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VII SEMEAD ESTUDO DE CASO


AGRONEGÓCIOS

O SETOR AGROPECUÁRIO E O SISTEMA COOPERATIVISTA:


OS CASOS BRASILEIRO E ITALIANO

Eduardo Zampar Morelli


Bacharel em Relações Internacionais pela Faculdade Santa Marcelina
Rua Berari, 268, Penha, Cep. 03634-040, São Paulo, SP
Email: eduardo_morelli@yahoo.com.br
Tel: (11) 9344 – 0847

Marcos Roberto Piscopo.


Mestrando em Administração pela PUC/SP
Especialista/MBA em Marketing e Administração de Projetos pela FIA/FEA/USP
Professor do Departamento de Relações Internacionais da Faculdade Santa Marcelina
Rua Dr. Emílio Ribas, 89, Perdizes, Cep. 05006-020
Email: piscopo@piscopo.com.br
Tel: (11) 8135 – 9997

RESUMO

O presente estudo teve como objetivo dimensionar, através de dados econômicos, um período de
transição geoestratégico-comercial do setor agropecuário e a inserção do sistema cooperativo
neste, no Brasil e na Itália. Da percepção do desenvolvimento histórico do setor e dos elementos
que constituíram a estrutura do sistema cooperativo, nesses dois países, constatou-se diferenças
em virtude das condições geográficas, sociais, administrativas e econômicas, peculiares a cada
uma delas.

PALAVRAS-CHAVE

Sistema cooperativo, agropecuária, desenvolvimento


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O SETOR AGROPECUÁRIO E O SISTEMA COOPERATIVISTA: OS CASOS


BRASILEIRO E ITALIANO.

1. Introdução
Hoje, o Brasil se projeta como grande exportador mundial agropecuário, enquanto que a Itália
vem conseguindo desenvolver sua economia, no setor de agroindústria, adicionando a seus
produtos primários um alto valor agregado. As razões da escolha do sistema cooperativo se
devem, primeiro, ao fato de o ideal cooperativo reforçar o desenvolvimento de associação de
pessoas, o que pode vir ao encontro das políticas governamentais, melhorando a economia do
país e ajudando na solução de alguns problemas sociais mais graves. Para isto, alguns governos
atribuem a concessão de incentivos fiscais, a fim de que o sistema cooperativo se implemente e se
multiplique. O enfoque sobre as cooperativas agropecuárias se deve ao fato de que estas são
responsáveis, em grande parte, pelos excelentes resultados obtidos do setor agropecuário, em
ambos países. O contato com a realidade direta, envolvendo pessoas e instituições, que fazem do
ideal cooperativista a sua própria razão de existir foi propiciado pela participação no Seminário
“O Novo Cooperativismo no Brasil” (realizado nos dias 10 e 11/07/2003). Ali foi sentida a
preocupação que os cooperados tinham com alguns setores do cooperativismo, o empenho por
soluções, através de iniciativas que alavancassem o cooperativismo de crédito, por exemplo, e o
orgulho demonstrado pela boa atuação do setor agropecuário; a visita à Cooperativa Regional de
Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) permitiu notar o gigantismo da empresa, produtora de café,
que conta com grande número de associados, investe em tecnologia, participa de concursos,
possui laboratório próprio, mas ainda tem certa dificuldade em implantar, na idéia de alguns
cooperados, formas mais produtivas para a sua plantação.
Seu conteúdo multidisciplinar, que envolve ciência política, economia, administração, história,
geografia, comércio exterior, direito, sociologia... proporcionam a dimensão necessária para
análise da complexidade de um tema específico num mundo globalizado. O protecionismo, a
liberalização dos mercados, o avanço tecnológico, o aumento no índice de desemprego fazem
com que as empresas busquem alternativas inovadoras, para sobreviverem num mercado cada vez
mais competitivo.
2. Problema de pesquisa e objetivo
O presente trabalho se constitui de um esforço no sentido de pontuar aspectos históricos e
estruturais do setor agropecuário no sistema cooperativo, no Brasil e na Itália, destacando alguns
dados numéricos que permitam um dimensionamento aproximado da realidade, que envolve
esses dois segmentos, em cada um desses países. A intenção é de apresentar o tema de forma
objetiva, evitando interferências de cunho ideológico e de caráter pessoal. A escolha de Brasil e
Itália se deve ao fato de que o Brasil é um grande produtor rural e a Itália possui um sistema
cooperativo avançado com influências diferenciadas no desenvolvimento do sistema. O objetivo
deste trabalho é o de proporcionar uma visão dos setores agropecuário e do sistema cooperativo
agropecuário no Brasil e na Itália, de modo que se possa avaliar ambas as realidades,
reconhecendo o que nelas há de semelhanças e de diferenças.
3. Revisão bibliográfica
A história das cooperativas agropecuárias se insere na do cooperativismo como um todo, cuja
origem se deu na Inglaterra, no final do século XVIII, quando teve início a revolução industrial.
O movimento cooperativista surgiu como uma reação contra os abusos da concorrência do
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capitalismo industrial liberal da época e como forma de minimizar as conseqüências da


