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1.

Movimento Harmônico Simples


Olá caro estudante, vamos iniciar agora o conteúdo de Movimento Harmônico Simples, esse conteúdo possui
altos e baixos, uma parte bem simples que envolve o movimento e algumas fórmulas, mas outra parte um pouco mais
complexa e envolve funções trigonométrica, mas fique tranquilo Jovem Padawan, eu estarei aqui para tentar de guiar
nessa longa e sinuosa estrada que é aprender física. Primeiramente vamos dividir o Movimento Harmônico Simples
em dois tipos de movimentos, Movimento Periódico e Movimento Oscilatório.

1.1 Movimento Periódico


Vamos começar com aquelas definições chatinhas, mas de extrema importância!
Um movimento é periódico quando a posição, a velocidade e a aceleração do móvel repetem-se em intervalos
de tempos iguais. (não entendeu?). Imagine aqueles relógios antigos (que a partir de agora vamos batizar ele de relógio
de pêndulo) onde o pêndulo faz o movimento de vai e vem, o tempo todo, sempre de maneira igual. Como mostra a
Figura 1.

Figura 1. Relógio de pêndulo.

- Ahhh Weslley..., mas com figurinha eu não consigo ver! - Não se preocupe jovem Padawan em busca de
conhecimento, aproveito para introduzir uma ideia que tentarei manter sempre que possível, que será deixar um link
de algum vídeo do youtube mostrando alguns fenômenos, experimentos ou movimentos que exemplifique e possa
somar algo a nossa jornada em busca de conhecimento.
Vídeo 1:
Título: Como funcionam os relógios de pêndulo.
Canal: comotudofunciona
Link: https://www.youtube.com/watch?v=1p1FVlTqn2g
Caso você tenha impresso o material, também não tem problema, basta digitar o título do vídeo no youtube
e assistir. =D
Vamos um pouco mais fundo e também observar que o movimento de translação da terra também se trata
de um movimento periódico (sem muitos detalhes, blz?). Observe a imagem 2.

Figura 2. Movimento de Translação da Terra.

Vídeo 2:
Título: Movimento de Translação da Terra
Canal: redessociais redessociais
Link: https://www.youtube.com/watch?v=oTiuyBAGgyw
Agora já está ligadão nos esquemas de Movimentos periódicos? Só se lembrar de que é um movimento que
se repete indefinidas vezes e sempre da mesma maneira e com o mesmo período(tempo) de movimento.
Estou faltando muito de período né? Espero que você se lembre do que se trata, mas se não se lembrar,
também não tem problema, ninguém é perfeito. :P.
Período(T) seria o todo o tempo para o movimento ser completado, e voltar para situação inicial (é simples,
mas vamos ter que tomar alguns cuidados com relação a isso, todavia falo sobre isso depois...). Vamos pensar na terra,
quantos dias ela demora para dar uma volta completa no sol? Claro que 365 dias, então qual é o período em dias para
terra dar uma volta completa no sol? 365 dias meu caro! =D Viu como é simples?
Pois bem, pensando em outro exemplo esdrúxulo, imagine agora seu irmão mais novo(se não tiver um, faz de
conta que tem), ele todos os dias, sem exceção, vem te perturbar a cada 12 horas, todos os dias, religiosamente. E aí?
Qual seria o período que esse pentelho vem te encher o saco? Bem, se pensarmos em horas, a resposta é 12 horas,
mas se pensarmos em dias? A resposta seria obviamente 0,5 dia, pois 12 horas é metade de um dia. Entendeu onde
eu quero chegar? Claro que entendeu, o importante a observarmos aqui é a UNIDADE do período, pois se trata de
uma unidade de TEMPO. Se pensarmos matematicamente, temos a seguinte equação.
∆𝑡
𝑇=
𝑛
T => Período em dias.
∆𝑡 => Período de observação, (vamos imaginar ainda o problema do pirralho te comendo a paciência, e vamos
dizer que você vai passar 1 dia observando)
n => número de vezes que o pirralho veio te encher o saco no período de observação. Temos então:
1
𝑇 = = 0,5 𝑑𝑖𝑎
2
E se meu período de observação fosse de 2 dias(∆𝑡)? Então o pirralho iria te consumir a paciência 4 vezes(n),
segundo a lógica que criamos, então teremos isso:
2
𝑇 = = 0,5 𝑑𝑖𝑎
4
Viu só? O período continuou constante. Usando um exemplo esdrúxulo como esses fizemos um cálculo físico.
Está percebendo? Você só complica física se você quiser!
Mas deixando as informalidades de lado, vamos pensar agora no Sistema Internacional de
Unidades(apelidado carinhosamente de SI), algo muito importante na física, pois ela define as unidades mais utilizadas
para determinados fenômenos. Pois bem, se pensarmos aqui, qual seria a unidade do Período? Seria em segundos!
Como vamos tratar de movimentos rápidos, faz total sentido trabalharmos com o Período em segundos (que são esses
pequenos movimentos de vai e vem dos pêndulos que você pode ver no vídeo 1.
Bem, não podemos esquecer de outro fator superimportante chamado de frequência(𝑓), que seria o contrário
do período. – Peraí! O contrário do período? Como assim? - Pensa comigo, ainda no exemplo esdrúxulo de seu irmão
mais novo te comendo a paciência, você marcava o tempo de cada vez que ele te enchia a paciência, agora você vai
marcar quantas vezes ele enche sua paciência por dia. Não entendeu? Vamos para as contas. Seu irmão demora 0,5dia
para vir comer sua paciência, isso seria o Período, como já falamos, ou podemos observar que seu irmão come sua
paciência 2 vezes por dia, preste atenção nessa unidade por dia, não estramos tratando de tempo, mas sim do inverso
do tempo que é justamente a frequência (lembra que eu falei que frequência é o período ao contrário?).
Mais uma vez, precisamos formalizar no nosso SI, a frequência no SI mensura o inverso do tempo em
segundos, que vamos carinhosamente chamar de Hertz(Hz ou s-1). Existem outras unidades que também são
trabalhadas, mas não estão no SI, que seria por exemplo o inverso do tempo em minutos, carinhosamente chamado
de Rotações por minutos(RPM).
Devo agora apresentar uma equação de grande importância para o nosso estudo poder prosseguir, lembra
que eu falei que a frequência(𝑓) é o inverso do período? Então? Vamos escrever isso em uma fórmula matemática:
1
𝑓=
𝑇
Guarde bem essa fórmula, pois iremos usar ela bastante em um futuro não muito distante.
1.1.1 Movimento Oscilatório
Novamente, vou te jogar a definição formal. Um movimento é oscilatório (ou vibratório) quando ocorre com
alternância de sentido, porém na mesma trajetória para os dois sentidos. É o caso, por exemplo, do movimento do
relógio de pêndulo. Espera, relógio de pêndulo de novo?(ÊPAAAA)
-Mas Weslley, você não acabou de dizer que o pêndulo realizava um
movimento era periódico? E agora diz que ele realiza um oscilatório? - Sim! Caro
mancebo o movimento do pêndulo é periódico e oscilatório, pois ele obedece aos
dois casos. Aproveitando a deixa, o movimento de translação? Pode ser
considerado oscilatório? A resposta é NÃO, pois não existe a alternância de
sentidos (não é um vai e volta) movimentos circulares em geral NÃO são
oscilatórios.
Temos também o movimento do oscilador massa mola, que podemos
observar na figura 3. Que seria o movimento de vai e vem que a mola executa.
- Professor, não entendi! Tem vídeo? - Hááá, maséclaro! É um vídeo de 3
minutos, com várias explicações sobre coisas que ainda não vimos, mas não
precisa ver o vídeo por completo apenas ver o movimento! (futuramente veremos
o vídeo novamente)
Título: Tema 03 - Oscilador Harmônico Forçado
Canal: Fisica Universitária Figura 3. Oscilação Massa-Mola
Link: https://www.youtube.com/watch?v=7f0h_1z0iBE
Só um detalhe que não terá no vídeo, mas está expressa na Figura 3. Observe que no inferior do gráfico você
verá as marcações –A, 0 e A. Essas são as chamadas AMPLITUDES de movimento, a marcação 0 é o ponto neutro
(podemos dizer que para esse caso, é o ponto que a mola não está fazendo força) e nos pontos. Tome alguns cuidados
nesse movimento, de 0 até A, o oscilador percorre uma Amplitude, mas de –A até A, ele percorrerá 2 amplitudes.
1.1.2 Movimento Harmônico Simples (MHS).
Esses movimentos que acabamos de ver, tanto oscilatórios e periódicos, podem ser nomeados como
movimentos harmônicos simples (MHS). E geralmente são descritos por funções horárias harmônicas. (funções seno
ou cosseno). Talvez só de ler esse nome, seno ou cosseno você já esteja com a mão no coração, chorando,
desemparado, ou talvez com aquela leve vontade de desistir. Mas relaxa aí! Você vai ver como isso é mais simples do
que parece! Mas antes disso, falei um bocado sobre Movimentos Periódicos e Movimentos Oscilatórios. Que tal fazer
uns exercícios sobre esses conteúdos? Não parece uma má ideia, não é? Dê um pulinho para a sessão 1.6. e dê uma
olhada nas Questões 1 e Questões 2, primeiro tente resolve-las em sequência dê uma olhada na resolução. Depois
volte aqui para continuarmos.
1.2 Funções horárias no MHS
Vou ser bem sincero, as 3 funções horárias do M.H.S. a título de Enem, são pouco cobradas, mas não custa
nada dar uma olhada, para não ser pego de surpresa! Para quem deseja atingir vestibulares de IFPE, UPE (SSA), ou
olimpíadas de Física, já passar a ser um conteúdo bastante interessante!
Basicamente as funções horárias de MHS passam a noção de posição (ou elongação), velocidade e aceleração
em um determinado instante de tempo. Vamos trabalha-las de maneira isolada:
1.2.1. Função Horária da Elongação no M.H.S.
Precisamos de uma função horária que traduza qualquer tipo de movimento, tanto periódicos quanto
oscilatórios. Então primeiramente vamos observar que, ainda que distintos, esses dois tipos de movimento possuem
uma relação entre si, que seria a periocidade.
Vamos pensar então em um movimento circular uniforme (uma partícula que faz giros em torno de um eixo)
e o movimento oscilatório (o movimento de vai e vem), a figura 4 exemplifica a ideia com bastantes elementos,
acompanhe a imagem com a explicação.
Figura 4 (a). MCU vs MHS e seus elementos Figura 4 (b). MCU vs MHS e suas representações

