Você está na página 1de 51

TINTAS & VERNIZES

Por Daniel Karvat & Duilio Helfenstens


VISÃO GERAL

● DEFINIÇÃO
● TINTAS

● VERNIZES

● MÉTODOS DE APLICAÇÃO

● MÉTODOS DE ENSAIOS

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


DEFINIÇÃO

Revestimento líquido que possui a


capacidade de formar películas resistentes
quando aplicadas sobre superfícies com a
finalidade de protegê-las de ações
decompositoras e deterioradoras.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


TINTAS
● GENERALIDADES
– É o material mais utilizado na proteção de
superfícies;
– Embeleza as superfícies;
– As tintas são compostas por um veículo, que
aglutina as partículas e forma a película de
proteção, e pelos pigmentos, que irão cobrir e
decorar o material.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


TINTAS
● CLASSIFICAÇÃO DAS TINTAS
– Tintas a Óleo;
– Tintas Plásticas Emulsionáveis;
– Tintas para Caiação;
– Tintas Especiais.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


TINTAS
● TINTAS A ÓLEO
– As tintas a Óleo compõem-se de veículos,
solventes, secantes, pigmentos e pigmentos
reforçadores e carga.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


TINTAS
● TINTAS A ÓLEO
– Componentes
● VEÍCULOS: óleos secativo, produtos de óleos naturais modificados. Alguns possuem
resina alquídica, outros não. As vantagens da modificação são: melhor adesividade,
flexibilidade, economia e rapidez.
● SOLVENTES: Tem como suas duas propriedades principais a solvência e a volatilidade.
Esta auxilia o processo de secagem, aquela diminui a viscosidade do veículo e assim
facilita a aplicação do material. (Ex.: aguarrás)
● SECANTES: Podem ser sabões, resinatos ou naftenatos. Atuam como catalisadores de
absorção química do oxigênio, então, promovem o processo de secagem. Sua
concentração no conjunto é bem pequena, cerca de 0,05 a 0,2 %.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


TINTAS

TINTAS A ÓLEO
– Componentes

PIGMENTOS: Pequenas partículas cristalinas que não são solúveis nos demais
componentes da tinta e têm por finalidade principal dar cor e opacidade à película
útil. Sua origem pode ser orgânica ou inorgânica. Dentre as suas propriedades,
estão: cor, poder de cobertura, absorção de óleo e característicos de escoamento.
● PIGMENTOS REFORÇADORES E CARGA: São materiais utilizados para melhorar
o desempenho da tinta. Podem participar preenchendo os vazios, melhorando o
arranjo das partículas no interior da mistura e promovendo a trabalhabilidade da
tinta. (Ex.: Talco e argila)

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


TINTAS

TINTAS A ÓLEO
– O controle de sua composição é importante, algumas orientações são
dadas:

Sua mistura deve apresentar uma viscosidade elevada quando estocada, pois esse
tratamento evita a sedimentação dos pigmentos;

No momento de aplicação devem ser diluídas com o solvente;

O excesso de material secante resulta em películas duras e quebradiças;

Quanto aos pigmentos:
● A medida que o tamanho do pigmento é diminuído, aumenta-se a palidez e o brilho
da película.
● A medida que a quantidade de pigmentos é incrementada, também aumenta-se a
dureza da película e se reduz a sua flexibilidade.

Pigmentos à base de carbonatos devem ser evitados em tintas para locais ácidos.
● O uso de pigmentos com cromatos favorece a proteção contra corrosão. Já os
pigmentos com cloretos prejudicam o desempenho da tinta nesse mesmo aspecto.
● A prevenção da pulverização da tinta pode ser feita utilizando-se pigmentos que
absorvam as radiações ultravioleta.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


TINTAS
● TINTAS TIXOTRÓPICAS
– As tintas tixotrópicas são tintas a óleo com adição de resinas, sabões,
ou de pequenas quantidades de água que lhe conferem a propriedade
de tixotropia;
– Essa propriedade torna a tinta fluida quando pressionada (por um pincel,
por exemplo) e pouco tempo depois ela gelifica mediante seu repouso;
– As vantagens em se utilizar uma tinta com essa característica são a de
garantir uma película menos propensa a formação de bolhas e
manchas.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


