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EXCEL AVANÇADO

ETAPA 1
INTRODUÇÃO E OPERADORES
CENTRO UNIVERSITÁRIO
LEONARDO DA VINCI
Rodovia BR 470, Km 71, nº 1.040, Bairro Benedito
89130-000 - INDAIAL/SC
www.uniasselvi.com.br

Curso de Excel Avançado


Centro Universitário Leonardo da Vinci

Organização
Greisse Moser Badalotti

Autor
Paolo Moser

Reitor da UNIASSELVI
Prof. Hermínio Kloch

Pró-Reitoria de Ensino de Graduação a Distância


Prof.ª Francieli Stano Torres

Pró-Reitor Operacional de Ensino de Graduação a Distância


Prof. Hermínio Kloch

Diagramação e Capa
Renan Willian Pacheco

Revisão
Joice Carneiro Werlang
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1 INTRODUÇÃO E OPERADORES

1.1 INTRODUÇÃO

Olá, seja bem-vindo ao curso livre de Excel Avançado. Esperamos que este
material lhe ajude a explorar ferramentas não tão usuais desse poderoso software
desenvolvido e comercializado pela Microsoft.

Para obter pleno aproveitamento do curso, você deverá possuir uma versão
atualizada do MS Excel (a partir de agora denominado apenas como Excel). Por
"atualizada" entendemos toda e qualquer versão lançada de 2013 em diante. Muitas
ferramentas utilizadas aqui encontram-se presentes em versões anteriores do software
(a maioria delas); algumas, entretanto, não. Lembre-se também de que, dependendo da
versão, algumas ferramentas podem estar localizadas em lugares distintos na interface1
do software.

Além do software, também se faz necessário um nível de intimidade com o mesmo,


no sentido de conhecer sua estrutura em forma de planilha e como lidar com informações
como linha, coluna, célula, menus e botões. Todo e qualquer conhecimento extra sobre
o ambiente será muito bem-vindo.

Sobre a utilização do Excel, a própria Microsoft fornece um espaço completo de


auxílio na internet, denominado help on-line2. Neste ambiente você pode postar suas
próprias dúvidas e consultar dúvidas de outros usuários. Entretanto, nem sempre o
usuário entende os exemplos fornecidos e, no caso de algumas ferramentas, essa ajuda
é fornecida somente em inglês.

Pensando nisso, elegemos os tópicos que julgamos mais importantes para um


usuário avançado de Excel e nos propomos a desmistificá-los neste material. Bons
estudos!

1.2 BANCO (LISTA) DE DADOS

Um banco de dados (também chamado de base ou lista de dados) é um conjunto


organizado de informações, normalmente estruturado de forma a modelar uma situação
real em

1 Interface (gráfica) é o que você vê na tela quando utiliza o software. É ambiente


no qual você interage com o sistema para realizar as operações desejadas. É na interface
que se encontram os botões e menus que você utilizará neste curso.
2 Acesse a ajuda on-line do Excel em: <https://support.office.com/pt-br/excel>.

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que cada registro1 pode estar associado a vários atributos/variáveis. A estrutura do
banco de dados permite consultas sistemáticas e eficientes neste universo multivariado.

Os atributos são características comuns a todos os registros e são responsáveis


pela caracterização do objeto que está armazenado no banco de dados. Por exemplo, um
banco de dados com informações sobre cidadãos civis pode conter os seguintes atributos:
nome, sobrenome, CPF, data de nascimento e estado civil. Uma vez que os registros
normalmente são distribuídos em linhas, os atributos são distribuídos em colunas, o
que confere uma estrutura tabular ao banco de dados, conforme o Quadro 1 demonstra.

QUADRO 1 – CADASTRO (FICTÍCIO) DE ALGUNS CIDADÃOS CIVIS DO ESTADO DE SANTA


CATARINA
Nome Sobrenome CPF Data de nascimento Estado civil
Bianca Castro 257.101.379-89 23/02/1985 Casado
Jair Nicolleti 741.363.519-03 12/01/1972 Casado
Bruna Silva 321.127.259-24 15/08/1985 Solteiro
Paulo Heinz 382.153.669-97 21/10/2000 Solteiro
Paulo Costa 898.368.529-08 06/06/1992 Casado
Roberto Moritz 588.553.809-31 16/03/1980 Casado
Armando Silva 531.536.989-65 31/01/2006 Solteiro
Pablo Santos 786.490.729-72 15/02/1980 Casado
Marcelo Bastos 549.663.189-57 04/12/2007 Solteiro
Armando Rocha 757.858.669-89 01/01/2008 Solteiro
FONTE: O autor

Apesar do fato de que uma pasta de trabalho do Excel possui características muito
semelhantes às de um banco de dados, conceitualmente existem diferenças. A principal
é que, normalmente, os bancos de dados dispõem de ferramentas de proteção aos dados,
tanto no que diz respeito à sua preservação quanto à sua confidencialidade, fazendo uso
de técnicas de criptografia para impedir o livre acesso à informação. Outras diferenças
dizem respeito às ferramentas específicas para manipulação do banco de dados, que
fazem com que o mesmo seja eficiente do ponto de vista de velocidade e consistência.

Apesar de todas essas vantagens, a manipulação de bancos de dados normalmente


requer conhecimentos de programação de computadores, uma vez que as operações
realizadas no banco dependem de uma linguagem de programação denominada SQL
(Structured Query Language).

1 Registro (ou linha), nesse contexto, refere-se a cada um dos elementos que fazem parte
do banco de dados. Por exemplo: se o banco de dados é a lista de pedidos de entrega de uma
transportadora, cada um dos pedidos desta lista é considerado um registro.

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Nesse contexto, o Excel aparece como uma alternativa que permite a manipulação
visual dos dados criptografados em um banco de dados, pois funções de conexão a
diversos tipos de bancos estão disponíveis nativamente, no próprio Excel. Uma vez
importado para o ambiente do Excel, o banco de dados é manipulado da mesma forma
que um arquivo normal .xlsx, conferindo ao usuário praticidade e rendimento.

O Excel permite conexão aos bancos de dados em formato Access (da própria
Microsoft), Web, texto, SQL Server, Windows Azure Marketplace, OData, XML e outros
bancos específicos (Oracle, por exemplo), através do Microsoft Query. O processo (exceto
o último) é semelhante para todas as conexões. Na Etapa 2 deste material veremos como
conectar a uma base de dados no formato texto e no formato Web – os mais comuns,
cotidianamente.

Uma vez que os dados estejam importados no Excel, é fundamental adotar um


sistema de classificação para os registros, de forma a otimizar a manipulação dos dados.
Esta classificação será discutida na próxima seção.

Exemplo 1.1 Considere o banco de dados a seguir, que diz respeito ao cadastro
de produtos disponíveis para vendas em uma loja de materiais de construção. Consulte
esse banco e retorne as informações requeridas.

QUADRO 2 – CADASTRO (FICTÍCIO) DE PRODUTOS DISPONÍVEIS PARA VENDAS EM UMA


LOJA DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO

Peso unitário Valor unitário Prazo de entrega


Produto Pronta entrega
(Kg) (R$) (Dias)
Tijolo 0,85 1,19 sim -
Tinta acrílica 3,6 61,90 sim -
Cimento (saco) 50 22,30 sim 3
Tábua
8,5 27,90 não 2
(madeira)
Argamassa 5 19,80 não 4
Areia 20 3,99 sim 0
Pincel 0,2 7,99 sim -
Pá 1,2 21,90 não 2
Pregos (pacote) 0,25 14,90 sim -
FONTE: O autor

a) Quais são os atributos “Produto”, “Valor unitário (R$)” e “Pronta entrega” dos
registros 3, 6 e 8?
b) Existe alguma inconsistência/contradição nesse banco de dados?
c) Uma pessoa decide comprar 100 tijolos, 3 sacos de cimento, uma pá e 2 pacotes de
pregos. Quanto gastará e quanto tempo levará para receber todos os produtos?

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Resolução 1.1

a) No caso, registro pode ser considerado sinônimo de linha, logo, os registros 3, 6 e 8


encontram-se, respectivamente, nas linhas 3, 6 e 8 da tabela (sem contar a linha de
cabeçalho). Sendo assim, tem-se:

• Registro 3: Produto: Cimento (saco)


Valor Unitário (R$): 22,30
Pronta entrega: sim


Registro 6: Produto: Areia
Valor Unitário (R$): 3,99
Pronta entrega: sim

• Registro 8: Produto: Pá
Valor Unitário (R$): 21,90
Pronta entrega: não

b) Sim, existe. Note que o registro 3 (cimento) tem atributo “pronta entrega” assinalado
como sim, entretanto o atributo “prazo de entrega” tem valor 3 (dias), e isto é
contraditório. Outra situação errada do ponto de vista conceitual acontece com o
registro 6 (areia). Note que o atributo “pronta entrega” está assinalado como sim; o
atributo “prazo de entrega” tem valor 0 (dias). Isto não é errado do ponto de vista
lógico, entretanto, foge da padronização óbvia que percebemos no atributo “prazo
de entrega”, pois em todas as situações em que o atributo “pronta entrega” está
assinalado como sim, o “prazo de entrega” está marcado com um hífen (-), indicando
que não é preciso esperar nenhum dia. Utilizar zero tem o mesmo sentido, mas o ideal
é que em bancos de dados os atributos estejam com valores padronizados, para não
gerar ambiguidades nas análises subsequentes. Verificar incoerências no banco de
dados é fundamental para um trabalho eficiente; esta etapa do processo é chamada
de verificação de consistência dos dados.

c) Temos duas questões aqui, um problema financeiro e um problema temporal. Vamos


tratá-los em separado.


Questão financeira: São 100 tijolos, 3 sacos de cimento, uma pá e 2 pacotes de pregos.
Os preços unitários, em R$, são 1,19; 22,30; 21,90 e 14,90. Procedendo às respectivas
multiplicações e adicionando os termos, temos:

Logo, o cliente gastará R$ 237,60.

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Questão temporal: Aqui, devemos considerar o atributo “Prazo de entrega”. É
importante verificar que o prazo de entrega não é cumulativo, ou seja, não se somam
os dias esperados para a entrega de cada produto. Também não faz sentido multiplicar
os dias pelas respectivas quantidades. Então, o tempo para receber todos os produtos
é exatamente igual ao tempo de entrega do produto que mais demorará a chegar. De
acordo com o banco de dados, o que mais demorará para chegar é o cimento (3 dias).
Entretanto, lembre-se de que existe uma incoerência neste registro, pois o atributo
“Pronta entrega” está assinalado como sim (vide questão anterior). Então, até que
este problema não seja solucionado, a questão temporal não tem resposta única; se
quem estiver errado é o atributo “Pronta entrega”, então o cliente levará três dias
para receber todos os produtos. Se o atributo errado for o “Prazo de entrega”, então
o cliente receberá todos os produtos em dois dias (prazo de entrega da pá).

1.3 CLASSIFICAÇÃO DE REGISTROS

Conforme supracitado, um registro é cada uma das linhas de uma tabela, que
traz informações relativas aos atributos de um dos elementos que compõem o conjunto/
banco de dados.

Classificar registros significa manipular a ordem em que os mesmos são dispostos


na tabela, de forma a obter-se uma estrutura desejada (ordem alfabética, por exemplo).
Essa classificação varia de acordo com a necessidade do usuário, podendo ser dividida em
três grandes grupos: classificação por valores de texto (ordem alfabética, por exemplo),
numéricos (ordem crescente de preço, por exemplo) ou de data (mais recente antes do
mais antigo, por exemplo). Situações específicas podem exigir classificações adicionais,
mas as mais utilizadas no dia a dia normalmente pertencem a um desses três grupos.

O conceito mais importante em matéria de classificação refere-se às definições de


campo mais interno e campo mais externo. Por exemplo: imagine um banco de dados
com duas colunas, a saber, nome e sobrenome, com n registros. Suponha que você deseja
classificar estes registros em ordem alfabética crescente na coluna nome. Obviamente, os
sobrenomes não obedecerão à ordem alfabética em toda a lista, mas parcialmente sim,
até que a coluna nome faça com que essa ordem seja interrompida. Neste caso, dizemos
que a coluna nome é o campo mais externo da classificação, enquanto sobrenome é
o campo mais interno. Verifique isso no Quadro 3. Note que nos nomes repetidos, o
sobrenome aparece em ordem alfabética.

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QUADRO 3 – REGISTROS CLASSIFICADOS EM ORDEM
ALFABÉTICA, SENDO “NOME” O CAMPO MAIS
INTERNO DA CLASSIFICAÇÃO
Nome Sobrenome
Armando Rocha
Armando Silva
Bianca Castro
Bruna Silva
Jair Nicolleti
Marcelo Bastos
Pablo Santos
Paulo Costa
Paulo Heinz
Roberto Moritz
FONTE: O autor

O Excel fornece a ferramenta Filtros para, rapidamente, classificar dados. Esta


ferramenta será explorada nas Seções 2.1 e 2.2 deste material.

Exemplo 1.2 Os registros a seguir listam alguns materiais escolares e sua


respectiva cor. Classifique os registros utilizando o atributo “Cor”, em ordem alfabética
crescente, como campo mais interno, e o atributo “Material” como campo mais externo,
também em ordem crescente.

QUADRO 4 – LISTA DE MATERIAIS ESCOLARES COM SUAS


RESPECTIVAS CORES
Material Cor
Caneta Preta
Lápis Vermelho
Cola Branca
Papel Branco
Borracha Branca
Canetinha Vermelha
Caneta Azul
Lápis Verde
Canetinha Azul
FONTE: O autor

Resolução 1.2 Como o atributo "Material" deverá ser considerado como campo
mais externo, este atributo deve ter prioridade na organização em ordem alfabética, ou
seja, uma primeira classificação, considerando apenas o atributo "Material", em ordem
crescente, seria:

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QUADRO 5 – LISTA DE MATERIAIS ESCOLARES COM


SUAS RESPECTIVAS CORES, CLASSIFICADA
EM ORDEM ALFABÉTICA PELO ATRIBUTO
"MATERIAL"
Material Cor
Borracha Branca
Caneta Preta
Caneta Azul
Canetinha Vermelha
Canetinha Azul
Cola Branca
Lápis Vermelho
Lápis Verde
Papel Branco
FONTE: O autor

Agora, o atributo "Cor" deve ser classificado em ordem alfabética também, quando
possível, pois ele é o campo mais interno. Obviamente que uma classificação completa
em ordem alfabética de "Cor" levaria a uma completa desorganização de "Material", o
que não pode acontecer, pois o último é o campo mais externo da classificação. Sendo
assim, "Cor" será classificado somente para os registros consecutivos em que "Material"
é igual, ou seja, para caneta, canetinha e lápis. Então, a classificação completa da base
de dados, com "Material" como campo mais externo e "Cor" como campo mais interno
é dada por:
QUADRO 6 – LISTA DE MATERIAIS ESCOLARES CLASSIFICADA
EM ORDEM ALFABÉTICA, COM O ATRIBUTO
"MATERIAL" COMO O CAMPO MAIS EXTERNO E
"COR" O CAMPO MAIS INTERNO
Material Cor
Borracha Branca
Caneta Azul
Caneta Preta
Canetinha Azul
Canetinha Vermelha
Cola Branca
Lápis Verde
Lápis Vermelho
Papel Branco
FONTE: O autor

1.4 OPERADOR E

Um operador (mais precisamente um operador lógico) é uma construção do


raciocínio lógico formal que implica em conectar duas “informações” (tecnicamente,
proposições) de maneira a fornecer um valor lógico final. Esse valor lógico pode ser
Verdadeiro ou Falso. Os operadores lógicos serão apresentados de forma prática,

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no Excel, nas Seções 3.5.1, 3.5.4 e 3.5.5, sendo que nesta seção discutiremos apenas o
funcionamento lógico dos mesmos.

O Operador E (denominado “conjunção”), especificamente, retorna valor lógico


Verdadeiro se, e somente se, ambas as proposições são verdadeiras.

Assumindo V como Verdade e F como Falso, admita que P e Q são duas


proposições que só podem ser verdadeiras ou falsas (mas P, por exemplo, não pode
ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo). Sendo assim, a Tabela Verdade1 do operador
“e” – usaremos letra minúscula para melhorar a leitura – é dada por.

TABELA 1 – TABELA VERDADE DO OPERADOR “E”.


P Q PeQ
V V V
V F F
F V F
F F F
FONTE: O autor

Note que a única resposta verdadeira acontece quando ambas as proposições


são verdadeiras. Pense na seguinte situação: você é aprovado em uma determinada
disciplina se, e somente se, obtém 75% de frequência e média igual ou superior a 7,0.
Como o operador “e” exige que ambas as condições sejam satisfeitas, é impossível ser
aprovado nesta disciplina obtendo somente um dos dois requisitos, ou seja, a aprovação
é Falsa neste caso.

Exemplo 1.3 Admita que as seguintes proposições são verdadeiras:

• Excel não é difícil;


• Você não tem tempo para estudar;
• Você não consegue usar o Excel avançado.

Com base nestas proposições, utilizando o operador “e”, construa:

a) Todas as afirmações verdadeiras, com duas proposições, que podem ser formadas.
b) Todas as afirmações falsas, com duas proposições, que podem ser formadas.
c) Uma afirmação verdadeira e uma falsa, utilizando as três proposições.

1 Tabela Verdade é um dispositivo lógico que permite analisar o valor lógico de uma
expressão a partir de todas as combinações de valores lógicos das proposições envolvidas na
expressão.

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Resolução 1.3 Lembre-se, para que uma proposição composta que se utiliza do
operador “e” seja falsa, basta que uma das proposições individuais seja falsa; para ser
verdadeira, ambas as proposições precisam ser verdadeiras. Então, tem-se:

a) Afirmações verdadeiras:
Excel não é difícil e você não tem tempo para estudar.
Excel não é difícil e você não consegue usar o Excel avançado.
Você não tem tempo para estudar e você não consegue usar o Excel avançado.

b) Afirmações falsas:
Excel é difícil e você não tem tempo para estudar.
Excel é difícil e você tem tempo para estudar.
Excel não é difícil e você consegue usar o Excel avançado.
Excel é difícil e você não consegue usar o Excel avançado.
Excel é difícil e você consegue usar o Excel avançado.
Você não tem tempo para estudar e você consegue usar o Excel avançado.
Você tem tempo para estudar e você não consegue usar o Excel avançado.
Você tem tempo para estudar e você consegue usar o Excel avançado.

c) Afirmação verdadeira:
Excel não é difícil e você não tem tempo para estudar e você não consegue usar
o Excel avançado.
Afirmação falsa (existem sete formas distintas para esta composição –
apresentaremos apenas uma, o resto é com você!):
Excel é difícil e você tem tempo para estudar e você não consegue usar o Excel
avançado.

1.5 OPERADOR OU

O Operador OU (chamado “disjunção”) tem a característica de retornar valor


Verdadeiro se, pelo menos, uma das proposições for verdadeira. Note que a definição
não impede que ambas sejam verdadeiras simultaneamente, i.e., o Operador OU retorna
valor lógico Verdadeiro também no caso em que ambas as proposições são verdadeiras.
Sendo assim, a Tabela Verdade do Operador “ou” é dada por.

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TABELA 2 – TABELA VERDADE DO OPERADOR “OU”.
P Q P ou Q
V V V
V F V
F V V
F F F
FONTE: O autor

Pense na seguinte situação: você recebe uma multa de trânsito se dirigir acima da
velocidade ou ultrapassar um veículo em faixa contínua. Note que você será multado
caso cometa apenas uma das duas infrações, mas também será multado se cometer as
duas infrações simultaneamente, ou seja, a multa só será Falsa, neste contexto, se você
estritamente não cometer nenhuma das duas infrações.

Exemplo 1.4 Suponha que você e outra pessoa estejam concorrendo a uma vaga
de emprego. No dia da entrevista, o recrutador1 apresenta para ambos as mesmas
condições, sendo elas:

• C1: Ser pós-graduado (especialista) há pelo menos dois anos;


• C2: Conhecer Excel avançado;
• C3: Ter horário flexível e carteira nacional de habilitação (“carteira de motorista”).

Após expor estas condições, o recrutador diz: “Nós não contratamos ninguém que
não cumpra, pelo menos, um desses requisitos”. Ao término da entrevista, ainda sem
saber do resultado, você encontra seu concorrente que, desanimado, lhe diz: “Espero que
você passe, pois eu nem posso criar expectativa”. O que você pode concluir a respeito
das habilidades de seu concorrente?

