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CONVOCATÓRIA PARA APRESENTAÇÃO DE

PROJETOS
PROGRAMA CRIANÇA ESPERANÇA
PROCESSO SELETIVO 2019

Setembro/2018
SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO 03

1. DAS ORGANIZAÇÕES ELEGÍVEIS PARA APOIO 03

2. DO PÚBLICO-ALVO DOS PROJETOS 04

3. DOS TIPOS DE PROJETOS QUE PODERÃO SER APOIADOS 04

4. DOS CRITÉRIOS DE SELEÇÃO 05

5. DO VALOR E DA DURAÇÃO DO APOIO 07

6. DOS TIPOS DE DESPESAS QUE NÃO SERÃO FINANCIADAS 07

7. DOS TIPOS DE DESPESAS FINANCIADAS 08

8. DAS ORIENTAÇÕES PARA PARTICIPAÇÃO NO PROCESSO SELETIVO 10

9. DA COMPOSIÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO COMPROBATÓRIA 12

10. DO REPASSE DOS RECURSOS 13

11. DA SELEÇÃO DOS PROJETOS 14

12. DOS RESULTADOS 14

13. DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS 14

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APRESENTAÇÃO

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura


(UNESCO) seleciona projetos de organizações da sociedade civil sem fins lucrativos,
para o recebimento, em 2020, de apoio financeiro do Criança Esperança, um projeto da
TV Globo em parceria com a UNESCO.

O processo seletivo público será coordenado e realizado pelo Setor de Ciências


Humanas e Sociais da Representação da UNESCO no Brasil, com sede em Brasília.

No processo seletivo público, serão consideradas as principais referências


conceituais, documentos e convenções nacionais e internacionais que tratam da área
social, em especial da criança, do adolescente e do jovem – entre eles, a Convenção
Internacional das Nações Unidas sobre o Direito da Criança, a Declaração Universal dos
Direitos Humanos, a Declaração de Incheon, o Estatuto da Criança e do Adolescente, o
Estatuto da Juventude e a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS). Também serão
considerados os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), agenda mundial
adotada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável
(2015).

As informações que se seguem orientam as organizações proponentes no envio


de seus projetos.

1. DAS ORGANIZAÇÕES ELEGÍVEIS PARA APOIO

1.1. Poderão candidatar-se organizações da sociedade civil sem fins lucrativos que
apresentem projetos com o objetivo principal de promover a educação, o
desenvolvimento humano, a inclusão social e/ou o empoderamento de crianças,
adolescentes e/ou jovens, especialmente de grupos vulneráveis. Tais projetos devem
contribuir, direta ou indiretamente, para a superação da pobreza e/ou vulnerabilidade e
do risco social vivenciados por seus beneficiários.

1.2. A organização proponente deve preencher as seguintes condições de elegibilidade:

a) Ser legalmente constituída no país (ter personalidade jurídica);


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b) Ter, no mínimo, 3 (três) anos de fundação e efetiva atuação na(s) área(s) de
intervenção do projeto; e

c) Estar inscrita, com registro válido, nos conselhos de direitos da criança e do


adolescente ou nos conselhos municipal, estadual ou nacional de sua área de
atuação.

2. DO PÚBLICO-ALVO DOS PROJETOS

2.1. Os projetos apresentados deverão ter como público-alvo crianças, adolescentes


e/ou jovens em vulnerabilidade – em especial, em situação de rua, com deficiência,
pertencentes a grupos sociais minoritários (indígenas, migrantes, afrodescendentes,
quilombolas etc.) e/ou do gênero feminino.

3. DOS TIPOS DE PROJETOS QUE PODERÃO SER APOIADOS

3.1. Poderão ser apoiados projetos nas seguintes áreas:

a) Educação;

b) Inclusão/cidadania;

c) Arte/cultura; e

d) Juventudes.