TINTAS
● TINTAS PLÁSTICAS EMULSIONÁVEIS
– Emulsões são sistemas de dois líquidos não misturáveis entre si, um
dos quais está disperso no outro na forma de pequenas gotas. Portanto,
Tintas Plásticas Emulsionáveis são aquelas em que uma resina não
solúvel em água ou uma solução de tais resinas em solventes é
convertida em uma emulsão na qual a água é a fase de dispersão ou
fase contínua. São destinadas a superfícies de alvenaria (interior ou
exterior), sendo facilmente aplicáveis, sem odor e não inflamável.
Existem tintas látex PVA e tintas látex acrílicas. A principal diferença
entre elas é a resina utilizada.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


TINTAS
● TINTAS PLÁSTICAS EMULSIONÁVEIS
● TINTA LÁTEX PVA: Com um excelente custo-benefício, essa tinta é excelente para
quem não tem experiência com pintura. Ela tem uma secagem rápida, cheiro não
muito forte e é consideravelmente fácil de realizar o seu acabamento. Mas todos
esses benefícios trazem um ônus: sua durabilidade é consideravelmente inferior à
de outros tipos de tinta, sendo recomendada basicamente para paredes internas.
● TINTA LÁTEX ACRÍLICA: Essa é a tinta mais indicada para paredes externas, pois
sua durabilidade é muito maior e é lavável. Seu custo é superior ao da tinta PVA,
porém, sua resistência aos efeitos do tempo, a manchas e a descascamento
justificam o investimento. Para aplicá-la é indicada certa experiência em pinturas.
● TINTA LÁTEX TEXTURIZADA: Este tipo de tinta destina-se à aplicações onde se
deseja disfarçar imperfeições em superfícies devido à sua elevada consistência e
poder de enchimento. Elas também proporcionam diferentes aspectos decorativos à
superfície aplicacada. O tipo de relevo está condicionado à quantidade de água
presente na mistura; quanto menor a diluição maior o relevo obtido. Conforme o tipo
de acabamento desejado, estão disponíveis no mercado como textura lisa ou rústica
(graffiato).

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


TINTAS
● TINTAS PLÁSTICAS EMULSIONÁVEIS
– Componentes
● LATEX: Se um monômetro adequado é polimerizado em emulsão, o produto imediato é
um látex, bastante similar ao látex de borracha natural.
● PLASTIFICANTE: Modifica a dureza e a flexibilidade da resina da maneira usual.
● COLOIDES PROTETORES: Agem de maneira a melhorar a estabilidade da emulsão.
● ANTIESPUMA: Visa reduzir a formação de espumas durante a aplicação a pincel ou
rolo.
● PIGMENTOS: Além de suas funções usuais de fornecer cor e poder de cobertura, devem
ser cuidadosamente escolhidos para ocasionar o mínimo efeito de coagulação na
emulsão.
● CARGAS: Nas tintas plásticas, elas podem prevenir a sedimentação dos pigmentos ou
melhorar a resistência à agua da película.
● AGENTES SEQUESTRANTES: Reduzem o efeito de coagulação dos íons produzidos
pelos pigmentos.
● AGENTE EMULSIONANTE: Melhora a estabilidade da emulsão, podendo também
ajudar a dispersão dos pigmentos, aumentando, assim, o poder de cobertura na película
final, quer pela distribuição mais homogênea da carga e do pigmento em toda a extensão
da superfície, quer pela configuração relativa de umas partículas em relação às outras.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


TINTAS
● TINTA LÁTEX TEXTURIZADA - EXEMPLOS
acabamento liso acabamento liso acabamento liso

acabamento rústico
acabamento rústico
acabamento liso

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


TINTAS
● TINTAS PLÁSTICAS EMULSIONÁVEIS

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


TINTAS
● TINTAS PARA CAIÇÃO
– As tintas para caiação compõem-se de cal extinta e água;
– O material, por si só, confere uma superfície muito branca e
brilhosa, caso queira-se um superfície colorida o uso de pigmentos
ou corantes resistentes ou estáveis face à cal é indicado;
– É um material econômico e pode ser encontrado com facilidade no
comércio;
– A película pode ter sua aderência e durabilidade melhorada
utilizando-se cola de casaína, de peixe, de carpinteiro etc.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


