Você está na página 1de 2

A singularidade do Evangelho

(II Tm 1:9,10)

O evangelho é boa notícia da salvação em Jesus.


O evangelho não é uma invenção do homem, mas uma revelação de Deus. Não tem sua origem no
tempo, mas na eternidade. Não vem da terra, mas do céu.

I. O propósito do evangelho (que nos salvou... v. 9)


O evangelho é o único instrumento de dar salvação ao ser humano, pois é a boa nova acerca de
Cristo, sua vida, morte e ressurreição. Nenhuma religião ou credo religioso pode salvar o pecador.
Nenhuma obra é suficiente para salvar a humanidade. Só no evangelho a justiça de Deus é revelada.
Só no evangelho há salvação.

Mas o que é salvação?


É um termo que evidencia todo o amplo propósito de Deus, pelo qual ele justifica, santifica e glorifica
o seu povo.

II. A eficácia do evangelho (... e nos chamou com santa vocação... v. 9)


O mesmo Deus que nos salva por intermédio do sacrifício de Cristo, nos chama eficazmente pela
Palavra, pelo poder do Espírito, para a santidade.
As Escrituras afirmam que Deus nos escolheu em Cristo antes da fundação do mundo para sermos
santos e irrepreensíveis (Ef 1:4). E dizem ainda: Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a
santificação (1 Ts 4:7).

III. A graça soberana do evangelho (... não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria
determinação e graça v.9)
A salvação não é medalha de honra ao mérito. Não é um troféu que conquistamos, mas uma dádiva
divina que recebemos. A salvação é uma obra soberana de Deus. Ele nos escolhe não pelo critério das
obras, mas conforme sua determinação e graça. Ele nos escolhe não com base em nossa fé, mas para
a fé. Não pelo critério dos méritos, mas conforme sua graça.
IV. A graça eterna do evangelho (... que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos
v.9)
A graça, o favor imerecido de Deus, não é uma decisão de última hora; é uma dádiva feita desde a
eternidade. Deus nos escolheu em Cristo antes dos tempos eternos, antes da fundação do mundo (Ef.
1:4), desde o princípio (2 Ts 2:13).
A graça é algo que nos é dado, e não algo que merecemos, embora tenha sido merecida para nós.
Também a graça é anterior às nossas obras, porque já éramos objeto dela antes que o tempo começasse
a existir.

V. A manifestação do evangelho (E manifestada, agora, pelo aparecimento de nosso Salvador


Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante
o evangelho v. 10)
A graça dada antes dos tempos eternos é agora manifestada no tempo.
Cristo destruiu a morte e trouxe à luz a vida e a imortalidade. Ele derrotou a morte por sua
ressureição e trouxe a vida e a imortalidade pelo evangelho.

V.I. Jesus destruiu a morte


A palavra de Deus fala sobre três tipos de morte: física, espiritual e eterna

Quando Paulo declara que Jesus destruiu a morte, certamente não está dizendo que morte já foi
eliminada.

O verbo grego katargeo, traduzido por destruir, significa tornar ineficiente, sem poder inútil.
Paulo compara a morte a um escorpião, do qual se arrancou o ferrão. Jesus destruiu a morte no sentido
de que, com a sua morte, ele matou a morte.
Agora a morte não tem mais poder de nos aterrorizar. Para m cristão, a morte não é mais uma tragédia.
Não tem mais a última palavra. Morrer para o cristão é lucro (Fl 1:21). É partir para estar com Cristo,
o que é incomparavelmente melhor (Fp 1:23). É deixar o corpo e habitar com o Senhor.
A morte tornou-se inofensiva, pois aquele que crê em Cristo, ainda que morra, viverá!

V.II Jesus trouxe à luz a vida e a imortalidade


Esta é a contrapartida positiva. Foi por meio de sua morte e ressurreição que Cristo destruiu a morte.
É através do evangelho que ele agora revela o que fez, e oferece aos homens a vida e a imortalidade.