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INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO

Profº IURI JUCA DE CASTRO


E-mail: iurijuca@yahoo.com.br
O QUE É DIREITO?

TUDO QUE É: LATIM POPULAR: DIRECTUM


 (DIRIGIR, ENDIREITAR,
 CORRETO, CURSO (FACULDADE), LINHA RETA).

HONESTIDADE, ADEQUADO.  O QUE PODE SER FEITO.

 LEI, ORDEM E JUSTIÇA LATIM CLASSICO: IUS ou JUS


 CIÊNCIA  (LICITO OU PERMITIDO POR
LEI)
 O QUE DEVE SER SEGUIDO.
O QUE É DIREITO?

 UBI SOCIETAS, IBI JUS: ONDE ESTÁ A SOCIEDADE, ESTÁ O DIREITO.


 DIREITO É UM CONSTRUCTO SOCIAL;
 CONJUNTO DE REGRAS OBRIGATÓRIAS, QUE GARANTE A
CONVIVENCIA SOCIAL, GRAÇAS AO ESTABELECIMENTO DE LIMITES À
AÇÃO DE CADA INDIVIDUO.
 LEIS FISICAS.
 LEIS JURIDICAS.
O QUE É DIREITO?

 OBJETIVIDADE: NÃO ESTÁ


SUJEITO A ANALISE HUMANA.
(EX: GRAVIDADE)

 SUBJETIVIDADE: ESTÁ SUJEITO A


ANALISE HUMANA.
(EX: ODIO, PAIXÃO E FINALIDADE).
DIREITO COMO “LEI E ORDEM”

 PRECEITOS JURIDICOS: REGRAS  SANÇÃO: CONSEQUENCIA


QUE PRECISAM SER RESPEITADAS PUNITIVA AO DESCUPRIMENTO DA
PARA QUE O DIREITO SEJA NORMA.
CUMPRIDO.
OUTROS POSSIVEIS PRECEITOS:
PRECEITOS EXISTENTES:
 INTIMIDAÇÃO: DESISTIMULO AO
 IMPERATIVIDADE: CUMPRIMENTO DA NORMA.
OBRIGATORIEDADE DE SE
 SANÇÕES PREMIAIS: INCENTIVOS
OBEDECER AS LEIS.
AO CUMPRIMENTO DA NORMA.
 COERSIBILIDADE: POSSIBILIDADE (EX: SCORE, e DESCONTOS DE
DE COAÇÃO ESTATAL, PARA QUE PAGAMENTOS DE IMPOSTOS).
A LEI SEJA CUMPRIDA.
CARACTERISTICAS DO DIREITO
COMO “LEI E ORDEM”
 CARATER HETEROMICO:  BILATERALIDADE ATRIBUTIVA:
AS NORMAS JURIDICAS SÃO POSTAS AS NORMAS JURIDICAS FICAM
PELO CENTRO DE PODER, AUTORIZADAS A PRETENDER, EXIGIR,
INDEPENDENTEMENTE DA OPINIÃO E OU FAZER ALGO EM PROPORÇÃO
DO QUERER DOS OBRIGADOS. SUBJETIVA.
NO CARATER HETEROMICO O DIREITO MEDIANTE PODER COMPETENTE O
POSSUI VALIDADE OBJETIVA E DIREITO DEVE:
TRANSPESSOAL.
a) Atribuir Direito ao lesado.(Lesado
possuí a faculdade de exigir
Direito contra violador).
b) Repara o mal sofrido.
CIÊNCIA DO DIREITO

 CONCEITO:
SÃO ESTUDOS E PESQUISAS ELABORADOS PELOS JURISTAS, SOBRE A REALIDADE
JURIDICA, CONTENDO UM CONJUNTO DE ENUNCIADOS APRESENTADOS DE
FORMA METÓDICA, DEMONSTRADA E SISTEMATIZADA SOBRE A CIENCIA
SOCIAL NORMATIVA.

 O CIENTISTA JURIDICO DEVERÁ:


a)Analisar a eficácia normativa.
b)Descrever e interpretar a Ordem Jurídica e suas Normas.
c)Conferir unidade sistemática.
CIÊNCIA DO DIREITO

 CIENCIA SOCIAL NORMATIVA: É  DOGMATICA JURIDICA: É A


AQUILO QUE ESTUDA A CONDUTA TEORIA GERAL DO DIREITO
DO HOMEM, E COMO ESTA DEVE APLICADA À CIÊNCIA DO DIREITO,
SE REALIZAR, CONFORME ANALISANDO O CASO
DETERMINAÇÃO DAS NORMAS CONCRETO CONFORME AS
JURIDICAS. REGRAS ESTABELECIDAS PELA
SOCIEDADE.
 TEORIA GERAL DO DIREITO:
CIENCIA DA REALIDADE JURIDICA,
APRESENTANDO NOÇOES
COMUNS A TODAS A ORDENS
JURIDICO-POSITIVAS.
DIREITO E MORAL

 DIREITO E MORAL SÃO  NA MORAL AS AÇÕES SÃO FEITAS


CONCEITOS DISTINTOS EMBORA, DE FORMA EXPONTÂNEA.
MUITAS VEZES, POSSAM ESTAR EM
 NO DIREITO AS AÇÕES SÃO FEITAS
HARMONIA.
DE FORMA COATIVA.
 TEORIA DO MINIMO ÉTICO
(NÃO AFASTA A POSSIBILIDADE DE O
(JERMIAS BENTHAM): DIREITO
INDIVÍDUO FAZER OS ATOS DE LIVRE
REPRESENTA APENAS O MÍNIMO
VONTADE).
DE MORAL DECLARADO
OBRIGATÓRIO PARA QUE A
SOCIEDADE POSSA SOBREVIVER
ESCOLAS E TEORIAS CIENTÍFICAS
 Há diversas escolas, com concepções diversas, as quais se
consubstanciam em diferentes formas de investigação e estudo científico
do direito. Vejamos algumas delas, destacando seus traços principais.
 3.1 – Jusnaturalismo (Escola do Direito Natural) – defende a existência de
leis naturais, imutáveis e universais quanto aos seus primeiros princípios (
como “o bem deve ser feito”). Na idade média o Jusnaturalismo
apresenta conteúdo teleológico, indicando como fundamento do Direito
Natural a vontade divina.
 Tem como representante São Tomás de Aquino, no século XIII, o qual
destaca na suma teológica a seguinte hierarquia entre as leis:

 Lei eterna (lei suprema ) – Só o próprio Deus conhece sua plenitude;


 Lei divina (parte da lei eterna revelada por Deus);
 Lei natural (decorrente da natureza humana);
 Lei positiva produzida pelo legislador.
ESCOLAS E TEORIAS CIENTÍFICAS
 3.2 – Escola da Exegese, presente no século XIX, identifica o direito positivo
como a lei escrita, dando enfoque especial aos códigos (naquela época
ao Código de Napoleão – 1804), realizando a interpretação
preponderantemente literal dos seus dispositivos, embora também tenha
admitido a interpretação histórica (investigando a vontade do legislador e
as circunstancias que antecederam a lei) e a interpretação lógico-
sistemática (procurando o sentido da lei, levando em conta o lugar que
ocupa na legislação.
 3.3 – Escola do Direito Livre – Contesta o primado da lei e destaca, como
principal, o Direito formado espontaneamente nos grupos sociais. Defende
–se a possibilidade do juiz decidir da acordo com a justiça, atendendo aos
anseios da sociedade, sem se prender aos limites estritos do Direito Estadual
ou legislado.
 3.4 – Realismo Jurídico – defende que o Direito efetivamente é existente e
os fatos sociais e históricos que o originaram. O direito real e efetivo é
aquele que os Juízes e tribunais declaram ao decidir o caso concreto.
ESCOLAS E TEORIAS CIENTÍFICAS

 3.5 – A Escola Histórica do Direito – destaca ser o direito a


manifestação da livre consciência do povo ou espírito popular, sob
a forma do costume.

