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Aula 12 :

 Corrosão
 Definição
 Tipos de Corrosão
 Prevenção a Corrosão.
Corrosão
o Definição

 Corrosão é definida como um ataque destrutivo e não intencional de


um metal; esse ataque é eletroquímico e, normalmente, tem seu inicio
na superfície do material. O problema de corrosão metálica é de
proporções significativas; em termos econômicos.

 Para materiais metálicos, o processo de corrosão é normalmente


eletroquímico, isto é, uma reação química na qual existe a
transferência de elétrons a partir de um componente químico para
outro.
Corrosão
o Definição

 Por exemplo, o metal Fe (ferro), que tem uma valência 2 (ou 2


elétrons de valência) pode experimentar oxidação de acordo com a
reação:

 O material onde a oxidação ocorre é chamado de anodo


Corrosão
o Definição

 Os elétrons gerados pelo metal que é oxidado devem ser


transferidos para outro componente da qual fará parte, numa reação
que é chamada reação de redução:

 O componente onde ocorre a reação de redução é chamado de


catodo.
Corrosão
o Definição

 Uma reação eletroquímica global deve consistir de pelo menos uma


reação de oxidação e uma reação de redução e será a soma delas
Corrosão
o Definição

 Geralmente a corrosão é um processo espontâneo.

 Os compostos tendem a buscar o estado de menor energia: ou seja


minerais de origem (ou óxidos metálicos).

 Para METAIS: o estado de menor energia  óxidos metálicos


Corrosão
o Corrosão Metálica

A corrosão à nossa volta:

 Automóveis: corrosão do chassis, corrosão da carroçaria;

 Canalizações (aço, aço galvanizado): corrosão externa e,


principalmente, interna;

 Estruturas de concreto : Pontes, viadutos, prédios , etc

 Monumentos: patina;

 Estruturas metálicas em engenharia (pintadas ou não).


Corrosão
o Formas de Corrosão

A forma auxilia na determinação do mecanismo de corrosão:

 Uniforme – A corrosão ocorre em toda a extensão da superfície


 Por Placas – Forma-se placas com escavações
 Alveolar – Produz sulcos de escavações semelhantes à alveolos
 Puntiforme – Ocorre a formação de pontos profundos (pites)
 Intergranular - Ocorre entre grãos
 Intragranular/Transgranular – A corrosão ocorre nos grãos
 Filiforme – A corrosão ocorre na forma de finos filamentos
 Por esfoliação – A corrosão ocorre em diferentes camadas
o Formas de Corrosão
Corrosão
o Exemplo de Corrosão Uniforme
Corrosão
o Exemplo de Corrosão por placas
Corrosão
o Exemplo de Corrosão alveolar
Corrosão
o Exemplo de Corrosão Puntiforme (Pites)
Corrosão
o Exemplo de Corrosão Intragranular ou Transgranular
Corrosão
o Exemplo de Corrosão Intergranular
Corrosão
o Exemplo de Corrosão Filiforme
Corrosão
o Exemplo de Corrosão por esfoliação
Corrosão
o Meios corrosivos (podem ser meios ácidos, básios ou neutros e/ou aerados)

 Atmosfera: poeira, poluição, umidade, gases (CO,CO2,SO2,H2S,....)


H2S-ácido sulfídrico , SO2-dióxido de enxofre

 Água : bactérias (corrosão microbiológica), chuva ácida, etc

 Produtos químicos: HCl (ácido clorídrico), NaOH (hidróxido de sódio


– soda cáustica), etc.

 Nota: Um determinado meio pode ser extremamente agressivo, sob


o ponto de vista da corrosão, para um determinado material e
inofensivo para outro.
Corrosão
o Produtos da corrosão

 Muitas vezes os produtos resultantes da corrosão são requisitos para


a escolha do material para a aplicação.
 Exemplos provocados pela corrosão que devem ser observados:

 Os produtos de corrosão dos materiais usados para embalagens na


indústria alimentícia devem ser atóxicos como também não podem
alterar o sabor dos alimentos;

 Pode ocorrer, devido a corrosão, a liberação de gases tóxicos e


inflamáveis (riscos de explosão);

 Materiais para implantes de ossos humanos, implante dentário,


marca-passos, etc.
Corrosão
o Mecanismos da Corrosão

• Mecanismo Químico (AÇÃO QUÍMICA)

• Mecanismo Eletroquímico
Corrosão
o CORROSÃO POR AÇÃO QUÍMICA: OXIDAÇÃO SECA

 A oxidação ao ar seco não se constitui corrosão eletroquímica porque


não há eletrólito (solução aquosa para permitir o movimento dos íons);
 Reação genérica da oxidação seca:

 Geralmente, o óxido do metal forma uma camada passivadora que


constitui uma barreira para que a oxidação continue (barreira para a
entrada de O2);

 Essa camada passivadora é fina e aderente;

 A oxidação só se processa por difusão do oxigênio;


Corrosão
o Metais que formam camada passivadora de óxido, com proteção
eficiente

• Al
• Fe a altas temp. Alumínio com camada de Al2O3
• Pb
• Cr
• Aço inox
• Ti
Corrosão
o Metais que formam camada passivadora de óxido com proteção
ineficiente

