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Lições da EBD – IPVB

IGREJA PENTECOSTAL VALE DA BENÇÃO

V. A BENÇÃO SOBRE O FILHO DA PROMESSA.

TEXTO BASE.
GN. 24.1 – 33.20
TEXTO AUREO.
HB 11.20-21
ALVO DA LIÇÃO.
Apresentar a história de vida e fé de Isaque e Jacó como receptores e continuadores da
promessa de seu pai Abraão. Como Deus tratou e os ensinou em meio as suas fraquezas e
quedas e como a Graça de Deus fez com que eles alcançassem as Bênçãos prometidas. Nesta
lição iremos aprender a valorizar a Autoridade e Soberania de Deus sobre as Bênçãos em
nossa vida.
VERSÍCULOS CHAVES.
Gn. 26.23-25; Gn. 28.10-19.

INTRODUÇÃO.
Tantas e tantas promessas podemos encontrar na Palavra de Deus para nós, a mais
importante é: a vida eterna com Deus em sua Glória. Temos confiança também que o Senhor
não desampara aos seus filhos e estamos convictos de que Ele é poderoso para garantir para
nós uma vida abençoada.
Porém em muitos desses momentos em que nossas esperanças são provadas, somos
tentados a deixar a fé e a confiança em Deus de lado e partimos para a ação, colocando em
risco o cumprimento da promessa em nós. Tentamos obter salvação por nossos próprios
méritos, do que nos méritos de Cristo (como mostra a Palavra). Buscamos confiar mais na
força do nosso trabalho, do que na providência e sustento do Senhor em nossas vida e lar.
Quando estamos solitários, as vezes buscamos o conforto de alguém ao nosso lado, mas sem
medir-mos o que Deus quer dos nossos relacionamentos e olhamos apenas para nossas dores e
comentemos um grande erro; deixamos de ter fé e desobedecemos a Autoridade de Deus
sobre as nossas vidas.
Isso não foi diferente com os Patriarcas (Abraão, Isaque e Jacó/Israel). Eles também
em muitos momentos de suas vidas, mesmo sendo abençoados e tendo uma promessa
confirmada pela Palavra de Deus, por vezes, andaram e confiaram mais em seus próprios
métodos e maneiras do que na Providência do Senhor. Mas por fim, o Senhor os soube livrar
e os tratou, para que soubessem ter fé e pudessem receber a confirmação da Promessa. Da
mesma forma devemos entender o trabalho de Deus em nossas vidas e cada dia mais o
Espirito Santo nos encherá de Fé.

TEMA:
A soberania de Deus é oposta ao oportunismo humano.

REFLEXÃO.
Seria necessário para Deus cumprir suas promessas e garantir as suas Bênçãos
(espirituais e materiais) em nossas vidas, do nosso “jeitinho”? O que acontece quando
tentamos buscar as Bênçãos de Deus a nossa maneira?

I. A PROMESSA DA CONTINUIDADE DA FAMILIA DA ALIANÇA.


Sabemos que Deus havia prometido a Abraão não apenas ser pai de uma grande
família, mas de que sua descendência seria multiplicada e prosperaria na terra que Deus havia
revelado. Abraão já estava começando a ver os projetos de Deus se realizar em sua vida,
desde o nascer do seu filho Isaque e de tudo o quanto o Senhor estava o abençoando. Faltava
apenas que à promessa fosse dada continuidade.
.
1. A providência de Deus para a geração da semente em Isaque (Gn. 24.1-67).
Como foi estudado, entendemos que desde cedo Abraão deu exemplo a seus filhos da
necessidade de uma entrega total a dependência de Deus. Ele sabia que Isaque não poderia
tomar decisões por sua própria conta, pois assim estaria rejeitando a Aliança da Promessa para
qual Deus os havia separado.
1.1. O servo Eliezer vai ao encontro de uma esposa para Isaque.
Abraão convoca seu servo Eliezer e o faz jurar que iria a busca de uma esposa para seu
filho Isaque, do meio de sua parentela em Harã. Abraão não queria que Isaque procurasse
esposa no meio de mulheres de povos ímpios. É então que Eliezer parte com uma comitiva até
a terra designada, chegando ali, em meio à incerteza Eliezer invoca ao Senhor Deus em
oração e o Senhor opera com providencia o milagre. Conforme Eliezer orou, aconteceu, pois
Rebeca; neta de Naor; e prima de segundo grau de Isaque saiu ao seu encontro e deu água
para ele e sua comitiva, os recebendo em casa e apresentando-os ao seu pai.
1.2. O casamento de Isaque e Rebeca.
Eliezer apresenta a proposta que seu senhor fez para a família de Rebeca, eles
aceitaram contentes e a moça concorda em ir, sem hesitar. Ela parte juntamente com Eliezer
para a terra onde habitava Abraão, Isaque e sua família. Isaque estava no campo orando
quando Rebeca chega com a comitiva e logo ele a leva para sua casa e os dois se casam.
2. O Nascimento de Esaú e Jacó. (Gn. 25.20-26).
Isaque também enfrentou problemas quanto a gerar filhos, assim como seu pai, quando
ele se casou com Rebeca tinha já 40 anos, naquela época ainda um jovem. Então se pôs a orar
e o Senhor o abençoou e Rebeca gerou filhos, quando isto ocorreu Isaque já estava com 60
anos, ou seja, foram 20 anos de persistência em oração da parte de Isaque para que o Senhor o
recompensasse com a benção da família.
2.1. Duas Nações.
A palavra de Deus nos diz que no ventre de Rebeca havia um conflito entre os bebês,
já era um prenúncio do que aconteceria na história desses dois irmãos, com perfis tão
diferentes. Deus havia revelado a Rebeca desde a gestação, o destino que haveriam de tomar e
também qual seria o papel de cada um, na continuidade da promessa de uma família da
Aliança.

