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Conrerp / 1ª Região

Manual do Serviço Permanente de Fiscalização

Índice

LEI Nº 5.377, DE 11 DE DEZEMBRO DE 1967

DECRETO Nº 63.283, DE 26 DE SETEMBRO DE 1968

RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 43, de 24 de agosto de 2002

RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 63 DE 15 DE OUTUBRO DE 2005. Com as alterações


introduzidas pela RN 72, de 02 de dezembro de 2009

RESOLUÇÃO N.º 11, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1987

RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 44, DE 24 DE AGOSTO DE 2002, COM AS


ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELA RN 60, DE 15 DE OUTUBRO DE 2005

RESOLUÇÃO NORMATIVA 46, de 24 de agosto de 2002

RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 47, DE 02 DE NOVEMBRO DE 2002, COM AS


ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELA RN 59, DE 15 DE OUTUBRO DE 2005

RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 72, DE 02 DEZEMBRO 2009


LEI Nº 5.377, DE 11 DE DEZEMBRO DE
1967

Disciplina a Profissão de Relações Públicas e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu


sanciono a seguinte Lei:

CAPÍTULO I

Definição

Art 1º A designação de “Profissional de Relações Públicas” passa a ser privativa:

a) dos bacharéis formados nos respectivos cursos de nível superior;

b) dos que houverem concluído curso similar no estrangeiro, em estabelecimento legalmente


reconhecido após a revalidação do respectivo diploma no Brasil;

c) dos que exerçam a profissão, de acôrdo com o art. 6º do Capítulo IV da presente Lei.

CAPÍTULO II

Das atividades profissionais

Art 2º Consideram-se atividades específicas de Relações Públicas as que dizem respeito:

a) a informação de caráter institucional entre a entidade e o público, através dos meios de


comunicação;

b) a coordenação e planejamento de pesquisas da opinião pública, para fins institucionais;

c) a planejamento e supervisão da utilização dos meios audio-visuais, para fins institucionais;

d) a planejamento e execução de campanhas de opinião pública;

e) ao ensino das técnicas de Relações Públicas, de acôrdo com as normas a serem estabelecidas, na
regulamentação da presente Lei.

CAPÍTULO III

Do registro da Profissão e de sua fiscalização


Art 3º O registro do profissional de Relações Públicas fica instituído com a presente Lei, e tornar-
se-á obrigatório no prazo de 120 (cento e vinte) dias a contar da sua publicação, para aquêles que já
se encontram no exercício da profissão.

Parágrafo único. O registro referido neste artigo será feito pelo Serviço de Identificação
Profissional do Ministério do Trabalho e Previdência Social, mediante comprovante ou
comprovantes portados pelos profissionais nas hipóteses das letras ” a ” a ” c ” do art. 1º.

Art 4º A fiscalização do exercício profissional será feita pelo Ministério do Trabalho e Previdência
Social.

Art 5º A fiscalização do disposto no art. 2º alínea ” e ” ficará a cargo do Ministério da Educação e


Cultura.

CAPÍTULO IV

Disposições gerais

Art 6º Fica assegurado o registro de que trata o art. 3º da presente Lei às pessoas que já venham
exercendo funções de Relações Públicas, como atividade principal e em caráter permanente, pelo
prazo mínimo de 24 meses, conforme declaração do empregador e comprovação de recebimento
salarial proveniente dessa atividade, em entidades públicas ou privadas que comprovem a
existência do setor especializado, e ainda que sejam sócios titulares da ABRP – Associação
Brasileira de Relações Públicas, por idêntico período.

Art 7º A presente Lei será regulamentada pelo Executivo dentro de 90 (noventa) dias de sua
publicação.

Art 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art 9º Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília, 11 de dezembro de 1967; 146º da Independência e 79º da República.

A. COSTA E SILVA
Jarbas G. Passarinho
Favorino Bastos Mercio
DECRETO Nº 63.283, DE 26 DE SETEMBRO
DE 1968

Aprova o Regulamento da Profissão de Relações Públicas de que


trata a Lei nº 5.377, de 11 de dezembro de 1967.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , usando da atribuição que lhe confere o artigo 83, item II, da
Constituição e tendo em vista o que determina a Lei nº 5.377, de 11 de dezembro de 1967,
DECRETA:

Art 1º – Fica aprovado o Regulamento que disciplina o exercício da Profissão de Relações


Públicas e sua fiscalização, anexo ao presente Decreto assinado pelo Ministro do Trabalho e
Previdência Social.

Art 2º – Êste Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em
contrário.

Brasília, 26 de setembro de 1968; 147º da Independência e 80º da República.

A. COSTA E SILVA
Jarbas G. Passarinho

REGULAMENTO DA LEI Nº 5.377, DE 11 DE DEZEMBRO DE 1967,


QUE DISCIPLINA O EXERCÍCIO PROFISSIONAL DE RELAÇÕES PÚBLICAS.

TÍTULO I

Da Profissão de Relações Públicas

CAPÍTULO I

Do Profissional de Relações Públicas

Art 1º A atividade e o esfôrço deliberado, planificado e contínuo para esclarecer e manter


compreensão mútua entre uma instituição pública ou privada e os grupos e pessoas a que esteja
direta ou indiretamente ligada, constituem o objeto geral da profissão liberal ou assalariada de
Relações Públicas.

Art 2º A designação de Profissional de Relações Públicas e o exercício das respectivas atividades


passam a ser privativos:
a) dos que, a partir da vigência da presente lei, venha ser diplomados em Cursos de Relações
Públicas, de nível superior, reconhecidos pelo Conselho Federal de Educação;
b) dos que, antes da vigência da presente lei, sendo possuidores de diplomas de nível universitário,
tenham concluído cursos regulares de Relações Públicas, em estabelecimentos de ensino, cujos
curriculos venham a ser homologados pelo Conselho Federal de Educação;
c) dos diplomados no Exterior em cursos regulares de Relações Públicas, após a revalidação do
diploma nos têrmos da legislação vigente, e ressalvados os amparados através de convênios.

CAPÍTULO II

Do campo e da atividade profissional

Art 3º A profissão de Relações Públicas, observadas as condições previstas neste Regulamento,


poderá ser exercida, como atividade liberal assalariada ou de magistério, nas entidades de direito
público ou privado, tendo por fim o estudo ou aplicação de técnicas de política social destinada à
intercomunicação de indivíduos, instituições ou coletividade.

Art 4º Consideram-se atividades específicas de Relações Públicas as que dizem respeito:

a) à orientação de dirigentes de instituições públicas ou privadas na formulação de políticas de


Relações Públicas;
b) à promoção de maior integração da instituição na comunidade;
c) à informação e a orientação da opinião sôbre objetivos elevados de uma instituição;
d) ao assessoramento na solução de problemas institucionais que influam na posição da entidade
perante a opinião pública;
e) ao planejamento e execução de campanhas de opinião pública;
f) à consultoria externa de Relações Públicas junto a dirigentes de instituições;
g) ao ensino de disciplinas específicas ou de técnicas de Relações Públicas, oficialmente
estabelecido.

CAPÍTULO III

Do exercício profissional

Art 5º O exercício em órgãos da administração pública, em entidades privadas ou de economia


mista de cargos, emprêgos ou funções, ainda que de direção, chefia, assessoramento, secretariado e
as de magistério, cujas atribuições envolvam, principalmente conhecimentos inerentes às técnicas
de Relações Públicas, é privativo do profissional dessa especialidade, devidamente registrado no
Ministério do Trabalho e Previdência Social.

§ 1º A apresentação de diploma de Relações Públicas, embora passe a ser obrigatória para o


provimento de cargo público federal, estadual ou municipal, da administração direta ou indireta,
não dispensa a prestação de concurso, quando a lei o exija.

§ 2º O disposto in fine neste artigo se aplica por igual, aos profissionais liberais e aos que exercem
a atividade em Escritórios, Consultorias ou Agências de Relações Públicas legalmente autorizados
a funcionar no País.

§ 3º A falta de registro profissional torna ilegal o exercício da Profissão de Relações Públicas.

TÍTULO II

Da organização profissional
CAPíTULO I

Do registro profissional

Art 6º A inscrição profissional de Relações Públicas será feita pelo Serviço de Identificação
Profissional do Ministério do Trabalho e Previdência Social, mediante a apresentação de títulos,
diplomas ou certificados registrados pelo Ministério da Educação e Cultura para as hipóteses das
alíneas ” a “, ” b ” e ” c ” do art. 2º.

§ 1º No caso do art. 13 o registro profissional fica condicionado à apresentação de Carteira


Profissional anotado, ou comprovante de recebimento salarial, ou, ainda de declaração do
empregador de que o interessado exerce a atividade em caráter principal ou permanente, para os
profissionais sujeitos ao regime da Consolidação das Leis do Trabalho.

§ 2º Em se tratando de funcionário público, autárquico ou de sociedade de economia mista, será


necessário a apresentação de título de nomeação, portaria ou ato oficial devidamente averbado ou,
ainda declaração formal de Diretor ou Chefe de Serviço de Pessoal de que o interessado exerce a
atividade, em caráter principal ou permanente, em setor especializado em Relações Públicas.

§ 3º Para os profissionais liberais que exerçam a atividade individualmente ou em Escritórios,


Agências ou Consultorias, e, bem assim, em funções de magistério será necessário a apresentação
de documentos comprobatórios que atestem a realização de trabalhos definidos no artigo 4º dêste
Regulamento.

Art 7º Nos casos dos parágrafos do artigo anterior, será sempre necessário a comprovação do
exercício profissional pelo prazo mínimo de 24 (vinte e quatro) meses anterior à vigência desta lei.

Art 8º Do competente livro de registro deverão constar, obrigatòriamente:

a) denominação do estabelecimento de ensino em que se diplomou o interessado;


b) número de registro no Ministério da Educação e Cultura;
c) indicação do dispositivo dêste Regulamento que fundamentou o pedido de inscrição, em se
tratando de não diplomados.

CAPÍTULO II

Da carteira profissional

Art 9º A todo profissional, registrado na forma dêste Regulamento, o Ministério do Trabalho e


Previdência Social fornecerá Carteira Profissional, de acôrdo com o modêlo em uso, na qual deverá
ser anotado o número da respectivo inscrição no setor competente dêsse órgão.

CAPÍTULO III

Da jurisdição

Art 10. Os portadores da Carteira Profissional de Relações Públicas poderão desempenhar suas
atividades no Distrito Federal, Territórios, Estados e Municípios, quer em caráter liberal quer
assalariado.

Art 11. A fiscalização do exercício da Profissão de Relações Públicas, em todo o território


nacional, será feita pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social, ao qual compete:
a) propugnar por uma adequada compreensão dos problemas de Relações Públicas e sua racional
solução;
b) orientar e disciplinar o exercício da Profissão de Relações Públicas, sem prejuízo da
competência específica do Ministério da Educação e Cultura; e
c) dirimir as dúvidas suscitadas pelo exercício da Profissão de Relações Públicas, e por êste
Regulamento em decorrência de casos omissos.

TÍTULO III

Das Disposições Transitórias

CAPÍTULO I

Dos praticantes

Art 12. No caso de insuficiência de Profissionais de Relações Públicas, comprovada por falta de
inscrição em recrutamento ou seleção pública, poderão os órgãos públicos, bem como quaisquer
emprêsas privadas, solicitar ao Ministério do Trabalho e Previdência Social, licença para o
exercício dessa Profissão por pessoa conhecedora ou praticante dos métodos de Relações Públicas,
portadora de diploma de curso superior.

