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Aula 07

Raciocínio Lógico p/ Secretaria de Saúde-DF (Nível Superior e Técnico em Saúde)-com


videoaulas

Professor: Arthur Lima


 
    
    

 
    

 


 !∀ #∃

AULA 07: RESUMO TEÓRICO

Olá!

Chegamos ao final de nosso curso. Segue abaixo um resumo teórico para


facilitar a sua revisão do conteúdo visto ao longo das 6 aulas anteriores. O ideal é
que você mesmo já tenha preparado o seu resumo, e utilize o meu apenas para
complementar alguns pontos relevantes.
Agradeço a sua confiança em mim depositada ao adquirir este curso. Penso
que você tem em mãos um material bastante completo, que permitirá uma ótima
preparação nesta reta final dos seus estudos! Permaneço à disposição para sanar
qualquer dúvida.

Saudações,
Prof. Arthur Lima

CONJUNTOS NUMÉRICOS

Nome do
conjunto Definição Exemplos Observações
(e símbolo)
Subconjunto dos números
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Números positivos:
positivos N* = {1, 2 , 3, 4, 5, 6, 7, 8,
Números construídos com 9, 10, 11...}
N = {0, 1, 2, 3 …}
Naturais (N) os algarismos
de 0 a 9, sem Lembrar que o zero não é
casas decimais positivo nem negativo,
mas está incluído aqui.
Números Números Z = {... -3, -2, -1, 0, Subconjuntos:
Inteiros (Z) naturais 1, 2, 3...} Não negativos: {0, 1, 2...}

 
   
 
    
    

 
    

 


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positivos e Não positivos: {..., -2, -1, 0}
negativos Positivos: {1, 2, 3...}
Negativos: { …-3, -2, -1}
Frações: , ;

Podem ser
representados Números decimais As dízimas periódicas são
Números
pela divisão de de representação números racionais. Ex.:
Racionais (Q)
2 números finita. Ex.: 0,333333... ou ou
inteiros 1,25 (igual a )

Número “pi”:
Não podem ser
representados
Números Fazem parte dos Números
pela divisão de
Irracionais (I) Reais
2 números
inteiros

Números R Q Z N

Números Racionais e
Todos acima e
Reais (R) Irracionais
R I
juntos

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OPERAÇÕES COM CONJUNTOS

- conjunto é um agrupamento de indivíduos ou elementos que possuem uma


característica em comum.
- a ∈ A  elemento “a” pertence ao conjunto A
- b∉A  elemento “b” não pertence ao conjunto A
- complementar de A é o conjunto formado pela diferença entre o conjunto
Universo (todo o universo de elementos possíveis) e o conjunto A

 
   
 
    
    

 
    

 


 !∀ #∃
- A ∩ B é a intersecção entre os conjuntos A e B, formada pelos elementos em
comum entre os dois conjuntos.
- designamos por n(X) o número de elementos do conjunto X. Sendo A e B
dois conjuntos, podemos dizer que:
n( A ∪ B ) = n( A ) + n( B ) − n( A ∩ B )

- se dois conjuntos são disjuntos (não possuem elementos em comum), então:


n( A ∩ B ) = 0

EQUAÇÕES E INEQUAÇÕES
Equações de primeiro grau
- são as equações escritas na forma ax + b = 0 , onde a e b são números que
chamaremos de coeficientes, sendo que, necessariamente, a ≠ 0

- a variável x está elevada ao expoente 1 (lembrando que x 1 = x )

- o valor de x que torna a igualdade correta é chamado de “raiz da equação”. Uma


equação de primeiro grau sempre tem apenas 1 raiz

−b
- a raíz da equação é sempre dada por
a

- quando temos um sistema formado por “n” equações e “n” variáveis, devemos
resolver usando o método da substituição, que é aplicado em 2 etapas:
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1. Isolar uma das variáveis em uma das equações


2. Substituir esta variável na outra equação pela expressão achada no item
anterior

Equações de segundo grau


2
- possuem a variável elevada ao quadrado ( x ), sendo escritas na forma
ax 2 + bx + c = 0 , onde a, b e c são os coeficientes da equação

 
   
 
    
    

 
    

 


 !∀ #∃
- as equações de segundo grau tem 2 raízes, isto é, existem 2 valores de x que
tornam a igualdade verdadeira

