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Aula 12

Auditoria Governamental para Auditor de Controle Interno

CGE
CEARÁ
PETRO

AUDITORIA GOVERNAMENTAL
C o py r i g ht © 2 0 1 8 p o r P r ol u n o AUDITOR DE CONTROLE INTERNO
T o d o s os di r e i t os r e s e r v a d os
PROF. 1TONYVAN CARVALHO
Aula 12
Auditoria Governamental para Auditor de Controle Interno

Introdução
Bem-vindo, Concursante! É com grande satisfação estar iniciando
nossa décima terceira aula do curso de Auditoria Governamental para
Auditor Interno da CGE CE . Daremos continuidade com o Simulado e
revisão em mapas .

Feita essa breve intro dução, daremos início ao curso, seguindo roteiro
abaixo:

Au la Tem a In í ci o em Pr o gr es so Por cen ta gem


Governança e análise de risco.
Governança no setor público. O papel da
auditoria na estrutura de governança.
Au la 0 Estrutura conceitual de análise de risco 12/12 0%
(COSO). Elementos de risco e controle.
Aplicação da estrutura conceitual de
análise de risco. (PARTE 01)
Governança e análise de risco.
Governança no setor público. O papel da
auditoria na estrutura de governança.
Au la 1 Estrutura conceitual d e análise de risco 17/12 8%
(COSO). Elementos de risco e controle.
Aplicação da estrutura conceitual de
análise de risco. (PARTE 02)
Nor mas da INT OSAI: Declaração de
Li ma. Códi go de ét ica e padrões de
auditoria. Auditoria no setor público
Au la 2 22/12 17%
estadual. Operacionalidade. Nor mas
relativas à execução dos trabalhos.
(PARTE 01)
Nor mas da INT OSAI: Declaração de
Li ma. Códi go de ét ica e padrões de
auditoria. Auditoria no setor público
Au la 3 27/12 25%
estadual. Operacionalidade. Nor mas
relativas à execuç ão dos trabalhos.
(PARTE 02)
Nor mas do IIA: O papel das nor mas de
auditoria. Nor mas internacionais para o
exercício profissional da auditoria
interna. Definição de auditoria interna,
independência, prof iciência e zelo
profissional, des envol vimento
Au la 4 profissional contínuo, programa de 02/01 33%
garantia de qualidade, planej amento,
execução do trabal ho de auditoria,
comunicação de resultados,
monitoramento do progresso, resolução
da aceitação dos riscos pela
administração.

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Au la Tem a In í ci o em Pr o gr es so Por cen ta gem


Nor mas vi gentes de auditoria
independente das demonstrações
Au la 5 contábeis emanadas pelo Conselho 07/01 42%
Federal de Contabilidade (CFC): NBC TA
200(R1)

Planej amento. Programas de auditoria.


Au la 6 09/01 50%
Papéis de trabalho.

Amostragem estatística em auditoria.


Au la 7 18/01 58%
Eventos ou transações subsequentes.

Testes de auditoria. Revisão analítica.


Entrevista. Conferência de cálculo.
Au la 8 20/01 67%
Confir mação. Interpretação das
infor mações. Obser vação.

Procedi mentos de auditoria em áre as


Au la 9 23/01 75%
específicas das demonstrações contábeis.

Nor mas relativas à opinião do auditor.


Au la 1 0 25/01 83%
Relatórios e pareceres de auditoria

Aspectos Gerais de Auditoria


Au la 1 1 31/01 92%
Governamental
Au la 1 2 Si mulado e revisão em mapas. 02/02 100%

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SIMULADO E REVISÃO EM MAPAS

1. CONTEXTUALIZAÇ ÃO ................................................................... 5

2. REVIS ÃO EM MAP AS MENTAIS ..................................................... 6

3. SIMULADO ...................................................................................38

4. G ABARITO ...................................................................................45

5. SIMULADO COMENTAD O .............................................................46

6. AGRADECIMENTOS .....................................................................78

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1. Contextualização
A aula de hoje é diferente. Será apresentada uma consolidação de
todos os 70 mapas mentais explorados durante o curso, bem como um
simulado com 25 questões.

A nossa ideia é de antever o que tem grande probabili dade de cair na


sua prova de Auditoria Governamental!

Ressalte-se que nosso curso contemplou 13 aulas, com 237 questões


comentadas na íntegra.

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2. Revisão em mapas mentais


2.1 Governança e análise de risco. Governança no setor público. O papel
da auditoria na estrutura de governança. Estrutura conceitual de análise
de risco (COSO). Elementos de risco e controle. Aplicação da estrutura
conceitual de análise de risco.

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2.2 Normas da INTOS AI: Declaração de Lima. Código de ética e padrões
de auditoria. Auditoria no setor público estadual. Operacionalidade.
Normas relativas à execução dos trabalhos.

INTEGRIDADE Correto e justo.

INDEPENDÊNCIA Ausência de influências externas.


PRINCÍPIOS ÉTICOS DA

OBJETIVIDADE Extatos.
INTOSAI

IMPARCIALIDADE Ausência de influências externas.

NEUTRALIDADE
POLÍTICA Ausência de conflitos profissionais

CONFLITO DE
INTERESSES Ausência de relação com o ente auditado.

SEGREDO Informações obtidas não devem ser


PROFISSIONAL reveladas.

COMPETÊNCIA
PROFISSIONAL Altos níveis de profissionalismo

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2.3 Normas do II A: O papel das normas de auditoria. Normas


internacionais para o exercício profissional da auditoria interna .

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2.4 Normas vigentes de auditoria independente das demonstrações


contábeis emanadas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC): NBC
TA 200(R1).

DIFERENÇ AS ENTRE AUDI TORI A I NTERN A E EXTERN A

Elementos Auditoria Interna Auditoria Externa


Sujeito Funcionários da Prof issional
empresa independente
Ação e Exames dos controles Exame das
Objeti vo operacionais demonstrações f inanceiras
Finalidade Promover melhor ias nos Opinar sobre as
controles operacionais demonstrações f inanceiras
Relatório
Recomendações Relatór io
principal
Grau de
Menos amplo Mais amplo
independência
Interessados Empresa e público em
Empresa
no trabalho geral
Responsabilid Prof issional, civil e
Trabalhista
ade criminal
Continuidade
Cont ínuo Periódico / Pontual
do trabalho
Tipo de
Contábil e operacional Contábil
Auditoria
Quem exerce 2
Contador com registro no CRC
a ativi dades
Documento
Relatór io
que produz

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2.5 Planejamento da auditoria. Papéis de trabalho .

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2.6 Amostragem estatística em auditoria. Eventos ou transações
subsequentes.

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2.7 Evidência de Auditoria . Testes e Procedimentos de Auditoria .

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2.8 Normas relativas à opinião do auditor. Relatórios e pareceres de


auditoria

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2.9 Procedimentos de auditoria em áreas específicas das demonstrações
contábeis.
Auditoria dos componentes patrimoniais
Os procedimentos aplicáveis à auditoria das contas variam de acordo com o
auditor. A título de exemplificação, apresentamos alguns dos procedimentos
básicos de auditoria que podem ser aplicados aos principais elementos que
compõem o balanço patrimonial. Além dos procedimentos indicados, outros
podem ser aplicados, de acordo com as circunstâncias.

Auditoria das disponibilidades


A auditoria do disponível tem a finalidade de:
a) determinar sua existência, que poderá estar na companhia, em bancos ou
com terceiros;
b) determinar se e pertencente à companhia;
c) determinar se foram utilizados os princípios de contabilidade geralmente
aceitos, em bases uniformes;
d) determinar a existência de restrições de uso ou de vinculações em
garantia;
e) determinar se está corretamente classificado nas demonstrações
financeiras e se as divulgações cabíveis foram expostas por notas
explicativas.
Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados : contagem
de caixa, fundo fixo, aplicação financeira, confirmação de saldos bancários,
pessoas autorizadas a assinar, aplicações financeiras, exames em
documentos, cheques pagos, avisos bancários, aplica ções financeiras, atas
de assembleias ou reuniões, contratos, cálculos de conciliações, razão
auxiliar dos bancos, juros pagos ou recebidos, observação de classificações
contábeis, etc.

Auditoria das Contas a Receber


A auditoria das contas a receber tem a finalidade de:
a) determinar sua existência e representatividade contra os devedores
envolvidos;
b) determinar se e de propriedade da companhia;
c) determinar se foram utilizados os princípios de contabilidade geralmente
aceitos, em bases uniformes;

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d) determinar a existência de restrições de uso, de vinculações em garantia
ou de contingências;
e) determinar que esta corretamente classificada nas demonstrações
financeiras e que as divulgações aplicáveis foram expostas por notas
explicativas.
Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados : contagem
de duplicatas a receber, títulos a receber, adiantamentos concedidos a
fornecedores e funcionários, exame de vendas, contratos, cálculo da soma
de juros, duplicatas a receber, exame das contas, investi gação detalhada
das vendas, investigação na baixa de duplicatas, inquérito, observação de
princípios contábeis, etc.

Auditoria dos Estoques


A auditoria dos estoques tem a finalidade de:
a) determinar sua existência, que poderá estar na companhia, em custo dia
com terceiros ou em transito;
b) determinar se e pertencente à companhia;
c) determinar se foram aplicados os princípios de contabilidade geralmente
aceitos, em bases uniformes;
d) determinar a existência de estoques penhorados ou dados em garantia; e.
e) determinar se estão corretamente classificados nas demonstrações
financeiras e se as divulgações cabíveis foram expostas por notas
explicativas.
Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados : exame de
estoques de matérias -primas, processo, confirmações de materiais e
estoques com terceiros, exame de notas fiscais de compra e venda,
contratos, cálculos de impostos, preço unitário, exame das contas de
produtos acabados, em processo, etc.

Auditoria das Despesas Antecipadas


A auditoria das despesas antecipadas, classificadas como ativo circulante
tem a finalidade de:
a) determinar que representam gastos efetivos que irão beneficiar o período
subsequente;
b) determinar se foram utilizados em bases uniformes os princípios de
contabilidade geralme nte aceitos;

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c) determinar se estão corretamente classificadas nas demonstrações
financeiras e se as divulgações cabíveis foram expostas nas notas
explicativas.
Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados :
confirmação com empresas de seguro, exame de faturas, notas fiscais,
apólices de seguro, cálculo da amortização mensal, observação dos
controles internos, etc.

Auditoria do Realizável à Longo Prazo


Os objetivos de auditoria e os procedimentos de auditoria relacionados com
o realizável a lo ngo prazo são os mesmos que os aplicados ao caixa, contas
a receber e estoques, uma vez que as contas classificadas no realizável a
longo prazo são da mesma natureza daquelas, diferenciando -se apenas
quanto a realização, visto que ocorre em prazo superior a um exercício da
data de encerramento das demonstrações financeiras.
A Lei das S.A. determina a classificação como realizável a longo prazo para
os direitos após o término do exercício seguinte, assim como os derivados de
vendas, adiantamentos ou emprésti mos a sociedades coligadas ou
controladas, diretores, acionistas ou participantes no lucro da companhia,
que não constituírem negócios usuais na exploração do objeto da companhia.

Auditoria dos Investimentos


A auditoria dos investimentos classificados no ativo permanente tem a
finalidade de:
a) determinar sua existência em poder da companhia ou em custodia com
terceiros;
b) determinar se e de propriedade da companhia;
c) determinar se foram utilizados os princípios de contabilidade geralmente
aceitos, em bases uniformes;
d) determinar a existência de vinculações em garantia;
e) determinar se a receita ou o prejuízo apropriável ao período foram
adequadamente contabilizados;
f) determinar se estão corretamente classificados nas demonstrações
financeiras e se as divulgações cabíveis foram expostas por notas
explicativas.
Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados : exame e
contagem física dos investimentos, confirmação com terceiros, exame
documental das vendas, compras, cálculo da participação a cionária,

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registros, correlação entre contas do ativo e passivo, análise da equivalência
patrimonial, observação da classificação adequada dos investimentos, etc.