Coloquei duas imagens cada uma explicitando elementos distintos, podemos observar que a figura 4(a) mostra
raios de luz solar incidindo sobre o movimento de uma partícula P, que oscila em movimento circular uniforme (MCU),
essa luz vai criar uma sombra de P no solo, que na figura 4 (a) é indicada pelo ponto P’’, note que sempre que o
movimento for completado pela circunferência, a sombra dessa partícula também irá completar o movimento.
Observando agora a figura 4. (b), vemos que a bolinha vermelha faz um movimento circular uniforme (MCU) de raio R
e a bolinha azul realizará um movimento oscilatório, ou melhor, um movimento harmônico simples (MHS) de
amplitude A.
O seguinte vídeo mostra bem o movimento das duas partículas:
Vídeo
Título: MCU MHS
Canal: EuclidesPiR2
Link: https://www.youtube.com/watch?v=xNITjiK6wLo

Mais uma vez observando a figura 4 (a), vemos alguns elementos, a posição X (que será o nosso maior
interesse), a amplitude A (que é o maior valor adquirido por X), o raio da trajetória R (interessante observar que R=A),
e a velocidade angular ω (velocidade em que a partícula percorre o ângulo 𝜑 no MCU) o ângulo 𝜑 é a fase em que a
partícula se encontra (a unidade pode ser dada em graus, 0 a 360°, ou em radianos 0 a 2𝜋).
Podemos escrever o 𝜑 como:
𝜑 = ωt + 𝜑
Onde t, seria um instante qualquer, ou seja, em instantes de tempo diferente, a partícula estará em posições
diferentes, óbvio né? Ela tá se mexendo...
Se observarmos o triângulo abaixo:
Podemos usar a relação trigonométrica
𝑥
cos(𝜑) =
𝐴
𝑥 = 𝐴. cos(𝜑)
Que substituindo a fase, teremos então a expressão da função horária da elongação:
𝑥 = 𝐴. cos(ωt + 𝜑 )

Caso queira ver de forma mais detalhada a demonstração dessa equação, deixarei o vídeo demonstração
abaixo, caso já tenha entendido ou apenas queira memorizar a função de elongação a equação mais importante é
justamente “𝑥 = 𝐴. cos(ωt + 𝜑 )”.
Vídeo:
Título: MHS equação da elongação
Canal: AulaOnline
Link: https://www.youtube.com/watch?v=rClGwDNIY24
Outra coisa interessante observar é o formato do gráfico da elongação, esse formato vai começar a ser muito
usado, podemos dizer que o formato de funções trigonométricas seno e cosseno tomam o formato de ondas.
O importante a observar é que os valores máximos que o gráfico pode atingir, é definido por A, que é a
amplitude, e o valor mínimo é definido por –A, que também é a amplitude. O valor T, define o período, basta notar
que a onda irá repetir todo o movimento inicial sempre que ela passar pelo T ou por um múltiplo dele.
Existe uma outra relação que será importante quando estivermos resolvendo questões, é uma relação é
mostrada no 1º ano, junto ao conteúdo de movimento circular uniforme (MCU). Essa relação envolve ω (velocidade
angular) e o T (Período). Só que tem um detalhe, geralmente vamos trabalhar no SI, e por mais que isso pareça
estranho, o SI não trabalha com ângulos em graus! O ângulo no SI é trabalhado em Radianos (rad). É só lembrar da
relação, seguinte 360° equivale a 2𝜋 rad. Então, a relação é dada por:
2𝜋
ω=
𝑇
Que significa basicamente o seguinte, sobre uma velocidade angular ω (em rad/s), vamos percorrer um círculo
completo (2𝜋 rad) em um período de 𝑇 (segundos).
1.2.2. Função Horária da velocidade escalar no MHS

No item anterior, determinamos a posição no MHS pela projeção da


posição no MCU, agora faremos o mesmo procedimento, mas para descobrir a
velocidade do MHS. Essa projeção está indicada pela imagem ao lado.
No triângulo hashurado de azul podemos retirar a seguinte relação
trigonométrica.
|𝑣|
sen(𝜑) =
𝑣
Na imagem temos que 𝑣 = ωA (lembrando que R=A), essa relação é aprendida
junto ao conteúdo de movimento circular uniforme (geralmente no 1º ano).
Podemos então fazer as substituições de 𝑣 = ωA, e 𝜑 = ωt + 𝜑 . Obtendo então a relação:
|𝑣|
sen(ωt + 𝜑 ) =
ωA
Colocando o |𝑣| em evidência:
|𝑣| = ωA sen(ωt + 𝜑 )
Para retirar o módulo de |𝑣|, devemos notar que 𝑣 aponta para o sentido negativo, então teremos a relação
da função horária da velocidade:
𝑣 = −ωA sen(ωt + 𝜑 )
Que é a função horária da velocidade!
Caso queira essa mesma demonstração em vídeo aula, pode acompanhar pelo vídeo:
Vídeo:
Título: MHS velocidade
Canal: AulaOnline
Link: https://www.youtube.com/watch?v=7f3JHuz8cxk
Essa função também gera um gráfico ondulatório que se repete indefinidamente.
Note de que se trata de um gráfico 𝑣xt, apesar de lembrar muito o gráfico de elongação, obviamente com
algumas diferenças notáveis, por exemplo, como o eixo das ordenadas se trata de velocidade, os termos não terão
unidade de elongação, e sim de velocidade. Temos então ωA, para amplitude máxima de velocidade e – ωA para
amplitude mínima de velocidade. E mais uma vez o período T, e seus múltiplos indicam quando o movimento do
gráfico irá se repetir.

