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Fotos/Imagens sobre Mastigação

Aqui você encontrará um resumo de todas as publicações referentes ao assuntomastigação. Elas estão em ordem
crescente sobre o tema.
Se houver curiosidade sobre a imagem, você poderá aprofundar sua pesquisa nos links abaixo de cada uma delas.

01.

02.

03.
04.

05.
06.

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07.
Anatomia da Face e do Pescoço
Possuímos um sistema muscular maravilhoso embaixo de nossa pele. É através desse sistema que
nossa face se comunica com o mundo pela demonstração de diversas expressões faciais. Além disso,
nosso sistema orofacial pode realizar as mais diversas funções como respirar, mastigar, deglutir,
sugar e falar. (Entretanto este assunto já foi abordado anteriormente e você encontrará essas
informações selecionadas por categorias no menu principal.)

O conhecimento anatomo-funcional desta região é de grande importância na reabilitação de suas


funções. Lembrando que cada músculo desempenha sua função decorrente de sua especialização e
por alguns agrupamentos podemos observar uma função mais elaborada.

RESUMO: MÚSCULOS DA FACE


Couro Cabeludo
 Epicrânio
 Temporoparietal
 Gálea Aponeurótica
Pálpebras
 Orbicular do Olho
 Corrugador do Supercílio
Nariz
 Prócero
 Nasal (Transverso do Nariz)
 Depressor de Septo
Orelha
 Auricular Anterior
 Auricular Superior
 Auricular Posterior
Boca
 Levantador do Lábio Superior
 Levantador do Lábio Superior e Asa do Nariz
 Levantador do Ângulo da Boca
 Zigomático Menor
 Zigomático Maior
 Risório
 Depressor do Lábio Inferior
 Depressor do Ângulo da Boca
 Mentoniano
 Transverso do Mento
 Orbicular da Boca
 Bucinador

Função dos Músculos da Testa e do


Couro Cabeludo
Durante a avaliação é necessário ficar atento à posição da cabeça do paciente para evitar que efetue
compensações no momento do exame clínico (extensão de cabeça ou de nuca). Observar a movimentação da pele
e a presença de marcas na testa.

Lembrando que o Fonoaudiólogo consegue avaliar mais precisamente apenas o ventre frontal, é necessário,
como procedimento de avaliação, colocar as mãos suavemente na musculatura temporal, inibindo compensações
do movimento, e solicitar que o paciente eleve vagarosamente as sobrancelhas. Dessa forma visualizaremos sua
ativação.

Vejamos a relação entre os músculos do COURO CABELUDO e suas funções:


 Epicrânio ou Músculo Occipitofrontal

O Epicrânio é uma vasta lâmina musculotendinosa que reveste o vértice e as faces laterais do crânio, desde o osso
occipital até a sobrancelha. É formado pelo ventre occipital e pelo ventre frontal e estes são reunidos por uma
extensa aponeurose intermediária: a gálea aponeurótica.
* Ventre Occipital

 Origem: 2/3 laterais da linha nucal superior do osso occipital e processo mastóide
 Inserção: Gálea aponeurótica
 Inervação: Ramo auricular posterior do nervo facial
 Ação: Trabalhando com o ventre frontal traciona para trás o couro cabeludo, elevando as
sobrancelhas e enrugando a fronte
* Ventre Frontal

 Origem: Não possui inserções ósseas. Suas fibras são contínuas com as do prócero, corrugador e
orbicular do olho
 Inserção: Gálea aponeurótica
 Inervação: Ramos temporais
 Ação: Trabalhando com o ventre occipital traciona para trás o couro cabeludo, elevando as
sobrancelhas e enrugando a fronte. Agindo isoladamente, eleva as sobrancelhas de um ou de
ambos os lados
É o músculo que causa pregas horizontais na testa.

 Músculo Temporoparietal
O Temporoparietal é uma vasta lâmina muito delgada.
 Origem: Fáscia temporal
 Inserção: Borda lateral da gálea aponeurótica
 Inervação: Ramos temporais
 Ação: Estica o couro cabeludo e traciona para trás a pele das têmporas. Combina-se com o occipitofrontal
para enrugar a fronte e ampliar os olhos (expressão de medo e horror).

 Gálea Aponeurótica
A Gálea Aponeurótica reveste a parte superior do crânio entre os ventres frontal e occipital do occipitofrontal.

 Origem: Protuberância occipital externa e linha nucal suprema do osso occipital


 Inserção: Frontal. De cada lado recebe a inserção do temporoparietal
 Inervação: O ventre frontal e temporoparietal são supridos pelos ramos temporais, e o ventre
occipital, pelo ramo auricular posterior do nervo facial
 Ação: Traciona para trás o couro cabeludo elevando a sobrancelha e enrugando a fronte, como
uma expressão de surpresa.
Função dos Músculos das Pálpebras
A melhor posição para realizar a avaliação é sentada, com os pés apoiados e a coluna ereta, uma vez que ajuda a
minimizar possíveis compensações.

Vejamos a relação entre os músculos das PÁLPEBRAS e suas funções:

 Orbicular do Olho
Este músculo contorna toda a circunferência da órbita. Divide-se em três
porções: palpebral, orbital e lacrimal.

Durante a avaliação é necessário ficar atento à movimentação da pele e a


presença de marcas no canto nasal e posterior dos olhos. Então, pedir para
o paciente fechar os olhos fortemente, de tal forma que os cílios
desapareçam entre as pálpebras. Conseguindo realizar este movimento pode-se dizer que a musculatura está em
perfeito funcionamento.

 Origem: Parte nasal do osso frontal (porção orbital),


processo frontal da maxila, crista lacrimal posterior (porção
lacrimal) e da superfície anterior e bordas do ligamento
palpebral medial (porção palpebral)
 Inserção: Circunda a órbita, como um esfíncter
 Inervação: Ramos temporal e zigomáticas do nervo
facial
 Ação: Fechamento ativo das pálpebras
 Corrugador do Supercílio
O Fonoaudiólogo deve inibir o lado oposto ao lado avaliado com uma pequena pressão digital na musculatura
frontal e na do corrugador do supercílio como procedimento do exame clínico. Pedindo para o paciente fazer
uma expressão de “bravo” para analisar seu funcionamento muscular.

 Origem: Extremidade medial do arco superciliar


 Inserção: Superfície profunda da pele
 Inervação: Ramos temporal e zigomáticas do nervo facial
 Ação: Traciona a sobrancelha para baixo e medialmente, produzindo rugas verticais na fronte. Músculos da
expressão de sofrimento, de bravo.