Auditoria do Imobilizado
A auditoria do imobilizado tem as seguintes finalidades:
a) determinar sua existência física e a permanência em uso;
b) determinar se pertence a companhia;
c) determinar se foram utilizados os princípios de contabilidade geralmente
aceitos, em bases uniformes;
d) determinar se o imobilizado não contém despesas capitalizad as e, por
outro lado, a despesa não contém itens capitalizáveis;
e) determinar se os bens do imobilizado foram adequadamente depreciados e
corrigidos monetariamente eram bases aceitáveis;
f) determinar a existência de imobilizado penhorado, dado em garanti a ou
com restrição de uso;
g) determinar se o imobilizado está corretamente classificado nas
demonstrações financeiras e se as divulgações cabíveis foram expostas por
notas explicativas.
Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados : exame de
bens, inspeção em obras em andamento, confirmação das escrituras em
cartório, exame de documentos de compra e venda, cálculo da depreciação,
etc.

Auditoria dos Passivos


A auditoria dos passivos tem a finalidade de:
a) determinar se são pertencentes a comp anhia;
b) determinar se foram utilizados os princípios de contabilidade geralmente
aceitos, em bases uniformes;
c) determinar a existência de ativos dados em garantia ou vinculações aos
passivos; e.
d) determinar se estão corretamente classificados nas dem onstrações
financeiras, e se as divulgações cabíveis foram expostas por notas
explicativas.
Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados : contagem
de contas a pagar, confirmação com fornecedores, exame de notas fiscais,
cálculo dos encargos, impostos a pagar, exame das contas do passivo,
verificação de passivos não registrados, etc.

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Auditoria do Patrimônio Líquido


A auditoria do patrimônio líquido tem as seguintes finalidades:
a) determinar se as ações ou o titulo de propriedade do capital so cial foram
adequadamente autorizados e emitidos;
b) determinar se toda a norma descrita nos estatutos social as obriga -96es
sociais e legais foram cumpridas;
c) determinar se foram utilizados os princípios de contabilidade geralmente
aceitos, em bases unif ormes;
d) determinar a existência de restrições de uso das contas patrimoniais;
e) determinar se o patrimônio líquido está corretamente classificado nas
demonstrações financeiras, se as divulgações cabíveis foram expostas por
notas explicativas.

Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados : contagem


das ações, confirmação da participação acionária, exame em documentos,
atas, estatutos, exame em contas de reserva, correlação entre saldos de
reservas e resultado do exercício, etc.

Auditoria do Resultado
A auditoria do resultado tem como finalidades:
a) determinar se todas as receitas, custos e despesas atribuídos ao período
estão devidamente comprovados e contabilizados;
b) determinar se todas as receitas, custos e despesas não atribuídos ao
período ou que beneficiem exercícios futuros estão corretamente diferidos.
c) determinar se os custos e despesas estão corretamente contrapostos as
receitas devidas,
d) determinar se as receitas, custos e despesas estão contabilizadas de
acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceitos, em bases
uniformes;
e) determinar se as receitas, custos e despesas estão corretamente
classificadas nas demonstrações financeiras, e se as divulgações cabíveis
foram expostas por notas explicativas.
Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados : exame
das contas correlatas ao balanço patrimonial, estudo e avaliação dos
controles internos e testes de procedimentos, estudo, análise e exame das
contas de resultado.

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Testes para superavaliação e subavaliaç ão


No teste de superavaliação, o auditor parte do valor registrado no razão
geral para o documento -suporte da transação.

RAZÃO GERAL

REGISTRO FINAL

REGISTRO INTERMEDIÁRIO

REGISTRO INICIAL

DOCUMENTO

No teste para subavaliação, o auditor parte do documento para o razão geral,


agindo de forma contraria ao do teste de superavaliação.

DOCUMENTO

REGISTRO INCIAL

REGISTRO INTERMEDIÁRIO

REGISTRO FINAL

RAZÃO

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Ativo fictício Bem ou direito registrado, mas não existe!
Passivo oculto Obrigações não registradas (ou a menor), mas existem!
Manutenção no passivo de obrigações já pagas ou
manutenção no passivo de obrigações cuja exigibilidade
Passivo fictício
não seja comprovada. (Obrigações registradas, mas não
existem!)
Ativo oculto Bem ou direito não registrado, mas existe!

2.10 Aspectos Gerais de Auditoria Governamental

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Tipos de técnicas
de auditoria

Física Documental Testemunhal Analítica

Formas mais utilizadas de observação direta:

Identificada: o pesquisador observa de maneira espontânea os fatos que ocorrem


no ambiente em estudo e procura registrar o máximo de ocorrências que
interessam ao seu trabalho, devendo-se evitar o mínimo de alteração no ambiente.

Não-identificada: o pesquisador observa de maneira espontânea os fatos que


ocorrem no ambiente em estudo e procura registrar o máximo de ocorrências que
interessam ao seu trabalho, porém a comunicação e a informação ao auditado
sobre o trabalho em andamento são feitas somente ao término da visita;

Sistemática: o pesquisador elabora plano de observação baseado no conhecimento


dos aspectos que são significativos para alcance dos objetivos da observação. Essa
forma requer algum conhecimento do problema em estudo para permitir
estabelecer as categorias que guiarão a análise da situação;

Assistemática: o pesquisador está mais livre, sem fichas ou listas de registro.


Geralmente, em visitas exploratórias, utiliza-se essa forma de observação para
formar juízo de valor e aumentar o entendimento sobre o objeto auditado. As
informações obtidas podem ou não ser registradas formalmente.

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3. Simulado
1. (CESPE - Auditor Estadual (TCM-BA)/Infraestrutura - 2018) Um sistema de controle
interno eficaz reduz, a níveis aceitáveis, o risco de não se atingir o objetivo de uma
entidade e pode estar relacionado a uma, a duas ou a todas as três categorias de objetivos.
Nesse contexto, a determinação de que os componentes e princípios relacionados
continuem a existir na operação e na condução do sistema de controle interno para atingir
objetivos especificados refere-se
a) à presença.
b) ao funcionamento.
c) ao monitoramento.
d) à abrangência.
e) à estrutura.

2. (CESPE - Auditor Estadual (TCM-BA)/Infraestrutura - 2018) De acordo com o COSO


(Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission), o controle interno é
um processo conduzido pela estrutura de governança, administração e outros profissionais
da entidade, e desenvolvido para proporcionar segurança razoável com respeito à
realização dos objetivos relacionados a operações, divulgação e conformidade. O
componente de controle interno em que se avaliam e se comunicam as deficiências no
controle interno aos responsáveis por tomar ações corretivas, inclusive a estrutura de
governança e alta administração, é designado
a) ambiente de controle.
b) avaliação de riscos.
c) atividades de controle.
d) informação e comunicação.
e) atividades de monitoramento.

3. (CESPE - Auditor Estadual (TCM-BA)/Controle Externo - 2018) A metodologia de


avaliação dos controles internos de determinada entidade, que tem por objetivo garantir a
adequação e a consistência desses controles, prevê a execução de diversas etapas, em
uma sequência lógica. Nessa avaliação, a última etapa a ser executada consiste na
a) realização de testes de observância das normas internas e legais.
b) execução de entrevistas com os empregados da entidade.
c) elaboração de fluxogramas.
d) identificação dos controles essenciais ao sistema.
e) inspeção física da operação normal da entidade.

4. (CESPE - Auditor Estadual (TCM-BA)/2018/Controle Externo - 2018) De acordo com


o COSO (Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission), o sistema
de controle interno das organizações deve seguir determinadas regras e obedecer a certos
requisitos, delimitados por uma estrutura integrada. A respeito desse assunto, assinale a
opção correta.
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a) A observância estrita das políticas e dos procedimentos é suficiente para se considerar
eficaz o controle interno.
b) A estrutura do controle interno proposta pelo COSO está voltada exclusivamente para
organizações de grande porte.
c) O COSO, por meio da estrutura de controle interno, busca viabilizar um grau razoável de
segurança para os objetivos da entidade.
d) Os objetivos de conformidade se relacionam à eficácia e à eficiência das operações da
entidade.
e) O ambiente de controle restringe-se à integridade e aos valores éticos da organização.

5. (CESPE - Auditor do Estado (CAGE RS) - 2018) A administração de uma universidade


estadual identificou e avaliou os riscos associados com a gerência da residência estudantil:
concluiu que a referida gerência não possuía internamente os requisitos necessários e as
funcionalidades para administrar eficazmente essa grande propriedade residencial, razão
pela qual optou por terceirizar a administração da residência para uma empresa
especializada, que, entre outros fatores, tivesse condições de reduzir o impacto e a
probabilidade de riscos.
De acordo com o COSO, a categoria de resposta a risco descrita na situação hipotética
apresentada é
a) compartilhar.
b) evitar.
c) reduzir.
d) aceitar.
e) acolher.

6. (CESPE - Auditor do Estado (CAGE RS) - 2018) Determinado componente do


gerenciamento de riscos corporativos permite que a organização considere até que ponto
eventos em potencial podem impactar o atingimento de seus objetivos. O COSO denomina
esse componente de
a) monitoramento.
b) atividades de controle.
c) avaliação de riscos.
d) identificação de eventos.
e) informações e comunicações.

7. (CESPE - Auditor do Estado (CAGE RS) - 2018) Diversos tipos de alterações, como,
por exemplo, nas condições demográficas, nos costumes sociais, nas estruturas das
famílias, nas prioridades de trabalho, podem provocar mudanças na demanda de produtos
e serviços, novos locais de compra, demandas relacionadas a recursos humanos e
paralisações da produção. De acordo com o COSO, as relações entre essas alterações e
seus efeitos são consideradas eventos
a) políticos.

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b) de meio ambiente.
c) sociais.
d) pessoais.
e) econômicos.

8. (CESPE - Auditor do Estado (CAGE RS) - 2018) Entre as quatro categorias de


objetivos organizacionais estabelecidas pelo COSO inclui-se a categoria dos objetivos
operacionais, cujo propósito é
a) assegurar o cumprimento das leis e dos regulamentos.
b) utilizar de forma eficaz e eficiente os recursos.
c) viabilizar o atingimento de metas no nível mais elevado, alinhando-se e fornecendo apoio
à missão.
d) evitar a perda de ativos ou recursos da organização.
e) atestar a confiabilidade dos relatórios.

9. (CESPE - Auditor do Estado - CAGE RS - 2018) Conforme a INTOSAI, a norma de


auditoria destinada a determinar a existência dos parentescos adequados entre as rubricas
e entre seus distintos elementos, de forma que se possam detectar possíveis erros e
tendências irregulares, denomina-se
a) planejamento.
b) provas de auditoria.
c) supervisão e revisão.
d) exame das contas.
e) exame e avaliação do controle interno.

10. (CESPE - Auditor do Estado - CAGE RS - 2018) Os auditores devem conhecer e


cumprir as normas, as políticas, os procedimentos e as práticas aplicáveis de auditoria,
contabilidade e gestão financeira, bem como devem compreender, de maneira adequada,
os princípios e as normas constitucionais, legais e institucionais que regem o
funcionamento da entidade fiscalizada. De acordo com o Código de Ética da INTOSAI, a
afirmação acima refere-se ao princípio ético
a) desenvolvimento profissional.
b) neutralidade política.
c) imparcialidade.
d) independência.
e) competência profissional.

11. (CESPE - Auditor de Controle Externo - TCE-PA - Administração/Administrativa -


2016) Com base no disposto nas normas da INTOSAI (International Organization of
Supreme Audit Institutions), julgue o item a seguir.

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De acordo com a INTOSAI, ceticismo profissional é uma atitude de descrença e
contestação que deve ser mantida, durante toda a auditoria, na avaliação da suficiência e
da idoneidade da evidência obtida.

12. (CESPE - Auditor do Estado - CAGE RS - 2018) De acordo com o Instituto


Internacional de Auditores Internos, os conhecimentos, as habilidades e outras
competências que se exigem dos auditores internos para o desempenho eficaz de suas
responsabilidades profissionais referem-se
a) à proficiência profissional.
b) ao zelo profissional.
c) ao desenvolvimento profissional.
d) à independência.
e) à objetividade.