1.2.3. Função Horária Aceleração escalar no MHS


Nos itens anteriores, determinamos a posição no MHS pela projeção da
posição no MCU, a velocidade do MHS pela posição no MCU, agora faremos o
mesmo procedimento, mas para descobrir a aceleração escalar do MHS. Essa
projeção está indicada pela imagem ao lado.
No triângulo hashurado de azul podemos retirar a seguinte relação
trigonométrica.
|𝛼|
cos(𝜑) =
𝛼
Na imagem temos a aceleração centrípeta como 𝛼 = ω²A (lembrando que R=A),
essa relação é aprendida junto ao conteúdo de movimento circular uniforme (geralmente no 1º ano). Podemos então
fazer as substituições de 𝛼 = ω²A, e 𝜑 = ωt + 𝜑 . Obtendo então a relação:
|𝛼|
cos(ωt + 𝜑 ) =
ω²A
Colocando o |𝛼| em evidência:
|𝛼| = ω²A sen(ωt + 𝜑 )
Para retirar o módulo de |𝛼|, devemos notar que 𝛼 aponta para o sentido negativo, então teremos a relação
da função horária da aceleração escalar:
𝛼 = −ω²A sen(ωt + 𝜑 )
Que é a função horária da aceleração escalar!
Caso queira essa mesma demonstração em vídeo aula, pode acompanhar pelo vídeo:
Vídeo:
Título: MHS aceleração
Canal: AulaOnline
Link: https://www.youtube.com/watch?v=VaHlqzlg_I8
Essa função também gera um gráfico ondulatório que se repete indefinidamente.

Note de que se trata de um gráfico 𝛼xt, apesar de lembrar muito o gráfico de elongação ou , obviamente com
algumas diferenças notáveis, por exemplo, como o eixo das ordenadas se trata de velocidade, os termos não terão
unidade de elongação nem velocidade, e sim de aceleração. Temos como ω²A, para aceleração máxima e – ω²A para
aceleração mínima. E mais uma vez o período T, e seus múltiplos indicam quando o movimento do gráfico irá se repetir.
Resumo das funções horárias:
A imagem ao lado descreve todas as funções horárias do MHS, em sequência:

função horária da elongação 𝑥 = 𝐴. cos(ωt + 𝜑 )

função horária da velocidade 𝑣 = −ωA sen(ωt + 𝜑 )

função horária da aceleração 𝛼 = −ω²A sen(ωt + 𝜑 )

Visto o conteúdo de funções horárias você deve estar se perguntando, como


que isso pode cair em provas? Bem simples, dê uma olhada nas Questões resolvidas 3 e 4 e logo depois volte para a
essa página dê prosseguimento ao conteúdo.
1.3. Força no movimento harmônico simples.
Vamos buscar aqui um critério que permita decidir se um corpo realiza ou não um MHS, a partir do
conhecimento das forças que nele atuam.
No item anterior você viu que a aceleração escalar de uma partícula em MHS em função é dada por:
𝛼 = −ω²x
O valor algébrico da força resultante que atua em uma partícula qualquer de massa m executando esse
movimento retilíneo fica determinado pela expressão:
𝐹 = 𝑚𝛼 = −𝑚ω²A
Como a massa m e a pulsação ω são constantes em um determinado MHS, podemos substituir 𝑚ω² por uma
única constante 𝑲 = 𝑚ω², denominada de constante de força do MHS. Obtemos então:
𝐹 = −𝑲𝑥
Essa expressão revela que o valor algébrico da força resultante que atua em uma partícula em MHS é
proporcional à elongação, tendo F e x sinais opostos. É essa característica que se deve ter em mente quando é preciso
decidir se determinado movimento é ou não um movimento harmônico simples. Vou trocar tudo isso por palavras
mais simples caso você não tenha entendido. Imagine uma mola, o que acontece se você esticar a mola? Você
certamente vai sentir a mola te puxando para o sentido contrário, como se a mola estivesse tentando se contrair. E se
você fizer o contrário? Se você tentar comprimir uma mola, você irá sentir uma força contrária pela mola, como se ela
estivesse tentando se esticar.
A mola só está tentando te dizer o seguinte: - ME DEIXA EM PAZ, SÓ QUERO FICAR QUIETINHA NO MEU
LUGAR.- Pois qualquer movimento que você tente fazer para tirar a mola de sua posição de equilíbrio, ela tentará
caminhar para o sentido contrário. Usamos o exemplo da mola, mas o mesmo conceito pode ser válido também para
o pêndulo. Ou seja, essa característica de sempre tentar voltar para posição de equilíbrio é algo que determina se um
movimento vai ser ou não harmônico simples.
1.4. Período do MHS
Como já foi citado, todo Movimento Harmônico Simples, possui um período, ou seja, em intervalos de tempos
o movimento vai se repetindo. Os casos mais comuns para questões são os que nós iremos estudar agora em
sequência, que seriam o Oscilador massa-mola e o pêndulo simples. Todos esses dois casos, vamos ver que
determinados parâmetros fixam o valor do período, e sempre, sempre, sempre, que você tem esses parâmetros iguais,
os períodos também serão iguais. Esse fenômeno nós podemos chamar de Ressonância, mas falaremos mais sobre
esse fenômeno quando estivermos estudando sobre fenômenos ondulatórios.
1.4.1. Oscilador massa-mola
A importância prática do MHS está no conhecimento do seu período(T),
porque a partir dele, podemos determinar outras grandezas. Lembra que pela
lei de Hooke, onde k é a constante de elasticidade da mola (e varia de mola para
mola), a força exercida por uma mola é dada por:
𝐹 = −𝒌𝑥
A mesma fórmula que determina que um movimento é harmônico
simples, pois bem, irei apresentar primeiro a equação que determina o período
da mola, caso deseje saber como essa fórmula foi montada (que certamente não foi por mágica, ou pacto com
demônio) em sequência será feira a demonstração.
𝑚
𝑇 = 2𝜋
𝑘
Onde 𝑚 é a massa (em kg) do corpo que está preso a mola e 𝑘 é a constante elástica da mola (em N/m²), e T
obviamente é o período (em s) propriamente dito. Aí eu te pergunto, quais são as variáveis que influem no período?
A resposta é simples, são justamente essas que aparecem aí na fórmula. Então farei umas perguntas aleatórias para
você não ser pego de surpresas no vestibular.
Digamos que temos uma mola presa a um corpo, e queria observar os fatores que alteram o período de oscilação do
conjunto.
a) Se eu mudar a massa do corpo, o período de oscilação vai mudar? Resposta: Sim vai, pois a massa m aparece na
equação do período.
b) Se eu mudar a constante elástica da mola, o período de oscilação vai mudar? Resposta: Sim, a constante elástica k
também se encontra na equação do período.
c) Se eu esticar mais ou menos a mola, o período de oscilação vai mudar? Resposta: Não! É aí que muita gente é pega
de surpresa, a elongação x, não está compreendida na equação do período da mola, então não, esticar mais ou menos
a mola, NÃO VAI FAZER COM QUE O PERÍODO DE OSCILAÇÃO MUDE!
Agora não tem mais como você vai cair mais em nenhuma pegadinha! Bem, a título de curiosidade, agora farei
a demonstração da equação do período da mola, que é até simples, mas caso você deseje passar adiante para o
próximo conteúdo, pode passar para o título 1.4.1.1. sem medo.
Vamos precisar de duas equações, primeiro é a relação da frequência angular e do período que eu mostrei em
pontos passados:
2𝜋
ω=
𝑇
A outra equação é a relação da constante k, com a frequência angular que eu comentei justamente quando
falei sobre força no movimento harmônico simples:
𝒌 = 𝑚ω²
Vamos simplesmente substituir a frequência angular na equação da constante que ficará assim:
2𝜋 2²𝜋² 4𝜋²
𝒌=𝑚 =𝑚 =𝑚
𝑇 𝑇² 𝑇²
Bem, com o que o que sobrou vamos isolar o período T, para isso basta passar o T² multiplicando e o K dividindo
que vai ficar da seguinte forma:
4𝜋²
𝑻² = 𝑚
𝑘
Bem, agora é só fazer a raiz quadrada e teremos:
4𝜋² 𝑚
𝑻= 𝑚= 2𝜋
𝑘 𝑘
𝑚
𝑻 = 2𝜋
𝑘
Tranquilo? De toda forma a equação que você precisa fixar na mente é justamente essa última, que já foi
apresentada anteriormente.

