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Sumário

1. OBJETIVO........................................................................................................................... 2
2. CÓDIGOS E NORMAS APLICÁVEIS ............................................................................ 3
3. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA ................................................................................ 4
4. CARACTERÍSTICAS GERAIS ........................................................................................ 4
4.1 EQUIPAMENTOS....................................................................................................... 4
4.2 MÁQUINAS DE TRAÇÃO E COMANDOS ............................................................. 5
4.3 ENTRADAS E SAÍDAS.............................................................................................. 5
4.4 RODAPÉS ................................................................................................................... 5
4.5 BALAUSTRADAS ....................................................................................................... 6
4.6 DEGRAUS ................................................................................................................... 6
4.7 PENTES, PLACAS PENTE E PLACAS PISO ....................................................... 7
4.8 CORRIMÃOS .............................................................................................................. 8
4.9 DISPOSITIVOS DE SEGURANÇA.......................................................................... 8
4.10 PROTEÇÕES CONTRA FALHA DE FUNCIONAMENTO E SINALIZAÇÕES10
4.11 ESTRUTURAS E ARMAÇÕES .............................................................................. 10
4.12 CONTROLE............................................................................................................... 11
4.13 COMANDO ................................................................................................................ 12
4.14 DISPOSITIVO DE INDICAÇÃO DE DEFEITO .................................................... 13
4.15 PLACA DE IDENTIFICAÇÃO ................................................................................. 14
4.16 EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS ............................................................................. 15
4.17 MECANISMOS DE ACIONAMENTO .................................................................... 16
4.18 PROTEÇÃO TÉRMICA DO MOTOR .................................................................... 17
4.19 MANCAIS................................................................................................................... 17
4.20 LUBRIFICAÇÃO ....................................................................................................... 17
4.21 FOLGAS..................................................................................................................... 18
4.22 REDUTOR ................................................................................................................. 19
4.23 CORRENTE DE ACIONAMENTO ......................................................................... 19
4.24 EIXO DE ACIONAMENTO PRINCIPAL................................................................ 20
4.25 DISPOSITIVO TENSOR.......................................................................................... 20
4.26 TRILHOS DE GUIA .................................................................................................. 20
4.27 CORRENTE DOS DEGRAUS ................................................................................ 21
4.28 FREIOS ...................................................................................................................... 21

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4.28.1 Freio de Serviço ................................................................................................ 21
4.28.2 Freio de Emergência ........................................................................................ 22
5. REQUISITOS TÉCNICOS ADICIONAIS ...................................................................... 22
5.1 INTERCAMBIALIDADE ........................................................................................... 24
5.2 PROTEÇÃO CONTRA RUÍDO .............................................................................. 24
5.3 SINALIZAÇÃO .......................................................................................................... 24
5.4 COEFICIENTE DE SEGURANÇA ......................................................................... 25
6. INSPEÇÃO E TESTES.................................................................................................... 25
7. LOCALIZAÇÃO E CARACTERÍSTICAS BÁSICAS .................................................. 28
8. FOLHAS DE DADOS ...................................................................................................... 28

1. OBJETIVO

O objetivo desta Especificação Técnica (ET) é estabelecer os requisitos


mínimos para o projeto, fornecimento e instalação das Escadas Rolantes para
o Edifício IBC (International Broadcast Centre) para os Jogos Olímpicos e
Paralímpicos do Rio 2016TM.

Esta Especificação Técnica se refere aos seguintes itens:

Ítem TAG Quantidade Unidade Descrição

1 ER-01 1 PÇ Escada Rolante – Hall de


Entrada/Patamar
Intermediário

2 ER-02 1 PÇ Escada Rolante – Hall de


Entrada/Patamar
Intermediário

3 ER-03 1 PÇ Escada Rolante –Patamar


da Passarela/ Patamar
Intermediário

4 ER-04 1 PÇ Escada Rolante – Patamar


da Passarela/ Patamar
Intermediário

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2. CÓDIGOS E NORMAS APLICÁVEIS

As Normas abaixo listadas fazem parte desta Especificação Técnica (ET) e


devem ser seguidas. Qualquer desvio em relação a estas normas deve ser
claramente identificado e indicado na proposta do PROPONENTE, e irá
requerer uma aprovação prévia do CONTRATANTE.

NORMA OU CÓDIGO REV. DESCRIÇÃO

NR´s Normas Regulamentadoras do Ministério do


Trabalho

ABNT NBR-NM- Escadas Rolantes e Esteiras Rolantes - Requisitos


195:1999 de Segurança para Construção e Instalação.

ABNT NBR 5410 Instalações Elétricas em Baixa Tensão

EN-115-96 Norma Europeia

NP-3662-96 Norma Portuguesa

ISO International Organization for Standartzation

AISI American Iron and Steel Institute

IEC International Electrotechnical Commission

IEEE Institute of Eletrical and Eletronic Engineers

ANSI American National Standards Institute

DIN Deutsche Institut Fur Morming Industrie Normen

ASME Americam Society of Mechanical Engenieers

AISC American Institute of Steel Construction

NEMA National Electrical Manufacters

AWS American Welding Society

AGME American Gear Manufactures

AFBMA Anti-Friction Bearing Manufactures Association

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3. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA

Os documentos relacionados foram utilizados na elaboração deste documento


ou contêm instruções e procedimentos aplicáveis a ele. Devem ser utilizados
na sua revisão mais recente.

Quaisquer desvios das especificações ou requisitos listados nestes


documentos devem ser claramente identificados e indicados na proposta do
PROPONENTE, incluindo, mas não se limitando, a todas as diferenças de
projeto, especificação de materiais e extensão de fornecimento, e irá requerer
uma aprovação prévia do CONTRATANTE.

Não havendo menção de eventuais desvios, será considerado que o


equipamento a ser fornecido pelo PROPONENTE seguirá exatamente
conforme os requisitos e especificações mencionados.

O PROPONENTE deverá apresentar preenchidas as folhas de dados das


Escadas Rolantes.

IBC00-EP-AQ-DE-PB00- Planta Passarela Norte e Escadas Rolantes


998

IBC00-EP-AQ-DE-PB00- Vista Passarela Norte e Planta Passarela Sul


999

4. CARACTERÍSTICAS GERAIS

4.1 EQUIPAMENTOS

As Escadas Rolantes devem ser constituídas dentre outros equipamentos de:

• Degraus
• Corrimãos
• Protetores de entrada de corrimãos
• Guarda-corpo (ou Balaustrada)
• Fechamento lateral
• Pentes

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• Soleira (ou placa-pente)
• Rodapés
• Painéis de comando (ou quadro superior e inferior), que devem ser
tagueados.
• Treliça
• Corrente de acionamento principal (máquina)
• Corrente de acionamento secundária (Corrimão e Degraus)
• Conjunto tensionador
• Conjunto rolos da curva (guia frontal com rolos)
• Conjunto propulsor do corrimão
• Rolos de degraus
• Plataformas (superior e inferior)
• Iluminação de soleira
• Iluminação de degraus
• Placas de avisos de segurança, instaladas em local visível

4.2 MÁQUINAS DE TRAÇÃO E COMANDOS

Nas cabeceiras superiores deverão ser instaladas as máquinas de tração que


serão alimentadas por corrente alternada, trifásica, 380 V, 60 Hz.