13. (CESPE – Técnico (EBSERH) / Contabilidade / CESPE – 2018) Acerca das


conciliações contábeis e do balancete de verificação, julgue o item a seguir.
A auditoria contábil tem a mesma finalidade da perícia contábil.

14. (CESPE – Analista Judiciário (STM) / Contabilidade / Apoio Especializado - 2018)


À luz das Normas Brasileiras de Contabilidade do Conselho Federal de Contabilidade que
tratam do auditor independente e da auditoria independente de informação contábil
histórica, julgue o item subsequente.
Os objetivos gerais do auditor na condução de auditoria de demonstrações contábeis
consistem em: obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um
todo estão livres de distorção relevante; apresentar relatório sobre as demonstrações
contábeis em conformidade com as normas.

15. (CESPE – Auditor do Estado (CAGE RS) – 2018) A respeito de auditoria de


demonstrações financeiras, assinale a opção correta.
a) O controle interno é responsável por preparar demonstrações financeiras livres de
distorções, fraudes e erros.
b) Para que o trabalho do auditor seja realizado com eficiência, basta que a ele seja
franqueado o acesso às informações consideradas no processo de elaboração das
demonstrações.
c) Cabe ao auditor fazer estimativas contábeis, selecionar e aplicar políticas e práticas
contábeis adequadas.
d) As notas explicativas devem atender exclusivamente a usuários específicos, com
propósitos especiais.
e) A auditoria realizada nas demonstrações financeiras não exime a responsabilidade da
administração pela sua elaboração.

16. (CESPE – Auditor do Estado (CAGE RS) – 2018) As finalidades da documentação de


auditoria incluem
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I permitir que a equipe de trabalho seja responsabilizada por seu trabalho.
II manter o registro de assuntos de importância recorrente para auditorias futuras.
III permitir a condução de inspeções externas em conformidade com as exigências legais.
Assinale a opção correta.
a) Apenas um item está certo.
b) Apenas os itens I e II estão certos.
c) Apenas os itens I e III estão certos.
d) Apenas os itens II e III estão certos.
e) Todos os itens estão certos.

17. (CESPE – Auditor do Estado (CAGE RS) – 2018) A estratégia global e o plano de
auditoria são processos
a) estanques.
b) dependentes.
c) sucessivos.
d) autônomos.
e) relacionados.

18. (CESPE – Perito Criminal da Polícia Federal/Área 1/ Ciências Contábeis - 2018)


Julgue os itens a seguir, relativos aos trabalhos de auditoria e perícia.
Na definição do tamanho da amostra que o auditor utilizará para formar sua opinião sobre
as demonstrações contábeis da auditada, quanto maior for o valor da distorção esperada
na população analisada, maior deverá ser o tamanho da amostra.

19. (CESPE – Auditor Estadual (TCM-BA)/Infraestrutura - 2018) Os testes de auditoria


que visam à obtenção de evidência quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados
produzidos pelos sistemas de informações da entidade são denominados
a) aprovações.
b) observância.
c) salvaguarda.
d) segregações.
e) substantivos.

20. (CESPE – Auditor Estadual (TCM-BA)/Controle Externo - 2018) Na aplicação dos


testes de observância, o auditor deve verificar a
a) existência dos componentes patrimoniais em determinada data.
b) existência e a efetividade dos controles internos.
c) ocorrência efetiva das transações contabilmente registradas.
d) conformidade entre os mecanismos de avaliação patrimonial e as normas.

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e) existência de eventos ou itens patrimoniais não registrados.

21. (CESPE– Auditor Estadual (TCM-BA)/Controle Externo - 2018) Se, depois de aceitar
o trabalho, o auditor tomar conhecimento de que a administração impôs uma limitação ao
alcance da auditoria, o auditor, imediatamente, deve
a) emitir relatório com opinião adversa.
b) solicitar que a administração retire a limitação.
c) emitir relatório com ressalva.
d) comunicar o assunto aos responsáveis pela governança.
e) renunciar ao trabalho de auditoria.

22. (CESPE – Auditor do Estado (CAGE RS) – 2018) Opinião adversa aplica-se
a) quando a obtenção de auditoria apropriada e suficiente for possível.
b) às demonstrações contábeis que apresentam distorções relevantes, mas não
generalizadas.
c) às demonstrações contábeis que apresentam distorções relevantes e generalizadas.
d) às demonstrações contábeis que apresentam distorções generalizadas, mas não
relevantes.
e) quando a obtenção de evidência de auditoria apropriada e suficiente for impossível.

23. (CESPE - Auditor Estadual (TCM-BA)/Infraestrutura - 2018) Os atributos que devem


acompanhar as evidências, elementos essenciais e comprobatórios dos achados de
auditoria, são
a) razoabilidade, plausibilidade, materialidade e suficiência.
b) validade, confiabilidade, relevância e suficiência.
c) integralidade, abrangência, materialidade e legalidade.
d) razoabilidade, confiabilidade, integralidade e plausibilidade
e) validade, adequação, relevância e legalidade.

24. (CESPE - Auditor Estadual (TCM-BA) / Infraestrutura - 2018) Examinar a


economicidade, eficiência, eficácia e efetividade de organizações, programas e atividades
governamentais, com a finalidade de avaliar o seu desempenho e de promover o
aperfeiçoamento da gestão pública são objetivos da auditoria
a) de conformidade.
b) contábil.
c) financeira.
d) operacional.
e) patrimonial.

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25. (CESPE - Auditor Estadual (TCM-BA)/Controle Externo/CESPE - 2018) A matriz de
achados de auditoria deve
a) restringir-se às constatações e informações obtidas durante a execução da auditoria.
b) ser elaborada depois da confecção do relatório final de auditoria.
c) conter uma única causa para cada achado de auditoria.
d) conter todas as propostas de deliberação.
e) ser validada mediante de um painel de referência.

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4. Gabarito

1 B
2 E
3 A
4 C
5 A
6 C
7 C
8 B
9 D
10 E
11 ERRADO
12 A
13 ERRADO
14 CERTO
15 E
16
17 ANULAD A
18 CERTO
19 E
20 B
21 B
22 C
23 B
24 D
25 E

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5. Simulado Comentado
1. (CESPE - Auditor Estadual (TCM-BA)/Infraestrutura - 2018) Um sistema de controle
interno eficaz reduz, a níveis aceitáveis, o risco de não se atingir o objetivo de uma
entidade e pode estar relacionado a uma, a duas ou a todas as três categorias de objetivos.
Nesse contexto, a determinação de que os componentes e princípios relacionados
continuem a existir na operação e na condução do sistema de controle interno para atingir
objetivos especificados refere-se
a) à presença.
b) ao funcionamento.
c) ao monitoramento.
d) à abrangência.
e) à estrutura.
Comentários:
O Sumário Executivo de Controle Interno - Estrutura Integrada (2013, p.11), do
Committee of Sponsoring Organization, Coso I, estabelece os requisitos para um sistema
eficaz de controle interno. A questão aborda um desses requisitos – o funcionamento.
Veja:
Controle interno eficaz
A Estrutura estabelece os requisitos para um sistema eficaz de controle interno, que
proporciona segurança razoável acerca da realização dos objetivos da entidade. Um
sistema de controle interno eficaz reduz, a um nível aceitável, o risco de não se
atingir o objetivo de uma entidade e pode estar relacionado a uma, duas ou todas as
três categorias de objetivos. O sistema requer:
• A presença e o funcionamento de cada um dos cinco componentes e princípios
relacionados. “Presença” refere-se à determinação da existência dos componentes e
princípios relacionados no desenho e na implementação do sistema de controle interno
para atingir objetivos especificados. “Funcionamento” refere-se à determinação de que
os componentes e princípios relacionados continuem a existir na operação e na
condução do sistema de controle interno para atingir objetivos especificados;
• Os cinco componentes operam em conjunto de forma integrada. “Operam em conjunto”
refere-se à determinação de que todos os cinco componentes, em conjunto, reduzam a um
nível aceitável o risco de não se atingir o objetivo. Os componentes não devem ser
considerados de forma separada; eles operam em conjunto como um sistema integrado.
Os componentes são interdependentes e contam com uma profusão de inter-
relacionamentos e ligações entre si, especialmente a maneira como os princípios interagem
dentro e entre todos os componentes.[...][grifo nosso]
Ressalta-se que o controle interno da entidade é composto por cinco componentes inter-
relacionados, quais sejam: Ambiente de controle, Processo de avaliação de risco da
entidade, Sistema de informação e comunicação, Atividade de controle e Monitoramento.
Portanto, alternativa correta é B.

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2. (CESPE - Auditor Estadual (TCM-BA)/Infraestrutura- 2018) De acordo com o COSO
(Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission), o controle interno é
um processo conduzido pela estrutura de governança, administração e outros profissionais
da entidade, e desenvolvido para proporcionar segurança razoável com respeito à
realização dos objetivos relacionados a operações, divulgação e conformidade. O
componente de controle interno em que se avaliam e se comunicam as deficiências no
controle interno aos responsáveis por tomar ações corretivas, inclusive a estrutura de
governança e alta administração, é designado
a) ambiente de controle.
b) avaliação de riscos.
c) atividades de controle.
d) informação e comunicação.
e) atividades de monitoramento.
Comentários:
COSO é o Comitê das Organizações Patrocinadas, da Comissão Nacional sobre Fraudes
em Relatórios Financeiros. É uma entidade do setor privado, sem fins lucrativos, voltada
para o aperfeiçoamento da qualidade de relatórios financeiros.
Segundo o COSO I, “existe uma relação direta entre os objetivos, que são o que a entidade
busca alcançar, os componentes, que representam o que é necessário para atingir os
objetivos, e a estrutura organizacional da entidade (as unidades operacionais e entidades
legais, entre outras). Essa relação pode ser ilustrada na forma de um cubo.”

A Estrutura estabelece 17 princípios, que representam os conceitos fundamentais


associados a cada componente. Como esses princípios são originados diretamente dos
componentes, uma entidade poderá ter um controle interno eficaz ao aplicar todos os
princípios. Todos os princípios aplicam-se aos objetivos operacionais, divulgação e
conformidade. Os princípios que apoiam os componentes do controle interno estão
relacionados a seguir.
a) Ambiente de controle:
1. A organização demonstra ter comprometimento com a integridade e os valores éticos.

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2.A estrutura de governança demonstra independência em relação aos seus executivos e
supervisiona o desenvolvimento e o desempenho do controle interno.
3. A administração estabelece, com a supensão da estrutura de governança, as estruturas,
os níveis de subordinação e as autoridades e responsabilidades adequadas na busca dos
objetivos.
4. A organização demonstra comprometimento para atrair, desenvolver e reter talentos
competentes, em linha com seus objetivos.
5. A organização faz com que as pessoas assumam responsabilidade por suas funções de
controle interno na busca pelos objetivos.
b) Avaliação de riscos:
6. A organização especifica os objetivos com clareza suficiente, a fim de permitir a
identificação e a avaliação dos riscos associados aos objetivos.
7. A organização identifica os riscos à realização de seus objetivos por toda a entidade e
analisa os riscos como uma base para determinar a forma como devem ser gerenciados.
8. A organização considera o potencial para fraude na avaliação dos riscos à realização
dos objetivos.
9. A organização identifica e avalia as mudanças que poderiam afetar, de forma
significativa, o sistema de controle interno.
c) Atividades de controle:
10. A organização seleciona e desenvolve atividades de controle que contribuem para a
redução, a níveis aceitáveis, dos riscos à realização dos objetivos.
11. A organização seleciona e desenvolve atividades gerais de controle sobre a tecnologia
para apoiar a realização dos objetivos.
12. A organização estabelece atividades de controle por meio de políticas que estabelecem
o que é esperado e os procedimentos que colocam em prática essas políticas.
d) Informação e comunicação:
13. A organização obtém ou gera e utiliza informações significativas e de qualidade para
apoiar o funcionamento do controle interno.
14. A organização transmite internamente as informações necessárias para apoiar o
funcionamento do controle interno, inclusive os objetivos e responsabilidades pelo controle.
15. A organização comunica-se com os públicos externos sobre assuntos que afetam o
funcionamento do controle interno.
e) Atividades de monitoramento:
16. A organização seleciona, desenvolve e realiza avaliações contínuas e/ou
independentes para se certificar da presença e do funcionamento dos componentes do
controle interno.
17. A organização avalia e comunica deficiências no controle interno em tempo hábil
aos responsáveis por tomar ações corretivas, inclusive a estrutura de governança e
alta administração, conforme aplicável. [grifo nosso]
Portanto, alternativa correta é E.

