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13/12/2018

TRAUMATO-ORTOPEDIA - MMII

FISIOTERAPIA NASSAU

Felix Meira Tavares

QUADRIL
▫ Articulações:

• Lombossacra( sínfise)

• Sacrococcígena( sínfise)

• 2 Sacroilíacas( Sincondrose)

• Sínfise púbica(Cartilaginosa)

• Articulação do quadril( Triaxial, esferóide)

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Funções
• Proteção de órgãos abdominais e transmissor de
forças;

• A pelve funciona como uma só;

• Relaxamento da parte superior em relação a


parte inferior;

• Estabilidade na postura ortostática e na


execução de movimentos.

Articulação do quadril
• Componentes: Cabeça femural e acetábulo
• Sinovial Triaxial esferóide

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Superfície Articular Acetabular


• Côncavo
• Formado pelos 3 ossos do quadril
• Ossificação Tardia
• Acetábulo direcionado inferior e anterior
• Presença do lábio acetabular
• Somente a parte superior se articula com o
fêmur

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Superfície Articular Femural


• Arredondada, convexa,
• Ângulos femurais: No plano frontal( valgismo);
No plano transverso( Torção)
• Função da torção: estabilidade
• Cabeça femural anterior(Torção interna);
• Cabeça femural posterior(Torção externa)

Cápsulas
• Articulação Congruente
• Cápsula do quadril: forte , densa e significativa
na estabilidade articular
• Não permite tracionamentos
• Porção anterior reforçada por dois ligamentos e
posterior por um ligamento

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Ligamentos
• Ílio femural: Da espinha ilíaca ao fêmur; Fibras
tensas na hiperextensão; parte superior e
inferior
• Pubo femural: Resiste a hiperextensão e
abdução( anterior)
• Isquio femural: fibras posteriores com fixação
anterior( Resiste a hiperextensão)

Movimentos do fêmur
• Baseado no movimento da diáfise
• Diáfise contrária a cabeça femural
• Extensão e flexão
• Abdução e adução
• Rotações (interna e externa)

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MÚSCULOS
São 22 músculos:
• Psoas maior;
• Ilíaco;
• Sartório;
• Reto femoral;
• Glúteo máximo;

• Semitendinoso;
• Semimembranoso;
• Bíceps femoral (cabeça longa);
• Glúteo médio;
• Glúteo mínimo;
• Tensor da fáscia lata;
• Adutor magno;
• Adutor curto;

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• Adutor longo;
• Pectíneo;
• Grácil;
• Obturador externo;
• Obturador interno;
• Quadrado femoral;
• Piriforme;
• Gêmeo superior;
• Gêmeo inferior.

PATOLOGIAS DO QUADRIL

Mecanismo:

• Não existe um fator específico, mas


provavelmente esta relacionada com o stress
aplicado sobre a articulação pelos tecidos moles.

Inspeção:

• São observados os níveis das cristas ilíacas e da


espinha ilíaca supero posterior.

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PATOLOGIAS DO QUADRIL

Testes funcionais:

• Ativo e passivo

Testes especiais:

• Teste de Gaenslen
• Teste Patrick ou Fabere

Displasia do Desenvolvimento do
Quadril
• Antigamente chamada de luxação congênita do
quadril;

• Indolor

• Ocorre por uma má-postura intrautero,


hiperfrouxidão ligamentar;

• Mais comum em mulheres.

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Sinovite Transitória do Quadril


• Dor no quadril com marcha claudicante;

• Geralmente na criança de 3 a 6 anos;

• Tratamento repouso e anti-inflamatório,


melhora em 14 dias.

Doença de Legg-Calvé-Perthes
• É uma doenca auto-limitada, caracterizada por
uma necrose asséptica da cabeça femural;

• Ocorre por uma ausência do suprimento


sanguineo da cabeça femural(parcial ou total);

• Ocorre uma revascularização e remodelação do


osso morto.

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Doença de Perthes

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Síndrome dolorosa do trocanter maior


• Dor em região do grande
trocanter ;

• Exames a serem
solicitados: Ecografia ou
RNM.

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Síndrome do Piriforme
• Dor em região glútea
posterior com
irradiação para coxa e
perna;

• Sem dor lombar;

• Lasegue positivo.

Osteoartrose do quadril

• Degeneração articular que provoca dor e


limitação funcional;

• Teste de Patrick positivo.

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Artroplastia total do quadril

• Três vias de acesso mais comuns:

a)Antero-lateral(maior dificuldade para colocar o


componente femural);

B) Lateral(risco de lesão do glúteo médio pode


resultar em marcha com trendelenburg);

c) Posterior(não há risco muscular pode se lesar o


nervo ciático na abordagem- índice de infecção
maior).

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Artroplastia total coxo-femural

-Tipos de próteses :
a) Cimentada(pacientes mais velhos) – material aço
componente femural e polietileno componente
acetabular);

b) não cimentada(pacientes mais jovens ) –material


geralmente titânio no fêmur( coeficiente de dilatação
mais próximo do osso) e polietileno ou cerâmica(menor
coeficiente de atrito) no acetábulo.

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Lesão Labrum

Paciente jovem com dor no quadril(abdução);

Dor na rotação interna.

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PATOLOGIAS DO QUADRIL

BURSITES DO QUADRIL

• Trocantérica, entre o m. glúteo e o trocanter


maior, é a mais comum.
• Isquioglútea: entre o glúteo e o ísquio.
• Iliopectínea: abaixo do m. iliopsoas.