Art 13. O disposto no caput do art. 2º se aplica, também aos que comprovarem o exercício de
atividade de Relações Públicas em caráter principal ou permanente, pelo prazo mínimo de 24 (vinte
e quatro) meses até 12 de dezembro de 1967, e, a qualquer tempo, a qualidade de sócios titulares da
Associação Brasileira de Relações Públicas – ABRP por idêntico período.

Art 14. As exigências do art. 5º não prejudicarão a situação dos atuais ocupantes de cargos,
emprêgos e funções da espécie, no Serviço Público e nas entidades privadas, enquanto os
exercerem.

Art 15. O presente Regulamento entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as
disposições em contrário.

Brasília, 26 de setembro de 1968;


JARBAS G. PASSARINHO
RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 43, de 24 de
agosto de 2002

Define as funções e atividades privativas


dos Profissionais de Relações Públicas

O Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas – CONFERP no uso das atribuições que
lhe confere o art. 9º, alínea “r” do Decreto 68.582, de 04.05.71, e considerando as disposições
constantes nas alíneas “b”, “c”, “e”, e “g” do art. 2.º do Decreto-Lei 860, de 11 de setembro de
1969, combinadas com as constantes no art. 3.º e nas alíneas “a”, “b”, “d“, e “e” do art. 9º do
Decreto 68.582, de 04 de maio de 1971; considerando a necessidade de se prestarem
esclarecimentos sobre dúvidas e questões surgidas nos Conselhos Regionais quanto à aplicação de
normas legais pertinentes à profissão, conforme dispõe a alínea “d” do Decreto 68.582,

RESOLVE

Art. 1º – Esta Resolução contém a definição das funções privativas e as atividades específicas do
profissional de Relações Públicas, nos termos da Lei 5.377 e de seu Regulamento.

§ 1º – Todas as ações de uma organização de qualquer natureza no sentido de estabelecer e manter,


pela comunicação, a compreensão mútua com seus públicos são consideradas de Relações Públicas
e, portanto, não se subordinam a nenhuma outra área ou segmento.

§ 2º – Relações Públicas são definidas como uma filosofia administrativa organizacional, com
funções administrativas de direção e de comunicação, independentemente de nomenclaturas de
cargos e funções que venham a ser adotadas.

§ 3º – Relações Públicas caracterizam-se pela aplicação de conceitos e técnicas de:

I)comunicação estratégica, com o objetivo de atingir de forma planificada os objetivos globais e


os macro-objetivos para a organização;

II)comunicação dirigida, com o objetivo de utilizar instrumentos para atingir públicos


segmentados por interesses comuns;

III)comunicação integrada, com o objetivo de garantir a unidade no processo de comunicação


com a concorrência dos variados setores de uma organização.

§ 4º – Nesta resolução entende-se por:


I – Lei 5.377: A Lei 5.377, de 11 de dezembro de 1967;

II – Regulamento: O Regulamento da profissão baixado pelo Decreto 63.283, de 26 de setembro


de 1968, que disciplina o exercício da Profissão de Relações Públicas de que trata a Lei 5.377;

III – DL- 860: O Decreto-Lei 860, de 11 de setembro de 1969, que dispõe sobre a constituição do
Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Profissionais de Relações Públicas;

IV – Dec- 68.582: O Decreto 68.582, de 04 de maio de 1971, que regulamenta o DL-860;

V – RN: Resolução Normativa do Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas;

VI – Atividades específicas ou privativas: as especificadas no art. 2º da Lei 5.377 e no art. 4º do


Regulamento;

VII – Funções específicas ou privativas: as definidas por esta RN em consonância com as


atividades específicas;

VIII – Organização: grupamento organizacional seja ele classificado como micro, de pequeno,
médio ou de grande porte e de qualquer ramo de atividade, público, privado ou misto, com ou sem
fins lucrativos;

IX – Empresa: o termo é aplicado para identificar uma organização do ramo industrial, comercial
ou de serviços e que tenha fins lucrativos;

X – Comunicação:

a)Institucional, aquela criada exclusivamente para formar imagem positiva em torno de uma
organização, empresa, pessoa, ou, ainda, em torno de algo ou alguma coisa. A comunicação
institucional, com este escopo, está ligada ao nível de abordagem do assunto tratado e ao tipo de
linguagem adotada para transmitir informações de uma determinada organização. O nível de
abordagem deve ter a amplitude necessária à representação do conjunto de conceitos de uma
organização, como filosofia, valores, missão, visão, políticas, pensamentos, condutas, posturas e
atitudes, tanto do ponto de vista ético-moral quanto administrativo, em todos os níveis da
organização. A linguagem institucional é aquela que trata esses assuntos com isenção comercial ou
mercadológica, atendo-se, apenas, a identificar, demonstrar e apresentar os conceitos ligados aos
temas próprios da organização, com a intenção de informar e satisfazer os interesses de um ou mais
públicos ligados à empresa e os dela próprios;

b)Corporativa, aquela com as mesmas características e objetivos da comunicação institucional,


com a particularidade de estar ligada exclusivamente à alta administração das organizações;

c)Organizacional, a ação estratégica de uma organização, elaborada com base no diagnóstico


global e em uma visão geral da organização, levando-se em consideração o processo de
relacionamento entre a organização e os seus públicos, individual ou simultaneamente;

d)Pública ou Cívica, a que promove o fluxo da informação entre as necessidades da sociedade e


aquelas que estão disponíveis nas instituições públicas que são, por natureza, as portadoras do
interesse coletivo;

XI – Pesquisa: processo interativo de levantamento de dados e informações de interesse de uma


organização sendo:
a)Quantitativa, quando analisa informações com base em identificação numérica e percentual de
opiniões de entrevistados;

b)Qualitativa, quando analisa informações com profundidade maior do que apenas a identificação
numérica e percentual de opiniões de entrevistados. Pode ser o resultado das opiniões individuais
ou de grupo, levando-se em conta, além da opinião, o conhecimento, a percepção e as expectativas
dos entrevistados;

XII) Pesquisa de opinião: processo de comunicação e interação voltado para o levantamento de


informações e identificação de opiniões a fim de obter, pela tabulação e cruzamento de dados,
uma análise quantitativa que indique a natureza de uma organização. Esse resultado oferece
elementos percentuais que orientam a tomada de decisão pela área de comunicação;

XIII) Auditoria de Opinião: técnica específica de relações públicas que levanta informações
buscando-se a manifestação de opiniões dos entrevistados de maneira informal e espontânea.
Processo de comunicação e interação voltado para o levantamento de informações e identificação
de opiniões, percepções e expectativas, a fim de obter, pela análise e interpretação das
informações, o resultado qualitativo que determina o perfil organizacional. Essa análise oferece
um diagnóstico preciso e o embasamento correto para a criação do planejamento estratégico de
comunicação. A auditoria de opinião com fins institucionais apresenta as seguintes variações:

a)Auditoria ou pesquisa de imagem, técnica que objetiva, exclusivamente, a identificação da


imagem mediante o conceito que tem o entrevistado em relação à organização;

b)Auditoria ou pesquisa de clima organizacional, técnica que objetiva identificar os níveis de


satisfação e insatisfação do indivíduo e do grupo e que, em seu conjunto, determinam qual o tipo de
harmonia ou conflito existente na organização ou parte dela;

c)Auditoria ou pesquisa de perfil organizacional, técnica que objetiva identificar as características


institucionais, administrativas, políticas e de procedimentos e que, consolidadas, permite que seja
formulada a definição sobre a organização;

XIV – Diagnosticar: executar ações que permitam o conhecimento ou a determinação das causas
que provocaram determinado fato nas organizações. A análise conclusiva das informações desse
conhecimento ou dessa determinação é chamada diagnóstico;

XV – Prognosticar: executar ações que permitam antever com antecipação o desfecho ou o


encaminhamento de determinada questão. A análise conclusiva das informações que possibilitam o
desfecho ou encaminhamento é chamada prognóstico;

XVI -.Público Estratégico ou de Interesse: segmento definido como sendo portador de interesses
mútuos e comuns com a organização.

Art. 2.º - A falta do registro junto ao Conselho Regional respectivo torna ilegal o exercício da
profissão, da atividade ou da função de Relações Públicas, tornando-se o infrator, pessoa física ou
jurídica, punível com as cominações definidas no Código Penal Brasileiro e nas resoluções
normativas do CONFERP.

§ 1.º - Na análise dos autos formalizados para aplicação de penalidades pelo exercício ilegal da
profissão, o Conselho Regional apreciará as provas neles contidas a partir das normas previstas
nesta resolução.
§ 2.º – Na análise da nomenclatura, o Conselho Regional atentará para os nomes utilizados por
pessoas físicas e jurídicas que, motivadas pela expansão dos negócios da comunicação no mercado
e na tentativa de se eximirem da obrigatoriedade legal do registro profissional, executam funções
específicas de Relações Públicas.

§ 3º – O Conselho Regional decidirá se a atividade ou a função em exame, independente do nome


adotado, enquadram-se no escopo do exercício das Relações Públicas e, em forma de acórdão,
proferirá a decisão sobre o feito.

§ 4º – O Presidente do Conselho Regional, de ofício, recorrerá ao Conselho Federal para que seja
apreciada a decisão de primeira instância, ressalvando-se que da decisão do CONFERP não caberá
recurso.

§ 5º – Confirmada a decisão de primeira instância, o CONFERP expedirá resolução e a ela dará


ampla divulgação.

§ 6º – Reformada a decisão de primeira instância, o CONFERP expedirá acórdão e a ele dará ampla
divulgação.

Art. 3º – Ficam definidas as seguintes funções como privativas da atividade profissional de


Relações Públicas:

I – Nos termos das alíneas “a” do art. 2º da Lei 5.377 e “c” do art. 4º do Regulamento:

1) elaborar, coordenar, implantar, supervisionar e avaliar:

a)planejamento estratégico da comunicação;

b)comunicação corporativa;

c)campanhas institucionais de informação, integração, conscientização e motivação dirigidas a


público estratégico e à informação da opinião pública e em apoio à administração, recursos
humanos, marketing, vendas e negócios em geral;

2) coordenar, implantar, supervisionar, avaliar, criar e produzir material que, em essência, contenha
caráter institucional da organização e se enquadre no escopo da comunicação organizacional e são
conhecidos por newsletters e boletins informativos eletrônicos ou impressos, house-organs, jornais
e revistas institucionais de alcance interno ou externo, relatórios para acionistas, folhetos
institucionais, informações para imprensa, sugestões de pauta, balanços sociais, manuais de
comunicação, murais e jornais murais;

3) elaborar planejamento para o relacionamento com a imprensa:

a)definir estratégia de abordagem e aproximação;

b)estabelecer programas completos de relacionamento;

c)manter contato permanente e dar atendimento aos chamados e demandas;

d)elaborar e distribuir informações sobre a organização, que digam respeito às suas ações,
produtos, serviços, fatos e acontecimentos ligados direta ou indiretamente a ela, na forma de
sugestões de pauta, press releases e press kits, organizar e dirigir entrevistas e coletivas;
e)criar e produzir manuais de atendimento e relacionamento com a imprensa;

f)treinar dirigentes e executivos para o atendimento à imprensa, dentro de padrões de


relacionamento, confiança e credibilidade;

4) desenvolver estratégias e conceitos de comunicação institucional por meios audiovisuais,


eletrônicos e de informática, Internet e Intranet;

5) definir conceitos e linhas de comunicação de caráter institucional para roteiros e produção de


vídeos e filmes;

6) organizar e dirigir visitas, exposições e mostras que sejam do interesse da organização.