TINTAS
● TINTAS PARA CAIÇÃO
– Cuidados a serem tomados no uso de tintas para
caiação:
● No caso da cal viva, a extinção deve ser feita moderada e
cuidadosamente, para evitar uma cal com plasticidade e
aderência reduzidas;
● O ideal é que a tinta tenha um aspecto leitoso e espesso,
mais ou menos fluida e plástica;
● A pintura exige duas demãos, sendo a primeira dada com a
metade da quantidade de cal extinta da demão final;
● Em forros é interessante a adição do gesso à mistura.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


TINTAS
● TINTAS ESPECIAIS
– Tintas Resistentes ao Calor: São formuladas com veículos a base de
"siliconas", pós metálicos e pigmentos estáveis ao calor. São usadas como
acabamentos em fornos, chaminés, colunas de destilação, câmaras de
combustão (figura) etc.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


TINTAS
● TINTAS ESPECIAIS
– Tintas Retardadoras de Combustão: A tinta não é resistente ao calor no
sentido de que ela não se altera quando sujeita a temperaturas mais elevadas. A
efetividade da camada protetora, ao contrário, depende da decomposição dos
componentes da tinta pelo calor.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


TINTAS
● TINTAS ESPECIAIS
– Tintas Indicadoras de Temperatura: As tintas que contém materiais que
apresentam uma mudança de cor em temperaturas definidas podem ser usadas
para indicar pontos quentes em um equipamento, a eficiência de um isolamento
etc.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


TINTAS
● TINTAS ESPECIAIS
– Tintas Anticondensação: Estas tintas diminuem a
tendência apresentada por algumas paredes e
tetos, principalmente em navios, a se molharem.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


TINTAS
● TINTAS ESPECIAIS
– Tintas Inibidoras do Desenvolvimento de Organismos: De especial interesse
aos engenheiros ligados a construção naval, pois previnem o ataque aos navios
e ancoradouros pelas larvas marinhas, fungos, algas, mariscos e outros
organismos.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


TINTAS
● TINTAS ESPECIAIS
– Tintas Luminescentes: Fluorescentes ou Fosforescentes.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


VERNIZES
● VERNIZES
– São soluções de goma ou resina, em um veículo;
– A película útil obtida por meio da conversão dessas
soluções são transparentes ou translúcidas;
– É aplicada em finas camadas.
– Em alguns casos, é necessário o processo de cura
térmica.
– Costuma-se classificá-las em dois tipos:
● Vernizes à base de óleo;
● Vernizes à base de solvente.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


VERNIZES
● VERNIZES À BASE DE ÓLEO
– São compostos por uma resina natural ou sintética e por óleos
secativos.
– Sua película é formada a partir de reações químicas.
– As propriedades dos vernizes são sujeitas à natureza dos seus
componentes principais: a resina e o óleo.
– Quanto maior o teor de óleo no material, mais flexível é a película.
– Possuem aplicações específicas, portanto, deve-se escolher o que
melhor se adéqua a superfície a ser tratada.

Baquelite (polímero fenolformaldeído)


Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil
VERNIZES
● VERNIZES À BASE DE SOLVENTES
– São chamados de lacas;
– Os seus compostos são: resina sintética, solventes voláteis, plastificantes,
cargas e, ocasionalmente, um corante;
– Sua película é formada a partir da evaporação do solvente, ela apresenta
rigidez, alta estabilidade e aspecto brilhante.
– As lacas com adição de siliconas são altamente resistentes às ações
térmicas e de umidade excessiva.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


VERNIZES
● ESMALTES
– São vernizes ou lacas que possuem a adição de
pigmentos. O resultado é um tipo de tinta com
capacidade de formar uma película altamente lisa.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


