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DO RECURSO ORDINÁRIO

É a medida recursal cabível em face da sentença de primeiro grau, proferida


pela Vara do Trabalho, seja de mérito ou não.

Quando a sentença é de mérito, ela é definitiva, e quando não aprecia o


mérito é terminativa.

Cabe Recurso Ordinário para a instância superior:

I – das decisões definitivas ou terminativas das Varas e Juízos, no prazo de 8


dias.

II – das decisões definitivas ou terminativas dos Tribunais Regionais (TRT), em


processos de sua competência originária, no prazo de 8 dias.

Dessa forma, o recurso ordinário é cabível para anular ou reformar a sentença


proferida pelo juiz do Trabalho, seja a decisão terminar ou definitiva, seja declaratória,
constitutiva ou de improcedência.

O recurso ordinário também é cabível ao TST em face dos acórdãos proferidos


pelos Tribunais Regionais do Trabalho em acórdãos de natureza definitiva ou
terminativa, proferidos em processos individuais ou coletivos de sua competência
originária (art. 895, II, da CLT).

O R.O. somente será recebido no efeito devolutivo. A jurisprudência tem


admitido a concessão de efeito suspensivo, mediante propositura de medida cautelar
inominada.

O R.O. deve ser interposto por petição acompanhada das razões, no prazo
de 8 dias. Obs.: Admite-se, porém, a interposição por petição simples, sem as razões
se a parte estiver sem advogado, valendo-se do jus postulandi.

Há necessidade de pagamento de custas. O reclamante somente pagará as


custas se todos os pedidos forem extintos sem resolução de mérito, ou se todos forem
julgados improcedentes. Havendo procedência total ou em parte, o reclamado pagará
as custas processuais.

Se houve condenação em pecúnia, o reclamado deve realizar depósito


recursal.

O presente recurso será interposto perante o órgão judiciário do qual se


recorre, o qual determinará o processamento do recurso, notificando o recorrido para
apresentação das contrarrazões no prazo de 8 dias.

Apresentadas as contrarrazões o processo será remetido ao Tribunal


competente para verificar presença dos pressupostos recursais e aprecisar o recurso.

O relator do recurso reapreciará os pressupostos primeiramente. Se presentes,


determinará o processamento do recurso conforme o Regimento Interno do Tribunal.
Teoria da Causa Madura – Os §§ 3º e 4º do art. 1013 do CPC

Quando a causa versar somente sobre questão de direito e estiver em


condições de julgamento imediato, ou seja, não necessitar de produção de outras
provas além das que já constam nos autos, o juiz poderá julgar o meritum causae de
imediato sem sequer citar a parte contrária.

A teoria da causa madura prestigia os princípios da celeridade e da


instrumentalidade sem que nenhuma das partes saia prejudicada.

“Art. 1.013. A apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria


impugnada.

§ 3o Se o processo estiver em condições de imediato julgamento, o tribunal


deve decidir desde logo o mérito quando:

I - reformar sentença fundada no art. 485;

II - decretar a nulidade da sentença por não ser ela congruente com os limites
do pedido ou da causa de pedir;

III - constatar a omissão no exame de um dos pedidos, hipótese em que poderá


julgá-lo;

IV - decretar a nulidade de sentença por falta de fundamentação.

§ 4o Quando reformar sentença que reconheça a decadência ou a prescrição, o


tribunal, se possível, julgará o mérito, examinando as demais questões, sem
determinar o retorno do processo ao juízo de primeiro grau.”

Diante de tal dispositivo, o Tribunal pode, desde logo, enfrentar o mérito


quando a causa já estiver pronta para julgamento (causa madura), ou seja: não há
mais necessidade de dilação probatória. O TRT, ao reformar a decisão, enfrentará o
mérito nas seguintes hipóteses:

a) Decisão de 1º grau extinguir o processo sem resolução de mérito

b) Decretar a nulidade da sentença por não ser ela congruente com os


limites do pedido ou da causa de pedir

c) Constatar a omissão no exame de um dos pedidos

d) Decretar a nulidade de sentença por falta de fundamentação

e) Quando reformar sentença que reconheça a decadência ou a


prescrição

Certamente, haverá resistência dos Tribunais em aplicar em aplicar os §§ 3º e


4º do art. 1013 do CPC, principalmente dos TRTs, pois a tradição é determinar a baixa
do processo para novo julgamento em primeiro grau quando a decisão apresentar
algum defeito processual.

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