- toda equação de segundo grau pode ser escrita também da seguinte forma:
a × ( x − r1 ) × ( x − r2 ) = 0

( r1 e r2 são as raízes da equação)

- a fórmula de Báskara nos dá as raízes para uma equação de segundo grau. Basta
identificar os coeficientes a, b e c e colocá-los na seguinte fórmula:

−b ± b 2 − 4ac
x=
2a

- na fórmula de Báskara, chamamos de “delta” ( ∆ ) a expressão b 2 − 4ac , que vai


dentro da raiz quadrada

- quando ∆ > 0 , teremos sempre duas raízes reais distintas para a equação. Se
∆ < 0 , dizemos que não existem raízes reais para a equação de segundo grau. Já
se ∆ = 0 , teremos duas raízes idênticas

Inequações
- chamamos de inequação uma desigualdade que utiliza os símbolos > (maior que),
< (menor que), ≥ (maior ou igual a) ou ≤ (menor ou igual a)

- ao resolver uma inequação não encontraremos o valor exato da variável, mas sim
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um intervalo onde esta variável pode se encontrar. Este intervalo é chamado de


conjunto-solução da inequação

- ao multiplicar por (-1) todos os termos de uma inequação, para trocar os sinais dos
coeficientes, é preciso inverter o sinal da inequação (ex.: trocar > por <)

SISTEMAS DE MEDIDAS
Medidas de comprimento

 
   
 
    
    

 
    

 


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- a unidade padrão de medida de comprimento é o metro, representado pela letra m,
cujos múltiplos e submúltiplos estão na tabela abaixo:

Milímetro Centímetro Decímetro Metro Decâmetro Hectômetro Quilômetro


(mm) (cm) (dm) (m) (dam) (hm) (km)

1000mm 100cm 10dm 1m 0,1dam 0,01hm 0,001km

- para “caminhar para a direita” (ir de metros para decâmetros, por exemplo) basta ir
dividindo o valor original por 10;

- para “caminhar para a esquerda” (ir de metros para decímetros, por exemplo)
basta ir multiplicando o valor original por 10.

Medidas de área

- a unidade padrão de medida de área é o metro quadrado, representado pelo


símbolo m 2 :

Milímetro Centímetro Decímetro Metro Decâmetro Hectômetro Quilômetro


quadrado quadrado quadrado quadrado quadrado quadrado quadrado
2 2 2 2 2 2 2
(mm ) (cm ) (dm ) (m ) (dam ) (hm ) (km )
2 2 2 2 2 2 2
1.000.000mm 10.000cm 100dm 1m 0,01dam 0,0001hm 0,000001km

- ao andar uma casa para a direita, devemos dividir por 100, e ao andar uma casa
para a esquerda, devemos multiplicar por 100;
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Medidas de volume

- a unidade padrão de medida de volume é o metro cúbico, representado pelo


símbolo m3 :

Centímetro Decímetro Metro Decâmetro Hectômetro


Milímetro Quilômetro
3
cúbico cúbico cúbico cúbico cúbico 3
cúbico (mm ) 3 3 3 3 3
cúbico (km )
(cm ) (dm ) (m ) (dam ) (hm )
3 3 3 3 3 3 3
1000000000mm 1000000cm 1000dm 1m 0,001dam 0,000001hm 0,000000001km

 
   
 
    
    

 
    

 


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- ao andar uma casa para a direita, devemos dividir por 1000, e ao andar uma casa
para a esquerda, devemos multiplicar por 1000;

- 1 litro é igual a 1dm3 (decímetro cúbico), e 1000 litros = 1m3.

Medidas de tempo

- a unidade padrão de medida de tempo é o segundo, representado pelo símbolo s.

Milissegundo Segundo Minuto


Hora (h) Dia
(ms) (s) (min)

1.000ms = 1s 1s 1 min = 60s 1 h = 60 min 1 dia = 24 h

- basta montar regras de três simples para efetuar as conversões necessárias.