II – Nos termos das alíneas “b“, “c” e “d ” do art. 2º da Lei 5.377 e “b” e “e” do art. 4º do
Regulamento:

1)coordenar e planejar pesquisas de opinião pública para fins institucionais:

a)analisar os resultados obtidos e proferir diagnóstico;

b)detectar situações que possam afetar a imagem da organização e realizar prognósticos;

2)implantar, realizar, coordenar, dirigir, acompanhar e avaliar:

a)auditoria e pesquisa de opinião;

b)auditoria e pesquisa de imagem;

c)auditoria e pesquisa de clima organizacional;

d)auditoria e pesquisa de perfil organizacional;

III – Nos termos das alíneas “e“ do art. 2º da Lei 5.377 e “g“ do art. 4º do Regulamento,
combinado com o disposto na Resolução do Conselho Nacional de Educação Nº CNE 0016/2002,
de 13 de março de 2002:

1)ser professor de disciplinas que têm por objetivo o desenvolvimento das competências
específicas da formação do Profissional de Relações Públicas, a saber:

a)história das Relações Públicas e do desenvolvimento de seu campo profissional no Brasil e no


mundo;

b)conceitos fundamentais, métodos e técnicas de Relações Públicas;

c)uso das estratégias, dos instrumentos e das linguagens de comunicação dirigida;

d)métodos e técnicas de diagnóstico e prognóstico da comunicação organizacional e da pesquisa


com fins institucionais;

e)aspectos teóricos e práticos do planejamento da comunicação organizacional;

f)legislação das Relações Públicas, código de ética e conduta da profissão;


g)trabalhos práticos orientados de Relações Públicas;

2)supervisionar estágios curriculares ou extra-curriculares;

3)coordenação:

a)de laboratório, escritório-modelo ou agência-modelo;

b)didático-pedagógica específica da habilitação;

IV – Nos termos das alíneas “a“, “d ” e “f ” do art. 4.º do Regulamento:

1)criar, apresentar, implantar, gerar, propor, coordenar, executar e desenvolver políticas e


estratégias que atendam às necessidades de relacionamento da organização com seus públicos;

2)implantar, coordenar, desenvolver e dirigir ações em órgãos públicos que tenham por objeto a
comunicação pública ou cívica;

3)acompanhar assuntos de interesse público afetos à organização;

4)definir conceitos e sugerir políticas de:

a)relações públicas para a organização;

b)atitudes ou mudança de atitudes no tratamento com os públicos e em relação à opinião pública;

c)estratégias da comunicação;

d)administração de ações de comunicação em situação de crise e de emergência;

e)apoio ao marketing, dentro das atividades de comunicação dirigida;

f)propaganda institucional;

5)desenvolver, implementar, executar e coordenar campanha de envolvimento com público de


interesse, campanha temática de integração, orientação, motivação, desenvolvimento
organizacional e aquela que envolva relacionamento com funcionários, familiares, acionistas,
comunidade, fornecedores, imprensa, governo, clientes, concorrentes, escolas e academias e clubes
de serviços e organizações sociais;

6)definir os públicos estratégicos da organização e caracterizar a segmentação feita de acordo com


as técnicas de Relações Públicas para a definição das relações com funcionários, também chamada
de comunicação interna; acionistas; fornecedores; comunidade; imprensa; clientes; governo;
entidades de classes, associações e organizações não-governamentais; entidades do Terceiro Setor
e benemerentes e com qualquer outro tipo de público que seja caracterizado por interesse em
comum em relação à organização;

7)pesquisar, formalizar, promover, orientar e divulgar para os públicos estratégicos a aplicação do


Código de Conduta Ética e do Código de Valores da organização;

8)conceber, criar, planejar, implantar e avaliar eventos e encontros institucionais que tenham
caráter informativo para construir e manter imagem;
9) desenvolver, implementar, montar, coordenar, dirigir, executar e avaliar serviço de relações
governamentais executar e coordenar atividades de Relações Governamentais lobby e cerimonial.

§ 1º – Para o cumprimento do disposto no inciso III deste artigo, o Conselho Regional examinará as
ementas e os programas das disciplinas oferecidas pelas Instituições de Ensino Superior/IES,
independente do nome que tenham, para associá-las às temáticas elencadas no mencionado inciso
e, se for o caso, exigir o registro profissional do professor da disciplina examinada.

§ 2º – Caso o Conselho Regional encontre óbices para a fiscalização do exercício profissional a que
se refere o inciso III deste artigo, seu Presidente representará ao Presidente do CONFERP para que
sejam tomadas as medidas cabíveis junto ao Ministério da Educação.

Art. 4º – Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 5º – Revogam-se as disposições em contrário.

FLÁVIO SCHMIDT
Presidente do Conselho

Publicada no DOU – Data 28/10/2002 – Seção I – Página 190


RESOLUÇÃO N.º 11, DE 20 DE DEZEMBRO
DE 1987
Disciplina o registro de Pessoas Jurídicas que exploram atividades de Relações Públicas ,
determina a responsabilidade técnica nessas empresas e dá outras providências.

O Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas - CONFERP no uso das atribuições que
lhe são conferidas pelo art. 9º , letra "r" do Decreto 68.582, de 04.05.71 e

considerando que:

1 - O art. 9º do Decreto Lei Nº 860, de 11/09/69, e o art. 24 e seu parágrafo único, do Decreto Nº
68.582, de 04.05.71, determinam o registro de Pessoas Jurídicas nos CONRERPs;
2 - A Lei Nº 6.839, de 30/10/80, dispõe sobre o registro de empresas nas entidades fiscalizadoras
do exercício profissional e devem os CONRERPs se adequarem às determinações legais nela
contidas,

RESOLVE:

Art. 1º - Os Escritórios, as Assessorias, as Consultorias, as Agências de Relações Públicas, as


Agências de Propaganda e as Empresa de Comunicação Social, organizadas sob a forma de
sociedade ou firmas individuais que explorem, de qualquer modo, atividades inerentes às técnicas
de Relações Públicas, definidas na Lei Nº 5.377, de 11.12.67, e seu decreto Regulamentador,
baixado pelo Decreto Nº 62.283, de 26.09.68, são obrigadas a registro no Conselho Regional de
Profissionais de Relações Públicas/CONRERP, da jurisdição local onde estiverem em
funcionamento.

Parágrafo único - Cada uma das unidades das empresas tratadas no caput deste artigo, quer se trate
de sede da firma, filiais ou representação, deverá se registrar no CONRERP de sua região.

Art. 2º - A concessão de Registro de Pessoa Jurídica/ RPJ se dará mediante a apresentação dos
seguintes documentos:

a) Requerimento, conforme modelo 1 baixado com esta Resolução;


b) Cópia do Contrato Social e de todas as alterações ocorridas desde a constituição da empresa;
c) Contrato de trabalho com Profissional de Relações Públicas, acompanhado de cópia xerox do
número da inscrição do profissional como autônomo no INPS ou CTPS, devidamente anotada, ou
cópia xerox das páginas 5 e 6 mais a página do contrato de trabalho e da última alteração
contratual;
d) Declaração de Responsabilidade Técnica, conforme modelo 2 baixado por esta Resolução;
e) Pagamento das Taxas devidas por Lei;
f) Cópia do Cartão de CGC.

Art. 3º - Somente poderá ser Responsável técnico (RT) , das empresas citada no caput do art. 1º , o
Profissional registrado no CONRERP com jurisdição sobre o local onde as atividades serão
executadas.

§ 1º - No prazo de 30 (trinta) dias, contado da data em que se desligar da empresa onde exercia a
Responsabilidade Técnica, o Profissional de Relações Públicas é obrigado a comunicar o fato ao
seu CONRERP, sob pena de incorrer em multa arbitrada pelo Plenário dentro dos valores
permitidos por lei.

§ 2º - Dentro do mesmo prazo estabelecido no parágrafo anterior, aquelas empresas deverão fazer
comunicação sobre o novo Responsável Técnico, juntando os documentos exigidos nas letras "c" e
"d " do artigo anterior, sob pena de incorrer em multa arbitrada pelo Plenário do CONRERP dentro
dos limites permitidos por lei.

§ 3º - Cada profissional de Relações Públicas só poderá ter vínculo empregatício, como


Responsável Técnico, com no máximo duas empresas. A violação a este dispositivo acarretará ao
Profissional multa arbitrada pelo Plenário, nos valores permitidos por lei, e, caso haja reincidência,
acarretará a sua suspensão por 180 (cento e oitenta) dias.

Art. 4º - As empresas citadas no art. 1º deverão, na hipótese de abrirem filial, sucursal ou


representação fora da área de jurisdição de seu CONRERP, registrar-se também no CONRERP
responsável pela área de domicílio de sua filial, sucursal ou representação mediante apresentação
dos documentos constantes no art. 2º.

§ 1º - Se a filial, sucursal ou representação tiver capital social próprio , sua anuidade será
equivalente a 50% (cinqüenta por cento) do valor pago pela matriz. Caso não tenha capital próprio,
a filial, sucursal ou representação terá como valor de anuidade o equivalente a 25% (vinte e cinco
por cento) do valor pago pela matriz.

§ 2º - O Responsável Técnico das empresas citadas no caput deste artigo deverá, obrigatoriamente,
ter registro no mesmo CONRERP que a filial, sucursal ou representação .

Art. 5º - O valor correspondente a título de anuidade será estabelecido seguindo-se a tabela expedia
por lei, tendo como base o Capital Social da empresa. Parágrafo único: Os CONRERPs deverão
proceder anualmente a atualização do capital das empresas citada no artigo 1º e neles registradas,
de modo a que possa ser efetuada adequadamente e a cobrança das respectivas anuidades.

Art. 6º - As empresas citadas no art. 1º e demais Pessoas Jurídicas, inclusive as sociedades civis de
direito privado, sem fins lucrativos, que tenham atividades de Relações Públicas, ou que utilizem
dos trabalhos de profissionais dessa categoria são obrigadas, sem quaisquer ônus, a fornecer aos
CONRERPs os elementos necessários à verificação e fiscalização do exercício legal da profissão.

§ 1º - Os cargos de administração das sociedades civis de direito privado, sem fins lucrativos,
relacionados com a atividade de Relações Públicas, somente poderão ser ocupados por
profissionais registrados no competente CONRERP de sua região.

§ 2º - As pessoas Jurídicas tratadas no caput e no § 1º deste artigo que utilizarem do título de


Relações Públicas para encobrir outras atividades profissionais ou que contratarem para o exercício
de atividades específicas de Relações Públicas, pessoas não devidamente habitadas na forma da lei,
estarão incorrendo em irregularidade passível de intimação de multa pelo CONRERP de sua
região.

§ 3º - O pagamento da multa não elimina a obrigatoriedade de regularização da situação.

Art. 7º- Os CONRERPs expedirão o Certificado de Registro, conforme o modelo 3 baixado por
esta Resolução, de que trata o parágrafo único do art. 24 do Decreto Nº 68.582, de 04.05.71, às
Pessoas Jurídicas que lograrem a aprovação de seus requerimentos.
Art. 8º - Os CONRERPs anualmente expedirão o Certificado de Responsabilidade Técnica,
conforme modelo 4 baixado por esta resolução, aos Profissionais indicados na forma da letra "d "
do art. 2º . Parágrafo único - A expedição dos certificados citados nos arts. 7º e 8º se dará mediante
o pagamento dos valores arbitrados por lei.