• Mg

• Fe
Corrosão
o Oxidação do ferro ao ar seco

• Fe + ½ O2  FeO (óxido ferroso) T= 1000 C

• 3Fe + 2O2  Fe3O4 (óxido ferro II,III) T= 600 C

• 2Fe + 3/2 O2  Fe2O3 T= 400 C


Corrosão
o CORROSÃO ELETROQUÍMICA

 As reações que ocorrem na corrosão eletroquímica envolvem


transferência de elétrons. Portanto, são reações anódicas e catódicas
(REAÇÕES DE OXIDAÇÃO E REDUÇÃO)

 A corrosão eletroquímica envolve a presença de uma solução que


permite o movimento de íons.

 O processo de corrosão eletroquímica é devido ao fluxo de elétrons, que


se desloca de uma área da superfície metálica para a outra. Esse
movimento de elétrons é devido a diferença de potencial, de natureza
eletroquímica, que se estabelece entre as regiões.
Corrosão
o Exemplo de Corrosão Eletroquímica

REDUÇÃO
OXIDAÇÃO
Corrosão
 A Tabela representa as tendências a corrosão para os vários metais;
aqueles na parte inferior da tabela (por exemplo, ouro e a platina) são
nobres, ou quimicamente inertes. Movendo-se para cima da tabela, os
metais se tornam cada vez mais ativos, mais susceptíveis a oxidação, o
sentido da reação é revertido e o sinal da tensão muda
Corrosão
o Corrosão eletroquímica : Tipos de pilhas ou células eletroquímicas
a) Pilha de corrosão: materiais de natureza química diferente
 É também conhecida como corrosão galvânica;
 A diferença de potencial que leva à corrosão eletroquímica é
devido ao contato de dois materiais de natureza química diferente
em presença de um eletrólito;

 Exemplo: Uma peça de Cobre e outra de Ferro em contato com a


água salgada. O Ferro tem maior tendência de se oxidar que o
Cobre, então o Ferro sofrerá corrosão intensa.
Corrosão
o a) Pilha de corrosão: materiais de natureza química diferente.

 Meios de prevenção contra corrosão galvânica:

 Evitar contato metal-metal coloca-se entre os mesmos um material


não-condutor (isolante);

 Usar Inibidores Usado principalmente em equipamentos químicos


onde haja líquido agressivo.
Corrosão
o b) Pilha de corrosão: mesmo material e eletrólitos de concentração
diferente

 Dependendo das condições de trabalho, funcionará como:

 ÂNODO: o material que tiver imerso na solução diluída;

 CÁTODO: o material que tiver imerso na solução mais concentrada.


Corrosão
o c) Pilha de corrosão: mesmo material e mesmo eletrólito, porém com
teores de gases dissolvidos diferentes

 É também chamada de corrosão por aeração diferenciada.

Observa-se que quando o oxigênio do ar tem acesso à superfície


úmida do metal a corrosão aumenta.
Corrosão
o c) Pilha de corrosão: mesmo material e mesmo eletrólito, porém com
teores de gases dissolvidos diferentes

• No cátodo:
H2O + ½ O2 + 2 elétrons  2 (OH-)
MAIS AERADO
Os elétrons para a redução da água vem das
áreas deficientes em oxigênio.
• No ânodo:
• OCORRE A OXIDAÇÃO DO MATERIAL NAS
ÁREAS MENOS AERADAS.
Corrosão
o c) Pilha de corrosão: mesmo material e mesmo eletrólito, porém com
teores de gases dissolvidos diferentes

 Sujeiras, trincas, fissuras, etc. atuam como focos para a corrosão


(levando à corrosão localizada) porque são regiões menos aeradas.

 O acúmulo de sujeiras, óxidos (ferrugem) dificultam a passagem de


Oxigênio agravando a corrosão.
Corrosão
o d) Pilha de corrosão: diferentes temperaturas

 Em geral, o aumento da temperatura aumenta a velocidade de


corrosão, porque aumenta a difusão.

 Por outro lado, a temperatura também pode diminuir a velocidade


de corrosão através da eliminação de gases, como O2 por exemplo.
Corrosão
o EFEITOS DA MICROESTRUTURA CORROSÃO INTERGRANULAR

• O contorno de grão funciona


como região anódica, devido
ao grande número de
discordâncias presentes nessa
região.
Corrosão
o EFEITOS DA MICROESTRUTURA

 A presença de diferentes
fases no material, leva a
diferentes f.e.m* e com isso,
na presença de meios
(Carboneto de Ferro)
líquidos, pode ocorrer
corrosão preferencial de
uma dessas fases.

f.e.m* - Força eletro motriz para corrosão é uma diferença de potencial entre os diferentes materiais
Corrosão
o EFEITOS DA MICROESTRUTURA

Exemplo: Corrosão
• Diferenças composicionais
intergranular no Aço inox
levam a diferentes potenciais
químicos e com isso, na
presença de meios líquidos,
pode ocorrer corrosão
localizada.
• Ocorre em soldas de inox
(sensitização ou “weld
decay”)
Corrosão
o EFEITO DE FORÇAS MECÂNICAS

• A presença de tensões levam


a diferentes f.e.m e com isso,
na presença de meios líquidos,
pode ocorrer corrosão
localizada.
• A região tensionada têm um
maior número de
discordâncias, e o material fica
mais reativo.