INDICAÇÃO DE APLICAÇÃO
● PAREDES INTERNAS: sistemas com tinta látex, esmalte ou tinta a óleo;
● PAREDES EXTERNAS: sistemas com tinta látex acrílico e caiação;
● TIJOLOS E CONCRETOS APARENTES: tinta à base de silicone, verniz
acrílico, caiação;
● MADEIRAS: verniz, esmalte ou tinta a óleo;
● MATERIAIS METÁLICOS: tinta a óleo ou esmalte;
● GESSO: sistemas com tinta látex.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


PREPARAÇÃO DE SUPERFÍCIES
● Cada superfície carece de um preparo especial antes de receber a
sua película protetora. Isso ocorre devido aos diferentes materiais
que a compõem e também pelo seu estado;
● Providenciar um base própria para a película promoverá uma
durabilidade prolongada e também uma otimização da cobertura final;
● A seguir, são apresentados métodos de preparação para três tipos de
superfícies mais comuns na construção civil: paredes com reboco,
madeira e metal.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


PREPARAÇÃO DE SUPERFÍCIES
● PAREDE COM REBOCO:
– 1ª Etapa: Selagem
● Na selagem, a superfície que é coberta por um selador que reduz e uniformiza a
absorção inútil e excessiva dela;
– 2ª Etapa: Emassamento
● O emassamento é feito com uma massa plástica. No uso interno, é comum
utilizar a massa PVA. Em contrapartida, a massa acrílica é recomendada para
ambientes externos. Sua função é preencher as rachaduras e nichos existentes
na superfície e garantir uma superfície uniforme.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


PREPARAÇÃO DE SUPERFÍCIES
● PAREDE COM REBOCO:
– Cuidados a serem tomados no preparo das superfícies com
reboco:
● O reboco deve estar limpo, curado e livre de substâncias que possam
prejudicar o desempenho físico-químico da tinta.
● Superfícies que possuam pinturas antigas devem ser lixadas e
posteriormente varridas para uma nova aplicação de pintura.
● Quando o mofo estiver presente na base que irá receber a pintura, esta
deve ser lavada com mistura de água e água sanitária na proporção de
1:1, depois deve ser enxaguada e pintada logo que estiver seca.
● Em caso de manchas de gordura sobre a base, a lavagem com
detergente é indicada, enxagua-se e espere secar para efetuar a
pintura.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


PREPARAÇÃO DE SUPERFÍCIES
● MADEIRA:
– O preparo de sua superfície é idêntica a da parede com reboco.
Salvo que os materiais a serem devem ser específicos para o
uso em madeiras.
– Os cuidados que se deve ter com a madeira são quanto a suas
grandes quantidades de substâncias, algumas delas
prejudiciais às tintas. Um exemplo são as madeiras com
materiais fenólicos que interferem na secagem das tintas.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


PREPARAÇÃO DE SUPERFÍCIES
● METAIS:
– 1ª Etapa: Aplicação do fundo antióxido de ancoragem
● Na selagem, a superfície que é coberta por um selador que reduz e
uniformiza a absorção inútil e excessiva dela;
– 2ª Etapa: Aplicação do complemento

Há diversos tipos de complementos. Suas características dependem da sua
composição. Dentre as funções do complemento estão: a selagem do
material metálico, preenchimento de nichos, melhorar a aderência da
pintura, dificultar o processo de corrrosão etc.
● Comumente, é aplicado com pincel ou rolo manual.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


PREPARAÇÃO DE SUPERFÍCIES
● METAIS:
– Cuidados a serem tomados no preparo das
superfícies metálicas:
● A elemento metálico a ser preparado deve estar limpo.
Essa limpeza pode ser feita de diversas formas que
variam de material para material.
● Em metais que se deseje um melhor desempenho da
interface entre o material e a película, como é o caso dos
alumínios e galvanizados, é indicado fosfatizar a
superfície. Esse procedimento melhorará a aderência e
promoverá um fechamento físico e mecânico excelente.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


MÉTODOS DE APLICAÇÃO
● APLICAÇÃO A PINCEL E ROLO MANUAL
– A aplicação a pincel é um método relativamente lento e portanto não usualmente
empregado em linhas de produção.
– Esse método apresenta suas vantagens, quando se quer obter um melhor
contato da tinta com superfícies muito irregulares ou rugosas. Além disso, como
ele não envolve equipamentos pesados, linhas de ar comprimido ou cabos
elétricos, geralmente é o único método possível de usar em grandes estruturas
como pontes, torres metálicas, estruturas metálicas nas industriais etc.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