Art. 9º - As Pessoas Jurídicas citadas no art. 1º desta resolução ficam obrigadas a indicar em toda a
sua divulgação, inclusive cartões de visita, o número do registro no CONRERP de sua jurisdição.

Art. 10 - O Livro de Registro para Pessoas Jurídicas poderá ser confeccionado sob qualquer forma
de impressão, desde que contenha os dados constantes no modelo 5, baixados por esta Resolução.

Art. 11 - O procedimento de análise e tramitação do processo de RPJ será idêntico ao do Registro


Profissional Definitivo, descrito pela Resolução 07/87, de 20 de dezembro de 1987.

Art. 12 - Esta Resolução entrará em vigor no dia de sua publicação, revogadas as disposições
anteriores e em contrário, notadamente aquelas contidas nas Resoluções CONFERP números
23/74, 41/79, 10/79, 11/79, 13/79, 14/79, 06/80 e 12/80.

Brasília, 20 de Dezembro de 1987


VERA DE MELLO GIANGRANDE
Presidente do Conselho
Os anexos constantes desta Resolução se encontram nos conselhos Regionais e publicados no livro de Consolidação das Resoluções.

Publicada no DOU - Data - 04/05/1988 - Seção I - Página 7779


RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 44, DE 24
DE AGOSTO DE 2002, COM AS
ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELA RN
60, DE 15 DE OUTUBRO DE 2005

Dispõe sobre as atribuições e o registro do Responsável Técnico/RT, de que trata a RN 11/87, de


20 de dezembro de 1987

O Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas – CONFERP no uso das atribuições que
lhe confere o art. 9º, alínea “r”, do Decreto 68.582, de 04.05.71 e considerando que há necessidade
de especificar as atribuições e responsabilidades do Responsável Técnico e os procedimentos para
a aprovação do nome do profissional submetido a exame pelo Conselho Regional,

RESOLVE:

Art. 1º - Compete ao Responsável Técnico/RT, de que trata a RN 11/87, responder perante o


CONRERP a que estiver registrado:

I) pelo cumprimento das normas relativas ao exercício das atividades ou funções privativas de
Relações Públicas executadas pela empresa que representa;

II) pelo cumprimento, por parte da empresa que representa, das normas definidas no Código de
Ética Profissional, baixado pela RN 14/87;

III) pelas questões técnicas e científicas aplicadas quando do exercício das atividades e funções
privativas da profissão de Relações Públicas pela empresa que representa junto à sociedade;

IV) pelo uso das técnicas de Relações Públicas que foram apresentadas pela empresa responsável
pela execução dos serviços encomendados;

V) pelas conseqüências das ações de Relações Públicas, desenvolvidas na empresa que representa,
sejam elas produzidas, realizadas ou executadas por terceiros ou por profissionais contratados, sob
qualquer forma ou vínculo;

VI) pela lesão dos direitos do cliente;

VII) pela infração às disposições da Lei 5,377, de 11 de dezembro de 1967, ao Código de Ética
Profissional e às normas preconizadas pelas resoluções do Sistema CONFERP, em especial aquelas
contidas na RN 11/87.
Art. 2º - Somente poderá obter o registro como RT o profissional que:

I) Estiver em pleno gozo de seus direitos e em dia com suas obrigações junto à autarquia.(Redação
dada pela RN 60, de 15 de outubro de 2005) (*)

II) assumir a responsabilidade técnica por no máximo duas empresas;

III) estar em pleno gozo de seus direitos políticos;

IV) obtiver a aprovação de seu nome pelo Plenário do Conselho Regional, nos termos do voto do
Conselheiro Relator de que trata o artigo seguinte.

Art. 3º - O CONRERP, nos termos do art. 8º da RN 11/87, certificará o RT anualmente, mediante


o parecer de Conselheiro apreciado em Reunião Plenária.

§ 1º – O conselheiro relator emitirá seu parecer após receber do profissional indicado-para-o-


exercício-do-cargo-de-RT:

I) memorial com ênfase nas ações de Relações Públicas que tenha desenvolvido;
II) questionário, nos termos do anexo único desta resolução, devidamente preenchido.

§ 2º – O conselheiro relator, se julgar necessário, poderá ouvir em audiência o profissional indicado


para o caso, nos termos do Regimento Interno.

§ 3º – Cumpridas as formalidades regimentais, a Secretaria-Geral do CONRERP comunicará ao


profissional indicado a data e horário da reunião plenária em que ocorrerá a análise de seu processo
e comprovará, nos autos, o recebimento da comunicação feita.
§ 4º – O profissional indicado, nos termos do Regimento Interno, terá direito a voz na reunião
plenária em que ocorrer a análise de seu processo.

Art. 4º – Em reunião plenária, após lido o parecer e, se for o caso, ouvido o profissional indicado,
os conselheiros decidirão pela maioria simples de votos.

§ 1º – Do resultado da votação poderá haver recurso ao CONFERP, provocado pelo profissional


indicado ou por qualquer conselheiro, pelo prazo de 15 (quinze) dias contado daquele subseqüente
ao da reunião.

§ 2º – Da decisão do CONFERP não caberá recurso ou pedido de reconsideração.

Art. 5º - A Responsabilidade Técnica cessará:

I) pelo término da validade do Certificado de Responsabilidade Técnica de que trata o art. 8º da RN


11/87;

II) pelo cancelamento ou baixa temporária do Registro Profissional do RT ou pelo cancelamento do


Registro da Pessoa Jurídica;

III) por denúncia, formalizada por um dos contratantes, do rompimento do contrato de trabalho e
conseqüente término do vínculo profissional existente entre eles;

IV) pela transferência do Registro Profissional do RT para outro Conselho Regional;

V) pela declaração de impedimento do RT para o exercício da profissão.


Art. 6º - A cada certificação o procedimento se repetirá, ressalvando-se que os documentos
apontados no § 2º do art. 3º desta resolução e na RN 11/87 serão apenas atualizados.

Art. 7º - O RT que infringir as normas apontadas no art. 1º desta resolução sofrerá as penalidades
apontadas pelas RN 11/87, RN 46/02 e RN 47/02.

Art. 8º - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 9º – Revogam-se as disposições em contrário.

Belo Horizonte para Brasília, 24 de agosto de 2002

FLÁVIO SCHMIDT
Presidente do Conselho

Publicada no DOU nº 225 – Data 21/11/02 – Seção 1 Pag. 147

(*) Redação Original alterada:

Art. 2º -…

I) possuir registro profissional no Sistema CONFERP, categoria definitivo, por período igual ou
superior a dois anos;
RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 63 DE 15 DE
OUTUBRO DE 2005. Com as alterações
introduzidas pela RN 72, de 02 de dezembro
de 2009

Estabelece os critérios para a determinação dos valores devidos por Pessoas Físicas e Jurídicas
registradas nos Conselhos Regionais, determina a forma de remessa dos valores devidos pelos
CONRERPs, estipula condições da não incidência, da anistia e da atualização de valores e dá
outras providências.

O Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas – CONFERP, no uso das atribuições que
lhe confere o art. 2º, alíneas “h” e “j”, do Decreto-Lei 860, de 11.09.69, e cumprido o disposto pelo
art. 75, § 4º, I, da RN 49/03, de 22 de março de 2003,

RESOLVE:

Art. 1º – A anuidade devida ao Conselho Regional de Profissional de Relações Públicas –


CONRERP – tem seu vencimento no dia 31 de março de cada exercício e será quitada da seguinte
forma:

I – até o dia 31 de janeiro – desconto de 20% (vinte pontos percentuais);

II – até 28 de fevereiro – desconto de 10% (dez pontos percentuais);

III – até 31 de março – desconto de 5% (cinco pontos percentuais);

IV – em três parcelas mensais, sem desconto, vencíveis em 31 de janeiro, 28 de fevereiro e 31 de


março. Parágrafo único – É vedada a aplicação dos descontos de que tratam os incisos I a III deste
artigo sobre o valor da anuidade devida por profissional com registro provisório de que trata o trata
o inciso II do art. 3º desta resolução.

Art. 2º – Os cálculos serão realizados através da tabela de Correção Monetária do Conselho


Nacional de Justiça Federal, acessada através do site http://aplicaext.cjf.jus.br/phpdoc/sicomo/
conforme anexo I desta instrução.

Parágrafo Único - Sobre o valor corrigido nos termos do caput será acrescida multa de 2% (dois
pontos percentuais) e sobre o resultado encontrado aplicar-se-á, a título de mora, juros de 1% (um
ponto percentual) ao mês.
O anexo I citado nesta resolução não será publicado por motivos técnicos. Encontra-se à disposição
dos interessados nas sedes dos Conselhos e na página www.conferp.org.br

(*) (Redação dada pela RN Nº 72, DE 02 DE DEZEMBRO DE 2009).

Art. 3º – O Art. 3º da Resolução Normativa nº 63, de 2005 passará a vigorar com a seguinte
redação:

“Art. 4º – O valor das anuidades devidas pelos profissionais e pelas pessoas jurídicas que se
dediquem à atividade de Relações Públicas será:

I – Profissional – Registro Definitivo: R$ 288,00

II – Profissional – Registro Provisório: R$ 144,00

III – Pessoas Jurídicas: de acordo com o Capital Social, a saber:

a) Até – R$ 5.000,00: R$ 450,00

b) De R$ 5.001,00 a R$ 37.500,00: R$ 495,00

c) De R$ 37.501,00 a R$ 75.000,00: R$ 630,00

d) De R$ 75.001,00 a R$ 375.000,00: R$ 810,00

e) De R$ 375.001,00 a R$ 750.000,00: R$ 1.350,00

f) De R$ 750.001,00 a R$ 3.750.000,00: R$ 1.800,00

g) De R$ 3.750.001,00 a R$ 7.500.000,00: R$ 2.025,00

h) De R$ 7.500.001,00 a R$ 15.000.000,00: R$ 2.340,00

i) Acima de R$ 15.000.001,00: R$ 2.790,00 “.

(**) (Redação dada pela RN Nº 72, DE 02 DE DEZEMBRO DE 2009).

Art. 4º - São estabelecidos os seguintes valores dos serviços prestados pelo CONRERP:

I – Inscrição de Profissionais – Registros Provisório e Definitivo: R$ 75,00

II – Inscrição de Pessoa Jurídica: R$ 150,00

III – Expedição de Carteira Profissional: R$ 15,00

IV – Certificado de Registro: R$ 100,00

V – Certificado de Responsabilidade Técnica: R$ 50,00

VI – Certidões: R$ 7,50
§ 1º – Fica facultada aos Conselhos Regionais toda forma de negociação para o recebimento de
valores devidos, inclusive o parcelamento, ressalvando-se apenas o disposto no inciso II do § 2º
deste artigo.

§ 2º – Fica vedado aos Conselhos Regionais:

I) a criação de quaisquer outros ônus ou alteração dos valores apontados nesta Resolução, exceto:

a) inclusão da tarifa de compensação de boleto autorizada pelo Banco Central do Brasil;

b) multas aprovadas pelo Plenário do Conselho Regional.

