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Designers de Interiores: Atuação, Qualificação, Limitações, Legislação e

Importância do Professional Dezembro/2017

Designers de Interiores: Atuação, Qualificação, Limitações,


Legislação e Importância do Professional
Maria Cristina da Silva: cristinavaleu@gmail.com
Curso de Pós-Graduação e Especialização: Design de Interiores
Ambientação e Produção do Espaço
Instituto de Pós-Graduação – IPOG
Cidade: Vitoria -ES 03 de Março de 2017
Resumo
O presente artigo tem como premissa instigar, questionar e levantar hipótese a
respeito do Designer de Interiores, além de aprimorar o conhecimento uma
informação atualizada.Aonde o Designer ele se encontra no contexto
histórico? Aonde ele pode atuar? Sabe-se que área de atuação é infinita, ele
pode atuar desde a pequenos projetos de ambiente comerciais e residenciais a
simples confecção de folders para propaganda e marketing, espera-se-se
também ampliar a informação, sanar dúvidas a respeito de projetos em Design
Comercial e Residencial. Busca-se com esta pesquisa demonstrar através de
referencialteórico e trabalhos de arquivo pessoal da especializandoa riqueza
em criatividade e conhecimentodo profissional no mercado de trabalho atual.
Muito tem -se falado e questionado da atuação do Designer de Interiores
colocando em dúvida a sua capacidade e habilitação. Objetiva-se, portanto,
interpretar, entender e responder muitos questionamentos envolvendo o
Design de Interiores Residencial e Comercial, assim como a sua atuação num
mercado em crescimento e muita demanda. O Designer devidamente
capacitado e atualizado é capaz de realizar trabalhos de grandes proporções
quando respeita seu limite e campo de atuação.

Palavras chaves: Design, ecodesign, Habilitação, Qualificação, legislação


Muitos estilos ao longo dos séculos demandaram e inspiraram a dinâmica
no Design de Interiores. Por exemplo o século XVIII é marcado pelo estilo
rococó, que surge em Paris contestando a rigidez da vida cortesa. GIBBS
2014:16.

ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 8, Edição nº 14 Vol. 01
dezembro/2017
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Muitos estilos surgiram ao longo das décadas fazendo com que o Design
de Interiores crescesse e se difundisse, trazendo muita importância e destaque
no que se refere a ambientação do espaço.

O Século XIX é marcado pelo estilo ArtsandCrafts na Inglaterra em


contraposição aos estilos exagerados do Barroco,ArtsandCraftsfoi um
movimento estético e social inglês, que defendeu o artesanato criativo como
alternativa à mecanização e à produção em massa.Mas o passo fundamental na
transposição desse ideário ao plano prático é dado por William Morris (1834 -
1896), o principal líder do movimento. Pintor, escritor e socialista militante,
Morris tenta combinar as teses de Ruskin às de Marx, na defesa de uma arte
"feita pelo povo e para o povo"; a ideia é que o operário se torne artista e possa
conferir valor estético ao trabalho desqualificado da indústria. Com Morris, o
conceito de belas-artes é rechaçado em nome do ideal das guildas medievais,
onde o artesão desenha e executa a obra, num ambiente de produção coletiva.
A partir de 1890, o Movimento de Artes e Ofícios liga-se ao estilo
internacional do art nouveau espalhando-se por toda a Europa: Alemanha,
Países Baixos, Áustria e Escandinávia. Ainda que um sucessor do movimento
inglês, o art nouveau possui filosofia um pouco distinta. Menos que uma
atitude de recusa à indústria, a produção art nouveau coloca-se no seu interior,
valendo-se dos novos materiais do mundo moderno (ferro, vidro e cimento),
assim como da racionalidade das ciências e da engenharia. Trata-se de integrar
arte, lógica industrial e sociedade de massas, desafiando alguns princípios
básicos da produção em série, por exemplo, o emprego de materiais baratos e o
design inferior. Como indicam a arquitetura, o mobiliário, os objetos e
ilustrações realizados sob o signo do art nouveau - as cerâmicas e os objetos de
vidro de Émile Gallé (1846 - 1904), os interiores de Louis Comfort Tiffany
(1848 - 1933), as pinturas, vitrais e painéis de Jan Toorop (1858 - 1928) e
outros -, o estilo visa revalorizar a beleza, colocando-a ao alcance de todos. A
articulação estreita entre arte e indústria, função e forma, utilidade e ornamento
parece ser o objetivo primeiro dos artistas.
O História do Design no Brasil ficou marcada com a “ A semana de 22”
GURGEL 2011: 104. O Designer suíço John Graz (1891-1980) foi um dos
únicos expoentes do design nas décadas de 1920 e 1930 no Brasil. Ele era
adepto ao conceito integral de projeto, criava para seus espaços uma gama

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enorme de elementos como caixilhos, vitrais, luminárias, moveis, pisos.


Recebeu o apelido de “Graz o futurista. Umas das inovações dele para o design
de interiores foi o uso da iluminação indireta, e uso de materiais como chapa de
aço e superfícies cromadas. Por isso que o Design é algo que está sempre em
movimento, em mudança e o profissional desta área precisa ter como principal
requisito a criatividade solta, sem ter medo de ousar de propor e inovar. O
Design envolve um processo continuo de aprendizagem e nunca se deve deixar
de educar as vistas através da arte, de viagens, livros, filmes e peças de teatros.

2. A Qualificação do Profissional em Design de Interiores Comercial e


Residencial?
O profissional deve ser plenamente qualificado e regulamentado e
reconhecido em território nacionale que é assegurado a todos aqueles que
portam o Diploma de Curso Superior expedido por instituições de ensino
oficialmente reconhecido. Este profissional vem para somar juntos aos projetos
de Arquitetura. Cabe também a este profissional elaborar plantas, cortes,
elevações, perspectivas e detalhamento de elementos não estruturais de espaços
ou ambientes internos e ambientes externos contíguos aos interiores, desde que
a especificidade do projeto de interiores.