Resolução 1.4 Ao utilizar a expressão “Nós não contratamos ninguém que


não cumpra, pelo menos, um desses requisitos”, o recrutador, implicitamente, está
afirmando que a expressão lógica C1 ou C2 ou C3 deve retornar valor verdadeiro. Se o
concorrente afirma que não pode criar expectativa, é porque não atendeu à expressão
do recrutador, ou seja, C1 ou C2 ou C3 retornou valor lógico falso, no caso dele. Como
o operador “ou” retorna valor falso somente quando todas as proposições são falsas,
você conclui que seu concorrente não atendeu a nenhum dos requisitos, certo? Bem,
em partes... vamos raciocinar:

• Você pode afirmar, com certeza, que ele não é pós-graduado (especialista) há pelo
menos dois anos, pois se fosse, faria da expressão verdadeira.

1 “Recrutador” é um funcionário, normalmente do setor de Recursos Humanos de uma


empresa, cuja atribuição é selecionar (“recrutar”) candidatos para preencher vagas em aberto
no quadro funcional da empresa.

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• Você também pode afirmar, com certeza, que ele não conhece Excel avançado (caso
contrário, novamente, a expressão seria verdadeira).

• Você pode afirmar, com certeza, que ele não tem horário flexível e não possui
carteira nacional de habilitação? Não! A questão aqui é que esta condição (C3) é uma
proposição composta, construída com base no operador “e”. Sendo assim, para que
C3 seja falsa, basta que uma de suas condições individuais seja falsa. Logo, algumas
situações são possíveis, mas você não consegue ter certeza de qual é a situação real,
com base na informação obtida de seu concorrente. As situações possíveis são: (i)
ele não tem horário flexível e não possui carteira nacional de habilitação ou (ii) ele
tem horário flexível e não possui carteira nacional de habilitação ou (iii) ele não tem
horário flexível e possui carteira nacional de habilitação.

1.6 OPERADOR SE

O Operador SE (tecnicamente chamado de condicional), na verdade, é definido


pela expressão “se [algo] então [algo]”. Sendo assim, ele é um teste que verifica se
existe condição suficiente para que algo aconteça. Note que condição suficiente é
conceitualmente diferente de condição necessária e suficiente, ou seja, algo pode
acontecer independente da condição suficiente acontecer. Complexo? Vamos raciocinar...

Admita o seguinte cenário lógico: Se chove, então a estrada fica molhada. Admita
que choveu. Neste contexto, podemos concluir que a estrada está molhada, pois chover
é condição suficiente para a estrada ficar molhada (você pode interpretar a expressão
“se chove, então a estrada fica molhada” como sendo equivalente a “sempre que chove
a estrada fica molhada”). Entretanto, se não choveu, você pode inferir que a estrada
não está molhada? Obviamente não – um caminhão-pipa pode ter molhado a estrada,
por exemplo! Isso ocorre porque chover não é condição necessária e suficiente para a
estrada ficar molhada, apenas suficiente. A situação seria diferente se mudássemos
a afirmação para “a estrada fica molhada se, e somente se, chove”. Agora, chover é
condição necessária e suficiente para molhar a estrada.

Sob esta lógica, a única situação em que um condicional é Falso é quando a


primeira condição – aqui denominada P (chamada antecedente) - for verdadeira e a
segunda condição ­– aqui denominada Q (chamada consequente) – for falsa, ou seja, a
única situação falsa acontece quando chove e a estrada não fica molhada. Sendo assim,
a Tabela Verdade do operador “se ... então ...” é dada por:

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TABELA 3 – TABELA VERDADE DO OPERADOR “SE”.
P Q se P então Q
V V V
V F F
F V V
F F V
FONTE: O autor

Exemplo 1.5 Se sai a luz, Joana fica com medo. Se Joana fica com medo, Pedro vai
na casa de Joana. Segunda-feira saiu a luz e Pedro foi na casa de Joana. Quarta-feira não
saiu a luz e Pedro foi na casa de Joana. Com base nisso, é possível afirmar que (somente
uma alternativa está correta):

a) Joana estava com medo na quarta-feira.


b) Pedro não poderia ter ido na casa de Joana na quarta-feira.
c) Joana estava com medo na segunda-feira ou na quarta-feira.
d) Pedro foi na casa de Joana na segunda-feira porque faltou luz.

Resolução 1.5 Esta questão pode ser complexa, pois trabalha diretamente
com dois condicionais. Antes de comentar cada uma das alternativas, vamos atribuir
cada proposição do problema a uma letra (variável proposicional) e, para facilitar
a compreensão, vamos utilizar mudar a sintaxe de “se...” para “sempre que...”
(logicamente, são expressões equivalentes). Temos então:

• L = Sai a luz;
• J = Joana fica com medo;
• P = Pedro vai na casa de Joana.

Então, podemos transcrever os dois condicionais do enunciado para: “Sempre


que L, então J. Sempre que J, então P”. Sabe-se que L é verdadeiro na segunda-feira e
falso na quarta-feira. P é verdadeiro em ambos os dias. Vamos às respostas1:

a) FALSA. Não é possível, com base nos dados do problema, afirmar isso, pois nenhuma
condição necessária ou suficiente para Joana ficar com medo foi satisfeita na quarta-
feira. Note que, de acordo com o problema, a única certeza que temos é que L é
condição suficiente para J. P não é nem necessário, nem suficiente para J. Logo, só
poderíamos afirmar que Joana estava com medo na quarta-feira, se tivesse saído a
luz nesta mesma quarta-feira. Quanto a Pedro, ele pode ter ido à casa de Joana por
outros motivos.

1 Para entender perfeitamente estas resoluções, estude, entenda e memorize a tabela verdade
do operador “se ... então ...” (Tabela 3).

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a) FALSA. P pode acontecer sem depender nem de J nem de L. A única certeza que temos
é que se J acontecer, aí sim P é obrigado a comparecer, ou seja, um condicional com o
consequente Verdadeiro (“se [F/V] então V”) é sempre verdadeiro, independentemente
do valor do antecedente. Então, conforme afirmado no final do comentário da letra (a),
Pedro pode ter ido à casa de Joana por outros motivos em qualquer dia, tendo saído a
luz ou não. A única situação em que ele, obrigatoriamente, não pode faltar, é quando
Joana está com medo e, conforme questão acima, Joana não estava necessariamente
com medo na quarta-feira, deixando Pedro livre para ir, ou não, à sua casa.

b) VERDADEIRA. Aqui temos uma expressão construída com o uso do operador


“ou”, presumidamente, Joana estava com medo na segunda-feira ou na quarta-
feira. Sabemos, de estudos anteriores, que para que o operador “ou” retorne valor
verdadeiro, basta que uma das proposições individuais seja verdadeira. “Joana estava
com medo na quarta-feira” é eminentemente falsa, conforme detalhado na resolução
da alternativa (a). Entretanto, “Joana estava com medo na segunda-feira” precisa ser
verdadeira, uma vez que na segunda-feira saiu a luz, e sempre que sai a luz, Joana
fica com medo. Logo, temos uma situação do tipo Verdadeiro ou Falso, o que resulta
em valor Verdadeiro, fazendo desta a alternativa correta.

c) FALSA. L não é nem condição necessária nem suficiente para P. Conforme já foi
detalhado, no problema em questão, a única condição que obriga P é J (lembre-se:
“Sempre que J, então P”). Tudo bem que Joana estava assustada na segunda, mas
mesmo assim não se pode afirmar se foi somente porque faltou luz ou se existiram
outros motivos. Esse é o primeiro argumento que falsifica a questão. O segundo
argumento é o de que, também conforme supracitado, Pedro pode ir na casa de
Joana por qualquer que seja o motivo – inclusive por faltar luz. Todavia, pelas
evidências, como podem ser “n” os motivos, não podemos categoricamente atribuir
P ao acontecimento de L.

1.7 UTILIZANDO MAIS DE UM OPERADOR

Pense agora na seguinte situação: você está fazendo o curso de Excel avançado
e, para valer a pena o esforço despendido, é necessário que você leia atentamente o
material e tente fazer todos os exemplos antes de olhar a resolução. Logo, poderíamos
reestruturar este cenário lógico da seguinte forma: “se você lê o material e resolve os
exemplos então o esforço vale a pena”. Você consegue perceber em que sentido esta
expressão difere das utilizadas anteriormente?

Até agora, estudamos apenas expressões com um único operador. A expressão


acima é uma “mistura” de operadores “se ... então ...” e “e”. Poderíamos incrementar um
pouco mais a situação, se pensarmos no seguinte cenário: no curso de Excel avançado

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16 EXCEL AVANÇADO
que você está fazendo, para valer a pena o esforço despendido, é necessário que você
leia atentamente o material e tente fazer todos os exemplos antes de olhar a resolução.
Se você não tem tempo (por exemplo) e prefere pedir auxílio para alguém especialista
em Excel, seu esforço também valerá a pena e você também aproveitará bem o curso.
Reestruturando este cenário, temos que: “se você lê o material e resolve os exemplos
ou pede ajuda para um especialista então o esforço vale a pena”. Agora, temos três
operadores lógicos envolvidos. Como se comporta esta expressão? Qual seu valor lógico
final, dependendo das proposições individuais?

A melhor maneira de analisar o comportamento de expressões com mais de um


operador é construindo tabelas verdade. Tabelas Verdade são dispositivos pictóricos
nos quais figuram todos os possíveis valores lógicos da expressão com mais de um
operador correspondente a todas as possíveis combinações dos valores lógicos das
proposições individuais.

A construção de tabelas verdade segue um procedimento muito simples. O único


problema é que estas tabelas ficam com muitas linhas quando o número de proposições
individuais for elevado. Por exemplo, se houver cinco proposições individuais, então
a tabela verdade terá, obrigatoriamente, 32 linhas. A construção destas tabelas está
explicada na seção a seguir.

1.7.1 CONSTRUÇÃO DE TABELAS VERDADE PARA EXPRESSÕES COM


MÚLTIPLOS OPERADORES

Para construir tabelas verdade para qualquer expressão lógica, os seguintes


passos podem ser utilizados como roteiro:

a) Se a proposição tem “n” letras sentenciais distintas, sua tabela verdade terá 2n linhas.
Nas colunas iniciais coloca-se, no cabeçalho da tabela, as letras sentenciais distintas,
e mais uma coluna para a proposição composta.

b) Colocam-se todas as distintas possibilidades de atribuição de valores verdade para


as letras sentenciais da proposição composta. O seguinte esquema pode ser adotado:
para a primeira letra sentencial, atribui-se o valor V para a primeira metade das linhas
e o valor F para a segunda metade. Para a segunda letra sentencial atribuem-se os
valores V para o primeiro quarto das linhas, então valores F para o próximo quarto
de linhas, valores V para o terceiro quarto e valores F para os restantes. Prosseguindo
neste esquema de subdividir, para a última letra sentencial tem-se alternância de
valores V e F de linha a linha.

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EXCEL AVANÇADO 17

c) Calcula-se a coluna de valores verdade da proposição composta: primeiro os


operadores “e” e “ou” (na ordem em que aparecem) para, no final, resolver o “se...
então ...” que, neste caso, é chamado de operador principal da expressão. O valor
lógico da expressão é o valor lógico resultante deste operador principal.

Exemplo 1.6 Vamos construir a tabela verdade para a expressão composta


sugerida nesta seção, ou seja, “se você lê o material e resolve os exemplos ou pede ajuda
para um especialista então o esforço vale a pena” (estamos nos referindo à disciplina
de Excel avançado).

Resolução 1.6 Primeiramente, vamos atribuir a cada proposição individual da


expressão uma letra/variável sentencial. Conforme já fizemos em seções anteriores deste
capítulo, este procedimento facilita a manipulação das expressões e dos operadores.
Então, temos que:

• L = Você lê o material;
• R = Você resolve os exemplos;
• A = Você pede ajuda a um especialista;
• E = Esforço vale a pena.

Então, reescrevendo o problema na sua forma abstrata, temos: “se L e R ou A


então E”. Como temos quatro letras sentenciais, a tabela verdade terá 24 = 16 linhas (fora
o cabeçalho). Seguindo as orientações do passo (b) do algoritmo apresentado na seção
1.7.1, temos a seguinte tabela, inicialmente:

L R A E se L e R ou A então E
V V V V
V V V F
V V F V
V V F F
V F V V
V F V F
V F F V
V F F F
F V V V
F V V F
F V F V
F V F F
F F V V
F F V F
F F F V
F F F F

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18 EXCEL AVANÇADO
O “Se ... então” será o último operador a ser analisado, logo, primeiro devemos
determinar o valor lógico de L e R ou A para cada linha. Para isso, utilizamos a lógica
estudada nas seções anteriores para resolver L e R, obtendo:

L R A E se L e R ou A então E
V V V V V
V V V F V
V V F V V
V V F F V
V F V V F
V F V F F
V F F V F
V F F F F
F V V V F
F V V F F
F V F V F
F V F F F
F F V V F
F F V F F
F F F V F
F F F F F

Agora, construímos o resultado do operador “ou”, utilizando os resultados


prévios do operador “e” e os valores lógicos de A, obtendo:

L R A E se L e R ou A então E
V V V V V V
V V V F V V
V V F V V V
V V F F V V
V F V V F V
V F V F F V
V F F V F F
V F F F F F
F V V V F V
F V V F F V
F V F V F F
F V F F F F
F F V V F V
F F V F F V
F F F V F F
F F F F F F

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EXCEL AVANÇADO 19

Note que o resultado “lado esquerdo” (antecedente) do “se ... então ...” está
resolvido (é a coluna em negrito). Usando este valor (passos intermediários podem ser
removidos da tabela) e o valor lógico de E, podemos, finalmente, resolver o operador
“se ... então ...”, que é o operador principal da expressão, obtendo:

L R A E se L e R ou A então E
V V V V V V
V V V F V F
V V F V V V
V V F F V F
V F V V V V
V F V F V F
V F F V F V
V F F F F V
F V V V V V
F V V F V F
F V F V F V
F V F F F V
F F V V V V
F F V F V F
F F F V F V
F F F F F V

Pronto, a tabela verdade está completa! Agora, é possível saber, exatamente, em


que condições a expressão “se você lê o material e resolve os exemplos ou pede ajuda
para um especialista então o esforço vale a pena” é verdadeira. Obviamente, existem 16
interpretações distintas. Como exemplo, tome a quarta linha da tabela (marcada com um
retângulo pontilhado. Esta linha, particularmente, nos diz que se você lê o material (V) e
resolve os exemplos (V) ou não pede ajuda para um especialista (F), então o esforço não
vale a pena (F). Note que o valor lógico da expressão, como um todo (última coluna, em
negrito) é Falso, ou seja, tem algo de errado nesta configuração. Agora, basta interpretar a
frase. Não parece estranho que o esforço não valha a pena se você lê o material e resolve
os exemplos (independente de pedir, ou não, ajuda de um especialista)? É “estranho
sim”, pois contradiz exatamente o que afirmamos no início do problema. Por isso que
essa configuração de valores lógicos resulta em uma expressão falsa!

1.12 REFERÊNCIAS

ELMASRI, R.; NAVATHE, S. Sistemas de banco de dados. 4. ed. São Paulo: Pearson,
2005.

GERSTING, J. L. Fundamentos matemáticos para a ciência da computação. Rio de


Janeiro: LTC, 1993.

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20 EXCEL AVANÇADO
HEUSER, C. A. Projeto de banco de dados. 6. ed. Porto Alegre: Bookman, 2008.

LIPSCHUTZ, S.; LIPSON, M. Matemática Discreta. Porto Alegre: Coleção


Schaum, Bookman, 2004.

RAMAKRISHNAN, R.; GEHRKE, J. Sistemas de gerenciamento de banco de dados.


São Paulo: McGraw-Hill, 2008.

ROSEN, K. H. Matemática Discreta e suas Aplicações. São Paulo: McGraw Hill,


2009.

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ETAPA 2
FILTRANDO E IMPORTANDO DADOS
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Curso de Excel Avançado


Centro Universitário Leonardo da Vinci

Organização
Greisse Moser Badalotti

Autor
Paolo Moser

Reitor da UNIASSELVI
Prof. Hermínio Kloch

Pró-Reitoria de Ensino de Graduação a Distância


Prof.ª Francieli Stano Torres

Pró-Reitor Operacional de Ensino de Graduação a Distância


Prof. Hermínio Kloch

Diagramação e Capa
Renan Willian Pacheco

Revisão
Joice Carneiro Werlang
1.1 INTRODUÇÃO

Olá! Neste capítulo aprenderemos como utilizar o Excel para manipular bases
(ou listas) de dados, utilizando ferramentas de filtro, seleção e classificação de registros.
Também veremos como importar dados de fontes externas e como criar consultas
personalizadas. Para tanto, alguns conceitos são necessários – além de certa familiaridade
com os recursos básicos do Excel –, e estes conceitos são definidos a seguir.

Filtrar dados significa selecionar os mesmos de acordo com algum critério de


interesse, por exemplo, um valor específico, um intervalo de valores, um ou mais
atributos nominais, data etc. É através da filtragem que podemos encontrar as informações
que necessitamos, em meio a um universo de milhares de registros. É o caso de selecionar
apenas habitantes de Santa Catarina em uma base de dados nacional, por exemplo.

Classificar dados/registros é um conceito que já foi definido na primeira etapa


deste material. Relembrando sucintamente: classificar dados significa manipular a
ordem em que os mesmos são dispostos na tabela, de forma a obter-se uma estrutura
desejada (ordem alfabética, por exemplo). Essa classificação normalmente é dividida
em três grandes grupos: texto, numérica ou de data. É o caso de organizar uma lista em
ordem alfabética, por exemplo.

Importar dados, no contexto deste material, significa “abrir” bases de dados que
não são originalmente nativas do Excel, para poder manipulá-los da mesma forma que
um arquivo nativo. Isso quer dizer que os dados não necessariamente foram digitados/
gerados em uma planilha Excel, mas a sua importação permite que novos dados sejam
adicionados, removidos e operacionalizados exatamente com as mesmas ferramentas
que estão disponíveis para arquivos nativos.

Bons estudos!
2 EXCEL AVANÇADO
1.2 AUTOFILTRO

O autofiltro é a ferramenta básica de filtragem e classificação do Excel. Você pode


acessá-la por meio de vários caminhos distintos (como a maioria das ferramentas do
Excel). Entretanto, neste material optamos por demonstrar, para todas as ferramentas
(inclusive as futuras), um único caminho, em prol da simplicidade.

Antes de falarmos da ferramenta em si, temos que tomar o cuidado de organizar


corretamente os dados. Essa precaução é fundamental para o bom funcionamento
dos filtros. Para tanto, devemos manter os dados sistematizados na forma de tabelas
com atributos nas colunas e registros nas linhas. Lembra de quando falamos de banco
de dados, no primeiro capítulo? Pois então, é exatamente isso: precisamos dados
organizados na forma de um banco tabular, onde a primeira linha contém os cabeçalhos
que indicam o significado de cada atributo. Para fins didáticos, consideremos os dados
a seguir (Figura 1), que serão utilizados nos exemplos subsequentes. Esses dados
(fictícios) referem-se ao cadastro de 10 alunos de uma instituição de Ensino Superior
(já registrados em uma planilha do Excel).

FIGURA 1 – CADASTRO (FICTÍCIO) DE ALUNOS DE CURSO SUPERIOR

FONTE: O autor

A ferramenta “Filtro”1deve ser aplicada à linha dos cabeçalhos2 (Linha 1). Para
tanto, posicione o cursor na célula A1 (para referenciar a linha de cabeçalhos) e utilize o
menu DADOS. Na seção “Classificar e Filtrar”, clique no botão “Filtro” (conforme Figura
2). Doravante, procedimentos operacionais como este serão descritos pelo seguinte
padrão: DADOS >> Classificar e Filtrar > Filtro.

1 “Filtro” e “Autofiltro” são tratados como sinônimo, uma vez que os arquivos de ajuda do Excel
chamam a ferramenta de Autofiltro, enquanto a tradução do software ao português optou por
denominá-la apenas como Filtro.
2 O atributo “ID” refere-se ao identificador (único) de cada um dos registros da tabela.

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EXCEL AVANÇADO 3

FIGURA 2 – FERRAMENTA FILTRO

FONTE: O autor

Agora, olhe para a planilha do Excel. Note o aparecimento de pequenas setas


na linha dos cabeçalhos. Estas setas são menus flutuantes que lhe permitirão filtrar
(e classificar) os dados a seu próprio gosto. Por exemplo, suponha que você queira
selecionar os registros de todas as alunas que se chamam “Juliana”. Para isso, clique na
seta que está sobre o atributo “Nome”, no cabeçalho. No menu que aparece, desabilite
a opção “(Selecionar Tudo)” e, em seguida, habilite a opção “Juliana” e clique em OK.
Verifique esta configuração (antes de clicar em OK) na Figura 3.