II) a anistia, perdão e cancelamento de débitos. § 3º – A resolução que alterar os valores constantes
nos arts. 3º e 4º desta Resolução entrará em vigor no exercício seguinte ao de sua publicação.

Art. 5º – Quando do registro, os Profissionais e as Pessoas Jurídicas são devedoras exclusivamente


da anuidade proporcional aos meses não vencidos.

Art. 6º – Na existência de comprovada carência, o CONRERP poderá instruir processo e


encaminhá-lo ao CONFERP, mediante avaliação sócio-econômica, nos termos da Instrução
Normativa baixada pela Tesouraria do CONFERP.

Parágrafo único – O CONFERP, por decisão de seu Plenário, poderá conceder a anistia, perdão ou
cancelamento de valores devidos, mediante parecer conclusivo de seu Tesoureiro, a quem
competirá pronunciar sobre a avaliação sócio-econômica apresentada pelo CONRERP.

Art. 7º – A renda das contribuições devidas pelos CONRERPs ao CONFERP e sobre a qual incide
a alíquota de 25% (vinte e cinco pontos percentuais) a que se refere a alínea “a” do art. 5º, do
Decreto-Lei 860, de 11.09.69, combinado com o art. 11 do Regimento interno do CONFERP,
baixado pela RN 49, de 22 de março de 2002, compreende o valor da anuidade, sua correção e
juros.

Art. 8º - A remessa dos valores devidos pelos CONRERPs se processará por cobrança
compartilhada ou distributiva, nos termos da Instrução Normativa baixada pela Tesouraria.

§ 1º – O recebimento de valores devidos aos Conselhos Regionais será feito por cobrança
compartilhada ou distributiva, vedada outra forma de depósito.

§ 2º – O CONRERP que depositar valores de forma contrária à apontada no parágrafo anterior,


sujeitar-se-á às seguintes sanções:

I – Multa de 2% (dois pontos percentuais) sobre os valores depositados;

II – Reincidindo-se na infração, multa de 4% (quatro pontos percentuais);

III – Não corrigida a infração até o final do exercício, o CONFERP apontará as contas como
irregulares, nos termos do art. 16 da Lei 8.443, de 16.07.92 promovendo o encaminhamento ao
Tribunal de Contas da União com a representação para que seja aplicada a sanção apontada no art.
58 da mesma lei.

Art. 9º - Não incidirá o valor de anuidade para profissional que estando em dia com suas
obrigações sociais comprovar sua aposentadoria, mediante requerimento ao Presidente do
CONRERP.
§ 1º – Para efeito de se determinar o valor da anuidade devida pelo requerente de que trata o caput
serão considerados tantos doze avos quantos forem correspondentes ao mês da entrega de seu
requerimento no CONRERP.

§ 2º – O requerimento citado neste artigo terá a seguinte tramitação:

I – O Tesoureiro informará ao Presidente sobre a solicitação feita e emitirá parecer sobre ela.

II - O Presidente, deferindo ou não o pedido, informará ao Plenário a decisão tomada. Indeferindo


o pedido, o Presidente determinará como proceder.

III – O Secretário-Geral colherá nos autos a ciência dos conselheiros presentes à reunião, fará o
lançamento em ata e determinará as anotações devidas.

IV -Concluídos os procedimentos internos, a Secretaria-Geral comunicará ao requerente.

§ 3º – Concedido o benefício de que trata o caput, continuarão em vigor os direitos legais, incluídos
o de votar e ser votado, deixando o voto, contudo, de ser obrigatório.

Art. 10 – Aplicam-se às Pessoas Jurídicas, no que couber e no caso de encerramento de atividades


ou alteração de contrato social, o disposto no § 1º do art. 9º.

Art. 11 – Ocorrendo falecimento de registrado, será processada a anotação no livro de registro


próprio e os débitos porventura existentes serão cancelados “in limine”.

Parágrafo único: Recebida a comprovação de falecimento, que será anexada no processo de


registro do profissional, o Presidente proferirá despacho interlocutório ao Secretário-Geral que, por
sua vez, procederá de conformidade com o disposto no inciso III do § 2º do artigo anterior.

Art. 12 – Ficam revogadas as RN 40, de 2 de dezembro de 2001, RN 45, de 24 de agosto de 2002,


RN 50, de 12 de novembro de 2003. e a RN 54, de 28 de outubro de 2004.

Art. 13 – Esta Resolução entra em vigor em 1º de janeiro de 2006.

JOÃO ALBERTO IANHEZ

Presidente do Conselho

Publicada no DOU – Data 11 de novembro de 2005 – Seção 1 – Página 169/170

Artigos Alterados:

( *) Texto original alterado: Art. 2º

O valor da anuidade será corrigido a partir de seu vencimento, de acordo com a tabela de
atualização de débitos, utilizada pela Contadoria da Justiça Federal.

§ 1º – Sobre o valor corrigido nos termos do caput será acrescida multa de 4% (quatro pontos
percentuais) e sobre o resultado encontrado aplicar-se-á, a título de mora, juros de 1% (um ponto
percentual) ao mês.

§ 2º – O CONFERP remeterá mensalmente aos CONRERPs a tabela atualizada dos valores


devidos.
( **) Texto original alterado:Art. 3º

O valor da anuidade devida pelos profissionais e pelas pessoas jurídicas que se dediquem à
atividade de Relações Públicas será:

I – Profissional – Registro Definitivo: R$ 288,00

II – Profissional – Registro Provisório: R$ 144,00

III – Pessoas Jurídicas: de acordo com o Capital Social, a saber:

j) Até – R$ 5.000,00: R$ 450,00

k) De R$ 5.001,00 a R$ 37.500,00: R$ 495,00

l) De R$ 37.501,00 a R$ 75.000,00: R$ 630,00

m) De R$ 75.001,00 a R$ 375.000,00: R$ 810,00

n) De R$ 375.001,00 a R$ 750.000,00: R$ 1.350,00

o) De R$ 750.001,00 a R$ 3.750.000,00: R$ 1.800,00

p) De R$ 3.750.001,00 a R$ 7.500.000,00: R$ 2.025,00

q) De R$ 7.500.001,00 a R$ 15.000.000,00: R$ 2.340,00

r) Acima de R$ 15.000.001,00: R$ 2.790,00


RESOLUÇÃO NORMATIVA 46, de 24 de
agosto de 2002

Dispõe sobre os procedimentos da fiscalização e da imposição de


penalidades e revoga a RN 13, de 12 de dezembro de 1987.

O Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas – CONFERP no uso das atribuições que
lhe confere o art. 2º, alíneas “b”, “c”, “e” e “g” do Decreto-Lei Nº 860, de 11.09.69, e
considerando que há necessidade de dinamização dos procedimentos relativos à fiscalização do
exercício profissional.

RESOLVE

Art.1º – O CONRERP organizará e instalará o “Serviço Permanente de Fiscalização/SPF”.

§ 1º – A coordenação do SPF de que trata o caput será exercida pelo designado por ato da
Presidência do Conselho Regional e cuja escolha se dará dentre:

I) o titular da Secretaria-Geral;

II) os conselheiros;

III) os profissionais em dia com suas obrigações.

§ 2º- O Presidente do CONRERP poderá instalar SPF nas delegacias, situação em que o delegado
será o seu coordenador e se reportará ao Coordenador do SPF.

§3º – O Presidente do CONRERP, na medida das necessidades de seu Regional, poderá criar
Comissão de Fiscalização e, nesse caso, o Coordenador do SPF será quem a presidir.

§4º – A Comissão de Fiscalização, caso venha a ser instalada, não decidirá sobre a aplicação de
penalidades limitando-se a exercer as funções descritas no art. 3º desta resolução.

§5º – O SPF terá empregado do Conselho contratado como Agente Fiscal.

Art.2º – O Presidente do CONRERP poderá investir, em caráter transitório, das funções de Agente
Fiscal:

a) membro do Conselho Regional;

b) delegado ou representante do Conselho Regional;


c) profissional de Relações Públicas;

d) empregado ou contratado do CONRERP;

e) estagiário em Relações Públicas ou em Direito;

f) aposentados.

§1º – A nomeação de Agente Fiscal em caráter transitório se dará por portaria na qual constará o
prazo da investidura, que não poderá ser superior ao mandato do Presidente que a assinar,
ressalvando-se que, a qualquer tempo, poderá ser revogada pelo Presidente ou por decisão do
Plenário.

§2º- O Agente Fiscal receberá carteira de identidade funcional, nos termos do anexo 1

Art.3º – Compete ao SPF:

I) Fiscalizar as pessoas físicas e jurídicas portadoras de registro profissional quanto ao


cumprimento de suas obrigações junto ao CONRERP respectivo e referentes às infrações
cometidas referentes:

a) à pontualidade e à adimplência no pagamento das contribuições devidas;

b) às disposições do Código de Ética Profissional;

c) ao uso do título de Relações Públicas em cartões de visitas, impressos e demais meios de


divulgação, inclusive websites, sem que tenha sido apontado o número do registro profissional, nos
termos do art.9ª da RN 11/87;

d) à validade do Certificado de Responsabilidade Técnica, nos termos do art.8º da RN Nº 11/87;

e) ao atendimento do disposto nos arts. 3º, 4º e 6º da RN Nº 11/87;

f) à validade do Registro Provisório nos termos da RN Nº 08/87.

II) Fiscalizar as pessoas físicas e jurídicas que:

a) não tendo o registro no CONRERP respectivo, exercem, atuam, exploram ou prestam serviços,
funções ou atividades específicas de RP;

b) não sendo obrigadas ao registro no CONRERP respectivo, mantêm em seus quadros, sob
qualquer forma de contrato ou vínculo, pessoas que executam as funções, os serviços e as
atividades específicas de RP sem o competente registro profissional;

III) Fiscalizar as Instituições de Ensino Superior/IES, quanto:

a) à contratação de professores para as disciplinas específicas de RP sem o competente registro


profissional;

b) ao ensino da disciplina Ética e Legislação em RP;

c) à inserção do bacharelando no mercado de trabalho;


d) à formação da grade curricular mínima nos termos do determinado pelo Conselho Nacional de
Educação.

IV) Fiscalizar a publicidade feita sob qualquer meio, veículo e forma, de anunciantes que ofereçam
ou contratem serviços, funções ou atividades específicas de RP;

V) Fiscalizar as publicações referentes a editais e atos de nomeação ou designação para cargo


público praticados por entidade, autarquia, fundação, órgão ou empresa da administração pública
direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;

VI) Cumprir e fazer cumprir, a tempo e a hora, as rotinas operacionais descritas nas resoluções dos
Conselhos, observando-se que o Agente Fiscal, no exercício de suas atividades, lavrará:

a) Relatório de Visita, quando se tratar de Pessoa Jurídica, nos termos do anexo 2;

b) Termo de Declaração, quando se tratar de Pessoa Física, nos termos do anexo 3;

c) Termo de Advertência, quando se verificar infringência às normas da Lei 5.377, de 11 de


dezembro de 1967, e de seu Regulamento, baixado pelo Decreto 63.283, de 26 de setembro de
1968, nos termos do anexo 4;

VII) Executar outras atribuições que lhe forem dadas pelo Presidente do CONRERP.

§ 1º – Para o fiel desempenho de sua função, o SPF terá livre acesso aos arquivos do Conselho
podendo, até mesmo, por ato do Presidente do Conselho, ser o responsável pela organização,
atualização e manutenção dos dados e informações neles existentes.