PATOLOGIAS DO QUADRIL
BURSITE TROCANTÉRICA
Causas:
• Corrida em terrenos irregulares;
• Obesidade;
• Diferença do comprimento dos membros
inferiores;
• Hiperpronação do pé;
• Desequilíbrio entre os músculos abdutores e
adutores do quadril (desnivelamento pélvico);
• Encurtamento da fáscia lata.

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PATOLOGIAS DO QUADRIL

PATOLOGIAS DO QUADRIL

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PATOLOGIAS DO QUADRIL
• Sinais clínicos:
• Dor na palpação do trocanter maior
• Aumento da temperatura local
• Teste de Ober positivo
• Dor no movimento resistido de abdução e
rotação externa
• Dor na deambulação

PATOLOGIAS DO QUADRIL

BURSITE ISQUIOGLÚTEA
Sinais e Sintomas:
• Dor na palpação da tuberosidade isquiática
• Dor no trajeto do nervo ciático, devido à sua
compressão pelo edema no local da bolsa
inflamada
• Dor na flexão de tronco e na flexão do quadril
• Dor na deambulação

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PATOLOGIAS DO QUADRIL

Causas:
• Manutenção da posição sentada por muito
tempo.

TRATAMENTO
• Alongamento dos m.m. glúteos.

PATOLOGIAS DO QUADRIL

BURSITE ILIOPECTÍNEA
• Causas:
• Retração do m. iliopsoas
• Osteoartrite de quadril

Sinais e Sintomas
• Dor na flexão e extensão do quadril.

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PATOLOGIAS DO QUADRIL
LUXAÇÃO DE QUADRIL
Sinais clínicos:
• Dor
• Edema
• Perda do formato anatômico
• Movimentos limitados
• Equimose
• Alteração motora e sensitiva por compressão
nervosa

PATOLOGIAS DO QUADRIL
• Paciente não fica em pé
• Não realiza a marcha
• Causa: mais comum é acidente automobilístico.

• OBS1: é necessária a rápida redução para evitar


necrose da cabeça do fêmur.

• OBS2: as luxações são caracterizadas


principalmente pela deformidade apresentada,
dependendo da posição do membro eu consigo
diagnosticar qual foi o tipo de luxação (posterior,
anterior ou central).

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PATOLOGIAS DO QUADRIL
Tipos de Luxação
• Posterior: incidência de 85%
• Anterior: incidência de 10%
• Central: incidência de 5%

Luxação Posterior de Quadril


• A causa mais comum é o trauma, principalmente
acidente de carro, porque na posição sentada à
cápsula está frouxa, facilitando a luxação.

PATOLOGIAS DO QUADRIL
Sinais Clínicos
• Desarticulação: o paciente não fica em pé.
• Dor e edema
• Perda dos movimentos
• Perda co contorno anatômico
• Coxa fica em adução, rotação interna, leve flexão
e encurtamento.
• Na radiografia a cabeça do fêmur estará
posterior ao acetábulo.
• Cabeça do fêmur é palpável na região glútea.

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PATOLOGIAS DO QUADRIL

PATOLOGIAS DO QUADRIL
LUXAÇÃO ANTERIOR DE QUADRIL
Sinais clínicos:
• Paciente não fica em pé
• Dor e edema
• Perda do contorno anatômico
• Perda funcional
• A cabeça do fêmur é palpável anteriormente
formando uma protuberância.

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PATOLOGIAS DO QUADRIL

PATOLOGIAS DO FÊMUR
FRATURAS DO FÊMUR

As fraturas do fêmur são divididas em três partes:


• Proximal
• Medial
• Distal

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PATOLOGIAS DO FÊMUR
Fraturas Proximais do Fêmur

• Fratura do colo femoral: intracapsular


• Fratura intertrocantérica
• Fratura subtrocantérica
• Essas duas últimas são extracapsulares.
• OBS: através do ligamento redondo as artérias
chegam à cabeça do fêmur para que haja
nutrição (aa. circunflexas).

PATOLOGIAS DO FÊMUR

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PATOLOGIAS DO FÊMUR

PATOLOGIAS DO FÊMUR
FRATURAS DO COLO FEMURAL
Podem ser estáveis ou instáveis.
• Estáveis:
• Não há deslocamento entre os fragmentos;
• Dificuldade de deambulação;
• Dor na região trocantérica e durante os
movimentos.

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PATOLOGIAS DO FÊMUR

Instáveis:
• Há deslocamento entre os fragmentos;
• Membro inferior estará encurtado com rotação
externa e leve abdução;
• Deambulação impossível;
• Dor na região trocantérica e durante os
movimentos.

PATOLOGIAS DO FÊMUR
RADIOGRAFIAS
• Trocânter menor fica mais visível e mais
anteriorizado por causa da rotação externa, já o
trocânter maior fica posteriorizado.
CAUSAS
• Nos jovens: traumática, que pode ser acidente de
carro ou queda sobre a região lateral do quadril.
• Nos Idosos: patológico, pela diminuição da
massa óssea, o osso fratura sozinho.

