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CONHEÇA A AMAZÔNIA

SHADOW 750

0574
D2203-MAN-0574 SHADOW 750
ATENÇÃO!

Nível de Óleo
Verifique o nível de óleo do
motor diariamente, antes
de pilotar a motocicleta,
e adicione se necessário.
Consulte a página 6-5 Marca superior
para mais informações. Marca inferior

Revisões Periódicas
Efetue as revisões periódicas dentro dos prazos recomendados e SOMENTE nas Concessionárias Autorizadas Honda.
A garantia de sua motocicleta será cancelada se qualquer das revisões periódicas for realizada em oficinas independentes
ou multimarcas.
Verifique no final deste manual a listagem completa de Concessionárias Autorizadas Honda, ou ligue para 0800-7013432.
Parabéns por escolher uma motocicleta Honda. Quando você adquire uma Honda, automaticamente passa
a fazer parte de uma família de clientes satisfeitos, ou seja, de pessoas que apreciam a responsabilidade da
Honda em produzir produtos da mais alta qualidade.

Sua motocicleta é uma verdadeira máquina de precisão. E como toda máquina de precisão, necessita de cui-
dados especiais para garantir um funcionamento tão perfeito como aquele apresentado ao sair da fábrica.

As concessionárias autorizadas Honda terão a maior satisfação em ajudá-lo a manter e conservar sua moto-
cicleta. Elas estão preparadas para oferecer toda a assistência técnica necessária com pessoal treinado pela
fábrica, peças e equipamentos originais.

Leia atentamente este manual do proprietário. Ele contém informações básicas para que sua Honda seja
bem cuidada, desde a inspeção diária até a manutenção periódica, além de apresentar instruções sobre
funcionamento e pilotagem segura.

Aproveitamos a oportunidade para agradecer a escolha de uma Honda e desejamos que sua motocicleta
possa render o máximo em economia, desempenho, emoção e prazer.

MOTO HONDA DA AMAZÔNIA LTDA.


SHADOW 750

Todas as informações, ilustrações e especificações incluídas nesta publicação são baseadas nas informações mais recentes
disponíveis sobre o produto no momento de autorização da impressão.
A Moto Honda da Amazônia Ltda. se reserva o direito de alterar as características da motocicleta a qualquer tempo e sem
aviso prévio, sem que por isso incorra em obrigações de qualquer espécie.
Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida sem autorização por escrito.
Shadow 750 ÍNDICE 1-
INTRODUÇÃO 2-1 pilotagem e funcionamento 5-1
Notas importantes.........................................2-1 Pilotagem com segurança..............................5-1
Assistência ao cliente.....................................2-3 Acessórios e carga........................................5-6
Dados dos proprietários................................2-4 Inspeção antes do uso...................................5-8
Partida do motor...........................................5-8
Localização dE componentes 3-1 Amaciamento.............................................5-10
Pilotagem ..................................................5-11
COMANDOS E EQUIPAMENTOS 4-1 Frenagem...................................................5-12
Instrumentos e indicadores............................4-1 Estacionamento...........................................5-13
Interruptor de ignição....................................4-3 Como prevenir furtos..................................5-14
Chaves.........................................................4-3 Vibrações...................................................5-14
Sistema imobilizador.....................................4-4
Interruptor do motor......................................4-5 MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-1
Interruptor de partida....................................4-5 Plano de manutenção preventiva...................6-1
Comutador do farol......................................4-6 Cuidados na manutenção.............................6-3
Interruptor das sinaleiras...............................4-6 Jogo de ferramentas.....................................6-3
Interruptor da buzina.....................................4-6 Filtro de ar....................................................6-4
Trava da coluna de direção...........................4-6 Respiro do motor..........................................6-4
Espelhos retrovisores.....................................4-6 Óleo do motor..............................................6-5
Tampas laterais.............................................4-7 Líquido de arrefecimento...............................6-7
Assento.........................................................4-7 Óleo da transmissão final..............................6-8
Suporte do capacete......................................4-8 Vela de ignição...........................................6-10
Bolsa de documentos....................................4-8 Folga das válvulas.......................................6-11
Tanque de combustível..................................4-9 Embreagem ...............................................6-11
1- ÍNDICE Shadow 750

Acelerador..................................................6-12 PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE 9-1


Cavalete lateral...........................................6-13 Economia de combustível..............................9-2
Suspensão..................................................6-13 Nível de ruídos..............................................9-3
Freios.........................................................6-15 Catalisador...................................................9-3
Interruptor da luz do freio............................6-18 Programa de controle de poluição do ar........9-4
Pneus.........................................................6-18 Controle de emissões....................................9-4
Roda dianteira............................................6-20
Roda traseira..............................................6-21 ESPECIFICAÇÕES 10-1
Bateria........................................................6-24 Identificação da motocicleta........................10-6
Fusíveis.......................................................6-26
Lâmpadas..................................................6-28 MANUAL DO CONDUTOR
Farol .........................................................6-30
CONCESSIONÁRIAS AUTORIZADAS HONDA
LIMPEZA E CONSERVAÇÃO 7-1
Cuidados com a motocicleta..........................7-1
Lavagem......................................................7-1
Conservação de motocicletas inativas............7-3

TRANSPORTE 8-1
Reboque.......................................................8-2
Shadow 750 INTRODUÇÃO 2-
Notas importantes  Ao longo do manual você encon- Limpeza, conservação de moto-
trará informações importantes cicletas inativas e oxidação
 As ilustrações apresentadas no colocadas em destaque, como
manual destinam-se a facilitar a mostrado abaixo. Leia-as aten- Atenção
identificação dos componentes. tamente.
Elas podem diferir um pouco dos  Os procedimentos descritos no
componentes de sua motocicle- capítulo 7 são fundamentais
! Cuidado para manter a motocicleta em
ta.
 Este manual deve ser considera- Indica, além da possibilidade perfeitas condições de uso e
do parte permanente da motoci- de dano à motocicleta, risco ao aumentar sua vida útil. Siga
cleta, devendo permanecer com piloto e ao passageiro se as ins- rigorosamente as instruções
a mesma em caso de revenda. truções não forem seguidas. apresentadas.
 Materiais de limpeza e cui-
 Esta motocicleta foi projetada pa­
ra transportar piloto e passagei- dados inadequados podem
ro. Nunca exceda a capa­cidade Atenção danificar sua motocicleta.
 Danos causados pela conser-
máxima de carga (pág. 5-7) Indica a possibilidade de dano à
e verifique sempre a pressão motocicleta se as instruções não vação inadequada da moto-
recomendada para os pneus forem seguidas. cicleta não são cobertos pela
(pág. 6-18). garantia.
 Esta motocicleta foi projetada NOTA
para ser pilotada somente em Fornece informações úteis.
estradas pavimentadas.
2- INTRODUÇÃO Shadow 750

Garantia Itens não cobertos pela garan- Nível de óleo do motor


A garantia Honda é concedida tia Honda: Sempre verifique o nível de óleo do
pelo período de 1 ano sem limite  peças de desgaste natural, como motor, antes de pilotar a motocicle-
de quilometragem a partir da data vela de ignição, pneus, câmaras ta, e adicione se necessário.
de compra, dentro das seguintes de ar, lâmpadas, bateria, lonas Consulte a página 6-5 para mais
condições: e pastilhas de freio, sistema de in­for­mações.
1. Todas as revisões periódicas embreagem e cabos em geral;
devem ser executadas somente  descoloração, manchas e alte-
Gasolina adulterada
nas concessionárias autorizadas ração nas superfícies pintadas O uso de gasolina de baixa quali-
Honda. ou cromadas (exemplo: escapa- dade ou adulterada pode:
2. Não devem ser instalados aces- mento);
 diminuir o desempenho da mo-
sórios não originais.  corrosão do produto.
tocicleta;
3. Não são permitidas alterações Veja o verso do Certificado de Ga-  aumentar o consumo de com-
não previstas ou não autoriza- rantia para mais informações. bustível e óleo;
das pelo fabricante nas carac-
 comprometer a vida útil do mo-
terísticas da motocicleta. Revisões com mão-de-obra tor e causar o seu travamento em
gratuita casos extremos.
A mão-de-obra das revisões de
1.000 km e 6.000 km é gratuita, Defeitos decorrentes do uso de
desde que executadas em Con- combustível inadequado não serão
cessionárias Autorizadas Honda. cobertos pela garantia.
Essas revisões serão efetuadas pela
quilometragem percorrida com
tolerância de 10% (até 1.100 km
e até 6.600 km) ou pelo período
após a data de compra da motoci-
cleta (6 meses ou 12 meses, o que
ocorrer primeiro).
Shadow 750 INTRODUÇÃO 2-
Assistência ao cliente
A Honda se preocupa não só em oferecer motocicletas econômicas e de excelente qualidade e desempenho,
mas também em mantê-las em perfeitas condições de uso, contando para isso com uma rede de concessio-
nárias autorizadas. Consulte sempre uma de nossas concessionárias autorizadas toda vez que tiver dúvidas
ou houver necessidade de efetuar algum reparo.
Caso o atendimento não tenha sido satisfatório, notifique o Gerente de Serviços da concessionária. Anote
o nome do Gerente de Pós-Venda ou Gerente Geral para sua referência.
Se ainda assim o problema não for solucionado, entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente
Honda, que tomará as providências para assegurar sua satisfação.

NOTA
Para facilitar o atendimento, tenha em mãos as seguintes informações:
 nome, endereço e telefone do proprietário;
 número do chassi;
 ano e modelo da motocicleta;
 data de aquisição e quilometragem da motocicleta;
 concessionária na qual efetuou o serviço.

SAC
Serviço de Atendimento ao Cliente
08000 55 22 21
Horário de atendimento
Segunda a sexta-feira das 08h30 às 18h (dias úteis)
2- INTRODUÇÃO Shadow 750

Dados dos proprietários


Preencha os quadros abaixo com os dados dos 1o, 2o e 3o proprietários.

Nome:
Endereço:
Cidade:
Estado:
CEP:
Tel:
Data da compra:

Nome:
Endereço:
Cidade:
Estado:
CEP:
Tel:
Data da compra:

Nome:
Endereço:
Cidade:
Estado:
CEP:
Tel:
Data da compra:
Shadow 750 LOCALIZAÇÃO DE COMPONENTES 3-
1. Espelho retrovisor 8. Interruptor de partida
2. Comutador do farol 9. Tampa do tanque de combustível
3. Velocímetro 10. Indicadores
4. Reservatório de fluido do freio dianteiro 11. Interruptor da buzina
5. Interruptor do motor 12. Interruptor das sinaleiras
6. Alavanca do freio dianteiro 13. Alavanca da embreagem
7. Manopla do acelerador

10 4
10 10

2 11 5
3
1 8 1
13 12 6
10 10 9 7
3- LOCALIZAÇÃO DE COMPONENTES Shadow 750

1. Ajustador do amortecedor traseiro 4


2. Manual do proprietário/Bateria 2 5
3. Fusível principal/Caixa de fusíveis/
3
Caixa do fusível FI 1
4. Filtro de ar 6
5. Trava da coluna de direção
6. Tubo de respiro do motor
7. Pedal do freio traseiro
8. Apoio para os pés do piloto
9. Tampa/vareta medidora do nível de óleo
10. Pedal de apoio do passageiro
9 8 7
10
11
11. Interruptor de ignição
12. Jogo de ferramentas
12 13. Suporte do capacete
13
14. Tampa do gargalo de abastecimento
de óleo da transmissão final
15. Bujão de drenagem do óleo da
transmissão final
16. Reservatório do líquido de
arrefecimento
14 17. Cavalete lateral
17 18. Bujão de drenagem do óleo do motor
19 16 15
18 19. Pedal de câmbio
Shadow 750 COMANDOS E EQUIPAMENTOS 4-

11 1 2 3 4. Indicador do imobilizador (ver- 6. Indicador de temperatura do


melho): acende-se quando a ig- líquido de arrefecimento (ver-
nição é ligada com o interruptor melho): acende-se quando
do motor em , apagando-se a temperatura do líquido de
se uma chave corretamente arrefecimento excede o valor
codificada for inse­rida. Do especificado. Caso se acenda
10 durante a pilotagem, desligue
contrário, o indicador permane-
4 o motor e verifique o nível do
cerá aceso e o motor não será
9 5 acionado. reservatório (pág. 6-7). Não
Quando a função de intermi­ pilote a motocicleta até que o
tência do indicador estiver ativa- problema tenha sido solucio-
8 7 6
da com a ignição desligada, o nado.
indicador piscará por 24 horas Atenção
Instrumentos e (pág. 4-5).
indicadores 5. Indicador de falha do PGM-FI Pilotar a motocicleta acima da
(âmbar): acende-se quando temperatura máxima de funciona-
Localizam-se no velocímetro e
há irregularidade no Sistema mento pode causar sérios danos
mesa superior da suspensão.
PGM-FI. Deve acender-se tam- ao motor.
1. Velocímetro: indica a velocidade bém por alguns segundos e
da motocicleta em km/h. apagar-se em seguida quando 7. Hodômetro e hodômetro par-
2. Indicador das sinaleiras (verde): a ignição é ligada com o inter- cial: registram, respectivamen-
pisca quando a sinaleira é liga- ruptor do motor em . Caso te, o total de quilômetros per-
da. se acenda em outra ocasião, corridos pela motocicleta e a
3. Indicador do farol alto (azul): reduza a velocidade e procure quilometragem percorrida por
acende-se quando a luz alta é uma concessionária autorizada percurso, após zerá-lo (pág.
acionada. Honda o mais rápido possível. 4-2).
4- COMANDOS E EQUIPAMENTOS Shadow 750

8. Indicador da pressão do óleo 9. Indicador do ponto morto (ver-


(vermelho): acende-se quando de): acende-se quando a trans-
a pressão do óleo está abaixo missão está em ponto morto. 1
do normal e quando a ignição é 10. Botão do hodômetro: selecio-
ligada, mas o motor não é acio- na o hodômetro ou hodômetro
nado. Deve apagar-se após acio- parcial e retrocede o hodôme­
nar o motor, exceto quando há tro parcial (pág. 4-2).
oscilação ocasional em marcha 11. Indicador de combustível (la-
lenta ou em rotações próximas a ranja): acende-se quando há
ela, com o motor aquecido. cerca de 3,5 litros de combustí-
vel no tanque, com a motocicle- 2
Atenção ta na vertical. Deve acender-se
também por alguns segundos e
O motor poderá ser seriamente apagar-se em seguida quando Hodômetro/hodômetro parcial
danificado se funcionar com a ignição é ligada. (1)
baixa pressão de óleo.
Pressione o botão (2) para selecio­
nar os modos ODO (hodô­metro),
TRIP 1 (hodômetro parcial 1) ou
TRIP 2 (hodômetro parcial 2).
Para zerar o hodômetro parcial,
mantenha o botão pressionado
com o mostrador no modo TRIP
1 ou 2.
Shadow 750 COMANDOS E EQUIPAMENTOS 4-
ON (ligado) NOTA
OFF (desligado) O farol, luz de posição, lanterna
traseira e luz da placa de licença se
acendem quando o interruptor de
ignição é ligado. Se a motocicleta
permanecer parada com a ignição
ligada e o motor desligado, o farol,
luz de posição, lanterna traseira e
luz da placa de licença ficarão ace-
sos, descarregando a bateria.
1 1

Interruptor de ignição (1) Chaves (1)


Possui duas posições e encontra- Até quatro chaves podem ser regis-
se na frente da tampa lateral tradas no sistema imobili­zador, in-
esquerda. cluindo as duas que acompanham
OFF (desligado): O motor e as a motocicleta.
luzes não podem ser acionados. Se tiver apenas uma chave, faça
A chave pode ser removida. uma cópia para ter sempre uma
chave reserva.
ON (ligado): O motor e as luzes
podem ser acionados. A chave não NOTA
pode ser removida. O módulo de controle da ignição/
unidade PGM-FI deverá ser substi-
tuído caso todas as chaves sejam
perdidas.
4- COMANDOS E EQUIPAMENTOS Shadow 750

As chaves possuem circuitos ele­ Se o sistema não reconhecer repe­


trônicos que são ativados pelo tidamente o código da chave, pro­
sistema imobilizador. Elas não cure uma concessionária autorizada
acio­narão o motor se os circuitos Honda.
estiverem danificados. NOTA
– Não deixe as chaves caírem nem  O sistema pode não reconhecer
1
coloque objetos pesados sobre a chave se uma outra chave imo­
elas. bilizadora estiver perto do inter­
– Não esmerile ou fure as chaves ruptor de ignição. Para evitar que
nem altere o seu formato origi­ isso aconteça, mantenha cada
nal. chave num chaveiro separado.
 Não altere o sistema imobili­zador
– Mantenha as chaves distantes de
ou adicione outros dispositivos a
objetos eletromagnéticos. Sistema Imobilizador ele. Do contrário, podem ocorrer
Ajuda a proteger a motocicleta problemas elétricos, impedindo o
contra furto. Uma chave correta­ aciona­mento do motor.
mente codificada deve ser usada
para ligar o motor. Do contrário,
o circuito de partida será desati­
vado.
Ao ligar a ignição com o interrup­
tor do motor em , o indicador
do imobilizador (1) se acenderá
por alguns segundos, apagando-
Este equipamento opera em base
se em seguida. Se permanecer secundária e, conseqüentemente,
aceso, isso significa que o sistema pode sofrer interferência preju­
não reconheceu a chave. Desligue dicial, inclusive das estações de
o interruptor de ignição e remova mesmo tipo, e não pode causar in­
a chave. Reinsira a chave e ligue terferência prejudicial aos sistemas
novamente o interruptor. que operam em base primária.
Shadow 750 COMANDOS E EQUIPAMENTOS 4-
Interruptor de partida (2)
2 Localiza-se abaixo do interruptor
1
do motor e aciona o motor de
partida ao ser pressionado.
NOTA
 Após a partida, o farol se apa-
gará automaticamente, mas as
lanternas traseiras permanece-
2 rão acesas.
 Com o interruptor do motor em
, o motor de partida não será
acionado.
O sistema possui uma função Interruptor do motor (1)
que mantém o indicador piscando
Posicionado próximo à manopla
em intervalos de 2 segundos du- Consulte a página 5-8 para os pro-
do acelerador, deve ser colocado
rante 24 horas. Para ativá-la ou cedimentos de partida do motor.
na posição para ligar o motor.
desativá-la:
A posição impede que o motor
1. Ligue o interruptor de ignição. seja acionado.
2. Mantenha o botão (2) pressio- Considerado um item de seguran-
nado e desligue o interruptor de ça, deve normalmente permanecer
ignição. na posição .
O indicador do imobilizador
NOTA
piscará, indicando que a função
foi desativada. Se a motocicleta permanecer parada
com o interruptor de ignição ligado e
o interruptor do motor em , o farol,
luz de posição, lanterna traseira e luz
da placa de licença ficarão acesos,
descarregando a bateria.
4- COMANDOS E EQUIPAMENTOS Shadow 750

1 Para travar

A B

lo

Pa
ale

r
ale
A

r
Pa

lo
Correto
2

3 1 Para destravar

Comutador do farol (1) Trava da coluna de Espelhos retrovisores


Posicione em para obter luz alta direção (1) Para regular, sente-se na motoci-
ou em para obter luz baixa. Localiza-se na coluna de direção. cleta num local plano. Vire o espe-
lho até obter o melhor ângulo de
Interruptor das Para travar, gire o guidão total- visão, de acordo com sua altura,
mente à esquerda e insira a chave peso e posição de pilotagem.
sinaleiras (2) de ignição (2). Pressione-a (A),
Posicione em para sinalizar gire-a 180° no sentido horário (B)
conversões à esquerda e em e remova-a.
para sinalizar conversões à direita. Para destravar, siga o procedimen-
Pressione para desligar. to inverso.
Interruptor da buzina (3)
Pressione para acionar a buzina.
Shadow 750 COMANDOS E EQUIPAMENTOS 4-
NOTA 1 1
2
Nunca force o espelho retro­visor
4
contra a haste de suporte durante 1
a regulagem. Se necessário, solte
a porca de fixação e movimente a 3
5
haste para facilitar o ajuste. 3 4
2

4
3

Tampas laterais Assento


Para remover, puxe com cuidado a Para remover, retire os parafusos
tampa lateral (1) ou (2) para fora (1) e puxe o assento (2) para trás
até que os pinos (3) se soltem das e para cima. Verifique se o refle-
borrachas (4) e remova a tampa. tor (3) está firmemente fixado no
Para instalar, alinhe os pinos com pára-lama traseiro.
as borrachas e instale-os. Para instalar, insira a lingüeta (4) no
rebaixo (5) sob o chassi e verifique
se o refletor está fixado no pára-
lama. Instale e aperte firmemente
os parafusos.
4- COMANDOS E EQUIPAMENTOS Shadow 750

1 ! Cuidado
3 Não pilote a motocicleta com 1
o capacete no suporte. Use-o
somente durante o estaciona-
mento. Do contrário, o capacete
poderá entrar em contato com a
roda traseira, causando perda
de controle.

Suporte do capacete (1) Bolsa de documentos (1)


Localiza-se sob o assento, no lado Localiza-se sob o assento.
esquerdo da motocicleta. Para acessá-la, remova o assento
Para destravar, insira a chave de (pág. 4-7).
ignição (2) no suporte e gire-a no Ela deve ser usada para guardar
sentido anti-horário. Coloque o o manual do proprietário e outros
capacete no suporte e pressione o documentos.
pino (3). Remova a chave.
NOTA
Ao lavar a motocicleta, tenha cui-
dado para não molhar a bolsa de
documentos.
Shadow 750 COMANDOS E EQUIPAMENTOS 4-
Tanque de combustível Atenção 3
Combustível recomendado: 4
Gasolina comum (sem aditivo) Use somente gasolina comum.
2
Mesmo uma pequena quantida-
Não há registro de danos causa- de de outro tipo de gasolina pode
dos pela utilização de gasolina tornar o catalisador ineficiente.
aditivada de procedência con­
fiável. No entanto, é importante
observar que sua motocicleta foi A gasolina deteriorada (envelheci-
desenvolvida para uso com gaso- da) é prejudicial ao sistema de ali-
lina sem aditivação, desde que de mentação e demais componentes
boa qualidade. relacionados ao motor; o uso ou a
1
presença de gasolina deteriorada
O uso de gasolina de baixa quali- no tanque, pode provocar perda de
dade pode comprometer o funcio­ desempenho e danos ao motor. Para abrir a tampa (1), abra a
namento e a durabilidade do capa da fechadura (2), insira a
motor. chave de ignição (3) e gire-a no
sentido horário. A tampa será
levantada.
Para fechar, encaixe e pressione a
tampa até travá-la. Remova a cha-
ve e feche a capa da fechadura.
Capacidade do tanque:
14,4 litros
(incluindo a reserva)
4-10 COMANDOS E EQUIPAMENTOS Shadow 750

! Cuidado Atenção ! Cuidado


 Não abasteça em excesso Se ocorrer “batida de pino” ou  A gasolina é um solvente forte
para evitar vazamento pelo detonação com o motor em velo- e pode causar danos se perma-
respiro da tampa. Não deve cidade constante e carga normal, necer em contato com as super-
haver combustível no gargalo use gasolina de outra marca. fícies pintadas. Caso derrame
do tanque (4). Se o nível de Se o problema persistir, procure gasolina sobre a superfície
combustível ultra­passar a bor- uma concessionária autorizada externa do tanque ou de outras
da inferior do gargalo, retire o Honda. Caso contrário, o motor peças pintadas, limpe o local
excesso imediatamente. poderá sofrer danos que não são atingido imediatamente.
 Após abastecer, verifique se
cobertos pela garantia.  Tome cuidado para não der-
a tam­­­pa do tanque está bem ramar combustível. O com­
fechada. bus­­tível derramado ou seu
! Cuidado vapor podem se incendiar.
 A gasolina é inflamável e ex­ Em caso de derramamento,
NOTA plo­siva sob certas condições. certifique-se de que a área atin-
É normal uma leve “batida de pino” Abasteça sempre em locais gida esteja seca antes de ligar
ao operar sob carga elevada. ventilados e com o motor desli- o motor.
gado. Não permita a presença  Evite o contato prolongado

de cigarros, chamas ou faís­cas ou repetido com a pele, ou a


na área de abastecimento. inalação dos vapores de com-
bustível.
 Mantenha o combustível afas­
tado de crianças.
Shadow 750 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-
Pilotagem com segurança Regras gerais de segurança Equipamentos de proteção

! Cuidado ! Cuidado ! Cuidado


 Pilotar uma motocicleta requer  Para evitar danos e aciden­tes,  Para reduzir as chances de fe­
certos cuidados para garantir sempre inspecione a motocicle- rimentos fatais, a resolução CON-
sua segurança. Leia atenta- ta (pág. 5-8) antes de acionar TRAN n o 203, de 29/09/2006,
mente todas as informações a o motor. estabelece a obrigatoriedade do
seguir antes de pilotar.  Pilote somente se for habilitado. uso do capacete pelo piloto e pas-
 Este manual menciona as legis- Não empreste sua motocicleta sageiro. O não cumprimento desta
a pilotos inexperientes. implicará nas sanções previstas
lações relacionadas ao uso de
 Obedeça as leis de trânsito e res­­
pelo Código de Trânsito Brasileiro.
motocicletas. Além do manual
 Use somente capacetes com o
que acompanha esta motocicle- peite os limites de velocidade.
ta, leia também o texto integral  Nunca deixe a motocicleta so­
selo do INMETRO. Ele garante
dessas legislações para o corre- zinha com o motor ligado. que o capacete atende aos requi-
to atendimento dos requisitos. sitos de segurança previstos pela
 Pilote em baixa velocidade e
legislação brasileira. A viseira do
respeite as condições do tempo capacete deve ser transparente
e das estradas. (não deve apresentar película) e
 Faça a manutenção correta­­men­ deve estar totalmente abaixada
te e nunca pilote com pneus durante a pilotagem.
gastos.  O uso de óculos de proteção é
obrigatório por lei com capace-
tes que não possuem viseiras.
5- PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO Shadow 750

 Use botas ou calçados fechados


e resistentes. Use também luvas
Capacete com viseira e roupas de cor clara e visível,
e adesivo refletivo de tecido resistente ou couro. O
passageiro necessita da mesma
proteção.
 Não use roupas soltas que pos-
+ sam se enganchar nas peças
móveis.
Capacete sem viseira 1
com óculos de proteção

 Escolha um capacete de cor clara  Esta motocicleta atende à re-


e visível com adesivos refletivos solução CONTRAN no 228, de
de segurança na frente, nas late- 02/03/2007 e utiliza sistema de
rais e na traseira do casco. exaustão de parede dupla com
 O capacete deve ajustar-se bem protetores de escapamento (1)
à sua cabeça. Prenda-o firme- conforme ilustração. Use rou-
mente ao colocá-lo. pas que protejam as pernas e
os braços. Não toque no motor
e escapamento mesmo após
desligar o motor.
 Mantenha sua motocicleta sem-
pre equipada com as peças
originais do modelo.
Shadow 750 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-

Atenção 45°
100 km
Visão pelo
espelho retrovisor

 Este modelo não é especifica- Visão sobre


do para transporte de carga. os ombros

 A utilização desta motocicleta


para o transporte remunerado
de carga conforme Resolu-
ção CONTRAN n o 219, de 200°

11/01/2007 não é recomen- parado

dada para este modelo. Para


o perfeito entendimento dos
requisitos legais relacionados
ao transporte remunerado de Visão Use os espelhos retrovisores e

carga, leia com atenção o con- A visão é responsável por 90% das olhe sobre os ombros para co-
teúdo da Re­so­lução CONTRAN informações necessárias para sua brir as áreas fora do seu campo
no 219, de 11/01/2007 e suas segurança. visual antes de sair, mudar de
atualizações, disponíveis no faixa ou fazer conversões.
 Antes de sair, regule os espelhos
site www.denatran.gov.br.
 A Moto Honda da Amazônia Ltda.
retrovisores (pág. 4-6).
 Não fixe o olhar num único pon-
não se responsabiliza pela insta-
lação de acessórios não originais to; movimente os olhos constan-
de fábrica ou por danos causa- temente. A velocidade também
dos à motocicleta pela utilização diminui o seu campo de visão.
destes.
 A responsabilidade por proble-
mas em acessórios não originais
de fábrica, caberá exclusiva-
mente ao fabricante/fornece-
dor/instalador do acessório.
5- PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO Shadow 750

cinqüenta e um,
cinqüenta e dois
Ponto cego Ponto cego
2 segundos

Distância de seguimento
São necessários dois segundos para identificar o perigo e acionar o freio.
Por isso, mantenha sempre uma distância segura de outros veículos.
Quando a traseira do veículo à sua frente passar por um ponto fixo, come-
ce a contar “cinqüenta e um, cinqüenta e dois”. Se ao terminar de contar,
Apareça a roda dianteira da motocicleta passar pelo mesmo ponto, você estará a
Na maioria dos acidentes, os mo- uma distância segura. Em dias de chuva, dobre essa distância.
toristas alegam não ter visto a
motocicleta. Para evitar que isso
aconteça:
 sinalize antes de fazer conversões
ou mudar de pista. O tamanho e
a maneabilidade da motocicleta
podem surpreender outros mo-
toristas;
 não se coloque no ponto cego Cruzamentos
de outros veículos.  A maioria dos acidentes ocorre em cruzamentos. As situações acima
são as mais comuns. Tome muito cuidado, especialmente nas conver-
sões à esquerda em ruas de mão dupla (fig. 4). Sempre que possível,
faça um retorno para maior segurança.
 Fique atento aos outros motoristas nos cruzamentos e também em
vias expressas, rodovias, entradas e saídas de estacionamentos.
Shadow 750 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-
Postura Pilotagem sob más condições
 Mantenha as duas mãos no de tempo
guidão e os pés nos pedais de
apoio ao pilotar. O passageiro ! Cuidado
deve se segurar com as duas
mãos no piloto e manter os pés Pilotar sob más condições de
nos pedais de apoio. tempo, como na chuva ou nebli-
 Para reduzir a fadiga e melhorar
na, requer técnicas de pilotagem
o desempenho, mantenha sem- diferentes devido à redução
pre uma postura adequada: da visi­bilidade e aderência dos
pneus.
Cabeça: em posição vertical,
olhando para a frente.
Braços e ombros: relaxados e Quanto maior a velocidade e me- Alagamentos
com cotovelos apontados para nor o raio da curva, maior deve ser Evite a entrada de água pelo filtro
baixo. a inclinação. Incline mais a moto- de ar. Isso pode causar o efeito de
Mãos: punhos abaixados em cicleta que o corpo em manobras calço hidráulico e conseqüentes
relação às mãos, segurando o rápidas e curvas fechadas. danos ao motor.
centro da manopla.
Se a água entrar no motor, conta-
Quadril: junto ao tanque, em minando o óleo, desligue o motor
posição que permita virar o gui-
imediatamente e procure uma
dão sem esforço dos ombros.
concessionária autorizada Honda
Joelhos: pressionando levemen- para efetuar a troca do óleo.
te o tanque de combustível.
Pés: paralelos ao chão, com o sal-
to do sapato encaixado no pedal
de apoio; pontas dos pés sobre
os pedais do freio e do câmbio.
Nas curvas, incline o corpo junto
com a motocicleta.
5- PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO Shadow 750

Modificações Acessórios e carga  Certifique-se de que o acessório


não:
! Cuidado – afete o farol, lanterna traseira,
! Cuidado sinaleiras, placa de licen­ça,
A modificação ou remoção de Cuidado ao pilotar com aces- distância mínima do solo (no
peças originais da motocicle- sórios ou carga. Eles podem caso de protetores), ângulo
ta pode reduzir a segurança prejudicar a estabilidade e o de inclinação da moto­cicleta,
e infringir as leis de trânsito. desempenho da motocicleta. curso da direção e das suspen-
Obedeça as normas que regula- Para evitar acidentes, sobrecarga sões dianteira e traseira, visibi-
mentam o uso de equipamentos e danos, siga as diretrizes apre- lidade do piloto, acio­na­­mento
e acessórios. sentadas a seguir. dos controles, estrutura da
motocicleta (chassi), torque de
Opcionais Recomendação de acessórios porcas, parafusos e fixadores,
Procure uma concessionária au-  Use somente acessórios originais
sistema de arrefe­ci­mento;
torizada Honda para informações Honda. – afaste as mãos e os pés dos
sobre os opcionais disponíveis  Verifique freqüentemente a ins-
controles;
para sua motocicleta. talação dos acessórios. – seja muito grande ou inade-
 Não instale sidecars ou reboques
quado para a motocicleta;
na motocicleta. – restrinja o fluxo de ar para o
 Não instale alarmes. A garantia
motor;
será cancelada se for constatado – exceda a capacidade do sis­
o uso de algum tipo de alarme. tema elétrico da motocicleta.
Shadow 750 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-
Capacidade de carga e Recomendação de carga
distribuição de peso  Não exceda a capacidade de
Atenção
carga da motocicleta.  Procure uma concessionária
Piloto + passageiro = máximo 194 kg
 Mantenha o peso da bagagem
autorizada Honda se tiver
perto do centro da motocicleta. dúvida sobre como calcular o
Distribua o peso uniformemente peso da carga que pode ser
dos dois lados da motocicleta. transportada sem causar so-
Quanto mais afastado o peso brecarga e danos estruturais.
 Danos causados pelo excesso
estiver do centro do veículo, mais
a dirigibilidade será afetada. de carga não são cobertos pela
 Ajuste a pressão dos pneus (pág.
garantia.
 Para uso comercial: o aperto de
6-18) e os amortecedores trasei-
ros (pág. 6-14) de acordo com a porcas, parafusos e elementos
carga e condições da pista. de fixação deve ser executado
 Verifique freqüentemente se a
com mais freqüência do que o
Distribua a soma dos pesos uni­
bagagem está bem fixada. indicado no Plano de Manuten-
for­memente entre A (assento
ção Preventiva.
dian­teiro), B (pedal de apoio  Não prenda objetos grandes ou
dianteiro), C (assento traseiro) e pesados no guidão, garfos ou
D (pedal de apoio traseiro). pára-lama.