Medidas de massa

- a unidade padrão de medida de massa é o grama (g):

Miligrama Centigrama Decigrama Grama Decagrama Hectograma Quilograma

(mg) (cg) (dg) (g) (dag) (hg) (kg)

1.000mg 100cg 10dg 1g 0,1dag 0,01hg 0,001kg

- ao andar uma casa para a direita, devemos dividir por 10, e ao andar uma casa
para a esquerda, devemos multiplicar por 10; 02763616100

- uma tonelada equivale a 1.000 quilogramas;

Sistema monetário brasileiro

- 1 real corresponde a 100 centavos. Assim, tendo uma quantia em reais, basta
você multiplicar por 100 e obterá o valor em centavos. Da mesma forma, tendo uma
quantia em centavos, basta você dividir por 100 e obterá o valor em reais.

PORCENTAGEM

 
   
 
    
    

 
    

 


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- A porcentagem é uma divisão onde o denominador é o número 100;
- Para calcular qual a porcentagem que uma certa quantia representa de um todo,
basta efetuar a seguinte divisão:
quantia de interesse
Porcentagem = × 100%
total
- Podemos transformar um número percentual em um número decimal dividindo-o
por 100. Podemos também fazer o caminho inverso, multiplicando um número
decimal por 100 para chegar em um número percentual.
- Podemos dizer que:
quantia de interesse = porcentagem × total

- Em porcentagem, o “de” equivale à multiplicação. Portanto, 20% de 300 é igual a


20% x 300.

- para aumentar um valor em x%, basta multiplicá-lo por (1 + x%). Exemplo: para
aumentar em 30%, basta multiplicar por 1,30;
- para reduzir um valor em x%, basta multiplicá-lo por (1 – x%). Exemplo: para
reduzir em 15%, basta multiplicar por 0,85;
- para duas operações sucessivas de aumento ou redução, basta multiplicar os
índices. Exemplo: para aumentar o preço de um produto em 20% em um ano e
então aumentar em 30% no ano seguinte, basta multiplicar o preço inicial por 1,20 x
1,30;

PROPORÇÕES 02763616100

- Proporção é uma igualdade entre duas razões (divisões, frações). Dizemos que
duas grandezas são proporcionais quando é possível criar, entre elas, razões que
permanecem constantes.
- Dizemos que duas grandezas são diretamente proporcionais quando uma cresce à
medida que a outra também cresce.
- Podemos usar uma regra de três simples para relacionar grandezas diretamente
proporcionais. Após montar a regra de três, devemos efetuar a multiplicação
cruzada (das diagonais) e igualar os resultados:
A ------------------- B

 
   
 
    
    

 
    

 


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C ------------------ D
AxD=CxD

- Dizemos que duas grandezas são inversamente proporcionais quando uma cresce
à medida que a outra diminui.
- No caso de termos 3 ou mais grandezas proporcionais entre si (direta ou
inversamente), temos uma regra de três composta. Neste caso, devemos:
- Identificar as grandezas que são diretamente proporcionais e as que são
inversamente proporcionais em relação a grandeza que queremos
descobrir (aquela que possui a variável X).
- inverter as colunas que forem inversamente proporcionais à grandeza que
queremos.
- igualar a razão onde está a grandeza X com o produto das outras razões.

- para efetuar divisões em partes proporcionais, lembre-se que:


a c a a+c c a+c
Se = , então = , e também =
b d b b+d d b+d

- você também pode utilizar constantes de proporcionalidade. Ex.: se uma taxa é


diretamente proporcional ao peso de uma mercadoria, então podemos escrever que:
taxa = k . peso
(onde k é a constante de proporcionalidade)

PRINCÍPIOS DE CONTAGEM 02763616100

- Princípio da contagem (regra do produto): quando temos eventos sucessivos e


independentes, o número total de maneiras desses eventos acontecerem é igual a
multiplicação do número de maneiras de cada evento acontecer separadamente.

- Permutação simples: P(n) = n! (leia “n fatorial”)


- usada quando queremos calcular o número de formas de colocar n
elementos em n posições
- a ordem dos elementos deve necessariamente tornar uma disposição
diferente da outra (“a ordem é relevante”)

 
   
 
    
    

 
    

 