introdução de máquinas na produção. Com ele, o antagonismo de interesses individuais é
substituído pela colaboração e pela associação, unindo os interesses econômicos, sociais e
políticos: um corretivo aos desequilíbrios resultantes do liberalismo econômico, como assinala a
pesquisadora Diva Benevides Pinho, em seu livro A doutrina Cooperativista nos Regimes
Capitalista e Socialista (PINHO, 1966: 02).
Diversas tentativas de organização de cooperativas ocorreram nas três primeiras décadas do
século XIX; mas que não conseguiram se manter por muito tempo, até que, em outubro de 1.844,
em Rochdale, distrito de Lancashire, na Inglaterra, um pequeno grupo de tecelões, 27 homens e
uma mulher, fundou uma cooperativa de consumo que eles chamaram de “Sociedade dos
Pioneiros Eqüitativos”..., para a qual adotaram oito princípios, que provavelmente decorriam da
experiência das duas ou três décadas anteriores de cooperativismo, já posto em prática, que
podem ser assim resumidos:
1º a Sociedade seria governada democraticamente, cada sócio dispondo de um
voto; 2º a Sociedade seria aberta a quem dela quisesse participar, desde que
integrasse uma quota de capital mínima e igual para todos; 3° qualquer dinheiro a
mais investido na cooperativa seria remunerado por uma taxa de juros, mas não
daria ao seu possuidor qualquer direito adicional a decisão; 4° tudo o que sobrasse
da receita, deduzidas todas as despesas, inclusive juros, seria distribuída entre os
sócios em proporção às compras que fizessem da cooperativa; 5º todas as vendas
seriam à vista; 6º os produtos seriam vendidos sempre puros e de boa qualidade; 7º a
Sociedade deveria promover a educação dos sócios nos princípios do
cooperativismo; e 8º a sociedade seria neutra política e religiosamente (SINGER,
2003).
Ao comentar a respeito desses manufatureiros ingleses, em seu livro Mundo do Trabalho – Novos
Estudos sobre História Operária, Éric J. Hobsbawn (2000), diz que as apropriações iniciais
deles não iam muito além de manter ou restaurar uma ordem social que respeitasse seu ofício, e
os direitos e expectativas dos trabalhadores honrados e especializados dentro dele. Em seguida
aponta a erosão da produção artífice entre os britânicos. Como conseqüência dessa erosão, a
resistência à economia política e à ideologia do capitalismo liberal foi muito menor. Em
contrapartida, os artesãos de outros países europeus, notadamente, os franceses, voltaram-se mais
para o socialismo, no sentido de fazer do cooperativismo um argumento contra a necessidade do
capitalismo no processo de produção. Com isso, assinala uma diferença de postura que, parece,
manter-se no tempo, com sinais que permanecem ainda hoje. O exemplo que é citado é o das
cooperativas de produção nas regiões norte e central da Itália, o chamado cinturão vermelho
(HOBSBAWN, 2000: 316). A visão histórica do passado mais remoto, no qual surgiu o sistema
cooperativo, comparado com a de fatos mais recentes, permite ao autor uma perspectiva mais
ampla e objetiva de todo o contexto, abrindo para a percepção de diferenças tanto contextuais
como das pessoas envolvidas nos fatos.
A partir de Rochdale surgiram inúmeros tipos de cooperativas, que reuniram em torno de si, no
mundo inteiro, milhões de filiados cooperativistas: cooperativas de produção agrícola ou
agropecuária e industrial, nas formas simples ou integrais; cooperativas de consumo (ou de
consumidores) de bens e serviços; cooperativas de crédito para a produção, para o consumo, ou
para ambos (mistas); cooperativas de segundo grau: Federações, Uniões etc.; cooperativas de
terceiro grau: Confederações. Enquanto as cooperativas se multiplicavam, em praticamente todas
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as nações do planeta, teóricos da sociologia, da economia e da política pesquisavam e elaboravam