Os comandos deverão ser de última geração, instalados em painés


apropriados e com seus componentes sensíveis protegidos contra poeira e
umidade.

Os comandos deverão ser dotados de dispositivo de economia de energia pela


troca do modo de tração, com diminuição da velocidade em caso de baixa
densidade de tráfego.

4.3 ENTRADAS E SAÍDAS

Pisos e placas deverão ser de perfil de alumínio antiderrapante, sendo as


cabeceiras com 3 (três) degraus horizontais.

4.4 RODAPÉS

Os rodapés deverão ser revestidos de material de baixo atrito ou de aço


inoxidável com textura escovada ou acetinada e serem dotados de pelo menos

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3 (três) contatos de segurança ao longo de seu comprimento, para parada da
escada no caso de pequena deformação elástica por esforço externo.

Os rodapés deverão ser dotados de escovas de segurança, para evitar o


agarramento do pé entre o mesmo e os degraus.
Os rodapés deverão ter espessura mínima de 2,0mm, com seus pontos de
fixação aproximados para assegurar boa rigidez e possibilitar fácil regulagem,
devendo ainda, ser resistentes ao choque e lixados em traços cruzados com
grão 60.

4.5 BALAUSTRADAS

Os painéis das balaustradas deverão ser de vidro de segurança transparente


ou na totalidade a ser escolhida pelo comprador, com espessura mínima de 8,0
mm.

Poderão ser ofertadas balaustradas de cristal, vidro temperado transparente,


na tonalidade verde, com espessura mínima de 10mm.

O Fornecedor será também responsável pelo fechamento e acabamento do


espaço entre a escada e a abertura deixada na obra para sua montagem,
devendo para tanto, sob sua inteira responsabilidade, levantar as cotas e
dimensões de que necessitará, seja por intermédio das plantas
correspondentes, seja por medidas efetuadas nos locais de instalação.

Todas as peças da balaustrada deverão possuir juntas lisas, sem cantos vivos
e com os frisos que cobrem as juntas dos painéis devidamente arredondados,
para que não ofereçam resistência ao movimento dos passageiros, bem como
para minimizar os riscos de acidentes.

4.6 DEGRAUS

Os degraus, ranhurados (piso e espelho) e fundidos sob pressão em alumínio


de alta resistência, devem atender as dimensões e demais condições
construtivas da norma NBR NM 195.

As ranhuras terão largura entre 5mm e 7mm e profundidade nunca inferior a


10mm.

Nas laterais deverá haver faixas de segurança na cor amarela.

Os degraus deverão ser facilmente retirados, sem que para isso seja
necessário desmontar a balaustrada.

Os degraus serão intercambiáveis para o total das escadas fornecidas.

Cada degrau será provido de 02 roletes cujos eixos serão montados sobre
rolamentos do tipo selado (02 RS) e pré-lubrificados (câmara totalmente

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preenchida com graxa). Os rolamentos deverão ser adequadamente protegidos
de modo a evitar a penetração de água nos mesmos.
O projeto dos roletes dos degraus deverá ser tal que impeça que o rolete pule
fora do eixo quando o rolamento estiver danificado.

A banda de rolamento dos roletes deverá ser de borracha especial ou plástico,


tendo uma largura mínima de 25mm.

Em todo seu trajeto, incluindo o retorno, os degraus deverão ser corretamente


guiados de modo a evitar orçamento com os rodapés e minimizar as reações
laterais nos roletes, assegurando uma centragem exata quando da passagem
dos degraus pelas chapas-pentes.

Os degraus devem suportar uma carga contínua distribuída uniformemente,


correspondente a 6000 N/m² sem que o degrau apresente deformação.

O degrau deve ser ensaiado para deflexão com uma carga de 3000 N
(incluindo o peso da placa) aplicada perpendicularmente a superfície do piso do
degrau numa placa de aço de 0,20m x 0,30m e pelo menos 25mm de
espessura. Durante o ensaio, a deflexão medida na superfície do piso do
degrau não deve ser maior que 4mm, não deverá apresentar deformação
permanente.

4.7 PENTES, PLACAS PENTE E PLACAS PISO

Nas duas extremidades das escadas serão instalados pentes, placas pente e
placas piso em continuação aos degraus.

Os pentes deverão ser fabricados em liga de alumínio e serão formados por


vários elementos intercambiáveis entre si, um a um, e desmontáveis
rapidamente sem ferramenta especial. A largura dos dentes dos pentes deve
ser pelo menos 2,5mm, medida na superfície do piso.

Os dentes dos pentes que correspondem às ranhuras dos pisos dos degraus,
penetrarão nestas, numa profundidade mínima de 6mm e num comprimento de
aproximadamente 40mm, garantindo, assim, um engate preciso entre degraus
e pentes.

Deverá ser prevista iluminação adequada nas extremidades dos pentes: sob os
degraus nos acessos e nos rodapés próximos aos pentes (em ambos os
lados). A iluminação deverá permanecer ligada enquanto a escada rolante
estiver em operação.

Os pentes serão fixados sobre placas-pente, as quais deverão ter a superfície


aparente antiderrapante.

A flecha alcançada por uma placa-pente sob uma carga de 150 Kgf aplicada no
centro da mesma, por uma punção de 200x100mm, será sempre inferior a

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2mm, não permanecendo deformação permanente de qualquer espécie após o
desaparecimento da carga.
Complementando as placas-pente, em ambas as extremidades da escada,
será previsto um conjunto de placas piso, facilmente removíveis e cobertas
com piso antiderrapante fechando toda a superfície da treliça até o limite da
abertura reservada para a montagem da escada, e cujas partes deverão ter um
peso máximo de 20 Kg.

4.8 CORRIMÃOS

O material de recobrimento dos corrimãos deverá ser um elastômero


apropriado e aprovado, de cor preta, apresentando superfícies lisas com
ausência total de bolhas, rebarbas ou ranhuras.

Os corrimãos deverão ser contínuos, sem emendas aparentes, localizados na


parte superior da balaustrada e movimentar-se com a mesma velocidade
(tolerância máxima de 2%) e sentido dos degraus.

Os corrimãos deverão prolongar-se nas extremidades da escada, no mínimo de


0,60m, além do ponto em que os degraus penetram no pente.

Os pontos de entrada dos corrimãos nas cabeceiras deverão estar localizados


próximos ao solo e longe do alcance das mãos e protegidos por uma guarnição
de borracha.

O mecanismo de acionamento deverá estar inteiramente contido no gabarito da


treliça e deverá assegurar um movimento uniforme de mesmo sentido e
velocidade que as dos degraus.