2.2. A garantia e demonstração da Promessa para Abraão no final de seus dias (Gn.
25.1-11).
Aqui se encerra a historia de Abraão, após sua esposa Sara ter falecido, ele toma
Quetura, que era sua concubina e a coloca como sua segunda esposa. A partir de Quetura
Abraão gerou: 6 filhos, 7 netos e 3 bisnetos contados na Bíblia, um deles em especial se
tornará patriarca de um povo bastante conhecido pelo seu nome, será ele Midiã, filho de
Quetura e Abraão, pai dos midianitas. Este pedaço da historia, quer demonstrar não somente o
fim dos dias de Abraão, como também enfatizar que Deus o honrou, providenciando a ele
muitos filhos. Porém apresenta também um aspecto negativo; pois os filhos que vieram da
concubina, foram reconhecidos pelo pai, mas como não eram partes do fruto da Aliança de
Deus, foram mais tarde fundadores de povos que trouxeram tropeços para o povo de Deus,
como no caso dos midianitas (Nm 25.1-18).
Abraão foi enterrado pelos seus dois principais filhos Isaque e Ismael, entretanto a
Palavra do Senhor nos afirma que a bênção da promessa estava sobre Isaque (Gn. 25.11).

II. O ENGANO TOMA O LUGAR DA FÉ NO MEIO DA FAMILIA DA ALIANÇA


(Gn 27.1-45).
Aqui neste tópico vamos observar algumas características que ocorreram no seio da
família da Aliança, estamos falando do perfil enganador que alguns deles assumiram. Esse foi
um mal que trouxe a desaprovação de Deus e fez com que o Senhor os tratasse.
1. A venda do direito de primogenitura de Esaú e o oportunismo de Jacó.
Nas antigas tradições dos tempos bíblicos, o costume das famílias era de separar para
ser o receptor das bênçãos do Pai, o filho mais velho (primogênito). Os outros filhos apenas
recebiam uma benção que mais simples, como que fossem destinados a receber aquilo que
resta da herança do Pai. Aqui nesta história vemos que Jacó usou de uma artimanha para
conseguir do seu Pai, a benção que era por direito de Esaú.
1.1. O oportunismo enganador (Gn. 25.29-34).
É preciso observar que Jacó já havia comprado de seu irmão o direito de
primogenitura (Gn. 25.29-34). Agora ele só precisava de uma forma de fazer seu pai validar a
Benção. Possivelmente o fato de Jacó ser um homem simples e caseiro (Gn. 25.27-28), o
tornou mais próximo de sua mãe, por isso ela o amava mais. O que fez com que sua mãe,
Rebeca, o incentivasse a dar sequência em seu plano de obter a Benção da primogenitura.
Rebeca em seu coração poder ter pensado que Jacó era o verdadeiro merecedor, por ter
visto a amargura que Esaú causou a família, por ter se casado com mulheres de outros
costumes, idólatras e que não adoraram ao Senhor (Gn 26.34-35).

1.2. A estratégia de Rebeca (Gn. 27.1-45).


Isaque pediu a seu primogênito Esaú, que lhe fizesse um cozido da maneira que o
agradava, dessa forma ele estaria pronto para abençoar Esaú e ficar em paz para esperar o fim
de seus dias. Rebeca, sabendo disso, incentivou a Jacó a se vestir e se camuflar como Esaú, e
o ajudou a preparar o cozido primeiro e a levar até Isaque, que comeu e ficou satisfeito.
Isaque então abençoou a Jacó no lugar de Esaú. Chegando Esaú da caça e preparando
o cozido para seu pai, foi descoberto o plano e Esaú lamentou muito e jurou vingança ao seu
irmão. Obrigando Jacó a ter que fugir de sua casa, através da ajuda de sua mãe.
1.3. A destruição da família pelo engano.
Muitas vezes as atitudes que levam famílias a destruição; é fugir da ordenança de Deus
e tentar fazer as coisas conforme sua própria experiência, ou, na tentativa de ajudar a Deus,
resolver tudo por conta própria. Nós vemos na história dos patriarcas que as coisas apenas vão
dar certo, conforme é seguida a Palavra de Deus e obedecida. Quando a fé no Senhor é o
nosso principio, Satanás não promove a destruição.

