ias d as
a lt er aç õ es ;
(b) r ev is ar as pr ov id ênc i as t om a das pe l a a d mi n is t raç ã o pa ra gar a nt ir q u e
to d os os q u e r ec eb e r a m as d e mo ns t raç õ es c o nt á be is ju nt a m en t e c o m o
res p ec tiv o r e l at ór i o d o a u di t or i nd e pe n de n te s e ja m i nf or m ad os d a s it u aç ã o ;
(c ) ex c e to s e as c ir c u ns t â nc i as n o i te m 1 2 f ore m a p l ic áv e is :

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(i) es t en d er os pr oc e d i me n t os de a ud i tor i a me nc i on a dos n os i te n s 6 e 7 a té a
da t a d o n ov o r el a tór i o d o au d it or i n de p en d e nt e e da t ar o nov o r e l at ór io c o m
da t a p os t er i or à da t a d e apr ov aç ã o das d em o ns tr aç õe s c on t áb e i s
rea pr es en ta d as ; e
(i i) f or nec er nov o r el a tór i o d o au d it or in d ep en d en t e s o br e as de mo ns traç õ e s
c on t áb e is r e apr es e nt a das ;
(d) n o c as o em q u e as c i rc u ns t â nc ias n o it e m 1 2 s e a pl ic a m, a l ter ar o
re la tó r i o d o a ud i t or i n de p en d en t e.

16 . O au d it or in d e pe n de n te d ev e i nc lu ir no s eu r e l at ór io , n ov o o u ree m it i d o,
P ar á gr af o d e Ên fas e c om re f erê nc i a à n ot a ex p l ic at iv a q u e es c l arec e m ais
de t al h ad a m en te a r a z ão d a a lt er aç ão d as de m ons tr aç õ es c on t áb e is e m it i das
an t er i or m en t e e d o r e l at ór io an t eri or f or nec i do pe l o a ud i tor in d ep e nd e nt e.

17 . Cas o a ad m i n is tr a ç ão n ã o t o me as pr ov i dê nc i as n e c es s ári as p ara g ar an t ir


qu e to d os os q ue r ec eb er am as d e mo ns traç õ es c o n tá b e is e m it i d as
an t er i or m en t e s e j a m i nf or ma d os da s i tu aç ã o e n ã o a l te re as d e mo ns traç õ es
c on t áb e is nas c ir c u ns t ânc i as em q u e o a u d it or c ons i de re n ec es s ár i o, o au d i tor
i nd e pe n de nt e dev e n ot i fic ar a a d m in is tra ç ão e, a me n os q u e t od os os
res p o ns áv e is p e l a go v er n a nç a faç a m p art e da a d mi n is t raç ã o d a en t id a de , os
res p o ns áv e is p e l a g o v er n a nç a (N BC T A 2 60 , i t em 13) , d e q u e o a u d it or
i nd e pe n de nt e pr oc ur a r á ev it ar o us o po r t erc e iros d a qu e l e r e la t óri o no f ut ur o.
S e, a p es ar des s a n ot i fic aç ão , a a d mi n is traç ã o ou os r es po n s áv e is p e l a
gov er n anç a nã o t om a r e m as re f er id as pr o v i dê nc ias n ec es s á ri as , o a u d it or
i nd e pe n de nt e dev e t o ma r as me d i das ap ro p ri ad as par a t e nt ar ev i t ar o us o p or
terc e ir os da q ue l e r e l a t ór io d e a u d it or ia (v er i te m A 1 8). [ gr if o n os s o ]

ESQUEMATIZANDO

Fiquem atentos aos temas pontuais abaixo porque costumam ser objetos de
provas, tais como: a data do relatório do auditor, dupla data e medidas
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adotas para se evitar o uso indevido do relatório de audi toria, bem como
outros assuntos relevantes que sofreram alternações recentes. Veja:
A 1. Q u a nd o as de m o ns tr aç ões c on tá b e is a ud i ta d as s ã o i nc lu íd a s em o utr os
doc u me n tos a pós a em is s ã o d as de m ons tr aç õ es c on t áb e is , (q u e n ã o
re la tó r i os an u a is , qu e es t e ja m de nt ro d o a l c anc e da N BC T A 7 20 ), é pos s ív el
qu e o a u d it or te n ha r es p ons a bi l i d ad es a d ic i o na is e m re l aç ão a ev e nt o s
s ubs e qu e nt es q ue o a ud i tor p o de t er qu e c ons i d erar , c o mo ex i gê nc ias l e ga is
ou r e g ul a tór i as env o lv en d o a o fe rt a pú b l ic a de tí t ul os , e m j ur is d iç ões o n de o s
tít u l os es t ão s e nd o of er ec i d os . P or ex e m p lo , o a ud i tor p od e pr ec i s ar r ea l i za r
proc e d im e nt os ad ic i o na is d e a u d it or ia a té a d a ta d o d oc u me nt o d a of er ta
fi n a l. Es s es pr oc e d i m en t os p od e m i nc l ui r a qu e l es m enc i o na d os n os i te ns 6 e
7 at é a da ta d e v i gê nc i a d o d oc u m e nt o da o f ert a f in a l ou d at a pr óx i ma a e l a, e
a l e it ur a d o d oc um e n to de of ert a p ar a av a l iar s e as ou tr as i nf o rm aç õ es n o
doc u me n to d e o fer ta s ã o c on d i ze n tes c o m as i nf or maç õ es c on t áb e is e
fi n anc e ir as c o m as q ua is o a u di t or es te j a as s oc i a do ( N BC T A 2 00 , it em 2).
[A l te r a d o pe l a N BC T A 5 6 0 ( R1) ]
Dat a de ap rov a ç ão d as d emo nst r a çõ es c o ntáb ei s (v er it e m 5( b) )
A 2. A l e gis l aç ão o u a r eg u l am e nt aç ão i d e nt i fic a as p es s o as fís ic a s o u ór g ã os
(po r ex e mp l o, a a dm i n is tr aç ã o o u os res p o ns áv e is pe l a gov er n a nç a) q u e s ã o
res p o ns áv e is p or c onc l u ir q ue t o dos os q ua dr os q ue c om p õe m as
de m ons tr aç õ es c on t áb e is , inc l u i nd o as n ot as ex p l ic at iv as , for a m p r ep ar a dos e
es p ec if ic a m o pr oc es s o de a pr ov aç ã o nec es s ár i o. Em c er t os c on t ex t os , o
proc es s o d e a pr ov aç ã o n ão é pr ev is t o n a l e g is l aç ã o o u r eg u l am en t aç ã o e a
en t id a de s e g ue s e us pr ó pr i os proc e d im e nt o s na e l ab or aç ão e fi n a li za ç ão d as
de m ons tr aç õ es c on tá be is , l ev an d o e m c ons i d eraç ã o s u as es tru tu ras de
ad m i n is tr aç ã o e gov e r na nç a. E m q ua l qu er c as o , é nec es s ár ia a a pr ov aç ã o
fi n a l d as d e m ons tr a ç ões c o nt á be is p el o s ac io n is t as . N es s e s c as os , a
apr ov aç ão fi n a l p e l os ac i on is ta s n ão é n ec es s ár i a p ar a o au d i tor
i nd e pe n de nt e c o nc l ui r qu e fo i o b ti d a ev id ênc i a d e a ud i tor i a a pro pr i ad a e
s uf ic i en te p ar a s er v i r d e b as e par a s ua op i n iã o s o bre as d e mo ns traç õ es
c on t áb e is . A d at a d e apr ov aç ão d as d e mo n s traç õ es c o nt áb e is p a ra f ins das
nor m as d e au d it or i a é a pr im e ir a d at a e m qu e as pes s o as c o m au tor i d ad e
rec o n h ec i d a d et er mi na m q u e to d os o s q u adr os q ue c o mp õ e m as
de m ons tr aç õ es c o nt áb e is , i nc l u i nd o as no tas ex p l ic at iv as , f ora m e l ab or a dos e
qu e as pes s o as c o m au t ori d a de r ec o n hec i d a as s um ir a m res p ons ab i l i da d e p or
es s as de m ons tr aç õ es c on t áb e is .

Dat a do r el at ó r io do aud ito r ind ep end ent e (v er it e m 5(c ))


A 3. O r e l a tór i o do a u d it or i n de p en d en t e n ã o p od e ter d a ta a nt er i o r à d at a em
qu e o a u d it or in d ep en d en t e o bt ev e ev i d ênc i a de a ud i tor i a a pro pr i ad a e
s uf ic i en te p ar a s er v i r d e b as e par a s ua op i n iã o s o bre as d e mo ns traç õ es
c on t áb e is , i nc l ui n d o ev id ê nc i a d e qu e t od os os qu a dr os q u e c om p õe m as
de m ons tr aç õ es c o nt á b e is , i n c lus iv e as no t as ex pl ic at iv as , f or am e l ab or a das e
qu e as p es s o as c o m a ut or id a de r ec o n h ec id a a fi rm ar am qu e as s u mi ra m
res p o ns ab i l id a de p or es s as d em o ns tr aç õe s c on t áb e is (N B C T A 70 0, i te m 41) .
Co ns eq u en te m e nt e, a da t a do r el a tór i o d o a ud i tor in d ep e n de nt e n ão p o d e s er
an t er i or à da t a de apr ov aç ã o d as d em o ns tr a ç ões c on tá b e is c o nf or me de f in i d o
no it e m 5( b) . U m p er í o do de te m po p o de dec orr er , d ev id o a q ues tõ es
ad m i n is tr at iv as , e ntr e a d at a do r e l at ór io do a ud i tor i n de p en d e nt e c o n for m e
de f in i d a no it e m 5( c ) e a d at a e m qu e o r e l at ór io d o a u di t or i nd ep e nd e nt e é
for n ec i d o à e nt i d ad e.