§2º – O CONRERP que encontrar óbices para o cumprimento do disposto no inciso III, deste
artigo, relatará os fatos ocorridos e oficiará o Presidente do CONFERP a quem caberá representar
sobre eles junto ao Conselho Nacional de Educação.

Art. 4º- O processo no Sistema CONFERP tem início com a formalização dos procedimentos nos
autos.

Art. 5º - Os processos do Sistema CONFERP são:

I) PRP – Processo de Registro Profissional, instaurado em obediência às Resoluções 07/87, 08/87,


11/87 e 44/02;

II) PA – Processo Administrativo, que versa sobre os assuntos da administração dos Conselhos e os
das rotinas operacionais da autarquia e instaurado na medida das necessidades;

III) PE – Processo Eleitoral, instaurado nos termos da RN 48/02;

IV) PTA – Processo Tributário Administrativo instaurado para cobrança de valores devidos ao
Sistema, nos termos do Código Tributário Nacional, do Código de Processo Civil e da RN 47/02;

V) PAF – Processo Administrativo de Fiscalização, instaurado nos termos desta resolução.

Art. 6º - Os atos lavrados nos processos do Sistema CONRERP são:


I) Autuação: ato praticado por servidor do Conselho, Conselheiro Relator, Coordenador do SPF,
Secretário-Geral, Tesoureiro e Presidente e que tem por objetivo fazer constar nos autos
determinado documento;

II) Diligência: ato praticado por Conselheiro Relator, Coordenador de SPF, Secretário-Geral,
Tesoureiro e Presidente e que tem por objetivo buscar informações e esclarecimentos sobre a
matéria em exame;

III) Despacho: ato praticado por quem, no processo, tem competência para decidir, de ofício ou a
requerimento, sobre procedimentos atinentes ao andamento da ação;

IV) Despacho Interlocutório: ato proferido por Coordenador de SPF, Secretário-Geral, Tesoureiro e
Presidente de Conselho e que objetiva, no curso do processo, resolver questão incidente;

V) Decisão: ato proferido pelo Presidente e que põe termo ao processo ou determina as
providências cabíveis ao caso.

VI) Acórdão: ato que contém a decisão de julgamento proferido pelo Plenário do Conselho.

§1º – Quem autuar documento, conforme o inciso I, numerará a folha correspondente nos autos e a
rubricará nos termos do ato proferido.

§2º – O acórdão de que trata o inciso VI será redigido pelo Secretário-Geral que o assinará
juntamente com o Presidente.

Art. 7º - O PAF terá início com a expedição ou entrega do Termo de Advertência/TA, com base
em documentação encaminhada por qualquer interessado ou que decorra de ação de fiscalização.

Parágrafo único – Na documentação enviada por interessados, cuidará o Conselho de averiguar


seus fundamentos, sua veracidade e a plausibilidade dos fatos nela narrados.

Art.8º - O TA será redigido de forma clara e precisa, indicará, sempre:

I) o fundamento legal da ação fiscalizadora;

II) a narrativa dos fatos que motivaram a advertência;

III)o prazo de 15(quinze) dias para manifestação do advertido;

IV)as penalidades cabíveis pelo não atendimento à advertência feita dentro do prazo estabelecido;

V)o endereço e horário de funcionamento do Conselho para atendimento sobre o assunto em


exame.

§1º – O TA será lavrado em 02 (duas) vias, datadas e assinadas pelo Agente Fiscal e, no caso de
entrega pessoal, conterão a assinatura do advertido ou de seu representante legal e terão a seguinte
destinação:

a) 1ª via: entregue ou remetida ao advertido ou a seu representante legal, e o ato de seu


recebimento, pessoal ou por correio, tem força de intimação da advertência feita;

b)2ª via: constituirá peça dos autos.


§2º – O TA e os demais expedientes mencionados nesta resolução serão encaminhados ao
advertido e aos infratores da Lei 5.377, de 11 de dezembro de 1967, e de seu Regulamento,
baixado pelo Decreto 63.283, de 26 de setembro de 1968, por escolha do Presidente, decidida
dentre as seguintes modalidade:

I) entrega pessoal, mediante protocolo;

II) via postal, mediante registro com aviso de recebimento (AR);

III) Notificação extrajudicial, mediante ação do Cartório de Títulos e Documentos.

§3º – Os prazos no Sistema CONFERP serão contados a partir da juntada, nos autos, da contrafé ou
do “AR” originário do expediente entregue ou remetido ao advertido e aos infratores.

Art. 9º – Se no prazo a que se refere o artigo anterior:

I – ocorrer a manifestação do interessado, mediante apresentação de justificativa, o Presidente do


CONRERP, se acolhê-la, determinará como a Secretaria-Geral irá proceder e, no caso de não
acolhê-la, determinará a expedição do Auto de Infração – AI, nos termos do art. 10 desta
Resolução, nos termos do anexo 5;

II – ocorrer o saneamento da irregularidade apontada, o Presidente determinará o arquivamento do


feito, dará ciência ao Plenário e comunicará ao advertido ou a seu representante legal;

III – não ocorrer a manifestação do advertido e tendo recebido a informação quanto ao decurso do
prazo, o Presidente do CONRERP determinará a expedição do AI, nos termos do artigo seguinte.

Art. 10 - No caso de infração evidente aos dispositivos legais, o Presidente do CONRERP


determinará a expedição do AI, com força de Intimação das faltas imputadas e concederá ao
autuado o prazo de 30 (trinta) dias para solução dos fatos apontados ou defesa sobre a imputação
feita.

§1º – Durante o prazo, a que se refere o caput, o autuado poderá ter vista do processo,
independente de requerimento, ressalvando-se que da vista concedida lavrar-se-á o competente
termo.

§2º – Por requerimento, o interessado poderá solicitar cópias das peças dos autos, arcando o
requerente com as despesas relativas às cópias feitas.

§3º – Esgotado o prazo a que se refere o caput sem que tenha havido a solução do fato que gerou o
processo ou tendo ocorrida ou não a interposição de defesa, o Presidente distribuirá os autos a um
conselheiro que relatará o processo nos termos do Regimento Interno, ressalvando-se que o Relator
deverá analisar, uma a uma, todas as questões envolvidas e apresentadas pela defesa para, ao final,
proferir o seu voto.

§ 4º – O conselheiro relator, antes de proferir o seu voto e caso julgue necessário, poderá requerer
diligência para:

I)solicitar a apresentação de novos documentos;

II)solicitar a vistoria da empresa autuada pelo Agente Fiscal;

III)Vistoriar, in loco, a empresa autuada;


IV)ouvir em audiência o Agente Fiscal;

V)solicitar informações de terceiros;

VI)solicitar a emissão de parecer da Assessoria Jurídica sobre aspectos legais presentes ou ausentes
no caso em exame;

VII)solicitar outras providências que julgar necessárias ao desenvolvimento da ação fiscalizadora


ou ao entendimento da matéria sob seu exame.

§5º – O Presidente, por despacho interlocutório, determinará o prazo para que a diligência seja
cumprida e designará a data de julgamento do PAF, determinando sua inclusão na ordem do dia da
reunião plenária;

§ 6º – No Sistema CONFERP o interessado poderá se fazer representar por representante


legalmente constituído, exceto nos casos de solicitação de Registro Profissional e no de Registro de
Candidatura em procedimentos constantes do disposto nos incisos I e III do art. 5º desta resolução.

Art.11 – Ocorrido o julgamento processar-se-á, nos termos desta resolução, à redação do acórdão.

§1º – Julgada procedente a defesa ou, se revel, o julgado ser favorável ao autuado, o processo será
arquivado e:

I) a parte será intimada da decisão;

II) o conselheiro que não concordar com a procedência da defesa ou do julgado, poderá recorrer ao
CONFERP, no prazo de 15 (quinze) dias a contar da data da reunião de julgamento.

§2º – Julgada improcedente a defesa ou se contrária ao interessado, o autuado será intimado da


decisão do plenário e terá o prazo de 30(trinta) dias para:

I) a regularização ou saneamento da irregularidade que gerou o processo e

II) efetuar o pagamento integral da multa, sob pena de inscrição na Dívida Ativa da União, sua
competente cobrança executiva e demais providências legais cabíveis.

Art.12- No prazo citado no §2º do artigo anterior, o autuado poderá recorrer ao CONFERP
mediante o depósito do valor correspondente às custas do processo, conforme tabela da Tesouraria
do CONFERP, sob pena de não ser admitido o recurso.

§1º- – Compete ao Presidente do CONRERP verificar se o recurso protocolizado atende os


pressupostos necessários à sua admissibilidade, a saber: legitimidade do recorrente, tempestividade
em sua apresentação e comprovação do depósito de que trata o caput.

§2º-Admitido o recurso, o Presidente do CONRERP encaminhá-lo-á para apreciação do Conselho


Federal e todos os procedimentos em nível de primeira instância estarão suspensos até o
pronunciamento final do CONFERP.

Art.13- O Presidente do Conselho Federal, de posse dos autos originários da primeira instância,
fará sua distribuição a um de seus conselheiros e designará o prazo para sua inclusão na Ordem do
Dia de Reunião de Julgamento.
§1º- Ocorrido o julgamento, o acórdão respectivo será publicado no DOU e o Secretário-Geral
devolverá os autos ao CONRERP de origem.

§2º- Da decisão do CONFERP não caberá pedido de reconsideração ou recurso e, de posse dos
autos, o Presidente do CONRERP determinará a intimação da decisão da última Instância
administrativa.

§3º- Se a decisão do CONRERP for reformada, o autuado será intimado da decisão da 2ª instância
e do arquivamento de seu processo, pelo Presidente do Conselho Regional.

§4- Mantida a decisão do CONRERP, o Presidente do Conselho Regional determinará a intimação


do autuado sobre o acórdão proferido para que ele:

I) proceda a quitação valor da multa apontado pela 2ª instância, no prazo de 15(quinze) dias;

II) fique ciente de que a quitação da multa não afasta a irregularidade praticada, razão pela qual
conceder-lhe-á mais 30(trinta) dias de prazo para que seja comprovada a regularização da infração.

§5º- Decorridos os prazos do parágrafo anterior e não ocorrendo a quitação dos valores devidos ou
a regularização da situação perante o CONRERP, o Presidente procederá, no que couber, na forma
prevista nos §§ 1º e 2º do artigo seguinte.

Art.14 - Não tendo sido interposto recurso ou, se interposto, mas protocolizado fora do prazo, o
Presidente do CONRERP declarará as razões de sua inadmissibilidade, e encaminhará os autos
para a execução do julgado.

§1º- A execução do julgado, quanto ao não pagamento da multa, comporta na inscrição do débito
na dívida ativa, nos termos da RN 47/02.

§2º- A execução do julgado, quanto ao exercício ilegal ou irregular da profissão, comporta na


extração de cópias dos autos e formulação de Representação perante o Ministério Público Federal,
cuja tramitação será acompanhada pela Assessoria Jurídica do CONRERP, sem prejuízo de outras
medidas legais cabíveis.

§3º- É da competência do Presidente do CONRERP cumprir e fazer cumprir o disposto nos §§


anteriores deste artigo.