teses e propostas quanto à sistematização de doutrinas cooperativistas. De acordo com as
situações concretas (social e política) de cada país, o sistema cooperativo foi ganhando formas
diversas e criando legislações que os inseria no contexto de cada nação. O francês Charles Gide,
um dos mais proeminentes teóricos do cooperativismo, “...condenou o regime do salariado em
nome da justiça e da solidariedade humana, e traçou as linhas gerais do Cooperativismo. Seu
discurso tornou-se uma espécie de programa oficial do movimento Cooperativista francês”
(PINHO, 1977: 101).
4. Metodologia
Para analisar a evolução do sistema cooperativista no setor agropecuário, foi realizado um estudo
de caso. “O estudo de caso é uma investigação empírica que investiga um fenômeno
contemporâneo dentro de seu contexto da vida real, especialmente quando os limites entre o
fenômeno e o contexto não estão claramente definidos” (Yin, 2001: 32). O estudo de caso nesta
pesquisa pode ser classificado como exploratório e explanatório. Exploratório porque busca
aumentar a pouca compreensão do fenômeno estudado. Explanatório, porque as questões lidadas
são operacionais exigindo que sejam traçadas ao longo do tempo, que através de freqüências
(Yin, 2001).
O primeiro caso trata da inserção histórica do cooperativismo no Brasil, caracterizada por
diferenças nas dimensões territoriais, nas influências sócio-culturais, no desenvolvimento da
estrutura jurídica e organizacional entre outros. Nesta caso, foram realizadas pesquisas junto às
seguintes fontes: primária, através de visita à Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé
e nos contatos com pessoas do meio cooperativista; secundária, através de Instituto de Pesquisa,
Grupos de Discussão sobre economia solidária, livros e revistas que tratavam do cooperativismo.
O segundo caso aborda a inserção histórica do cooperativismo na Itália, caracterizada pelas
mesmas questões. Neste caso, estudou-se o sistema cooperativo agropecuário por meio de dados
levantados através de: Associações Nacionais, Associações de Pesquisa em Assuntos Agrários,
Ministérios, Consulado e livro sobre a história operária.
5. Análise dos resultados

5.1. Inserção histórica do cooperativismo no Brasil


As primeiras cooperativas a se instalarem, no Brasil, datam do fim do século XIX. As idéias de
os trabalhadores se associarem em empreendimentos encontraram aqui muitos adeptos: em 1891,
foi criada a Associação Cooperativa dos Empregados da Companhia Telefônica de Limeira; em
1894, foi fundada a Cooperativa Militar de Consumo, no então Distrito Federal; em 1895, a
Cooperativa de Consumo de Camarajibe e, em 1897, a Cooperativa dos empregados da
Companhia Paulista, em Campinas-SP. A partir do início do século XX, com a vinda de novos
grupos de imigrantes (alemães, italianos e, depois, japoneses) principalmente nos estados do
sudeste e sul, outras experiências começaram contando com algum estímulo por parte do
Governo Federal. Em 19 de dezembro de 1932, foi promulgada a lei básica do cooperativismo
brasileiro, de número 22.239. O governo via que as cooperativas poderiam se constituir como
solução dos graves problemas surgidos após a primeira grande guerra e a crise de 1929. Estas
poderiam servir para alavancar a economia brasileira. De acordo com o parecer da pesquisadora
Diva Benevides Pinho (1966), o Brasil apresentava, na época do surgimento das primeiras
cooperativas, condições bem diversas das que propiciaram a natural e expontânea difusão do
cooperativismo na Europa. As indústrias brasileiras não sofreram, nas mesmas proporções, o
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impacto da Revolução Industrial. Pequenas propriedades agrárias eram aqui praticamente