Deverão ser montados sobre guias reguláveis, perfeitamente alinhadas e com


juntas niveladas, que por sua vez, estarão montadas na estrutura da escada e,
desta forma, poder-se-á obter mediante uma regulagem, uma folga mínima
entre os mesmos e a balaustrada, de forma a evitar a possibilidade de qualquer
acidente com as mãos dos passageiros.

Cada corrimão será tencionado por dispositivos que permitam uma regulagem
de fácil acesso, considerando a possibilidade de um alongamento de até 2% do
comprimento original do corrimão. O dispositivo de regulagem da tensão do
corrimão deverá garantir ainda, uma possibilidade de regulagem
correspondente a no mínimo 50% da inicial, após 1 ano de funcionamento.

Deverão ser previstos dispositivos que provoquem a parada da escada caso


ocorram qualquer um dos seguintes defeitos:

A carga de ruptura à tração de cada corrimão terá um valor mínimo de 25 KN.

4.9 DISPOSITIVOS DE SEGURANÇA

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• Dispositivo Manual de Acionamento;
• Cedimento dos degraus;
• Proteção para quebra de degraus;
• Dispositivo de segurança na placa piso (tampa do alçapão);
• Dispositivo sensor de presença dos degraus;
• Cedimento dos rodapés (contatos de segurança dos rodapés);
• Contato de segurança na entrada do corrimão;
• Dispositivo de segurança contra ruptura ou parada do corrimão;
• Dispositivo para monitorar a velocidade do corrimão;
• Dispositivo para detecção de entrada de corpos estranhos no rodapé, na
entrada do corrimão, na Balaustrada e no pente;
• Dispositivo de parada da escada sempre que houver inversão de sentido
não autorizado;
• Escovas de segurança nos rodapés;
• Inversão de movimento nas cabeceiras;
• Parada de emergência nas cabeceiras;
• Sobrecarga ou afrouxamento do corrimão;
• Sobrecarga ou cedimento dos pentes;
• Supervisão de sobre velocidade;
• Freio Auxiliar (Freio de Emergência);
• Proteção contra sobrecarga do motor elétrico;
• Dispositivo de segurança contra sobrecarga do motor;
• Dispositivo detector de falta e/ou inversão de fase;
• Dispositivo de segurança contra fuga de corrente para terra;
• Dispositivo de segurança contra ruptura da corrente principal;
• Dispositivo contra curto-circuito em componentes elétricos;
• Dispositivo de segurança contra a perda de continuidade de qualquer
condutor do circuito de segurança;
• Outros Dispositivos que o Proponente recomende.

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4.10 PROTEÇÕES CONTRA FALHA DE FUNCIONAMENTO E
SINALIZAÇÕES

Deverão ser atendidas as proteções contra falhas e defeitos mecânicos,


elétricos e de controles, assim como, todos os avisos para uso e sinalizações,
estabelecidos pela norma NBR NM 195.
Caso tenha indicação de sinistro do sistema de detecção e/ou evacuação os
painéis de comando das escadas rolantes deverão prever uma “parada de
emergência” remotamente.

Observações:

Deve ser atrasada até que seja precedida de um sinal audível e mensagem de
advertência ouvida na escada rolante;

Essa parada será atrasada por no mínimo 5 segundos antes do início da


desaceleração e a taxa de desaceleração não deverá ser maior que 0,52 m/s²;

O sinal deverá ter uma intensidade sonora que seja no mínimo 15dBA acima
do nível sonoro ambiente médio para todo o comprimento da escada rolante.
Além disso, deve ser distinto do sinal de alarme de incêndio.

4.11 ESTRUTURAS E ARMAÇÕES

Em treliça, aberta nos painéis laterais e fechada com chapa de proteção no


painel do fundo.

A estrutura deve ser projetada de modo que suporte a carga morta da escada
rolante mais a carga de 5000 N/m² dos passageiros.

Baseada na carga dos passageiros, a deflexão máxima, calculada ou medida,


não deve exceder 1/1000 da distância entre suportes.

Os elementos componentes da armação da escada deverão ser unidos por


placas de conexão aparafusadas e em seguida soldadas após o ajuste do
conjunto, ou então, por conexão constituída de peças de ajuste (parafusos
ajustados aos furos, pinos guia, etc.) que garantirão uma junta firme,
dispensando a solda. Neste segundo caso, o FORNECEDOR precisará a
classe do ajuste empregado.

A estrutura da escada se constituirá de 3 partes distintas, a saber:

• Parte Superior - compreendendo o eixo do acionamento principal,


dispositivos de acionamento dos corrimãos, órgãos anexos, etc.

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• Parte Inferior – dispositivo de retorno dos corrimãos e degraus,
dispositivos tensores, etc.

• Parte Inclinada - com comprimento variável em função do desnível,


formada por uma ou mais seções, compreendendo as guias retas,
conjunto suporte dos corrimãos e balaustrada, etc.

Poderão ser ofertadas escadas rolantes com máquina no interior da treliça.


Deverão ser previstos fácil acesso aos dispositivos pela manutenção.
Os componentes da estrutura serão dispostos de modo a que não haja
acúmulo de água ou lubrificante na mesma. O projeto será feito de modo a
estar perfeitamente a salvo dos agentes corrosivos.

Se na obra civil houver junta de dilatação no vão da escada, um dos apoios


extremos deverá permitir movimentos de translação. Se for previsto um apoio
intermediário, estará localizado no lado fixo da escada. No que diz respeito à
localização do apoio intermediário, O PROPONENTE deverá adaptar o seu
projeto, se adequando às condições do projeto arquitetônico.

A estrutura da escada deverá ter chapas de proteção, na parte inferior,


cobrindo toda a área e servindo como piso para as operações de manutenção
e permitir que todo o óleo lubrificante em excesso possa ser coletado.

Deverão ser previstos alçapões localizados nas soleiras superior e inferior,


cujas tampas deverão ser formadas por partes com peso não superior a 20 Kg,
e estar equipadas com dispositivos providos de contatos elétricos de
segurança, que deverão paralisar a escada sempre que as tampas dos
alçapões estiverem abertas. O projeto dos alçapões deverá prever a colocação
de proteção para prevenir acidentes, quando o mesmo estiver aberto. Estas
proteções deverão ser fornecidas pela contratada.

4.12 CONTROLE

As escadas além da operação local deverão estar preparadas para operação


remota. Desta forma a unidade de controle de cada escada deverá ter uma
porta de comunicação para conexão com o sistema de controle. A rede de
comunicação deverá ter protocolo Modbus TCP-IP em rede Ethernet com cabo
de fibra óptica multímodo (4 fibras).