Art.15 - Se no prazo a que se refere o §2º do art.11 o interessado:

§1º- efetuar o pagamento da multa e sanear ou regularizar a situação que a gerou, o Presidente do
CONRERP proferirá sua decisão, no sentido de se arquivar o processo e comunicará o Plenário
sobre o ato proferido;

§2º- efetuar o pagamento da multa, mas não sanear nem regularizar a situação que a gerou, o
Presidente do CONRERP proferirá sua decisão no sentido de que se aguarde o decurso do prazo a
que se refere a RN 47/02, e, então, caracterizará a reincidência e determinará a abertura de novo
PAF.

Art.16- Os documentos do PAF serão registrados, arquivados e mantidos para os devidos fins de
direito na sede do CONRERP onde se deu a ação fiscalizadora.

Art.17- Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, sem prejuízo dos atos praticados
pelos Conselhos Regionais e Federal sob a vigência da RN 13/87.
Art.18-Revogam-se as disposições em contrário, especialmente a RN 13/87.

FLÁVIO SCHMIDT
Presidente do Conselho

Os anexos citados nesta resolução, em número de cinco, não são publicados por motivos técnicos.
Encontram-se à disposição dos interessados nas sedes dos Conselhos e na página
www.CONFERP.org.br

Publicada no DOU – Data 18/12/2002 – Seção I – Páginas 116 a 117


RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 47, DE 02
DE NOVEMBRO DE 2002, COM AS
ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELA RN
59, DE 15 DE OUTUBRO DE 2005

Especifica os critérios e valores para a aplicação de multas, a inscrição na dívida ativa e a


cobrança amigável e judicial dos débitos junto aos CONRERPs e revoga a Resolução 12/87, de
12 de dezembro de 1987.

O Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas – CONFERP no uso das atribuições que
lhe confere o art. 2º, alíneas “b”, “c”, “e”, e “g” do Decreto-Lei 860, de 11 de setembro de 1969 e
considerando que há necessidade de uniformizar os procedimentos sob a responsabilidade dos
Conselhos Regionais, quando da fiscalização do exercício profissional,

RESOLVE

Art. 1º – Os procedimentos para a aplicação de multa, a inscrição na dívida ativa, a cobrança


amigável e judicial realizados pelos Conselhos Regionais de Relações Públicas, regular-se-ão pelas
normas estabelecidas nesta resolução.

Art. 2º - As multas aplicadas pelos Conselhos Regionais são:

I – disciplinar;

II – por exercício Ilegal da Profissão;

III – por reicindência.

Art. 3º – A multa disciplinar é a aplicada às pessoas físicas e jurídicas registradas nos Conselhos e
se classificam em:

I – por infração aos dispositivos do Código de Ética Profissional;

II – por ausência às eleições;

III – por atraso no pagamento das contribuições compulsórias.

Art. 4º – A multa por exercício ilegal da profissão é aplicada:


I – às pessoas físicas e jurídicas que exercem as funções ou atividades privativas de Relações
Públicas, sem o competente registro junto ao CONRERP;

II – à pessoa jurídica que, obrigada ou não ao registro no Conselho, use, explore ou contrate
serviços atividades ou funções específicas de Relações Públicas de pessoas não habilitadas na
forma da lei.

Art. 5º – A multa por reicindência é aquela aplicada à pessoa física ou jurídica que, devidamente
notificada quanto à pena que lhe foi imputada, não tenha se manifestado junto ao CONRERP
respectivo no prazo de trinta dias a contar da notificação.

Art. 6º – Os incursos no disposto no inciso I do art. 3º desta resolução incorrerão nas penalidades
descritas no art. 10 do Decreto-Lei 860, de 11 de setembro de 1969.

Parágrafo único: Os procedimentos para apreciação de infrações ao Código de Ética Profissional


seguirão o apontado em norma específica do CONFERP.

Art. 7º – Os incursos no disposto no inciso II do art. 3º desta resolução incorrerão em multa


equivalente a 50% (cinqüenta pontos percentuais) do valor da anuidade.

Art. 8º – Os incursos no disposto no inciso III do art. 3º desta resolução incorrerão em multa
equivalente ao valor que for arbitrado dentre as seguintes faixas:

I) Pessoas Físicas: de R$ 25,00 (vinte e cinco reais) a R$1.000,00 (um mil reais);

II) Pessoas Jurídicas: de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 4.000,00 (quatro mil reais)

Art. 9º – Os incursos no disposto no inciso I do art. 4º desta resolução incorrerão em muita


equivalente ao valor arbitrado dentre as seguintes faixas:

I) Pessoas Físicas: de R$ 500,00 (quinhentos reais) a R$5.000,00(cinco mil reais);

II) Pessoas Jurídicas: de R$ 1.000,00 (um mil reais) a R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais).

Art. 10 – Os incursos no disposto no inciso II do art. 4º desta resolução incorrerão em multa


equivalente ao valor apontado entre R$300,00 (trezentos reais) a R$50.000,00 (cinqüenta mil
reais).

Art. 11 – Os incursos no disposto no art. 5º desta resolução incorrerão em multa equivalente à


seguinte tabela:

I) Primeira reincidência: 15% do valor arbitrado;

II) Segunda reicindência: 45% do valor arbitrado;

III)Terceira reincidência: 100% do valor arbitrado.

Art. 12 – O pagamento da multa não exime o infrator de se sujeitar às sanções legais de toda
natureza, não o desobriga de regularizar-se perante o Conselho Regional e nem regulariza a
situação que a gerou no processo.

Art. 13 – O CONRERP cumprirá suas funções precípuas e aplicará as multas previstas nesta
resolução em obediência aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e
eficiência, apontados no art. 37 da Constituição da República e aos princípios da razoabilidade, da
economicidade, da capacidade contributiva do infrator e da ampla liberdade de defesa.

§1º – O princípio da legalidade consiste na subordinação dos membros dos Conselhos à


Constituição e às leis, sendo-lhes vedado agir sem que haja prévia prescrição legal que lhes
outorgue competência e que delimite as ações por eles executadas.

§2º – O princípio da Impessoalidade consiste na obrigação devida pelos membros dos Conselhos de
que a ação administrativa atenda a toda a coletividade, vedada aquela que vise a obtenção de
benefícios pessoais para o Conselheiro, o Conselho ou para grupos específicos, ressalvadas, nesse
último caso, as determinadas em lei.

§3º – O princípio da moralidade consiste na atuação justa e honesta por parte dos membros dos
Conselhos e que não infrinja os valores reinantes no contexto social e histórico.

§4º – O princípio da publicidade: consiste na obrigação, pelos membros dos Conselhos, de


divulgação de todos os atos concluídos e em formação, incluindo-se os pareceres dos órgãos
técnicos e jurídicos, os despachos intermediários e finais, as atas de julgamentos, salvo quando a lei
restringir a sua publicidade e ressalvado o disposto no § 10 deste artigo.

§5º – O princípio da eficiência consiste na busca da qualidade dos serviços públicos, pelos
membros dos Conselhos, mediante a melhor utilização dos recursos disponíveis.

§6º – O princípio da razoabilidade consiste na atuação pelos membros dos Conselhos, do uso da
razão, que exige equilíbrio, moderação e harmonia nas decisões tomadas, evitando-se o arbítrio e o
voluntarismo, tendo em vista o objetivo maior da administração pública por eles exercida, que é a
busca do bem comum.

§7º – O princípio da economicidade consiste na boa prestação de serviços, pelos membros e


servidores do Conselho, do modo mais simples, mais rápido, e mais econômico, elevando a relação
custo/benefício do trabalho público.

§8 – O princípio da capacidade contributiva consiste, nos Termos do art. 145, § 1º, da Constituição
Federal, na necessária adequação, pelos membros dos Conselhos, da multa aplicada, face a
capacidade econômica do contribuinte, de forma a não se promover confisco e nem impedir a sua
viabilidade econômica.

§9º – O princípio da ampla liberdade de defesa, ou do contraditório, consiste na garantia da


aplicação pelos membros do Conselho, da norma constitucional que assegura a igualdade entre as
partes no processo, do qual decorre o direito de ampla defesa do acusado, sem quaisquer restrições
, sob pena de nulidade do processo, ressalvando-se que da decisão do Plenário do Conselho
Regional só caberá recurso ao Conselho Federal e o disposto no §§ 11, 12 e 13 deste artigo.

§ 10 – A publicidade preconizada no § 4º será praticada nas páginas da Internet, nos quadros de


avisos e mediante as publicações estabelecidas nos regimentos dos Conselhos, ressalvando-se que a
decisão do Conselho Federal será publicada no Diário Oficial da União nos termos do seu
Regimento Interno.

§ 11 – A requerimento do interessado ou de seu procurador legal, o Conselho fornecerá cópia das


peças dos autos em exame, responsabilizando-se o requerente pelo pagamento do valor das cópias
solicitadas.
§ 12 – Os autos podem ser retirados da sede dos Conselhos, mediante carga, para análise do
Assessor Jurídico e apreciação pelo Conselheiro Relator, sendo vedada a sua retirada por qualquer
outro motivo, exceto por determinação judicial.

§ 13 – Independente de requerimento e nas sedes dos Conselhos, o interessado ou seu procurador


legal terão “vistas” nos autos do processo.

Art. 14 – As multas e demais penalidades serão impostas pelo Plenário do CONRERP cuja decisão
constará de ata da respectiva reunião plenária, ressalvando-se o disposto no § 1º do art. 2º da RN
40/01.

Parágrafo único – A ausência de apontamento em ata é causa de nulidade do ato administrativo.

Art. 15 – A cobrança dos valores devidos aos Conselhos se dará:

I) de forma amigável;

II)por via judicial.

Art. 16 – A cobrança a que se refere o inciso I do artigo anterior será feita pelo CONRERP nos
termos do disposto nos §§ seguintes.

§1º – anualmente, até o dia 10 de janeiro, o CONRERP remeterá expediente capeando o boleto
bancário/1 para pagamento da anuidade, nos termos do anexo 1.

I) no boleto constarão as informações que serão cumpridas pelo agente arrecadador e a frase: “Não
receber após 31 de março”;

II) no ano da posse dos Conselheiros, o prazo a que se refere o caput será prorrogado até o dia 15
de janeiro.

§2º – Vencido o prazo para pagamento, em 31 de março de cada ano, os valores serão atualizados
nos termos da RN 40/01, acrescidos do valor inicial da multa a que se referem os incisos do art.8º
desta resolução, conforme decisão do Plenário nos termos do anexo 2.

§3º – De posse dos valores atualizados, o CONRERP decidirá se:

I) utilizará serviço próprio de cobrança porta-a-porta, e, nesse caso, estabelecerá:

a) o percentual a ser pago ao prestador do serviço e a periodicidade com que se dará a


remuneração;

b) o sistema de acerto de contas e a responsabilidade sobre sua execução;

II) contratará empresa de cobrança e, nesse caso:

a) cumprirá com o disposto na lei 8664, de 21/06/96;

b) fará constar no contrato específico cláusulas que garantam o fiel cumprimento das normas dessa
resolução.