inexistentes, predominando os latifúndios. Além disso, a falta de transporte isolava as regiões
brasileiras umas das outras. No mais, a comunicação com o exterior, por navegação marítima era
mais fácil do que entre as diversas regiões brasileiras. Acrescente-se ainda a influência herdada
pelo longo período de escravidão, impregnada do individualismo e que tem se constituído como
um fator psicossocial a dificultar a difusão do cooperativismo. Por último, é necessário
acrescentar a falta de líderes cooperativistas aqui. Tratava-se de uma luta para a qual as
circunstâncias não haviam permitido o pleno amadurecimento das pessoas. A Europa encontrava-
se num outro estágio de evolução dos fatos e das pessoas, que influenciou em todo processo
histórico do cooperativismo naquele continente, com conseqüentes facilidades e dificuldades
peculiares.
Quanto às leis referentes às cooperativas, um primeiro período, que se constituiu como de
ordenamento, compreende os anos de 1903 a 1938. Na legislação de 1932, as cooperativas
passaram a ser consideradas como sociedades de pessoas e não de capitais, distinguindo-se das
demais em diversos pontos. Mesmo assim, a definição jurídica de cooperativa ainda não
conseguiu ser elaborada de uma forma suficientemente clara, munindo-as das condições
necessárias para que se desenvolvessem. Entre 1938 e 1988 iniciou-se um processo de
intervenção do Estado sobre o cooperativismo e seu sistema, afastando qualquer tipo de atuação
de sindicatos sobre ele. Ora esse papel era delegado aos Ministérios respectivos à área de atuação,
ora a algum departamento do Estado: (Instituto Nacional de Desenvolvimento Agrário, INDA –
Lei 4.504, de 30 de dezembro de 1964 –; Instituto Brasileiro de Reforma Agrária, IBRA; Instituto
Nacional de Colonização e Reforma Agrária, INCRA), submetido a algum Ministério. Somente
com a lei 5.764/71 foi que o regime jurídico das sociedades cooperativas passou a ser situado
mais claramente no Código Civil Brasileiro. O intervencionismo do Estado nas Cooperativas
perdurou formalmente de l938 a 1988, quando foi promulgada a Nova Constituição, que veio
para redemocratizar o Brasil. Nos últimos anos, com a globalização e a necessidade de adaptação
a esse fenômeno de superação das fronteiras entre países, como exigência para inserção no
mercado mundial, o cooperativismo vem sendo forçado a reorganizar-se para responder a esses
novos desafios. Na fase inicial, a abertura do mercado se deu de forma indiscriminada, a moeda
nacional foi sobrevalorizada e as taxas de juros elevadas a altos níveis. Com isso, eliminaram-se
milhões de postos de trabalho e foram fechadas muitas empresas. De acordo com Paul Singer,
uma forma de luta para preservar postos de trabalho tem sido obter a transferência aos
trabalhadores de empresas falidas ou em vias de falir, empresas pequenas, médias e grandes,
industriais, agrícolas e de mineração... de forma autogeridas ou associações (SINGER, 2003),
como aconteceu quando surgiram as primeiras cooperativas.
5.2. Inserção histórica do cooperativismo na Itália
Permeado pelo legado da influência socialista, presente de forma duradoura e forte no
pensamento de grandes camadas da sociedade italiana e pelo sentido de solidariedade social,
promovido desde há muito pela tradição cristã e católica e, ainda, pelas marcas deixadas por anos
de vigência do regime fascista, a trajetória histórica das cooperativas, nesse país, encerra
particularidades que a tornam de capital importância para o estudo e aprofundamento do
cooperativismo em geral, tanto do ponto de vista teórico como do prático. A primeira cooperativa
a ser constituída nesse país foi o “Magazzino di previdenza” (1854), em Turim, uma cooperativa
de consumo, surgida por iniciativa da “Associação dos Operários”. Em 1956 surgiu, na província
de Savona, a “Artística Vitraia”, uma cooperativa de trabalho, motivada pelos problemas de
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desemprego e do aumento do custo de vida. Ainda que fenômenos econômicos semelhantes aos
de outros países tenham atingido a indústria italiana do século XIX; o desenrolar de experiências