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- exemplo: calcular de quantas formas 5 pessoas podem formar uma fila 
P(5) = 5! = 5 x 4 x 3 x 2 x 1 = 120

n!
- Permutação com repetição: PR(n ; m e p ) = (leia: permutação de n
m !× p !
elementos, com repetição de m elementos e de p elementos)
- usada para calcular permutações onde existem elementos repetidos
- por ser uma permutação, a ordem dos elementos deve tornar uma
distribuição diferente da outra
- exemplo: cálculo do número formas de ordenar 5 livros em uma estante,
sendo que 2 livros são iguais  PR(5, 2) = 5! / 2! = 60

n!
- Arranjo simples: A(n, m) = (leia: arranjo de n elementos em m posições)
(n − m)!
- trata-se de uma permutação de n elementos em m posições, onde temos
mais elementos do que posições disponíveis (n > m)
- Novamente, a ordem dos elementos deve diferenciar um arranjo do outro
- Exemplo: número de maneiras de preencher 3 posições disponíveis de
uma fila usando 7 pessoas. Esses exercícios podem ser resolvidos com a
simples multiplicação: 7 x 6 x 5

- Arranjo com repetição: AR (n, m) = nm (leia: arranjo de n elementos em m


posições, com repetição)
- trata-se do princípio fundamental da contagem, onde temos n elementos
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que podemos colocar em m posições, com repetição (isto é, não


precisamos colocar apenas elementos distintos)
- exemplo: número de placas formadas por 3 letras, distintas ou não,
usando as 26 letras do alfabeto  A (26,3) = 263 = 26x26x26

n  n!
- Combinação: C (n, m ) =   = (leia: combinação de n elementos em
 m  m!( n − m )!
grupos de m elementos; ou combinação de n elementos, m a m)

 
   
 
    
    

 
    

 


 !∀ #∃
- trata-se do cálculo do número de grupos de m elementos que podemos
formar utilizando n elementos
- deve ser utilizado quando a ordem dos elementos no grupo não
diferenciar um grupo do outro (“a ordem de escolha não é relevante”)
- lembrar que C(n, m) = C (n, n-m). Ex.: C(5,4) = C(5,1) = 5
- para facilitar o cálculo de C(n,m), basta multiplicar os primeiros “m” termos
de n! e dividir por m!. Ex.: C(7,3) é calculado pela multiplicação dos três
primeiros termos de 7!, dividido por 3!. Isto é, C(7,3) = (7x6x5)/3! = 35
- exemplo: número de equipes/grupos/comissões de 3 profissionais que
podemos montar utilizando 7 profissionais disponíveis  C(7,3) = 35.

- Permutação circular: Pc (n) = (n-1)! (leia: permutação circular de n elementos)


- usado para calcular o número de permutações de n elementos em
disposições fechadas (circulares), onde não podemos fixar um início e um
final.
- exemplo: número de formas de dispor 4 pessoas ao redor de uma mesa
quadrada com as 4 bordas iguais  Pc(4) = (4-1)! = 3! = 6

PROBABILIDADE
- Espaço amostral: conjunto dos resultados possíveis de um experimento aleatório
- Evento: subconjunto do espaço amostral formado pelos resultados “favoráveis”,
isto é, que atendem a condição prevista no enunciado do exercício
- Probabilidade: é dada pela razão:
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n(Evento)
Probabilidade do Evento=
n(Espaço Amostral)

ou simplesmente
número de resultados favoráveis
Probabilidade do Evento=
número total de resultados

- você pode calcular o número total e o número de resultados favoráveis através das
fórmulas de combinação/arranjo/permutação vistas anteriormente
- a probabilidade de ocorrência do próprio espaço amostral é 100%

 
   
 
    
    

 
    

 


 !∀ #∃
- dizemos que 2 eventos são independentes quando a ocorrência de um deles não
altera a probabilidade do outro ocorrer.
- princípio multiplicativo: se A e B são independentes, então
P(A ∩ B)=P(A) × P(B) (leia: probabilidade de A e B ocorrerem
simultaneamente é a multiplicação das probabilidades de cada um
ocorrer)

- probabilidade da união: trata-se da probabilidade de ocorrência do evento A ou do


evento B (ou dos dois ao mesmo tempo). É dada por:
P ( A ∪ B ) = P ( A ) + P (B ) − P ( A ∩ B )

- dizemos que 2 eventos são mutuamente excludentes quando a ocorrência de um


impede a ocorrência do outro, e vice-versa. Assim, P ( A ∩ B ) = 0

- princípio aditivo: se A e B são mutuamente excludentes ( P ( A ∩ B ) = 0 ),


a probabilidade de um ou outro ocorrer é dada pela soma das
probabilidades de ocorrência de cada um deles. Isto é,
P(A ou B) = P(A) + P(B)

- dois eventos são considerados complementares quando não possuem intersecção


e a sua soma equivale ao espaço amostral. Sendo E um evento e Ec o seu
complementar, então:
Probabilidade(E) = 1 - Probabilidade(Ec)
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- exemplo: E = probabilidade de sair resultado par em um dado; Ec =


probabilidade de sair um resultado ímpar.