! Cuidado
Trafegar acima da capacidade
má­xima de carga pode alterar
as características de conforto,
dirigi­bi­lidade e estabilidade da
motocicleta, afetando a segu-
rança.
5- PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO Shadow 750

Inspeção antes do uso Ajuste a folga do freio traseiro, Partida do motor


se necessário, e verifique o
desgaste das sapatas (pág.
! Cuidado 6-15 a 6-17). ! Cuidado
Se a inspeção antes do uso não for 6. Embreagem – verifique o fun- Nunca ligue o motor em áreas
efetuada, podem ocorrer sérios da- cionamento e a folga da ala- fechadas ou sem ventilação. Os
nos à motocicleta ou acidentes. vanca. Ajuste, se necessário gases do escapamento contêm
(pág. 6-11). monóxido de carbono, que é
Sempre inspecione a motocicleta 7. Acelerador – verifique o funcio­­­ venenoso.
antes de pilotar. Isso requer apenas na­mento, a posição dos cabos e
alguns minutos. Se algum ajuste ou a folga da manopla em todas as
manutenção for necessário, consulte posições do guidão (pág. 6-12). NOTA
a seção apropriada neste manual. 8. Sistema elétrico – verifique se  Não é possível dar a partida
1. Motor – verifique o nível do óleo todas as luzes e a buzina fun- com o cavalete lateral abaixado,
e complete, se necessário (pág. cionam corretamente. a não ser em ponto morto. Se
6-5). Verifique se há vazamen- 9. Interruptores – verifique o fun­ estiver recolhido, o motor poderá
tos. Acione o motor e verifique cio­namento dos interruptores, ser ligado com a transmissão em
se há ruídos estranhos. especialmente do interruptor ponto morto ou en­ga­tada, acio-
2. Combustível – abasteça o tan- do motor (pág. 4-5). nando-se a em­brea­­gem. O mo-
que, se necessário (pág. 4-9). 10. Sistema de corte da ignição tor desligará auto­maticamente
Verifique se há vazamentos. do cavalete lateral: verifique se alguma marcha for engatada
3. Líquido de arrefecimento – verifi- o funcionamento (pág. 6-13). antes de recolher o cavalete.
que o nível e adicione, se neces- 11. Fixações: verifique o aperto de  Não pressione o interruptor de
sário. Verifique se há vazamentos todos os parafusos, porcas e partida por mais de 5 segundos.
(pág. 6-7). fixa­dores. Solte-o e espere cerca de 10 se-
4. Pneus – verifique a pressão e o Corrija qualquer anormalidade ­gundos an­tes de pressioná-lo
desgaste dos pneus (pág. 6-18). antes de pilotar. Dirija-se a uma nova­mente.
5. Freios – verifique o funcionamen­to. concessionária autorizada Honda
Verifique o desgaste das pas­­ti­­lhas se não for possível solucionar
dianteiras e se há vaza­mentos. algum problema.
Shadow 750 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-
NOTA Operações preliminares Esta motocicleta está equipada com
O motor não dará partida se o Insira a chave no interruptor de igni­ injetores de combustível e afogador
acelerador estiver completamente ção e gire-a para a posição ON. automático. Efetue o procedimento
aberto, devido ao corte de com- Coloque a transmissão em ponto de partida indicado abaixo.
bustível efetuado pelo módulo de morto (indicador verde aceso) e Temperatura variada
controle eletrônico. o interruptor do motor na posi-
ção . O indicador da pressão 1. Pressione o interruptor de par-
do óleo deve estar aceso e os indi- tida, mantendo o acelerador
Atenção cadores do imobilizador e PGM-FI, fechado.
 Abrir e fechar continuamente o apagados. Motor afogado
acelerador ou manter o motor Se o motor não ligar após várias
em marcha lenta por mais de Atenção tentativas, poderá estar afogado
5 minutos, com a temperatura  O indicador da pressão do óleo com excesso de combustível.
ambiente normal, pode causar deve apagar-se alguns segundos Para desafogá-lo, ligue o inter-
a descoloração do tubo de após a partida. Caso se acenda ruptor de ignição (ON) e coloque
escapamento. durante o funciona­men­to, des- o interruptor do motor em .
 Para evitar danos ao catali­sador ligue o motor imediatamente e Abra totalmente o acelerador e
e a descarga da bateria, evite verifique o nível de óleo. Se o acione o interruptor de partida
manter o motor em marcha len­ nível estiver correto, não utilize a por 5 segundos. Se o motor ligar,
ta por períodos prolongados. motocicleta en­quanto o sistema feche rapidamente o acelerador.
de lubrificação não for exami- Abra-o um pouco se a marcha
nado por uma concessionária lenta estiver instável. Se o motor
! Cuidado autorizada Honda. não ligar, espere 10 se­gundos e
 O motor poderá ser seriamente siga novamente os procedimentos
Durante a marcha lenta, não acima.
permita que folhas secas, grama danificado se funcionar com
e outros materiais inflamáveis baixa pressão de óleo.
entrem em contato com o esca-
pamento.
5-10 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO Shadow 750

Corte da ignição Amaciamento Atenção


Esta motocicleta foi projetada para Os cuidados com o amaciamento,
desligar automaticamente o motor Se o motor for operado em rota-
durante os primeiros 1.000 km de ções muito altas, será seriamente
e a bomba de combustível em caso uso, prolongarão consideravel-
de queda (o sensor de ângulo corta danificado.
mente a vida útil da motocicleta,
o sistema de ignição). Antes de além de aumentar seu desempe-
acionar novamente o motor, desli- nho. As recomendações abaixo b) Acione os freios de modo suave
gue o interruptor de ignição e então aplicam-se a toda vida útil do para aumentar a durabilidade
ligue-o novamente. motor e não apenas ao período de e garantir sua eficiên­cia futura.
amaciamento. Evite fre­nagens bruscas.
a) Não force o motor:
 evite acelerações bruscas;
 não ultrapasse as velocidades
máximas para cada marcha;
 use as marchas adequadas;
 não opere o motor em rota-
ções muito altas ou baixas,
nem com aceleração total em
baixas rotações;
 não pilote por longos períodos
em velocidade constante.
Shadow 750 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-11
Pilotagem Atenção
Extremidade  Para evitar danos ao motor e
! Cuidado dianteira à transmissão, não mude de
 Antes de pilotar, leia com aten- marcha sem acionar a embrea­­
ção as informações de seguran- Extremidade gem e em velocidades acima
traseira do recomendado.
ça nas páginas 5-1 a 5-7.
 Não acelere com a transmissão
 Recolha totalmente o cavalete
lateral antes da partida. Se em ponto morto ou a embre-
estiver abaixado, o motor será agem acionada para evitar
des­li­gado ao engatar uma danos ao motor.
marcha.
4. Quando atingir uma velocidade
1. Aqueça o motor. Não o deixe moderada, diminua a rotação do
em marcha lenta por muito motor, acione a alavanca da em-
tempo, pois a bateria não é breagem e passe para a 2a mar-
carregada. cha, pressionando a extremidade
2. Com o motor em marcha lenta, traseira do pedal de câmbio.
acione a alavanca da embre- 5. Repita a seqüência da etapa an-
agem e engate a 1a marcha, terior para mudar progressiva­
pressionando a extremidade mente para a 3a, 4a e 5a mar-
dianteira do pedal de câmbio. chas.
3. Solte lentamente a alavanca Pressione a extremidade dianteira
da embreagem e, ao mesmo do pedal para reduzir as mar-
tempo, aumente a rotação do chas.
motor, acelerando gradualmen- Acione os freios e o acelerador e
te. A coordenação dessas duas mude de marcha de forma coor-
operações irá assegurar uma denada para obter uma desacele-
saída suave. ração progressiva.
5-12 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO Shadow 750

Distância necessária para frenagem (velocidade: 50 km/h)


! Cuidado
 Não reduza as marchas com o
motor em alta rotação. Além de traseiro +
dianteiro
danos, isso pode causar o tra­
va­mento momentâneo da roda 18 m
só dianteiro
traseira e conseqüente perda
de controle da motocicleta. 24 m
só traseiro
 Durante a pilotagem, não permita
que folhas secas, grama e outros 35 m
materiais inflamáveis entrem em
contato com o es­ca­pamento. Frenagem
É possível reduzir em mais de 50% a distância de parada se você souber
frear corretamente. Siga sempre as diretrizes abaixo:
Atenção  Acione os freios dianteiro e traseiro simultaneamente de forma pro-
Não pilote nem reboque a moto- gressiva, enquanto reduz as marchas.
cicleta em descidas com o motor  Para desaceleração máxima, feche completamente o acelerador e acione
desligado. A transmissão não os freios dianteiro e traseiro com maior intensidade. Acione a embreagem
será corretamente lubrifi­cada, antes que a motocicleta pare, para evitar que o motor morra.
podendo ser danificada.
! Cuidado
 O uso independente do freio dianteiro ou traseiro reduz a eficiên­cia
da frenagem.
 Uma frenagem extrema pode travar as rodas e dificultar o controle
da motocicleta.
 Reduza a velocidade e acione os freios antes de entrar numa curva.
Se reduzir a velocidade ou frear no meio da curva, haverá o perigo
de derrapagem, dificultando o controle da motocicleta.
Shadow 750 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-13
Estacionamento Atenção
! Cuidado
1. Pare a motocicleta e coloque a Estacione em local plano e
 Tenha cuidado ao manobrar, ace­ 
transmissão em ponto morto. firme para evitar quedas. A
lerar e frear em pistas molhadas
ou de areia e terra. Todos os mo­ 2. Gire o guidão totalmente à es­ área deve ser bem ventilada e
vimentos devem ser uniformes e querda, desligue o interruptor abri­gada.
seguros nessas condições. Ace- de ignição e remova a chave.  Em subidas, estacione com a
lerações e frena­gens bruscas, ou 3. Apóie a motocicleta no cavalete dianteira da motocicleta virada
manobras rápidas, podem causar lateral e trave a coluna de dire- para o topo do aclive a fim de
trava­mento da roda, derrapagem ção. evitar que ela tombe.
ou perda de controle.  Proteja a motocicleta da chuva,
 Em descidas íngremes, use o ! Cuidado especialmente em regiões me-
freio-motor, reduzindo as mar­­  Não fume ou acenda fósforos tropolitanas e industriais, para
chas com o uso intermiten­te próximos à motocicleta. evitar a oxidação causada pela
dos freios dianteiro e traseiro. poluição.
 Não estacione próximo a ma-
O acionamento contínuo dos  Não estacione sob árvores ou
teriais inflamáveis.
freios pode superaquecê-los onde haja precipitações de
 Não cubra a motocicleta nem en-
e reduzir sua eficiên­cia. detritos de pássaros.
 Pilotar com o pé apoiado no
coste no motor ou escapamento
 Para evitar riscos e danos à
enquanto o motor estiver quente.
pedal ou a mão na alavanca pintura, não coloque objetos
Se usar uma capa protetora, re-
do freio pode causar o aciona­ sobre o tanque de combustível,
mova-a antes de ligar o motor.
men­to involuntário da luz de especialmente sobre o respiro
 Não permita que pessoas inex­­
freio, dando uma falsa indica- da tampa.
ção a outros motoristas. O freio pe­rientes e sem prática acionem
 Não se sente na motocicleta
também pode superaquecer e o motor. Mantenha crianças
afastadas. enquanto estiver apoiada no
perder a eficiência, além de ter cavalete lateral.
sua vida útil reduzida.
5-14 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO Shadow 750

Como prevenir furtos Atenção Vibrações


Ao estacionar, trave a coluna de  Não é permitida a instala- O motor desta motocicleta é do
direção e não se esqueça de tirar ção de dispositivos antifurto, tipo alternativo e o movimento dos
a chave. como alarmes, corta-ignição, seus componentes pode causar
Sempre que possível, estacione em ras­trea­do­­res por satélite, etc., vibrações e ruídos.
local fechado. pois estes alteram o circuito As vibrações também podem surgir
elétrico original da motoci- ao pilotar em pistas irregulares e
NOTA cleta. Além disso, a unidade devido à aerodinâmica.
 Mantenha a documentação da CDI poderá ser danificada de
motocicleta sempre em ordem forma irreparável. NOTA
e atualizada.  Não é permitida a gravação de Essas vibrações são caracterís-
 Mantenha o manual do proprie­ caracteres nas peças da moto- ticas normais da motocicleta e,
tário junto à motocicleta. Muitas cicleta. Isso pode comprometer portanto, não são cobertas pela
vezes, as motocicletas roubadas seriamente sua durabilidade, garantia.
são identificadas por meio do criando pontos de oxidação,
manual. manchas e descas­ca­mento da
pintura, etc. Esses danos não ! Cuidado
são cobertos pela garantia.
 As vibrações podem causar o
afrouxamento de porcas, pa-
rafusos e fixadores, afetando a
segurança, especialmente após
pilotar em pistas irregulares.
 Verifique freqüente­mente o
aperto de todos os fixa­dores.
Siga rigorosamente o Plano de
Manutenção Preventiva e use so­
mente peças genuínas Honda.
Shadow 750 MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-
Plano de manutenção preventiva
 Procure uma concessionária autorizada Honda sempre que necessitar de manutenção. Lembre-se de que
são elas quem mais conhecem sua motocicleta, estando totalmente preparadas para oferecer todos os
serviços de manutenção e reparos.
 O Plano de Manutenção Preventiva especifica com que freqüência os serviços devem ser efetuados e quais
itens necessitam de atenção. É fundamental seguir os intervalos especificados para garantir o desempenho
adequado do controle de emissões, além de maior segurança e confiabilidade.
 Os intervalos de manutenção são baseados em condições normais de uso. Motocicletas usadas em condi-
ções rigorosas ou incomuns necessitam de serviços mais freqüentes. Procure uma concessionária autorizada
Honda para determinar os intervalos adequados a suas condições particulares de uso.
NOTA
Estes itens referem-se às notas da próxima tabela.
*1. Para leituras maiores do hodômetro, repita os intervalos especificados na tabela.
*2. Efetue o serviço com mais freqüência sob condições de muita poeira e umidade.
*3. Efetue o serviço com mais freqüência sob condições de chuva ou aceleração máxima.
*4. Verifique o nível de óleo diariamente, antes de pilotar, e adicione se necessário.
*5. Troque 1 vez por ano ou a cada intervalo indicado na tabela, o que ocorrer primeiro.
*6. Efetue o serviço com mais freqüência sob condições de muita poeira.
*7. Troque a cada 2 anos ou a cada intervalo indicado na tabela, o que ocorrer primeiro.
A troca requer habilidade mecânica.
*8. Efetue o serviço com mais freqüência ao pilotar em pistas de terra, molhadas ou com muita poeira.

Por razões de segurança, recomendamos que todos os serviços apresentados nesta tabela sejam executados
somente pelas concessionárias autorizadas Honda.
6- MANUTENÇÃO E AJUSTES Shadow 750

Intervalo (km)*1 a cada


Itens e operações Página
1.000 6.000 12.000 18.000 24.000 30.000 36.000 km ...
   12.000 Linha de combustível: verificar —
   12.000 Acelerador: verificar 6-12
  18.000 Filtro de ar: trocar*2 6-4
      6.000 Respiro do motor: limpar*3 6-4
   12.000 Vela de ignição: verificar 6-10
   12.000 Vela de ignição: trocar 6-10
    12.000 Folga das válvulas: verificar 6-11
       6.000 Óleo do motor: trocar*4,5,6 6-6
       6.000 Filtro de óleo: trocar*6 6-6
      6.000 Sistema de escapamento: verificar —
  12.000 Líquido de arrefecimento: verificar o nível 6-8
 36.000 Líquido de arrefecimento: trocar*7 6-8
   12.000 Sistema de arrefecimento: verificar —
   12.000 Sistema de suprimento de ar secundário: verificar —
  12.000 Óleo da transmissão final: verificar o nível 6-8
 36.000 Óleo da transmissão final: trocar 6-9
    6.000 Fluido de freio: verificar o nível 6-15
  18.000 Fluido de freio: trocar*7 —
      6.000 Sapatas e pastilhas do freio: verificar o desgaste*8 6-16/6-17
    12.000 Sistema de freio: verificar 6-15/6-17
   12.000 Interruptor da luz do freio: verificar 6-18
   12.000 Farol: ajustar facho 6-30
       6.000 Embreagem: verificar 6-11
   12.000 Cavalete lateral: verificar 6-13
   12.000 Suspensões dianteira e traseira: verificar 6-13, 6-14
    12.000 Porcas, parafusos e fixações: verificar —
       6.000 Rodas: verificar —
a cada 1.000 km ou semanalmente Pneus: verificar e calibrar 6-18
    12.000 Coluna de direção: verificar —
Shadow 750 MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-
Cuidados na manutenção 1 Ferramentas contidas no estojo:
 Chave de boca, 10 x 14 mm
 Chave de boca, 12 x 17 mm
! Cuidado
 Chave de boca, 8 mm
 Em caso de queda ou colisão,
 Chave Allen, 4 mm
certifique-se de que sua con-
 Chave Allen, 5 mm
cessionária autorizada Honda 4
inspecione os componentes  Chave Allen, 6 mm
principais da motocicleta, mes­  Chave Phillips no 2
mo que você seja capaz de  Chave de fenda no 2
efetuar os reparos. 2 3  Chave para porca cilíndrica
 Desligue o motor e apóie a
 Chave de vela
motocicleta num local plano e Jogo de ferramentas (1)  Cabo para chave de fenda/
firme, antes de iniciar os servi-
ços. Espere o motor esfriar para Encontra-se no compartimento (2) Phillips
evitar queimaduras. atrás da tampa lateral esquerda.  Alicate

 Se for necessário ligar o motor, Para abrir a tampa do compar-


certifique-se de que a área seja timento (3), insira a chave de
bem ventilada e livre de cha- ignição (4) e gire-a no sentido
mas expostas. Tome cuidado anti-horário.
para não encostar nas peças As ferramentas permitem fazer
móveis da motocicleta. reparos, ajustes e substituições
 Use somente peças genuínas simples. Procure uma concessioná-
Honda. Peças de qualidade ria autorizada Honda para efetuar
inferior podem comprometer os serviços que não podem ser
a segurança e reduzir a eficiên­ executados com elas.
cia dos sistemas de controle de
emissões.
6- MANUTENÇÃO E AJUSTES Shadow 750

Filtro de ar
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-3. 4
2
! Cuidado
Não pilote a motocicleta sem o
filtro de ar para evitar desgaste 1
prematuro, danos e risco de
incêndio.
1 3
1
Atenção
Na troca, use somente o filtro 1. Remova os parafusos (1) e a Respiro do motor
de ar genuíno Honda especi- tampa da caixa do filtro de ar Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-3.
ficado para esta motocicleta. (2).
Do contrário, poderão ocorrer 2. Remova e descarte o filtro de ar Drene os depósitos do respiro do
desgaste prematuro e problemas (3). motor de acordo com o Plano de
de desempenho. 3. Limpe completamente o interior Manutenção Preventiva (pág. 6-1).
da caixa do filtro (4) e instale 1. Remova o tubo de drenagem
Efetue a manutenção de acordo um filtro novo. (1) e drene os depósitos num
com o Plano de Manutenção 4. Instale as peças removidas na recipiente adequado.
Preventiva (pág. 6-1). ordem inversa da remoção. 2. Reinstale o tubo de drenagem.
Shadow 750 MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-
Óleo do motor NOTA
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-3. Se for difícil encontrar o óleo espe-
1
cificado, entre em contato com uma
O óleo é o elemento que mais concessionária autorizada Honda,
afeta o desempenho e a vida útil que sempre estará preparada para
do motor. servi-lo.
O óleo MOBIL SUPER MOTO 4T
MULTIVISCOSO SAE 20W-50 Inspeção do nível
API-SF é o único óleo aprovado e Como o óleo é consumido natural-
recomendado pela Honda. mente durante o uso da motocicleta, 2
Não adicione quaisquer aditivos sempre inspecione o nível antes de 3
ao óleo do motor. pilotar e adicione, se necessário.
2. Com a motocicleta na vertical, num
Atenção Atenção local plano e firme, desligue o mo-
Se o motor funcionar com pouco tor e, após 2 a 3 minutos, remova
 Óleos não detergentes, vege- a tampa/vareta medidora (1).
tais ou lubrificantes específicos óleo, poderá sofrer sérios danos.
3. Limpe a vareta com um pano
para competição não são 1. Ligue o motor e deixe-o em seco. Insira-a novamente, mas
recomendados. marcha lenta de 3 a 5 minutos. não a rosqueie. Remova-a
 A Honda não se responsabiliza Certifique-se de que o indica- mais uma vez e verifique o nível
por danos causados pelo uso dor da pressão do óleo esteja de óleo. Ele deve estar entre as
de óleos com especifica­ções apagado. Caso se acenda du- marcas de nível superior (2) e
diferentes das recomendadas. rante o funcionamento, desli- inferior (3) gravadas na vareta.
 Nunca use óleos reciclados, gue o motor imediatamente e 4. Se necessário, adicione o óleo
pois suas características, como verifique o nível de óleo. Se o recomendado até atingir a
viscosidade, lubrificação, etc., nível estiver correto, não uti- mar­­ca de nível superior. Não
não são mantidas conforme lize a motocicleta enquanto o abasteça em excesso.
especificações originais. sistema de lubrificação não for 5. Reinstale a tampa/vareta medi­­­­
examinado por uma concessio­ dora. Ligue o motor e verifique
nária autorizada Honda. se há vazamentos.
6- MANUTENÇÃO E AJUSTES Shadow 750

Troca de óleo e do filtro de óleo


Efetue a troca de acordo com o 1
Plano de Ma­nu­ten­ção Preventiva
(pág. 6-1).
NOTA
Para uma drenagem rápida e com-
pleta, troque o óleo com o motor
quente e a motocicleta apoiada no
cavalete lateral. 3
2

! Cuidado 3. Aplique um pouco de óleo para


O óleo e o motor estarão quen-
Atenção motor no anel de vedação (4)
tes. Tenha cuidado para não se Para evitar vazamentos e danos, do novo filtro.
queimar. não apóie o motor sobre o filtro 4. Instale o filtro com a ferramenta
de óleo. especial e aperte-o com o tor­
NOTA que de 26 N.m (2,7 kgf.m).
 Use somente o filtro de óleo 1. Coloque um recipiente sob o 5. Verifique se a arruela de ve-
motor para coletar o óleo e dação está em bom estado e
original Honda. O uso de um
remova a tampa/vareta medi­ instale-a com o bujão. Subs-
filtro incorreto ou de qualidade dora, o bujão de drenagem (1)
inferior pode danificar o motor. titua-a a cada duas trocas de
e a arruela de vedação (2). óleo ou sempre que necessário.
 Para trocar o filtro, é necessá-
2. Remova o filtro de óleo (3) com Aperte o bujão com o torque de
rio o uso de um torquí­metro e a ferramenta especial e deixe
de uma ferramenta especial. 29 N.m (3,0 kgf.m).
o óleo remanescente escoar.
Procure uma concessio­nária Descarte o filtro.
autorizada Honda.
Shadow 750 MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-

Atenção Líquido de Arrefecimento


Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-3.
4 Caso não use um torquímetro,
procure uma concessionária Efetue a manutenção de acordo
auto­rizada Honda o mais rá- com o Plano de Manutenção Pre-
pido possível para verificar a ventiva (pág. 6-1).
montagem. Sempre mantenha o nível correto
de líquido de arrefecimento para
evitar superaquecimento, corro-
NOTA
são ou congelamento em regiões
Descarte o óleo usado respeitando muito frias. Use somente o líquido
o meio ambiente. Coloque-o num de arrefecimento re­co­mendado
recipiente vedado e leve-o ao “lÍquido de arrefe­cimento
6. Abasteça o motor com o óleo posto de reciclagem mais próximo. honda (azul marinho)”. O uso
recomendado. Não jogue o óleo usado em ralos de outro líquido de arrefe­cimento
Capacidade de óleo: ou no solo. ou de água destilada pode causar
2,6 litros corrosão e sedimentos no sistema.
7. Instale a tampa/vareta medi­
dora. ! Cuidado Atenção
8. Ligue o motor e deixe-o em mar- O óleo usado pode causar câncer  O uso de líquido de arrefeci-
cha lenta de 3 a 5 minutos. se permanecer em contato com a mento com anticorrosivo à ba­
9. Desligue o motor e, após 2 a pele por períodos prolongados. se de silicato pode causar des-
3 minutos, verifique se o nível Apesar desse perigo só existir se gaste prematuro das vedações
do óleo atinge a marca superior o óleo for manusea­do diaria- da bomba d’água ou obstruir
da vareta medidora, com a mo- mente, lave bem as mãos com as passagens do radiador.
sabão e água imedia­tamente  Não use nenhum outro adi­tivo
tocicleta na vertical, num local
plano e firme. Se necessário, após o manuseio. diferente do recomendado. Ele
adicione óleo. pode ser incompatível com o
líquido contido no radiador ou
Certifique-se de que não haja
com os componentes do motor.
vazamentos.
6- MANUTENÇÃO E AJUSTES Shadow 750

! Cuidado 1
 Nunca remova a tampa do 2
radiador, especialmente com
o motor quente. O líquido de 3
arrefecimento será expelido e
pode causar queimaduras.
 A ventoinha liga automatica-
mente. Mantenha as mãos e
roupas afastadas. 4
1
2
Se o reservatório estiver vazio ou
a perda de líquido de arrefeci­
mento for excessiva, verifique se Inspeção do nível Óleo da transmissão final
há vazamentos e procure uma Com o motor na temperatura nor­mal Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-3.
concessionária autorizada Honda de funcionamento e a motocicleta na
para efetuar os reparos. vertical, verifique o nível de líquido Efetue a manutenção de acordo
de arrefecimento no reservatório (1), com o Plano de Manutenção Pre-
NOTA localizado atrás do chassi. Se estiver ventiva (pág. 6-1).
Adicione o líquido somente ao re- abaixo da marca inferior (2), remova
servatório, nunca ao radiador. Inspeção do nível
a tampa (3) e adicione a mistura de
líquido de arrefecimento até atingir 1. Apóie a motocicleta no cava-
a marca superior (4). lete lateral, num local plano e
firme.
Troca do líquido de arre­fecimento 2. Remova a tampa do gargalo de
A menos que possua as ferramen- abastecimento (1) e verifique se
tas adequadas e a experiência ne- o nível de óleo atinge a borda
cessária, recomendamos que este inferior do orifício de inspeção
serviço seja efetuado numa con- do gargalo (2).
cessionária autorizada Honda.
Shadow 750 MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-
3. Se o nível estiver baixo, verifique 2. Após a drenagem, verifique se
1 4
quanto a vazamento. Adicione a arruela de vedação (3) está
óleo novo até atingir a borda em bom estado e instale-a com
inferior do orifício. o bujão. Aperte o bujão com o
Óleo recomendado: torque de 12 N.m (1,2 kgf.m).
Óleo para engrenagem 3. Apóie a motocicleta no cavalete
hipóide SAE 80 lateral e adicione o óleo reco-
mendado.
Quantidade especificada:
2 160 cm3
3 4. Certifique-se de que o nível de
óleo atinja a borda inferior do
Troca de óleo orifício de inspeção do gargalo
(4) e reinstale a tampa.
NOTA
Para uma drenagem rápida e com-
pleta, troque o óleo com o motor
quente e a motocicleta na vertical.

1. Coloque um recipiente sob a


transmissão final para coletar
o óleo. Remova a tampa do
gargalo de abastecimento (1)
e o bujão de drenagem (2).
6-10 MANUTENÇÃO E AJUSTES Shadow 750

6. Com as arruelas instaladas, ros­


queie as velas com a mão até
3 que encostem no cabeçote.
4
7. Aperte as velas. Se forem usa-
das, aperte-as 1/8 de volta
após assentá-las. Se forem
novas, aperte -as em duas
etapas. Primeiro, aperte-as
3/4 de volta após assentá-
las. Solte-as e aperte-as mais
2 1/8 de volta.
1 Folga: 0,8 – 0,9 mm
8. Reinstale os supressores de ruí­
Vela de ignição 3. Inspecione os eletrodos e a por- dos. Tome cuidado para não
celana central quanto a depó- prender os cabos.
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-3.
sitos, erosão ou carbonização.
Efetue a manutenção de acordo Se forem excessivos, troque as Atenção
com o Plano de Manutenção Pre- velas. Para limpar velas carbo-
ventiva (pág. 6-1). nizadas, use um limpador de  Aperte as velas corretamente.
velas ou escova de aço. Se ficarem soltas, podem da-
NOTA nificar o pistão. Se estiverem
4. Meça a folga dos eletrodos (3)
É necessário o uso de uma fer- muito apertadas, as roscas
com um calibre tipo arame. Se
ramenta de medição para este podem ser dani­fica­das.
necessário, ajuste dobrando o
procedimento. eletrodo lateral (4).  Use somente a vela especi­
ficada (NGK) DPR7EA-9 ou
1. Solte os supressores de ruídos 5. Certifique-se de que as arrue­las
DPR8EA-9 (opcional) para
(1). de vedação estejam em bom
evitar danos ao motor.
2. Limpe ao redor da base das estado.
velas e remova-as com a chave
de vela (2) disponível no jogo
de ferramentas.
Shadow 750 MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-11
Folga das válvulas
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-3. 1
B
2
Verifique e ajuste a folga das 3
válvulas de acordo com o Plano
de Manutenção Preventiva (pág.
6-1).
A
NOTA
É necessário o uso de uma fer-
ramenta de medição para este Folga: 10 – 20 mm
(medida na extremidade da alavanca)
procedimento.