A comunicação entre cada unidade de controle e o sistema remoto deverá


conter os dados de, no mínimo, das seguintes sinalizações:

• Emergência;
• Manutenção;
• Ligada (sobe);
• Ligada (desce);

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• Defeito;

As sinalizações mencionadas acima serão enviadas diretamente ao armário de


reagrupamento localizado no BMS (Sistema de Automação Predial). Deverá
ser elaborada uma lista de comunicação entre o sistema das escadas rolantes
e PC principal, indicando todos os sinais que serão trocados pela rede no
padrão a ser fornecido pelo cliente após a ordem de compra dos
equipamentos.

Os cabos necessários para estas interligações fazem parte do fornecimento do


projeto do OBS Office.

4.13 COMANDO

A unidade de controle de cada escada deverá microprocessada.

Deverão estar localizadas nas cabeceiras inferior e superior das escadas


rolantes, fora da balaustrada, agrupadas nas caixas de comando. Os
componentes locais de comando, de sinalização e de alarme, devem estar
adequadamente fixados ao piso fora do alinhamento do corrimão. O fornecedor
deverá informar as dimensões da caixa de concreto a ser prevista no projeto
civil.

Nas caixas de comando devem estar os comandos locais


(Manual/liga/automático sobe/desce, parada de emergência e reset/rearme), as
sinalizações para usuários (semáforos verde e vermelho), a sinalização das
falhas (alarme técnico/operacional) e o indicador de falhas. Todos estes
dispositivos deverão ter layout, alturas e identificação adequados.

As sinalizações devem estar em locais que possibilitem boa visualização tanto


em curta quanto em média distância.

Os comandos locais e de sinalização e indicação de falhas devem estar de


uma forma que possibilitem acesso restrito aos funcionários autorizados
(através de chave com segredo padronizadas para todas as escadas do
fornecimento).

As escadas rolantes deverão ser operadas localmente por intermédio de


painéis com suas funções claras e duravelmente rotuladas.
O comando de parada de emergência local deve ser bem identificado, ficar em
posição que permita boa visualização e fácil acesso para qualquer tipo de
usuário. Além disso, deve ficar protegido contra vandalismo. Este comando
deve parar a escada durante qualquer tipo de operação. O botão deverá ser
vermelho, rotulado quanto a função.

Todas as operações locais deverão permitir a partida e parada da escada de


qualquer posição e em qualquer sentido.

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A lógica operacional deve garantir que a escada pare antes de inverter o
sentido de funcionamento.

A atuação de qualquer dispositivo de segurança deverá desligar por completo a


escada rolante.

Qualquer comando "desliga" deverá ter prioridade sobre qualquer outro.


Os Sistemas Automáticos baseados em variação de frequência ou recurso
similares poderão ser ofertados. Não serão admitidos sistemas automáticos
que operem com a paralização abrupta da escada.
Todas as escadas rolantes deverão funcionar nos dois sentidos, subindo ou
descendo.

A tensão das botoeiras de comando deverá ser de 24 V ou menor.

Os Sistemas Automáticos poderão ser ofertados sistemas de funcionamento


automático que utilizem a variação de frequência ou outro recurso. Não serão
admitidos sistemas automáticos que operem com a paralização total da
escada.

4.14 DISPOSITIVO DE INDICAÇÃO DE DEFEITO

O dispositivo de indicação de defeito deverá ser digital. Fará parte integrante


de cada escada, instalado na casa de máquinas e indicará visualmente a
atuação do dispositivo de segurança com anormalidade. A situação anormal só
deixará de ser sinalizada após reconhecimento pelo pessoal de manutenção e
anormalidade sanada.

Neste dispositivo todos os sinais são luminosos, tecnóloga digital com tela LCD
e teclado touch screen são aceitáveis, e as indicações serão pelo menos as
seguintes:

• Energizado;
• Serviço automático (se houver);
• Sobrecarga;
• Relé de corrente;
• Excesso de velocidade;
• Freio de emergência;
• Corrente de degraus frouxa;
• Degrau abaixado topo;
• Degrau abaixado pé;
• Entrada do corrimão esquerda topo;

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• Entrada do corrimão direita topo;
• Entrada do corrimão esquerda pé;
• Entrada do corrimão direita pé;
• Corrimão frouxo esquerdo;
• Corrimão frouxo direito;
• Rodapé esquerdo topo;
• Rodapé direito topo;
• Rodapé esquerdo pé;
• Rodapé direito pé;
• Entrada do degrau no pente topo;
• Entrada do degrau no pente pé;
• Falta de degrau topo;
• Falta de degrau pé;
• Tampa do alçapão topo;
• Tampa do alçapão pé;
• Reversão de subida;
• Botão de emergência topo;
• Botão de emergência pé;
• Fuga de corrente;
• Corrente principal frouxa;
• Continuidade do circuito de segurança;
• Térmico do motor.

O fornecedor poderá sugerir a inclusão de outros sinais não mencionados


acima.

4.15 PLACA DE IDENTIFICAÇÃO

Todas as placas de identificação e informação das escadas rolantes deverão


estar em Português. Todas as escadas rolantes devem ter placa de
identificação fixada em lugar de fácil acesso e boa visibilidade. A placa deverá
ser de aço inoxidável e deverá conter, no mínimo, as seguintes informações:

• IBC;

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• Fabricante;
• Número do contrato, número de série e modelo do equipamento;
• Ano de fabricação;
• Dados de projeto e teste (Tensão, Carga, Potência etc..) conforme
aplicável;
• Requisitos específicos;
• Identificação de Instalação;
• TAG;
• Peso.

As unidades de medidas escritas na placa de identificação deverão estar de


acordo com o sistema internacional de unidades (SI).

4.16 EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS

Os equipamentos elétricos deverão suportar as solicitações resultantes das


sobretensões que possam ocorrer e aos esforços eletrodinâmicos devidos aos
níveis de curto-circuito especificados.

Os equipamentos e todas as partes metálicas deverão ser ligados por


intermédio de cabos de cobre nu a um barramento, também de cobre, que
possibilitará sua ligação ao terra geral.

O barramento e os cabos de ligação deverão possuir seção suficiente para


suportar a corrente de curto-circuito especificada.

Todo material e instalação elétrica deve estar de acordo com as normas


citadas, e ainda, deverá ser projetada de acordo com os melhores padrões, e
executada dentro da melhor técnica por mão-de-obra especializada, atentando
para as peculiaridades dos condutores e dos componentes elétricos /
eletrônicos empregados.

O PROPONENTE deverá incluir em sua proposta, nota explicativa sobre o


sistema elétrico, informando quais os componentes que empregará para
assegurar um perfeito desempenho do equipamento, nas funções de comando,
controle, proteção e segurança, conforme descrito nas presentes
especificações.

Como proteção mínima O PROPONENTE deverá prever dispositivo de


bloqueio na entrada de energia, um relé detector de falta ou inversão de fase e
dispositivos de proteção contra sobrecarga.