FIGURA 3 – CONFIGURAÇÃO PARA FILTRAR O ATRIBUTO “NOME”, PARA SELECIONAR


“JULIANA”

FONTE: O autor

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4 EXCEL AVANÇADO
Pronto, o resultado da aplicação do filtro é uma tabela com duas linhas, apenas
(Figura 4). Isto se torna óbvio se você observar que, na planilha original, existem apenas
duas Julianas. Duas observações fazem-se necessárias:

a) Os dados que não atendem aos critérios da filtragem estão ocultos. O Excel não exclui
(“deleta”) registro algum quando a ferramenta filtro é utilizada.
b) Note que o número das linhas que permaneceram na tabela (4 e 6) estão em azul.
Isto indica que um filtro está ativado. Acostume-se a observar isto em suas planilhas
antes de se desesperar pensando: “Acho que perdi quase todos os meus registros”.1

FIGURA 4 – RESULTADO DA FILTRAGEM DO ATRIBUTO “NOME”, PARA SELECIONAR


“JULIANA”

FONTE: O autor

Note que as opções de Classificação também se encontram no menu flutuante da


ferramenta “Filtro”. Você se lembra das definições de “campo mais interno” e “campo
mais externo” que utilizamos no Capítulo 1? Então, este é um bom momento para
botarmos estes conceitos em prática, com o exemplo a seguir. Lembre-se de que campo
mais externo é o atributo principal da classificação, enquanto o campo mais interno fica
condicionado ao mais externo (vide o Capítulo 1 deste caderno de estudos).

Exemplo 2.1. Utilizando os dados fictícios da Figura 1, suponha que você deseja
obter as seguintes informações:

a) O banco de dados completo dos 10 registros, porém classificados de acordo com a


ordem alfabética do atributo “Nome”. Considere que o atributo “Sobrenome” também
deve estar em ordem alfabética, sempre que possível, mas condicionado à ordem de
“Nome”.
b) Um relatório dos alunos do sexo Masculino que cursam Matemática.

1 Caso queira desabilitar o filtro, note a existência da opção “Limpar filtro de nome”, no menu
flutuante do próprio filtro. Basta utilizar esta opção e os dados originais voltam à planilha.

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EXCEL AVANÇADO 5

Resolução 2.1.

a) Primeiramente, note que, de acordo com as definições do problema, “Nome” é o


campo mais externo da classificação, enquanto “Sobrenome” é o campo mais interno.
Então, para que a classificação atenda aos requisitos, começamos classificando o campo
mais interno, para isso ativamos a ferramenta de filtro, selecionando a célula A1 e
procedendo ao caminho DADOS >> Classificar e Filtrar > Filtro. Agora, selecionamos
a célula C1 e expandimos o menu flutuante do Filtro. Em seguida, utilizamos a opção
“Classificar de A a Z”. Após este procedimento, os dados devem estar configurados
conforme a Figura 5.

FIGURA 5 – DADOS CLASSIFICADOS PELO CAMPO “SOBRENOME”, EM ORDEM


ALFABÉTICA

FONTE: O autor

Agora, faça o mesmo procedimento para o campo “Nome”. Pronto! Os dados


estão classificados, com “Nome” sendo o campo mais externo e “Sobrenome” o campo
mais interno. Se tudo ocorreu corretamente, sua configuração deve estar igual à da
Figura 6.

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6 EXCEL AVANÇADO
FIGURA 6 – DADOS CLASSIFICADOS COM “NOME” SENDO O CAMPO MAIS EXTERNO E
“SOBRENOME” O CAMPO MAIS INTERNO

FONTE: O autor

b) Para obter um relatório dos alunos do sexo Masculino que cursam Matemática,
precisaremos utilizar dois filtros. Esteja ciente também de que a ordem que aplicamos
estes filtros não terá influência sobre o resultado final. Optaremos aqui por filtrar
primeiramente o atributo “Sexo” para depois filtrar o atributo “Curso”, mas se você
inverter a ordem, o resultado é o mesmo. Primeiramente, ative os filtros, conforme
o procedimento já explicado. Agora, expanda o menu do filtro do campo “Sexo” e
selecione apenas “M” (Masculino). Note que, neste momento, estão sendo exibidos
todos os alunos de sexo masculino, independentemente do curso que frequentam.
Sem desfazer esta pré-seleção, expanda o filtro do campo “Curso” e selecione apenas
“Matemática”. Pronto! Você está diante dos alunos do sexo Masculino e que cursam
Matemática. Se tudo ocorreu bem, seu resultado deve ser igual ao apresentado na
Figura 7.

FIGURA 7 – RELATÓRIO DOS ALUNOS DO SEXO MASCULINO QUE CURSAM MATEMÁTICA

FONTE: O autor

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EXCEL AVANÇADO 7

1.3 FILTRO AVANÇADO

O Filtro avançado permite que o usuário faça filtragens com mais condições lógicas
do que o autofiltro. Para entender sua utilidade, pense na seguinte situação: usando
o banco de dados da Figura 1, suponha que desejamos saber quem são os alunos que
têm idade superior a 25 anos e cursam computação ou que estão no quarto semestre
ou além. Note que agora temos várias condições. Com o autofiltro, não conseguimos
acomodar todas estas condições, simultaneamente.

Para proceder a esta filtragem, utilizaremos o recurso filtro avançado, que pode
ser acessado através do caminho DADOS >> Classificar e Filtrar > Avançado, conforme
Figura 8.

FIGURA 8 – FERRAMENTA FILTRO AVANÇADO

FONTE: O autor

Entretanto, antes de usar o filtro avançado, alguns procedimentos auxiliares


fazem-se necessários. Como o filtro avançado aceita várias condições simultâneas,
criaremos uma seção da planilha para informar estas condições. A esta seção daremos
o nome de Intervalo de critérios.

Para criação do Intervalo de critérios, copiaremos o cabeçalho do conjunto de


dados original para outra região da planilha. Para fins didáticos, considere que copiamos
o cabeçalho utilizando como célula inicial a célula J1. Então, neste momento, nossa
planilha está configurada conforme a Figura 9.

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8 EXCEL AVANÇADO
FIGURA 9 – PREPARAÇÃO DA PLANILHA PARA USO DO FILTRO AVANÇADO

FONTE: O autor

Agora, devemos criar um mapa mental que nos permita assimilar a seguinte
estrutura lógica:

a) No intervalo de critérios informaremos as condições a serem interpretadas pelo filtro


avançado.
b) Para uma mesma linha, as colunas/atributos funcionam como o operador e.
c) Linhas diferentes funcionam como o operador ou.

Este é o momento de você revisar o Capítulo 1 deste caderno de estudos para


garantir que o funcionamento dos operadores e e ou está bem assimilado. Lembre-se:
o operador e só é verdadeiro quando ambas as condições são verdadeiras, enquanto o
operador ou é verdadeiro se, pelo menos, uma das condições for verdadeira (o que não
impede que todas sejam verdadeiras simultaneamente).

Agora, voltemos às condições do problema: queremos selecionar os alunos que


têm idade superior a 25 anos e cursam computação ou que estão, pelo menos, no quarto
semestre. Vamos lançar estas condições no intervalo de critérios.

Na célula N2, digitamos a expressão “>25”, indicando que queremos selecionar


apenas os alunos com idade superior a 25 anos. Na mesma linha, na célula O2, digitamos
“Computação”. Com essa configuração, estamos informando ao filtro avançado
que queremos selecionar os indivíduos que têm idade superior a 25 anos e cursam
computação.

Agora, na célula P3, digitamos a expressão “>=4”. Com isso, estamos informando
que queremos manter somente os registros cujo semestre é igual ou superior ao quarto,
ou seja, os alunos que estão, pelo menos, no quarto semestre. Se você utilizou as mesmas
células de referência que usamos neste texto, sua planilha deverá estar configurada
conforme a Figura 10.

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EXCEL AVANÇADO 9

FIGURA 10 – PLANILHA PRONTA PARA USO DO FILTRO AVANÇADO

FONTE: O autor

Note que com esta configuração estamos expressando exatamente a combinação


de condições desejadas: alunos que têm idade superior a 25 anos e cursam computação
ou que estão, pelo menos, no quarto semestre.

Agora, selecione a célula A11 e siga o caminho DADOS >> Classificar e Filtrar >
Avançado. Você deve estar diante da janela que é mostrada na Figura 11.

FIGURA 11 – JANELA DO FILTRO AVANÇADO

FONTE: O autor

Agora, vejamos as opções:

a) Filtrar a lista no local: Essa opção faz a seleção na própria tabela de dados, ocultando
os itens que não obedecem aos critérios.

1 Não é estritamente necessário selecionar a célula A1 antes de habilitar o filtro automático.


Entretanto, selecionar uma célula da tabela a ser filtrada faz com que o Excel detecte
automaticamente a área desta tabela, facilitando o processo.

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10 EXCEL AVANÇADO
b) Copiar para outro local: Permite que você selecione outra planilha, por exemplo, para
exibir os resultados da seleção. Assim, o layout da planilha de dados originais não
será modificado.
c) Intervalo da lista: O intervalo que contém a tabela a ser filtrada. No caso, como
havíamos deixado uma célula selecionada desta tabela, o Excel reconhece o intervalo
automaticamente, desde que a tabela não tenha linhas e colunas em branco.
d) Intervalo de critérios: Intervalo que contém as condições que criamos na parte
preparatória do processo. Logo, selecionaremos o intervalo J1:P3.
e) Somente valores exclusivos: Seleciona somente um indivíduo, no caso de dois iguais
no que diz respeito às condições de filtragem. Como queremos todos os registros,
deixaremos esta opção desabilitada.

Ao clicar em OK, a tabela deverá ser filtrada de acordo com os critérios requeridos,
ficando com a configuração da Figura 12.

FIGURA 12 – RESULTADOS DA APLICAÇÃO DO FILTRO AVANÇADO

FONTE: O autor

Note que ficamos apenas com os registros dos alunos que têm idade superior
a 25 anos e cursam computação ou que estão, pelo menos, no quarto semestre
(independentemente do curso).

Exemplo 2.2. Para o mesmo cadastro de alunos da Figura 1, filtre apenas os alunos
que não cursam Administração ou que têm, no máximo, 25 anos de idade.

Resolução 2.2. Aqui devemos prestar atenção às duas condições impostas pelo
problema:

a) Não cursam Administração: Isso significa que o atributo “Curso” deve ser diferente
de Administração.
b) No máximo 25 anos: Isso significa que o atributo idade deve ter valor menor ou igual
a 25.

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EXCEL AVANÇADO 11

A configuração da planilha para o filtro avançado está demonstrada na Figura 13.

FIGURA 13 – PLANILHA PRONTA PARA USO DO FILTRO AVANÇADO

FONTE: O autor

Após a aplicação do filtro avançado, conforme os procedimentos demonstrados


na seção, temos o resultado da Figura 14.

FIGURA 14 – RESULTADOS DA APLICAÇÃO DO FILTRO AVANÇADO

FONTE: O autor

Note que o único registro que foi ocultado pelo filtro foi o do aluno “Maicom
Aguiar”. Você sabe explicar o porquê? Basta lembrar dos critérios de filtragem: alunos
que não cursam Administração ou que têm, no máximo, 25 anos de idade. Note que
as condições para o referido aluno falham simultaneamente: ele possui 44 anos de
idade (mais do que 25) e cursa Administração (a primeira condição busca alunos que
não cursam Administração). Viu como é importante entender o comportamento dos
operadores lógicos?

1.4 IMPORTAÇÃO DE ARQUIVOS DO TIPO TEXTO

Nesta seção veremos como “abrir” arquivos de texto (.txt) no ambiente do Excel.
Utilizar arquivos .txt para armazenar bases de dados tem algumas vantagens, entre elas:

• Tamanho do arquivo: Arquivos .txt normalmente usam o mínimo possível de espaço


de armazenamento, diferente de arquivos .xlsx, que necessitam armazenar mais
parâmetros.

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12 EXCEL AVANÇADO
• Portabilidade: Arquivos de texto são reconhecidos pela maioria dos sistemas
operacionais e, por ser um formato aberto (não proprietário), não necessitam de
softwares pagos para sua leitura.
• Versatilidade: Muitos softwares exportam seus relatórios no formato .txt, o que permite
uma compatibilidade entre diferentes programas e plataformas.

Entretanto, editar um arquivo .txt normalmente é mais trabalhoso e menos


prático do que editar uma planilha no Excel. Então, a importação de arquivo de texto
para o Excel representa um ganho operacional nesta manipulação. Outra vantagem é
que, após feitas as modificações desejadas, o Excel permite salvar (exportar) os arquivos
novamente no formato .txt. Desta forma, não se perdem as vantagens citadas acima.

Para exemplificar o uso das ferramentas de importação, primeiramente vamos


criar um arquivo .txt no Bloco de Notas ou editor de texto similar. Neste exemplo,
separaremos as colunas por espaços, embora você possa usar outros delimitares, como
vírgulas, pontos e tabulações, por exemplo. Tome cuidado para não deixar espaços em
variáveis nominais, pois neste caso o Excel entenderá como duas colunas diferentes1.

Vamos lá! Abra um editor de texto e crie o arquivo abaixo (Figura 15), salvando-o
em um diretório de sua preferência. Estes dados são dados fictícios de uma garagem
de automóveis e a primeira linha corresponde ao cabeçalho. Cada linha do arquivo
corresponde a um registro. Note que os atributos dos registros estão separados por
espaços.

FIGURA 15 – ARQUIVO DE TEXTO CONTENDO O BANCO DE DADOS


(FICTÍCIO) DE UMA GARAGEM DE AUTOMÓVEIS

FONTE: O autor

1 É muito comum o uso do sublinhado (underline) para representar espaços em variáveis


nominais em arquivos txt. Por exemplo, uma variável chamada “dia da semana” poderia ser
escrita como “dia_da_semana”.

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EXCEL AVANÇADO 13

A ferramenta para importação de arquivos de texto, no Excel, encontra-se no


caminho DADOS >> Obter Dados Externos > De texto (Figura 16). Vamos aprender
como utilizá-la no Exemplo 2.3.

FIGURA 16 – FERRAMENTA DE IMPORTAÇÃO DE DADOS DE TEXTO

FONTE: O autor

Exemplo 2.3. Importe os dados da Figura 15, em formato .txt, no ambiente do


Excel.

Resolução 2.3. Partindo do pressuposto de que você salvou o arquivo com os


dados no formato .txt, em um diretório conhecido, processe a ferramenta de importação
de texto no Excel, no caminho DADOS >> Obter Dados Externos > De texto. Uma
janela se abrirá, onde você deve encontrar o arquivo .txt e clicar em “Importar”. Neste
momento, você deve estar diante da seguinte janela (Figura 17):

FIGURA 17 – ASSISTENTE DE IMPORTAÇÃO DE TEXTO

FONTE: O autor

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14 EXCEL AVANÇADO
A única alteração que você precisa fazer nesta janela é habilitar a opção “Meus
dados possuem cabeçalho”, visto que utilizamos cabeçalhos em nosso arquivo .txt. Clique
em “Avançar”. Na tela seguinte, desabilite a opção “Tabulação” (padrão) e habilite a
opção “Espaço”, pois separamos as colunas por espaços, no arquivo de texto. Clique
em “Avançar” e “Concluir”. Neste momento, o Excel lhe perguntará se você deseja
inserir os dados importados na planilha existente ou em uma nova planilha. Neste
exemplo, utilizaremos a planilha existente. Neste caso, basta clicar em OK. Pronto, seus
dados foram importados (Figura 18) e podem ser manipulados como se tivessem sido
nativamente gerados no Excel.

FIGURA 18 – DADOS DE TEXTO IMPORTADOS NO EXCEL

FONTE: O autor

1.5 IMPORTAÇÃO DE DADOS DA INTERNET

Importar dados da internet é muito semelhante a importar dados de arquivos de


texto, com a diferença de que agora a base de dados não se encontra em seu computador,
mas sim na internet. Muitas instituições tornam seus dados disponíveis na rede mundial
de computadores (world wide web), e você pode acessá-los diretamente pelo excel, através
do caminho DADOS >> Obter Dados Externos > Da Web, conforme Figura 19. Apenas
tenha certeza de estar devidamente conectado à Internet.

FIGURA 19 – FERRAMENTADE IMPORTAÇÃO DE DADOS DA WEB

FONTE: O autor

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EXCEL AVANÇADO 15

O procedimento é muito semelhante ao da importação de dados de texto, e será


explicado no Exemplo 2.4.

Exemplo 2.4. Suponha que você deseja obter dados das ações de maior valor da
Bolsa de Valores de São Paulo (IBOVESPA), diretamente deste portal e em tempo real.
Como você procederia?

Resolução 2.4. Inicialmente, precisamos saber o endereço da web onde se


encontram os dados desejados. Não se preocupe, você pode fazer esta consulta
diretamente dentro do ambiente do Excel. Então, proceda ao caminho DADOS >> Obter
Dados Externos > Da Web. Um navegador (muito semelhante ao Internet Explorer)
aparecerá. Para fins didáticos, forneceremos diretamente o link para o arquivo desejado,
mas lembre-se, você pode navegar neste console do mesmo jeito que navegaria no seu
browser padrão. Então, digite o endereço <http://pregao-online.bmfbovespa.com.br/>1.
Utilizaremos aqui figuras para o pregão do dia 19/03/2017. No seu caso, as cotações
devem variar, mas o layout provavelmente será parecido. Note a pequena seta amarela
que está destacada na Figura 20. Utilizaremos ela para importar os dados das ações
com maiores altas, em tempo real.

1 Dependendo da versão e do modelo do site, o Excel pode fornecer o seguinte aviso: “Deseja
continuar executando Scripts nesta página?”. Basta clicar em “Sim”. Nenhum dano ou vírus
será transferido ao seu computador (desde que o site seja confiável).

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FIGURA 20 – BOTÃO DE IMPORTAÇÃO DE DADOS DA WEB, EM TEMPO REAL (DESTACADO)
16
EXCEL AVANÇADO

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FONTE: O autor
EXCEL AVANÇADO 17

Agora, basta clicar nesta seta, seguido de “Importar”, escolher a célula ou a


planilha onde os dados serão importados e, pronto, você tem os dados à sua disposição
para qualquer manipulação, como se eles tivessem sido nativamente inseridos no Excel.
Simples, não é? Se tudo ocorreu corretamente, você deve estar diante de uma planilha
semelhante à mostrada na Figura 21.

FIGURA 21 – DADOS IMPORTADOS DA INTERNET, NO EXCEL

FONTE: O autor

1.6 CRIANDO UMA CONSULTA DE DADOS ATRAVÉS DO ASSISTENTE


DE CONSULTA 

Suponha agora que você possua uma (ou várias) planilha(s) do Excel que é(são)
atualizada(s) de tempos em tempos. Chamaremos esta planilha de planilha base. Suponha
também que você possua uma planilha que dependa de informações específicas para
gerar relatórios em tempo real. Chamaremos esta segunda planilha de planilha de
relatório. Como fazer para atualizar os valores na planilha de relatório sem ter que abrir
toda vez a planilha base e copiar os valores? O assistente de consulta é uma ferramenta
incorporada em um grupo de ferramentas chamado Microsoft Query que permite este
tipo de automação1. Esta ferramenta pode ser acessada pelo caminho DADOS >>>
Obter Dados Externos >>De Outras Fontes > Do Microsoft Query, conforme Figura 22.

1 O Microsoft Query permite também a conexão a outros tipos de bancos de dados, além de
planilhas .xlsx.

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18 EXCEL AVANÇADO
FIGURA 22 – ACESSO AO MICROSOFT QUERY

FONTE: O autor

Exemplificaremos o uso do Assistente de consulta no Exemplo 2.5.

Exemplo 2.5. Suponha que os dados da Figura 23 representem o catálogo (fictício)


de uma livraria, com os respectivos preços. Estes dados são atualizados de acordo com
os reajustes dos preços e da chegada de novos títulos. Suponha também que estes dados
estão salvos em um local específico e conhecido, e que você deseja gerar relatórios a
partir destes dados, em uma nova planilha. Neste relatório, você deseja visualizar os
títulos que custam mais do que R$ 100,00. Como você procederia?

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EXCEL AVANÇADO 19

FIGURA 23 – CADASTRO (FICTÍCIO) DOS TÍTULOS DE UMA LIVRARIA

FONTE: O autor

Resolução 2.5. Em uma nova planilha do Excel, proceda ao caminho DADOS


>>> Obter Dados Externos >> De Outras Fontes > Do Microsoft Query. Na janela que
aparece, clique em “Excel Files*” e, em seguida, clique em OK. Na janela que aparece,
procure o arquivo onde você salvou a planilha base, abrindo-a em seguida. Clique em
“Opções” e habilite a opção “Tabelas do sistema”1, clicando em OK em seguida. Agora,
adicione a tabela desejada, selecionando-a e utilizando o botão . Em seguida, clique
em “Avançar”. Agora, programe as condições desejadas, no caso, “preço maior do que
R$ 100,00”. Então, você deve estar diante de uma janela com a seguinte configuração
(Figura 24).

