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CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DOS CAMPOS GERAIS – CESCAGE

http://www.cescage.edu.br/publicacoes/technoeng
3ª Edição/Jan – Jul de 2011
ISSN 2178-3586

CUSTO BENEFÍCIO:
LÂMPADAS LED x FLUORESCENTE x INCÂNDESCENTE

COST BENEFIT:
FLUORESCENT x LAMPS LED x INCANDESCENT

Cícero de Sá Moraes Junior1; Cleon Castilho2; Giovanni Moretto3; Helenton Carlos da


Silva4
1
Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais - CESCAGE – Curso de Engenharia
Elétrica - Ponta Grossa – PR - Brasil
cicero_philus@hotmail.com.br
2
Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais - CESCAGE – Curso de Engenharia
Elétrica - Ponta Grossa – PR - Brasil
cleon.castilho@gmail.com
3
Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais - CESCAGE – Curso de Engenharia
Elétrica - Ponta Grossa – PR - Brasil
moretto.giovanni@gmail.com
4
Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais - CESCAGE – Curso de Engenharia
Elétrica - Ponta Grossa – PR - Brasil
helenton@cescage.edu.br

Resumo: O objetivo deste artigo é apresentar os resultados de cálculos que


comprovam uma maior eficiência energética com uso de lâmpadas de LED em
relação as lâmpadas incandescentes e lâmpadas fluorescentes compactas,
que apesar de um maior investimento inicial devido ao alto custo das lâmpadas
de LED, compensa pela significativa redução no consumo de energia e
portanto uma considerável economia na fatura de energia elétrica a longo
prazo.

Palavras-chave: lâmpadas; eficiência energética; investimento; economia

Abstract: This paper presents the results of calculations show that greater energy
efficiency with the use of LED lamps for incandescent bulbs and CFLs, which despite a
higher initial investment because of the high cost of LEDs, compensates for significant
reduction in energy consumption and therefore a considerable saving in electricity bill
in the long term.

Key-words: light bulbs, energy efficiency, investment, economy


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1. INTRODUÇÃO

Este artigo apresenta um comparativo entre as atuais lâmpadas existentes no


mecado brasileiro de lâmpadas para uso doméstico, fazendo um comparativo entre as
mesmas apresentando sua relação de custo-benefício.

Com o objetivo de reduzir a carga elétrica, os usuários adotaram as lâmpadas


fluorescentes compactas (LFC´s).

Recentemente, no entanto, começaram a trocar as LFC’s por LED’s e também,


novamente, pelas incandescentes, para resolver uma característica negativa das
LFC’s, ligar e desligar com freqüência diminui a durabilidade.

As LFC’s ainda são um bom negócio tanto financeira quanto


economicamente.Elas consomem apenas um quarto da energia usada pelas
incandescentes e duram cerca de 10 vezes mais. Porém ligar e desligar as LFC’s em
menos de 15 minutos, algo que os usuários podem fazer no banheiro, por exemplo,
leva a redução da vida útil do produto. Assim, com a chegada das lâmpadas LED’s, os
usuários passaram a repensar a iluminação residencial e a utilizar tipos diferentes de
iluminação para cada objetivo.

Com foco na eficiência energética, alguns utilizam as incandescentes apenas


onde a lâmpada fica ligada por pouco tempo. Com a troca das LFC’s pelas LED’s, os
consumidores tendem a levar algum tempo para economizar dinheiro o suficiente nas
contas para recuperar os custos iniciais com a aquisição do produto.

As LED’s, em contrapartida, têm sido utilizadas em cômodos onde os usuários


ligam e desligam a luz com freqüência. Isto para resolver o problema da queima das
LFC’s na mesma situação.

1.1 Lâmpadas incandescentes


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São constituídas de um filamento de tungstênio enrolado geralmente em forma


espiralada, que atinge a incadescência com a passagem de uma corrente elétrica, e
de um bulbo de vidro transparente, translúcido ou opaco, no interior do bulbo de vidro
é feito vácuo, isto é, retirado todo o oxigênio, para que o filamento não se queime,
podendo também ser substituído o oxigênio por outro gás inerte o nitrogênio e argônio,
que evita a oxidação do filamento.

