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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

CENTRO DE ENERGIAS ALTERNATIVAS E RENOVAVEIS


ENGENHARIA ELETRICA

JORDASHE IVYS SOUZA BEZERRA – 2016011662


LEONARDO ARAUJO ALMEIDA - 11321548
LUAN CARLOS FLORENCIO HENRIQUES – 11218713
LUZIA MARCELA MAGALHÃES LOPES -2016011789
RODRIGO DO NASCIMENTO TOLEDO - 11121953

RELATÓRIO SOBRE EXPERIMENTO 36


CONEXÃO PARALELA DO ALTERNADOR COM A REDE ELÉTRICA.

JOÃO PESSOA, 09/2019


JORDASHE IVYS SOUZA BEZERRA – 2016011662
LEONARDO ARAUJO ALMEIDA - 11321548
LUAN CARLOS FLORENCIO HENRIQUES – 11218713
LUZIA MARCELA MAGALHÃES LOPES -2016011789
RODRIGO DO NASCIMENTO TOLEDO - 11121953

RELATÓRIO SOBRE EXPERIMENTO 36


CONEXÃO PARALELA DO ALTERNADOR COM A REDE ELÉTRICA.

Relatório técnico apresentado como requisito Parcial


para obtenção de aprovação na disciplina de Máquinas
Elétricas, no Curso de Engenharia Elétrica, na
Universidade Federal da Paraíba.

JOÃO PESSOA, 09/2019

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RESUMO

Neste experimento verificamos as precauções que devemos ter ao conectar uma


máquina síncrona com a rede elétrica, verificamos também que podemos controlar o fluxo de
potência reativa que uma máquina síncrona pode fornecer ao sistema sem demandar potência
ativa.

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SUMÁRIO
1. OBJETIVOS E FUNDAMENTOS ..................................................................................... 5

2. MATERIAIS E EQUIPAMENTOS .................................................................................... 5

3. PROCIDEMENTOS EXPERIMENTAIS E MEDIÇÕES .................................................. 5

4. RESULTADOS E CONCLUSÕES ..................................................................................... 8

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1. OBJETIVOS E FUNDAMENTOS

Esse experimento tem como objetivos conhecer as condições que permitam colocar o
alternador em paralelo com a rede elétrica e analisar a troca de potências ativa e reativa do
alternador com a rede elétrica.
As máquinas síncronas necessitam que seja fornecida uma corrente de campo CC a seus
rotores para surgimento do seu campo magnético. Alimentamos o estator como um sistema
trifásico de correntes fornecidas a um conjunto de bobinas defasadas de 120 o cada, nas quais
serão produzidas três tensões de mesma amplitude chamada de tensão de excitação. Essa
tensão por sua vez depende diretamente da velocidade de acionamento da máquina e do fluxo
magnético bem como das características próprias de construção da máquina, a soma dos
campos magnéticos gerados por essas tensões criam um campo magnético girante. O campo
magnético do estator gira na velocidade síncrona, assim como o campo magnético do rotor.

2. MATERIAIS E EQUIPAMENTOS
Os materiais utilizados nesse experimento foram um estator de máquina CA com rotor de
anel e escovas conectadas, um estator de máquina DC com rotor e escovas conectadas, um DL
10281 Módulo de alimentação, um DL 10282 Módulo de medida, um DL 10310 Módulo
sincronoscópio com LED’s rotativas e dois Wattímetros.

3. PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS E MEDIÇÕES

O esquema elétrico necessário para realizar o experimento é ilustrado na figura 1 e suas


conexões físicas na figura 2.
Após correta montagem do circuito, todos os módulos foram ajustados conforme o guia
fornecido, a partir do módulo de alimentação a tensão medida na rede elétrica foi:
U49,9V
A frequência da rede elétrica é 60 Hz. A velocidade do conjunto foi ajustada por meio do
reostato Rf para ser igual a da rede, assim, colocamos o conjunto girando com velocidade
iguala 3608 min-1.
Observando os brilhos nas lâmpadas, notamos que estamos trabalhando com alternador
lento, pois foi observada sequência H3 -> H2 -> H1. Assim, também sabemos que estamos
com a ordem de sucessão cíclicas de fases CORRETA.

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Figura 1 – Esquema elétrico necessário para realização do experimento.

Com a lâmpada H1 apagada e as outras acesas, o interruptor paralelo foi colocado na


posição para que a frequência do alternador seja igual e dependa daquela da rede elétrica,
assim, está concluída a conexão paralela.
Para iniciar as medições, a velocidade do motor foi ajustada para que a potência ativa
trocada pelo alternador e rede seja nula, para isso acontecer, pelo método dos dois
Wattímetros, eles devem ter mesmo valor mas com sinais opostos.
Devemos lembrar que o método dos dois Wattímetros nos fornecesse a potência ativa e
reativa de acordo com as equações:
PP23 P31
Q 3( P23 P31 )
Nessas condições foi registrado o valor da corrente de excitação, da corrente de armadura
e foi realizada a leitura dos Wattímetros:
I E 7,15
I S 0, 71
P21W
P31 W

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Figura 2 – Conexões entre os componentes do experimento.

Com esses valores, a potência ativa trocada é:


PP23 P310, 2W

E a potência reativa trocada:


Q 3( P23 P31 )102,5VA R

Agora, a corrente de excitação foi variada através da variação da tensão DC sem variar a
velocidade do motor motriz, assim, foram anotados os seguintes valores:

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IE (A) IS (A) P21 (W) P23 (W) P (W) Q (VAR)
6 0,8 -5 6,1 1,1 19,2
9 1,44 -66,7 70 3,3 236

Tabela 1
Observamos na tabela 1 que com o conjunto podemos alterar consideravelmente a
potência reativa sem ter grandes variações na potência ativa.
A corrente do alternador de excitação foi ajustado para aquela determinada na condição de
conexão paralela e a resistência do reostato foi reduzida até que a corrente de armadura fosse
1,4 A. Nessas condições, construímos a tabela 2 em que é possível verificar que aumentando o
torque motriz, o alternador fornece potência ativa.

IE (A) IS (A) P21 (W) P23 (W) P (W)


7 1,7 23,8 67,1 90,9

Tabela 2
Finalmente, são necessárias alguma operações antes de desconectar a conexão paralela,
assim, seguindo as operações fornecidas no guia, o conjunto foi desconectado e o
experimento finalizado.

4. RESULTADOS E CONCLUSÕES

Com os resultado observou-se que podemos fazer o uso de uma máquina síncrona para
realizar o controle de potência reativa à rede elétrica.