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Fat o s qu e c heg a r am ao co nh ec im ento d o aud ito r ind ep en de nte a pó s a


dat a do s eu r el at óri o, ma s ant e s da d at a d e d ivu l ga çã o d as
dem on st r a çõ es cont á bei s
Imp li c açõ e s d e o ut r as inf or ma çõ e s ob t i da s a pó s a d ata do re l ató rio do
aud it o r ( v er i t e m 10 )
A 11 . E mb or a o a u d it o r n ão t en h a n e nh u m a ob ri g aç ã o d e ex ec ut ar qu a is q u er
proc e d im e nt os d e a u d it or ia em r e laç ã o às de mo ns traç õ es c o nt á be is a p ós a
da t a do s e u r e l at ór i o, m as a nt es da da ta d e d iv u l g aç ã o d a s de m ons tr aç õ e s
c on t áb e is , a NB C T A 72 0 c o nt é m re q uis i tos e ori e nt aç ões r ef er en tes a ou tr a s
i nf or maç õ es o bt i das a pós a d at a d o s e u re l at ór io , q ue po d em i n c l uir ou tr as
i nf or maç õ es o bt i das a pós a d at a d o re l at ór i o d o a ud i to r, mas an te s da d a ta de
d iv u l gaç ã o d as d em o n s tr aç õ es c on t áb e is . [ I nc lu íd o p e la N B C T A 5 60 (R 1) ]

Dupl a d at a ( ve r it em 12( a ))
A 13 . Q u an d o, n as c ir c uns t ânc i as d es c ri t as n o it e m 1 2, o a u d it or i n de p en d en t e
a lt er a r s e u r e l at ór i o par a i nc l u ir da ta a dic i on a l res tr it a a es s a a lt eraç ã o, a
da t a d o r e la t ór io d o a ud i tor i n d ep e nd e nt e s obr e as de m o ns tr aç õe s c o nt áb e is
an t er i or à al t er aç ã o s ubs e qu e nt e f e it a pe l a a d m in is tr aç ã o per m a nec e
i na l ter a da , po is es s a d at a in f orm a a o le i t or qu a nd o o tra b al h o d e a u d it or ia
par a es s as de m ons tr a ç ões c on t áb e is f o i c o n c l uí d o . En tre t an to , é i nc lu íd a d a ta
ad ic i on a l n o r e la t ór i o do a u d it or i nd e p en d en te p ar a i nf or mar os u s uár i os q ue
os p r oc e di m e nt os do a ud i t or in d ep e n de n te p os t er io res àq u e la d at a
res tr i n gi r a m - s e à al t er aç ã o s u bs eq u en t e das de m ons tr aç õ es c on tá b e is .
A ba ix o, s e g u e ex e m p l o d es s e t i po de d a ta a d ic i o na l :
(Da ta d o r e la tó r i o d o au d it or i nd e p en d en te ) , ex c et o p ara a No t a Y, q u e é d e
(da t a d a c onc l us ão dos proc e d im e nt os d e a ud i tor i a res tr it os à a lt er aç ã o
des c r i ta na N o ta Y) .

Me d id a s do a udit or ind ep end ent e pa r a t ent ar e vit a r o uso i nde vi do do


re l at ó rio do aud it o r i ndep en den te po r te r c ei ro s ( v e r ite m 1 3(b ))
A 16 . O au d it or i n de p en d en t e po d e te r qu e c u mpr ir c om o br i g aç õ es l e ga is
ad ic i on a is m es m o n o c as o d e o a u d it o r in d ep e nd e nt e t er no t if ic ad o a
ad m i n is tr aç ã o p ar a nã o d iv u lg ar as d e mo ns traç õ es c o nt áb e is e d e a
ad m i n is tr aç ã o t er c on c or d a d o c o m es s a s o l ic it aç ão . N o Br as i l, es te é o c as o
par a e m pr es as c o m a t uaç ã o e m s e gm e nt os r eg u l ad os .

A 17 . C as o a ad m i n i s tr aç ã o te n ha d iv u l g ad o as de m ons tr aç õ es c o nt áb e is
ap es ar da n ot i f ic aç ão d o au d it or i n de pe n de n te p ar a n ã o d iv u l g ar as
de m ons tr aç õ es c o nt á b e is par a t erc e ir os , o au d it or d ev e av a l i ar a a doç ã o d e
me d i das a s er em to m ad as e m f u nç ã o d e s e us d ir ei t os e d as s u as obr i gaç õ es
l eg a is . C o ns e q u en te me n te , o a u d it or i nd e pe n de nt e po d e c ons i der ar
apr o pr ia d o b us c ar as s es s or i a l e ga l .
Fat os q ue c h e gar a m a o c o n hec i m en t o d o au d it or i nd e pe n de nt e ap ós a
d iv u l gaç ã o d as d em o n s tr aç õ es c on t áb e is

Imp li c açõ e s d e out r as info rm a çõ es r ec ebi da s apó s a d i vu lga ç ão d as


dem on st r a çõ es cont á bei s (v e r it em 1 4 )

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A 18 . As o br ig aç õ es d o a u di t or e m r e laç ã o a o utr as i nf or maç õ e s rec e b i das
ap ós a d at a d o r e la t ór i o do a u d it or s ã o tr a t ad as p e la N B C T A 7 2 0. E m b ora o
au d it or n ão t en h a ne nh u ma o br i gaç ã o de ex ec u tar q u ais q ue r p r oc e d i me n tos
de a u di t or i a e m r el aç ão às d em o ns tr aç ões c on t áb e is ap ós a div u lg aç ão d a s
de m ons tr aç õ es c o n tá be is , a N B C TA 72 0 c on té m re q u is i t os e ori e nt aç õ es
ref er en t es a ou tr as in for m aç õ es ob t id as ap ós a d at a d o r e la tó ri o do a ud i tor .
[I nc lu íd o p e la N B C T A 5 6 0 ( R1) ]

Me d id a do aud it o r i ndep en den te pa r a t ent ar e v ita r o u so i nde vi do d o


Re lat ór io do Au dit o r Ind ep end ent e ( v er i te m 17 )
A 20 . Cas o o a ud i to r i n de p en d en t e ac re d i te q u e a ad m i nis tr a ç ão , o u os
res p o ns áv e is p e l a g o v er n a nç a, n ã o t om ar am as m e di d as n ec e s s ár ias par a
ev it ar o us o i nd ev i do d o r el a tór i o do au d it or i n de p e n d en te s o bre as
de m ons tr aç õ es c o nt á be is d iv u lg a das a nt er i or me nt e p e la e nt i d ad e ap es ar da
no t if ic aç ã o p r év i a d o au d it or in d ep e nd e nt e de qu e e l e t om ar á m ed i d as p ara
te nt ar ev i tar es s e us o i n dev i d o, o a u d it or d ev e av a l i ar a a doç ã o de me d id as a
s er e m to m ad as e m f unç ã o d e s e us di re i t os e das s u as o br ig aç õ es le g a is .
Co ns eq u en te m e nt e, o au d it or i n de p en d e nt e po d e c ons i d erar a pro pr i ad o
bus c ar as s es s or ia le g a l. [ gr if o n os s o ]

(CONSUPLAN-Analista Judiciário (TSE)/Contabilidade/ Administrativa - 2012) Um


auditor planeja entregar seu parecer sem ressalvas em relação à auditoria de 2010 de
uma empresa, em 20 de janeiro de 2011. No dia 15 de janeiro de 2011, ele recebe a
informação de que o principal cliente da empresa auditada, responsável por 80% de
suas vendas, e que já estava em má situação em 2010, pediu concordata. Considerando
que não há risco de descontinuidade da empresa, o auditor deve
a) determinar um ajuste na conta perdas estimadas para créditos de liquidação duvidosa
no balanço patrimonial de 2010.
b) determinar um ajuste na conta perdas estimadas para créditos de liquidação duvidosa
no balanço patrimonial de 2011.
c) incluir no parecer de 2010, um parágrafo de ênfase destacando a nova informação e
suas consequências.
d) incluir no parecer de 2010, uma ressalva sobre a ocorrência.
Comentário:
Questão trata de evento subsequente ocorrido entre a data das demonstrações
contábeis e a data do relatório do auditor independente. Nesse caso, conforme itens 6 e
8, da NBC TA 560(R1), “o auditor independente deve executar procedimentos de

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auditoria desenhados para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente de que
todos os eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do
relatório do auditor independente que precisam ser ajustados ou divulgados nas
demonstrações contábeis foram identificados”. Além disso, se, em decorrência dos
procedimentos aplicados conforme exigido pelos itens 6 e 7, o auditor identificar
eventos que requerem ajuste ou divulgação nas demonstrações contábeis, o
auditor independente deve determinar se cada um desses eventos está refletido
de maneira apropriada nas referidas demonstrações contábeis de acordo com a
estrutura conceitual aplicável.
Ressalte-se que, como o principal cliente da empresa auditada pediu concordata, isso
poderia comprometer futuramente as receitas dessa empresa, tendo como
consequência o aumento das perdas estimadas para créditos de liquidação duvidosa em
2010. Portanto, ele deveria determinar, consoante a norma, se esse evento está refletido
de maneira apropriada nas demonstrações contábeis.
Portanto, alternativa correta é A.
Gabarito: A.

(VUNESP - Auditor Fiscal Tributário Municipal (SJRP) - 2014) Em relação a eventos


subsequentes, de acordo com a NBC TA 560, é correto afirmar que
a) a aprovação final das demonstrações contábeis pelos acionistas é condição
necessária, embora não suficiente, para o auditor independente concluir que foi obtida
evidência de auditoria apropriada e suficiente para servir de base à sua opinião sobre as
demonstrações contábeis.
b) segundo a referida norma, a data do relatório do auditor independente pode ser
anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis, desde que a administração
ou os responsáveis pela governança corporativa da entidade não se oponham.
c) caso a administração tenha divulgado as demonstrações contábeis apesar da
notificação do auditor independente para que não o fizesse devido à existência de
eventos subsequentes significativos, não é considerado apropriado pela norma que o
auditor busque assessoria legal para a adoção de medidas a serem tomadas em função
de seus direitos e das suas obrigações legais.
d) o auditor independente deve solicitar à administração e, quando apropriado, aos
responsáveis pela governança, uma representação formal de que todos os eventos
subsequentes à data das demonstrações contábeis, que requerem ajuste ou divulgação,
foram ajustados ou divulgados.
e) se eventos subsequentes que podem alterar seu relatório chegarem ao conhecimento
do auditor independente após a data do seu relatório, ele está dispensado, segundo a
referida norma, de efetuar qualquer procedimento adicional de auditoria, mesmo que as
demonstrações contábeis ainda não tenham sido divulgadas.
Comentário:
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Aula 07
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Questão aborda aspecto específico sobre Representações Formais (Carta de
Responsabilidade). Questão extraída literalmente da NBC TA 560(R1):
9. O auditor independente deve solicitar à administração e, quando apropriado,
aos responsáveis pela governança, uma representação formal de acordo com a
NBC TA 580 – Representações Formais, de que todos os eventos subsequentes à
data das demonstrações contábeis e que, segundo a estrutura de relatório
financeiro aplicável, requerem ajuste ou divulgação, foram ajustados ou
divulgados. [grifo nosso].
As demais alternativas estão em desconformidade com essa norma.
Portanto, alternativa correta é D.
Gabarito: D.