Devido às precárias características de sua eficiência luminosa, vida média


reduzida e custos de manutenção elevados, é cada vez menor sua aplicação.
Apresentam um custo de implantação muito reduzido, porém custos elevados de
manutenção, sua vida útil é de 600 a 1.000 horas. Para cada 10% de sobretensão, a
sua vida útil reduz-se em 50%.

1.2 Lâmpadas fluorescentes compactas

Utiliza a descarga elétrica através de um gás para produzir energia luminosa.

Consiste basicamente de um bulbo cilíndrico de vidro, tendo suas extremidades


eletrodos metálicos de tungstênio (catodos), por onde circula corrente elétrica. Em seu
interior existe vapor de mercúrio ou argônio a baixa pressão, e as paredes internas do
tubo são pintadas com material fluorescentes, conhecidos por cristais de fósforo.
Podem possuir reator e base já incorporados aos tubos fluorescentes ou não
incorporados; nesse caso é necessário o uso de equipamentos auxiliares de partida
separados da lâmpada.

As lâmpadas compactas possuem as boas características de cor das lâmpadas


incandescentes, porém com consumo consideravelmente menor de energia. Essas
qualidades tornam a lâmpada compacta adequada para um grande número de
aplicações, especialmente quando se deseja criar uma atmosfera agradável, como em
residências, hotéis, restaurantes, museus e teatros, sem perder as vantagens das
lâmpadas fluorescentes.

O tempo de vida útil é de aproximadamente 10.000 horas.


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1.3 LED

LED é a sigla em inglês para Light Emitting Diode, ou Diodo Emissor de Luz.

Trata-se de um diodo semicondutor (junção P-N) que, quando energizado,


emite luz visível, por isso LED (Diodo Emissor de Luz). O processo de emissão de luz
pela aplicação de uma fonte elétrica de energia é chamado eletroluminescência. Em
qualquer junção P-N polarizada diretamente, dentro da estrutura, próximo a junção,
ocorrem recombinações de lacunas e elétrons. Essa recombinação exige que a
energia possuída por esse elétron, que até então era livre, seja liberada, o que ocorre
na forma de calor ou fótons de luz. Como a recombinação ocorre mais facilmente no
nível de energia mais próximo da banda de condução, podem-se escolher
adequadamente as impurezas para a confecção dos LEDs, de modo a exibirem
bandas adequadas para a emissão da cor de luz desejada (comprimento de luz
específico).

A luz emitida não é monocromática, mas a banda colorida é relativamente


estreita. A cor, portanto, depende do cristal e da impureza de dopagem com que o
componente é fabricado.

Os LEDs tem muitas vantagens sobre lâmpadas incandescentes


convencionais. Uma delas é que eles não tem um filamento que se queime e então
duram muito mais tempo. Além disso, seus pequenos bulbos de plástico tornam-nos
muito mais duráveis. Mas a principal vantagem é a eficiência. Em uma lâmpada
incandescente convencional, o processo de produção de luz envolve e geração de
muito calor (o filamento deve ser aquecido), enquanto os LEDs geram pouco calor.
Uma percentagem muito mais alta de energia elétrica está indo diretamente para
geração de luz, o que diminui a demanda de eletricidade consideravelmente.

Essa fonte tem uma eficiência energética muito superior às lâmpadas


fluorescentes compactas. Por exemplo, uma lâmpada incandescente de 60W, pode
ser substituída por uma lâmpada LED de apenas 3W.

As lâmpadas fluorescentes compactas, que estão substituindo em muitos


lugares as lâmpadas incandescentes, serão no futuro substituídas pelas lâmpadas de
estado sólido LED. Prevê-se que até 2015, 20% da iluminação será feita com
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lâmpadas LED’s que, além do alto rendimento, possuem uma vida útil de 100 mil
horas.

2. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os dados abaixo representam uma residência, sendo a mesma com 10 pontos
de iluminação de 60 W, sendo considerado utilização média de 07 pontos, em um total
de 06 horas diárias durante 05 anos.

