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EAD

Métodos
e Técnicas de
Estudo e Pesquisa
Luiza Angélica Paschoeto Guimarães

FERP, 2016
Expediente

FUNDAÇÃO EDUCACIONAL ROSEMAR PIMENTEL

Chanceler: Geraldo Di Biase (in memorian)


Presidente: Geraldo Di Biase Filho

CENTRO UNIVERSITÁRIO GERALDO DI BIASE

Reitor: Geraldo Di Biase Filho


Pró-Reitora de Assuntos Acadêmicos: Elisa Ferreira Silva de Alcântara
Pró-Reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão: Francisco José Barcellos Sampaio
Pró-Reitor Administrativo: Osvaldir Geraldo Denadai
Diretora do Instituto Superior de Educação e Diretora do Núcleo de Graduação Tecnológica:
Conceição Aparecida Fernandes Lima Panizzi
Coordenador do Curso Superior de Tecnologia em Recursos Humanos: Francisco Carlos Pereira
Coordenador do Núcleo de Educação a Distância: Rosenclever Lopes Gazoni
Ficha Técnica

Elaboração de Conteúdo
Luiza Angélica Paschoeto Guimarães

Desenvolvimento Instrucional e Revisão


Francisco Carlos Pereira
Júlio César Gama Dias da Silva
Luiza Angélica Paschoeto Guirmarães
Rosenclever Lopes Gazoni

Projeto Gráfico

Yellow Carbo Design

Foto capa

Free Stock Photos


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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

G963a
Guimarães, Luiza Angélica Paschoeto.
Métodos e Técnicas de Estudo e Pesquisa [recurso eletrônico] Luiza
Angélica Paschoeto Guimarães. – Volta Redonda; RJ: FERP, 2015.

96 p. : il. ; grafs.

Modo de acesso: World Wide Web.

1. Pesquisa -- Metodologia. 2. Redação técnica. I. Título.


CDD: 001.42
Caro Estudante,

Atualmente, as instituições de ensino superior brasileiras vêm cada vez mais aliando o ensino, a
pesquisa e a extensão universitária, por meio de práticas pedagógicas que integram essas três modalidades
acadêmicas. Essa integração contribui com o desenvolvimento do pensamento crítico e reflexivo do
estudante, favorecendo o conhecimento da realidade e a percepção dos problemas da comunidade a sua
volta, ao mesmo tempo em que busca subsídios para minimizá-los.
Nesse contexto, cabe ao ensino buscar os meios adequados para a divulgação dos saberes
adquiridos, além de servir de elemento mediador entre a pesquisa e a extensão.
O Centro Universitário Geraldo Di Biase (UGB-FERP) acredita que a integração dessas três
modalidades acadêmicas dota o estudante de instrumentos apropriados para contribuir com a sociedade,
oferecendo a ela profissionais competentes e preparados para nela atuar.
Assim, fundamentou a disciplina de Métodos e Técnicas de Estudo e Pesquisa (MTEP) com
uma ementa que visa oferecer ao universitário, os instrumentos e procedimentos próprios à pesquisa, no
intuito de torná-lo capaz de buscar o conhecimento utilizando as ferramentas adequadas para a realização
dessa tarefa.
Em diferentes disciplinas do currículo, o estudante será estimulado à prática da pesquisa e a
disciplina MTEP, possibilitará que ele desempenhe seu trabalho com mais facilidade e competência.
Compreender e aplicar os princípios da metodologia científica em situações de apreensão, produção
e expressão do conhecimento em seu cotidiano, também dará ao estudante, melhores condições para
gerenciar sua própria aprendizagem.
Dentro do conteúdo, você poderá encontrar ícones que orientarão e facilitarão a compreensão de
seus estudos, são eles:

Bons estudos!
Luiza Angélica Paschoeto Guimarães
Professor Conteudista da Disciplina
Sumário

Unidade 1 – A Lei de Direitos Autorais e o Plágio Acadêmico 7


1.1 O Direito Autoral 8
1.2 Domínio Público 10
1.3 Plágio – violação do direito autoral 10
Unidade 2 – Critérios Gráficos do UGB e as Normas da ABNT 15
2.1 Normas da ABNT 16
2.2 Critérios Gráficos do UGB 17
Unidade 3 – Método de Estudo 19
3.1 Método de Estudo 20
3.2 Leitura e Interpretação de Textos Acadêmicos 21
3.2.1 A relação entre os elementos fundamentais no processo de leitura 21
3.2.2 Técnica de leitura e interpretação de textos 22
Unidade 4 – Ciência, Método Científico e Tipos de Pesquisa 27
4.1 O que é Ciência? 28
4.2 O Método Científico 30
4.3 Tipos de Pesquisa 33
4.3.1 Definindo Pesquisa 33
4.3.2 A pesquisa quanto as suas finalidades 34
4.3.2.1 Pesquisa Básica 34
4.3.2.2 Pesquisa Aplicada 35
4.3.3 A pesquisa quanto as suas abordagens 35
4.3.3.1. Pesquisa quantitativa 35
4.3.3.2. Pesquisa qualitativa 36
4.3.3.3 Relação entre a pesquisa quantitativa e a pesquisa qualitativa 36
4.4 A pesquisa e suas classificações 37
4.4.1 Classificação segundo os objetivos da pesquisa 38
4.4.1.1 Pesquisa Exploratória 38
4.4.1.2 Pesquisa descritiva 38
4.4.1.3 Pesquisa Explicativa 39
4.4.2 Classificação segundo a origem das fontes da pesquisa 39
4.4.2.1 Pesquisa Bibliográfica 40
4.4.2.2 Pesquisa Documental 40
4.4.2.3 Pesquisa Telematizada 41
4.4.3 Classificação segundo os procedimentos técnicos da pesquisa 41
4.4.3.1 Levantamento 41
4.4.3.2 Pesquisa de Campo 42
4.4.3.3 Pesquisa Experimental 42
4.4.3.4 Estudo de Caso 43
4.4.3.5 Pesquisa Histórica 44
Unidade 5 – Trabalhos Acadêmicos 47
5.1 Elaboração de Trabalhos Acadêmicos 48
5.1.1 Texto Dissertativo Acadêmico 48
5.1.1.1 Características de um texto dissertativo 49
5.1.1.2 O que evitar em um texto dissertativo 50
5.2 Trabalhos Acadêmicos 50
5.2.1 Fichamento 50
5.2.2 Resumo 51
5.2.3 Resenha Crítica (Resumo crítico) 51
5.2.4 Relatório 52
Unidade 1

A Lei de Direitos Autorais


e o Plágio Acadêmico

Na Unidade 1 você tomará conhecimento de um assunto muito


polêmico nos meios acadêmicos. Ao final desta Unidade você deverá
ter atingido os seguintes objetivos:

• Demonstrar senso ético.


• Conceituar plágio e direito autoral.
• Conhecer a legislação referente aos direitos autorais e a
sua violação.

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1.1
O Direito Autoral
No Brasil, a Constituição Federal de 1988 garante o direito autoral no artigo 5º, inciso
XXVII, quando assinala: “aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou
reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar”. Entende-se
como direitos autorais, os direitos morais e patrimoniais do autor de uma produção literária,
artística ou científica.
De acordo com o ECAD1 (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), instituição
privada, sem fins lucrativos que cuida da arrecadação e distribuição dos direitos autorais de
execução pública musical, o Brasil é signatário de diversos “tratados internacionais, com o
objetivo de proteger as relações entre o criador e a utilização de obras literárias, artísticas ou
científicas, tais como livros, pinturas, esculturas, músicas, ilustrações, fotografias, etc.”. E cita
como exemplos, a Convenção de Berna (Decreto 75.699, de 6.12.75); a Convenção de Roma
(Decreto 57.125, de 19.10.65); e o Acordo sobre aspectos dos Direitos de Propriedade
Intelectual relacionados ao Comércio – ADPIC (Decreto 1.355, de 30.12.94).
O Direito Autoral no Brasil está regulamentado pela Lei 9.610, de 19 de fevereiro de
1998, alterada pela Lei Nº 12.853, de 14 de agosto de 2013.
De acordo com a Lei nº 9.610/98, em seu artigo 7º, incisos I a XIII, são consideradas
obras intelectuais protegidas aquelas que representam “as criações do espírito, expressas por
qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se
invente no futuro”. Essas obras são as seguintes:

I. os textos de obras literárias, artísticas ou científicas;


II. as conferências, alocuções, sermões e outras obras da mesma natureza;
III. as obras dramáticas e dramático-musicais;
IV. as obras coreográficas e pantomímicas, cuja execução cênica se fixe por
escrito ou por outra qualquer forma;
V. as composições musicais, tenham ou não letra;
VI. as obras audiovisuais, sonorizadas ou não, inclusive as cinematográficas;
VII. as obras fotográficas e as produzidas por qualquer processo análogo ao da
fotografia;
VIII. as obras de desenho, pintura, gravura, escultura, litografia e arte cinética;
IX. as ilustrações, cartas geográficas e outras obras da mesma natureza;
X. os projetos, esboços e obras plásticas concernentes à geografia, engenharia,
topografia, arquitetura, paisagismo, cenografia e ciência;
XI. as adaptações, traduções e outras transformações de obras originais,
apresentadas como criação intelectual nova;
XII. os programas de computador;
XIII. as coletâneas ou compilações, antologias, enciclopédias, dicionários, bases
de dados e outras obras, que, por sua seleção, organização ou disposição
de seu conteúdo, constituam uma criação intelectual.

1
ECAD. Legislação de Direito autoral. Disponível em: <http://www.ecad.org.br/pt/direito-
autoral/Legislacao/Paginas/default.aspx> Acesso em: 15 mar.2015.

8
Saiba mais

Registro de Obras Literárias e Artísticas

Desde 1973, como definido na Lei 5.988, a Biblioteca Nacional é


a instituição responsável pelo registro de obras literárias e artísticas,
aceitando o registro de textos dos mais diversos gêneros literários,
técnicos e científicos; como também de criações musicais, teatrais, para
cinema e televisão, história em quadrinhos e personagens desenhados; e
outras produções publicitárias e para publicações periódicas.
O espírito extremamente atual que permeia as discussões sobre
direito autoral faz com que até mesmo a criação de sites, no que diz
respeito à seleção, organização e disposição de seu conteúdo, possa ser
registrado na Biblioteca Nacional.
Em todo o território nacional, outras instituições podem, mediante
convênio com a Biblioteca Nacional, se credenciar como escritórios de
representação.
É importante saber, no entanto, que o registro na Biblioteca
Nacional é facultativo. A proteção aos direitos do autor independe de
registro, diferentemente do que acontece, por exemplo, com a patente ou
outros instrumentos de propriedade industrial.

Texto disponível em:


<http://www.casadoautorbrasileiro.com.br/direito-
autoral/nocoes-basicas> Acesso em: 16 mar.2015.
.

Do mesmo modo, essa lei apresenta um rol de produções que não são objeto de
proteção como direitos autorais em seu artigo 8º, incisos I a VII. São elas:

I. as ideias, procedimentos normativos, sistemas, métodos, projetos ou


conceitos matemáticos como tais;
II. os esquemas, planos ou regras para realizar atos mentais, jogos ou
negócios;
III. os formulários em branco para serem preenchidos por qualquer tipo de
informação, científica ou não, e suas instruções;
IV. os textos de tratados ou convenções, leis, decretos, regulamentos, decisões
judiciais e demais atos oficiais;
V. as informações de uso comum tais como calendários, agendas, cadastros
ou legendas;
VI. os nomes e títulos isolados;
VII. o aproveitamento industrial ou comercial das ideias contidas nas obras.