3. (CESPE - Auditor Estadual (TCM-BA /Controle Externo - 2018) A metodologia de


avaliação dos controles internos de determinada entidade, que tem por objetivo garantir a
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adequação e a consistência desses controles, prevê a execução de diversas etapas, em
uma sequência lógica. Nessa avaliação, a última etapa a ser executada consiste na
a) realização de testes de observância das normas internas e legais.
b) execução de entrevistas com os empregados da entidade.
c) elaboração de fluxogramas.
d) identificação dos controles essenciais ao sistema.
e) inspeção física da operação normal da entidade.
Comentários:
Segundo o COSO I, o controle interno da entidade é composto por cinco componentes
inter-relacionados, quais sejam: Ambiente de controle, Processo de avaliação de risco da
entidade, Sistema de informação e comunicação, Atividade de controle e Monitoramento.

A Estrutura estabelece 17 princípios, que representam os conceitos fundamentais


associados a cada componente. Como esses princípios são originados diretamente dos
componentes, uma entidade poderá ter um controle interno eficaz ao aplicar todos os
princípios. Todos os princípios aplicam-se aos objetivos operacionais, divulgação e
conformidade. Os princípios que apoiam os componentes do controle interno estão
relacionados a seguir.
a) Ambiente de controle:
1. A organização demonstra ter comprometimento com a integridade e os valores éticos.
2.A estrutura de governança demonstra independência em relação aos seus executivos e
supervisiona o desenvolvimento e o desempenho do controle interno.
3. A administração estabelece, com a supensão da estrutura de governança, as estruturas,
os níveis de subordinação e as autoridades e responsabilidades adequadas na busca dos
objetivos.
4. A organização demonstra comprometimento para atrair, desenvolver e reter talentos
competentes, em linha com seus objetivos.
5. A organização faz com que as pessoas assumam responsabilidade por suas funções de
controle interno na busca pelos objetivos.

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b) Avaliação de riscos:
6. A organização especifica os objetivos com clareza suficiente, a fim de permitir a
identificação e a avaliação dos riscos associados aos objetivos.
7. A organização identifica os riscos à realização de seus objetivos por toda a entidade e
analisa os riscos como uma base para determinar a forma como devem ser gerenciados.
8. A organização considera o potencial para fraude na avaliação dos riscos à realização
dos objetivos.
9. A organização identifica e avalia as mudanças que poderiam afetar, de forma
significativa, o sistema de controle interno.
c) Atividades de controle:
10. A organização seleciona e desenvolve atividades de controle que contribuem para a
redução, a níveis aceitáveis, dos riscos à realização dos objetivos.
11. A organização seleciona e desenvolve atividades gerais de controle sobre a tecnologia
para apoiar a realização dos objetivos.
12. A organização estabelece atividades de controle por meio de políticas que estabelecem
o que é esperado e os procedimentos que colocam em prática essas políticas.
d) Informação e comunicação:
13. A organização obtém ou gera e utiliza informações significativas e de qualidade para
apoiar o funcionamento do controle interno.
14. A organização transmite internamente as informações necessárias para apoiar o
funcionamento do controle interno, inclusive os objetivos e responsabilidades pelo controle.
15. A organização comunica-se com os públicos externos sobre assuntos que afetam o
funcionamento do controle interno.
e) Atividades de monitoramento:
16. A organização seleciona, desenvolve e realiza avaliações contínuas e/ou
independentes para se certificar da presença e do funcionamento dos componentes
do controle interno.
17. A organização avalia e comunica deficiências no controle interno em tempo hábil
aos responsáveis por tomar ações corretivas, inclusive a estrutura de governança e
alta administração, conforme aplicável. [grifo nosso]
Dessa forma, os testes de observância fazem a verificação dos controles internos da
entidade. É analisado se os procedimentos são executados corretamente (existência,
efetividade e continuidade). Uma organização utiliza avaliações contínuas, independentes,
ou uma combinação das duas, para se certificar da presença e do funcionamento de cada
um dos cinco componentes de controle interno, inclusive a eficácia dos controles nos
princípios relativos a cada componente. O componente associado à aplicação dos testes
de observância é o monitoramento, que consiste na última etapa do processo de avaliação
dos controles internos. O monitoramento do controle interno busca assegurar que os
controles funcionem como o previsto e que sejam modificados apropriadamente, conforme
mudanças nas condições.
Portanto, alternativa correta é A.

4. (CESPE - Auditor Estadual (TCM-BA)/Controle Externo - 2018) De acordo com o


COSO (Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission), o sistema

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de controle interno das organizações deve seguir determinadas regras e obedecer a certos
requisitos, delimitados por uma estrutura integrada. A respeito desse assunto, assinale a
opção correta.
a) A observância estrita das políticas e dos procedimentos é suficiente para se considerar
eficaz o controle interno.
b) A estrutura do controle interno proposta pelo COSO está voltada exclusivamente para
organizações de grande porte.
c) O COSO, por meio da estrutura de controle interno, busca viabilizar um grau razoável de
segurança para os objetivos da entidade.
d) Os objetivos de conformidade se relacionam à eficácia e à eficiência das operações da
entidade.
e) O ambiente de controle restringe-se à integridade e aos valores éticos da organização.
Gabarito: C.
Comentários:
Questão aborda aspectos gerais acerca da Estrutura do Coso.
Segundo o COSO I, “existe uma relação direta entre os objetivos, que são o que a entidade
busca alcançar, os componentes, que representam o que é necessário para atingir os
objetivos, e a estrutura organizacional da entidade (as unidades operacionais e entidades
legais, entre outras). Essa relação pode ser ilustrada na forma de um cubo.”

Comentário das alternativas:


Letra A) ERRADA. Segundo o Coso, “um sistema de controle interno eficaz exige mais
do que a estrita observância a políticas e procedimentos: exige, sim, o uso de
julgamento. A administração e a estrutura de governança utilizam-se de julgamento para
determinar que nível de controle é suficiente. A administração e outros membros do grupo
usam julgamento todos os dias para selecionar, desenvolver e distribuir os controles por
toda a entidade”.
Letra B) ERRADA. Essa estrutura está voltada para qualquer organização. De maneira
geral, a estrutura do COSO permite que as organizações desenvolvam, de forma efetiva e
eficaz, sistemas de controle interno que se adaptam aos ambientes operacionais e
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corporativos em constante mudança, reduzam os riscos para níveis aceitáveis e apoiem um
processo sólido de tomada de decisões e de governança da organização.
Letra C) CORRETA. O Sumário Executivo de Controle Interno - Estrutura Integrada
(2013, p.6), do Committee of Sponsoring Organization, corrobora tal entendimento com a
definição de controle interno. Veja:
Controle interno é um processo conduzido pela estrutura de governança, administração e
outros profissionais da entidade, e desenvolvido para proporcionar segurança razoável
com respeito à realização dos objetivos relacionados a operações, divulgação e
conformidade. [grifo nosso]
A Estrutura apresenta três categorias de objetivos, o que permite às organizações se
concentrarem em diferentes aspectos do controle interno:
• Operacional – Esses objetivos relacionam-se à eficácia e à eficiência das operações da
entidade, inclusive as metas de desempenho financeiro e operacional e a salvaguarda de
perdas de ativos.
• Divulgação – Esses objetivos relacionam-se a divulgações financeiras e não
financeiras, internas e externas, podendo abranger os requisitos de confiabilidade,
oportunidade, transparência ou outros termos estabelecidos pelas autoridades normativas,
órgãos normatizadores reconhecidos, ou às políticas da entidade.
• Conformidade – Esses objetivos relacionam-se ao cumprimento de leis e
regulamentações às quais a entidade está sujeita.[grifo nosso]

Letra D) ERRADA. Eficácia e eficiência se relacionam aos objetivos operacionais. Ver


mapa mental acima.
Letra E) ERRADA. O ambiente de controle é mais abrangente, pois representa um
conjunto de normas, processos e estruturas que fornece a base para a condução do
controle interno por toda a organização.
Portanto, alternativa correta é C.

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concluiu que a referida gerência não possuía internamente os requisitos necessários e as
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especializada, que, entre outros fatores, tivesse condições de reduzir o impacto e a
probabilidade de riscos.
De acordo com o COSO, a categoria de resposta a risco descrita na situação hipotética
apresentada é
a) compartilhar.

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b) evitar.
c) reduzir.
d) aceitar.
e) acolher.
Comentários:
COSO é o Comitê das Organizações Patrocinadas, da Comissão Nacional sobre Fraudes
em Relatórios Financeiros. É uma entidade do setor privado, sem fins lucrativos, voltada
para o aperfeiçoamento da qualidade de relatórios financeiros. Segundo esse COSO II, o
Controle Interno apresenta oito componentes, a saber:
1. Ambiente de Controle: demonstra o grau e comprometimento em todos os níveis
da administração, com a qualidade do controle interno em seu conjunto.
2. Avaliação de Riscos: identifica os eventos ou das condições que podem afetar a
qualidade da informação contábil e avaliação dos riscos identificados.
3.Atividades de Controle: medidas e ações integrantes de um sistema de controle
que, se estabelecidas de forma tempestiva e adequada, podem vir a prevenir ou
administrar os riscos inerentes ou em potencial da entidade.
4. Informações e Comunicações: identifica, armazena e comunica toda informação
relevante, a fim de permitir a realização dos procedimentos estabelecidos.
5. Monitoramento: compreende o acompanhamento da qualidade do controle interno,
visando assegurar a sua adequação aos objetivos, ao ambiente, aos recursos e aos
riscos. Pressupõe uma atividade desenvolvida ao longo do tempo.
6. Definição/Fixação de objetivos: definidos pela alta administração, os objetivos
devem ser divulgados a todos os componentes da organização, antes da
identificação dos eventos que possam influenciar na consecução dos objetivos.
7. Identificação de eventos: pode-se planejar o tratamento adequado para as
oportunidades e para os riscos, que devem ser entendidos como parte de um
contexto, e não de forma isolada.
8. Resposta ao risco: para cada risco identificado, será prevista uma resposta, que
pode ser de 4 tipos: evitar, aceitar, compartilhar ou reduzir.
Os componentes de 1 a 5 (cor verde) são comuns ao COSO I e COSO II. Já os ambientes
de 6 a 8 (cor vermelha) são inerentes, somente, ao COSO II.
A questão aborda especificamente uma das respostas aos riscos, que se classificam nas
seguintes categorias, de acordo com o Manual de Gerenciamento de Riscos
Corporativos — Estrutura Integrada (COSO II), do Committee of Sponsoring
Organization:
Evitar – Descontinuação das atividades que geram os riscos. Evitar riscos pode implicar a
descontinuação de uma linha de produtos, o declínio da expansão em um novo mercado
geográfico ou a venda de uma divisão.
Reduzir – São adotadas medidas para reduzir a probabilidade ou o impacto dos riscos, ou,
até mesmo, ambos. Tipicamente, esse procedimento abrange qualquer uma das centenas
de decisões do negócio no dia-a-dia.
Compartilhar – Redução da probabilidade ou do impacto dos riscos pela
transferência ou pelo compartilhamento de uma porção do risco. As técnicas comuns

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compreendem a aquisição de produtos de seguro, a realização de transações de headging
ou a terceirização de uma atividade.
Aceitar – Nenhuma medida é adotada para afetar a probabilidade ou o grau de impacto dos
riscos. [grifo nosso]

Assim, a categoria de resposta a risco descrita na situação hipotética apresentada é


compartilhar (terceirizar a administração da residência para uma empresa especializada).
Portanto, alternativa correta é A.

