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Novas Leituras | Guia do Professor

TESTE N.° 7
ESCOLA:

TESTE DE AVALIAÇÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA

Ano: 7.° | Turma: Data: / /20

Antes de responderes às questões propostas, lê com atenção o enunciado.

GRUPO I

REI: Ah, meu bobo fiel, como eu às vezes gostava de estar no teu lugar, sem
preocupações, sem responsabilidades…
BOBO: É para já, senhor! Toma os meus farrapos e os meus guizos, e
dá-me o teu manto, a tua coroa, o teu cetro…
5 REI (agitado): Cala-te!... Era isso mesmo que se passava no sonho…
A coroa… o manto… o cetro… tudo no chão… eu a correr, mas sem
poder sair do mesmo sítio… e a coroa sempre mais longe, mais longe…
e o manto… e o cetro… e as gargalhadas…
BOBO: Gargalhadas? Não me digas que eu também entrava no teu
10 sonho?

REI (como se não o tivesse ouvido)… as gargalhadas delas… e como elas


se riam… riam-se de mim… e a coroa tão longe… e o manto tão longe… e o frio…
tanto frio que eu tinha!...
BOBO: Perdoa-me, senhor, mas isso são tolices, dizes coisas sem nexo… Foi
15 alguma coisa que comeste ontem, tenho a certeza.

REI: Não são coisas sem nexo: são recados. Recados dos deuses. (Aproxima-se do
bobo e diz-lhe ao ouvido) Tenho medo!
BOBO: Shiuu! NUNCA DIGAS ISSO! Já viste o que podia acontecer se os deuses te ou-
vissem? Se descobrissem que os reis também têm medo? Se descobrissem que os reis podem mesmo ficar
20 a-pa-vo-ra-dos?

REI (afasta o bobo e retoma a sua dignidade real): Tens razão! Quem foi que aqui falou em medo? Eu sou
o rei Leandro, senhor do reino de Helíria! Tenho um exército de homens armados para me defenderem. Tenho
um conselheiro que sabe sempre o que há de ser feito. Tenho espiões bem pagos, distribuídos por todos os rei-
nos vizinhos, que me informam do que pensam e fazem os meus inimigos…
25 BOBO: Tens inimigos, senhor?
REI: Claro que tenho inimigos. Para que serve um rei que não tem inimigos?
BOBO: Realmente não devia ter graça nenhuma. Eu cá, de cada vez que me armam uma cilada e acabo es-
pancado no pelourinho, também digo sempre: “Ainda bem que tenho inimigos, ainda bem que tenho inimi-
gos”… Se ninguém me batesse, se ninguém me cobrisse o corpo de pontapés, acho mesmo que era capaz de
30 morrer de pasmo…

REI: Zombas de mim?


BOBO: Que ideia, senhor! Como posso zombar de ti, se penso como tu pensas?
REI: Parecia…
In Leandro, Rei da Helíria, Alice Vieira,
1.° Ato, Cena I, Caminho
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5. Testes de avaliação | Novas Leituras

1. Indica, justificando, o número de atores necessários para representar esta cena.

2. Na primeira fala, o rei Leandro manifesta um desejo.


2.1. Indica-o, usando palavras tuas.

2.2.Comenta a reação do Bobo perante o desejo manifestado pelo rei, evidenciando o valor simbólico do
manto, da coroa e do cetro.

3. “Tenho medo!” (l. 17)


3.1. Apresenta a razão que motivou este desabafo do rei.

4. Esclarece a importância dos sonhos, na perspetiva do rei Leandro.

5. Demonstra que o Bobo tem uma opinião diferente acerca dos sonhos.

6. Comprova que o Bobo é irónico no comentário que faz à pergunta do rei: “Para que serve um rei que
não tem inimigos?” (l. 26)

7. O Bobo tem como função entreter o rei e a corte.


7.1. Transcreve uma fala do texto que comprove a afirmação anterior.

7.2. Baseando-te neste texto, mas também no conhecimento que tens da obra, demonstra que o Bobo as-
sume um papel que vai para além de divertir o rei e a corte.

8. Esclarece a(s) forma(s) de tratamento usada(s) pelo Bobo em relação ao rei.


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9. Transcreve exemplos de didascálias em que sejam evidentes informações sobre:


a) gestos das personagens.

b) o estado de espírito das personagens.

GRUPO II

1. Transcreve um exemplo de cada um dos tipos de frase.


a) Tipo declarativo

b) Tipo exclamativo

c) Tipo interrogativo

d) Tipo imperativo

2. Relê as falas seguintes:


BOBO: Tens inimigos, senhor?
REI: Claro que tenho inimigos. Para que serve um rei que não tem inimigos?