cooperativistas, nesse país, se deram de maneira mais lenta e em dimensões menores, até 1861,
ano em que a Itália buscava a sua unificação, completada em 1870. O impulso democrático e as
primeiras experiências de associação de operários fez florescer novas sociedades de mútua ajuda.
Na década de 1850 foi constituída a primeira cooperativa agrícola: “Lago di Garda”. Quanto ao
desenvolvimento de cooperativas agropecuárias, este se deu em função da crise dos anos 1880-
90. Para minimizá-la surgiram cooperativas de compra e venda. Estas permitiam a compra, a
preços mais baratos, de defensivos agrícolas e adubos (insumos), bem como uma melhor
racionalização das técnicas produtivas e ainda a eliminação de intermediários.
Segundo dados da Associação Nacional Cooperativa Agroalimentar (Ancalega), a soma de
circunstâncias favoráveis determinaram um impetuoso desenvolvimento do cooperativismo
agrário. De 1883 a l894, se constituíram 525 sociedades, destacando-se a região norte do país
(ASSOCIAZIONE NAZIONALE COOPERATIVE AGROALIMENTARE, ca.1999: 07). As
duas primeiras décadas do século XX foram marcadas por um desenvolvimento muito expressivo
do cooperativismo italiano. O sistema cooperativo, com o advento da I Guerra Mundial, foi visto
como propício para alavancar a economia, entendendo que as dificuldades geradas com a guerra
(contradições no corpo social do país, desmobilização de milhões de soldados, ...) poderiam
servir de oportunidade para uma nova reorganização deste. Esse período foi marcado pela busca
de soluções para a questão agrária, entendida como de fundamental importância para o
desenvolvimento da Itália. As opiniões dividiam-se entre aqueles que consideravam admissível e
proponível a cooperação pela condução individual da terra, subdividida em cotas e aqueles que se
opunham a esse tipo de divisão, marcadamente os latifundiários. Delineava-se o caminho para
uma futura reforma agrária. A efervecência de idéias marxistas junto às camadas populares e o
confronto dessas idéias com a estrutura agrária, sistema herdado dos antigos senhores feudais
ligados à nobreza, se constituiu como centro dessas discussões. Ao crescimento quantitativo e
qualitativo das cooperativas, acompanhou o esforço de aprofundamento de seu sentido e do
alcance de sua importância, nos diversos contextos, a dedicação de várias instituições e pessoas
que devotaram tempo e inteligência a estes estudos específicos. Em 1925, pelo decreto real
número 1.764, foi fundado o Instituto Italiano de Estudos Cooperativos.
O advento do fascismo, num período marcado pelas influências do pós primeira guerra, no qual
as cooperativas pareciam mais prosperar, fez ressaltar o surgimento de campanhas difamatórias,
que visavam obstruir esse progresso, atacando tanto as cooperativas “vermelhas”, como as
“brancas” (aquelas de inspiração social-cristãs). O jogo de interesses levou a críticas que
acusavam as cooperativas de promover como que “a sangria do Estado”; tendo em vista os
incentivos que, na época, estas obtinham do governo. Em 1921, a Itália, apresentava um número
em torno de vinte mil cooperativas. Em vinte anos de fascismo o movimento cooperativo
enfraqueceu. No ano de 1943 esse número decresceu para pouco mais de onze mil cooperativas,
com um número reduzido de sócios e um escasso capital social. Destas, a maior parte
encontravam-se no norte do país. No centro achavam-se em menor número. No sul, o
desenvolvimento de organizações desse tipo, iniciadas depois do primeiro pós-guerra, sofreram
bloqueio em sua expansão, reduzindo-se a poucas numericamente e com características
marcantes da política fascista. Dentro da filosofia do movimento cooperativista sempre esteve
presente o objetivo do desenvolvimento integral das pessoas nele envolvidas. Por esta razão, na
medida em que o sistema teve a possibilidade de crescer, dentro dos princípios que a norteavam,
em todos os níveis e das mais diversas formas, surgiram iniciativas que implementavam esse
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desenvolvimento. Porém, no período em que vigorava o fascismo, o Instituto de Estudos