O fornecimento de energia elétrica, para operar as escadas rolantes, será feito


pelo CLIENTE em 380 V, trifásico, 60 Hz. A alimentação dos circuitos de
iluminação e tomadas para a manutenção deverá ser independente e em 127 V
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60 Hz, provida pelo FORNECEDOR a partir do Quadro Elétrico de Força e
Comando.

O Fabricante deverá prever nas extremidades da escada uma tomada para a


botoeira de manutenção que tornará todos os comandos da escada (exceto o
plug de manutenção) inoperantes. Sinalizará a manutenção para o BMS
(Sistema de Automação Predial) e inibirá a transmissão dos alarmes referentes
à escada em questão.

O controle da escada retornará aos dispositivos de operação normal, assim


que o seletor de manutenção for retirado da tomada específica.
Os dispositivos de segurança e de proteção deverão permanecer em operação
enquanto a botoeira de manutenção estiver ligada. O fabricante deverá
fornecer uma botoeira para cada escada fornecida.
O plug de manutenção deverá ter formato tal que encaixe em uma única
posição, a fim de garantir perfeita segurança ao pessoal da manutenção.
Estes dispositivos deverão possuir:

• Um contato de comando para parada de emergência "trava";


• Um botão de pressão tipo contato momentâneo para o comando "sobe"
e outro para o "desce";
• Um cordão elétrico com pelo menos 6m de comprimento, perfeitamente
isolado, com tantos condutores quanto necessários e terminado num
plug.

4.17 MECANISMOS DE ACIONAMENTO

O mecanismo consta de motor, redutor e transmissão por correntes de rolos


para o eixo principal.

Os motores elétricos para atender a exigência de intercambiabilidade, deverão


ser capazes de funcionar em regime contínuo e ininterrupto com 75% da carga,
caso de acessos com elevado índice de utilização, durante aproximadamente
20 horas.

Características Principais:

• Motor Trifásico com rotor em gaiola;


• Tensão nominal 380V a 60Hz;
• Diagrama de ligação Estrela-Triângulo;
• Classe de isolamento: classe "B";
• Proteção IP-54 com ventilação externa;
• Forma construtiva: com base para montagem horizontal ou vertical.

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Os motores serão calculados para uma carga devida aos passageiros igual a
140 Kg por degrau.
A tensão dos motores elétricos deve ser 380V, com inversor de frequência.

4.18 PROTEÇÃO TÉRMICA DO MOTOR

O motor deverá ser dotado de sensor de temperatura no enrolamento para


proteção contra superaquecimento.

Todos os dispositivos citados serão do tipo de falha segura, ou seja, abrindo


contato quando ocorre o defeito e deverão provocar, quando acionados, a
paralisação da escada rolante.

Estes dispositivos deverão ser de fácil acesso e conectados a uma caixa de


terminais que deverá possibilitar aos mesmos, bom aperto, proteção adequada
e fácil acesso sem que seja necessário proceder a desmontagem da
balaustrada.

A escada deverá apresentar alto grau de confiabilidade. Cada paralisação


deverá ter sua causa claramente identificável em painel próprio, e a cada
paralisação, indicação de defeito ou alarme deverá corresponder a efetiva
ocorrência de uma falha.

4.19 MANCAIS

Os mancais de todos os eixos e partes rotativas deverão ser equipados com


rolamentos de esferas ou de rolos, calculados para uma vida nominal mínima
de 70.000 horas a plena carga.

Todos os mancais de rolamentos de baixa rotação serão selados (tipo 2RS),


tendo sua câmara totalmente preenchida com graxa apropriada, e aqueles
onde essa solução não seja possível, terão retentores que impeçam a
penetração de água ou poeira.

Sempre que for possível, os rolamentos serão do tipo pré-lubrificados e


selados.

Os rolamentos deverão provir de fabricante de capacidade e qualidade


reconhecidamente boas e ainda ser de fácil aquisição no mercado nacional.

4.20 LUBRIFICAÇÃO

Os rolamentos empregados em qualquer elemento componente das escadas


rolantes, objeto da presente especificação, quando não funcionar em banho de
óleo, deverão sempre que possível, ser do tipo pré-lubrificados para a vida e
selados.

17
Todas as partes do equipamento, lubrificados por intermédio de bomba
manual, deverão ter seus pontos de lubrificação situados em locais de fácil
acesso, e sempre que possível, os terminais das tubulações (que deverão ser
tão curtas e retas quanto possível) para aplicação do lubrificante, serão
aproximados. Quando o projeto de qualquer das correntes utilizar pinos
graxeiros para sua lubrificação, o período entre 2(duas) lubrificações
sucessivas não deverá ser inferior a 6(seis) meses.

Os pinos graxeiros de qualquer das correntes deverão ser facilmente


acessíveis.

As correntes dos degraus deverão ser lubrificadas a óleo.

Quando forem utilizados sistemas centralizados, que poderão constar de


lubrificadores automáticos, bombas automáticas e distribuidores, ou qualquer
equipamento similar, estes deverão ter suas peças móveis permanentemente
autolubrificadas pelo lubrificante do (s) reservatório (s) e protegidas de sujeira,
água etc. O sistema deverá permitir fácil regulagem de vazão, independente
para cada ponto a lubrificar, e deverá ter autonomia mínima para 45 dias.

Todos os depósitos de óleo deverão ser perfeitamente estanques, com seus


orifícios para enchimento, esvaziamento e verificação de nível, facilmente
acessíveis (particularmente os redutores), a fim de possibilitar trocas de óleo
rápidas e cômodas.

Nos redutores, o período entre 2 (duas) trocas sucessivas de óleo (após o


período de amaciamento) não deverá ser inferior a 2 (dois) anos.

O PROPONENTE deverá prever dispositivos para coletar o excesso de


lubrificante, minimizando assim, o acúmulo de sujeira e os riscos de incêndio.
Estes dispositivos deverão possibilitar fácil drenagem do excesso de
lubrificante.

4.21 FOLGAS

Todas as partes da escada rolante que possam vir a provocar acidentes aos
usuários deverão ter suas folgas projetadas de modo a minimizar tais riscos.

A folga máxima permitida em qualquer ponto do equipamento escada rolante,


que poderá entrar em contato com o usuário, será sempre inferior a 4mm e o
equipamento apresentará em particular, as seguintes folgas máximas:

• Entre degraus sucessivos 3mm;


• Entre bordas dos degraus e rodapés: < 4mm e < 7mm para a soma das
folgas em ambos os lados em dois pontos diretamente opostos;
• Entre a face inferior do dente do pente e o fundo da ranhura do piso do
degrau 3mm.

18
Sob condições normais de funcionamento, nenhuma ranhura do piso dos
degraus deverá interferir com qualquer parte dos pentes e nenhum degrau
deverá atritar contra os rodapés ou qualquer outra parte fixa.

4.22 REDUTOR

O redutor do tipo sem fim e coroa, não necessitará de nenhuma manutenção,


excluindo-se a verificação periódica do nível de óleo. O período, normal entre 2
(duas) trocas de óleo, em operação normal, não deverá ser inferior a 2 (dois)
anos.