1.4.1.1. Associação de molas


Vou deixar bem claro que esse conteúdo é dificilmente cobrado em vestibulares, mas é cobrado, imagine se
quando você fizer o vestibular ele decidir colocar esse tipo de conteúdo? Então é bom ir preparado para tudo!
Associação de molas é um conteúdo relativamente simples, basicamente significa dizer que você vai colocar
um conjunto com mais de uma mola presa ao mesmo corpo, e aí tem se duas situações possíveis, você colocar duas
molas associadas em série e duas molas associadas em paralelo. Mas Weslley? E como eu vou saber cada caso? É
simples, dê uma olhada na imagem abaixo e sua respectiva legenda, para entender cada tipo de associação de molas.
Caso uma questão traga esse tipo de questão, você vai transformar ela em uma única mola, onde a constante
elástica equivalente vai ser dada pelas fórmulas dada na imagem acima.
Como ainda estou fechando bem esse material, terei que deixar a demonstração dessas fórmulas para outro
instante, mas não te deixarei na mão dessa vez, deixarei um vídeo dando uma explicação de como as fórmulas
surgiram:
Vídeo:
Título: Associação de molas
Canal: Kuadro
Link: https://www.youtube.com/watch?v=rj0i_r9q4Ok

1.4.2. Pêndulo Simples


Com um nome desses já criamos uma expectativa de que o conteúdo vai ser
“Simples” não é?  Bem, e vou provar que sim! Da mesma forma que trabalhamos com
o esquema massa-mola, vamos trabalhar com o pêndulo, o que vai nos interessar aqui
é descobrir o Período para um determinado sistema de pêndulo.
Vem uma ressalva antes de apresentar a equação, tudo que eu falar daqui para
frente é válido apenas para pequenas amplitudes, quando o ângulo em que o pêndulo
balança, não massa de aproximadamente 13°. Como mostrado a imagem ao lado.
Bem o período pode ser determinado pela equação:
𝐿
𝑻 = 2𝜋
𝑔
Bem simples! Mas vamos fazer algumas análises, L significa o comprimento (metros) do pêndulo, como
mostrado na imagem acima, e g simboliza a gravidade (m/s²) sobre o qual o pêndulo está sofrendo efeito.
É importante analisar que o período de oscilação do pêndulo NÃO DEPENDE DA MASSA DO PÊNDULO, olhe
para a equação, nela você só encontra as variáveis de comprimento L e gravidade g, sendo assim, a massa do corpo
preso a corda não influenciará no movimento pendular.
Deixa eu fazer um resumo aqui:
Período do pêndulo=> Depende comprimento do pêndulo e da gravidade (não depende da massa do corpo)
Período do oscilador-massa mola=> Depende da constante elástica e da massa do corpo (não depende da elongação)
Infelizmente nessa versão do material ainda não inseri a demonstração do período do pêndulo, mas caso
deseje ver, deixarei a demonstração em vídeo abaixo:
Vídeo:
Título: Demonstração do período do pêndulo
Canal: Prof Flávio MCJR Física: Muito Fácil
Link: https://www.youtube.com/watch?v=m_pL-G4DqH4

1.5. Análise Energética.


Para finalizar os estudos de MHS (aguente só mais um pouco), vamos para análise energética, em especial
falarei do oscilador massa-mola, mas o estudo também é válido para o movimento do pêndulo simples. Bem, sem
enrolações vamos começar:
Supondo que não haverá perdas de energia em forma de calor, as energias envolvidas nesses tipos de sistema
são puramente mecânicas, e dividimos em dois tipos, Energia Cinética (relacionada a velocidade do corpo na mola) e
Energia Potencial Elástica (relacionada a energia que a mola acumula).
Toda a análise que vamos fazer aqui, seria interessante você fazer
acompanhando a imagem ao lado, a essa altura você já deve ser capaz
de enxergar a oscilação de um conjunto massa-mola, sobre esse
movimento, faremos algumas observações:
1- Quando o corpo está na os extremos da mola, temos que a
velocidade do corpo, será zero, mas a mola estará esticada ou
comprimida em seu máximo. Nesses pontos dizemos que a Energia
cinética (ligada a velocidade) é nula, todavia a Energia Potencial
elástica será máxima.
2- Quando o corpo passa pela posição O (mola relaxada) a temos que
a velocidade estará no seu máximo e a mola não terá nenhuma
deformação. Nesses pontos dizemos que a Energia cinética é máxima,
todavia a Energia Potencial Elástica será nula.
3- Nos pontos entre as situações 1 e 2, teremos uma combinação de
Energia Potencial Elástica e Energia Cinética, mas nenhuma delas será
nula ou máxima.
Se lembrarmos de quando você estudou conservação de energia lá no 1° ano, provavelmente lembrará (e se
não lembrar, também não tem problema) de que temos equações para cada tipo de energia mecânica, sendo elas:
Para Energia Cinética -> 𝐸 (em Joules –> J)
𝑚𝑣
𝐸 =
2
Onde m é a massa do corpo (kg) e 𝑣 é a velocidade do corpo (m/s²).
Para Energia Potencial Elástica -> 𝐸 (em Joules -> J)
𝑘𝑥
𝐸 =
2
Onde k é a constante elástica da mola (N/m²) e x é a elongação da mola (m).
Em todas as situações da mola, temos que a toda a energia mecânica 𝐸 do sistema será dado pela soma
da energia potencial elástica, com a energia cinética:
𝐸 = 𝐸 +𝐸

Essas equações serão importantes em algumas questões de análise energética, mas para finalizarmos nossa
análise, vamos para os gráficos da análise energética, mostrado abaixo.
Esse gráfico mostra a energia em função da deformação da mola.
Podemos observar que a energia total (𝐸 ) não muda. Pois nosso sistema
é conservativo.
A energia potencial 𝐸 tem seus maiores valores nas extremidades do
gráfico, ou seja, nas máximas deformações. A energia potencial é nula
quando a deformação também é nula, o que reafirma o que já discutimos.
A energia cinética 𝐸 tem seus maiores valores quando no centro do
gráfico, ou seja, quando não tem deformação. A energia cinética é nula nos
extremos do gráfico, justamente quando as deformações são máximas.
Esse gráfico é bem padrão, apenas são atribuídos valores em seus termos
nas questões de vestibular, mas o formato permanece o mesmo.
Enfim, acabamos nosso estudo sobre Movimento Harmônico Simples! Mas claro que não podemos deixar de praticar.
Para isso deixarei algumas questões resolvidas sobre cada conteúdo abordado. A questão resolvida 5, 6, 7 e 8 servirão
para te dar uma base geral do que pode ser cobrado sobre os temas de Oscilação massa-mola, associação de molas,
pêndulo simples e análise energética. Posteriormente você terá as questões propostas que servirão de base para
testar se você conseguiu absorver o conteúdo. As questões propostas estão divididas em seções de Nível Easy (noob
Fácil), Nível Medium (Pai de Santo médio), Nível Hardcore (miolo duro difícil), questões Enem e UPE(SSA).
1.6. Questões Resolvidas.
Questão 1. Um holofote emite um feixe cilíndrico e vertical de luz dirigido contra o solo, plano e horizontal. Uma
pequena esfera opaca executa movimento circular e uniforme no interior desse feixe. A trajetória da esfera está
contida num plano vertical.

Analise as afirmações a seguir:


I. O movimento da sombra projetada pela esfera é periódico e oscilatório.
II. O movimento da sombra tem o mesmo período do movimento da esfera.
III. Enquanto a esfera descreve uma semicircunferência, a sombra completa uma oscilação.
IV. A amplitude do movimento da sombra é igual ao diâmetro da circunferência descrita pela esfera.
V. O movimento da sombra é harmônico simples.
Indique a alternativa verdadeira.
a) Se apenas I e V forem corretas.
b) Se apenas I, II, IV e V forem corretas.
c) Se apenas I, II e V forem corretas.
d) Se apenas V for correta.
e) Se todas forem corretas.