Métodos e Técnicas de Estudo e Pesquisa 9


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É necessário destacar que quando nos propomos a elaborar um trabalho acadêmico,
devemos respeitar a Lei de Direito Autoral, fazendo referências às obras literárias, artísticas e
científicas e seus respectivos autores, de modo que a ele sejam dados os créditos merecidos.
Apropriar-se do trecho ou de uma ideia de uma obra, copiando sem referenciá-lo, constitui-se
naquilo que chamamos “plágio”. É o que veremos no item 5.3, logo após tratarmos das obras
de domínio público.

1.2
Domínio Público

Os autores possuem direitos de autoria sobre as suas produções intelectuais, entretanto,


esses direitos deixam de ter validade sob condições especiais também previstas na a Lei nº
9.610/98, como é o caso das obras de “domínio público”.
A noção de domínio público decorre da noção de que quando um autor produz uma
obra, não produz apenas para si ou para seus herdeiros, mas também, para toda a humanidade,
passando a pertencer à coletividade, pois se trata de uma herança cultural.
Assim, podemos afirmar que uma obra é de “domínio público” quando é livre para que
todos possam utilizá-la e dela usufruir.

É de setenta anos o prazo de proteção aos direitos conexos, contados a partir


de 1º de janeiro do ano subsequente à fixação, para os fonogramas; à
transmissão, para as emissões das empresas de radiodifusão; e à execução e
representação pública, para os demais casos. (LEI n. 9.610, 1998, Art. 96)

A Lei nº 9.610/98, prevê que uma produção intelectual passa a pertencer ao domínio
público após 70 anos, a contar de 1º de janeiro do ano subsequente ao falecimento do autor; ou
quando não tenha deixado herdeiros; ou, ainda, quando o autor é desconhecido.

1.3
Plágio – violação do direito autoral

Quando um indivíduo se apropria de uma produção literária, artística ou científica, seja


a obra inteira ou parte dela, ou ainda uma ideia atribuindo a si próprio sua autoria, então dizemos
que ele cometeu um “plágio”.

10
O plágio, portanto, é a utilização de uma produção intelectual (literária, artística e
científica), sem dar o devido crédito ao autor da obra. É uma questão ética e precisa ser
combatido nos meios acadêmicos, local onde o plágio é muito comum nos dias de hoje.
Quando incluímos uma citação retirada do trabalho de outro autor em uma produção
acadêmica realizada por nós, dando a ele o devido crédito, não estamos praticando plágio. Dar
crédito ao autor é registrar sua obra ao longo do trabalho e incluí-lo nas referências.
Porém, quando copiamos integralmente ou parte de um trabalho acadêmico, de uma
publicação, ou ainda de qualquer obra literária ou artística sem a devida referência, estamos
cometendo o crime de plágio e provocando diversas situações de conflitos, principalmente no
campo da ética. É necessário, portanto, que se conheça mais sobre este problema tão comum
nas universidades brasileiras e internacionais, para que seja possível combatê-lo.
Há, pelo menos, três tipos de plágio: integral, parcial e conceitual.

• Integral quando a obra/texto é inteiramente copiada;


• Parcial quando se faz o famoso “recorte e cole”, isto é, quando se faz cópias de
frases e parágrafos dos textos;
• Conceitual quando a ideia expressa é copiada de forma distinta do original.

Em todos os casos, o “plagiador” não faz referência à autoria, isto é, toma para si os
benefícios intelectuais do trabalho, sem considerar os prejuízos que pode causar ao autor
original.
Como assinalamos anteriormente, o direito autoral está previsto na legislação brasileira
(Lei nº 9.610/98) e sua violação é crime e consta do Código Civil e do Código Criminal
brasileiros.
O Código Penal brasileiro (Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940, art. 184)
considera crime contra a propriedade intelectual passível de penalidades na forma da lei, a
violação dos direitos do autor e os que lhe são conexos. Vejamos o que traz este artigo na
íntegra, alterado pela Lei nº 10.695, de 1º de julho de 2003:

Art. 184. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos:


Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa.
§ 1o Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito de
lucro direto ou indireto, por qualquer meio ou processo, de obra intelectual,
interpretação, execução ou fonograma, sem autorização expressa do autor, do
artista intérprete ou executante, do produtor, conforme o caso, ou de quem os
represente:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.
§ 2o Na mesma pena do § 1o incorre quem, com o intuito de lucro direto ou
indireto, distribui, vende, expõe à venda, aluga, introduz no País, adquire,
oculta, tem em depósito, original ou cópia de obra intelectual ou fonograma
reproduzido com violação do direito de autor, do direito de artista intérprete
ou executante ou do direito do produtor de fonograma, ou, ainda, aluga

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original ou cópia de obra intelectual ou fonograma, sem a expressa autorização
dos titulares dos direitos ou de quem os represente.
§ 3o Se a violação consistir no oferecimento ao público, mediante cabo, fibra
ótica, satélite, ondas ou qualquer outro sistema que permita ao usuário realizar
a seleção da obra ou produção para recebê-la em um tempo e lugar
previamente determinados por quem formula a demanda, com intuito de lucro,
direto ou indireto, sem autorização expressa, conforme o caso, do autor, do
artista intérprete ou executante, do produtor de fonograma, ou de quem os
represente:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.
§ 4o O disposto nos §§ 1o, 2o e 3o não se aplica quando se tratar de exceção ou
limitação ao direito de autor ou os que lhe são conexos, em conformidade com
o previsto na Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, nem a cópia de obra
intelectual ou fonograma, em um só exemplar, para uso privado do copista,
sem intuito de lucro direto ou indireto.

A Lei nº 9.610/98 prevê também as situações que não se aplicam penalidades, ou seja,
não são consideradas como plágio. Vejamos o que consta no Capítulo IV, artigos 46 a 48:

Capítulo IV
Das Limitações aos Direitos Autorais

Art. 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais:


I - a reprodução:
a) na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo,
publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se
assinados, e da publicação de onde foram transcritos;
b) em diários ou periódicos, de discursos pronunciados em reuniões públicas
de qualquer natureza;
c) de retratos, ou de outra forma de representação da imagem, feitos sob
encomenda, quando realizada pelo proprietário do objeto encomendado, não
havendo a oposição da pessoa neles representada ou de seus herdeiros;
d) de obras literárias, artísticas ou científicas, para uso exclusivo de deficientes
visuais, sempre que a reprodução, sem fins comerciais, seja feita mediante o
sistema Braille ou outro procedimento em qualquer suporte para esses
destinatários;
II - a reprodução, em um só exemplar de pequenos trechos, para uso privado
do copista, desde que feita por este, sem intuito de lucro;
III - a citação em livros, jornais, revistas ou qualquer outro meio de
comunicação, de passagens de qualquer obra, para fins de estudo, crítica ou
polêmica, na medida justificada para o fim a atingir, indicando-se o nome do
autor e a origem da obra;
IV - o apanhado de lições em estabelecimentos de ensino por aqueles a quem
elas se dirigem, vedada sua publicação, integral ou parcial, sem autorização
prévia e expressa de quem as ministrou; V - a utilização de obras literárias,
artísticas ou científicas, fonogramas e transmissão de rádio e televisão em

12
estabelecimentos comerciais, exclusivamente para demonstração à clientela,
desde que esses estabelecimentos comercializem os suportes ou equipamentos
que permitam a sua utilização;
VI - a representação teatral e a execução musical, quando realizadas no
recesso familiar ou, para fins exclusivamente didáticos, nos estabelecimentos
de ensino, não havendo em qualquer caso intuito de lucro;
VII - a utilização de obras literárias, artísticas ou científicas para produzir
prova judiciária ou administrativa;
VIII - a reprodução, em quaisquer obras, de pequenos trechos de obras
preexistentes, de qualquer natureza, ou de obra integral, quando de artes
plásticas, sempre que a reprodução em si não seja o objetivo principal da obra
nova e que não prejudique a exploração normal da obra reproduzida nem cause
um prejuízo injustificado aos legítimos interesses dos autores.
Art. 47. São livres as paráfrases e paródias que não forem verdadeiras
reproduções da obra originária nem lhe implicarem descrédito.
Art. 48. As obras situadas permanentemente em logradouros públicos podem
ser representadas livremente, por meio de pinturas, desenhos, fotografias e
procedimentos audiovisuais.

É preciso ressaltar, por fim, que podemos utilizar as produções e ideias dos autores,
desde que façamos com o devido cuidado, valorizando sua criatividade e esforço intelectual.
Em síntese, utilizar uma produção não é plágio, plágio é utilizá-la sem dar ao seu autor
o valor que ele merece.

Resumindo

• O Direito autoral é garantido pelas leis brasileiras e sua


violação se constitui em crime passível de penalidades
previstas no Código Penal.
• Uma obra é de “domínio público” quando é livre para que
todos possam utilizá-la e dela usufruir.
• Plágio é o nome atribuído à apropriação indevida de uma
produção intelectual, seja literária, artística ou científica.

Métodos e Técnicas de Estudo e Pesquisa 13


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Registre sua ideia

Entre em nossa sala virtual e participe do Fórum que estará


aberto durante o tempo destinado para esta Unidade, cujo
questionamento é:

Quando o assunto é plágio, nem tudo é simples


e fácil de identificar, principalmente no meio
acadêmico. Qual sua opinião sobre o plágio?
O que você faria se uma produção intelectual
de sua autoria fosse plagiada?

Participe! Estamos aguardando você.

Importante!

Todas as atividades postadas no Ambiente Virtual de


Aprendizagem estarão compondo a nota bimestral juntamente com a
avaliação presencial.
Não se esqueça, também, de participar do nosso fórum de
discussões.

14
Unidade 2

Critérios Gráficos do UGB


e as Normas da ABNT

Na Unidade 2 você tomará conhecimento dos critérios gráficos


do UGB e das Normas Técnicas para formatação de trabalhos
acadêmicos elaborados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas
– ABNT.

Para tanto, estaremos apresentando uma síntese do Manual de


Formatação de Trabalhos Acadêmicos do UGB, que foi elaborado em
2016, com base nas Normas da ABNT, com algumas adaptações à
realidade de nossa Instituição.

Ao final desta Unidade você deverá ter atingido os seguintes


objetivos:

 Elaborar trabalhos acadêmicos respeitando as normas e


critérios gráficos do UGB.

Métodos e Técnicas de Estudo e Pesquisa


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2.1
Normas da ABNT
A Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT foi criada em 28 de setembro de
1940 e é membro fundador da International Organization for Standardization (Organização
Internacional de Normalização - ISO), da Comisión Panamericana de Normas Técnicas
(Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas - Copant) e da Asociación Mercosur de
Normalización (Associação Mercosul de Normalização - AMN). É também membro da
International Electrotechnical Commission (Comissão Eletrotécnica Internacional - IEC).
Trata-se de uma instituição privada e sem fins lucrativos, responsável pela elaboração
das Normas Brasileiras (ABNT NBR), que regulamenta diversas áreas de atuação no âmbito da
indústria e serviços, que garantem o direito do consumidor e a segurança das pessoas.
Entre as atribuições da ABNT está a regulamentação para padronizar o formato de
trabalhos acadêmicos realizados no âmbito das universidades.
A ABNT entende como norma1 um “documento estabelecido por consenso e aprovado
por um organismo reconhecido, que fornece regras, diretrizes ou características mínimas para
atividades ou para seus resultados, visando à obtenção de um grau ótimo de ordenação em um
dado contexto”.
Não se trata de uma lei, portanto, “a norma é, por princípio, de uso voluntário, mas
quase sempre é usada por representar o consenso sobre o estado da arte de determinado assunto,
obtido entre especialistas das partes interessadas”.
Por se tratar de normas de uso voluntário, as regras de formatação de trabalhos
acadêmicos indicados pela ABNT, podem servir de base às universidades brasileiras, porém
permite certa flexibilidade na elaboração dessas normas, significando que as instituições
educativas podem adaptá-las às suas realidades acadêmicas.
Por esse motivo, o UGB utilizou as regras de formatação da ABNT como base para a
elaboração de suas próprias normas, de modo a garantir a padronização dos trabalhos
acadêmicos no âmbito de seus cursos, levando em conta a sua realidade.
No UGB, as regras para a formatação de trabalhos acadêmicos estão reunidas em um
único documento, o Manual de Formatação de Trabalhos Acadêmicos. Este manual está
disponível à comunidade acadêmica (docentes, estudantes e funcionários) no website do UGB.