É uma forte tendência, em todos os países, que os clientes queiram


apenas contratar os serviços profissionais de Design de Interiores
devidamente qualificados. A qualificação representa a garantia de que o
designer é capaz de oferecer um determinado nível de conhecimento e
serviços e requer estudos constantes, de forma que o público estará
protegido, principalmente em relação a saúde, segurança
econforto.(GIBBS 2014:185 )

Contudo mesmo com a Lei assegurando e exercício da profissão há ainda


muitas dificuldades do profissional entrar no mercado de trabalho devido a
grande concorrência entre profissionais da Arquitetura e afins. Por isso a
importância do profissional manter-se atualizado e estar a par dos seus direitos
e deveres. A ABD é uma entidade que ajuda o Designer de Interiores a
desempenhar suas funções dando-lhes suportes em todos os sentidos, seja de
local para atendimento ao cliente assim como suporte jurídico. A ABD também
dispõe de cursos de atualização o profissional participa através de convite
desde que ele (a) esteja devidamente inscrito junto a instituição e
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regulamentado com documentos que comprovam a sua condição de Designer


de Interiores. ABD é a Associação Brasileira de Design de Interiores que desde
1980 representa nacionalmente os profissionais da área e vem desempenhando
através das suas regionais a difusão do conhecimento sobre design de
interiores, através de congressos, cursos e palestras.

Uma boa formaçãodesteprofissionalpode ajudar clientes no seu dia a dia


e também baratear o processo de um projeto, sugerindo opções de cores,
tecidos, móveis e tudo o que pode ser parte de um projeto de interiores,
fornecendo uma consultoria para o cliente visando melhorar a qualidade de
vida e autoestima dentro do espaço em que vive ou trabalha.

O design de Interiores residencial busca atender as necessidades do


cliente, visando seu bem-estar de forma holística.Para atuar de forma plena e
legal, aAssociação Internacional de Designers de Interiores diz que ele deve ter
a formação acadêmica e estar apto a promover o bem-estarpúblico, a segurança
e o conforto, ele deve ser capaz de:

 Analisar as necessidades do cliente e através de mídias


apropriadas apresentar resultados sobre o projeto a ser
desenvolvido e executado, (GIBBS 2014:8)

2.1. As etapas de um Projeto Residencial e Comercial

2.21ª Fase

 Programa de necessidades do cliente. Estabelecer desde o


início como será a relação cliente e designer de interiores;
 Fazer anotações das solicitações do cliente.

Após a reunião com cliente traçar um perfil (ver em anexo) descrevendo:


perfil do cliente, da edificação, Estilo, Acabamentos existentes e descrever
todos os ambientes que serão trabalhados e transformado. Fazer fotos.
Apresentar a proposta de trabalho. Este deve oferecer flexibilidade na medida
do possível afim de se adaptar as exigências e prazos.

2.3 2ª Fase. Diagnostico e levantamento de dados

2.4Criatividade e Conceito

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Após a aprovação da proposta é feito o diagnóstico e levantamento dos


dados. Fazer visita ao imóvel afim de captar a atmosfera e o volume do espaço,
o que será muito útil em seu processo criativo. Este momento de criatividade é
dividido em três fases: definição de conceito, ou seja, e que tema será
inspirado? Elementos da natureza? A inspiração para o conceito poderá vir de
onde o imóvel está inserido. Após estabelecido o tema do projeto parte-se para
a concretização, ou seja, o designer irá preparar uma apresentação para o
cliente. Esta informação deverá ser concisa, centrada e humana. Deve ser
considerado qual é o perfil das pessoas que será apresentado o projeto. O
profissional nesta apresentação deverá preocupar-se inclusive com a sua
imagem pessoal, audibilidade, a projeção da voz e o ritmo são importantes para
o sucesso da apresentação. Formalidade e profissionalismo também fazem
parte deste momento.Ver em anexo modelo especificação de interiores

3ª Fase. Projeto Executivo.

Este momento é concretizado assim que o cliente aprovar o projeto. O


objetivo de Projeto Executivo é dar o máximo de informações possíveis para o
construtor ou os técnicos responsáveis pela aprovação do projeto.

 Especificações (ex tipos materiais, pavimento, tecido, luminárias,


iluminação elétrica, sistema de condicionamento de ar, mobiliário,
texturas etc) o projeto executivo servira de guia de instruções para o
construtor,
 Proposta e Orçamentos
 Projeto Executivo, Orçamento e Contratos: Neste momento a decisão
final será do cliente. Faz-se importante notar que antes de assinar o
contrato o cliente e o designer atentar para: termos e condições de
acordo, escopo de serviço do Designer de Interiores, honorários e
despesas, orçamento e cronograma de pagamentos, especificações das
obras, responsabilidade e rescisão. O ideal é que o designer de
interiores conte com um advogado para elaborar um contrato que
atenda às suas necessidades.

O projeto executivo será o guia de instruções para o construtor.Ele


costuma ser feito para detalhamento de cozinhas, banheiros, marcenaria feira
sob medidae deve possuir os seguintes desenhos: Plantas, vistas e cortes
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desenhados em escala e alvenarias, de piso, de teto, de lay-out, cortes,


elevações.

4ª Fase – Gerenciamento do Projeto.

O Próprio Designer de Interiores poderá gerenciar o projeto. Sabendo que


há uma grande diferença entre desenvolver um projeto residencial e um
comercial. No residencial o contato com o cliente é bastante próximo e pessoal.
No caso do Comercial o designer deve se relacionar com outros profissionais.É
o momento em que é feita as especificações e orçamentos, que serão entregues
aos possíveis construtores, fornecedores. Normalmente eles são anexados a
planta.

O gerenciamento do projeto inclui:

 Programação da Obra;
 Cronograma da Obra;
 Compras;
 Acompanhamento das obras;
 Instalação do mobiliário;
 Finalização e entrega.

Ver anexo modelo de Programação de Obra

.3. O Design Comercial

É tão importante e complexo o Design Comercial e de Serviços como o


de interiores. Destaca-se a pesquisa aprofundada do setor como meio para o
alcance de um bom projeto.

Os projetos comerciais são mais complexos, visto que seus


usuários podem variar de trabalhadores a visitantes esporádicos,
dependendo da natureza do negócio. Outro diferencial é que esses
projetos pedem tanto ser simples escritórios como complexos
centros comerciais envolvendo inúmeras atividades e
pessoas.(GURGEL: 2014:14),.