FIGURA 24 – ASSISTENTE DE CONSULTA CONFIGURADO PARA SELECIONAR


TÍTULOS COM PREÇO SUPERIOR A R$ 100,00

FONTE: O autor

1 Se esta opção estiver desabilitada, o Excel não consegue acessar as tabelas/planilhas existentes
no arquivo .xlsx (elas estão “invisíveis”).

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20 EXCEL AVANÇADO
Agora, vá até o final do procedimento (através de “Avançar” e “Concluir” – não
é necessário alterar nenhum parâmetro) e escolha o lugar para inserir os resultados da
consulta. Pronto, você importou os dados da tabela, sem copiar e colar. Se a planilha for
atualizada, basta importar novamente e seus dados serão automaticamente atualizados!
Se tudo ocorreu de forma correta, você deve estar diante da tabela apresentada na Figura
25. Note a consistência da consulta!

FIGURA 25 – RESULTADO DA CONSULTA POR TÍTULOS COM PREÇO


SUPERIOR A R$ 100,00

FONTE: O autor

1.7 REFERÊNCIAS

CINTO, Antonio Fernando; GÓES, Wilson Moraes. Excel Avançado. São Paulo:


Novatec, 2015.

MARTINS, António. Excel aplicado à gestão. Lisboa: Edições Sílabo, 2003.

PERES, Paula. Excel Avançado. Lisboa: Edições Sílabo, 2011.

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EXCEL AVANÇADO 21

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EXCEL AVANÇADO

ETAPA 3
SUBTOTAIS, OPERADORES DE BUSCA E TROCA E
FUNÇÕES DE BANCO DE DADOS
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LEONARDO DA VINCI
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89130-000 - INDAIAL/SC
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Curso de Excel Avançado


Centro Universitário Leonardo da Vinci

Organização
Greisse Moser Badalotti

Autor
Paolo Moser

Reitor da UNIASSELVI
Prof. Hermínio Kloch

Pró-Reitoria de Ensino de Graduação a Distância


Prof.ª Francieli Stano Torres

Pró-Reitor Operacional de Ensino de Graduação a Distância


Prof. Hermínio Kloch

Diagramação e Capa
Renan Willian Pacheco

Revisão
Harry Wiese
3.1 INTRODUÇÃO

Olá! Neste capítulo daremos continuidade aos nossos estudos de Excel Avançado,
fazendo uso de subtotais, operadores de busca e troca e funções de bancos de dados.

As ferramentas apresentadas aqui são de suma importância para que você possa
adquirir versatilidade e eficiência no tratamento de dados utilizando o Excel. Elas
exigem uma intimidade com os princípios fundamentais dos operadores lógicos que
foram explorados no Capítulo 1. Portanto, se você ficou com alguma dúvida, este é o
momento de fazer uma breve revisão deste capítulo. Por meio do uso destas ferramentas,
você poderá implementar comandos de buscas e operações condicionais, pesquisa por
referência e operações com data e hora dinâmicas.

Organizamos o capítulo de forma a apresentar o conceito geral do grupo de


funções utilizadas e, em seguida, detalhar cada uma destas funções. Tenha em mente
que este é o capítulo mais extenso deste curso, portanto faça/replique todos os exemplos
apresentados e tenha certeza de seguir adiante somente quando os conceitos da seção
atual estiverem bem assimilados.

Sem mais, mãos à obra: temos um vasto universo de funções a explorar!

3.2 SUBTOTAIS

A função SUBTOTAL pode ser utilizada para realizar operações que envolvem
somatórios e contagens sobre um conjunto de células. Com ela é possível calcular, por
exemplo, o valor médio de uma determinada coluna. Apesar de existirem funções
especiais para isto (como a função SOMA e MÉDIA, por exemplo), o SUBTOTAL
oferece mais versatilidade, principalmente quando utilizado concomitantemente com
o autofiltro.

A sintaxe do Subtotal é =SUBTOTAL(núm_função,ref1,[ref2],...]), onde


núm_função refere-se à operação desejada, enquanto os demais parâmetros se referem
aos intervalos de dados desejados.

O sucesso no uso desta ferramenta baseia-se na escolha adequada do parâmetro


núm_função. A TABELA 3.1 apresenta os códigos relativos às funções desejadas.
Explicaremos a função “média” no Exemplo 3.1 (o funcionamento das demais funções
é análogo).
2 EXCEL AVANÇADO
TABELA 3.1 – ARGUMENTOS DA FUNÇÃO SUBTOTAL
Núm_função Núm_função
Função
(inclui valores ocultos) (ignora valores ocultos)
1 101 MÉDIA
2 102 CONTA
CONT.
3 103
VALORES
4 104 MÁXIMO
5 105 MÍNIMO
6 106 MULT
7 107 DESVPAD
8 108 DESVPADP
9 109 SOMA
10 110 VAR
11 111 VARP
FONTE: Disponível em: <http://www.minhasplanilhas.com.br/funcao-subtotal-no-
excel/>. Acesso em: 5 maio 2017.

Exemplo 3.1. Considere que os dados da FIGURA 3.1 (fictícios) representam


registros de usuários de um site de e-commerce que atua na América do Sul. Suponha
que você queira saber a idade média dos brasileiros cadastrados na plataforma.

FIGURA 3.1 – USUÁRIOS (FICTÍCIOS) DE UM SITE DE VENDAS


OPERANTE NA AMÉRICA DO SUL

FONTE: O autor

Resolução 3.1. Admitindo que os dados estão nas mesmas células apresentadas na
FIGURA 3.1, digite na célula F13 (arbitrária) a seguinte expressão: =SUBTOTAL(101;C:C).
Neste caso, o parâmetro 101 indica que o valor a ser calculado é a média, omitindo
valores ocultos (vide TABELA 3.1). Neste instante, a célula F13 deve mostrar o valor
38,7. Esta é a média de idade de todos os registros. Agora, habilite o autofiltro na coluna

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EXCEL AVANÇADO 3

“Nacionalidade” e selecione apenas o atributo “Brasil”. Pronto: a célula F13 mudou o


valor para 31,75, o que corresponde à média de idade dos consumidores brasileiros.
Note que, se tivéssemos usado a função MÉDIA, os valores ocultados continuariam
contabilizando para o valor da média. Esta é a versatilidade possibilitada pela função
SUBTOTAL.

3.3 FUNÇÕES DE PROCURA

A funções de procura permitem obter valores a partir de buscas baseadas em


critérios dentro da própria planilha, ou de planilhas externas. Exploraremos cada uma
destas funções nas seções que seguem. Para a maioria dos exemplos, utilizaremos os
mesmos dados utilizados no Exemplo 3.1 (FIGURA 3.1). Para tanto, esteja certo de que
eles estão inseridos exatamente nas células apresentadas aqui, pois as referências das
funções dependem disso.

3.3.1 Função PROCV

A função PROCV (“procura vertical”) retorna um atributo de uma coluna


específica, baseado em um valor encontrado em uma coluna de referência.

A sintaxe do comando PROCV é =PROCV(valor_procurado; matriz_


tabela; núm_índice_lin; [procurar_intervalo]). Os argumentos são
autoexplicativos e serão detalhados no Exemplo 3.2.

Chamamos atenção para o campo “procurar intervalo”. Primeiramente, note que


este campo é opcional, pois está entre chaves. Sua opção padrão (quando omitido) é
FALSO. Se você optar por modificá-lo para VERDADEIRO, a função retorna o valor para
o registro mais próximo do pesquisado, caso não exista o valor exato. Esta funcionalidade
normalmente não é do interesse do usuário, pois, normalmente, estamos procurando
por valores exatos e bem determinados.

Exemplo 3.2. Utilizando a base de dados da FIGURA 3.1, utilize a função PROCV
para obter a idade do usuário “Mateus Oliveira”.

Resolução 3.2. Escolha a célula, de acordo com sua necessidade, que receberá
a função PROCV. Para este exemplo (e para os exemplos subsequentes, quando
possível), utilizaremos por padrão a célula G3. Nesta célula, digite a seguinte função:
=PROCV(A4;A1:C11;3). A4 faz referência ao nome procurado (“Mateus Oliveira”).
A1:C11 representa o intervalo onde faremos a procura. Note que o nome procurado deve
estar na primeira coluna deste intervalo. Por fim, “3” representa a coluna do intervalo que

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4 EXCEL AVANÇADO
contém o valor procurado (“Idade”). O argumento opcional “Procurar intervalo” pode
ser omitido, pois ele é FALSO, por padrão, coincidindo com nosso objetivo de buscar
o valor exato, e não aproximado. Após teclar ENTER, a célula G3 deverá apresentar o
valor 25 – a idade de “Mateus Oliveira”.

3.3.2 Função PROCH

A função PROCH (procura horizontal) faz exatamente a mesma coisa que a


função PROCV – retorna um atributo específico baseado em um valor de referência –,
com a particularidade de que agora os valores são procurados horizontalmente (nas
linhas), e não nas colunas.

A sintaxe do PROCH é =PROCV(valor_procurado; matriz_tabela; núm_


índice_lin; [procurar_intervalo]). Os argumentos, bem como o opcional
“procurar intervalo”, têm a mesma funcionalidade de seus análogos na função PROCV.

Exemplo 3.3. Suponha que a tabela da FIGURA 3.1 esteja transposta, conforme
FIGURA 3.2. Utilize a função PROCH para obter a idade do mesmo usuário “Mateus
Oliveira”, do exemplo anterior.

FIGURA 3.2 – USUÁRIOS (FICTÍCIOS) DE UM SITE DE VENDAS OPERANTE NA AMÉRICA DO


SUL (TRANSPOSIÇÃO DA TABELA DA FIGURA 3.1).

FONTE: O autor

Resolução 3.3. Na célula B5, digite a seguinte função: =PROCH(D1;A1:K3;3).


Os dois primeiros argumentos são idênticos à função PROCV. Quanto ao terceiro
argumento (“3”), sua única diferença é que agora ele faz referência à linha onde encontra-
se o valor procurado (na função PROCV, esta referência era para a coluna desejada).
Novamente, após teclar ENTER, a célula B5 deverá apresentar o valor 25 – a idade de
“Mateus Oliveira”.

3.3.3 Função PROC

PROC tem funcionalidade semelhante a funções anteriores PROCV e PROCH,


com a diferença de que agora especificamos diretamente o campo de pesquisa e o
campo de resultados, sem o uso de índices. A opção “procurar intervalo”, neste caso, é
implícita, sendo que, caso não encontrar o valor procurado, a função PROC retorna o
resultado para o valor menor mais próximo do valor pesquisado.

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EXCEL AVANÇADO 5

Esta função naturalmente oferece suporte para aplicações vetoriais ou matriciais.


Como utilização direta da função, da mesma forma que as anteriores, exemplificaremos
a forma vetorial da função (uma aplicação de função matricial pode ser conferida na
Seção 3.3.5, a respeito da função FREQUÊNCIA).

A sintaxe de PROC vetorial é =PROC(valor_procurado; vetor_proc;


[vetor_result]). O significado e a configuração de cada um destes parâmetros
estão detalhados no Exemplo 3.4.

Exemplo 3.4. Obter a idade do usuário “Mateus Oliveira” da base de dados da


FIGURA 3.1, agora utilizando a função PROC.

Resolução 3.4. Na célula G3, digite a seguinte função: =PROC(A4;A2:A11;C2:C11).


A4 faz referência ao nome procurado (“Mateus Oliveira”). A1:A11 representa o intervalo
onde procuraremos este nome. C2:C11 representa o intervalo que contém o valor
procurado (“Idade”). Note que informamos diretamente os intervalos (que não precisam
ser adjacentes) e não fizemos uso de índices. Conforme esperado, após teclar ENTER,
a célula G3 deverá apresentar o valor 25 – a idade de “Mateus Oliveira”.

3.3.4 FUNÇÕES ÍNDICE E CORRESP

As funções PROCV, PROCH e PROC resolvem a maioria dos problemas de


pesquisa de valores por referência, porém: (i) PROCV procura a referência na primeira
coluna da matriz; (ii) PROCH procura a referência na primeira linha da matriz e (iii)
PROC exige que a coluna de pesquisa seja explicitada.

Uma combinação das funções ÍNDICE e CORRESP imprime maior versatilidade


às opções de procura por referência, com a necessidade de informar um único intervalo
que, eventualmente, contenha mais opções de pesquisa.

A sintaxe para esta combinação é dada por =ÍNDICE(matriz; CORRESP(valor_


procurado; matriz_procurada; [tipo_correspondência]); [núm_
coluna]). Muitos parâmetros? Calma, é mais simples do que parece. Optaremos por
detalhar cada passo desta construção no Exemplo 3.5, para não confundir argumentos
como “matriz” e “matriz_procurada”. Olhando para uma base de dados, tudo fica mais
claro!

Exemplo 3.5. Utilizando as funções ÍNDICE e CORRESP combinadas, obtenha


a idade do usuário uruguaio da FIGURA 3.1.

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6 EXCEL AVANÇADO
Resolução 3.5. Na célula G3, digite a seguinte função: =ÍNDICE(A1:C11;
CORRESP(B3; B1:B11;0); 3). A1:C11 representa o intervalo onde ocorrerá a
pesquisa. B3 indica o nome ao qual associaremos a pesquisa (“Uruguai”). B1:B11 é
o intervalo que contém o nome pesquisado. O parâmetro “0” indica que queremos a
correspondência exata ao nome procurado (normalmente, esta é a opção desejada –
outras opções podem ser consultadas na página de ajuda (help) do Excel). Enfim, “3”
representa a coluna do intervalo A1:C11 que contém o valor final, procurado (“Idade”).
Note que, com esta construção, não nos limitamos a utilizar como referência de
pesquisa valores na coluna mais à esquerda do intervalo – utilizamos a coluna do meio
(“Nacionalidade”). Isto é muito versátil, principalmente se tivéssemos várias colunas
no mesmo intervalo e pretendêssemos realizar múltiplas buscas. Após teclar ENTER, a
célula G3 deverá apresentar o valor 24 – a idade associada à nacionalidade “Uruguai”.

3.3.5 FUNÇÃO FREQUÊNCIA

Suponha agora que queremos contar o número de ocorrências de um atributo


quantitativo (por exemplo, o atributo “Idade”) dentro de uma faixa de valores (por
exemplo, “Quantos indivíduos têm de 20 a 30 anos?”. A função para isto chama-se
FREQUÊNCIA.
A sintaxe desta função é =FREQUÊNCIA(matriz_dados; matriz_bin).
Por “matriz_dados”, entendem-se os dados a serem pesquisados e contabilizados. Por
“matriz_bin”, entendem-se os limites superiores das classes a serem criadas (no caso
de 20 a 30, o limite superior é 30). Note que o limite superior é incluído na classe.
Esta ferramenta requer uso matricial de funções. Na forma matricial, uma função
é aplicada a um conjunto de células predefinidas, ou seja, o processamento é realizado
levando em consideração as células adjacentes. Para tanto, ao invés de confirmar o
cálculo da função simplesmente com a tecla ENTER, devemos usar a combinação
CTRL+SHIFT+ENTER. Acompanhe o Exemplo 3.6 para entender o funcionamento
matricial da função FREQUÊNCIA.

Exemplo 3.6. Suponha que desejamos uma contagem dos usuários listados na
FIGURA 3.1, segundo sua faixa de idade. Utilize a função FREQUÊNCIA para obter
este relatório, utilizando classes com amplitude de 10 anos.

Resolução 3.6. Primeiramente, preparamos manualmente as classes de idades nas


quais serão agrupados os usuários. Para tanto, devemos tomar o cuidado de garantir que
os valores mínimo e máximo dos dados estejam inclusos nestas classes. Como desejamos
utilizar classes com amplitude de 10 anos e a menor idade é 18 e a maior idade é 57.
Uma configuração de classes possível é apresentada na FIGURA 3.3.

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EXCEL AVANÇADO 7

FIGURA 3.3 – INTERVALOS DE CLASSE PARA UTILIZAÇÃO DA


FUNÇÃO FREQUÊNCIA, COM BASE NOS DADOS DA
FIGURA 3.1.

FONTE: O autor

Agora, utilizaremos a função FREQUÊNCIA, na sua forma matricial. Para isto,


selecionamos o intervalo I3:I7. Agora, digite na linha de fórmulas a seguinte expressão:
=FREQUÊNCIA(C1:C11;H3:H7). C1:C11 indica o intervalo onde estão os dados a
serem agrupados. H3:H7 é o intervalo com os limites superiores das classes (lembre-
se de que estes serão inclusos na respectiva classe). Agora, você deve aplicar a forma
matricial desta função, por meio de CTRL+SHIFT+ENTER. Isto faz com que a função
seja aplicada a todas as células de forma conjunta (matricial), para que haja distinção
entre as classes (note que ela ficou escrita entre chaves – {}). Pronto, o intervalo H3:H7
deve ter sido preenchido com os valores 1, 2, 2, 2 e 3. Estes valores são o número de
ocorrências de usuários em cada uma das cinco classes de idade criadas.

3.3.6 Função INDIRETO

A função INDIRETO permite retornar o conteúdo de uma determinada célula


fazendo referência direta a esta célula (através de seu “endereço”). Por exemplo, imagine
que você queira fazer referência constante à célula A2, que contém seu nome; INDIRETO
permite que você explicitamente aponte para esta célula a partir da própria expressão
A2. A vantagem disto é o dinamismo. A célula a ser pesquisada pode estar registrada
em outra posição da planilha, de modo que você pode modificar esta pesquisa de acordo
com sua própria necessidade.

A sintaxe do comando INDIRETO é muito simples, dada por =INDIRETO(texto_


ref; [a1]). Os parâmetros são os seguintes: “texto_ref” refere-se a uma célula que
contém o endereço da célula a ser pesquisada; “a1” (opcional – padrão VERDADEIRO)
indica se a referência está na forma A1 ou L1C1 (linha 1, coluna 1 – muito utilizada em
programação de macros). Para aplicações gerais, não há necessidade de modificar o
parâmetro [a1].

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8 EXCEL AVANÇADO
Exemplo 3.7. Suponha que você deseja obter o primeiro nome da lista de usuários
da FIGURA 3.1. Utilize a função INDIRETO para solucionar esta necessidade.

Resolução 3.7. Esta função é muito simples. Basta digitar na célula G3 a seguinte
expressão =INDIRETO(“A2”). A2 representa a célula da qual desejamos obter o valor.
Note que ela está entre aspas porque o Excel entende este campo como um texto, e textos
sempre são informados entre aspas. Após ENTER, a célula G3 deve apresentar o valor
“João da Silva”.

3.4 Funções encadeadas

Funções encadeadas são simplesmente funções “dentro” de outras funções, ou


seja, funções sendo usadas como argumentos de outras. Por exemplo, pense que você
deseja sair de casa e não sabe se deve levar guarda-chuva. Antes de olhar fora da janela,
você pensa: “SE estiver escuro E úmido, ENTÃO levarei o guarda-chuva”. Pronto,
seu cérebro acabou de encadear a função E na função SE. Simples, não é? Note que já
fizemos uso de encadeamento na Seção 3.3.4. Lá, encadeamos a função CORRESP na
função ÍNDICE.

Nesta seção, veremos como o encadeamento pode ser útil quando lidamos com
operadores lógicos como condicionais, conjunções e disjunções.

3.4.1 Função E

A função E implementa o funcionamento do operador lógico homônimo estudado


no primeiro capítulo deste curso. Ela recebe um (ou mais) argumento e retorna um
valor chamado booleano1, isto é, Verdadeiro ou Falso. A sintaxe deste operador é dada
por =E(lógico1; [lógico2];...).

Os argumentos “lógico” são muito versáteis, permitindo comparações e cálculos


de expressões matemáticas. Conforme já estudado, a função E retornará valor Verdadeiro
quando todas as expressões lógicas avaliadas forem verdadeiras. Apesar de que sua
utilidade é potencializada com seu uso encadeado na função SE, o exemplo a seguir
apresenta uma abordagem simplista/inicial, da função E.

Exemplo 3.8. Para os dados da FIGURA 3.1, suponha que você deseja saber quais
usuários são brasileiros E têm mais de 30 anos. Utilize a função E para isso.

1 Esta variável recebe este nome em homenagem ao lógico/matemático George Boole (Inglaterra,
1815-1864).

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EXCEL AVANÇADO 9

Resolução 3.8. Criaremos um novo campo, na coluna D (você pode dar o título
que quiser para este campo – aqui, chamaremos simplesmente de “Operador E”). Na
célula D2, criaremos a condição desejada, através da expressão =E(B2="Brasil";
C2>30). Os parâmetros são autoexplicativos, não é mesmo? Estamos buscando pelos
registros cujos usuários são brasileiros E têm mais de 30 anos (B2 e C2 representam a
“Nacionalidade” e a “Idade”, respectivamente). Clique em Enter e, em seguida, arraste
a fórmula até a última linha do intervalo (célula D11). Pronto: as células D2 e D8 devem
estar com o atributo “VERDADEIRO”, as demais, “FALSO”. Note que são exatamente
estes registros que atendem aos critérios pesquisados. Note também que “Mateus
Oliveira” recebeu atributo FALSO (D4). Isso porque apenas um dos critérios foi atendido
(ser brasileiro), mas o operador E exige que ambos os critérios sejam simultaneamente
verdadeiros.

