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FACULDADE PITÁGORAS

CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

ROLOS COMPACTORES VIBRATÓRIOS: conceitos, tipos e aplicações.

SÃO LUÍS - MA

2019
ANTONILSON SILVA COSTA

DAYANA SUSY MELO SILVA

ISABELA DE SOUZA SILVA

JOSIVALDO RAPOSO CORREA

LUANDERSON CUNHA RIBEIRO

ROLOS COMPACTORES VIBRATÓRIOS: conceitos, tipos e aplicações.

Trabalho de pesquisa apresentado à Faculdade


Pitágoras como requisito para obtenção de nota
Parcial I na disciplina de Mecânica dos Solos
Avançada e Introdução a Obras de Terra,
ministrada pelo professor Ricardo Júlio.

SÃO LUÍS – MA

2019
À Deus pela sabedoria que tem nos dado ao
longo da vida.

Ao professor Ricardo Júlio, pelo incentivo à


pesquisa e à familiarização com a disciplina.
‫‪SUMÁRIO‬‬

‫‪1. Introdução‬‬ ‫﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳ ﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳‬ ‫‪1‬‬


‫‪2. Conceito importantes‬‬ ‫﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳‬ ‫‪2‬‬
‫‪3. Objetivos‬‬ ‫﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳ ﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳‬ ‫‪3‬‬
‫‪3.1. Objetivo geral‬‬ ‫﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳‬ ‫‪3‬‬
‫‪3.2. Objetivos específicos‬‬ ‫﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳‬ ‫‪3‬‬
‫﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳ ﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳ ‪4. Normas técnicas‬‬ ‫‪4‬‬
‫﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳ ‪5. Rolos compactadores vibratórios‬‬ ‫‪5‬‬
‫‪5.1. Rolos vibratório liso‬‬ ‫﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳‬ ‫‪8‬‬
‫‪5.2. Rolo vibratório pé-de-carneiro‬‬ ‫﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳‬ ‫‪9‬‬
‫‪5.3. Rolo vibratório tandem‬‬ ‫﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳ ﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳‬ ‫‪11‬‬
‫‪5.4. Outros tipos de rolos vibratórios‬‬ ‫﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳‬ ‫‪12‬‬
‫‪5. Conclusão‬‬ ‫﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳ ﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳‬ ‫‪14‬‬
‫‪Referências bibliográficas‬‬ ‫﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳﮳‬ ‫‪15‬‬
1. INTRODUÇÃO

Independente das dimensões de uma obra, seja de pequeno, médio ou


grande porte, a utilização de rolos compactadores tem se tornado fundamental quando
se trata de preparação do solo. A compactação por meio de equipamentos pesados
favorece o adensamento do solo, o que promove o aumento de sua capacidade de
suportar cargas. Ao longo das últimas décadas, têm-se procurado aliar tecnologias a
esses equipamentos, a fim de otimizar o seu desempenho e em busca de aumentar a
capacidade produtiva. Entre os avanços, destaca-se a introdução de sistemas de
vibração nos rolos compactadores com metodologias de funcionamento cada vez
mais dinâmicos, as quais possibilita, por exemplo, a regulagem da frequência das
vibrações e da intensidade dos impactos gerados por elas.

Este trabalho busca, através de pesquisa bibliográfica, apresentar os


principais tipos de rolos compactadores vibratórios empregados em obras de
compactação do solo, definindo as condições de aplicação, especificações técnicas,
vantagens e desvantagens e citando exemplos de equipamentos disponíveis no
mercado. Além disso, serão apontados fatores importantes na compactação por
vibração. Esse estudo é importante porque a escolha correta do rolo de compactação
vibratória pode ser definitiva para que se alcance um grau adequado de compactação
do solo.

1
2. CONCEITOS IMPORTANTES

Compactação do solo: redução do volume de vazios a fim de promover maior


rigidez e resistência, e para aumentar o índice de impermeabilidade do solo.
Teor de umidade: representa a quantidade de água por unidade de massa
do grão úmido ou seco. Pode ser medido com base na massa ou no volume. O teor
gravimétrico de umidade é a massa de água no solo, medida pela diferença entre a
massa do solo úmido e seco a 105 ° C. É medida em percentual.
Umidade ótima: teor de umidade em que o solo alcança a massa específica
aparente seca máxima. O grau de compactação e o teor de umidade ótima relacionado
são obtidos através de ensaio realizados no laboratório.
Coesão dos solos: é a atração molecular interna que resiste à ruptura ou
cisalhamento de um material. Em solos argilosos, a coesão é derivada das películas
de água que unem as partículas na massa do solo. É um fenômeno típico de solos
com diâmetro de partícula abaixo de 0,002 mm. A coesão diminui à medida que se
aumenta o teor de umidade.