Um projeto de interior comercial poderá deturpar, afastar e criar


prejuízos incalculáveis ao negócio. Para projetar um design em área comercial
sugere-se tematizar, conceituar, não comprometendo o bem-estar e o conforto
do usuário. Então ao dar início ao projeto ver qual é o produto que será
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oferecido, definir cada etapa do projeto. Por exemplo escritórios e consultórios


pedem decoração neutra e sóbria, porque o público será abrangente e de
diferentes estilos. Faz-se importante ressaltar que o Designer de Interiores deve
saber analisar o contexto sócio econômico, e cultural da empresa e aonde ele
está situado. Ele deve fazer o levantamento de todas as atividades envolvidas
dos equipamentos, da necessidade básicas e principalmente do organograma da
empresa, que fornecerá informações quanto a necessidade de intercomunicação
e de proximidade dos ambientes.

Destaque para este conceito em design “ uma loja não é um projeto, são
compostas de vários miniprojetos”. São vários ambientes.

Antes de iniciar qualquer projeto de Design Comercial deve-se verificar


com os órgãos públicos, principalmente Prefeitura Municipal, quais a
providencias legais a serem tomadas. Cada prefeitura seguirá diferentes leis
estabelecidas no código de obras do município, mas existe a Associação
Brasileira de Normas e Técnicas que servirá de parâmetro, esta associação é
muito importante porque dita normas validas para edificações em todo o Brasil.
É importante ressaltar que:

O Patrimônio histórico edificado não se constitui apenas de


imóveis de uso residencial, muitas edificações como teatros,
cinemas e hospitais também são tombadas por sua importância
histórica. No Brasil, o órgão responsável pela proteção,
preservação e gestão do patrimônio histórico nacional é o Instituo
do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) (GIBBS
2014:159)

4. Atuação do Designer de Interiores no Mercado

Há confusão e até duvidas que giram em torno da palavra “design”.


Pode-se afirmar que design é arte de combinar formas, linhas, texturas, luzes e
cores para criar um espaço ou objeto que atendam a função, as necessidades
objetivas e subjetivas dos usuários, assim como a sua utilização. Para ser um
bom designer é necessário também aptidão, habilidade artística e em especial
boa noção espacial. Além da criatividade, um bom olho e estilo, perspectivas
abertas e abordagens flexíveis são características importantes.
A Atuação do Designer de Interiores faz-se muito importante e em
todas as áreas é importante estar atualizado quanto a temas de saúde,
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segurança, códigos de obras, leis e normativas relacionados ao design de forma


geral. Neste contexto existem a ABNT (associação Brasileira de Normas e
Técnicas e as respectivas NBrs). Uma das principais funções do designer é
interpretar as ideias e personalidade de seus clientes. Ao ambientar uma casa
ou uma empresa, a maioria das pessoas estão comunicando algo sobre si, seu
entorno contém uma mensagem: promover felicidade a partir da interação
homem-ambiente. Ao construir uma casa ou decorar um cômodo, as pessoas
querem mostrar quem são, lembrar de si próprias e ter sempre em mente como
elas poderiam idealmente ser. O lar, portanto, não é um refúgio baseando-se
em princípios básicos do design o profissional criativo e informado poderá
inovar rompendo barreiras de forma até intencional afim de experimentar
diferentes conceitos e formas de harmonização. O Designer precisa sobretudo
compreender as necessidades do cliente além de sua personalidade e estilo e no
segmento comercial deve estar atento ao contexto econômico.
Através de um projeto de interiores, o designer tem a oportunidade de
transmitir todos os tipos de informações pessoais do cliente, como idade,
estado civil, poder aquisitivo, atitudes e, inclusive aspectos físicos.
Com um público cada vez mais bem informado sobre design e com uma
maior cultura visual, os designers de interiores precisarão de se mostrar cada
vez mais competentes e a frente do seu tempo, espera-se que eles tenham
características diferentes não encontradas em outros profissionais,
especialmente arquitetos e decoradores. Este profissional deverá ter uma visão
holística, sendo flexível e adaptável aos estilos e tendências. Um exemplo é o
uso de materiais cada vez ecologicamente corretos, tem-se falado muito da
questão do cheiro personalizado do espaço a ser modificado. O Design é uma
área muito atual e dinâmica, muitas vezes ela caminha muito à frente do seu
tempo. Há novas nomenclaturas como o “ecodesign” que é um design que
respeita e se preocupa com todas as etapas de um projeto, de como a natureza
está presente no projeto quanto ao uso dos recursos naturais, evitando gerar
qualquer tipo de poluição, por isso é de extrema importância conhecer as
normas vigentes para um projeto bem-sucedido.
A relação Arquiteto e Designer é outra tendência muito forte e presente,
devido ao campo de atuação e limitação do Designer de Interiores; Um projeto
de arquitetura dependendo da sua dimensão poderá tornar-se muito exaustivo

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para o Arquiteto, diminuindo até a sua capacidade cognitiva e criativa fazer o


espaço de interiores assim como nos projetos de moveis, o cansaço, as
indisposições poderão resultar em projetos obsoletos e muitas vezes até muito
custoso para o cliente final, existem relatos de pessoas que tiveram grandes
perdas emocionais e financeiras devido a projetos de arquitetura feito sem
qualidade e preocupação com a necessidade do cliente. Por isso da importância
do desta parceria que vem para somar e complementar um projeto e a relação
humana e profissional. Os dois profissionais são muito importantes para que o
projeto seja um sucesso, ou não. Muitas vezes o Arquiteto busca soluções
prontas em lojas especializadas por ser mais rápido, simples e até mesmo
seguro. Neste sentindo perde-se a oportunidade de se criar um projeto único,
pessoal, humanizado e personalizado.
O Design de Interiores pode atuar em diversos seguimentos como
elaboração de ambientes internos hospitalares, comerciais, lojas de
departamento, creches, áreas de lazer. Ele deve estar apto também a realizar
alterações no layout, trabalhar gesso, iluminação, projetar móveis, trocar
revestimentos enfim, tudo o que for necessário para que o seu projeto seja
inovador, contemporâneo e correto dentro das Normas Técnicas.
Compete ao Designer de Interiores: planejar e projetar ambientes internos
existentes ou pré-configurados conforme os objetivos e necessidades do cliente
e/ou usuário, planejando e projetando o uso e ocupação dos espaços de modo a
otimizar o conforto, a estética, a saúde e a segurança de acordo com as normas
técnicas de acessibilidade, ergonomia, conforto luminoso, térmico e acústico
devidamente homologadas pelos órgãos competentes (SUBSTITUTIVO AO
PROJETO DE LEI No 4.692, DE 2012).