3.4.2 Função OU

Analogamente à função E, a função OU implementa o funcionamento do operador


lógico homônimo estudado no primeiro capítulo deste curso. Ela também recebe um
(ou mais) argumento e retorna um Verdadeiro ou Falso. A sintaxe deste operador é
dada por =OU(lógico1; [lógico2];...).

A função OU retorna valor Verdadeiro quando ao menos uma das expressões


lógicas avaliadas for verdadeira. Isto inclui a situação extrema em que todas as expressões
são verdadeiras simultaneamente. Assim como a função E, sua utilidade é potencializada
com seu uso encadeado na função SE, mas seu funcionamento simplificado é apresentado
no exemplo que segue.

Exemplo 3.8. Para os dados da FIGURA 3.1, suponha que você deseja saber quais
usuários são argentinos OU têm menos de 25 anos. Utilize a função OU para isso.

Resolução 3.8. Fazemos exatamente o mesmo procedimento do Exemplo 3.7


(anterior), com a diferença de que agora substituímos a função pela seguinte expressão
=OU(B2="Argentina";C2<25). Expanda novamente a função até a célula D11 e
pronto: quatro valores atenderam ao seu critério de pesquisa. Note que o número de
resultados VERDADEIRO é maior do que para a função E. Apesar disto depender
diretamente do conjunto de dados, este resultado é esperado, pois a função OU é mais
flexível, aceitando que apenas uma das condições seja verdadeira para atribuir valor
lógico VERDADEIRO ao registro.

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10 EXCEL AVANÇADO
3.4.3 Função SE

Esta função implementa o comportamento lógico do operador “se ... então”,


também explorada conceitualmente no primeiro capítulo deste material. O SE recebe
como argumento uma condição a ser testada; se esta condição retornar valor Verdadeiro,
então o SE retornará um valor determinado; caso contrário, outro valor será retornado.
Complexo? Vamos raciocinar...

Suponha que você deseja fazer uma consulta em uma base de dados de uma
escola. Suponha também que esta base de dados tenha duas colunas (atributos), a
saber: frequência percentual e média geral. Os registros (linhas) correspondem às
informações dos diversos alunos matriculados nesta escola. Agora, imagine que a
direção da escola gostaria de oferecer um prêmio aos alunos com frequência superior a
90% e média geral superior a 9,5, e para isso necessita obter um relatório com os alunos
contemplados. Neste caso, a direção poderia criar uma terceira coluna nesta tabela com
o cabeçalho “CONTEMPLADO”, por exemplo. Esta coluna recebe “sim” ou “não”.
Agora, basta testar os atributos das duas primeiras colunas simultaneamente e aferir
o resultado. A lógica deste teste é: “Se frequência percentual for maior do que 90% e
média geral for superior a 9,5, então atribuir ‘sim’ ao aluno, senão atribuir ‘não’ (na
coluna CONTEMPLADO)”. Simples, não?

No exemplo acima você pode perceber o potencial da função SE quando utilizada


conjuntamente com as funções E e OU2. Para implementar SE no Excel, utilizamos a
seguinte sintaxe: =SE(teste_lógico; [valor_se_verdadeiro]; [valor_se
_falso]). Os argumentos da função são autoexplicativos, mas serão detalhados
minuciosamente no Exemplo 3.9, a seguir.

Exemplo 3.9. Suponha agora que a empresa que gerencia os dados da FIGURA
3.1 oferece seus serviços apenas para brasileiros maiores de 30 anos. Você deseja obter
um relatório onde os registros que obedecem a estas condições estão listados como
“APROVADO” e os demais como “REPROVADO”. Utilize a função SE e o operador
lógico necessário para esta tarefa.

Resolução 3.9. Após os mesmos procedimentos iniciais dos exemplos


anteriores, substitua a função pela seguinte expressão =SE(E(B2="Brasil";
C2>30);"APROVADO";"REPROVADO"). Expanda a função até a célula D11. Pronto,
agora as células D2 e D8 devem estar marcadas como “APROVADO”, enquanto as
demais devem estar marcadas como “REPROVADO”.

2 No caso do exemplo anterior, foi utilizada apenas a função E encadeada na função SE. O
encadeamento da função OU é análogo.

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EXCEL AVANÇADO 11

3.4.4 Função SOMASE

Conforme a sintaxe sugere, a função SOMASE é um encadeamento nativo do


Excel para as funções SOMA e SE. Ela permite somar valores em um intervalo a partir
do atendimento de um determinado critério. Por exemplo, imagine que você tenha em
mãos uma planilha com valores que variam de 0 a 100. Agora, suponha que você queira
somar somente os valores maiores do que 70. Este é um caso típico do uso da função
SOMASE: ela só contabilizará como parcela, na soma, os valores que atenderem ao
critério “ser maior do que 70”.

A sintaxe do SOMASE é dada por =SOMASE(intervalo; critérios;


[intervalo_soma]). Os dois primeiros argumentos são autoexplicativos. O último
argumento (opcional) “intervalo_soma” refere-se ao intervalo real a ser somado; caso
omitido, o Excel considera-o igual ao argumento “intervalo”. Na maioria dos casos, este
último argumento é desnecessário.

Exemplo 3.10. Agora, suponha que você deseja somar as idades de todos os
argentinos presentes na FIGURA 3.1. Utilize a função SOMASE para isso.

Resolução 3.10. Na célula G3, digite a seguinte expressão: =SOMASE(B1:B11;


"Argentina";C1:C11). B1:B11 é o intervalo onde procuraremos o critério desejado
(“Argentina”). C1:C11 é o intervalo onde procuraremos os valores a serem somados
(“Idades”). Após ENTER, a célula G3 deve apresentar o valor 84 (38+46).

3.4.5 Função CONT.SE

Suponha agora que você esteja diante da mesma planilha com valores entre
0 e 100, que havíamos hipotetizado para exemplificar a função SOMASE, na seção
anterior. Suponha também que, agora, ao invés de somar, você deseja contar o número
de ocorrências com valor maior do que 70. A função CONT.SE faz exatamente isto:
Contabiliza apenas os registros que atendem a um critério especificado. Neste contexto,
ela é um encadeamento nativo do Excel para as funções CONT.NÚM e SE.

A sintaxe do CONT.SE é muito simples e objetiva: =CONT.SE(intervalo;


critérios), e sua aplicação está exemplificada a seguir.

Exemplo 3.11. Deseja-se saber quantos colombianos estão cadastrados na base


de dados da FIGURA 3.1. Vamos obter esta contagem por meio da função CONT.SE.

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12 EXCEL AVANÇADO
Resolução 3.11. Na célula G3, digite a seguinte expressão: =CONT.SE(B1:B11;
"Colômbia"). B1:B11 é o intervalo onde procuraremos o critério desejado (“Colômbia”).
Após ENTER, a célula G3 deve apresentar o valor 2, indicando que existem dois
colombianos no intervalo pesquisado.

3.4.6 Função SEERRO

Esta função é mais uma implementação da função SE, que permite a automatização
daquilo que os programadores chamam de “tratamento de exceção”. Uma exceção, neste
caso, é um erro devido a uma impossibilidade lógica. Por exemplo, imagine que você
está dividindo, um a um, os valores da coluna A pelos valores da coluna B. Suponha
também que alguns valores/registros em B sejam iguais a zero, o que impossibilitará
a divisão. Se você não estabelecer nenhuma condição, o Excel retornará #DIV/0 (erro
por divisão por zero). Entretanto, eventualmente, gostaríamos de uma mensagem
personalizada, do tipo “Valor da coluna B ausente”. É neste contexto que SEERRO se
insere – retornando uma mensagem pré-especificada pelo usuário.

A sintaxe da função é =SEERRO(valor; valor_se_erro), onde “valor” pode


ser a expressão ser avaliada e “valor_se_erro” a mensagem (ou valor) a ser retornado,
caso “valor” ocasione um erro. Acompanhe o exemplo a seguir.

Exemplo 3.12. Considere que os dados abaixo (FIGURA 3.4) referem-se ao número
de horas trabalhadas de diversos funcionários da empresa X. A terceira coluna traz o
valor da hora trabalhada de cada funcionário (presumidamente, de acordo com sua
função). Suponha que você deseja obter o valor a ser pago para cada um dos funcionários,
de acordo com estes dados. Como você faria isso, tomando o cuidado de que a planilha
foi preenchida pelo pessoal do Recursos Humanos da empresa e pode estar suscetível
às falhas humanas?

FIGURA 3.4 – RELAÇÃO DE HORAS TRABALHADAS E VALOR/HORA DO


FUNCIONÁRIOS DA EMPRESA X (FICTÍCIA)

FONTE: O autor

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EXCEL AVANÇADO 13

Resolução 3.12. Criaremos uma nova coluna (D), que chamaremos de “Salário”.
Para saber quanto cada funcionário deverá receber, precisamos multiplicar o número
de horas trabalhadas pelo valor monetário da hora. Note que a célula C5 tem um dado
faltante, o que ocasionará um erro na multiplicação. Para tanto, na célula D2, digite a
seguinte expressão: =SEERRO(B2*C2;"Dados Faltantes"). Em uma “tradução
livre”, esta expressão “diz” para o Excel: “Se a multiplicação de B2 por C2 for possível,
retorne este valor, caso contrário, informe “Dados Faltantes”. Expanda a fórmula até a
célula D6. Note que a célula D5 apresentou a informação “Dados Faltantes”, enquanto
as demais apresentaram o resultado da multiplicação Horas x Valor. Desta forma, fica
fácil encontrar erros no preenchimento da planilha.

3.4.7 Função SOMARPRODUTO

A função SOMARPRODUTO corresponde ao encadeamento da função PRODUTO


na função SOMA. Ela funciona da seguinte maneira: fornece-se duas (ou mais) colunas
de uma matriz à função; esta multiplica os valores pareados (que estão na mesma linha)
e, ao final, retorna a soma dos resultados destas multiplicações.

A sintaxe do SOMARPRODUTO é =SOMARPRODUTO(matriz1; [matriz2];


[matriz3]; ...), onde as matrizes (1,2,3...) correspondem aos intervalos que
contêm colunas a serem multiplicadas e somadas. Se houver valores faltantes ou “não-
interpretáveis” (letras, por exemplo), a função negligenciará essa linha no processo de
soma, ou seja, será atribuído o valor zero ao produto desta linha.

Exemplo 3.13. Considere os mesmos dados da FIGURA 3.4, mas substitua o


valor faltante, na célula C5, por R$ 15,00. Suponha agora que você deseja saber qual o
total a ser pago aos funcionários, de acordo com o valor da hora e as horas trabalhadas
apresentadas. Lembre-se de que, para isto, você deve primeiramente ponderar o
número de horas trabalhadas pelo seu respectivo valor monetário, de acordo com cada
funcionário.

Resolução 3.13. Poderíamos primeiramente criar uma coluna com a multiplicação


Horas x Valor, e depois somá-la. Entretanto, vamos omitir este passo com a função
SOMARPRODUTO. Na célula G3, digite a expressão: =SOMARPRODUTO(B2:B6;C2:C6).
Os intervalos representam os valores a serem multiplicados antes da soma – Hora e
valor, respectivamente). Após ENTER, a célula G3 deverá apresentar o valor 5080. Isso
quer dizer que o total que a empresa gastará com a folha de pagamento dos funcionários
será R$ 5080,00, de acordo com os dados informados.

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14 EXCEL AVANÇADO
3.5 FORMULÁRIOS

A ferramenta “Formulários” tem como objetivo facilitar a entrada de dados em


uma planilha por meio de uma caixa de diálogo amigável e automatizada. Para utilizar
esta ferramenta, aconselhamos primeiramente habilitar o acesso rápido a ela. Para tanto,
adote o procedimento a seguir.

Na barra de ferramentas de acesso rápido, clique na seta para baixo e, em seguida,


acesse a opção “Mais comandos...”, conforme explicitado na FIGURA 3.5.

FIGURA 3.5 – OPÇÃO “MAIS COMANDOS...” NA BARRA DE FERRAMENTAS DE ACESSO


RÁPIDO DO EXCEL

FONTE: O autor

Em seguida, mude o campo “Escolher comandos em” para a opção “Todos os


comandos”. Localize o comando “Formulário...” e, em seguida, clique em “Adicionar”,
seguido de OK, conforme a FIGURA 3.6.

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EXCEL AVANÇADO 15

FIGURA 3.6 – ADICIONANDO O BOTÃO “FORMULÁRIO” À BARRA DE FERRAMENTAS DE


ACESSO RÁPIDO DO EXCEL

FONTE: O autor

Pronto, agora o botão deve ter sido adicionado à barra de ferramentas de


acesso rápido. Este será o botão utilizado para criar formulários. Para tanto, devemos
informar a região da tabela que receberá o formulário. A primeira linha desta região
deverá ser preenchida com os nomes dos atributos desejados. Uma vez feito isto, a
região deve ser selecionada e o formulário deve ser criado. O desenvolvimento deste
procedimento fica mais claro com a prática efetiva, portanto pormenorizaremos a criação
de formulários no Exemplo 3.14.

Exemplo 3.14. Utilize a ferramenta “formulários” para construir a base de dados


da FIGURA 3.1 em uma nova planilha do Excel.

Resolução 3.14. Considerando que o botão formulários já tenha sido adicionado à


barra de ferramentas de acesso rápido, abra uma planilha em branco. Crie os cabeçalhos
desejados, no caso: Nome, Nacionalidade, Idade (nas células A1:C1). Agora, selecione
estas três colunas e clique no botão “Formulário”, na barra de ferramentas de acesso
rápido e clique em OK. Pronto, a janela que apareceu é a interface para você criar,
rapidamente, seu formulário. Utilize a FIGURA 3.1. para preencher os respectivos dados.
Para agilizar o processo, você pode mudar de campo utilizando a tecla TAB e, após
digitar os três atributos de um dado registro, utilize a tecla ENTER. Neste momento,

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16 EXCEL AVANÇADO
o registro é adicionado à planilha e os campos são limpos, permitindo que você insira
os atributos de um novo registro. Após digitar todos os registros, clique em FECHAR
e seu formulário estará completo. Note que, para um dado formulário, você sempre
poderá adicionar novos registros selecionando as respectivas colunas e repetindo o
procedimento indicado nesta resolução. Simples, não?

3.6 FUNÇÕES DE DATA E HORA (CÁLCULO COM DATA E HORA)

Suponha agora que você deseja fazer operações matemáticas com registros que
tenham atributos quantitativos (como “horas”, por exemplo) e atributos qualitativos
(“mês”, por exemplo). Você já identificou o entrave, certo? Atributos qualitativos são
restritos quanto ao tratamento matemático, uma vez que operações algébricas não podem
ser aplicadas a eles. Pensando nisso, os desenvolvedores do Excel implementaram uma
série de ferramentas que permitem atingir este objetivo, chamadas popularmente de
Funções de Data e Hora (apesar de mais atributos serem contemplados). Exploraremos
estas funções nesta seção. Como estas funções possuem funcionalidades que dependem
da data vigente em que o aluno estiver praticando, não apresentaremos um exemplo
específico nesta seção. Acreditamos que as instruções da parte conceitual sejam
suficientes para que o aluno possa executar estas funções no momento em que lhe for
conveniente.

3.6.1 FUNÇÃO HOJE

A melhor parte das funções de data e hora é que o nome atribuído à função
normalmente é muito intuitivo e fácil de lembrar. A função HOJE, por exemplo, retorna
a data vigente, de acordo com a configuração do sistema operacional. Simples, não?
Pois é, e tem mais: como a data é obtida diretamente do sistema, argumentos adicionais
são desnecessários, sendo que sua sintaxe fica reduzida a =HOJE().

3.6.2 Função AGORA

A função AGORA é uma extensão direta da função HOJE, com o acréscimo da


hora atual no valor retornado. Novamente, este valor é lido diretamente da configuração
do sistema operacional, o que faz com que esta função também dispense argumentos,
sendo sintaticamente definida como =AGORA().

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EXCEL AVANÇADO 17

3.6.3 Função DIA.DA.SEMANA

Suponha que você deseja saber em que dia da semana seu aniversário foi
comemorado 10 anos atrás. Com um pouco de lógica e uma boa dose de paciência (ou
com o auxílio de um calendário antigo), é possível obter esta informação – não esqueça
de considerar os anos bissextos. Entretanto, com o auxílio do Excel e da função DIA.
DA.SEMANA, você pode obter este dado de forma rápida e segura!

A sintaxe da função é =DIA.DA.SEMANA(núm_série; [retornar_tipo]). Aqui,


considerações sobre os argumentos da função fazem-se necessários. Vamos lá:

• núm_série: Para poder realizar operações com datas, o Excel atribui um valor único e
sequencial para cada data, desde o dia primeiro de janeiro de 1900, que corresponde
ao número 1. Após esta data, a cada novo dia, este número sequencial é incrementado
em um (i.e., dia 2 de janeiro de 1900 corresponde ao número sequencial 2, e assim
por diante). O atributo “núm_série” espera que você insira este número sequencial.
Você pode fazer isso indiretamente, através do encadeamento da função DATA, que
recebe uma data normal e converte, automaticamente, em seu número sequencial. A
sintaxe da função DATA é =DATA(ano; mês; dia).
• [retornar_tipo]: Este argumento opcional ajusta a numeração para o dia da semana
específico. Na sua forma-padrão, a numeração atribui “um” ao domingo, “dois” à
segunda e assim por diante. A lista completa de opções é fornecida pelo Excel no
momento em que você está implementando a função.

3.6.4 Função DIAS360

A função DIAS360 retorna o número de dias entre duas datas, considerando o


ano comercial de 360 dias (12 meses de 30 dias cada). Para tanto, basta informar as duas
datas desejadas. A sintaxe desta função é dada por =DIAS360(data_inicial; data_final;
[método]). Os dois primeiros argumentos são autoexplicativos. O terceiro argumento
[método] – opcional – configura a forma de tratar as ocorrências de dias 31: método
americano ou europeu. O método padrão do Excel é o método americano; você pode
consultar diferenças entre os dois métodos na página de suporte da Microsoft para o
Excel: basta procurar pela função DIAS360. Não esqueça também que se espera que
as datas inicial e final sejam informadas em função de seu número sequencial, então o
uso encadeado da função DATA, conforme mencionado na seção anterior, novamente
é bem-vindo.

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18 EXCEL AVANÇADO
3.6.5 Função DIATRABALHO

Esta função retorna o número sequencial associado a uma data que ocorrerá
“n” dias úteis a contar a partir de uma data inicial. O Excel exclui automaticamente
sábados e domingos do cômputo de dias úteis. Se desejar excluir também feriados,
estes deverão ser informados através de uma lista. Então, a sintaxe desta função é dada
por =DIATRABALHO(data_inicial; dias; [feriados]). Lembre-se de que, por padrão, a
“data_inicial” deverá ser um número sequencial (use a função DATA para facilitar as
coisas).

REFERÊNCIAS

CINTO, Antonio Fernando; GÓES, Wilson Moraes. Excel avançado. Editora: Novatec,


2015.

MARTINS, António. Excel aplicado à gestão. Edições Sílabo, 2003.

PERES, Paula. Excel avançado. Edições Sílabo, 2011.

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ETAPA 4
FORMATAÇÃO, TABELA E GRÁFICO DINÂMICO
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Curso de Excel Avançado


Centro Universitário Leonardo da Vinci

Organização
Greisse Moser Badalotti

Autor
Paolo Moser

Reitor da UNIASSELVI
Prof. Hermínio Kloch

Pró-Reitoria de Ensino de Graduação a Distância


Prof.ª Francieli Stano Torres

Pró-Reitor Operacional de Ensino de Graduação a Distância


Prof. Hermínio Kloch

Diagramação e Capa
Renan Willian Pacheco

Revisão
Harry Wiese
1 INTRODUÇÃO

Olá! Seja bem-vindo à quarta unidade do curso de Excel Avançado. Agora que
você já aprendeu sobre a importação de bancos de dados e a utilização de funções
avançadas “em célula”, chegou a hora de aprender sobre a formação de gráficos e
tabelas dinâmicas.

Nesta unidade, você será introduzido, inicialmente, a procedimentos de


formatação condicional. Esta ferramenta é muito útil para realçar informações relevantes
de acordo com algum critério, bem como localizar dados repetidos na sua base de
dados. Utilizando o recurso de cores, a formatação condicional transforma o Excel em
um ambiente amigável para filtrar e “minerar” informações, de maneira a realçá-las
em meio ao todo, diferentemente dos filtros, que ocultam as informações indesejadas.