Procure uma concessionária au- Embreagem 1. Solte a contraporca (2) e gire o


ajustador (3) na direção A para
torizada Honda para efetuar o Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-3.
aumentar a folga e na direção
serviço.
Efetue a manutenção de acordo B para diminuí-la. Reaperte a
com o Plano de Manutenção Pre- contraporca e verifique a folga
Atenção ventiva (pág. 6-1). novamente.
Válvulas com folga excessiva O ajuste da folga da alavan- 2. Se o ajustador for desrosquea­
provocam ruídos no motor. Já a ca da embreagem (1) também do até o limite sem que a folga
ausência de folga pode danificar será necessário se a motocicleta correta seja obtida, solte a
as válvulas ou provocar perda morrer ao engatar uma marcha, contra­­porca e rosqueie comple-
de potência. se movimentar à frente com a tamente o ajustador. Reaperte a
alavanca acionada, ou ainda se a contraporca.
embreagem patinar, fazendo com
que a velocidade da motocicleta
seja incompatível com a rotação
do motor.
6-12 MANUTENÇÃO E AJUSTES Shadow 750

Verifique também o cabo da 2


5 embreagem quanto a dobras e
marcas de desgaste que podem
causar travamento ou afetar o acio­
A
na­mento da embreagem. Lubrifi-
que-o com óleo de boa qualidade
e baixa viscosidade para prevenir
B desgaste e corrosão.
NOTA 1
4 Procure uma concessionária auto- Folga: 2 – 10 mm
rizada Honda se não obter o ajuste (medida no flange da manopla)
adequado, ou se a embrea­gem
3. Solte a contraporca (4) do ajus­ não funcionar corretamente. Acelerador
tador inferior e gire a porca de Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-3.
ajuste (5) na direção A para
aumentar a folga e na direção Efetue a manutenção de acordo
B para diminuí-la. Aperte a com o Plano de Manutenção Pre-
contraporca e verifique a folga ventiva (pág. 6-1).
novamente. 1. Verifique se a manopla do ace-
4. Ligue o motor, acione a alavan- lerador funciona suavemente,
ca da embreagem e engate a 1a da posição totalmente aberta
marcha. Certifique-se de que o até a totalmente fechada, em
motor não morra e a motoci- todas as posições do guidão.
cleta não se movimente para 2. Para ajustar a folga, solte a con-
a frente. Solte a alavan­ca da traporca (1) e gire o ajus­tador
embreagem e acelere gra­dati­va­ (2). Reaperte a contra­porca e
mente. A motocicleta deve sair verifique novamente a folga.
com suavidade e aceleração
progressiva.
Shadow 750 MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-13
Inspeção do sistema de corte Suspensão
da ignição
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-3.
1. Sente-se na motocicleta, recolha
o cavalete e coloque a transmis-
são em ponto morto. ! Cuidado
2. Ligue o motor, acione a em­brea­ Os componentes da suspensão
gem e engate uma marcha. estão diretamente ligados à
1 3. Abaixe totalmente o cavalete. O segurança. Se detectar algum
motor deve desligar assim que dano ou desgaste, procure
o cavalete for abaixado. uma concessionária autorizada
Honda para executar os serviços
Se o sistema não funcionar confor- neces­sários, antes de pilotar a
me descrito, procure uma conces- motocicleta.
Cavalete lateral sionária autorizada Honda.
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-3.
Efetue a manutenção de acordo
Efetue a manutenção de acordo com o Plano de Manutenção Pre-
com o Plano de Manutenção Pre- ventiva (pág. 6-1).
ventiva (pág. 6-1).
Verifique a mola (1) quanto a da- Suspensão dianteira
nos ou perda de tensão.Verifique 1. Acione o freio dianteiro e force
se o cavalete lateral se movimenta a suspensão para cima e para
livremente. baixo várias vezes. A ação dos
Se estiver prendendo, limpe e amortecedores deve ser suave
lubrifique a articulação com óleo e progressiva.
para motor novo. 2. Verifique se há vazamentos de
óleo.
3. Verifique o aperto de todos os
pontos de fixação da suspensão.
6-14 MANUTENÇÃO E AJUSTES Shadow 750

Suspensão traseira NOTA


1. Com a motocicleta apoiada num  Sempre ajuste na seqüência nu-
suporte, force a roda lateralmen- mérica (1-2-3-4-5 ou 5-4-3-2-1).
te para verificar se há folga nos Do contrário, o amortecedor pode
rolamentos do braço oscilante, ser danificado.
indicando seu desgaste.  C ertifique-se de que os dois

2. Verifique se os amortece­do­res amortecedores estejam ajustados


apre­­­sentam vazamentos. na mesma posição.
Pressio­­­­­ne a suspensão para
baixo e verifique se há folga ou 2 1
desgaste nas articulações dos
amortecedores.
3. Verifique o aperto de todos os Ajuste
pontos de fixação da suspensão Os amortecedores traseiros (1) po-
e certifique-se de que estejam dem ser ajustados de acordo com
em perfeito estado. diferentes condições de pilotagem,
utilizando-se a chave para porca
cilíndrica (2), contida no jogo de
ferramentas.
Quanto maior a posição de ajuste,
mais dura a suspensão.
Posição 1: cargas leves e superfí-
cies uniformes
Posição 2: posição-padrão
Posições 3 a 5: cargas pesadas e
superfícies irregulares
Shadow 750 MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-15
Freios Inspeção do nível de fluido
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-3.
! Cuidado
! Cuidado  O fluido de freio provoca irri­
Os freios são fundamentais para tação. Evite o contato com a pele
a segurança. Efetue todos os e olhos. Em caso de contato,
ajustes e serviços de manutenção lave a área atingida com bas-
numa concessionária autorizada tante água. Se atingir os olhos,
Honda. Use somente peças ge- procure assistência médica.
nuínas Honda.  Mantenha afastado de crian- 1
ças.
Efetue a manutenção de acordo 1. Com a motocicleta na vertical,
com o Plano de Manutenção Pre- verifique se o nível de fluido
ventiva (pág. 6-1). Atenção no reservatório está acima da
 O reservatório deve estar na hori­­ marca de nível inferior (1).
Freio dianteiro zontal antes de retirar a tampa. 2. Adicione fluido, se necessário.
 Use somente o fluido de freio
Inspecione o nível de fluido e o Se o nível estiver baixo, ins-
Mobil Brake Fluid DOT 4 de pecione também o desgaste
desgaste das pastilhas. uma embalagem lacrada. das pastilhas. Se estiverem em
Se a folga da alavanca for exces­  Manuseie o fluido de freio com bom estado, verifique se há
siva e o desgaste das pastilhas cuidado. Ele pode danificar a vazamentos.
não exceder o limite de uso (pág. pintura, a lente dos instrumentos
6-16), procure uma concessionária 3. Verifique as mangueiras e co-
e a fiação em caso de contato. nexões do freio. Se estiverem
autorizada Honda para sangrar o  Não permita a entrada de con­
ar do sistema. danificadas ou com sinais de
taminantes (poeira, água, etc.) vazamento, substitua-as ime-
no reservatório. Limpe a parte diatamente.
externa do reservatório antes
de retirar a tampa.
6-16 MANUTENÇÃO E AJUSTES Shadow 750

3 1

2 2

1
A

B
Folga: 20 – 30 mm
1 (medida na extremidade do pedal)

Desgaste das pastilhas Freio traseiro Folga do pedal


O desgaste das pastilhas depende Altura do pedal A folga corresponde à distância
da severidade de uso, modo de 1. Apóie a motocicleta no cavalete que o pedal do freio percorre antes
pilotagem e condições da pista. lateral. do início da frenagem.
Verifique as ranhuras (1) em cada 2. Ajuste a altura do pedal do freio 1. Apóie a motocicleta no cavalete
pastilha. Se alguma pastilha estiver (1) soltando a contraporca (2) lateral.
gasta até a ranhura, substitua to- e girando o parafuso limitador 2. Para diminuir a folga, gire a
das as pastilhas em conjunto. (3). porca de ajuste (1) na direção
3. Reaperte a contraporca. A. Para aumentá-la, gire-a na
NOTA direção B.
Substitua as pastilhas somente
numa concessionária autorizada 3. Acione o pedal do freio várias
Honda. vezes e verifique se a roda gira
livremente ao soltá-lo.
Shadow 750 MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-17
NOTA
 Ajuste girando a porca de ajuste
meia volta. Certifique-se de que 2
o entalhe da porca de ajuste este- 3 1
ja assentado sobre a articulação 1
(2).
 Se a folga correta não for obtida,
procure uma concessionária
autorizada Honda.
2

Após o ajuste, pressione o braço Desgaste das sapatas


do freio (3) para confirmar que há Substitua as sapatas se a seta (1)
uma folga entre a porca de ajuste ficar alinhada ou ultrapassar a
(1) e a articulação (2). marca de referência (2), com o
Após ajustar, confirme a folga do freio totalmente acionado.
pedal do freio.
Certifique-se de que a vareta do NOTA
freio, braço de acionamento, mola, Substitua as sapatas somente numa
articulações e fixações estejam em concessionária autorizada Honda.
boas condições.
Verifique o desgaste das sapatas
de freio.
6-18 MANUTENÇÃO E AJUSTES Shadow 750

Pneus ! Cuidado
1 Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-3.
Pneus com pressão incorreta so-
A pressão correta e as condições frem desgaste anormal e podem
dos pneus são fundamentais para deslizar e sair dos aros, danifi-
B A maior estabilidade, conforto, segu- cando a válvula da câmara de ar
rança e durabilidade dos pneus. e afetando a segurança.
Inspecione os pneus e aros, e ajuste
a pressão de acordo com o Plano de
Manutenção Preventiva (pág. 6-1).
2
Pressão dos pneus
Interruptor da luz do freio NOTA
(1) Verifique a pressão com os pneus
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-3. frios, antes de pilotar.
Localiza-se no lado direito da
kPa (kgf/cm2; psi)
mo­to­cicleta, atrás do motor. Veri­
fique o funcionamento do in­terrup­ Somente Piloto e
piloto passageiro
tor de acordo com o Plano de Ma-
nutenção Preventiva (pág. 6-1). Dianteiro 200 200
(2,00; 29) (2,00; 29)
Para ajustá-lo, gire a porca de Traseiro 200 250
ajuste (2) na direção A para adian­ (2,00; 29) (2,50; 36)
tar o ponto em que a luz se acende
e na direção B para retardá-lo.
Atenção
Gire a porca de ajuste e não o
corpo do interruptor.
Shadow 750 MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-19
Verifique se há cortes, pregos ou Reparo e substituição
outros objetos encravados nos Dirija-se a uma concessionária
pneus. Verifique os aros quanto a autorizada Honda para substituir
entalhes e deformações. Verifique pneus danificados e câmaras
se os raios estão frouxos. perfuradas.
Certifique-se de que as tampas
das válvulas estejam bem aperta-
2
das. Instale uma nova tampa, se
! Cuidado
1 necessário.  Não tente consertar pneus ou
câmaras de ar danificados.
! Cuidado O balanceamento da roda e a
segurança dos pneus podem
A tensão dos raios, centragem ser comprometidos.
Inspeção e alinhamento das rodas são  Na troca, instale somente pneus
Verifique se os indicadores de vitais para a segurança. Nos de mesma medida e tipo dos
desgaste (1) estão visíveis, obser- primeiros 1.000 km, os raios originais. Caso contrário, a di-
vando suas marcas de localização afrouxam rapidamente devido rigibilidade e segurança serão
(2). Se estiverem, substitua o pneu ao assentamento inicial das pe- afetadas.
imediatamente. ças. Raios muito frouxos causam
instabilidade em alta velocidade,
o que pode levar à perda de
! Cuidado controle. Atenção
Não trafegue com pneus gastos. Não tente remover pneus sem
A aderência entre o pneu e o solo o uso de ferramentas especiais
diminui, reduzindo a tração e e protetores de aros para evitar
afetando a segurança. danos.
6-20 MANUTENÇÃO E AJUSTES Shadow 750

2
5
3
1 1

Roda dianteira 3. Remova o eixo (3), a roda e as Instalação


Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-3.
buchas laterais. 1. Instale as buchas laterais nos
NOTA
lados direito e esquerdo do
! Cuidado cubo da roda.
É necessário o uso de um torquí­
metro para este procedimento. Evite o contato do disco e pasti- 2. Posicione a roda entre os garfos
lhas com graxa, óleo ou sujeira, e insira o eixo pelo lado esquer-
Remoção para evitar problemas de desem- do, através do garfo esquerdo
1. Levante a roda do chão colocan- penho e desgaste prematuro. e cubo da roda.
do um suporte sob o motor. 3. Alinhe a marca de referência (4)
NOTA NOTA do eixo com a superfície (5) do
Não acione a alavanca do freio, garfo.
Se não tiver um suporte ou maca­co
apropriado, procure uma conces- após remover a roda, para evitar
sionária autorizada Honda. vazamento de fluido. Se isso acon- Atenção
tecer, procure uma concessionária Para evitar danos, encaixe os
2. Solte os parafusos de fixação autorizada Honda para efe­tuar a discos do freio cuidadosamente
direito e esquerdo (1) e remova manutenção do sistema. entre as pastilhas.
parafuso do eixo (2).
Shadow 750 MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-21
4. Aperte os parafusos de fixa­ção no
garfo esquerdo com o torque de 3
7 7
22 N.m (2,2 kgf.m).
5. Aperte o parafuso do eixo com o 1
torque de 59 N.m (6,0 kgf.m).
2
NOTA
Acione a alavanca do freio várias
vezes e verifique se a roda gira
livremente após soltá-la. Se o freio
travar ou a roda prender, verifique 6
novamente a montagem.
7. Aperte os parafusos de fixação Roda traseira
6. Verifique se a folga entre a su- no garfo direito com o torque Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-3.
perfície do disco (6) e o suporte de 22 N.m (2,2 kgf.m).
do freio (7) (e não as pastilhas) NOTA
é simétrica. Se não for, solte o NOTA
Verifique se o freio funciona corre- É necessário o uso de um torquí­
parafuso de fixação esquerdo metro para este procedimento.
e puxe o garfo para fora ou tamente antes de pilotar.
empurre-o para dentro para Remoção
ajustar a folga.
! Cuidado 1. Levante a roda do chão colocan-
Caso não use um torquímetro, do um suporte sob o motor.
dirija-se a uma concessionária
NOTA
autorizada Honda, assim que
possível, para verificar a mon- Se não tiver um suporte ou macaco
tagem. Uma montagem incor- apropriado, procure uma conces-
reta pode reduzir a eficiência sionária autorizada Honda.
do freio.
6-22 MANUTENÇÃO E AJUSTES Shadow 750

5 9
7

6
4 8 10

2. Remova a tampa lateral direita 8. Remova o silencioso. 10. Desconecte o braço limitador
(pág. 4-7). 9. Remova a porca de ajuste (11) e (14) do flange do freio, remo-
3. Solte a presilha (1) e remova desacople a vareta (12) do bra- vendo a cupilha (15), porca
os conectores (2) dos suportes ço do freio (13), pressionando (16), arruela e borracha.
(3). o pedal do freio.
4. Desacople os conectores.
5. Remova os parafusos (4) e (5),
a porca (6) e o apoio para os
pés do piloto (7).
6. Remova as porcas de união do
tubo de escapamento (8).
7. Remova os parafusos (9), por-
cas (10) e arruelas do suporte
do silencioso.
Shadow 750 MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-23

12 17 Instalação
Siga a ordem inversa da remoção.
1. Antes da instalação, verifique se
13 os estriados do cubo da roda e
da engrenagem da transmissão
11 19 traseira estão lubrificados com
graxa.
2. Certifique-se de que o estriado
do cubo da roda se encaixa na
14 caixa da transmissão final.
16 15 18
3. Antes de instalar o silencioso,
substitua a junta por uma nova.
11. Remova o parafuso de fixação 14. Movimente a roda para a di- 4. Substitua a cupilha por uma
do eixo (17). reita para separá-la da caixa nova.
12. Fixe a extremidade do eixo da transmissão final.
5. Aperte a porca do eixo com o
(18) com uma chave e remova 15. Remova a roda. torque de 88 N.m (9,0 kgf.m),
a porca do eixo (19). o parafuso de fixação do eixo
13. Remova o eixo e a bucha late- com 27 N.m (2,8 kgf.m), a
ral. porca do braço limitador com
22 N.m (2,2 kgf.m), a porca de
união do tubo de escapamento
com 25 N.m (2,5 kgf.m), o
parafuso do suporte do silen­cio­
so com 34 N.m (3,4 kgf.m), a
porca do suporte do silencioso
com 44 N.m (4,5 kgf.m) e a
porca e parafusos do suporte
do pedal de apoio com 39 N.m
(4,0 kgf.m).
6-24 MANUTENÇÃO E AJUSTES Shadow 750

6. Ajuste o freio traseiro (pág. 6-16 Bateria Se a motocicleta for permanecer


e 6-17). Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-3.
inativa por longo período, remova
a bateria e carregue-a totalmente.
NOTA A bateria desta motocicleta é Guarde-a em local fresco e seco.
Acione o pedal do freio várias selada e não há necessidade de Se permanecer na motocicleta,
vezes e verifique se a roda gira verificar o nível do eletrólito ou adi- desconecte o cabo negativo do
livremente após soltá-lo. Se o freio cionar água destilada. Se a bateria terminal da bateria.
travar ou a roda prender, verifique estiver fraca, dificultando a partida
novamente a montagem. ou causando outros problemas Atenção
elétricos, dirija-se a uma concessio­
Não remova as tampas da bateria
nária autorizada Honda.
para evitar danos e vazamentos.
! Cuidado NOTA
Caso não use um torquímetro, di- Para maior vida útil, recomen-
rija-se a uma concessionária au- damos usar a motocicleta, pelo
torizada Honda, assim que pos- menos, uma vez por semana para
sível, para verificar a montagem. que a bateria seja carregada.
Uma montagem incorreta pode
reduzir a eficiência do freio.
Shadow 750 MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-25

! Cuidado 1 6 7
 A bateria contém ácido sulfúrico. 2
O contato com a pele ou olhos
é altamente prejudicial e pode 4
causar sérias queimaduras. Use 3
roupas protetoras e pro­teção
facial durante o manuseio. 5
 Em caso de contato com a pele,
lave com bastante água.
 Em caso de contato com os 8
olhos, lave com água durante,
pelo menos, 15 minutos e pro- Remoção 5. Abra a tampa do compartimen-
cure assistência médica imedia- to da bateria (7).
tamente. Atenção 6. Retire a bateria (8) do compar-
 Em caso de ingestão, tome bas- Para evitar um curto-circuito, timento.
tante água ou leite. Em seguida, desligue o interruptor de ignição
beba leite de magnésia, ovos antes de remover a bateria.
batidos ou óleo vegetal. Procure
um médico imediatamente. 1. Remova o assento (pág. 4-7).
 A bateria é explosiva. Mante-
2. Solte a cinta (1) e remova a
nha faíscas, chamas e cigarros bolsa de documentos (2).
afastados. Mantenha o local de
3. Remova o parafuso (3) e a
carga da bateria ventilado.
tampa da bateria (4).
 Mantenha fora do alcance de
4. D esconecte primeiro o cabo
­crianças.
do terminal negativo (–) (5) da
bateria e, em seguida, o cabo
do terminal positivo (+) (6).
6-26 MANUTENÇÃO E AJUSTES Shadow 750

Instalação
Siga a ordem inversa da remo-
Fusível queimado ! Cuidado
ção. Não use fusíveis diferentes dos
especificados nem os substitua
NOTA por outros materiais conduto-
 Certifique-se de conectar primei- res. Isto poderá causar danos
ro o cabo do terminal positivo ao sistema elétrico, falta de luz,
(+) e então o cabo do terminal perda de po­tência e até mesmo
negativo (–). um incêndio.
 Verifique se os parafusos e fixa-
dores estão bem apertados.
Atenção
Fusíveis Para evitar um curto-circuito,
desligue o interruptor de ignição
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-3. antes de verificar ou trocar os
fusíveis.
NOTA
Sempre mantenha fusíveis de reser­
va na motocicleta para caso de
emergência.

Se os fusíveis queimarem com


freqüência, dirija-se a uma conces-
sionária autorizada Honda para
inspecionar o sistema elétrico.
Shadow 750 MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-27

2 6 Fusível FI (4) 2
3
5 Com capacidade de 15 A, está
localizado atrás da tampa lateral
direita.
1
1. Remova a tampa lateral direita
(pág. 4-7).
2. Abra a tampa da caixa do
fusível FI (5) e retire o fusível
queimado.
7 3. Instale o fusível novo. O fusível
4 3 1 4
de reserva FI (6) está localizado
na caixa do fusível FI (7).
Caixa de fusíveis (1) Fusível principal (1)
4. Feche a tampa da caixa do fu-
Localizada atrás da tampa lateral sível FI e instale a tampa lateral Com capacidade de 30 A, está
direita, possui fusíveis com capa- direita. localizado atrás da tampa lateral
cidade de 10 A e 20 A. direita.
1. Remova a tampa lateral direita 1. Remova a tampa lateral direita
(pág. 4-7). (pág. 4-7).
2. A bra a tampa da caixa de 2. Retire o interruptor magnético
fusíveis (2) e retire o fusível de partida (2) do chassi e solte
queimado. o conector (3).
3. Instale o fusível novo. Os fu­síveis 3. Retire o fusível queimado e instale
de reserva (3) encontram-se na o novo. O fusível principal de
caixa de fusíveis. re­serva (4) encontra-se sob o in-
4. Feche a tampa da caixa de terruptor magnético de partida.
fusíveis e instale a tampa lateral 4. Ligue o conector e instale o in-
direita. terruptor magnético de partida
e a tampa lateral direita.
6-28 MANUTENÇÃO E AJUSTES Shadow 750

Lâmpadas 3
4
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-3. 2 9
5
Atenção
Não toque na lâmpada do farol. 7
Use luvas limpas para a subs-
tituição. As impressões digitais 8
deixadas no bulbo podem causar
queima prematura. Se tocar na
lâmpada, limpe-a com um pano 1 6
umedecido em álcool.
Lâmpada do farol/ 4. – Lâmpada do farol: remova a
NOTA luz de posição capa de borracha (4) e reti­-
 Desligue o interruptor de ignição 1. Remova os parafusos (1) da re a lâmpada (5) enquanto
antes de substituir as lâmpa- carcaça do farol. pressiona a presilha (6).
das. 2. P uxe com cuidado a borda – Lâmpada da luz de posição:
 Use apenas as lâmpadas espe­ci­ puxe o soquete (7) para fora
inferior do farol (2) para a
ficadas. frente e remova o farol. e remova a lâmpada (8).
 Após a instalação, verifique se a
3. Solte os conectores (3). 5. Instale as novas lâmpadas na
luz funciona corretamente. ordem inversa da remoção.
NOTA
! Cuidado Instale a capa de borracha com
Espere as lâmpadas esfriarem a marca “TOP” (9) virada para
antes de iniciar a substituição. cima.
Shadow 750 MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-29

3 2
3
2

1 3
1
2

Lâmpada da lanterna traseira/ Lâmpadas das sinaleiras Lâmpada da luz da placa de


luz do freio 1. Remova o parafuso (1) e a lente licença
1. Remova os parafusos (1) e a da sinaleira (2). 1. R emova os parafusos (1) e
lente da lanterna traseira (2). 2. Pressione levemente a lâmpada a tampa da luz da placa de
2. Pressione levemente a lâmpada (3) e gire-a no sentido anti-ho- licença (2).
(3) e gire-a no sentido anti-ho- rário. 2. Remova a lâmpada (3) sem
rário. 3. Instale a nova lâmpada na or- girá-la.
3. I nstale a nova lâmpada na dem inversa da remoção. 3. Instale a nova lâmpada na or-
ordem inversa da remoção. dem inversa da remoção.
6-30 MANUTENÇÃO E AJUSTES Shadow 750

y = máximo 1,2 m
menos de 20 cm x > y/5
X
Y
10 m
2
10 m

menos de 10 cm 100 m

Figura ilustrativa Figuras ilustrativas 1

Farol NOTA Ajuste vertical


Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-3.  Considere o peso do passageiro Para ajustar o farol, solte os pa-
e da carga, pois estes podem rafusos (1) e mova a carcaça
Regulagem do facho do farol afetar a regulagem do farol. do farol (2) para cima ou para
 Regule o farol na luz baixa. baixo.
! Cuidado  O facho do farol deve alcançar Após o ajuste, aperte os para-
A regulagem correta do farol é 100 m no máximo. fusos.
fundamental para a segurança.
Sempre a verifique antes de pilo- NOTA
1. Coloque a motocicleta na posição Obedeça às leis e regulamenta-
tar e ajuste, se necessário.
vertical, sem apoiá-la no cavale- ções locais.
te, com o centro da roda dianteira
Regule o farol de acordo com o a 10 m de uma parede plana, de
Plano de Manutenção Preventiva preferência não reflexiva.
(pág. 6-1). 2. Calibre os pneus na pressão
especificada.
Shadow 750 LIMPEZA E CONSERVAÇÃO 7-
Cuidados com a  Remova materiais estranhos dos NOTA
componentes de fricção, como O desgaste e a corrosão naturais
motocicleta tambo­res e discos de freio, para não são cobertos pela garantia.
Para proteger seu investimento, é não prejudicar sua durabilidade
fundamental que você seja respon­ e eficiência. Lavagem
sável pela manutenção e conser­  Se a motocicleta for permanecer
vação corretas de sua motocicleta. inativa por um longo período,
Sempre reserve um pouco de tempo consulte Conservação de Moto- Atenção
para isso antes e depois de pilotar. cicletas Inativas (pág. 7-3).  Não use equipamentos de alta
A inspeção antes do uso e a lim­ Oxidação pressão. O jato direto e a alta
peza e conservação diárias são As motocicletas são diferentes de tempe­ratura podem dani­ficar
tão importantes quanto as revisões outros veículos, pois seu chassi e di­ os componentes da moto­
periódicas executadas pelas con­ versos componentes metálicos são cicleta, desprender faixas e
cessionárias autorizadas Honda. expostos. Além disso, todo material adesivos, remover a graxa dos
Você mesmo pode efetuar a limpe­ metálico pode sofrer oxidação pelo rolamentos da coluna de dire­
za de sua motocicleta, mas se tiver simples contato com o oxigênio. ção e da suspensão traseira,
qualquer dúvida ou necessitar de Este processo, também conhecido além de danificar a pintura.
serviços especiais, procure uma como ferrugem, pode ser acelerado  Nunca lave a motocicleta expos­
concessionária autorizada Honda. devido à conservação inadequada ta ao sol e com o motor quente.
e contato constante com água e  Não aplique produtos alcalinos
Recomendações básicas substâncias salinas. Para controlar ou ácidos, altamente prejudi­
 Limpe a motocicleta regularmente os efeitos da oxida­ção, lave a mo­ ciais às peças zincadas e de
para manter sua aparência, au­ tocicleta freqüen­te­m­ente. alumínio.
mentar a durabilidade e prote­ger  Nunca use solventes ou produ­
a pintura, componentes croma­ Atenção tos abrasivos e detergentes para
dos, plásticos ou de borracha. Lave a motocicleta com água fria evitar danos às peças metálicas,
 Elimine o acúmulo de poeira, logo após pilotar em regiões lito­
râneas, em caso de contato com plásticas e de borracha, danos
terra, barro, areia e pedras. O à pintura, perda de brilho e
atrito de pedras e areia pode água de chuva, ou após atraves­
sar riachos ou alagamentos. descoloração, e oxidação.
afetar a pintura.
7- LIMPEZA E CONSERVAÇÃO Shadow 750

NOTA
Atenção Lave a motocicleta pulverizando
 Não use lã de aço ou produtos água em formato de leque aberto,
abrasivos para limpar os raios sob baixa pressão, a uma distância
e/ou rodas. Caso contrário, a mínima de 1,2 m.
camada protetora será remo­
vida, ini­ciando o processo de 3. Enxágüe completamente a mo­
oxidação. tocicleta e seque com um pano
limpo e macio. Retire o excesso
de água do interior dos cabos.
NOTA
Drenos dos escapamentos 4. Limpe as peças plásticas com
 Os resíduos da combustão elimi­ (Limpe a sujeira.) um pano ou esponja macios
nados pelos drenos podem sujar umedecidos em solução de
a superfície dos escapamentos. 1. Pulverize querosene no motor, xampu neutro e água. Enxágüe
Siga os procedimentos normais de escapamento, rodas e cavalete completamente com água e
limpeza. Não obstrua os drenos. lateral, e remova os resíduos de seque com um pano macio.
 Os escapamentos são submetidos óleo e graxa com um pincel. Re­
a altas temperaturas, o que pode tire incrus­trações de piche com Atenção
fazer com que fique amarelado querosene puro. Em seguida,
 Outros materiais de limpeza
ou azulado, em casos críticos. enxágüe com bastante água.
ou produtos para polimento
Esta é uma condição normal. NOTA podem danificar as peças.
O querosene ataca as peças de  Não remova a poeira com um
borracha. Proteja-as antes da pano seco para evitar danos à
aplicação. pintura.
2. Lave o tanque, as­sento, tampas 5. Se necessário, aplique cera pro­
laterais e pára-lamas com água tetora nas superfícies pintadas e
e xampu neutro, fazendo movi­ cromadas. Aplique com algodão
mentos circulares. Use um pano especial ou flanela, em movi­
ou esponja macia. mentos circulares e uniformes.
Shadow 750 LIMPEZA E CONSERVAÇÃO 7-
6. Não aplique cera protetora, NOTA Conservação de
massa ou produtos para poli­ Aplique spray antioxidante somen­
mento nas peças plásticas sem motocicletas inativas
te com o motor frio. O excesso
pintura. Isso pode danificá-las pode ser retirado após 24 horas.
permanentemente, sendo ne­ Atenção
cessária a sua troca.
Para maior vida útil da bateria,
! Cuidado recomendamos utilizar a mo­
Atenção tocicleta, pelo menos, uma vez
Não aplique spray antioxidante
 Para evitar riscos e batidas, te­ por semana.
nas regiões próximas aos freios.
nha cuidado ao manusear a mo­­
tocicleta e as peças plásticas.
8. Ligue o motor e deixe-o fun­cio­ NOTA
 A aplicação de massa ou pro­
dutos para polimento pode nar por alguns minutos. Isso Antes de armazenar a motocicleta,
danificar o acabamento. ajudará a secar os componen­ faça todos os reparos necessários.
 As peças injetadas na cor de­
tes e eliminará a conden­sação Caso contrário, eles podem ser
finitiva (sem pintura) não per­ de umidade do interior da lente esquecidos quando a motocicleta
mitem retoques. Para mantê-las do farol, que pode se formar for novamente usada.
em perfeitas condições, tome após a lavagem.
cuidado ao lavar a motocicleta Se a motocicleta for permanecer
ou aplicar produtos para po­ ! Cuidado inativa por um longo período, siga
limento. Caso contrário, será os procedimentos abaixo:
necessário substituí-las para  A eficiência dos freios pode ser
temporariamente afetada após 1. Troque o óleo do motor e o filtro
eliminar marcas ou riscos. de óleo.
a lavagem. Teste-os antes de
7. Logo após a lavagem, lubrifi­ pilotar. Pode ser necessário acio­ 2. Certifique-se de que o sistema
que os cabos do acelerador e ná-los algumas vezes para resti­ de arrefecimento esteja abaste­
da em­brea­gem. Aplique spray tuir seu desempenho normal. cido com a mistura de líquido
antio­xidante nos aros e/ou  Acione os freios com maior
de arrefecimento na proporção
rodas, amortecedores, interior antecedência para evitar um de 50%.
e exterior do escapamento e possível acidente.
demais peças cromadas.
7- LIMPEZA E CONSERVAÇÃO Shadow 750

3. Drene o tanque de combustível  Coloque uma colher de sopa Ativação da motocicleta


num recipiente adequado. Pul­ (10 – 20 ml) de óleo novo para Siga os procedimentos abaixo an­
verize o interior do tanque com motor no interior de cada ci­ tes de voltar a usar a motocicleta:
óleo antioxidante em spray. lindro e proteja os orifícios das 1. Remova a capa protetora e lave
Feche a tampa do tanque fir­ velas com um pano limpo. completamente a motocicleta
memente.  Pressione o interruptor de (pág. 7-1).
par­­­tida por alguns segundos 2. Troque o óleo do motor, caso a
! Cuidado para distribuir o óleo. motocicleta tenha permanecido
 Instale as velas e os supres­ inativa por mais de 4 meses.
A gasolina é altamente inflamável
e até explosiva, sob certas con­ sores de ruídos. 3. Se necessário, recarregue a
dições. Drene o tanque de com­ 5. Desconecte os cabos da bateria. ba­teria e instale-a na motoci­
bustível em local ventilado, com o Carregue a bateria uma vez por cleta.
motor desligado. Não permita a mês. 4. Limpe o interior do tanque de
presença de cigarros, chamas ou 6. Lave e seque a motocicleta. Siga combustível e abasteça-o com
faíscas perto da motocicleta. os procedimentos descritos na gasolina nova.
página 7-1. 5. Efetue a inspeção antes do uso
4. Para impedir oxidação no inte­ 7. Calibre os pneus na pressão (pág. 5-8).
rior dos cilindros: recomendada. 6. Faça um teste pilotando a mo­
 Remova os supressores de 8. Apóie a motocicleta sobre ca­ tocicleta em baixa velocidade e
ruídos das velas de igni­ valetes, de modo que os pneus em local seguro, afastado do
ção. Use um cordão para não toquem o chão. trânsito.
amarrar os su­pressores em 9. Cubra a motocicleta com uma
algum componente plástico capa apropriada. Não use
da carena­gem, afastado das plásticos ou materiais imperme­
velas de ignição. áveis. Guarde a motocicleta em
 Remova as velas e guarde- local fresco e seco, sem grandes
as em local seguro. Não as variações de temperatura e
co­necte aos supressores de protegida do sol.
ruídos.
Shadow 750 TRANSPORTE 8-
4. M antenha a motocicleta fir­ 6. Aperte ambas as cintas até que
memente no lugar, apoiando a suspensão dianteira fique
a roda dianteira na frente da comprimida até, no mínimo,
caçamba do veículo de trans­ metade de seu curso.
porte.
5. Prenda as extremidades infe­rio­ Atenção
res das duas cintas de fixação
Apertar as cintas excessivamente
nos ganchos do veículo. Prenda
pode danificar os retentores dos
as extremidades superiores das
garfos.
cintas no guidão (uma no lado
Figura ilustrativa direito e outra no lado esquer­
do), próximo ao garfo. 7. Trave as cintas para que não se
Siga as instruções abaixo ao soltem durante o percurso.
transportar a motocicleta num NOTA 8. Use outra cinta de fixação para
caminhão ou carreta. Certifique-se de que as cintas de fi­ evitar que a traseira da motoci­
1. Use uma rampa para colocar xação não fiquem em contato com cleta se movimente.
a motocicleta no veículo de os cabos de controle, care­nagem
transporte. ou fiação elétrica.
2. Engrene a transmissão.
3. Mantenha a motocicleta na
posição vertical, usando cintas
de fixação apropriadas.

Atenção
Não use cordas. Elas podem se
soltar durante o transporte, cau­
sando a queda da motocicleta.
8- TRANSPORTE Shadow 750

NOTA
! Cuidado Danos causados pelo uso de tais
Não transporte a motocicleta dispositivos ou de outros equipa­
deitada. Isso poderá danificá- mentos não recomendados pela
la, além de causar vazamento Honda não serão cobertos pela
de com­bustível, o que é muito garantia.
perigoso.