Função dos Músculos Ligados ao Nariz


A melhor posição para realizar a avaliação é sentada, com os pés apoiados e a coluna ereta, uma vez que ajuda a
minimizar possíveis compensações.

Vejamos a relação entre os músculos relacionados com o NARIZ e suas funções:

 Prócero
O Fonoaudiólogo deve deslocar o eixo mediano do nariz
exercendo pouca pressão digital para inibir compensações do
lado não avaliado. Pedir para o paciente franzir o nariz lenta e
progressivamente (expressão de cheiro ruim).
 Origem: Fáscia que reveste a parte mais inferior do osso nasal e a parte superior da cartilagem nasal lateral.
 Inserção: Pele da parte mais inferior da fronte entre as duas sobrancelhas.
 Inervação: Ramos bucais do nervo facial.
 Ação: Traciona para baixo o ângulo medial da sobrancelha e origina as rugas transversais sobre a raiz do
nariz.
 Nasal (Transverso do Nariz)
O Fonoaudiólogo deve solicitar ao paciente que desloque o músculo nasal até o eixo mediano da face, mantendo-
o com uma pressão digital; abaixar as asas do nariz. Observar a dilatação das narinas e a elevação do lábio
superior.

 Origem:
* Porção Transversal – Maxila, acima e lateralmente à fossa incisiva

* Porção Alar – Asa do nariz

 Inserção:
* Porção Transversal – Dorso do nariz

* Porção Alar – Imediações do ápice do nariz

 Inervação: Ramos bucais do nervo facial


 Ação: Dilatação do nariz
 Depressor do Septo
 Origem: Fossa incisiva da maxila.
 Inserção: Septo e na parte dorsal da asa do nariz.
 Inervação: Ramos bucais do nervo facial.
 Ação: Traciona para baixo as asas do nariz, estreitando as narinas.
Função dos Músculos Ligados a Orelha
A melhor posição para realizar a avaliação é sentada, com os pés apoiados e a coluna ereta, uma vez que ajuda a
minimizar possíveis compensações.

Vejamos a relação entre os músculos relacionados com


a ORELHA e suas funções:

 Auricular Anterior
 Origem: Porção anterior da fáscia na zona temporal.
 Inserção: Saliência na frente da hélix.
 Inervação: Ramos temporais.
 Ação: Traciona o pavilhão da orelha para frente e para
cima.

 Auricular Superior
 Origem: Fáscia da zona temporal.
 Inserção: Tendão plano na parte superior da superfície craniana do
pavilhão da orelha.
 Inervação: Ramos temporais.
 Ação: Traciona o pavilhão da orelha para cima.

 Auricular Posterior
 Origem: Processo mastóide.
 Inserção: Parte mais inferior da superfície craniana da concha.
 Inervação: Ramo auricular posterior do nervo facial.
 Ação: Traciona o pavilhão da orelha para trás.

Função dos Músculos ligados a Boca –


Parte I
A melhor posição para realizar a avaliação é sentada, com os pés apoiados e a coluna ereta, uma vez que ajuda a
minimizar possíveis compensações.

Vejamos a relação entre os músculos relacionados com a BOCA e suas funções:

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 Levantador do Lábio Superior e Asa do Nariz


O Fonoaudiólogo deve solicitar ao paciente que eleve o lábio superior até a visualização dos dentes incisivos,
observando a movimentação da narina. É importante haver mobilidade do lábio superior e a pele desta região.
 Origem: Processo frontal da maxila.
 Inserção: Se divide em dois fascículos. Um se insere na cartilagem alar maior e na pele. do nariz e o outro
se prolonga no lábio superior.
 Inervação: Ramos bucais do nervo facial.
 Ação: Dilata a narina e levanta o lábio superior
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 Levantador do Ângulo da Boca


O Fonoaudiólogo deve solicitar ao paciente a elevação do lábio superior a fim de descobrir os dentes incisivos.
Observar que o lábio superior deve se elevar com simetria.

 Origem: Fossa canina (maxila)


 Inserção: Ângulo da boca
 Inervação: Ramos bucais do nervo facial
 Ação: Eleva o ângulo da boca e acentua o sulco nasolabial
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 Zigomático Menor
O fonoaudiólogo deve solicitar ao paciente que faça uma expressão de choro. Dessa forma observar a mobilidade
alar e das bochechas. Por agir juntamente com o Músculo Zigomático Maior a avaliação não poderá analisar este
músculo separadamente.

 Origem: Superfície malar do osso zigomático.


 Inserção: Lábio superior (entre o levantador do lábio superior e o zigomático maior).
 Inervação: Ramos bucais do nervo facial.
 Ação: Auxilia na elevação do lábio superior e acentua o sulco nasolabial.
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 Zigomático Maior
O fonoaudiólogo deve solicitar ao paciente dê um sorriso aberto e amplo, deixando os dentes á mostra. Dessa
forma observar a mobilidade das bochechas, das comissuras labiais e do sulco nasolabial.

 Origem: Superfície malar do osso zigomático.


 Inserção: Ângulo da boca.
 Inervação: Ramos bucais do nervo facial.
 Ação: Traciona o ângulo da boca para trás e para cima (risada).
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 Músculo Risório
O Fonoaudiólogo deve solicitar ao paciente que contraia as bochechas contraia as arcadas dentárias e a comissura
labial para fora. Deve observar a movimentação da região da comissura labial horizontalmente.
 Origem: Fáscia do masseter
 Inserção: Pele no ângulo da boca
 Inervação: Ramos mandibular e bucal do nervo facial
 Ação: Retrai o ângulo da boca lateralmente (riso forçado)

Função dos Músculos ligados a Boca –


Parte II
GALERIA
Publicado em 26/03/2014
A melhor posição para realizar a avaliação é sentada, com os pés apoiados e a coluna ereta, uma vez que ajuda a
minimizar possíveis compensações.

Vejamos a relação entre os músculos relacionados com a BOCA e suas funções:


 Músculo Abaixador do Ângulo da Boca
O Fonoaudiólogo deve solicitar ao paciente que ele deprima a comissura labial para baixo e para fora. Os
músculos Platisma e Mentual não deverão entrar em ação pois podem mascarar a verdadeira tonicidade do
Músculo Abaixador do Ângulo da Boca.
 Origem: Linha oblíqua da mandíbula
 Inserção: Ângulo da boca
 Inervação: Ramos mandibular e bucal do nervo facial
 Ação: Deprime o ângulo da boca (expressão de tristeza)
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 Músculo Abaixador do Lábio Inferior


O Fonoaudiólogo deve orientar seu paciente a fazer um “beicinho” com o lábio inferior.