MÉTODOS DE APLICAÇÃO
● NEBULIZAÇÃO A AR COMPRIMIDO
– Consiste em introduzir a tinta num fluxo rápido de ar por meio de um sistema de
orifícios adequados, subdividindo-a em minúsculas gotas.
– Este processo e efetivo apenas com tintas de baixa viscosidade, as quais
tendem a formar películas que escorrem em superfícies verticais. Pode-se evitar
esse defeito adicionando-se "solventes rápidos" (alta velocidade de
evaporação).

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


MÉTODOS DE APLICAÇÃO
● NEBULIZAÇÃO SEM AR
– Uma bomba de alta pressão força a tinta através de um bocal bastante estreito. Devido à
sua alta velocidade, a coluna de tinta é subdividida em gotículas. Este processo fornece
um cone pulverizado de abertura menor e, consequentemente, necessita de menos
ventilação do que o processo de nebulização com ar, pois há menor desperdício de
neblina. De uma maneira geral, pode-se dizer que a nebulização sem ar apresenta
vantagens quando se quer pintar superfícies de formas razoavelmente simples e extensas
em espaços confinados.
– A pequena perda de solvente durante a pulverização pode causar escorrimento.
Consequentemente, as partículas sólidas que compõem a tinta podem bloquear os bocais
e no caso de tintas abrasivas, estes podem sofrer series desgastes.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


MÉTODOS DE APLICAÇÃO
● NEBULIZAÇÃO ELETROSTÁTICA
– O princípio deste processo é que a tinta é expelida pela borda afilada de um copo ou disco
rotativo. Esse copo ou disco e ligado a uma fonte de alta tensão (10.000 – 1.000.000
volts), resultando uma névoa de partículas de tinta eletricamente carregadas, que serão
atraídas pelas peças ou artigos a serem pintados ligados à terra. Dentro de certos limites,
a tinta se espalha (por si só) uniformemente sobre as peças devido à mútua repulsão das
partículas carregadas e a forte atração eletrostática entre a peça e as gotículas. Assim, as
gotículas chegam a desviar-se de suas trajetórias pela interação dos campos elétricos e,
em alguns casos, há um efeito de envolvimento e o lado oposto do artigo também é
pintado.
– As superfícies côncavas recebem coberturas extremamente finas devido ao efeito de
blindagem eletrostática. Os artigos a serem pintados devem ser razoavelmente condutores
de eletricidade. Tintas de baixa condutividade não se nebulizam adequadamente. As tintas
com condutividade muito elevada podem também causar problemas.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


MÉTODOS DE APLICAÇÃO
● IMERSÃO
– A ideia básica deste processo e imergir o artigo na tinta, retirá-lo e esperar que o
excesso de tinta escoe dele. As vantagens apresentadas pelo processo são a
simplicidade e a facilidade de automatização.
– Certos movimentos das pecas durante a imersão podem causar bolhas na
película final; as pelÍculas podem tornar-se finas na parte superior das pecas e
espessas na parte inferior; pontos de drenagem (onde a tinta larga a peça
durante o escoamento do excesso) podem apresentar gotas; pequenos orifícios
na peça podem ser cobertos pela tinta.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


MÉTODOS DE APLICAÇÃO
● APLICAÇÃO POR JORRO
– Este processo é bastante relacionado ao de imersão, mas elimina o grande tanque de
tinta. Esta é bombeada de um reservatório relativamente pequeno para uma serie de
canos perfurados, dispostos de tal maneira a "lavar" uniformemente os artigos presos com
articulações a um transportador (é importante observar que não há nebulização, mas
jorros de veias fluidas). O excesso de tinta é coletado e recirculado.
– Alega-se que o processo é mais facilmente adaptável a pintura de pecas com formas
complexas do que o de imersão. Por outro lado, ele não pode ser adaptado para artigos de
formas diferentes, pois a disposição dos canos perfurados que dá a direção dos jorros é
crítica e deve ser determinada por tentativas para cada artigo.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