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PATOLOGIAS DO FÊMUR

JOELHO

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Anatomia
• Articulação sinovial tipo gínglimo,
uniaxial (flexão, extensão);
• Cavidade, cartilagem e cápsula
articular;
• Três articulações: patela e fêmur,
lateral e medial entre fêmur e tíbia.
• Ligamentos patelares, colateral fibular,
colateral tibial, poplíteo oblíquo e
arqueado.
• Ligamentos cruzados: interior da
cápsula articular mas fora da cavidade
sinovial. Fundamentais para a
estabilidade ântero-posterior da
articulação do joelho, principalmente
quando é fletido.

Anatomia

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Anatomia
• Lig. Cruzado Anterior: é mais fraco, origina-
se na área intercondilar da tíbia e fixa-se na
parte posterior da face medial do côndilo lateral
do fêmur. É frouxo quando o joelho está fletido e
tenso quando completamente estendido, impede
o deslocamento posterior do fêmur sobre a tíbia
e a hiperextensão da articulação do joelho.

Anatomia
• Lig. Cruzado Posterior: é mais forte, origina-
se da parte posterior da área intercondilar da
tíbia e insere-se na parte anterior da face lateral
do côndilo medial do fêmur. Impede a luxação
anterior do fêmur sobre a tíbia ou a luxação
posterior da tíbia. É o principal fator de
estabilização do fêmur, no joelho fletido,
sustentando peso.

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Anatomia

• Meniscos: placas de
fibrocartilagem, em forma
de crescente, na face
articular da tíbia, que atuam
como absorventes do
choque. Possuem centro
avascular;
• Lig. Coronários, transverso
joelho (anterior).

Lesões condrais e osteocondrais

• Condrais: envolvem
somente a cartilagem
articular;
• Tipos: Fissura linear,
fratura estrelada (mais
comum), retalho,
cratera, fibrilação e
degradação.

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Lesões condrais e osteocondrais

LESÕES OSTEOCONDRAIS

• Osteocondrais: envolvem a cartilagem articular e


o osso subcondral
▫ Por impacção
▫ Por destaque de fragmento
• Tratamento: retirada ou fixação com
Kirschner

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LESÕES DE MENISCO
• Resulta de sustentação de peso
sobre o joelho combinando com
movimento excessivo, tanto
flexão-rotação como extensão
rotação;
• O paciente refere dor e derrame
articular, unilateral, na maioria
das vezes tardio, não há estalo
(característico da lesão do
ligamento cruzado anterior). • Medial > Lateral
• Pode haver bloqueio articular:
interposição do fragmento
meniscal.

Tipos de rupturas
1. Em alça de balde;
2. Arqueada;
3. Clivagem horizontal;
4. Radial
5. Degenerativa;
6. Radial dupla.

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DIAGNÓSTICO
Teste Apley
• Paciente decúbito
ventral, roda-se a perna
interna ou externamente
com pressão dirigida
para baixo: dor indicará
lesão de menisco.

DIAGNÓSTICO
Teste de Steinmann
•Paciente sentado com
perna fletida a 90º
roda-se a perna
externamente para
testar o menisco
medial.

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DIAGNÓSTICO
Teste Macmurray
• Paciente decúbito dorsal,
com joelho flexionado a 90º.
Roda-se a perna
internamente para testar o
menisco lateral ou
externamente para testar o
menisco medial. Depois
estende-se o joelho e um
tinido doloroso ocorre ao
existir lesão meniscal.

Constituição dos Meniscos


• São constituídos principalmente por colágeno
tipo I e são mais fibrosos que a cartilagem
articular.
• Os meniscos recebem seu suprimento sangüíneo
das artérias geniculadas superiores e inferiores
mediais e laterais e possuem uma vascularidade
variável. O suprimento vascular penetra por 10 a
30% da largura do menisco medial e por 10 a
20% da largura do menisco lateral.

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Função
• Os meniscos atuam como enchimento para a
articulação, compensando a visível incongruência
entre as superfícies articulares femurais e tibiais.
• Função de lubrificação da articulação e ajudar na
distribuição do líquido sinovial por toda a
articulação.
• Contribuem para a estabilidade em todos os planos,
mas são importantes estabilizadores rotacionais.
• A longo prazo assume-se que os meniscos exercem
funções de absorção de choques ou de energia.

Tipos de Menisco
• Menisco Medial – O menisco medial é semicircular.
Tem 3,5 cm em média de dimensão ântero-posterior e é
consideravelmente mais largo posterior do que na
anteriormente.

• Seu corno anterior origina-se na área intercondilar


anterior da tíbia , em frente à inserção tibial do
ligamento cruzado anterior; o corno posterior é ligado á
área intercondilar tibial, em frente à inserção do
ligamento cruzado posterior; sua borda periférica
mistura-se com a cápsula da articulação do joelho e com
o folheto profundo do ligamento colateral tibial.

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Tipos de Menisco
• Menisco Lateral – São quase circulares na forma e,
diferentemente do menisco medial, sua largura é
mais ou menos uniforme ao longo de sua extensão.
O menisco lateral cobre uma superfície tibial
articular maior que o medial.

• O corno anterior se insere na área intercondilar.

• O corno posterior se insere na área intercondilar


posterior da tíbia, imediatamente posterior à
eminência intercondilar.

Tipos de Menisco
• Menisco Lateral - O tendão do poplíteo, em seu trajeto
em direção ao côndilo femural lateral, atravessa a
interlinha articular lateral do joelho com sua membrana
sinovial própria e não se insere no menisco.