1 Disponível em: <http://www.abnt.org.br/normalizacao/o-que-e/o-que-e> Acesso em: 20 jan. 2016.

16
2.1
Critérios Gráficos do UGB

Para conhecer em detalhes as regras de formatação de trabalhos acadêmicos do UGB, o


estudante poderá consultar o Manual de Formatação de Trabalhos Acadêmicos. Entretanto,
indicaremos aqui algumas dessas regras, de modo a facilitar a sua consulta na realização de
nossa disciplina. Observe, portanto, o quadro a seguir, que você encontra, em tamanho maior,
na página 18 do Manual:

SÍNTESE - REGRAS COMUNS DE FORMATAÇÃO PARA TODOS OS TRABALHOS ACADÊMICOS

DIGITADO NA COR NO ANVERSO ILUSTRAÇÕES PODEM


PAPEL BRANCO A4
PRETA (FRENTE) SER COLORIDAS

MARGEM SUPERIOR: 3 cm INFERIOR: 2 cm ESQUERDA: 3 cm DIREITA: 2 cm

CORPO DO TÍTULOS DA SEÇÕES CITAÇÃO COM


NOTA EXPLICATIVA:
FONTE TIPO: ARIAL TEXTO: E SUBSEÇÕES: MAIS DE 3 LINHAS:
TAMANHO 10
TAMANHO 12 TAMANHO 12 TAMANHO 11
RECUO PARÁGRAFO
ESPAÇOS ESPAÇAMENTO PARÁGRAFO ENTRE
ALINHAMENTO ESQUEDA/ ESPECIAL –
NO CORPO ANTES E DEPOIS: LINHAS:
JUSTIFICADO DIREITA: PRIMEIRA LINHA:
DO TEXTO 0 (ZERO) 1,5 cm
0 (ZERO) 1,25 cm
RECUO
ESPAÇOS
ESQUEDA:
NAS ESPAÇAMENTO PARÁGRAFO ENTRE
ALINHAMENTO 4 cm PARÁGRAFO
CITAÇÕES ANTES E DEPOIS: LINHAS:
JUSTIFICADO RECUO ESPECIAL: nenhum
COM MAIS 0 (ZERO) simples
DIREITA:
DE 3 LINHAS
0 (ZERO)
SEPARADA POR
NUMERADA EM
NOTA UM FILETE DE 3 FONTE ARIAL, ESPAÇO ENTRE ALINHAMENTO:
ALGARISMO
EXPLICATIVA cm (automático TAMANHO 10 LINHAS: SIMPLES JUSTIFICADO
ARÁBICO
no Word)
ALÍNEA – DESTAQUES
NO TEXTO (SEM
SEM SINAIS FORMATO DA
EM SEQUÊNCIA TÍTULO) COM LETRAS
SEÇÕES E ALGARISMO SEPARANDO LETRA VARIA
CRESCENTE E COMO MARCADORES:
SUBSEÇÕES ARÁBICO NÚMERAÇÃO DO CONFORME A
PROGRESSIVA a) ou a.
TÍTULO SEÇÃO
b) ou b.
c) ou c.
NUMERAÇÃO EM
SEQUÊNCIA ALGARISMOS
JUNTO À ARÁBICOS
CONTAGEM A
MARGEM (APARECENDO
PAGINAÇÃO PARTIR DA FOLHA
SUPERIOR A PARTIR DA
DE ROSTO
DIREITA FOLHA DA
(NO INTRODUÇÃO)
CABEÇALHO)

Métodos e Técnicas de Estudo e Pesquisa 17


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Além dessas regras simples de formatação, no Manual você encontra as regras para a
elaboração de citações e bibliografia; os elementos pré-textuais que devem estar presentes nos
trabalhos acadêmicos (obrigatório ou facultativos); e a estrutura dos trabalhos acadêmicos mais
utilizados na Graduação: Projeto de Pesquisa e Artigo Científico.
Sugerimos que você imprima e encaderne o Manual de Formatação de Trabalhos
Acadêmicos de modo que possa consultá-lo sempre que precisar. Em nossa disciplina
estaremos trabalhando diretamente com ele, portanto, tenha-o à mão.
O Manual também está disponível em nossa Sala Virtual no AVA.

Resumindo

 Norma é um “documento estabelecido por consenso e


aprovado por um organismo reconhecido, que fornece
regras, diretrizes ou características mínimas para
atividades ou para seus resultados, visando à obtenção de
um grau ótimo de ordenação em um dado contexto”.
 Para formatar os trabalhos acadêmicos no âmbito do
UGB, o estudante deve utilizar o Manual de Formatação
de Trabalhos Acadêmicos, disponível no website UGB e
em nossa Sala Virtual no AVA/NEAD.

Importante!
Após conhecer o Manual de Formatação de Trabalhos
Acadêmicos, faça as tarefas disponíveis no ícone Tarefa Avaliativa,
que está disponível em nossa Sala Virtual.
A Sala Virtual é a Sala de nossa disciplina que você tem
acesso pelo NEAD.

18
Unidade 3

Método de estudo
Nesta Unidade estaremos apresentando a você um método de
estudo e as principais técnicas de leitura e interpretação de textos
acadêmicos. Assim, a Unidade tem como objetivos:

 Apresentar um método de estudo eficaz e sua


aplicação prática.
 Utilizar técnicas de leitura e interpretação de textos
científicos e acadêmicos.

Ao final da Unidade, resolva as atividades propostas no Mapa


de Atividades da Unidade, que está postado na Sala Virtual da
Disciplina.

Métodos e Técnicas de Estudo e Pesquisa 19


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3.1
Método de Estudo

Salomon (2010) assinala que quando duas pessoas aplicam o mesmo método, uma pode
conseguir cem por cento de resultado enquanto a outra, pode alcançar um resultado menor. Isto
porque o uso do método está relacionado às capacidades, habilidades, personalidade, estilo de
inteligência, experiências, hábitos de quem emprega e do tempo disponível de cada pessoa.
Outro ponto assinalado pelo autor é o aspecto objetivo do método. Explica que o método
em si é simples, o que o faz difícil e às vezes impraticável, são suas regras e técnicas. “A
estratégia é, quase sempre, simples e fácil. As táticas é que costumam ser numerosas, complexas
e difíceis” (SALOMON, 2010, p. 39).
De acordo com Salomon, o método de estudo eficiente reduz-se aos seguintes pontos
principais, que aqui serão transcritos na íntegra:

a) Finalidade: desenvolver hábitos de estudo eficiente que não se restrinjam apenas a


determinado setor de atividade ou matéria específica, mas hábitos que sejam válidos,
pelo processo de transferência de aprendizagem, para as demais situações, e eficientes
para o transcurso da vida;

b) Abrangência: servir de instrumento a todos os que tenham as mesmas necessidades e


interesses, em qualquer fase de desenvolvimento e escolaridade, podendo aperfeiçoar-
se à medida que o indivíduo progride, através de seus próprios recursos;

c) Processamento: ser global – parcial – global, seguindo assim o princípio geral que rege
a evolução biológica: o do desenvolvimento “difuso-analítico-sintético”.
(SALOMON, 2010, p. 39-40

Vale ressaltar que para um método ser eficiente não basta ser bem elaborado, precisa,
também, ser bem aplicado e isso depende, em grande parte, do poder de decisão e perseverança
de quem o está aplicando, pois como assinala Salomon (2010, p. 44), “Não basta ler e informar-
se a respeito de como deve agir. Importante, também, é decidir praticar”.

Resumindo
 Um método de estudo eficiente precisa ter uma finalidade, ser
abrangente e processual (sistemático).
 Um método que traz um conjunto de procedimentos e técnicas que
garante uma leitura saudável e vantajosa para o estudante.

20
3.2
Leitura e Interpretação de Textos Acadêmicos
A boa leitura é a garantia de êxito nos estudos. O estudante quando lê, e principalmente,
quando lê bem, terá mais facilidade em apreender os conteúdos e as mensagens que o autor
pretende com seu texto. A boa leitura abrange tanto os textos de ficção (textos literários) quanto
os textos de não-ficção (textos referenciais). Esses textos permitem que tenhamos dois tipos
diferentes de leitura: a leitura emocional e a leitura racional.
A leitura emocional é aquela que alimenta nossa subjetividade, nos empolgando,
liberando nossas emoções, permitindo que nossas fantasias venham à tona, enfim, a leitura
emocional é aquela que nos permitimos “sentir”. A leitura emocional envolve, principalmente,
os textos narrativos como os romances, os contos, as novelas etc.
A leitura racional, ao contrário, envolve aspectos ligados à racionalidade e à lógica,
exigindo do leitor o emprego de suas capacidades racionais, de compreensão, de análise, de
estabelecer analogias e de realizar sínteses de ideias. A leitura racional envolve, principalmente,
os textos descritivos e dissertativos como os textos científicos (de ciências e de filosofia) e
acadêmicos (teses, dissertações, monografias, artigos etc.).
Em nosso estudo trataremos da leitura racional, considerando que, em nossa disciplina,
é esse tipo de leitura com a qual estaremos sempre em contato.
No processo de leitura precisamos considerar três elementos fundamentais: quem
escreve, a ideia e quem lê. Para compreendermos a função de cada um, nos reportaremos a
alguns aspetos ligados à teoria da comunicação.

3.2.1
A relação entre os elementos fundamentais no
processo de leitura

Em todo texto existem três elementos: quem escreve, a mensagem e quem lê. Quem
escreve é o autor, ou seja, o emissor da ideia. A ideia é a mensagem que se pretende transmitir
e quem lê é o receptor, que em nosso caso, é o leitor ou o estudante.
Ao escrever um texto, o emissor codifica uma mensagem contendo suas ideias,
pensamentos e reflexões que deverá ser compreendida pelo receptor que a lê e decifra,
decodifica. Quando o receptor consegue assimilar a mensagem, ele é capaz de pensar sobre ela,
compreendê-la, explicá-la e, inclusive, personalizá-la, isto é, dar a ela a sua própria maneira de
transmiti-la (falar ou escrever sobre ela).
Vejamos o esquema:

Métodos e Técnicas de Estudo e Pesquisa


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Figura 1: Elementos da Comunicação

A interpretação da mensagem, isto é sua decodificação, dependerá do sujeito, suas


vivências, experiências e modos de perceber e sentir, tendo em vista que suas concepções e
cultura estarão, o tempo inteiro, intervindo nesta interpretação. Por esse motivo, o leitor que
pretende utilizar suas leituras para elaborar trabalhos científicos e acadêmicos, precisa estar
atento a essas intervenções de sua subjetividade. É preciso estar atento ao sentido literal da
mensagem, o que ela está querendo nos dizer de fato, e não, o que queremos enxergar ou
compreender.