 Origem: Linha oblíqua da mandíbula


 Inserção: Tegumento do lábio inferior
 Inervação: Ramos mandibular e bucal do nervo
facial
 Ação: Repuxa o lábio inferior diretamente para
baixo e lateralmente (expressão de ironia)

Músculo Mentual
O Fonoaudiólogo deve solicitar ao seu paciente que eleve o queixo contra o lábio inferior. Quando a marca
supramentoniana é perceptível, apresenta alguns relevos no queixo com boa mobilidade e sem compensações
labiais, a musculatura encontra-se normotônica. Porém, o profissional deve atentar-se para possíveis
compensações durante a fala ou outra movimentação.

 Origem: Fossa incisiva da mandíbula


 Inserção: Tegumento do queixo
 Inervação: Ramos mandibular e bucal do nervo facial
 Ação: Eleva e projeta para fora o lábio superior e enruga a pele do queixo
Músculo Bucinador
O Fonoaudiólogo deve solicitar ao paciente que contraia as bochechas contra a arcada dentária comprimindo os
lábios ou pedir-lhe que sugue um líquido com auxílio do canudo. Observar tônus muscular para compreender
possíveis dificuldades deste movimento.

 Origem: Superfície externa dos processos alveolares da maxila, acima da mandíbula


 Inserção: Ângulo da boca
 Inervação: Ramos bucais do nervo facial
 Ação: Deprime e comprime as bochechas contra a mandíbula e maxila. Importante para assobiar e soprar
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Músculo Orbicular da Boca


O Fonoaudiólogo deve observar a boa vedação labial com relevo de musculatura da boca. O movimento a ser
realizado para ver sua ativação é fazendo um bico.

 Origem: Parte marginal e parte labial


 Inserção: Rima da boca
 Inervação: Ramos bucais do nervo facial
 Ação: Fechamento direto dos lábios
Exercícios de Alongamento para o Pescoço
Muitos de nossos pacientes possuem tensões na região do pescoço. Mas como poderíamos ajudá-los a relaxar?

Aqui segue uma sequência fácil de entender e simples de realizar que favorecerá seu trabalho fonoaudiológico.

01. Flexão do pescoço a frente.


Em pé, pernas afastadas e coluna ereta. Entrelace os dedos, posicione as mãos atrás da nuca e leve a cabeça, com
suavidade, em direção ao peito. Permaneça por 60 segundos e retorne à posição inicial.

02. Flexão lateral do pescoço


Com a mão direita, segure a cabeça do lado esquerdo, empurrando-a em direção ao ombro direito. Fique nessa
posição por 60 segundos e retorne, devagar. Repita do outro lado. Os ombros não devem se mexer e você deve
sentir o pescoço alongar.

03. Giro de pescoço


Agora, na mesma posição, abaixe os braços e faça pequenos círculos com o pescoço, girando-o para um dos
lados, 60 segundos. Depois, repita o mesmo movimento no outro sentido, pelo mesmo intervalo de tempo. Faça o
movimento lentamente.
04. Flexão do pescoço para trás
Em pé, mantenha os braços estendidos ao lado do corpo. Olhando para a frente, leve os dois braços para trás, sem
forçar, e olhe para o teto. Permaneça por 60 segundos e retorne à posição inicial, soltando bem os braços.
Ginástica Facial
Você sabia que praticar alguns exercícios faciais, como esticar a testa, contrair os lábios e o pescoço e levantar os
olhos, pode ajudar a deixar os músculos do rosto mais tonificados, o semblante harmonioso e rejuvenescido, e,
ainda, ameniza linhas de expressão e rugas?

Assim como o corpo precisa estar em forma, os músculos da face, do pescoço e do colo também necessitam de
exercícios para continuar sempre firmes, irrigados e saudáveis. A gravidade, os fatores ambientais, os hábitos, a
carga genética e o passar do tempo vão provocando nas estruturas do rosto um aspecto flácido e envelhecido.
Fique com seu rosto em forma!
A ginástica facial consiste de técnicas de automassagem, alongamento e reeducação do funcionamento da face,
bem como exercícios específicos para cada musculatura facial e oral. Essas técnicas compõem a abordagem do
tratamento com base na fonoaudiologia estética facial e de forma não invasiva ao qual promovem o
rejuvenescimento progressivo do rosto.

QUER COMEÇAR A EXERCITAR O ROSTO E O PESCOÇO?


Então confira alguns exercícios para iniciantes que podem ser feitos em casa.

TESTA E SOBRANCELHAS
Posicione uma mão no sentido horizontal na testa, acima das sobrancelhas. Olhe para cima e tente levantar as
sobrancelhas, impedindo com a mão que a testa levante, para não provocar vincos. Permaneça 3 tempos e volte
lentamente. Repita 8 vezes.
OLHOS
Empurre as sobrancelhas para cima com os dedos médio e indicador de cada mão. Tente fechar os olhos,
permanecendo 3 tempos e relaxe lentamente. Repita 8 vezes.
BOCHECHAS
Encha a bochecha de um lado só, permaneça 3 tempos e solte o ar lentamente. Repita 8 vezes e mude de lado.
BOCA
Pressione um lábio contra o outro para frente e para trás (como se estivesse espalhando batom). Repita 15 vezes.
PESCOÇO
Coloque a mão na horizontal sobre a testa. Pressione a testa para a frente contra a mão firme, fazendo força a
partir do pescoço. Permaneça 3 tempos e relaxe lentamente. Repita 8 vezes.
QUEIXO
Posicione a mão fechada em punho abaixo do queixo. Tente abrir os dentes lentamente em 3 tempos, mantendo o
lábio fechado e fazendo força oposta com a mão. Relaxe em 3 tempos e repita 8 vezes.
ATENÇÃO!!!
A fonoaudiologia enfatiza que “a forma de execução e as repetições de cada movimento precisam ser avaliadas e
indicadas individualmente por um fonoaudiólogo estético facial”. E se você apresenta distúrbio da articulação da
mandíbula, não deve realizar este exercício sem prévia avaliação.
Massagem Relaxante
NA CABEÇA E NA FACE
Existem diversas técnicas de massagem relaxante, sendo a massagem clássica uma das mais conhecidas e
utilizadas. A massagem começa nas costas e termina na cabeça, promovendo um relaxamento completo do corpo
e da mente. Mas se você não fez um curso de massagem e quer trabalhar com seu paciente apenas a cabeça e o
rosto aqui estão algumas dicas básicas do que fazer:

PASSO A PASSO
– Primeiro massageie os músculos do pescoço com movimentos firmes, de baixo para cima;

– Massageie a face com a ponta dos dedos, faça movimentos circulares e delicados ao redor das têmporas. A
seguir, com o polegar e indicador, dê pequenos e suaves beliscões ao longo da linha das sobrancelhas;
– Com a ponta dos dedos, massageie ao longo do osso maxilar;
– Termine com uma suave massagem ao couro cabeludo, como se estivesse espalhando shampoo, fazendo
movimentos circulares com pressão suficiente para mover o couro cabeludo;
– Coloque uma toalha pequena sobre os olhos da pessoa e deixe-a ficar assim por alguns minutos.
Profissionais da Saúde e a Fonoaudiologia
GALERIA
Publicado em 14/04/2015

As vezes nossos pacientes de Fonoaudiologia precisam de tratamento multidisciplinar com outros profissionais
da saúde e então vem o questionamento PARA QUAL DEVO ENCAMINHAR ???