• Na região posterior do menisco lateral, logo atrás do seu


corno posterior, estão o ligamento menisco femural
anterior, ou ligamento de Humphrey, e o ligamento
menisco femural posterior, ou ligamento de wrisbrg,
que se dirigem ao côndilo femural medial e têm ação
sinérgica ao ligamento cruzado posterior.

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Lesões Meniscais
• São na sua grande maioria, associados a trauma,
particularmente ao trauma esportivo.

• O mecanismo de lesão típico é o de rotação do


corpo sobre o joelho, estando o pé fixo ao solo.
Nesta situação o menisco fica preso entre o fêmur e
a tíbia , sofrendo uma carga axial e uma rotação
rompendo-se em geral o corno posterior do menisco
medial.

Manifestações Clínicas
• Dor aguda na interlinha articular, bloqueio da
extensão e derrame, que normalmente inicia-se
cerca de 1 h depois do trauma. Após a fase aguda o
paciente pode permanecer assintomático e
apresentar episódios de falseios, bloqueio da
extensão e derrame articular desencadeados por
torções, em geral mais leves do que o trauma inicial
e eventualmente por agachamento.

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Alça de Balde
• Acomete ocasionalmente em adultos jovens, depois
de trauma importante, sendo freqüente a sua
associação com lesão do LCA. O menisco medial é o
mais comumente acometido. O paciente relata
falseios, afirmando que “alguma coisa sai do lugar
no joelho” bloqueando a sua extensão e que , após
alguma manobra de torção, o joelho fica livre para
estender. Isto ocorre quando a alça luxa para o
intercôndilo interpondo-se entre o fêmur e a tíbia.

Radial
• Normalmente localiza-se no terço médio do
menisco lateral. As lesões menores que 3 mm
são geralmente assintomáticas e as maiores que
5 mm, sintomáticas.

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Flap
• O flap meniscal evolui de uma lesão radial ou em
alça de balde. Se o da alça de balde romper no
meio, o menisco apresentará então dois flaps,
um anterior e outro posterior.

Clivagem Horizontal

• É um tipo de lesão bastante comum, sendo


freqüentemente associado a alterações
degenerativas ou com qualquer outro tipo de
lesão.

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Meniscectomia Parcial

• Ato cirúrgico, através do artroscópio, que


consiste na retirada da parte ou fragmentos do
menisco, encontrados na articulação do joelho.

Tratamento Fisioterapêutico

1ª Etapa

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Objetivos do Tratamento
• Diminuir o quadro álgico;
• Aumentar o arco de movimento;
• Recuperar o tônus muscular;
• Aumentar a capacidade muscular;
• Aumentar a força muscular;
• Diminuir o edema local;
• Reeducação da marcha;
• Reativar a via proprioceptiva;
• Condicionamento físico progressivo.

• Tens: Analgesia

• Crioterapia: Diminuição do edema

• Contração Isométrica: com o objetivo de recuperar


o tônus muscular, através do Endophasys-R
(Corrente Russa)

• Laser: para obter a regeneração tecidual

• Manipulação de patela e cicatriz com hidratante

• Cinesioterapia passiva: Movimentos de flexão e


extensão, exercícios com resistência das mãos e
posterior cinesioterapia resistida com thera-band.

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Tratamento Fisioterapêutico

2ª Etapa

• Atividades proprioceptivas na tábua de equilíbrio,


giro plano, balancinho e cama elástica

• Atividades cinesioterapêuticas livre e com


resistência na bicicleta ergométrica, utilizando
caneleira de 1kg, 2kg e 3kg

• Exercícios com 03 séries de repetições, utilizando


thera-band, trabalhando flexão-extensão, adução-
abdução

• Atividades de deslocamento com bola e movimentos


laterais alternados com o Terapeuta jogando a bola

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• Exercícios de transferência de peso e agachamento


unilateral e bilateral

• Exercícios de hidrocinesioterapia, com o objetivo de


aumentar o arco de movimento e condicionamento
com piques dentro d’água.

• Exercícios na sala de musculação, de flexão-


extensão, adução e abdução, com a carga de 5kg,
10kg e 20 kg

• Exercícios Abdominais

• Caminhada na areia da praia.

Tratamento Fisioterapêutico

3ª Etapa

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• Musculação: Exercícios contra-resistência para


os membros inferiores, com carga variada de 20
kg, 30 kg, com poucas, médias e muitas
repetições.

• Corrida na areia da praia e no campo de futebol.

• Atividades no campo de futebol, de


deslocamento e condução da bola, passes e
dribles.

• Atividades na esteira rolante.

Orientação para a continuidade


do Tratamento
Fase de Manutenção

• Realizar exercícios de alongamento, antes e após


às atividades.
• Reequilibrar a musculatura anterior da coxa com
exercícios na musculação: cadeira extensora: 3
séries de 20 repetições – 30kg aumentando
progressivamente.
• Reequilibrar a musculatura posterior: mesa
flexora: 03 séries de 20 repetições – 30 kg,
aumentando progressivamente

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• Reequilibrar a musculatura medial e lateral:


cadeira adutora e abdutora: 3 séries de 20
repetições – 30 kg, aumentando
progressivamente.
• 40 minutos de corrida no campo, diariamente.
• 30 minutos de exercícios com bola, utilizando os
fundamentos de passe, drible e deslocamento,
aumentando progressivamente.
• Exercícios com thera-band, 3 séries de 30
repetições, diariamente, com movimentos de
extensão, flexão, adução e abdução.