3.2.2.
Técnica de leitura e interpretação de textos

Para ler precisamos tomar algumas medidas que são básicas e que se constituem em
etapas de leitura:

a) Verificar se o material a ser lido é relevante para o trabalho a ser realizado. Ou seja,
se o texto trata do tema que é seu objeto de estudo. Para isso o leitor pode observar
alguns aspectos tais como o título da obra, o resumo, a introdução. Esses elementos
direcionarão o leitor para o que vai ser abordado na produção do autor.

b) Delimitar a unidade de leitura. Nem sempre tudo o que está no material a ser lido será
necessário, principalmente quando se trata da leitura de um livro. Por esse motivo, o
leitor poderá selecionar o capítulo, a unidade ou o setor do livro que interessará ao
trabalho a ser realizado.

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c) Preparar para a leitura. Antes de iniciar a leitura do material para a realização de
análise, o leitor precisa familiarizar-se com o texto. Ele poderá fazer isso buscando
algumas informações relevantes, tais como: quem é o autor, como é seu estilo de escrita,
quando o texto foi elaborado e em qual contexto. Vejamos o exemplo:

Se você tivesse que realizar uma leitura do livro “Os carbonários”


para elaborar uma resenha, você precisaria saber que o autor é Alfredo Sirkis
e que o texto foi publicado pela primeira vez em 1980, pela Editora Global e
também editado pelo Círculo do Livro. No livro, o autor narra as suas
memórias sobre o período de Ditadura Militar no Brasil (1964-1985) e sua
participação no movimento estudantil revolucionário de 1968.

Essas informações sobre a produção do livro estariam situando o leitor para que a sua
motivação fosse despertada, ao mesmo tempo que estaria facilitando a compreensão sobre a
mensagem a ser transmitida pelo autor.

d) Analisar o texto. Cabe ao leitor realizar a análise do texto realizando diferentes leituras.
Na primeira, faz-se uma leitura atenta, mas “corrida”, isto é, leia o texto sem se
preocupar em compreendê-lo. Nesse momento assinale a lápis as palavras
desconhecidas para conhecer seus significados. Antes de realizar uma segunda leitura,
vá ao dicionário buscar o significado das palavras assinaladas, registrando-as em um
caderno de anotações (se possível, faça um glossário). Durante a segunda leitura deve-
se ir assinalando no texto, as ideias principais e mais importantes que poderão ser
utilizadas posteriormente. Ao final, tudo o que foi assinalado poderá se transformar em
um fichamento ou esquema. Não se trata de um resumo, mas sim, de anotar frases e
parágrafos que poderão ser revistos posteriormente, e até mesmo utilizados como
citação na ocasião em que o leitor estiver produzindo seu próprio texto. É importante
destacar que a cada anotação deve ser seguida pelo número da página onde a informação
está localizada. Isso permitirá que o leitor retorne ao texto caso necessite de
compreender melhor o fragmento que destacou.

e) Analisar a ideia/mensagem do texto. Após a realização do esquema ou fichamento,


cabe ao leitor buscar compreender o texto de modo a extrair dele as suas ideias,
concepções e significados. Este é o momento em que o leitor procurará entender o que
o autor quis dizer em sua mensagem, porém não deve permitir que suas ideias
intervenham na mensagem do autor. “A análise temática procura ouvir o autor,
apreender, sem intervir nele, o conteúdo de sua mensagem. Praticamente, trata-se de
fazer ao texto uma série de perguntas cujas respostas fornecem o conteúdo da
mensagem” (SEVERINO, 1991, p. 49). Vejamos algumas perguntas e o que suas
respostas significam:

1) Do que trata o texto? Qual é sua ideia central? A resposta a essas questões dará
ao leitor o tema ou assunto do texto.
2) O que provocou o autor para que ele escrevesse o texto? A resposta leva o leitor
a encontrar o “problema” do texto, ou seja, a problemática que gerou seu desejo
de escrever aquele texto. Outras perguntas levarão a mesma resposta: “Como o
assunto está problematizado? Qual a dificuldade a ser resolvida? Qual o
problema a ser solucionado?” (SEVERINO, 1991, p. 50).

Métodos e Técnicas de Estudo e Pesquisa 23


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3) O que o autor fala sobre o tema? O que ele utiliza para responder ao seu
problema? Essas perguntas levam ao conteúdo da mensagem, ou seja, às
afirmações do autor sobre o seu objeto de estudo. É o modo como ele explica a
sua tese, suas proposições.
4) Quais foram os argumentos do autor? O que ele utiliza para justificar suas ideias?
Essas perguntas refletem o raciocínio do autor, ou seja, o conjunto de ideias e o
desencadeamento delas ao longo do texto. Esses argumentos servem para
justificar suas ideias e propostas, dando significado a elas.

f) Interpretar a leitura. Quando interpretamos um texto procuramos interpretar os


significados explícitos e implícitos (escondidos), além do sentido que o autor quer dar
em suas palavras. Pata tanto, é necessário perguntar: O que o autor quer mostrar? Quais
os valores que aparecem no texto? Quais os pontos de vista do autor? Qual a relação do
texto com o tempo em que foi escrito e com o tempo atual? As respostas a essas questões
darão ao leitor a possibilidade de compreender melhor o que o autor pretendeu ao emitir
sua mensagem.

g) Criticar a leitura. A crítica não pode estar baseada em nossas opiniões individuais ou
em nossos gostos. A crítica se refere ao modo como o autor organizou seu trabalho, ou
seja, se ele conseguiu em seu texto, explicitar as suas ideias e consiste em levantar os
pontos positivos e negativos de um texto. Para realizarmos a crítica precisamos
responder as seguintes perguntas: O autor atingiu seus objetivos? Utilizou linguagem
clara e objetiva? Sua abordagem é original? O texto trouxe contribuições ao tema
discutido? As respostas darão ao leitor a possibilidade de discutir o tema proposto pelo
texto, considerando, contudo, os aspectos relacionados ao próprio texto e ao modo como
ele foi escrito.

h) Problematizar sobre o tema do texto. É possível que após realizar todas as etapas
anteriores surjam algumas indagações, abrindo novas possibilidades de leitura. Neste
momento, as perguntas referem-se ao que deixou de ser explicado no texto lido ou o que
ele provocou, despertando a curiosidade e o desejo de aprofundar os conhecimentos ou
ampliá-los. São elas: O que mais desejo conhecer? Há outros textos que tratam do
assunto?

Assim, ao realizar essas etapas, o leitor estará pronto para elaborar seu próprio trabalho
que pode ser um resumo, uma resenha ou um texto dissertativo com suas próprias ideias, mas
utilizando e citando o trabalho do autor para justificar seus próprios argumentos.

24
Resumindo
 O estudante quando lê, e principalmente, quando lê bem, terá
mais facilidade em apreender os conteúdos e as mensagens
que o autor pretende com seu texto.
 Há dois tipos de leitura: a leitura emocional e a leitura
racional.
 Existem três elementos de comunicação: quem escreve
(emissor), a mensagem e quem lê (receptor).
 A interpretação da mensagem dependerá do sujeito, suas
vivências, experiências e modos de perceber e sentir o
mundo.

Importante!
Após estudar o Texto Base da Unidade 3, vá em nossa Sala Virtual
e realize as atividades propostas.
A Sala Virtual é a Sala de nossa disciplina que você tem
acesso pelo NEAD.
Lembre-se: Todas as tarefas realizadas estarão compondo o
total de pontos relativos à Nota Bimestral que você terá na Disciplina
MTEP.
Não deixe de realizar as Tarefas!!!

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Prezado Estudante,

Com a Unidade 3, terminamos os conteúdos do Primeiro Bimestre da Disciplina


Métodos e Técnicas de Estudo e Pesquisa - MTEP.

Você aprendeu a ter acesso ao NEAD, ao Ambiente Virtual de Aprendizagem e à Sala


Virtual.

Aprendeu também que o Plágio Acadêmico é uma atitude ruim e que se constitui em
um crime previsto em Lei, passível de punições.

Conheceu as normas para formatação de trabalhos acadêmicos e algumas técnicas de


estudo que podem favorecer a sua aprendizagem.

Agora é hora de rever os textos, verificar se cumpriu todas as Tarefas Avaliativas


propostas e se preparar para a Avaliação Presencial que acontecerá na data marcada em nosso
cronograma que está disponível em nossa Sala Virtual.

Lembre-se:

Estudar não é uma tarefa fácil. Exige vontade, determinação, persistência e, sobretudo,
responsabilidade.

Até o próximo bimestre.

Luiza Angélica Paschoeto Guimarães


Professora Conteudista

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Unidade 4

Ciência, Método Científico


e Tipos de Pesquisa
Nesta Unidade estaremos aprofundando o conceito de Ciência,
de Método Científico e conhecendo alguns tipos de pesquisa mais
comuns na graduação. Para tanto, teremos os seguintes objetivos:

 Conceituar Ciência.
 Estabelecer a relação entre Ciência e Conhecimento
científico.
 Identificar as etapas do método científico.
 Conhecer os tipos de pesquisa utilizados na graduação,
segundo alguns critérios.

Ao final da Unidade, realize as atividades e poste na Sala Virtual


da Disciplina.

Métodos e Técnicas de Estudo e Pesquisa


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4.1
O que é ciência?

Falar em conhecimento científico é falar também em ciência. O termo deriva do verbo


latino scire e que dizer conhecer, saber; de scientia (conhecimento em latim) e seu equivalente
em grego episteme. Ciência “em sentido amplo, é um conjunto de conhecimentos
sistematicamente organizados relativos a um determinado objeto; e, em sentido estrito, ciência
é um conhecimento objetivo, obtido através de processos experimentais” (SANTOS;
PEREIRA, 1998, p. 64).
O conhecimento científico procura conhecer um certo objeto considerando suas
características, mas também investiga suas causas e as leis que o rege. O conhecimento busca
compreender, organizar, classificar o objeto segundo seus atributos e funções por meio de
princípios explicativos devidamente comprovados pela observação e experimentação
sistemática (metódica).
O conhecimento científico emerge da necessidade que o sujeito possui de apropriar-se
do objeto, buscando aproximações mais precisas da realidade e por esse motivo busca explicar
o objeto realizando investigação por meio de método rigoroso que tem por base a observação e
a experimentação, resultando em um registro de todo o processo. Trata-se de um conhecimento
crítico que implica na apresentação de provas que dão segurança ao conhecimento elaborado e
por isso é confiável. Produzir conhecimento científico é fazer Ciência.
Para Ander-Egg (1978, p. 15 apud MARCONI; LAKATOS, 2011, p. 22), “a ciência é
um conjunto de conhecimentos racionais, certos ou prováveis, obtidos metodicamente
sistematizados e verificáveis, que fazem referência a objetos de uma mesma natureza’’.
Entretanto, é sempre bom lembrar que a ciência não é a “verdade”, mas sim a aproximação de
uma realidade, ela está sempre em processo, em desenvolvimento e sempre será um mecanismo
para comprovar um ponto de vista.
De acordo com Severino, a ciência é originária da modernidade e se trata de uma
“ruptura crítica com o modo metafísico de pensar, típico da Antiguidade e da Idade Média”.
Para o autor, a ciência caracteriza-se por ser “uma leitura da fenomenalidade do mundo natural”,
apoiando-se em pressupostos filosóficos e fundamentos epistemológicos, necessitando “adotar
práticas metodológicas e procedimentos técnicos, capazes de assegurar a apreensão objetiva
dos fenômenos através dos quais a natureza se manifesta” (SEVERINO, 2007, p. 99).
O emprego dessas práticas metodológicas e procedimentos técnicos dá à ciência o seu
aspecto lógico e racional que se constitui em método para a realização de estudos a partir de
questionamentos, proposições, hipóteses, passando pela observação, pela experimentação e
pela interpretação. Por fim, resulta em uma descrição, explicação, verificação ou em uma teoria.
Para se obter conhecimento científico é necessário que se faça investigação científica, o
que chamamos de pesquisa. Quando o sujeito deseja conhecer além daquilo que se sabe no
senso comum, então, ele busca respostas e provas que lhe traga segurança. O resultado de uma
pesquisa é o conhecimento científico.
Para que o conhecimento seja científico, é necessário que o objeto estudado seja bem
caracterizado e delimitado, além de se utilizar um método apropriado de investigação.