Ex.: região de solda, dobras, etc.


Corrosão
o EXEMPLOS DE CORROSÃO SOB TENSÃO
Corrosão
o CORROSÃO ELETROLÍTICA

A corrosão eletrolítica se caracteriza por ser um processo


eletroquímico, que se dá com a aplicação de corrente elétrica externa,
ou seja, trata-se de uma corrosão não espontânea. Esse fenômeno é
provocado por correntes de fuga, também chamadas de parasitas ou
estranhas, e ocorre com frequência em tubulações de petróleo e de
água potável, em cabos telefônicos enterrados, em tanques de postos
de gasolina etc. Geralmente, essas correntes são devidas a
deficiências de isolamento ou de aterramento, fora de especificações
técnicas. Normalmente,acontecem furos isolados nas instalações, onde
a corrente escapa para o solo.
Corrosão
o CORROSÃO ELETROLÍTICA

Corrosão eletrolítica em tubos de aço-carbono provocada por corrente


de fuga: (a) em parte de um equipamento; (b) em uma tubulação
industrial.
Corrosão
o PRINCIPAIS MEIOS DE PROTEÇÃO CONTRA A CORROSÃO

 PINTURAS OU VERNIZES;

 RECOBRIMENTO DO METAL COM OUTRO METAL MAIS


RESISTENTE À CORROSÃO;

 GALVANIZAÇÃO: Recobrimento com um metal menos resistente à


corrosão;

 PROTEÇÃO ELETROLÍTICA OU PROTEÇÃO CATÓDICA.


Corrosão
o PINTURAS OU VERNIZES

 Separa o metal do meio.


 Características da pintura sobre corrosão:
 Ação anti-corrosiva: “primers” e tintas anti-corrosivas (a base de
zinco);
 Aderência: fundamental para evitar a propagação da corrosão,
caso a pintura seja riscada, a corrosão fica restrita ao risco e não se
propaga sob a camada de tinta;
 Flexibilidade: para caso de dobramentos, flexões e mesmo para as
contrações e dilatações devido à variação da temperatura;
 Impermeabilidade: evitar que vapor d’água, oxigênio e outros
gases corrosivos permeiem através da pintura até o metal.
Corrosão
o RECOBRIMENTO DO METAL COM OUTRO METAL MAIS
RESISTENTE À CORROSÃO

 Separa o metal do meio.

Ex.: Cromagem, folhas de flandres, Niquelagem, revestimento de


arames com Cobre, etc.;

 Dependendo do revestimento e do material revestido, pode haver


formação de uma pilha de corrosão quando houver rompimento do
revestimento em algum ponto, acelerando a corrosão.
Corrosão
o PROTEÇÃO NÃO-GALVÂNICA

 Proteção com camada de um material mais resistente à corrosão que o


material base. Ex Folha de flandes (Sn-Fe).

Folhas de flandres: São folhas finas de aço revestidas com estanho que
são usadas na fabricação de latas para a indústria alimentícia. O estanho
atua como ânodo somente até haver rompimento da camada protetora em
algum ponto. Depois de rompido, atua como cátodo, fazendo então que o
aço atue como ânodo, corroendo-se.
Corrosão
o PROTEÇÃO NÃO-GALVÂNICA

 Recobrimento com um metal menos resistente à corrosão

• Separa o metal do meio.


Ex.: Recobrimento do aço com
Zinco;
• O Zinco é mais suscetível à
corrosão que o Ferro, então
enquanto houver Zinco, o aço
ou ferro estará protegido.
• Como a área recoberta de Zn é
grande, a corrosão é bem lenta
na camada de Zn.
Corrosão
o PROTEÇÃO ELETROLÍTICA OU PROTEÇÃO CATÓDICA

 Utiliza-se o processo de formação de pares metálicos (UM É DE


SACRIFÍCIO), que consiste em unir-se intimamente o metal a ser
protegido com o metal protetor, o qual deve apresentar uma maior
tendência de sofrer corrosão

o FORMAÇÃO DE PARES METÁLICOS

 É muito comum usar ânodos de sacrifícios em tubulações de ferro


ou aço em subsolo e em navios e tanques.
Corrosão
o FORMAÇÃO DE PARES METÁLICOS

Anodos de sacrifício :

(a) Placas de magnésio enterradas ao longo de um oleoduto


(b) Placas de zinco em casco de navio
(c) Barra de magnésio em um tanque industrial de água quente

* Todos esse anodos de sacrifício podem ser substituídos


Corrosão
o ÂNODOS DE SACRIFÍCIO MAIS COMUNS PARA FERRO E AÇO

• Zn
• Al
• Mg
VIDEO

CORROSÃO