Abaixo lhes apresento uma listinha com alguns profissionais mais prováveis…

Gastroenterologista:
Para avaliação, tratamento e prevenção das doenças do sistema digestório. A atuação desse médico engloba todos
os órgãos que podem ter infecções, tratando cada um deles individualmente ou ao mesmo tempo. As mais
recorrentes são: gastrite, úlcera, aftas, esofagite, hepatite, pancreatite e hemorroidas. O gastroenterologista
também pode ajudar os seus pacientes a cuidar melhor de saúde, no que diz respeito ao peso e definição da
necessidade de seguir um tratamento que incluirá também mudanças na alimentação.
Ortopedia Funcional dos Maxilares:
É uma especialidade da odontologia que soluciona desequilíbrios ósseos, musculares e de funcionamento dos
maxilares, alinhamento dos dentes e problemas de ATM (Articulação Temporo Mandibular). O Tratamento pode
ser realizado em pessoas de qualquer idade, usando aparelhos removíveis e executado sem extração de dentes.
Estes aparelhos produzem remodelamento das estruturas ósseas, musculares, articulares e funcionais. Assim, a
estética da face e as funções exercidas pela boca são restabelecidas pela ortopedia funcional maxilar, trazendo o
equilíbrio do sistema bucofacial. É comum aos pais perguntarem-se sobre as diferenças entre os aparelhos móveis
e fixos, perdidos em dúvidas e caminhos a seguir para melhor resultado da correção de uma maloclusão (isto é, a
mordida incorreta). A verdade é que cada caso exige uma avaliação rigorosa e detalhada, um diagnóstico preciso
e de quem tem conhecimento profundo do crescimento facial e do caminhar da ortodontia. Normalmente,
corrigem-se primeiro os problemas esqueletais (de crescimento facial) e depois os dentários.
Cirurgião Buco Maxilar Facial:
A Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial é a especialidade da odontologia que tem como objetivo o
diagnóstico e tratamento das alterações estéticas e funcionais da face. Os tratamentos envolvidos na sua área de
atuação são:
Reconstrução dos maxilares e implantes osseointegráveis; Enxertos ósseos; Cirurgias dento-alveolares ( incluindo
extração de dentes erupcionados ou inclusos, cirurgias pré-protéticas, entre outras); Tratamentos da disfunção das
articulações têmporo-mandibulares (AMTs- Tratamento conservador cirúrgico); Cirurgias ortognáticas
(tratamento cirúrgico das discrepâncias dento-esqueléticas, que provocam problemas na mastigação, estética
facial e respiração, incluindo hipopneia e apneia do sono e Tratamento das fraturas faciais.
Ortodontista:
Alguns desses profissionais atuam tanto como dentistas quanto ortodontistas. A diferença é que o dentista faz
uma visão geral dos seus problemas bucais, como tártaro ou gengivite, e recomenda o tratamento adequado. Já o
ortodontista irá analisar o posicionamento dos seus dentes e a forma como você está fechando a boca. O
tratamento ortodôntico pode ser feito em qualquer idade. O resultado é melhor quando feito desde cedo, após a
queda dos chamados “dente de leite”. Mas isso não significa que o tratamento não alcance resultados em pessoas
de mais idade, mas pode ser que leve um pouco mais de tempo até atingir o resultado esperado.
Otorrinolaringologista:
É um médico otorrinolaringologista que trata das doenças do ouvido, nariz e laringe e de tudo o que diz respeito à
área da cabeça e pescoço, além de poder se tornar habilitado a realizar cirurgia plástica facial. É uma área de
atuação tão ampla que algumas de suas atribuições podem se confundir com a área do médico alergologista. Uma
das principais funções do otorrinolaringologista é cuidar da respiração, voz, audição, garganta e tudo o que se
relacionar com essas áreas do corpo, como as alergias e o sono. Esse profissional pode fazer diagnósticos
referentes a estas estruturas e seu tratamento medicamentoso ou cirúrgico. Os problemas mais comuns costumam
ser Otites (dor de ouvido);Doenças alérgicas; Apneia obstrutiva do sono; Labirintite; Surdez e Obstrução nasal.
Pediatra:
O médico pediatra é aquele que cuida das crianças desde o nascimento até a adolescência. Ele será o responsável
por identificar as doenças próprias dessa faixa etária, indicando outros médicos para tratamentos específicos
quando necessário. Dentre as diversas atribuições de um pediatra, a mais importante delas é o cuidado nas
imunizações, ou vacinas. Além disso, ele também irá acompanhar o desenvolvimento e crescimento saudável da
criança, prevenindo problemas de crescimento ou desenvolvimento e até prescrevendo um tratamento para
qualquer outro problema que apareça.
Psicólogo:
As principais funções de um psicólogo são as seguintes:
Diagnosticar distúrbios psicológicos e comportamentais que afetem negativamente o dia-a-dia da pessoa em
questão, bem como dos que lhe são próximos; Intervir na modificação de comportamentos desviantes; Ajudar na
recuperação do equilíbrio emocional; Prevenir distúrbios de personalidade, comportamentais e mentais;
Promover a saúde mental. Podemos encontrar psicólogos trabalhando em instituições privadas, públicas ou até
mesmo em seus próprios consultórios.
Psicopedagogo:
Quem já teve dificuldades de aprendizagem na escola sabe da importância de um psicopedagogo. Ele é o
profissional que diagnostica e procura resolver problemas relacionados aos processos de educação, trabalhando
como um mediador entre professores e alunos ou seus pais. A psicopedagogia é uma ciência complexa, que
relaciona disciplinas como pedagogia, psicanálise, psicologia e até antropologia. O psicopedagogo observa o
comportamento dos alunos, analisando a forma como ele adquire conhecimento, as diferentes maneiras de
aprendizado e sua relação com a instituição de ensino. Ele intervêm em casos de reprovação recorrente e evasão
escolar, buscando sempre uma maneira de otimizar as relações de ensino aprendizagem. Também cabe ao
psicopedagogo identificar alunos que sofrem de disgrafia, dislexia, mau comportamento do aluno e outros
problemas que atrapalham sua progressão escolar. Alguns psicopedagogos atuam em seus próprios consultórios,
prestando auxilio a estudantes com problemas especiais de aprendizado.
Terapeuta Ocupacional:
A terapia ocupacional faz uso de atividades de lazer e trabalho no tratamento de limitações ou distúrbios físicos e
mentais, com o objetivo de facilitar a autonomia de pessoas afetadas por tais limitações ou distúrbios. O terapeuta
ocupacional é o profissional que trabalha nesta área, e se dedica em avaliar sintomas e prescrever a terapia mais
apropriada para o desenvolvimento das habilidades cognitivas, físicas e motoras do paciente.
Fisioterapeuta:
O fisioterapeuta é um profissional da área da saúde que trabalha essencialmente na reabilitação física dos
doentes. As áreas de intervenção de um fisioterapeuta se estendem à geriatria, gestação, neurologia, ortopedia e
traumatologia, entre outras. As principais funções de um fisioterapeuta são as seguintes: Ajudar na recuperação
de pessoas acidentadas; Tratar problemas neurológicos e musculares; Elaborar um plano de tratamentos indicado
à situação de cada paciente e Dominar as diferentes técnicas e tratamentos utilizados para facilitar a recuperação
física.