Cooperativos sofreu transformações por força da política e da ideologia vigentes no país. Nessa
fase, o seu nome passou a ser Instituto Superior de Estudos Corporativos do Trabalho e da
Previdência, funcionando como escola sindical do regime. A cooperação foi reduzida a apenas
uma matéria do curso de cultura corporativa.
As cooperativas que sobreviveram nos anos de ditadura passaram por transformações em suas
estruturas, tendo sido privadas, sobretudo, de suas características fundamentais, que eram a da
participação democrática na gestão da empresa, por parte dos trabalhadores e associados, bem
como os objetivos de atendimento às necessidades de lazer, de esporte e de formação intelectual e
cidadã da classe operária. O fascismo mostrou a incompatibilidade desse sistema com os
princípios cooperativistas, essencialmente democráticos. A transformação para uma estrutura
burocrática e antidemocrática da cooperativa foi, de fato, um fenômeno geral que se configurou
no surgimento e na orientação do movimento cooperativista por parte dos órgãos governamentais
do Estado fascista. Este fenômeno se deu no âmbito do poder público, em todos os níveis, do
regional ao provincial, influenciando internamente cada cooperativa, com o conseqüente
exaurimento de todo o poder das assembléias, reduzindo-o à pura ratificação da participação dos
sócios na vida da entidade. Leis de cima para baixo não se compatibilizam com as que nascem
das trocas entre sujeitos reconhecidos com igualdade de poder.
5.3. Diferenças e semelhanças entre Brasil e Itália
A história, estrutura e dados descritos, relativos a Brasil e Itália, permitem comparações entre
esses dois países, no setor agropecuário e no sistema cooperativo agropecuário. A proximidade
geográfica da Itália com o movimento socialista e suas idéias colocou-a em situação diferente da
do Brasil, mais distante e que teve conhecimento das idéias socialistas e do sistema cooperativista
através dos imigrantes, principalmente italianos e alemães. Estes fatos determinaram direções e
ritmos diferenciados em cada um desses países. Não se pode esquecer, também, que a Itália
pertencia ao grupo dos países que mantiveram colônias sob seu domínio e que o Brasil, pelo
contrário, se incluiu entre os países colonizados. País e habitantes aqui, principalmente os nativos
e os negros vindos como escravos, eram vistos e considerados como sujeitos só de obrigações e
não de direitos. Esta mentalidade dominava os pensamentos das pessoas, influenciando em todas
as estruturas de organização, desde aquela em que impôs ao Brasil o regime de Capitanias
Hereditárias, passando pelo de Governos Gerais e pela vinda da família real portuguesa, para
fugir da expansão do império de Napoleão, até a passagem do século XVIII para o XIX, em que,
com a invenção das máquinas a vapor, irrompeu a revolução industrial, transformando
radicalmente as estruturas de produção e econômica, principalmente, do ocidente. Do norte da
Itália, região onde o cooperativismo mais se desenvolvia, e da Alemanha vieram os primeiros
imigrantes, que ocuparam terras no Sul do Brasil. Coincidentemente, essa região brasileira foi a
que havia recebido a influência dos jesuítas que fundaram os chamados Territórios das Missões,
nos quais alguns brancos, jesuítas e índios experimentaram uma prolongada e profunda vivência
de cooperação mútua em diversas atividades também econômicas.
No período em que ocorreu a primeira guerra mundial e o pós-guerra, as influências deste foram
diferentes na Itália e no Brasil. Os cooperativistas agrários italianos entenderam que o momento
era favorável para que o sistema se ampliasse, tendo em vista a necessidade de fornecimento de
gêneros alimentícios, que abastecesse as frentes de combate. Com isso, as cooperativas tiveram
alguns avanços. Foram efetuadas distribuições de terras para pessoas pobres, agricultores
autônomos e aristocratas. Porém, mesmo com toda a pressão exercida pela guerra, o domínio dos
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latifundiários ainda conseguiu conter a expansão de uma reforma agrária como pretendiam os
mais idealistas. Terminada a guerra, com a volta de muitos ex-combatentes e com a implantação
do regime fascista, a situação geral mudou de figura, o cooperativismo, na Itália, sofreu uma
retração e um desvio de seus rumos, que influenciaram decisivamente em seu desenvolvimento.
No Brasil, essa guerra teve efeitos mais indiretos do que diretos. As condições de dependência do
país às grandes potências mundiais influenciavam governantes e povo a conterem seus ideais de
expansão e democráticos. No período entre guerras, o Brasil também viveu febres de intenso
nacionalismo, que fizeram surgir aqui governos totalitários, sendo ditador Getúlio Vargas, como
acontecia na Europa e em outros continentes. O desenvolvimento do sistema cooperativo foi se
estruturando num ritmo lento e gradativo, como pode ser percebido no relato histórico que foi
apresentado. A formulação mais clara com relação às cooperativas se encontra na Constituição
Italiana de 1942. No Brasil, uma lei semelhante, que define mais claramente o sistema
cooperativista só veio em 197l, quase 30 anos depois. Das comparações entre cooperativismo no
Brasil e na Itália, observa-se que: quanto ao número mínimo de associados, na Itália é de 9
enquanto que, no Brasil, é de 20; Na Itália existem 4 centrais cooperativas, enquanto que no
Brasil existe apenas 1. Como o cooperativismo, na Itália, está mais desenvolvido e atingindo um
número maior de cooperativas e associados, a legislação se mostra bem mais detalhada, trazendo
mais especificações. No Brasil, tendo em vista o dimensionamento menor do sistema, a
necessidade de maior controle, por causa da vastidão do território nacional, a organização da