(FCC - Analista Judiciário (TRT 15ª Região)/Contabilidade/ Administrativa - 2013) A


empresa Union S.A. após ter publicado suas demonstrações contábeis e o relatório de
auditoria externa percebeu que o inventário físico de bens patrimoniais, encerrado após
a publicação das demonstrações, constatou a necessidade de contabilizar a baixa de R$
4.500.000,00 de bens que já não tinham mais utilidade ou condições de uso e estavam
registrados no Ativo Imobilizado. A direção determinou a abertura das demonstrações e
a contabilização dos ajustes. O ajuste, representa do lucro líquido 50%. Nestas
condições, deve o auditor externo
a) divulgar ao mercado que seus trabalhos foram realizados até data anterior aos novos
fatos e as demonstrações contábeis, juntamente com o respectivo relatório foram
emitidos com os fatos apresenta dos até esta data.
b) executar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das
alterações e emitir relatório restrito à Administração sobre potenciais reflexos, cabendo a
Administração decidir se deve republicar as demonstrações e o novo relatório de
auditoria.
c) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das alterações,
revisar as providências tomadas pela Administração para garantir que todos os que
receberam as demonstrações contábeis juntamente com o respectivo relatório foram
informados da situação e, se necessário, apresentar novo relatório de auditoria.
d) restringir-se aos trabalhos executados no período entre o início dos trabalhos e a
divulgação das demonstrações contábeis, sendo de responsabilidade da Administração
da Empresa o não reconhecimento dos fatos tempestivamente.
e) emitir comunicado ao mercado que os trabalhos foram executados conforme
informações apresentadas pela empresa e que não foi possível refazer os trabalhos em
função da empresa não ter concordado com a complementação de honorários para
execução do trabalho complementar.
Comentário:

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A questão trata de eventos subsequentes, especificamente fatos que chegaram ao
conhecimento do auditor independente após a divulgação das demonstrações contábeis.
Segundo a NBC TA 560(R1):
15. Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor independente
deve (ver item A17):
(a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das
alterações;
(b) revisar as providências tomadas pela administração para garantir que todos os
que receberam as demonstrações contábeis juntamente com o respectivo relatório
do auditor independente sejam informados da situação;
(c) exceto se as circunstâncias no item 12 forem aplicáveis:
(i) estender os procedimentos de auditoria mencionados nos itens 6 e 7 até a data do
novo relatório do auditor independente e datar o novo relatório com data posterior à data
de aprovação das demonstrações contábeis reapresentadas; e
(ii) fornecer novo relatório do auditor independente sobre as demonstrações
contábeis reapresentadas;
(d) no caso em que as circunstâncias no item 12 se aplicam, alterar o relatório do auditor
independente. (Grifos nosso).
Portanto, alternativa correta é C.
Gabarito: C.

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4. LISTA DE QUESTÕES
1. (CESPE – Perito Criminal da Polícia Federal/Área 1/ Ciências Contábeis – 2018)
Julgue os itens a seguir, relativos aos trabalhos de auditoria e perícia.
Devido à necessidade de emissão de laudo imparcial, o perito -assistente
está impedido, em qualquer hipótese, de manter contato com o advogado do
contratante.

2. (CESPE – Perito Criminal da Polícia Federal/Área 1/ Ciências Contábeis - 2018)


Julgue os itens a seguir, relativos aos trabalhos de auditoria e perícia.
Na definição do tamanho da amostra que o auditor utilizará para formar sua opinião sobre
as demonstrações contábeis da auditada, quanto maior for o valor da distorção esperada
na população analisada, maior deverá ser o tamanho da amostra.

3. (CESPE – Técnico (EBSERH)/Contabilidade/CESPE – 2018) Acerca das conciliações


contábeis e do balancete de verificação, julgue o item a seguir.
A auditoria contábil tem a mesma finalidade da perícia contábil.

4. (CESPE – Analista Judiciário (STM)/Contabilidade/Apoio Especializado – 2018)


Acerca do controle interno no setor público federal, da auditoria interna e seus papéis de
trabalho, julgue o item a seguir.
A amostragem não probabilística, apesar de não permitir tratamento estatístico, pode ser
utilizada em uma auditoria, propiciando a generalização dos resultados obtidos.

5. (CESPE – Analista Judiciário (STM)/Contabilidade/Apoio Especializado – 2011)


Julgue o item subsecutivo, relativo à execução dos trabalhos de auditoria em geral.
Considere que um auditor deseje focar, no exame dos contratos firmados por uma
entidade, somente aqueles acima de determinado valor.
Em face dessa situação, é correto afirmar que a amostragem será efetuada por
conglomerados ou lotes, em que não há necessidade de uma lista da população da qual
se deva extrair a amostra e é possível trabalhar-se com itens extremamente dispersos.

6. (CESPE – Analista Judiciário (TRE BA)/Contabilidade/Administrativa – 2017) Em


um trabalho de asseguração razoável, na revisão dos papéis de trabalho de determinada
conta contábil, o auditor supervisor identificou que a conclusão do teste aplicado pelo
auditor supervisionado menciona o conjunto completo de dados sobre o qual a amostra foi
selecionada e sobre o qual o auditor deseja concluir. Além disso, observou que foram

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testadas, por amostragem estatística, apenas 15% das transações dessa conta. Assim
sendo, o auditor supervisionado extrapolou os limites da amostra ao fazer inferência sobre
o todo.
A partir da situação apresentada e considerando que na amostragem estatística, mesmo
quando se utiliza a abordagem baseada em risco e se testam todas as áreas com alto
risco de distorção relevante, o auditor só poderá formar uma opinião sobre aqueles
elementos que foram realmente testados, assinale a opção correta.
a) As análises que extrapolam a amostra dependem dos resultados obtidos a partir da
amostragem estatística; as análises de riscos não se sujeitam a essa dependência, sendo
realizadas posteriormente à seleção amostral. Essa abordagem baseada em risco
direciona os esforços para áreas de alto risco, reduzindo a quantidade de testes
necessários.
b) Caso o auditor não consiga obter evidências de auditoria suficientes usando o teste de
reexecução (walkthrough), novas análises de risco poderão ser consideradas, mas fica
prejudicada a utilização de outros procedimentos de amostragem.
c) Amostragem em auditoria consiste na aplicação dos procedimentos de auditoria a
todos os itens da população relevante para fins de auditoria, de forma que todas as
unidades de amostragem tenham a mesma chance de ser selecionadas para proporcionar
uma base razoável que possibilite ao auditor obter conclusão sobre toda a população.
d) Considerando-se o Manual de Auditoria Financeira do setor público federal, na situação
apresentada a amostragem estatística é fundamental para que se obtenha segurança
razoável sobre todo o conjunto de elementos auditados a partir de uma extrapolação dos
resultados.
e) Ao contrário da amostragem estatística, a avaliação de risco preliminar é fundamental
para permitir extrapolar os resultados da auditoria — obtidos para determinada amostra —
para todo o conjunto de informações da entidade.

7. (CESPE– Analista Judiciário (TRE BA)/Contabilidade/ Administrativa - 2010)


Acerca de objetivos, técnicas e procedimentos de auditoria, julgue o próximo item.
É recomendável o emprego da amostragem estatística quando os itens da população
apresentarem características heterogêneas.

8. (CESPE – Analista (SERPRO)/Perícia em Cálculo Judicial - 2013) Acerca da função


da perícia no processo judicial, bem como seus campos de conhecimento, julgue o item a
seguir.
Um possível objeto da prova pericial é o fato alegado na inicial, que carece de exame
técnico/científico para constatação.

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9. (CESPE – Analista (SERPRO)/Perícia em Cálculo Judicial – 2013) Acerca da
função da perícia no processo judicial, bem como seus campos de conhecimento,
julgue o item a seguir.
A perícia contábil, um campo de conhecimento da perícia, fornece informações sobre o
patrimônio das pessoas físicas e jurídicas.

10. (CESPE – Auditor Federal de Controle Externo TCU/Auditoria


Governamental/Controle Externo – 2015) Julgue o item subsecutivo, referente aos
principais grupos de usuários das demonstrações contábeis bem como às
responsabilidades a elas relacionadas.
No exercício de suas atividades de auditoria, o auditor independente, usuário interno da
informação contábil, deve pautar-se pelos seguintes princípios éticos: integridade,
objetividade, impessoalidade, competência e zelo profissional, confidencialidade e
comportamento profissional.

11. (CESPE - Técnico de Finanças (AL)-2002) Acerca de auditoria, julgue o item


seguinte.
Eventos subsequentes ao encerramento contábil que possam afetar de maneira
significativa a posição financeira ou patrimonial da empresa devem ser investigados pelo
auditor independente e constar do seu programa de trabalho, para as devidas divulgações
e considerações.

12. (CESPE - Fiscal de Tributos Estaduais (AL) - 2002) Acerca da auditoria das
demonstrações contábeis, julgue o item a seguir.
Para ajustar demonstrações contábeis, não se requer do auditor independente a adoção
de procedimento específico para a identificação de eventos ocorridos entre a data do
balanço e a de seu parecer.

13. (FCC - Analista de Controle Externo (TCE-CE) /Auditoria de Tecnologia da


Informação/Controle Externo - 2015) Quando ocorrerem eventos subsequentes, entre
as datas de publicação do balanço e do parecer do auditor, que possam demandar
ajustes nas demonstrações contábeis ou a divulgação de informações nas notas
explicativas, o auditor deve considerar, para ter condições de formar opinião,
a) ressalva ou parágrafo de ênfase, publicado em relatório de auditoria elaborado para
exercício anterior ao do período corrente auditado.
b) atos e fatos administrativos registrados em atas de reuniões de acionistas,
administradores e outros órgãos estatutários.

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c) carta que evidencie a responsabilidade da administração quanto às informações e
dados e dê respaldo ao parecer.
d) contingências passivas conhecidas quando da emissão do parecer e antes da
publicação do resultado do exercício contábil.
e) existência de eventos, não revelados pela administração nas demonstrações contábeis,
mesmo que não tenham efeitos relevantes sobre as mesmas.

14. (FCC - Auditor Fiscal da Fazenda Estadual (SEFAZ PI) - 2015) Suponha que a
Organização XYZ S.A. teve a data das demonstrações contábeis em 31/12/2013, a data
da aprovação dessas demonstrações em 25/01/2014, a data de relatório do auditor em
25/02/2014 e a data programada para a divulgação das demonstrações em 25/03/2014 e
que, no segundo período de eventos subsequentes, uma ocorrência que se tivesse
chegado a conhecimento dos auditores após a data do relatório poderia levar o auditor a
modificar seu parecer e que, diante da relevância do evento, os membros da governança
decidissem alterar as Demonstrações Contábeis. Neste caso,
a) o auditor deve aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da
alteração, estender os procedimentos até a data do novo relatório e fornecer novo
relatório sobre as demonstrações contábeis alteradas.
b) o auditor deve solicitar à administração ou membros da governança, uma
representação formal de que todos os eventos subsequentes à data das demonstrações
contábeis que requerem ajuste ou divulgação sejam ajustados e divulgados,
intempestivamente.
c) o auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de
auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório.
d) não se espera que o auditor execute procedimentos adicionais de auditoria para
assuntos para os quais os procedimentos de auditoria anteriormente aplicados tenham
fornecido conclusões insatisfatórias.
e) o auditor pode limitar os procedimentos de auditoria aos eventos subsequentes do
primeiro período, caso a legislação não proíba a administração de restringir a alteração
das demonstrações contábeis aos efeitos do evento ou eventos subsequentes que
causaram essa alteração e que os responsáveis pela aprovação das demonstrações
contábeis não estejam proibidos de restringir a aprovação a essa alteração.