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Você sabia?

Acredita-se que o microscópio foi


inventado por um fabricante de óculos
holandês chamado Zaccharias Janssen por
volta de 1595. Desde então, o microscópio
passou a ser utilizado por cientistas de toda
a Europa.
O microscópio permite ampliar
estruturas celulares que não podem ser
vistas a olho nu. Isso possibilitou grande
avanço científico, principalmente no
campo da Biologia e da Microbiologia.
Desde seu surgimento o
microscópio evoluiu bastante. No século
XIX, para melhorar a capacidade de
focagem, os fabricantes incorporaram a ele
os espelhos curvos. No final daquele
século, os microscópios óticos alcançaram
Figura 2: Microscópio a resolução de 0,2 micrometros, o que foi
Fonte: Arquivo pessoal da autora um grande avanço.
Atualmente, os microscópios eletrônicos vêm conquistando espaços mais amplos,
como na medicina e na engenharia, pois permitem observar objetos em nível atômico.
No Brasil, o uso do microscópio permitiu que em 1909, Carlos Chagas descobrisse
o Trypanosoma cruzi, protozoário causador da Doença de Chagas.

Texto disponível em:


<http://www.olympuslatinoamerica.com/portuguese/ola_aboutolympus_asah
i_port.as> com adaptações Acesso em: 05 mar. 2015.

Métodos e Técnicas de Estudo e Pesquisa 29


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4.2
O Método Científico

A ciência utiliza-se do método científico como elemento fundamental na elaboração do


conhecimento. Trata-se de um conjunto de procedimentos rigorosamente organizado pelo qual
se adquire o conhecimento. Segundo Santos e Pereira (1998, p. 66-68), na tradição científica o
método científico apresenta as seguintes etapas:
1) Observação rigorosa – trata-se de dar atenção ao fenômeno de modo a captar
todas as suas manifestações. É a fase inicial de uma pesquisa, mas que ocorre
durante todo o percurso do cientista, alternando esta etapa com a etapa da
experimentação.

2) Formulação de Hipótese – diz respeito a uma explicação provável para um


determinado fenômeno, sendo, no entanto, uma explicação possível de ser
verificada. É, portanto, uma solução provisória para um determinado problema.
“Na hipótese, as ideias prejulgam os fatos”.

3) Submissão das hipóteses a testes críticos – experimentação – consiste em


colocar as hipóteses à prova, ou seja, submetê-las a experimentos e testes de
verificação, por meio de um controle rigoroso de variáveis. “Na experimentação,
os fatos é que julgam a adequação ou não das ideias, isto é, das hipóteses”.

4) Comprovação dos resultados obtidos – Trata-se da certificação dos resultados


obtidos durante a investigação. “Isto é feito por meio da investigação das
relações causais do fato observado com outros semelhantes ou diferentes”.
Quando as hipóteses se confirmam e o fenômeno demonstra regularidades em
determinadas condições, então formula-se uma lei ou teoria. A isto é dado o
nome de “generalização”.

5) Comunicação dos resultados – passagem da atividade para uma linguagem –


Nesta etapa, o pesquisador utiliza os fatos comprovados durante o experimento
para elaborar uma teoria geral. Formula-se um conjunto de conceitos que
“explicam e interpretam as relações de causa e efeito, as relações de dependência
e as diferenças entre todos os objetos que constituem o campo investigado”.

Santos e Pereira assinalam que essas etapas não podem ser seguidas por todas as
ciências, tendo em vista que sua eficácia dependerá do objetivo da pesquisa.

30
De acordo com Severino, o método científico se organiza em dois momentos: o
“momento experimental” e o “momento matemático”. O primeiro caracteriza-se pela fase
indutiva enquanto o segundo se ergue em uma fase dedutiva. “Indução e dedução são duas
formas de raciocínio, isto é, procedimentos racionais de argumentação ou de justificação de
uma hipótese” (SEVERINO, 2007, p. 104).
No raciocínio indutivo, os dados e fatos particulares são antecedentes enquanto as
afirmações mais gerais são consequentes. No raciocínio dedutivo, ao contrário, os princípios
universais são antecedentes e os fatos e dados particulares são consequentes.

No caso do raciocínio indutivo, da indução, ocorre um processo


de generalização pelo qual o cientista passa do particular para o
universal. De alguns fatos observados (fatos particulares), ele
conclui que a relação identificada se aplica a todos os fatos da
mesma espécie, mesmo àqueles não observados (princípio
universal). O que se constatou de uma amostra é estendido a toda
a população de casos da mesma espécie. Assim, após constatar
que, até o momento, um determinado número de homens morreu,
chega-se à conclusão, por indução, de que todos os homens são
mortais!
Já quando, em função do conhecimento de que todos os homens
são mortais, concluo que um determinado homem que encontro
vai morrer, esta conclusão é estabelecida por dedução. Trata-se
de uma passagem do universal para o particular e para o singular.
De um princípio geral, deduzimos outros menos gerais até fatos
particulares. (SEVERINO, 2007, p. 104-105)

O raciocínio indutivo está baseado em experimentação, enquanto o raciocínio dedutivo


opera em conformidade com os preceitos lógicos. Na indução, a tentativa de generalização
permite que os fatos similares sejam comparados. Assim, fatos característicos e representativos
generalizam-se compondo um conjunto de fatos da mesma condição e é desse modo que o
raciocínio indutivo chega à generalização.

Resumindo
 A ciência utiliza-se de pressupostos filosóficos e fundamentos
epistemológicos para embasar seu método.
 O conhecimento científico é crítico e implica na apresentação de
provas que dão segurança ao conhecimento elaborado e por isso é
confiável. Produzir conhecimento científico é fazer Ciência.
 O Método Científico se organiza em 5 etapas: Observação
rigorosa, Formulação de Hipótese, Submissão das hipóteses a
testes críticos¸ Comprovação dos resultados obtidos,
Comunicação dos resultados.

Métodos e Técnicas de Estudo e Pesquisa


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Sugestão de Atividade

A ciência se faz pelo modo de abordagem do fenômeno, na


aplicação de técnicas e procedimentos metodológicos, baseando-se em
fundamentos epistemológicos e pressupostos filosóficos.
Assim acreditando, elabore uma definição para o termo
“ciência”.
Poste sua definição na Sala Virtual da Disciplina, no ícone
Tarefa.

Registre sua ideia

Estudamos que para elaborar conhecimento inédito, o


cientista aplica o método científico. Este método é organizado em
etapas que devem ser rigorosamente seguidas e é o que garante a
cientificidade.
No seu entendimento, é possível a elaboração de outros
métodos menos rigorosos para o pesquisador elaborar
conhecimentos?
Justifique sua resposta e poste na Sala Virtual da Disciplina,
no ícone Tarefa.

Importante!
Todas as atividades postadas no Ambiente Virtual de
Aprendizagem estarão compondo a nota bimestral juntamente com a
avaliação presencial.

32
4.3
Tipos de Pesquisa

A ciência ocupa-se exclusivamente com o ato de conhecer os fenômenos naturais,


humanos e sociais; propondo-se a compreender os acontecimentos e suas causas. Para tanto,
faz uso de práticas metodológicas e procedimentos técnicos que, como vimos, dá à ciência o
seu aspecto lógico e racional. A ciência constitui-se no resultado de um processo de estudo, que
implica em questionamentos, proposições, hipóteses, observação, experimentação, resultando
em interpretação, descrição, explicação e verificação de modo a estabelecer uma teoria.
Denominamos de pesquisa, a ação de conhecer aplicando um método ou um conjunto
de procedimentos metodológicos, que buscam respostas aos questionamentos, demonstrando
intenção de comprovar uma ou mais hipóteses.
Nesta Unidade, estaremos nos aprofundando o conceito de pesquisa e nos meios para
sua concretização.

4.3.1
Definindo pesquisa

O termo “pesquisa” do latim perquisitus, parte do verbo perquirere, que significa


indagar, constitui-se no “ato ou efeito de pesquisar, indagação, busca, inquirição” (LELLO,
1968, p. 906). Segundo o Dicionário Aurélio (2008, p. 381), trata-se de “investigação e estudo,
minuciosos e sistemáticos, com o fim de descobrir fatos relativos a um campo de
conhecimento”, enquanto “pesquisar” significa “buscar com diligência; inquirir; informar-se a
respeito de” algo.
No mundo acadêmico, a pesquisa é compreendida como o processo pelo qual a ciência
procura respostas aos seus questionamentos e problemas. Busca indagar sistematicamente um
objeto ou matéria de modo a colher todas as informações possíveis, com vistas a organizá-las.
Nesse processo, aplica-se um método de investigação, por meio de técnicas e procedimentos,
reunindo um conjunto de dados e argumentos que darão conta de comprovar hipóteses e
fundamentar juízos, visando a elaboração de um conhecimento. A pesquisa é, portanto, uma
prática de investigação.
Severino assinala que existem alguns elementos que são gerais em todos os processos
de aquisição de conhecimentos e que marcam as atividades de pesquisa e ressalta:

[...] além da possível divisão entre Ciências Naturais e Ciências


Humanas, ocorrem diferenças significativas no modo de se
praticar a investigação científica, em decorrência da diversidade
de perspectivas epistemológicas que se podem adotar e de
enfoques diferenciados que se podem assumir no trato com os
objetos pesquisados e eventuais aspectos que se queira destacar.
Por essa razão, várias são as modalidades de pesquisa que se

Métodos e Técnicas de Estudo e Pesquisa


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podem praticar, o que implica coerência epistemológica,
metodológica e técnica, para o seu adequado desenvolvimento.
(SEVERINO, 2007, p. 118)

Assim, as várias áreas da ciência utilizam-se de diferentes métodos, técnicas e


procedimentos de investigação, em conformidade com seus propósitos e de acordo com seu
objeto de estudo. É por esse motivo, que há distintos tipos de pesquisa.
A pesquisa é a maneira pela qual se pretende descobrir novos conhecimentos, de modo
a possibilitar o desenvolvimento da ciência. A pesquisa contribui para a solução de um
problema por meio de estudos conceituais ou experimentais, utilizando-se fontes que se
traduzem em dados e informações.
Em nosso estudo, conheceremos os tipos de pesquisa mais utilizados em nível de
Graduação e Especialização (lato sensu).

4.3.2
A pesquisa quanto as suas finalidades

De acordo com sua utilidade e/ou finalidade, podemos diferenciar uma pesquisa por sua
função básica ou aplicada.

4.3.2.1
Pesquisa Básica

A pesquisa básica é também conhecida como pesquisa pura ou pesquisa fundamental.


Sua finalidade é promover o avanço do conhecimento teórico em determinada área sem,
portanto, preocupar-se com sua aplicabilidade imediata. Envolve interesses universais e
costuma investigar novos fenômenos físicos, químicos, biológicos e sociais para conhecê-los e
compreendê-los. Como exemplo, podemos citar uma pesquisa que busca compreender o modo
de vida dos indígenas que viviam no litoral do Rio de Janeiro nos primeiros anos de colonização
do Brasil.

