Você está na página 1de 8

RELATÓRIO

PÊNDULO DE
TORÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHA 2018-2
INSTITUTO DE FÍSICA
PROFESSOR JAILTON ALMEIDA
DISCIPLINA: FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL II (FIS 122) P14
DISCENTES: KETLIN KARAN LIMA
HERTON ARAÚJO
ADONIAS SILVA
JANAÍNA BRAZÃO
THAILANE SOUZA
I. INTRODUÇÃO

O pêndulo de torção consiste em um experimento no qual um corpo com massa m


é suspenso por uma haste, neste sistema físico a haste sofre um leve torção que
resulta em um deslocamento do corpo de sua posição de equilíbrio, a partir desse
momento conseguimos perceber o início das oscilações e como a sua amplitude
vai diminuindo fazendo com que o corpo fique sempre na tentativa de retornar ao
equilíbrio.
Foi realizado entre tipo de análises para o estudo do pendulo de torção, primeiro
como a mudança da massa e do comprimento influencia no momento de inércia,
frequência e o período. Na segunda análise, como o mesmo acoplado a distancia
diferente em relação ao centro de massa pode influenciar no momento de inércia,
frequência e o período e na terceira analise como a diminuição do comprimento da
haste pode influenciar na frequência e no período.
Nesse experimento foi solicitado o estudo de algumas relações sobre o pendulo
físico e sobre como essas alterações definem e alteram análises realizadas. E
percebemos que o experimento tem o objetivo de analisar a relação entre o
período de oscilação da barra presa ao fio com o momento de inércia e verificar a
relação entre o torque de restauração com a deformação da haste.

Imagem explicativa do experimento apresentado.


II. MATERIAL NECESSÁRIO
1. Barras cilíndricas e retangulares de metal
2. Massas
3. Haste delgada de metal
4. Cronômetro ou relógio
5. Régua
6. Bases, garras e suportes

III. PROCEDIMENTO
O experimento para ser realizado foi preciso de um suporte. Foi usado
primeiramente as barras cilíndricas, registrando na tabela sua massa m, seu
comprimento L e o seu raio R. Prendemos na haste as barras pelo seu centro de
massa para que sua oscilação ocorresse no eixo x(posição horizontal). Aplicando
uma leve torção sobre as barras inicia-se as sua oscilações, foi medido 20
oscilações para que pudessemos encontrar um período mais preciso.
Já na segunda parte do experimento foi usado uma haste de suporte, foi medido
seu comprimento L, sua massa M, além de posicionar duas massas na
extremidade da haste delgada. Posicionando a haste de forma horizontal como na
primeira etapa, foi medido 10 oscilações para que fosse obtido o período e
frequencia mais preciso. Quanto mais oscilações medir-se é possível diminuir o
erro presente no experimento.
Na terceira etapa, mediu-se 10 oscilações também porém agora as massas iam
mudando de distancia, distancia essa em relação ao centro de massa da haste.
O objetivo desse experimento é obter o modulo de rigidez do pendulo de torção.

IV. TRATAMENTO DE DADOS


1) Calculo do T² em função da grandeza m(L² + 3R²)
Essa primeira etapa abrange o estudo de cada barra cilíndrica e como as
grandezas influenciam nos resultados.

C (m) 0,45
L (m) 0,2 0,2 0,299
M (kg) 0,275 0,114 0,108
R (m) 0,013 0,008 0,006
I () 9,2×10−3 3,8×10−3 8,0×10−3
F (hz) 2,47 3,44 2,38
T (s) 0,405 0,29 0,42
T² (s) 0,164 0,084 0,176
m(L² + 3R²) 0,011 8,8 x 10-7 1,04 x 10-6

1. Calculo do I:
Foi preciso calcular o momento de inercia para cada barra cilíndrica através da
equação I= m(L² +3R²)/12 e obtivemos esses resultados.
Ic1= 0,275((0,200)² +3(0,013)²)/12= 9,2×10−3