15. (IBADE - Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo - Analista


em Previdência (IPERON)/Auditor - 2017) Assinale a alternativa correta a respeito de
eventos subsequentes, conforme a NBC TA.
a) Fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a divulgação das
demonstrações contábeis, no caso da administração alterar essas demonstrações, o
auditor deve aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das
alterações e revisar as providências tomadas para garantir que todos os que receberam
as demonstrações contábeis sejam informados da situação.

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b) No caso de fatos que chegaram ao conhecimento do auditor após a data do seu rela
tório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis, os quais, se fossem
do seu conhecimento prévio poderiam ter levado a alteração do relatório, o auditor deve
discutir o assunto com a administração e, se forem alteradas as demonstrações
contábeis, o auditor independente não devera aplicar os procedimentos de auditoria.
c) No caso de fatos que chegaram ao conhecimento do auditora pós a data do seu
relatório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis. o auditor tem
obrigação de executar procedimentos de auditoria em relação às demonstrações
contábeis apôs a data do seu relatório.
d) No caso de eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do
relatório do auditor, se espera que o auditor execute procedimentos adicionais de
auditoria nos assuntos para os quais os procedimentos de auditoria anteriormente
aplicados forneceram conclusões satisfatórias.
e) O auditor deve solicitar à administração e aos responsáveis pela governança , uma
representação formal de que todos os eventos subsequentes à data do rela tório da
auditoria. que, segundo a estrutura de relatório financeiro aplicável, requerem ajuste e
divulgação, foram ajustados e divulgados.
16. (FEPESE - Fiscal de Rendas e Tributos (Criciúma) - 2017) São eventos
subsequentes:
a) Os ocorridos após a divulgação das demonstrações contábeis.
b) Os ocorridos posteriormente à data das demonstrações contábeis e antes da data do
relatório do auditor independente.
c) Os ocorridos antes da data em que o relatório do auditor independente e as
demonstrações contábeis auditadas foram elaboradas.
d) Aqueles ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do
auditor independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente
após a data do seu relatório.
e) Aqueles ocorridos na data em que todos os quadros que compõem as demonstrações
contábeis foram elaborados e que aqueles com autoridade reconhecida afirmam que
assumem a responsabilidade por essas demonstrações contábeis.

17. (CS UFG - Centro de Seleção da Universidade Federal de Goiás) - (Auditor (UFG)
- 2017) A NBC TA 560 (R1) estabelece que o auditor independente deve executar
procedimentos de auditoria desenhados para obter evidência apropriada e suficiente de
que todos os eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do
relatório que precisam ser ajustados ou divulgados nas demonstrações contábeis foram
identificados. Neste caso, o que o auditor deve fazer para determinar a natureza e
extensão desses procedimentos de auditoria?

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a) Revisar os procedimentos de auditoria em relação às demonstrações contábeis,
visando certificar a sua adequada divulgação.
b) Indicar que os procedimentos do auditor sobre os eventos subsequentes estão restritos
às alterações das demonstrações contábeis.
c) Considerar a necessidade de representações formais que cubram determinados
eventos subsequentes para corroborar as evidências.
d) Indagar a administração sobre a ocorrência de eventos subsequentes que poderiam
afetar as demonstrações contábeis.

18. (CESGRANRIO – Analista de Gestão Corporativa (EPE) - 2012) O contador Z,


responsável pelos trabalhos de auditoria na companhia H, de capital fechado e de grande
porte, realizados pela firma de auditoria J & J, fez a anotação das seguintes datas, em
seus papéis de trabalho:

Nenhuma verificação de eventos subsequentes foi realizada, sendo a data do parecer a


de
a) 10/03/2011
b) 30/03/2011
c) 01/04/2011
d) 08/04/2011
e) 10/04/2011

19. (FGV - Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal (Cuiabá)- 2016) A Cia. W é
auditada pelo auditor independente João.
A Cia. W publicou suas demonstrações contábeis, em 05/03/2016, com relatório sem
ressalva assinado por João.
Em 10/03/2016, João tomou conhecimento de que o principal cliente da Cia. W havia
pedido concordata em dezembro e não pagaria sua dívida.
João discutiu o assunto com a administração da Cia. W e determinou que as
demonstrações fossem alteradas, o que foi feito.
Assinale a opção que indica o procedimento de João em seu relatório reemitido.
a) Manter o relatório sem ressalva.

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b) Adicionar um parágrafo de ênfase.
c) Adicionar uma ressalva em relação à concordata do cliente.
d) Adicionar uma ressalva em relação à omissão da informação pela Cia W.
e) Abster-se de dar uma opinião.

20. (FGV– Agente de Fiscalização (TCM SP)/Ciências Jurídicas - 2015) Em uma


determinada entidade, as demonstrações contábeis do exercício findo em 31 de
dezembro de 2014 foram aprovadas em 27 de fevereiro de 2015; o relatório do auditor
independente foi emitido em 09 de março de 2015; as demonstrações contábeis foram
divulgadas em 22 de março de 2015 e aprovadas pelos acionistas em 04 de abril de 2015.
De acordo com a NBC TA 560, a data até quando o auditor independente deve executar
procedimentos de auditoria desenhados para obter evidência de auditoria apropriada e
suficiente sobre os eventos que afetaram as demonstrações contábeis é:
a) 31 de dezembro de 2014;
b) 27 de fevereiro de 2015;
c) 09 de março de 2015;
d) 22 de março de 2015;
e) 04 de abril de 2015.

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GABARITO

1 ERRADO
2 CERTO
3 ERRADO
4 ERRADO
5 CERTO
6 D
7 ERRADO
8 CERTO
9 CERTO
10 ERRADO
11 CERTO
12 ERRADO
13 B
14 C
15 A
16 D
17 D
18 B
19 B
20 C

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5. QUESTÕES COMENTADAS
1. (CESPE – Perito Criminal da Polícia Federal/Área 1/ Ciências Contábeis – 2018)
Julgue os itens a seguir, relativos aos trabalhos de auditoria e perícia.
Devido à necessidade de emissão de laudo imparcial, o perito-assistente está impedido,
em qualquer hipótese, de manter contato com o advogado do contratante.
Comentários:
Item errado. Ao ser intimado para dar início aos trabalhos periciais, o perito oficial deverá
comunicar às partes e aos assistentes técnicos: a data, o local e a hora de início da
produção da prova pericial contábil, exceto se designados pelo juízo. Nesse contexto,
segundo a NBC TP 01:
7. O perito assistente pode, logo após sua contratação, manter contato com o
advogado da parte que o contratou, requerendo dossiê completo do processo para
conhecimento dos fatos e melhor acompanhamento dos atos processuais no que for
pertinente a perícia.[grifo nosso]
Assim, a manutenção do contato entre o perito assistente e o advogado do contratante
não afeta sua imparcialidade e nem tem vedação legal ou normativa quanto a esse
contato.
Portanto, item errado.

2. (CESPE – Perito Criminal da Polícia Federal/Área 1/ Ciências Contábeis - 2018)


Julgue os itens a seguir, relativos aos trabalhos de auditoria e perícia.
Na definição do tamanho da amostra que o auditor utilizará para formar sua opinião sobre
as demonstrações contábeis da auditada, quanto maior for o valor da distorção esperada
na população analisada, maior deverá ser o tamanho da amostra.
Comentários:

Item certo. O tamanho da amostra selecionada pelo auditor deve ter uma relação direta
com o valor da distorção esperada nas transações realizadas pela entidade. Assim,
quanto maior for o valor da distorção esperada na população analisada, maior deverá ser
o tamanho da amostra. A fundamentação para resolução está expressa no Apêndice 3 da
NBC TA 530. Esse apêndice elenca exemplos de fatores que influenciam no tamanho
da amostra, demonstrando a relação existente entre eles, se inversa ou direta, tanto para
os Testes de Controles quanto para os Testes de Detalhes.

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FATORES QUE INFLUENCI AM NO TAM ANHO DA AMOSTRA
Testes de Controle Testes de Detalhes

Fator Relação Fator Relação

Extensão da
avaliação de Avaliação
riscos dos Direta das distorções Direta
controles relevante
relevantes
Uso de
Taxa
outros
tolerável de Inversa Inversa
procedimentos
desvio
substantivos
Taxa
Nível de
esperado de Direta Direta
segurança
desvios
Nível de
Distorção
segurança Direta Inversa
tolerável
desejado
Quantidade
de unidades de Efeito Valor da
Direta
amostragem na negligenciável Distorção
população
Estratificaçã
Inversa
o da população
Quantidade
de unidades de Efeito
amostragem na negligenciável
população

Portanto, item certo.

3. (CESPE – Técnico (EBSERH) / 2018 / / Contabilidade /CESPE – 2018) Acerca das


conciliações contábeis e do balancete de verificação, julgue o item a seguir.
A auditoria contábil tem a mesma finalidade da perícia contábil.
Comentários:
Item errado. Elas têm finalidades ou objetivos diferentes. A auditoria contábil pode ser
interna e externa.
O objetivo da auditoria contábil, segundo a NBC TA 200(R1):
3. O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações

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contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma
opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em
todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório
financeiro aplicável. No caso da maioria das estruturas conceituais para fins gerais, essa
opinião expressa se as demonstrações contábeis estão apresentadas adequadamente,
em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de relatório
financeiro. [...] [grifo nosso]
Esse, certamente, é um dos dispositivos que mais aparece em provas. Segue mapa
mental para ajudá-los na memorização.

Já a perícia contábil, segundo a NBC TP 01, apresenta o seguinte objetivo:


2. A perícia contábil constitui o conjunto de procedimentos técnicos e científicos
destinados a levar à instância decisória elementos de prova necessários a subsidiar à
justa solução do litígio, mediante laudo pericial contábil e/ou parecer pericial
contábil, em conformidade com as normas jurídicas e profissionais, e a legislação
específica no que for pertinente. [grifo nosso]

Portanto, item errado.