LESÃO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR E


POSTERIOR

• Apresenta duas partes: uma anterior, de maior


espessura e que se torna mais tenso na flexão de
joelho. E a outra posterior de menor espessura e
que se torna mais tenso na extensão.

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LESÃO DO LIGAMENTO CRUZADO POSTERIOR


FUNÇÕES
• Importante estabilizador do joelho, pois sobre
ele gira a tíbia ou o fêmur nos seus movimentos
rotacionais.
• Limita a hiperextensão, e o deslocamento
posterior da tíbia.
• Limita os movimentos rotacionais.
• Limita a angulação varo e valgo principalmente
quando o joelho estiver fletido.

Ligamento Cruzado Posterior


MECANISMO DE LESÃO
• Movimentos forçados de rotação externa da tíbia
com valgo ou rotação interna com varo, lesa o LCM
no valgo e o LCL no varo.
• Trauma direto na parte superior da tíbia enquanto o
joelho estiver fletido (lesão de painel), lesa a fixação
do LCP na tíbia com ou sem avulsão do fragmento
ósseo. Pode estar associado à luxação posterior de
quadril e fraturas da patela ou tíbia e condromalácea
traumática.

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Ligamento Cruzado Posterior


• Hiperextensão, geralmente acompanhada de
lesão de LCA.
• Queda sobre o joelho fletido e o pé em flexão
plantar. A tuberosidade da tíbia bate no solo e
empurra à tíbia posteriormente.

Ligamento Cruzado Posterior


QUADRO CLÍNICO
• Hipersensibilidade sobre a fossa poplítea.
• Edema e equimose.
• Teste de gaveta posterior positivo, com o joelho
fletido a 70 a 900, pois nesta posição é o
principal estabilizador.
• Luxação e instabilidade do joelho
posteriormente.

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Ligamento Cruzado Posterior


• Pode estar positivo o teste de stress em varo ou
valgo.
• Deformidade em recurvatum, principalmente
quando associado à lesão de LCA.
• Se a extensão for além dos 10 a 150, indica lesão
de LCA e LCP.
• Se a extensão for até 5 ou 100, indica apenas
lesão do LCA.

Ligamento Cruzado Posterior

• Dor anterior ao joelho, ao descer escadas e


rampas devido a sobrecarga no aparelho
quadricipital com lesão da articulação femoro-
patelar (artrose).
• Lesão dos vasos poplíteos.
• Hemartrose presente ou não, depende da
intensidade do trauma.
• Instabilidade na marcha, corrida, descer
escadas e ou rampas.

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Ligamento Cruzado Posterior


• Lesão do LCA resulta na incapacidade do atleta
em mudar de direção rapidamente durante o
esporte, no entanto atletas com lesão de LCP
isoladas geralmente retornam ao esporte.
• Sinal de afundamento posterior. Avalia o
contorno e a simetria dos joelhos em perfil
estando em flexão a 900.
• Teste de contração ativa do quadríceps positivo.

Ligamento Cruzado Posterior


Radiografia
• incidência lateral com joelho fletido. Observar a
subluxação fêmur-tibial e se há avulsão.
• Ressonância magnética.
Artrografia:
• se o LCP estiver rompido, o LCA aparecerá
frouxo como conseqüência da subluxação da
tíbia.

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Ligamento Cruzado Posterior


COMPLICAÇÕES
• Artrose do joelho.
• Instabilidade articular.
• Lesão meniscal.
TRATAMENTO CLÍNICO
• Quando não há fratura por avulsão, e apenas
gaveta positiva, pode-se optar por tratamento
conservador e engessamento por 06 semanas.

Ligamento Cruzado Posterior


• Órtese por 01 semana com o joelho estendido,
isometria para quadríceps, recursos para
diminuir a dor, edema, hemartrose, e
fortalecimento de quadríceps após 02 semanas.
CIRURGIA DE LCP
• Enxerto: tendão patelar, grácil, semitendinoso,
aquiles.
• Órtese bloqueada com o joelho estendido com
cuidado para evitar a hiperextensão.

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Ligamento Cruzado Posterior

• Isometria de quadríceps no 2o dia PO.


• Marcha com muletas após 01 semana de PO,
sem descarga de peso.
• As articulações da órtese são soltas após duas
semanas e o paciente começa fazer exercícios
para ganhar ADM e fortalecimento do
quadríceps. Exercícios de cadeia fechada.
• Sustentação de peso após 03 semanas,
progressivamente.

Ligamento Cruzado Posterior


• Fortalecimento dos isquiotibiais inicia-se após a
8a semana PO para prevenir qualquer
deslocamento posterior da tíbia que possa
comprometer o enxerto.
• Retorno à atividade esportiva após 9 a 12
semanas de PO.

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13/12/2018

LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR

FUNÇÕES
• Restringir o deslocamento anterior da tíbia.
• Evitar a hiperextensão do joelho.
• Controlar a rotação da tíbia sobre o fêmur.
• Limita a rotação interna e externa do joelho.

Ligamento Cruzado Anterior


• O LCA fica tenso em extensão completa de
joelho, fica mais relaxado com 40 ou 500 de
flexão e torna-se tenso novamente quando a
flexão aumenta para 80 ou 900, tendo seu
máximo relaxamento no meio dessa ADM.