 3.6 – Positivismo Jurídico (escola do direito positivo) –procura


afastar a Ciência do Direito de valores morais, políticos, religiosos,
filosóficos, bem como do direito natural, e passa a ser visto como o
conjunto de normas , cabendo à ciência do direito o
conhecimento e descrição das normas jurídicas. Um dos seus
principais representantes é Hans Kelsen.
ESCOLAS E TEORIAS CIENTÍFICAS
 3.7 – Culturalismo Jurídico – destaca que a ciência do direito é uma
ciência cultural. O direito é criado pelo homem, sendo dotado de
conteúdo valorativo, de modo que pertence ao âmbito da cultura, a
qual abrange tudo o que é construído pelo ser humano, em
conformidade com certos valores. Aqui destaca-se a TEORIA
TRIDIMENSIONAL OU TRIDIMENSIONALISMO JURÍDICO DE MIGUEL REALE,
EM QUE OS ELEMENTOS ESSSENCIAIS DO DIREITO SÃO: FATO, VALOR E
NORMA. Em suma, o direito é a integração normativa de fatos e
valores.

 EM ANÁLISE: LEVANDO EM CONSIDERAÇÃO UMA ANÁLISE DO CRIME,


AS POLÍTICAS DE SEGURANÇA PÚBLICA IMPLICARÃO UMA ANÁLISE
FÁTICA, O DIREITO PENAL ESTÁ VINCULADO À ANÁLISE NORMATIVA, E A
CRIMINOLOGIA IMPLICA ANÁLISE VALORATIVA DAS CONDUTAS
CRIMINOSAS.
SISTEMA DE ANÁLISE NORMATIVA
 Common Law: funda-se na percepção casuística de cada caso.
Baseia-se no problema, sendo compreendido por meio de seus fatos
relevantes. Neste sentido, possibilita-se ao magistrado, tendo como
suporte os elementos de fato e de direito que molduram o julgamento,
criar uma regra geral para a decisão, denominada de precedente
judicial.

 Civil Law: De tradição romana, prioriza o positivismo consubstanciado


em um processo legislativo. A norma jurídica constitui-se em um
comando abstrato e geral procurando abranger, em uma moldura,
uma diversidade de casos futuros.

 OBS.: HOMEM MÉDIO É UMA CRIAÇÃO JURÍDICA PARA SERVIR DE


MEDIDA PARA O COMPORTAMENTO DA SOCIEDADE ANALISADA, UM
COMPORTAMENTO PADRÃO.
FONTES DO DIREITO
 GÊNESE JURÍDICA: PROCEDDO DE PROCUÇÃO DA NORMA
JURÍDICA FEITA PELO CENTRO DE PODER.
 Fontes materiais/ de produção: Refere-se ao meio pelo qual é a
norma é estabelecida, a competência daquele que cria a norma.
As fontes do direito, remetem as formas com as quais o direito se
manifesta. Através das fontes do direito, podemos vislumbrar a
efetivação da expressão do direito.
 Fontes formais/de conhecimento: Neste prisma, entende-se fonte
do direito como a base usada para se fazer a justiça, pois aqui,
direito pode ser entendido como justiça e a fonte, como base.
Assim, AS 4 FONTES FORMAIS SÃO AS LEIS, A JURISPRUDÊNCIA, OS
COSTUMES E A DOUTRINA.
FONTES DO DIREITO

 LEI: FORMA MODERNA DE PRODUZIR DIREITO POSITIVO, COM BASE


NA REALIDADE SOCIAL DE UMA DETERMINADO GRUPO DE
INDIVÍDUOS. NO BRASIL É A FONTE FORMAL DE MAIOR
IMPORTÂNCIA.

 ART. 5º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL:


“NINGUÉM SERÁ OBRIGADO A FAZER ALGO SENÃO EM VIRTUDE DE LEI”.

 NÃO HÁ HIERARQUIA ENTRE OS ENTES FEDERADOS.