4. (CESPE – Analista Judiciário (STM)/Contabilidade/Apoio Especializado – 2018)


Acerca do controle interno no setor público federal, da auditoria interna e seus papéis de
trabalho, julgue o item a seguir.
A amostragem não probabilística, apesar de não permitir tratamento estatístico, pode ser
utilizada em uma auditoria, propiciando a generalização dos resultados obtidos.
Comentários:
Item errado. Amostragens não probabilísticas ou por julgamento baseia -se
em critérios pessoais decorren tes da experiência profissional do auditor e
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do seu conhecimento do setor em exame, tendo valor como ferramenta de
auditoria. Um exemplo muito utilizado desse tipo de amostragem é a
seleção ao acaso, na qual o auditor seleciona a amostra sem seguir uma
técnica estruturada. Assim, como não se utiliza seleção aleatória dos itens
da amostra, nem faz uso da teoria das probabilidades para avaliar os
resultados das amostras, então não pode haver generalização dos
resultados obtidos devido à impossibilidade de faz er inferências mais gerais
e com rigor estatístico sobre a população. Essas são características
inerentes às amostragens probabilísticas.
Portanto, item errado.

5. (CESPE – Analista Judiciário (STM)/Contabilidade/Apoio Especializado – 2011)


Julgue o item subsecutivo, relativo à execução dos trabalhos de auditoria em geral.
Considere que um auditor deseje focar, no exame dos contratos firmados por uma
entidade, somente aqueles acima de determinado valor.
Em face dessa situação, é correto afirmar que a amostragem será efetuada por
conglomerados ou lotes, em que não há necessidade de uma lista da população da qual
se deva extrair a amostra e é possível trabalhar-se com itens extremamente dispersos.
Comentários:
Item certo. A amostragem por Conglomerado apresenta as seguintes características: os
elementos da população são agrupados em conjuntos semelhantes (homogêneos), mas
internamente heterogêneos (características distintas); as amostras são obtidas por
conglomerados que a compõem; após a seleção de conglomerados, todos os elementos
são examinados. Segue figura para ilustrar a amostragem por conglomerado:

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No caso em tela, como o auditor deseja focar apenas num determinado tipo de contratos
firmados por uma entidade – acima de um determina valor -, então a amostragem por
conglomerados é mais adequada.
Portanto, item certo.

6. (CESPE – Analista Judiciário (TRE BA)/Contabilidade/Administrativa – 2017) Em


um trabalho de asseguração razoável, na revisão dos papéis de trabalho de determinada
conta contábil, o auditor supervisor identificou que a conclusão do teste aplicado pelo
auditor supervisionado menciona o conjunto completo de dados sobre o qual a amostra foi
selecionada e sobre o qual o auditor deseja concluir. Além disso, observou que foram
testadas, por amostragem estatística, apenas 15% das transações dessa conta. Assim
sendo, o auditor supervisionado extrapolou os limites da amostra ao fazer inferência sobre
o todo.
A partir da situação apresentada e considerando que na amostragem estatística, mesmo
quando se utiliza a abordagem baseada em risco e se testam todas as áreas com alto
risco de distorção relevante, o auditor só poderá formar uma opinião sobre aqueles
elementos que foram realmente testados, assinale a opção correta.
a) As análises que extrapolam a amostra dependem dos resultados obtidos a partir da
amostragem estatística; as análises de riscos não se sujeitam a essa dependência, sendo
realizadas posteriormente à seleção amostral. Essa abordagem baseada em risco
direciona os esforços para áreas de alto risco, reduzindo a quantidade de testes
necessários.
b) Caso o auditor não consiga obter evidências de auditoria suficientes usando o teste de
reexecução (walkthrough), novas análises de risco poderão ser consideradas, mas fica
prejudicada a utilização de outros procedimentos de amostragem.
c) Amostragem em auditoria consiste na aplicação dos procedimentos de auditoria a
todos os itens da população relevante para fins de auditoria, de forma que todas as
unidades de amostragem tenham a mesma chance de ser selecionadas para proporcionar
uma base razoável que possibilite ao auditor obter conclusão sobre toda a população.

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d) Considerando-se o Manual de Auditoria Financeira do setor público federal, na situação
apresentada a amostragem estatística é fundamental para que se obtenha segurança
razoável sobre todo o conjunto de elementos auditados a partir de uma extrapolação dos
resultados.
e) Ao contrário da amostragem estatística, a avaliação de risco preliminar é fundamental
para permitir extrapolar os resultados da auditoria — obtidos para determinada amostra —
para todo o conjunto de informações da entidade.
Comentários:

Questão aborda aspectos gerais do processo de amostragem utilizado nas auditorias,


segundo o Manual de Auditoria Financeira do setor público federal (TCU, 2015).
Analisando cada alternativa:

Letra A) ERRADA. As análises de riscos são analisadas antes da seleção amostral. As


demais afirmações estão em conformidade como Manual supracitado. Veja:

57. A primeira se refere ao uso da abordagem baseada em risco. Em geral, trabalhos


de asseguração são periódicos (em regra, anuais) e abrangentes, por ter como objeto
todo o conjunto de transações, saldos e divulgações do período auditado. A grande
quantidade de elementos a serem auditados e os prazos pré-estabelecidos exigem uma
abordagem de auditoria tão eficiente e eficaz quanto possível, de tal modo que em um
curto período de tempo seja possível testar tantos elementos quantos necessário para
obter o nível de segurança requerido. A abordagem baseada em risco direciona os
esforços para áreas de alto risco, reduzindo a quantidade de testes necessários e
aumentando as chances de identificar distorções materialmente relevantes.

58. A segunda peculiaridade se refere à amostragem estatística. Mesmo utilizando a


abordagem baseada em risco e testando todas as áreas com alto risco de distorção
relevante, o auditor só poderá formar uma opinião sobre aqueles elementos que
foram testados. Neste caso, não seria possível obter segurança razoável sobre todo o
conjunto de elementos auditados. Por isso, é fundamental a utilização de amostragem
estatística para permitir a extrapolação dos resultados da auditoria para todo o
conjunto de informações da entidade.[grifo nosso]

Letra B) ERRADA. Não há prejuízos de o auditor fazer uso de outros procedimentos para
obter evidências apropriadas e suficientes. Veja:

159. Para determinar se ocorreram mudanças que possam afetar a relevância das
informações, o auditor pode fazer indagações e executar outros procedimentos de
auditoria apropriados, tais como reexecução (walk-through) em processos, sistemas e
controles relevantes. (IFAC, 2010).[grifo nosso]

Letra C) ERRADA. amostragem é aplicação de procedimentos em alguns itens da


população. Veja:

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357. Amostragem em auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria em
menos de 100% dos itens de população relevante para fins de auditoria, de maneira
que todas as unidades de amostragem tenham a mesma chance de serem
selecionadas para proporcionar uma base razoável que possibilite o auditor
concluir sobre toda a população. (ISSAI 1530; ISA/NBC TA 530). [grifo nosso]

Letra D) CORRETA. Ela está em conformidade com o Manual supracitado. Veja:

58. A segunda peculiaridade se refere à amostragem estatística. Mesmo utilizando a


abordagem baseada em risco e testando todas as áreas com alto risco de distorção
relevante, o auditor só poderá formar uma opinião sobre aqueles elementos que foram
testados. Neste caso, não seria possível obter segurança razoável sobre todo o
conjunto de elementos auditados. Por isso, é fundamental a utilização de
amostragem estatística para permitir a extrapolação dos resultados da auditoria
para todo o conjunto de informações da entidade.

[...]

365 Tanto a amostragem estatística quanto a não estatística, quando adequadamente


utilizadas, podem fornecer evidência Amostragem estatística e não estatística suficiente
para as conclusões do auditor. (Gramling, Rittenberg e Johnstone, 2012).

366. Entretanto, somente os resultados de amostras estatísticas podem ser


extrapolados para toda a população (TCE, 2012). Os resultados obtidos em
amostragens não estatísticas são válidos apenas para os elementos observados. Essa
situação deve ser registrada de forma clara para evitar interpretações enviesadas acerca
da população [grifo nosso]

Letra E) ERRADA. Somente os resultados de amostras estatísticas podem ser


extrapolados para toda a população. Veja explicação da alternativa “d”.

Portanto, alternativa correta é D.

7. (CESPE– Analista Judiciário (TRE BA)/Contabilidade/ Administrativa - 2010)


Acerca de objetivos, técnicas e procedimentos de auditoria, julgue o próximo item.
É recomendável o emprego da amostragem estatística quando os itens da população
apresentarem características heterogêneas.
Comentários:
Item errado. Há um erro sutil, pois amostragem estatística é utilizada quando os itens da
população apresentam características HOMOGÊNEAS. Crepaldi, em sua obra, na versão
digital, “Auditoria Contábil: teoria e prática. 10ª ed. São Paulo: Atlas, 2016,p.111/195”
explicita que:
“Amostragem estatística é aquela em que a amostra é selecionada cientificamente com a
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finalidade de que os resultados obtidos possam ser estendidos ao conjunto de acordo
com a teoria da probabilidade ou as regras estatísticas. O emprego de amostragem
estatística é recomendável quando os itens da população apresentam
características homogêneas.” [grifo nosso]
Item extraído literalmente desse entendimento.
Portanto, item errado.

8. (CESPE – Analista (SERPRO)/Perícia em Cálculo Judicial - 2013) Acerca da função


da perícia no processo judicial, bem como seus campos de conhecimento, julgue o item a
seguir.
Um possível objeto da prova pericial é o fato alegado na inicial, que carece de exame
técnico/científico para constatação.
Comentários:
Item certo. A prova pericial consiste no exame, vistoria ou avaliação de alguma coisa. O
objeto da prova pericial são os fatos que foram alegados na inicial ou na contestação, que
precisam de perícia para sua demonstração. Dessa forma, se há a necessidade de exame
técnico/científico, a prova pericial é necessária para corroborar o fato alegado na inicial.
Ressalte-se que o juiz irá indeferir a perícia quando a prova do fato não depender do
conhecimento especial de técnico, quando for desnecessária em vista de outras provas
produzidas ou quando a verificação for impraticável.
Portanto, item certo.

9. (CESPE – Analista (SERPRO)/Perícia em Cálculo Judicial – 2013) Acerca da


função da perícia no processo judicial, bem como seus campos de conhecimento,
julgue o item a seguir.
A perícia contábil, um campo de conhecimento da perícia, fornece informações sobre o
patrimônio das pessoas físicas e jurídicas.
Comentários:
Item certo. Segundo a NBC TP 01, “a perícia contábil constitui o conjunto de
procedimentos técnicos e científicos destinados a levar à instância decisória elementos de
prova necessários a subsidiar à justa solução do litígio, mediante laudo pericial contábil, e
ou parecer pericial contábil, em conformidade com as normas jurídicas e profissionais, e a
legislação específica no que for pertinente”. A Perícia Contábil é uma ramificação da
Contabilidade, utiliza-se das mesmas técnicas empregadas por essa Ciência de forma
genérica. Portanto, ela fornece, assim como a Contabilidade, informações sobre o
patrimônio das entidades físicas e jurídicas.
Portanto, item certo.