NOTA
A Honda não se responsabiliza
pelo frete, estadia do condutor Figura ilustrativa
ou veículo, por danos causados
durante improvisos emergenciais, Reboque
nem pelo transporte da motocicleta Não utilize dispositivos de reboque
para assistência técnica devido à que apóiam a roda traseira no solo
pane que impeça a locomoção nem reboque a motocicleta com
ou execução das revisões estipu­ corda cambão ou cabo de aço.
ladas no Plano de Manutenção Caso contrário, a transmissão,
Preventiva. suspensão dianteira, coluna de di­
reção e chassi serão danificados.
Shadow 750 PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE 9-
A Honda, sempre empenhada em NOTA Baterias usadas: devem ser le-
melhorar o futuro do planeta, gos- Não queime, enterre ou guarde os vadas a uma concessionária au-
taria de compartilhar este compro- pneus em áreas descobertas. torizada Honda para destina-
misso com você, nosso clien­te. ção adequada em atendimento à
Para garantir uma relação har- Resolução CONAMA no 257, de
Fios, cabos elétricos e cabos de
moniosa entre sua motocicleta e o 30/06/99.
aço usados: não os reutilize após
meio ambiente, observe os pontos Peças plásticas e metálicas:
a substituição. Eles representam
abaixo: leve-as até uma concessionária
um perigo em potencial para o autorizada Honda para recicla­gem
Manutenção preventiva: preser- motociclista. Leve-os até uma para evitar o acúmulo de lixo nas
va e valoriza o produto, além de concessionária autorizada Honda grandes cidades.
trazer grandes benefícios ao meio para reciclagem. Modificações: evite modificações,
ambiente. tais como substituição do escapa-
Fluidos de freio e embreagem,
Óleo do motor: troque nos inter- solução da bateria: mento e regulagens do sistema
valos especificados neste manual. de alimentação, diferentes das
Encaminhe o óleo usado para espe­cifi­cadas para este modelo,
! Cuidado ou qualquer outra modificação
postos de troca ou concessio­nária
autorizada Honda mais próxima. Devido a suas características que vise alterar o desempenho do
ácidas, essas substâncias podem motor. Além de infringir o Novo
Produtos perigosos: não devem danificar a pintura da motoci- Código Nacional de Trânsito, elas
ser jogados em esgoto comum. cleta, além de representar sério contribuem para o aumento da
risco de contaminação do solo poluição sonora e do ar.
Pneus usados: leve-os até uma e da água, quando derrama-
concessionária autorizada Honda Seguindo estas recomendações,
das. Manuseie-as com muito você estará ajudando a preservar a
para reci­cla­gem em atendimento cuidado.
à Resolução CONAMA no 258, natureza, em benefício de todos.
de 26/08/99.
9- PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE Shadow 750

Economia de combustível Maneira de pilotar Condições externas


As condições da motocicleta, O consumo de combustível será O consumo de combustível será
maneira de pilotar e condições menor se a motocicleta for pilotada menor se a motocicleta for pilota-
externas afetam o consumo de de forma moderada. Acelerações da em rodovias planas e de boa
combustível. rápidas, manobras bruscas e estrutura, ao nível do mar, sem
frenagens severas aumentam o passageiro ou bagagem, e com
Os cuidados com o amaciamento
consumo. temperatura ambiente moderada.
durante os primeiros quilômetros
Sempre utilize as marchas adequa- Roupas e capacete sob medida
de uso também contribuem para
das, de acordo com a velocidade, também contribuem para a eco-
este desempenho.
e acelere suavemente. Tente man- nomia de combustível.
Condições da motocicleta ter a motocicleta em velocidade O consumo será sempre maior
Para máxima economia de com- constante, sempre que o tráfego com o motor frio. Porém, não há
bustível, mantenha a motocicleta permitir. necessidade de deixá-lo em mar-
em perfeitas condições de uso e cha lenta por um longo período
use somente combustível de boa para aquecê-lo. A motocicleta
qualidade. poderá ser pilotada aproximada-
Utilize somente peças originais mente 1 minuto após ligar o motor,
Honda e efetue todos os serviços independente da temperatura
de manutenção necessários nos externa. O motor se aquecerá
intervalos especificados, princi- mais rapidamente e a economia
palmente a regulagem do sistema de combustível será maior.
de alimentação e verificação do
sistema de escapamento.
Verifique freqüentemente a pres-
são e o desgaste dos pneus. O
uso de pneus desgastados ou
com pressão incorreta aumenta o
consumo de combustível.
Shadow 750 PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE 9-
Nível de ruídos Dependendo da variação dessas
! Cuidado
tolerâncias, alguns motores podem
Este veículo está em conformida-
apresentar ruídos característicos Para evitar um incêndio, não per-
de com a legislação vigente de
diferentes dos motores de motoci- mita que folhas secas, grama e ou-
controle da poluição sonora para
cletas de mesma cilindrada. Essa tros materiais inflamáveis entrem
veículos automotores (Resolução
variação geralmente é percebida em contato com o escapamento
CONAMA no 2 de 11/02/1993,
com a alteração térmica do motor devido às altas temperaturas de
complementada pela Resolução
e é considerada absolutamente funcionamento do catalisador.
no 268 de 19/09/2000).
normal.
Limite máximo de ruído para fisca-
lização de veículo em circulação: NOTA Atenção
Não remova nenhum elemento Um catalisador defeituoso con-
94 dB (A) a 2.750 rpm de fixação e use somente peças

tribui para a poluição do ar e
(medido a 0,5 m de distância do originais Honda para evitar ruídos pode prejudicar o desempenho
escapamento, conforme NBR-9714) desagradáveis. do motor.
 Use somente gasolina comum.
Ruídos Mesmo uma pequena quantida-
Sua motocicleta é propulsionada Catalisador de de outro tipo de gasolina pode
por um motor alternativo e muitas O catalisador converte os gases tornar o catalisador ineficiente.
peças móveis são utilizadas no pro- de escapamento, agindo sobre o  Mantenha o motor em boas
cesso de fabricação. O mecanismo HC, CO e NOx, reduzindo assim condições. Seu funcionamento
possui tolerâncias de fabricação os níveis de emissões. inadequado pode superaque-
que seguem rigorosamente as cer o catalisador, danificando o
normas de engenharia e controle NOTA catalisador ou a motocicleta.
de qualidade da fábrica. Na troca, use somente o catalisa-  Inspecione a motocicleta em caso
dor original Honda ou equivalente de falha na ignição, contra-explo-
homologado (pela Honda). são, se o motor estiver morrendo
ou se houver algum outro proble-
ma afetando a pilotagem.
9- PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE Shadow 750

Programa de controle NOTA Controle de emissões


de poluição do ar  Siga rigorosamente o Plano de Para assegurar a conformidade de
Manutenção Preventiva, recor- sua motocicleta com os requisitos
O processo de combustão produz rendo sempre a uma concessio-
monóxido de carbono, óxidos de legais, confirme se os níveis de
nária autorizada Honda. CO e HC atendem aos valores
nitrogênio e hidrocarbonetos, entre  Observe rigorosamente as re-
outros elementos. O controle de recomendados em marcha lenta,
comendações e especificações como indicado abaixo (Art. 16 da
hidrocarbonetos e óxidos de ni-
técnicas contidas neste manual. Resolução CONAMA no 297/02):
trogênio é muito importante, pois,
Além de usufruir sempre do me-
sob certas condições, eles reagem Regime de marcha lenta:
lhor desempenho de sua Honda,
para formar fumaça e névoa 1.200 ± 100 rpm
você estará contribuindo para a
fotoquímica, quando expostos à (na temperatura normal
preservação do meio ambiente.
luz solar. de funcionamento)
O monóxido de carbono não rea­
ge da mesma forma, entretanto Valores recomendados de CO
é tóxico. (monóxido de carbono):
As motocicletas Honda possuem 0,1%
sistemas de admissão, alimenta- (em marcha lenta)
ção de combustível e escapamento Valores recomendados de HC
ajustados para reduzir as emissões (hidrocarbonetos):
desses elementos. Abaixo de 50 ppm
(em marcha lenta)
NOTA
Use somente peças originais. Elas Este veículo atende ao Progra-
são imprescindíveis para o funcio­ ma de Controle da Poluição do
namento correto desses sistemas. Ar por Motociclos e Veículos
Similares – PROMOT, estabele-
cido pela Resolução CONAMA
no 297 de 26/02/2002 e no 342
de 25/09/2003.
Shadow 750 ESPECIFICAÇÕES 10-

Dimensões
Comprimento total 2.503 mm
Largura total 920 mm
Altura total 1.125 mm
Distância entre eixos 1.639 mm
Distância mínima do solo 130 mm
Altura do assento 660 mm

Peso
Peso seco 247 kg

Capacidades
Óleo do motor 2,5 litros (após drenagem)
2,6 litros (após drenagem e troca do filtro)
3,2 litros (após desmontagem do motor)
Óleo da transmissão final 160 cm3
Tanque de combustível 14,4 litros
Reserva de combustível 3,5 litros
Sistema de arrefecimento 1,96 litro
Capacidade Piloto e um passageiro
Capacidade máxima de carga 194 kg

10- ESPECIFICAÇÕES Shadow 750

MOTOR
Tipo 4 tempos, arrefecido a líquido, OHC, bicilíndrico
Diâmetro e curso 79,0 x 76,0 mm
Cilindrada 745 cm3
Relação de compressão 9,6:1
Potência máxima 45,5 cv a 5.500 rpm
Torque máximo 6,5 kgf.m a 3.500 rpm
Vela de ignição NGK DPR7EA-9 ou DPR8EA-9 (opcional)
Folga dos eletrodos 0,8 – 0,9 mm
Folga das válvulas (motor frio) Adm: 0,15 mm
Esc: 0,20 mm
Rotação de marcha lenta 1.200 ± 100 rpm
Sistema de alimentação Injeção eletrônica (PGM Fi)
Sistema de lubrificação Forçada, por bomba trocoidal
Sistema de partida Elétrica
Shadow 750 ESPECIFICAÇÕES 10-

CHASSI/SUSPENSÃO
Tipo de chassi Berço duplo
Cáster/trail 34°00’/161 mm
Pneu dianteiro (medida) 120/90 – 17M/C 64S
(marca/modelo) BRIDGESTONE G701 ou
DUNLOP D404FG
Pneu traseiro (medida) 160/80 15M/C 74S
(marca/modelo) BRIDGESTONE G702 ou
DUNLOP D404
Suspensão dianteira (tipo) Garfo telescópico
(curso) 140 mm
Suspensão traseira (tipo) Duploamortecida
(curso) 90 mm
Freio dianteiro (tipo/diâmetro) A disco/296 mm
Freio traseiro (tipo/diâmetro) A tambor/180 mm
10- ESPECIFICAÇÕES Shadow 750

TRANSMISSÃO
Tipo 5 velocidades constantemente engrenadas
Embreagem Multidisco em banho de óleo
Redução primária 1,763
Redução secundária 0,868
Redução final 3,091
Relação de transmissão I 2,400
II 1,550
III 1,174
IV 0,960
V 0,852
Sistema de mudança de marcha Operado pelo pé esquerdo

SISTEMA ELÉTRICO
Bateria 12 V – 11,2 Ah
Ignição Eletrônica
Alternador 0,4 kW/5.000 rpm
Fusível principal 30 A
Fusível FI 15 A
Outros fusíveis 10 A, 20 A

Shadow 750 ESPECIFICAÇÕES 10-

SISTEMA DE ILUMINAÇÃO
Lâmpada do farol (alto/baixo) 12 V – 60/55 W
Lâmpada da lanterna traseira/luz do freio 12 V – 21/5 W
Lâmpadas das sinaleiras 12 V – 21 W x 4
Lâmpada da luz da placa de licença 12 V – 5 W
Lâmpada da luz de posição 12 V – 5 W
Indicador do farol alto 12 V – 3,4 W
Indicador de combustível 12 V – 3,4 W
Indicador das sinaleiras 12 V – 3,4 W
10- ESPECIFICAÇÕES Shadow 750

2 Atenção
1
Não tente remover a placa de
identificação, pois ela é auto­
destrutiva (resolução CONTRAN
no 024/98).

Identificação da Placa de identificação do ano


motocicleta de fabricação (3)
Esta placa, colada no lado esquer-
A identificação oficial de sua do do chassi perto do radiador,
motocicleta é feita por meio do identifica o ano de fabricação de
número de série do chassi (1), sua motocicleta.
gravado no lado direito da coluna
de direção, e número de série do Tenha cuidado para não danifi-
motor (2), gravado no lado direito cá-la.
do cilindro. Esses números devem
ser usados como referência para
solicitação de peças de reposição.
Anote-os nos espaços abaixo.
o
N de série do chassi

o
N de série do motor
Manual Básico de Segurança no Trânsito

1. Normas Gerais de Circulação ........................................................................................... 2

2. Infração e Penalidade ....................................................................................................... 7

3. Renovação da Carteira Nacional de Habilitação .............................................................. 8

4. Direção Defensiva ............................................................................................................ 9

5. Noções de Primeiros Socorros no Trânsito ........................................................................ 28

6. Conceitos e Definições Legais ........................................................................................... 44

7. Sinalização ....................................................................................................................... 49
 Manual Básico de Segurança no Trânsito

1. Normas Gerais de Circulação  Certificar-se de que há combustível suficiente para


percorrer o percurso desejado.
Detalhadas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) em mais
de 40 artigos, as Normas Gerais de Circulação e Conduta Quem tem a preferência?
merecem atenção especial de todos os usuários da via. Atenção aqui. Em vias nas quais não há
Algumas dessas normas podem ser aplicadas com o simples sinalização específica, tem a preferência:
uso do bom senso ou da boa educação. Entre essas destacamos  Quem estiver transitando pela
as que advertem os usuários quanto a atos que possam cons- rodovia, quando apenas um fluxo
tituir riscos ou obstáculos para o trânsito de veículos, pessoas for proveniente de auto-estrada;
e animais, além de danos à propriedade pública ou privada.  Quem estiver circulando uma rota-
Entretanto, bom senso apenas não é suficiente para o restante tória; e
das normas. A maior parte delas exige do usuário o conhecimen-  Quem vier pela direita do condutor,
to da legislação específica e a disposição de se pautar por ela. nos demais casos.
Resumo das normas Fácil, não? Mas lembre-se: em vias com
mais de uma pista, os veículos mais lentos
Nas páginas que seguem, procuramos apresentar de for- têm a preferência de uso da faixa da di-
ma condensada um apanhado das principais normas de reita. Já a faixa da esquerda é reservada
circulação, agrupando-as segundo temas de interesse para para ultrapassagens e para os veículos
mais fácil fixação. de maior velocidade.
Seguir corretamente as determinações implica um processo de Mas as regras de preferência não param por aí. Também
aprendizagem e permanente reaprendizagem. Dê uma boa têm prioridade de deslocamento os veículos destinados a
leitura e procure memorizar o que lhe parecer mais importante. socorro de incêndio e salvamento, os de polícia, os de fis-
Mas guarde este Manual para referência futura. Quando o calização de trânsito e as ambulâncias, bem como veículos
assunto é trânsito, confiar só na memória pode custar caro. precedidos de batedores. E a prioridade se estende também
Vamos começar pelas recomendações mais gerais e obri- ao estacionamento e parada desses veículos.
gatórias. Mas há algumas coisas a observar. Para poder exercer a
Deveres do condutor preferência, é preciso que os dispositivos de alarme sonoro e
iluminação vermelha intermitente — indicativos de urgência
 Ter pleno domínio de seu veículo a todo momento,
— estejam acionados. Se for esse o caso:
dirigindo-o com atenção e cuidados indispensáveis à
 Deixe livre a passagem à sua esquerda. Desloque-se à
segurança do trânsito;
direita e até mesmo pare, se necessário. Vidas podem
 Verificar a existência e as boas condições de funciona-
estar em jogo;
mento dos equipamentos de uso obrigatório;
Manual Básico de Segurança no Trânsito 
 Se Você for pedestre, aguarde no passeio ao ouvir o Ultrapassagens
alarme sonoro. Só atravesse a rua quando o veículo Aqui chegamos a um ponto
já tiver passado por ali. realmente delicado. As ultrapas-
sagens são uma das principais
! Cuidado causas de acidentes e precisam
ser realizadas com toda a pru-
Veículos de prestadores de serviços de utilidade pública dência e segundo procedimentos
(companhias de água, luz, esgoto, telefone, etc.) regulamentares.
também têm prioridade de parada e estacionamento no Algumas regras básicas:
local em que estiverem trabalhando. Mas o local deve
1. Ultrapasse sempre pela es-
estar sinalizado, segundo as normas do CONTRAN.
querda e apenas nos trechos
permitidos.
Na maior parte das vezes, a 2. Nunca ultrapasse no acosta-
circulação de veículos pelas mento das estradas. Esse espaço é destinado a paradas
vias públicas deve ser feita e saídas de emergência.
pelo lado direito. 3. Se outro veículo o estiver ultrapassando ou tiver sinalizado
seu desejo de fazê-Io, dê a preferência. Aguarde sua vez.
4. Certifique-se de que a faixa da esquerda está livre, e de
Mas às vezes é preciso que há espaço suficiente para a manobra.
deslocar-se lateralmente, 5. Sinalize sempre com antecedência sua intenção de ultra-
para trocar de pista ou fa- passar. Ligue a seta ou faça os gestos convencionais de
zer uma conversão à direita braço.
ou à esquerda. Nesse caso,
6. Guarde distância em relação a quem está ultrapassan-
sinalize com bastante ante-
do. Nada de “tirar fininho”. Deixe um espaço lateral de
cedência sua intenção.
segurança.
Para virar à direita, por
7. Sinalize de volta, antes de voltar à faixa da direita.
exemplo, faça uso das
setas e aproxime-se tanto 8. Se Você está sendo ultrapassado, mantenha constante
quanto possível da margem direita da via enquanto reduz sua velocidade. Se estiver na faixa da esquerda, venha
gradualmente sua velocidade. para a da direita, sinalizando corretamente.
Na hora de ultrapassar, também é preciso tomar alguns 9. Ao ultrapassar um ônibus que esteja parado, reduza a ve-
cuidados. Vejamos. locidade e preste muita atenção. Passageiros poderão estar
desembarcando ou correndo para tomar a condução.
 Manual Básico de Segurança no Trânsito
 Lanternas: sob chuva forte, neblina, cerração ou à noite,
! Cuidado quando o veículo estiver parado para embarque ou
Os veículos pesados devem, quando circulam em fila, desembarque, carga ou descarga.
permitir espaço suficiente entre si para que outros veículos  Pisca-alerta: em imobilizações ou em situação de emer-
os possam ultrapassar por etapas. Tenha em mente que gência.
os veículos mais pesados são responsáveis pela seguran-  Luz de placa: durante a noite, em circulação.
ça dos mais leves; os motorizados, pela segurança dos
não motorizados; e todos, pela proteção dos pedestres. ! Cuidado
Veículos de transporte coletivo regular de passageiros,
Proibido ultrapassar quando circulam em faixas especiais, devem manter
A menos que haja sinalização específica as luzes baixas acesas de dia e de noite. Isso se aplica
permitindo a manobra, jamais ultrapasse também aos ciclos motorizados, em qualquer situação.
nas seguintes situações:
1. Sobre pontes ou viadutos. Pode buzinar?
2. Em travessias de pedestres. Pode. Mas só “de leve”. Em ‘toques breves’, como diz o Código.
3. Nas passagens de nível. Assim mesmo, só se deve buzinar nas seguintes situações:
4. Nos cruzamentos ou em sua proximidade.  Para fazer as advertências necessárias a fim de evitar
5. Em trechos sinuosos ou em aclives sem visibilidade sufi- acidentes;
ciente.  Fora das áreas urbanas, para advertir outro condutor
6. Nas áreas de perímetro urbano das rodovias. de sua intenção de ultrapassá-lo.
Uso de luzes e faróis Olho no velocímetro
O uso das luzes do veículo deve ter em conta o seguinte: Diz o ditado que quem tem pressa vai devagar. Mas quando
 Luz baixa: durante a noite e no interior de túneis sem a pressa é mesmo grande todo o mundo quer correr além
iluminação pública durante o dia. da conta.
 Luz alta: nas vias não iluminadas, exceto ao cruzar com Cuidado! A velocidade é outro grande fator de risco de
outro veículo ou ao segui-lo. acidentes de trânsito. Além disso, determina, em proporção
direta, a gravidade das ocorrências.
 Luz alta e baixa: (intermitente) por curto período de
tempo, com o objetivo de advertir outros usuários da via Alguns motoristas acreditam que a velocidades mais altas
de sua intenção de ultrapassar o veículo que vai à frente, podem se livrar com mais facilidade de algumas situações
ou sinalizar quanto à existência de risco à segurança de difíceis no trânsito. E que trafegar devagar demais é mais
perigoso que andar depressa.
quem vem em sentido contrário.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 
Mas não é assim. Reduzir a velocidade é o primeiro procedi- No mais, use o bom senso. Não fique “empacando” os
mento a se tomar na tentativa de evitar acidentes. outros sem causa justificada, transitando a velocidades
A velocidade máxima permitida para cada via é indicada por incomumentes baixas.
meio de placas. Onde não existir sinalização, vale o seguinte: E para reduzir sua velocidade, sinalize com antecedência. Evi-
Em vias urbanas: te freadas bruscas, a não ser em caso de emergência. Reduza
a velocidade sempre que se aproximar de um cruzamento
 80 km/h nas vias de trânsito rápido;
ou em áreas de perímetro urbano nas rodovias.
 60 km/h nas vias arteriais;
 40 km/h nas vias Parar e estacionar
coletoras; Vamos ao básico: pare sempre fora da pista. Se, numa
 30 km/h nas vias locais. emergência, tiver que parar o veículo no leito viário, provi-
dencie a imediata sinalização. Em locais de estacionamento
Em rodovias: proibido, a parada deve ser suficiente apenas para embarque
 110 km/h para automóveis e e desembarque de passageiros. E só nos casos em que o pro-
camionetas; cedimento não interfira com o fluxo de veículos ou pedestres.
 90 km/h para ônibus e O desembarque de passageiros deve se dar sempre pelo lado
microônibus; da calçada, exceto para o condutor do veículo.
 80 km/h para os demais Para carga e descarga, o veículo deve ser mantido paralelo
veículos. à pista, junto ao meio-fio, de preferência nos estaciona-
mentos.
! Cuidado
Para estradas não pavimentadas, a velocidade máxima ! Cuidado
é de 60km/h. Ao parar o veículo, certifique-se de que isso não constitui
risco para os ocupantes e demais usuários da via.
O motorista consciente, porém, mais do que observar a
sinalização e os limites de velocidade, deve regular sua Veículos de tração animal
própria velocidade — dentro desses limites — segundo Devem ser conduzidos pela pista
as condições de segurança da via, do veículo e da carga, da direita, junto ao meio-fio ou
adaptando-se também às condições meteorológicas e à acostamento, sempre que não
intensidade do trânsito. houver faixa especial para tal fim,
Faça isso e Você estará sempre seguro. E livre de multas por e conforme normas de circulação
excesso de velocidade. ditadas pelo órgão de trânsito.
 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Duas rodas A bicicleta tem preferência sobre os veículos motorizados.
Motociclistas e pilotos de ciclomotores e motonetas devem Mas o ciclista também precisa tomar seus cuidados. Deve
seguir algumas regras básicas: trajar roupas claras e sinalizar com antecedência todos os
 Usar sempre o capacete, com viseira ou óculos protetores;
seus movimentos.
 Segurar o guidom com as duas mãos;
Siga o exemplo dos ciclistas profissionais, que geralmente
levam esses aspectos a sério.
 Usar vestuário de proteção, conforme as especificações
do Contran. Segurança
Isso vale também para os passageiros. Para dicas mais precisas sobre como evitar
acidentes, consulte o capítulo Direção
! Cuidado defensiva. Mas nunca é demais
reprisar algumas dicas básicas:
É proibido trafegar de motocicleta nas vias de maior 1. Crianças menores de 10 anos
velocidade. O motociclista deve se manter sempre na devem estar sempre no banco de
faixa da direita, de preferência no centro da faixa. trás e devidamente atadas por cintos de segurança. Crianças
Andar de moto sobre calçadas nem pensar. menores de 3 anos devem estar em assentos especiais.
2. O uso de cinto de segurança é obrigatório em todas as
Parar e estacionar vias do território nacional.
Motocicletas e outros veículos motorizados de duas rodas 3. Veículos que não se desloquem sobre pneus não podem
devem ser estacionados perpendicularmente à guia da circular em vias públicas pavimentadas, salvo em casos
calçada. A não ser que haja sinalização específica determi- especiais e com a devida autorização.
nando outra coisa. Bem, agora Você já tem uma boa idéia do que apresenta
Bicicletas o Código de Trânsito Brasileiro em termos de normas de
circulação. Se houver dúvida na interpretação ou no enten-
O ideal é mesmo a ciclovia. Mas dimento de algum termo, consulte o capítulo 6 Conceitos e
onde não existir, o ciclista deve tran- definições legais. O ideal é que Você procure ler o Código
sitar na pista de rolamento, em seu em sua totalidade. Informação nunca é demais.
bordo direito, e no mesmo sentido
do fluxo de veículos.
A autoridade de trânsito pode au-
! Atenção
torizar a circulação de bicicletas em O Código de Trânsito Brasileiro é disponível no site
sentido contrário ao do fluxo dos do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) –
veículos, desde que em trecho dotado www.denatran.gov.br, item Legislação –
de ciclofaixa. Código de Trânsito Brasileiro.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 

