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RESENHA

Texto: Quadro da arquitetura no Brasil


Autor: Nestor Goulart Reis Filho
Aluna: Veronica Cirqueira Chaves

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“As mudanças ocorridas em ambos os setores através da História, são de molde


a indicar a persistência de um conjunto de inter-relações, cujo conhecimento e
sempre da maior importância, seja para o estudo da arquitetura, seja para o
estudo dos aspectos urbanísticos.”
No primeiro capítulo, o autor da início a uma análise do lote urbano e a arquitetura em
si, e como o passar do tempo vem influenciando em decisões para o local em que a
estrutura se instalara, como os arquitetos e profissionais da área devem se atentar e
dar importância para o estudo da arquitetura e tanto para os aspectos urbanísticos do
projeto.

“Dentro de intervalos de tempo relativamente longos, tais configurações devem


conseguir uma certa validade e consequentemente, uma certa estabilidade,
tornando-se
tradicionais, uma vez que consigam satisfazer a um número grande de
imposições e funções, tanto arquitetônicas, quanto urbanísticas.”

Analisando este trecho eu pude me atentar para a grande demanda de necessidade


para o futuro, de uma preocupação com a estabilidade e durabilidade de todas as
edificações, uma vez que pela minha percepção com toda a evolução e cada vez mais
tudo se tornando tão passageiro, se tem a necessidade de fazer algo durável, algo que
consiga atender a necessidade do grupo de pessoas que utilizaram aquele edifício e
funções que lhe são dadas e constituindo assim a implantação da arquitetura urbana.

O que pude concluir e destacar com o primeiro capitulo é de que a interdependência


entre arquitetura e o lote urbano quando são amadurecidos pelas tradições, de modo
informal, ou quando são pensados e planejados racionalmente, obtém assim um
projeto com duração a longo prazo, durabilidade, satisfação, reconhecimento e
solidez. A análise das relações que foram propostas no texto oferece possibilidades
explicativas relevantes, tanto para o estudo em si da arquitetura quanto para o estudo
das particularidades urbanas.

“Aproveitando antigas tradições urbanísticas de Portugal, nossas vilas e


cidades apresentavam ruas de aspecto uniforme, com residências construídas
sobre o alinhamento das vias públicas e paredes laterais sobre os limites dos
terrenos.”

Lendo o segundo capitulo, pude ver como nosso período colonial teve como modelo
inserido, uma reprodução aproximada de estilos e formatos presente em Portugal, um
dos elementos que podem servir como exemplo da comparação eram as casas
construídas sobre o alinhamento das vias públicas e sobre os limites laterais do
terreno, sendo isto muito visto em modelos de construções de lá, claro que se
adaptando com as condições materiais e socioeconômicas do nosso país.
“Era todo Um sistema de uso da casa que, como a construtivo, estava apoiado
sobre o trabalho escravo e, por isso mesmo, ligava-se a nível tecnológico
bastante primitivo. Esse mesmo nível tecnológico era apresentado pelas
cidades, cujo uso, de modo indireto, estava baseado na escravidão.”
Como já somos ciente nossa mão de obra naquele período era feita por escravos, as
vilas e cidades apresentavam ruas mais uniformes com deformidades, não sendo uma
arquitetura regular, estando presente em casas, ruas e aos processos construtivos em
geral e quando havia era fixada nas Cartas Régis ou em posturas municipais, já hoje
fazendo uma breve comparação no meio da construção civil cada vez mais temos
mais formalidade visto por mim como melhor para todos, já que em meu modo de ver,
com cada vez mais modos construtivos avançados e cada vez mais a visando ao
aumento da produtividade, regularização (não desperdiçando tantos recursos) e à
redução dos custos de construção, vem aumentando a busca pela racionalização dos
processos construtivos para benefício do consumidor e do produtor. Uma citação que
gostaria de deixar para esse caso de racionalização dos processos construtivos, a
indústria de pré-fabricados vem crescendo bastante no Brasil e em todo o mundo.

Sobre a mão de obra irregular, eu quero ressaltar alguns pontos, bom a “NÃO”
padronização de mão-de-obra em minha visão não é com o objetivo de coibir a
individualidade de cada trabalhador ou extinguir a diversidade de pensamento vendo
tanto naquela época de escravidão quanto na que vivemos hoje, mas sim com a
finalidade de homogeneizar os conhecimentos e as tarefas desenvolvidas por estes
colaboradores. Desta forma, seria/será possível estimar com maior precisão a
produtividade de uma determinada equipe, diminuindo as incertezas, variabilidades e
riscos inerentes a qualquer projeto. Isto se reflete em uma diminuição dos retrabalhos
e em um aumento da qualidade das diversas etapas do processo produtivo e
consequentemente do produto final. A variabilidade é reduzida quando um
determinado produto se torna capaz de ser produzido com as mesmas características
por qualquer equipe, a qualquer hora e em qualquer lugar. Sendo assim hoje para que
isso seja possível, se faz necessária a padronização das técnicas e conhecimentos
implementados pelos diversos colaboradores envolvidos na execução deste produto,
sendo um ponto bom e contribuindo e também conduzindo de maneira natural o
aprendizado do trabalhador.

“Durante todo o período colonial e, em parte, até os dias atuais, as tendências


monocultoras de nosso mundo rural contribuíram para a existência de uma
permanente crise de abastecimento nas cidades. Assim sendo, as casas
urbanas tentavam resolver em parte, o problema, por meio de pomares, criação
de aves e porcos ou do cultivo da mandioca e
de um ou outro legume.”
Historicamente, a floresta tropical não constitui
elemento importante dentro das nossas cidades.
Na cidade colonial brasileira não existiam
jardins, e apenas nos quintais se encontravam
pomares e pequenas plantações. Foi somente
no SÉC.XIX que surgiram os primeiros jardins
nas cidades brasileiras, como consequência da
transformação do Rio de Janeiro, na nova sede
do reino português. A chegada da corte ao
nosso país, fez com que novos hábitos sociais e
novos modelos arquitetônicos fossem
introduzidos no Rio de Janeiro e disseminados
por todo o país, transformando a paisagem pela
influência neoclássica, que resultou um aspecto
europeu, com grandes edifícios, ruas arborizadas e jardins