34
4.3.2.2
Pesquisa Aplicada

A pesquisa Aplicada, ao contrário da pesquisa básica, tem por objetivo resolver um


problema concreto, sendo necessária a aplicação imediata em benefício de uma comunidade
específica. Envolve, portanto, interesses locais e tem caráter prático. A pesquisa aplicada faz
uso de conhecimentos elaborados pela pesquisa básica para resolver os problemas relacionados
às aplicações concretas. Como exemplo de pesquisa aplicada poderíamos citar o estudo
realizado para relacionar a microcefalia e/ou malformações do Sistema Nervoso Central (SNC)
com a infecção pelo vírus Zika durante a gestação.

4.3.3
A pesquisa quanto as suas abordagens

Quando pensamos em realizar uma pesquisa, procuramos em primeiro lugar definir qual
é a sua finalidade, ou seja, para que ela servirá, conforme vimos no item 2.2. Em seguida,
precisamos ter clareza do modo como o problema proposto será tratado, isto é, qual a
abordagem que devemos dar ao nosso estudo. Precisamos então ter clareza se nossa pesquisa
será quantitativa ou qualitativa.
As primeiras pesquisas realizadas foram de caráter quantitativo e por esse motivo,
segundo Severino (2007, p. 118), “toda lei científica revestia-se de uma formulação matemática.
Daí a característica original do método científico ser sua configuração experimental-
matemática”. Entretanto, esse tipo de pesquisa não dava conta de produzir conhecimentos
quando se tratava de assuntos ligados aos seres humanos e seus aspectos não biológicos.

4.3.3.1
Pesquisa quantitativa

Na pesquisa quantitativa, as variáveis possuem características que podem ser medidas


em uma escala quantitativa, ou seja, apresentam valores numéricos, que mensurados, fazem
sentido. Os dados são objetivos e analisados com base em métodos quantitativos, como por
exemplo, a estatística, enfatizando a comparação de resultados. Esses resultados subordinam-
se aos elementos da amostra ou população pesquisada.

Métodos e Técnicas de Estudo e Pesquisa 35


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Um exemplo de pesquisa quantitativa é a pesquisa por amostragem. Esse tipo de
pesquisa exige que os dados sejam coletados por meio de solicitação verbal na qual as pessoas
respondem a um questionário, a respeito delas mesmas. O objetivo desse tipo de pesquisa é
permitir ao pesquisador generalizar as informações a respeito de uma população, estudando
uma parte menor da mesma.
Para que a amostra seja de fato a representação do todo (generalização), é necessário
que se apliquem procedimentos metodológicos e sistemáticos, com rigor científico, de modo a
gerar resultados confiáveis.

A pesquisa por amostragem é bastante utilizada por sociólogos, cientistas políticos,


administradores públicos e privados, entre outros cientistas sociais. Psicólogos e pedagogos
também podem utilizar esse tipo de pesquisa desde que seus objetivos pretendam suscitar
generalizações.

4.3.3.2
Pesquisa qualitativa

A pesquisa qualitativa baseia-se na observação cuidadosa do fenômeno. A análise dos


dados é resultante da aplicação de técnicas interpretativas e subjetivas, nas quais o pesquisador
está em contato direto com o objeto de estudo. A pesquisa qualitativa, ao interagir diretamente
com o fenômeno, prevê̂ e promove a análise hermenêutica dos dados coletados, explicitando a
complexidade da realidade.
Esse tipo de pesquisa pretende identificar e analisar os dados que não podem ser
mensurados porque envolvem a subjetividade, os sentimentos, as sensações e as motivações do
grupo verificado. Podem determinar comportamentos e explicitar significados adquiridos, de
modo geral, por meio de entrevistas com os indivíduos pesquisados, que são estimulados a
pensar livremente sobre o tema ou o objeto da pesquisa.
A pesquisa qualitativa pode ser realizada com indivíduos e grupos, mas é bastante
utilizada, também, em pesquisas que utilizam fontes documentais e históricas. Os
procedimentos mais utilizados neste tipo de pesquisa são as entrevistas, a observação e os
grupos focais.

4.3.3.3
Relação entre a pesquisa quantitativa e a pesquisa
qualitativa
Na tradição acadêmica, a pesquisa qualitativa e a pesquisa quantitativa são consideradas
antitéticas, ou seja, estão sempre em oposição porque a primeira busca dados subjetivos,
enquanto a segunda, dispõe de informações objetivas.
Em razão disso, as metodologias adotadas por uma e outra são diferenciadas e estão
subordinadas às necessidades de cada tipo de pesquisa.
36
Observe o que assinala Demo:

Todo fenômeno qualitativo é dotado também e naturalmente de


faces quantitativas e vice-versa. Parto do ponto de vista de que
entre quantidade e qualidade não existe dicotomia, pois são faces
diferenciadas do mesmo fenômeno. Métodos quantitativos e
qualitativos precisam ser tomados como complementares e como
regra. Dependendo do objeto e dos propósitos da pesquisa pode-
se preferir um procedimento mais qualitativo, mas seria
equivocado não perceber que “dados” qualitativos também são,
de alguma forma, “dados”, ou seja, possuem referências como
tamanho, frequência, escala, extensão. É preciso distinguir
acuradamente entre pesquisa empírica e empirista. A primeira
busca ressaltar na realidade suas faces empíricas, ao passo que
a segunda reduz a realidade de suas faces empíricas. Assim, toda
pesquisa qualitativa só tem a ganhar se cuidar também de suas
ilações quantitativas, ou melhor dizendo, se souber aliar-se
favoravelmente a métodos quantitativos [grifos nossos].
(DEMO, 2001, p. 8-9)

De acordo com Demo, esses dois tipos de pesquisa não são excludentes, ao contrário,
podem ser complementares. Quando possível, a utilização de métodos adotados por essas duas
abordagens traz um aprofundamento do conhecimento que dará mais cientificidade e
credibilidade à pesquisa.

4.4
A pesquisa e suas classificações

Para classificar as pesquisas, é necessário que sejam estabelecidos alguns critérios de


diferenciação, criando categorias conforme seus aspectos e características. Desse modo,
pretendemos classificar as pesquisas segundo os objetivos, a origem das fontes e aos
procedimentos técnicos.
É imperativo destacar que conforme os objetivos e as etapas do estudo, mais de um tipo
de pesquisa pode ser utilizado.

Métodos e Técnicas de Estudo e Pesquisa 37


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4.4.1
Classificação segundo os objetivos da pesquisa

Considerando os objetivos da pesquisa, podemos classificá-las em exploratórias,


descritivas e explicativas.

4.4.1.1
Pesquisa Exploratória

A pesquisa exploratória tem o propósito de levantar informações acerca de um


determinado tema de modo a familiarizar o pesquisador com seu objeto, favorecendo a
elaboração de hipóteses, a delimitação do universo da pesquisa e do campo, de modo a
explicitar o objeto. Seu objetivo principal é analisar o fenômeno estudado, aprimorando uma
ideia previamente construída pela intuição.
Nesse tipo de pesquisa podem ser realizados levantamentos bibliográficos, aplicação de
questionários, análises estatísticas e estudos de caso.
A pesquisa exploratória pode servir como instrumento inicial de outro tipo de pesquisa,
quando empregada para se estabelecer o estado do conhecimento, ou seja, uma verificação
bibliográfica das produções acadêmica sobre determinada área do conhecimento, tema ou
objeto de estudo.

4.4.1.2
Pesquisa descritiva

A pesquisa descritiva caracteriza-se por delinear as características de um fenômeno, fato


ou de um grupo. Nessa pesquisa, são realizados estudos e análises sem a intervenção do
pesquisador, que registra e interpreta os fatos e fenômenos conforme estes se mostram.
Diferentes estudos podem ser classificados como pesquisa descritiva, pois uma de suas
principais características está na utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados, tais
como o questionário e a observação sistemática.
Observe o que Gil assinala:

São incluídas neste grupo as pesquisas que têm por objetivo


levantar as opiniões, atitudes e crenças de uma população.
Também são pesquisas descritivas aquelas que visam descobrir a
existência de associações entre variáveis, como, por exemplo, as
pesquisas eleitorais que indicam a relação entre preferência
político-partidária e nível de rendimentos ou de escolaridade.
Algumas pesquisas descritivas vão além da simples identificação
da existência de relações entre variáveis, e pretendem determinar

38
a natureza dessa relação. Nesse caso, tem-se uma pesquisa
descritiva que se aproxima da explicativa. (GIL, 2002, p. 42)

Assim, podemos afirmar que a pesquisa descritiva pode ser empregada tanto em
pesquisas quantitativas quanto em pesquisas qualitativas, o que favorece a sua utilização,
principalmente quando se trata de pesquisa no âmbito das ciências sociais e humanas, como por
exemplo, em pesquisas históricas e em pesquisas no campo educacional, que se preocupam em
demonstrar comportamentos, acontecimentos e atuações práticas de indivíduos e grupos.
4.4.1.3
Pesquisa Explicativa

A pesquisa explicativa preocupa-se em identificar os fatores e as causas que determinam


a ocorrência do fenômeno, buscando explicações em um nível mais aprofundado do estudo de
modo a aproximar, o máximo possível, da realidade. Utiliza procedimentos experimentais e,
em geral, tem aplicação prática quando é utilizada nas Ciências Naturais, entretanto, não é fácil
utilizá-la nas Ciências Sociais.
As pesquisas exploratória e descritiva quando se constituem em etapas anteriores, dão
contribuições à pesquisa explicativa, “posto que a identificação dos fatores que determinam um
fenômeno exige que este esteja suficientemente descrito e detalhado” (GIL, 2002, p. 43).

4.4.2
Classificação segundo a origem das fontes da pesquisa

As pesquisas podem ser classificadas de acordo com a origem das fontes, isto é, em que
espaços e instrumentos os dados podem ser encontrados. Sobre os espaços, os dados podem
estar no campo ou no laboratório. Chamamos de campo o local onde ocorrem os fenômenos ou
o espaço no qual estão os elementos que explicam os fenômenos.
No campo não é possível isolar e controlar as variáveis, somente percebê-las e estudá-
las. Diferente do campo, o laboratório é um local fechado, preparado e equipado
especificamente para a realização de experiências e pesquisas científicas. No laboratório, as
variáveis podem ser isoladas e controladas pelo pesquisador.

Quanto aos instrumentos, a pesquisa pode ser bibliográfica, documental, telematizada.


As fontes bibliográficas compreendem as publicações em papel, tais como livros e periódicos
da atualidade (revistas científicas e acadêmicas, jornais etc.). As fontes documentais referem-
se a documentos tais como legislação, certidões, cartas, periódicos antigos etc. As fontes
telematizadas são aquelas encontradas em formato digital, sob as formas de mídia (CD-ROM,
DVD-ROM), online (Internet e bases de dados). Atualmente é comum encontrarmos fontes
bibliográficas e documentais em base de dados e arquivos públicos disponíveis online.

Métodos e Técnicas de Estudo e Pesquisa


39
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4.4.2.1
Pesquisa Bibliográfica

A pesquisa bibliográfica é relevante porque reconstrói o conhecimento científico


acumulado sobre um problema ou fenômeno. Utiliza-se das fontes bibliográficas para buscar o
conhecimento do fenômeno, como livros e artigos científicos.
É comum que as pesquisas bibliográficas sejam utilizadas como parte inicial de outros
tipos de pesquisa. Existem, no entanto, outras pesquisas que fazem uso exclusivo de material,
como é o caso de pesquisas exploratórias, como por exemplo o “estado da arte” (também
conhecida como estado do conhecimento).
De acordo com Gil (2002, p. 44) “As pesquisas sobre ideologias, bem como aquelas que
se propõem à análise das diversas posições acerca de um problema, também costumam ser
desenvolvidas quase exclusivamente mediante fontes bibliográficas”. Gil também ressalta que
a pesquisa bibliográfica utiliza “fundamentalmente das contribuições dos diversos autores sobre
determinado assunto” e isso é que a difere da pesquisa documental.