2. Infração e Penalidade Por exemplo, dirigir com velocidade superior à máxima


permitida, em mais de 20%, em rodovias, tem como con-
Quando um motorista não cumpre qualquer item da legis- seqüência, além das penalidades (multa e suspensão do
lação de trânsito, ele está cometendo uma infração e fica direito de dirigir), também o recolhimento do documento
sujeito às penalidades previstas na lei. de habilitação (medida administrativa).
As infrações de trânsito normalmente geram também riscos Valores e pontuação de multas
de acidentes. Por exemplo: não respeitar o sinal vermelho
num cruzamento pode causar uma colisão entre veículos ou Gravidade Valor R$ Pontos
atropelamento de pedestres ou de ciclistas. Leve 53,20 3
As infrações de trânsito são classificadas, pela sua gravidade, Média 85,13 4
em LEVES, MÉDIAS, GRAVES e GRAVÍSSIMAS.
Grave 127,69 5
Penalidades e medidas administrativas
Gravíssima 191,54 7
Toda infração é passível de uma penalidade. Uma multa, por Posição em maio/2005
exemplo. Algumas infrações, além da penalidade, podem ter
uma conseqüência administrativa, ou seja, o agente de trânsito Se você atingir 20 pontos, terá a Carteira Nacional de Habilita-
deve adotar “medidas administrativas”, cujo objetivo é impedir ção suspensa, de um mês a um ano, a critério da autoridade de
que o condutor continue dirigindo em condições irregulares. trânsito. Para contagem dos pontos, é considerada a soma das
infrações cometidas no último ano, a contar regressivamente
As medidas administrativas são: da data da última penalidade recebida. Para algumas infra-
 Retenção do veículo; ções, em razão da sua gravidade e conseqüências, a multa
 Remoção do veículo; pode ser multiplicada por três ou até mesmo por cinco.
 Recolhimento do documento de habilitação (Carteira Na-
Recursos
cional de Habilitação – CNH ou Permissão para Dirigir);
Após uma infração ser registrada pelo órgão de trânsito, a
 Recolhimento do certificado de licenciamento;
NOTIFICAÇÃO DA AUTUAÇÃO é encaminhada ao endereço
 Transbordo do excesso de carga.
do proprietário do veículo. A partir daí, o proprietário pode
As penalidades são as seguintes: indicar o condutor que dirigia o veículo e também encaminhar
 Advertência por escrito; defesa ao órgão de trânsito. A partir da NOTIFICAÇÃO DA
 Multa; PENALIDADE, o proprietário do veículo pode recorrer à Junta
 Suspensão do direito de dirigir;
Administrativa de Recursos de Infrações – JARI. Caso o recurso
seja indeferido, pode ainda recorrer ao Conselho Estadual de
 Apreensão do veículo;
Trânsito – CETRAN (no caso do Distrito Federal ao CONTRAN-
 Cassação do documento de habilitação; DIFE) e, em alguns casos específicos, ao CONTRAN, para
 Freqüência obrigatória em curso de reciclagem. avaliação do recurso em última instância administrativa.
 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Crime de trânsito
Infringir as
3. Renovação da Carteira
Classificam-se as infrações des- Nacional de Habilitação
critas no Código de Trânsito Bra- leis de trânsito
sileiro em administrativas, civis também é um O artigo 150 do Código de Trânsito Brasileiro exige que todo
e penais. As infrações penais, fator de risco condutor que não tenha curso de direção defensiva e primei-
resultantes de ação delituosa, de acidente! ros socorros deve a eles ser submetido, cabendo ao Conselho
estão sujeitas às regras gerais Nacional de Trânsito – CONTRAN a sua regulamentação. Por
do Código Penal e seu proces- meio da resolução CONTRAN nº 168, de 14 de dezembro
samento é feito pelo Código de de 2004, em vigor a partir de 19 de junho de 2005, foram
Processo Penal. O infrator, além das penalidades impostas estabelecidos os currículos, a carga horária e a forma de
administrativamente pela autoridade de trânsito, é submetido cumprimento ao disposto no referido artigo 150. Há três
a processo judicial criminal. Julgado culpado, a pena pode formas possíveis de cumprimento ao disposto na lei:
ser prestação de serviços à comunidade, multa, suspensão
do direito de dirigir e até detenção.  Realização do Curso com presença em sala de aula
Casos mais freqüentes compreendem dirigir sem habilitação, O condutor deve participar de curso oferecido pelo órgão
alcoolizado ou trafegar em velocidade incompatível com a executivo de trânsito dos Estados ou do Distrito Federal (De-
segurança da via, nas proximidades de escolas, gerando tran), ou por entidades por ele credenciadas, obrigando-se a
perigo de dano, cuja pena pode ser detenção de seis meses freqüentar de forma integral 15 horas de aula, sendo 10 horas
a um ano, além de eventual ajuizamento de ação civil para relativas a direção defensiva e 5 horas relativas a primeiros
reparar prejuízos causados a terceiros. socorros. O fornecimento do certificado de participação com
a freqüência de comparecimento a 100% das aulas pode ser
suficiente para o cumprimento da exigência legal.
! Atenção  Realização de Curso à Distância – modalidade Ensino
à Distância (EAD)
Este texto está disponível no site
www.denatran.gov.br, item Material Educativo. Curso oferecido pelo órgão executivo de trânsito dos Esta-
dos ou do Distrito Federal (Detran) ou por entidades espe-
cializadas por ele credenciadas, conforme regulamentação
específica, homologada pelo Denatran, com os requisitos
mínimos estabelecidos no anexo IV da resolução 168.
 Validação de estudo – forma autodidata
O condutor poderá estudar só, por meio de material didá-
tico com os conteúdos de direção defensiva e de primeiros
socorros.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 
Os condutores que participem de curso à distância ou que 4. Direção Defensiva
estudem na forma autodidata devem se submeter a um
exame a ser realizado pelo órgão executivo de trânsito dos Introdução
Estados ou do Distrito Federal (Detran), com prova de 30
questões, sendo exigido o aproveitamento de no mínimo Educando com valores
70% para aprovação. O trânsito é feito pelas pessoas. E, como nas outras ativi-
dades humanas, quatro princípios são importantes para o
Os condutores que já tenham realizado cursos de direção relacionamento e a convivência social no trânsito.
defensiva e de primeiros socorros, em órgãos ou instituições O primeiro deles é a dignidade da pessoa humana, do qual
oficialmente reconhecidas, podem aproveitar esses cursos, derivam os Direitos Humanos e os valores e atitudes fundamen-
desde que apresentem a documentação comprobatória. tais para o convívio social democrático, como o respeito mútuo
e o repúdio às discriminações de qualquer espécie, atitude
necessária à promoção da justiça.
! Atenção O segundo princípio é a igualdade de di-
Textos sobre Direção defensiva e Primeiros socorros reitos. Todos têm a possibilidade de exercer Trânsito
no trânsito podem ser obtidos no site do a cidadania plenamente e, para isso, é ne- seguro é
Departamento Nacional de Trânsito (Denatran): cessário ter eqüidade, isto é, a necessidade um direito
www.denatran.gov.br, item Material Educativo. de considerar as diferenças das pessoas de todos!
para garantir a igualdade que, por sua
vez, fundamenta a solidariedade.
Um outro é o da participação, que fundamenta a mobilização
da sociedade para organizar-se em torno dos problemas do
trânsito e de suas conseqüências.
Finalmente, o princípio da co-responsabilidade pela vida
social, que diz respeito à formação de atitudes e a aprender a
valorizar comportamentos necessários à segurança no trânsito,
à efetivação do direito de mobilidade em favor de todos os
cidadãos e a exigir dos governantes ações de melhoria dos
espaços públicos.
10 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Comportamentos expressam princípios e valores que a socie-  Prejuízos financeiros, por perda de renda e afastamento do
dade constrói e referenda e que cada pessoa toma para si e trabalho;
leva para o trânsito. Os valores, por sua vez, expressam as  Constrangimentos legais, por inquéritos policiais e
contradições e conflitos entre os segmentos sociais e mesmo pro­cessos judiciais, que podem exigir o pagamento de
entre os papéis que cada pessoa desempenha. Ser “veloz”, indenizações e até mesmo a prisão dos responsáveis.
“esperto”, “levar vantagem” ou “ter o automóvel como sta-
tus”, são valores presentes em parte da sociedade. Mas são Custa caro para a sociedade brasileira pagar os prejuízos dos
insustentáveis do ponto de vista das necessidades da vida acidentes: são estimados em R$ 10 bilhões/ano, valor esse
coletiva, da saúde e do direito de todos. É preciso mudar. que poderia ser aproveitado, por exemplo, na construção
Mudar comportamentos para uma vida coletiva com qualidade de milhares de casas populares para melhorar a vida de
e respeito exige uma tomada de consciência das questões em muitos brasileiros.
jogo no convívio social, portanto, na convivência no trânsito. É a Por isso, é fundamental a capacitação dos motoristas para
escolha dos princípios e dos valores que irá levar a um trânsito o comportamento seguro no trânsito, atendendo à diretriz
mais humano, harmonioso, seguro e justo. da “preservação da vida, da saúde e do meio ambiente” da
Riscos, perigos e acidentes Política Nacional de Trânsito.
Em tudo o que fazemos há uma dose de risco: seja no traba- Esta é uma excelente oportunidade que você tem para ler
lho, quando consertamos alguma coisa em casa, brincando, com atenção este material didático e conhecer e aprender
dançando, praticando um esporte ou mesmo transitando como evitar situações de perigo no trânsito, diminuindo as
pelas ruas da cidade. possibilidades de acidentes.
Quando uma situação de risco não é percebida, ou quando Estude-o bem. Aprender os conceitos de Direção Defensiva
uma pessoa não consegue visualizar o perigo, aumentam as vai ser bom para você, para seus familiares, para seus amigos
chances de acontecer um acidente. e também para o País.
Os acidentes de trânsito resultam em
Acidente
danos aos veículos e suas cargas e ge-
ram lesões em pessoas. Nem é preciso não acontece
dizer que eles são sempre ruins para por acaso,
todos. Mas você pode ajudar a evitá- por obra do
los e colaborar para diminuir: destino ou
 O sofrimento de muitas pessoas, por azar!
causado por mortes e ferimentos,
inclusive com seqüelas* físicas
e/ou mentais, muitas vezes irreparáveis; (*) Lesão que permanece depois de encerrada a evolução de uma
doença ou traumatismo (Novo Aurélio, 1999) – NE.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 11
Direção defensiva O veículo
Direção defensiva ou direção segura é a melhor maneira Seu veículo dispõe de equipamentos e sistemas importantes
de dirigir e de se comportar no trânsito, porque ajuda a para evitar situações de perigo que podem levar a aciden-
preservar a vida, a saúde e o meio ambiente. Mas, o que é tes, como freios, suspensão, sistema de direção, iluminação,
a direção defensiva? É a forma de dirigir que permite a Você pneus e outros.
reconhecer antecipadamente as situações de perigo e prever Outros equipamentos são destinados a diminuir os impactos
o que pode acontecer com Você, com seus acompanhantes, causados em caso de acidente, como cinto de segurança,
com o seu veículo e com os outros usuários da via. “air-bag” e carroçaria.
Para isso, Você precisa aprender os conceitos de direção Manter esses equipamentos em boas condições é importante
defensiva e usar esse conhecimento com eficiência. Diri- para que eles cumpram suas funções.
gir sempre com atenção, para poder prever o que fazer
com antecedência e tomar as decisões certas para evitar Manutenção periódica e preventiva
acidentes. Todos os sistemas e componentes
A primeira coisa a aprender é que acidente não acontece do seu veículo se desgastam O hábito da
por acaso, por obra do destino ou por azar. Na grande com o uso. O desgaste de um manutenção
maioria dos acidentes, o fator humano está presente, ou componente pode prejudicar preventiva e
seja, cabe aos condutores e aos pedestres uma boa dose de o funcionamento de outros e periódica gera
responsabilidade. Toda ocorrência trágica, quando previsível, comprometer sua segurança. Isso
economia e
é evitável. pode ser evitado, observando a
vida útil e a durabilidade defi- evita acidentes
Os riscos e os perigos a que estamos sujeitos no trânsito
estão relacionados com: nida pelos fabricantes para os de trânsito!
 Os veículos;
Atravessar a componentes, dentro de certas
rua na faixa condições de uso.
 Os condutores;
é um direito Para manter seu veículo em condições seguras, crie o hábito
 As vias de trânsito;
do pedestre. de fazer periodicamente a manutenção preventiva. Ela é
 O ambiente; fundamental para minimizar o risco de acidentes de trânsito.
Respeite-o!
 O comportamento das Respeite os prazos e as orientações do manual de instruções
pessoas. do veículo e, sempre que necessário, consulte profissionais
habilitados. Uma manutenção feita em dia evita quebras,
Vamos examinar separadamente os principais riscos e custos com consertos e, principalmente, acidentes.
perigos.
12 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Funcionamento do veículo Pneus
Você pode observar o funcionamento de seu veículo seja pelas Os pneus têm três funções importantes: impulsionar, frear e
indicações do painel ou por uma inspeção visual simples: manter a dirigibilidade do veículo. Confira sempre:
 Combustível: veja se o indicado no painel é suficiente  Calibragem: siga as reco-
para chegar ao destino; mendações do fabricante do A estabilidade
 Nível de óleo do freio, do motor e da direção hidráulica: veículo, observando a situa- do veículo
observe os respectivos reservatórios, conforme o manual ção de carga (vazio e carga também está
de instruções do veículo; máxima). Pneus murchos relacionada com
 Nível de óleo do sistema de transmissão (câmbio): para
têm sua vida útil diminuída, a calibragem
veículos com transmissão automática, veja o nível do prejudicam a estabilidade, correta dos
reservatório. Nos demais veículos, procure vazamentos aumentam o consumo de
combustível e reduzem a pneus!
sob o veículo;
aderência ao piso com água.
 Água do radiador: nos veículos refrigerados a água,
veja o nível do reservatório de água;  Desgaste: o pneu deve ter sulcos de, no mínimo, 1,6 mi-
límetro de profundidade. A função dos sulcos é permitir
 Água do sistema limpador de pára-brisa: verifique o
o escoamento da água para garantir perfeita aderência
reservatório de água; ao piso e a segurança, em caso de piso molhado.
 Palhetas do limpador de pára-brisa: troque, se estiverem
 Deformações na carcaça: veja se os pneus não têm
ressecadas; bolhas ou cortes. Essas deformações podem causar um
 Desembaçadores dianteiro e traseiro: verifique se estão estouro ou uma rápida perda de pressão.
funcionando corretamente;  Dimensões irregulares: não use pneus de modelo ou
 Funcionamento dos faróis: verifique visualmente se todos dimensões diferentes das recomendadas pelo fabrican-
estão acendendo (luzes baixa e alta); te, para não reduzir a estabilidade e desgastar outros
 Regulagem dos faróis: faça por meio de profissionais componentes da suspensão.
habilitados; Você pode identificar outros problemas de pneus com facilida-
 Lanternas dianteiras e traseiras, luzes indicativas de de. Vibrações do volante indicam possíveis problemas com o
direção, luz de freio e luz de ré: inspeção visual. balanceamento das rodas. Veículo “puxando” para um dos la-
dos indica um possível problema com a calibragem dos pneus
ou com o alinhamento da direção. Tudo isso pode reduzir a
estabilidade e a capacidade de frenagem do veículo.
Não se esqueça de que todas essas recomendações também
se aplicam ao pneu sobressalente (estepe), nos veículos em
que ele é exigido.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 13
Cinto de segurança Transporte as crianças menores de 10 anos apenas no
O cinto de segurança existe para limitar banco traseiro, acomodadas em dispositivo de retenção
a movimentação dos ocupantes de um afixado ao cinto de segurança, adequado a sua estatura,
veículo, em caso de acidente ou numa peso e idade.
freada brusca. Nesses casos, o cinto Alguns veículos não possuem banco traseiro. Excepcional-
impede que as pessoas se choquem com mente, e só nesses casos, Você pode transportar crianças
as partes internas do veículo ou sejam menores de 10 anos no banco dianteiro, utilizando o
lançadas para fora dele, reduzindo as- cinto de segurança. Dependendo da idade, elas devem ser
sim a gravidade das possíveis lesões. Por acomodadas em cadeiras apropriadas, com a utilização
isso, os cintos de segurança devem estar do cinto de segurança. Se o veículo tiver “air-bag” para o
em boas condições de conservação e passageiro, é recomendável que Você o desligue enquanto
todos os ocupantes devem usá-los, in- estiver transportando crianças nessa situação.
clusive os passageiros do banco traseiro, O cinto de segurança é de utilização individual. Transportar
mesmo gestantes* e crianças. criança no colo, ambos com o mesmo cinto, pode acarretar
Faça sempre inspeção dos cintos: lesões graves e até a morte da criança.
 Veja se os cintos não têm cortes, para não se romperem As pessoas, em geral, não têm a noção exata do significado
numa emergência; do impacto de uma colisão no trânsito. Saiba que, segundo
 Confira se não existem dobras que impeçam a perfeita as leis da física, colidir com um poste ou com um objeto fixo
elasticidade; semelhante, a 80 quilômetros por hora, é o mesmo que cair
 Teste o travamento para ver se estão funcionando per- de um prédio de 9 andares.
feitamente;
 Verifique se os cintos do banco traseiro estão disponíveis Suspensão
para utilização dos ocupantes. A finalidade da suspensão e dos amortecedores é manter
Uso correto do cinto: a estabilidade do veículo. Quando gastos, podem causar a
 Ajuste-o firmemente ao corpo, sem deixar folgas; perda de controle do veículo e seu capotamento, especial-
 A faixa inferior deve ficar abaixo do abdome, sobretudo mente em curvas e nas frenagens. Verifique periodicamente
para as gestantes; o estado de conservação e o funcionamento deles, usando
 A faixa transversal deve vir sobre o ombro, atravessando como base o manual do fabricante e levando o veículo a
o peito, sem tocar o pescoço; pessoal especializado.
 Não use presilhas. Elas anulam os efeitos do cinto de
segurança. Direção
A direção é um dos mais importantes componentes de segu-
(*) Ver no site www.abramet.org.br o item Consensos e Diretrizes,
trabalho “Uso do cinto de segurança durante a gravidez” – NE.
rança do veículo, um dos responsáveis pela dirigibilidade.
14 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Folgas no sistema de direção fazem o veículo “puxar” para um Freios
dos lados, podendo levar o condutor a perder seu controle. O sistema de freios desgasta-se com o uso e tem sua eficiên­
Ao frear, esses defeitos são aumentados. Você deve verificar cia reduzida. Freios gastos exigem maiores distâncias para
periodicamente o funcionamento correto da direção e fazer frear com segurança e podem causar acidentes.
as revisões preventivas nos prazos previstos no manual do Os principais componentes do sistema de freios são: sistema
fabricante, com pessoal especializado. hidráulico, fluido, discos e pastilhas ou lonas, dependendo
Sistema de iluminação do tipo de veículo. Veja as principais razões de perda de
eficiência e como inspecionar:
O sistema de iluminação de seu veículo é fundamental, tanto Para frear com
 Nível de fluido baixo: é só
para Você ver bem seu trajeto como para ser visto por todos segurança,
os outros usuários da via e, assim, garantir a segurança no observar o nível do reser-
vatório; é preciso
trânsito. Sem iluminação, ou com iluminação deficiente, Você
pode ser causa de colisão e de outros acidentes. Confira e  Vazamento de fluido: obser- estar atento.
evite as principais ocorrências: ve a existência de manchas Mantenha
 Faróis queimados, em mau
Ver e ser no piso sob o veículo; distância segura
esta­do de conservação ou desa- visto por  Disco e pastilhas gastos: e freios em
linhados: reduzem a visibilidade todos torna o verifique com profissional bom estado!
panorâmica e você não conse- trânsito mais habilitado;
gue ver tudo o que deveria; seguro!  Lonas gastas: verifique com profissional habilitado.
 Lanternas de posição queimadas
ou com defeito, à noite ou em Quando Você atravessa locais encharcados ou com poças de
ambientes escurecidos (chuva, penumbra): compro- água, utilizando veículo com freios a lona, pode ocorrer a per-
metem o reconhecimento do seu veículo pelos demais da de eficiência momentânea do sistema de freios. Observando
usuários da via; as condições do trânsito no local, reduza a velocidade e pise no
 Luzes de freio queimadas ou em mau funcionamento (à
pedal de freio algumas vezes para voltar à normalidade.
noite ou de dia): Você freia e isso não é sinalizado aos Nos veículos dotados de sistema ABS (central eletrônica
outros motoristas. Eles vão ter menos tempo e distância que recebe sinais provenientes das rodas e que gerencia
para frear com segurança; a pressão no cilindro e no comando dos freios, evitando o
 Luzes indicadoras de direção (pisca-pisca) queimadas bloqueio das rodas), verifique, no painel, a luz indicativa de
ou em mau funcionamento: impedem que os outros problemas no funcionamento.
motoristas compreendam sua manobra e isso pode Ao dirigir, evite freadas bruscas e desnecessárias, que des-
causar acidentes. gastam mais rapidamente os componentes do sistema de
Verifique periodicamente o estado e o funcionamento das freios. É só dirigir com atenção, observando a sinalização,
lanternas. a legislação e as condições do trânsito.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 15
O condutor Uso correto dos
retrovisores
Como evitar desgaste físico relacio-
nado à maneira de sentar e dirigir Quanto mais Você vê o
que acontece a sua volta
A posição correta ao dirigir evita des- enquanto dirige, maior
gaste físico e contribui para evitar situa- a possibilidade de evitar
ções de perigo. Siga as orientações: situações de perigo.
 Dirija com os braços e pernas ligei­
Nos veículos com retro-
ramente dobrados, evitando tensões;
visor interno, sente-se na
 Apóie bem o corpo no assento e
posição correta e ajuste-o numa posição que dê a Você uma
no encosto do banco, o mais próximo visão ampla do vidro traseiro. Não coloque bagagens ou obje-
possível de um ângulo de 90 graus; tos que impeçam sua visão por meio do retrovisor interno.
 Ajuste o encosto de cabeça de acordo com a altura dos
ocupantes do veículo, de preferência na altura dos olhos; Os retrovisores externos, esquerdo e direito, devem ser ajus-
 Segure o volante com as duas mãos, como os ponteiros do
tados de maneira que Você, sentado na posição de direção,
relógio na posição de 9 horas e 15 minutos. Assim você vê veja o limite traseiro do seu veículo e com isso reduza a
melhor o painel, acessa melhor os comandos do veículo e possibilidade de “pontos cegos” ou sem alcance visual. Se
nos veículos com “air-bag” não impede seu funcionamento; não conseguir eliminar esses “pontos cegos”, antes de iniciar
uma manobra, movimente a cabeça ou o corpo para encon-
 Procure manter os calcanhares apoiados no assoalho
trar outros ângulos de visão pelos espelhos externos, ou por
do veículo e evite apoiar os pés nos pedais, quando não
meio da visão lateral. Fique atento também aos ruídos dos
os estiver usando;
motores dos outros veículos e só faça a manobra se estiver
 Utilize calçados que fiquem bem fixos a seus pés, para
seguro de que não irá causar acidentes.
poder acionar os pedais rapidamente e com segurança;
 Coloque o cinto de segurança, e de maneira que ele se O problema da concentração: telefones, rádios e outros
ajuste firmemente a seu corpo. A faixa inferior deve passar mecanismos que diminuem sua atenção ao dirigir
pela região do abdome e a Como tomamos decisões no trânsito?
faixa transversal, sobre o pei-
A posição correta Muitas das coisas que fazemos no trânsito são automáticas,
to, e não sobre o pescoço;
 Fique em posição que permita
ao dirigir produz feitas sem que pensemos nelas. Depois que aprendemos a
ver bem as informações do menos desgaste dirigir, não mais pensamos em todas as coisas que temos que
painel e verifique sempre o físico e aumenta fazer ao volante. Esse automatismo acontece após repetirmos
funcionamento de sistemas a sua segurança! muitas vezes os mesmos movimentos ou procedimentos.
importantes, como, por exem- Isso, no entanto, esconde um problema que está na base
plo, a temperatura do motor. de muitos acidentes. Em condições normais, nosso cérebro
16 Manual Básico de Segurança no Trânsito
leva alguns décimos de segundo para registrar as imagens Outros fatores que reduzem a concentração, apesar de
que enxergamos. Isso significa que, por mais atento que Você muitos não perceberem isso, são:
esteja ao dirigir um veículo, vão existir, num breve espaço de  Usar o telefone celular ao dirigir, mesmo que seja pelo
tempo, situações que você não consegue observar. viva-voz;
Os veículos em movimento mudam constantemente de po-  Assistir televisão a bordo ao dirigir;
sição. Por exemplo, a 80 quilômetros por hora, um veículo  Ouvir aparelho de som em volume que não permita
percorre 22 metros em um único segundo. Se acontecer uma ouvir os sons do seu próprio veículo e dos demais;
emergência, entre perceber o problema, tomar a decisão de  Transportar animais soltos e desacompanhados no
frear, acionar o pedal e o veículo parar totalmente, serão ne-
interior do veículo;
cessários, pelo menos, 44 metros. Se você estiver pouco con-
 Transportar no interior do veículo objetos que possam
centrado ou não puder se concentrar totalmente na direção,
seu tempo normal de reação vai aumentar, transformando se deslocar durante o percurso.
os riscos do trânsito em perigos no trânsito. Ao dirigir, não conseguimos manter a atenção concentrada
Alguns dos fatores que diminuem a sua concentração e durante todo o tempo. Constantemente somos levados a
retardam os reflexos são: pensar em outras coisas, sejam elas importantes ou não.
 Consumir bebida alcóolica; Concentração Force a sua concentração no ato de dirigir, acostumando-se
 Usar drogas; e reflexos a observar sempre e alternadamente:
 Usar medicamento que mo- diminuem muito  As informações no painel do veículo, como velocidade,
difica o comportamento, de com o uso de combustível e sinais luminosos;
acordo com seu médico;
álcool e drogas.  Os espelhos retrovisores;
 Ter participado, recentemen-
Acontece o  A movimentação de outros
te, de discussões fortes com
familiares, no trabalho, ou mesmo se você veículos a sua frente, a sua
por qualquer outro motivo; não dormir ou traseira ou nas laterais;
 Ficar muito tempo sem dor-  A movimentação dos pedes-
dormir mal!
mir, dormir pouco ou dormir tres, em especial nas proxi-
mal; midades dos cruzamentos;
 Ingerir alimentos muito pesados, que acarretam sono-  A posição de suas mãos ao
lência. volante.
Ingerir bebida alcoólica ou usar drogas, além de reduzir a con-
centração, afeta a coordenação motora, muda o comportamen-
to e diminui o desempenho, limitando a percepção de situações
de perigo e reduzindo a capacidade de ação e reação.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 17
O constante aperfeiçoamento Todas as nossas  É obrigatório o uso Motocicletas são como
O ato de dirigir apresenta riscos e atividades de viseiras ou ócu- os demais veículos:
pode gerar graves conseqüências, exigem los de proteção; devem respeitar os
tanto físicas como financeiras. Por aperfeiçoamento  É proibido transpor­
limites de velocidade,
isso, dirigir exige aperfeiçoamento e atualização. tar crianças meno-
manter distância segura,
e atualização constantes, para a res de 7 anos;
melhoria do desempenho e dos Viver é ultrapassar apenas pela
 É obrigatório manter
resultados. um eterno o farol aceso quan- esquerda e não circular
Você dirige um veículo que exige aprendizado! do em circulação, entre veículos!
conhecimento e habilidade, passa de dia ou à noite;
por lugares diversos e complexos, nem sempre  As ultrapassagens
conhecidos, nos quais também circulam outros veículos, pesso- devem ser feitas sempre pela esquerda;
as e animais. Por isso, você tem muita responsabilidade sobre
 A velocidade deve ser compatível com as condições
tudo o que faz ao volante. É muito importante para você conhe-
cer as regras de trânsito, a técnica de dirigir com segurança e e circunstâncias do momento, respeitando os limites
saber como agir em situações de risco. Procure sempre revisar fixados pela regulamentação da via;
e aperfeiçoar seus conhecimentos sobre tudo isso.  Não circule entre faixas de tráfego;
 Condutor e passageiro devem vestir roupas claras;
Dirigindo ciclomotores e motocicletas
 Solicite ao “carona” que movimente o corpo da mesma
Um grande número de motociclistas precisa alterar urgente- maneira que você, condutor, para garantir a estabilidade
mente sua forma de dirigir. Mudar constantemente de faixa,
nas curvas;
ultrapassar pela direita, circular em velocidades incompatíveis
com a segurança, circular entre veículos em movimento e sem  Segure o guidom com as duas mãos.
guardar distância segura têm resultado num preocupante Regras de segurança para ciclomotores
aumento do número de acidentes, envolvendo motocicletas
 O condutor de ciclomotor (veículo de duas ou três rodas,
em todo o País. São muitas mortes e ferimentos graves que
causam invalidez permanente e que poderiam ser evitados, motorizado, até 50 centímetros cúbicos) deve dirigir
simplesmente com uma direção mais segura. Se você dirige pela direita da pista de rolamento, preferencialmente
uma motocicleta ou um ciclomotor, pense nisso e não deixe no centro da faixa mais à direita ou no bordo direito
de seguir as orientações abaixo. da pista, sempre que não houver acostamento ou faixa
própria a ele destinada;
Regras de segurança para condutores de motocicletas
 É proibida a circulação de ciclomotores nas vias de
e ciclomotores
trânsito rápido e sobre as calçadas das vias urbanas.
 É obrigatório o uso de capacete de segurança para o
condutor e o passageiro;
18 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Via de trânsito Quanto maior a velocidade, mais sentimos essa força. Ela
pode chegar ao ponto de tirar o veículo de controle, provocan-
do um capotamento ou a travessia na pista, com colisão com
outros veículos ou atropelamento de pedestres e ciclistas.
A velocidade máxima permitida numa curva leva em con-
sideração aspectos geométricos de construção da via. Para
sua segurança e conforto, acredite na sinalização e adote
os seguintes procedimentos:
Via pública é a superfície por onde transitam veículos, pessoas  Diminua a velocidade, com antecedência, usando o
e animais, compreendendo a pista, a calçada, o acostamen- freio e, se necessário, reduza a marcha antes de entrar
to, a ilha e o canteiro central. Podem ser urbanas ou rurais na curva e de iniciar o movimento do volante;
(estradas ou rodovias). Cada via tem suas características, que  Comece a fazer a curva com movimentos suaves e
devem ser observadas para diminuir os riscos de acidentes. contínuos no volante, acelerando gradativamente e
respeitando a velocidade máxima permitida. À medida
Fixação da velocidade que a curva for terminando, retorne o volante à posição
Você tem a obrigação de dirigir numa velocidade compatível inicial, também com movimentos suaves;
com as condições da via, respeitando os limites de velocidade  Procure fazer a curva movimentando o menos que puder
estabelecidos. o volante, evitando movimentos bruscos e oscilações na
Embora os limites de velocidade sejam os que estão nas placas direção.
de sinalização, há determinadas circunstâncias momentâneas
nas condições da via — tráfego, condições do tempo, obstácu- Declives
los, aglomeração de pessoas — que exigem que Você reduza a Você percebe que à frente há um de-
velocidade e redobre sua atenção, para dirigir com segurança. clive acentuado: antes que a descida
Quanto maior a velocidade, maior é o risco e mais graves são comece, teste os freios e mantenha
os acidentes e maior a possibilidade de morte no trânsito. o câmbio engatado numa marcha
O tempo que se ganha utilizando uma velocidade mais reduzida durante a descida.
elevada não compensa os riscos e o estresse. Por exemplo, a Nunca desça com o veículo
80 quilômetros por hora Você percorre uma distância de 50 desengrenado. Porque, em
quilômetros, em 37 minutos, e a 100 quilômetros por hora Você caso de necessidade, Você
vai demorar 30 minutos para percorrer a mesma distância. não vai ter a força do motor para ajudar a parar, ou a
reduzir a velocidade, e os freios podem não ser suficientes.
Curvas Não desligue o motor nas descidas. Com ele desligado,
Ao fazer uma curva, sentimos o efeito da força centrífuga, os freios não funcionam adequadamente, e o veículo pode
a força que nos “joga” para fora da curva e exige um certo atingir velocidades descontroladas. Além disso, a direção
esforço para não deixar o veículo sair da trajetória. pode travar se Você desligar o motor.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 19
Ultrapassagem Estreitamento de pista
Onde houver sinalização Qualquer estreitamento de
proibindo a ultrapassagem, pista aumenta riscos. Pontes
não ultrapasse. A sinalização estreitas ou sem acostamen-
é a representação da lei e foi im- to, obras, desmoronamento
plantada por pessoal técnico, que de barreiras, presença de
já calculou que naquele trecho não objetos na pista, por exemplo,
é possível a ultrapassagem, porque provocam estreitamentos.
há perigo de acidente. Nos trechos onde Assim que você enxergar a sinalização
houver sinalização permitindo a ultrapassa- ou perceber o estreitamento, redobre sua atenção, reduza a
gem, ou onde não houver qualquer tipo de sinalização, só velocidade e a marcha e, quando for possível a passagem de
ultrapasse se a faixa do sentido contrário de fluxo estiver livre
apenas um veículo por vez, aguarde o momento oportuno,
e, mesmo assim, só tome a decisão considerando a potência
alternando a passagem com os outros veículos que vêm em
do seu veículo e a velocidade do veículo que vai à frente.
sentido oposto.
Nas subidas, só ultrapasse quando estiver disponível a terceira
faixa, destinada a veículos lentos. Não existindo essa faixa, siga Acostamento
as mesmas orientações anteriores, mas considere que a potên- É uma parte da via, mas diferenciada da pista de rolamen-
cia exigida do seu veículo vai ser maior que na pista plana. to, destinada à parada ou ao estacionamento de veículos
Para ultrapassar, acione a seta para a esquerda, mude de em situação de emergência, à circulação de pedestres e
faixa a uma distância segura do veículo à sua frente e só de bicicletas, neste último caso, quando não houver local
retorne à faixa normal de tráfego quando puder ver o veículo apropriado.
ultrapassado pelo retrovisor.
É proibido trafegar
Nos declives, as velocidades de todos os veículos são muito
maiores. Para ultrapassar, tome cuidado adicional com a com veículos auto-
velocidade necessária para a ultrapassagem. Lembre-se motores no acosta-
que Você não pode exceder a mento, pois isso pode
velocidade máxima permitida Não tenha pressa. causar acidentes com
naquele trecho da via. Aguarde outros veículos para-
uma condição dos ou atropelamen-
Outros veículos podem querer
tos de pedestres ou ciclistas.
ultrapassá-lo. Não dificulte a permitida e
ultrapassagem, mantenha a segura para fazer Pode ocorrer em trechos da via um desnivelamento do acos-
velocidade do seu veículo, ou a ultrapassagem! tamento em relação à pista de rolamento, um “degrau” entre
até mesmo reduza-a ligeira- um e outro. Nesse caso, você deve redobrar sua atenção.
mente.
20 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Concentre-se no alinhamento da via É proibido Fique sempre atento ao estado do pavimento da via e procure
e permaneça a uma distância segura adequar sua velocidade a essa situação. Evite mudanças
do seu limite, evitando que as rodas e perigoso abruptas de velocidade e frenagens bruscas, que tornam
caiam no acostamento e isso possa trafegar pelo mais difícil o controle do veículo nessas condições.
causar um descontrole do veículo. acostamento.
Sinalização
Se precisar parar no acostamento, Ele se destina
procure um local onde não haja A sinalização é um sistema de comunicação para ajudar
a paradas de você a dirigir com segurança. As várias formas de sinalização
desnível ou ele seja reduzido. Se emergência e mostram o que é permitido e o que é proibido fazer, advertem
for extremamente necessário parar, ao tráfego de sobre perigos na via e também indicam direções a seguir e
primeiro reduza a velocidade, o pontos de interesse. A sinalização é projetada com base na
pedestres e
mais suavemente possível, para não engenharia e no comportamento humano, independentemente
causar acidente com os veículos que ciclistas!
das habilidades individuais do condutor e do estado particular
vêm atrás, e sinalize com a seta. de conservação do veículo. Por essa razão, você deve respeitar
Após parar o veículo, sinalize com o sempre a sinalização e adequar seu comportamento aos limites
triângulo de segurança e o pisca-alerta. de seu veículo. Veja, a respeito, o capítulo 7 deste Manual.
Condições do piso da pista de rolamento Calçadas ou passeios públicos
Ondulações, buracos, elevações, inclinações ou alterações As calçadas ou passeios públicos são de uso exclusivo de
do tipo de piso podem desestabilizar o veículo e provocar a pedestres e só podem ser utilizados pelos veículos para
perda do controle dele. Passar por buracos, depressões ou acesso a lotes ou garagens.
lombadas pode causar desequilíbrio em seu veículo, danificar Mesmo nesses casos, o tráfego de As calçadas
componentes ou ainda fazer você perder a dirigibilidade. veículos sobre a calçada deve ser feito ou passeios
Ainda você pode agravar o problema se usar incorretamente com muito cuidado, para não ocasio- públicos são
os freios ou se fizer um movimento brusco com a direção. nar atropelamento de pedestres.
Ao perceber antecipadamente essas ocorrências na pista, redu- espaços do
A parada ou estacionamento de veícu-
za a velocidade, usando os freios. Mas evite acioná-los durante los sobre as calçadas retira o espaço pedestre!
a passagem por buracos, depressões e lombadas, porque isso próprio do pedestre, levando-o a
vai aumentar o desequilíbrio de todo o conjunto do veículo. transitar na pista de rolamento, na
qual evidentemente corre o perigo de ser atropelado.
Trechos escorregadios
Por essa razão, é proibida a circulação, parada ou estacio-
O atrito do pneu com o solo é reduzido pela presença de namento de veículos automotores nas calçadas.
água, óleo, barro, areia, outros líquidos ou materiais na Você também deve ficar atento em vias sem calçadas, ou
pista, e essa perda de aderência pode causar derrapagens quando elas estiverem em construção ou deterioradas, o que
e descontrole do veículo. força o pedestre a caminhar na pista de rolamento.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 21
Árvores e vegetação  Se houver a placa PARE no seu sentido de direção, Você
Árvores e vegetação nos cantei- deve parar, observar se é possível atravessar e só aí
ros centrais de avenidas ou nas movimentar o veículo;
calçadas podem esconder as  Numa rotatória, a preferência de passagem é do veículo
placas de sinalização. Por não que nela já estiver circulando;
ver essas placas, os motoristas  Havendo sinalização por semáforo, o condutor deve
podem ser induzidos a fazer fazer a passagem sob a luz verde. Sob a luz amarela,
manobras que trazem perigo Você deve reduzir a marcha e parar. Sob a luz amarela,
de colisões entre veículos ou Você só deve fazer a travessia se já tiver entrado no
de atropelamento de pedestres e de ciclistas. cruzamento ou se essa condição for a mais segura para
Ao notar árvores ou vegetação que podem encobrir a sinali- impedir que o veículo que vem atrás colida com o seu.
zação, redobre sua atenção, até reduzindo a velocidade, para Nos cruzamentos com semáforos, você deve observar apenas
identificar restrições de circulação e com isso evitar acidentes. o foco de luz que controla o tráfego da via em que você está e
aguardar o sinal verde antes de movimentar seu veículo, mes-
Cruzamentos de vias mo que outros veículos, a seu lado, se movimentem antes.
Em um cruzamento, a circulação de veículos e de pessoas
se altera a todo instante. Quanto mais movimentado, mais
conflito há entre veículos, pedestres e ciclistas, aumentando
os riscos de colisões e atropelamentos.
É muito comum, também, a presença de equipamentos como
“orelhões”, postes, lixeiras, banca de jornais e até mesmo
cavaletes com propaganda nas esquinas, reduzindo ainda
mais a percepção dos movimentos de pessoas e veículos.
Assim, ao se aproximar de um cruza- Cruzamentos
mento, independentemente de existir são áreas
algum tipo de sinalização, Você deve
de risco no
redobrar a atenção e reduzir a velo-
cidade do veículo. Lembre-se sempre trânsito.
de algumas regras básicas: Reduza a
 Se não houver sinalização, a pre- velocidade
ferência de passagem é do veículo e respeite a
que se aproxima do cruzamento sinalização!
pela direita;
22 Manual Básico de Segurança no Trânsito
O ambiente Aquaplanagem ou hidroplanagem Piso molhado
Algumas condições climáticas e naturais afetam as condi- Com água na pista, pode ocorrer a reduz a
ções de segurança do trânsito. Sob essas condições, você aquaplanagem, que é a perda da ade- aderência
deve adotar atitudes que garantam a sua segurança e a dos rência do pneu com o solo. É quando
o veículo flutua na água e você perde dos pneus.
demais usuários da via. Velocidade
totalmente o controle dele. A aquapla-
Chuva nagem pode acontecer com qualquer reduzida e
A chuva reduz a visibilidade de todos, tipo de veículo e em qualquer piso. pneus em bom
deixa a pista molhada e escorregadia Para evitar essa situação de perigo, estado evitam
e pode criar poças de água se o piso Você deve observar com atenção a acidentes!
da pista for irregular, não tiver incli- presença de poças de água sobre a
nação favorável ao escoamento de pista, mesmo não havendo chuva,
água ou se estiver com buracos. e reduzir a velocidade utilizando os
É bom ficar alerta desde o início da chuva, quando a pista, geral- freios, antes de entrar na região empoçada. Na chuva, aumen-
mente, fica mais escorregadia, devido à presença de óleo, areia ou ta a possibilidade de perda de aderência. Nesse caso, reduza
outras impurezas. E tomar ainda mais cuidado no caso de chuvas a velocidade e aumente a distância do veículo a sua frente.
intensas, quando a visibilidade é ainda mais reduzida e a pista é Quando o veículo estiver sobre poças de água, não é re-
recoberta por uma lâmina de água, podendo aparecer mais poças. comendável a utilização dos freios. Segure a direção com
Nessa situação, redobre sua atenção, acione a luz baixa do força para manter o controle de seu veículo. O estado de
farol, aumente a distância do veículo a sua frente e reduza a conservação dos pneus e a profundidade de seus sulcos são
velocidade até sentir conforto e segurança. Evite pisar no freio igualmente importantes para evitar a perda de aderência.
de maneira brusca, para não travar as rodas e não deixar o Neblina ou cerração
veículo derrapar pela perda de aderência. Se o seu veículo
tem freio ABS (que não deixa travar as rodas), aplique força Sob neblina ou cerração, Você deve Sob neblina,
no pedal, mantendo-o pressionado até seu controle total. No imediatamente acender a luz baixa reduza a
do farol (e o farol de neblina, se tiver),
caso de chuva de granizo (chuva de pedra), o melhor a fazer velocidade
aumentar a distância do veículo a sua
é parar o veículo em local seguro e aguardar o fim da chuva. frente e reduzir a velocidade, até sentir e use a luz
Ela não dura muito nessas circunstâncias. Ter os limpadores mais segurança e conforto. Não use o baixa do
de pára-brisa sempre em bom estado e o desembaçador e o farol alto porque ele reflete a luz nas farol!
sistema de sinalização do veículo funcionando perfeitamente partículas de água, reduzindo ainda
aumenta as suas condições de segurança e seu conforto nessas mais a visibilidade.
ocasiões. O estado de conservação dos pneus e a profundidade
Lembre-se de que nessas condições o pavimento fica úmido
dos seus sulcos são muito importantes para evitar a perda de
e escorregadio, reduzindo a aderência dos pneus.
aderência sob a chuva.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 23
Caso sinta muita dificuldade em continuar trafegando, pare em não pare o veículo na pista, já que, com a falta de visibilidade,
local seguro, como um posto de abastecimento. Em virtude da os outros motoristas podem não vê-lo parado na pista.
pouca visibilidade sob neblina, geralmente não é seguro parar
no acostamento. Use o acostamento somente em caso extremo Condição da luz
e de emergência e utilize, nesses casos, o pisca-alerta. A falta ou o excesso de luminosidade pode aumentar os
riscos no trânsito. Ver e ser visto é uma regra básica para a
Vento direção segura. Confira como agir:
Ventos muito fortes, ao  Farol alto ou farol baixo Mantenha
atingirem seu veículo desregulado os faróis
em movimento, podem A luz baixa do farol deve ser uti-
deslocá-lo, ocasionan- lizada obrigatoriamente à noite, regulados
do a perda de estabi- mesmo em vias com iluminação e utilize-os
lidade e o descontrole, que pública. A iluminação do veículo de forma
podem ser causa de colisões com à noite, ou em situações de es- correta.
outros veículos ou ainda de capotamentos. curidão, sob chuva ou em túneis, Torne o
Há trechos de rodovias onde são freqüentes os ventos fortes. permite aos outros condutores trânsito
Acostume-se a observar o movimento da vegetação às margens e especialmente aos pedestres
e aos ciclistas observarem com seguro em
da via. É uma boa orientação para identificar a força do vento.
Em alguns casos, esses trechos encontram- se sinalizados. antecedência o movimento dos qualquer
Notando movimentos fortes da vegetação ou vendo a sina- veículos e, com isso, se protege- lugar ou
lização correspondente, reduza a velocidade para não ser rem melhor. circunstância!
surpreendido e para manter a estabilidade. Usar o farol alto ou o farol baixo
Os ventos também podem ser gerados pelo deslocamento de ar desregulado ao cruzar com outro
de outros veículos maiores em velocidade, no mesmo sentido ou veículo pode ofuscar a visão do outro motorista. Por isso,
no sentido contrário de tráfego ou ainda na saída de túneis. A mantenha sempre os faróis regulados e, ao cruzar com
velocidade deve ser reduzida, adequando-se a marcha do motor outro veículo, acione com antecedência a luz baixa.
para diminuir a probabilidade de desestabilização do veículo. Quando ficamos de frente a um farol alto ou a um farol
desregulado, perdemos momentaneamente a visão
Fumaça proveniente de queimadas (ofuscamento). Nessa situação, procure desviar sua
A fumaça produzida pelas queimadas nos terrenos à margem visão para uma referência na faixa à direita da pista.
da via provoca redução da visibilidade. Além disso, a fuligem Quando a luz do farol do veículo que vem atrás refletir
proveniente da queimada pode reduzir a aderência ao piso. no espelho retrovisor interno, ajuste-o para desviar o
Nos casos de queimadas, redobre sua atenção e reduza a veloci- facho de luz. A maioria dos veículos tem esse dispositivo.
dade. Ligue a luz baixa do farol e, depois que entrar na fumaça, Verifique a respeito o manual de instruções do veículo.
24 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Recomenda-se o uso da luz baixa do veículo nas rodo- Outras regras gerais e importantes
vias durante o dia. No caso dos ciclos motorizados e do
transporte coletivo de passageiros, este último quando Antes de colocar seu veículo
trafegar em faixa própria, o uso da luz baixa do farol é em movimento, verifique
obrigatório durante o dia e a noite. as condições de funciona-
mento dos equipamentos
 Penumbra (ausência de luz)
de uso obrigatório, como cintos
A penumbra (lusco-fusco) é uma ocorrência freqüente na de segurança, encostos de cabeça, ex-
passagem do final da tarde para o início da noite ou do tintor de incêndio, triângulo de segurança, pneu
final da madrugada para o nascer do dia ou, ainda, quando sobressalente, limpador de pára-brisa, sistema de iluminação
o céu está nublado ou chove com intensidade. Sob essas e buzina, além de observar se o combustível é suficiente para
condições, tão importante quanto ver é também ser visto. Ao chegar ao local de destino.
menor sinal de iluminação precária, acenda o farol baixo. Veículos de
Tenha, a todo momento, domínio de
maior porte são
 Inclinação da luz solar seu veículo, dirigindo-o com atenção
No início da manhã ou no final da tarde, a luz do sol “bate e com os cuidados in­dis­pensáveis à responsáveis
na cara”. O sol, devido a sua inclinação, pode causar segurança do trânsito. pela segurança
ofuscamento, reduzindo sua visão. Nem é preciso dizer que Dê preferência de passagem aos ve- dos veículos
isso representa perigo de acidentes. Procure programar sua ículos que se deslocam sobre trilhos, menores!
viagem para evitar essas condições. O ofuscamento pode respeitadas as normas de circulação.
acontecer também pelo reflexo do sol em alguns objetos Ao dirigir um veículo de maior porte, tome todo o cuidado
polidos, como garrafas, latas ou pára-brisas. e seja responsável pela segurança dos veículos menores,
Sob todas essas condições, reduza a velocidade do ve- pelos não motorizados e pela segurança dos pedestres.
ículo, utilize o quebra-sol (pala de proteção interna) ou Reduza a velocidade quando for ultrapassar um veículo de
até mesmo um óculos protetor (óculos de sol), e procure transporte coletivo (ônibus) que esteja parado efetuando
observar uma referência no lado direito da pista. embarque ou desembarque de passageiros.
O ofuscamento também pode acontecer com os motoristas Aguarde uma oportunidade segura e permitida pela sinalização
que vêm em sentido contrário, quando são eles que têm o para fazer uma ultrapassagem, quando estiver dirigindo em vias
sol pela frente. Nesse caso, redobre sua atenção, reduza a com duplo sentido de direção e pista única, e também nos trechos
velocidade para seu maior conforto e segurança e acenda em curvas e em aclives.
o farol baixo para garantir que você seja visto por eles.
Não ultrapasse veículos
Nos cruzamentos com semáforos, o sol, ao incidir sobre
focos luminosos, pode impedir que Você identifique em pontes, viadutos e nas
corretamente a sinalização. Nesse caso, reduza a velo- travessias de pedestres,
cidade e redobre a atenção, até que tenha certeza da exceto se houver sinaliza-
indicação do semáforo. ção que o permita.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 25
Numa rodovia, para fazer uma conversão à esquerda ou um Essas situações ocorrem em horários preestabelecidos,
retorno, aguarde uma oportunidade segura no acostamento. conhecidos como “horários de pico”. São os horários de en-
Nas rodovias sem acostamento, siga a sinalização indicativa trada e saída de trabalhadores e acesso a escolas, sobretudo
de permissão. em pólos geradores de tráfego, como “shopping centers”,
Não freie bruscamente seu veículo, exceto por razões de supermercados, praças esportivas etc.
segurança. Mantenha uma distância segura do veículo à frente. Uma
Não pare seu veículo nos cruzamentos, bloqueando a pas- boa distância permite que você tenha tempo de reagir e
sagem de outros veículos. Nem mesmo se você estiver na via acionar os freios diante de uma situação de emergência e
preferencial e com o semáforo verde para você. haja tempo também para que o veículo, uma vez freado,
Aguarde, antes do cru- pare antes de colidir.
zamento, o trânsito fluir Em condições normais da pista e do clima, o tempo neces-
e vagar um espaço no sário para manter a distância segura é de aproximadamente
trecho de via à frente. dois segundos. Existe uma regra simples — a regra dos dois
segundos — que pode ajudar Você a manter a distância
Use a sinalização de segura do veículo à frente:
advertência (triângulo
de segurança) e o pisca 1. Escolha um ponto fixo à margem da via; Evite
alerta quando precisar 2. Quando o veículo que vai a sua frente pas­ colisões,
parar temporariamen- sar pelo ponto fixo, comece a contar; mantendo
te o veículo na pista de rolamento. 3. Conte dois segundos pausadamente.
Uma maneira fácil é contar seis pala- distância
Em locais onde o estacionamento é proibido, você deve parar vras em seqüência: “cinqüenta e um, segura!
apenas durante o tempo suficiente para o embarque ou desem- cinqüenta e dois”;
barque de passageiros. Isso, desde que a parada não venha a 4. A distância entre o seu veículo e o que
interromper o fluxo de veículos ou a locomoção de pedestres. vai à frente vai ser segura se seu veículo passar pelo ponto
Não abra a porta nem a deixe aberta, sem ter certeza de
que isso não vai trazer perigo para Você ou para os outros fixo após a contagem de dois segundos;
usuários da via. Cuide para que seus passageiros não abram 5. Caso contrário, reduza a velocidade e faça nova conta-
ou deixem abertas as portas do veículo. gem. Repita até
O embarque e o desembarque devem ocorrer sempre do estabelecer a dis-
lado da calçada, exceto no caso do condutor. tância segura.
Mantenha a atenção ao dirigir, mesmo em vias com tráfego Para veículos com
denso e com baixa velocidade, observando atentamente o mais de 6 metros
movimento de veículos, pedestres e ciclistas, tendo em conta de comprimento,
a possibilidade da travessia de pedestres fora da faixa e a ou sob chuva, aumente o
aproximação excessiva de outros veículos, ações que podem tempo de contagem: “cinqüenta e
acarretar acidentes. um, cinqüenta e dois, cinqüenta e três”.
26 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Respeito ao meio ambiente e convívio social A fuligem, que é composta por partículas sólidas e líquidas, fica
suspensa na atmosfera e pode atingir o pulmão das pessoas e
Poluição veicular e sonora agravar quadros alérgicos de asma e bronquite, irritação de na-
A poluição do ar nas cidades é hoje uma das mais graves riz e garganta e facilitar a propagação de infecções gripais.
ameaças à qualidade de vida. Os principais causadores da A poluição sonora provoca muitos efeitos negativos. Os prin-
poluição do ar são os veículos automotores. Os gases que cipais são distúrbios do sono, estresse, perda da capacidade
saem do escapamento contêm monóxido de carbono, óxidos auditiva, surdez, dores de cabeça, distúrbios digestivos, perda
de nitrogênio, hidrocarbonetos, óxidos de enxofre e material de concentração, aumento do batimento cardíaco e alergias.
particulado (fumaça preta).
Preservar o meio ambiente é uma necessidade de toda a
A quantidade desses gases depende do tipo e da qualidade do sociedade, para a qual todos devem contribuir. Alguns pro-
combustível e do tipo e da regulagem do motor. Quanto me- cedimentos contribuem para reduzir a poluição atmosférica
lhor é a queima do combustível ou, melhor dizendo, quanto e a poluição sonora. São eles:
melhor regulado estiver seu veículo, menor será a poluição.
 Regule e faça a manutenção periódica do motor;
A presença desses gases na atmosfera não é só um problema
para cada uma das pessoas, é um problema para toda a  Calibre periodicamente os pneus;
coletividade do planeta.  Não carregue excesso de peso;
O monóxido de carbono não tem  Troque de marcha na rotação correta do motor;
Preservar o
cheiro, nem gosto e é incolor, sendo  Evite reduções constantes de marcha, acelerações brus-
difícil sua identificação pelas pes- meio ambiente cas e freadas excessivas;
soas. Mas é extremamente tóxico é um dever
 Desligue o motor numa parada prolongada;
e causa tonturas, vertigens, altera- de toda a
 Não acelere quando o veículo estiver em ponto morto
ções no sistema nervoso central e sociedade! ou parado no trânsito;
pode ser fatal, em altas doses, em
 Mantenha o escapamento e o silencioso em boas con-
ambientes fechados.
dições;
O dióxido de enxofre, presente na combustão do diesel,
 Faça a manutenção periódica do equipamento destinado
provoca coriza, catarro e danos irreversíveis aos pulmões e
também pode ser fatal, em doses altas. a reduzir os poluentes — catalisador (nos veículos em
que é previsto).
Os hidrocarbonetos, produtos da queima incompleta dos
combustíveis (álcool, gasolina ou diesel), são responsáveis pelo
aumento da incidência de câncer no pulmão, provocam irrita-
ção nos olhos, no nariz, na pele e no aparelho respiratório.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 27
Você e o meio ambiente Você e a relação com o outro
A sujeira jogada na via públi- Na introdução deste capítulo,
ca ou nas margens das rodo- falamos sobre o relacio-
vias estimula a proliferação namento das pessoas no
de insetos e de roedores, o trânsito. Para melhorar o
que favorece a transmissão de convívio e a qualidade de
doenças contagiosas. Outros vida, existem alguns princípios que de­vem ser a base das
materiais jogados no meio nossas relações no trânsito, a saber:
ambiente, como latas e gar-  Dignidade da pessoa humana
rafas plásticas, levam muito Princípio universal do qual derivam os Direitos Humanos
tempo para ser absorvidos e os valores e atitudes fundamentais para o convívio
pela natureza. Custa muito social democrático.
caro para a sociedade manter limpos os espaços públicos e  Igualdade de direitos
recuperar a natureza afetada. Por isso: É a possibilidade de exercer a cidadania plenamente por
meio da eqüidade, isto é, a necessidade de considerar
 Mantenha sempre sacos de lixo no veículo. Não jogue
as diferenças das pessoas para garantir a igualdade,
lixo na via, nos terrenos baldios ou na vegetação à
fundamentando a solidariedade.
margem das rodovias;
 Participação
 Entulhos devem ser transportados para locais próprios. É o princípio que fundamenta a mobilização das pessoas
Não jogue entulho nas vias e suas margens; para se organizarem em torno dos problemas do trânsito
 Em caso de acidente com transporte de produtos perigo- e suas conseqüências para a sociedade.
sos (químicos, inflamáveis, tóxicos), procure isolar a área  Co-responsabilidade pela vida social O respeito à
e impedir que eles atinjam rios, mananciais e flora; Valorizar comportamentos neces- pessoa e a
 Faça a manutenção, conservação e limpeza do veículo sários à segurança no trânsito e à convivência
em local próprio. Não derrame óleo ou descarte mate- efetivação do direito de mobilidade a solidária
riais na via e nos espaços públicos; todos os cidadãos. Tanto o Governo tornam o
 Ao observar situações que agridem a natureza, sujam os quanto a população têm sua parcela trânsito mais
espaços públicos ou que também podem causar riscos de contribuição para um trânsito me- seguro!
para o trânsito, solicite ou colabore com sua remoção lhor e mais seguro. Faça sua parte.
e limpeza;
 O espaço público é de todos, faça sua parte mantendo-o ! Atenção
limpo e conservado. Este texto está disponível no site www.denatran.gov.br,
item Material Educativo.
28 Manual Básico de Segurança no Trânsito