6. (CESPE - Auditor do Estado (CAGE RS) - 2018) Determinado componente do


gerenciamento de riscos corporativos permite que a organização considere até que ponto
eventos em potencial podem impactar o atingimento de seus objetivos. O COSO denomina
esse componente de
a) monitoramento.
b) atividades de controle.
c) avaliação de riscos.
d) identificação de eventos.
e) informações e comunicações.
Comentários:
A questão aborda um dos oito componentes que compõem o gerenciamento de riscos
corporativos – avaliação de riscos. Segundo o Manual de Gerenciamento de Riscos
Corporativos — Estrutura Integrada (COSO II), do Committee of Sponsoring
Organization (2007, p.12):
O gerenciamento de riscos corporativos é constituído de oito componentes inter-
relacionados, que se originam com base na maneira como a administração gerencia a
organização, e que se integram ao processo de gestão. Esses componentes são os
seguintes:
Ambiente Interno – A administração estabelece uma filosofia quanto ao tratamento de
riscos e estabelece um limite de apetite a risco. O ambiente interno determina os conceitos
básicos sobre a forma como os riscos e os controles serão vistos e abordados pelos
empregados da organização.
Fixação de Objetivos – Os objetivos devem existir antes que a administração identifique as
situações em potencial que poderão afetar a realização destes.

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Identificação de Eventos – Os eventos em potencial que podem impactar a organização
devem ser identificados, uma vez que esses possíveis eventos, gerados por fontes internas
ou externas, afetam a realização dos objetivos.
Avaliação de Riscos – Os riscos identificados são analisados com a finalidade de
determinar a forma como serão administrados e, depois, serão associados aos
objetivos que podem influenciar.
Resposta a Risco – Os empregados identificam e avaliam as possíveis respostas aos
riscos: evitar, aceitar, reduzir ou compartilhar. A administração seleciona o conjunto de
ações destinadas a alinhar os riscos às respectivas tolerâncias e ao apetite a risco.
Atividades de Controle – Políticas e procedimentos são estabelecidos e implementados
para assegurar que as respostas aos riscos selecionados pela administração sejam
executadas com eficácia.
Informações e Comunicações – A forma e o prazo em que as informações relevantes são
identificadas, colhidas e comunicadas permitam que as pessoas cumpram com suas
atribuições.
Monitoramento – A integridade do processo de gerenciamento de riscos corporativos é
monitorada e as modificações necessárias são realizadas. Desse modo, a organização
poderá reagir ativamente e mudar segundo as circunstâncias. O monitoramento é realizado
por meio de atividades gerenciais contínuas, avaliações independentes ou uma
combinação desses dois procedimentos.[grifo nosso]

9. (CESPE - Auditor do Estado - CAGE RS - 2018) Conforme a INTOSAI, a norma de


auditoria destinada a determinar a existência dos parentescos adequados entre as rubricas
e entre seus distintos elementos, de forma que se possam detectar possíveis erros e
tendências irregulares, denomina-se
a) planejamento.
b) provas de auditoria.
c) supervisão e revisão.
d) exame das contas.
e) exame e avaliação do controle interno.
Gabarito: D.

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Comentários:
Na auditoria de conformidade e financeira, e se pertinente em qualquer outra classe de
auditoria, os auditores devem examinar as contas para determinar se foram cumpridas as
normas de contabilidade aceitáveis para a apresentação ou a publicação dos relatórios
financeiros.
Segundo Normas de Auditoria e Código de Ética da Intosai (2001, p.73):
3.6.2 O exame das contas destina-se a determinar a existência dos parentescos
adequados entre elas e entre seus distintos elementos, de forma que possa detectar-
se qualquer erro e qualquer tendência irregular. O auditor deve, portanto, examinar
detalhadamente as contas e determinar:
a. Se foram elaboradas de acordo com as normas de contabilidade aceitáveis;
b. Se foram apresentadas levando em conta as circunstâncias da entidade fiscalizada;
c. Se há informações suficientes sobre as diferentes partidas das mesmas, e;
d. Se as diferentes partidas das contas se preveem e apresentam maneira adequada.[grifo
nosso]
Portanto, alternativa correta é D.
Em relação às demais alternativas:
Letra A) planejamento: objetiva assegurar que uma auditoria de alta qualidade que seja
realizada com a economia, eficiência, eficácia e prontidão devidas.
Letra B) provas de auditoria: objetiva fundamentar os pareceres e as conclusões do
auditor relativas à organização, ao programa, à atividade ou à função fiscalizada, devem
ser apontadas provas adequadas, pertinentes e razoáveis.
Letra C) supervisão e revisão: objetiva que cada nível e cada fase da auditoria deve ser
adequadamente supervisionado durante a realização da mesma e a documentação obtida
deve ser revisada por um membro experiente da equipe.
Letra E) exame e avaliação do controle interno: objetiva determinar a extensão e o
alcance da auditoria, o auditor deve examinar e determinar o grau de confiabilidade do
controle interno.

10. (CESPE - Auditor do Estado - CAGE RS - 2018) Os auditores devem conhecer e


cumprir as normas, as políticas, os procedimentos e as práticas aplicáveis de auditoria,
contabilidade e gestão financeira, bem como devem compreender, de maneira adequada,
os princípios e as normas constitucionais, legais e institucionais que regem o
funcionamento da entidade fiscalizada. De acordo com o Código de Ética da INTOSAI, a
afirmação acima refere-se ao princípio ético
a) desenvolvimento profissional.
b) neutralidade política.
c) imparcialidade.
d) independência.
e) competência profissional.
Gabarito: E.
Comentários:

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A questão aborda um dos princípios éticos da Intosai a ser seguido pelos auditores
pertencentes ao setor público, de acordo com o Código de Ética da Intosai,
especificamente o da competência profissional. Veja:
Competência Profissional
28. Os auditores têm a obrigação de atuar sempre de maneira profissional e de manter
altos níveis de profissionalismo na realização de seu trabalho, com o objetivo de
desempenhar suas responsabilidades de maneira competente e imparcial.
29. Os auditores não devem desenvolver trabalhos para os quais não possuam a
competência profissional necessária.
30. Os auditores devem conhecer e cumprir as normas, as políticas, os
procedimentos e as práticas aplicáveis de auditoria, contabilidade e gestão
financeira. Igualmente, devem compreender, de maneira adequada, os princípios e
normas constitucionais, legais e institucionais que regem o funcionamento da
entidade fiscalizada. [grifo nosso]
Assim, os auditores têm a obrigação de atuar sempre de maneira profissional e de manter
altos níveis de profissionalismo na realização de seu trabalho. Não devem realizar
trabalhos para os quais não possuam a competência profissional necessária e devem
conhecer e cumprir as normas, as diretrizes, os procedimentos e as práticas aplicáveis de
auditoria, bem como entender os princípios e as normas constitucionais, legais e
institucionais que regem as atividades correlatas ao controle externo e o funcionamento da
entidade auditada.
Portanto, alternativa correta é E.
Em relação aos demais princípios éticos:
Letra A) desenvolvimento profissional: “Os auditores devem empregar métodos e
práticas da mais alta qualidade em suas auditorias. Na realização da auditoria e na
emissão de relatórios, os auditores têm a obrigação de aderir aos princípios básicos e às
normas de auditoria geralmente aceitas”.[Código de ética da Intosai, item 32]
Letra B) neutralidade política: “É importante que quando os auditores dediquem-se, ou
estudem a possibilidade de dedicar-se, à atividades políticas, estejam cientes da forma em
que tal dedicação pode vir a afetar – ou parecer afetar – sua capacidade de desempenhar
com imparcialidade suas obrigações profissionais. Se os auditores estão autorizados a
participar de atividades políticas, têm que estar conscientes de que tais atividades podem
provocar conflitos profissionais”. [Código de ética da Intosai, item 21]
Letra C) imparcialidade: “Objetividade e imparcialidade são requisitos de todo trabalho
efetuado pelos auditores e, em particular, em seus relatórios que deverão ser exatos e
objetivos. Portanto, as conclusões contidas nos pareceres e relatórios devem basear-se
exclusivamente nas provas obtidas e organizadas de acordo com as normas de auditoria
da EFS”. [Código de ética da Intosai, item 18]
Letra D) independência: “Em todas as questões relacionadas ao trabalho de auditoria, a
independência dos auditores não deve ser afetada por interesses pessoais ou externos”.
[Código de ética da Intosai, item 17]

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Dessa forma, a avaliação de riscos é o componente que permite uma organização
considere até que ponto eventos em potencial podem impactar a realização dos objetivos.
A administração avalia os eventos com base em duas perspectivas – probabilidade e
impacto – e, geralmente, utiliza uma combinação de métodos qualitativos e quantitativos.
Portanto, alternativa correta é C.

7. (CESPE - Auditor do Estado (CAGE RS) - 2018) Diversos tipos de alterações, como,
por exemplo, nas condições demográficas, nos costumes sociais, nas estruturas das
famílias, nas prioridades de trabalho, podem provocar mudanças na demanda de produtos
e serviços, novos locais de compra, demandas relacionadas a recursos humanos e
paralisações da produção. De acordo com o COSO, as relações entre essas alterações e
seus efeitos são consideradas eventos
a) políticos.
b) de meio ambiente.
c) sociais.
d) pessoais.
e) econômicos.
Comentários:
Eventos são incidentes ou ocorrências originadas a partir de fontes internas ou externas
que afetam a implementação da estratégia ou a realização dos objetivos de uma
organização. Os eventos podem provocar impacto positivo, negativo ou ambos. A questão
aborda um desses eventos - os sociais.
Segundo o Manual de Gerenciamento de Riscos Corporativos — Estrutura Integrada
(COSO II), do Committee of Sponsoring Organization (2007, p.52):
Os fatores externos, com os exemplos de eventos correlatos e as suas implicações,
incluem o seguinte:
Identificação de Eventos
Econômicos – os eventos relacionados contemplam: oscilações de preços, disponibilidade
de capital, ou redução nas barreiras à entrada da concorrência, cujo resultado se traduz em
um custo de capital mais elevado ou mais reduzido, e em novos concorrentes.
Meio ambiente – refere-se aos seguintes eventos: incêndios, inundações ou terremotos,
que provocam danos a fábricas ou edificações, restrição quanto ao uso de matérias-primas
e perda de capital humano.
Políticos – eleição de agentes do governo com novas agendas políticas e novas leis e
regulamentos, resultando, por exemplo, na abertura ou na restrição ao acesso a mercados
estrangeiros, ou elevação ou redução na carga tributária.
Sociais – são alterações nas condições demográficas, nos costumes sociais, nas
estruturas da família, nas prioridades de trabalho/ vida e a atividade terrorista, que, por sua
vez, podem provocar mudanças na demanda de produtos e serviços, novos locais de
compra, demandas relacionadas a recursos humanos e paralisações da produção.
Tecnológicos – são novas formas de comércio eletrônico, que podem provocar aumento na
disponibilidade de dados, reduções de custos de infraestrutura e aumento da demanda de
serviços com base em tecnologia.[grifo nosso]
Portanto, alternativa correta é C.

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8. (CESPE - Auditor do Estado (CAGE RS) - 2018) Entre as quatro categorias de


objetivos organizacionais estabelecidas pelo COSO inclui-se a categoria dos objetivos
operacionais, cujo propósito é
a) assegurar o cumprimento das leis e dos regulamentos.
b) utilizar de forma eficaz e eficiente os recursos.
c) viabilizar o atingimento de metas no nível mais elevado, alinhando-se e fornecendo apoio
à missão.
d) evitar a perda de ativos ou recursos da organização.
e) atestar a confiabilidade dos relatórios.
Comentários:
Questão aborda uma das quatro categorias de objetivos comuns à maioria das
organizações – os objetivos operacionais (operações), segundo o Manual de
Gerenciamento de Riscos Corporativos — Estrutura Integrada (COSO II), do
Committee of Sponsoring Organization (2007, p.11):
Com base na missão ou visão estabelecida por uma organização, a administração
estabelece os planos principais, seleciona as estratégias e determina o alinhamento dos
objetivos nos níveis da organização. Essa estrutura de gerenciamento de riscos
corporativos é orientada a fim de alcançar os objetivos de uma organização e são
classificados em quatro categorias:
Estratégicos – metas gerais, alinhadas com o que suportem à sua missão.
Operações – utilização eficaz e eficiente dos recursos.
Comunicação – confiabilidade de relatórios.
Conformidade – cumprimento de leis e regulamentos aplicáveis.

