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Escola de Formação de Terapeutas

INSTRUTOR E COORDENADOR :
CARLOS ANTONIO FIRMINO

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comercialização do mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos
seus respectivos autores descritos na Bibliografia Consultada e nas informações
verbais do Instrutor altamente qualificado.

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O que é o cérebro?

O cérebro é a parte do sistema nervoso central que fica dentro do crânio.


É a parte mais desenvolvida e a mais volumosa do encéfalo, pesa cerca
de 1,3 kg e é uma massa de tecido cinza-róseo. Quando cortado, o
cérebro apresenta duas substâncias diferentes: uma branca, que ocupa o
centro, e outra cinzenta, que forma o córtex cerebral. O córtex cerebral
está dividido em mais de quarenta áreas funcionalmente distintas. Cada
uma delas controla uma atividade específica. A presença de grandes
áreas cerebrais relacionadas ao controle da face e das mãos explica por
que essas partes do corpo têm tanta sensibilidade. No córtex estão
agrupados os neurônios.

Componentes do cérebro

O cérebro é composto por cerca de 100 bilhões de células nervosas,


conectadas umas às outras e responsáveis pelo controle de todas as
funções mentais. Além das células nervosas (neurônios), o cérebro
contém células da glia (células de sustentação), vasos sangüíneos e
órgãos secretores.

Ele tem três componentes estruturais principais: os grandes hemisférios


cerebrais, em forma de abóbada (acima), o cerebelo, menor e com
formato meio esférico (mais abaixo à direita), e o tronco cerebral (centro).
No tronco cerebral, destacam-se a medula alongada ou bulbo raquiano (o
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alargamento central) e o tálamo (entre a medula e os hemisférios
cerebrais).
Os hemisférios cerebrais são responsáveis pela inteligência e pelo
raciocínio.
O tronco encefálico, formado pelo mesencéfalo, pela ponte e pela
medula oblonga, conecta o cérebro à medula espinal, além de coordenar e
entregar as informações que chegam ao encéfalo. Controla a atividade de
diversas partes do corpo.

O mesencéfalo recebe e coordena informações referentes ao estado de


contrações dos músculos e à postura, responsável por certos reflexos.
O cerebelo ajuda a manter o equilíbrio e a postura.
O bulbo raquiano está implicado na manutenção das funções
involuntárias, tais como a respiração.

A ponte é constituída principalmente por fibras nervosas mielinizadas


que ligam o córtex cerebral ao cerebelo.

O tálamo age como centro de retransmissão dos impulsos elétricos, que


viajam para e do córtex cerebral.

Funções dos hemisférios cerebrais direito e esquerdo


Embora os hemisférios cerebrais tenham uma estrutura simétrica, ambos

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com os dois lóbulos que emergem do tronco cerebral e com áreas
sensoriais e motoras, certas funções intelectuais são desempenhadas por
um único hemisfério. Geralmente, o hemisfério dominante de uma pessoa
ocupa-se da linguagem e das operações lógicas, enquanto que o outro
hemisfério controla as emoções e as capacidades artísticas e espaciais.
Em quase todas as pessoas destras e em muitas pessoas canhotas, o
hemisfério dominante é o esquerdo. Esses dois hemisférios são
conectados entre si por uma região denominada corpo caloso.

Funções do cérebro

O cérebro é o centro de controle do movimento, do sono, da fome, da


sede e de quase todas as atividades vitais necessárias à sobrevivência.
Todas as emoções, como o amor, o ódio, o medo, a ira, a alegria e a
tristeza, também são controladas pelo cérebro. Ele está encarregado
ainda de receber e interpretar os inúmeros sinais enviados pelo organismo
e pelo exterior.

Os cientistas já conseguiram elaborar um mapa do cérebro, localizando


diversas regiões responsáveis pelo controle da visão, da audição, do
olfato, do paladar, dos movimentos automáticos e das emoções, entre
outras. No entanto, pouco ainda se sabe sobre os mecanismos que
reagem o pensamento e a memória..