FONTES DO DIREITO

 HIERARQUIA DAS LEIS: As leis não tem, de forma geral, o mesmo valor,
apresentando diferenças em essência e força, já que cada uma é
dotada de uma elaboração peculiar e posição hierárquica diversa
das demais.
 PIRÂMIDE DE HANS KELSEN.
1. CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
2. ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias) E EMENDAS
CONSTITUCIONAIS.
3. TRATADOS INTERNACIONAIS.
 OBS.: A CONSTITUIÇÃO, ADCT, EMENDAS CONSTITUCIONAIS E OS
TRATADOS INTERNACIONAIS TAMBÉM PODEM SER DENOMINADOS
BLOCO DE CONSTITUCIONALIDADE.
FONTES DO DIREITO
HIERARQUIA DAS LEIS
4. LEI COMPLEMENTAR: lei criada para dar mais informações sobre o modo
funcionamento de direitos ou obrigações (normas) que são definidos na
Constituição Federal.
 PARA SUA APROVAÇÃO, É NECESSÁRIO QUE A MAIORIA ABSOLUTA DOS
PARLAMENTARES VOTEM A FAVOR (ART. 69 DA Constituição FEDERAL).
5. LEI ORDINÁRIA: pode dispor sob qualquer matéria, com exceção das que
estão reservadas às leis complementares e aos assuntos internos do
Congresso Nacional, que devem ser regulados por decretos e resoluções.
 PARA SUA APROVAÇÃO, É NECESSÁRIO QUE A MAIORIA SIMPLES DOS
PARLAMENTARES VOTEM A FAVOR (ART. 47 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL).
 OBS.: É NECESSÁRIO QUE ESTEJA PRESENTE NO ATO PELO MENOS A
MAIORIA ABSOLUTA.
FONTES DO DIREITO
HIERARQUIA DAS LEIS
6. LEIS DELEGADAS: é um ato normativo elaborado pelo chefe do Poder
Executivo no âmbito federal, com a solicitação ao Congresso Nacional
(artigos 59, IV e 68 da Constituição brasileira de 1988).
7. MEDIDAS PROVISÓRIAS: A Medida Provisória (MP) é um instrumento com
força de lei, adotado pelo presidente da República, em casos de relevância
e urgência.
 POSSUI PRAZO DE 60 DIAS, PRORROGÁVEIS POR MAIS 60 DIAS.
8. Decreto Legislativo: Regula matérias de competência exclusiva do
Congresso, tais como: ratificar atos internacionais, sustar atos normativos do
presidente da República E julgar anualmente as contas prestadas pelo
chefe do governo. (ARTIGOS 49 E 62 §3º DA CONSTITUIÇÃO)
9. RESOLUÇÕES: DOCUMENTOS DELIBERADOS POR ASSEMBLÉIA, DANDO
VISIBILIDADE A ATOS ADMINISTRATIVOS.
FONTES DO DIREITO
 COSTUMES: PRATICA SOCIAL ENRAIZADA ENTRE A MAIOR PARTE DOS
MEMBROS DA COMUNIDADE. É A EXPRESSÃO DO DIREITO DAS ANTIGAS
ÉPOCAS, ONDE FORAM SUBSTITUÍDAS PELO DIREITO LEGISLADO.
 SÃO DIVIDOS ENTRE BONS COSTUMES E MAUS COSTUMES.
 TEORIAS DE APLICAÇÃO DOS COSTUMES:
 A) TEORIA DA VONTADE POPULAR: TEORIA ONDE COSTUME É A VONTADE
TÁCITA DO POVO.
 B) TEORIA DA CONVICÇÃO JURÍDICA: TEORIA ONDE PARA O COSTUME
TER VALIDADE JURÍDICA, DEVE POSSUIR DOIS ELEMENTOS, UM EXTERNO
(PRÁTICA UNIFORME E REITERADA DO ATO) E OUTRO INTERNO (CERTEZA
DA IMPRESCINDIBILIDADE DE SE OBSERVAR A PRÁTICA, A “CONVICÇÃO
JURÍDICA” DO ATO).
 C) TEORIA DA RAZOABILIDADE: OS COSTUMES LEGALMENTE RELEVANTES
DECORREM DAS DECISÕES JUDICIAIS.
FONTES DO DIREITO
COSTUMES:
 NO BRASIL, A TEORIA ADOTADA É A “TEORIA DA CONVICÇÃO
JURÍDICA”.
ESPÉCIES DE COSTUMES:
 A) PRAETER LEGEM: USADOS NA AUSÊNCIA DE NORMAS APLICÁVEL
AO CASO. (EX.: CHEQUES PRÉ DATADOS)
 B) SECUNDUM LEGEM: PREVISTOS EM LEI, ONDE É RECONHECIDO A
OBRIGAÇÃO (EX.: O §2º DO ARTIGO 445 DO CÓDIGO CIVIL).
 C) CONTRA LEGEM: DISPÕE EM SENTIDO CONTRÁRIO A LEI. (EX.:
ATRAVESSAR O SINAL VERMELHO ÀS 3 DA MADRUGADA).
FONTES DO DIREITO
 JURISPRUDÊNCIA (JUS + PRUDENTIA): SUCESSÃO HARMONICA DAS
SENTENÇAS JUDICIAIS.
 SENTENÇA: (MIGUEL REALE) PROCESSO DE ESTIMATIVA DO FATO PARA
SITUAR, EM FUNÇÃO DELE, OS TEXTOS LEGAIS APLICÁVEIS À HIPÓTESE EM
APREÇO.
 OS JULGADORES SÃO HIERARQUICAMENTE DIVIDIDOS EM: JUÍZES (1º
GRAU), DESEMBARGADORES (2º GRAU) E MINISTROS (GRAU SUPERIOR).
MODALIDADES DE JUSTIÇA:
 JUSTIÇA COMUM: ESTADUAL E FEDERAL.
 JUSTIÇA ESPECIAL: TRABALHISTA, ELEITORAL E MILITAR.
 OBS.1: NA JUSTIÇA MILITAR, OS JUÍZES SÃO OFICIAIS DAS FORÇAS
ARMADAS OU AUXILIARES.
 OBS.2: EXISTE DIVERGÊNCIA DOUTRINÁRIA SE OS JUIZADOS SÃO
VINCULADOS À JUSTIÇA COMUM OU ESPECIAL.
FONTES DO DIREITO
 JURISPRUDÊNCIA
 JUÍZ ESTADUAL – TRIBUNAL DE JUSTIÇA (T.J.) – SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA (S.T.J.) – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (S.T.F.).
 JUÍZ FEDERAL – TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL (T.R.F.) – SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA (S.T.J.). – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (S.T.F.).
 JUÍZ DO TRABALHO (FEDERAL) – TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO
(T.R.T.) – TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO (T.S.T.) – SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL (S.T.F.).
 JUÍZ ELEITORAL (ESTADUAL) – TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL (T.R.E.) –
TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL (T.S.E.) – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
(S.T.F.).
 JUÍZ OFICIAL MILITAR – TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR (T.J.M.) – SUPERIOR
TRIBUNAL MILITAR (S.T.M.) – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (S.T.F.).
FONTES DO DIREITO
 JURISPRUDÊNCIA
 SÚMULA: Elaborada com a finalidade de orientar, é um resumo da
jurisprudência sobre certo tema. Exige um procedimento
processual para garantir que o entendimento está bem
consolidado e não será alterado a todo momento.

 SÚMULA VINCULANTE: Só pode ser editada pelo STF. Obriga


magistrados e órgãos públicos a decidirem da mesma forma. Tem
que ser aprovada por oito ministros do STF e deve abordar matéria
constitucional.
FONTES DO DIREITO
 DOUTRINA: conjunto de princípios que servem de base a um sistema,
que pode ser literário, filosófico, político e religioso. Doutrina também
pode ser uma fonte do direito.

Doutrina está sempre relacionado à disciplina, a qualquer coisa que


seja objeto de ensino, e pode ser propagada de várias maneiras,
através de pregações, opinião de pessoas conhecidas, ensinamentos,
textos de obras, e até mesmo através da catequese, como uma forma
de doutrina da Igreja Católica.

Doutrina também está presente nas ciências jurídicas, onde


também é chamada de direito científico, que são estudos
desenvolvidos por juristas, com o objetivo de compreender os tópicos
relativos ao Direito, como normas e institutos.
PARTE 2
LACUNAS DA LEI

 KELSEN: “QUANDO A ORDEM JURIDICA NÃO ESTATUI QUALQUER


DEVER DE UM INDIVIDUO DE REALIZAR DETERMINADA CONDUTA,
PERMITE ESTA CONDUTA.”
 ART 4º. QUANDO A LEI FOR OMISSA, O JUIZ DECIDIRÁ O CASO DE
ACORDO COM A ANALOGIA, OS COSTUMES E OS PRINCIPIOS
GERAIS DE DIREITO.
NESSE SENTIDO, A CRIAÇÃO DE UM MODELO JURIDICONORMATIVO
GERAL DEVE DECORRER DO PROCESSO LESGILATIVO.