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13/12/2018

Ligamento Cruzado Anterior


MECANISMO DE LESÃO
• São sempre em varo ou valgo, sempre associado
a rotação externa ou interna.
• Um esforço em valgo seguido de rotação externa
da tíbia sobre o fêmur freqüentemente lesará o
LCA e o colateral medial (futebol).
• Um esforço em varo com rotação interna da tíbia
sobre o fêmur ou ainda durante um salto em que
o indivíduo cai com o pé em rotação interna e o
joelho em hiperextensão (basquetebol).

Ligamento Cruzado Anterior


QUADRO CLÍNICO
• Dor associada ao falseio articular
• Hipersensibilidade local ou geral
• Hemartrose
• Bloqueio articular
• Espasmo muscular e edema

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13/12/2018

Ligamento Cruzado Anterior


TRATAMENTO CIRÚRGICO
• Geralmente é feita a cirurgia com a técnica de
Dejour que utiliza o tendão patelar para o
neoligamento, pois é o substituto biológico mais
forte e é rapidamente vascularizado, em média a
cicatrização do tecido é de 2 meses. O atleta
retorna às suas atividades do 9 ao 12 mês de
cirurgia.

LIGAMENTO COLATERAL MEDIAL


Características
• É o estabilizador primário do lado medial do
joelho e restringe a abdução da tíbia e a
hiperextensão do joelho.
• É uma faixa membranosa plana e forte de 8 a 10
cm de comprimento, com meia polegada de
largura.
• Tem origem no epicôndilo medial do fêmur e
inserção na face medial da tíbia.

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13/12/2018

Ligamento Colateral Medial

MECANISMO DE LESÃO
• É geralmente devido a um esforço rotatório no
joelho flexionado. Com o joelho flexionado a 900
e rotação externa além de 450 mais abdução, o
LCM será lesado. Com esse mecanismo de
trauma o LCA poderá ser lesado.
• A lesão também pode ocorrer com o joelho
totalmente estendido e uma abdução violenta.

Ligamento Colateral Medial


QUADRO CLÍNICO
• Se for uma lesão parcial ou um estiramento,
temos dor intensa na face medial e sensibilidade
no côndilo femoral medial, local de inserção do
ligamento.
• Se a lesão for completa, haverá hemartrose, dor,
edema e hipersensibilidade medial (comum em
futebol americano).

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13/12/2018

Ligamento Colateral Medial


• Se a lesão for antiga, pode haver substituição da
parte afetada por tecido fibroso, o ligamento
torna-se alongado, produzindo uma
instabilidade em valgo e ântero-medial, que é
acentuada pela perda do LCA ou por fraqueza do
quadríceps (esse quadro é comum quando o
período de imobilização é inadequado).

Ligamento Colateral Lateral

• As LCL são mais raras que as do LCM. Essas


lesões podem ocorrer quando o membro inferior
todo sofre um movimento violento de adução ou
abdução com a perna rodada internamente.

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13/12/2018

Ligamento Colateral Lateral


QUADRO CLÍNICO
• Pode haver uma instabilidade rotatória ântero-
lateral ou pôstero-lateral.
• Se a lesão for aguda (ocorre geralmente como
resultado de uma queda para frente enquanto a
perna está rodada internamente e é aplicada
uma sobrecarga no joelho. Os sintomas iniciais
são mínimos, provocando dor leve ou moderada
na face lateral do joelho, e a marcha não é
desconfortável nem instável, somente na
corrida.

Ligamento Colateral Lateral


• Se a lesão for crônica, a queixa primária é um
falseamento momentâneo e doloroso do joelho
durante a marcha em superfícies irregulares ou
quando se faz um giro sobre o membro lesado.

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13/12/2018

Ligamento Colateral Lateral


TIPOS DE LESÃO: ENTORSE

• GRAU I: lesão leve com poucas fibras


ligamentares lesadas, mantendo a integridade
do mesmo.
• GRAU II: lesão moderada com rupturas de
muitas fibras ligamentares e ocorre a diminuição
da função do ligamento, mas mantém a
estabilidade articular.

Ligamento Colateral Lateral


• GRAU III: lesão grave, com ruptura completa
das fibras ligamentares. Ocorre à perda da
integridade e estabilidade articular.

• OBS: no LCM o stress em valgo e rotação


externa, como movimentos bruscos de
desaceleração, trauma em valgo e hiperextensão
lesa LCM, LCA, LCP e cápsula.

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13/12/2018

DISFUNÇÃO FEMURO PATELAR


Característica Principal
• dor ao agachar-se.

Pode estar associado


• Instabilidade articular
• Luxação patelar
• Tendinite patelar
• Condromalácea

DISFUNÇÃO FEMURO PATELAR


CAUSAS
• Fraqueza do VMO
• Rotação tibial
• Anteversão da cabeça femoral
• Côndilo femoral lateral raso
• Excesso de uso
• PO com alterações biomecânicas
• Encurtamento dos isquiotibiais: levando a tíbia
para trás e forçando a patela contra o fêmur

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DISFUNÇÃO FEMURO PATELAR

A Condromalácea pode ser:

• Condromalácea pós traumática


• Condromalácea estrutural: decorrente de
alguma enfermidade reumática.
• Condromalácea mecânica, tendo como causa
displasia troclear, desequilíbrio estático e
instabilidade patelar.

DISFUNÇÃO FEMURO PATELAR

A Condromalácea mecânica pode atingir as


seguintes regiões:

• Condromalácea da face lateral da patela: 50%


dos caos devido à retração do retináculo lateral e
hipotrofia do VMO.
• Condromalácea da face medial: 15% dos casos
devido a displasia troclear e joelho varo.