É infinito o campo de atuação deste profissional que vai desde a


elaboração de projeto de um inteiro restaurante, hotel, residência até criar
detalhes como cardápios de restaurante, desenhar projetos em CAD (cadista),
fazer Consultoria de Design no âmbito internacional. Há também uma área
para o Designer em crescente desenvolvimento que são casamentos, festas,
trabalhos de apresentação de vitrine, pontos de venda, criação de imóveis
decorados para construtoras. Sendo assim destaca-se mais uma vez a
importância da atualização do profissional.Há muito ainda que se fazer para

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que o Designer de Interiores seja cada vez mais requisitado pelo cliente, assim
como parceiros de trabalho com arquitetos.

Faz-se saber que se um projeto exigir alguma alteração um perito deverá


ser solicitado para que seja feito o diagnóstico. Os projetos de instalações,
como elétrica, hidráulica e esgoto, elevadores, sistema de aquecimentos,
exaustão, ar-condicionado, som, telefonia e rede de informática devem ser
desenvolvidos por engenheiros especializados. Há muitos profissionais a serem
envolvidos num projeto de Design de Interiores, como construtoras, bombeiros,
técnicos em aquecimento, eletricistas, gesseiros, pintores, especialistas em
pintura decorativa, instaladores de pisos, cortineiros, estofadores, marceneiros
e muitos outros.

4.1 Designers de Interiores e Arquitetos, qual a diferença?

Por ser mais longo e mais abrangente, o curso de Arquitetura inclui


disciplinas como Restauração e Revitalização, Tecnologia da Construção e
Topografia. Já o curso Design de Interiores possui disciplinas dedicadas ao
planejamento de ambientes e mobília, como Projeto de Interiores e História do
Mobiliário. Outro diferencial é o foco. ODesign de Interiores é um curso com
foco no aspecto decorativo, visando a estética e a funcionalidade dos mais
diversos ambientes. Já Arquitetura é um curso abrangente que aborda arte,
urbanismo, construção, planejamento urbano, paisagismo, entre outros.

Quem se forma em Arquitetura é capaz de trabalhar com projetos de


construções de edifícios e demais tipos de obras. Já quem faz faculdade e
Tecnólogos de Design de Interiores trabalha com a criação de móveis
personalizados conforme as necessidades do ambiente, iluminação
personalizada, gerenciamento de mobília e acessórios, decoração interna e
muito mais. Outra grande vantagem do Profissional em Design de Interiores é
que o curso pode durar um mínimo de dois anos e o máximo três anos, com
esse tempo de duração é bem mais fácil e rápido o ingresso no mercado de
trabalho. Diferente do curso de Arquitetura, que por ser uma graduação dura
em média 4 a 5 anos.

O Designer de Interiores não pode intervir em projetos de demolição,


caso se faça necessário ele deverá contar com o suporte de profissionais como
Arquitetos, Engenheiros e afins.
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"O designer deve definir a concepção do espaço existente e pensar no


bem-estar das pessoas que vãoestar nesses ambientes projetados. Algumas
pessoas não dão importância, mas uma cadeira confortávele uma iluminação
que proporcione bem-estar não são por acaso. Esses pontos foram pensados
pelosdesigners. Bem-estar é a base do design de interiores”, uma característica
que marca a diferença dos projetos de designers de interiores e arquitetos,
apontadaé a riqueza de detalhes. "O designer tem como característica ser
maisdetalhista enquanto o arquiteto projeta ambientes mais limpos, sem
carregar nos elementos".
Pensar nas necessidades do cliente como circulação, conforto,
linguagem e textura é função que pertence tanto aos profissionais de
arquitetura quanto aos designers de interiores
“Fazer um projeto é um quebra-cabeças. Tem que unir
criatividade, estética e também o lado humano”

5. Honorários
A remuneração do profissional Designer de Interiores ou Arquitetos de
Interiores pode ser estabelecida a partir de quatro diferentes condições,
utilizadas de forma individual ou combinadas e varia de Estado para Estado e
até mesmo região.;. Ver tabela em anexo como referência.
Legislação
A lei n 13.369 estabelece o reconhecimento em todo o território
nacional a profissão de Design de Interiores e ambientes desde que seja
observado os preceitos da Lei.Dispõe sobre a garantia do exercício da profissão
de designer de interiores e ambientes e dá outras providências. Ver a Lei anexo
6. Conclusão

Conclui-se como ponto principal e muito importante a atualização do


profissional de Designe de Interiores, esta atualização inclui principalmente as
normas vigentes que constantemente estão sendo revisadas, alteradas e
complementadas.Atualização também do uso de materiais que tenham
procedência segura e que este não estará impactando o meio ambiente. Hoje
fala-se muito na acessibilidade, o designer precisa estar muito bem informado
quais são as normas que ajuda a desempenhar projetos para cadeirantes e várias
situações que requer atenção redobrada na hora de projetar. Por isso a
atualização deve ser constante. Outro ponto muito falado é a questão do

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“ecodesign”, não é mais possível conceber um projeto sem pensar na


sustentabilidade, nos materiais que serão utilizados e quais impactos eles terão
sobre a vida das pessoas.

A partir deste estudo de pesquisa bibliográfica pôde-se perceber o quanto


se há para aprender a respeito do ser humano e sua concepção de vida.
Percebeu-se também que para ser Designer de Interiores está envolvido vários
aspectos pessoais de aptidão, criatividade e flexibilidade por parte de quem
projeta. Concluiu-se também que a relação Designer e Arquiteto é de grande
importância para o desenvolvimento de grandes projetos. Um complementa o
outro. Um doa e outro recebe se for permitido haverá entre estes dois
profissionais uma relação de reciprocidade.

A Especializando ampliou e enriqueceu ainda mais o conhecimento sobre


esse mundo fantástico no qual ela, cria, ele transforma, ele reinventa, ele
transforma em lares, em lugares aonde o cliente sinta a sua própria presença,
sinta a segurança e o acolhimento.Isto acontece porque o projeto passou por
toda uma dinâmica afetiva no qual houve uma reciprocidade entre o cliente e o
designer.