5. Noções de Primeiros Socorros são valores presentes em parte da sociedade. Mas são insus-
tentáveis do ponto de vista das necessidades da vida coletiva,
no Trânsito da saúde e do direito de todos. É preciso mudar.
Introdução Mudar comportamentos para uma vida coletiva com qualida-
de e respeito exige uma tomada de consciência das questões
Educando com valores em jogo no convívio social, portanto, na convivência no trân-
O trânsito é feito pelas pessoas. E, como nas outras ativi- sito. É a escolha dos princípios e dos valores que irá levar a
dades humanas, quatro princípios são importantes para o um trânsito mais humano, harmonioso, seguro e justo.
relacionamento e a convivência social no trânsito.
Riscos, perigos e acidentes
O primeiro deles é a dignidade da pessoa humana, do
qual derivam os Direitos Humanos e os valores e atitudes Em tudo o que fazemos há uma dose de risco: seja no traba-
fundamentais para o convívio social democrático, como o lho, quando consertamos alguma coisa em casa, brincando,
respeito mútuo e o repúdio às discriminações de qualquer dançando, praticando um esporte ou mesmo transitando
espécie, atitude necessária à promoção da justiça. O segundo pelas ruas da cidade.
princípio é a igualdade de direitos. Todos têm a possibilidade Quando uma situação de risco não é percebida, ou quando
de exercer a cidadania plenamente e, para isso, é necessário uma pessoa não consegue visualizar o perigo, aumentam as
ter eqüidade, isto é, a necessidade de considerar as diferen- chances de acontecer um acidente.
ças das pessoas para garantir a igualdade que, por sua vez, Os acidentes de trânsito resultam em danos aos veículos e
fundamenta a solidariedade. suas cargas e geram lesões em pessoas.
Um outro é o da participação, que fundamenta a mobilização Nem é preciso dizer que eles são sempre ruins para todos. Mas
da sociedade para organizar-se em torno dos problemas do você pode ajudar a evitá-los e colaborar para diminuir:
trânsito e de suas conseqüências. Finalmente, o princípio da  O sofrimento de muitas pessoas, causado por mortes e
co-responsabilidade pela vida social, que diz respeito à for- ferimentos, inclusive com seqüelas* físicas e/ou mentais,
mação de atitudes e a aprender a valorizar comportamentos muitas vezes irreparáveis;
necessários à segurança no trânsito, à efetivação do direito  Prejuízos financeiros, por perda de renda e afastamento
de mobilidade em favor de todos os cidadãos e a exigir dos do trabalho;
governantes ações de melhoria dos espaços públicos.
 Constrangimentos legais, por inquéritos policiais e
Comportamentos expressam princípios e valores que a socie- processos judiciais, que podem exigir o pagamento de
dade constrói e referenda e que cada pessoa toma para si e indenizações e ainda a prisão dos responsáveis.
leva para o trânsito. Os valores, por sua vez, expressam as
contradições e conflitos entre os segmentos sociais e mesmo
entre os papéis que cada pessoa desempenha. Ser “veloz”, (*) Lesão que permanece depois de encerrada a evolução de uma
“esperto”, “levar vantagem” ou “ter o automóvel como status” doença ou traumatismo (Novo Aurélio, 1999) - NE.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 29
Custa caro para a sociedade brasileira pagar os prejuízos dos feridas, às vezes com lesões irreversíveis e muitas mortes.
acidentes: são estimados em R$ 10 bilhões/ano, valor esse Cada vez se investe mais na prevenção e no atendimento às
que poderia ser aproveitado, por exemplo, na construção vítimas. Mas, por mais que se aparelhem hospitais e pronto-
de milhares de casas populares para melhorar a vida de socorros, ou se criem os Serviços de Resgate e SAMUs (Ser-
muitos brasileiros. Por isso, é fundamental a capacitação viços de Atendimento Móvel de Urgência), sempre vai haver
dos motoristas para o comportamento seguro no trânsito, um tempo até a chegada do atendimento profissional.
atendendo à diretriz da “preservação da vida, da saúde e do E, nesses minutos, muita coisa pode acontecer. Nesse tempo,
meio ambiente” da Política Nacional de Trânsito. as únicas pessoas presentes são as que foram envolvidas no
Acidentes de trânsito podem acontecer com todos. Mas pou- acidente e as que passam pelo local.
cos sabem como agir na hora que eles acontecem. Nessa hora duas coisas são importantes nessas pessoas:
Por isso, para a renovação da Carteira Nacional de Habili- 1. O espírito de solidariedade;
tação, todos os motoristas terão que saber os procedimentos 2. Informações básicas sobre o que fazer e o que não
básicos no caso de um acidente de trânsito. fazer nas situações de acidente.
Assim, este capítulo traz informações básicas que você deve co- São conceitos e técnicas fáceis de aprender que, unidos à
nhecer para atuar com segurança caso ocorra um acidente. vontade e à decisão de ajudar, podem impedir que um aci-
Para isso, ele foi escrito de forma simples e direta, e dispõe dente tenha maiores conseqüências, aumentando bastante
de um espaço para Você anotar informações que podem ser as chances de uma melhor recuperação das vítimas.
úteis por ocasião de um acidente.
Mas, atenção: não é objetivo deste capítulo ensinar pri- O que são Primeiros Socorros?
meiros socorros que necessitem de treinamento. Primeiros Socorros são as primeiras providências tomadas
Medidas de socorro, como respiração boca-a-boca, massa- no local do acidente. É o atendimento inicial e temporário,
gens cardíacas, imobilizações, entre outros procedimentos, até a chegada de um socorro profissional. Quais são essas
exigem treinamento específico, dado por entidades creden- providências?
ciadas. Caso esses aprendizados sejam de seu interesse,  Uma rápida avaliação da vítima;
procure uma dessas entidades.  Aliviar as condições que ameacem a vida ou que possam
agravar o quadro da vítima, com a utilização de técnicas
Importância das noções de primeiros socorros simples;
Se existem os Serviços Profissionais de Socorro, como  Acionar corretamente um serviço de emergência local.
SAMU e Resgate, por que é importante saber fazer algo Simples, não é?
pela vítima de um acidente de trânsito? As técnicas de Primeiros Socorros têm sido divulgadas para
Dirigir faz parte da sua vida. Mas cada vez que você entra num toda a sociedade, em todas as partes do mundo. E agora
veículo surgem riscos de acidentes, riscos a sua vida e a de uma parte delas está disponível para você, neste capítulo.
outras pessoas. São muitos os acidentes de trânsito que acon- Leve as técnicas a sério, elas podem salvar vidas. E não
tecem todos os dias, deixando milhares de vítimas, pessoas há nada no mundo que valha mais que isso.
30 Manual Básico de Segurança no Trânsito
A seqüência das ações de socorro Como manter a calma e controlar a situação?
O que devo fazer primeiro? E depois? Como pedir socorro?
É claro que cada acidente é diferente do outro. E, por isso, Vamos manter a calma?
só se pode falar na melhor forma de socorro quando se sabe Você já viu que manter a calma é a primeira atitude a tomar
quais são as suas características. no caso de um acidente.
Um veículo que está se incendiando, um local perigoso (uma Só que cada pessoa reage de forma diferente, e é claro que é
curva, por exemplo), vítimas presas nas ferragens, a presença de muito difícil ter atitudes racionais e coerentes nessa situação:
cargas tóxicas, etc., tudo isso interfere na forma do socorro. o susto, as perdas materiais, a raiva pelo ocorrido, o pânico
Suas ações também vão ser diferentes caso haja outras pesso- no caso de vítimas, etc. Tudo colabora para que as nossas
as iniciando os socorros, ou mesmo se você estiver ferido. reações sejam intempestivas, mal-pensadas. Mas tenha
Mas a seqüência das ações a serem realizadas vai cuidado, pois ações desesperadas normalmente acabam
sempre ser a mesma: agravando a situação.
1. Manter a calma; Por isso, é fundamental que, antes de agir, Você recobre
2. Garantir a segurança; rapidamente a lucidez, reorganize os pensamentos e se
mantenha calmo.
3. Pedir socorro;
4. Controlar a situação; Mas, como é que se faz para ficar calmo após um
5. Verificar a situação das vítimas; acidente?
6. Realizar algumas ações com as vítimas. Num intervalo de segundos a poucos minutos, é fundamental
que Você siga o seguinte roteiro:
Cada uma dessas ações é detalhada nos próximos itens. 1. Pare e pense! Não faça nada por instinto ou por im-
O importante agora é fixá-las, ter sempre em mente a pulso;
seqüência delas.
2. Respire profundamente, algumas vezes;
E também saber que uma ação pode ser iniciada sem que
3. Veja se Você sofreu ferimentos;
a anterior tenha sido terminada. Você pode, por exemplo,
começar a garantir a segurança sinalizando o local, parar 4. Avalie a gravidade geral do acidente;
para pedir socorro e voltar depois para completar a segu- 5. Conforte os ocupantes do seu veículo;
rança do local. 6. Mantenha a calma. Você precisa dela para controlar
Com calma e bom senso, os primeiros socorros podem evitar a situação e agir.
que as conseqüências do acidente sejam ampliadas.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 31
E como controlar a situação? Como acionar o Socorro?
Alguém já tomou a iniciativa e está à frente das ações? Quanto mais cedo chegar um socorro profissional, melhor
Ótimo! Ofereça-se para ajudar, solidariedade nunca é para as vítimas de um acidente. Solicite um, o mais rápido
demais. possível.
Se ninguém ainda tomou a frente, verifique se entre as Hoje, em grande parte do Brasil, podemos contar com
pessoas presentes há algum médico, bombeiro, policial serviços de atendimento a emergências.
ou outro profissional acostumado a lidar com esse tipo de O chamado Resgate, ligado aos Corpos de Bombeiros, os
emergência. SAMUs, os atendimentos das próprias rodovias ou outros
Se não houver ninguém mais capacitado, assuma o controle e tipos de socorro recebem chamados por telefone, fazem uma
comece as ações. Com calma, Você vai identificar o que é pre- triagem prévia e enviam equipes treinadas em ambulâncias
ciso fazer primeiro, mas tenha sempre em sua mente que: equipadas. No próprio local, após uma primeira avaliação,
 A ação inicial define todo o desenvolvimento do aten- os feridos são atendidos emergencialmente para, em segui-
dimento; da, serem transferidos a hospitais.
 Você precisa identificar os riscos para definir as ações. São serviços gratuitos, que têm, em muitos casos, números
de telefone padronizados em todo o Brasil. Use o seu celular,
Nem toda pessoa está preparada para assumir a liderança o de outra pessoa, os telefones dos acostamentos das rodo-
após um acidente. Esse pode ser o seu caso, mas numa vias, os telefones públicos ou peça para alguém que esteja
emergência Você poderá ter que tomar a frente. Siga as passando pelo local que vá a um telefone ou a um posto
recomendações adiante, para que todos trabalhem de forma rodoviário acionar rapidamente o socorro.
organizada e eficiente, diminuindo o impacto do acidente: A seguir estão listados os telefones de emergência mais
 Mostre decisão e firmeza nas suas ações; comuns.
 Peça ajuda aos outros envolvidos no acidente e aos que
estiverem próximos;
 Distribua tarefas às pessoas ou forme equipes para
executar as tarefas;
 Não perca tempo discutindo;
 Passe as tarefas mais simples, nos locais mais afastados
do acidente, às pessoas que estejam mais desequilibra-
das ou contestadoras;
 Trabalhe muito, não fique só dando ordens;
 Motive todos, elogiando e agradecendo cada ação
realizada.
32 Manual Básico de Segurança no Trânsito

Serviços e Rodovias  Sempre que ocorrer qualquer emergência nas


Quando acionar
telefones rodovias.
Resgate do  Vítimas presas nas ferragens. Polícia Todas as rodovias devem divulgar o número do
Corpo de  Qualquer perigo identificado como fogo, fuma- Rodoviária telefone a ser chamado em caso de emergência.
Bombeiros Federal ou Pode ser da Polícia Rodoviária Federal, Estadual,
ça, faíscas, vazamento de substâncias, gases,
Estadual do serviço de uma concessionária ou do serviço
líquidos, combustíveis ou ainda locais instáveis
público próprio. Esses serviços não possuem
como ribanceiras, muros caídos, valas, etc. Em
193 algumas regiões do País, o Resgate-193 é utili- um número único de telefone, mudam de uma
rodovia a outra.
zado para todo tipo de emergência relacionado
à saúde. Em outras, é utilizado prioritariamente Muitas rodovias dispõem de telefones de emer-
para qualquer emergência em via pública. gência nos acostamentos, geralmente (mas nem
Serviço de sempre) dispostos a cada quilômetro. Nesses
O Resgate pode acionar outros serviços quando Atendimento telefones é só retirar o fone do gancho, aguar-
existirem e se houver necessidade. ao Usuário dar o atendimento e prestar as informações
Procure saber se existe e como funciona o SAU solicitadas pelo atendente.
Resgate em sua região.
O Serviço de Atendimento ao Usuário-SAU é
SAMU  Qualquer tipo de acidente. obrigatório nas rodovias administradas por con-
Serviço de  Mal súbito em via pública ou rodovia. cessionárias. Executa procedimentos de resgate,
Atendimento  O SAMU foi idealizado para atender a qualquer lida com riscos potenciais e rea­liza atendimento
Móvel de tipo de emergência relacionado à saúde, incluindo Serviços às vítimas. Seus telefones geralmente iniciam
Urgência acidentes de trânsito. Pode ser acionado também Rodoviários com 0800. Mantenha sempre atualizado
para socorrer pessoas que passam mal dentro Federais ou o número dos telefones das rodovias que
dos veículos. O SAMU pode acionar o serviço de Estaduais você utiliza. Anote o número da emergência
logo que entrar na estrada. Regrinha eficiente
192 Resgate ou outros, se houver necessidade. Serviços dos para quem utiliza celular é deixar registrado
 Procure saber se existe e como funciona o SAMU municípios no aparelho, pronto para ser usado, o número
em sua região. mais próximos da emergência.
Polícia Militar  Sempre que ocorrer uma emergência em locais
sem serviços próprios de socorro. Telefones Não confie na memória.
variáveis Procure saber como acionar o atendimento nas
190 Acidentes nas localidades que não possuem um
sistema de emergência podem contar com apoio rodovias que você utiliza.
da Polícia Militar local. Esses profissionais, ainda
que sem os equipamentos e materiais necessá-
rios para o atendimento e transporte de uma
vítima, são as únicas opções nesses casos.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 33