O projeto dos roletes dos degraus deverá ser tal que impeça que o rolete pule
fora do eixo quando o rolamento se danifique.

As coroas serão de bronze fosforoso centrifugado. Deverão apresentar dureza


mínima de 90 Brinell. Deverão ser usinadas com precisão e retificadas.

Os sem-fim deverão ser de aço de baixa liga forjado, usinados com precisão,
endurecidos, retificados e polidos. Deverão apresentar dureza mínima de 300
Brinell.

Os eixos dos redutores serão montados sobre mancais de rolamentos,


devendo o PROPONENTE especificar o tipo de rolamento utilizado, bem como
as respectivas vidas nominais calculadas.

Antes de entrar em serviço, os redutores receberão cuidadosos exames e


deverão ser amaciados a fim de se obter um funcionamento suave e silencioso.

O fornecedor deverá prever no projeto do redutor, a colocação de tampas


removíveis e em posições adequadas para permitir facilidade de inspeção. Os
visores de nível de óleo devem ser de fácil verificação e posicionados nas
paredes da caixa do redutor; visores de níveis mínimo e máximo.

O acoplamento entre motor e redutor deverá ser facilmente desmontável e


permitir uma fácil verificação do alinhamento obtido entre os eixos do motor e
do redutor.

4.23 CORRENTE DE ACIONAMENTO

O eixo de acionamento principal da escada será movido a partir do eixo de


saída do redutor por meio de corrente do tipo duplo de rolos, com carga de
ruptura mínima de 40.000 Kgf.

Deverá ser previsto um depósito coletor de óleo com a finalidade de evitar que
o piso fique encharcado de óleo.

19
O conjunto moto-redutor não deverá transmitir vibrações nocivas à treliça.

O PROPONENTE deverá prever um dispositivo que permita regular a tensão


das correntes de acionamento principal.

4.24 EIXO DE ACIONAMENTO PRINCIPAL

O eixo de acionamento principal deverá ser de aço forjado e beneficiado.

Terá mancais com rolamentos autocompensadores, com duas carreiras de


rolos.

O eixo comportará diversas rodas dentadas:

• Para a corrente de acionamento principal


• Para acionamento do corrimão
• Para acionamento do limitador de velocidade
• Para o freio de emergência
• Para o acionamento da corrente dos degraus

As rodas dentadas serão de material com propriedades acima das do aço


carbono quanto à dureza, resistência a esforços solicitantes, ao choque e ao
desgaste.

4.25 DISPOSITIVO TENSOR

Este dispositivo tem a função de tencionar as duas correntes de degraus. É


formado por um eixo que suporta as duas rodas dentadas de retorno da
corrente dos degraus. Deverão ser fabricados e montados da mesma maneira
que o eixo de acionamento principal.

4.26 TRILHOS DE GUIA

Os trilhos de guia e pistas de rolamentos dos roletes deverão ser perfeitamente


ajustados, contínuos, planos e polidos, fabricados em aço com tensão de
ruptura à tração, mínima de 40 kgf/mm².

Deverão apresentar alinhamento preciso e suas juntas serão feitas em diagonal


e perfeitamente niveladas.

20
Os pontos de fixação dos trilhos à treliça deverão apresentar um espaçamento
máximo de 1,25m.

A fim de garantir sempre o perfeito funcionamento dos degraus, deverão ser


previstos contratrilhos rígidos, desmontáveis e reguláveis, colocados em todos
os pontos que se fizer necessário.

As fixações dos trilhos e contratrilhos deverão ser feitas com parafusos e


porcas autotravantes.

4.27 CORRENTE DOS DEGRAUS

O acionamento dos degraus será feito por corrente de rolos com coeficiente de
segurança mínimo igual a 5 (cinco). Este coeficiente é determinado como a
razão entre a carga de ruptura da corrente e a força estática que a corrente
esta submetida quando a escada rolante transporta o peso dos passageiros de
5000 N/m² (área de transporte de carga = largura dos degraus X distância entre
apoios) junto com a força de tensão oriunda do dispositivo esticador.

Serão interligadas por eixos de aço independentes dos degraus e recebendo


os rolos das correntes em ambos os lados.

Tais rolos deverão ser providos de rolamentos com vedação tipo 02RS e
lubrificados com graxa apropriada.

As tolerâncias para usinagem das correntes dos degraus devem assegurar:

• Uma variação máxima de 0,25mm na distância entre os centros dos


eixos dos degraus consecutivos;
• Um erro de paralelismo entre quaisquer 2 (dois) eixos de degraus,
separados por 10 (dez) degraus, sempre inferior a 1,5mm.

Os elos das correntes dos degraus deverão ser projetados de modo a impedir
que a corrente sofra deflexão, devido ao seu próprio peso, na porção
compreendida entre 2(dois) eixos de degraus.

Para efeito de intercambialidade, as correntes dos degraus deverão ser iguais


para os desníveis apresentados.

O PROPONENTE deverá detalhar o processo usado para a lubrificação das


correntes dos degraus, que deverá ser lubrificada a óleo.

4.28 FREIOS

4.28.1 Freio de Serviço

21
O acionamento dos degraus será feito por corrente de rolos com coeficiente de
segurança.

O freio de serviço agirá sobre o eixo de maior velocidade do redutor e será do


tipo normalmente fechado por aplicação mecânica, e abertura elétrica quando
energizado com a corrente elétrica proveniente do circuito de alimentação do
motor de acionamento.

Este freio deverá ser capaz de parar a escada dentro de uma distância
horizontal de 1,20m, estando a mesma com uma carga de 140 Kg por degrau e
velocidade igual a 110% da normal, em movimento descendente.

4.28.2 Freio de Emergência

O freio de emergência será constituído, basicamente, de uma roda tipo catraca


em aço fundido, fixada ao eixo principal por meio de dispositivo de fricção.

O freio de emergência agirá sobre o eixo de acionamento principal e deverá ser


capaz de parar a escada dentro de uma distância horizontal de 0,60m, estando
a mesma carregada com 140 Kg por degraus e com uma velocidade igual a
110% da normal, em movimento descendente.

O freio de emergência deverá agir sempre que uma avaria mecânica possa vir
a tornar o freio de serviço insuficiente para travar o eixo de acionamento
principal.

Caso haja inversão no sentido de subida da escada rolante, a aplicação do


freio de emergência deverá ser imediata e tal que impeça que os usuários
possam vir a sofrer danos a partir do inicio do movimento de descida, quando o
freio de serviço for insuficiente para travar o eixo de acionamento principal.

Os dois freios, tanto o de serviço quanto o de emergência, não deverão possuir


peças oxidáveis que poderão prejudicar sua eficácia pela ferrugem. Ambos os
freios deverão possibilitar regulagem ampla e precisa da distância requerida
para conseguir parada total da escada.

O freio de emergência deverá ser equipado com proteção para impedir


respingos de água ou de óleo e evitar o acúmulo de poeira.