BIBLIOGRAFIA

ARTS andCrafts. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura


Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em:
<http://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo4986/arts-and-crafts>. Acesso em:
25 de Fev. 2017. Verbete da Enciclopédia.

ISBN: 978-85-7979-060-7

Disponível via internet via

http://blog.unipe.br/graduacao/7-diferencas-entre-design-de-interiores-e-
arquitetura-que-voce-deve-conhecer. Acesso em 25/02/2017

ENCICLOPÉDIA BIOGRÁFICA DE ARQUITETOS DIGITAL


Autor (es) do verbete: DURANTE, Silvio
Título: Richard Boyle
Documento nº: B25
Disponível na Internet via:
Última atualização: 07/07/2015
BRITANNICA, Enciclopédia. Richard Boyle, 3rd real ofBurlington. Acesso
em 25/02/2017

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GIBBS, Jenny. Design de Interiores: Guia Útil para estudantes e


Profissionais. 2005, 2009. 1ª Edição. 3ª Impressão, 2014

GURGEL, Mirian. Projetando Espaços: Design de interiores/ Mirian


Gurgel; 4ª edição – São Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2011. ISBN
978857359-9176

GURGEL, Mirian. Guia de Arquitetura para Interiores para áreas


comerciais/ Mirian Gurgel; 5ª ed.rev. – São Paulo: Editora SENAC São
Paulo, 2014. ISBN 978857359-9176

- OXFORD REFERENCE. Richard Boyle. Disponível em Acesso em 07 de


julho de 2015

Disponivel em :http://extra.globo.com/noticias/educacao/profissoes-de-
sucesso/design-de-interiores-uma-area-em-ascencao-com-demanda-de-
profissionais-16820973.html#ixzz4ZqFVCE9H. Acesso em 26/02/2017
Disponível em
PROJETO DE LEI SANCIONADO PARA O EXERCÍCIO DO
DESIGNER DE INTERIORES
https://www.planalto.gov.br/cCivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13369.htm
Acesso em 26/02/2017

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ANEXOS

LEGISLAÇÃO

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso


Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o É reconhecida, em todo o território nacional, a profissão


de designer de interiores e ambientes, observados os preceitos desta
Lei.

Art. 2o Designer de interiores e ambientes é o profissional que


planeja e projeta espaços internos, visando ao conforto, à estética, à
saúde e à segurança dos usuários, respeitadas as atribuições
privativas de outras profissões regulamentadas em lei.

Art. 3o (VETADO).

Art. 4o Compete ao designer de interiores e ambientes:

I - Estudar, planejar e projetar ambientes internos existentes ou


pré-configurados conforme os objetivos e as necessidades do cliente
ou usuário, planejando e projetando o uso e a ocupação dos espaços
de modo a otimizar o conforto, a estética, a saúde e a segurança de
acordo com as normas técnicas de acessibilidade, de ergonomia e de
conforto luminoso, térmico e acústico devidamente homologadas pelos
órgãos competentes;

II - Elaborar plantas, cortes, elevações, perspectivas e


detalhamento de elementos não estruturais de espaços ou ambientes
internos e ambientes externos contíguos aos interiores, desde que na
especificidade do projeto de interiores;

III - planejar ambientes internos, permanentes ou não, inclusive


especificando equipamento mobiliário, acessórios e materiais e

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providenciando orçamentos e instruções de instalação, respeitados os


projetos elaborados e o direito autoral dos responsáveis técnicos
habilitados;

IV - Compatibilizar os seus projetos com as exigências legais e


regulamentares relacionadas a segurança contra incêndio, saúde e
meio ambiente;

V - Selecionar e especificar cores, revestimentos e acabamentos;

VI - Criar, desenhar e detalhar móveis e outros elementos de


decoração e ambientação;

VII - assessorar nas compras e na contratação de pessoal,


podendo responsabilizar-se diretamente por tais funções, inclusive no
gerenciamento das obras afetas ao projeto de interiores e na
fiscalização de cronogramas e fluxos de caixa, mediante prévio ajuste
com o usuário dos serviços, assegurado a este o pleno direito à
prestação de contas e a intervir para garantir a sua vontade;

VIII - propor interferências em espaços existentes ou pré-


configurados, internos e externos contíguos aos interiores, desde que
na especificidade do projeto de interiores, mediante aprovação e
execução por profissional habilitado na forma da lei;

IX - Prestar consultoria técnica em design de interiores;

X - desempenhar cargos e funções em entidades públicas e


privadas relacionadas ao design de interiores;

XI - exercer o ensino e desenvolver pesquisas, experimentações e


ensaios relativamente ao design de interiores;

XII - observar e estudar permanentemente o comportamento


humano quanto ao uso dos espaços internos e preservar os aspectos
sociais, culturais, estéticos e artísticos.

Parágrafo único. Atividades que visem a alterações nos


elementos estruturais devem ser aprovadas e executadas por
profissionais capacitados e autorizados na forma da lei.

Art. 5o O designer de interiores e ambientes, no exercício de


suas atividades e atribuições, deve zelar principalmente:

I - pela conduta ética;

II - pela transparência para com seu contratante, prestando-lhe


contas e atendendo-o quanto às suas necessidades;

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III - pela sustentabilidade;

IV - pela responsabilidade social;

V - pela segurança dos usuários, evitando a exposição desses a


riscos e potenciais danos.

Art. 6o (VETADO).

Art. 7o (VETADO).

Art. 8o (VETADO).

Art. 9o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 12 de dezembro de 2016; 195 o da Independência e


128o da República.

MICHEL TEMER
Alexandre de Moraes
Esteves Pedro Colnago Junior
Grace Maria Fernandes Mendonça

Este texto não substitui o publicado no DOU de 13.12.2016

Sobre o Veto

Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos

MENSAGEM Nº 640, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2016.

Senhor Presidente, do Senado Federal,

Comunico a Vossa Excelência que, nos termos do § 1o do art. 66 da


Constituição, decidi vetar parcialmente, por inconstitucionalidade, o Projeto de Lei
no 97, de 2015 (n 4.692/12 na Câmara dos Deputados), que “Dispõe sobre a garantia
o

do exercício da profissão de designer de interiores e ambientes e dá outras


providências”.