2.1. Reescreve-as no discurso indireto.

3. O rei tem um exército com trezentos homens armados, um conselheiro e bastantes espiões, distribuí-
dos por todos os reinos vizinhos, que o informam do que pensam e fazem os vários inimigos.

3.1. Identifica os quantificadores na frase anterior e escreve-os na respetiva coluna da tabela que se
segue.

QUANTIFICADOR NUMERAL QUANTIFICADOR UNIVERSAL QUANTIFICADOR EXISTENCIAL

4. Atenta nas segunda e terceira falas do rei e identifica as marcas do modo oral aí realizadas.
a) frases curtas
b) frases inacabadas
c) pausas
d) repetições de palavras
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5. Testes de avaliação | Novas Leituras

GRUPO III

Assumindo o papel do Bobo, redige a página de um diário em que dês a conhecer um dia na vida desta
personagem.

Antes de começares a escrever, toma atenção às instruções que se seguem.


• Escreve um mínimo de 140 e um máximo de 240 palavras.
• Faz um rascunho das ideias por tópicos.
• Procura organizar as ideias de forma coerente e exprimi-las corretamente.
• Depois, revê o texto com cuidado e corrige-o, se necessário.

COTAÇÃO DO TESTE
GRUPO I GRUPO II GRUPO III
1. .........4 pontos 1. .........4 pontos (1X4) • Tema, tipologia e extensão do texto
2.1. .....4 pontos 2.1. .....7 pontos • Coerência e pertinência da informação
2.2. ....5 pontos 3.1. ......5 pontos • Estrutura e coesão
3.1. ......4 pontos 4. ........4 pontos (1X4) • Morfologia e sintaxe
4. ........5 pontos 20 pontos • Ortografia
5. ........5 pontos • Repertório vocabular
6. ........5 pontos 30 pontos
7.1. ......4 pontos
7.2. .....5 pontos
8. ........5 pontos
9. ........4 pontos (2X2)
50 pontos

TOTAL: 100 pontos


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TESTE N.° 8
ESCOLA:

TESTE DE AVALIAÇÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA

Ano: 7.° | Turma: Data: / /20

Antes de responderes às questões propostas, lê com atenção o enunciado.

GRUPO I

(Muitos anos depois o rei Leandro e o Bobo caminham pela estrada. Vestem farrapos e vão cansados da
longa jornada)

REI: Há quantos anos caminhamos, meu pobre amigo?


BOBO: Tantos que já lhes perdi o conto, meu senhor! Desde aquele dia em que tuas filhas…
5 REI (zangado): Eu não tenho filhas!
BOBO: Pronto, pronto, senhor, não te amofines por tão pouco… Ia eu a dizer que, a princípio, ainda tentei
contar. Via nascer o Sol de madrugada, via a minha sombra e a tua desenhadas no chão, a gente a querer apa-
nhá-la e ela sempre à nossa frente!, via depois o Sol desaparecer do outro lado das montanhas, e então dizia:
passou-se um dia. Fechava os olhos, dormia um pouco, e de novo o Sol se erguia de madrugada e desaparecia
10 do outro lado das montanhas, e então eu dizia: passou-se outro dia. E tentei contá-los. (Conta pelos dedos)
Um… dois… três… quatro… mas, de repente, eram tantos dias que não havia dedos para eles todos, mesmo que
eu contasse da mão esquerda para a mão direita, da mão direita para a mão esquerda, mesmo que eu contasse
as duas mãos juntas e ainda os pés… Acho que se me acabaram os números, senhor! Deve ter sido isso!
REI: Meu pobre tonto… e eu aqui sem te poder ajudar em nada… De tanto chorar, cegaram os meus olhos.
15 De tanto pensar, tenho a memória enfraquecida. De tanto caminhar, esvaem-se em sangue os meus pés…
E dizer que eu sou rei…
[…]
BOBO (ainda para a assistência): Às vezes olho para ele e não sei se o meu coração se enche de uma pena
imensa ou de uma raiva sem limites…
20 REI: Que resmungas tu…
BOBO: Nada, senhor, falava com as pedras do caminho…
REI: E bem duras são elas…
BOBO: Pois são, mas vamos depressa que, ou muito me engano, ou vem aí tempestade da grossa! Abri-
guemo-nos nesta gruta.