Sempre que uma avaria mecânica provocar a aplicação do freio de


emergência, a corrente de alimentação do motor será interrompida provocando,
portanto, a aplicação do freio de serviço.

5. REQUISITOS TÉCNICOS ADICIONAIS

São listados a seguir alguns requisitos que devem ser considerados pelos
PROPONENTES na elaboração de suas propostas técnicas:

22
Os equipamentos deverão ser previstos para operação contínua 24 horas por
dia.

Todos os Materiais empregados devem ser novos e livre de quaisquer


imperfeições quem possam influenciar negativamente nos seus aspectos
funcionais e estéticos.

Os materiais utilizados nas faces laterais e inferiores da estrutura a das áreas


de mecanismo deverão ser revestidos de materiais a prova de fogo.

As chapas deverão ser perfeitamente planas não apresentando ondulações


visíveis. O corte das chapas deverá ser preciso com bordas lisas e sem
rebarbas.

O PROPONENTE deve fornecer as folhas de dados devidamente preenchidas.


Todo o equipamento deverá ser preparado para 6 meses de estocagem ao
tempo.

O PROPONENTE deve assumir total responsabilidade pelo desempenho


mecânico e operacional de cada conjunto.

Todos os itens deverão ser fornecidos com placas de identificação em aço


inoxidável, instalada em local visível e de fácil acesso.

O QUADRO ELÉTRICO, de força e comando, será fornecido pelo


PROPONENTE, em 380V/3Ø/60Hz, localizado no poço do nível inferior da
escada.

Deverão estar localizados nas cabeceiras inferior e superior das escadas


rolantes, fora da balaustrada, agrupados nas caixas de comando os
componentes de comando, sinalizações e alarmes do controle local. Devem
estar adequadamente fixados ao piso fora do alinhamento do corrimão.

Nas caixas de comando devem estar os comandos locais (liga/desliga,


sobe/desce, parada de emergência e reset/rearme), as sinalizações para
usuários (semáforos verde e vermelho), a sinalização das falhas (alarme
técnico/operacional) e o indicador de falhas, com layout, alturas e identificação
adequadas.

Os comandos locais e de sinalização e indicação de falhas devem estar de


uma forma que possibilitem acesso restrito aos funcionários autorizados
(através de chave com segredo).

O comando de parada de emergência deve ser bem identificado, ficar em


posição que permita boa visualização e fácil acesso para qualquer tipo de
usuário. Além disso, deve ficar protegido contra vandalismo.

As sinalizações devem estar em locais que possibilitem boa visualização tanto


em curta quanto em média distância.

23
É de responsabilidade do PROPONENTE e, parte integrante do escopo,
realizar todos os levantamentos necessários de informações das áreas onde os
serviços serão executados, garantindo a perfeita execução do escopo. Toda a
estrutura do edifício, com suas respectivas aberturas para instalação das
escadas rolantes, já está executada e o fornecimento deve respeitar essa
estrutura.

5.1 INTERCAMBIALIDADE

Todos os elementos componentes do equipamento "escadas rolantes" cujo


dimensionamento independa do desnível e consequente potência de
acionamento, tais como: degraus, roletes, dispositivos sensores, relés de
controle etc. Deverão ser intercambiáveis apesar do desnível, não somente na
escada, mas de uma escada para outra.

Os elementos componentes cujo dimensionamento dependa do desnível e


consequente potência de acionamento, tais como:

Conjunto moto-redutor, correntes, freios, etc, deverão ser intercambiáveis entre


escadas que possuam a mesma potência de acionamento.

O mesmo critério de intercambialidade será considerado para os equipamentos


elétricos.

5.2 PROTEÇÃO CONTRA RUÍDO

O CONTRATANTE tem particular interesse em conseguir um funcionamento


suave e silencioso para as escadas rolantes e, portanto, seu projeto deverá ser
elaborado de modo a minimizar os ruídos provenientes de seu funcionamento
normal.

O nível de ruído máximo permitido será de 65 dB-A, com a escada em


funcionamento normal, medido em qualquer ponto do eixo longitudinal da
escada, e a uma distância vertical de 1m, contado a partir do piso de qualquer
degrau.

5.3 SINALIZAÇÃO

Para interligar o quadro de comando das escadas com a rede de dados, é


necessário que o quadro de comando possua placa para comunicação com
Rede ETERNET, protocolo TCP-IP (Norma IEEE 802.3).

Operação Manual

As escadas rolantes poderão ser operadas pelas botoeiras de comando


localizadas no topo e no pé da escada.
24
A indicação de funcionamento é mostrada pelas luzes verde e vermelha
localizadas nas extremidades da escada.

Quando acionado o comando de subida, teremos no acesso inferior o sinal


verde iluminado, e no superior o sinal vermelho. Quando acionado o comando
de descida, teremos o sinal verde do acesso superior iluminado e no acesso
inferior, o sinal vermelho.

Quando as escadas estiverem em manutenção ou paradas por dispositivos de


segurança, teremos o sinal vermelho iluminado em ambos os acessos.

5.4 COEFICIENTE DE SEGURANÇA

Todas as partes das escadas rolantes deverão ser calculadas, utilizando-se


coeficientes de segurança indicados na NBR NM-195.

Para os cálculos será considerado um carregamento de 140 Kg por degrau.

6. INSPEÇÃO E TESTES

O CONTRATANTE reserva-se o direito de testemunhar os testes e inspecionar


todos os componentes durante a fase de recebimento de matéria-prima,
aplicação e armazenamento, conforme indicado no boletim de “Atividades de
Inspeção” adiante, bem como auditar e diligenciar, a qualquer momento, o
processo de Controle de Qualidade e Fabricação dos proponentes e de
eventuais Subfornecedores.

O PROPONENTE deverá elaborar e aprovar junto ao CONTRATANTE o Plano


de Inspeções e Testes na Fábrica e o Plano de Testes no campo. Ambos os
procedimentos devem detalhar as inspeções e testes, e eventuais ensaios a
serem realizados, e indicar os parâmetros aceitáveis.

A inspeção incluirá, no mínimo, os seguintes itens:

• Inspeção dimensional;
• Verificação dos certificados dos materiais utilizados;
• Acompanhamento dos testes destrutivos e não destrutivos;
• Verificação dos processos de solda utilizados (quando aplicável);
• Inspeção das soldas e acabamento (quando aplicável);
• Qualificação dos processos de solda e dos soldadores (quando
aplicável);

25
• Inspeção das tolerâncias durante a montagem.

O componente deverá ser liberado pelo Inspetor ou por um representante


devidamente autorizado, quando estiver de acordo com todas as exigências da
Especificação e seus anexos, com os documentos do PROPONENTE
aprovados e certificados, e com os resultados dos ensaios e inspeção,
aprovados pelo inspetor.