 1. LACUNAS NA LEI.
 2. LACUNAS NO DIREITO.
LACUNAS DA LEI
 MARIA HELENA DINIZ, APONTA TRÊS ESPÉCIES DE LACUNAS:
1. LACUNA NORMATIVA: QUANDO OCORRE AUSENCIA DE NORMA
JURIDICA ESPECIFICA REGULANDO O CASO.
2. LACUNA ONTOLÓGICA: QUANDO HÁ NORMA JURÍDICA, MAS ELA
NÃO CORRESPONDE AOS FATOS SOCIAIS. (“ANCILOSAMENTO DA
NORMA POSITIVA”);
3. LACUNA AXIOLÓGICA: QUANDO SE VERIFICA AUSÊNCIA DE NORMA
JUSTA, OU SEJA, EXISTE NORMA JURÍDICA, MAS, CASO SEJA
APLICADA, A SOLUÇÃO SERIA INSATISFATÓRIA OU INJUSTA.
EXISTE UMA LACUNA EXTRA.
4. “LACUNAS IDEOLÓGICAS”: BRECHAS, DENTRO DO SISTEMA
JURIDICO, QUE NÃO SÃO ADVINDAS DA FALTA DE NORMAS, MAS, SIM,
DE UM CERTO VALOR QUE É ATRIBUIDO AO CONJUNTO DAS NORMAS E
QUE FAZ COM QUE UMA DESSAS NORMAS PAREÇA SER
DESCOMPASSADA EM FACE DAS DEMAIS.(EX: ALIQUOTAS DOS
TRIBUTOS).
LACUNAS DA LEI
 INTEGRAÇÃO DO DIREITO
A INTEGRAÇÃO DO DIREITO SIGNIFICA A TAREFA DE COMPLETAR O
ORDENAMENTO JURIDICO, AS LACUNAS NORMATIVAS SÃO SUPRIDAS
(PREENCHIDAS).
HÁ AUTORES QUE FAZEM MENÇÃO À SEGUINTE CLASSIFICAÇÃO
QUANTO ÀS FORMAS DE INTEGRAÇÃO DO DIREITO:
 AUTOINTEGRAÇÃO: QUANDO A INTEGRAÇÃO DO ORDENAMENTO
OCORRE APLICANDO RECURSOS INTERNOS A ELE, OU RECORRENDO
AO PROPRIO AMBITO DA MESMA FONTE DE DIREITO DOMINANTE
(NO CASO, A LEI). O EXEMPLO TIPICO DE AUTOINTEGRAÇAO É A
ANALOGIA;
 HETEROINTEGRAÇÃO: QUANDO A INTEGRAÇÃO DO ORDENAMENTO
JURIDICO OCORRE APLICANDO RECURSOS PRESENTES FORA DELE,
COMO SERIA O CASO DE APLICAR NORMA DE ORDENAMENTO
JURIDICO DE OUTRO PAÍS, OU QUANDO SE RECORRE A “FONTES
DIVERSAS DAQUELA QUE É DOMINANTE” (NO CASO, RECORRENDO
AS FONTES DIVERSAS DA LEI). O RECURSO AO COSTUME SERIA UM
EXEMPLO DE HETEROINTEGRAÇÃO.
LACUNAS DA LEI

 AS FORMAS DE INTEGRAÇAO DO DIREITO SÃO, ESSENCIALMENTE, A


ANALOGIA, OS COSTUMES E OS PRINCIPIOS GERAIS DE DIREITO.
1. ANALOGIA: PROCESSO LÓGICO PELO QUAL SE APLICA UMA
DISPOSIÇÃO LEGAL PARA CASO TENDO EM VISTA A SEMELHANÇA
ENTRE A HIPÓTESE REGULADA PELA LEI EM QUESTÃO E O CASO A
RESPEITO DO QUAL NÃO SE VERIFICA NORMA LEGAL QUE O REGULE
DE FORMA ESPECIFICA E EXPRESSSA.
“CONSISTE EM APLICAR A HIPÓTESE NÃO PREVISTA ESPECIALMENTE EM
LEI DISPOSIÇÃO RELATIVA A CASO SEMELHANTE”.
LACUNAS DA LEI

 REQUISITOS DA ANALOGIA:
A) O FATO EM QUESTÃO, A SER DECIDIDO , NÃO É REGULADO DE
FORMA ESPECÍFICA E EXPRESSA PELA LEI;
B) A LEI REGULA HIPÓTESE ANÁLOGA, SIMILAR;
C) SEMELHANÇA ESSENCIAL ENTRE A SITUAÇÃO NÃO PREVISTA E
AQUELA PREVISTA EM LEI, OU SEJA, DEVE EXISTIR ENTRE OS DOIS
CASOS “SEMELHANÇA RELEVANTE”, TENDO EM COMUM A MESMA
RAZÃO JURÍDICA.
LACUNAS DA LEI

 OBS.1: NÃO SE APLICA ANALOGIA EM LEIS PENAIS INCRIMINADORAS


OU LEIS QUE REGULEM EXCEÇÕES .
 OBS.2: DUAS SITUAÇÕES PODEM APRESENTAR ALGUMAS NOTAS
CARACTERIZADORAS COINCIDENTES OU SEMELHANTES, MAS SE
DISTINGUIREM EM RAZÃO DE ASPECTOS PRÓPRIOS E PECULIARES
(“NOTAS DIFERENCIADORAS”) QUE ALTEREM COMPLETAMENTE A
CONFIGURAÇÃO JURÍDICA DE CADA HIPÓTESE, AFASTANDO A
POSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DA ANALOGIA.
 REGISTRE-SE QUE ESSAS “NOTAS DIFERENCIADORAS” PODEM SE
REFERIR A UMA PARTICULARIDADE FÁTICA OU A UMA “ESPECÍFICA
COMPREENSÃO VALORATIVA”.
“UBI EADEM RATIO LEGIS IBI EADEM DISPOSITIO”.
ANALOGIA

 MODALIDADES DE ANALOGIA:
1. ANALOGIA LEGAL (ANALOGIA LEGIS): APLICA-SE UMA NORMA
LEGAL PARA REGULAR A SITUAÇÃO NÃO PREVISTA EM LEI.
2. ANALOGIA JURÍDICA (ANALOGIA JURIS): A LACUNA DA LEI É
SUPRIDA APLICANDO-SE OS PRINCÍPIOS GERAIS DE DIREITO.
OBS.: A ANALOGIA NÃO SE CONFUNDE COM A INTERPRETAÇÃO
EXTENSIVA, POIS NESTA NÃO SE TRATA DE APLICAÇÃO DE LEI PARA
REGER HIÓTESE NÃO REGULADA OU ABRANGIDA PELA NORMA, E SIM
UMA INTERPRETAÇÃO DA MESMA NORMA JURIDICA QUE, NA
REALIDADE, ESTÁ NELA INSERIDA. (REDAÇÃO, POR SER IMPERFEITA,
PARECE INDICAR DE FORMA DIVERSA).
TEORIA DA NORMA JURÍDICA
 As normas jurídicas são estudadas segundo a validade, a vigência e a
eficácia.
 Ademais, existe também a possibilidade de se analisar a norma frente
à existência, a efetividade, a aplicabilidade e a revogação.
 A VALIDADE tem relação com o ingresso da norma no ordenamento
jurídico. A norma será válida quando não contradizer norma superior e
tenha ingressado no ordenamento atendendo ao processo legislativo
pré-estipulado.
 A VIGÊNCIA da norma, por sua vez, tem relação com a sua “existência
específica”. Isso implica dizer que pode haver norma que seja válida e
não seja vigente, ou seja, a norma já tem validade segundo os critérios
estabelecidos, entretanto, não a autoridade competente não pode
obrigar o seu cumprimento(vacation legis).
 A EFICÁCIA está relacionada com a produção de efeitos. Com o fato
real de a norma efetivamente aplicar uma resposta à questão de
saber por que devem as normas desta ordem jurídica ser observadas e
aplicadas.
TEORIA DA NORMA JURÍDICA

 A EXISTÊNCIA é a verificação se a norma ingressou no


ordenamento jurídico, adquirindo vigência, mediante a
obediência do devido processo legislativo para tanto. Além da
existência, existe também declaração de inconstitucionalidade
que é o reconhecimento de incompatibilidade formal
(procedimento) e/ou material (conteúdo) de uma norma em face
daquela que lhe é hierarquicamente superior e lhe outorga
validade.
 A EFETIVIDADE age diferente da validade, uma vez que a
efetividade é a aceitação da norma no meio social em que ela
produzirá seus regulares efeitos jurídicos, traduzindo-se na
receptividade desta com seu conseqüente acolhimento entre os
indivíduos.
TEORIA DA NORMA JURÍDICA

 A APLICABILIDADE é a delimitação do campo de incidência da


norma jurídica, no sentido de se circunscrever quais são os
segmentos da sociedade que se encontram sob a égide da
mesma, isto é, que se encontram sobre o império de sua
observância cogente.