Função
O sistema nervoso é responsável pelo ajustamento do organismo ao ambiente.
Sua função é perceber e identificar as condições ambientais externas, bem

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como as condições reinantes dentro do próprio corpo e elaborar respostas que
adaptem a essas condições.

A unidade básica do sistema nervoso é a célula nervosa, denominada


neurônio, que é uma célula extremamente estimulável; é capaz de perceber
as mínimas variações que ocorrem em torno de si, reagindo com uma
alteração elétrica que percorre sua membrana. Essa alteração elétrica é o
impulso nervoso.

As células nervosas estabelecem conexões entre si de tal maneira que um


neurônio pode transmitir a outros os estímulos recebidos do ambiente, gerando
uma reação em cadeia.

Neurônios: células nervosas

Um neurônio típico apresenta três partes distintas: corpo celular, dentritos e


axônio.
No corpo celular, a parte mais volumosa da célula nervosa, se localiza o
núcleo e a maioria das estruturas citoplasmáticas.
Os dentritos (do grego dendron, árvore) são prolongamentos finos e
geralmente ramificados que conduzem os estímulos captados do ambiente ou
de outras células em direção ao corpo celular.
O axônio é um prolongamento fino, geralmente mais longo que os dentritos,
cuja função é transmitir para outras células os impulsos nervosos provenientes
do corpo celular.

Os corpos celulares dos neurônios estão concentrados no sistema nervoso


central e também em pequenas estruturas globosas espalhadas pelo corpo, os
gânglios nervosos. Os dentritos e o axônio, genericamente chamados fibras
nervosas, estendem-se por todo o corpo, conectando os corpos celulares dos
neurônios entre si e às células sensoriais, musculares e glandulares.

Células Glia

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Além dos neurônios, o sistema nervoso apresenta-se constituído pelas células
glia, ou células gliais, cuja função é dar sustentação aos neurônios e auxiliar o
seu funcionamento. As células da glia constituem cerca de metade do volume
do nosso encéfalo. Há diversos tipos de células gliais. Os astrócitos, por
exemplo, dispõem-se ao longo dos capilares sanguíneos do encéfalo,
controlando a passagem de substâncias do sangue para as células do sistema
nervoso. Os oligodendrócitos e as células de Schwann enrolam-se sobre os
axônios de certos neurônios, formando envoltórios isolantes.

Impulso Nervoso

A despolarização e a repolarização de um neurônio ocorrem devido as


modificações na permeabilidade da membrana plasmática. Em um primeiro
instante, abrem-se "portas de passagem" de Na+, permitindo a entrada de
grande quantidade desses íons na célula. Com isso, aumenta a quantidade
relativa de carga positiva na região interna na membrana, provocando sua
despolarização. Em seguida abrem-se as "portas de passagem" de K+,
permitindo a saída de grande quantidade desses íons. Com isso, o interior da
membrana volta a ficar com excesso de cargas negativas (repolarização). A
despolarização em uma região da membrana dura apenas cerca de 1,5
milésimo de segundo (ms).

O estímulo provoca, assim, uma onda de despolarizações e repolarizações


que se propaga ao longo da membrana plasmática do neurônio. Essa onda de
propagação é o impulso nervoso, que se propaga em um único sentido na fibra
nervosa. Dentritos sempre conduzem o impulso em direção ao corpo celular,
por isso diz que o impulso nervoso no dentrito é celulípeto. O axônio por sua
vez, conduz o impulso em direção às suas extremidades, isto é, para longe do
corpo celular; por isso diz-se que o impulso nervoso no axônio é celulífugo.
A velocidade de propagação do impulso nervoso na membrana de um
neurônio varia entre 10cm/s e 1m/s. A propagação rápida dos impulsos
nervosos é garantida pela presença da bainha de mielina que recobre as fibras

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nervosas. A bainha de mielina é constituída por camadas concêntricas de
membranas plasmáticas de células da glia, principalmente células de
Schwann. Entre as células gliais que envolvem o axônio existem pequenos
espaços, os nódulos de Ranvier, onde a membrana do neurônio fica exposta.
Nas fibras nervosas mielinizadas, o impulso nervoso, em vez de se propagar
continuamente pela membrana do neurônio, pula diretamente de um nódulo de
Ranvier para o outro. Nesses neurônios mielinizados, a velocidade de
propagação do impulso pode atingir velocidades da ordem de 200m /s (ou
720km/h ).