(Entram para a gruta)


In Leandro, Rei da Helíria, Alice Vieira, 2.° Ato, Cena I, Caminho (texto com supressões)
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5. Testes de avaliação | Novas Leituras

1. Tendo em conta a indicação cénica inicial, situa a ação no espaço.

2. Esclarece a localização da ação no tempo, completando a frase seguinte com a informação em falta.
2.1. Muitos anos depois de
o rei Leandro e o Bobo caminham pela estrada.

3. “Eu não tenho filhas!” (l. 5)


3.1. Tendo em conta o conhecimento que tens da obra, explica estas palavras do rei, evidenciando o seu
estado de espírito e as razões que o motivam.

4. “Acho que se me acabaram os números, senhor!” (l. 13)


4.1. Explica o sentido destas palavras do Bobo.

5. “… e eu aqui sem te poder ajudar em nada…” (l. 14)


5.1. Esclarece a justificação apresentada pelo rei para o facto de não poder ajudar o Bobo.

6. A certa altura, o Bobo fala em aparte.


6.1. Transcreve esse aparte.

6.1. Identifica os sentimentos evidenciados pelo Bobo no aparte.

7. Demonstra que entre o rei e o Bobo há uma relação de amizade.

8. Transcreve do texto exemplos de didascálias que informem sobre o cenário e o guarda-roupa.


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GRUPO II

1. Relê as passagens que se seguem.


a) “… e eu aqui sem te poder ajudar em nada… De tanto chorar, cegaram os meus olhos.” (l. 14)

1.1. Indica a classe e a subclasse a que pertencem as palavras destacadas nas frases.

2. Repara nas frases seguintes.


a) Lamentavelmente, o rei foi expulso do seu próprio reino.
b) O Bobo é certamente amigo do rei.

2.1. Sublinha nas frases os advérbios e identifica a subclasse à qual pertencem.

3. “… via depois o Sol desaparecer do outro lado das montanhas…” (l. 8)


3.1. Reescreve a frase, substituindo a palavra sublinhada pelo seu antónimo.

3.2. Classifica a palavra desaparecer quanto ao seu processo de formação.

4. “… tenho a memória enfraquecida.” (l. 15)


4.1. Tendo em atenção que a base da palavra destacada é fraco, classifica-a quanto ao seu processo de for-
mação.

4.2. A partir da palavra enfraquecer, forma um nome.

4.3. Classifica o nome que formaste quanto ao seu processo de formação.

GRUPO III

REI: Meu pobre tonto… e eu aqui sem te poder ajudar em nada… De tanto chorar, cegaram os
meus olhos. De tanto pensar, tenho a memória enfraquecida. De tanto caminhar, esvaem-se em
sangue os meus pés… E dizer que eu sou rei…
[…]

In Leandro, Rei da Helíria, Alice Vieira, 2.° Ato, Cena I, Caminho

Como reparaste, depois desta fala do rei, há texto que foi suprimido.
Continua, a partir deste momento, a conversa entre o rei Leandro e o Bobo, mantendo a forma do texto
dramático.
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5. Testes de avaliação | Novas Leituras

Antes de começares a escrever, toma atenção às instruções que se seguem.


• Escreve um mínimo de quatro falas para cada uma das personagens.
• Apresenta um mínimo de duas didascálias.
• Faz um rascunho das ideias por tópicos.
• Procura organizar as ideias de forma coerente e exprimi-las corretamente.
• Depois, revê o texto com cuidado e corrige-o, se necessário.

COTAÇÃO DO TESTE
GRUPO I GRUPO II GRUPO III
1. .........4 pontos 1.1. ......4 pontos (2X2) • Tema, tipologia e extensão do texto
2.1. .....5 pontos 2.1. .....4 pontos • Coerência e pertinência da informação
3.1. .....6 pontos 3.1. ......3 pontos • Estrutura e coesão
4.1. .....6 pontos 3.2. ....2 pontos • Morfologia e sintaxe
5.1. .....7 pontos 4.1. .....2 pontos • Ortografia
6.1. .....4 pontos 4.2. ....3 pontos • Repertório vocabular
6.2. ....6 pontos 4.3. .....2 pontos 30 pontos
7. ........6 pontos 20 pontos
8. ........6 pontos
50 pontos

TOTAL: 100 pontos


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6. Ficha de Verificação da Leitura | Novas Leituras

Após a leitura integral de Leandro, Rei da Helíria de Alice Vieira, escolhe para cada um dos itens a alí-
nea que completa cada uma das frases de forma correta, de acordo com o sentido do texto.