Ic2= 0,114((0,20)² +3(0,008)²)/12= 3,8×10−3

Ic3= 0,108((0,299)² +3(0,006)²)/12= 8,0×10−3

2. Tabela dos minimos dos quadrados:

Tabela dos mínimos quadrados:

T² 0,164 0,084 0,176 Σ X = 0,424

M(L² + 3R²) 0,011 0,0046 0,0097 Σ Y= 0,025

(T²) . (M(L² + 3R²) 0,0018 0,004 0,0017 Σ X.Y= 0,0039

(T²)² 0,027 0,007 0,031 Σ X²= 0,0065

3. Calculo do a:

A= (∑x).(∑y)−n(∑x.y) = (∑0,424).(∑0,025)−3(∑0,0039)= 0,072


(∑x)²−n(∑x²) (∑0,424)²−3(∑0,065)

4. Calculo do b:

(∑x.y).(∑x)−(∑x²).(∑y)= (∑0,0039).(∑0,424)−(∑0,065).(∑0,025)(∑0,424)²−3(∑0,065)=

(∑x)²−n(∑x²) (∑0,424)²−3(∑0,065)

B= -0,0019

f=ax+b = 0,072x - 0,0019


5. Calculo da equação da reta:

Encontramos essa equação proveniente do período de oscilação e assim


podemos encontrar o valor de k.

T²= (4π²/K) * [m(L²+3R²)]/12, onde a=(4π²/K) e b = 0

0,072=4π²/K --> K=4π²/0,072--> K= 548,31

Logo, a equação da reta é: T²= 0,072[m(L² + 3R²)]

2) PERÍODO DE OSCILAÇÃO T² EM FUNÇÃO DA GRANDEZA d²


Essa segunda etapa abrange a parte de mudança da haste de uma barra cilindrica
para uma haste delgada com pesos acoplados. Foi possível perceber uma enorme
diferença com o peso escrito nas massas com o peso encontrado na balança. Nas
massas que são acopladas na haste delgada somava-se 1 kg, quando na verdade
tinha 0,286 kg.

L (m) =0,45 M (kg) = 0,286 m (kg)= C(m)=0,45


0,172
d(m) 0,4 0,28 0,18 0,1 0,04
I () 0,094 0,048 0,021 0,0086 0,0038
F (hz) 0,61 0,724 0,9 1,063 1,19
T (s) 1,63 1,38 1,11 0,94 0,84
T² (s) 2,66 1,90 1,23 0,88 0,71
d² (m) 0,16 0,078 0,032 0,01 0,0016

1. Calculo do I:
Iremos calcular o momento de inercia de cada distancia das massas acopladas
em relação ao centro de massa através da equação I=mL²/2+2Md².
I1=(0,172)×(0,45)²/12+2×(0,286)×(0,4)²= 0,094
I2=(0,172)×(0,45)²/12+2×(0,286)×(0,28)²= 0,048
I3=(0,172)×(0,45)²/12+2×(0,286)×(0,18)²= 0,021
I4=(0,172)×(0,45)²/12+2×(0,286)×(0,1)²= 0,0086
I5=(0,172)×(0,45)²/12+2×(0,286)×(0,04)²= 0,0038
2. tabela dos valores ajustados:
T² 2,66 1,90 1,23 0,88 0,71 Σ X= 7,38

d² 0,16 0,078 0,032 0,01 0,0016 ΣY= 0,282

(T²).(d²) 0,426 0,148 0,039 0.0088 0,0011 ΣX.Y=


0,62

(T²)² 7,08 3,61 1,51 0,774 0,0050 ΣX²= 12,98

3. Calculo do a:
(∑x).(∑y)−n(∑x.y)= (∑7,38).(∑0,282)−5(∑0,62)= 0,098

(∑x)²−n(∑x²) (∑7,38)²−5(∑12,98)

4. Calculo do b:
(∑x.y).(∑x)−(∑x²).(∑y)= (∑0,62).(∑7,38)−(∑12,98).(∑0,282)= -0,088

(∑x)²−n(∑x²) (∑7,38)²−5(∑12,98)

f= ax+b = 0,098x -0,088

5. Relação entre as grandezas

T²= 4π²/K(mL²/12 + 2Md²), onde a = 8π² * M e b=4π²/K(ML²/12)

