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30.abr.

2015

Como virar a página e se tornar a pessoa que você está


predestinado a ser
Por Mark Ford

Começamos nosso trabalho de hoje com o desafio mais importante da sua meta de construção
de riqueza: estou lhe pedindo para virar a página.

Por quê? Porque até agora, por algum motivo qualquer, você não é ou pelo menos ainda não
conseguiu se tornar tão rico quanto quer. E esse é o motivo pelo qual você se juntou ao nosso
time – para ajudarmos você a alcançar seus objetivos financeiros.

Ontem, tracei todo o trabalho que iremos fazer no decorrer deste ano. Alguns destes trabalhos
irão exigir que você desenvolva habilidades especiais. Outros, irão demandar que você
desenvolva novos hábitos. Há ainda aqueles que irão exigir que você aprenda coisas novas. Mas
o mais importante, o trabalho todo irá desafiá-lo a pensar sobre a riqueza e sua relação com ela
- por novos caminhos.

Tudo isso leva, não só ao comprometimento de trabalhar, mas também a uma vontade de
mudar.

Deixe-me começar a lhe dizer sobre minha própria luta com a mudança...

“Você aparece atrasado para a aula, raramente traz suas tarefas completas e desperdiça a maior
parte  do tempo da aula ‘viajando’. No entanto, durante as aulas você produz C+ e B–. Você é
uma criança com potencial modesto, eu ficaria feliz com essas notas. Mas você, Sr. Ford, é um
fracassado.”

Eu estava na oitava série quando a Sra. Growe, minha professora, me colocou pra fora na frente
de todos os meus colegas. Eu não fiquei surpreso ou insultado pela avaliação. Era preciso. Eu
sabia.

Havia razões. Eu era disléxico. Fui diagnosticado com TDA (transtorno do déficit de atenção) e
ainda tinha os hormônios da adolescência. Mas eu sabia que poderia driblar essas razões se
colocasse isso na minha cabeça. A Sra. Growe tinha me ganhado. Eu era um preguiçoso.

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Eu era um preguiçoso e um fracassado, mas eu tinha ambições acadêmicas. Eu fantasiava sobre
ser aceito em uma universidade de prestígio, apesar das minhas notas medíocres. A cada seis
meses, mais ou menos, eu prometia que iria “virar a página” e passaria as próximas semanas
trabalhando duro e fazendo progressos.

Mas isso nunca perdurava. Eu conseguia tirar algumas notas boas, mas meu currículo acadêmico
não foi bom, de tal forma que meu orientador recomendou uma universidade local ou o
Exército dos EUA.

A universidade local estava feliz em ganhar meus US$ 400 por ano e teria sido igualmente feliz
em me dar os C’s que eu ganhava no colégio. Mas alguma coisa mudou naquele verão. Eu não
queria mais ser um fracassado.

Eu percebi que frequentar uma escola “C” era um benefício disfarçado. Eu estaria num ambiente
acadêmico medíocre, competindo com alunos medíocres.

Esse pensamento foi motivador. Motivadora também foi a constatação de que se tratava de uma
verdadeira segunda chance. Meu passado era passado. Se eu pudesse fazer direito meu primeiro
ano, eu poderia me candidatar a uma faculdade melhor para obter meu diploma.

E, então, houve uma terceira coisa: me passou pela cabeça que nenhum dos meus novos
professores ou colegas de classe sabiam quem eu era. Eu estaria indo para este novo ambiente
como uma pessoa desconhecida – e não como o palhaço da turma que eu era no colégio.

Eu poderia chegar às aulas a tempo, sentar na primeira carteira da sala e prestar atenção.

Em suma, foi uma oportunidade para “representar” um bom aluno.

E foi exatamente o que eu fiz.

De fracassado a aluno atento

Naquele verão passei um bocado de tempo no campus da faculdade, aprendendo tudo o que
podia sobre este universo – o currículo, os professores, as instalações, as atividade
extracurriculares, etc. Minha ideia era chegar à frente da concorrência, sabendo tudo: as regras
e exigências, as melhores aulas, os melhores professores e um monte de atalhos.

Eu apareci para as aulas em setembro, na hora certa e com os textos todos preparados. Sentei-
me na primeira fila e levantei a minha mão sempre que o professor fazia perguntas. Eu fiz
minhas tarefas de casa e passei meu tempo livre estudando. Entre as aulas, o estudo e
administrar um negócio (eu pintava casas), eu trabalhava 16 horas por dia, sete dias por semana.