 A REVOGAÇÃO é a retirada da norma do ordenamento jurídico,


operando efeitos no campo da existência. Observe-se que
somente uma norma de igual hierarquia é capaz de revogar outra,
retirando-lhe do campo de existência.
TEORIA DA NORMA JURÍDICA
 VALIDADE
 Conflito aparente de normas (ANTINOMIA).

 HANS KELSEN: “uma norma determina uma certa conduta como


devida e outra norma determina também como devida uma outra
conduta, inconciliável com aquela”. (LACUNAS DE CONFLITO).

 Critérios de resolução das antinomias:


1. Hierárquico
2. Cronológico
3. Especialidade
TEORIA DA NORMA JURÍDICA
 VALIDADE
 Conflito aparente de normas (ANTINOMIA).
 1) Critério HIERARQUICO: Não há o que se falar em norma jurídica
inferior contrária à superior.
 2) Critério CRONOLÓGICO: A lei posterior revoga a anterior quando
expressamente o declare, quando seja com ela incompatível ou
quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.
 Obs.1: não existe repristinação tácita.
 Obs.2: As leis Intermitentes possuem autorrevogabilidade e
ultratividade.
 3)Critério da ESPECIALIDADE: A lei nova, que estabeleça
disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga
nem modifica a lei anterior.
TEORIA DA NORMA JURÍDICA
 VALIDADE
 Conflito aparente de normas (ANTINOMIA).
 3)Critério da ESPECIALIDADE:
 Obs: Maria Helena Diniz: “Uma norma é especial se possuir em sua
definição legal todos os elementos típicos da norma geral e mais
alguns de natureza objetiva ou subjetiva, denominados
especializantes. A norma especial acresce um elemento próprio à
descrição legal do tipo previsto na norma geral, tendo prevalência
sobre esta, afastando-se assim o bis in idem, pois o comportamento
só se enquadrará na norma especial, embora também seja
previsto na geral.”
TEORIA DA NORMA JURÍDICA
 VIGÊNCIA
 Teorias sobre a não-ignorância das leis (em ordem cronológica de
aceitação):
1. Presunção absoluta.
2. Ficção jurídica. (Rudolf von Jhering: "mentira técnica consagrada
pela necessidade“) ex: crime continuado.
3. Necessidade social da aplicação da lei.
4. Pode haver um reconhecimento acerca do erro de Direito (da
ignorância das leis), mas isso é exceção.
Obs.: O Código de Processo Civil veda a abstenção do juiz de julgar,
a ele não é dado a omissão decisória (e não pode ser alegada a
ignorância da lei).
TEORIA DA NORMA JURÍDICA
 EFICÁCIA
 Teoria da Eficácia social e eficácia jurídica:
 Podemos diferenciar também os conceitos de eficácia social e
eficácia jurídica.
 A eficácia jurídica é um conceito formal, segundo o qual uma
norma emanada de acordo com o ordenamento jurídico se torna
eficaz juridicamente, podendo ser exigida e tornar-se obrigatória.
 A eficácia social existirá quando as pessoas sujeitas àquela norma
de fato a aceitam e obedecem. Assim, uma norma pode ter
eficácia jurídica, mas não eficácia social – como ocorre com
diversas “leis que não pegam” no país.
TEORIA DA NORMA JURÍDICA
 EXISTÊNCIA

 A falta do poder normativo inviabiliza a EXISTÊNCIA da norma


jurídica negocial, a qual é dotada de imperatividade e
autorizamento justamente por emanar de um poder juridicamente
estabelecido através de normas de estrutura presentes no
ordenamento.
 ATO JURÍDICO: manifestação da vontade humana que produz
efeitos jurídicos, causando a aquisição, modificação ou extinção
de relações jurídicas e de seus direitos.
 Acercada Existência, é importante destacar a diferença entre Ato
Válido; Ato Nulo; Ato Anulável e Ato Inexistente.
TEORIA DA NORMA JURÍDICA
 EXISTÊNCIA
 ATO VÁLIDO: quando, em sua formação, preencherem todos os
requisitos jurídicos.
 ATO NULO: O ato nulo é o ato que foi praticado com violação da
lei, a ordem pública, bons costumes ou com inobservância da
forma legal. Precisa de decisão judicial para a retirada da sua
eficácia. (ex: Art. 166 do Código Civil)
 ATO ANULÁVEL: são aqueles que apresentam defeitos sanáveis,
como vício nas competência ou na forma ao ato. (ex:
incapacidade relativa do agente e por vício resultante de erro.)
 ATO INEXISTENTE: O ato inexistente é aquele que não reúne os
elementos necessários à sua formação. Ele não produz qualquer
conseqüência jurídica. Não produz efeitos, ou seja, é o nada
jurídico. (ex: casamento na festa junina.)
TEORIA DA NORMA JURÍDICA
 EFETIVIDADE
 A efetividade se revela no fato da norma jurídica se impor perante
quem quer que seja.
Classificação das Normas:
 NORMA MAIS QUE PERFEITA – Além de considerar nulo o ato,
estabelece uma punição.
 NORMA PERFEITA – É aquela cuja violação a leva a autorizar a
nulidade do ato e não aplicação de sanção de ordem pessoal.
 NORMA MENOS QUE PERFEITA - O descumprimento da norma é
descumprido apenas com a sanção (penalidade).
 NORMA IMPERFEITA - APLICAÇÃO IMEDIATA. Sua violação NÃO
ACARRETA QUALQUER CONSEQÜÊNCIA JURÍDICA. São normas
consideradas também SUI GENERIS.
CLASSE 340
 A Classe 340 - Direito

 Esta classificação surgiu por iniciativa e obra de Doris de Queiroz


Carvalho.

 O trabalho foi realizado pela bibliotecária primeiramente para uso


interno da Biblioteca do Ministério da Fazenda.