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13/12/2018

DISFUNÇÃO FEMURO PATELAR

• Condromalácea central: 35% e tem como causa


hiperpressão central devido a uma
hiperextensão do joelho devido à lesão LCP, que
força ação deste músculo para estabilizar o
joelho.

• TRATAMENTO FISIOTERÁPICO

TORNOZELO E PÉ

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Anatomia

Anatomia

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Biomecânica

20o

30-50o

Biomecânica

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Biomecânica

3-24 Nm

Fraturas Maleolares
Clínica
• Manobras de gaveta, eversão, inversão e
rotação externa do pé.
• Teste de Cotton.
• Compressão dos maléolos.
• Deformidades visíveis e lesões de partes
moles.

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13/12/2018

Fraturas Maleolares

Fraturas Maleolares
• Tomografia computadorizada.

•Ressonância nuclear magnética.

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Fraturas Maleolares

Fraturas Maleolares

Lauge-Hansen

Danis-Weber

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13/12/2018

Fraturas Maleolares

Fraturas Maleolares
Tratamento Incruento
• Geralmente conservador: tala gessada em U
(lateral-plantar-medial) em posição oposta
àquela que gerou a lesão.
• 8 a 10 semanas, com início do apoio com 4 a
6 semanas.

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13/12/2018

Fraturas Maleolares

Fraturas do Pilão Tibial

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13/12/2018

Fraturas do Pilão Tibial


Diagnóstico
• Clinicamente, a deformidade em varo é a
principal característica dessas fraturas.

Fraturas do Pilão Tibial

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13/12/2018

Fraturas do Pilão Tibial

Fraturas do Pilão Tibial


B C

Tipo B: Tíbia distal, fratura de parte da superfície


articular:
- B1: Separação de fragmento;
- B2: Separação e depressão parcial;
- B3: Depressão multifragmentar.
Tipo C: Tíbia distal, fratura intra-articular completa:
- C1: Fratura intra-articular e fratura metafisária
simples (T ou Y simples);
- C1: Fratura intra-articular e fratura metafisária
cominutiva;
- C3: Fratura cominutiva de toda a extremidade distal.

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13/12/2018

Fraturas do Pilão Tibial

Fraturas do Pilão Tibial

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13/12/2018

Fraturas do Pilão Tibial

Ruptura do Tendão Calcâneo

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13/12/2018

Ruptura do Tendão Calcâneo


Diagnóstico

• História de uma sensação de ruptura


súbita, com dor aguda e intensa,
comprometendo a deambulação.
• Perda de flexão do pé.
• Pode haver edema na panturrilha, história
de aumento recente de atividade física, uso
de fluoroquinolonas, corticoesteróides e
rupturas anteriores.

Ruptura do Tendão Calcâneo


Diagnóstico

• Incapacidade de ficar sobre a ponta do pé


no membro afetado.
• Sinal de hiperdorsiflexão.
• Teste de Thompson.
• Teste da agulha (ou de O’Brien).

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13/12/2018

Ruptura do Tendão Calcâneo


Diagnóstico

• Típica dos “atletas de fim-de-semana”.


• Entre 30-50 anos de idade.
• História de rupturas anteriores.
• Uso de fluoroquinolonas ou corticóides.
• Mudança recente e súbita na intensidade de
atividade física.

Ruptura da Sindesmose

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13/12/2018

Ruptura da Sindesmose
• Rara.
• Geralmente se acompanha de lesão
maleolar tibial.
• Mecanismo: rotação externa do pé.

Ruptura da Sindesmose

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Subluxação do Tendão Fibular

Mecanismo do trauma: inversão do pé dorsifletido +


contração dos músculos fibulares.

Subluxação do Tendão Fibular


Diagnóstico

• História de sensação de ruptura na parte


lateral do tornozelo após trauma local, com
dor e sensação de fraqueza na parte lateral
da perna.
• Edema local.

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13/12/2018

Subluxação do Tendão Fibular


Diagnóstico

• Ao exame, pode-se perceber dor local e a


própria subluxação dos tendões.
• Pode haver uma apresentação de
subluxação crônica em que não há história
de trauma recente.

Subluxação do Tendão Fibular


Tratamento

• O tratamento é, via de regra, cirúrgico, com


a reparação do retináculo fibular superior.

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13/12/2018

Subluxação do Tendão Fibular

Lesões Ligamentares Laterais

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13/12/2018

Lesões Ligamentares Laterais

• A maioria das lesões ligamentares do


tornozelo ocorre no complexo lateral, por
inversão do pé.
• Ligamento fibulotalar anterior (60-70% dos
casos) → ligamento fibulocalcâneo (20%).
• O ligamento fibulotalar posterior é
extremamente forte, raramente se
rompendo.
• Traumas violentos podem lesar também o
complexo ligamentar subtalar.

Lesões Ligamentares Laterais

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13/12/2018

Lesões Ligamentares Laterais

• O ligamento deltóide raramente se rompe


isoladamente (2,5% das lesões).
• O mecanismo de eversão do pé também lesa
a sindesmose tibiofibular distal e fratura os
maléolos.

Lesões Ligamentares Laterais


Classificação

Grau I: Lesão leve, com ruptura de poucas


fibras;
Grau II: Lesão moderada, com ruptura de
maior número de fibras e perda parcial de
estabilidade;
Grau III: Entorse grave, com ruptura total de
um ou mais ligamentos, com instabilidade
articular.

