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Universidade Católica de Brasília – Campus Taguatinga

Curso: Graduação em Direito


Disciplina: Introdução ao estudo do Direito
Professor: Julio Cesar de Aguiar
Integrantes: Kennedy Pereira Rosa
Agatha Cristina Aquino Gallis
Emanuelle Cecilia Zangerolami
Marcos Vinícius Penha Martins Bomfim Leal

Resenha do conto de A. C. Doyle, A juba do leão

A priori, o autor Arthur Conan Doyle, escritor e médico, traz consigo um conto

intitulado “A juba do leão”. Essa obra em específico, diferentemente de outras em que era

contado na visão do companheiro Dr. Watson (não recorrente nessa história), é narrada pelo

próprio personagem Sherlock Holmes, detetive britânico que em teoria está aposentando após

um longo período de casos solucionados. Sobre esse viés, a história é instigada inicialmente

pela solidão em que se encontra Holmes juntamente com sua velha governanta em um lugar

afastado da Inglaterra, em Sussex, próximo a praias, trilhas, colinas e penhascos. Além disso,

de forma concisa, é esclarecido durante a história, os laços que possuía o investigador em

relação a presença de seu amigo Harold Stackhurst (humanista de conhecimentos amplos e

morador próximo das terras de Sherlock.), e que de certo, Harold era o possuidor da “As

Empenas”, escola preparatória para a formação de profissionais e ministrada pela presença dos

professores MacPherson, Murdoch, e outros.

Para contextualizar, é utilizado uma alteração temporal drástica, ocorrendo a ventania

em excesso e a mudança de maré, resultando em uma mudança de fluxo das correntezas e suas

nascentes. Após essa passagem, em um dia comum, Holmes se depara com Stackhurst, e

começam a dialogar, todavia, com um imprevisto aparente, o clímax da trama, a morte incrédula

de Fitzroy MacPherson (professor de ciências, belo, jovem, e com problemas no coração) perto

das praias, suplicando em suas últimas palavras, “A juba do leão”, e portando um bilhete escrito
“Lá estarei, pode ficar certo. Maudie”, e que de certa forma, estabeleceria um caso amoroso.

Desse modo, MacPherson fora encontrado apresentando deformidades com perfurações sobre

a pele, e nesse sentido, o único suspeito seria Ian Murdoch (professor de matemática,

considerado esquisito), o único a ser visto no local e por conciliar desavenças em relação a

vítima.

Com demasiado mistério, as relações da investigação começam a se estruturar através

dos indícios e a atenção de Sherlock Holmes sobre o caso, e para não se precipitar em relação

a autoria do incidente, resolve traçar pistas com a ajuda de Harold e a polícia da cidade. Em

primeira análise, é apurado o bilhete de “Maudie”, em outras palavras Maud Bellamy, filha de

Tom Bellamy (dono de botes e cabinas na cidade de Fulworth), e que desta forma, Sherlock

resolve apurar pessoalmente esse indício, com o auxílio de seu amigo. Em sumo, o detetive

reconhece a relação entre Maud e a vítima, e consegue obter a resposta ao bilhete principal,

cujo esse dizia, “Terça-feira, no antigo local, na praia, logo depois do pôr-do-sol. É a única hora

em que posso sair. – F.M”, salientando brevemente a investigação.

Sobre esse viés, após constantes dúvidas em questão, outro empecilho emerge, agora

com o falecimento do cachorro de Fitzroy MacPherson, encontrado por estudantes da “As

Empenas” no mesmo lugar em que o seu dono morreu. Sherlock Holmes, inconformado com a

situação e coincidência, resolve apresentar ideias mais profundas e abstratas, pesquisando a

possibilidade de resolução do mistério com o auxílio de livros sobre o tema. Outrossim, a

presença do inspetor Bardle na residência de Sherlock acerca da dificuldade da solução do

episódio, contribui para os questionamentos desse, em contrapartida, na mesma hora, o

surgimento dos personagens Stackhurst e Murdoch vêm a tona, esse gravemente ferido, e

suplicando o acompanhamento de “aguardente”, encontrado na praia, e levado para a residência

de Holmes.

Nesse sentido, de forma brilhante, Holmes já conseguira desvendar o caso por meio dos
estudos feitos e de fatos concretizados. Por conseguinte, ele resolve convidar Stackhurst e

Bardle à praia, para assim neutralizar o autor do caso e matá-lo, uma criatura vibrante, cabeluda,

madeixas amarelas e ondulante, semelhante a juba de um leão, decorrente das mudanças

climáticas na qual resultou a sua chegada na cidade e também pelas correntezas. Ademais,

nomeada por Cynea capillata no livro “Out of Doors” (J. G. Wood), o autor dessa obra comenta

que passou por uma experiência de quase morte devido a esse animal feroz, e sucintamente

recomenda se prevenir a besta. Portanto, Sherlock transcorre como solucionou o acidente,

isentando Ian Murdoch da culpa de assassino, e esse explicando sobre a amizade que tinha sobre

Srta. Bellamy, confiando os bilhetes a serem entregues para Fitzroy.

Por fim, o principal raciocínio utilizado para a problemática de Sherlock Holmes, pode

ser considerado o de abdução, que em outras palavras seria inferência utilizada para se chegar

a melhor explicação de algo, uma parte importantíssima para se elaborar teorias e conciliar

mistérios para sua solução. A inferência abdutiva imposta por Sherlock, leva em consideração

a toda informação disponível, com o auxílio de melhores explicações, a exemplo da

profundidade da resolução, detalhamento de dados e suas consequências testáveis na maneira

de cada parte do problema, o tornando mais simplório.

Brasília, 2º semestre de 2019