Neurologista:
O neurologista é um médico especializado nos distúrbios estruturais do sistema nervoso, sendo, por isso, o
profissional médico que estuda o sistema nervoso – central, periférico e autônomo -, as suas relações e os seus
transtornos. Assim, o neurologista é quem diagnostica e trata todas as doenças relacionadas com o sistema
nervoso, seus revestimentos, que são os vasos sanguíneos, e os seus tecidos efetores, que são os músculos.
Alguns exemplos de doenças e distúrbios que são do âmbito de tratamento neurológico são: epilepsia, cefaleias,
distúrbios do sono e distúrbios dos movimentos, malformações congênitas do sistema nervoso e deficiências
mentais, infecções neurológicas, doenças degenerativas de foro neurológico, entre outros. É importante salientar
que o neurologista não tem formação cirúrgica, por isso, o profissional habilitado a tratar doenças e distúrbios
neurológicos que necessitam de tratamento cirúrgico é o neurocirurgião, que é o correspondente cirúrgico do
neurologista.

Eletroestimulação para
relaxamento Laríngeo
INTRODUÇÃO:

O relaxamento laríngeo é uma necessidade a ser trabalhada nos casos de


disfonias hipercinéticas devido à tensão da musculatura extrínseca e intrínseca da laringe que compromete não só
a qualidade vocal, como a excursão laríngea, podendo inclusive favorecer a hipertrofia dos ventrículos laríngeos,
formação de fendas glóticas, assimetria entre aritenoides, alterar o modo e o ritmo respiratório, a ressonância e
fala. A eletroestimulação nervosa transcutânea (TENS) analgésica de baixa frequência, no modo acupuntura, tem
demonstrado ser uma forma bastante eficiente para a analgesia e para o relaxamento de estruturas com nível de
dor e/ou tensão muscular crónicas, envolvendo todo o sistema que participa na produção da voz.
OBJETIVOS:
Este estudo teve como objetivo comparar a qualidade de relaxamento nos clientes no Brasil e em Portugal, após 4
sessões com a TENS acupuntura, assim como recolher o feedback relativo ao desconforto laríngeo e à tensão pré
e pós sessão.

MÉTODOS:
Participaram 28 clientes, 2 homens e 26 mulheres. Estando representados no estudo, 14 clientes de cada país,
com idades variando entre 25 e 69 anos.
No Brasil foi utilizado o NEURODYN RUBY LINE, 4 canais e em Portugal o equipamento CEFAR REHAB 4
pro 4 canais. A frequência estabelecida em ambos foi de 10 Hz, com largura de pulso de 300 ms, e com
intensidade variando de cliente para cliente, de acordo com o seu limiar de conforto, apresentando uma média de
intensidade de 25 mA (não atingindo o limiar de estimulação dolorosa – 40 mA). Os elétrodos de 5×8 cm foram
posicionados lateralmente à cartilagem tireóidea, no Brasil foram utilizados elétrodos de silicone untados com gel
condutor, e em Portugal foram utilizados elétrodos autoadesivos. Em ambos os casos foram fixados com fita
adesiva 3M. Cada sessão durou 30 minutos, 1 vez por semana, onde foram avaliadas as condições de dor e a
tensão laríngea pré e pós terapia, sendo que antes da aplicação da TENS, 100% dos clientes, em ambos os países,
referiram desconforto laríngeo, sensação de aperto, peso, ombros duros, pescoço dolorido e tenso. Durante as
sessões nos dois países foram realizados exercícios respiratórios e vocais em associação à eletroestimulação.

ILUSTRAÇÕES:
No Brasil: NEURODYN RUBY LINE, 4 canais

Em Portugal: CEFAR REHAB 4 pro 4 canais


RESULTADOS:
No final de cada sessão todos os 28 pacientes descreveram: “garganta mais aberta”, voz mais limpa e mais clara e
diminuição da sensação de tensão, assim como ausência de pontos dolorosos. Verificou-se ainda aumento dos
tempos máximos de fonação, sugerindo uma dinâmica da fonação mais próxima da normalidade.

CONCLUSÃO:
Concluímos que o uso da TENS acupuntura, independentemente da marca do equipamento, e do tipo de
elétrodos, proporciona um bom nível de relaxamento e conforto laríngeo, assim como diminuição dos pontos
dolorosos.
PARE de RONCAR – Conheça os exercícios
O ronco e a Síndrome da apneia do sono tem sido muito discutido no Brasil e no mundo na atualidade. Este
problema, além dos transtornos sociais e psicológicos, trás consequências físicas para o paciente (hipertensão,
arritmias cardíacas e AVC).