III)procederá, por conta própria, a cobrança via sistema postal ou pela Internet e, nesse caso:
a) remeterá aos registrados em débito expediente capeando novo boleto bancário/2, com
vencimento determinado não superior a 30 de junho do ano em curso, nos termos do anexo 3;

b) transcorridos trinta dias da data do vencimento determinado, e não ocorrendo o pagamento, o


CONRERP oficiará o inadimplente na forma do anexo 4, em expediente capeando o boleto
bancário/3, informar-lhe-á as condições de pagamento e os encargos decorrentes da cobrança e o
advertirá sobre a aplicação da multa por reincidência, nos termos dessa resolução, a inscrição do
Débito na Dívida Ativa da União e sua conseqüente cobrança judicial e determinará o prazo para
pagamento, findo o qual o CONRERP abrirá Processo Tributário Administrativo/PTA;

c) esgotado o prazo e aberto o PTA, o CONRERP decidirá sobre a aplicação da multa por
reincidência de que trata o art. 11 desta resolução, mediante proposta de seu Tesoureiro, e, após sua
decisão, atualizará os valores e expedirá o “Último Aviso Amigável”, nos termos do anexo 5,
remetido com o expediente de que trata o § 1º deste artigo, por ocasião da cobrança da anuidade do
exercício seguinte ao vencido;

d) após o dia 1º e até o dia 15 de abril do ano subseqüente ao vencido, caso não tenha ocorrido o
pagamento, o débito será inscrito no “Livro de Dívida Ativa”, onde será lavrado o “Termo de
Inscrição da Divida Ativa”, nos termos e na forma do anexo 6;

e) inscrito o débito, será emitida a Certidão de Inscrição na Dívida Ativa/CIDA, nos termos e na
forma do anexo 7, para as providências legais cabíveis.

Art.17 – A cobrança a que se refere o inciso II do artigo 15 se dará junto à Justiça Federal, nos
termos da lei.

Art.18 – O termo de inscrição da dívida ativa, de que trata a alínea d do art. 16, autenticado pelo
Tesoureiro do Conselho, indicará obrigatoriamente:

a) o nome do devedor e, sendo caso, o dos co-responsáveis, bem como, sempre que possível, o
domicílio ou a residência de um e de outros;

b) número do CIC ou, se for o caso, do CNPJ do devedor;

c) a quantia devida e a maneira de calcular os juros de mora acrescidos;

d) a origem e a natureza do crédito, mencionada especificamente a disposição em lei em que seja


fundado;

e)a data em que foi inscrita;

f) o número do PTA de que se originar o crédito;

g) a indicação do livro e da folha em que ocorreu a inscrição.

§ 1º – A omissão de qualquer dos requisitos previstos neste artigo ou o erro a eles relativo são
causas de nulidade da inscrição e do processo de cobrança dela decorrente, mas a nulidade poderá
ser sanada até a decisão de primeira instância, mediante substituição da CIDA nula, devolvido ao
infrator, acusado ou interessado, o prazo para defesa, que somente poderá versar sobre a parte
modificada.

2º – A CIDA será expedida em duas vias, autenticadas pelo Tesoureiro e pelo Presidente do
Conselho, e se destinarão:
a) ao procurador do Conselho para a formalização da ação fiscal a ser ajuizada;

b) ao PTA.

Art.19 – O Conselho que tendo usado dos serviços de cobrança, próprio ou contratado, e ainda
apresentar em seus quadros registrados inadimplentes que se recusaram a saldar o débito, dará
continuidade à cobrança a partir da alínea c do inciso III do § 3º do art. 16 desta resolução.

Parágrafo único – O disposto no caput só poderá ser aplicado se o CONRERP apresentar prova nos
autos da recusa do inadimplente em saldar seu débito junto à autarquia.

Art.20 – Integrarão o PTA, entre outros documentos, cópia de correspondência mantida entre o
CONRERP e o registrado, as mensagens oriundas de correio eletrônico, os acordo para pagamento
rompido e as demais informações que comprovam o acompanhamento do PTA pelos interessados.

Art.21 – A expedição do Último Aviso Amigável, de que trata a alínea c do inciso III do § 3º do
art. 16 desta resolução, se dará por determinação do Presidente do CONRERP que escolherá a
forma de sua remessa entre:

I) sistema postal de “Aviso de Recebimento/AR”;

II) por cartório, por entrega pessoal, mediante contrafé;

III) por meio de mensagem eletrônica onde conste, pelo devedor, a confirmação do seu
recebimento.

Art.22 – Após a ação fiscal ter sido ajuizada, o recebimento dos valores nela apontados será feito
mediante orientação do procurador do CONRERP. (Redação dada pela RN 59, de 15 de outubro
de 2005 (*)

Art.23 – Os procedimentos para o cumprimento do disposto nesta resolução obedecerão o disposto


na RN 46/02, de 24 de agosto de 2002.

Art;24 – Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, ressalvando-se que os valores
nela apontados vigorarão somente a partir de 1º de Janeiro de 2003.

Art.25 – Revogam-se as disposições em contrário, especialmente a RN 12/87;

São Luís para Brasília, 02 de novembro de 2002

Flávio Schmidt
Presidente
CONRERP/2ª 1723

Publicada no DOU – Data 18/12/02 – Seção 1 – Páginas 116 a 120

(*) Texto original alterado

Art. 21 - Após a ação fiscal ter sido ajuizada fica vedado ao CONRERP receber, por qualquer
forma ou a qualquer título, o crédito objeto da cobrança judicial.

Parágrafo único – O pagamento será feito no cartório onde tramita a execução fiscal sob a
orientação do procurador do CONRERP.
QUADRO DE ANEXOS DA RN 47, DE 02 DE NOVEMBRO DE 2002

Anexo Título do
Fundamento Legal Finalidade do Documento
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Art. 16, §1º Anexo 1 Boleto Recebimento da Anuidade
Bancário 1
Integral 3 folhas
Parcelamento
Art. 16, §2º Anexo 2 Tabela de atualização Atualizar os valores para
dos valores cobrança de anuidade em
2 folhas atraso
Art.16,§3º,III,a Anexo 3 Boleto Recebimento da Anuidade em
Bancário 2 atraso
1 folha
Art.16,§3º,III,b Anexo 4 Boleto Recebimento da Anuidade em
Bancário 3 atraso
1 folha
Art.16,§3º,III,c Anexo 5 Último Aviso Inscrição na Dívida Ativa da
Amigável União
1 folha
Art.16,§3º,III,d Anexo 6 Termo de Inscrição Modelo da página do livro de
da Dívida Ativa inscrição na dívida ativa
Pessoa Física 1 folha
Pessoa Jurídica
Art.16,§3º,III,e Anexo 7 Certidão da Dívida Cobrança Judicial dos débitos
Ativa CIDA
1 folha

OBSERVAÇÕES GERAIS

O procedimento judicial para cobrança de débitos devidos ao Sistema deverá estar formalizado de
acordo com o disposto pelo CONFERP. Assim, chamamos a Diretoria-Executiva do Conselho
Federal chama a atenção para os seguintes fatos:

a) O Anexo 6 – Termo de Inscrição da Dívida Ativa – é cópia de inteiro teor da página do livro de
inscrição de dívida ativa. Dessa maneira, os Conselhos Regionais devem adequar seus livros ao
modelo ora remetido. Nada impede que o Livro seja feito por meio eletrônico. Nesse caso, deverá
ser observado:

· o texto deve repetir o que consta no anexo;


· as páginas serão numeradas e cada termo conterá a assinatura do tesoureiro, que cuidará de
assinar somente os termos lavrados, isto é, não assinará folhas em branco.

b) O Anexo 7 – Certidão da Dívida Ativa/CIDA – deve ser fielmente seguindo. Vale lembrar que
as exigências são imposta pelo Código Tributário Nacional e que se encontram repetidas no texto
da RN 47/02. A título de informação, a Diretoria-Executiva do Conferp relata o seguinte fato:
· O CONRERP/3ª, em litígio contra a Federação Mineira de Futebol/FMF, teve argüida, em caráter
preliminar, a validade da inscrição do débito na dívida ativa e sua competente certidão. O juízo de
primeira instância acolheu o argumento da FMF e determinou o arquivamento do processo. O
CONRERP/3ª, discordando da decisão daquele juízo, recorreu à instância superior e ganhou a
causa. O Tribunal Regional Federal, com sede em Brasília, revogou a decisão dada pelo juízo de
Belo Horizonte e confirmou que a inscrição e a certidão correspondente estão corretas porque
obedecem o disposto no Código Tributário Nacional.

· Assim sendo, o Sistema CONFERP tem hoje decisão judicial que confirma estar correta a
formalização de seus atos com relação à inscrição e ao texto da Certidão de Dívida Ativa.

· O Conselho Regional que se interessar por essa decisão, poderá solicitá-la ao Dr. Aguinaldo de
Oliveira Braga: agbraga@bragaewagner.adv.br
RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 72, DE 02
DEZEMBRO 2009
RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 72, DE 02 DEZEMBRO 2009.

Altera os Artigos 2º e 3º da Resolução Normativa nº 63, de 2005


e determina os valores da anuidade para o exercício de 2010.

O Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas – CONFERP, no uso das atribuições que
lhe confere o art. 2º, alíneas “h” e “j”, do Decreto-Lei 860, de 11.09.69 e cumprido o disposto pelo
art. 22 da RN 49/03, de 22 de março de 2003, com as alterações introduzidas pelas Resoluções
Normativas números 51/04, de 10/01/04; 61/05, de 15/10/05 e 64/06, de 29/04/06,

RESOLVE:

Art. 1º – O Art. 2º da Resolução Normativa nº 63, de 2005 passará a vigorar com a seguinte
redação, a partir de 01.01.2010:

“Art. 2º – O valor da anuidade será corrigido a partir de seu vencimento, de acordo com a tabela de
atualização de débitos, utilizada pelo Conselho Nacional da Justiça Federal”.

Art. 2º – Os cálculos serão realizados através da tabela de Correção Monetária do Conselho


Nacional de Justiça Federal, acessada através do site http://aplicaext.cjf.jus.br/phpdoc/sicomo/
conforme anexo I desta instrução.

Parágrafo Único – Sobre o valor corrigido nos termos do caput será acrescida multa de 2% (dois
pontos percentuais) e sobre o resultado encontrado aplicar-se-á, a título de mora, juros de 1% (um
ponto percentual) ao mês.

O anexo I citado nesta resolução não será publicado por motivos técnicos. Encontra-se à disposição
dos interessados nas sedes dos Conselhos e na página www.conferp.org.br

Art. 3º – O Art. 3º da Resolução Normativa nº 63, de 2005 passará a vigorar com a seguinte
redação:

“Art. 4º – O valor das anuidades devidas pelos profissionais e pelas pessoas jurídicas que se
dediquem à atividade de Relações Públicas será:

I – Profissional – Registro Definitivo: R$ 288,00

II – Profissional – Registro Provisório: R$ 144,00


III – Pessoas Jurídicas: de acordo com o Capital Social, a saber:

a) Até – R$ 5.000,00: R$ 450,00

b) De R$ 5.001,00 a R$ 37.500,00: R$ 495,00

c) De R$ 37.501,00 a R$ 75.000,00: R$ 630,00

d) De R$ 75.001,00 a R$ 375.000,00: R$ 810,00

e) De R$ 375.001,00 a R$ 750.000,00: R$ 1.350,00

f) De R$ 750.001,00 a R$ 3.750.000,00: R$ 1.800,00

g) De R$ 3.750.001,00 a R$ 7.500.000,00: R$ 2.025,00

h) De R$ 7.500.001,00 a R$ 15.000.000,00: R$ 2.340,00

i) Acima de R$ 15.000.001,00: R$ 2.790,00 “.

Art. 5º – Fica revogada a RN 70, de 2008.

Art. 6º – Esta Resolução entra em vigor em 1º de janeiro de 2010.

Angelina Gonçalves de Faria Pereira


Presidente do Conselho

Publicada no DOU – Data 03/12/09 – Seção I – Página 162