Outros Algumas localidades ou regiões possuem servi- A sinalização do local e a segurança


recursos ços distintos dos citados acima. Muitas vezes não
existentes na têm responsabilidade de dar atendimento, mas Como sinalizar? Como garantir a segurança de todos?
comunidade o fazem. Podem ser ambulâncias de hospitais, Você já leu que as diversas ações num acidente de trânsito
de serviços privados, de empresas, de grupos podem ser feitas por mais de uma pessoa, ao mesmo tempo.
particulares ou ainda voluntários que, acionados Enquanto uma pessoa telefona, outra sinaliza o local e assim
por telefones específicos, podem ser os únicos
recursos disponíveis.
por diante. Assim, ganha-se tempo para o atendimento, fazer
a sinalização e garantir a segurança no local.
Se você circula habitualmente por áreas que
não contam com nenhum serviço de socorro, A importância de sinalizar o local
procure saber ou pensar antecipadamente
como conseguir auxílio caso venha a sofrer Os acidentes acontecem nas ruas e estradas, impedindo ou
um acidente. dificultando a passagem normal dos outros veículos. Por isso,
esteja certo de que situações de perigo vão ocorrer (novos
Além desses números listados anteriormente, Você tem um acidentes ou atropelamentos), se Você demorar muito ou não
espaço, na última página deste capítulo, para anotar todos os sinalizar o local de forma adequada. Algumas regras são
telefones que podem ser importantes para Você numa emergên- fundamentais para Você fazer a sinalização do acidente:
cia. Anote já, nunca se sabe quando eles vão ser necessários.
 Inicie a sinalização em um ponto em que os motoristas
Você pode melhorar o Socorro, pelo telefone ainda não possam ver o acidente
Mesmo com toda a urgência de atender ao acidente, os aten- Não adianta ver o acidente quando já não há tempo
dentes do chamado de socorro vão fazer algumas perguntas suficiente para parar ou diminuir a velocidade.
a Você. São perguntas para orientar a equipe, informações No caso de vias de fluxo rápido, com veículos ou obstáculos
que vão ajudar a prestar o socorro mais adequado e eficiente. na pista, é preciso alertar os motoristas antes que eles
À medida do possível, ao chamar o socorro, tenha respostas percebam o acidente. Assim, vai dar tempo para reduzir
para as seguintes perguntas: a velocidade, concentrar a atenção e desviar. Então, não
 Tipo do acidente (carro, motocicleta, colisão, atropela- se esqueça de que a sinalização deve começar antes
mento etc.); do local do acidente ser visível.
 Gravidade aparente do acidente; Nem é preciso dizer que a sinalização deve ser feita antes
 Nome da rua e número próximo;
da visualização nos dois sentidos (ida e volta), nos casos
em que o acidente interferir no tráfego das duas mãos de
 Número aproximado de vítimas envolvidas;
direção.
 Pessoas presas nas ferragens;
 Vazamento de combustível ou produtos químicos;
 Ônibus ou caminhões envolvidos.
34 Manual Básico de Segurança no Trânsito
 Demarque todo o desvio do tráfego até o acidente Que materiais podem ser utilizados na sinalização?
Não é só a sinalização que deve se iniciar bem antes do aci- Existem muitos materiais fabricados especialmente para
dente. É necessário que todo o trecho, do início da sinalização sinalização, mas, na hora do acidente, você provavelmente
até o acidente, seja demarcado, indicando quando houver terá apenas o triângulo de segurança à mão, já que ele é
desvio de direção. Se isso não puder ser feito de forma com- um dos itens obrigatórios de todos os veículos. Use o seu
pleta, faça o melhor que puder, aguardando as equipes de triângulo e os dos motoristas que estiverem no local. Não se
socorro, que deverão completar a sinalização e os desvios. preocupe, pois com a chegada das viaturas de socorro os
triângulos poderão ser substituídos por equipamentos mais
 Mantenha o tráfego fluindo adequados e devolvidos a seus donos.
Outro objetivo importante na sinalização é manter a fluidez Outros itens que forem encontrados nas imediações tam-
do tráfego, isto é, apesar do afunilamento provocado pelo bém podem ser usados, como galhos de árvore, cavaletes
acidente, deve sempre ser mantida uma via segura para de obra, latas, pedaços de madeira, pedaços de tecido,
os veículos passarem. plásticos etc.
Faça isso por duas razões: se ocorrer uma parada no À noite ou sob neblina, a sinalização deve ser feita com
materiais luminosos. Lanternas, pisca alerta e faróis dos
tráfego, o congestionamento, ao surgir repentinamente,
veículos devem sempre ser utilizados.
pode provocar novas colisões. Além disso, não se esqueça
O importante é lembrar que tudo o que for usado para si-
que, com o trânsito parado, as viaturas de socorro vão nalização deve ser de fácil visualização e não pode oferecer
demorar mais a chegar. risco, transformando-se em verdadeira armadilha para os
Para manter o tráfego fluindo, tome as seguintes provi- passantes e outros motoristas.
dências: O emprego de pessoas sinalizando é bastante eficiente,
 Mantenha, dentro do possível, as vias livres para o porém é sempre arriscado. Ao se colocar pessoas na sinali-
tráfego fluir; zação, é necessário tomar alguns cuidados:
 Coloque pessoas ao longo do trecho sinalizado para  Suas roupas devem ser coloridas e contrastar com o
cuidarem da fluidez; terreno;
 As pessoas devem ficar na lateral da pista, sempre de
 Não permita que curiosos parem na via destinada ao
frente para o fluxo dos veículos;
tráfego.
 Devem ficar o tempo todo agitando um pano colorido
 Sinalize no local do acidente para alertar os motoristas;
 Prestar muita atenção e estar sempre preparadas para
Ao passarem pelo acidente, todos ficam curiosos e querem
ver o que ocorreu, diminuindo a marcha ou até parando. o caso de surgir algum veículo desgovernado;
 As pessoas nunca devem ficar logo depois de uma curva
Para evitar isso, alguém deve ficar sinalizando no local
do acidente, para manter o tráfego fluindo e garantir a ou em outro local perigoso. Elas têm que ser vistas, de
longe, pelos motoristas.
segurança.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 35
Onde deve ficar o início da sinalização? Não se esqueça que os passos devem ser longos e dados
Como você já viu, a sinalização deve ser iniciada para por um adulto. Se não puder, peça a outra pessoa para
ser visível aos motoristas de outros veículos antes que eles medir a distância.
vejam o acidente. Como se vê na tabela acima, existem casos nas quais as
Não adianta falar em metros, é melhor falar em passos, distâncias devem ser dobradas, como à noite, sob chuva,
que podem ser medidos em qualquer situação. Cada passo neblina, fumaça.
bem longo (ou largo) de um adulto corresponde a aproxi- À noite, além de aumentar a distância, a sinalização deve
madamente um metro. ser feita com materiais luminosos.
Há ainda outros casos que comprometem a visibilidade do
As distâncias para o início da sinalização são calculadas com
acidente, como curvas e lombadas. Veja como proceder
base no espaço necessário para o veículo parar após iniciar
nesses casos:
a frenagem, mais o tempo de reação do motorista. Assim,
quanto maior a velocidade, maior deve ser a distância para  Curvas e lombadas
iniciar a sinalização. Na prática, a recomendação é seguir a Quando Você estiver contando os passos e encontrar uma
tabela abaixo, onde o número de passos longos corresponde curva, pare a contagem. Caminhe até o final da curva e
à velocidade máxima permitida no local. então recomece a contar a partir do zero. Faça a mesma
coisa quando o acidente ocorrer no topo de uma elevação,
Distância do acidente para início da sinalização sem visibilidade para os veículos que estão subindo.
Distância Distância Como identificar riscos para garantir mais segurança?
Velocidade para para início da O maior objetivo deste capítulo é dar orientações para que,
Via máxima início da sinalização (sob numa situação de acidente, você possa tomar providências
permitida sinalização chuva, neblina, que:
(pista seca) fumaça, à noite)
1. Evitem agravamento do acidente, tais como novas coli-
Vias locais 40 km/h 40 passos 80 passos sões, atropelamentos ou incêndios;
longos longos 2. Garantam que as vítimas não terão suas lesões agravadas
Avenidas 60 km/h 60 passos 120 passos por uma demora no socorro ou uma remoção mal feita.
longos longos Sempre, além das providências já vistas (como acionar o
Vias de 80 km/h 80 passos 160 passos Socorro, sinalizar o acidente e assumir o controle da situa-
fluxo rápido longos longos ção), Você deve também observar os itens complementares
de segurança, tendo em mente as seguintes questões:
Rodovias 100 km/h 100 passos 200 passos  Eu estou seguro?
longos longos
 Minha família e os passageiros de meu veículo estão
seguros?
36 Manual Básico de Segurança no Trânsito
 As vítimas estão seguras? Incêndio
 Outras pessoas podem se ferir? Sempre existe o risco de incêndio. E ele aumenta bastante
 O acidente pode tomar maiores proporções? quando ocorre vazamento de combustível. Nesses casos é
Para isso, é preciso evitar os riscos que surgem em cada importante adotar os seguintes procedimentos:
acidente, agindo rapidamente para evitá-los.  Afaste os curiosos;
 Se for fácil e seguro, desligue o motor do veículo aciden-
Quais são os riscos mais comuns e quais são os cui- tado;
dados iniciais?  Oriente para que não fumem no local;
É só acontecer um acidente que podem ocorrer várias situ-  Pegue o extintor de seu veículo e deixe-o pronto para
ações de risco. As principais são: uso, a uma distância segura do local de risco;
 Novas colisões;  Se houver risco elevado de incêndio, principalmente com
 Atropelamentos; vítimas presas nas ferragens, peça aos outros motoristas
 Incêndio; que deixem seus extintores prontos para uso, a uma distân-
 Explosão; cia segura do local de risco, até a chegada do socorro.
 Cabos de eletricidade;
Há dois tipos de extintor para uso em veículo: o BC, destinado
 Óleo e obstáculos na pista;
a apagar fogo em combustível e em sistemas elétricos, e o
 Vazamento de produtos perigosos; ABC, que também apaga o fogo em componentes de tape-
 Doenças infecto-contagiosas. çaria, painéis, bancos e carroçaria. O extintor BC deverá ser
Novas colisões substituído pelo ABC, a partir de 2005, assim que expirar a
validade do cilindro (Resolução 157, Contran*). Verifique o
Você já viu como sinalizar adequadamente o local do aciden-
tipo do extintor e a validade do cilindro. Saiba sempre onde
te. Seguindo as instruções, fica bem reduzida a possibilidade
ele está em seu veículo. Normalmente, seu lugar é próximo ao
de novas colisões. Porém, imprevistos acontecem. Por isso,
nunca é demais usar simultaneamente mais de um procedi- motorista para facilitar a utilização. Dependendo do veículo,
mento, aumentando ainda mais a segurança. ele pode estar fixado no banco, sob as pernas do motorista,
na lateral, próximo aos pedais, na lateral do banco ou sob o
Atropelamentos painel do lado do passageiro. Localize o extintor e assinale
Adote as mesmas providências empregadas para evitar sua posição no espaço reservado no final deste capítulo.
novas colisões. Mantenha o fluxo de veículos na pista livre. Verifique também como é que se faz para tirá-lo; não deixe
Oriente para que curiosos não parem na área de fluxo e que para ver isso numa emergência.
pedestres não fiquem caminhando na via. O extintor nunca deve ser guardado no porta-malas ou em
Isole o local do acidente e evite a presença de curiosos. Faça outro lugar de difícil acesso.
isso, sempre solicitando auxílio e distribuindo tarefas entre
as pessoas que querem ajudar, mesmo que precisem ser (*) Ver Resolução 157 no site do Denatran, www.denatran.org.br, ícone
orientadas para isso. Legislação, Contran-Resoluções (NE).
Manual Básico de Segurança no Trânsito 37
Mantenha sempre seu extintor carregado e com a pressão Outro risco é do cabo chicotear próximo a um vazamento
adequada. Troque a carga ou substitua conforme a regula- de combustível, pois a faísca produzida pode causar um
mentação de trânsito e também sempre que o ponteiro do incêndio. Mesmo não havendo esses riscos, não mexa nos
medidor de pressão estiver na área vermelha. cabos, apenas isole o local e afaste os curiosos.
Para usar seu extintor, siga as seguintes instruções: Caso exista qualquer dos riscos citados ou alguém eletrocu-
 Mantenha o extintor em pé, na posição vertical;
tado, use um cano longo de plástico ou uma madeira seca
e, num movimento brusco, afaste o cabo. Não faça isso com
 Quebre o lacre e acione o gatilho;
bambu, metal ou madeira molhada. E nunca imagine que o
 Dirija o jato para a base das chamas, e não para o meio cabo já está desligado.
do fogo;
 Faça movimentos em forma de leque, cobrindo toda a
Óleo e obstáculos na pista
área em chamas; Os fragmentos dos veículos acidentados devem ser removidos
 Não jogue o conteúdo aos poucos. Para um melhor resulta-
da pista onde haja trânsito de veículos. Se possível, jogue ter-
do, empregue grandes quantidades de produto, se possível ra ou areia sobre o óleo derramado. Normalmente isso é feito
com o uso de vários extintores ao mesmo tempo. depois, pelas equipes de socorro, mas se Você tiver segurança
para se adiantar, pode evitar mais riscos no local.
Explosão Vazamento de produtos perigosos
Se o acidente envolver algum caminhão de combustível, gás Interdite totalmente a pista e evacue a área, quando veículos
ou outro material inflamável, que esteja vazando ou já em que transportam produtos perigosos estiverem envolvidos
chamas, a via deve ser totalmente interditada, conforme as no acidente e existir algum vazamento. Faça a sinalização
distâncias recomendadas, e todo o local evacuado. como foi descrito.
Cabos de eletricidade Doenças infecto-contagiosas
Nas colisões com postes, é muito comum que cabos Hoje, as doenças infecto-contagiosas são uma realidade.
elétricos se rompam e fiquem energizados, na pista ou Evite qualquer contato com o sangue ou secreções das
mesmo sobre os veículos. Alguns desses cabos são de alta vítimas. Tenha sempre no veículo um par de luvas de borra-
voltagem, e podem causar mortes. Jamais tenha contato cha para tais situações. Podem ser luvas de procedimentos
com esses cabos, mesmo que ache que eles não estão usadas pelos profissionais ou simples luvas de borracha de
energizados. uso doméstico.
No interior dos veículos as pessoas estão seguras, desde que Limpeza da pista
os pneus estejam intactos e não haja nenhum contato com o
Encerrado o atendimento e não havendo equipes especiali-
chão. Se o cabo estiver sobre o veículo, as pessoas podem ser
zadas no local, retire da pista a sinalização de advertência
eletrocutadas ao tocar o solo. Isso já não ocorre se permane- do acidente e outros objetos que possam representar riscos
cerem no interior do veículo, que está isolado pelos pneus. ao trânsito de veículos.
38 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Iniciando o socorro às vítimas Tente a ajuda de familiares ou conhecidos dela, se houver
algum, mas se a situação colocar você em risco, afaste-se.
O que é possível fazer? As limitações no atendimento
às vítimas Cintos de segurança e a respiração
Você não é um profissional de resgate e por isso deve se limitar Veja se o cinto de segurança está dificultando a respiração
a fazer o mínimo necessário em favor da vítima até a chegada da vítima. Nesse caso, e só nesse caso, Você deve soltá-lo,
do socorro. Infelizmente, vão existir algumas situações em que sem movimentar o corpo da vítima.
o socorro, mesmo chegando rapidamente e com equipamentos Impedindo movimentos da cabeça
e profissionais treinados, pouco poderá fazer pela vítima. Você, É procedimento importante e fácil de ser aplicado, mesmo
mesmo com toda a boa-vontade, também pode vir a enfrentar em vítimas de atropelamento.
uma situação em que seja necessário mais que sua solidarie- Segure a cabeça da vítima, pressionando a região das
dade. Mesmo nessas situações difíceis, não se espera que você orelhas, impedindo a movimentação da cabeça. Se a vítima
faça algo para o qual não está preparado ou treinado. estiver de bruços ou de lado, procure alguém treinado para
Fazendo contato com a vítima avaliar se ela necessita ser virada e como fazê-lo, antes de
Depois de garantido pelo menos o básico em segurança e o socorro chegar. Em geral ela só deve ser virada se não
feita a solicitação do socorro, é o momento em que você pode estiver respirando. Se estiver de bruços e respirando, sustente
iniciar contato com a vítima. Se a janela estiver aberta, fale a cabeça nessa posição e aguarde o socorro chegar.
com a vítima sem abrir a porta. Se for abrir a porta, faça-o Se a vítima estiver sentada no carro, mantenha a cabeça na
com muito cuidado para não movimentar a vítima. Você posição encontrada. Como na situação anterior, ela pode
pode pedir a algum ocupante do veículo para destravar as ser movimentada se não estiver respirando, mas a ajuda de
portas, caso necessário. alguém com treinamento prático é necessária.
Ao iniciar seu contato com a vítima, faça tudo sempre com ba­ Vítima inconsciente
se em quatro atitudes: informe, ouça, aceite e seja solidário. Ao tentar manter contato com a vítima, faça perguntas
Informe à vítima o que Você está fazendo para ajudá-la e, simples e diretas, tais como:
com certeza, ela vai ser mais receptiva a seus cuidados. — Você está bem? Qual é seu nome? O que aconteceu?
Ouça e aceite suas queixas e a sua expressão de ansiedade, Você sabe onde está?
respondendo às perguntas com calma e de forma apazigua- O objetivo dessas perguntas é apenas identificar a consciên-
dora. Não minta e não dê informações que causem impacto cia da vítima. Ela pode responder bem e naturalmente a suas
ou estimulem a discussão sobre a culpa no acidente. perguntas, e isso é um bom sinal, mas pode estar confusa
Seja solidário e permaneça junto à vítima em um local ou mesmo nada responder.
onde ela possa ver Você, sem que isso coloque em risco Se ela não der nenhuma resposta, demonstrando estar
sua segurança. inconsciente ou desmaiada, mesmo depois de Você chamá-
Algumas vítimas de acidente podem tornar-se agressivas, la em voz alta, ligue novamente para o serviço de socorro,
não permitindo acesso ou auxílio. complemente as informações e siga as orientações que
Manual Básico de Segurança no Trânsito 39
receber. Além disso, indague entre as pessoas que estão no O que NÃO SE DEVE FAZER com uma vítima
local se há alguém treinado e preparado para atuar nessa de acidente
situação. Em um acidente, a movimentação de vítima incons-
ciente e mesmo a identificação de uma parada respiratória Não movimente.
ou cardíaca exigem treinamento prático específico. Não faça torniquetes.
Não tire o capacete de um motociclista.
Controlando uma hemorragia externa
Não dê nada para beber.
São diversas as técnicas para conter uma hemorragia ex-
terna. Algumas são simples e outras complexas, e estas só Você só quer ajudar, mas muitos são os procedimentos que
devem ser aplicadas por profissionais. A mais simples, que podem agravar a situação da vítima.
qualquer pessoa pode realizar, é a compressão do ferimento, Os mais comuns e que você deve evitar são:
diretamente sobre ele, com gaze ou pano limpo. Você pode  Movimentar a vítima.
necessitar de luvas para sua proteção, para não se contami-  Retirar capacetes de motociclistas.
nar. Naturalmente você deve cuidar só das lesões facilmente  Aplicar torniquetes para estancar hemorragias.
visíveis que continuam sangrando e daquelas que podem ser  Dar algo para a vítima tomar.
cuidadas sem a movimentação da vítima. Só aja em lesões e
hemorragias se você se sentir seguro para isso. Não movimente a vítima
Escolha um local seguro para as vítimas A movimentação da vítima pode causar piora de uma lesão
Muitas das pessoas envolvidas no acidente já podem ter saído na coluna ou em uma fratura de braço ou perna.
sozinhas do veículo, e também podem estar desorientadas A movimentação da cabeça ou do tronco da vítima que sofreu
e traumatizadas com o acontecido. É importante que Você um acidente com impacto que deforma ou amassa veículos, ou
localize um local sem riscos e junte essas pessoas nele. Isso num atropelamento, pode agravar muito uma lesão de coluna.
irá facilitar muito o atendimento e o controle da situação, Num acidente pode haver uma fratura ou deslocamento de
quando chegar a equipe de socorro. uma vértebra da coluna, por onde passa a medula espinhal. É
ela que transporta todo o comando nervoso do corpo, que sai
Proteção contra frio, sol e chuva do cérebro e atinge o tronco, os braços e as pernas. Movimen-
Você já deve ter ouvido que aquecer uma vitima é um procedi- tando a vítima nessa situação, Você pode deslocar ainda mais
mento que impede o agravamento de seu estado. É verdade, a vértebra lesada e danificar a medula, causando paralisia
mas aquecer uma vítima não é elevar sua temperatura, mas, dos membros ou ainda da respiração, o que com certeza vai
sim, protegê-la, para que ela não perca o calor de seu próprio provocar danos muito maiores, talvez irreversíveis.
corpo. Ela também não pode ficar exposta ao sol. Por isso,
proteja-a do sol, da chuva e do frio, utilizando qualquer peça No caso dos membros fraturados, a movimentação pode
de vestimenta disponível. Em dias frios ou chuvosos as pessoas causar agravamento das lesões internas no ponto de fratura,
andam com os vidros dos veículos fechados, muitas vezes provocando o rompimento de vasos sanguíneos ou lesões
sem agasalho. Após o acidente ficam expostas e precisam ser nos nervos, levando a graves complicações.
protegidas do tempo, que pode agravar sua situação. Assim, a movimentação de uma vítima só deve ser realizada
40 Manual Básico de Segurança no Trânsito
antes da chegada de uma equipe de socorro se houver peri- Primeiros Socorros
gos imediatos, tais como incêndio, perigo do veículo cair, ou A importância de um curso prático
seja, desde que esteja presente algum risco incontrolável.
Não havendo risco imediato, não movimente a vítima. Você estudou este capítulo e já sabe quais são as primeiras
Até mesmo no caso de vítimas que saem andando do aciden- ações a serem tomadas num acidente.
te, é melhor que não se movimentem e aguardem o socorro Mesmo assim, é importante fazer um Curso Prático de
chegar para uma melhor avaliação. Aconselhe-as a aguardar Primeiros Socorros?
sentadas no veículo, ou em outro lugar seguro. Um treinamento em Primeiros Socorros vai ser sempre de
grande utilidade em qualquer momento de sua vida, seja em
Não tire o capacete de um motociclista casa, no trabalho ou no lazer. Podem ser muitas e variadas as
Retirar o capacete de um motociclista que se acidenta é uma situações em que seu conhecimento pode levar a uma ação
ação de alto risco. A atitude será de maior risco ainda se ele imediata e garantir a sobrevida de uma vítima. Isso, tanto
estiver inconsciente. A simples retirada do capacete pode mo- em casos de acidente como em situações de emergência que
vimentar intensamente a cabeça e agravar lesões existentes não envolvem trauma ou ferimentos.
no pescoço ou no crânio. Aguarde a equipe de socorro ou Atuar em Primeiros Socorros requer o domínio de habilidades
pessoas habilitadas para que eles realizem essa ação. que só podem ser adquiridas em treinamentos práticos, como
Não aplique torniquetes a compressão torácica externa, conhecida como massagem
O torniquete não deve ser realizado para estancar hemor- cardíaca, apenas para citar um exemplo.
ragias externas. Atualmente esse procedimento é feito só Outras técnicas de socorro são diferentes para casos de
por profissionais treinados e, mesmo assim, em caráter de trauma e emergências sem trauma, como, por exemplo, a
exceção; quase nunca é aconselhado. abertura das vias aéreas para que a vítima respire, ou ainda
Não dê nada para a vítima ingerir a necessidade e a forma de se movimentar uma vítima, etc.
Nada deve ser dado para ingerir a uma vítima de acidente que Essas diferenças implicam procedimentos distintos, e as téc-
possa ter lesões internas ou fraturas e que, certamente, será nicas devem ser adquiridas em treinamento sob supervisão
transportada para um hospital. Nem mesmo água. de um instrutor qualificado.
Se o socorro já foi chamado, aguarde os profissionais, que vão Outras habilidades a serem desenvolvidas em treinamento
decidir sobre a conveniência ou não. O motivo é que a inges- são as maneiras de se utilizar os materiais (tais como talas,
tão de qualquer substância pode interferir de forma negativa bandagens triangulares, máscaras para realizar a respira-
nos procedimentos hospitalares. Por exemplo, se a vítima for ção), como atuar em áreas com material contaminado, quan-
submetida a cirurgia, o estômago com água ou alimentos é do e quais materiais podem ser utilizados para imobilizar a
fator que aumenta o risco no atendimento hospitalar. Como coluna cervical (pescoço) etc. São muitas as situações que
exceção, há os casos de pessoas cardíacas que fazem uso de podem ser aprendidas em um curso prático.
alguns medicamentos em situações de emergência, geralmen- Mesmo assim, nenhum treinamento em Primeiros Socorros dá
te aplicados embaixo da língua. Não os impeça de fazer uso a qualquer pessoa a condição de substituir completamente
desses medicamentos, se for rotina para eles. um sistema profissional de socorro.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 41
Resumo  Você sabe quais as providências iniciais que devem ser
tomadas em um acidente. As maneiras abaixo são as
 Por que um motorista deve conhecer noções de Primeiros mais adequadas na tentativa de assumir a liderança:
Socorros relacionados a acidentes de trânsito?
Sempre motivar todos, elogiando e agradecendo cada
Para reduzir alguns riscos e prestar auxílio inicial em um ação bem sucedida
acidente de trânsito.
 Na maioria das regiões do Brasil, os telefones dos
 Para que Você possa auxiliar uma vítima em um acidente Bombeiros, SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de
de trânsito, é necessário: Urgência e Polícia Militar são:
Ter o espírito de solidariedade e os conhecimentos básicos Bombeiros: 193; SAMU: 192; e Polícia Militar: 190.
sobre o que fazer e o que não fazer nessas situações.
 Por que devemos sinalizar o local de um acidente?
 Se após um acidente de trânsito você adotar corretamen-
Para alertar os outros motoristas sobre a existência de um
te algumas ações iniciais mínimas de socorro, espera-se
perigo, antes mesmo de que tenham visto o acidente.
que:
 Em um acidente com vítimas, quando possível, devemos
Os riscos de ampliação do acidente fiquem reduzidos.
manter o tráfego fluindo por vários motivos. Para a
 Uma boa seqüência no atendimento ou auxílio inicial vítima, o motivo mais importante é:
em caso de acidente é:
Possibilitar a chegada mais rápida da equipe de socorro.
1. recobrar a calma; 2. garantir a segurança inicial,
 Qual a distância correta para iniciar a sinalização em
mesmo parcial; 3. pedir socorro.
uma avenida com velocidade máxima permitida de 60
 Considerando a seqüência das ações que devem ser quilômetros por hora, em caso de acidente?
realizadas em um acidente antes da chegada dos pro-
60 passos largos ou 60 metros.
fissionais de socorro, pode-se afirmar:
 Qual a distância correta para iniciar a sinalização em
Podemos passar para a ação seguinte e depois retornar
uma rua com velocidade máxima permitida de 40
para ações anteriores para completá-las, melhorá-las ou
quilômetros por hora, em caso de acidente?
revisá-las.
40 passos largos ou 40 metros.
 Respirar profundamente algumas vezes, observar seu corpo
em busca de ferimentos e confortar os ocupantes do seu  Você está medindo a distância para sinalizar o local de
veículo são providências que devem ser tomadas para: um acidente, mas existe uma curva antes de completar
a medida necessária. O que Você deve fazer?
Recobrar a calma.
Iniciar novamente a contagem a partir da curva.
 Você pode assumir a liderança das ações após um
acidente automobilístico:
Sentindo-se em condições, até a chegada do profissional
do socorro.
42 Manual Básico de Segurança no Trânsito
 Em relação às condições adotadas durante o dia, a  O que Você pode fazer para controlar uma hemorragia
distância para sinalizar o local de um acidente à noite externa de um ferimento?
ou sob chuva deve ser: Uma compressão no local do ferimento com gaze ou
Dobrada, com a utilização de dispositivos luminosos. pano limpo.
 Ao utilizar o extintor de incêndio de um veículo, o jato  Qual é o procedimento inicial mais adequado, se Você
de seu conteúdo deve ser: não estiver treinado e encontrar uma vítima inconsciente
Dirigido para a base das chamas, com movimentos (desmaiada) após um acidente de trânsito?
horizontais em forma de leque. Ligar novamente para o serviço de emergência, se a
 O extintor de incêndio do veículo deve ser recarregado ligação já tiver sido feita, completar as informações
sempre que: e depois indagar entre as pessoas que estão no local
O ponteiro estiver no vermelho ou se já venceu o prazo se há alguém treinado e preparado para atuar nessa
de validade. situação.
 Que atitude Você deve tomar quando uma vítima sai
 O extintor de incêndio do veículo sempre deve estar
posicionado: andando após um acidente?
Em local de fácil acesso para o motorista, sem que ele Aconselhá-la a parar de se movimentar e aguardar o
precise sair do veículo. socorro em local seguro.
 As lesões da coluna vertebral são algumas das principais
 Sempre que auxiliar vítimas que estejam sangrando, é
aconselhável: conseqüências dos acidentes de trânsito. O que fazer
para não agravá-las?
Utilizar uma luva de borracha ou similar.
Não movimentar a vítima e aguardar o socorro profis-
 Quais são os aspectos que Você deve ter em mente ao
sional.
fazer contato com a vítima?
 Em qual situação devemos retirar uma vítima do veículo,
Informar, ouvir, aceitar e ser solidário. antes da chegada do socorro profissional?
 Em que situação e como Você deve soltar o cinto de
Quando houver perigo imediato de incêndio ou outros
segurança de uma vítima que sofreu um acidente? riscos evidentes.
Quando o cinto de segurança dificultar a respiração;  Quanto ao uso de torniquete, podemos afirmar que:
soltá-lo sem movimentar o corpo da vítima.
É utilizado apenas por profissionais e, mesmo assim, em
 Segurar a cabeça da vítima, pressionando a região das
caráter de exceção.
orelhas é procedimento para:
 Como proceder diante de um motociclista acidentado?
Impedir que a vítima movimente a cabeça.
Não retirar o capacete, porque movimentar a cabeça
pode agravar uma lesão da coluna.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 43
 Por que é importante ter algum treinamento em Primeiros Anotações
Socorros?
Anote abaixo os telefones dos serviços de emergência de
Porque são diversas as situações em que uma ação
sua cidade, dos locais que visita regularmente, do seu local
imediata e por vezes simples pode melhorar a chance
de trabalho, das estradas que costuma utilizar e outros que
de sobrevida de uma vítima ou evitar que ela fique com
julgar importantes para você.
graves seqüelas(*).
 Por que é importante freqüentar um curso prático para Local Nome do serviço Telefone
aprender Primeiros Socorros? Na minha cidade
Porque muitas técnicas precisam ser praticadas na pre- No meu trabalho
sença de um instrutor para que seja possível realizar as
ações de socorro de forma correta. Outra cidade
 “Um curso prático de Primeiros Socorros deve ser minis- Outra cidade
trado por um instrutor qualificado.” Com essa afirmação Rodovias/Estradas
se quer dizer que: Rodovias/Estradas
Um instrutor qualificado está preparado para ensinar Outros locais
técnicas atuais e corretas de Primeiros Socorros. Outros locais
Outros telefones
importantes
Outros telefones
importantes

Localização do Veículo:
extintor de incêndio
no meu veículo Local:

! Atenção
Este texto está disponível no
(*) Lesão que permanece depois de encerrada a evolução de uma
doença ou traumatismo (Novo Aurélio, 1999) - NE.
site www.denatran.gov.br, item Material Educativo.
44 Manual Básico de Segurança no Trânsito