Ouvidos, os Ministérios da Justiça e Cidadania, do Planejamento,


Desenvolvimento e Gestão e a Advocacia-Geral da União manifestaram-se pelo veto
aos seguintes dispositivos:

o o o
Arts. 3 , 7 e 8

o
“Art. 3 O exercício da profissão de designer de interiores e ambientes, em
todo o território nacional, é assegurado aos portadores de diploma de curso
superior expedido por instituição de ensino superior oficialmente reconhecida em:
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16

I - Design de Interiores;

II - Composição de Interior;

III - Design de Ambientes, na especificidade de interiores;

IV - Arquitetura e Urbanismo.”

“Art. 7o É assegurado por esta Lei, em todo o território nacional, o exercício


da profissão de técnico em design de interiores:

I - ao titular de diploma ou certificado de curso de técnico em design de


interiores oficialmente reconhecido;

II - ao portador de diploma de habilitação específica expedido por instituição


de ensino estrangeira e revalidado na forma da legislação pertinente em vigor.

Art. 8o As atividades de técnico em design de interiores serão definidas


pelo Ministério do Trabalho, no prazo de 120 (cento e vinte) dias após a data de
publicação desta Lei.”

Razões dos vetos

“Os dispositivos incidem em violação ao artigo 5o, inciso XIII, da


Constituição, ao instituírem limitações e vedações ao exercício profissional por
terceiros, e sem consonância com o comando constitucional apontado.”

Art. 6o

“Art. 6o O projeto do designer de interiores é considerado obra intelectual,


garantidos os direitos autorais deste e de outros profissionais habilitados para a
elaboração de projetos.”

Razões do veto

“O dispositivo, como proposto, poderia afetar o exercício, por terceiros, de


seu direito de propriedade, além de violar o ato jurídico perfeito e afrontar o
princípio da livre iniciativa, em confronto com os artigos 5o, incisos XXII e XXXVI, e
170, da Constituição.”

Essas, Senhor Presidente, as razões que me levaram a vetar os dispositivos


acima mencionados do projeto em causa, as quais ora submeto à elevada apreciação
dos Senhores Membros do Congresso Nacional.

Este texto não substitui o publicado no DOU de 13.12.2016

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19

Trabalhos realizados pela Designer Especializando em


Ambientação de Produção do Espaço pela IPOG.

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MODELO CONTRATO

Modelo de contrato – Interiores/Ambientes


[cabeçalho com seu logo]
CONTRATO DE PROJETO DE DESIGN DE AMBIENTES
REFERENCIA: Projeto de Design de Ambientes completo do imóvel
localizado à XXXXXXXXXXXXXXXX – XXXXXXXXXX – Vitoria ES.
CONTRATANTE: XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Inscrito no CPF sob número XXX.XXX.XXX-XX
Com endereço à Rua xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx – Vitoria ES;
CONTRATADO: XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Inscrito no CPF sob número XXX.XXX.XXX-XX
Com endereço à Avenida XXXXXXXXXXXXXXXXXXX – Londrina – PR
01. OBJETO DO CONTRATO:
O presente contrato tem por objetivo, a execução pelo CONTRATADO, dos
serviços contidos na Cláusula 02, subseqüente, relacionados com a referência
do presente contrato.
02. DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS:
Os serviços a serem executados pelo CONTRATADO, consistem no
desenvolvimento completo do projeto de DESIGN DE
INTERIORES/AMBIENTES composto de dados concepcionais apresentados
em escala adequada à perfeita compreensão dos elementos nele contidos:
02.01. Estudo Preliminar – Brieffing, estudos preparatórios, relatórios,
desenhos esquemáticos, e demais documentos em que se demonstra a
compreensão do problema e a definição dos critérios e diretrizes conceituais
para o desenvolvimento do trabalho;
02.02. Projeto Conceitual – desenhos de lançamento das propostas
anunciadas no Estudo Preliminar, acompanhadas de cálculos e demais
instrumentos de demonstração das propostas apresentadas no projeto; inclui-se
instruções a serem encaminhadas aos responsáveis pelos projetos de instalação
elétrica, ar condicionado e automação, como a indicação da composição dos
comandos e modo de operação dos mesmos, que evidenciem as diferentes
possibilidades de uso dos sistemas propostos; compreende também a
compatibilização, atividade em que se justapõem as informações técnicas e as
necessidades físicas relativas às determinações do projeto de Design de
Ambientes e as decorrentes dos demais projetos integrantes do trabalho global
(arquitetura, estrutura, instalações elétricas e telefônicas, hidráulicas, de ar
condicionado, de sonorização e sprinklers, interiores e exteriores, paisagismo,
etc), com a finalidade de garantir a coexistência física e técnica indispensável
ao perfeito andamento da execução do projeto;
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02.03. Projeto Executivo – concretização das idéias propostas no Projeto


Conceitual devidamente compatibilizadas a partir da integração do projeto de
Ambientes com todos os sistemas prediais envolvidos no trabalho. Inclui-se as
informações técnicas pertinentes à correta integração dos ambientes e demais
equipamentos aos detalhes da arquitetura, bem como os dados do equipamento
especificado, para a concretização dos conceitos estabelecidos no projeto. Os
desenhos referentes móveis, equipamentos, revestimentos, materiais e
acabamentos deverão ser inseridos no Projeto Executivo ou complemento deste
(Memorial Descritivo), para que haja perfeita compreensão das dimensões
físicas e da forma de instalação dos mesmos no edifício. O detalhamento de
móveis e acessórios especiais serão considerados serviços extraordinários;
Parágrafo único: os desenhos serão apresentados em escala.
02.04. Supervisão Técnica – atividade de acompanhamento da execução
das obras do edifício ou empreendimento, para constatação da correta execução
de suas determinações e apresentação de modificações ou adaptações
tecnicamente convenientes, quando necessário e pertinente. Não ficam
acordadas visitas técnicas à obra durante o andamento da construção do
edifício. As visitas necessárias durante a fase de acabamento serão acordadas
em instrumento à parte posteriormente.
03. PRAZOS:
03.01. Os serviços ora contratados serão executados nos prazos abaixo
especificados:
03.01.01. ESTUDO PRELIMINAR: 30 (trinta) dias após a assinatura
deste contrato;
03.01.03. PROJETO CONCEITUAL: 60 (sessenta) dias após a entrega
do Estudo Preliminar;
03.01.04 PROJETO EXECUTIVO: 120 (cento e vinte) dias após a
entrega do Projeto Conceitual.
03.02. Os prazos acima constituem os mínimos necessários para o
desenvolvimento técnico dos serviços, podendo, no entanto, serem dilatados a
pedido do CONTRATANTE.
03.03. Não serão contados os dias em que o projeto ficar retido pelo
CONTRATANTE, para apreciação.
03.04. Os prazos acima não se vinculam aos prazos necessários para
aprovação junto aos órgãos competentes, podendo, entretanto, o
CONTRATADO desenvolver, paralelamente e estes trâmites, as etapas
posteriores.
03.05. Os prazos acima serão contados a partir da entrega dos elementos
necessários ao desenvolvimento do projeto pelo CONTRATANTE, ou seja,
levantamento planialtimétrico, sondagens, plantas arquitetônicas, escrituras e
civis, etc.