Sistema Nervoso

Divisão Partes Funções gerais

Processamento e
Sistema nervoso central Encéfalo
integração de
(SNC) Medula espinal
informações

Condução de
informações entre
Sistema nervoso Nervos órgãos receptores de
periférico (SNP) Gânglios estímulos, o SNC e
órgãos efetuadores
(músculos, glândulas...)

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Sinapses: transmissão do impulso nervoso entre células
Um impulso é transmitido de uma célula a outra através das sinapses (do grego
synapsis, ação de juntar). A sinapse é uma região de contato muito próximo entre
a extremidade do axônio de um neurônio e a superfície de outras células. Estas
células podem ser tanto outros neurônios como células sensoriais, musculares ou
glandulares.
As terminações de um axônio podem estabelecer muitas sinapses simultâneas.
Na maioria das sinapses nervosas, as membranas das células que fazem
sinapses estão muito próximas, mas não se tocam. Há um pequeno espaço entre
as membranas celulares (o espaço sináptico ou fenda sináptica).
Quando os impulsos nervosos atingem as extremidades do axônio da célula pré-
sináptica, ocorre liberação, nos espaços sinápticos, de substâncias químicas
denominadas neurotransmissores ou mediadores químicos, que tem a
capacidade de se combinar com receptores presentes na membrana das célula
pós-sináptica, desencadeando o impulso nervoso. Esse tipo de sinapse, por
envolver a participação de mediadores químicos, é chamado sinapse química.
Os cientistas já identificaram mais de dez substâncias que atuam como
neurotransmissores, como a acetilcolina, a adrenalina (ou epinefrina), a
noradrenalina (ou norepinefrina), a dopamina e a serotonina.

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Impulso Nervoso

Sinapses Neuromusculares

A ligação entre as terminações axônicas e as células musculares é chamada


sinapse neuromuscular e nela ocorre liberação da substância neurotransmissora
acetilcolina que estimula a contração muscular.

Sinapses Elétricas

Em alguns tipos de neurônios, o potencial de ação se propaga diretamente do


neurônio pré-sináptico para o pós-sináptico, sem intermediação de
neurotransmissores. As sinapses elétricas ocorrem no sistema nervoso central,
atuando na sincronização de certos movimentos rápidos.
Clique abaixo para saber mais sobre o Sistema Nervoso Central, Periférico e os
Distúrbios do Sistema Nervoso.

Introdução .
O encéfalo se aloja no interior do crânio, e a medula
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espinal no interior de um canal existente na coluna
vertebral. O encéfalo e a medula são formados por
células da glia, por corpos celulares de neurônios e
por feixes de dentritos e axônios.

Sistema nervoso central - substância branca e


cinzenta
A camada mais externa do encéfalo tem cor cinzenta
e é formada principalmente por corpos celulares de
neurônios. Já a região encefálica mais interna tem cor
branca e é constituída principalmente por fibras
nervosas (dentritos e axônios). A cor branca se deve a
bainha de mielina que reveste as fibras.
Na medula espinal, a disposição das substâncias
cinzenta e branca se inverte em relação ao encéfalo; a
camada cinzenta é interna e a branca, externa.