- probabilidade condicional (probabilidade de ocorrer A, sabendo que B ocorre):


P(A ∩ B)
P( A / B) =
P (B )

- basta calcular o número de casos onde tanto A quanto B ocorrem, e


dividir pelo número de casos em que B ocorre

 
   
 
    
    

 
    

 


 !∀ #∃
- ex.: ao sortear um dos 7 dias da semana, calcular a probabilidade de a
data obtida ser um “sábado”, dado que a data obtida caiu em um fim de
semana  P = 1 / 2 = 50%
- se A e B são eventos independentes, então P(A/B) = P(A)  isto é, o fato
de B ter ocorrido em nada altera a probabilidade de A ocorrer

- se repetirmos um determinado experimento N vezes, com probabilidade “p” de


obter sucesso em cada repetição, o número esperado de vezes que obteremos
sucesso é dado por N x p

LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO E DIAGRAMAS LÓGICOS


- proposição é uma oração declarativa que admita um valor lógico (V –
verdadeiro ou F – falso);
- nem toda frase pode ser considerada uma proposição. Não são proposições:
as exclamações (“Bom dia!”), as ordens/pedidos (“Vá comprar pão”) e as
perguntas (“Está frio?”), pois estas não podem ser classificadas como V ou
F;
- princípio da não-contradição: uma proposição não pode ser, ao mesmo
tempo, Verdadeira e Falsa.
- princípio da exclusão do terceiro termo: não há um meio termo entre
Verdadeiro ou Falso.
- duas ou mais proposições podem ser combinadas, criando proposições
compostas, utilizando para isso os operadores lógicos.
- Principais proposições compostas: 02763616100

o Conjunção ( “p e q”; “ p ∧ q ”): só é V se p e q forem ambas V. Uma


forma alternativa é: “p, mas q”.
o Disjunção (“p ou q”; “ p ∨ q ”): só é F quando p e q são ambas F.
o Disjunção exclusiva ou “Ou exclusivo” (“ou p ou q”; p ⊕ q ): só é F
quando ambas são V ou ambas são F. Uma variação: “p, ou q”.
o Condicional ou implicação (“se p, então q”; p → q ): só é F quando p é
V e q é F. Variações: “Quando p, q”; “Toda vez que p, q”.

 
   
 
    
    

 
    

 


 !∀ #∃
o Bicondicional ou dupla implicação (“se e somente se”, ou p ↔ q ): é F
quando uma proposição simples é V e a outra é F.

- representamos a negação de “p” por “~p”, “¬p” ou “não-p”


- p e ~p possuem valores lógicos opostos
- podemos negar simplesmente inserindo “Não é verdade que...” no início da
proposição;
- Dica para descobrir outras formas de negação: perguntar o que eu precisaria
fazer para provar que essa frase é mentira. Ex.: para negar “todos os cães
são inteligentes”, bastaria eu encontrar um cão que NÃO é inteligente. Ou
seja, a negação é “Pelo menos um cão não é inteligente”, ou “Algum cão não
é inteligente”, ou “Existe cão que não é inteligente”.
- Resumo das negações de proposições simples:
Proposição “p” Proposição “~p”
Meu gato é preto Meu gato não é preto
Não é verdade que meu gato é preto
Todos gatos são pretos Algum/pelo menos um/existe gato (que) não é
preto
Nenhum gato é preto Algum/pelo menos um/existe gato (que) é preto

- ~(~p) = p, isto é, a dupla negação corresponde à afirmação;

- principais formas de negação de proposições compostas:


Proposição composta Negação
Conjunção ( p ∧ q ) Disjunção ( ~ p∨ ~ q )
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Ex.: Chove hoje e vou à praia Ex.: Não chove hoje ou não vou à praia
Disjunção ( p ∨ q ) Conjunção ( ~ p ∧ ~ q )
Ex.: Chove hoje ou vou à praia Ex.: Não chove hoje e não vou à praia
Disjunção exclusiva ( p ⊕ q ) Bicondicional ( p ↔ q )