 A Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência


da República, em 2000, solicitou a autora autorização para
atualizar a sua obra e concluído o trabalho em 2002.
CLASSE 340
 As principais classes e subclasses são as seguintes:
 341 - Direito Público: conjunto das normas jurídicas de natureza
pública, compreendendo normas jurídicas que regulam a relação
entre o particular e o Estado; ou normas jurídicas que regulam as
atividades, as funções e organizações de poderes do Estado e dos
seus servidores.
 342 - Direito Privado: conjunto de normas jurídicas de natureza
privada, especificamente toda norma jurídica que disciplina a
relação entre os particulares.
 343 - Direito Canônico (Eclesiástico): conjunto de leis e
regulamentos feitos ou adotados pelos líderes da Igreja, para o
governo da organização cristã e seus membros.
 344 - Direito Romano: conjunto de princípios, preceitos e leis
utilizados na antiguidade pela sociedade de Roma e seus
domínios.
CLASSE 340 - DIREITO PÚBLICO
 341.1 - Direito Internacional  341.46 - Direito Processual Civil
Público
 341.5 - Direito Penal
 341.14 - Direito Penal
 341.58 - Direito Penitenciário.
Internacional
Direito de Execuções Penais
 341.2 - Direito Constitucional
 341.6 - Direito Previdenciário.
 341.27 - Direitos Fundamentais Seguridade Social
 341.28 - Direito Eleitoral  341.7 - Direito Militar
 341.3 - Direito Administrativo  341.75 - Direito Penal Militar
 341.347 - Direito Ambiental  341.8 - Direito Aéreo. Código do
Ar
 341.378 - Direito Econômico
 341.87 - Direito Aéreo Militar
 341.38 - Direito Financeiro
 341.88 - Direito aplicado à
 341.39 - Direito Tributário
Telecomunicação
 341.4 - Direito Processual
 341.89 - Direito Espacial
 341.43 - Direito Processual Penal
CLASSE 340 - DIREITO PÚBLICO
 Princípios

 Princípio da Soberania: De acordo com o qual a Administração


exerce autoridade sobre os particulares, seu atos são cogentes e
imperativos, porém limitados pela lei. A soberania também é
observada nas relações com outros Estados.

 Princípio da Legalidade: Consiste na limitação da atuação pública,


a Administração pode fazer somente o que a lei permite, enquanto
os particulares podem atuar de forma livre, desde que não seja
proibido por lei. Dessa forma os direitos e garantias fundamentais
são resguardados.
CLASSE 340 - DIREITO PRIVADO
 342 - Direito Privado  342.28 - Direito autoral. Direito
 342.1 - Direito Civil Artístico e Literário.
 342.29 - Direito Marítimo
 342.12 - Direito das Coisas |
Direitos Reais, Coisas e Bens  342.299 - Direito Aeronáutico
 342.16 - Direito de Família  342.3 - Direito Internacional
 342.165 - Direito das Sucessões Privado
 342.5 - Direito do Consumidor
 342.17 - Direito do Menor
 342.2 - Direito Comercial  342.6 - Direito do Trabalho

 342.234 - Direito Bancário


 342.27 - Direitos Intelectuais.
Propriedade industrial,
comercial, científica e de
programas de computador.
CLASSE 340 - DIREITO PRIVADO
 Princípios

 Princípio da Autonomia: A autonomia que os particulares tem para


desenvolver as relações conforme o seu interesse é limitada pela lei
e pelos princípios do direito.
 Publicização do Direito Privado: A publicização do direito privado
consiste no fenômeno crescente de intervenção do Estado na
esfera privada de interesses, tal atuação pública se dá pelo Poder
Legislativo e se justifica pela função social de proteção aos
hipossuficientes.
 Princípio da Função Social do Contrato: Sujeita a liberdade de
contratar à função social do contrato, que deve respeitar os
valores coletivos sobre os valores individuais.
 Princípio da Boa-fé: Consiste na obrigação ética e legal de agir em
acordo com a boa-fé nas relações privadas.
CLASSE 340 – PÚBLICO E PRIVADO
 Observações:

 Importante salientar que todos os ramos do Direito possuem um


pouco de caráter público, devendo ser analisado o que é mais
predominante.

 É oportuno realçar, todavia, que, à medida em que evolui o direito,


as normas de um ramo e de outro tendem a se intercomunicarem
com maior frequência, surgindo assim figuras de caráter hibrido
(onde possui normas tanto de Direito Público quanto de Direito
Privado), como é o Direito do Consumidor e o Direito do trabalho.
FATO, ATO, RELAÇÃO E NEGÓCIO NO DIREITO.
 Tanto as pessoas naturais quanto a jurídica quando desenvolvem
suas atividades na sociedade geram consequências jurídicas.
 Fatos Jurídicos podem ser divididos em Fatos Jurídicos Naturais e
Fatos Jurídicos Humanos.
 Os Fatos Jurídicos Naturais subdividem-se em Ordinários e
Extraordinários.
 Os Fatos Jurídicos Humanos, ou atos jurídicos em sentido amplo,
subdividem-se em atos lícitos (voluntários) e atos ilícitos
(involuntários).
 Os atos jurídicos lícitos são divididos em atos jurídicos e negócios
jurídicos.
 Os atos jurídicos ilícitos são divididos em contratuais e
extracontratuais.
FATO, ATO, RELAÇÃO E NEGÓCIO NO DIREITO.

ORDINÁRIO
NATURAIS
EXTRAORDINÁRIO
FATO JURÍDICO
ATO ILÍCITO CONTRATUAL
HUMANO EXTRACONTRATUAL
ATO LÍCITO
ATO JURÍDICO
NEGÓCIO JURÍDICO
FATO JURÍDICO
 Maria Helena Diniz: “É o acontecimento, previsto em norma
jurídica, em razão do qual nascem, se modificam, subsistem e se
extinguem relações jurídicas.”
 Fatos Jurídicos Naturais: Os Fatos Jurídicos Naturais, também
denominados Fatos Jurídicos em sentido estrito, são as situações
sociais juridicamente relevantes que decorrem, em regra, da
própria natureza, sem intervenção humana.
 Fatos Naturais Ordinários: São os fatos naturais “previsíveis” ou
“comuns”, como o nascimento, maioridade, morte, decurso do
tempo, aluvião, avulsão.
 Fatos Naturais Extraordinários: São os fatos naturais que decorrem
de “eventos não previsíveis” ou “especiais”, tais como terremoto,
maremoto, raio, tempestade destruidoras, ou seja, casos fortuitos
ou força maior.
FATO JURÍDICO

 Fatos Jurídicos Humanos: São as situações juridicamente relevantes


que tem origem em uma vontade humana, que as criam,
modificam, transferem ou extinguem direitos.

 Atos Jurídicos Lícitos: São os que a lei defere os efeitos almejados


pelo agente. Praticados conforme determina o Ordenamento
Jurídico, produzindo efeitos voluntários, queridos pelo agente.