Solos granulares: solos com pouca ou nenhuma coesão, com predominância


de partículas com granulometria superior a 0,075 mm. Alguns solos granulares,
quando úmidos, exibem coesão aparente. O solo granular não pode ser moldado
quando úmido e se desfaz facilmente quando seco.

Solos argilosos: são solos cuja composição tem no mínimo 30% de argila e
cujas partículas têm diâmetro menor que 0,002 mm. Além disso, apresentam grande
coesão.

Índice de plasticidade: diferença entre os limites de liquidez e de plasticidade


do solo, trata-se da quantidade máxima de água que pode ser adicionada à uma
amostra, para que o solo mantenha sua consistência plástica.

Força centrífuga: pseudo-força responsável pela sensação de ser compelido


para fora, ou afastar-se do centro, quando um corpo está em movimento rotacional.

Concreto Compactado com Rolo (CCR): tipo de concreto seco o qual pode
ser compactado através de rolos. Bastante utilizado como base para placas de
concreto simples.

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3. OBJETIVOS

3.1. OBJETIVO GERAL

• Identificar os tipos de rolos compactadores equipados com sistema


vibratório.

3.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

• Entender o processo que produz vibração nos rolos compactadores;


• Conhecer as especificações técnicas dos equipamentos;
• Determinar as condições necessárias para aplicação dos rolos
vibratórios no campo.

3
4. NORMAS TÉCNICAS

ABNT NBR ISO 20474-13:2010 - Máquinas rodoviárias – Segurança. Parte


13: Requisitos para rolos-compactadores

ABNT NBR ISO 8811:2002 - Máquinas rodoviárias - Rolos-compactadores -


Terminologia e especificações comerciais

ABNT NBR ISO 6165:2015 - Máquinas rodoviárias — Tipos básicos —


Identificação e termos e definições

ABNT NBR 7180:2016 - Solo — Determinação do limite de plasticidade

ABNT NBR 7182:2016 - Solo - Ensaio de compactação

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5. ROLOS COMPACTADORES VIBRATÓRIOS

São equipamentos indicados para a compactação de solos granulares ou


argilosos, que podem ou não ter elementos coesivos, e nos quais os rolos
pneumáticos ou rolos estáticos não atuam com eficiência. Eles são formados por uma
estrutura de chassi, associada a cilindros dianteiros e pneus ou cilindros traseiros
(figura 1). Estes cilindros são comumente fabricados em aço, e são os responsáveis
pelo trabalho de compactação do solo. Atualmente, algumas máquinas já estão sendo
fabricadas com tração complementar nos cilindros.

Figura 1. Rolo vibratório modelo CS54B, da CATERPILLAR.

Fonte: <http://www.brasilengenharia.com/portal/noticias/destaque/6341-
lancados-novos-compactadores-vibratorios-caterpillar-de-classe-mundial>.

Os rolos vibratórios apresentam cilindros lisos ou corrugados (também


chamados de pata ou pé-de-carneiro), e a escolha do tipo deve levar em conta o perfil
do solo a ser compactado. Geralmente são utilizados rolos vibratórios do tipo pé-de-
carneiro na compactação de solos coesivos – argilosos e siltosos – e do tipo liso na
compactação de solos arenosos e granulares. Além disso, podem ser divididos pela
capacidade produtiva, que geralmente relaciona o volume compactado pelo tempo
(m³/h).

Ao se utilizar rolos vibratórios, recomenda-se adotar um teor de umidade


ligeiramente superior ao ótimo obtido no laboratório. A velocidade de operação deve
ser entre 1 e 2,5 km/h para rocha e argila, e entre 2 e 5 km/h para cascalho e areia.