1.° ATO

Cena I
1. A ação passa-se: 8. No final da cena, o rei Leandro:
a) no salão do palácio real de Helíria. a) procura apaziguar as filhas.
b) no jardim do palácio real de Helíria. b) defende Amarílis.
c) no átrio do palácio real de Helíria. c) defende Hortênsia.

2. As personagens em cena conversam sobre: Cena III


a) as dívidas do reino. 9. As personagens em cena são:
b) as filhas do rei Leandro. a) o rei Leandro, as filhas e as aias.
c) um sonho do rei Leandro. b) o rei Leandro, Violeta, as aias e o Bobo.
c) o rei Leandro, as filhas, as aias e o Bobo.
3. Durante a conversa, o Bobo:
a) manifesta a sua opinião sobre o assunto. 10. Violeta relembra o pai que o príncipe Reginaldo
b) concorda com o rei Leandro. pretende:
c) fala apenas quando lhe é dada a palavra. a) negociar umas terras.
b) pedir a sua mão em casamento.
4. Ao longo da conversa, o rei Leandro mostra-se: c) pedir dinheiro emprestado.
a) interessado na opinião do Bobo.
b) compassivo com o Bobo. 11. Perante os comentários de Hortênsia e Ama-
c) arrogante com o Bobo. rílis sobre o príncipe Reginaldo, Violeta:
a) mostra-se ofendida.
Cena II b) releva o que as irmãs dizem.
5. O Bobo pede a Hortênsia que repita a palavra c) concorda com as irmãs.
“lucidez”, porque:
a) discorda da filha do rei Leandro. 12. O rei Leandro escolheu nomes de flores para
b) a filha do rei Leandro não pronunciou a pa- as filhas, porque:
lavra corretamente. a) elas cheiram bem.
c) não compreendeu o que a filha do rei Lean- b) elas são muito belas.
dro disse. c) elas são as flores da vida dele.

6. Amarílis pediu ao Bobo que fizesse umas tro- 13. Segundo o povo, o nome Hortênsia revela uma
vas sobre Hortênsia que: mulher:
a) elogiavam a irmã. a) despretensiosa, mas perfumada.
b) difamavam a irmã. b) caprichosa e inconstante.
c) agradavam à irmã. c) artificiosa e enganadora.

7. Pelas declarações do Bobo, depreende-se que 14. Na forma como falam, Hortênsia e Amarílis de-
Amarílis: monstram:
a) amava a irmã. a) respeito pelo povo.
b) admirava a irmã. b) estima pelo povo.
c) não respeitava a irmã. c) desprezo pelo povo.
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Cena IV Cena VI
15. O príncipe Felizardo é o noivo de: 23. Nesta cena, os criados preparam a festa de
a) Amarílis. noivado de:
b) Hortênsia. a) Amarílis e Hortênsia.
c) Violeta. b) Violeta.
c) das três filhas do rei Leandro.
16. O príncipe Simplício é:
a) um “novo-rico” muito confiante.
b) rico, mas descortês. Cena VII
c) inseguro e iletrado. 24. Ao entrarem em cena, os príncipes:
a) Felizardo e Reginaldo vêm abraçados e
17. Os príncipes Felizardo e Simplício foram falar Simplício, como sempre, atrás.
com o rei Leandro para: b) Felizardo e Simplício vêm abraçados e Re-
a) tratar de negócios. ginaldo atrás.
b) marcar a data do seu casamento com as c) Felizardo, Simplício e Reginaldo vêm abra-
sua filhas. çados.
c) preparar uma grande festa.
25. Para o príncipe Reginaldo, o casamento só é
possível quando há:
Cena V a) muita riqueza.
18. Quando o príncipe Reginaldo entra em cena, b) muito amor.
Violeta encontra-se: c) muita gratidão.
a) sozinha, no jardim do palácio.
b) com as irmãs, no jardim do palácio. 26. O príncipe Felizardo desconhece a palavra
c) com as aias, no jardim do palácio. “gratidão”, porque:
a) tem um vocabulário reduzido.
19. Violeta não insistiu com o pai para receber o b) esta é uma palavra invulgar.
príncipe Reginaldo, porque: c) é um homem ingrato.
a) ainda está a pensar no pedido de casamento.
b) não pretende casar com um príncipe pelintra.
c) não quis preocupar o pai.
Cena VIII
20. Perante a atitude de Violeta, o príncipe Regi- 27. Felizardo debatia com Simplício qual das noi-
naldo mostra-se: vas ia ser:
a) irritado. a) mais amada.
b) desiludido. b) mais feliz.
c) compreensivo. c) mais rica.