estrutura e o ritmo de seu desenvolvimento se dão num outro compasso. Na Itália, a quantidade
menor de terra desperta para o seu valor e importância. A consciência da necessidade de cuidar e
de protegê-la contra desgastes, deu origem a muitas cooperativas de reflorestamento. No Brasil,
durante muitos anos, por causa das grandes dimensões territoriais, os cuidados com a preservação
das terras não mereceram grandes atenções. Hoje, com a conscientização ecológica de
preservação da natureza, principalmente através dos grandes meios de comunicação de massa,
essa preocupação vem crescendo mais rapidamente.
Da observação das estruturas dos sistemas cooperativos na Itália e no Brasil, pode-se ter um
retrato de como elas se inserem em seus contextos. De como delas se irradiam forças de
influências e como elas ficam expostas às forças externas, do próprio país e de fora deste. O setor
agropecuário, na Itália, se volta mais para o mercado interno. Já o setor agropecuário, no Brasil,
se volta, prevalentemente, para o atendimento da demanda do mercado externo, o que faz uma
grande diferença, influindo nas decisões quanto aos procedimentos a serem tomados numa e
noutra dessas realidades. Além disso, a agricultura italiana incorpora maior valor agregado que a
brasileira, o que faz diferença no tocante ao PIB de cada um desses países. A contribuição da
agropecuária no Produto Interno Bruto brasileiro - PIB foi a maior entre todos os setores. Nos
últimos 10 anos, o agronegócio cresceu 70%, movimentando R$424 bilhões, 29%do PIB
(SOARES, Julho de 2003: 30). 25% da economia agrícola do país gravitam em torno (RIVERA,
2002, p. 17) das cooperativas agropecuárias, com um faturamento de R$35bilhões (BRANDÃO,
Julho de 2003: 40). Em 2.002 a área plantada de grãos, fibras e oleaginosas, no Brasil, foi de
aproximadamente 42.000.000 ha. Quanto à produção, esta alcançou, naquele ano, 112,4 milhões
de toneladas de grãos. Chama a atenção o fato de, na Itália, a área total plantada ser de
14.740.000 ha. e no Brasil de 42.000.000 ha. apenas aquela destinada ao plantio de grãos, fibras e
oleaginosas, o que ressalta a grande diferença entre esses dois contextos, palcos onde as
cooperativas desempenham seus papéis.
Segundo dados de 2.001, a superfície territorial da Itália é de 301.329 km², enquanto que a
superfície agrícola utilizada é de 43,9%. (De acordo com um dado de 1.994, transformados em
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hectare, a dimensão agrícola utilizada nesse ano era de 14.740.000 ha.). Com relação à
população, o seu número era de 51.306.000 habitantes. A densidade é de 187 hab./km². Quanto à
força de trabalho, é de 23.781.000 trabalhadores. Finalmente, a população, por superfície
agrícola, é de 6,09 hab./ha. Quatro são as Associações Nacionais reconhecidas por Lei, na Itália:
a Liga Nacional das Cooperativas (Legacoop), a Confederação Cooperativa Italiana
(Confcooperative), a Associação Geral Cooperativa Italiana (AGCI) e a União Nacional
Cooperativa Italiana (UNCI). Os números e os tipos de produções agrícolas, permitem
comparações quanto às diferenças que caracterizam cada uma das Associações Nacionais de
Cooperativas. Segundo dados de 1995, a Federagroalimentare, com 5.924 cooperativas, 714.000
sócios, possuía um faturamento de 11.212.000 ecu; a ANCA com 2.324 cooperativas, 359.548
sócios, faturava 3.865.000 ecu; a AGCI com 602 cooperativas, 51.352 sócios, tinha um
faturamento de1.396.000 ecu (BEKKUM, Et al, 1998: 90). Totaliza-se 8.850 cooperativas,
1.124.900 sócios. Essas três Associações, juntas, faturavam 16.473 milhões ecu. A soma total do
número de cooperativas agropecuárias, existentes nas 4 associações nacionais era de 9.500
(BEKKUM, Et al, 1998: 95). Com esta informação, pode-se chegar à conclusão que a União
Nacional Cooperativa Italiana/ ASCAT agregava 650 cooperativas agropecuárias. Para se avaliar
as dimensões desse tipo de cooperativa é necessário considerar as 7.000 cooperativas que não
eram filiadas a nenhuma Associação Nacional (BEKKUM, et al., 1998: 89).
A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) é o órgão representativo oficial do sistema
cooperativo no Brasil. Como tal, presta ao governo papel técnico-consultivo, sendo obrigada a ter
a mesma configuração das Organizações das Cooperativas Estaduais (OCE). Para formar uma
cooperativa é necessário pelo menos 20 pessoas. Estas podem ser ou não filiadas à OCB.
Existem, porém, aquelas que se subordinam a sindicatos ou ao MST, por discordarem da
representatividade da OCB. Em 2.002 a OCB contava com 1.624 cooperativas associadas. O
número de associados somava 865.494. Mesmo exigindo apenas 9 cooperados, a Itália conseguiu
agregar números maiores do que esse de cooperados, atingindo quantidades expressivas, o que
parece se dever a fatores culturais mais favoráveis a esse tipo de organização. “O que pode
representar mais vantagem: ter-se um menor número de cooperativas para se ter um maior
número de cooperados (o que a tornaria mais forte) ou um menor número de cooperados com um
maior número de cooperativas?” Quanto à participação no PIB, dados da Itália, do ano de 2.001
indicam que a participação do complexo agroalimentar no PIB foi de 15,6%. Quanto ao PIB
agrícola, foi de 2,7%. O PIB total, que engloba todos os setores da economia, foi de 1.030.910
Euros. Para confrontar com os números acima, dados do Brasil de 2.002, indicam que o
agronegócio contribuiu com 29% do PIB naquele ano, somando R$105 bilhões. No conjunto do
sistema cooperativo, 25% da economia agrícola do país gravitam em torno das cooperativas
agropecuárias. O que é necessário levar em conta é que o Brasil é um grande exportador de