III. DEUS INTERFERE NA VIDA DE JACÓ PARA GARANTIR A BENÇÃO (Gn.


28.10 − 32.2).
Podemos pensar com nosso julgamento; que Deus deve punir toda desobediência
instantaneamente, ou seja, matar qualquer pessoa que não fizer sua vontade. Mas não é assim
que a Palavra de Deus nos ensina. Mesmo Jacó tendo trapaceado e Esaú tendo se desviado da
Aliança de Deus, o Senhor se mostrou misericordioso para com eles, tratando das suas
fraquezas e os ajudando a alcançar uma posição de benção do Senhor.
1. Deus se manifesta a Jacó.
Isaque resolve abençoar a Jacó e o aconselha a escolher uma esposa das filhas de
Canaã, mas que procurasse na parentela de Rebeca, sua mãe. Assim foi Jacó e levou consigo a
confirmação da Benção de seu pai (Gn.28.1-5). E o Senhor então apareceu a Jacó e o
abençoou e confirmou com ele a benção e a promessa da terra, que havia feito com seus pais,
Isaque e Abraão (Gn.28.10-19).
1.1. Deus ensina a Jacó o valor da fé ao invés do valor do engano (Gn 31.1-55).
Jacó chega até Harã, onde encontra Labão, seu tio. Lá ele se dispõe a trabalhar 7 anos,
em troca do casamento com sua filha mais nova, Raquel. Labão com astúcia, ao findar os
tempos de trabalho de Jacó, entrega a ele Léia, sua filha mais velha, então Jacó se torna
enganado pelo próprio sogro. Depois Jacó se dispõe a trabalhar mais 7 anos se Raquel fosse
dada em casamento e assim Labão fez e esperou Léia descansar das núpcias e entregou
Raquel para se casar com Jacó. Porém, Léia era quem gerava filhos para Jacó, já Raquel ficou
estéril. Dessa forma Jacó teve que aprender a ser tratado, com humilhação e paciência para
aprender que os homens enganam, mas somente Deus é fiel.
1.2. Deus abençoa o retorno de Jacó a Canaã (Gn 31.3).
Após esse processo, Deus abençoou Raquel e ela também pode gerar filhos para Jacó,
o primeiro que ela o deu foi José e o segundo Benjamim, os quais Jacó muito amou.
Terminando o tempo que Jacó devia de trabalho para Labão, ele decidiu retornar para
sua casa. Neste momento Deus abençoa a Jacó, fazendo com que o seu rebanho se
multiplique. Jacó reúne toda sua família e todo o seu rebanho e parte de volta para Canaã,
para que ele possa assumir o lugar da promessa.
2. Os sinais da fraqueza de Jacó ainda resistem, mas Deus o trata (Gn 32.3 – 35.29).
Ao retornar para Canaã, Jacó se depara com Esaú vindo com 400 homens na direção
da família de Jacó. É aí o momento em que mais uma vez Jacó tenta se livrar das situações
adversas apelando para sua astúcia (Gn 32.3-6). Ele tenta dividir a família de um modo que
eles consigam atravessar o bloqueio de Esaú e fugir (Gn 32.7-8). Jacó ainda não consegue ver
seu futuro como dependente das mãos do Senhor, na verdade ele ainda não aprender a confiar
em Deus por não perceber que todas as coisas estão sendo determinadas por Ele e sofrem
influencia direta da sua Vontade e da sua Palavra.
2.1. A luta entre Jacó e o Anjo do Senhor; um sinal da dependência de Deus (Gn.
32.22-32).
Enquanto sua família estava tentando atravessar o Vau de Jaboque, Jacó se depara com
um Varão, mas sabemos pela Escritura que este era na verdade o Senhor Deus se
apresentando a ele. Então Jacó detém o Varão e eles lutam, Jacó resiste, e diz que não se
retiraria da frente, enquanto não fosse abençoado.
É talvez o momento mais sublime da vida de Jacó, pois ao lutar com Deus, o Senhor o
ensinou pelo cansaço e pelo sofrimento que não há caminho para a Benção, independente de
Deus. Jacó nesse momento estava em completo desespero e chegou ao seu limite, ao entender
que para ele não haveria outro caminho do que se entregar a Deus e ser abençoado por Ele.
Pois uma vida de egoísmo e independência de Deus, só lhe trouxe mais tribulações.
É nesse momento também que o Senhor muda seu nome de Jacó para Israel, nome ao
qual dará por herança a nação que será formada a partir da sua família, significando: “Príncipe
de Deus”, pois; como príncipe lutou com Deus e com os Homens e prevaleceu. Assim
profetizava uma Benção também sobre a futura Nação que haveria de ser a escolhida por
Deus.
2.2. Esaú e Jacó reconciliam-se (Gn. 33.1-11).
E como nosso Deus sabe o que é o melhor para nós, quando Ele toma o controle de
tudo, as coisas vão bem. E assim foi com Jacó (Israel), e Deus o surpreendeu, quando Esaú já
não mais o queria matar, mas ao invés disso abraçou seu irmão e ali fizeram as pazes e Jacó
pode seguir com sua família em paz e prosperidade, estabelecendo-se em Canaã, terra que
Deus havia prometido a seus Pais.
CONCLUSÃO
O que podemos aprender da história de Jacó e Isaque? Ambos muitas vezes foram
teimosos, desobedientes a Deus e quiseram pelas próprias forças, buscar seus próprios
resultados, mas o Senhor os deteve e os ensinou uma grande Lição; apesar de sermos
abençoados é necessário vivermos em obediência.
Assim também é para o crente, pois sabemos que Deus já declarou em sua Palavra
grandiosas bênçãos; temos a providência de Deus na Salvação, mesmo não merecendo.
Sabemos que sua graça e misericórdia são tão grandiosas, que mesmo apesar da nossa
condição pecaminosa manchar o mundo, o Senhor nos abençoa com nosso trabalho, com o
alimento e suprindo nossas necessidades.
O crente deve aprender a confiar sempre na potente mão de Deus e perseverar. Pois a
mesma Mão Poderosa que; decreta a benção sobre nossas vidas, é a mesma que escreve nosso
presente e determina o nosso futuro.