21. Violeta está preocupada, porque: 28. Reginaldo não quer fazer parte do grupo dos
a) o noivo não é suficientemente rico. outros príncipes, porque:
b) as irmãs não gostam do noivo dela. a) os considera materialistas e fúteis.
c) teve um sonho sinistro. b) tem inveja da sua riqueza.
c) eles são mais poderosos do que ele.
22. Durante a conversa com Violeta, o príncipe
Reginaldo revela ser um homem: 29. Para Hortênsia, o importante é que o noivo seja:
a) racional, culto e inteligente. a) muito rico.
b) dedicado, carinhoso e sensato. b) um bom orador.
c) bajulador, inconveniente e egoísta. c) carinhoso.
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6. Ficha de Verificação da Leitura | Novas Leituras

Cena IX
30. Perante a linguagem grosseira do seu noivo, 37. Ao demonstrar o seu amor pelo pai, Violeta de-
Hortênsia mostra-se: clara que precisa tanto dele como:
a) envergonhada. a) a luz do sol.
b) aborrecida. b) a comida do sal.
c) indiferente. c) do seu noivo.

31. Para Hortênsia e Amarílis, o mais importante é 38. O rei Leandro ficou de tal maneira:
que os noivos: a) feliz com as respostas das filhas, que deci-
a) as amem e respeitem acima de tudo e to- diu deixar o reino às três.
dos. b) furioso com a resposta da filha primogé-
b) lhes deem muitas riquezas e falem pouco. nita, que a expulsou do reino.
c) lhes deem muitas riquezas, mas também c) furioso com a resposta da filha mais nova,
amor. que a expulsou do reino.

Cena X Cena XI
32. Esta cena passa-se: 39. O rei Leandro manda chamar o escrivão, para
a) na sala do banquete do palácio real de He- anunciar:
líria. a) o seu testamento em nome das filhas.
b) no jardim do palácio real de Helíria. b) o despejo de Violeta do reino sem qualquer
c) no átrio do palácio real de Helíria. dote.
c) o despejo de Amarílis do reino sem qual-
33. Ao contar o seu sonho, o rei Leandro pensa quer dote.
que este é um recado dos deuses, avisando-o
de que deve: 40. Face à decisão do rei Leandro, o príncipe Re-
a) deixar de governar. ginaldo:
b) levantar-se mais cedo. a) rejeita a noiva, agora que não tem qualquer
c) conhecer novas terras. dote.
b) considera que a noiva foi ingrata com o pai.
34. Na sequência do seu sonho, o rei Leandro c) insinua que o rei é ingrato e anuncia que
anuncia que: pretende casar com a filha.
a) pretende deixar o trono à filha que lhe de-
monstrar maior amor. 41. Em troca da divisão e entrega do reino de
b) levantar-se mais cedo, para zelar pelos Helíria pelas duas filhas, o rei Leandro pede a
seus súbditos. cada uma delas:
c) viajar no Outono, para conhecer novas ter- a) que o seu séquito o acompanhe sempre.
ras. b) acolhimento, durante seis meses alterna-
damente.
35. Perante o anúncio do rei, Amarílis afirma que: c) acolhimento, durante o tempo que ele de-
a) quer mais ao seu pai do que à luz do sol. terminar.
b) ama mais o pai do que a si própria.
c) ama o pai tanto como ama o noivo. 42. Assim que o rei Leandro se retira, as filhas ma-
nifestam:
36. Hortênsia responde ao pai que: a) gratidão pelo gesto do pai.
a) não consegue descrever o seu amor por b) amor e respeito pelo pai.
ele. c) um caráter falso e insensível.
b) o ama mais do que a si própria.
c) o ama mais do que ao próprio noivo.
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2.° ATO