Portanto, alternativa correta é B.


Em relação às demais alternativas quanto às categorias dos objetivos:
Letra A) ERRADA. Conformidade.
Letra C) ERRADA.. Estratégicos.
Letra D) ERRADA.. Segundo a estrutura do Coso I, Operacional. Veja a explicação a
seguir.
O Sumário Executivo de Controle Interno - Estrutura Integrada (2013, p.6), do
Committee of Sponsoring Organization, apresenta três categorias de objetivos, o que
permite às organizações se concentrarem em diferentes aspectos do controle interno:

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• Operacional – Esses objetivos relacionam-se à eficácia e à eficiência das operações da
entidade, inclusive as metas de desempenho financeiro e operacional e a salvaguarda de
perdas de ativos.
• Divulgação – Esses objetivos relacionam-se a divulgações financeiras e não financeiras,
internas e externas, podendo abranger os requisitos de confiabilidade, oportunidade,
transparência ou outros termos estabelecidos pelas autoridades normativas, órgãos
normatizadores reconhecidos, ou às políticas da entidade.
• Conformidade – Esses objetivos relacionam-se ao cumprimento de leis e
regulamentações às quais a entidade está sujeita.[grifo nosso]

Letra E) ERRADA. Comunicação.


Dessa forma, conclui-se que temos duas alternativas corretas ("b" e "d"), o que levaria a
anulação da questão. Acreditamos que a banca levou em consideração a estrutura do
Coso II para tornar a alternativa "b" o gabarito da questão.

11. (CESPE - Auditor de Controle Externo - TCE-PA - Administração/Administrativa -


2016) Com base no disposto nas normas da INTOSAI (International Organization of
Supreme Audit Institutions), julgue o item a seguir.
De acordo com a INTOSAI, ceticismo profissional é uma atitude de descrença e
contestação que deve ser mantida, durante toda a auditoria, na avaliação da suficiência e
da idoneidade da evidência obtida.
Gabarito: ERRADO.
Comentários:
As Normas Internacionais das Entidades Fiscalizadoras Superiores (ISSAI), desenvolvidas
pela Organização Internacional das Entidades Fiscalizadoras Superiores (INTOSAI) (nível
3), abrangem os princípios fundamentais de auditoria do setor público (ISSAI 100), de
auditoria financeira (ISSAI 200), de auditoria operacional (ISSAI 300) e de auditoria de
conformidade (ISSAI 400).
A questão aborda um dos princípios fundamentais de auditoria financeira disposto na ISSAI
200, especificamente o ceticismo profissional, que é inerente ao profissional de auditoria.
Segundo a ISSAI 200:
57. O ceticismo profissional é fundamental para todos os trabalhos de auditoria. O auditor
planeja e executa um trabalho de asseguração com uma atitude de ceticismo profissional,
reconhecendo que podem existir circunstâncias que causem distorção relevante nas
informações sobre o objeto. Uma atitude de ceticismo profissional significa que o
auditor realiza uma avaliação crítica, com uma mente questionadora da validade da
evidência obtida e está atento a evidências que contradigam ou levantam dúvidas
sobre a confiabilidade dos documentos ou representações da parte responsável. Tal

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atitude é necessária durante todo o processo de auditoria, de modo a reduzir o risco de
negligenciar circunstâncias suspeitas, de generalização excessiva ao tirar conclusões das
observações de auditoria, de utilização de falsas premissas ao determinar a natureza,
época e extensão dos procedimentos de auditoria e ao avaliar os resultados destes. [grifo
nosso]
Dessa forma, ceticismo questiona a validade e não a quantidade (suficiência) da evidência
de auditoria.
Portanto, item errado.

12. (CESPE - Auditor do Estado - CAGE RS - 2018) De acordo com o Instituto


Internacional de Auditores Internos, os conhecimentos, as habilidades e outras
competências que se exigem dos auditores internos para o desempenho eficaz de suas
responsabilidades profissionais referem-se
a) à proficiência profissional.
b) ao zelo profissional.
c) ao desenvolvimento profissional.
d) à independência.
e) à objetividade.
Gabarito: A.
Comentários:
Questão aborda um dos conhecimentos e as habilidades requerida dos auditores internos
para desempenharem suas responsabilidades profissionais – a proficiência profissional.
Segundo as Normas Internacionais para o Exercício da Auditoria Interna (IIA):
1200 – Proficiência e Zelo Profissional Devido
Os trabalhos de auditoria devem ser executados com proficiência e zelo profissional
devido.
1210 – Proficiência
Os auditores internos devem possuir o conhecimento, as habilidades e outras
competências necessárias ao desempenho de suas responsabilidades individuais. A
atividade de auditoria interna deve possuir, ou obter, coletivamente o conhecimento, as
habilidades e outras competências necessárias ao desempenho de suas
responsabilidades.
Interpretação:
Os conhecimentos, as habilidades e outras competências são termos gerais que se
referem à proficiência profissional requerida dos auditores internos para
desempenharem eficazmente suas responsabilidades profissionais. Os auditores
internos são encorajados a demonstrar sua proficiência obtendo as certificações e
qualificações profissionais apropriadas, tais como o título de Certified Internal Auditor e
outras certificações promovidas pelo The Institute of Internal Auditors (IIA) e outras
organizações profissionais apropriadas.[grifo nosso]
Portanto, alternativa correta é A.
Em relação às demais alternativas:

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Letra B) ao zelo profissional: “Os auditores internos devem empregar o zelo e habilidades
esperados de um auditor interno razoavelmente prudente e competente. O zelo profissional
devido não implica em infalibilidade”.[Norma IIA 1220]
Letra C) ao desenvolvimento profissional: “Os auditores internos devem aperfeiçoar
seus conhecimentos, habilidades e outras competências através do desenvolvimento
profissional contínuo.” [Norma IIA 1230]
Letra D) à independência: “O executivo chefe de auditoria deve reportar-se a um nível
dentro da organização que permita à atividade de auditoria interna cumprir suas
responsabilidades. O executivo chefe de auditoria deve confirmar junto ao conselho, pelo
menos anualmente, a independência organizacional da atividade de auditoria interna.”
[Norma IIA 1110]
Letra E) à objetividade: “Os auditores internos devem adotar uma atitude imparcial e
isenta e evitar qualquer conflito de interesses.” [Norma IIA 1120]

13. (CESPE – Técnico (EBSERH)/Contabilidade /CESPE – 2018) Acerca das


conciliações contábeis e do balancete de verificação, julgue o item a seguir.
A auditoria contábil tem a mesma finalidade da perícia contábil.
Comentários:
Item errado. Elas têm finalidades ou objetivos diferentes. A auditoria contábil pode ser
interna e externa.
O objetivo da auditoria contábil externa, segundo a NBC TA 200(R1):
3. O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações
contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma
opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em
todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório
financeiro aplicável. No caso da maioria das estruturas conceituais para fins gerais, essa
opinião expressa se as demonstrações contábeis estão apresentadas adequadamente, em
todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de relatório financeiro. [...]
[grifo nosso]
Esse, certamente, é um dos dispositivos que mais aparece em provas. Segue mapa
mental para ajudá-los na memorização.

O objetivo da auditoria contábil interna, segundo a NBC TI 01:


12.1.1.4 – A atividade da Auditoria Interna está estruturada em procedimentos, com
enfoque técnico, objetivo, sistemático e disciplinado, e tem por finalidade agregar valor
ao resultado da organização, apresentando subsídios para o aperfeiçoamento dos
processos, da gestão e dos controles internos, por meio da recomendação de
soluções para as não-conformidades apontadas nos relatórios. [grifo nosso]

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Já a perícia contábil, segundo a NBC TP 01, apresenta o seguinte objetivo:


2. A perícia contábil constitui o conjunto de procedimentos técnicos e científicos destinados
a levar à instância decisória elementos de prova necessários a subsidiar à justa solução
do litígio, mediante laudo pericial contábil e/ou parecer pericial contábil, em
conformidade com as normas jurídicas e profissionais, e a legislação específica no
que for pertinente. [grifo nosso]

Portanto, item errado.

14. (CESPE – Analista Judiciário (STM)/Contabilidade / Apoio Especializado - 2018) À


luz das Normas Brasileiras de Contabilidade do Conselho Federal de Contabilidade que
tratam do auditor independente e da auditoria independente de informação contábil
histórica, julgue o item subsequente.
Os objetivos gerais do auditor na condução de auditoria de demonstrações contábeis
consistem em: obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um
todo estão livres de distorção relevante; apresentar relatório sobre as demonstrações
contábeis em conformidade com as normas.
Comentários:
Item certo. Questão está alinhada aos objetivos gerais do auditor independente (externo),
segundo a NBC TA 200(R1). Veja:
11. Ao conduzir a auditoria de demonstrações contábeis, os objetivos gerais do auditor
são:
(a)obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um todo
estão livres de distorção relevante, independentemente se causadas por fraude ou
erro, possibilitando assim que o auditor expresse sua opinião sobre se as
demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em
conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável; e
(b) apresentar relatório sobre as demonstrações contábeis e comunicar-se como
exigido pelas NBCs TA, em conformidade com as constatações do auditor.[grifo
nosso]

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Portanto, item certo.

15. (CESPE – Auditor do Estado (CAGE RS) – 2018) A respeito de auditoria de


demonstrações financeiras, assinale a opção correta.
a) O controle interno é responsável por preparar demonstrações financeiras livres de
distorções, fraudes e erros.
b) Para que o trabalho do auditor seja realizado com eficiência, basta que a ele seja
franqueado o acesso às informações consideradas no processo de elaboração das
demonstrações.
c) Cabe ao auditor fazer estimativas contábeis, selecionar e aplicar políticas e práticas
contábeis adequadas.
d) As notas explicativas devem atender exclusivamente a usuários específicos, com
propósitos especiais.
e) A auditoria realizada nas demonstrações financeiras não exime a responsabilidade da
administração pela sua elaboração.
Comentários:
Questão aborda aspectos gerais acerca da auditoria independente. Analisando cada
alternativa:
a) O controle interno é responsável por preparar demonstrações financeiras livres de
distorções, fraudes e erros. Alternativa errada. A responsabilidade sobre a preparação e o
conteúdo das demonstrações contábeis é da própria administração da entidade. Veja:
4. As demonstrações contábeis sujeitas à auditoria são as da entidade, elaboradas
pela sua administração, com supervisão geral dos responsáveis pela governança. [...]
[NBC TA 200(R1)]
b) Para que o trabalho do auditor seja realizado com eficiência, basta que a ele seja
franqueado o acesso às informações consideradas no processo de elaboração das
demonstrações. Alternativa errada. Há outras premissas além dessa para que o trabalho
do auditor seja realizado com eficiência, segundo a NBC TA 200(R1):
(j) Premissa, relativa às responsabilidades da administração e, quando apropriado, dos
responsáveis pela governança, com base na qual a auditoria é conduzida – Que a