Substituindo a e K’ pelos valores encontrados acima, calculamos o valor de M:


A= 8π²/K’ * M --> 0,098= 8π²/548,31 * M --> M= 0,68
Substituindo b e K pelos valores encontrados acima, acharemos o valor de I.
B= 4π²/k(mL²/12) --> -0,088 = 0,072 I --> I = 1,22

4.3) T² / I (4 π²) EM FUNÇÃO DA GRANDEZA C

L(m)= 0,5 M (kg) = m (kg) = d(m)= 0,4 I()=0,095


0,286 0,172
C(m) 0,4 0,35 0,3 0,25 0,2 0,15
f(hz) 0,621 0,65 0,689 0,769 0,89 0,97
T(s) 1,61 1,52 1,45 1,3 1,12 1,03

1. CALCULO DA GRANDEZA T² / I (4 π²)

Y1= T² / I (4 π²)= (1,61²)/(0,095)(4 π²)= 0,69


Y2= (1,52²)/(0,095)(4 π²)= 0,62

Y3= (1,45²)/(0,095)(4 π²)= 0,56

Y4= (1,3²)/(0,095)(4 π²)= 0,45

Y5= (1,12²)/(0,095)(4 π²)= 0,33

Y6= (1,03²)/(0,095)(4 π²)= 0,28

2. APLICANDO LOG NA GRANDEZA T² / I (4 π²) em função de C

Log x1= -0,398 Log Y1= -0,16 Log X1*Y1= -1,19 Log x1² = -0,8
Log x2= -0,46 Log y2= -0,21 Log x2*Y2= -1,02 Log x2²= -0,67
Log x3= -0,52 Log y3= -0,25 Log x3*y3= -0,89 Log x3²= -0,57
Log x4= -0,6 Log y4= -0,35 Log x4*y4= -0,68 Log x4²= -0,44
Log x5=-0,699 Log y5= -0,48 Log x5*Y5= - 0,47 Log x5²= -0,31
Log x6= -0,82 Log y6= -0,55 Log x6*Y6= -0,35 Log x6²= -0,17
Σ log Xi= - 3,517 Σ log Yi= - 2 Σ logXi*Yi = - 4,6 Σ log xi²= -
2,96

3. Calculo de a:
A= (Σ log Xi)(Σ log Yi) * n(Σ log Xi * Σ log Yi) = (-3,517)(-2) * 6 (-3,517 * -2) = 296,86 = 1,35

(Σ log Xi)² - n(Σ log xi²) (12,37) - 6(-2,96) 219,69

4. Calculo de b:
B= (Σ log Xi * Σ log Yi) (Σ log Xi) - (Σ log xi²)(Σ log Yi) = (-3,517)(-2)(-3,517) - (-2,96)(-2)=
(Σ log Xi)² - n(Σ log xi²) (12,37) - 6(-2,96)
B= -30,66= -0,14
219,69

5. LINEARIZAÇÃO DA EQUAÇÃO:
Aplicando log para linearizar a equação, obtivemos:
Log T² = log C^a + log 10^b --> substituindo o a e b pelos valores encontrados
e sabemos
I(4π²)
que I=k , temos:

T² * w² * c^1,35 * 10^-0,14

Observando a equação, podemos perceber que k’ é inversalmente proporcianal a


C.
6. GRÁFICO LOG LOG T² / I (4 π²) EM FUNÇÃO DA GRANDEZA C - Segue
em anexo

1. CONCLUSÃO
A partir do experimento realizado referente ao pêndulo de torção, foi possível
perceber que a haste exerce um torque restaurador τ, proporcional ao ângulo de
torção α e ao módulo de torção k, dependente das características da haste, na
tentativa de retornar ao equilíbrio. As equações sugerem a dependência do
período de oscilação com a massa do pêndulo, com seu momento de inércia e
com a distância entre o ponto por onde é preso o corpo.