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04. HONORÁRIOS:
04.01. Para uma área bruta aproximadamente de XXX metros quadrados de
área a ser trabalhada, o valor do Projeto será de R$ X.XXX,XX.
Pelos serviços previstos no presente contrato o CONTRATANTE pagará ao
CONTRATADO, os honorários calculados em R$ X.XXX,XX
(XXXXXXXXXXXX) que serão pagos da seguinte forma:
04.01.01. 20% – na assinatura do contrato;
04.01.04. 30% – na entrega do Projeto Conceitual;
04.01.05. 50% – na entrega do Projeto Executivo.
04.02. Não constam do preço do projeto;
04.02.01. Impostos, taxas, emolumentos e registro na Prefeitura;
04.02.02. Sondagens e levantamentos de patologias prediais;
04.02.03. Cópias heliográficas, xerográficas e fotografias;
04.02.04. Maquetes, perspectivas e plantas de comercialização;
04.02.05. Alterações introduzidas pelo CONTRATANTE nas etapas
subseqüentes que já foram previamente analisadas e aprovadas;
04.02.06. Projetos complementares de instalações hidráulicas, sanitários,
elétricas, movelarias exclusivas, intervenções arquitetônicas, etc.
04.03. O pagamento de cada etapa deverá ser efetuado até 5 (cinco) dias úteis
após a aprovação (de acordo) dos serviços correspondentes, contra emissão
dos respectivos recibos de honorários profissionais.
04.03.01. O CONTRATANTE terá 5 (cinco) dias úteis para a aprovação
ou solicitação de eventuais alterações a contar da data de cada etapa.
04.03.02. Os pagamentos efetuados após seu vencimento sofrerão multa
de 30% (trinta).
04.04. Todas as alterações introduzidas no projeto pelo CONTRATANTE,
visitas à obra e sua fiscalização serão cobradas por hora técnica, de acordo com
os valores a seguir convencionados.
– Designer de Ambientes………………………………….. R$ XX,XX / hora
– Desenhista ………………………………………………….. R$ XX,XX /
hora
05. OBRIGAÇÕES DO CONTRATADO:
Constituem obrigações do CONTRATADO;
05.01. Indicar e mediar a contratação de todo o pessoal necessário a execução
dos serviços objeto deste contrato: pedreiros, instaladores, gesseiros,
marceneiros, serralheiro e fornecedores.

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05.02. Responder perante o CONTRATANTE, pela execução e entrega dos


objetos da Cláusula 02.
05.03. Assumir, na qualidade de autoria, a responsabilidade técnica pelas
especificações feitas, atendendo prontamente às exigências, modificações e
esclarecimentos que forem necessários bem como intermediar as partes
fornecedor/cliente quando houver algum problema.
05.04. Fornece um CD com as plantas, detalhes relativos ao desenvolvimento
do projeto e memorial descritivo ao CONTRATANTE.
05.05. Coordenar e dar orientação geral nos projetos complementares ao
projeto de Design de Ambientes, tais como indicações de alterações nas
instalações elétricas e telefônicas, arquitetura, instalações hidráulicas e outros,
podendo, a pedido do CONTRATANTE, indicar profissionais legalmente
habilitados para sua execução.
05.06. O CONTRATADO deve elaborar os projetos objetivados no presente
contrato, em obediência às normas e especificações técnicas vigentes,
responsabilizando-se pelos serviços prestados, na forma da legislação em
vigor.
06. OBRIGAÇÕES DO CONTRATANTE:
06.01. Ressaciar as despesas havidas pelo CONTRATADO, tais como
decorrentes de projetos técnicos complementares, memoriais e tabelas técnicas
de incorporação, cópias heliográficas, xerográficas e outras não especificadas,
desde que autorizadas pelo CONTRATANTE.
06.02. Fornecer ao CONTRATADO, todos os documentos como cópias de
escrituras, levantamentos planialtimétricos, sondagens, plantas arquitetônicas e
civis e profissionais para a elaboração dos projetos complementares, etc.
06.03. Pagar as despesas relativas a fotografias, mapas, maquetes e plantas de
comercialização necessários a representação dos projetos.
06.04. Pagar os honorários do CONTRATADO e projetos complementares,
referentes a projetos modificativos, e alterações de projetos das fases já
executadas, decorrentes das solicitações feitas pelo CONTRATANTE,
independente das razões que o motivaram. Esses honorários serão cobrados
conforme Cláusula 04.04 do presente contrato.
07. CONDIÇÕES GERAIS
07.01. Este contrato não criará qualquer vínculo empregatício entre o
CONTRATANTE e o CONTRATADO.
07.02. A cada etapa entregue, deverá o CONTRATANTE analisar todos os
desenhos entregues e autorizar (de acordo) o início da etapa seguinte.
07.03. É defeso de qualquer das partes ceder ou transferir total ou parcial, os
direitos e obrigações decorrentes deste contrato.