Resolução da Questão 1.
Essa questão vai envolver um pouco de imaginação para poder enxergar o movimento. Dessa vez vou dar uma
colher de chá e mostrar um vídeo que resume bem o movimento, claro o vídeo não foi criado para essa questão
específica, mas coincidentemente ele ajuda e muito nela... A vista superior é o movimento que a bolinha faz, e a vista
horizontal é o movimento que a sombra dela faz. O próprio vídeo já é bem sugestivo.
Vídeo
Título: MCU MHS
Canal: EuclidesPiR2
Link: https://www.youtube.com/watch?v=xNITjiK6wLo
Bem, viu o vídeo? Agora vamos resolver a questão
I. O movimento da sombra projetada pela esfera é periódico e oscilatório. Essa é fácil, olha lá no vídeo o movimento
sendo feito(a vista horizontal no caso), ele se repete periodicamente(periódico) e faz um movimento de vai e vem
(oscilatório). Então Verdadeiro!
II. O movimento da sombra tem o mesmo período do movimento da esfera. Mais uma vez, dá uma olhada no vídeo,
as duas se movimentando juntas, iniciam e terminam o movimento ao mesmo tempo. Então Verdadeiro!
III. Enquanto a esfera descreve uma semicircunferência, a sombra completa uma oscilação. Opa, quando ela anda
metade da circunferência, a sombra só “vai”, mas fica faltando “voltar”, ainda por cima essa alternativa contradiz a
alternativa II. Então Falso!
IV. A amplitude do movimento da sombra é igual ao diâmetro da circunferência descrita pela esfera. Cuidado para
não confundir aqui, é só lembrar da figura 3. A amplitude da sombra no caso será igual ao RAIO da circunferência,
e não ao diâmetro. Então Falso!
V. O movimento da sombra é harmônico simples. Simples e direto, os movimentos periódicos e oscilatória são sim
movimentos harmônicos simples. Então verdadeiro!
Temos o conjunto verdadeiro como -> I, II e V. Resposta então letra C)

Questão 2. (UFRS) Um corpo em movimento circular uniforme completa 20 voltas em 10 segundos. O período (em s)
e a frequência (em s-1) do movimento são, respectivamente:
a) 0,50 e 2,0
b) 2,0 e 0,50
c) 0,50 e 5,0
d) 10 e 20
e) 20 e 2,0
Resolução da questão 2.
NÃO OLHE A RESOLUÇÃO DESSA QUESTÃO SEM TENTAR FAZER.

Tudo bem, acredito que se você está lendo esse trecho é por que já tentou resolver.
Pois bem, vamos ao ponto. Observando que a questão quer os valores do período e da frequência no SI (não
é de se surpreender). Vamos às equações já conhecidas:
∆𝑡
𝑇=
𝑛
T => Período em segundos.
∆𝑡 => Período de observação (20 segundos)
n => Número de voltas durante o período de observação (10 segundos)
20
𝑇= = 2𝑠
10
𝑇 = 2𝑠
Achamos o período? E agora?
Vamos aproveitar esse valor para encontrar a frequência. É só substituir na fórmula abaixo
1
𝑓=
𝑇
1
𝑓 = = 0,5𝐻𝑧
2
Pronto, temos então 2,0s e 0,5Hz. Logo a Resposta letra b)

Questão 3. Uma partícula move-se ao longo de um eixo Ox, obedecendo à função 𝑥 = 2. cos(π. t) (SI), em que x é a
elongação e t é o tempo.
Obtenha:
a) a amplitude, a pulsação, o período, a frequência e a fase inicial do movimento;
b) os valores máximos da velocidade escalar e da aceleração escalar da partícula;
c) o gráfico da elongação em função do tempo, no intervalo de t = 0 a t = 2 s.

Resolução da questão 3.
Veja bem, foi dado uma função de elongação pela questão dada por:
𝑥 = 2. cos(π. t)
Você se lembra que mostramos a função horária de elongação? Se não lembra dê uma olhada no conteúdo
novamente, porém a questão se escrevia dessa maneira:
𝑥 = 𝐴. cos(ωt + 𝜑 )
É justamente observando essas diferenças que vamos responder toda o quesito.
a) Foi pedido a amplitude, que é justamente o termo “𝐴”, mas na equação do mostrada pela questão existe um
“2” no lugar da amplitude, obviamente porque esse valor é o valor da amplitude! E a unidade professor? Olha lá na
questão do lado da função horária, está vendo um nome (SI) do lado? Significa que todas essas unidades vão estar no
SI, então A=2 metros, viu como é simples
Foi pedida a pulsação, (Weslley o que $%##% é isso?) é um sinônimo para a velocidade angular ω, que será
utilizado bastante, então mais observando a função horária, vemos que tem um π no lugar do ω, lembrando ainda
que a unidade está no SI, então temos que 𝛚 = 𝛑 𝐫𝐚𝐝/𝐬.
Para o período vamos usar a relação que eu mostrei para velocidade angular ω e período T:
2𝜋
ω=
𝑇
Vamos apenas substituir o valor que temos de ω = π rad/s, que ficará:
2𝜋
𝜋=
𝑇
2𝜋
𝑇= =2𝑠
𝜋
Encontramos então T = 2 segundos.
Uma vez que já encontramos o período, facilmente encontramos a frequência com a relação:
1
𝑓=
𝑇
Como encontramos que T=2s, podemos substituir na fórmula e resolver:
1
𝑓 = = 0,5𝐻𝑧
2
Portanto, 𝒇 = 𝟎, 𝟓𝑯𝒛
E por fim a fase, que é 𝜑 , mas espera aí, na função horária dada pela questão, não tem nenhum termo no
lugar da fase! Pois é, então 𝝋𝟎 = 𝟎. 
Vamos agora para a pergunta seguinte
b) É só lembrar da explicação:
Velocidade máxima => 𝑣 á = ωA = 𝜋 ∙ 2 = 2𝜋 𝑚/𝑠
Aceleração máxima => 𝛼 á = ωA = 𝜋 ∙ 2 = 2𝜋 𝑚/𝑠²
c) Agora esse é um trabalho um pouco chato, mas bem fácil... temos a função 𝑥 = 2. cos(π. t), para ficar bem
feito é só calcular a elongação a cada 0,5 segundo, ou seja, substituir t=0, t=0,5s, t=1s, t=1,5s e t=2s.

𝑡 = 0 ⇒ 𝑥 = 2𝑐𝑜𝑠(𝜋 · 0) ⇒ 𝑥 = 2 𝑚.
𝑡 = 0,5𝑠 ⇒ 𝑥 = 2𝑐𝑜𝑠(𝜋 · 0,5) ⇒ 𝑥 = 0.
𝑡 = 1𝑠 ⇒ 𝑥 = 2𝑐𝑜𝑠(𝜋 · 1) ⇒ 𝑥 =– 2𝑚.
𝑡 = 1,5𝑠 ⇒ 𝑥 = 2𝑐𝑜𝑠(𝜋 · 1,5) ⇒ 𝑥 = 0.
𝑡 = 2𝑠 ⇒ 𝑥 = 2𝑐𝑜𝑠(𝜋 · 2) ⇒ 𝑥 = 2𝑚.
Construindo o gráfico pedido, teremos =>

Resposta:
a) A=2 metros, ω = π rad/s, T = 2 segundos, 𝑓 = 0,5𝐻𝑧 e 𝜑 = 0
b) 𝑣 á = 2𝜋 𝑚/𝑠 e 𝛼 á = 2𝜋 𝑚/𝑠²
c) Gráfico mostrado acima.

Questão 4. Observe as quatro representações gráficas da elongação em função do tempo, para movimentos
harmônicos simples: Em cada caso, expresse analiticamente a elongação em função do tempo [𝑥 = 𝑓(𝑡)].
Resolução da questão 4.
Bem, temos que analisar gráfico por gráfico obviamente. Veja que será um processo bem repetitivo
Do gráfico, temos:
𝐴 = 4 𝑚.
𝑇 = 10𝑠 ⇒ 𝜔 = = ⇒ 𝜔 = 𝑟𝑎𝑑/𝑠.
Em t = 0, a elongação x é nula e crescente. Por isso,
𝜙 = rad.
Lembrando que 𝑥 = 𝐴. 𝑐𝑜𝑠(𝜔𝑡 + 𝜙 ), obtemos a resposta:
𝜋 3𝜋
𝑥 = 4. 𝑐𝑜𝑠 𝑡 + (𝑆𝐼)
5 2

𝐴 = 1 𝑚.
𝑇 = 100𝑠 ⇒ 𝜔 = = ⇒ 𝜔= 𝑟𝑎𝑑/𝑠.
Em t = 0, a elongação x é igual à amplitude A. Por isso,
𝜙 = 0.
Lembrando que 𝑥 = 𝐴. 𝑐𝑜𝑠(𝜔𝑡 + 𝜙 ), obtemos a resposta:
𝜋
𝑥 = 1. 𝑐𝑜𝑠 𝑡 𝑛𝑜𝑡𝑎(𝑥 𝑒𝑚 𝑐𝑚 𝑒 𝑡 𝑒𝑚 𝑠)
50