3.2. No âmbito dessas áreas, poderão ser apresentados, dentre outros, projetos de:

a) Diversidade racial e de gênero;

b) “Educação para todos”, ao longo da vida;

c) Educação preventiva para HIV/Aids;

d) Educação para o desenvolvimento sustentável e preservação do meio


ambiente;

e) Estímulo à conclusão do ensino médio e/ou preparação de jovens para o


ingresso no ensino técnico, na educação profissional ou superior;
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f) Preparação para o mundo do trabalho, empreendedorismo, cooperativismo
e protagonismo juvenil (incubadoras sociais, empresas start-up etc.) e
projetos de apoio a coletivos juvenis;

g) Estímulo à leitura e ao desenvolvimento de bibliotecas;

h) Desenvolvimento de habilidades e competências para a vida e projetos de


educação não formal (construção da autonomia, desenvolvimento do
autoconhecimento, autoestima e autoconfiança, comunicação interpessoal
etc.);

i) Alfabetização funcional;

j) Incentivo ao desenvolvimento da ciência;

k) Cultura como instrumento de inclusão social;

l) Acesso à comunicação, à informação e ao conhecimento, e projetos de


desenvolvimento de novas tecnologias;

m) Prevenção da violência e promoção da Cultura de Paz;

n) Mediação de conflitos e/ou Justiça Restaurativa; e

o) Fortalecimento da rede de proteção social e de garantia/defesa de direitos.

3.3. Nesta edição do processo seletivo, será dada ênfase a projetos na área de esportes
– esporte como direito humano; esporte como instrumento de inclusão social e
desenvolvimento; esporte como ferramenta de prevenção à violência; esporte e
empoderamento feminino; esporte e formação de valores; esporte e estímulo ao jogo
limpo (fair play); etc.

4. DOS CRITÉRIOS DE SELEÇÃO

4.1. Os projetos apresentados serão avaliados considerando-se os seguintes aspectos


gerais: inovação, replicabilidade, sustentabilidade, legitimidade, impacto e eficácia, e
proposta metodológica.

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4.2. Serão considerados como obrigatórios nos projetos apresentados os seguintes
critérios:

a) Detalhamento do problema a ser enfrentado;

b) Conexão entre objetivos, metodologia, atividades e resultados esperados;

c) Compatibilidade do orçamento com as atividades propostas;

d) Experiência prévia da organização no desenvolvimento de projetos dentro do


escopo da temática proposta; e

e) Existência de capacidade instalada da organização proponente (capacidade


financeira e administrativa para a gestão dos recursos, estrutura física
adequada à proposta, equipe técnica e administrativa qualificada).

Importante: No campo destinado à justificativa, constante no formulário online de


cadastramento de projetos, deverá ser apresentada a justificativa para a necessidade
do apoio do Programa Criança Esperança (importância do apoio para a qualificação do
trabalho realizado pela organização proponente e o alcance dos resultados esperados
no projeto.

4.3. Na análise dos projetos, serão considerados desejáveis os seguintes critérios:

a) Atuação preferencialmente em comunidades com altos índices de violência e


criminalidade, situadas em regiões do país com baixos indicadores educacionais,
sociais e de desenvolvimento humano;

b) Estímulo à permanência de crianças, adolescentes e/ou jovens na escola;

c) Participação da família e fortalecimento dos vínculos familiares;

d) Estímulo à igualdade de gênero, com ênfase no empoderamento de meninas e


mulheres;

e) Oferta de formação e qualificação profissional (respeitadas as disposições das


Leis nº 10.097/2000 e nº 11.180/2005 e do Decreto nº 5.589/2005, sobre a
contratação de aprendizes, a partir de 14 anos de idade, bem como a Lei nº
11.788/2008, sobre estágios) e inserção de jovens no mercado de trabalho;
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f) Atuação com participação comunitária e estímulo ao desenvolvimento local;

g) Existência de instrumentos de gestão de organizações da sociedade civil (tais


como, plano de comunicação, plano de sustentabilidade e mobilização de
recursos, mecanismos de monitoramento e avaliação etc.);

h) Capacidade de articulação e existência de parcerias/capacidade de


contrapartida; e

i) Articulação com a rede de proteção social e de garantia/defesa de direitos.

5. DO VALOR E DA DURAÇÃO DO APOIO

5.1. As organizações terão apoio financeiro do Programa Criança Esperança para o


desenvolvimento de projetos com duração de 12 (doze) meses e valores compreendidos
entre R$ 60.000,00 (sessenta mil reais) e R$ 350.000,00 (trezentos e cinquenta mil reais).

5.2. O apoio poderá ser concedido no valor total solicitado ou em parte, com o
financiamento de itens de despesas específicos requeridos no orçamento. Nesse
sentido, são desejáveis propostas que apresentem outros financiadores, para reforçar o
componente de sustentabilidade do projeto.