A apneia do sono é a obstrução das vias aéreas por alguns momentos durante a noite, pela flacidez dos tecidos da
garganta, impedindo a respiração por alguns segundos, varias vezes por noite, e o ronco é a vibração dos tecidos
da garganta quando o ar passa.
O ronco é causado pela vibração dos tecidos da faringe quando o ar passa nessa região, o que é favorecido pelo
relaxamento natural dessa musculatura durante o sono. Características anatômicas de certos indivíduos podem
predispor ao problema, que tende a piorar com o aumento da idade (pelo aumento da flacidez na musculatura da
garganta) e do peso (pelo acúmulo de gordura na região, que torna ainda mais difícil a passagem do ar).

———– Sem obstrução do ar ————————————– Com obstrução do ar ———–


Acreditamos que a vibração dos tecidos da faringe ao longo dos anos também contribui para o aumento da
flacidez da musculatura e, consequentemente, para o agravamento do ronco. Ou seja, uma pessoa que não tem
apneia pode acabar desenvolvendo a doença se não fizer nada para combater o ronco.

Considerada um importante fator de risco para doenças cardíacas, a apneia obstrutiva do sono é caracterizada
pela obstrução parcial ou total recorrente das vias aéreas durante a noite, que causa a parada da respiração por
pelo menos dez segundos nos adultos. Estima-se que o ronco esteja presente entre 70% e 95% dos casos.

A Fonoaudiologia tem como um de seus objetivos o restabelecimento das funções respiratórias, mastigatórias,
atos de deglutição e fala, visando o equilíbrio miofuncional desse sistema. O trabalho do fonoaudiólogo visa
sobretudo prevenir, habilitar ou reabilitar estas funções.
O indivíduo que respira pela boca não consegue vedar os lábios devido ao tônus dos mesmos estar diminuído. O
que também poderá apresentar hipotonia (fraqueza) dos órgãos fonoarticulatórios e um posicionamento incorreto
de língua.

Nestes casos, o tratamento fonoaudiológico tem como objetivo, principalmente, a conscientização da


necessidade da adequação da respiração e do sono. Em um segundo momento, o trabalho muscular necessário
será realizado através de exercícios que adequarão a tonicidade e postura dos órgãos fonoarticulatórios.
Através da realização de alguns exercícios, possivelmente há a redução do ronco e um rearranjo do sistema oral e
com este equilíbrio, a prevenção do aparecimento da apneia obstrutiva do sono.

Dentre os principais exercícios, podemos citar:


– Abaixamento da parte de trás da língua.
– Elevação do céu da boca e da campainha (palato mole e úvula)
– Varrer o céu da boca com a língua de frente para trás.
– Fazer contra-resistência com dedo ou espátula contra a bochecha.
A terapia fonoaudiológica é indicada para roncos, apneias leves e moderadas. É importante que sejam descartadas
obstruções nasais graves.

Para evitar qualquer tipo movimentação inadequada dos músculos orofaciais que possa causar desconforto, o
paciente deve ter muita cautela ao realizar os exercícios.
Exercícios Oromiofaciais em
Fonoudiologia Estética
A Fonoaudiologia Estética Facial, desenvolvida pelos fonoaudiólogos especialistas em Motricidade
Orofacial traz de volta uma face harmoniosa, com a suavização de rugas e marcas de expressão. É uma nova
forma para quem busca o rejuvenescimento facial de forma natural, sem cortes, sem intervenções cirúrgicas e
sem traumas.
O fato de o fonoaudiólogo dominar os conhecimentos específicos das funções vitaiscomo respirar, sugar,
mastigar, deglutir e falar permite que o trabalho na área da Fonoaudiologia Estética transcorra de forma
harmônica e equilibrada.
É observado um estreito relacionamento entre as marcas e vincos de expressão ao redor da boca e o uso da
musculatura oral, visto que rugas indesejáveis podem ser resultantes de posturas e movimentos repetidos
realizados para mastigar, deglutir, respirar e falar, bem como tais rugas podem sofrer influência da tensão
exagerada dos músculos da face.
Assim, o Fonoaudiólogo propõe o reequilíbrio das funções estomatognáticas, visando a organização
miofuncional e a minimização de movimentos desnecessários; relaxamento da musculatura orofacial através
de massagens, alongamentos e movimentos específicos; diminuição do abuso na mímica facial, reorganização
postural; promoção da suavização da fisionomia, além de dar ao rosto um aspecto mais harmonioso,
rejuvenescido e descansado, tornando a pele mais tonificada, brilhante e suave.

A Fonoaudiologia Estética Facial utiliza-se de técnicas


de relaxamento,alongamento, massagem, tonificação e fortalecimento muscular, trazendo consciência e
reeducação para uma utilização equilibrada dos músculos da face nas funções diárias.
Os pacientes que buscam o tratamento na área de Motricidade Orofacial apresentam alterações que comprometem
a estética e muitas vezes a auto-estima. Embora algumas vezes não se queixem dessas alterações, quando
abordados na avaliação demonstram um maior interesse no tratamento. A atuação fonoaudiológica na estética da
face visa prevenir e adequar as alterações dos músculos mímicos e da mastigação desencadeadas pelo
envelhecimento, pelos movimentos exagerados da mímica facial ou por distúrbios orofaciais e cervicais.
A realização sistemática dos exercícios pelo período de três meses mostra-se favorecer a diminuição das rugas,
marcas de expressão e flacidez facial, com variação do grau e localização da melhora.

Veja alguns exemplos de exercícios:


O que é Edema de Reinke?
O nome parece estranho, mas com certeza você já cruzou com alguém portador deste problema em seu convívio
diário, mesmo sem dar-se conta.

O Edema de Reinke é uma doença da laringe na qual as pregas vocais (cordas vocais) tornam-se
progressivamente edematosas (inchadas), fazendo com que a voz fique rouca e de tonalidade grave. Este edema
ocorre pelo acúmulo de líquido no espaço de Reinke, região situada logo abaixo do epitélio de cobertura das
pregas vocais. O nome desta região anatômica é uma homenagem ao anatomista Friedrich Reinke, que a
descreveu.

À medida que o líquido se acumula, este espaço se alarga, fazendo com que a prega vocal aumente sua espessura
e se projete para o interior da laringe.

Embora possa haver outras causas, tais como doenças da tireóide, refluxo gastro-esofágico e mau uso da voz, de
longe, a causa mais freqüente desta enfermidade, é o tabagismo.

Além de ser mais frequente em mulheres fumantes, na faixa etária dos 40 – 50 anos, é nelas que o sintoma se faz
notar com mais facilidade, visto que a voz da mulher é caracteristicamente mais aguda.
No princípio, a voz fica levemente rouca, aveludada e até sensual, fazendo com que as pacientes não tenham
maiores preocupações com ela.