Ex.: Ou chove hoje ou vou à praia Ex.: Chove hoje se e somente se vou à praia
Condicional ( p → q ) Conjunção ( p ∧ ~ q )
Ex.: Se chove hoje, então vou à praia Ex.: Chove hoje e não vou à praia
Bicondicional ( p ↔ q ) Disjunção exclusiva ( p ⊕ q ) ou bicondicional

 
   
 
    
    

 
    

 


 !∀ #∃
Ex.: Chove hoje se e somente se vou à praia. negando uma proposição ( p ↔~ q )
Ex.: Ou chove hoje ou vou à praia;
Chove se e somente se NÃO vou à praia

- a tabela-verdade de uma proposição terá sempre 2n linhas, onde n é o


número de proposições simples envolvidas (não contar duas vezes se
aparecerem p e ~p na mesma proposição composta)
- Tautologia: proposição que é sempre V
- Contradição: proposição que é sempre F
- Contingência: proposições que podem ser V ou F, dependendo dos valores
lógicos das proposições simples que a compõem
- duas proposições lógicas são equivalentes quando elas possuem a mesma
tabela-verdade
- Equivalência “manjada” entre condicionais e disjunções:
p→q
~ q →~ p
~p ou q

- Equivalência “manjada” para a bicondicional:


p↔q
( p → q) ∧ (q → p)
( p → q ) ∧ (~ p →~ q )

- duas formas distintas de negar uma mesma proposição são equivalentes.


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Ex.: ~ ( p ∧ q ) é equivalente a ~ p∨ ~ q ; ~ ( p ∨ q ) é equivalente a ~ p ∧ ~ q .


- Em pq, p é suficiente para q, e, por outro lado, q é necessária para p;
- Em p ↔ q , p é necessária e suficiente para q, e vice-versa
- Sentenças abertas são aquelas que possuem uma ou mais variáveis. Seu
valor lógico depende dos valores que as variáveis assumirem.

- conclusões de um argumento são proposições que serão sempre V quando


assumirmos que todas as premissas são V. Isto é, se uma proposição assumir o
valor F quando todas as premissas forem V, essa proposição não é uma conclusão;

 
   
 
    
    

 
    

 


 !∀ #∃
- Principais métodos de resolução de questões sobre argumentação:

- questões que fornecem as premissas e solicitam as conclusões de um


argumento: para obter as conclusões é preciso assumir que todas as
premissas são verdadeiras. Assim:

- se uma das premissas é uma proposição simples: começar


analisando-a, e com ela partir para “forçar” as demais a serem
verdadeiras também;

- se todas as premissas são compostas e as alternativas de resposta


(conclusões) são proposições simples: “chutar” o valor lógico de
alguma proposição simples que compõe as premissas, e com isso
tentar forçar todas as premissas a ficarem verdadeiras, analisando se
não há falha lógica;

- se todas as premissas são compostas e as alternativas de resposta


(conclusões) também: forçar cada possível conclusão a ser F, e com
isso tentar forçar todas as premissas a serem V. Se isso for possível,
aquela alternativa NÃO é uma conclusão;

- um argumento é válido se, aceitando que as premissas são verdadeiras, a


conclusão é verdadeira. Se for possível a conclusão ser FALSA enquanto
todas as premissas são VERDADEIRAS, o argumento é INVÁLIDO. Logo,
para testar a validade de um argumento, você deve:
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- forçar a conclusão a ser falsa. A seguir, tentar forçar todas as


premissas a serem verdadeiras. Se isso for possível, o argumento é
INVÁLIDO;

- Proposições categóricas podem ser tratadas com diagramas lógicos:


o Todo A é B: “todos os elementos do conjunto A são também do
conjunto B”, isto é, A está contido em B.

o Nenhum A é B: nenhum elemento de A é também de B, isto é, os dois


conjuntos são totalmente distintos (disjuntos)

 
   
 
    
    

 
    

 


 !∀ #∃
o Algum A é B: algum elemento de A é também elemento de B

o Algum A não é B: existem elementos de A que não são de B

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