Importante: No campo destinado à apresentação da organização, constante no


formulário online de cadastramento de projetos, deverá ser necessariamente
informado se a organização recebe recursos de forma contínua e/ou permanente de
outras fontes (a exemplo de uma mantenedora).

6. DOS TIPOS DE DESPESAS QUE NÃO SERÃO FINANCIADAS

6.1. No âmbito desta seleção, não serão financiadas despesas com:

a) Pagamento de taxas de gestão/administração; e

b) Pagamento de juros ou multas de qualquer espécie.

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7. DOS TIPOS DE DESPESAS FINANCIADAS

7.1. Os recursos aportados pelo Programa Criança Esperança podem ser direcionados
para a/o:

a) Realização de atividades-fim do projeto;

b) Qualificação da estrutura física da organização; e/ou

c) Desenvolvimento de atividades de defesa de direitos e advocacy.

7.2. Poderão ser financiadas despesas com aquisição de equipamentos, materiais


pedagógicos e bens permanentes (livros, eletroeletrônicos, instrumentos musicais,
mobiliário, equipamentos especializados etc.), relacionados ao alcance dos objetivos
propostos.

7.3. A aquisição de veículos também poderá ser financiada, desde que seja
expressamente justificada sua importância para o alcance dos objetivos propostos e
que seu uso seja exclusivo para as atividades da organização. A despesa de aquisição do
veículo deverá constar da rubrica “equipamentos” na planilha orçamentária.

a) As despesas relacionadas ao veículo adquirido (como IPVA, seguro obrigatório


etc.) devem constar da rubrica “transporte” na planilha orçamentária.

7.4. Os recursos também poderão ser investidos na realização de obras, benfeitorias


e/ou reformas de estrutura física, com as seguintes condições:

a) Até o limite de 40% (quarenta por cento) do valor do orçamento solicitado,


desde que seja justificada sua importância para o projeto e para a qualificação
do trabalho desenvolvido pela organização;

b) Somente poderão ser financiadas obras, benfeitorias e/ou reformas em imóveis


próprios, sendo obrigatória a apresentação da documentação legal
correspondente; e

c) É obrigatória a contratação de serviços técnico-especializados de arquiteto(s)


e/ou engenheiro(s), devidamente registrados em seus respectivos conselhos

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profissionais, para o acompanhamento das obras, benfeitorias e/ou reformas a
serem realizadas.

7.5. Poderão ser financiados pequenos reparos em imóveis próprios ou de terceiros,


desde que não ultrapassem o limite de 10% (dez por cento) do valor do orçamento
solicitado. Por “pequenos reparos”, entende-se a realização de serviços de conserto,
instalação, montagem, conservação, manutenção e/ou outros necessários em razão de
desgastes pelo uso. Essa despesa deverá constar de rubrica específica na planilha
orçamentária.

7.6. Também poderão ser financiadas despesas com o pagamento de recursos humanos,
desde que não ultrapassem o limite de 60% (sessenta por cento) do orçamento
solicitado.

a) Por “despesas com recursos humanos”, compreende-se o pagamento de


profissionais com atuação vinculada ao projeto proposto (coordenadores,
professores, educadores, assistentes etc.).

b) Dentro do referido limite de 60%, além dos valores pagos pela remuneração
dos profissionais vinculados ao projeto, devem ser somados os devidos
encargos sociais.

c) Não há impedimentos para o pagamento de profissionais que desenvolvem


atividades contínuas no projeto na forma de pessoa jurídica
(Microempreendedor Individual – MEI, por exemplo). Entretanto, essa despesa
será contabilizada dentro do referido limite de 60% para recursos humanos.

d) Não serão contabilizados dentro desse limite profissionais e/ou empresas


contratadas para a realização de serviços eventuais e/ou pontuais (serviços
jurídicos, de contabilidade, assessoria de imprensa etc.).

7.7. Poderão ainda ser financiadas despesas com alimentação até o limite de 20% (vinte
por cento) do orçamento solicitado. Por “alimentação”, entende-se a compra de
lanches prontos ou de gêneros alimentícios utilizados na preparação de refeições
oferecidas aos beneficiários no âmbito do projeto proposto.