Lições da EBD – IPVB


IGREJA PENTECOSTAL VALE DA BENÇÃO

VI. OS FILHOS DE JACÓ

TEXTO BASE.
Gn. 37.1 − 50.26
TEXTO AUREO.
Hb. 11.20-22
ALVO DA LIÇÃO.
Apresentar a história de vida dos filhos de Jacó, e sua relação com a promessa e o
Deus de seus pais. Mostrar como em José Deus providência a Benção para Jacó após ter
permitido sua ida para o Egito.

INTRODUÇÃO.
A narrativa das provações e triunfos de José é uma das histórias mais bem apreciadas
do Antigo Testamento. No capítulo 37, o foco do Livro de Gênesis passa de Jacó para seu
filho preferido. A princípio, José aparece como típica criança mimada. Não tinha um
relacionamento afável com os irmãos e eles o consideravam um delator insuportável, que
contava tudo ao pai. E seus sonhos, os quais José contava com satisfação, eram eficientes em
criar fortes sentimentos hostis contra ele. Em consequência disso, uma série de tragédias se
abateu sobre José, levando-o a ir parar em uma prisão escura. Mas José era jovem de fé
robusta, e Deus não o abandonou. Uma súbita reviravolta de acontecimentos levou-o ao poder
de uma das maiores nações do antigo Oriente Próximo.
De sua posição de poder, José pôde ajudar sua família quando esta foi para o Egito em busca
de alimento. Foi também capaz de castigar os irmãos e depois perdoá-los. Em resultado disso,
um Jacó extremamente aflito encontrou nova esperança e nova alegria na vida; sua família
também encontrou um novo lar na terra de Gósen no Egito.

TEMA:
O relato dos descendentes de Jacó indica como a graça de Jeová preservou a família da
Aliança, dos pecados da corrupção externa e da dissensão interna.

REFLEXÃO.
Nosso Deus é poderoso para agir mesmo em meio as mais adversas situações, ainda
que sejam anos de luta e escravidão, todo tipo de calúnia, opressão e perseguição. Nem
mesmo os nossos pecados são suficientes para impedir Deus de agir em favor dos que Ele
escolheu e abençoou.

I. ENGANO E VIOLENCIA COMO MARCAS DOS FILHOS DE JACÓ.

1. Tragédia, tensão e pecado na casa de Jacó.


1.1. O abuso de Diná.
Estava Diná, a filha de Jacó indo ver suas amigas, quando veio Siquém, filho de
Hamor, um príncipe da terra onde estavam habitando a familia de Jacó e abusou da moça. O
jovem ficou muito apaixonado por aquela moça e pressionou o pai dele a buscar arranjar o
casamento da moça e seu filho com Jacó.
1.2. A reação violenta dos filhos de Jacó.
Os filhos de Jacó ao saberem de tal acontecimento, ficaram cheios de ódio e
procuraram tomar vingança contra o rapaz que havia feito aquilo com sua irmã. Eles até
aceitaram negociar com Hamor o casamento de sua irmã mais nova, para que o mal fosse
consertado, porém eles estavam tramando uma retaliação por causa da vergonha que assolou a
família de Jacó. Assim foram Simeão e Levi e mataram os homens de Siquém e Hamor e seu
filho, e levaram sua irmã consigo.
Rubén, por ver todos estes acontecimentos em sua casa, deve ter pensado que seu pai
não tinha autoridade e cometeu um pecado terrível. Tentou usurpar o lugar de seu pai,
deitando com a concubina de seu pai, serva de Raquel, a esposa que ele mais amava (isto
aconteceu após a morte de Raquel) (Gn. 35.21-22).

2. O retorno de Jacó a Betel


2.1. Deus renova as promessas a Jacó (Gn. 35. 9-15).
O Senhor se revelou a Jacó mais uma vez, para abençoá-lo e novamente faz menção da
mudança de nome de Jacó para Israel e tudo aquilo que foi prometido para Abraão, o Senhor
confirmou na vida de Jacó. Todas as bênçãos, desde a multiplicação da sua família, a terra
prometida que seria dada por herança e ainda uma linhagem real vindo de sua geração.
2.2. Nascimento e morte na casa de Jacó.
Logo após o Senhor abençoar a Jacó e lhe confirmar as promessas, acontece que
Rebeca, dá a luz a mais um menino, mas no momento do parto ela acaba falecendo. Esta deve
ter sido uma prova difícil para Jacó suportar, por este motivo, o Senhor às vezes fala conosco,
pois sabe que precisamos ter forças para suportar as aflições do caminho. Este triste episódio
explica a afeição particular de Jacó por Benjamim. O nome eivado de tristeza, "Benoni", não
foi aceito pelo pai, mas ele preferiu chamá-lo de "Benjamim" - filho de esperança e
encorajamento.