No final do primeiro semestre, fiquei conhecido como aluno A. Eu não era apenas qualquer
estudante, mas sim um dos melhores. Foi uma sensação muito boa. Eu me tornei viciado nisso.

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Fui para uma universidade melhor, cursei uma pós graduação renomada e continuei lutando
para permanecer no topo da lista.

Muitas vezes eu penso em como consegui virar aquela página. Depois de tentar e fracassar
tantas vezes, o que aconteceu dessa última vez que funcionou?

Quando escrevi este artigo, a minha teoria era que eu tinha ido ao fundo do poço
emocionalmente, e que eu estava tão revoltado comigo que finalmente fez diferença. Mas, desde
então, quando penso nisso, sei que não é verdade. Eu estava aborrecido comigo mesmo antes
disso. Era outra coisa.

Acho que a diferença era essa: como um estudante de colegial eu tinha criado uma
personalidade – o fracassado esperto, que nunca se levaria a sério. Meu colegas gostavam
quando eu desempenhava esse papel e essa aprovação me importava. E isso foi, naturalmente,
um caráter autodestrutivo. Então, se eu acreditasse que era aquilo, eu estava condenado a ser
aquilo.

Quando eu me dei conta que estaria entrando numa faculdade como uma pessoa desconhecida,
eu também me dei conta que o papel que eu desempenhava na escola era um papel que eu não
tinha que atuar na faculdade. Eu poderia ter um novo rosto e uma nova roupa e desempenhar
um papel diferente.

Enxergue o melhor de si

E esta é a ideia que eu quero que você considere hoje.

É possível que a pessoa que você está sendo agora não é a pessoa que você deveria ser?

É possível que exista uma versão melhor de si - mais pensativo, mais articulado, mais hábil, um
papel mais realizado no qual você poderia atuar?

Somente você pode responder a essas perguntas, mas tenho um palpite de que você não estaria
lendo isso agora se não fosse verdade.

Quando passamos anos lutando, mas falhando em algum aspecto de nossas vidas, é normal
acreditarmos que simplesmente "não somos bons" nisso ou naquilo.

Mas passado é passado. Ele não tem efeito sobre o seu futuro. Falhas do passado podem segurá-
lo somente enquanto você se vê como um fracassado. O comportamento passado é viciante
apenas enquanto você se vê como um viciado.

Seu comportamento atual e futuro não está ligado ao seu passado. Ele está ligado à sua mente -
que é uma coisa que você tem 100% de controle na vida.

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Use sua mente. Pense se esta é a pessoa que você sempre quis ser. Pergunte a si mesmo: "Se eu
estivesse estrelando em um filme sobre a minha vida, em qual papel eu atuaria melhor?"

Comece com uma visão do que você quer ser. Em seguida, descubra como essa pessoa deve ser.
Como deve falar? Como deve andar? Como deve interagir com outras pessoas?

Quando apresentado a um desafio, como ela deve responder? Em que horas que ela ACORDA
todos os dias? Como passa seus dias?

Você começa o retrato.

Faça o que eu fiz naquele verão antes de eu começar a faculdade. Descubra o tipo de papel que
você quer jogar. E, em seguida, comece a jogar esse papel. Ninguém pode impedi-lo!

Tudo de bom,

P.S. Esses pensamentos se aplicam a qualquer tipo de mudança que você quer fazer. Mas
estamos juntos por um motivo, para alcançar a independência financeira. Essa é uma
meta possível, mas será impossível para você a menos que você reconheça que o que
você tem feito não funcionou. Nem tudo. Tenho certeza de que muitas de suas decisões
têm sido sábias. Mas a soma delas deixou você com menos riqueza do que você precisa
ou quer. Você pode mudar isso agora. Faça um compromisso.

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Disclosure


Elaborado por analistas independentes do Criando Riqueza, este relatório é de uso exclusivo de seu destinatário,
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estudo é baseado em informações disponíveis ao público, consideradas confiáveis na data de publicação. Posto que
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Este relatório não representa oferta de negociação de valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. As
análises, informações e estratégias de investimento têm como único propósito fomentar o debate entre os analistas

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Analistas responsáveis

Rodolfo Amstalden, Analista CNPI*

Walter Poladian, Planejador Financeiro CFP

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*O analista Rodolfo Amstalden é o responsável principal pelo conteúdo do relatório e pelo cumprimento do
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