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10. (CESPE – Auditor Federal de Controle Externo TCU/Auditoria
Governamental/Controle Externo – 2015) Julgue o item subsecutivo, referente aos
principais grupos de usuários das demonstrações contábeis bem como às
responsabilidades a elas relacionadas.
No exercício de suas atividades de auditoria, o auditor independente, usuário interno da
informação contábil, deve pautar-se pelos seguintes princípios éticos: integridade,
objetividade, impessoalidade, competência e zelo profissional, confidencialidade e
comportamento profissional.
Comentários:

Item errado. Há dois erros nessa questão. Preliminarmente, o auditor independente é


usuário externo da informação contábil. Os usuários internos da informação contábil
são: sócios, administração, contador da empresa e acionistas. O outro erro é que
impessoalidade não é princípio ético, mas principio da administração pública.
Segundo item A15, da NBC TA 200(R1), “os princípios fundamentais de ética profissional
relevantes para o auditor quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis
estão implícitos no Código de Ética Profissional do Contabilista e na NBC PA 01, que trata
do controle de qualidade. Esses princípios estão em linha com os princípios do Código de
Ética do IFAC, cujo cumprimento é exigido dos auditores. Esses princípios são:”

(a) Integridade;

(b) Objetividade;

(c) Competência e zelo profissional;

(d) Confidencialidade; e

(e) Comportamento (ou conduta) profissional.

Portanto, item errado.

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11. (CESPE - Técnico de Finanças (AL)-2002) Acerca de auditoria, julgue o item
seguinte.
Eventos subsequentes ao encerramento contábil que possam afetar de maneira
significativa a posição financeira ou patrimonial da empresa devem ser investigados pelo
auditor independente e constar do seu programa de trabalho, para as devidas divulgações
e considerações.
Comentários:

Eventos subsequentes são eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis
e a data do relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao conhecimento do
auditor independente após a data do seu relatório.

A questão aborda os cuidados que deve ter o auditor quando ocorrer um evento
subsequente, independentemente desse fato está disposto no seu planejamento. Cabe
ressaltar que durante seus trabalhos, O auditor deve planejar e executar a auditoria com
ceticismo profissional, reconhecendo que podem existir circunstâncias que causam
distorção relevante nas demonstrações contábeis.

Segundo a NBC TA 560(R1):

Fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a divulgação


das demonstrações contábeis

14. Após a divulgação das demonstrações contábeis, o auditor independente não tem
obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações
contábeis. Entretanto, se, após a divulgação das demonstrações contábeis, o auditor
independente tomar conhecimento de fato que, se fosse do seu conhecimento na data do
relatório do auditor independente, poderia tê-lo levado a alterar seu relatório, o auditor
independente deve:

(a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os responsáveis


pela governança;

(b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo;

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(c) indagar como a administração pretende tratar do assunto nas demonstrações
contábeis.

15. Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor


independente deve (ver item A19):

(a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das alterações;

(b) revisar as providências tomadas pela administração para garantir que todos os
que receberam as demonstrações contábeis juntamente com o respectivo relatório
do auditor independente sejam informados da situação;

(c) exceto se as circunstâncias no item 12 forem aplicáveis:

(i) estender os procedimentos de auditoria mencionados nos itens 6 e 7 até a data do


novo relatório do auditor independente e datar o novo relatório com data posterior à data
de aprovação das demonstrações contábeis reapresentadas; e

(ii) fornecer novo relatório do auditor independente sobre as demonstrações contábeis


reapresentadas;

(d) no caso em que as circunstâncias no item 12 se aplicam, alterar o relatório do auditor


independente. [grifo nosso]

Portanto, item certo.

12. (CESPE - Fiscal de Tributos Estaduais (AL) - 2002) Acerca da auditoria das
demonstrações contábeis, julgue o item a seguir.
Para ajustar demonstrações contábeis, não se requer do auditor independente a adoção
de procedimento específico para a identificação de eventos ocorridos entre a data do
balanço e a de seu parecer.
Comentários:

Eventos subsequentes são eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis
e a data do relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao conhecimento do
auditor independente após a data do seu relatório.

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A questão aborda os cuidados que deve ter o auditor quando ocorrer um evento
subsequente, independentemente desse fato está disposto no seu planejamento. Cabe
ressaltar que durante seus trabalhos, o auditor deve planejar e executar a auditoria com
ceticismo profissional, reconhecendo que podem existir circunstâncias que causam
distorção relevante nas demonstrações contábeis.

Segundo a NBC TA 560(R1):

Fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a divulgação


das demonstrações contábeis

14. Após a divulgação das demonstrações contábeis, o auditor independente não tem
obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações
contábeis. Entretanto, se, após a divulgação das demonstrações contábeis, o auditor
independente tomar conhecimento de fato que, se fosse do seu conhecimento na data do
relatório do auditor independente, poderia tê-lo levado a alterar seu relatório, o auditor
independente deve:

(a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os responsáveis


pela governança;

(b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo;

(c) indagar como a administração pretende tratar do assunto nas demonstrações


contábeis.

15. Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor


independente deve (ver item A19):

(a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das alterações;

(b) revisar as providências tomadas pela administração para garantir que todos os
que receberam as demonstrações contábeis juntamente com o respectivo relatório
do auditor independente sejam informados da situação;

(c) exceto se as circunstâncias no item 12 forem aplicáveis:

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(i) estender os procedimentos de auditoria mencionados nos itens 6 e 7 até a data do
novo relatório do auditor independente e datar o novo relatório com data posterior à data
de aprovação das demonstrações contábeis reapresentadas; e

(ii) fornecer novo relatório do auditor independente sobre as demonstrações contábeis


reapresentadas;

(d) no caso em que as circunstâncias no item 12 se aplicam, alterar o relatório do auditor


independente. [grifo nosso]

Nesse contexto, o auditor deve considerar em seu relatório os efeitos decorrentes de


transações e eventos subsequentes relevantes nas demonstrações contábeis e,
dependendo da situação, pode fazer uma ressalva ou acrescentar um parágrafo de
ênfase, quando não-ajustadas ou reveladas adequadamente.

Portanto, item errado.

13. (FCC - Analista de Controle Externo (TCE-CE) /Auditoria de Tecnologia da


Informação/Controle Externo - 2015) Quando ocorrerem eventos subsequentes, entre
as datas de publicação do balanço e do parecer do auditor, que possam demandar
ajustes nas demonstrações contábeis ou a divulgação de informações nas notas
explicativas, o auditor deve considerar, para ter condições de formar opinião,
a) ressalva ou parágrafo de ênfase, publicado em relatório de auditoria elaborado para
exercício anterior ao do período corrente auditado.
b) atos e fatos administrativos registrados em atas de reuniões de acionistas,
administradores e outros órgãos estatutários.
c) carta que evidencie a responsabilidade da administração quanto às informações e
dados e dê respaldo ao parecer.
d) contingências passivas conhecidas quando da emissão do parecer e antes da
publicação do resultado do exercício contábil.
e) existência de eventos, não revelados pela administração nas demonstrações contábeis,
mesmo que não tenham efeitos relevantes sobre as mesmas.
Comentários:

Questão aborda o conteúdo que o auditor deve ter registrado nas demonstrações
contábeis ou a divulgação de informações nas notas explicativas para formar sua opinião
quando ocorrerem eventos subsequentes, segundo a NBC T 11.16 – Transações e
Eventos Subsequentes:

11.16.1.1. Esta norma estabelece procedimentos e critérios a serem adotados pelo


auditor em relação aos eventos ocorridos entre as datas do balanço e a do seu
parecer, que possam demandar ajustes nas Demonstrações Contábeis ou a
divulgação de informações nas notas explicativas.

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11.16.1.2. O auditor deve considerar em seu parecer os efeitos decorrentes de transações
e eventos subsequentes relevantes ao exame das Demonstrações Contábeis,
mencionando-os como ressalva ou em parágrafo de ênfase, quando não-ajustadas ou
reveladas adequadamente.

11.16.1.3. O auditor deve considerar três situações de eventos subsequentes:

a) os ocorridos entre a data do término do exercício social e a data da emissão do


parecer;

b) os ocorridos depois do término do trabalho de campo e da emissão do parecer, e antes


da divulgação das Demonstrações Contábeis; e

c) os conhecidos após a divulgação das Demonstrações Contábeis.

11.16.1.4. Para ter condições de formar opinião sobre as Demonstrações Contábeis,


considerando os efeitos relevantes das transações e eventos subsequentes ao
encerramento do exercício social, o auditor deve considerar:

a) os procedimentos da administração para que os eventos sejam divulgados;

b) os atos e fatos administrativos registrados em atas de reuniões de acionistas,


administradores e outros órgãos estatutários;

c) os informes de qualquer espécie divulgados pela entidade;

d) a situação de contingências conhecidas e reveladas pela administração e pelos


advogados da entidade; e

e) a existência de eventos não-revelados pela administração nas Demonstrações


Contábeis e que tenham efeitos relevantes sobre as mesmas.[grifo nosso]

Analisando as alternativas e a norma supracitada, concluímos que auditor deve


considerar, para ter condições de formar opinião, atos e fatos administrativos
registrados em atas de reuniões de acionistas, administradores e outros órgãos
estatutários.

Portanto, alternativa correta é B.

Comentários das demais alternativas:

Letra A) ERRADA. O auditor deve considerar em seu parecer os efeitos decorrentes de


transações e eventos subsequentes relevantes ao exame das Demonstrações Contábeis,
mencionando-os como ressalva ou em parágrafo de ênfase, quando não-ajustadas ou
reveladas adequadamente.

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Letra C) ERRADA. Por ausência de previsão nessa norma como situação em que o
auditor deva levar em consideração, para ter condições de formar sua opinião.

Letra D) ERRADA. Por ausência de previsão nessa norma como situação em que o
auditor deva levar em consideração, para ter condições de formar sua opinião.

Letra E) ERRADA. Porque somente deve ser considerada a existência de eventos que
tenham efeitos relevantes.

Ressalte-se que a NBC T 11.16 (Transações e Eventos) encontra-se revogada pela NBC
TA 200 e a norma vigente acerca de Eventos Subsequentes é a NBC TA 560.

Esquematizando as situações que caracterizam Eventos Subsequentes:

14. (FCC - Auditor Fiscal da Fazenda Estadual (SEFAZ PI) - 2015) Suponha que a
Organização XYZ S.A. teve a data das demonstrações contábeis em 31/12/2013, a data
da aprovação dessas demonstrações em 25/01/2014, a data de relatório do auditor em
25/02/2014 e a data programada para a divulgação das demonstrações em 25/03/2014 e
que, no segundo período de eventos subsequentes, uma ocorrência que se tivesse
chegado a conhecimento dos auditores após a data do relatório poderia levar o auditor a
modificar seu parecer e que, diante da relevância do evento, os membros da governança
decidissem alterar as Demonstrações Contábeis. Neste caso,
a) o auditor deve aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da
alteração, estender os procedimentos até a data do novo relatório e fornecer novo
relatório sobre as demonstrações contábeis alteradas.
b) o auditor deve solicitar à administração ou membros da governança, uma
representação formal de que todos os eventos subsequentes à data das demonstrações
contábeis que requerem ajuste ou divulgação sejam ajustados e divulgados,
intempestivamente.
c) o auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de
auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório.
d) não se espera que o auditor execute procedimentos adicionais de auditoria para
assuntos para os quais os procedimentos de auditoria anteriormente aplicados tenham
fornecido conclusões insatisfatórias.