II. A GRAÇA DE DEUS PARA PRESERVAR A FAMILIA DO PECADO (Gn. .


A violência havia tomado conta da família de Jacó e seus filhos estavam muito
rebeldes, não havia mais temor do Senhor, Deus da promessa naquela casa. Era então o
momento de Jeová agir e demonstrar a eles sua Autoridade e Soberania.
1. A reação negativa da família de Jacó quando José é anunciado como o futuro líder da
família.
José havia despertado de um sonho estranho e inocente e com animo afoito resolve ir
contar a sua família, porém zombam dele, pois não poderiam suportar que o menor naquela
casa pudesse ter proeminência e alguma voz ativa ali. Ele havia recebido de seu pai Jacó um
presente, a saber, uma túnica, que por sinal; provocou a inveja de seus irmãos. O presente da
túnica era uma marca de distinção, mas o que Jacó tenciona exatamente com tal presente é
difícil de dizer. Ele não podia querer dar os plenos direitos de primogênito a José, pois esses
ele concedeu a Judá (ver 49.8-12). Alguma explicação pode ser encontrada no fato que José
era o primogênito de sua esposa favorita, Raquel.
1.1. O sonho de José.
José e seus irmãos eram as tribos de Israel em potencial. Seus sonhos previam, em
termos amplos, como José teria a ascendência, e como isso seria um fator determinante para
que a nação de Israel tivesse inicio (no Egito). A superioridade de José daria a Israel uma
oportunidade de multiplicar-se em paz. Sua presença no Egito atrairia o resto da família ao
Egito. Em um desses sonhos, seus irmãos prostravam-se diante dele. Antes disso, porém, ele
teria de passar por muitos testes severos, alguns deles provocados por seus próprios meios-
irmãos. Seus sonhos proféticos, pois, penetravam por muitos anos futuro adentro.
2.1. A conspiração dos irmãos de José (Gn 37.20-24).
Os irmãos de José o odiaram mais ainda após José ter declarado o seu sonho. Então
seus irmãos se aproveitaram de uma oportunidade em que estavam a sós com José; e o
pegaram para tentar dar fim a sua vida. Mas um de seus irmãos intervém e impede que matem
José, fazendo com que apenas o jogassem numa cisterna e posteriormente o vendendo para
uma caravana de comerciantes que iam em direção ao Egito.
2. O projeto de Deus para abençoar a família da aliança por meio de José (Gn. 39.1 −
41.57).
As reações de José ao estresse e infortúnio foram notadamente diferentes das
expressadas pelos seus irmãos quando enfrentaram situações difíceis. Eles tinham reagido
com fortes sentimentos negativos, envolvendo ciúme, concupiscência e ódio que resultaram
em assassinato (34.25), incesto (35.22), tramas de morte seguidas da venda à escravidão
(37.20- 28), empedernido logro de seu pai (37.31-33) e imoralidade irresponsável (38.15-26).
Em contraste com os irmãos, José era jovem de extraordinária força moral, que não se
entregou à amargura, autopiedade ou desespero. Venceu as dificuldades com corajoso senso
de responsabilidade e altos valores morais. Em toda a situação, demonstrou confiança em
Deus, sabedoria bondosa em seus procedimentos com os outros e honestidade concernente a
toda confiança nele depositada.
2.1. O reconhecimento do trabalho de José.
O novo senhor egípcio de José, Potifar, logo notou as qualidades incomuns do caráter
do escravo e cada vez mais foi lhe confiando às tarefas domésticas. O testemunho do texto é
que o Senhor estava com José, e que até o senhor pagão percebia este fato. Em consequência
disso, a Palavra diz que José achou graça a seus olhos. Esta expressão significa que Potifar
reagiu com benevolência e bondade para com José e o elevou a uma relação serviçal mais
pessoal nos afazeres da casa. Com a promoção houve aumento de responsabilidade, condição
que José lidou com destreza, de forma que, por José, o Senhor abençoou a casa do egípcio, ou
seja, os negócios de Potifar prosperaram.
2.2. José é acusado falsamente e vai parar na prisão.
A mulher de seu senhor era pessoa mal acostumada e impulsiva, sem ter o que fazer.
Faltavam-lhe padrões morais, e quando o marido se ausentava procurava outros homens
encantadores e atraentes. Logo José se tornou alvo de suas atenções e na primeira
oportunidade fez uma proposta indecorosa.
Em contraste com Judá (38.16), José resistiu ao convite. Explicou racionalmente que sua
posição, com a pertinente carga de responsabilidade, tornaria tal ato uma violação de
confiança. Acima de tudo, como faria José este tamanho mal e pecaria contra Deus? A mulher
não via as coisas desse modo, por isso continuou importunando e convidando-o. Por fim, num
momento favorável, agiu com insistência: Ela lhe pegou pela sua veste para puxá-lo para si.
José se libertou e fugiu da casa, deixando para trás a sua veste, a qual ela usou eficazmente
contra ele. Quando chamaram os homens de sua casa, ela acusou o hebreu (servindo-se
totalmente do preconceito racial) de investidas indecorosas e afirmou que ela resistiu gritando
com grande voz. Repetiu a acusação ao marido que, por esta causa, mandou prender José. O
fato de José não ter sido imediatamente executado sugere que o senhor, ainda que enfurecido,
não estava plenamente convencido da inocência da esposa.
3. Deus eleva a José a uma posição de honra.
O controle que José mantinha de suas atitudes era importante. Mas o escritor desta
história entendia que a boa harmonia com o carcereiro-mor, era por causa da benignidade ou
misericórdia do Senhor. Fica claro que José foi o escolhido por Deus como sucessor de Jacó
na Aliança de Deus com os Patriarcas. Logo José estava a cargo de muitos detalhes dos
procedimentos prisionais. Este fato se deu por que o Senhor estava com ele; e tudo o que ele
fazia o Senhor prosperava. Havia mais que controle de atitude e trabalho eficiente. Na vida de
José, existia mais uma importantíssima vantagem: a preocupação ativa e a benignidade de
Deus.
Certa noite, cada um dos dois prisioneiros teve um sonho que os confundiu e os
deprimiu. Cada um conforme a interpretação do seu sonho fica melhor como “cada sonho
com a sua própria significação”. Contaram o sonho a José que, por sua vez, ofereceu ajuda,
dizendo: “Não são de Deus as interpretações?”. Diante desta oferta, cada um contou-lhe o
sonho.
3.1. Deus usa José para revelar os sonhos do copeiro e do padeiro do Rei.