𝐴 = 0,1 𝑚.
𝑇 = 20𝑠 ⇒ 𝜔 = = ⇒ 𝜔 = 𝑟𝑎𝑑/𝑠.
Em t = 0, a elongação x é igual à -A. Por isso,
𝜙 =𝜋.
Lembrando que 𝑥 = 𝐴. 𝑐𝑜𝑠(𝜔𝑡 + 𝜙 ), obtemos a resposta:
𝜋
𝑥 = 0,1. 𝑐𝑜𝑠 𝑡+𝜋 (𝑆𝐼)
10

𝐴 = 3 𝑚.
𝑇 = 8𝑠 ⇒ 𝜔 = = ⇒ 𝜔 = 𝑟𝑎𝑑/𝑠.
Em t = 0, a elongação x é nula e decrescente. Por isso,
𝜙 = rad.
Lembrando que 𝑥 = 𝐴. 𝑐𝑜𝑠(𝜔𝑡 + 𝜙 ), obtemos a resposta:
𝜋 𝜋
𝑥 = 3. 𝑐𝑜𝑠 𝑡 + 𝑛𝑜𝑡𝑎(𝑥 𝑒𝑚 𝑐𝑚 𝑒 𝑡 𝑒𝑚 𝑠)
4 2

Questão 5. Um bloco com 4 kg de massa está em repouso apoiado num plano horizontal sem atrito, preso a uma mola
ideal de constante elástica 400 N/m (figura a). Quando o bloco é afastado 0,5 m de sua posição inicial e abandonado,
ele oscila em movimento harmônico simples (figura b).

Determine:
a) o período do movimento do bloco;
b) a energia mecânica do sistema massa-mola;
c) a representação gráfica do valor algébrico da força resultante, em função da elongação;
d) a representação gráfica da energia potencial e da energia cinética, em função da elongação.
Resolução da questão 5:
a) Para descobrir o período, basta aplicar a fórmula o período do oscilador massa mola...
𝑚 4
𝑇 = 2𝜋 = 2𝜋 = 2𝜋 0,01 = 𝑇 = 2𝜋. 0,1 = 0,2𝜋 𝑠
𝑘 400
Resposta: 𝑇 = 0,2𝜋 𝑠𝑒𝑔𝑢𝑛𝑑𝑜𝑠
Observação: Sabemos que o valor de 𝜋 = 3,14, mas nem sempre é necessário substituir esse valor, deixando ele em
função de 𝜋, que é algo aceitável a depender do vestibular e das alternativas. Caso deseje substituir o valor, a resposta
ficaria dada por 𝑇 = 0,628 𝑠𝑒𝑔𝑢𝑛𝑑𝑜𝑠.

b) Para perguntas sobre a energia mecânica do sistema, precisamos conhecer a energia cinética e a energia potencial
elástica em algum instante. Os pontos mais interessantes a se observar são as extremidades (que a potencial elástica
é máxima e a cinética é nula) ou na posição de relaxamento da mola (que a potencial é nula e a cinética é máxima).
Bem, a posição que temos informações suficientes para usar, seria a posição da extremidade, pois temos o
valor da amplitude, sendo assim:

𝑘𝑥 400 ∙ 0,5
𝐸 =𝐸 +𝐸 =0+ =0+ = 50J
2 2

Resposta: 𝐸 = 50J

c) Lembrando que a força exercida pela mola é dada por 𝐹 = −𝑘𝑥, teremos então as seguintes situações:
Quando 𝑥 = 0 => 𝐹 = −400 ∙ 0 = 0, ou seja, 𝐹 = 0;
Quando 𝑥 = 0,5 => 𝐹 = −400 ∙ 0,5 = −200𝑁, ou seja, 𝐹 = −200𝑁
Quando 𝑥 = −0,5 => 𝐹 = −400 ∙ (−0,5) = +200𝑁, ou seja, 𝐹 = +200𝑁
Montamos assim o seguinte gráfico linear:

Resposta:
d) Lembra que eu falei que os gráficos de análise energética são bem padrões? Aqui não tem muito o que inventar, o
padrão é o mesmo, e já sabemos que a energia mecânica é 50J, daí é só lembrar que:
A Energia cinética é máxima quando x=0.
A Energia potencial elástica é máxima nas extremidades, quando x=0,5 e x=-0,5.
Montamos assim o gráfico de análise energética:

Resposta:
Questão 6. Calcule o período de oscilação de um pêndulo simples com 1,6 m de comprimento, que executa pequenas
oscilações num local onde g = 10 m/s². Despreze influências do ar e considere π igual a 3.

Resolução da questão 6.
Questão simples até demais (como todas de pêndulo simples)
O período de um pêndulo simples, é calculado pela expressão:
𝐿
𝑻 = 2𝜋
𝑔
Onde L=1,6m e g=10m/s², lembrando que a questão pediu para utilizar 𝜋 = 3, então basta substituir os valores:
1,6
𝑻=2∙3 = 6 ∙ 0,16 = 6 ∙ 0,4 = 2,4 𝑠
10
Resposta: 𝑇 = 2,4 𝑠𝑒𝑔𝑢𝑛𝑑𝑜𝑠

Questão 7. (UFMS) Uma partícula executa um movimento harmônico simples ao longo do eixo x e em torno da origem
O. Sua amplitude é A e seu período é 4,0 s. É correto afirmar:
(01) A velocidade da partícula é nula quando x = ±A.
(02) A frequência do movimento é 0,25 Hz.
(04) A aceleração da partícula é nula quando x = ±A.
(08) A energia cinética da partícula no ponto x = O é nula.
(16) A energia mecânica total da partícula é igual à sua energia potencial quando x = ±A.
(32) O módulo da força resultante na partícula é proporcional ao módulo de seu deslocamento em relação à origem.
Dê como resposta a soma dos números associados às afirmações corretas.

Resolução da questão 7.
Precisamos analisar alternativa por alternativa:
(01) A velocidade da partícula é nula quando x = ±A. Verdadeira. Quando a partícula chega nas suas amplitudes a
energia cinética é nula, logo, sua velocidade também.
(02) A frequência do movimento é 0,25 Hz. Verdadeira. Se o período de oscilação é de 4s, é só fazer o cálculo da
𝟏 𝟏
frequência 𝒇 = 𝑻 = 𝟒 = 𝟎, 𝟐𝟓𝑯𝒛.
(04) A aceleração da partícula é nula quando x = ±A. Falsa. Nas extremidades, lembramos que a força atuando na
partícula é máxima, logo a aceleração também será! Cuidado para não confundir com a velocidade!
(08) A energia cinética da partícula no ponto x = O é nula. Falsa. A energia cinética da partícula é máxima quando
passa pela posição O.
(16) A energia mecânica total da partícula é igual à sua energia potencial quando x = ±A. Verdadeiro, como a energia
cinética será nula nessa posição, haverá apenas energia potencial.
(32) O módulo da força resultante na partícula é proporcional ao módulo de seu deslocamento em relação à origem.
Verdadeiro, é justamente isso que a equação 𝑭𝒆𝒍 = −𝒌𝒙, quer dizer.

Resposta: (01)+(02)+(16)+(32) = (51)

Questão 8. Considere um pêndulo simples que realiza oscilações de pequenas amplitudes. É correto afirmar que seu
período:
(01) depende da massa pendular.
(02) depende de seu comprimento.
(04) depende da intensidade do campo gravitacional local.
(08) depende da amplitude das oscilações.
(16) duplica quando seu comprimento é quadruplicado.
(32) reduz-se à metade ao submeter-se a um campo gravitacional de intensidade quadruplicada.

Dê como resposta a soma dos números associados às afirmações corretas.