Tabela 1 – Lâmpada Incandescente


Lâmpada Incandescente Unit. Total Total R$

Investimento em Lâmpadas (R$) 3,45 34,50

Potencia média (kW) 60 4.599

Lampadas substituídas 110 379,50

Gasto com Energia (R$/kW) 0,46 2.115,54

Gasto Total com lâmpadas (R$) 414,00

Total (R$) R$ 2.529,54

Fonte: Arquivo pessoal (2011)

Tabela 2 – Lâmpada Compacta Fluorescente


Lâmpada Compacta Fluorescente Unit. Total Total R$

Investimento em Lâmpadas (R$) 10,38 103,80

Potencia média (kW) 15 1.150

Lampadas substituídas 14 145,32


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Gasto com Energia (R$/kW) 0,46 528,89

Gasto Total com lâmpadas (R$) 249,12

Total (R$) R$ 778,01

Fonte: Arquivo pessoal (2011)

Tabela 3 – Lâmpada LED

Lâmpada LED Unit. Total Total R$

Investimento em Lâmpadas (R$) 62,00 620,00

Potencia média (kW) 3 230

Lampadas substituídas 0 -

Gasto com Energia (R$/kW) 0,46 105,78

Gasto Total com lâmpadas (R$) 620,00

Total (R$) R$ 725,78

Fonte: Arquivo pessoal (2011)

Os dados acima, mostram que o maior gasto é da lâmpada incandescente,


sendo em torno de três vezes mais caro que as outras opções. Com relação a
lâmpada LED e a lâmpada fluorescente, não nota-se diferenças significativas, sendo
neste estudo cerca de 7% entre uma e outra.

3. CONCLUSÃO
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Sendo assim, conclui-se que no período de apenas cinco anos, a lâmpada de


LED e a fluorescente são as melhores opções, sendo que a diferença entre as duas é
aproximadamente de 7%, sendo nesse caso viável a utilização de lâmpada LED,
devido ao tempo de vida útil da mesma ser de até oito vezes maior que da lâmpada
fluorescente.

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

COTRIM, A.A.M.B. Instalações elétricas. 5.ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2009.
p.439-451

MAMEDE FILHO, J. Instalações elétricas industriais. 6.ed. Rio de Janeiro: LTC, 2002.
p.35-43

PHILIPS. Disponível em:


<http://www.catalogosiluminacao.philips.com.br/catalogo/?section=1>. Acessado em:
12/05/2011

AUTORIA

Nome completo: Cícero de Sá Moraes Junior


Filiação institucional: Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais - CESCAGE
Departamento: Engenharia Elétrica
Função ou cargo ocupado: acadêmico
Endereço completo para correspondência (bairro, cidade, estado, país e CEP):
Ponta Grossa – Paraná – Brasil, CEP 84000-000
Telefones para contato: Cícero de Sá Moraes Júnior
e-mail: cicero_philus@hotmail.com
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Nome completo: Cleon Castilho


Filiação institucional: Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais - CESCAGE
Departamento: Engenharia Elétrica
Função ou cargo ocupado: acadêmico
Endereço completo para correspondência (bairro, cidade, estado, país e CEP):
Ponta Grossa – Paraná – Brasil, CEP 84000-000
Telefones para contato: (42) 8814-9216
e-mail: cleon.castilho@gmail.com

Nome completo: Giovanni Moretto


Filiação institucional: Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais - CESCAGE
Departamento: Engenharia Elétrica
Função ou cargo ocupado: acadêmico
Endereço completo para correspondência (bairro, cidade, estado, país e CEP):
Telefones para contato: (42) 9952-9149
e-mail: moretto.giovanni@gmail.com
Nome completo: Helenton Carlos da Silva
Filiação institucional: Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais - CESCAGE
Departamento: Engenharia Elétrica
Função ou cargo ocupado: Docente
Endereço completo para correspondência (bairro, cidade, estado, país e CEP): Rua
Augusto Severo, 1270, Palmeirinha, Ponta Grossa – Paraná – Brasil, CEP 84070-
340
Telefones para contato: (42) 8827-6258 / (42) 3227-6222 / (42) 8422-7608
e-mail: helenton@cescage.edu.br

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