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I) Fatores importantes na compactação por vibração:

a) Força dinâmica (𝐹): é a força sustentadora de vibração, isto é, a energia


produzida pela força centrífuga do motor ou mola de vibração. É criada por um peso
excêntrico que gira em torno do eixo interno do cilindro em alta velocidade (figura 2),
e promove movimentos de subida e descida do mesmo. Essa força é capaz de
movimentar camadas inferiores dos solos;

Figura 2. Motor de vibração.

Fonte: <https://www.mfrural.com.br/detalhe/motor-de-vibracao-do-rolo-compactador-193223.aspx>.

a) Frequência de vibração: é a quantidade de revoluções ou ciclos


executados pelo peso por segundo. Em outras palavras, é o número de vezes que o
cilindro lança golpes à camada do solo nessa mesma unidade de tempo. É medida
em hertz ou vibrações por minuto (vpm). Como se observa na figura 3, ao aumentar-
se a velocidade da passada, o comprimento de onda tende a aumentar;

Figura 3. Relação entre velocidade e frequência.

Fonte:<http://asfaltodequalidade.blogspot.com/2013/05/compactacao-
de-solos-e-base.html>.

b) Amplitude da vibração: refere-se à altura de subida e queda do cilindro,


medida em milímetros;
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c) Força estática (𝐹𝑒 ): também chamada de peso morto, trata-se do peso
próprio do vibrador;
𝐹
d) Relação entre as forças dinâmica e estática ;
𝐹𝑒

e) A estabilidade do equipamento.

A associação entre solo e vibrador, por exemplo, quando vibra livremente,


tende a produzir essas vibrações com uma certa frequência, chamada frequência
natural. Quando as vibrações geradas pelo rolo compactador ocorrem em frequências
que se aproximam da frequência natural, entende-se que as vibrações atingiram a
intensidade máxima, caracterizando a ressonância.

II) Têm-se o rendimento máximo do rolo vibratório, quando:

a) Há a adequação da pressão da frequência estática (peso morto) do


equipamento ao solo a ser compactado;
b) A frequência da força dinâmica é capaz de manter a associação solo-
vibrador em ressonância;
c) A força dinâmica está próxima à força estática do vibrador;
d) O teor de umidade do solo é ligeiramente maior que a umidade ótima.

Em suma, a compactação por vibração ocorre porque, consoante à


frequência, os golpes produzidos pelo cilindro geram vibrações que são transmitidas
à camada do solo a qual se move de baixo para cima, reduzindo os atritos internos
entre as partículas e facilitando o rearranjo e encaixe das mesmas. Dessa forma, as
vibrações obrigam as partículas a preencher os vazios, aumentado, portanto, a
densidade do solo. Quanto maior a vibração produzida pela força dinâmica (através
do cilindro), maior será a quantidade de partículas que irá se mover, levando a uma
compactação mais eficiente. Contudo, esse processo deve ser integralmente
monitorado, pois, de acordo com experiências realizadas pelo físico francês Peltier, o
excesso de vibração pode provocar queda de densidade. Com relação à frequência,
são recomendados de 1400 a 3000 vibrações por minuto. A alternância entre esses
valores não gera grande efeito sobre a compactação. Em contrapartida, o aumento da

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amplitude acarreta elevação no grau de compactação, independente da frequência,
pois acrescenta intensidade ao peso do rolo vibratório.

III) Capacidade produtiva dos rolos vibratórios

Segundo Baptista, esse parâmetro pode ser obtido pela seguinte fórmula:

𝑒∗𝑙∗𝑣 3
𝐶= 𝑚 /ℎ
𝑛
Equação 1
Onde:
e = espessura da camada (em m)
l = largura do rolo (em m)
v = velocidade da passada (em m/h)
n = número de passadas

Logo, para um solo argiloso especificado para ser compactado com 15 cm de


espessura, com um rolo de 1,82 m de largura, à velocidade de 2560 m/h, e com 7
passadas, têm-se:
0,15 ∗ 1,82 ∗ 2560
𝐶= ≅ 100 𝑚3 /ℎ
7
Equação 2
Portanto, a capacidade de compactação do rolo vibratório para a situação
anterior é de 100 m³/h.