 Atos Jurídicos Ilícitos: São aqueles que vão de encontro com o


ordenamento jurídico, caracterizando-se por uma ação ou
omissão voluntária, negligência ou imprudência de alguém,
culminando na ofensa de um direito ou em prejuízo a outrem.
ATO JURÍDICO ILÍCITO
 Para que o Ato Jurídico Ilícito fique configurado há necessidade
de três elementos, quais sejam:
1. o fato lesivo precisa ser voluntário, ou então imputável ao
agente por ação ou omissão voluntária, negligência ou
imprudência;
2. o dano existente precisa ser material ou moral;
3. nexo de causalidade, ou seja, relação causal entre o dano e
o comportamento do agente.
 Os atos ilícitos podem ser tipificados em:
A. Contratual: Quando ocorrer o descumprimento de uma
obrigação contratual e aquele que descumpriu fica obrigado
a reparar o prejuízo por ele causado;
B. Extracontratual: Quando há violação uma lei penal ou civil.
ATO JURÍDICO EM SENTIDO ESTRITO
 O Ato Jurídico em Sentido Estrito (ATO LÍCITO): é um ato praticado
pelo agente, com manifestação de vontade, predeterminado
pela norma, sem que o agente possa qualificar diferente a sua
vontade.
 A ação humana resume-se a uma mera intenção de praticar o ato
prescrito na lei, por isso é que nem todos os princípios do Negócio
Jurídico aplicam-se aos Atos Jurídicos em Sentido Estrito.
 São exemplos de atos jurídicos: notificação para constituir mora do
devedor; reconhecimento de filho; ocupação; uso de coisa;
perdão; confissão; tradição; etc...
 Obs: Alguns autores qualificam certas ações que não são frutos da
vontade, nem da intenção do autor, mas que geram
conseqüências tipificadas pela norma como atos-fatos jurídicos.
Pode-se ter como exemplo uma pessoa, que sem a intenção, acha
um tesouro (Art 1.264 do Código Civil).
NEGÓCIOS JURÍDICOS
 Os Negócios Jurídicos são manifestações de vontades, geralmente
bilaterais, como os contratos, que buscam no ordenamento
jurídico uma composição de interesses.
 Alguns negócios jurídicos podem ser unilaterais, como o
testamento, instituição de fundação, renuncia à herança, etc...
 O Código Civil de 2002 substituiu a expressão genérica de “ato
jurídico” existente no Código de 1916 para a expressão “negócio
jurídico”, pois somente ele é rico em conteúdo e necessita de uma
pormenorizada regulamentação.
 Os negócios jurídicos estão regulamentados no Livro III da Parte
Geral do Código Civil de 2002.
HERMENÊUTICA E INTERPRETAÇÃO DO DIREITO
 NOÇÕES INTRODUTÓRIAS

 Hermenêutica e interpretação são palavras distintas.

 A HERMENÊUTICA pode ser considerada a arte de interpretar as leis,


estabelecendo princípios e conceitos, que buscam formar uma
teoria com critérios, métodos e orientação geral da interpretação.
 Já a INTERPRETAÇÃO é de alcance mais prático, e se presta
exclusivamente a entender o real sentido e significado das
expressões contidas nos textos da lei, utilizando os ensinamentos da
hermenêutica.
HERMENÊUTICA E INTERPRETAÇÃO DO DIREITO
 EPISTEMOLOGIA
HERMENÊUTICA E INTERPRETAÇÃO DO DIREITO
 EPISTEMOLOGIA: (no sentido amplo) o estudo metódico e reflexivo do
saber, de sua organização, de sua formação, de seu
desenvolvimento, de seu funcionamento e de seus produtos
intelectuais.
 Há três tipos de epistemologia: global (geral), particular e específica.
 Epistemologia global (geral): quando se trata do saber globalmente
considerado, com a virtualidade e os problemas do conjunto de sua
organização, quer sejam “especulativa”, quer “científico”. (ex.: saber
alguns de seus direitos básicos).
 Epistemologia particular: quando se trata de levar em consideração
um campo particular do saber, quer seja “especulativa”, quer
“científico”. (ex.: conhecer o código de ética profissional).
 Epistemologia específica: quando se trata de levar em conta uma
disciplina intelectualmente constituída em unidade bem definida do
saber, estudando de modo próximo, detalhado e técnico, mostrando
sua organização, seu funcionamento e as possíveis relações que ela
mantém com as demais disciplinas.” (ex.: advogado).
HERMENÊUTICA E INTERPRETAÇÃO DO DIREITO
 CLASSIFICAÇÃO:
 De forma geral podemos dizer que o conhecimento é o distintivo
principal do ser humano, são virtude e método central de análise e
intervenção da realidade. Também é ideologia com base
científica a serviço da elite e/ ou da corporação dos cientistas,
quando isenta de valores. E finalmente pode ser a perversidade do
ser humano, quando é feito e usado para fins de destruição.
 Há pelo menos quatro tipos de conhecimento, cada um referindo-
se ao tipo de apropriação que o ser humano faz da realidade.
Esses tipos são:
1. conhecimento empírico.
2. conhecimento científico.
3. conhecimento filosófico.
HERMENÊUTICA E INTERPRETAÇÃO DO DIREITO
 CONHECIMENTO EMPÍRICO: é o que resulta da experiência comum
e ocasional dos fenômenos da vida cotidiana. É denominado
também conhecimento vulgar, cotidiano, espontâneo. É aquele
adquirido através da observação sensível e casual da realidade
cotidiana e circunstancial;
 faz-se através de tentativas e erros. Sem método (ametódico e
assistemático), é de nível intelectual inferior, mas de enorme
utilidade prática como base do conhecimento.
 São exemplos, as crendices que passam de geração para
geração, entre outras as lendas e os remédios caseiros indicados
pelas vovós.
HERMENÊUTICA E INTERPRETAÇÃO DO DIREITO
 CONHECIMENTO EMPÍRICO (características)
 Assistemático: adquire-se ao acaso, à medida que os fatos vão se
sucedendo;
 Acrítico: não admite dúvidas a respeito do conhecimento sensível.
Não se detém na validade desse conhecimento;
 Impreciso: decorre do fato de que se destina exclusivamente à
sobrevivência biológica, do ser humano, no âmbito físico. Produzido
por determinadas condições da prática social real e concreta dos
homens em uma época;
 Superficial: conforma-se com a aparência, com aquilo que se pode
comprovar simplesmente estando junto das coisas;
 Sensitivo: referente a vivências, estados de ânimo e emoções da vida
diária;
 Subjetivo: é o próprio sujeito que organiza as suas experiências a
conhecimentos, tanto os que adquirem por vivência própria quanto os
“por ouvir dizer”.
HERMENÊUTICA E INTERPRETAÇÃO DO DIREITO
 CONHECIMENTO CIENTÍFICO: é aquele que procura descobrir as
causas imediatas das coisas. Tem por objeto a busca da Certeza.

 O conhecimento científico vai além da visão empírica, preocupa-


se não só com os efeitos, mas principalmente com as causas e leis
que o motivaram.

 Não existe o pronto e o definitivo, “é uma busca constante de


explicações e soluções e a reavaliação de seus resultados”. Este
conceito ganhou força a partir do século XVI com Copérnico,
Bacon, Galileu, Descartes e outros.
HERMENÊUTICA E INTERPRETAÇÃO DO DIREITO
 CONHECIMENTO CIENTÍFICO (características)

 Sistemático: refere-se ao conjunto de idéias científicas, filosóficas


ou lógicas, racionalmente solidárias. Baseia-se em provas;

 Preciso: é necessária a constatação do fato ou fenômeno pela


respectiva repetição;

 Acumulativo: refere-se à propriedade de proverem uma grande


série de conhecimentos contínuos.
HERMENÊUTICA E INTERPRETAÇÃO DO DIREITO
 CONHECIMENTO FILOSÓFICO: é o que se aplica à descoberta das
causas mais profundas, universais e mediatas das coisas. A ciência
não é suficiente para explicar o sentido geral do universo.
 Por isso, o homem busca essa explicação através da filosofia,
estabelecendo uma concepção geral do mundo. A capacidade
de reflexão mental do homem dá origem ao conhecimento
filosófico.
 Seu único instrumento é, pois, o raciocínio lógico.
 A concepção filosófica é especulativa e não oferece soluções
definitivas para as várias questões formuladas pela mente humana.
 Exemplos são os textos filosóficos
HERMENÊUTICA E INTERPRETAÇÃO DO DIREITO
 CONHECIMENTO FILOSÓFICO (características)