Meninges
Tanto o encéfalo como a medula espinal são
protegidos por três camadas de tecido conjuntivo (as
meninges). A meninge externa, mais espessa, é a
dura-máter; a meninge mediana é a aracnóide; e a
mais interna é a pia-máter, firmemente aderido ao
encéfalo e a medula. A pia-máter contém vasos
sanguíneos responsáveis pela nutrição e oxigenação
das células do sistema nervoso central.
Entre a aracnóide e a pia-máter, há um espaço preenchido pelo líquido
cerebrospinal ou líquido cefalorraquidiano, que também circula nas cavidades
internas do encéfalo e da medula, esse líquido tem a função de amortecer os
choques mecânicos do sistema nervoso central contra os ossos do crânio e da
coluna vertebral.

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Partes do encéfalo

Suas partes fundamentais são:

Lobo olfativo;
Cérebro;
Tálamo;
Lobo óptico;
Cerebelo;
Bulbo raquidiano (ou medula oblonga).

Introdução
O Sistema Nervoso Periférico é constituído pelos nervos e gânglios
nervosos e sua função é conectar o sistema nervoso central às diversas
partes do corpo.

Nervos e gânglios nervosos

Nervos são feixes de fibras nervosas envoltas por uma capa de tecido
conjuntivo. Nos nervos há vasos sanguíneos, responsáveis pela nutrição
das fibras nervosas.

As fibras presentes nos nervos podem ser tanto dentritos como axônios
que conduzem, respectivamente, impulsos nervosos das diversas regiões
do corpo ao sistema nervoso central e vice-versa.

Gânglios nervosos são aglomerados de corpos celulares de neurônios


localizados fora do sistema nervoso central. Os gânglios aparecem como

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pequenas dilatações em certos nervos.

Nervos sensitivos, motores e mistos

Nervos sensitivos são os que contêm somente fibras sensitivas, que


conduzem impulsos dos órgãos sensitivos para o sistema nervoso
central. Nervos motores são os que contêm somente fibras motoras,
que conduzem impulsos do sistema nervoso central até os órgãos
efetuadores (músculos ou glândulas). Nervos mistos contêm tanto fibras
sensitivas quanto motoras.

Sistema Nervoso Periférico

Nervos cranianos

São os nervos ligados ao encéfalo, enquanto nervos ligados à medula


espinal são denominados nervos espinais ou raquidianos. Possuímos
doze pares de nervos cranianos, responsáveis pela intervenção dos
órgãos do sentido, dos músculos e glândulas da cabeça, e também de
alguns órgãos internos.

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Nervos espinais ou raquidianos

Dispõem-se em pares ao longo da medula, um par por vértebra. Cada


nervo do par liga-se lateralmente à medula por meio de duas "raízes",
uma localizada em posição mais dorsal e outra em posição mais ventral.
A raiz dorsal de um nervo espinal é formada por fibras sensitivas e a raiz
ventral, por fibras motoras.

Gânglios espinais

Na raiz dorsal de cada nervo espinal há um gânglio, o gânglio espinal,


onde se localizam os corpos celulares dos neurônios sensitivos. Já os
corpos celulares dos neurônios motores localizam-se dentro da medula,
na substância cinzenta. Os nervos espinais ramificam-se perto da medula
e os diferentes ramos inervam os músculos, a pele e as vísceras.

Funções do encéfalo

As informações vindas das diversas partes do corpo, chegam até as


partes específicas do encéfalo, chamadas de centros nervosos, onde são
integradas para gerar ordens de ação na forma de impulsos nervosos
que são emitidas às diversas partes do corpo através das fibras motoras
presentes nos nervos cranianos e espinais.

O encéfalo humano contém cerca de 35 bilhões de neurônios e pesa


aproximadamente 1,4 kg. A região superficial do cérebro, que acomoda
bilhões de corpos celulares de neurônios (substância cinzenta), constitui
o córtex cerebral. O córtex cerebral está dividido em mais de quarenta
áreas funcionalmente distintas. Cada uma delas controla uma atividade

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específica.

