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Instituto Industrial e de Computação Armando Emílio Guebuza

Manutenção Industrial Mecânica

Ramo da Maquinagem/ Estruturas Metálicas

Módulo: Realizar Estanhagem e Forjadura

Formador: Eng. Arnaldo Tovele


Tópicos
•Tensões;
•Deformações;
•Velocidade de deformação;
•Temperatura;
•Coeficiente de atrito.

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Tensões
Critérios de escoamento

Onde:
𝜎- Tensao, 𝑁/𝑚𝑚2
𝐹-Forca, N
𝐴-área da superfície de contacto,
𝑚𝑚2

A tensão equivalente ( σeq ) é importante se determinar se o


material está na região elástica ou plástica.
Se esse valor for superior à tensão de escoamento (Kf) o
material estará na região plástica.
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Deformação

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Lei da Constância de Volume

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Taxa de deformação Para ferramentas
planas

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7
Aumento da temperatura por trabalho de conformação

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Exemplo1:
Exemplo 1: Calcular a tensão 𝑘𝑓 [𝑁/𝑚𝑚2 ] de escoamento devido
a conversão de trabalho em com formação em calor num cilindro
de alumínio, sendo o calor especifico: 𝐶𝑀 = 950. 103 𝑁. 𝑚𝑚/
𝑘𝑔℃ , a densidade : 𝜌 = 2,65. 10−6 𝑘𝑔/𝑚𝑚3 ,aumento de
temperatura ∆𝜗𝑐 = 45℃ , parcela de energia não transformada em
calor 𝑎 = 0,9 e deformação 𝜑 = 0,7.

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Exemplo1:
Dados Fórmula
𝐶𝑀 = 950. 103 𝑁. 𝑚𝑚/𝑘𝑔℃ ∆𝜗𝑐 . 𝐶𝑀 . 𝜌
𝑘𝑓 =
𝜌 = 2,65. 10−6 𝑘𝑔/𝑚𝑚3 𝜑. 𝑎
∆𝜗𝑐 = 45℃
𝑎 = 0,9
𝜑 = 0,7

Resolução
45℃. 950. 103 (𝑁. 𝑚𝑚/𝑘𝑔℃). (2,65. 10−6 𝑘𝑔/𝑚𝑚3 )
𝑘𝑓 =
0,7.0,9
𝑘𝑓 = 180𝑁/𝑚𝑚2
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A determinação e o conhecimento quantitativo de todas estas
variáveis depende de sofisticados modelos de cálculo ou simulação
muitas vezes sendo necessário o uso de computadores.

O cálculo da força e da energia de conformação são parâmetros de


relativa facilidade a serem determinados. Se o interesse recai na
determinação destes parâmetros nem sempre é necessário
sofisticados programas computacionais de alto custo e algumas
vezes com elevado tempo computacional para se chegar ao
resultado.
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MODELO SIMPLIFICADO PARA CÁLCULO
DE FORÇA E ENERGIA
Oriundo da Teoria Elementar da Plasticidade o Modelo das
Tiras, dos Discos ou dos Tubos mostra que a tensão que a
ferramenta exerce sobre uma peça no instante da conformação
pode ser calculada por:
2
 r0  r 
 z  k f e h

Para peças com simetria axial


(fig. a).

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Para peças com simetria planar (fig. b) o cálculo da tensão
na direção de movimento da ferramenta pode ser calculado
por:
2
b  x 
 z  k f e h

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Para peças com simetria axial a força de forjamento pode ser
calculada por:

2
 h2 r0 r  h h 2

F  2  k f   2  e h
 0
 

 4 2  4 2

A energia de conformação será calculada por:

 h0 
Tr  k f 0  V  n 
 h1 

Sendo o volume do material deformado.