Cena I
43. O segundo ato passa-se: 50. O Bobo lamenta que o rei não conheça a Brio-
a) no dia seguinte aos acontecimentos anteriores. lanja, porque ela:
b) uma semana após os acontecimentos an- a) reconhece a importância do sal.
teriores. b) é uma boa cozinheira.
c) muitos anos depois dos acontecimentos c) é uma mulher muito prendada.
anteriores.
Cena III
44. O rei Leandro e o Bobo caminham pela estrada, 51. Amarílis e Hortênsia discutem na presença
esfarrapados e cansados, porque: dos maridos:
a) o rei quis viajar pelo mundo. a) os dias felizes que passaram com o pai, no
b) Amarílis e Hortênsia os expulsaram do reino. seu reino.
c) o rei estava arrependido e queria reencon- b) os infortúnios suportaram com o pai, du-
trar Violeta. rante seis meses.
c) as terras que compraram, em seis meses.
45. Apesar da sua condição de mendigo, o rei
mantém a sua postura soberana, pois: 52. As duas irmãs decidem:
a) é altivo demais para admitir a sua insignifi- a) sortear para ver quem fica com o pai mais
cância atual. seis meses.
b) não percebe a situação em que se encontra. b) construir uma casa para o pai viver.
c) sabe que a situação em que se encontra é c) expulsar o pai do seu reino.
passageira.
53. Felizardo e Simplício:
46. Dada a condição atual do rei Leandro, o Bobo: a) discordam da decisão das esposas.
a) pensa abandoná-lo, pois ele já não tem poder. b) não interferem na decisão das esposas.
b) tem pena dele, mas quer abandoná-lo. c) não manifestam a sua opinião.
c) revela-se fiel e companheiro.

Cena II Cena IV
47. O rei Leandro e o Bobo encontram um Pastor: 54. Depois de ouvir a história do rei Leandro, o
a) no caminho. Pastor sugere que:
b) numa gruta. a) arranjem um lugar modesto para assenta-
c) numa casa. rem de vez.
b) procurem encontrar a filha Violeta.
48. O Pastor pede ao Bobo que: c) regressem ao reino e façam as pazes com
a) lhe conte a história do rei Leandro. Amarílis e Hortênsia.
b) lhe apresente o rei Leandro.
c) se afaste do rei Leandro. 55. O Bobo contesta a sugestão do Pastor, porque:
a) sabe que Amarílis e Hortênsia desprezam o
49. Ao afirmar que o rei Leandro morreu, o Bobo pai.
pretende: b) pensa que Violeta nunca perdoaria que o
a) assustar o Pastor. pai lhe fez.
b) avisar o Pastor que ele é uma alma do ou- c) o rei nunca aceitaria viver num lugar mo-
tro mundo. desto.
c) explicar que, apesar das circunstância atuais,
ele foi um rei poderoso.
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6. Ficha de Verificação da Leitura | Novas Leituras

Cena V
56. Nesta cena, ficamos a saber que o Pastor vive 63. O Bobo contradiz o rei, afirmando que:
no reino: a) estiveram durante o dia na gruta.
a) de Amarílis e do príncipe Felizardo. b) ele teve filhas que o abandonaram.
b) de Hortênsia e do príncipe Simplício. c) cheira a flores e não a comida.
c) de Violeta e do príncipe Reginaldo.
Cena X
57. O Pastor foi ao seu reino para avisar a filha do 64. Quando o rei Leandro e o Bobo estão diante de
rei Leandro que: Violeta e Reginaldo, a filha retira-se:
a) encontrou o pai. a) porque se recusa a estar na sua presença.
b) o pai quer voltar. b) porque receia que o pai a reconheça.
c) o pai se vai embora. c) para providenciar novas vestes para o pai.

Cena VI 65. O rei Leandro não logo reconhece a filha, porque:


58. Novamente na gruta, o Pastor conta ao Bobo a) está cego.
que no seu reino: b) ela está muito diferente do que era.
a) os escravos passam fome e são açoitados. c) ela saiu logo da sua presença.
b) os homens são livres, mas passam fome.
c) os homens são livres e transmitem o que 66. O príncipe Reginaldo confronta o rei Leandro
sabem aos mais novos. com o facto de:
a) ter expulsado Violeta do seu palácio.
59. O Bobo decide ir ao reino do pastor, pois: b) as filhas mais velhas terem dividido o reino
a) apesar de tudo, não tem mais para onde ir. de Helíria.
b) quer averiguar se é verdade o que o Pastor c) as filhas mais velhas o terem expulsado do
diz. reino e lutarem entre elas.
c) quer conhecer a esposa do Pastor.
67. Perante o que ouve, o rei Leandro:
Cena VII a) admite que errou e pede perdão a Regi-
60. Ao afirmar que chegou a sua hora, Violeta quer naldo.
dizer que, finalmente, chegou o momento de: b) persiste na ideia de que Helíria ainda existe
a) se vingar do pai. e que não tem filhas.
b) dar comida a toda a gente, menos ao pai. c) recusa-se a responder a Reginaldo.
c) receber o pai no seu reino.
68. Entretanto, o Bobo repreende o Pastor, por-
Cena VIII que:
61. Às portas do reino de Violeta, o rei Leandro e a) este não o avisou de que ia haver um ban-
o Bobo relembram: quete.
a) o conforto e a tranquilidade de outros tempos. b) este contou tudo errado ao príncipe Regi-
b) a miséria e a tristeza em que vivem atual- naldo.
mente. c) pensou que ele tinha contado a história do
c) o perfume da lua cheia. rei Leandro.