MÉTODOS DE APLICAÇÃO
● APLICAÇÃO POR ROLOS
– Este processo está íntimamente ligado ao de impressão. Muitos artigos são
pintados por rolos a fim de receberem uma cor de fundo e em seguida recebem
a impressão de matéria publicitária, instruções para uso etc.
– O processo pode ser automatizado, o que baixa os custos de aplicação, mas só
pode ser utilizado para placas planas. Ao contrario dos processos de imersão e
jorro, ele pode fornecer acabamentos de alta qualidade.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


MÉTODOS DE APLICAÇÃO
● APLICAÇÃO POR “CORTINA”
– O processo foi desenvolvido quase que exclusivamente para a aplicação de tintas a base
de poliésteres insaturados. Existem duas dificuldades especiais associadas a aplicação
desse tipo de tintas:
● Devem ser utilizados dentro de aproximadamente 10 minutos após a mistura.
● Apresentam-se sem solventes e são aplicados em películas espessas da ordem de
250 μ.
Na prática, não é fácil formar a cortina contínua de tinta, o processo exige um mecanismo
de ajuste de fenda bastante preciso, bombas de alta capacidade e um filtro muito eficiente.
– Este processo é utilizado geralmente em acabamentos de madeira.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


MÉTODOS DE ENSAIO
● As propriedades das tintas e vernizes podem ser
avaliadas por meio de ensaios. Esses, em sua grande
maioria, são apenas observações visuais, o que portanto
facilita a sua realização. Os principais ensaios são:
– Estabilidade de Armazenagem;
– Estabilidade à Aeração;
– Propriedades de Aplicação;
– Tempo de Secagem;
– Dureza;
– Adesividade.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


MÉTODOS DE ENSAIO
● ESTABILIDADE DE ARMAZENAGEM:
– O ensaio de estabilidade de armazenagem verifica a resistência
a modificações que um material de revestimento líquido possui.
Dentre as modificações de propriedade que são verificadas,
estão:

A cor;
● A viscosidade;
● O tempo de secagem;
● O brilho da película aplicada, etc.
– O ensaio é feito abrindo-se latas com material estocado
anteriormente (cerca de 6 meses antes), e comparando-o com
o mesmo produto de fabricação recente.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


MÉTODOS DE ENSAIO
● ESTABILIDADE À AERAÇÃO:
– O ensaio de estabilidade à aeração verifica a capacidade de
um material de revestimento líquido possui de não se alterar
quando submetidos ao fenômeno de aeração;
– Essa verificação é importante porque alguns materiais de
pintura podem apresentar perda de fluidez e diminuição da
solubilidade em solventes após sofrerem aeração;
– Para realizar o teste, aplica-se finas camadas do revestimento
e as submetem a um intenso fluxo de ar sob condições
controladas. Para comparar os resultados é realizado um teste
paralelo com um material de estabilidade à aeração conhecida.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


MÉTODOS DE ENSAIO
● PROPRIEDADES DE APLICAÇÃO:
– Como os métodos de aplicação variam, é
importante conhecer se o comportamento do
revestimento líquido no método que se deseja
aplicá-lo na superfície;
– Sendo assim, a maneira de ensaiar o material é
aplicá-lo na superfície e avaliar se ele possui as
propriedades requeridas para aquele método que é
pretendido para sua aplicação.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


MÉTODOS DE ENSAIO
● TEMPO DE SECAGEM
A determinação do tempo de secagem pode ser feita seguindo o procedimento
da NBR 15311:2010 (Tintas para construção civil - Método para avaliação de
desempenho de tintas para edificações não industriais - Determinação do tempo
de secagem de tintas e vernizes por medida instrumental).
Uma das alternativas para avaliar o tempo de secagem é o ensaio de secagem
ao toque. Ele avalia o tempo necessário para atingir estágios diferentes desse
fenômeno. Após a pintura de um superfície observa-se os seguintes estágios:

Estágio A: o dedo não retira tinta ao tocar ligeiramente a superfície;

Estágio B: uma pequena pressão do dedo não marca a película;