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Exemplo 2: Um corpo cilíndrico (material ANSI 1015) é forjado a uma
temperatura de 1100℃ com uma velocidade de Ferramenta 𝑉𝐹 =
125𝑚𝑚/𝑠.
Altura inicial do corpo: ℎ0 = 30𝑚𝑚
Altura Final: ℎ = 20𝑚𝑚
Diâmetro inicial: 𝑑0 = 40𝑚𝑚 → 𝑟0 = 20𝑚𝑚
Coeficiente de Atrito: 𝜇 = 0,3
a) Calcula a velocidade de deformação no instante em que a ferramenta
encontra a peça bruta, 𝜑1 ;
b) Calcula a tensão de escoamento no instante em que a ferramenta encontra
a peça bruta, 𝑘𝑓𝑜 ;
c) Calcula a força necessária para iniciar o forjamento, 𝐹0 ;
d) Calcula a velocidade de deformação no final do processo, 𝜑;
e) Calcula a tensão de escoamento do processo, 𝑘𝑓1 ;
f) Calcula a força do forjamento, 𝐹1 ;
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g) Calcula o trabalho de forjamento, 𝑇𝑅 .
Exemplo 2:

Dados
Tensão de escoamento para aço
ℎ0 = 30𝑚𝑚 ANSI 1015 a 1100℃ é dado pela
ℎ = 20𝑚𝑚 seguinte expressão:
𝑟0 = 20𝑚𝑚 𝑘𝑓 = 74𝜑0,125
𝜇 = 0,3
Fórmulas e Resolução
a) Velocidade de deformação no instante em que a
ferramenta encontra a peça bruta:
𝑉𝐹 125(𝑚𝑚/𝑠)
𝜑1 = = = 4,17𝑠 −1
ℎ0 30(𝑚𝑚)
b) Tensão de escoamento no instante em que a ferramenta
encontra a peça bruta
𝑘𝑓0 = 𝜑1 0,125 = 74.4,170,125 = 88,45𝑁/𝑚𝑚2 16
c) Força necessária para iniciar o forjamento
ℎ0 2 2𝜇
.𝑟0 𝑟 .
0 0 ℎ ℎ 0
2
𝐹0 = 2𝜋. 𝑘𝑓0 . ( 2
.℮ ℎ − − 2)
4. 𝜇 2𝜇 4𝜇
302 2.0,3
.20 20.30 302
𝐹0 = 2.3,14.88,45. ( 2
. 2,72 30 − − 2
)
4. 0,3 2.0,3 4.0,3
𝐹0 = 128.039𝑁 = 128𝐾𝑘𝑁

d) Velocidade de deformação no final do processo


𝑉𝐹 125(𝑚𝑚/𝑠)
𝜑= = = 6,25𝑠 −1
ℎ 20(𝑚𝑚)

e) Tensão de escoamento do processo


𝑘𝑓1 = 𝜑0,125 = 74.6,250,125 = 93,05𝑁/𝑚𝑚2
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Exemplo 2:
f) Força do forjamento
ℎ2 2𝜇 𝑟0 . ℎ ℎ 2
𝐹1 = 2𝜋. 𝑘𝑓1 . ( . ℮ ℎ .𝑟0 − − 2)
4. 𝜇 2 2𝜇 4𝜇
202 2.0,3
.20 20.20 202
𝐹1 = 2.3,14.93,05. ( 2
. 2,72 20 − − 2
)
4. 0,3 2.0,3 4.0,3
𝐹1 = 144.666,5𝑁 = 144,7𝑘𝑁
g) Trabalho de forjamento
ℎ0 2
ℎ0
𝑇𝑅 = 𝑘𝑓0 . 𝑉. ln( ) = 𝑘𝑓0 . 2𝜋𝑟0 . ℎ0 . ln( )
ℎ1 ℎ1
2
30
𝑇𝑅 = 88,45.2.3,14. 20 . 30. ln( )
20
𝑇𝑅 = 1351.332,48𝑁. 𝑚𝑚 = 1351,33𝑁. 𝑚
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