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e) o auditor pode limitar os procedimentos de auditoria aos eventos subsequentes do
primeiro período, caso a legislação não proíba a administração de restringir a alteração
das demonstrações contábeis aos efeitos do evento ou eventos subsequentes que
causaram essa alteração e que os responsáveis pela aprovação das demonstrações
contábeis não estejam proibidos de restringir a aprovação a essa alteração.
Comentários:
Resumo dos fatos:
1. Data das demonstrações contábeis em 31/12/2013;
2. Data da aprovação dessas demonstrações em 25/01/2014;
3. Data de relatório do auditor em 25/02/2014;
4. Data programada para a divulgação das demonstrações em 25/03/2014
A questão aborda os procedimentos adotados pelo auditor quando se deparar com fatos
que chegaram ao seu conhecimento, após a data do seu relatório, mas antes da data de
divulgação das demonstrações contábeis, segundo a NBC TA 560(R1):
10. O auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de
auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório.
Entretanto, se, após a data do seu relatório, mas antes da data de divulgação das
demonstrações contábeis, o auditor tomar conhecimento de fato que, se fosse do seu
conhecimento na data do relatório, poderia ter levado o auditor a alterar seu
relatório, ele deve (ver item A11):
(a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os responsáveis
pela governança;
(b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo;
(c) indagar como a administração pretende tratar o assunto nas demonstrações contábeis.
11. Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor
independente deve:
(a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da alteração;
(b) exceto se as circunstâncias no item12 forem aplicáveis:
(i) estender os procedimentos de auditoria mencionados nos itens 6 e 7 até a data
do novo relatório do auditor independente; e
(ii) fornecer novo relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis
alteradas. O novo relatório do auditor independente não deve ter data anterior à
data de aprovação das demonstrações contábeis alteradas. [grifo nosso]
Portanto, alternativa correta é A.

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15. (IBADE - Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo - Analista
em Previdência (IPERON)/Auditor - 2017) Assinale a alternativa correta a respeito de
eventos subsequentes, conforme a NBC TA.
a) Fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a divulgação das
demonstrações contábeis, no caso da administração alterar essas demonstrações, o
auditor deve aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das
alterações e revisar as providências tomadas para garantir que todos os que receberam
as demonstrações contábeis sejam informados da situação.
b) No caso de fatos que chegaram ao conhecimento do auditor após a data do seu rela
tório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis, os quais, se fossem
do seu conhecimento prévio poderiam ter levado a alteração do relatório, o auditor deve
discutir o assunto com a administração e, se forem alteradas as demonstrações
contábeis, o auditor independente não devera aplicar os procedimentos de auditoria.
c) No caso de fatos que chegaram ao conhecimento do auditora pós a data do seu
relatório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis. o auditor tem
obrigação de executar procedimentos de auditoria em relação às demonstrações
contábeis apôs a data do seu relatório.
d) No caso de eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do
relatório do auditor, se espera que o auditor execute procedimentos adicionais de
auditoria nos assuntos para os quais os procedimentos de auditoria anteriormente
aplicados forneceram conclusões satisfatórias.
e) O auditor deve solicitar à administração e aos responsáveis pela governança , uma
representação formal de que todos os eventos subsequentes à data do rela tório da
auditoria. que, segundo a estrutura de relatório financeiro aplicável, requerem ajuste e
divulgação, foram ajustados e divulgados.
Comentários:

Questão aborda aspectos gerais acerca dos eventos subsequentes à data das
demonstrações contábeis.

Segundo a NBC TG 24 (R2), “evento subsequente ao período a que se referem as


demonstrações contábeis é aquele evento, favorável ou desfavorável, que ocorre entre a
data final do período a que se referem as demonstrações contábeis e a data na qual é
autorizada a emissão dessas demonstrações”. Dois tipos de eventos podem ser
identificados:

(a) os que evidenciam condições que já existiam na data final do período a que se
referem as demonstrações contábeis (evento subsequente ao período contábil a que se
referem as demonstrações que originam ajustes);

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(b) os que são indicadores de condições que surgiram subsequentemente ao período
contábil a que se referem as demonstrações contábeis (evento subsequente ao período
contábil a que se referem as demonstrações que não originam ajustes).

No mesmo sentido, a NBC TA 560(R1) define eventos subsequentes da seguinte forma:

Eventos subsequentes são eventos ocorridos entre a data das demonstrações


contábeis e a data do relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao
conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório.

Nesse contexto, devemos ficar atentos a esta definição porque, reiteradamente, esse
item aparece em provas. Veja as situações que caracterizam os eventos subsequentes:

Analisando cada alternativa, NBC TA 560(R1):

Letra A) CORRETA. Sempre que houver eventos subsequentes e a administração alterar


as demonstrações contábeis, o auditor deve aplicar procedimentos adicionais para
garantir que os motivos dessas alterações foram amplamente divulgados. Veja que tal
procedimentos está alinhado à NBC TA 560(R1):

Fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a divulgação


das demonstrações contábeis

14. Após a divulgação das demonstrações contábeis, o auditor independente não tem
obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações
contábeis. Entretanto, se, após a divulgação das demonstrações contábeis, o auditor
independente tomar conhecimento de fato que, se fosse do seu conhecimento na data do
relatório do auditor independente, poderia tê-lo levado a alterar seu relatório, o auditor
independente deve:

(a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os responsáveis


pela governança;

(b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso


afirmativo;

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(c) indagar como a administração pretende tratar do assunto nas demonstrações
contábeis.

15. Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor


independente deve (ver item A19):

(a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das


alterações;

(b) revisar as providências tomadas pela administração para garantir que todos os
que receberam as demonstrações contábeis juntamente com o respectivo relatório do
auditor independente sejam informados da situação;[...][grifo nosso]

Letra B) ERRADA. No caso em tela, sempre que houver eventos subsequentes e a


administração alterar as demonstrações contábeis, o auditor deve aplicar procedimentos
adicionais para garantir que os motivos dessas alterações foram amplamente divulgados.
Veja explicação do alternativa “a”.

Letra C) ERRADA. Via de regra, após a divulgação das demonstrações contábeis, o


auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria
em relação às demonstrações contábeis. Há uma situação prevista nos itens 14 e 15, da
NBC TA 560(R1), que o auditor tem a obrigação de executar procedimentos de auditoria:
quando houver eventos subsequentes e a administração alterar as demonstrações
contábeis. Isso tem por objetivo garantir que os motivos dessas alterações foram
amplamente divulgados.

Letra D) ERRADA. Essa é uma situação que não há necessidade de executar


procedimentos adicionais de auditoria, uma vez que os procedimentos anteriores
permitiram ao auditor obteve conclusões satisfatórias. Veja:

Eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do


auditor independente

6. O auditor independente deve executar procedimentos de auditoria desenhados para


obter evidência de auditoria apropriada e suficiente de que todos os eventos ocorridos
entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente
que precisam ser ajustados ou divulgados nas demonstrações contábeis foram
identificados. Não se espera, contudo, que o auditor execute procedimentos
adicionais de auditoria para assuntos para os quais os procedimentos de auditoria
anteriormente aplicados forneceram conclusões satisfatórias (ver item A6).[grifo
nosso]

Letra E) ERRADA. Erro sutil, pois a representação formal deve fazer referência aos
eventos subsequentes à data das demonstrações contábeis ao invés da data do relatório
de auditoria. Veja:

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9. O auditor independente deve solicitar à administração e, quando apropriado, aos
responsáveis pela governança, uma representação formal de acordo com a NBC TA 580
– Representações Formais, de que todos os eventos subsequentes à data das
demonstrações contábeis e que, segundo a estrutura de relatório financeiro aplicável,
requerem ajuste ou divulgação, foram ajustados ou divulgados.

Portanto, alternativa correta é A.

16. (FEPESE - Fiscal de Rendas e Tributos (Criciúma) - 2017) São eventos


subsequentes:
a) Os ocorridos após a divulgação das demonstrações contábeis.
b) Os ocorridos posteriormente à data das demonstrações contábeis e antes da data do
relatório do auditor independente.
c) Os ocorridos antes da data em que o relatório do auditor independente e as
demonstrações contábeis auditadas foram elaboradas.
d) Aqueles ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do
auditor independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente
após a data do seu relatório.
e) Aqueles ocorridos na data em que todos os quadros que compõem as demonstrações
contábeis foram elaborados e que aqueles com autoridade reconhecida afirmam que
assumem a responsabilidade por essas demonstrações contábeis.
Comentários:

Questão aborda o conceito de eventos subsequentes à data das demonstrações


contábeis.

Segundo a NBC TG 24 (R2), “evento subsequente ao período a que se referem as


demonstrações contábeis é aquele evento, favorável ou desfavorável, que ocorre entre a
data final do período a que se referem as demonstrações contábeis e a data na qual é
autorizada a emissão dessas demonstrações”. Dois tipos de eventos podem ser
identificados:

(a) os que evidenciam condições que já existiam na data final do período a que se
referem as demonstrações contábeis (evento subsequente ao período contábil a que se
referem as demonstrações que originam ajustes);

(b) os que são indicadores de condições que surgiram subsequentemente ao período


contábil a que se referem as demonstrações contábeis (evento subsequente ao período
contábil a que se referem as demonstrações que não originam ajustes).

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No mesmo sentido, a NBC TA 560(R1) define eventos subsequentes da seguinte
forma:

Eventos subsequentes são eventos ocorridos entre a data das demonstrações


contábeis e a data do relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao
conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório.

Nesse contexto, devemos ficar atentos a esta definição porque, reiteradamente, esse
item aparece em provas. Veja as situações que caracterizam os eventos subsequentes:

Portanto, alternativa correta é D.