5.1. ROLO VIBRATÓRIO LISO

Bastante utilizado para compactação de solos arenosos e granulares, e em


terrenos onde há mistura de argila e areia – a qual apresenta plasticidade média ou
baixa, pode ser empregado também na compactação de Concreto Compactado com
Rolo (CCR), e em selagem e acabamento de camadas argilosas. Trata-se de um rolo
de aço equipado com um sistema vibratório o qual aplica golpes à camada de solo
com determinada frequência e amplitude. O sistema de vibração costuma ser
alimentado por motores hidráulicos. Esse equipamento é recomendado para obras em
ruas e estradas de asfalto, por exemplo, onde garante alta eficiência. Como exemplo,
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têm-se o modelo CS-56, da marca estadunidense Caterpillar, que apresenta
comprimento total de 5,86 m, cilindro com 2,13 m de largura, indicado para camadas
com até 45 cm de espessura e do qual o sistema vibratório consiste em dois pesos
excêntricos que garantem dupla amplitude – alta e baixa, a qual pode ser regulada
pelo operador – e faixa de frequência de vibração de 23,3 a 30 hertz (1400 a 1800
vpm).

Figura 4. Rolo vibratório do tipo liso modelo CS-56, da Caterpillar.

Fonte: <https://pesa.com.br/product-detail/rolo-compactador-vibratorio-de-solo-cs56/index.html>.

É importante evitar que o cilindro do rolo liso mantenha-se vibrando quando


este estiver parado, para não provocar efeitos indesejados ao solo, como devolução
da energia de vibração provocada por aumento da densidade. Além disso, deve-se
dedicar grande atenção ao controle da umidade, a fim de evitar o uso desnecessário
da máquina.

5.2. ROLO VIBRATÓRIO PÉ-DE-CARNEIRO

Diferente do rolo vibratório liso, o rolo pé-de-carneiro apresenta um cilindro de


aço com saliências (também chamados de patas) que garantem maior superfície de
contato e maior precisão de compactação (figura 5). Semelhante ao rolo do tipo liso,
possui um sistema de vibração que compacta a camada do solo de baixo para cima,
com frequência e amplitude variáveis. É ideal para solos coesivos, com predominância
argilosa.

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Figura 5. Rolo compactador vibratório pé-de-carneiro.

Fonte: http://www.locamaque.com.br/wp-content/uploads/
2014/06/MULLER-VAP70.jpg

Em suma, as patas do cilindro penetram a parte solta superior da camada e,


associadas à vibração, compactam a parte inferior. Esse processo se dá pelo aumento
da área de contato, que facilita a quebra da coesão entre as partículas, e favorece a
evaporação necessária à compactação. Cada vez que as patas saem do solo, estas
jogam uma quantidade de material para cima, formando uma camada de material
solto. Este material será compactado conforme o número de passadas do rolo.
Conforme o solo vai compactando, o afundamento das patas diminui, até o estado em
que o rolo praticamente passeia sobre a superfície (figura 6). O resultado, após a
compactação, é um solo com aparência quase plana, coberto por formatos que se
assemelham a pegadas de carneiro.

Figura 6. Esquema de penetração das patas no solo e registro de solo compactado.

Fonte: <https://4.bp.blogspot.com/-i16IYnygrw8/V7yII-J5IPI/AAAAAAAAANk/FBk
oI1cySFUcHI5f1dUjHMcpZpyfIZeMwCLcB/s640/PICT0246.JPG>. [adaptado]
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5.3. ROLO VIBRATÓRIO TANDEM

Diferente dos rolos compactadores anteriormente citados, o rolo vibratório


tandem, ou chapa-chapa, é munido de dois cilindros lisos equipados com pesos
excêntricos, onde um fica posicionado na parte dianteira do veículo, enquanto o outro
posiciona-se em sua traseira. Devido ao fato de não possuir pneus de borracha, é
bastante utilizado para compactação de camadas asfálticas, especialmente em
acabamentos, por não deixar marcas de pneu na superfície. Pode ser aplicado
também na compactação de CCR e de materiais arenosos. O rolo compactador BW
138 AD-5 (figura 7), da fabricante alemã BOMAG, é um exemplo de rolo vibratório
tandem: com cilindros de 1,39 m de largura, e 4,7 toneladas de peso total, o
equipamento vibra com frequências entre 50 e 56 hertz à uma amplitude de até 0,50
mm, e tem capacidade produtiva de 100 à 200 m³/h em materiais arenosos.