As tabelas dinâmicas permitem que você extraia macroinformações e sumarize


os dados de forma rápida e garantindo que não haja manipulação direta da base de
dados, o que poderia acarretar em perdas e erros provenientes de sobrescrever valores
em células. Com esta ferramenta, você poderá, por exemplo, obter rapidamente a
média de todas as colunas da base de dados, bem como somar todos os valores de um
determinado atributo. Subtotais relativos a agrupamentos intermediários também são
possíveis. Assim, as tabelas dinâmicas são fundamentais na geração de relatórios para
visualização de padrões e tendências nos dados.

Por fim, os gráficos dinâmicos executam basicamente as mesmas funções das


tabelas dinâmicas, com o incremento de reportar os resultados utilizando a poderosa
e versátil ferramenta de geração de gráficos estatísticos do Excel. O domínio desta
ferramenta representa um avanço para incrementar a apresentação dos dados ao público
interessado (seja na forma de texto ou de slides), uma vez que gráficos chamam mais
atenção do que tabelas e normalmente são assimilados facilmente pelo grande público.
Bons estudos!

1.1 FORMATAÇÃO CONDICIONAL

A ferramenta de FORMATAÇÃO CONDICIONAL possui um nome


autoexplicativo: ela se propõe a formatar células de acordo com condições (“regras”)
específicas. Várias destas regras já estão implementadas pelo próprio Excel, mas nada
impede que o usuário crie suas próprias condições.

Esta ferramenta é nativa do Excel e pode ser acessada no caminho PÁGINA


INICIAL > Estilo > Formatação condicional. Este atalho pode ser conferido na Figura 4.1.
2 EXCEL AVANÇADO
FIGURA 4.1 – LOCALIZAÇÃO DA FERRAMENTA “FORMATAÇÃO CONDICIONAL” NO EXCEL 2013

FONTE: O autor

Existem inúmeras condições preestabelecidas no Excel, e antes de aprender como


criar suas próprias condições “personalizadas”, vamos explorar as condições nativas.
Para acessá-las, basta clicar sobre o botão “Formatação Condicional”, que está destacado
na Figura 4.1. Um menu flutuante, com várias opções, aparecerá. Este menu pode ser
visualizado na Figura 4.2. A seguir, apresentaremos em detalhes a funcionalidade de
cada uma destas opções.

FIGURA 4.2 – MENU COM AS OPÇÕES DA FERRAMENTA


“FORMATAÇÃO CONDICIONAL”

FONTE: O autor

Agora, vamos descrever cada uma destas opções:

a) Realçar regras das células: opção que realça as células com base no seu conteúdo.
Aqui podem ser encontradas funções como “É maior do que”, “Está entre”, “Dados
duplicados”, entre outras. Algumas destas funções fazem sentido estritamente quando
aplicadas a dados numéricos, enquanto outras podem ser aplicadas a dados nominais
(cadeias de caracteres, por exemplo).

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EXCEL AVANÇADO 3

b) Regras de primeiros/últimos: estas opções referem-se à posição dos dados no que


diz respeito ao próprio conjunto ao qual pertencem. Por exemplo: estar entre os dez
primeiros itens, estar acima ou abaixo da média, pertencer ao grupo dos últimos 10%
dos dados, e outros.
c) Barras de dados: esta funcionalidade tem caráter meramente estético. Ela colore as
células baseada em sua posição na lista, adicionando barras que correspondem à
posição do dado, se a lista estivesse em ordem crescente. O caráter artístico, ou seja,
a forma de preenchimento, pode ser sólido ou gradual. É aplicada exclusivamente a
dados numéricos.
d) Escalas de cor: semelhante à funcionalidade anterior, porém com a diferença de que
agora o preenchimento é para toda a célula, ou seja, não existe a barra proporcional
à posição do dado na lista. O preenchimento assume a forma de uma escala contínua
de tonalidade, e também só pode ser aplicado a dados numéricos.
e) Conjuntos de ícones: mesclando as características das barras de dados e das escalas
de cor, esta formatação utiliza-se de um conjunto de ícones para caracterizar a posição
de cada dado (ou de intervalos de dados), dentro do conjunto ao qual pertencem.
Aplicada a dados numéricos.
f) Nova regra: ambiente que permite personalizar as regras às quais a formatação
condicional deve ser aplicada. É a opção mais versátil do menu de formatação,
permitindo, inclusive, obter a combinação de tonalidades desejada. Utilize esta opção
sempre que não encontrar uma regra desejada nos menus das opções anteriores.
g) Limpar regras: o nome desta opção é intuitivo. Ele permite eliminar toda e qualquer
regra de formatação condicional que tenha sido previamente inserida. Pode-se optar
em limpar completamente a planilha ou limpar somente um conjunto de células
específicas.
h) Gerenciar regras: ambiente que permite visualizar as regras ativas na pasta de
trabalho, bem como adicionar novas regras ou excluir regras já existentes.

Para aplicar uma formatação condicional basta selecionar as células que se


deseja formatar e procurar pela opção de formatação desejada. Note que as células
selecionadas podem corresponder a toda uma linha ou toda uma coluna. Neste caso,
se existirem cabeçalhos, estes também serão submetidos às opções de formatação. No
Exemplo 4.1 apresentaremos a aplicação da ferramenta em um conjunto de dados real,
correspondente às letras do alfabeto brasileiro.

Exemplo 4.1: considere a base de dados da Figura 4.3. Ela corresponde as 26


letras do alfabeto brasileiro, com sua posição e sua caracterização no que diz respeito
à vogal/consoante. Note que o registro da linha 22 está classificado como “vogau”
propositalmente.

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4 EXCEL AVANÇADO
FIGURA 4.3 – LETRAS DO ALFABETO BRASILEIRO, POSIÇÃO E
CARACTERIZAÇÃO VOGAL/CONSOANTE

FONTE: O autor

Com base neste conjunto, executaremos algumas formatações condicionais, que


você pode acompanhar na resolução a seguir:

Resolução 4.1: vamos enumerar os procedimentos para explorar, de forma geral,


as opções da Formatação Dinâmica.

a) Formatando os valores que estão localizados entre a 10ª e a 16ª posição

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EXCEL AVANÇADO 5

Selecione a coluna B e proceda ao caminho PÁGINA INICIAL >>>> Estilo >>>


Formatação condicional >> Realçar Regras das Células > Está Entre.... No primeiro
campo, digite 10, e no segundo, digite 16. Também é possível selecionar o estilo da
formatação desejado (aqui, utilizaremos o estilo padrão do Excel). O resultado da
formatação pode ser conferido na Figura 4.4.

FIGURA 4.4 – FORMATAÇÃO CONDICIONAL DAS CÉLULAS CUJOS


VALORES ESTÃO LOCALIZADOS ENTRE A 10ª E A 16ª
POSIÇÃO

FONTE: O autor

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6 EXCEL AVANÇADO
b) Formatando valores repetidos na coluna Vogal/Consoante

Selecione a coluna C e proceda ao caminho PÁGINA INICIAL >>>> Estilo >>>


Formatação condicional >> Realçar Regras das Células > Valores Duplicados.... O
resultado da formatação pode ser conferido na Figura 4.5. Note que o cabeçalho e a
célula com a inscrição “vogau” (intencional) são as únicas que não foram realçadas,
pois são entradas que não se repetem.

FIGURA 4.5 – FORMATAÇÃO CONDICIONAL DAS CÉLULAS CUJOS


VALORES ESTÃO REPETIDOS NA COLUNA VOGAL/
CONSOANTE

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EXCEL AVANÇADO 7

c) Formatando os valores que estão acima da posição média

Selecione a coluna B e proceda ao caminho PÁGINA INICIAL >>>> Estilo >>>


Formatação condicional >> Realçar de Primeiros/Últimos > Acima da Média.... O
resultado da formatação pode ser conferido na Figura 4.6. Note que a média da coluna
posição é 13,5.

FIGURA 4.6 – FORMATAÇÃO CONDICIONAL DAS CÉLULAS CUJOS


VALORES ESTÃO ACIMA DA POSIÇÃO MÉDIA

FONTE: O autor

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8 EXCEL AVANÇADO
d) Formatando os 20% maiores valores de posição

Selecione a coluna B e proceda ao caminho PÁGINA INICIAL >>>> Estilo >>>


Formatação condicional >> Realçar de Primeiros/Últimos > Primeiros 10%.... Na caixa
de diálogo que aparece, mude o valor de 10 para 20. O resultado da formatação pode
ser conferido na Figura 4.7. Note que existem 26 registros, e que 20% de 26 corresponde
a 5.2. Como o número de células é discreto (um número natural), o Excel realça as 5
células com o maior valor.

FIGURA 4.7 – FORMATAÇÃO CONDICIONAL DAS CÉLULAS CUJOS


VALORES REPRESENTAM OS 20% MAIORES VALORES DE
POSIÇÃO

FONTE: O autor

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EXCEL AVANÇADO 9

e) Aplicando Barras de Dados aos valores de posição

Selecione a coluna B e proceda ao caminho PÁGINA INICIAL >>> Estilo >>


Formatação condicional > Barra de Dados. Selecione um estilo de seu agrado. Aqui,
selecionamos “Preenchimento azul gradual”. O resultado da formatação pode ser
conferido na Figura 4.8.

FIGURA 4.8 – FORMATAÇÃO CONDICIONAL APLICANDO BARRAS DE


DADOS AOS VALORES DE POSIÇÃO

FONTE: O autor

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10 EXCEL AVANÇADO
f) Aplicando Escala de Cor aos valores de posição

Selecione a coluna B e proceda ao caminho PÁGINA INICIAL >>> Estilo >>


Formatação condicional > Escala de Cor. Selecione um estilo de seu agrado. Aqui,
selecionamos “Escala de cores verde – amarela – vermelha”. O resultado da formatação
pode ser conferido na Figura 4.9.

FIGURA 4.9 – FORMATAÇÃO CONDICIONAL APLICANDO ESCALA DE


COR AOS VALORES DE POSIÇÃO

FONTE: O autor

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EXCEL AVANÇADO 11

g) Aplicando Conjuntos de Ícones aos valores de posição

Selecione a coluna B e proceda ao caminho PÁGINA INICIAL >>> Estilo >>


Formatação condicional > Conjuntos de Ícones. Selecione um estilo de seu agrado. Aqui,
selecionamos “5 quartos”. O resultado da formatação pode ser conferido na Figura 4.10.

FIGURA 4.10 – FORMATAÇÃO CONDICIONAL APLICANDO CONJUNTOS


DE ÍCONES AOS VALORES DE POSIÇÃO

FONTE: O autor

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h) Criando uma regra para formatar os valores que estão um desvio-padrão acima do
valor da posição média

Selecione a coluna B e proceda ao caminho PÁGINA INICIAL >>>> Estilo >>>


Formatação condicional >> Realçar Regras das Células > Nova Regra.... Na caixa de
diálogo que aparece, selecione a opção “Formatar apenas valores acima ou abaixo da
média”. No campo “Formatar valores que estão:” escolha a opção “1 desvio-padrão
acima”. Aqui, precisamos selecionar também o estilo de formatação. Clique no botão
“Formatar...” e escolha uma opção ao seu gosto, por exemplo, “Negrito”. Clique em
OK duas vezes e pronto: o resultado da formatação pode ser conferido na Figura 4.11.
Note que a média do conjunto é 13,5, enquanto o desvio-padrão (amostral) é 7,65. Assim,
valores da ordem de 21,15 estão 1 desvio-padrão (ou mais) acima da média. Novamente,
como o Excel precisa discretizar os valores, as células a partir da posição 21 são realçadas.

FIGURA 4.11 – FORMATAÇÃO CONDICIONAL DAS CÉLULAS CUJOS


VALORES ESTÃO LOCALIZADOS A (PELO MENOS)
UM DESVIO-PADRÃO ACIMA DO VALOR DA
POSIÇÃO MÉDIA

FONTE: O autor

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EXCEL AVANÇADO 13

1.1 TABELA DINÂMICA

A TABELA DINÂMICA, conhecida internacionalmente como pivot table, é uma


ferramenta muito útil para extrair macroinformações e sumarizar os dados. As vantagens
da utilização desta ferramenta são inúmeras, sendo que as principais são a velocidade
e a garantia de que não haverá operação realizada diretamente sobre a base de dados,
evitando danos a eles.

Suponha, por exemplo, que você tenha à sua disposição uma base de dados que
seja relativa aos custos de produção de três peças de roupa (camisa, bermuda e calça),
em quatro alfaiates diferentes. Várias peças foram pesquisadas para o mesmo alfaiate,
gerando assim, cinco valores para cada tipo de peça. Logo, existem 60 valores disponíveis.
Agora, você deve decidir como organizará suas compras. Baseado, por exemplo, nas
médias dos valores (por peça) de cada alfaiate? Pareceu-lhe complexo? Pois é, este é um
pequeno e singelo exemplo de dados multivariados, o que origina o termo moderno big
data: conjunto com muitos dados e muitas variáveis/atributos. É aqui que a TABELA
DINÂMICA surge como uma alternativa.

Tabelas dinâmicas são construídas a partir de outras planilhas (como a base de


dados hipotetizada acima). Uma pré-análise de consistência é extremamente importante
para o uso das tabelas dinâmicas, a saber:

a) Certifique-se de que cada coluna possua um cabeçalho bem representativo de seu


conteúdo.
b) Variáveis categóricas (cor, nome etc.) devem ser verificadas quanto à sua consistência.
Por exemplo: “vermelho” e “Vermelho” serão consideradas cores distintas, por causa
da letra maiúscula. Cuidado – até os espaços importam!
c) Variáveis numéricas precisam ser cuidadosamente revisadas para evitar erros de
digitação.

Os dados são considerados em conjuntos, e o resultado final é fundamentalmente


influenciado por valores errados (que normalmente são discrepantes dos demais).

O acesso à TABELA DINÂMICA é realizado por meio do caminho INSERIR >>


Tabelas > Tabela Dinâmica, conforme a Figura 4.12, a seguir:

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14 EXCEL AVANÇADO
FIGURA 4.12 – LOCALIZAÇÃO DA FERRAMENTA “TABELA
DINÂMICA” NO EXCEL 2013

FONTE: O autor

Para começar a utilizar a ferramenta, basta selecionar o intervalo dos dados que
farão parte da análise e clicar no botão realçado na figura anterior.

Como de praxe neste curso, acreditamos que a melhor forma de aprender a usar
uma ferramenta é, efetivamente, fazendo uso da mesma, portanto desenvolveremos,
no Exemplo 4.2, o exemplo hipotético das peças de roupas e dos alfaiates, o qual
propusemos ao longo desta seção.

Exemplo 4.2: os dados da Figura 4.13 (fictícios) referem-se aos custos de produção
de três peças de roupa (camisa, bermuda e calça), em quatro alfaiates diferentes. Cinco
peças de cada tipo de roupa foram pesquisadas para o mesmo alfaiate, produzindo 60
valores. ATENÇÃO: os dados devem estar todos dispostos nas três primeiras colunas
(“um embaixo do outro”). Organizamos em nove colunas – simplesmente por questões
de editoração – ficaria difícil enquadrar uma tabela com 60 linhas neste material.

FIGURA 4.13 – CUSTOS DE PRODUÇÃO (FICTÍCIOS) DE TRÊS PEÇAS DE ROUPA (CAMISA,


BERMUDA E CALÇA) EM QUATRO ALFAIATES DIFERENTES

FONTE: O autor

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EXCEL AVANÇADO 15

Utilize a ferramenta TABELA DINÂMICA para extrair informações relevantes,


que lhe ajudarão a organizar a produção das peças de roupa.

Resolução 4.2: novamente estruturaremos o exemplo em itens enumerados, para


facilitar a organização. Entretanto, para a execução dos procedimentos, um procedimento
comum será executado no início. Para tanto, selecione o intervalo A1:C61 na planilha
em que os dados da Figura 4.13 estão organizados “um embaixo do outro” e proceda
ao caminho INSERIR >> Tabelas > Tabela Dinâmica. Clique em OK. Agora, uma nova
planilha deve ter sido gerada. Esta é a planilha dinâmica para os dados selecionados
previamente. Identifique os campos “COLUNAS”, “LINHAS” e VALORES”. Estes serão
os campos que utilizaremos nas resoluções a seguir.

a) Obter o preço médio de cada peça de roupa, considerando os valores médios de


cada alfaiate

“Arraste” a variável “Peça” para o campo COLUNAS e a variável “Alfaiate”


para o campo LINHAS. No campo VALORES, clique na seta existente e selecione
“Configurações do Campo de Valor”. Na caixa de diálogo que abre, selecione a opção
“Média” e clique em OK. Pronto: a última linha da tabela dinâmica apresenta o preço
médio de cada peça de roupa, considerando os valores médios de cada alfaiate. O
resultado pode ser conferido na Figura 4.14.
FIGURA 4.14 – TABELA DINÂMICA COM PREÇO MÉDIO DE CADA PEÇA DE ROUPA,
CONSIDERANDO OS VALORES MÉDIOS DE CADA ALFAIATE

FONTE: O autor

b) Obter o valor médio que cada alfaiate cobra por peça de roupa

Aqui, você pode utilizar a mesma tabela dinâmica do exemplo anterior, basta
observar o corpo da tabela, ao invés dos totais. Por exemplo: o alfaiate 1 cobra, em
média, R$ 49,80 por uma bermuda.

c) Obter o preço médio geral de cada alfaiate

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16 EXCEL AVANÇADO
Ainda utilizando a tabela dinâmica da Figura 4.14, olhe para a última coluna da
mesma. Estes são os valores médios (gerais) de cada alfaiate. Por exemplo: o alfaiate 1
tem preço médio geral de R$ 43,53 por peça de roupa, independente da tipologia.

d) Obter o valor máximo cobrado por cada alfaiate, por peça de roupa

“Arraste” a variável “Peça” para o campo COLUNAS e a variável “Alfaiate”


para o campo LINHAS. No campo VALORES, clique na seta existente e selecione
“Configurações do Campo de Valor”. Na caixa de diálogo que abre, selecione a opção
“Máx” e clique em OK. Agora, observe o corpo da tabela, nele estão listados os valores
máximos cobrados por cada alfaiate, por peça de roupa. Por exemplo: a peça de Bermuda
mais cara que o Alfaiate 1 produziu custou R$ 56,00. O resultado pode ser conferido
na Figura 4.15.

FIGURA 4.15 – TABELA DINÂMICA COM PREÇO MÁXIMO COBRADO POR CADA ALFAIATE
POR CADA PEÇA DE ROUPA

FONTE: O autor

e) Obter o total gasto com cada alfaiate, nos dados levantados, por peça de roupa

“Arraste” a variável “Alfaiate” para o campo COLUNAS e a variável “Peça”


para o campo LINHAS. No campo VALORES, clique na seta existente e selecione
“Configurações do Campo de Valor”. Na caixa de diálogo que abre, selecione a opção
“Soma” e clique em OK. A última linha da tabela dinâmica apresenta o total de dinheiro
gasto com cada alfaiate, considerando toda a sua produção. O resultado pode ser
conferido na Figura 4.16.

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EXCEL AVANÇADO 17

FIGURA 4.16 – TABELA DINÂMICA COM O TOTAL GASTO COM CADA ALFAIATE, POR
PEÇA DE ROUPA

FONTE: O autor

1.3 GRÁFICO DINÂMICO

A ferramenta GRÁFICO DINÂMICO tem funcionalidade muito semelhantes


à TABELA DINÂMICA, com a diferença óbvia de que os resultados produzidos são
gráficos.

Normalmente, quando queremos graficar algo no Excel, selecionamos os valores


da variável/atributo independente (“eixo x”) e os valores da variável/atributo dependente
(“eixo y”). Isso faz com que o gráfico seja específico para estas variáveis/atributos. Se
quisermos um gráfico para novos atributos, devemos repetir todo o procedimento
novamente. Com o GRÁFICO DINÂMICO tudo fica mais simples e ágil.

Suponha, por exemplo, que você queira gerar, para os dados da Figura 4.15, vários
gráficos que permitam comparar o preço médio de produção de cada peça de roupa
(camisa, bermuda e calça) de cada um dos alfaiates. Você tem dois procedimentos a
serem feitos a priori: (1) calcular as respectivas médias de cada alfaiate, relativas às peças
em questão – você pode usar uma tabela dinâmica para isto – e (2) gerar um gráfico
para cada conjunto de médias, para cada tipo de peça de roupa. Com o GRÁFICO
DINÂMICO, todos estes passos intermediários podem ser suprimidos, de maneira
a fornecer os dados brutos e, automaticamente, fornecer o gráfico dos parâmetros
desejados (neste caso, média).