Tálamo e Hipotálamo

Todas as mensagens sensoriais, com exceção das provenientes dos


receptores do olfato, passam pelo tálamo antes de atingir o córtex
cerebral. Este é uma região de substância cinzenta localizada entre o
tronco encefálico e o cérebro. O tálamo atua como estação
retransmissora de impulsos nervosos para o córtex cerebral. Ele é
responsável pela condução dos impulsos às regiões apropriadas do
cérebro onde eles devem ser processados.

O hipotálamo, também constituído por substância cinzenta, é o principal


centro integrador das atividades dos órgãos viscerais, sendo um dos
principais responsáveis pela homeostase corporal. Ele faz ligação entre o
sistema nervoso e o sistema endócrino, atuando na ativação de diversas
glândulas endócrinas. É o hipotálamo que controla a temperatura
corporal, regula o apetite e o balanço de água no corpo e está envolvido
na emoção e no comportamento sexual.

Tronco Encefálico

Formado pelo mesencéfalo, pela ponte e pela medula oblonga (ou bulbo
raquidiano), o tronco encefálico conecta o cérebro à medula espinal.
Além de coordenar e integrar as informações que chegam ao encéfalo,
ele controla a atividade de diversas partes do corpo.
O mesencéfalo é responsável por certos reflexos. A ponte é constituída
principalmente por fibras nervosas mielinizadas que ligam o córtex
cerebral ao cerebelo. O bulbo raquidiano participa na coordenação de

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diversos movimentos corporais e possui importantes centros nervosos.

Cerebelo
É o responsável pela manutenção do equilíbrio corporal, é graças a ele
que podemos realizar ações complexas, como andar de bicicleta e tocar
violão, por exemplo. Ele recebe as informações de diversas partes do
encéfalo sobre a posição das articulações e o grau de estiramento dos
músculos, bem como informações auditivas e visuais.

Funções da medula espinal

A medula espinal elabora respostas simples para certos estímulos. Essas


respostas medulares, denominadas atos reflexos, permitem ao
organismo reagir rapidamente em situações de emergência. A medula
funciona também como uma estação retransmissora para o encéfalo.
Informações colhidas nas diversas partes do corpo chegam à medula, de
onde são retransmitidas ao encéfalo para serem analisadas. Por outro
lado, grande parte das ordens elaboradas no encéfalo passa pela medula
antes de chegar aos seus destinos.

A parte externa da medula, de cor branca, é constituída por feixes de


fibras nervosas mielinizadas, denominados tratos nervosos, que são
responsáveis pela condução de impulsos das diversas regiões da medula
para o encéfalo e vice-versa.

As ações voluntárias resultam da contração de músculos estriados


esqueléticos, que estão sob o controle do sistema nervoso periférico
voluntário ou somático. Já as ações involuntárias resultam da contração
das musculaturas lisa e cardíaca, controladas pelo sistema nervoso

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periférico autônomo, também chamado involuntário ou visceral.

SNP Voluntário

Tem por função reagir a estímulos provenientes do ambiente externo. Ele


é constituído por fibras motoras que conduzem impulsos do sistema
nervoso central aos músculos esqueléticos.

SNP Autônomo

Tem por função regular o ambiente interno do corpo, controlando a


atividade dos sistemas digestivos, cardiovascular, excretor e endócrino.
Ele contém fibras nervosas que conduzem impulsos do sistema nervoso
central aos músculos lisos das vísceras e à musculatura do coração.

Sistema Nervoso Autônomo

SNP Autônomo Simpático e SNP Autônomo Parassimpático


O SNP autônomo (SNPA) é dividido em dois ramos: simpático e
parassimpático, que se distinguem tanto pela estrutura quanto pela
função. Enquanto os gânglios da via simpática localizam-se ao lado da

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medula espinal, distantes do órgão efetuador, os gânglios das vias
parassimpáticas estão longe do sistema nervoso central e próximos ou
mesmo dentro do órgão efetuador.