Cena IX Cena XI
62. Já dentro da cidade, o rei Leandro: 69. O rei recusa as iguarias que lhe dão, porque:
a) conversa com o Pastor e o Bobo sobre a a) a comida está estragada.
noite na gruta. b) a comida não tem sal.
b) recusa admitir que alguma vez teve filhas. c) não tem fome.
c) sente o cheiro delicioso a comida.
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70. Ao perceber a intenção de Violeta, o pai: Cena XI


a) reconhece que falhou. 72. Na cena final, as personagens intervenientes:
b) retira-se do banquete. a) fazem as pazes e vivem felizes para sem-
c) discute com a filha. pre.
b) traçam o seu retrato ou apresentam uma
71. Assim que o pai admitiu ter sido incorreto com moral.
ela, Violeta: c) entoam uma cantiga subordinada ao amor.
a) expulsou-o do palácio, dizendo-lhe que
nunca mais o queria ver.
b) perdoou-lhe, mas disse-lhe que não podia
viver no seu palácio.
c) perdoou-lhe, mas fez-lhe ver que o amor
dele não era desinteressado.
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5. Testes de avaliação | Novas Leituras

sair do interior da rocha, não conseguiu lembrar-se TESTE N.° 7


das palavras mágicas e acabou por ser morto pelos
ladrões que, entretanto, regressaram ao seu escon- Grupo I
derijo… 1. dois atores, pois são duas as personagens em cena
Grupo II (rei Leandro e o Bobo)
1. a) sujeito nulo 2.1. o rei Leandro manifesta o desejo de estar na situa-
b) sujeito simples ção do Bobo/de ser o Bobo
c) sujeito nulo 2.2. o Bobo oferece-se imediatamente para trocar de lu-
2.1. predicativo do sujeito gar e assumir o poder e a condição real do monarca
2.2. complemento oblíquo pois, ao contrário do que o rei pensa, a sua vida é
2.3. complemento indireto bastante dura
3.1. oração subordinada adverbial temporal 3.1. o sonho do rei
3.2. Mal batiam a Rodrigo, ele berrava desalmadamente. 4. o rei Leandro considera que os sonhos são mensa-
4. (resposta livre – “movediços novelos de lã”, “um ta- gens (“recados”) de entidades superiores (“deuses”)
5. para o Bobo, os sonhos não são importantes, antes
pete fofo, ondulante, pardo do lusco-fusco”, “nuvens
são “tolices”, “coisas sem nexo”
merinas”)
6. o Bobo expressa o contrário do que pensa ao afir-
mar que gosta ter inimigos que o maltratem…
7.1. “Gargalhadas? Não me digas que eu também en-
TESTE N.° 6
trava no teu sonho?”
7.2. o Bobo é, acima de tudo, o amigo dedicado e fiel do
Grupo I
rei; aquele que o ouve e acompanha, mesmo nos
1.1. o narrador e o homem
momentos mais difíceis
1.2. autodiegético
8. O Bobo usa a 2.a pessoa do singular, própria de um
1.3. apesar da diferença de idades, tinham interesses
tratamento informal, porque é um confidente, um
comuns
amigo.
2. “– Quem é você? – perguntei ainda.”
9. a) “afasta o Bobo”, b) “agitado”
3.1. o mais natural era que o homem se assustasse, de-
vido ao tamanho do cão, e que este ladrasse, uma
Grupo II
vez que se tratava de um desconhecido
1. Ex. a) “Claro que tenho inimigos”, b) “Tenho medo!”,
4.1. “– Pense nos outros.” c) “Zombas de mim?”, d) “Cala-te!”
4.2. “três palavras, que ele pronunciou com intensidade, 2.1. O Bobo perguntou ao rei (senhor) se tinha inimigos.
mãos nos meus ombros e olhos nos meus olhos” O rei respondeu que tinha inimigos e questionou
4.3. o objetivo era salientar que a felicidade de cada um para que servia um rei que não tinha inimigos.
também depende da maneira como se trata o próximo 3.1. quantificador numeral – trezentos, um; quantifica-
4.4. (resposta pessoal) dor universal – todos; quantificador existencial –
5.1. (resposta pessoal) bastantes, vários
4. Ex. a) “Cala-te!”, b) “… e as gargalhadas…”, c) “A
Grupo II coroa… o manto… o ceptro…”, d) “… e o frio… tanto
1. a) “Ficamos conversando um tempão…” frio que eu tinha!…”
b) “… antes queria me ensinar uma coisa impor-
tante…”