4.4.2.2
Pesquisa Documental

A pesquisa documental utiliza-se de documentos conservados em órgãos públicos e


privados, mas também podem ser encontrados em arquivos pessoais. Tratam-se de registros,
regulamentos, leis, anais de eventos, correspondências oficiais e pessoais (ofícios, circulares,
memorandos, cartas etc.), balancetes, filmes, gravações, fotografias, vídeo-tape, disquetes,
diários, cadernos de alunos, e tantos outros documentos atuais ou antigos. Os periódicos antigos
encontrados em acervos de bibliotecas, museus, igrejas, sindicatos, partidos políticos e centros
de documentação e memória.
Esse tipo de pesquisa vale-se de materiais que ainda não receberam tratamento analítico
por parte dos pesquisadores ou que se constituem como objeto de pesquisa. Em relação à
diferenciação entre pesquisa bibliográfica e pesquisa documental, observe o que assinala Gil:

Nem sempre fica clara a distinção entre a pesquisa bibliográfica


e a documental, já que, a rigor, as fontes bibliográficas nada mais
são do que documentos impressos para determinado público.
Além do mais, boa parte das fontes usualmente consultada nas
pesquisas documentais, tais como jornais, boletins e folhetos,
pode ser tratada como fontes bibliográficas. Nesse sentido, é
possível até mesmo tratar a pesquisa bibliográfica como um tipo
de pesquisa documental, que se vale especialmente de material
impresso fundamentalmente para fins de leitura. (GIL, 2002, p.
46)

40
A pesquisa documental é relevante pela riqueza de suas fontes e representa uma maneira
inovadora de elaboração de conhecimentos, tendo em vista que os dados coletados podem servir
para a interpretação de uma realidade passada ou presente, além de se constituir como uma
prova sobre a existência de um fenômeno. A pesquisa documental é a principal maneira de se
reconstruir o passado, portanto, as pesquisas de natureza histórica têm nela a sua principal
aliada.

4.4.2.3
Pesquisa Telematizada

A pesquisa telematizada é aquela que faz uso de fontes em formato digital,


principalmente, da utilização de serviços informáticos em uma rede de telecomunicação
associados a instrumentos computacionais e midiáticos, tais como CD-ROM, DVD-ROM e
online (Internet e bases de dados).

4.4.3
Classificação segundo os procedimentos técnicos da
pesquisa

Uma pesquisa, ao ser desenvolvida, dá ênfase a um determinado conjunto de


procedimentos técnicos de coleta, análise e interpretação de dados que expressam sua natureza
e suas características. Neste critério, os tipos de pesquisa mais comuns podem ser organizados
em: levantamento, pesquisa de campo, pesquisa experimental, estudo de caso e pesquisa
histórica.

4.4.3.1
Levantamento

O levantamento é também conhecido como pesquisa survey e seu caráter é quantitativo.


Deve ser utilizado quando o pesquisador pretende investigar a respeito de um dado diretamente
com uma população-alvo ou grupo, envolvendo opiniões e/ou características desses grupos. O
levantamento é realizado com respondentes que não precisam ser identificados, o que garante
o sigilo para que participa. De acordo com Gil (2002, p. 141) nesta pesquisa, “o analista tem a
sua frente somente os dados obtidos por meio do formulário, e sabe que não pode captar as
experiências dos vários entrevistadores que o aplicaram”, é necessário, portanto, que o

Métodos e Técnicas de Estudo e Pesquisa


41
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pesquisador elabore um quadro teórico inicial, que sirva como referência para se evitar
especulações no momento da análise.
Freitas (et al., 2000, p.105) explica que as principais características do survey são o
interesse em produção de descrições quantitativas e o uso de um instrumento predefinido. Em
geral, esse tipo de levantamento é feito por meio de questionários com questões que podem ser
fechadas ou abertas. Nas primeiras, o entrevistado responde às questões com opções restritas e
nas segundas, não há restrições, respostas são livres.
Quando um pesquisador utiliza a survey, as informações obtidas passam por um
tratamento estatístico para que esses dados sejam validados, de modo a garantir que as variáveis
sejam analisadas e compreendidas.
O estudo dessas variáveis, de acordo com Freitas (2000, p. 109), podem ser qualitativas
ou quantitativas. Neste sentido, é possível inferir que o tipo de abordagem realizada pelo
pesquisador dependerá tanto do tratamento dado às informações quanto dos objetivos expressos
na pesquisa.

4.4.3.2
Pesquisa de Campo

A pesquisa de campo é um modelo clássico de investigação que faz uso de entrevistas


com informantes de modo a captar suas explicações, ideias e interpretações sobre o que ocorre
na realidade estudada. Trata-se de um estudo que pode ser qualitativa ou quantitativa, conforme
o tipo de coleta e análise dos dados, e de acordo com o tratamento da informação. Também é
possível a aplicação de questionários, testes e observação participante ou não.
O pesquisador buscar as informações diretamente com a população pesquisada por meio
da observação controlada e técnicas de amostragem específicas para coletar dados. Para isso,
precisa ir ao local no qual o fenômeno está ocorrendo ou já ocorreu anteriormente. Suas
conclusões decorrem de análise das variáveis que são percebidas no comportamento do
fenômeno que está sendo estudado.
De acordo com Gil (2002, p. 53), a pesquisa de campo conjuga as entrevistas com a
análise outras fontes, tais como documentos, filmes e fotografias. O “campo” pode ser uma
comunidade, seja de trabalho, de estudo, de lazer, enfim, em qualquer instituição em que haja
atividade humana.

4.4.3.3
Pesquisa Experimental

A pesquisa experimental é o estudo realizado sob condições controladas, porque a


natureza do problema de pesquisa assim exige. Trata-se de uma experiência realizada em local
restrito (em geral, laboratório), impossível de ser realizada no campo, no qual o pesquisador
planejou um experimento aplicando um método adequado de comprovação de
hipótese, em um contexto lógico.
42
Nesse tipo de pesquisa pode-se utilizar um grupo experimental e outro de controle de
modo a manipular as variáveis e coletar os dados. Pode-se também utilizar fórmulas
matemáticas ou estatísticas para estabelecer relações de causa e efeito, assim como simulações
em computador.
Segundo Gil (2002, p. 47), a pesquisa experimental “consiste em determinar um objeto
de estudo, selecionar as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, definir as formas de
controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto”. Por esse motivo, alguns
autores costumam explicitar que este é o melhor exemplo de pesquisa científica.
De acordo com Salomon (2010, p. 166), a hipótese poderá ser comprovada ou não,
dando a possibilidade de generalizações a partir da amostra utilizada e dos “princípios que
regem o comportamento dos elementos da população ou universo em questão”.
Na pesquisa experimental, o pesquisador é um agente ativo porque pode interferir na
experiência e não um observador passivo que apenas estuda o fenômeno ou o objeto a ser
conhecido.
Como exemplo de pesquisa experimental podemos citar um estudo realizado para
conhecer os efeitos, nos animais, de uma substância retirada de uma planta. A substância é
isolada e são utilizadas em cobaias vivas. O pesquisador faz observações rigorosas, registra-as,
analisa e controla as variáveis, interpreta os resultados.
Ressalte-se que para a realização desse tipo de pesquisa é necessária autorização
especial do Comitê de Ética.

4.4.3.4
Estudo de Caso

O estudo de caso consiste em pesquisar um evento particular, e é muito utilizado nas


ciências humanas e sociais. Possibilita estudar um fenômeno em seu contexto real. “Nas
ciências sociais a distinção entre o fenômeno e seu contexto representa uma das grandes
dificuldades com que se deparam os pesquisadores” (GIL, 2002, p. 54).
De acordo com Severino (2007, p. 121), a “coleta de dados e sua análise se dão da
mesma forma que nas pesquisas de campo, em geral”. Entretanto, a diferença está na escolha
do caso a ser estudado que deve ser “significativamente representativo” em um conjunto de
casos equivalentes.
Podemos citar como exemplo um estudo de caso no campo da educação, em que o
pesquisador estuda o processo de alfabetização de uma criança que apresenta Transtorno do
Espectro Autista – TEA. O pesquisador atuará como observador desse processo, coletando
dados e informações a partir das atividades realizadas pela criança, oferecidas por seus
professores.
Esse tipo de pesquisa exige disponibilidade de tempo e embora “aparentemente” não
demonstre rigor metodológico, exige foco e dedicação do pesquisador, caso contrário corre-se
o risco de acumular dados em excesso, que dificultará sua análise e posterior interpretação,
prejudicando os resultados.

Métodos e Técnicas de Estudo e Pesquisa


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43
4.4.3.5
Pesquisa Histórica

A Pesquisa Histórica tem o propósito de compreender os fenômenos históricos por meio


de acontecimentos passados, buscando interpretar as evidências históricas baseadas em fontes
documentais seguras e válidas. As fontes documentais compõem o “o repertório de um dado
histórico”, isto é, “o relato de um acontecimento feito por testemunha ocular”
(KERLINGER, 1979, p. 347).
A pesquisa histórica utiliza procedimentos da pesquisa descritiva e analisa os
acontecimentos procurando resguardar o registro dos eventos e realizações do passado, mas
sem perder de vista os seus significados.
***

44
Após conhecermos os tipos de pesquisa, devemos decidir qual ou quais desses tipos
precisamos utilizar em nossos estudos.
É possível que um estudo utilize um ou mais modelos. Veja os exemplos no quadro
síntese a seguir:

METODOLOGIA SEGUNDO O TIPO DE PESQUISA A UTILIZAR QUANTO A:


(Neste campo escolha apenas um tipo)

FINALIDADE ABORDAGEM OBJETIVOS ORIGEM DAS FONTES PROCEDIMENTOS


TÉCNICOS
(Neste campo (Neste campo escolha (Se constituem como (Neste campo é possível
escolha apenas apenas um tipo) fases de uma pesquisa) escolher mais de um tipo – (Neste campo é possível
um tipo) dependendo dos objetivos da escolher apenas um tipo)
pesquisa)

Exploratória Bibliográfica
Levantamento
Quantitativa Descritiva Documental
Pesquisa de Campo
Explicativa Telematizada
Levantamento
BÁSICA Exploratória Bibliográfica
Pesquisa de Campo
Qualitativa Descritiva Documental
(Avanço Estudo de Caso
teórico do Explicativa Telematizada
Pesquisa Histórica
conhecimento)
Levantamento
Exploratória Bibliográfica
Pesquisa de Campo
Quali e Quanti Descritiva Documental
Estudo de Caso
Explicativa Telematizada
Pesquisa Histórica
Exploratória Pesquisa de Campo
Bibliográfica
Quantitativa Descritiva Estudo de Caso
APLICADA Documental
Explicativa Pesquisa Experimental
(para resolver Exploratória Pesquisa de Campo
Bibliográfica
problema Qualitativa Descritiva Estudo de Caso
específico, com Documental
Explicativa Pesquisa Experimental
aplicação
concreta) Exploratória Pesquisa de Campo
Bibliográfica
Quali e Quanti Descritiva Estudo de Caso
Documental
Explicativa Pesquisa Experimental

Métodos e Técnicas de Estudo e Pesquisa


45
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Resumindo

 A pesquisa é o meio pelo qual o cientista elabora um


conhecimento.
 As pesquisas se classificam de acordo com sua
finalidade, sua abordagem, seus objetivos, suas fontes e
seus instrumentos técnicos.