O acesso ao GRÁFICO DINÂMICO é realizado por meio do caminho INSERIR


>> Gráficos > Gráfico Dinâmico, conforme a FIGURA 4.17, a seguir:

FIGURA 4.17 – LOCALIZAÇÃO DA FERRAMENTA “GRÁFICO DINÂMICO” NO EXCEL 2013

FONTE: O autor

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18 EXCEL AVANÇADO
Acompanhe o Exemplo 4.3, em que desenvolveremos alguns tipos de gráficos
dinâmicos, utilizando a mesma base de dados da Figura 4.13.

Exemplo 4.3: utilizando a base de dados da Figura 4.13, desenvolveremos, neste


exemplo, vários procedimentos de gráficos dinâmicos para elucidar relacionamentos
e padrões inerentes aos dados. Lembre-se: o Excel fornece muito mais opções do que
conseguiremos mostrar aqui, então cabe a você explorá-las conforme sua necessidade,
lembrando que a boa prática da formulação de gráficos e tabelas preza pela simplicidade
e pela máxima de que um gráfico é autoexplicativo – o leitor não deve precisar de
informações externas para compreender seu conteúdo.

Resolução 4.3: faremos aqui as mesmas análises do Exemplo 4.2, porém


apresentaremos os resultados na sua forma gráfica. Novamente um procedimento
comum a todos os exemplos será executado no início. Para tanto, selecione o intervalo
A1:C61 na planilha em que os dados da Figura 4.13 estão organizados “um embaixo
do outro” e proceda ao caminho INSERIR >> Gráficos > Gráfico Dinâmico. Clique em
OK. Este é o ambiente do gráfico dinâmico para os dados selecionados previamente.
Novamente, identifique os campos “COLUNAS”, “LINHAS” e VALORES”. Estes serão
os campos que utilizaremos nas resoluções a seguir.

a) Graficar o preço médio de cada peça de roupa

“Arraste” a variável “Peça” para o campo COLUNAS. No campo VALORES,


clique na seta existente e selecione “Configurações do Campo de Valor”. Na caixa de
diálogo que abre, selecione a opção “Média” e clique em OK. O resultado pode ser
conferido na Figura 4.14.

FIGURA 4.18 – GRÁFICO DINÂMICO COM PREÇO MÉDIO DE CADA PEÇA DE ROUPA

FONTE: O autor

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EXCEL AVANÇADO 19

b) Graficar o valor médio que cada alfaiate cobra por peça de roupa

“Arraste” a variável “Peça” para o campo COLUNAS e a variável “Alfaiate”


para o campo LINHAS. No campo VALORES, clique na seta existente e selecione
“Configurações do Campo de Valor”. Na caixa de diálogo que abre, selecione a opção
“Média” e clique em OK. O resultado pode ser conferido na Figura 4.19.

FIGURA 4.19 – GRÁFICO DINÂMICO COM O VALOR MÉDIO QUE CADA ALFAIATE
COBRA POR PEÇA DE ROUPA

FONTE: O autor

c) Graficar o preço médio geral de cada alfaiate

“Arraste” a variável “Alfaiate” para o campo COLUNAS. No campo VALORES,


clique na seta existente e selecione “Configurações do Campo de Valor”. Na caixa de
diálogo que abre, selecione a opção “Média” e clique em OK. O resultado pode ser
conferido na Figura 4.20.

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20 EXCEL AVANÇADO
FIGURA 4.20 – GRÁFICO DINÂMICO COM O PREÇO MÉDIO GERAL DE CADA ALFAIATE

FONTE: O autor

d) Graficar o valor máximo cobrado por cada alfaiate, por peça de roupa

“Arraste” a variável “Peça” para o campo COLUNAS e a variável “Alfaiate”


para o campo LINHAS. No campo VALORES, clique na seta existente e selecione
“Configurações do Campo de Valor”. Na caixa de diálogo que abre, selecione a opção
“Máx” e clique em OK. O resultado pode ser conferido na Figura 4.21.

FIGURA 4.21 – GRÁFICO DINÂMICO COM O VALOR MÁXIMO COBRADO POR CADA
ALFAIATE, POR PEÇA DE ROUPA

FONTE: O autor

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EXCEL AVANÇADO 21

e) Graficar o total gasto com cada alfaiate, nos dados levantados, por peça de roupa

Utilize a mesma configuração da resolução anterior, mas campo VALORES,


clique na seta existente e selecione “Configurações do Campo de Valor” e, na caixa
de diálogo que abre, selecione a opção “Soma” e clique em OK. O resultado pode ser
conferido na Figura 4.22.

FIGURA 4.22 – GRÁFICO DINÂMICO DO TOTAL GASTO COM CADA ALFAIATE, POR PEÇA DE
ROUPA

FONTE: O autor

1.4 REFERÊNCIAS

CINTO, Antonio Fernando; GÓES, Wilson Moraes. Excel avançado. Editora Novatec,


2015.

MARTINS, António. Excel aplicado à gestão. Lisboa: Silabo, 2003.

PERES, Paula. Excel avançado. Lisboa: Silabo, 2011.

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Curso de Excel Avançado


Centro Universitário Leonardo da Vinci

Organização
Greisse Moser Badalotti

Autor
Paolo Moser

Reitor da UNIASSELVI
Prof. Hermínio Kloch

Pró-Reitoria de Ensino de Graduação a Distância


Prof.ª Francieli Stano Torres

Pró-Reitor Operacional de Ensino de Graduação a Distância


Prof. Hermínio Kloch

Diagramação e Capa
Renan Willian Pacheco

Revisão
Harry Wiese
1.1 INTRODUÇÃO

Muito bem! Agora que você já estudou as quatro primeiras unidades deste curso,
está na hora de assimilar a última unidade. Veremos como utilizar funções ainda mais
avançadas do Excel, como as ferramentas “Consolidar”, “Vínculos”, “Cenários”, “Atingir
meta”, “Solver”, “Tabelas variáveis”, “Barra de formulários”, “Macros” e as funções
“CONCATENAR” e “ARRUMAR”.

Estas ferramentas visam oferecer subsídios para que você possa fazer do Excel
uma ferramenta completa do ponto de vista analítico e gestor, pois por meio delas
pode-se, por exemplo, identificar índices ótimos de produção, que farão toda a diferença
na hora da tomada de uma decisão estratégica na gerência de um processo produtivo.
Também será possível otimizar tarefas repetitivas para que todos os procedimentos
possam ser executados a partir de um comando único.

Não menos importante, a manipulação e a consistência de múltiplos arquivos


também serão abordadas nesta unidade. Isso é fundamental, na medida em que o volume
de informações a ser manipulado aumenta e a probabilidade de falhas/inconsistências
aumenta na mesma direção.

Por fim, você será capaz de unir várias informações para apresentação de
relatórios concisos e com aspecto profissional, sempre mantendo o dinamismo que é
inerente aos conjuntos de dados, os quais podem ser modificados livremente e, por isso,
apresentar desafios para a obtenção de informações em “tempo real”.

Como esta é a unidade que encerra este curso livre de Excel Avançado, ficam
aqui os nossos sinceros votos de que, ao término desta disciplina, você se sinta mais
familiarizado com o ambiente versátil e poderoso do Excel, fazendo uso de habilidades
que, sem dúvida, lhe conferirão um diferencial no mercado de trabalho!

1.2 CONSOLIDAR

A ferramenta CONSOLIDAR permite “juntar” informações de várias planilhas


em uma planilha única, que pode servir de relatório, por exemplo. Para elucidar o
contexto, imagine a situação a seguir.

Você é da administração de uma instituição educacional e tem em suas mãos uma


bolsa de estudos no exterior para ser entregue ao aluno mais “dedicado” da quarta fase
do curso de Sistemas de Informação, por exemplo. Existem 10 alunos regulares nesta
fase, eles estão matriculados, conjuntamente, em três disciplinas. O nome das disciplinas
é irrelevante para o exemplo, mas para concretizar ainda mais as ideias, suponha que
2 EXCEL AVANÇADO
sejam elas: Programação I, Banco de Dados e Programação para Web. Ao término do
semestre letivo, você importa do sistema as notas destes alunos, porém as disciplinas
são geradas em planilhas separadas. Agora, suponha que você queira obter uma média
geral de cada aluno, para oferecer a bolsa de estudos de forma justa. Como você faria?

É neste ponto que a ferramenta CONSOLIDAR aparece como um ótimo recurso.


Ela pode ser acessada na aba “DADOS”, na seção “Ferramentas de Dados”, no botão
“Consolidar” (DADOS >> Ferramentas de Dados > Consolidar), conforme a Figura 1.

FIGURA 1 – LOCALIZAÇÃO DO BOTÃO CONSOLIDAR NO EXCEL 2013

FONTE: O autor

Como faremos as demais ferramentas apresentadas nesta unidade, vamos


aprender fazendo. Portanto, acompanhe o exemplo a seguir, em que desenvolveremos
a situação hipotética apresentada acima.

Exemplo 1: supondo que você esteja ambientado com a situação hipotética


apresentada acima, a Figura 2 apresenta as médias dos 10 alunos1 concorrentes à bolsa
de estudos, nas disciplinas Programação I, Banco de Dados e Programação para Web.
Cada disciplina está em uma planilha separada. Utilize a ferramenta CONSOLIDAR
para obter a média geral de cada aluno e identificar quem é o mais indicado à bolsa de
estudos.

1 Por simplicidade, os alunos foram nomeados de {a, b, c, ... , j}. As médias foram geradas
aleatoriamente utilizando a função =ALEATORIOENTRE(4;10).

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EXCEL AVANÇADO 3

FIGURA 2 – MÉDIAS (HIPOTÉTICAS) DE 10 ALUNOS DO CURSO DE SISTEMAS DE


INFORMAÇÃO NAS DISCIPLINAS DE (a) PROGRAMAÇÃO I, (b) BANCO DE DADOS
E (c) PROGRAMAÇÃO PARA WEB

(a) (b) (c)


FONTE: O autor

Resolução 1: primeiramente, vamos criar uma pasta de trabalho com três


planilhas, presumidamente chamadas de “disc_a”, “disc_b” e “disc_c”. Em cada planilha,
insira os dados das subfiguras a, b, c da Figura 2. Agora, em uma quarta planilha
(chamaremos esta de “consolidar”), acesse a ferramenta CONSOLIDAR. Na caixa de
diálogo que aparece, mude o campo “Função” para a opção “Média”. Utilize o botão
de seleção de intervalos para selecionar todas as células válidas (células com valores,
inclusive cabeçalhos) da planilha “disc_a” e adicioná-los ao campo “Referência”. Se
tudo ocorrer bem, este campo deverá mostrar o intervalo disc_a!$A$1:$B$11. Selecione
as opções “Usar rótulos na linha superior e coluna esquerda” (lembre-se de que você
selecionou os cabeçalhos) e clique em “Adicionar”. Repita o procedimento para as outras
duas planilhas. Neste instante, a caixa de diálogo da ferramenta CONSOLIDAR deve
apresentar-se da mesma forma que na Figura 3.

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4 EXCEL AVANÇADO
FIGURA 3 – CONFIGURAÇÃO DA CAIXA DE DIÁLOGO DA FERRAMENTA CONSOLIDAR PARA
O EXEMPLO 1.

FONTE: O autor

Agora, basta clicar em OK e pronto, na planilha “consolidar” aparecem os


cabeçalhos, os nomes das linhas e as médias de cada um dos alunos, considerando as
três disciplinas.

1.3 VÍNCULOS

Os “Vínculos” (também chamados de “Referências Externas”) são simplesmente


links que o Excel estabelece entre diferentes pastas de trabalho. Essa funcionalidade tem
especial importância na era atual, onde a computação em nuvem está em alta. Você não
está familiarizado com isso? Vamos explicar.

Imagine que você tenha uma pasta de trabalho que contém um valor que é
constantemente atualizado em outra pasta de trabalho. Por exemplo: uma rede de lojas
possui as filiais A, B e C. O gerente desta rede de lojas possui uma planilha única, onde
deseja visualizar o faturamento diário de cada filial. Este valor é atualizado diariamente,
ao término do expediente de trabalho. Para complicar um pouco mais, suponha que as
filiais se encontram em três cidades diferentes. Qual é a melhor solução? Talvez você
pense: “Simples! Os setores financeiros de cada filial têm acesso a uma planilha única;
ao término do expediente, cada filial preenche o seu respectivo campo nesta planilha
e envia ao gerente”. Cuidado, isso não é eficiente, pois pode haver desencontros no
momento dos preenchimentos, além de vazamento de informações entre as filiais.
Estrategicamente, o gerente deve evitar isso.

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EXCEL AVANÇADO 5

Uma solução mais coerente seria cada filial preencher a sua respectiva planilha
em um banco de dados on-line e o gerente ler o valor de cada filial diretamente destas
planilhas. Você concorda? Pois é, estes documentos localizados na web e que são
imediatamente atualizados após upload do usuário constituem o conceito de “nuvem”;
este conceito é uma tendência dos dias atuais. Quanto ao gerente, mais prático do que
abrir cada uma das planilhas das filiais, seria ter uma planilha única (chamada aqui de
“planilha mestra”) onde estes valores fossem atualizados em tempo real. Neste momento,
a ideia de vínculos faz-se necessária.

Para criar um vínculo em uma planilha, basta escolher a célula onde se deseja que
o valor vinculado seja exibido, digitar “=” e selecionar a célula na planilha de origem
do dado (que pode, inclusive, estar localizada em outra pasta de trabalho). Uma vez
vinculada, a célula será atualizada sempre que a planilha mestra for aberta ou sempre
que a opção “Atualizar” for acionada. Acompanhe no Exemplo 2 o desenvolvimento
do procedimento hipotético apresentado nesta seção.

Exemplo 2: as filiais A, B e C de uma rede de lojas digitam o valor de seu


faturamento diário na célula A1 de suas respectivas planilhas, que se encontram em
suas pastas de trabalho particulares (filial_a.xlsx, filial_b.xlsx e filial_c.xlsx), que estão
armazenadas em um serviço de armazenamento em nuvem1. Suponha os seguintes
faturamentos das filiais em um dia qualquer:

• Filial A: R$ 32.000,00.
• Filial B: R$ 20.000,00.
• Filial C: R$ 23.000,00.

Construa a “planilha mestra” gerencial, que permita ao gerente da rede de lojas
obter os valores atualizados, em tempo real, das filiais A, B e C.

Resolução 2: primeiramente, vamos criar as planilhas filial_a.xlsx, filial_b.xlsx


e filial_c.xlsx. Na primeira planilha de cada uma destas pastas, na célula A1, digite
os valores R$ 32.000,00, R$ 20.000,00 e R$ 23.000,00, respectivamente (digite apenas o
valor e utilize a opção “formato de número de contabilização” para transformá-lo em
valor de moeda). Agora, crie uma nova pasta de trabalho chamada planilha_mestra.
xlsx (mantenha as demais planilhas abertas, precisaremos delas). Nas células A1, A2 e
A3 digite “Filial A”, “Filial B” e “Filial C”, respectivamente. Agora, selecione a célula
B1. Digite “=”, vá na pasta de trabalho “filial_a.xlsx” e selecione a célula A1, onde você
digitou o valor R$ 32.000,00, e aperte a tecla ENTER. Faça o mesmo para as células B2
e B3, referenciando a célula A1 da primeira planilha das pastas de trabalho filial_b.xlsx
e filial_c.xlsx, respectivamente. Salve seu trabalho. Pronto, você percebe que as células
1 Empresas como Google, Microsoft e Amazon (entre outras), fornecem serviços de
armazenamento em nuvem.

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6 EXCEL AVANÇADO
da coluna B da Planilha Mestra estão com os valores digitados nas planilhas das filiais?
Agora, sempre que estas planilhas forem atualizadas e salvas, a Planilha Mestra será
atualizada, quando acessada. Perguntas com o teor de “atualizar vínculos” podem ser
feitas pela Excel, basta aceitar, para garantir que o valor apresentado seja sempre o valor
atual (último valor digitado pelas filiais). Tente, você mesmo, modificar os valores das
filiais para ver o que acontece!

1.4 CENÁRIOS

A ferramenta CENÁRIOS permite criar uma base de dados com relação a


determinados atributos, que pode ser acessada de acordo com o interesse do usuário.
Ela é muito útil para fazer pesquisas em relatórios, por exemplo.

Imagine, por exemplo, um cadastro de pessoa física que contenha os atributos


“Nome”, “Idade”, “Profissão” e “Sexo”. Neste contexto, cada pessoa cadastrada
corresponde a um “cenário”, pois apresenta uma combinação específica dos atributos
supracitados. O problema reside em organizar estas informações de forma a obter,
de forma rápida e segura, o cenário relativo a uma determinada pessoa. Também,
espera-se que, ao pesquisar o cenário de uma determinada pessoa, os demais cenários
sejam ocultados, para manter a pesquisa a mais clara e objetiva possível. A ferramenta
CENÁRIOS fornece os requisitos necessários para esta tarefa.

Para acessar esta ferramenta, utiliza-se o caminho Dados >>> Ferramenta de


Dados >> Teste de Hipóteses > Gerenciador de Cenários, conforme ilustra a Figura
5.3, a seguir:

FIGURA 3 – LOCALIZAÇÃO DA FERRAMENTA “GERENCIADOR DE CENÁRIOS” NO EXCEL


2013

FONTE: O autor

Agora, acompanhe no Exemplo 3 o uso do Gerenciador de Cenários para criar


uma base de dados de pessoas físicas, conforme hipotetizado nesta seção.

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EXCEL AVANÇADO 7

Exemplo 3: utilize o “Gerenciador de Cenários” para gerenciar um banco de


dados de pessoas físicas, que contenha os atributos “Nome”, “Idade”, “Profissão” e
“Sexo” com as seguintes entradas (“cenários”):

• Nome: José Martins


Idade: 27
Profissão: Programador
Sexo: Masculino

• Nome: Maria Silva


Idade: 32
Profissão: Professora
Sexo: Feminino

• Nome: Samara de Oliveira


Idade: 31
Profissão: Analista
Sexo: Feminino

Resolução 3: começamos inserindo os dados do que identificam os campos


do banco de dados. Nas células A1 a A4 digite Nome, Idade, Profissão e Sexo (cada
um em uma célula). Agora, nas células B1 a B4 insira as informações de José Martins.
Então, proceda ao caminho Dados >>> Ferramenta de Dados >> Teste de Hipóteses >
Gerenciador de Cenários. Clique em “Adicionar”. Na caixa de diálogo subsequente,
digite um nome para o cenário (no caso, “José”, parece uma boa opção). No campo
“células variáveis”, insira o intervalo B1:B4. Você pode habilitar a opção “evitar
alterações”, caso queira manter os valores do cenário inalteráveis. Clique em OK. Note
que “José” foi incluído nos cenários. Feche esta caixa de diálogo e repita o procedimento
para Maria e Samara. Se tudo ocorreu corretamente, você deve estar diante da seguinte
caixa de diálogos (Figura 4):

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8 EXCEL AVANÇADO
FIGURA 4 – CAIXA DE DIÁLOGO DA FERRAMENTA “GERENCIADOR DE CENÁRIOS”,
PARA O EXEMPLO 3.

FONTE: O autor

Pronto, agora basta selecionar o cenário do relativo à pessoa desejada. Clicar em


MOSTRAR e pronto, os valores na planilha são atualizados. Interessante, não? Tenha
em mente que esta técnica é fundamental para gerenciar um grande número de pessoas
cadastradas, facilitando a localização dos indivíduos e possibilitando a geração rápida
de relatórios.

1.5 ATINGIR META

A ferramenta ATINGIR META serve como uma calculadora para valores de


variáveis de entrada em uma fórmula, uma vez que se conhece o valor final. Calma, é
mais simples do que parece. Vamos desenvolver um raciocínio intuitivo que mostrará
como você já faz cálculos de “atingir meta” mentalmente, sem sequer ter se dado conta
disto. Imagine que existam quatro números a serem somados. Você desconhece um deles,
mas sabe o valor total da soma, por exemplo: 2+1+3+x=10. Automaticamente, utilizando
aritmética elementar, você determina que o x=4, certo? Pronto, você determinou o valor
de x para atingir a meta 10. Você percebe que se mudássemos o valor da soma, você

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EXCEL AVANÇADO 9

automaticamente adequaria o valor de x para atribuir esta meta? Pronto, é exatamente


isso que o Excel faz, com a diferença de que a fórmula inserida pode ser de uma
complexidade muito maior do que uma simples soma.

ATINGIR META pode ser acessada no caminho DADOS >>> Ferramentas de


Dados >> Teste de Hipóteses > Atingir Meta, conforme a Figura 5.