O copeiro-mor disse que sonhou com uma vide que tinha três sarmentos, ou ramos,
cujos cachos amadureciam em uvas. O chefe dos copeiros pegou o copo de Faraó, espremeu o
suco das uvas no copo e o pôs na mão de Faraó. A interpretação de José foi que os três
sarmentos seriam três dias, e que dentro desse prazo o copeiro seria restaurado ao seu antigo
trabalho. Levantará a tua cabeça é melhor “te libertará” ou “te chamará”.
José se aproveitou do momento para fazer um apelo pessoal, dizendo que, quando
fosse restaurado, o copeiro usasse de compaixão e mencionasse a Faraó as injustiças que
tinham posto José na prisão do Egito. Ele esperava que isto o levasse à libertação.
Em seguida, o padeiro-mor contou seu sonho, no qual ele estava levando três cestos
brancos. Brancos é uma boa tradução deste termo se entendermos que se refere a pães
brancos, mas a mesma frase pode significar “cestos de vime”. Novamente o número três
designava três dias. Mas este homem não seria restaurado ao cargo. Também seria chamado
por Faraó (Faraó levantará a tua cabeça sobre ti), mas como diz outra versão: “Faraó te tirará
fora a cabeça”. As aves bicando os pães assados deu este mau-agouro, porque elas comeriam
a carne do padeiro, enquanto o corpo estivesse pendurado num madeiro. A expressão levantou
a cabeça é empregada pela terceira vez para denotar libertação da prisão. O destino de cada
homem foi como José havia predito. Porém, para desapontamento de José, o homem cuja vida
foi poupada não se lembrou de José.
3.2. Deus exalta a José perante os olhos do Rei.
O caso de José parecia não ter solução até que se passaram dois anos inteiros. Faraó
teve um sonho que desafiou a perícia interpretativa dos melhores adivinhos do Egito. O
impasse levou o copeiro-mor a se lembrar de José que, quando levado à presença de Faraó,
revelou com precisão o segredo do sonho. Foi recompensado não apenas com a libertação da
prisão, mas com a ascensão à posição de poder ao lado do próprio Faraó.
O Faraó teve um sonho enigmático, sonhando com 7 vacas gordas pastando junto ao
rio e sendo devoradas depois, por 7 vacas magras. Logo em seguida o Faraó sonha com 7
espigas boas que nascem de um mesmo pé, sendo devoradas por 7 espigas feias e queimadas.
O Faraó ficou perturbado, pois nenhum dos seus adivinhos poderia trazer a
interpretação. É ai que o copeiro do rei se lembra de José e este é chamado à corte do Rei para
lhe trazer a interpretação. José então declara que o único Deus verdadeiro é que tem o poder
de revelar o significado dos sonhos e diz que o Senhor iria operar na terra do Egito. José
declara que as 7 vacas magras e as 7 espigas boas, são um período de 7 anos de bonança e
fartura na terra do Egito, e as 7 vacas e espigas magras, feias e queimadas; são os 7 anos de
miséria e fome que vão assolar o Egito e toda a vizinhança após os primeiros 7 anos.
3.3. Deus usa José com sabedoria para preservar o Egito (Gn. 41.37-45).
José reparou que, visto que ambos os sonhos significavam a mesma coisa, a situação
era urgente, porque a coisa era determinada de Deus e logo aconteceria. José passou a dar a
Faraó alguns conselhos práticos que não faziam rigorosamente parte da interpretação. Sugeriu
que um varão entendido e sábio fosse incumbido com a responsabilidade de juntar e
armazenar todo o excesso das colheitas durante os sete anos de fartura para que houvesse
alimento durante os sete anos de fome.
Em reunião deliberativa, Faraó e seus servos chegaram à conclusão de que a
interpretação e os conselhos de José eram excelentes. Faraó o caracterizou varão em quem há
o Espírito de Deus, e informou a José que resolveram que ele seria o homem indicado para
supervisionar o plano de armazenamento de colheitas. Seu cargo estaria ao lado do próprio
Faraó em termos de poder e autoridade.
Para simbolizar o novo ofício de José, Faraó lhe deu o anel que usava, no qual estava
estampado o selo de autoridade, vestiu-o de vestes de linho fino, e pôs um colar de ouro no
seu pescoço. Deu-lhe um carro, no qual desfilou publicamente com a proclamação de que ele
deveria ser honrado pela populaça. Em seguida, mudou- lhe o nome para Zafenate-Paneia,
que quer dizer “abundância de vida ou o deus fala e vive”. Por fim, José se casou com uma
moça de família de alta posição da cidade sacerdotal de Om. O nome da moça era Asenate,
que significa “alguém pertencente à deusa Neith”. José foi lançado em estreito contato com o
paganismo do Egito, mas não foi vencido por ele.