Registre sua ideia

Agora que você conhece os diferentes tipos de pesquisa,


escolha aquela ou aquelas que você gostaria de executar. Explique
seus motivos no Fórum de Discussões em nossa sala Virtual.

46
Unidade 5
Trabalhos Acadêmicos
Nesta Unidade estaremos aprendendo a elaborar trabalhos
acadêmicos mais utilizados na Graduação.
Iniciaremos com o Fichamento e em seguida aprenderemos a
elaborar Resumo, Relatório e Resenha.

Para tanto, temos como objetivos:


 Identificar os trabalhos acadêmicos mais comuns.
 Elaborar textos acadêmicos.

Bons estudos!

Métodos e Técnicas de Estudo e Pesquisa 47


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5.1
Elaboração de trabalhos acadêmicos

No ensino superior elaboramos diversos tipos de trabalhos acadêmicos. Em geral, os


professores solicitam pequenos textos dissertativos ou formulam questões de caráter
discursivos tanto no cotidiano quanto em avaliações. Além desses tipos de textos, outros
trabalhos acadêmicos também são utilizados e solicitados aos estudantes. Entre eles, destacam-
se o fichamento, o resumo, o relatório, a resenha crítica, entre outros.

5.1.1 Texto Dissertativo Acadêmico

O texto dissertativo é um tipo de composição textual, escrita em prosa, na qual o sujeito


apresenta uma tese sobre um determinado tema e oferece argumentos lógicos que a comprovam.
Quem escreve desenvolve uma linha de raciocínio que explica suas ideias, informa o leitor,
defende um ponto de vista e/ou questiona uma determinada realidade.
Um texto dissertativo pode ser expositivo ou argumentativo. É expositivo quando
quem escreve expõe conceitos, explica teorias, apresenta pontos de vista sobre um assunto. E
é argumentativo quando quem escreve deseja convencer o leitor, persuadindo-o com a
apresentação de provas, isto é, recorre a indícios, testemunhos, documentos, dados estatísticos
etc., que comprovem, com exatidão, os conceitos e afirmações apresentados.
Um texto dissertativo está organizado em introdução, desenvolvimento e conclusão.

Introdução: apresentação da tese – do ponto de vista do autor. Na introdução é


necessário:
a) Fazer uma apresentação direta do ponto de vista em relação ao tema proposto.
b) Ao apresentar o tema, é necessário destacá-lo a partir de uma indagação
(questionamento) que o acompanha.
c) Explique, com clareza, a tese defendida em relação à indagação originada do tema.

Desenvolvimento: apresentação e discussão dos argumentos. No desenvolvimento é


possível utilizar como argumentos, entre outros: dados históricos; pontos de vista de diferentes
autores (concordando ou discordando uns dos outros); dados estatísticos e exemplos que sirvam
de ilustração, para melhor compreensão dos argumentos expostos. Deve-se também enumerar
as possibilidades de solução para o problema (indagação) surgido na apresentação do tema.

48
Conclusão: apresentação da análise crítica do tema, sob a ótica do autor. Na conclusão
é necessário exibir os resultados alcançados segundo os argumentos apresentados.

Procure retomar a ideia básica do texto (tema), buscando responder à indagação


apresentada. Também é possível, sucintamente, retomar o que foi explorado no texto, durante
a argumentação.
Por fim, é preciso dar a ideia de fechamento do assunto tratado no texto, sugerindo um
caminho, apontando uma proposta ou demonstrando o que ficou constatado pelos argumentos
apresentados.

5.1.1.1 Características de um texto dissertativo

Um texto dissertativo deve ser escrito com uma linguagem formal, respeitando a norma
culta da língua, isto é, não pode conter gírias e palavras que em geral utilizamos na oralidade
(conversas).
Trata-se de um texto sério que se propõe a apresentar uma informação, por esse motivo,
deve ter sua estrutura bem definida (introdução, desenvolvimento e conclusão) como vimos
anteriormente e sem erros ortográficos ou de concordância.
Um texto bem escrito deve apresentar as seguintes características:
a) Concisão: deve ser direto e objetivo, sem palavras desnecessárias e sem insinuações
irrefletidas.
b) Correção: deve estar de acordo com as normas gramaticais. Sem erros ortográficos
e/ou de concordância.
c) Elegância: deve apresentar-se com uma leitura agradável, sem rasuras, borrões. É
preciso estar organizado com parágrafos e margens bem delimitados, letra legível e
sem palavras desnecessárias.
d) Clareza: deve demonstrar ideias claras, de modo que todos possam entender a
mensagem. Evitar períodos e frases longas demais e vocabulário rebuscado (difícil
de ser entendido). Deve ser coerente e coeso.
e) Coesão: deve conter elementos que ligam as frases e parágrafos de modo que dê ao
texto uma ideia de continuidade, ou seja, deve garantir uma sequência lógica e
semântica entre as partes do texto. Para garantir a coesão, podem ser utilizados
conectores como conjunções (mas, portanto, entretanto, contudo etc.), preposições
(de, com, por etc.), advérbios conectivos (assim, contrariamente, consequentemente,
depois, especificamente etc.).
f) Coerência: deve ser coerente em relação aos significados expressos no texto. É
preciso haver uma lógica de modo que as ideias não se contradigam; deve-se evitar
a repetição de palavras e/ou ideias; conter informações corretas e completas.

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49
5.1.1.2 O que evitar em um texto dissertativo

a) Ambiguidade: ocorre quando uma frase tem duplo sentido; uso inadequado de palavras
com significados incoerentes; erro na colocação da pontuação etc.
b) Obscuridade: falta de clareza. Períodos longos, linguagem rebuscada, pontuação
incorreta etc.
c) Pleonasmo: exageros, redundâncias, repetição desnecessária de informações,
expressões e palavras.
d) Eco: repetição de palavras com as mesmas terminações (como se estivesse a rimar).
e) Prolixidade: quando se escreve mais do que se deve, ou seja, escrever coisas
desnecessárias, dando muitas voltas para expressar o que se pretende, sem objetividade
e clareza. Também ocorre com o uso excessivo de elementos de coesão e repetição de
frases feitas que deixam o texto empobrecido. Evite fugir do tema.

5.2
Trabalhos Acadêmicos

5.2.1 Fichamento

O fichamento é um trabalho acadêmico muito adotado pelos professores porque


contribui para os estudos e o entendimento de textos. Fichar um texto é destacar ou extrair dele
as principais informações e argumentos presentes, registrando a página da qual a parte foi
retirada.
O termo deriva da palavra “ficha” porque, no passado, as anotações eram registradas em
pequenas fichas pautadas em papel duro, que ainda hoje são vendidas em papelarias.
Atualmente, ainda realizamos o fichamento, porém, não utilizamos mais essas fichas. Em geral,
o fichamento é digitado.
O fichamento compreende a leitura do texto, a compreensão e a seleção de citações e
comentários mais relevantes. Ele permite a organização de ideias e pode ser utilizado como
preparação para a escrita de um novo texto, além de possibilitar a prática da leitura e da
interpretação de textos.
Com o fichamento o estudante aprende a ser conciso e objetivo ao elaborar seu próprio
texto.
Para aprender a realizar um fichamento, você deve buscar os vídeos nos links que estão
em nossa Sala virtual.

50
5.2.2 Resumo
O resumo é uma apresentação concisa dos pontos relevantes de um texto. Para elaborar
um resumo, é necessário ler diversas vezes o texto original, estar atento à coesão de modo a
elaborar os parágrafos bem encadeados e coerentes entre si.
Ao elaborar um resumo é necessário:
 Identificar as partes principais, sublinhando o que for considerado importante no
texto a ser resumido.
 Diferenciar a ideia principal das secundárias em cada parte do texto.
 Destacar as informações necessárias à compreensão do texto.
 Compreender o encadeamento das ideias que conduzem o texto.
 Eliminar palavras e frases desnecessárias ao entendimento do texto, mantendo
as ideias fundamentais.
 Estar atento ao sentido do texto, sua clareza, coesão e coerência.

Além disso, o resumo deve ser elaborado na voz ativa, em ordem direta, utilizando a 3ª
pessoa do singular. Deve-se também, evitar adjetivos e palavras desnecessárias.
De modo geral, o resumo não tem caráter opinativo, servindo para informar ao leitor as
principais ideias que constam no texto original, sem expor dados quantitativos e exemplos.
Dados, resultados e conclusões que não constarem no texto original não devem constar no
resumo.
Para aprender a realizar um resumo, você deve buscar os vídeos no link que está em
nossa Sala Virtual.

5.2.3
Resenha Crítica (Resumo crítico)

A resenha fornece dados informativos de uma produção artística (filme, livro, peça
teatral etc.) ou científica (artigo científico, dissertação, tese, livro etc.).
Além de trazer os dados informativos, a resenha emite uma opinião, realizando um juízo
da obra analisada, que se constitui em crítica, que pode ser favorável ou não.
A resenha apresenta as seguintes partes:
 Título
 Referência bibliográfica da obra
 Apresentação: alguns dados bibliográficos do autor e da obra resenhada
 Resumo, ou síntese do conteúdo
 Avaliação crítica

Métodos e Técnicas de Estudo e Pesquisa


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51
Na resenha crítica, é comum a citação de outras obras de modo a comparar os conteúdos
apresentados pelo texto que está sendo resenhado. Pode-se também fazer citações e utilizar
contra-argumentos, tendo em vista justificar o ponto de vista do autor da resenha crítica.
Para aprender a elaborar uma resenha, assista os vídeos pelos links em nossa sala virtual.

5.2.4
Relatório

O relatório é um documento em que são registrados os resultados de uma experiência,


de um procedimento ou de uma ocorrência científica.
A linguagem é clara, objetiva e concisa e, em geral, segue os padrões da norma oficiais
da língua portuguesa. Sua simplicidade ou complexidade dependerá da intenção de quem o
elabora.
Um relatório pode apresentar a seguinte estrutura:
a) Introdução: explique o assunto e como ele é visto no momento.
b) Objetivo: explicitar o que se pretende com o relatório
c) Fundamentação: O que é necessário conhecer sobre o assunto abordado; quais as
teorias que dão base ao conhecimento que se pretende explicar.
d) Materiais e métodos: quais instrumentos foram utilizados para a realização do trabalho
e quais os procedimentos (método) que foram adotados para a realização do trabalho
que está sendo relatado.
e) Resultado e discussões: O que foi verificado com o estudo; o que aconteceu durante a
realização do trabalho.
f) Conclusão: é uma finalização do trabalho; um desfecho. Momento de apontar se os
objetivos do trabalho foram atingidos.
g) Referências: são as publicações utilizadas no decorrer do trabalho.

Para maiores detalhes sobre relatório assista o vídeo no link em nossa sala virtual.

Registre sua ideia

Agora que você já conhece a estrutura dos textos acadêmicos


mais comuns, vá à Sala Virtual da MTEP e realize as tarefas
Avaliativas da Unidade 5.

52
Prezado Estudante,

Chegamos ao final do semestre.

Esperamos que você tenha tirado proveito dos textos e atividades de nossa disciplina e
tenha atingido aos objetivos propostos.

Em caso de dúvidas futuras, você pode consultar os materiais que utilizamos ao longo
deste semestre.

Não se esqueça de baixar o arquivo deste material para utilizá-lo posteriormente.

Boas férias!!

Luiza Angélica Paschoeto Guimarães


Professora Conteudista

Métodos e Técnicas de Estudo e Pesquisa


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