Estágio C: uma pressão intensa em conjunto com a rotação do dedo não causa distorção
na película;
● Estágio D: o unha não consegue remover a película com facilidade;

Estágio E: uma segunda camada pode ser aplicada sem alterar a adesividade ou qualquer
outra particularidade da primeira película.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


MÉTODOS DE ENSAIO
● DUREZA
– O ensaio que determina a dureza da película formada por tintas e
vernizes é o do pêndulo de König. A norma que o regulamenta é
a NBR 14946:2003 (Tintas para construção civil - Método para
avaliação de desempenho de tintas para edificações não
industriais - Determinação da dureza König).
– Para realizá-lo é colocado sobre a superfície da película um
pêndulo com duas semiesferas de aço localizadas na parte
inferior dele. O pêndulo é inclinado até formar um ângulo de 6º e
depois é solto. Desta forma ele fica oscilando e a dureza é
determinada em cima do número de oscilações.
– Quanto maior a dureza, maior será o número de oscilações.
– Outra alternativa mais simplória é a dureza de lápis.
– Esse ensaio avalia a capacidade da película resistir a penetração
de um lápis. O teste é feito pressionando o lápis mais duro (6H)
ao mais mole (6B) contra a película. O primeiro lápis que
consegue se desfaz ao invés de penetrar a película é o que
indica a dureza do lápis.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


MÉTODOS DE ENSAIO
● ADESIVIDADE
– A película pode ter a sua aderência
determinada por um ensaio descrito na
NBR 11003:2010 (Tintas — Determinação
da aderência). O ensaio pode ser feito
com dispositivos de corte diferentes,
dentre eles, está o estilete.
– O ensaio consiste em realizar dois cortes
numa película aplicada sobre uma
superfície plana, os cortes devem atingir o
substrato. Esses cortes devem se
interceptar na sua região central formar
um ângulo pequeno entre eles (cerca de
40º).
– Na direção do ângulo menor, é colada e
pressionada uma fita adesiva e depois de
1 ou 2 minutos faz-se a remoção desta. A
avaliação da área é feita conforme as
indicações da norma.
Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil
CORES DE SEGURANÇA
● A norma ABNT – NB 76/1959 regulamenta a utilização das cores em
canalização, alguns exemplos são:
– BRANCO: corredores de circulação, áreas e torno de equipamentos de
emergência, áreas de armazenagem, coletores de resíduos e bebedouros;
– PRETO: coletores de resíduos;
– AMARELO: “atenção” e sinaliza acidentes de piso, partes salientes, cavaletes,
avisos de advertências, para-choques de veículos pesados;
– LARANJA: “alerta” e identifica partes móveis e perigosas de máquinas e
equipamentos (faces externas de polias etc.);
– VERMELHO: distingue locais, equipamentos e aparelhos de proteção e
combate a incêndio;
– AZUL MAR: “cuidado” contra o uso de equipamentos fora de serviço, caixas
de controle elétricos, sinais de advertência;
– VERDE FOLHA: indica “segurança”, sinalizando portas de entrada de socorro,
equipamentos de socorro e urgência, caixas e equipamentos de socorro,
avisos de segurança, etc.

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil


CORES DE CANALIZAÇÃO
● A norma ABNT – NBR6493:1980 regulamenta a utilização das cores em
canalização, alguns exemplos são:
– BRANCO: vapor;
– PRETO: inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade (asfalto, piche, alcatrão,
etc.);
– AMARELO: gases não-liquefeitos;
– LARANJA: canalização de produtos químicos não gasosos (ácidos);
– VERMELHO: equipamentos de combate a incêndios;
– AZUL MAR: ar comprimido;
– VERDE FOLHA: água;
– PLATINA: vácuo;
– ALUMÍNIO: gases liqüefeitos, inflamáveis e combustíveis de baixa viscosidade (óleo,
diesel, gasolina, querosene, solventes, etc.);
– CINZA ESCURO: eletrodutos;
– MARROM: materiais fragmentados não-identificáveis pelas demais cores (minérios).

Instituto Federal do Tocantins – Campus Palmas // Engenharia Civil