* Lesões Crônicas

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13/12/2018

Lesões Ligamentares Laterais


Diagnóstico

• Manobras de estabilidade articular (teste


da gaveta anterior - translação do tálus
anteriormente na lesão do ligamento
fibulotalar anterior).
• A radiografia sob stress pode mostrar
angulação talar maior que 5-10o em relação
ao lado são.

Lesões Ligamentares Laterais

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13/12/2018

Lesões Ligamentares Laterais


Tratamento Conservador

• Graus I e II são tratadas com repouso da


articulação, gelo, compressão elástica e
elevação do membro por 1 a 5 semanas, fase
essa seguida de exercícios locais
progressivos.
• As lesões de grau III são tratadas com
imobilização mais efetiva (bota gessada ou
tala em U).

Lesões Ligamentares Laterais

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Anatomia

Fraturas de Calcâneo

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Anatomia

Mecanismo de Lesão

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Classificação

Tratamento
• Conservador

- Reservado a pacientes que não podem ser submetidos a


tratamentos cirurgicos (menos de 50% desses pacientes irão
referir seus resultados como bons)

- Iniciar exercicios assistidos precocemente

- Elevação e gelo

- Evitar carga até consolidação da fratura (6 – 12 semanas)

- Desvios grosseiros: tentar redução fechada sob anestesia

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Fraturas de Talo

Anatomia

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Mecanismo de lesão

Classificação

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Fraturas dos Metatarsos

Fraturas dos Metatarsos


• Fraturas das diáfises e colo:

-Desvios geralmente pequenos a menos que ocorram grandes lesões de


ligamentos e dos músculos interósseos e lumbricais

-Fraturas de colo: desvios são angulares por ação dos tendões flexores,
que forçam o fragmento distal em sentido plantar e proximal, podendo
gerar hiperceratose e metatarsalgia pós-traumática

-Mecanismo de trauma:
Trauma direto, principalmente com a queda de um objeto pesado no
dorso do pé
Trauma indireto: antepé mantido fixo + movimento torsional da perna ou

• RX AP, Lateral e Obliquo de de Pé

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13/12/2018

Fraturas dos Metatarsos


• Fraturas das cabeças dos Metatarsos

-Rara, geralmente por trauma direto

-Devido à localização distal da fratura, o ortopedista deve


antever a possibilidade de necrose asséptica ou fratura
subcondral por fadiga

-Os fragmentos intra-articulares devem ser reduzidos


cruentamente e fixados com fios de Kirschner

-Redução estável pode ser conseguida com manipulação


leve e tração. A redução deve ser mantida pela fixação
percutânea com fios

Fraturas dos Metatarsos


• Fraturas da base do 5ª metatarso

-Classificação:

Zona I: fratura-avulsão
Zona 2: Fratura na junção meta-diafisária
Zona 3: Fratura por Estresse

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13/12/2018

Fraturas dos Metatarsos


• Fratura-Avulsão (Zona 1)

-Trauma direto: inversão do pé associado a algum grau de


flexão plantar, produzindo uma avulsão óssea (fibular curto
ou aponeurose plantar)

-Podem ser intra ou extra-articulares

-TTO:
Fraturas extra-articulares e articulares sem desvio:
Conservador
Articulares com desvio: Cirúrgico

Fraturas dos Metatarsos

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13/12/2018

Fraturas dos Metatarsos


• Fratura Meta-Diafisária (zona 2):

-Fratura de Jones: lesão da transição meta-diafisária e ocorre


entre as inserções do músculo fibular curto e fibular terceiro.

-Apresenta alta taxa de psudoartrose e refraturas

-TTO:

Paciente idosos, debilitados e pessoas não atléticas: gesso


suropodálico por 6 a 8 semanas
Pacientes ativos: o tto cirúrgico pode diminuir as taxas de
complicações na consolidação

Fraturas dos Metatarsos


• Fraturas diafisárias proximais (Zona 3)

-Geralmente evoluem para pseudoartrose, causando dor


persistente e impotência funcional

-80% ocorre em atletas e adultos jovens masculinos


envolvidos em esportes como corridas ou saltos

-TTO: Cirúrgico

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Fraturas dos Metatarsos

Fraturas dos Artelhos

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Fraturas dos Artelhos


• Fraturas do Hálux
-Mecanismo de trauma: trauma direto e “topada”
-Dor persistente, frequentemente apresentando 24 horas depois ou mais
com edema significante e hematoma subungueal
-Rx AP e Obliqua

-TTO:
Fraturas sem desvio: Imobilizadas com fitas adesivas, utilizando o
segundo artelho como tala – Se a dor não for aliviada, gessos
suropodálico com uma proteção para o hálux (2 – 3 semanas)
Fraturas intra-articulares desviadas da articulação interfalageana:
redução fechada + gesso suropodálico – se não conseguir redução
estável: Cirurgia

Fraturas dos Artelhos


• Fraturas dos outros artelhos

-Lesões comuns – “topada”


-Muito dolorosas
-RX AP e obliqua de antepé
-Desvios dos artelhos podem ser aceitos se a aparência geral do artelho é
aceitável

-TTO:
Imobiliação do artelho usando o artelho medial como tala
Articulações interfalângicas com incongruência articular ou artrose:
ressecção artroplástica do terço distal da falange

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