As fibras nervosas simpáticas e parassimpáticas inervam os mesmos


órgãos, mas trabalham em oposição. Enquanto um dos ramos estimula
determinado órgão, o outro o inibe. Essa ação antagônica mantém o
funcionamento equilibrado dos órgãos internos.

O SNPA simpático, de modo geral, estimula ações que mobilizam


energia, permitindo ao organismo responder a situações de estresse. Por
exemplo, o SNPA simpático é responsável pela aceleração dos
batimentos cardíacos, pelo aumento da pressão sanguínea, pelo
aumento da concentração de açúcar no sangue e pela ativação do
metabolismo geral do corpo.

Já o SNPA parassimpático estimula principalmente atividades relaxantes,


como a redução do ritmo cardíaco e da pressão sanguínea, entre outras.

Mediadores químicos no SNPA Simpático e Parassimpático


Tanto nos gânglios do SNPA simpático como nos do parassimpático
ocorrem sinapses químicas entre os neurônios pré-ganglionares e os
pós-ganglionares. Nos dois casos, a substância neurotransmissora da
sinapse é a acetilcolina. No SNPA parassimpático, o neurotransmissor é
a acetilcolina, como nas sinapses ganglionares. Já no simpático, o
neurotransmissor é, com poucas exceções, a noradrenalina.
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Acidente Vascular Cerebral (AVC)

É um distúrbio grave do sistema nervoso. Podem ser causados tanto pela


obstrução de uma artéria, que leva à isquemia de uma área do cérebro,
como por uma ruptura arterial seguida de derrame. Os neurônios
alimentados pela artéria atingida ficam sem oxigenação e morrem,
estabelecendo-se uma lesão neurológica irreversível. A porcentagem de
óbitos entre as pessoas atingidas por AVC é de 20 a 30% e, dos
sobreviventes, muitos passam a apresentar problemas motores e de fala.
Algum dos fatores que predispõem ao AVC são a hipertensão arterial, a
taxa elevada de colesterol no sangue, a obesidade, o diabete melito, o
uso de pílulas anticoncepcionais e o hábito de fumar.

Ataques Epiléticos

Epilepsia não é um doença e sim um sintoma que pode ocorrer em


diferentes formas clínicas. As epilepsias aparecem, na maioria dos casos,
antes dos 18 anos de idade e podem ter causas diversas, tais como
anomalias congênitas, doenças degenerativas do sistema nervoso,
infecções, lesões decorrentes de traumatismo craniano, tumores
cerebrais, etc.

Cefaléias
São dores de cabeça que podem se propagar pela face, atingindo os
dentes e o pescoço. Sua origem está associada a fatores diversos como
tensão emocional, distúrbios visuais e hormonais, hipertensão arterial,
infecções, sinusites, etc.

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A enxaqueca é um tipo de cefaléia que ataca periodicamente a pessoa e
se caracteriza por uma dor latejante, que geralmente afeta metade da
cabeça. As enxaquecas são freqüentemente acompanhadas de fotofobia
(aversão a luz), distúrbios visuais, náuseas, vômitos, dificuldades em se
concentrar, etc. As crises de enxaqueca podem ser desencadeadas por
diversos fatores, tais como tensão emocional, tensão pré-menstrual,
fadiga, atividade física excessiva, jejum, etc.

Doenças degenerativas do sistema nervoso

Diversos fatores podem causar morte celular e degeneração, em maior


ou menor escala, do sistema nervoso. Esses fatores podem ser mutações
genéticas, infecções virais, drogas psicotrópicas, intoxicação por metais,
poluição, etc. As doenças nervosas degenerativas mais conhecidas são a
esclerose múltipla, a doença de Parkinson, a doença de Huntington e a
doença de Alzheimer.