6. Conceitos e Definições Legais CAMINHÃO-TRATOR — veículo automotor destinado a tracionar


ou arrastar outro.
CAMINHONETE — veículo destinado ao transporte de carga com
peso bruto total (PBT) de três mil e quinhentos quilogramas.
ACOSTAMENTO — parte da via diferenciada da pista de rola- CAMIONETA — veículo misto destinado a transporte de passa-
mento destinada à parada ou estacionamento de veículos, em geiros e carga no mesmo compartimento.
caso de emergência, e à circulação de pedestres e bicicletas, CANTEIRO CENTRAL — obstáculo físico construído como sepa-
quando não houver local apropriado para esse fim. rador de duas pistas de rolamento, eventualmente substituído
AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO — pessoa, civil ou por marcas viárias (canteiro fictício).
policial militar, credenciada pela autoridade de trânsito para o CAPACIDADE MÁXIMA DE TRAÇÃO (CMT) — máximo peso
exercício das atividades de fiscalização, operação, policiamento que a unidade de tração é capaz de tracionar, indicado pelo
ostensivo de trânsito ou patrulhamento. fabricante, baseado em condições sobre suas limitações de
AUTOMÓVEL — veículo automotor destinado ao transporte de geração e multiplicação de momento de força e resistência
passageiros, com capacidade para até oito pessoas, exclusive dos elementos que compõem a transmissão.
o condutor. CARREATA — deslocamento em fila na via de veículos automotores
AUTORIDADE DE TRÂNSITO — dirigente máximo de órgão ou em sinal de regozijo, de reivindicação, de protesto cívico ou
entidade executivo integrante do Sistema Nacional de Trânsito de uma classe.
ou pessoa por ele expressamente credenciada. CARRO DE MÃO — veículo de propulsão humana utilizado no
BALANÇO TRASEIRO — distância entre o plano vertical, pas- transporte de pequenas cargas.
sando pelos centros das rodas traseiras extremas e o ponto CARROÇA — veículo de tração animal destinado ao transporte
mais recuado do veículo, considerando-se todos os elementos de carga.
rigidamente fixados ao mesmo. CATADIÓPTRICO — dispositivo de reflexão e refração de luz
BICICLETA — veículo de propulsão humana, dotado de duas utilizado na sinalização de vias e veículos (“olho de gato”).
rodas, não sendo, para efeito deste Código, similar à motoci- CHARRETE — veículo de tração animal destinado ao transporte
cleta, motoneta e ciclomotor. de pessoas.
BICICLETÁRIO — local, na via ou fora dela, destinado ao esta- CICLO — veículo de pelo menos duas rodas a propulsão
cionamento de bicicletas. humana.
BONDE — veículo de propulsão elétrica que se move sobre CICLOFAIXA — parte da pista de rolamento destinada à circulação
trilhos. exclusiva de ciclos, delimitada por sinalização específica.
BORDO DA PISTA — margem da pista, podendo ser demarcada CICLOMOTOR — veículo de duas ou três rodas, provido de um
por linhas longitudinais de bordo que delineiam a parte da via motor de combustão interna, cuja cilindrada não exceda a
destinada à circulação de veículos. cinqüenta centímetros cúbicos (3,05 polegadas cúbicas) e cuja
CALÇADA — parte da via, normalmente segregada e em nível velocidade máxima de fabricação não exceda a cinqüenta
diferente, não destinada à circulação de veículos, reservada quilômetros por hora.
ao trânsito de pedestres e, quando possível, à implantação de
mobiliário urbano, sinalização, vegetação e outros fins.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 45
CICLOVIA — pista própria destinada à circulação de ciclos, GESTOS DE AGENTES — movimentos convencionais de braço,
separada fisicamente do tráfego comum. adotados exclusivamente pelos agentes de autoridades de
CONVERSÃO — movimento em ângulo, à esquerda ou à direita, trânsito nas vias, para orientar, indicar o direito de passagem
de mudança da direção original do veículo. dos veículos ou pedestres ou emitir ordens, sobrepondo-se
CRUZAMENTO — interseção de duas vias em nível. ou completando outra sinalização ou norma constante deste
Código.
DISPOSITIVO DE SEGURANÇA — qualquer elemento que tenha a
função específica de proporcionar maior segurança ao usuário GESTOS DE CONDUTORES — movimentos convencionais de
da via, alertando-o sobre situações de perigo que possam braço, adotados exclusivamente pelos condutores, para orientar
colocar em risco sua integridade física e dos demais usuários ou indicar que vão efetuar uma manobra de mudança de
da via ou danificar seriamente o veículo. direção, redução brusca de velocidade ou parada.
ESTACIONAMENTO — imobilização de veículos por tempo ILHA — obstáculo físico, colocado na pista de rolamento, destina-
superior ao necessário para embarque ou desembarque de do à ordenação dos fluxos de trânsito em uma interseção.
passageiros. INFRAÇÃO — inobservância a qualquer preceito da legislação
ESTRADA — via rural não pavimentada. de trânsito, às normas emanadas do Código de Trânsito, do
Conselho Nacional de Trânsito e a regulamentação estabele-
FAIXAS DE DOMÍNIO — superfície lindeira às vias rurais, delimi- cida pelo órgão ou entidade executiva do trânsito.
tada por lei específica e sob responsabilidade do órgão ou enti-
INTERSEÇÃO — todo cruzamento em nível, entroncamento ou
dade de trânsito competente com circunscrição sobre a via.
bifurcação, incluindo as áreas formadas por tais cruzamentos,
FAIXAS DE TRÂNSITO — qualquer uma das áreas longitudinais em entroncamentos ou bifurcações.
que a pista pode ser subdividida, sinalizada ou não por marcas
INTERRUPÇÃO DE MARCHA — imobilização do veículo para
viárias longitudinais, que tenham uma largura suficiente para
atender circunstância momentânea do trânsito.
permitir a circulação de veículos automotores.
LICENCIAMENTO — procedimento anual, relativo a obrigações
FISCALIZAÇÃO — ato de controlar o cumprimento das normas
do proprietário de veículo, comprovado por meio de documento
estabelecidas na legislação de trânsito, por meio do poder
específico (Certificado de Licenciamento Anual).
polícia administrativa de trânsito, no âmbito de circunscrição
dos órgãos e entidades executivos de trânsito e de acordo com LOGRADOURO PÚBLICO — espaço livre destinado pela munici-
as competências definidas no Código. palidade à circulação, parada ou estacionamento de veículos,
ou à circulação de pedestres, tais como calçada, parques, áreas
FOCO DE PEDESTRES — indicação luminosa de permissão ou
de lazer, calçadões.
impedimento de locomoção na faixa apropriada.
LOTAÇÃO — carga útil máxima, incluindo condutor e passagei-
FREIO DE ESTACIONAMENTO — dispositivo destinado a manter
ros, que o veículo transporta, expressa em quilogramas para
o veículo imóvel na ausência do condutor ou, no caso de um
os veículos de carga, ou número de pessoas, para os veículos
reboque, se este se encontra desengatado.
de passageiros.
FREIO DE SEGURANÇA OU MOTOR — dispositivo destinado
LOTE LINDEIRO — aquele situado ao longo das vias urbanas ou
a diminuir a marcha do veículo no caso de falha do freio
rurais e que com elas se limita.
de serviço.
LUZ ALTA — facho de luz do veículo destinado a iluminar a via
FREIO DE SERVIÇO — dispositivo destinado a provocar a dimi-
até uma grande distância do veículo.
nuição da marcha do veículo ou pará-lo.
46 Manual Básico de Segurança no Trânsito
LUZ BAIXA — facho de luz do veículo destinado a iluminar a via NOITE — período do dia compreendido entre o pôr-do-sol e o
diante do veículo, sem ocasionar ofuscamento ou incômodo nascer do sol.
injustificáveis aos condutores e outros usuários da via que ÔNIBUS — veículo automotor de transporte coletivo com capaci-
venham em sentido contrário. dade para mais de vinte passageiros, ainda que, em virtude de
LUZ DE FREIO — luz do veículo destinada a indicar aos demais adaptações com vista à maior comodidade destes, transporte
usuários da via, que se encontram atrás do veículo, que o número menor.
condutor está aplicando o freio de serviço. OPERAÇÃO DE CARGA E DESCARGA — imobilização do veícu-
LUZ INDICADORA DE DIREÇÃO (pisca-pisca) — luz do veículo lo, pelo tempo estritamente necessário ao carregamento ou
destinada a indicar aos demais usuários da via que o condutor descarregamento de animais ou carga, na forma disciplinada
tem o propósito de mudar de direção para a direita ou para pelo órgão ou entidade executivo de trânsito competente com
a esquerda. circunscrição sobre a via.
LUZ DE MARCHA À RÉ — luz do veículo destinada a iluminar OPERAÇÃO DE TRÂNSITO — monitoramento técnico basea-
atrás do veículo e advertir aos demais usuários da via que o do nos conceitos de engenharia de tráfego, das condições
veículo está efetuando ou a ponto de efetuar uma manobra de fluidez, de estacionamento e parada na via, de forma
de marcha à ré. a reduzir as interferências, tais como veículos quebrados,
LUZ DE NEBLINA — luz do veículo destinada a aumentar a acidentados, estacionados irregularmente atrapalhando o
iluminação da via em caso de neblina, chuva forte ou nuvens trânsito, prestando socorros imediatos e informações aos
de pó. pedestres e condutores.
LUZ DE POSIÇÃO (lanterna) — luz do veículo destinada a indicar PARADA — imobilização do veículo com a finalidade e pelo
a presença e a largura do veículo. tempo estritamente necessário para efetuar embarque ou
MANOBRA — movimento executado pelo condutor para alterar desembarque de passageiros.
a posição em que o veículo está no momento em relação PASSAGEM DE NÍVEL — todo o cruzamento de nível entre uma via
à via. e uma linha férrea ou trilho de bonde com pista própria.
MARCAS VIÁRIAS — conjunto de sinais constituídos de linhas, PASSAGEM POR OUTRO VEÍCULO — movimento de passagem à
marcações, símbolos ou legendas, em tipos e cores diversas, frente de outro veículo que se desloca no mesmo sentido, em
apostos ao pavimento da via. menor velocidade, mas em faixas distintas da via.
MICROÔNIBUS — veículo automotor de transporte coletivo com PASSAGEM SUBTERRÂNEA — obra de arte destinada à transpo-
capacidade para até vinte passageiros. sição de vias, em desnível subterrâneo, e ao uso de pedestres
MOTOCICLETA — veículo automotor de duas rodas, com ou sem ou veículos.
side-car, dirigido por condutor em posição montada. PASSARELA — obra de arte destinada à transposição de vias, em
MOTONETA — veículo automotor de duas rodas, dirigido por desnível aéreo, e ao uso de pedestres.
condutor em posição sentada. PASSEIO — parte da calçada ou da pista de rolamento, neste
MOTOR-CASA (MOTOR-HOME) — veículo automotor cuja último caso, separada por pintura ou elemento físico separa-
carroçaria seja fechada e destinada a alojamento, escritório, dor, livre de interferências, destinada à circulação exclusiva de
comércio ou finalidades análogas. pedestres e, excepcionalmente, de ciclistas.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 47
PATRULHAMENTO — função exercida pela Polícia Rodoviária REGULAMENTAÇÃO DA VIA — implantação de sinalização de
Federal com o objetivo de garantir obediência às normas de regulamentação pelo órgão ou entidade competente com
trânsito, assegurando a livre circulação e evitando acidentes. circunscrição sobre a via, definindo, ente outros, sentido de
PERÍMETRO URBANO — limite entre área urbana e área rural. direção, tipo de estacionamento, horários e dias.
PESO BRUTO TOTAL (PBT) — peso máximo que o veículo transmite RENACH — Registro Nacional de Condutores Habilitados.
ao pavimento, constituído da soma da tara mais a lotação. RENAVAM — Registro Nacional de Veículos Automotores.
PESO BRUTO TOTAL COMBINADO (PBTC) — peso máximo RETORNO — movimento de inversão total de sentido da direção
transmitido ao pavimento pela combinação de um caminhão- original de veículos.
trator mais seu semi-reboque ou do caminhão mais o seu RODOVIA — via rural pavimentada.
reboque ou reboques. SEMI-REBOQUE — veículo de um ou mais eixos que se apóia
PISCA-ALERTA — luz intermitente do veículo, utilizada em cará- na sua unidade tratora ou é a ela ligado por meio de arti-
ter de advertência, destinada a indicar aos demais usuários culação.
da via que o veículo está imobilizado ou em situação de SINAIS DE TRÂNSITO — elementos de sinalização viária que se
emergência. utilizam de placas, marcas viárias, equipamentos de controle
PISTA — parte da via normalmente utilizada para a circulação luminosos, dispositivos auxiliares, apitos e gestos, destinados
de veículos, identificada por elementos separadores ou por exclusivamente a ordenar ou dirigir o trânsito dos veículos e
diferenças de nível em relação às calçadas, ilhas ou aos pedestres.
canteiros centrais. SINALIZAÇÃO — conjunto de sinais de trânsito e dispositivos
PLACAS — elementos colocados na posição vertical, fixados ao de segurança colocados na via pública com o objetivo de
lado ou suspensos sobre a pista, transmitindo mensagens de garantir sua utilização adequada, possibilitando melhor fluidez
caráter permanente e, eventualmente, variáveis, mediante no trânsito e maior segurança dos veículos e pedestres que
símbolos ou legendas pré-reconhecidas e legalmente instituídas nela circulam.
como sinais de trânsito. SONS POR APITO — sinais sonoros, emitidos exclusivamente
POLICIAMENTO OSTENSIVO DE TRÂNSITO — função exercida pelos agentes da autoridade de trânsito nas vias, para orientar
pelas Polícias Militares com o objetivo de prevenir e reprimir atos ou indicar o direito de passagem dos veículos ou pedestres,
relacionados com a segurança pública e de garantir obediência sobrepondo-se ou completando sinalização existente no local
às normas relativas à segurança de trânsito, assegurando a ou norma estabelecida neste Código.
livre circulação e evitando acidentes. TARA — peso próprio do veículo, acrescido dos pesos da car-
PONTE — obra de construção civil destinada a ligar margens roçaria e equipamento, do combustível, das ferramentas e
opostas de uma superfície líquida qualquer. acessórios, da roda sobressalente, do exterior de incêndio e do
REBOQUE — veículo destinado a ser engatado atrás de um fluido de arrefecimento, expresso em quilogramas.
veículo automotor. TRAILER — reboque ou semi-reboque tipo casa, com duas, quatro,
REFÚGIO — parte da via, devidamente sinalizada e protegi- ou seis rodas, acoplado ou adaptado à traseira de automóvel
da, destinada ao uso de pedestres durante a travessia da ou camioneta, utilizado em geral em atividades turísticas como
mesma. alojamento, ou para atividades comerciais.
48 Manual Básico de Segurança no Trânsito
TRÂNSITO — movimentação e imobilização de veículos, pessoas VEÍCULO MISTO — veículo automotor destinado ao transporte
e animais nas vias terrestres. simultâneo de carga e passageiro.
TRANSPOSIÇÃO DE FAIXAS — passagem de um veículo de uma VIA — superfície por onde transitam veículos, pessoas e animais,
faixa demarcada para outra. compreendendo a pista, a calçada, o acostamento, ilha e
TRATOR — veículo automotor construído para realizar trabalho canteiro central.
agrícola, de construção e pavimentação e tracionar outros VIA DE TRÂNSITO RÁPIDO — aquela caracterizada por acessos
veículos e equipamentos. especiais com o trânsito livre, sem interseções em nível, sem
ULTRAPASSAGEM — movimento de passar à frente de outro veí- acessibilidade direta aos lotes lindeiros e sem travessia de
culo que se desloca no mesmo sentido, em menor velocidade pedestres em nível.
e na mesma faixa de tráfego, necessitando sair e retornar à VIA ARTERIAL — aquela caracterizada por interseções em nível,
faixa de origem. geralmente controlada por semáforo, com acessibilidade aos
UTILITÁRIO — veículo misto caracterizado pela versatilidade do lotes lindeiros e às vias secundárias e locais, possibilitando o
seu uso, inclusive fora de estrada. trânsito dentro das regiões da cidade.
VEÍCULO ARTICULADO — combinação de veículos acoplados, VIA COLETORA — aquela destinada a coletar e distribuir o
sendo um deles automotor. trânsito que tenha necessidade de entrar ou sair das vias de
VEÍCULO AUTOMOTOR — todo veículo a motor de propulsão que trânsito rápido ou arteriais, possibilitando o trânsito dentro
circule por seus próprios meios, e que serve normalmente para das regiões da cidade.
o transporte viário de pessoas e coisas, ou para a tração viária VIA LOCAL — aquela caracterizada por interseções em nível
de veículos utilizados para transporte de pessoas e coisas. O não semaforizadas, destinada apenas ao acesso local ou a
termo compreende os veículos conectados a uma linha elétrica áreas restritas.
e que não circulam sobre trilhos (ônibus elétrico). VIA RURAL — estradas e rodovias.
VEÍCULO DE CARGA — veículo destinado ao transporte de carga, VIA URBANA — ruas, avenidas, vielas, ou caminhos e similares
podendo transportar dois passageiros, exclusive o condutor. aberto à circulação pública, situadas na área urbana , carac-
VEÍCULO DE COLEÇÃO — aquele que, mesmo tendo sido fa- terizados principalmente por possuírem imóveis edificados ao
bricado há mais de trinta anos, conserva suas características longo de sua extensão.
originais de fabricação e possui valor histórico próprio. VIAS E ÁREAS DE PEDESTRES — vias ou conjunto de vias destina-
VEÍCULO CONJUGADO — combinação de veículos, sendo das à circulação prioritária de pedestres.
o primeiro um veículo automotor e os demais reboques ou VIADUTO — obra de construção civil destinada a transpor uma
equipamentos de trabalho agrícola, construção, terraplenagem depressão de terreno ou servir de passagem superior.
ou pavimentação.
VEÍCULO DE GRANDE PORTE — veículo automotor destinado
ao transporte de carga com peso bruto total (PBT) máximo
superior a dez mil quilogramas e de passageiros, superior a ! Atenção
vinte passageiros.
O Código de Trânsito Brasileiro é disponível
VEÍCULO DE PASSAGEIROS — veículo destinado ao transporte
de pessoas e suas bagagens. no site www.denatran.gov.br, item Legislação.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 49

7. Sinalização
Sinalização vertical
De acordo com sua função, a sinalização vertical pode ser de regulamentação de advertência ou de indicação.

Placas de regulamentação
As placas de regulamentação têm por finalidade informar os usuários sobre condições, proibições, obrigações ou restrições
no uso da via. Suas mensagens são imperativas e o desrespeito a elas constitui infração. São elas:

Parada Dê a Sentido Proibido Proibido Proibido Proibido Proibido Estacionamento Proibido Proibido Proibido Proibido
obrigatória preferência proibido virar à virar à retornar à retornar estacionar regulamentado parar e ultrapassar mudar de mudar de
esquerda direita esquerda à direita estacionar faixa ou pista faixa ou pista
de trânsito de trânsito da
da esquerda direita para
para a direita a esquerda

Proibido Proibido Proibido Proibido Proibido Peso Altura Largura Peso Comprimento Velocidade Proibido Alfândega
trânsito de trânsito de trânsito de trânsito de trânsito de bruto total máxima máxima máximo máximo máxima acionar
caminhões veículos veículos bicicletas tratores e máximo permitida permitida permitido permitido permitida buzina ou
automotores de tração máquinas de permitido por eixo sinal sonoro
animal obras

Uso Conserve-se Sentido de Passagem Vire à Vire à Siga em Siga em Siga em Ônibus, Duplo Proibido Pedestre,
obrigatório à direita circulação obrigatória esquerda direita frente ou à frente ou frente caminhões e sentido de trânsito de ande pela
de corrente da via/pista esquerda à direita veículos de circulação pedestres esquerda
grande porte
mantenham-se
à direita

Pedestre, Circulação Sentido de Circulação Ciclista, Ciclista, Ciclistas à Pedestres Proibido Proibido Circulação Trânsito
ande pela exclusiva circulação exclusiva transite à transite à esquerda, à direita, trânsito de trânsito de exclusiva de proibido
direita de ônibus na rotatória de bicicletas esquerda direita pedestres ciclistas à motocicletas, ônibus caminhão a carros
à direita esquerda motonetas e de mão
ciclomotores
50 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Informações complementares às placas de regulamentação
Sinais de regulamentação podem ter informações complementares (tais como período de validade, características e uso do
veículo, condições de estacionamento). Alguns exemplos:
Manual Básico de Segurança no Trânsito 51
Placas de advertência
A sinalização de advertência tem por finalidade alertar os usuários da via sobre condições potencialmente perigosas, indi-
cando sua natureza. São as placas seguintes:

Curva Curva Curva à Curva à Pista sinuosa Pista sinuosa Curva Curva Curva em “S” Curva em “S” Cruzamento Via lateral
acentuada acentuada esquerda direita à esquerda à direita acentuada em acentuada em á esquerda á direita de vias à esquerda
à esquerda à direita “S” à esquerda “S” à direita

Via lateral Interseção Bifurcação Entroncamento Entroncamento Junções Junções Interseção Confluência Confluência Semáforo Parada
à direita em “T” em “Y” oblíquo à oblíquo à sucessivas sucessivas em círculo à esquerda à direita à frente obrigatória
esquerda direita contrárias, contrárias, à frente
primeira à primeira
esquerda à direita

Bonde Pista Saliência ou Depressão Declive Aclive Estreitamento Estreitamento Estreitamento Alargamento Alargamento Ponte
irregular lombada acentuado acentuado de pista de pista à de pista de pista de pista estreita
ao centro esquerda à direita à esquerda à direita

Ponte Obras Mão dupla Sentido Sentido Área com Pista Projeção de Trânsito de Passagem Trânsito Trânsito de
móvel adiante único duplo desmoronamento escorregadia cascalho ciclistas sinalizada compartilhado tratores ou
de ciclistas por ciclistas maquinaria
e pedestres agrícola

Trânsito de Passagem Área Passagem Crianças Animais Animais Altura Largura Passagem Passagem Cruz de
pedestres sinalizada escolar sinalizada selvagens limitada limitada de nível sem de nível com Santo André
de pedestres de escolares barreira barreira

Início de
pista dupla
Fim de
pista dupla
Pista dividida Aeroporto Vento
lateral
Rua
sem saída
Peso bruto
total limitado
Peso limitado
por eixo
Comprimento
limitado
(*) Cruzamento rodoferroviário.
52 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Sinalização especial de advertência
Sinais empregados nas situações em que não é possível a utilização das placas de advertência.
Referem-se a sinalização especial de faixas ou pistas exclusivas de ônibus; sinalização especial para pedestres; e sinalização
especial para rodovias, estradas e vias de trânsito rápido. Alguns exemplos:

Ônibus Pedestres Rodovias, estradas e vias de trânsito rápido

Informações complementares de advertência


Placas de advertência podem ter informações complementares. Alguns exemplos:

(*) Cruzamento rodoferroviário.


Manual Básico de Segurança no Trânsito 53
Placas de indicação
As placas de indicação têm por finalidade indicar as vias e locais de interesse, bem como orientar os condutores de veículos
quanto a percursos, destinos, distâncias e serviços auxiliares, podendo também ter como função a educação do usuário.
Suas mensagens possuem caráter informativo ou educativo.
São placas de identificação de rodovias e estradas (Pan-Americana, federais e estaduais); de municípios; de regiões de interesse
de tráfego e logradouros; de pontes, viadutos, túneis e passarelas; de identificação quilométrica; de limite de municípios,
divisa de estados, fronteira e perímetro urbano; e de pedágio.
Há ainda placas de orientação de destino (placas indicativas de sentido ou direção; placas indicativas de distância; e placas
diagramadas). Há também placas educativas e placas de serviços auxiliares, estas podendo ser placas para condutores e
placas para pedestres.
Finalmente, há placas que indicam atrativos turísticos (naturais, históricos e culturais, locais para prática de esportes, áreas
de recreação e locais para atividades de interesse turístico). As placas podem indicar, de maneira geral, o atrativo turístico,
o sentido de direção do atrativo turístico e a distância do atrativo turístico. Alguns exemplos:

Identificação Orientação
54 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Educativas Atrativos turísticos

Identificação

Serviços auxiliares
Para condutores

Sentido de atrativo turístico

Para pedestres

Distância de atrativo turístico


Manual Básico de Segurança no Trânsito 55
Sinalização horizontal Exemplos de aplicação Linhas de divisão de fluxo de mesmo
Ultrapassagem permitida para os dois sentidos sentido
Sinalização viária que utiliza linhas, mar-
Contínua
cações, símbolos e legendas, pintados ou
apostos sobre o pavimento das vias. Sua
função é organizar o fluxo de veículos e
Ultrapassagem permitida somente no sentido B
pedestres; controlar e orientar os des- Seccionada
locamentos; e complementar os sinais
verticais de regulamentação, advertência
ou indicação. Alguns exemplos:
Ultrapassagem proibida para os dois sentidos
Exemplos de aplicação
Marcas longitudinais Proibida a ultrapassagem e a transposição de faixa entre A-B-C
(separam e ordenam as correntes de Permitida a ultrapassagem e a transposição de faixa entre D-E-F
tráfego)
Linhas de divisão de fluxos opostos Ultrapassagem proibida para os dois sentidos

Simples contínua

Simples seccionada

Linha de bordo (delimita a parte da pista


destinada ao deslocamento de veículos)
Dupla contínua
Contínua

Dupla contínua / seccionada


Exemplo de aplicação
Pista única – duplo sentido de circulação

Dupla seccionada
56 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Marcas transversais
(ordenam os deslocamentos frontais dos veículos)

Linha de retenção Linhas de estímulo à redução de velocidade


(local limite onde deve parar o veículo)

Linha de “Dê a preferência” Faixas de travessias de pedestres


(local limite onde deve parar o veículo)
Manual Básico de Segurança no Trânsito 57
Marcação de cruzamentos rodocicloviários (travessia de ciclistas) Marcação de área de cruzamento com faixa exclusiva
cruzamento em ângulo reto cruzamento oblíquo
branco: fluxo
amarelo: contra-fluxo

Marcação de área de conflito (não parar e estacionar veículos)


58 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Marcas de canalização
(direcionam a circulação de veículos)

Separação de fluxo de tráfego de sentidos opostos Separação de fluxo de tráfego do mesmo sentido

Exemplos de aplicação
Ordenação de movimentos em trevos com
alças e faixas de aceleração/desaceleração

Ilhas de canalização e refúgio para pedestres

Ordenação de movimentos em retornos


com faixa adicional para o movimento
Manual Básico de Segurança no Trânsito 59
Marcas de delimitação e controle de estacionamento e/ou parada
(para áreas onde é proibido ou regulamentado o estacionamento e a parada de veículos)

Linha de indicação de proibição de estacionamento e/ou parada Marca delimitadora de parada de veículos específicos

sarjeta
guia

Exemplos de aplicação
Marca delimitadora para parada de ônibus Marca delimitadora para parada de ônibus
em faixa de trânsito feita em reentrância da calçada
60 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Marca delimitadora para parada de ônibus em faixa de Marca delimitadora de estacionamento regulamentado
trânsito com avanço de calçada na faixa de estacionamento
Marca delimitadora de Em ângulo: linha contínua
estacionamento regulamentado
Paralelo ao meio-fio: linha
simples contínua ou tracejada

Marca delimitadora para parada de ônibus


em faixa de estacionamento
Manual Básico de Segurança no Trânsito 61
Exemplos de aplicação Estacionamento em ângulo
Estacionamento paralelo ao meio-fio

Marca com delimitação da vaga

Estacionamento em áreas isoladas

Marca sem delimitação da vaga


62 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Inscrições no pavimento Símbolos
Setas direcionais

Indicativo de
Indicativo movimento Exemplos de aplicação (cruzamento (via, pista ou faixa (área/local
em curva (uso em (local de
de mudança rodoferroviário) de trânsito de uso de serviços
situação de curva estacionamento
obrigatória de de ciclistas) de saúde)
acentuada) de veículos que
faixa
transportam ou
sejam conduzidos
por pessoas
portadoras de
deficiência física)

Legendas
Manual Básico de Segurança no Trânsito 63
Dispositivos auxiliares
Elementos aplicados ao pavimento da via, junto a ela, ou nos obstáculos próximos, de forma a tornar mais eficiente e segura
a operação da via. São constituídos de materiais, formas e cores diversos, dotados ou não de refletividade, com as funções
de incrementar a percepção da sinalização, do alinhamento da via ou de obstáculos à circulação; reduzir a velocidade
praticada; oferecer proteção aos usuários; alertar os condutores quanto a situações de perigo potencial ou que requeiram
maior atenção. Os dispositivos auxiliares são agrupados, de acordo com suas funções, em delimitadores; de canalização;
de sinalização de alerta; de alterações nas características do pavimento; de proteção contínua; luminosos; de proteção a
áreas de pedestres e/ou ciclistas; e de uso temporário. Alguns exemplos:
Dispositivos delimitadores Cilindros delimitadores
elemento refletivo

Balizadores de pontes, amarelo refletivo


viadutos, túneis,
barreiras e defensas elemento
refletivo

Tachas Tachões
Tachas e tachões Dispositivos de canalização
(contêm unidades refletivas)
Prismas – substituem a guia da calçada (meio-fio)
quando não for possível sua construção imediata

Exemplos de
aplicação

Segregadores – segregam pista para uso exclusivo de


determinado tipo de veículo ou pedestre
64 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Dispositivos de sinalização de alerta Marcadores de alinhamento
(objetivam melhorar a percepção do condutor)
Marcadores de obstáculos (unidades refletivas fixadas
em suporte, que alertam o
Obstáculos com Obstáculos com Obstáculos com Utilizado na
passagem só passagem por passagem só parte superior condutor sobre alteração do
pela direita ambos os lados pela esquerda do obstáculo alinhamento horizontal da via)

Dispositivos de proteção contínua


(têm por objetivo evitar que veículos e/ou pedestres transpo-
nham determinado local ou evitar ou dificultar a interferência
de um fluxo de veículos sobre o fluxo oposto)
Para fluxo de pedestres e ciclistas
Gradis de canalização e retenção
Marcadores de perigo
Marcador Marcador de Marcador
de perigo perigo indicando de perigo
indicando que que a passagem indicando que
a passagem poderá ser a passagem
deverá ser feita tanto pela deverá ser
feita pela direita como pela feita pela
direita esquerda esquerda
Marcador de perigo indicando que a
passagem poderá ser feita tanto pela Gradil maleável
direita como pela esquerda

Gradil rígido
Manual Básico de Segurança no Trânsito 65
Dispositivos de contenção e bloqueio Dispositivos luminosos
(advertem, educam, orientam, informam, regulamentam)
Painéis eletrônicos

Grade de contenção

Para fluxo veicular

Defensas metálicas

Simples Dupla
Barreiras de concreto

Painéis com setas luminosas

Dispositivos anti-ofuscamento
Simples Dupla
66 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Dispositivos de uso temporário Cavaletes
(para operações de trânsito, obras ou
situações de emergência ou perigo)
Cone Cilindro

sentido de circulação

Barreiras

sentido de circulação
Balizador Tambores
móvel

Cancelas

Fita zebrada branca


Plásticas refletiva
Manual Básico de Segurança no Trânsito 67
Tapumes Bandeiras

sentido de circulação

Gradis
Faixas

Fixo Dobrável

Modulado Tela plástica

Elementos luminosos complementares

luz intermitente
68 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Sinalização semafórica
Conjunto de indicações luminosas acionadas alternada ou intermitentemente por meio de sistema elétrico/eletrônico, cuja
função é controlar os deslocamentos. Os sinais podem ser de regulamentação ou de advertência.

Sinalização semafórica de regulamentação


Sua função é efetuar o controle do trânsito num cruzamento ou seção da via.
Para veículos Para pedestres
Controle de fluxo Controle de acesso específico Não atravessar Vermelho intermitente:
(praças de pedágio, balsas, indica que a fase na qual os
etc). pedestres podem atravessar
está prestes a terminar. Os
Parar pedestres não podem co-
Atenção Atravessar meçar a atravessar a via,
e os que tenham iniciado
Prosseguir a travessia na fase verde
devem deslocar-se o mais
breve possível para o local
seguro mais próximo.

Direção controlada Controle ou faixa reversível

No amarelo, o uso Direção livre


da seta é opcional
Manual Básico de Segurança no Trânsito 69
Sinalização semafórica de advertência Sinalização de obras
Sua função é advertir a existência de obstáculo ou situação
perigosa, devendo o condutor reduzir a velocidade e adotar Tem como característica a utilização de sinalização vertical,
as medidas de precaução compatíveis com a segurança horizontal, semafórica e de dispositivos e sinalização auxi-
para seguir adiante. liares combinados de forma que os usuários da via sejam
advertidos sobre a intervenção realizada e possam identificar
seu caráter temporário; sejam preservadas as condições
de segurança e fluidez do trânsito e de acessibilidade; os
usuários sejam orientados sobre caminhos alternativos;
sejam isoladas as áreas de trabalho de forma a evitar a
deposição e/ou lançamento de materiais sobre a via. Alguns
exemplos:

Funcionamento intermitente ou piscante alternado, no caso


de duas indicações luminosas.
70 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Gestos Sinal Significado
De agentes da autoridade de trânsito (prevalecem sobre
Ordem de parada
as regras de circulação e normas definidas por outros sinais obrigatória para todos
de trânsito). São eles: os veículos que venham
de direções que cortem
Sinal Significado ortogonalmente*
a direção indicada
Ordem de parada pelo braço estendido,
obrigatória para todos qualquer que seja
os veículos. o sentido de seu
Quando executada em deslocamento.
intersecções, os veículos
que já se encontrem Braço estendido horizontalmente com
nela não são obrigados a palma da mão para a frente, do
a parar. lado do trânsito a que se destina.

Ordem de diminuição
da velocidade.
Braço levantado verticalmente, com
a palma da mão para a frente.

Ordem de parada
obrigatória para todos
os veículos que venham
de direções que cortem
ortogonalmente* a
direção indicada pelos
Braço estendido horizontalmente,
braços estendidos,
com a palma da mão para baixo,
qualquer que seja
fazendo movimentos verticais.
o sentido de seu
deslocamento.
Braços estendidos horizontalmente,
com a palma da mão para a frente. (*) Ortogonal: que forma ângulos retos – Novo Aurélio, 1999 (NE).
Manual Básico de Segurança no Trânsito 71
De condutores
Sinal Significado
Ordem de parada para
os veículos aos quais a
luz é dirigida.

Dobrar à esquerda Dobrar à direita Diminuir a marcha ou parar

Válidos para todos os tipos de veículos.

Braço estendido horizontalmente,


agitando uma luz vermelha para
um determinado veículo.

Ordem de seguir.

Braço levantado, com movimento


de antebraço da frente para a
retaguarda e a palma da mão
voltada para trás.
72 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Sinais sonoros Créditos autorais / Referências legais
(de agentes da autoridade de trânsito)  Capítulo 1 — Normas gerais de circulação –
Associação Brasileira dos Educadores de Trânsito
Sinal de apito Significado Emprego (Abetran), prof. Miguel Ramirez Sosa.
Um silvo breve Liberar o trânsito em direção/  Capítulo 2 — Infração e penalidade – Fundação
Seguir
sentido indicado pelo agente. Carlos Chagas, com apoio do Departamento
Dois silvos Indicar parada obrigatória. Nacional de Trânsito (Denatran).
Parar
breves  Capítulo 3 — Renovação da Carteira Nacional de
Um silvo longo Diminuir a Quando for necessário fazer di- Habilitação – Fundação Carlos Chagas,
marcha minuir a marcha dos veículos. com apoio do Denatran.
 Capítulo 4 — Direção defensiva – Fundação Carlos
Os sinais sonoros somente devem ser utilizados em conjunto Chagas, com apoio do Denatran.
com os gestos dos agentes.
 Capítulo 5 — Noções de Primeiros Socorros no trânsito
– Associação Brasileira de Medicina de Tráfego
(Abramet), com apoio do Denatran.
! Atenção  Capítulo 6 — Conceitos e definições legais – Código

Ver a íntegra da Resolução 160/2004 de Trânsito Brasileiro (CTB), lei federal 9.503/1997,
no site do Denatran anexo I – Dos conceitos e definições.
A resolução 160/2004, do Conselho Nacional  Capítulo 7 — Sinalização – Conselho Nacional de
de Trânsito (Contran), que aprovou o Anexo II do Trânsito (Contran) – Resolução 160/2004 – Aprova
Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que trata da o Anexo II do CTB – Sinalização.
sinalização vertical, horizontal, dispositivos auxiliares,  Coordenação e edição: Associação Nacional dos
sinalização semafórica, sinalização de obras, Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
gestos e sinais sonoros pode ser obtida no site do  Projeto gráfico e editoração: Ponto & Letra
Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) — (www.ponto-e-letra.com.br).
www.denatran.gov.br,
ícone Legislação, Contran – Resoluções.
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