17. (CS UFG - Centro de Seleção da Universidade Federal de Goiás) - (Auditor (UFG)
- 2017) A NBC TA 560 (R1) estabelece que o auditor independente deve executar
procedimentos de auditoria desenhados para obter evidência apropriada e suficiente de
que todos os eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do
relatório que precisam ser ajustados ou divulgados nas demonstrações contábeis foram
identificados. Neste caso, o que o auditor deve fazer para determinar a natureza e
extensão desses procedimentos de auditoria?
a) Revisar os procedimentos de auditoria em relação às demonstrações contábeis,
visando certificar a sua adequada divulgação.
b) Indicar que os procedimentos do auditor sobre os eventos subsequentes estão restritos
às alterações das demonstrações contábeis.
c) Considerar a necessidade de representações formais que cubram determinados
eventos subsequentes para corroborar as evidências.
d) Indagar a administração sobre a ocorrência de eventos subsequentes que poderiam
afetar as demonstrações contábeis.
Comentários:

Questão aborda procedimento a ser adotado pelo auditor independente de modo que seja
determinada a natureza e extensão desses procedimentos de auditoria, para os eventos

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ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor
independente.

Segundo a NBC TA 560(R1):

Eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do


auditor independente

6. O auditor independente deve executar procedimentos de auditoria desenhados


para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente de que todos os eventos
ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor
independente que precisam ser ajustados ou divulgados nas demonstrações
contábeis foram identificados. Não se espera, contudo, que o auditor execute
procedimentos adicionais de auditoria para assuntos para os quais os procedimentos de
auditoria anteriormente aplicados forneceram conclusões satisfatórias (ver item A6).

7. O auditor independente deve executar os procedimentos exigidos pelo item 6 de


forma a cobrir o período entre a data das demonstrações contábeis e a data do seu
relatório, ou o mais próximo possível dessa data. O auditor independente deve levar em
consideração a avaliação de risco pelo auditor para determinar a natureza e
extensão desses procedimentos de auditoria, que devem incluir o seguinte (ver itens
A7 e A8):

(a) obtenção de entendimento dos procedimentos estabelecidos pela administração para


assegurar que os eventos subsequentes são identificados;

(b) indagação à administração e, quando apropriado, aos responsáveis pela


governança sobre a ocorrência de eventos subsequentes que poderiam afetar as
demonstrações contábeis (ver item A9);

(c) leitura das atas, se houver, das reuniões dos proprietários (dos acionistas em
sociedade anônima), da administração e dos responsáveis pela governança da entidade,
realizadas após a data das demonstrações contábeis, e indagação sobre assuntos
discutidos nas reuniões para as quais as atas ainda não estão disponíveis (ver item A10);

(d) leitura das últimas demonstrações contábeis intermediárias da entidade, se


houver.[grifo nosso]

Nesse tipo de questão deve ser observada a literalidade da norma, pois é assim que as
bancas costumam cobrar nas provas. Questão extraída literalmente da norma
supracitada. Portanto, alternativa correta é D.

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18. (CESGRANRIO – Analista de Gestão Corporativa (EPE) - 2012) O contador Z,
responsável pelos trabalhos de auditoria na companhia H, de capital fechado e de grande
porte, realizados pela firma de auditoria J & J, fez a anotação das seguintes datas, em
seus papéis de trabalho:

Nenhuma verificação de eventos subsequentes foi realizada, sendo a data do parecer a


de
a) 10/03/2011
b) 30/03/2011
c) 01/04/2011
d) 08/04/2011
e) 10/04/2011
Comentários:
Questão aborda eventos e transações subsequentes, segundo a NBC TA 560(R1).
Eventos subsequentes são eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis
e a data do relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao conhecimento do
auditor independente após a data do seu relatório. Nesse contexto, devemos ficar atentos
a esta definição porque, reiteradamente, esse item aparece em provas. Veja:

O item 6 da supracitada norma menciona a data limite para que o auditor deva executar
procedimentos de auditoria desenhados para obter evidência de auditoria apropriada e
suficiente sobre os eventos que afetaram as demonstrações contábeis. Veja:
Eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do
auditor independente
6. O auditor independente deve executar procedimentos de auditoria desenhados
para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente de que todos os eventos

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ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor
independente que precisam ser ajustados ou divulgados nas demonstrações
contábeis foram identificados. Não se espera, contudo, que o auditor execute
procedimentos adicionais de auditoria para assuntos para os quais os procedimentos de
auditoria anteriormente aplicados forneceram conclusões satisfatórias (ver item A6).[grifo
nosso]
Além disso, o auditor independente deve executar os procedimentos exigidos pelo item 6
de forma a cobrir o período entre a data das demonstrações contábeis e a data do seu
relatório, ou o mais próximo possível dessa data. Em outros termos, a data limite para
execução desses procedimentos é a da emissão do seu relatório, que como não houve
nenhum evento subsequente, coincide com a data do final do seu trabalho (30/03/2011).
Veja o que menciona a NBC T 11 (ressalte-se que essa norma foi revogada pela NBC TA
200, mas constantemente é cobrada em prova):
11.3.1.7 – A data do parecer deve corresponder ao dia do encerramento dos
trabalhos de auditoria na entidade. [grifo nosso]
Portanto, alternativa correta é B.

19. (FGV - Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal (Cuiabá)- 2016) A Cia. W é
auditada pelo auditor independente João.
A Cia. W publicou suas demonstrações contábeis, em 05/03/2016, com relatório sem
ressalva assinado por João.
Em 10/03/2016, João tomou conhecimento de que o principal cliente da Cia. W havia
pedido concordata em dezembro e não pagaria sua dívida.
João discutiu o assunto com a administração da Cia. W e determinou que as
demonstrações fossem alteradas, o que foi feito.
Assinale a opção que indica o procedimento de João em seu relatório reemitido.
a) Manter o relatório sem ressalva.
b) Adicionar um parágrafo de ênfase.
c) Adicionar uma ressalva em relação à concordata do cliente.
d) Adicionar uma ressalva em relação à omissão da informação pela Cia W.
e) Abster-se de dar uma opinião.
Comentários:
Questão aborda um fato (o principal cliente da Cia. W havia pedido concordata em
dezembro e não pagaria sua dívida) que chegou ao conhecimento do auditor
independente após a divulgação das demonstrações contábeis. Nesse caso, ele deve
seguir os procedimentos elencados nos itens 14 e 16, da NBC TA 560(R1). Veja:
14. Após a divulgação das demonstrações contábeis, o auditor independente não tem
obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações

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contábeis. Entretanto, se, após a divulgação das demonstrações contábeis, o auditor
independente tomar conhecimento de fato que, se fosse do seu conhecimento na
data do relatório do auditor independente, poderia tê-lo levado a alterar seu
relatório, o auditor independente deve:
(a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os responsáveis
pela governança;
(b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso
afirmativo;
(c) indagar como a administração pretende tratar do assunto nas demonstrações
contábeis.
[...]
16. O auditor independente deve incluir no seu relatório, novo ou reemitido,
Parágrafo de Ênfase com referência à nota explicativa que esclarece mais
detalhadamente a razão da alteração das demonstrações contábeis emitidas
anteriormente e do relatório anterior fornecido pelo auditor independente.[grifo
nosso]
Ao realizar o cotejo entre as alternativas e a norma, concluímos que o auditor não deve
modificar sua opinião (eliminaria as alternativas “c”, ”d” e “e”), mas chamaria a atenção
desse fato, por meio de uma ênfase (eliminaria a alternativa “a”). Portanto, alternativa
correta é B.

20. (FGV– Agente de Fiscalização (TCM SP)/Ciências Jurídicas - 2015) Em uma


determinada entidade, as demonstrações contábeis do exercício findo em 31 de
dezembro de 2014 foram aprovadas em 27 de fevereiro de 2015; o relatório do auditor
independente foi emitido em 09 de março de 2015; as demonstrações contábeis foram
divulgadas em 22 de março de 2015 e aprovadas pelos acionistas em 04 de abril de 2015.
De acordo com a NBC TA 560, a data até quando o auditor independente deve executar
procedimentos de auditoria desenhados para obter evidência de auditoria apropriada e
suficiente sobre os eventos que afetaram as demonstrações contábeis é:
a) 31 de dezembro de 2014;
b) 27 de fevereiro de 2015;
c) 09 de março de 2015;
d) 22 de março de 2015;
e) 04 de abril de 2015.
Comentários:
A questão aborda eventos e transações subsequentes, segundo a NBC TA 560.
Eventos subsequentes são eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis
e a data do relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao conhecimento do
auditor independente após a data do seu relatório. Nesse contexto, devemos ficar atentos
a esta definição porque, reiteradamente, esse item aparece em provas. Veja:

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Data das demonstrações contábeis:31/12/2014

Data do relatório do auditor:09/03/2015

Data da publicação das DC´s: 22/03/2015

O item 6 da supracitada norma menciona a data limite para que o auditor deva executar
procedimentos de auditoria desenhados para obter evidência de auditoria apropriada e
suficiente sobre os eventos que afetaram as demonstrações contábeis. Veja:
Eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do
auditor independente
6. O auditor independente deve executar procedimentos de auditoria desenhados
para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente de que todos os eventos
ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor
independente que precisam ser ajustados ou divulgados nas demonstrações
contábeis foram identificados. Não se espera, contudo, que o auditor execute
procedimentos adicionais de auditoria para assuntos para os quais os procedimentos de
auditoria anteriormente aplicados forneceram conclusões satisfatórias (ver item A6).[grifo
nosso]
Além disso, o auditor independente deve executar os procedimentos exigidos pelo
item 6 de forma a cobrir o período entre a data das demonstrações contábeis e a
data do seu relatório, ou o mais próximo possível dessa data. Em outros termos, a
data limite para execução desses procedimentos é a da emissão do seu relatório (09 de
março de 2015).
Portanto, alternativa correta é C.

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6. BIBLIOGRAFIA
BRASIL. Tribunal de Contas da União. Programa de aprimoramento profissional em
Auditoria - proaudi. Auditoria Governamental. Brasília, DF. 2011. Disponível
em:<http://portal.tcu.gov.br/biblioteca-digital/curso-de-auditoria-governamental-1.htm>.
Acesso em 15 de janeiro de 2019.

_______. Conselho Federal de Contabilidade. NBC TA – de Auditoria Independente de


Informação Contábil Histórica. NBC TA 560(R1) – Eventos Subsequentes. Disponível em:
<
http://www2.cfc.org.br/sisweb/sre/detalhes_sre.aspx?Codigo=2016/NBCTA560(R1)&arqui
vo=NBCTA560(R1).doc>. Acesso em 15 de janeiro de 2019.

_______. Conselho Federal de Contabilidade. NBC TA – de Auditoria Independente de


Informação Contábil Histórica. NBC TA 530 – Amostragem em auditoria. Disponível em: <
http://www.cfc.org.br/sisweb/sre/detalhes_sre.aspx?Codigo=2009/001222>. Acesso em 15
de janeiro de 2019.

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria: um curso moderno e completo. 8ªedição. São


Paulo: Atlas, 2012.

ATTIE, William. Auditoria: conceitos e aplicações. 5ª edição. São Paulo: Atlas, 2010.

CREPALDI, Sílvio Aparecido. Auditoria contábil: teoria e prática. 10ª edição. São Paulo:
Atlas, 2016.

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