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7.8. Também poderão ser financiadas, até o limite de 10% (dez por cento) do
orçamento solicitado, bolsas-auxílio para estagiários (alunos dos ensinos médio ou
superior; estes últimos, atuantes na organização dentro de sua área de formação),
desde que sejam estritamente relacionadas aos objetivos do projeto proposto, tenham
clara vinculação com as atividades previstas e respeitem as normativas da Lei nº
11.788/2008 e demais dispositivos legais aplicáveis. Essa despesa não deverá ser
inserida na linha “pessoal” (equipe permanente), mas, sim, na rubrica “bolsas-auxílio”.

7.9. Despesas com deslocamento e transporte também poderão ser financiadas até o
limite de 10% (dez por cento) do orçamento solicitado, desde que estejam
expressamente identificadas com os objetivos do projeto. Considera-se “deslocamento”
o pagamento de passagens aéreas ou terrestres (ônibus), despesas de táxis etc. de
colaboradores do projeto. “Transporte” é o pagamento de despesas com o aluguel de
veículos e combustível para a realização de atividades do projeto. Ambas deverão estar
inseridas e identificadas dentro da rubrica “transporte”.

7.10. Os projetos que excederem os limites estabelecidos nos itens 7.4.a, 7.5, 7.6, 7.7,
7.8 e 7.9 acima serão eliminados do processo seletivo.

8. DAS ORIENTAÇÕES PARA PARTICIPAÇÃO NO PROCESSO SELETIVO

8.1. As organizações proponentes deverão cadastrar seu projeto no site


www.criancaesperanca.com.br, na opção Inscrição de projetos, entre os dias 24 de
setembro e 24 de outubro de 2018.

8.2. Cada organização proponente poderá encaminhar somente um projeto.

8.3. Recomenda-se não utilizar as ferramentas “copiar” e “colar” para o preenchimento


do formulário do projeto, para evitar problemas na geração da versão em PDF para
impressão.

8.4. Uma vez finalizado o preenchimento das informações, o projeto deverá ser enviado
eletronicamente e, no mesmo processo on line, deverá ser impresso na versão em PDF,
gerada pelo próprio sistema, e encaminhado, em apenas uma via, para a UNESCO,

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juntamente com a documentação comprobatória (ver item 9 a seguir). Não é necessário
encadernar o projeto, assim como, não é necessário o envio de materiais de divulgação
anexos.

8.5. A versão em PDF do projeto deverá ser encaminhada por via postal,
impreterivelmente, até o dia 25 de outubro de 2018, para a UNESCO, no seguinte
endereço:

Seleção Criança Esperança 2019

UNESCO – Setor de Ciências Humanas e Sociais/Criança Esperança

SAUS Quadra 05 – Lote 06 – Bloco H – Sala 902

70070-912 – Brasília – DF

8.6. A UNESCO entenderá como “data de encaminhamento” a data de postagem dos


projetos. Dessa forma, os projetos que chegarem à UNESCO após o dia 25 de outubro
de 2018, mas que tiverem postagem comprovada até essa data, serão considerados no
processo seletivo. No envelope de correspondência, o nome e o endereço da
organização proponente deverão ser claramente identificados no campo remetente.

8.7. Projetos que apresentarem dados incorretos, incompletos ou inverídicos serão


eliminados, cabendo à organização proponente assegurar-se do correto envio da
documentação e da veracidade das informações prestadas.

8.8. A organização deve manter em seus arquivos cópia da versão em PDF, para o caso
de necessidade futura. Não será fornecida cópia do projeto, no caso de seleção para
apoio.

8.9. Não serão aceitos projetos que não atendam às orientações dispostas nesta
Convocatória, assim como não serão aceitos projetos que forem encaminhados fora do
prazo.

8.10. No caso de dúvidas sobre a elaboração e a apresentação dos projetos,


informações poderão ser obtidas, exclusivamente, por meio do endereço eletrônico
criancaesperanca@unesco.org.br.

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8.11. O ato de inscrição das organizações proponentes, neste processo seletivo,
pressupõe plena concordância quanto às orientações constantes nesta Convocatória.