Esclerose Múltipla

Se manifesta por volta dos 25 a 30 anos de idade, sendo mais freqüente


nas mulheres. Os primeiros sintomas são alterações da sensibilidade e
fraqueza muscular. Podem ocorrer perda da capacidade de andar,
distúrbios emocionais, incontinência urinária, quedas de pressão,
sudorese intensa, etc. Quando o nervo óptico é atingido, pode ocorrer
diplopia (visão dupla).

Doença de Parkinson

Manifesta-se geralmente a partir dos 60 anos de idade e é causada por


alterações nos neurônios que constituem a "substância negra" e o corpo
estriado, dois importantes centros motores do cérebro. A pessoa afetada
passa a apresentar movimentos lentos, rigidez corporal, tremor
incontrolável, além de acentuada redução na quantidade de dopamina,

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substância neurotransmissora fabricada pelos neurônios do corpo
estriado.

Doença de Huntington

Começa a se manifestar por volta dos 40 anos de idade. A pessoa perde


progressivamente a coordenação dos movimentos voluntários, a
capacidade intelectual e a memória. Causado pela morte dos neurônios
do corpo estriado. Pode ser hereditária, causada por uma mutação
genética.

Doença de Alzheimer

O nome da doença surgiu por causa do neurologista alemão Alois


Alzheimer. Esta doença é uma demência que se manifesta por volta dos
cinqüenta anos e se caracteriza por uma deterioração intelectual
profunda, desorientando a pessoa, que perde progressivamente a
memória, as capacidades de aprender e de falar.

Essa doença é considerada a primeira causa de demência senil. A


expectativa média de vida de quem sofre desta moléstia é entre cinco e
dez anos, embora atualmente muitos pacientes sobrevivam por 15 anos
ou mais.

PS.: Demência senil - forma clínica de deterioração intelectual do idoso.


Cerca de 10% de todas as pessoas maiores de 65 anos sofrem uma
degeneração intelectual significativa.

Através do Alzheiner, ocorre alterações em diversos grupos de neurônios


do córtex-cerebral, é uma doença hereditária, tendo origem por mutação
gênica. É uma demência degenerativa primária ainda pouco conhecida:
pré-disposição hereditária, fatores congênitos, perturbações metabólicas
diversas, intoxicações, infecções por vírus, etc. Uma anomalia enzimática

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parece ser uma provável causa que transformaria, por fosforilação
excessiva e inadequada, uma proteína normal do cérebro (TAU) em
proteína anormal (A68) encontrada nos neurofilamentos encefálicos. Mas
todas essas causas ainda são consideradas hipóteses.

Não existe uma prevenção possível para esta doença. Só um tratamento


médico-psicológico intensivo do paciente, que visa mantê-lo o maior
tempo possível em seu tempo normal de vida. Com a ajuda da família e a
organização de uma assistência médico-social diversificada é possível
retardar a evolução da doença.

Em 1993, a Food and Drug Administration autorizou a comercialização


nos Estados Unidos, do primeiro remédio contra a doença - THA
(tetrahidro-amino-acrime) ou tacrine.

Doenças infecciosas do sistema nervoso

Vírus, bactérias, protozoários e vermes podem parasitar o sistema


nervoso, causando doenças de gravidade que depende do tipo de agente
infeccioso, de seu estado físico e da idade da pessoa afetada.
Diversos tipos de vírus podem atingir as meninges (membranas que
envolvem o sistema nervoso central), causando as meningites virais. Se o
encéfalo for afetado, fala-se de encefalites. Se a medula espinal for
afetada, fala-se de poliomielite. Infecções bacterianas também podem
causar meningites.

O protozoário Plasmodium falciparum causa a malária cerebral, que se


desenvolve em cerca de 2 a 10% dos pacientes. Destes, cerca de 25%
morrem em conseqüência da infecção. O verme platelminto Taenia
solium (a solitária do porco) pode, em certos casos, atingir o cérebro,
causando cisticercose cerebral. A pessoa adquire a doença através da
ingestão de alimentos contaminados com ovos de tênia. Os sintomas são
semelhantes aos das epilepsias.

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