c) “levei-o a ver Godofredo em seu poleiro” TESTE N.° 8
2. a) oração subordinada adverbial final
b) oração coordenada copulativa Grupo I
3.1. vocativo 1. espaço – “na estrada”
4.4. discurso indireto 2.1. terem sido expulsos do reino da Helíria
4.2. O homem disse: 3.1. o rei nega o facto de ser pai, porque depois de ter ex-
– Tenho de ir embora… pulsado a filha mais nova do seu reino, por considerar
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que esta não o amava, foi desprezado pelas duas fi- Grupo II
lhas mais velhas, que lhe usurparam o reino e o 1. alguns, muitas
abandonaram à sua sorte; daí a sua indignação 2. alegrar, alegre; silenciar, silencioso; doença, doente;
quando o Bobo se refere às filhas (im)pureza, purificar
4.1. o Bobo procurou manter a noção do tempo decor- 3. a) mas …
rido, desde que partiram do reino, mas passaram b) e …
tantos dias, que ele considerou a possibilidade de c) Se …
não haver números suficientes para os contabilizar
5.1. o rei está cego, tem a memória fraca e os pés em fe-
rida TESTE N.° 10
6.1. “Às vezes olho para ele e não sei se o meu coração
se enche de uma pena imensa ou de uma raiva sem Grupo I
limites…” 1.1. o presente do sujeito lírico e o tempo da infância
6.2. compaixão (pela situação do rei), fúria (por este ter 1.2. no presente, o sujeito poético “não tem um único
sido imprudente, insensato) deleite”, “um beijo”, “uma Ave-Maria”, “uma flor”
7. apesar da atual condição precária do rei, o Bobo não nem “o menor enfeite”; na infância, ele era feliz e
o abandona, antes o continua a servir como outrora acarinhado: “Carlota, à noite, ia ver se eu dormia/ E
8. cenário – “pela estrada”, guarda-roupa – “Vestem far- vinha, de manhã, trazer-me o leite”, “Ao pé de minha
rapos” irmã, vendo-a bordar”, no seu “Lar adorado”…
2.1. o sujeito lírico deseja regressar ao tempo da infân-
Grupo II cia
1.1. aqui – advérbio de predicado com valor locativo, 2.1.1. nessa altura, ele era feliz, vivia no seu lar “ado-
tanto – advérbio de grau e de intensidade rado”, tendo a companhia da irmã e da aia…
2.1. lamentavelmente, certamente – advérbios de frase 3.1. pede à aia que lhe conte uma determinada história
3.1. … via depois o Sol aparecer do outro lado das mon- 3.2. Carlota era a aia do sujeito poético, era como uma
tanhas… mãe para ele, que o afagava à noite e lhe contava
3.2. palavra derivada por prefixação histórias de encantar…
4.1. palavra derivada por parassíntese 4. o sujeito poético sente-se triste e só, sem amor nem
4.2. enfraquecimento alegria, sente saudades do tempo da infância, das
4.3. palavra derivada por sufixação pessoas que o rodeavam e acarinhavam…
5. a) V, b) F, c) V, d) F
6.1. A/qui/ so/bre es/tas á/gu/as/ cor/ de a/ zei/te
TESTE N.° 9 6.2. decassílabo

Grupo I Grupo II
1.1. “É urgente” 1.1. composto morfossintático
1.2. a repetição procura salientar que não se pode adiar 2.1. Ah – traduz a saudade, o desalento do sujeito poé-
a realização do que é dito… tico
2.1. “ódio, solidão e crueldade” 3. a) vírgula – usa-se para intercalar o modificador;
3. é necessário acabar imediatamente com a guerra dois pontos – introduzem o pedido dirigido à aia,
4.1. todas as pessoas na estrofe seguinte,
4.2. o sujeito poético apela ao amor, à felicidade, à paz b) reticências – indicam que algo ficou por dizer, ao
5. ao longo do poema, o sujeito poético enfatiza a ideia mesmo tempo que procuram traduzir o estado de
de que é preciso intervir rapidamente, estando este espírito do sujeito poético
caráter de urgência desde logo contido no título 4. a) Ex. quando ele era criança., b) Ex. porque tem
6. a primeira estrofe é um dístico e as restantes são saudades da infância.
quadras 5. “Lar”, “paz”, “leite”, “irmã”, “cria”, “história”

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