Figura 7. Cilindro vibrador tandem BW 138 AD-5, da BOMAG.

Fonte: <https://diam-almaz.ru/tehnika/katki/bw-135-ad-5/>.

O rolo vibratório tandem apresenta alta capacidade de compactação devido à


combinação de peso e vibração no sentido vertical do equipamento. A frequência de
vibração no rolo duplo costuma ser maior em comparação com os rolos de um único
cilindro. As forças dinâmicas produzidas por esse rolo causam redução no atrito
interno das partículas da camada a ser compactada, o que facilita o encaixe das

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mesmas, potencializando a compactação. Todavia, é importante ressaltar que,
dependendo do perfil do solo, ou se a camada é muito fina, o equipamento deve ser
passado de modo estático.

5.4. OUTROS TIPOS DE ROLOS VIBRATÓRIOS

a) Rolo combinado: equipamento que associa compactação dinâmica


vibratória com compactação estática, ou seja, têm-se cilindro vibratório e pneus lisos
no mesmo equipamento. O cilindro fica posicionado na parte dianteira e os pneus no
eixo traseiro do rolo. É mais utilizado em compactação asfáltica. Apresenta
capacidade produtiva inferior pois os pneus não cobrem 100%, gerando a
necessidade de uma sobrepassada para uniformizar a compactação. Como exemplo,
têm-se o modelo HD 90K da alemã HAMM (figura 8), o qual tem cilindro dianteiro com
1,68 m de largura, 8,5 toneladas de peso total com cabine, 4 pneus traseiros,
frequência de vibração do cilindro entre 42 e 50 hertz, à uma amplitude entre 0,66 e
0,37 mm, e força centrífuga de 75 a 60 Kn.

Figura 8. Rolo combinado HD 90K, da HAMM G.

Fonte: https://www.hamm.eu/media/produkte/ci/navi/hd_1/HD
_90K_wh_632x0.jpg

b) Placas vibratórias: indicadas para pequenas obras em asfalto, são


utilizadas para compactação de solos granulares soltos como areia, britas e pedras
de pavimentação, quando não há a possibilidade de compactação com rolo vibratório.
Faz-se, comumente, o uso das placas vibratórias em material asfáltico em vez do sapo
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mecânico porque este tem sua sapata fabricada em madeira, o que inviabiliza sua
aplicação em terrenos com esse material. Existem diversos modelos disponíveis no
mercado, entre eles o TPC260WRH, da Toyama, que pesa um total de 265 kg, tem
frequência de vibração de 4800 vpm, com força centrifuga máxima de 38 kN, placa de
dimensões 830 x 640 mm, e com rendimento de 270 m²/h à uma profundidade de
compactação máxima de 85 cm. Segundo a fabricante, esse modelo é indicado “para
solos granulares não coesivos, onde as partículas requerem uma agitação ou ação
vibratória para movê-las, como por exemplo: areia, cascalho e asfalto”.
Figura 9. Placa Vibratória Reversível TPC260WRH, da Toyama.

Fonte: <https://toyama.com.br/arquivos/produtos/1465149943.jpg>.

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6. CONCLUSÃO

Os rolos vibratórios podem ser aplicados a diferentes tipos de solo, e a


escolha correta do equipamento depende do seu formato e do grau de compactação
desejado. Para que o solo atinja a sua densidade máxima, além da umidade ótima, é
necessário o equipamento de compactação apropriado. A qualidade do processo para
a redução máxima de vazios dependerá da frequência e amplitude dos golpes gerados
pelo cilindro vibratório, assim como das forças dinâmica e estática, do número de
passadas, e da capacidade produtiva do equipamento. Os rolos vibratórios utilizam
um mecanismo para criar uma força descendente que será acrescida ao peso próprio
do equipamento.

O rolo compactador vibratório do tipo liso é mais indicado para solos


granulares e arenosos, e o pé-de-carneiro, por sua vez, atua especialmente em solos
argilosos. Ambos, assim como os demais equipamentos vibratórios, garantem o
mínimo de compacidade e segurança durante o tratamento do solo para futuras
edificações.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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<https://blog.superbid.net/quais-os-tipos-de-rolos-compactadores-e-suas-funcoes/>.
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