ATIVIDADES DE INSPEÇÃO

Contratante: SC Nº
Proponente: AF N°
Equipamento: ESCADA ROLANTE

Parte do material / equipamento Fase Itens de Inspeção Observação


Material B 8
Escada Rolante C 06, 07, 12, 13
Pintura D 49, 50
Motor elétrico C 39

Este plano de inspeção e testes é preliminar e as atividades aqui indicadas devem ser
consideradas como mínimo (conforme aplicável). O PROPONENTE deve preparar um Plano de
Inspeção e Testes completo para cada item de fornecimento incluindo todos os testes e
inspeções requeridas (sem se limitar aos aqui listados) e de acordo com o códigos e padrões
aplicáveis referenciados neste documento, os quais devem ser considerados como parte
integral desta Especificação Técnica.

A = Antes do B = Durante C = Após D = Após


início da fabricação fabricação montagem
fabricação
E = Testemunhado (opção do CLIENTE) F = com apresentação de relatórios e
certificados (*) se aplicável

26
Relatório dos Itens de Inspeção

Descrição
25 Verif. balanceamento 49 Inspeção de
01 Identificação de matéria prima
estático pintura/acabamento
02 Espec. proced. de solda
26 Ensaio de Preece 50 Teste de aderência
(EPS)
51 Inspeção e limpeza da
03 Qualif. espec. proced. solda 27 Ensaio de Ultra-som
superfície
52 Inspeção de
04 Qualificação de soldadores 28 Ensaio de líquido penetrante
embalagens/marcas
05 Placa de testemunho de 29 Ensaio de partículas
53 Verificação da calibração
solda magnéticas
06 Inspeção visual 30 Ensaio por "Eddy Current" 54 Verif. continuidade elétrica
07 Inspeção dimensional 31 Ensaio radiográfico 55 Certificado de qualidade
08 Certif. de qualidade mat.
32 Análise química 56 Ensaio a vácuo
prima
09 Certif. de ensaio de protótipo 33 Análise metalográfica 57 Teste por pontos

10 Ensaio hidrostático 34 Ensaio de tensão aplicada 58 Teste de vazamento com Freon

35 Medição resistência
11 Ensaio pneumático 59 Data Book
isolamento
12 Verif. 36 Medição de corrente
60 Teste de corona
operação/funcionamento consumida
13 Ensaio de desempenho 37 Medição de temperatura 61 Teste de resistência ao fogo
38 Medição de resistência 62 Teste de resistência a jato
14 Ensaio de dureza
Química d'água
15 Ensaio de tração 39 Ensaio rotina do motor 63 Teste de choque térmico
16 Ensaio de torção 40 Ensaio de tipo 64 Inspeção conf. ASTM-2563
17 Ensaio de flexão 41 Ensaio de tensão induzida 65 Testes conf. NBS-PS-15.69
18 Ensaio de compressão 42 Ensaio de resistividade 66 Teste de contato com acetona
43 Medição espessura
19 Ensaio de impacto 67 Caixa de vácuo
revestimento
20 Ensaio de porosidade 44 Curva de tratamento térmico 68 Testes Funcionais
21 Ensaio de Holiday Detector 45 Curva de desempenho 69 Conformidade com NR-13
22 Ensaio de NPSH 46 Curva de histerese 70 Testes conf. NBS-PS-15.69

23 Verif. nível de ruído e vibração 47 Inspeção de pré-montagem 71 Teste de contato com acetona
24 Verif. balanceamento
48 Verificação e alinhamento 72 Teste Charpy
dinâmico

27
7. LOCALIZAÇÃO E CARACTERÍSTICAS BÁSICAS

As Escadas Rolantes estão localizadas no acesso norte entre os prédios do


IBC e o prédio do Olympic Broadcast Services (OBS). O acesso conta também
com escadas fixas. O conjunto de escadas faz a ligação entre o nível térreo ao
mezanino e do mezanino a outro mezanino. O conjunto de escadas permite o
acesso dos usuários do OBS à ponte norte que o liga ao IBC.

8. FOLHAS DE DADOS

28
TAG: ER-01 / ER-02 ER-03 / ER-04
QUANTIDADE: 2 2
DADOS UN. CONF. REQUER. CONF. REQUER.
Especificações Gerais
1 Tipo / Modelo
2 Fabricante / Modelo
3 Operação Intermitente Intermitente
4 Horas / dia, e dias / semana 24/jul 24/jul
5 Máximo de partidas / hora 10 10
6 Ambiente
7 Externo / Aberto / Limpo / Industrial Limpo Limpo
8 Informações complementares
9 Dispositivo especial
Dados Gerais (p/ projeto)
1 Norma de construção ABNT NBR-NM- 195:1999 ABNT NBR-NM- 195:1999

2 Classe de Carga Passageiro Passageiro


3 Capacidade de Transporte
4 Velocidade m/s 0,75 0,75
5 Percurso dos Degraus
6 Balaustrada
7 Altura da Balastrada m 1 1
8 Rodapés
9 Capas Interiores e Exteriores dos Rodapés

10 Fechamento da Treliça
11 Placas de Acesso nos Patamares Superior e
Inferior
12 Entrada do Corrimão
13 Degrau
14 luminação
Elementos Estruturais
1 Material da estrutura de suportação
2 Tipo de estrutura de suportação
Instalação Elétrica
1 Energia disponível V/fas 380 / 3 / 60 380 / 3 / 60
es/Hz
2 Motores elétricos kW/p
olos
3 Energia disponível para controle e V/fas
iluminação es/Hz
4 Tensão Iluminação/Alimentação V
5 Potência kW
Cargas (Esforços)
1 Carga total kN
2 Cargas de Apoio kN
Dispositivos de Segurança

29
1 Botão de Emergência
2 Sensor Placa Pente
3 Guia de Entrada do Corrimão
4 Sensor de Ruptura do Degrau
5 Sensor de Velocidade
6 Proteção Elétrica de Motor
7 Relé de Falta de Inversão de Fase
8 Escova de Rodapé
9 Sensor da Corrente de Acionamento
Geral
1 Peso Total Kg
2 Placa de Identificação inox inox
3 Inspeções e Testes Conforme Especificação Conforme Especificação
Técnica Técnica

4 Documentação Técnica e Desenhos Conforme Termo de Conforme Termo de


Referência Referência
5 Pintura e Acabamento Padrão de Fabric. Padrão de Fabric.
Características Construtivas
1 Largura do Degrau mm 1200 1200
2 Largura Total da Escada mm 1800 1800
3 Abertura do Piso mm
4 Ângulo de Inclinação ° 30 30
5 Comprimento (A) 10002 12124
6 Desnível (B) 5775 7000
O PROPONENTE deve fornecer juntamente com a proposta, as folhas de dados preenchidas
destes equipamentos, cujo modelo encontra-se detalhado a seguir, e onde o PROPONENTE
deve preencher os espaços em branco.

Dimensões em centímetros
Legenda:
A – Comprimento
B – Desnível
30