III. O TRATAMENTO DE DEUS PARA COM A FAMILIA DE JACÓ.


1. Os irmãos de José vão parar no Egito.
Os sonhos de Faraó se cumprem e começam os 7 anos de fartura e José traz
prosperidade ao Egito, mas findado os 7 primeiros anos, a fome assola todo o território do
Egito e suas proximidades. Não foi diferente onde habitavam Jacó e seus filhos, e Jacó dá
ordens aos seus filhos de que vão comprar alimento no Egito, ele separa 10 dos seus filhos,
pois não permite a ida de Benjamim, filho mais novo de sua amada Raquel, irmão de José.
1.1. O duro tratamento de José para sensibilizar seus irmãos.
Chegando ao Egito, os irmãos de José devem pedir autorização do encarregado pelos
suprimentos para poderem comprar. É então que José se depara com eles, porém eles não o
reconhecem. José nesse momento os aflige, dando a eles um tratamento áspero e duro. José os
acusou de serem espias, com o intuito de invadir o Egito. Eles tentaram se defender, mas José
os interrogou sobre a verdade do que estava falando. Tudo não passava de um plano de José
para que eles fossem provados; devido o pecado que cometeram contra ele. José os pressiona
e os seus irmãos, contam da existência de um irmão mais novo (Benjamim), que José manda
ir buscar, mas como garantia, manda prender a Simeão.
Os irmãos voltam a sua terra em busca de Benjamim, o que deixa Jacó muito mais
angustiado, além disso, José arma uma cilada para eles, devolvendo o pagamento que eles
deram no Egito, colocando em seus sacos de alimentos. Tudo parecia ficar pior cada vez mais
para eles, que compreendiam e se angustiavam, reconhecendo que a Justiça pelo que fizeram
com José, havia chegado.
Para José todo o propósito de causar neles essa aflição, após as acusações de roubo e
espionagem, serviu para que José percebesse que seus irmãos haviam sido redimidos e
reconheciam o erro que cometeram no passado.
1.2. O fim da inimizade entre os irmãos.
José resolve dar um banquete e perdoar seus irmãos (sem que ainda o reconhecessem),
mas, tinham que deixar Benjamim como servo. Isso causou uma angústia ainda maior aos
filhos de Jacó, pois eles não poderiam suportar ir até seu pai com essa noticia, pois Jacó
morreria ao saber disso. Então se lançaram a implorar pela vida de Benjamim e sua libertação,
ao ver o clamor e a intercessão de Judá (aquele que tinha planejado sua venda), José não se
conteve e se revelou aos seus irmãos.
Anunciou dramaticamente: Eu sou José, e perguntou novamente pelo pai. Os irmãos
ficaram mudos, incapazes de acreditar no que tinham acabado de ouvir. Se este fosse José,
com certeza ia castigá-los. Mas José os tranquilizou, pedindo que não se repreendessem pelo
que lhe haviam feito, porque, para conservação da vida, Deus me enviou diante da vossa face.
2. Deus usa o Egito como providencia para a preservação da Família da Aliança.
José entendeu então que Deus invalidou a intenção má dos seus irmãos e tornou
possível ele ser alto funcionário no Egito. Nessa condição, abriu caminho à mudança da
família de Canaã, atingida pela falta de chuva, para a terra onde ele havia armazenado
alimentos contra a fome. Os irmãos pensaram que tinham se livrado dele vendendo-o como
escravo. Mas Deus o usou para salvá-los do período de fome em que não haverá lavoura nem
sega. Deus me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e melhor Deus
“me fez primeiro-ministro de Faraó, chefe de todo o seu palácio”. Transformando a má
intenção em bem e dando força durante tempos de angústia, Deus mostrou que seu propósito
último é redentor e que suas relações com os homens são fomentadas pelo amor.
2.1. Deus autoriza Jacó a ir para o Egito e lá ser protegida sua família (Gn. 46.1-
47.31).
Apesar da notícia de que José estava no Egito, não era fácil para Jacó sair de Canaã,
pois era a Terra Prometida. Mas com a permissão divina, Jacó fez a mudança com todo o seu
considerável séquito, recebeu acolhimento alegre de José e viu sua família ser instalada em
região bem irrigada e produtiva do delta do Nilo. Era a conclusão feliz de uma vida repleta de
enganos, aventuras, momentos de tensão, adversidades, tristezas e alegrias e, acima de tudo,
uma vida recheada das misericórdias de Deus.