Com o tempo, a irritação intensa e persistente provocada pelo hábito de fumar, faz com que a rouquidão aumente,
a ponto de ser confundida com voz masculina ao telefone e em outras situações. Isto, evidentemente é
desagradável, mexendo inclusive com a auto-estima feminina.

Nos casos mais graves, existe a possibilidade do edema fechar a laringe, podendo causar obstrução respiratória,
necessitando inclusive intervenções cirúrgicas de urgência.

O grande fator de risco para desenvolver a doença, sem dúvida é o hábito de fumar. Estudos ainda tentam
descobrir o porquê da maior incidência no sexo feminino. Alguns autores apontam fatores hormonais como sendo
os responsáveis por esta predisposição.

O edema de Reinke não é uma lesão maligna e não existe comprovação de que tenha potencial para transformar-
se em câncer de laringe.

O fato de ser relacionado ao câncer, em alguns trabalhos científicos, deve-se a que ele ocorre na maioria das
vezes em fumantes, e o fumo, este sim, é um dos principais fatores etiológicos dos tumores desta região.

Por este motivo, deve ser interpretado como um sinal de alerta e devidamente investigado.

De um modo geral, os sintomas da doença iniciam com discreta rouquidão que evolui, com o passar dos anos,
para uma voz grossa e masculinizada. Pode aparecer falhas na voz, pigarro, sensação de que há algo parado na
garganta, dificuldade para falar alto ou por períodos longos, e até mesmo perda temporária da voz, após gritar ou
falar com intensidade alta em eventos esportivos ou sociais.

O diagnóstico é feito pelo otorrinolaringologista, analisando os sintomas relatados pelo paciente e


correlacionando com os achados da videolaringoscopia, que são bastante característicos. Este exame é realizado
no próprio consultório, sem necessidade de sedação ou anestesia. O tratamento vai depender da fase em que se
encontra a doença, no momento do diagnóstico.

A primeira medida a ser tomada, sempre que possível, é identificar e remover a causa do problema, seja ela
refluxo gastro-esofágico, hipotireoidismo, abuso vocal persistente ou, a mais frequente, o tabagismo.

Nas fases iniciais, quando o edema é pequeno, pode-se tentar o tratamento conservador, com o abandono do fumo
e terapia fonoaudiológica através de exercícios que estimulam a absorção do líquido pelo organismo, com boas
chances de melhora.
Nos estágios mais avançados, o tratamento é cirúrgico, através de micro cirurgia de laringe, sob anestesia geral.
Normalmente não é necessária a internação hospitalar, permanecendo o paciente na sala de recuperação até ter
condições de alta, retornando a sua residência no mesmo dia.

Existem várias técnicas para realizar esta cirurgia, sendo que atualmente todas visam remover o edema com
preservação da cobertura mucosa da prega vocal, visando manter a qualidade da voz, o mais próximo possível da
normalidade.

O procedimento é realizado com microscópio cirúrgico e com instrumental próprio para micro cirurgia de laringe.
Inicia-se com uma incisão na porção anterior da prega vocal, expondo-se o conteúdo do edema. Em casos mais
recentes, este conteúdo é de um líquido espesso que pode ser aspirado, nos casos mais antigos, ele torna-se
viscoso, havendo a necessidade de ser removido com pinça.

Posicionamento durante a Micro Cirurgia de Laringe

Microscópio cirúrgico operando prega vocal com Edema de Reinke

Em seguida, é retirado o excesso de mucosa, reposicionando a que sobrou cuidadosamente sobre a prega vocal,
onde ela vai aderir espontaneamente.

Após um período de recuperação adequado, recomenda-se tratamento fonoaudiológico para reeducação vocal.

Em pacientes fumantes, o fato de voltar a fumar após a cirurgia, tem grandes possibilidades de provocar a
recidiva do problema. Portanto, para um melhor resultado, é imprescindível, abandonar o hábito do fumo.
Pelo exposto, fica claro que a melhor prevenção é a de adotar hábitos saudáveis, evitando o fumo, abusos vocais
persistentes e consultar o médico sempre que notar rouquidão por períodos prolongados. A precocidade do
diagnóstico melhora muito a perspectiva de cura e diminui a possibilidade de alterações vocais permanentes,
mesmo após o tratamento adequado.
O que é Laringite?
Laringite é uma inflamação da laringe que faz com que a sua voz fique áspera ou rouca. A laringite pode ser de
curto prazo ou de longa duração (crônica). Na maioria das vezes, ela surge rapidamente e dura não mais de duas
semanas.

Sintomas crônicos são aqueles que duram duas semanas ou mais. Por isso, marque uma consulta médica se os
sintomas persistirem por mais tempo. Nesses casos, a laringite pode ser causada por problemas mais graves.

Causas
Dentro da laringe há as cordas vocais – duas dobras da membrana mucosa que cobrem um músculo chamado
músculo vocal. Normalmente, suas cordas vocais abrem e fecham suavemente, formando sons através de seu
movimento e vibração.

Mas na laringite, suas cordas vocais ficam inflamadas ou irritadas. Ocorre um inchaço, que leva à distorção dos
sons produzidos pelo ar que passa sobre elas. Como resultado, sua voz soa rouca. Em alguns casos de laringite,
sua voz pode se tornar quase indetectável. A maioria dos casos de laringite é desencadeada por infecção viral
temporária ou esforço vocal e não são graves.
Laringite Aguda
A maioria dos casos de laringite é temporária, ou aguda. Causas de laringite aguda incluem:

 Infecções virais semelhantes às que causam resfriado


 Esforço vocal, causada por uso excessivo da voz
 Infecções bacterianas, como a difteria, embora seja raro.
Laringite Crônica
Laringite que dura mais de duas semanas é conhecida como laringite crônica. Este tipo de laringite é geralmente
causado pela exposição a substâncias irritantes ao longo do tempo. Laringite crônica pode causar tensão das
cordas vocais e lesões ou tumores na corda vocal (pólipos ou nódulos). Estas lesões podem ser causadas por:

 Irritantes inalatórios, como a vapores químicos, alérgenos ou fumaça


 Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE)
 Sinusite crônica
 Uso excessivo de álcool
 Uso excessivo habitual de sua voz (como no caso de cantores ou professores)
 Fumar
Causas menos comuns de laringite crônica incluem:

 Infecções bacterianas ou fúngicas


 Infecções por certos parasitas.
Outras causas de rouquidão crônica incluem:

 Câncer
 Paralisia das cordas vocais, o que pode resultar de lesão, AVC, um tumor pulmonar ou outras condições de
saúde
 Aumento da curvatura das cordas vocais na terceira idade.
Fatores de risco
Fatores de risco para laringite incluem:

 Ter uma infecção respiratória, como resfriado, bronquite ou sinusite


 Exposição a substâncias irritantes, como fumaça de cigarro, consumo excessivo de álcool, excesso de
ácido do estômago ou produtos químicos no local de trabalho
 Usar excessivamente a voz, falando demais, falando muito alto, gritar ou cantar.
Sintomas de Laringite
O principal sintoma da laringite é a rouquidão. Sua voz pode soar estridente, ser mais profundado que o normal
ou quebrar de vez em quando. Em alguns casos, você pode perder sua voz completamente. Outros sintomas
podem incluir:

 Garganta seca ou inflamada


 Tosse
 Dificuldade para engolir
Buscando ajuda médica – diagnóstico e exames
Você pode gerenciar os casos mais agudos da laringite por etapas de autoatendimento, como descansando sua voz
e bebendo muitos líquidos. O uso extenuante da sua voz durante o episódio de laringite aguda pode prejudicar
suas cordas vocais.

Marque uma consulta médica se a rouquidão durar mais de duas semanas. Procure imediatamente um médico se o
seu filho:

 Tem uma respiração ruidosa, estridente, que soa ao inalar


 Baba mais do que o habitual
 Tem dificuldade em engolir
 Tem dificuldade em respirar
 Tem uma febre superior 39°C.
Esses sintomas podem indicar uma inflamação da laringe e das vias aéreas logo abaixo. Pode indicar também
epiglotite, uma inflamação da epiglote, tecido cartilaginoso que fecha a via aérea durante a deglutição.

Na consulta médica
Especialistas que podem diagnosticar laringite são:

 Clínico geral
 Pediatra
 Otorrinolaringologista.
Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar
à consulta com algumas informações:
 Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
 Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele
tome com regularidade
 Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.
O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

 Quando os sintomas começaram?


 Os sintomas são contínuos ou ocasionais?
 Quão grave são os sintomas?
 O que, se alguma coisa, parece melhorar os sintomas?
 O que, se alguma coisa, parece piorar os sintomas?
 Você fuma?
 Você ou seu filho tem alergias? Houve um resfriado recentemente?
 Há um excesso de esforço das cordas vocais, como falar gritando ou o tempo inteiro?
Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso
garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para laringite,
algumas perguntas básicas incluem:

 O que está causando os sintomas?


 Que exames eu preciso?
 A condição provavelmente é temporária ou crônica?
 Qual é o melhor tratamento?
 Quais são as alternativas para a abordagem primária que você está sugerindo?
 Eu tenho/meu ente querido tem outras condições de saúde. Como é possível gerenciá-las juntas?
 É necessário fazer alguma restrição?
 Existe uma alternativa genérica para o medicamento que você está prescrevendo?
 Há algum material impresso que eu posso levar para casa? Quais sites você recomenda?
Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Laringite

O médico ou médica pode identificar laringite fazendo um exame físico que provavelmente incluirá sentir o
pescoço do paciente, afim de encontrar áreas sensíveis ou caroços. Também será avaliado o nariz, boca e
garganta.

Se você tiver problemas de voz e rouquidão que não têm uma causa óbvia e que duram mais de duas semanas, o
médico pode encaminhá-lo a um especialista (otorrinolaringologista). A aparência de suas cordas vocais e o som
de sua voz vai ajudar o especialista descobrir se a laringite vai embora por conta própria ou se você precisa de
tratamento.

Além disso, um otorrinolaringologista pode realizar esses exames:

 Videolaringoscopia, no qual uma câmera filma a laringe e podese detectar a laringite ou outras alterações
como nódulos, pólipos ou até tumores em fase inicial
 Biópsia.
Tratamento de Laringite
O tratamento em casa é tudo o que você precisa para maioria dos casos de laringite. Entre as recomendações
estão:

 Descansar a voz tanto quanto possível. O paciente deve falar baixo e pausadamente, evitando sussurrar.
Falar ao telefone ou em voz em alta também deve ser evitado
 Não pigarrear. Se há tosse seca, um medicamento de venda livre pode ajudar
 Mantenha o ambiente úmido com vaporizadores ou bacias d’água
 Beba muito líquido. Isso ajuda a irrigar as cordas vocais, evitando forçá-las e ajudando na recuperação
 Não fume e mantenha o paciente longe do fumo passivo.
Em alguns casos podem ser receitados medicamentos, como corticosteroides e antibióticos. Converse com seu
médico ou médica sobre essa possibilidade.

Se a doença do refluxo gastroesofágico está causando a laringite, pode ser necessário tomar medidas para reduzir
o refluxo.

Laringite crônica pode precisar de mais tratamento. Por exemplo, se a doença acontece pelo uso contínuo da voz
(como cantar ou falar muito),pode ser necessário o treinamento de fala.

Caso as cordas vocais tenham sido danificadas por feridas ou pólipos, pode ser necessária uma cirurgia.

Medicamentos para Laringite


Os medicamentos mais usados para o tratamento de laringite são:

 Antux
 Azitromicina
 Bi Profenid
 Broncho-Vaxom
 Cefalexina
 Ceftriaxona Dissódica
 Ceftriaxona Sódica
 Cetoprofeno
 Doxiciclina
 Eritromicina
 Flanax
 Ibuprofeno
 Nimesulida
 Paracetamol
Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta
e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não
interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em
quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.
Complicações possíveis
Se a laringite começou por conta de uma infecção, a falta de tratamento pode fazer com que esse vírus, bactéria
ou fungo se espalhe para outros órgãos do trato respiratório.

Além disso, uma laringite causada por excesso de uso da voz pode se tornar crônica com o passar do tempo.

Prevenção
Para prevenir o ressecamento ou irritação para suas cordas vocais:
 Não fumar e evitar o fumo passivo. A fumaça pode secar a garganta e irritar as cordas vocais
 Limite o consumo de álcool e cafeína, uma vez que essas bebidas podem causar desidratação, ressecando
as cordas vocais
 Beba muita água. Fluidos ajudam a manter o muco na garganta fino e fácil de limpar
 Evite limpar sua garganta. Isso faz mais mal do que bem, porque provoca uma vibração anormal de suas
cordas vocais e pode aumentar o inchaço. Limpando a garganta, também faz com que sua garganta a
secretar mais muco e se sentir mais irritado, fazendo com que você quer limpar a garganta novamente
 Evite infecções das vias respiratórias superiores. Lave as mãos frequentemente e evitar o contato com
pessoas que têm infecções respiratórias, como resfriados.

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