 Sistemático: por exibir uma racionalidade organizada;


 Elucidativo: esclarece e delimitam com precisão os pensamentos,
conceitos que de forma diversa ficariam obscuros;
 Especulativo: busca a essência, a natureza dos fenômenos, isto é,
as causas remotas de tudo que existe;
 Crítico: nada aceita sem o exame prévio da reflexão, visando à
coerência, consistência e fundamentação rigorosa dos termos.
CARACTERÍSTICAS DA HERMENÊUTICA
 É a busca do significado e alcance das normas jurídicas. Permite
ao intérprete encontrar a solução mais adequada para aplicação
do Direito e fornecer-lhe argumentos “válidos” para sustentar sua
decisão; É o argumento gramatical.
 A análise deve envolver todos os princípios contidos na norma, e
não apenas um isoladamente. Quase sempre a doutrina fala em
métodos, processos, elementos ou formas de interpretação, para
referir-se às ferramentas hermenêuticas;
 Todo Fato e Lei são passíveis de interpretação, considerando tratar-
se de fenômenos sociais e jurídicos. A compreensão dos sistemas
de idéias a respeito da interpretação do Direito pressupõe alguma
noção sobre a evolução da história do Direito;
CARACTERÍSTICAS DA HERMENÊUTICA
 Na análise do texto legal, busca-se conhecer o sentido que ele
expressa. Tenta-se encontrar para o texto, um sentido que faça
sentido, de acordo com o argumento lógico;
 Manifesta-se pela linguagem, e com ela constrói um mundo de
interpretação.
 Deste modo, ao interpretar uma norma jurídica, o jurista (sujeito)
terá a compreensão desse objeto, desse fenômeno jurídico,
mediante um instrumento que irá proporcionar essa compreensão.
Tal instrumento é a linguagem. Note-se, entretanto, que a
linguagem, como instrumento para a compreensão e
interpretação não é um terceiro elemento, um ente à parte nessa
relação sujeito-objeto, mas condição de possibilidade de
interpretação da norma jurídica.
CARACTERÍSTICAS DA HERMENÊUTICA

 FATO: Consequências.
 SE É: Deve ser.
 HIPÓTESES: Solução.
 FATO TÍPICO: Sanção.
 CASO: Solução.
 BUSCA O ALCANCE DA NORMA: Busca o sentido da Norma.
 INTERPRETE-SE PARA BUSCAR O ENQUADRAMENTO DO FATO: Interpreta-se
para saber quais as consequências especiais aplicáveis.
HERMENÊUTICA & SEGURANÇA JURÍDICA
 Os direitos previstos no ordenamento jurídico devem ter previsão ou
autorização (explícita ou implícita) na Constituição Federal, norma que se
encontra no ápice da pirâmide Kelsiana.
 Outrossim, embora tanto a Hermenêutica quanto a Interpretação podem
se modificar com o passar dos anos e das leis, todo direito fundamental
constitucionalmente previsto, deve haver o modo como garanti-lo.
 E é nesse mesmo sentido que o princípio da Segurança Jurídica se
demonstra revelado em nossa Carta Magna por meio das seguintes
garantias constitucionais: direito adquirido, ato jurídico perfeito e coisa
julgada.
 Tais garantias são extraídas do texto inscrito no art. 5º XXXVI, in verbis: “a lei
não prejudicará o direito adquirido, ato jurídico perfeito e coisa julgada”.
HERMENÊUTICA & SEGURANÇA JURÍDICA
 Princípio da Segurança Jurídica: também conhecido como princípio da
confiança legítima (proteção da confiança) trata-se de um dos mais
importantes princípios gerais do Direito.
 Ele tem por objetivo assegurar a estabilidade das relações já consolidadas,
frente à inevitável evolução do Direito, tanto em nível legislativo quanto
jurisprudencial.
 O Princípio da Segurança Jurídica não está na nossa Constituição Federal
de forma expressa, mas sim de forma implícita, pois não há uma norma no
texto constitucional falando da segurança jurídica, sendo que podemos
extrair a mesma de algumas passagens constitucionais.
 Trata-se de um princípio com diversas aplicações, como a proteção ao
direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. Além disso, é
fundamento da prescrição e da decadência.
HERMENÊUTICA & SEGURANÇA JURÍDICA
 Princípio da Segurança Jurídica
 DIREITO ADQUIRIDO
 É o direito que seu titular pode exercer, ou alguém por ele. Vantagem
jurídica, líquida, lícita e concreta que alguém adquire de acordo com a lei
vigente na ocasião e incorpora definitivamente, sem contestação, ao seu
patrimônio.
 Direito adquirido é aquele que a lei considera definitivamente integrado
ao patrimônio de seu titular. Assim, quando alguém, na vigência de uma
lei determinada, adquire um direito relacionado a esta, referido direito se
incorpora ao patrimônio do titular, mesmo que este não o exercite, de tal
modo que o advento de uma nova lei.
 Só se fala em direito adquirido em normas formais. (exemplo usucapião
rural).
HERMENÊUTICA & SEGURANÇA JURÍDICA
 Princípio da Segurança Jurídica
 ATO JURÍDICO PERFEITO
 É um fundamento constitucional que marca a segurança e a certeza das
relações jurídicas na sociedade. É uma garantia aos cidadãos como fator
da própria convivência social.
 O ato jurídico perfeito preserva as situações devidamente constituídas na
vigência da lei anterior, porque a lei nova só projeta seus efeitos para o
futuro, como regra.
 Qualquer tentativa de mudança desse ato torna-se impossível, pois, seria
uma violação da coisa então consolidada Seria uma agressão à cláusula
pétrea da Constituição Federal.
 Exemplo: mudança de prazos processuais.
HERMENÊUTICA & SEGURANÇA JURÍDICA
 Princípio da Segurança Jurídica
 COISA JULGADA
 O instituto jurídico concebido para conferir imutabilidade às decisões
judiciais é a coisa julgada, princípio germinado no direito romano, anterior
mesmo à Lei das Doze Tábuas, que está alçado, em nosso ordenamento
jurídico, à categoria de direito fundamental.
 Observe-se que o exercício da atividade jurisdicional tem como finalidade
restabelecer a ordem jurídica, quebrada diante do conflito exsurgido entre
os litigantes, fazendo-se de mister que a decisão dela promanada se
apresente com foros de decisão final, a fim de pôr fim ao litígio e, assim,
restaurar a estabilidade normativa.
 Divide-se, para fins de conceituação, a coisa julgada em formal e
material, representando, aquela, a impossibilidade de modificar-se a
sentença, no mesmo processo em que ela foi proferida, em razão de os
prazos recursais terem precluído, enquanto esta é a imutabilidade dos
efeitos da sentença proferida no processo, devendo ser respeitada não
apenas pelas partes, como também por todos os juízes.
HERMENÊUTICA & SEGURANÇA JURÍDICA
 Princípio da Segurança Jurídica
 PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA
 A PRESCRIÇÃO, consequentemente, é a perda de pretensão da
reparação do direito violado por inércia do titular do direito no prazo legal.

 Já a DECADÊNCIA é a perda de um direito potestativo (um direito que não


admite contestações, por exemplo o pedido de divórcio) pela inércia de
seu titular. Assim, pode resultar:
1. da lei;
2. do testamento;
3. e do contrato.