produtos agrícolas, o que justifica números tão elevados em comparação com aos da Itália, que
não adota o mesmo tipo de política com relação à sua produção agrícola. Segundo informação do
consulado da Itália, em 1.995, 7,8% do emprego nacional deste país, naquele ano, foi originário
do setor agrícola. No Brasil, em 2.001 o índice de empregos que o setor agrícola ofereceu,
representou 21% do total oferecido pelos outros setores.
Com relação ao crédito rural, constata-se que os investimentos, num e noutro país, variam de ano
para ano. As características diferenciadas de Brasil e Itália demonstram como as necessidades
obrigam a investimentos direcionados a setores também diferenciados. Embora no Brasil e na
Itália os maiores investimentos girem em torno de renovação e aperfeiçoamento de máquinas
para a plantação e o cultivo, observa-se que na União Européia vem ocorrendo o incentivo não
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apenas a fusões entre as cooperativas internas de cada país, mas, também, entre as cooperativas
de nações diferentes, fazendo parte da integração regional. Aqui, verbas são destinadas para
incentivo de fusões entre cooperativas para o seu fortalecimento, como um reforço à boa
administração. Lá as distâncias são menores, as estradas já possuem uma infra-estrutura básica, a
tradição de plantio e de cuidados remonta a longo tempo, a estrutura agrária já possui uma
organização menos concentradora de terras, sendo o número de pequenas propriedades mais
pulverizado, espalhando-se pelo país inteiro. Quanto ao Brasil, a realidade é bem diferente, a
começar pela vastidão do território, pelas desigualdades nos tamanhos das propriedades, pela
variação das qualidades dos solos e das condições climáticas, pela insipiência dos métodos
utilizados, pelo fato de grande parte da produção se destinar à exportação e, finalmente, pelo
domínio exercido pelos grandes produtores, detentores do latifúndio e que possuem mais poder
de influência junto aos poderes públicos e facilidade de obtenção de créditos bancários. O
número de propriedades de acordo com a superfície que ocupam, na Itália, revela que
propriedades com menos de 1 ha. representam 45%. No Brasil, representam 10, 54%. De 1 a 100
ha., na Itália representam 51,8%, enquanto que no Brasil, 78,33. De 100 ha. e outras representam
0,5. No Brasil existem propriedades com mais de 100.000 ha., retrato de uma realidade que se
deve não só às diferentes dimensões dos dois territórios, mas a fatores culturais de cada um deles.
Entre tantas heranças deixadas pelo regime fascista, na Itália, está a substituição das cooperativas
por uma articulação em centenas de corporações separadas, gestadas através do controle das
grandes e das médias propriedades, em forma burocrática, do poder estatal: uma pirâmide que o
Estado republicano buscou e busca, até os dias de hoje, com muito esforço para desmantelar
também os grandes e médios proprietários, aos quais foram confiadas as grandes organizações
dos cultivadores autônomos. Quanto ao fenômeno do êxodo rural, na Itália, de 1.970 a 1.994, a
superfície agrícola utilizada diminuiu 16%. No Brasil, 400.000 propriedades rurais foram
fechadas no período de 5 anos. Com a globalização e a diminuição da oferta de emprego na
indústria e em setores em que a mão de obra vem sendo substituída por meios tecnológicos, a
opção pela volta ao campo e o aumento de oportunidades de trabalho em pequenas propriedades
de cunho familiar tem sido vista como caminho de solução para o problema do desemprego.
6. Conclusão
O momento atual de transição pode ser comparado àquele que ocorreu com a economia nos
primórdios da revolução industrial e que deu origem à formação das primeiras cooperativas na
Europa e em países de outros continentes, nos séculos XIX e XX. A partir da história, pode-se
visualizar a trajetória do homem como construtor do mundo. Nesse processo, ele se encontra num
estágio em que os meios de comunicação romperam a barreira do tempo, possibilitando-lhe, em
tempo real, a transmissão de suas comunicações de qualquer lugar em que esteja. A facilidade de
utilização de meios de transportes rápidos, que atendem a um número quase absoluto de
necessidades e aprimoramento de técnicas gerenciais tornam os produtos mais baratos e
competitivos. Estas e outras características marcam todo o processo de desenvolvimento das
estruturas econômicas hoje, imprimindo-lhes um dinamismo nunca visto antes.
A tendência atual de países formarem blocos econômicos, é observada em empresas e em
cooperativas. Com isso, atendem a certas necessidades do mercado em sua evolução e ritmo de
progressão. Em matéria publicada na Revista Globo Rural, o presidente da OCB, Márcio Lopes
de Freitas, diz que “cooperativismo não é mais uma via alternativa entre capitalismo e
socialismo. Ele tem a missão de inserir o pequeno produtor no mercado globalizado”
(BRANDÃO, Julho de 2.003: 40). Na verdade, isto vem acontecendo; porém sem conseguir
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resolver alguns problemas graves, como o do desemprego crescente. O sonho do cooperativismo


foi o de criar uma terceira via, capaz de recuperar valores humanos, imprescindíveis à construção
de um mundo verdadeiramente globalizado, não apenas no âmbito econômico, mas em sentido
ainda mais amplo, inspirando novos paradigmas que permitessem contemplar outros aspectos da
realidade humana. Novas frentes de discussão podem ser abertas: “Cooperativas não filiadas”;
“Cooperativas de reflorestamento e a preocupação ecológica”; o ideal cooperativo e as
transformações que o sistema cooperativo vem sofrendo; as integrações regionais e o
cooperativismo; cooperação entre cooperativas de diferentes países; entre outros.
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