Resolução da questão 8:
Essa questão é o tipo de quesito que resolveremos apenas olhando para a fórmula do período do pêndulo:
𝐿
𝑻 = 2𝜋
𝑔
(01) depende da massa pendular. Falso, olha para a fórmula! Está vendo alguma massa m? Pois é... então o
período não depende da massa.
(02) depende de seu comprimento. Verdadeiro. Olha para a fórmula, está vendo L? Então o período depende sim
do comprimento.
(04) depende da intensidade do campo gravitacional local. Verdadeiro. Olha para a fórmula, está vendo g? Então o
período depende sim da gravidade.
(08) depende da amplitude das oscilações. Falso. Lembra que eu falei que essa fórmula só vale para pequenas
amplitudes? A questão já falou que o pêndulo só realiza pequenas amplitudes, ou seja, dentro dessas pequenas
amplitudes o período sempre será o mesmo.
(16) duplica quando seu comprimento é quadruplicado. Verdadeiro, observe que o período é diretamente
proporcional a raiz quadrada do comprimento, significa dizer que, quando o comprimento sofre algum efeito, o
período sofrerá a raiz quadrada do mesmo efeito, no caso da questão o comprimento é quadruplicado, dado que a
raiz quadrada de 4 é 2, então o período duplicará.
(32) reduz-se à metade ao submeter-se a um campo gravitacional de intensidade quadruplicada. Verdadeiro,
observe que o período é inversamente proporcional a raiz quadrada de g, dito isso, quando a gravidade sofre
algum efeito, o período sofrerá o inverso da raiz quadrada do efeito ao contrário, dito isso, se a gravidade
quadruplica, a raiz quadrada de 4 é 2, então o período reduzirá pela metade.

Resposta: (02)+(04)+(16)+(32) = (54)

Calma, calma! Se você compreendeu tudo até aqui, você estará apto a resolver as questões propostas. Lembrando
que seu conhecimento adquirido não está ligado ao quanto do conteúdo você leu, mas sim o que efetivamente
aprendeu, para testar isso você realmente precisa resolver uma boa quantidade de questões.
1.7. Questões Propostas. (Easy/Medium)
Questão 1. (Vunesp-SP) A partir do gráfico a seguir, que representa as posições ocupadas por um móvel em função
do tempo quando oscila em movimento harmônico simples, determine:

a) a frequência e a amplitude do movimento;


b) os instantes, durante os três primeiros segundos, em que a velocidade se anulou.

Questão 2. (Mack-SP) Uma partícula descreve um movimento harmônico simples segundo a equação
𝑥 = 0,3 ∙ 𝑐𝑜𝑠 + 2 · 𝑡 , no SI.
O módulo da máxima velocidade atingida por esta partícula é:
a) m/s. d) 0,1π m/s.
b) 0,2π m/s. e) 0,3 m/s.
c) 0,6 m/s.

Questão 3. (UFPB) Um oscilador harmônico simples desloca-se entre os pontos A e B, conforme a figura abaixo:

O oscilador passa pelo ponto O, equidistante dos pontos A e B, com velocidade de 3,0 m/s. Sabendo que o módulo da
aceleração do oscilador nos pontos A e B é 3,6 · 104 m/s² e considerando π = 3, determine, em kHz, a frequência de
seu movimento.

Questão 4. (Mack-SP) Uma partícula realiza um MHS (movimento harmônico simples) segundo a equação
𝑥 = 0,2cos( + 𝑡) , no SI.
A partir da posição de elongação máxima, o menor tempo que esta partícula gastará para passar pela posição de
equilíbrio é:
a) 8 s.
b) 4 s.
c) 2 s.
d) 1 s.
e) 0,5 s.

Questão 5. Uma partícula move-se obedecendo à função horária:


𝜋
𝑥 = 2 𝑐𝑜𝑠 4𝜋 𝑡 + ,
2
com x em metros e t em segundos. Determine:
a) o período do movimento;
b) a velocidade escalar da partícula em t = 1 s;
c) a aceleração escalar da partícula em t = 5 s.

Questão 6. Uma roda munida de uma manivela M é iluminada pela luz do Sol a pino, projetando sombra em solo plano
e horizontal. A roda executa movimento de rotação uniforme no sentido anti-horário em relação ao leitor, com frequência
igual a 120 rpm. O raio da roda vale 0,5 m.
Determine a função horária da elongação correspondente ao movimento da sombra M’ da manivela ao longo do eixo
Ox nos seguintes casos:
a) no instante t = 0, M’ está em x = A;
b) no instante t = 0, M’=O e o movimento de M’ é retrógrado;
c) em t = 0, M’ está no ponto médio entre x = O e x = A, em movimento progressivo.

Questão 07. A figura abaixo representa um corpo mantido em repouso, preso a uma mola ideal e apoiado em uma
superfície plana e horizontal.

A mola está comprimida de 10 cm.


No instante t = 0, o corpo é abandonado e passa a realizar um movimento harmônico simples em torno da posição de
equilíbrio O, que é a origem do eixo Ox, completando duas oscilações por segundo. A função horária da velocidade
escalar (v) desse corpo, no SI, é:
a) 𝑣 =– 0,8𝜋 𝑐𝑜𝑠 (4𝜋 𝑡 + 𝜋).
b) 𝑣 =– 0,4𝜋 𝑐𝑜𝑠 (4𝜋 𝑡).
c) 𝑣 = – 0,8𝜋 𝑠𝑒𝑛 (4𝜋 𝑡 + 𝜋).
d) 𝑣 = – 0,4𝜋 𝑠𝑒𝑛 (4𝜋 𝑡 + 𝜋).
e) 𝑣 = – 0,4𝜋 𝑠𝑒𝑛 (4𝜋 𝑡).

Questão 08. Uma partícula executa MHS de frequência igual a 2 Hz e amplitude igual a 5 m. Calcule:
a) a velocidade escalar da partícula, quando ela está a 4 m do ponto de equilíbrio;
b) a aceleração escalar da partícula nos extremos da trajetória.

Questão 09. (UFPI) Uma partícula executa um movimento harmônico simples na direção X, em torno do ponto X=0,
com frequência angular ω = 1 rad/s. Em um dado instante t, observa-se que a posição da partícula é X = 3 metros e
sua velocidade é 𝑣 = – 4 𝑚/𝑠. A amplitude do movimento dessa partícula, em metros, vale:
a) 3,5. b) 4,0. c) 4,5. d) 5,0. e) 5,5.

Questão 10. O sistema representado na figura 1 oscila com frequência f1,


verticalmente:
Se o fio for cortado como mostra a figura 2, o corpo de massa M passará a oscilar
verticalmente com frequência f2 igual a f1, maior que f1 ou menor que f1?
Questão 11. Um bloco suspenso por uma mola oscila verticalmente sob a ação da gravidade terrestre. Se esse sistema
for transportado para a superfície da Lua, onde o módulo do campo gravitacional é cerca de 1/6 do terrestre, o que
ocorrerá com o período das oscilações verticais desse sistema?

Questão 12. Deixa-se o quilograma-padrão (1,0 kg) oscilar livremente na extremidade de uma mola ideal, sendo que
ele o faz com frequência igual a 1,0 Hz. Em seguida, retira-se o quilograma-padrão e coloca-se, em seu lugar, um corpo
de massa desconhecida m, que oscila com frequência igual a 0,50 Hz. Determine a massa m.

Questão 13. (Ufal) O corpo suspenso do pêndulo da figura oscila entre os pontos A e
B. Iniciando o movimento a partir de A, contou-se que, em 1 minuto, o corpo suspenso
atingiu B e voltou a A trinta vezes.
a) Calcule o período do pêndulo, em segundos, e o valor de sua frequência, em
hertz.
b) É possível que o comprimento desse pêndulo (L) seja igual a 2,0 m? Por quê?
(g = 10 m/s²)

Questão 14. (UFRS) Um corpo em movimento circular uniforme completa 20 voltas em 10 segundos. O período (em s)
e a frequência (em s-1) do movimento são, respectivamente:
a) 0,50 e 2,0 b) 2,0 e 0,50
c) 0,50 e 5,0 d) 10 e 20
e) 20 e 2,0

Questão 15. (U. Mogi das Cruzes-SP) Um ponto material possui movimento circular uniforme e realiza uma volta a
cada 2,0 s. O período, a frequência e a velocidade angular desse móvel são, respectivamente:
a) 0,50 s, 2,0 Hz e (π/2) rad/s b) 2,0 s, 0,50 Hz e π rad/s
c) 2,0 s, 1,0 Hz e 2π rad/s d) 0,50 s, 2,0 Hz e π rad/s
e) 2,0 s, 2,0 Hz e 2π rad/s

Questão 16. Num experimento com um pêndulo simples de 360 cm de comprimento, foi cronometrado o intervalo de
tempo decorrido durante 20 oscilações, obtendo-se 72,0 s. Calcule a intensidade g da aceleração da gravidade no local
da experiência. Use 𝜋 = 3.