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07.04. O CONTRATANTE poderá interromper os trabalhos a qualquer


momento desde que assegure ai CONTRATADO o término da etapa em
andamento e sua conseqüente remuneração.
07.05. Se o objeto deste contrato se limitar ao Estudo Preliminar e ao Projeto
Conceitual, e se estes forem utilizados para a execução da obra, tal utilização
será suscetível da aplicação das disposições legais da obrigatoriedade do
pagamento da indenização a três vezes o valor estipulado na Cláusula 04.01.
07.06. O CONTRATADO não se responsabiliza por alterações ocorridas
durante a obra que estiverem em desacordo com os serviços por ele executados
ou alterações solicitadas pelo CONTRATANTE que estiverem em desacordo
com a legislação em vigor.
07.07. Se, a partir da data deste contrato, forem criados novos tributos taxas,
encargos e contribuições fiscais e para fiscais ou modificadas as alíquotas
atuais, de forma a majorar os ônus do CONTRATADO, os valores da
remuneração constante do presente contrato, serão revisadas de modo a refletir
tais modificações.
07.08. O contrato será rescindido caso ocorram as seguintes hipóteses:
07.08.01. Infração de qualquer das Cláusulas e Condições;
07.08.02. Insolvência de qualquer das partes;
07.09. A parte que der causa ao rompimento deste ajuste, incidirá na multa
contratual 20% (vinte por cento) sobre o valor total dos serviços contratados.

07.10. As partes elegem o TRIBUNAL DE MEDIAÇÃO E ARBITRAGEM


DO PARANÁ, CÂMARA DE LONDRINA, como órgão do INSTITUTO
JURÍDICO EMPRESARIAL, com sede na Avenida Bandeirantes, nº116,
Londrina, Estado do Paraná, CEP:86.020-010, para solução de toda e qualquer
dúvida ou controvérsia resultante do presente contrato ou a ele relacionado, de
acordo com as normas de seus regulamentos, renunciando expressamente a
qualquer outro foro por mais privilegiado ou especial que seja.
E por estarem justo e contratados, assinam a presente em 2 (duas) vias com 6
(seis) páginas cada de igual teor, na presença das testemunhas, abaixo:
Vitoria ES, XX de XXXX de 2017
_________________________________
XXXXXXXXXXXXXXXXXXX – CONTRATADO
CPF XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
_________________________________________________
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX – CONTRATANTE
CPF XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

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TESTEMUNHAS

______________________________ __________________________
Nome: XXXXXXXXXXXXXXXXXX Nome:
XXXXXXXXXXXXXXXXX
CPF XXXXXXXXXXX CPF XXXXXXXXXXXXXXXXXX

********************************************************

OBS: algumas partes devem ser alteradas de acordo com a realidade local e
necessidades do projeto.
OBS²: caso faça uso de RTs como forma de baixar o valor total do projeto, é
ético informar isso ao cliente e fazer constar deste contrato o seguinte
parágrafo único logo após os valores:

Parágrafo único: O valor baixo cobrado pelo projeto é referente ao acordo entre
as partes onde o CONTRATANTE compromete-se à efetuar as compras
sempre na presença do CONTRATADO para que este último possa receber dos
fornecedores as RT’s como complementação do valor global do projeto.

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MODELO PROGRAMAÇAO DE OBRA

1.0 Demolição

1.1 Demolição e remoção de qualquer estrutura que não sejam necessárias ao


projeto.
1.2 Remoção de revestimentos de paredes preexistentes.
1.3 Remoçãodo revestimento de piso preexistente; retirada de todo entulho.

2.0 Estrutura
2.1 Construção da divisória da cozinha (exemplo, escrever o que realmente
contempla, este é só um exemplo.).
2.2 Instalação de ........ Verificar nível de contra piso para colocação de carpete
e/ou pisovinilico, e/ou...
2.3 Instalação de lambari de madeira nas paredes com altura de.....
3.0 Iluminação
3.1 Colocação de luminária curva atirantada em seu devido lugar
3.2 Instalação de lâmpadas focais e tubulares na luminária... (de acordo com a
especificação do projeto)
3.3 Instalação de pequenos spots no teto de acordo com o projeto.
4.0 elétrica
4.1 Instalação de circuitos elétricos de acordo com a planta
4.2 Instalação de interruptor com dimmer para os spots
4.3 Verificação do correto funcionamento de todos os interruptores e tomadas
5.0 Revestimento de parede
5.1 Preparação de todas as paredes, batentes, esquadrias de janelas e demais
elementos de madeira para um bom acabamento
5.2 Aplicação de base seladora adequada
5.3 Pintura das paredes, do teto até o lambari de madeira com Flagon e
acabamento fosco
5.4 Pintura dos batentes e esquadrias das janelas com Ice Storm 3, acabamento
brilhante.
6.0 Acabamentos
Especificar de acordo com o projeto
7.0 Piso
Especificar de acordo com o projeto

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8.0 Mobiliário
8.1 Posicionamento dos moveis de acordo com a planta de layout
8.2 fazer a limpeza do mobiliário.

MODELO DE ESPECIFICAÇÃO DE INTERIORES

Cliente: Maria Cristina Rossi


Desembragador Joao Manoel Carvalho,140
Vitoria ES

Trabalho no.

Sala de Reuniões/ Sala de Jantar – 2º Pavimento

Teto: Tinta (especificar tipo, marca, demão e acabamento)


Paredes: Tinta (especificar tipo, marca, demão e acabamento)
Janelas: Especificar tipo e modelo e marca.
Rodapé: Especificar cor, tipo, modelo e marca
Piso: Especificar tipo, modelo, marca e forma de assentamento
Observações Gerais

 O responsável pela execução de serviço preparará todas as superfícies


para o seu melhor acabamento;
 Toda nova marcenaria e carpintaria serão preparados, emassados,
lixadas e seladas;
 Todas as demais demãos de pintura serão aplicadas de acordo com as
instruções do fabricante;
 Toda a marcenaria pintada preexistente será limpa, emassada, lixada e
receberá demão de pintura;
 Todos os revestimentos de parede preexistente serão retirados – as
paredes serão limpas, emassadas e lixadas;
 O responsável pela execução do serviço utilizará adesivos
recomendados pelo fabricante onde for necessário;
 Os elementos de madeira não receberão pintura de emulsão como base;
 O designer de interiores (ou cliente) aprovara quaisquer misturas
especiais de tintas ou esmaltes no local da obra antes da sua aplicação,
assim como qualquer modificação que se julgar necessária.
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