Jacó e sua família habitavam em Hebrom (Gn. 37.14). Ao saber das espantosas
notícias de que José estava vivo e era alto funcionário no Egito, Israel (Jacó) partiu
imediatamente para o Egito. Enquanto viajava em direção a Berseba, Jacó provavelmente se
lembrou de que o avô Abraão teve uma experiência desagradável no Egito (Gn. 12.10), e que
Deus disse a Isaque para não ir ao Egito (Gn. 26.2). Deve também ter se lembrado de que
Deus falou a Abraão que seus descendentes iriam habitar naquele país por certo período (Gn.
15.13-16).
Com pensamentos em ebulição, Jacó adorou, oferecendo sacrifícios ao Deus de
Isaque, seu pai. Embora não haja registro, claro que fez orações por orientação e proteção. A
resposta de Deus chegou somente ao anoitecer, mas a palavra foi positiva: Não temas descer
ao Egito. A mensagem também continha promessas. A família de Jacó se tornaria uma grande
nação; Deus faria Jacó tornar a subir e estaria sempre com ele; e José poria a mão sobre os
teus olhos, ou seja, estaria presente na hora da morte de Jacó.
Jacó levantou-se daquele lugar com todas as dúvidas dirimidas. Este não era outro
Deus, mas o único Deus verdadeiro que apareceu a Isaque, seu pai.
3. Jacó abençoa seus filhos (Gn. 49. 1-28).
A bênção patriarcal profética de Jacó a seus filhos define o futuro daquele grupo na
história e na geografia de Israel (49.1-28).
1. Jacó convoca todos os seus filhos para receber sua bênção e seu testamento (49.1, 2).
2. Rúben perdeu o direito de primogenitura por buscar seus direitos de forma ilícita (49.3, 4).
3. Simeão e Levi seriam dispersos em razão de sua violência contra os siquemitas (49.5-7).
4. Judá recebe a promessa de autoridade e honra entre seus irmãos (49.8-12).
5. Zebulom viverá junto ao mar e se envolverá no comércio (49.13).
6. Issacar terá vida tranqüila, mas finalmente será sujeito a trabalhos forçados (49.14, 15).
7. Dã trará livramento na batalha apesar de seu tamanho pequeno (49.16-18).6
8. Gade será atacado, mas contra-atacará (49.19).
9. Aser terá uma terra agradável e produtiva (49.20).
10. Naftali desfrutaria liberdade e agilidade (49.21).
11. José será próspero e valente, um príncipe entre seus irmãos, graças à bênção do Deus de
seu pai (49.22-26).
12. Benjamim será valente e conquistará vitória (49.27)
3.1. A morte de Jacó e a esperança de herdar a terra da promessa.
Tendo distribuído suas bênçãos, Jacó mencionou seu desejo já revelado a José (47.29-
31). Ele deveria ser sepultado na cova que está no campo de Macpela (29,30), que foi
comprada por Abraão (23.1-20). Era a sepultura dos seus antepassados e de Léia, sua esposa.
Jacó queria ter certeza de que na vida e na morte seus filhos manteriam os olhos voltados para
Canaã como sua verdadeira casa.
Tendo tratado do último detalhe, não havia mais necessidade de delongas. Jacó foi
congregado ao seu povo, como aconteceu com Abraão e Isaque.

CONCLUSÃO
Finalizamos a última lição deste período que trata dos princípios do povo de Deus e da
história dos Patriarcas. Nela nós aprendemos temas importantes como Providência divina,
misericórdia, justiça, benção, herança e promessa.
Aprendemos como Deus tem seu trabalhar e sua forma de moldar a vida humana, seu
espirito e caráter e como Ele sabe o que é melhor para nós.
A partir da História de Jacó e José, nós muitas vezes somos levados a pensar que o
objetivo de toda história foi a exaltação destes dois personagens bíblicos. E muitas vezes
tendemos a nos inspirar com essas histórias como promessas que servem para um dia provar
que nós seremos exaltados entre os nossos irmãos. Mas não é esse o objetivo da Palavra de
Deus. O que a Bíblia quer nos mostrar é como Deus usou de benignidade e bondade ao
preparar com que todas as circunstâncias, preparassem o caminho para um dia na história da
humanidade a Redenção do Homem pudesse vir. A história de José e Jacó é apenas um
preparativo, para mostrar como um dia o Povo de Israel surgiu, povo este que foi escolhido
por Deus para serem aqueles que receberiam a Aliança e Revelação de Deus e suas Leis, e
dessa forma abençoar a toda a Humanidade.

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