Questão 17. Uma pequena esfera metálica realiza oscilações de pequena amplitude e período igual a 1,2 s num
recipiente hemisférico praticamente sem atrito e de raio R. Considerando g = 10 m/s² e 𝜋 = 3, calcule R.

Questão 18. A figura mostra um bloco com 4 kg de massa, preso na extremidade de uma mola ideal. Se o bloco for puxado
20 cm para baixo da posição de equilíbrio e abandonado em seguida, ele oscilará com frequência de 5 Hz.

Despreze influências do ar e considere g = 10 m/s² e π² = 10. Analise as


afirmações a seguir:
I. A amplitude do movimento oscilatório do bloco é 20 cm.
II. O período do movimento oscilatório é 0,2 s.
III. A força resultante sobre o bloco na posição de equilíbrio vale zero.
IV. A força elástica sobre o bloco na posição de equilíbrio vale 40 N.
V. Nos pontos de inversão, a força resultante sobre o bloco vale 800 N.
São corretas:
a) todas as afirmações. d) apenas II, III e V.
b) apenas I e III. e) apenas III, IV e V.
c) apenas II, III e IV.
Questão 19. (Mack-SP) Um corpo de 250 g de massa encontra-se em equilíbrio,
preso a uma mola helicoidal de massa desprezível e constante elástica k igual a
100 N/m, como mostra a figura a seguir. O atrito entre as superfícies em contato
é desprezível. Estica-se a mola, com o corpo, até o ponto A, e abandona-se o
conjunto nesse ponto, com velocidade zero. Em um intervalo de 1,0 s, medido a
partir desse instante, o corpo retornará ao ponto A:
a) uma vez. d) quatro vezes.
b) duas vezes. e) seis vezes.
c) três vezes.

Questão 20. (FCMSC-SP) A figura representa um pêndulo simples, de período igual a T. Colocando-se um prego (P) na
posição indicada, o pêndulo, na máxima elongação para a esquerda, fica com a configuração indicada pela linha
pontilhada, voltando depois à sua configuração inicial. Qual é o período de oscilação desse sistema?

Questão 21. (Fcap-PA) A posição de um corpo em função do tempo, que executa um movimento harmônico simples,
é dada por: 𝑥 = 0,17cos(5𝜋𝑡 + ), onde x é dado em metros e t em segundos. A frequência do movimento é:
a) 2,5 Hz c) 0,17 Hz e) 1,7 Hz
b) Hz d) Hz

Questão 22. (UFPel-RS) Uma pessoa exercita-se numa bicicleta ergométrica, pedalando com velocidade angular
constante, bem debaixo de uma lâmpada acesa. Um estudante observa o movimento da sombra do pedal da bicicleta
no chão e conclui que o movimento apresentado pela sombra é:
a) circular e uniforme
b) harmônico simples
c) retilíneo uniforme
d) de queda livre
e) retilíneo uniformemente acelerado

Questão 23. (Unisa-SP) Um corpo descreve movimento harmônico simples, conforme a equação
𝑥 = 50cos(2𝜋𝑡 + 𝜋). Os valores são expressos em unidades do Sistema Internacional de Unidades. Assim, podemos
afirmar que no instante t=5 s a velocidade e a aceleração são, respectivamente:
a) 0; 1 000𝜋² d) 100𝜋 ; -200𝜋²
b) -100𝜋; 200𝜋² e) 0; 2 000𝜋²
c) 0; 200𝜋²
Questão 24. (UFBA) O gráfico representa as posições ocupadas, em função do tempo, por um móvel de massa igual
a 1 kg, que oscila em MHS. Nessas condições, é correto afirmar:
(01) A função horária da elongação é:
𝜋 3𝜋
𝑥 = 5. cos( 𝑡 + )
4 2
(02) A função horária da velocidade escalar instantânea é:
5𝜋 𝜋
𝑣 = − . sen( 𝑡)
4 4
(04) No instante 2 s, a velocidade escalar do móvel é nula.
(08) No instante 6 s, a aceleração escalar do móvel é igual a m/s².
(16) No instante 8 s, a energia cinética do móvel é nula.
Dê como resposta a soma dos números correspondentes às proposições
corretas.
Questão 25. (MACK-SP) Uma mola tem uma extremidade fixa e, preso à outra extremidade, um corpo de 0,5 kg,
oscilando verticalmente. Construindo-se o gráfico das posições assumidas pelo corpo em função do tempo, obtém-se
o diagrama da figura. A frequência do movimento desse corpo é:

a) 0,5 Hz c) 5,0 Hz e) 10,0 Hz


b) 2,0 Hz d) 8,0 Hz

Questão 26. (Unitau-SP) Um corpo de massa m, ligado a uma mola de constante elástica k, está animado de um
movimento harmônico simples. Nos pontos em que ocorre a inversão no sentido do movimento:
a) são nulas a velocidade e a aceleração
b) são nulas a velocidade e a energia potencial
c) o módulo da aceleração e a energia potencial são máximas
d) a energia cinética é máxima e a energia potencial é mínima
e) a velocidade, em módulo, e a energia potencial são máximas

(UFAL) Instruções: para responder às questões de números 27 e 28 utilize as informações e o esquema abaixo.
Um bloco de massa 4,0 kg, preso à extremidade de uma mola de constante elástica 25 𝜋² N/m, está em equilíbrio
sobre uma superfície horizontal perfeitamente lisa, no ponto O, como mostra o esquema.

O bloco é então comprimido até o ponto A, passando a oscilar entre os pontos A e B.


Questão 27. O período de oscilação do bloco, em segundos, vale:
a) 20 𝜋 c) 𝜋 e) 0,80
b) 8,0 d) 0,80 𝜋
Questão 28. A energia potencial do sistema (mola + bloco) é máxima quando o bloco passa pela posição:
a) A, somente d) A e pela posição B
b) O, somente e) A e pela posição O
c) B, somente

Questão 29. (UEL-PR) A partícula de massa m, presa à extremidade de uma mola, oscila num plano horizontal de atrito
desprezível, em trajetória retilínea em torno do ponto de equilíbrio O. O movimento é harmônico simples, de
amplitude x.

Considere as afirmações:
I – O período do movimento independe de m.
II – A energia mecânica do sistema, em qualquer ponto da trajetória, é constante.
III – A energia cinética é máxima no ponto O.
É correto afirmar que somente:
a) I é correta d) I e II são corretas
b) II é correta e) II e III são corretas
c) III é correta
Gabarito:
Questão 01 Questão 02 Questão 03 Questão 04 Questão 05
a) A=0,10m Letra C) f=2kHz Letra D) a) 0,5 s;
f=0,5Hz b) – 8 π m/s;
b) 0,5s/1,5s/2,5s c) zero
Questão 06 Questão 07 Questão 08 Questão 09 Questão 10
a)𝒙 = 𝟎, 𝟓 𝒄𝒐𝒔(𝟒𝝅𝒕); Letra D) a) 12 π m/s; Letra D) MAIOR
𝝅
b)𝒙 = 𝟎, 𝟓 𝒄𝒐𝒔(𝟒𝝅𝒕 + 𝟐 ) b) 80 π² m/s².
𝟓𝝅
c)𝒙 = 𝟎, 𝟓 𝒄𝒐𝒔(𝟒𝝅𝒕 + 𝟑
)
Questão 11 Questão 12 Questão 13 Questão 14 Questão 15
Permanecerá o mesmo 4,0 kg a) T=2s e f=0,5Hz Letra A) 0,5s e 2,0Hz Letra B)
b) Não, L≈1m
Questão 16 Questão 17 Questão 18 Questão 19 Questão 20
g=10m/s² R=0,4m Letra A) Letra C) 3T/4
Questão 21 Questão 22 Questão 23 Questão 24 Questão 25
Letra A) Letra B) Letra C) Soma=01+04+08=13 Letra A)
Questão 26 Questão 27 Questão 28 Questão 29
Letra C) Letra E) Letra B) Letra E)