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administração e, quando apropriado, os responsáveis pela governança, tenham
conhecimento e entendido que eles têm as seguintes responsabilidades, fundamentais
para a condução da auditoria em conformidade com as normas de auditoria. Isto é, a
responsabilidade:
(i) pela elaboração das demonstrações contábeis em conformidade com a estrutura de
relatório financeiro aplicável, incluindo quando relevante sua apresentação adequada;
(ii) pelo controle interno que os administradores e, quando apropriado, os responsáveis
pela governança, determinam ser necessário para permitir a elaboração de demonstrações
contábeis que estejam livres de distorção relevante, independentemente se causada por
fraude ou erro;
(iii) por fornecer ao auditor:

a. acesso às informações que os administradores e, quando apropriado, os


responsáveis pela governança, tenham conhecimento que sejam relevantes para a
elaboração e apresentação das demonstrações contábeis como registros,
documentação e outros assuntos;

b. quaisquer informações adicionais que o auditor possa solicitar da administração


e, quando apropriado, dos responsáveis pela governança para o propósito da
auditoria; e

c. acesso irrestrito àqueles dentro da entidade que o auditor determina ser


necessário obter evidências de auditoria.[grifo nosso]

c) Cabe ao auditor fazer estimativas contábeis, selecionar e aplicar políticas e práticas


contábeis adequadas. Alternativa errada. Segundo a NBC TA 540, “Estimativa contábil é a
aproximação de um valor monetário na ausência de um meio de mensuração preciso. Este
termo é usado para um valor mensurado do valor justo quando existe incerteza de
estimativa, bem como para outros valores que requerem estimativas”. Embora a
responsabilidade pelas estimativas contábeis seja da administração, o auditor deve
determinar se, no seu julgamento, algumas dessas estimativas contábeis identificadas
como tendo alto grau de incerteza na estimativa gera riscos significativos, ou seja, ele não
deve se limitar, apenas, em verificar se essas estimativas estão coerentes com o
comportamento da entidade em períodos anteriores. A alternativa aborda aspecto da
responsabilidade pela elaboração dessas estimativas, segundo a NBC T 11.11. Veja:
11.2.11 – ESTIMATIVAS CONTÁBEIS
11.2.11.1 – As estimativas contábeis são de responsabilidade da administração da
entidade e se baseiam em fatores objetivos e subjetivos, requerendo o seu julgamento
na determinação do valor adequado a ser registrado nas demonstrações contábeis.[grifo
nosso]

Ressalte-se que a NBC T 11 foi revogada pela NBC TA 200. É comum, em auditoria,
cobrar dispositivos de normas revogadas. Por isso, nada de querer “brigar” com a banca
quanto a essa prática. Além disso, muitos dispositivos de normas revogadas encontram-se
reproduzidos literalmente nos livros dos melhores doutrinadores da área de auditoria,
dependendo da edição da obra.
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d) As notas explicativas devem atender exclusivamente a usuários específicos, com


propósitos especiais. Alternativa errada. Não necessariamente usuários específicos.

e) A auditoria realizada nas demonstrações financeiras não exime a responsabilidade


da administração pela sua elaboração. Alternativa correta. Está em conformidade com
a NBC TA 200(R1). Veja:
4. As demonstrações contábeis sujeitas à auditoria são as da entidade, elaboradas pela
sua administração, com supervisão geral dos responsáveis pela governança. As NBCs TA
não impõem responsabilidades à administração ou aos responsáveis pela governança e
não se sobrepõe às leis e regulamentos que governam as suas responsabilidades.
Contudo, a auditoria em conformidade com as normas de auditoria é conduzida com base
na premissa de que a administração e, quando apropriado, os responsáveis pela
governança têm conhecimento de certas responsabilidades que são fundamentais para a
condução da auditoria. A auditoria das demonstrações contábeis não exime dessas
responsabilidades a administração ou os responsáveis pela governança (ver itens A2
a A11).[grifo nosso] [NBC TA 200(R1)]

Portanto, alternativa correta é E.

16. (CESPE – Auditor do Estado (CAGE RS) – 2018) As finalidades da documentação de


auditoria incluem
I permitir que a equipe de trabalho seja responsabilizada por seu trabalho.
II manter o registro de assuntos de importância recorrente para auditorias futuras.
III permitir a condução de inspeções externas em conformidade com as exigências legais.
Assinale a opção correta.
a) Apenas um item está certo.
b) Apenas os itens I e II estão certos.
c) Apenas os itens I e III estão certos.
d) Apenas os itens II e III estão certos.
e) Todos os itens estão certos.
Comentários:
Questão aborda as finalidades adicionais da documentação da auditoria, segundo a NBC
TA 230(R1). Veja:
3. A documentação de auditoria serve para várias finalidades adicionais, que incluem:

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• assistir a equipe de trabalho no planejamento e execução da auditoria;
• assistir aos membros da equipe de trabalho responsáveis pela direção e supervisão do
trabalho de auditoria e no cumprimento de suas responsabilidades de revisão em
conformidade com a NBC TA 220 – Controle de Qualidade da Auditoria de Demonstrações
Contábeis;
• permitir que a equipe de trabalho possa ser responsabilizada por seu trabalho;
• manter um registro de assuntos de importância recorrente para auditorias futuras;
• permitir a condução de revisões e inspeções de controle de qualidade em conformidade
com a NBC PA 01 – Controle de Qualidade para Firmas (Pessoas Jurídicas e Físicas) de
Auditores Independentes que executam exames de auditoria e revisões de informação
financeira histórica, e outros trabalhos de asseguração e de serviços correlatos (NBC TA
220, item 2);
• permitir a condução de inspeções externas em conformidade com as exigências
legais, regulamentares e outras exigências aplicáveis.[grifo nosso]

Assim, todos os itens enumerados na questão são finalidades adicionais da documentação


de auditoria.
Portanto, alternativa correta é E.

17. (CESPE – Auditor do Estado (CAGE RS) – 2018) A estratégia global e o plano de
auditoria são processos
a) estanques.
b) dependentes.
c) sucessivos.
d) autônomos.
e) relacionados.
Comentários:

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O planejamento de auditoria se divide em duas partes: estratégia global (amplo) e plano de
auditoria (restrito). O auditor deve estabelecer uma estratégia global de auditoria que defina
o alcance, a época e a direção da auditoria, para orientar o desenvolvimento do plano de
auditoria.

Segundo a inteligência do item A40, da NBC TA 300(R1):


A10. Uma vez definida a estratégia global de auditoria, pode ser desenvolvido plano de
auditoria para tratar dos diversos temas identificados na estratégia global de auditoria,
levando-se em conta a necessidade de atingir os objetivos da auditoria por meio do uso
eficiente dos recursos do auditor. A definição da estratégia global de auditoria e o plano
de auditoria detalhado não são necessariamente processos isolados ou sequenciais,
estando intimamente relacionados, uma vez que as mudanças em um podem resultar
em mudanças no outro.[grifo nosso]
Conclusão: estratégia global e plano de auditoria são sucessivos e dependentes (pois
a estratégia global orienta a elaboração do plano de auditoria) e estão intimamente
relacionados.
Portanto, questão anulada por apresentar três alternativas corretas.

18. (CESPE – Perito Criminal da Polícia Federal/Área 1/ Ciências Contábeis - 2018)


Julgue os itens a seguir, relativos aos trabalhos de auditoria e perícia.
Na definição do tamanho da amostra que o auditor utilizará para formar sua opinião sobre
as demonstrações contábeis da auditada, quanto maior for o valor da distorção esperada
na população analisada, maior deverá ser o tamanho da amostra.
Comentários:
Item certo. O tamanho da amostra selecionada pelo auditor deve ter uma relação direta
com o valor da distorção esperada nas transações realizadas pela entidade. Assim, quanto
maior for o valor da distorção esperada na população analisada, maior deverá ser o

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tamanho da amostra. A fundamentação para resolução está expressa no Apêndice 3 da
NBC TA 530. Esse apêndice elenca exemplos de fatores que influenciam no tamanho
da amostra, demonstrando a relação existente entre eles, se inversa ou direta, tanto para
os Testes de Controles quanto para os Testes de Detalhes.

FATORES QUE INFLUENCI AM NO TAM ANHO DA AMOSTRA

Testes de Controle Testes de Detalhes

Fator Relação Fator Relação

Extensão da
avaliação de Avaliação
riscos dos Direta das distorções Direta
controles relevante
relevantes

Uso de
Taxa
outros
tolerável de Inversa Inversa
procedimentos
desvio
substantivos

Taxa
Nível de
esperado de Direta Direta
segurança
desvios

Nível de
Distorção
segurança Direta Inversa
tolerável
desejado

Quantidade
de unidades de Efeito Valor da
Direta
amostragem na negligenciável Distorção
população

Estratificaçã
Inversa
o da população

Quantidade
de unidades de Efeito
amostragem na negligenciável
população

Portanto, item certo.


19. (CESPE – Auditor Estadual (TCM-BA)/Controle Externo - 2018) Na aplicação dos
testes de observância, o auditor deve verificar a
a) existência dos componentes patrimoniais em determinada data.
b) existência e a efetividade dos controles internos.

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c) ocorrência efetiva das transações contabilmente registradas.
d) conformidade entre os mecanismos de avaliação patrimonial e as normas.
e) existência de eventos ou itens patrimoniais não registrados.
Comentários:
Questão aborda um dos procedimentos de auditoria utilizados pelo auditor durante a
realização de seus trabalhos – testes de observância.
A NBC TI 01 define testes de observância e testes substantivos:
12.2.3 – Procedimentos da Auditoria Interna
12.2.3.1 – Os procedimentos da Auditoria Interna constituem exames e investigações,
incluindo testes de observância e testes substantivos, que permitem ao auditor interno
obter subsídios suficientes para fundamentar suas conclusões e recomendações à
administração da entidade.
12.2.3.2 – Os testes de observância visam à obtenção de razoável segurança de que
os controles internos estabelecidos pela administração estão em efetivo
funcionamento, inclusive quanto ao seu cumprimento pelos funcionários e
administradores da entidade. Na sua aplicação, devem ser considerados os seguintes
procedimentos:
a) inspeção – verificação de registros, documentos e ativos tangíveis;
b) observação – acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução;
e
c) investigação e confirmação – obtenção de informações perante pessoas físicas ou
jurídicas conhecedoras das transações e das operações, dentro ou fora da entidade.
12.2.3.3 – Os testes substantivos visam à obtenção de evidência quanto à suficiência,
exatidão e validade dos dados produzidos pelos sistemas de informação da entidade.[grifo
nosso]

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Atualmente esses testes têm novas designações. Segundo A NBC TA 330 (R1):
4. Para fins das normas de auditoria, os termos abaixo têm os seguintes significados:
(a) Procedimento substantivo é o procedimento de auditoria planejado para detectar
distorções relevantes no nível de afirmações. Os procedimentos substantivos incluem:
(i) testes de detalhes (de classes de transações, de saldos de contas e de divulgações); e
(ii) procedimentos analíticos substantivos.
(b) Teste de controle é o procedimento de auditoria planejado para avaliar a efetividade
operacional dos controles na prevenção ou detecção e correção de distorções relevantes
no nível de afirmações.
Resumidamente:
Testes de observância (atualmente Testes de controle) faz a verificação dos
controles internos. É analisado se os procedimentos são executados corretamente
(existência, efetividade e continuidade).
Testes substantivos (atualmente Procedimentos analíticos substantivos) faz a verificação
da informação propriamente dita, tais como: classes de transações, de saldos de contas e
de divulgações.
Portanto, alternativa correta é B.
Ressalte-se que as demais alternativas contêm procedimentos relacionados aos testes
substantivos.

20. (CESPE - Auditor Estadual (TCM-BA)/Controle Externo - 2018) A categoria de


relevância de determinada evidência encontrada pela auditoria depende da
a) objetividade do auditor na obtenção da evidência.

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b) efetividade do sistema de controle interno.
c) obtenção da evidência por meio de documentos originais.
d) atuação direta do auditor na obtenção da evidência.
e) natureza dos procedimentos adotados para obter a evidência.
Comentários:
A evidência de auditoria é necessária para sustentar a opinião e o relatório do auditor. Ela é
de natureza cumulativa e primariamente obtida a partir de procedimentos de auditoria
executados durante o curso da auditoria.
A questão aborda aspecto específico da relevância de determinada evidência encontrada
pela auditoria. A relevância é influenciada pela natureza Segundo a NBC TA 500(R1):
Relevância
A27.A relevância trata da ligação lógica ou influência sobre a finalidade do
procedimento de auditoria e, quando apropriado, a afirmação em consideração. A
relevância das informações a serem utilizadas como evidência de auditoria pode ser
afetada pela direção do teste. Por exemplo, se a finalidade de um procedimento de
auditoria é testar para verificar se há superavaliação na existência ou valorização das
contas a pagar, testar as contas a pagar registradas pode ser um procedimento de
auditoria relevante. Por outro lado, para testar se há subavaliação na existência ou
valorização das contas a pagar, testar as contas a pagar registradas não seria relevante,
mas testar informações como desembolsos subsequentes, faturas não pagas, faturas de
fornecedores e exceções apontadas nos relatórios de recebimento de mercadorias podem
ser relevantes.
A28. Um dado conjunto de procedimentos de auditoria pode fornecer evidência
relevante para certas afirmações, mas não para outras. [...][grifo nosso]
Portanto, alternativa correta é E.