9. DA COMPOSIÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO COMPROBATÓRIA

9.1. Ao encaminhar para a UNESCO, por via postal, a versão em PDF impressa do
Formulário de projeto, a seguinte documentação comprobatória deverá ser
obrigatoriamente anexada à proposta:

a) Cópia do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ);

b) Cópia de documentação jurídica (estatuto social ou outro documento


comprobatório do registro da organização);

c) Cópia da inscrição no conselho de direitos da criança e do adolescente ou nos


conselhos municipal, estadual ou nacional de sua área de atuação;

d) Organograma da organização;

e) Cópia dos demonstrativos contábeis da organização referentes a 2016 2017


(Balanço Patrimonial – BP e Demonstrativo do Resultado do Exercício – DRE);

f) Certidão negativa de débitos relativos a créditos tributários federais e à dívida


ativa da União (documento disponível em www.receita.fazenda.gov.br), bem
como das fazendas estadual e municipal aplicáveis. No caso de isenções ou
imunidades, o documento comprobatório correspondente deverá ser
apresentado;

g) Certidão negativa de débitos trabalhistas (documento disponível em


www.tst.jus.br/certidao);

h) Certidão de regularidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS


(documento disponível em www.sifge.caixa.gov.br);

i) Documento comprobatório da condição de Utilidade Pública Federal, Entidade


Beneficente de Assistência Social (CEBAS) ou Organização da Sociedade Civil de
Interesse Pública (OSCIP), quando for o caso;

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j) Resumo do currículo de cada um dos membros da equipe de coordenação do
projeto; e

k) Cópia do comprovante de residência do presidente/diretor da organização e do


coordenador do projeto proposto.

No caso de estar prevista a realização de obras, benfeitorias e/ou reformas:

l) Cópia da documentação comprobatória da propriedade do imóvel, nos termos


da legislação brasileira.

9.2. Para que a organização concorra no processo seletivo, não é necessária a


autenticação em cartório dos documentos comprobatórios.

9.3. Serão eliminados os projetos que apresentarem documentação incompleta ou fora


do padrão estabelecido nesta Convocatória.

9.4. No momento da elaboração do contrato, documentação complementar será


solicitada às organizações selecionadas.

10. DO REPASSE DOS RECURSOS

10.1. Os recursos financeiros referentes ao apoio concedido pelo Programa Criança


Esperança serão repassados às organizações selecionadas em 03 (três) parcelas (30%,
65% e 5% respectivamente; esta última, na forma de reembolso) por meio de contrato
firmado com a UNESCO, em conformidade com o projeto aprovado e com a
regularidade jurídica e fiscal da organização no ato da assinatura do contrato, e serão
depositados em conta corrente exclusiva para o recebimento dos recursos do Programa
Criança Esperança.

10.2. As organizações selecionadas assumirão a responsabilidade pela execução do


projeto aprovado, segundo as normas e os regulamentos da UNESCO, e de acordo com
o previsto no contrato firmado com a UNESCO.

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11. DA SELEÇÃO DOS PROJETOS

11.1. A seleção dos projetos será coordenada e realizada pelo Setor de Ciências
Humanas e Sociais da Representação da UNESCO no Brasil, em colaboração com os
demais setores programáticos da Organização, de acordo com metodologia de seleção
especialmente elaborada para o Programa Criança Esperança.

11.2. A UNESCO entrará em contato somente com as organizações que forem


selecionadas.

11.3. A UNESCO reserva-se o direito de não divulgar as razões da não seleção de


projetos, não cabendo recursos e/ou esclarecimentos sobre os resultados do processo.

12. DOS RESULTADOS

12.1. O processo seletivo deverá ser concluído em julho de 2019, podendo esse prazo
sofrer alterações.

12.2. Ao final do processo, as instituições selecionadas serão contatadas e a lista com o


resultado do processo seletivo será divulgada nos sites www.criancaesperanca.com.br e
www.unesco.org.br, em data a ser definida.

13. DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS

13.1. Os projetos não serão devolvidos para as organizações proponentes,


independentemente do resultado da seleção.

13.2. Previamente à assinatura do contrato, a UNESCO reserva-se o direito de avaliar a


implementação de contratos anteriores assinados entre a UNESCO e a organização
selecionada. Reserva-se, ainda, o direito de verificar outras informações públicas sobre
as organizações selecionadas, bem como de seus dirigentes ou membros da equipe do
projeto, podendo tais etapas resultarem na não celebração do contrato.

13.3. Questões não previstas nesta Convocatória serão decididas pela comissão
responsável pelo processo seletivo.

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