FIGURA 5 – LOCALIZAÇÃO DA FERRAMENTA “ATINGIR META” NO EXCEL 2013

FONTE: O autor

A função, cuja meta deve ser atingida, pode ser tanto uma função nativa do Excel
quanto uma função estabelecida pelo usuário. No Exemplo 4 utilizaremos a função
ATINGIR META para determinar a última nota de um aluno que precisa atingir média 7
em uma determinada disciplina. Lembre-se de que, obedecendo às regras da aritmética,
para que um valor em uma fórmula/função com n valores seja determinado, é necessário
conhecer o resultado desta fórmula e os demais n-1 valores.

Exemplo 4: um estudante está matriculado em um curso cuja média final para


aprovação deve ser igual ou superior a 7. Ele deve realizar quatro provas, sendo que as
três primeiras já foram realizadas. Ele obteve as seguintes notas: 6,5, 5,5 e 9,0. Utilize a
função ATINGIR META para calcular quanto ele deve obter na última prova para ser
aprovado no curso.

Resolução 4: organize uma planilha com os dados do problema, conforme a


Figura 6. Note que o valor do campo “Média Final” foi obtido por meio da função
=MÉDIA(B1:B4), inserida na célula B5. Note também que a nota da “Prova 4” está
faltando.

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10 EXCEL AVANÇADO
FIGURA 6 – DADOS PARA RESOLUÇÃO DO EXEMPLO 4

FONTE: O autor

Agora, seleciona a célula B4. Em seguida, proceda ao caminho DADOS >>>


Ferramentas de Dados >> Teste de Hipóteses > Atingir Meta. Configure o campo
“Definir célula” para a célula B5 (a célula que contém a fórmula para a qual desejamos
um determinado resultado). No campo “Para valor” digite 7 (o valor que desejamos que
a função média apresente). Por fim, no campo “Alternando célula” insira B4 (a célula
que deve ser ajustada para que a média resulte em 7). Pronto, clique em OK e aguarde
o cômputo do Excel. No final, note que o Excel encontrou o valor 9 para a Prova 4, ou
seja, para passar com média 7, dadas as notas das três primeiras provas, o aluno deve
obter 9 (ou mais) na Prova 4. Tente repetir o procedimento para diferentes combinações
de notas e médias e perceba a praticidade da ferramenta ATINGIR META.

1.6 SOLVER

O SOLVER é uma das funções mais avançadas do Excel e que permite resolver
problemas de uma área da matemática chamada “Pesquisa Operacional”. Esta área
busca otimizar funções sujeitas a restrições em suas variáveis de entrada, de forma
a obter os valores ótimos para as mesmas. A resolução deste tipo de problema exige
conhecimentos de álgebra matricial e nem sempre é acessível para o usuário que não
tenha cursado disciplinas como Álgebra Linear e a própria Pesquisa Operacional.

Para entender o problema, pense na seguinte situação: uma empresa deseja


produzir dois produtos relacionados, por exemplo, um eletrônico e um carregador.
O eletrônico leva 4 horas para ser produzido, enquanto o carregador leva 1,5 horas
(uma hora e meia). O custo para produção do eletrônico é de R$ 50,00, e do carregador
é R$ 7,00. A empresa possui 500 horas para produção e R$ 5.000,00 para investir na
produção dos dois produtos. Quantas peças de cada produto devem ser produzidas
para maximizar o lucro da empresa, sabendo que ela pretende vender o eletrônico por
R$ 95,00 e o carregador por R$ 15,00?

Pois é, o problema não é tão simples, uma vez que existem várias variáveis,
condicionantes e restrições associadas à produção. O primeiro passo (o mais complexo)

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EXCEL AVANÇADO 11

é modelar matematicamente o problema. Uma vez modelado, podemos utilizar o


SOLVER para encontrar o número ótimo de eletrônicos e carregadores produzidos.
Esse desenvolvimento será feito no próximo exemplo.

A ferramenta SOLVER não vem nativamente habilitada no Excel, uma vez que não
é de uso popular. Entretanto, basta habilitá-la – não são necessários downloads adicionais,
apenas um pouco de paciência até que o Excel a instale. Para tanto, você precisa seguir
o seguinte caminho: ARQUIVO >>>>> Opções >>>> Suplementos >>> Ir >> Solver >
Ok. Aguarde uns instantes. Agora você pode acessar o SOLVER no caminho DADOS
>> Análise > Solver, conforme mostra a Figura 7.

FIGURA 7– LOCALIZAÇÃO DA FERRAMENTA “SOLVER”, NO EXCEL 2013

FONTE: O autor

Agora, no Exemplo 5, mostraremos como resolver o problema supracitado e


hipotetizado da produção do eletrônico e do carregador.

Exemplo 5: você se recorda da situação que mencionamos há pouco? Caso não


se lembre, vamos citá-la novamente:

“Uma empresa deseja produzir dois produtos relacionados, por exemplo, um


eletrônico e um carregador. O eletrônico leva 4 horas para ser produzido, enquanto o
carregador leva 1,5 horas (uma hora e meia). O custo para produção do eletrônico é de
R$ 50,00, e do carregador é R$ 7,00. A empresa possui 500 horas para produção e R$
5.000,00 para investir na produção dos dois produtos. Quantas peças de cada produto
devem ser produzidas para maximizar o lucro da empresa, sabendo que a mesma
pretende vender o eletrônico por R$ 95,00 e o carregador por R$ 15,00?”

Modele matematicamente este problema e utilize o SOLVER do Excel para


fornecer a resposta.

Resolução 5: primeiramente, modelaremos matematicamente o problema. Para


simplificar as coisas, chamaremos a quantidade de eletrônicos produzidos de “e” e a
quantidade de carregadores produzidos de “c”. De acordo com o problema, note que
temos as seguintes restrições:

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12 EXCEL AVANÇADO

(função lucro, a ser maximizada)


(restrição das horas)
(restrição do orçamento)
e, c são número inteiros

Tente entender as regras estabelecidas acima. Caso lhe pareça muito complexo
este tipo de modelagem, procure conhecer um pouco mais sobre o ramo da matemática
aplicada – chamada “Pesquisa operacional” – ela trata de modelagem e solução de
problemas desta natureza.

Agora vamos organizar a planilha para utilizar o SOLVER. Uma sugestão


funcional está apresentada na Figura 8. Observe bem esta configuração e depois leia os
comentários a seguir:

FIGURA 8 – CONFIGURAÇÃO DA PLANILHA PARA UTILIZAÇÃO


DA FERRAMENTA “SOLVER”, PARA SOLUCIONAR O
PROBLEMA DO EXEMPLO 5

FONTE: O autor

Note que:

a) Configuramos o número inicial de cada produto para 1. Isso é arbitrário! Esses valores
não influenciam no resultado final.
b) Nas células do intervalo B7:B9 estão codificadas as funções restritivas da modelagem
da pesquisa operacional. A sintaxe de cada uma das células é:

• B7: =95*B1+15*B2-B8
• B8: =50*B1+7*B2
• B9: =4*B1+1,5*B2

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EXCEL AVANÇADO 13

Agora, acesse o SOLVER por meio de DADOS >> Análise > Solver. Na caixa de
diálogo que surge, devemos fazer a seguinte configuração (Figura 9) – explicaremos
em seguida.

FIGURA 9 – CONFIGURAÇÃO DA FERRAMENTA “SOLVER” PARA SOLUCIONAR O


PROBLEMA DO EXEMPLO 5

FONTE: O autor

Vamos aos comentários:

a) No campo “Definir objetivo”, selecionamos a célula que tem a função LUCRO que
queremos MAXIMIZAR (por isso a opção Máx foi selecionada).
b) As restrições foram inseridas utilizando o botão Adicionar.
c) As duas primeiras restrições referem-se ao fato de que o número de eletrônicos e
carregadores deve ser sempre inteiro (e, por consequência, não negativo).

Agora, basta clicar em RESOLVER. Note que o SOLVER apresenta como solução
ótima para a empresa a produção de 86 eletrônicos e 100 carregadores. Os valores de
cada um dos campos também são automaticamente atualizados (pois estão associados
através das funções inseridas). Tente mudar os valores fornecidos pelo SOLVER; note

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14 EXCEL AVANÇADO
que: (i) o lucro diminui ou (ii) alguma restrição não é satisfeita. Não adianta: os valores
fornecidos pelo SOLVER são os melhores, dado o cenário modelado. Legal, não?

1.7 BARRA DE FÓRMULAS

A Barra de Fórmulas está localizada acima da planilha do Excel, de modo muito


semelhante à barra de endereços de um browser, que você utiliza para navegar na internet.
No Excel, esta barra é precedida pelo símbolo matemático de função ( ), apesar de
que, não necessariamente, os valores inseridos na mesma precisem ser funções/fórmulas
do Excel1. Confira na Figura 5.10 a localização da barra de fórmulas no Excel 2013.

FIGURA 10 – LOCALIZAÇÃO BARRA DE FÓRMULAS, NO EXCEL 2013

FONTE: O autor

A Barra de Fórmulas serve para realizar entradas para uma célula específica,
selecionada a priori. Por exemplo, ao invés de selecionar uma célula e digitar a fórmula
nesta célula, você pode selecionar a célula e digitar a fórmula (ou uma sequência de
caracteres) na barra de fórmulas. A fórmula será avaliada após você teclar ENTER. Além
da legibilidade, parece não haver vantagem no uso desta estratégia. De fato, não há!
A barra de fórmulas se torna útil quando utilizada com o botão de função localizado a
sua esquerda. Neste atalho são encontradas todas as funções do Excel, organizadas por
categorias (estatística, financeira etc.). De fato, todas as “funções de linha” abordadas
neste material (E, OU etc.) são encontradas neste atalho.

Incentivamos que o aluno pesquise as funções desejadas neste atalho e as utilize,


principalmente, quando não se lembrar de todos os argumentos da respectiva função
de linha, uma vez que o atalho “funções” fornece caixas de diálogo para preenchimento
sequencial dos argumentos da função. Explore o atalho sem medo, ele se tornará
um dos seus melhores aliados no uso do Excel!

1 Lembre-se: “funções”, para serem interpretadas pelo Excel, devem ser precedidas pelo sinal
“=”. Se omitido este sinal, o Excel interpreta o argumento como uma sequência de caracteres
(string).

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EXCEL AVANÇADO 15

1.8 MACRO

A ferramenta MACRO está presente em todos os aplicativos do pacote MS Office


e tem por objetivo automatizar procedimentos repetitivos. Digamos que, toda vez que
você digita uma planilha, ao final, você a formata de maneira que: (i) a primeira coluna
e a primeira linha fiquem em negrito; (ii) a segunda coluna fique em itálico, exceto a
primeira célula da mesma; (iii) a terceira e quarta coluna sejam números de contabilização
(moeda) e (iv) a quinta coluna exiba a média da terceira e quarta colunas, também
formatada como números de contabilização (moeda). Você concorda que, toda vez,
terá que executar o mesmo procedimento após a digitação dos dados? Uma MACRO,
devidamente configurada, pode fazer isso por você.

As MACROS podem ser acessadas pelo caminho EXIBIÇÃO >> Macros >
Macros, conforme ilustra a Figura 11.

FIGURA 11 – LOCALIZAÇÃO DA FERRAMENTA “MACRO” NO EXCEL 2013

FONTE: O autor

A maneira mais prática de configurar uma macro é gravando os procedimentos.


Nesta abordagem, o usuário executa o procedimento desejado uma vez e os “cliques”
são salvos, de maneira que possam ser reproduzidos.

Usuários mais avançados e com conhecimento de programação podem criar


macros mais complexas, utilizando a linguagem VBA (Visual Basic for Applications).
Essa abordagem está fora do escopo deste curso livre, sendo que ela mesma, por si só,
seria motivo de um curso dedicado. Portanto, abordaremos aqui o procedimento de
gravação de procedimentos.

Acompanhe o Exemplo 6, em que desenvolveremos o procedimento citado nesta


seção.

Exemplo 6: sejam os dados da Figura 12 relativos a preços (fictícios) de 5 produtos


(a,b,c,d,e) em dois estabelecimentos distintos. A última coluna apresenta a média dos
preços (obtida com a função =MÉDIA) e a planilha já está formatada nos parâmetros
desejados.

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16 EXCEL AVANÇADO
FIGURA 12 – PREÇOS (FICTÍCIOS) DE 5 PRODUTOS (A,B,C,D,E) EM DOIS
ESTABELECIMENTOS DISTINTOS

FONTE: O autor

Grave uma macro que reproduza esta formatação para uma nova planilha que
contenha os mesmos atributos da Figura 12.

Resolução 6: primeiramente, olhando para a Figura 12, copie os dados para


uma planilha do Excel, até a coluna D, sem aplicar formatação alguma. Agora, acesse
a ferramenta MACRO por meio de EXIBIÇÃO >> Macros > Gravar macro. Digite um
nome para ela, como “Formatação”, por exemplo, e, se quiser, escolha um atalho para
acessá-la. Após clicar em OK execute, rigorosamente, os passos que você gostaria que
a macro repetisse no futuro1, a saber:

a) Selecionar coluna A, pôr em negrito.


b) Selecionar linha 1, pôr em negrito (2 vezes).
c) Selecionar coluna B, pôr em itálico.
d) Selecionar célula B1, remover itálico.
e) Selecionar o intervalo de colunas C:E; aplicar formato de número de contabilização.
f) Selecionar célula E2, inserir a função =MÉDIA(C2:D2) e teclar ENTER.
g) Selecionar célula E2, expandir a função por meio de dois cliques no ponto no canto
inferior direito da seleção.

Agora, basta clicar no símbolo de stop, no canto inferior esquerdo da planilha do


Excel. A MACRO está gravada.

Para verificar a funcionalidade da macro, abra uma nova planilha, na mesma


pasta de trabalho e, novamente, copie os dados da Figura 12, até a coluna D, sem aplicar
nenhuma formatação. Após isso, acesse a macro gravada, por meio de EXIBIÇÃO
>> Macros > Exibir macros. Encontre a macro que você acabou de salvar e clique em
EXECUTAR. Pronto, a formatação que você desejava foi feita automática, e pode ser
repetida para qualquer planilha nova que você abrir nesta pasta de trabalho.

1 É interessante executar o procedimento todo antes de gravar a macro, para garantir que todos
os passos a serem seguidos estão bem assimilados.

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EXCEL AVANÇADO 17

1.9 TABELAS DE DADOS VARIÁVEIS

As Tabelas de Dados Variáveis permitem testar o resultado de uma fórmula


para diferentes combinações de suas variáveis de entrada. Para entender melhor o
que isto quer dizer, suponha que você tenha várias cotações para o preço unitário de
um determinado produto e deseja visualizar qual será o orçamento para a compra de
diferentes quantidades deste mesmo produto. Obviamente, o valor será diferente para
diferentes combinações de quantidades e valores unitários deste produto. Para obter
um panorama geral destes orçamentos, você poderia aplicar, manualmente, o algoritmo
“preço unitário x quantidade” para cada combinação. A Tabela de Dados Variáveis
permite estimar estes orçamentos através de um único procedimento.

Para acessar esta ferramenta, proceda ao seguinte caminho: DADOS >> Teste
de Hipóteses > Tabela de Dados, conforme Figura 13.

FIGURA 13 – LOCALIZAÇÃO DA FERRAMENTA “TABELA DE DADOS” NO EXCEL 2013

FONTE: O autor

Agora, acompanhe uma aplicação desta ferramenta no Exemplo 7.

Exemplo 7: suponha que você tenha as seguintes cotações (obtidas de 3


fornecedores distintos) para o preço unitário de um determinado produto: R$ 50,00; R$
65,00 e R$ 72,00. Suponha também que você planeja comprar 10, 13, 15 ou 20 unidades
deste produto (dependendo da demanda) e, para tanto, deseja visualizar qual será o
orçamento para a compra com cada um dos fornecedores supracitados. Utilize uma
Tabela de Dados Variáveis para estabelecer todos os orçamentos possíveis.

Resolução 7: primeiramente, vamos preparar uma planilha com as combinações


de valores e quantidade. Para isto, disporemos os valores em uma coluna e as quantidades
em uma linha, formando uma matriz (é possível organizar de forma inversa, sem
problemas). Também listaremos, separada, uma combinação específica (qualquer) das
variáveis preço e quantidade. Por fim, na primeira célula da matriz formada digitaremos
a fórmula que calcula o orçamento que desejamos. Se utilizarmos a formatação da
FIGURA 13, a fórmula está inserida na célula C3 e tem a forma: =A1*A2.

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18 EXCEL AVANÇADO
FIGURA 14 – PREPARAÇÃO DA PLANILHA PARA USO DA FERRAMENTA TABELA
DE DADOS

FONTE: O autor

Agora, selecione o intervalo A3:E6 e proceda ao caminho DADOS >> Teste de


Hipóteses > Tabela de Dados. Na caixa de diálogo que aparece, no campo “Célula de
entrada da linha”, selecione a célula A1 (ela representa o valor unitário) e no campo
“Célula de entrada da coluna”, selecione a célula A1 (ela representa as quantidades).
Clique em OK e pronto: a matriz será preenchida com o cálculo da fórmula digitada
em A3, para cada combinação das suas respectivas variáveis de entrada.

1.10 FUNÇÃO CONCATENAR

A função CONCATENAR, como o próprio nome sugere, tem por objetivo “juntar”
informações provenientes de diferentes células para apresentar a informação de forma
unificada em uma célula desejada. Além disso, dentro da própria função, texto ou
caracteres podem ser digitados de forma a completar a concatenação, lembrando que
os textos sempre devem ser digitados entre aspas.

A sintaxe da função CONCATENAR é =CONCATENAR(texto1; [texto2]; ...). Os


argumentos texto devem ser preenchidos com o texto desejado ou o endereço da célula
que contém a informação desejada.

No Exemplo 8, a seguir, apresentamos a função concatenar para apresentar


os resultados de uma pesquisa eleitoral (fictícia) em favor do Candidato A, com seu
respectivo erro percentual inerente à estatística. Confira!

Exemplo 8: imagine que existam dois candidatos (A e B) à prefeitura de uma


cidade. Uma pesquisa de intenção de voto foi conduzida, com margem de erro de 2
pontos percentuais (para mais e para menos). Os resultados estão tabelados na Figura 15.

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EXCEL AVANÇADO 19

FIGURA 15– RESULTADOS DE UMA PESQUISA (FICTÍCIA) DE


INTENÇÃO DE VOTOS PARA OS CANDIDATOS A E B, À
PREFEITURA DE UMA CIDADE QUALQUER

FONTE: O autor

Suponha agora que você deseja apresentar os resultados na forma textual, por
exemplo: “Intenção de votos no candidato A: 37% ± 2%” (o mesmo para o candidato
B). Utilize a função CONCATENAR para obter este resultado.

Resolução 8: primeiramente, vamos inserir os dados conforme a Figura 13.


Em seguida, colocaremos o símbolo ± em uma célula qualquer, digamos, H1 (utilize
o caminho INSERIR >> Símbolos > Símbolo). Agora, em outra célula qualquer,
digamos E2, insira a função =CONCATENAR(B2;$H$1;C2). Note que travamos a célula
H1, pois agora expandiremos a função para a célula E3, e queremos que o mesmo
símbolo permaneça na expressão. Pronto, os valores estão concatenados, para ambos
os candidatos.

1.11 FUNÇÃO ARRUMAR

Como você já deve ter percebido, além de números, o Excel permite manipular
dados de qualquer natureza, inclusive sequências de texto. O problema é que, utilizando
as funções COPIAR e COLAR, muitas vezes, os textos trazidos de bases externas
acabam ficando com múltiplos espaçamentos no Excel. A função ARRUMAR se propõe
exatamente a isso: remover espaços desnecessários, mantendo somente espaços únicos
entre as palavras.

Para tanto, sua sintaxe é muito simples: =ARRUMAR(texto), em que o argumento


texto é autoexplicativo.

Apesar de simples, esta função ajuda muito, principalmente quando os textos


são copiados a partir de arquivos .pdf, que tendem a gerar espaços duplos aleatórios
no texto.

Acompanhe, no Exemplo 9, uma aplicação prática da função ARRUMAR.

Exemplo 9: digite na célula A1 o seguinte texto, com espaços duplos: “Texto com
espaços a arrumar”. Utilize a função ARRUMAR para remover os espações excedentes.

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20 EXCEL AVANÇADO
Resolução 9: em uma célula qualquer, digite a seguinte expressão: =ARRUMAR(A1).
Tecle ENTER e perceba que os espaços duplos foram convertidos a espaços simples, o
que é esperado em uma digitação correta. Simples, não?

1.12 REFERÊNCIAS

CINTO, Antonio Fernando; GÓES, Wilson Moraes. Excel avançado. Editora Novatec,


2015.

LOESCH, Cláudio; HEIN, Nelson. Pesquisa Operacional: fundamentos e modelos.


Saraiva, 2009.

MARTINS, António. Excel aplicado à gestão. Lisboa, Silabo, 2003.

PERES, Paula. Excel avançado. Lisboa, Silabo, 2011.

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