21. (CESPE– Auditor Estadual (TCM-BA)/Controle Externo - 2018) Se, depois de aceitar
o trabalho, o auditor tomar conhecimento de que a administração impôs uma limitação ao
alcance da auditoria, o auditor, imediatamente, deve
a) emitir relatório com opinião adversa.
b) solicitar que a administração retire a limitação.
c) emitir relatório com ressalva.
d) comunicar o assunto aos responsáveis pela governança.
e) renunciar ao trabalho de auditoria.
Comentários:
Questão aborda a providência imediata a ser adotada pelo auditor quando da
impossibilidade de obter evidência de auditoria apropriada e suficiente devido a uma
limitação imposta pela administração depois da aceitação do trabalho, segundo a NBC TA
705. Veja:
Consequência da impossibilidade de se obter evidência de auditoria apropriada e
suficiente devido à limitação imposta pela administração depois da aceitação do
trabalho pelo auditor

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11. Se, depois de aceitar o trabalho, o auditor tomar conhecimento que a
administração impôs uma limitação ao alcance da auditoria que tem, segundo ele,
probabilidade de resultar na necessidade de expressar uma opinião com ressalva ou
abster-se de expressar uma opinião sobre as demonstrações contábeis, o auditor deve
solicitar que a administração retire a limitação. [grifo nosso]
Posteriormente, caso a administração se recuse a retirar essa limitação, então o auditor
deve comunicar o assunto aos responsáveis pela governança, a menos que todos os
responsáveis pela governança estejam envolvidos na administração da entidade. Assim
como determinar se é possível executar procedimentos alternativos para obter evidência de
auditoria apropriada e suficiente.
Ressalte-se que a principal condição para emissão da opinião do auditor, isto quer dizer,
realizar os trabalhos, é que haja segurança razoável de que as demonstrações contábeis
da entidade auditada estão livres de distorções relevantes. Caso essa condição não seja
atendida ou haja ameaça à sua independência, o auditor deve renunciar ao trabalho ou se
abster de emitir opinião. Segundo a NBC TA 200(R1):
12. Em todos os casos em que não for possível obter segurança razoável e a opinião
com ressalva no relatório do auditor for insuficiente nas circunstâncias para atender
aos usuários previstos das demonstrações contábeis, as NBCs TA requerem que o
auditor se abstenha de emitir sua opinião ou renuncie ao trabalho, quando a renúncia
for possível de acordo com lei ou regulamentação aplicável.[grifo nosso]
Dessa forma, o auditor deve solicitar, imediatamente, que a administração retire a
limitação. As ações – alternativas “d” e “e” - podem ser adotadas por ele, mas não
necessariamente de imediato.
Portanto, alternativa correta é B.

22. (CESPE – Auditor do Estado (CAGE RS) – 2018) Opinião adversa aplica-se
a) quando a obtenção de auditoria apropriada e suficiente for possível.
b) às demonstrações contábeis que apresentam distorções relevantes, mas não
generalizadas.
c) às demonstrações contábeis que apresentam distorções relevantes e generalizadas.
d) às demonstrações contábeis que apresentam distorções generalizadas, mas não
relevantes.
e) quando a obtenção de evidência de auditoria apropriada e suficiente for impossível.
Comentários:
Questão aborda um dos tipos de opiniões (modificadas) emitidas pelo auditor
independente. As NBC TA 700, 705 e 706 mostram a opinião do auditor acerca das
demonstrações contábeis (relatórios/pareceres). Segundo essas normas, os pareceres
(relatórios) são de dois tipos: não modificados (sem ressalva/limpo) e modificados
(subtipos: com ressalva, com abstenção de opinião e opinião adversa).
Opinião não modificada ou sem modificações é a opinião expressa pelo auditor quando ele
conclui que as demonstrações contábeis são elaboradas, em todos os aspectos relevantes,
de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável. Em outros termos, parecer
limpo é uma opinião em que o auditor verifica que as demonstrações financeiras foram
elaboradas de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade e aplicados com
uniformidade.

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A tabela a seguir mostra como a opinião do auditor sobre a natureza do assunto que gerou
a modificação, e a disseminação de forma generalizada dos seus efeitos ou possíveis
efeitos sobre as demonstrações contábeis, afeta o tipo de opinião a ser expressa:

Analisando o quadro acima, concluímos que o auditor emite uma opinião adversa quando a
natureza do assunto que gerou a modificação é relevante e generalizada. Em outros
termos, o auditor emitirá uma opinião adversa quando as demonstrações contábeis
apresentarem uma falha/irregularidade relevante e generalizada ou disseminada.
Portanto, alternativa correta é C.
Em relação às demais alternativas:
Letra A) ERRADA. Como não há informações suficientes na alternativa, então teremos as
seguinte hipóteses: 1) se as demonstrações contábeis apresentam distorções não
relevantes, opinião sem ressalvas. 2) se for relevante, teremos duas opções: 2.1)
generalizadas (opinião adversa) ou 2.2) não generalizadas (opinião com ressalvas).
Letra B) ERRADA. Nesse caso, opinião com ressalvas.
Letra D) ERRADA. Nesse caso, opinião sem ressalvas.
Letra E) ERRADA. Nesse caso, opinião com ressalvas (relevante, mas não generalizada)
ou abstenção de opinião (relevante e generalizada).

23. (CESPE - Auditor Estadual (TCM-BA)/Infraestrutura - 2018) Os atributos que devem


acompanhar as evidências, elementos essenciais e comprobatórios dos achados de
auditoria, são
a) razoabilidade, plausibilidade, materialidade e suficiência.

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b) validade, confiabilidade, relevância e suficiência.
c) integralidade, abrangência, materialidade e legalidade.
d) razoabilidade, confiabilidade, integralidade e plausibilidade
e) validade, adequação, relevância e legalidade.
Comentários:
Segundo as Normas de Auditoria do Tribunal de Contas da União – NAT, as evidências,
elementos essenciais e comprobatórios do achado, devem ser suficientes e completas de
modo a permitir que terceiros, que não participaram do trabalho de auditoria, cheguem às
mesmas conclusões da equipe; adequadas e fidedignas, gozando de autenticidade,
confiabilidade e exatidão da fonte; pertinentes ao tema e diretamente relacionadas com o
achado. A NAT 108 aborda os atributos que essas evidências devem possuir. Veja:
108. São atributos das evidências:
I. VALIDADE: a evidência deve ser legítima, ou seja, baseada em informações precisas e
confiáveis;
II. CONFIABILIDADE: garantia de que serão obtidos os mesmos resultados se a auditoria
for repetida. Para obter evidências confiáveis, é importante considerar que: é conveniente
usar diferentes fontes; é interessante usar diferentes abordagens; fontes externas, em
geral, são mais confiáveis que internas; evidências documentais são mais confiáveis que
orais; evidências obtidas por observação direta ou análise são mais confiáveis que aquelas
obtidas indiretamente;
III. RELEVÂNCIA: a evidência é relevante se for relacionada, de forma clara e lógica, aos
critérios e objetivos da auditoria;
IV. SUFICIÊNCIA: a quantidade e qualidade das evidências obtidas devem persuadir o
leitor de que os achados, conclusões, recomendações e determinações da auditoria estão
bem fundamentados. A quantidade de evidências não substitui a falta dos outros atributos
(validade, confiabilidade, relevância). Quanto maior a materialidade do objeto, o risco e o
grau de sensibilidade do auditado a determinado assunto, maior será a necessidade de
evidências mais robustas. [grifo nosso] [NAT 108, TCU]

Questão extraída literalmente dessa norma. Portanto, alternativa correta é B.

24. (CESPE - Auditor Estadual (TCM-BA) / Infraestrutura - 2018) Examinar a


economicidade, eficiência, eficácia e efetividade de organizações, programas e atividades
governamentais, com a finalidade de avaliar o seu desempenho e de promover o
aperfeiçoamento da gestão pública são objetivos da auditoria
a) de conformidade.

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b) contábil.
c) financeira.
d) operacional.
e) patrimonial.
Comentários:
Questão aborda um dos tipos de auditorias quanto à sua natureza – auditoria
operacional, segundo as Normas de Auditoria do Tribunal de Contas da União – NAT
(2011, p.16). Veja:
CLASSIFICAÇÃO DAS AUDITORIAS
Quanto à natureza, as auditorias classificam-se em:
• Auditorias de regularidade, que objetivam examinar a legalidade e a legitimidade dos
atos de gestão dos responsáveis sujeitos à jurisdição do Tribunal, quanto aos aspectos
contábil, financeiro, orçamentário e patrimonial. Compõem as auditorias de regularidade as
auditorias de conformidade e as auditorias contábeis.
• Auditorias operacionais, que objetivam examinar a economicidade, eficiência,
eficácia e efetividade de organizações, programas e atividades governamentais, com
a finalidade de avaliar o seu desempenho e de promover o aperfeiçoamento da
gestão pública. [grifo nosso]

Questão extraída literalmente dessa norma.


Portanto, alternativa correta é D.

25. (CESPE - Auditor Estadual (TCM-BA)/Controle Externo/CESPE - 2018) A matriz de


achados de auditoria deve
a) restringir-se às constatações e informações obtidas durante a execução da auditoria.
b) ser elaborada depois da confecção do relatório final de auditoria.
c) conter uma única causa para cada achado de auditoria.
d) conter todas as propostas de deliberação.
e) ser validada mediante de um painel de referência.
Comentários:
A matriz de achados é instrumento útil para subsidiar e nortear a elaboração do relatório de
auditoria, porque permite reunir, de forma estruturada, os principais elementos que

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constituirão os capítulos centrais do relatório. A matriz propicia compreensão homogênea
dos achados e seus elementos constitutivos pelos integrantes da equipe de auditoria e
demais interessados.
A questão aborda específico acerca da matriz de achados, segundo Manual de Auditoria
Operacional do TCU (2010, p.42). Veja:
Validação da matriz de achados
146 Após a elaboração da matriz de achados, sua validação é feita por meio da
realização do segundo painel de referência. O objetivo principal deste painel é verificar a
coerência da matriz apresentada. Nessa ocasião, os participantes são convidados a discutir
com a equipe as principais conclusões da auditoria, a suficiência das evidências coletadas,
a adequação das análises realizadas e a pertinência das propostas de encaminhamento.
Após o painel, a matriz de achados deverá ser validada pelos gestores, a exemplo do
procedimento adotado na validação da matriz de planejamento. [grifo nosso]
MATRIZ DE ACHADOS

Portanto, alternativa correta é E.


Ressalte-se que o painel de referência tem por objetivo principal verificar a coerência da
matriz apresentada, em que os participantes são convidados a discutir com a equipe as
principais conclusões da auditoria, a suficiência das evidências coletadas, a adequação das
análises realizadas e a pertinência das propostas de encaminhamento.
Analisando as alternativas:
Letra A) ERRADA. A matriz de achados é onde são registradas as constatações e
informações obtidas durante a execução da auditoria, bem como as propostas de
conclusões, recomendações e determinações. Dessa forma, não se limita às constatações
e informações obtidas durante a execução da auditoria, podendo conter outras
informações.
Letra B) ERRADA. A elaboração dessa matriz é preliminar à confecção do relatório final de
auditoria.
Letra C) ERRADA. Pode conter uma ou mais causas para cada achado de auditoria.
Letra D) ERRADA. Essas propostas devem estar contidas no relatório de auditoria.

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6. AGRADECIMENTOS
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Tonyvan

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